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A canção de Beren e Lúthien

Tópico em 'J.R.R. Tolkien e suas Obras (Diga Amigo e Entre!)' iniciado por Eruanna Upadiel, 3 Ago 2006.

  1. Eruanna Upadiel

    Eruanna Upadiel Princess Of Green Wood

    Ola gente!!:D

    Bem, vi num site que existe uma música chamada Balada de Leithian,(Libertação do Cativeiro), que conta a história de Beren e Lúthien. Ja procurei em vários sites, mas não consegui encontrar nada... Queria, se possivel, que me deixassem aqui o endereço de algum site onde possa ouvir a música!

    Valeu!!:abraco:
     
  2. Edu

    Edu Draper Inc.

    Eruanna, achei essa Balada traduzida. O crédito da tradução é do Aegnor do site "
    Este conteúdo é limitado a Usuários. Por favor, cadastre-se para poder ver o conteúdo e participar (não demora e não possui custos)
    ". Ela é dividida em capítulos. Pelo que eu sei ela não está completa, mas me corrijam se estiver errado.
    Só uma coisa: talvez tranquem esse tópico, porque dei uma olhada aqui na Valinor e já tem alguns sobre o assunto... :)

    A
    Aventura
    de Beren filho de Barahir
    e
    Lúthien a elfa
    chamada
    Tinúviel o rouxinol
    ou a
    Balada de Leithian
    Libertação do Cativeiro



    I – De Thingol em Doriath

    Havia um rei nos dias de antigamente:
    antes dos homens caminharem na terra
    o seu poder era reverenciado na sombra das cavernas,
    a sua mão estava sobre os vales e clareiras.
    De folhas a sua coroa, o seu manto verde,
    as suas lanças prateadas longas e afiadas,
    a luz das estrelas no seu escudo era apanhada,
    antes da Lua ser feita ou o Sol forjado.
    Nos dias futuros quando para a costa
    da Terra-Média de Valinor
    as hostes Élficas em força regressaram,
    e bandeiras voaram e faróis queimaram,
    quando os reis de Eldamar passaram
    em força de guerra, debaixo do céu
    então ainda as suas trompas de prata troaram
    quando o Sol era jovem e a Lua nova.
    Longe então em Beleriand,
    na terra cercada de Doriath,
    o Rei Thingol sentava-se no trono guardado
    nos muitos salões de colunas de pedra:
    ali o berilo, pérolas, e a pálida opala,
    e o metal forjado como escamas de peixe,
    escudos e coletes, machados e espadas,
    e brilhantes lanças eram deitadas em tesouros:
    tudo isto ele tinha e achava pouco,
    pois mais querida do que toda a riqueza em salões,
    e mais bela do que as nascidas dos Homens,
    uma filha ele tinha, Lúthien.

    De Lúthien a Amada

    Tais ágeis membros não mais correrão
    na verde terra debaixo do Sol;
    tão bela uma donzela não mais será
    desde a aurora ao anoitecer, desde o Sol ao Mar.
    O seu vestido era azul como os céus de Verão,
    mas cinzentos como o entardecer eram os seus olhos;
    o seu manto bordado com belos lilios,
    mas escuros como as sombras os seus cabelos.
    Os seus pés eram rápidos como um pássaro a voar,
    o seu riso alegre como a Primavera;
    o esbelto salgueiro, o dobradiço junco,
    a fragrância de um prado florido,
    a luz sobre as folhas das árvores,
    a voz da água, mais que tudo isto
    era a sua beleza e bem-aventurança,
    a sua glória e encanto.

    Ela habitava na terra encantada
    enquanto o poder élfico ainda dominava
    os bosques entrelaçados de Doriath:
    ninguém nunca para ai encontrou o caminho
    sem ser convidado, nem a beira da floresta
    se atreveu a passar, ou agitar as folhas atentas.
    Para norte ficava uma terra de medo,
    Dungortheb onde todos os caminhos acabavam
    em colinas de sombras escuras e frias;
    para lá era o domínio da Mortífera Floresta sob a Noite
    na crescente sombra de Taur-nu-Fuin,
    onde o Sol era doentio e a Lua pálida.
    Para Sul a grande terra inexplorada;
    para Oeste o antigo Oceano troava,
    não navegado e sem costas, imenso e selvagem;
    para Este em picos de azul empilhadas,
    em silêncio envolvidas, encimadas de névoa,
    as montanhas do mundo exterior.

    Assim Thingol no seu belo salão
    entre as altas Mil Cavernas
    de Menegroth como rei vivia:
    para ele nenhuma estrada mortal levava.
    Ao seu lado sentava-se a sua rainha imortal,
    a bela Melian, que tecia invisíveis
    redes de encantamentos em redor do seu trono,
    e feitiços eram postos em árvore e pedra:
    aguçada era a sua espada e alto o seu elmo,
    o rei da faia, carvalho e olmo.
    Quando a erva era verde e as folhas longas,
    quando o tentilhão e o tordo cantavam a sua canção,
    ai por baixo dos ramos e debaixo do Sol
    na sombra e na luz corria
    a bela Lúthien a dama élfica,
    dançando em vales e verdejantes clareiras.

    De Daeron o menestrel de Thingol

    Quando o céu era claro e as estrelas intensas,
    então Daeron com os seus dedos debruçava-se,
    assim que a luz do dia se fundia no entardecer,
    e uma vibrante e doce música tecia
    em flautas de prata, fina e clara
    para Lúthien, a donzela amada.

    Ali havia alegria e vozes claras;
    ali a tarde era pacífica e a manhã suave,
    ali as jóias cintilavam e a prata empalidecia
    e ouro vermelho em dedos brancos resplandecia,
    e a elanor e niphredil
    desabrochavam na erva ainda inalterável,
    enquanto os intermináveis anos da terra Élfica
    rolavam sobre Beleriand,
    até que um dia de destino aconteceu,
    como ainda os harpistas élficos cantam.
     
    Última edição: 3 Ago 2006
  3. Pandatur

    Pandatur Usuário

    A Balada de Leithian não é uma música, mas um loooongo poema escrito pelo Tolkien. Nele, o autor conta a história de Beren e Lúthien em cupletos octossilábicos. A balada não foi finalizada, e termina com Carcharoth engolindo a mão de Beren.
    Você pode encontrá-la no livro The History of Middle-earth III - The Lays of Beleriand.
     
  4. Eruanna Upadiel

    Eruanna Upadiel Princess Of Green Wood

    oi, obrigada pelo esclarecimento ;) Valeu!!
     
  5. Tilion

    Tilion Administrador

    "Balada" ali não implica música... quer dizer, originalmente também implicava, pois era um poema feito para ser cantado por menestréis, etc. Mas "balada" também é um subgênero literário, que é/era escrito em imitação a sua contraparte oral.

    A Balada de Leithian, no caso, enquadra-se nos dois modos: "internamente" ela foi composta para ser realmente cantada por bardos, enquanto que "externamente" (no mundo real) ela foi escrita por Tolkien para ser lida como o poema que é.
     
  6. Snaga

    Snaga Usuário não-confiável!!!

    Como você disse que viu num site, acho que ainda não leu o Silmarillion, sendo que lá, em vários momentos, é citado a 'Balada de Leithian'. Então, pra você que quer saber a história de Beren e Lúthien completa, o melhor é ler o Silma! :D
     
  7. Eruanna Upadiel

    Eruanna Upadiel Princess Of Green Wood

    Muito obrigado a todos!! É o que irei fazer, ja que acho o mundo de Tolkien muito fascinante!!
     
  8. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Mas existe uma música não existe... que os elfos cantam ou é um trecho do poema cantado?
     
  9. Tilion

    Tilion Administrador

    Eles cantam o poema. Veja o que escrevi no post acima.
     
  10. Celebentári

    Celebentári Usuário

    A história em si já é maravilhosa e um poema sobre ela fica ainda melhor!!!
     
  11. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Eu entendi muito bem o seu post acima. O que eu não sabia é se eles catavam uma outra música ou cantavam o próprio poema, mas pelo que vi agora é o próprio poema mesmo que eles catam.
    O que me fez confundir foi a letra de uma música...colocada até na tarefa das músicas na nossa II batalha Valinor...

     
  12. Tilion

    Tilion Administrador

    A música foi inspirada no texto, mas não é um trecho da balada em si.
     
  13. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Foi isso que me confundiu...
    Valeu Gabriel :joinha:
     

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