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A Boa Terra (Pearl S. Buck)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Gigio, 9 Mar 2010.

  1. Gigio

    Gigio Usuário

    [align=justify]Foi seguindo seu caminho pela trilha dos campos. Não muito longe, erguia-se o muro cinzento da cidade. Do outro lado da porta no muro por onde ele entraria ficava a casa grande onde a mulher era escrava desde criança, a Casa de Hwang. Havia aqueles que diziam: "É melhor viver só do que casar com uma mulher que foi escrava numa casa grande." Mas quando ele perguntara ao pai: "Nunca vou ter uma mulher?", o pai respondeu:
    - Com os casamentos custando o que custam nesta época ruim e com as mulheres querendo anéis de ouro e roupas de seda antes de tomar um homem, os pobres só podem ter escravas.
    Seu pai então agira e fora à casa de Hwang perguntar se havia uma escrava disponível.
    - Que não seja muito jovem, nem, sobretudo, bonita - dissera.

    (A Boa Terra, Pearl S. Buck, trad. Adalgisa Campos da Silva)

    Assim é no princípio do livro, quando Wang Lung ainda é um camponês pobre da província de
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    . A partir daí acompanharemos sua vida, com anos ruins, de miséria e fome, e anos melhores, que o permitirão aos poucos ascender socialmente, em torno de sua boa terra, que para ele será sempre a única fonte de estabilidade e riqueza.

    Existe, então, esse aspecto romântico, do homem que consegue subir na vida e que se esforça por se manter fiel às tradições e à sua origem. No entanto, à medida que suas circunstâncias vão se alterando, algumas mudanças de mentalidade vão se impondo sobre Wang Lung e os demais personagens, em uma evolução psicológica feita com muita sensiblidade.

    A princípio, não disse uma palavra na casa de chá, mas comprou calado seu chá, bebeu-o e olhou em volta admirado. Era um grande salão de teto dourado e paredes de onde pendiam painéis de seda branca pintados com figuras de mulheres. Wang Lung olhava para essas mulheres secretamente com atenção, e parecia-lhe que eram mulheres de sonho, pois nunca havia visto nada parecido na terra. E, no primeiro dia, olhou-as, bebeu seu chá depressa e saiu.
    (A Boa Terra, Pearl S. Buck, trad. Adalgisa Campos da Silva)

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    nasceu nos Estados Unidos em 1892, mas viveu grande parte da vida na China e maioria dos seus livros tomam esse país como cenário. Publicou "A Boa Terra" em 1931. Em 1938 recebeu o Prêmio Nobel de Literatura, sobre o qual se pronunciou a Academia nas seguintes palavras: "por suas descrições ricas e verdadeiramente épicas da vida camponesa na China e por usas obras-primas biográficas".

    O livro foi também adaptado para o
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    em 1937, tendo sido indicado ao Oscar em 5 categorias, incluindo a de "Melhor Filme".

    No Brasil, a última edição de "A Boa Terra" saiu em 2007 pela editora Alfaguara. A parte inicial do livro está disponível para visualização no
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    .

    Como possui uma linguagem simples, sem estruturas mirabolantes, ele se tornou para mim também uma ótima opção para presentes. Comprei-o para minha mãe, que não tem o hábito da leitura, e ela terminou-o em apenas três dias... :g:[/align]

    [attachment=1945]
     
  2. Clara

    Clara Que bosta... Usuário Premium

    Na minha infância e adolescência eu tive uma tia chamada Esperança (sim esse era o nome dela! :sim: ) que era fã da Pearl S Buck.
    E como ela sabia que eu gostava de ler, vivia me indicando os livros dessa escritora pra mim (ela tinha vários).
    O problema era que eu, naquela época, só lia livros de fantasia, terror e ficção científica e quando finalmente peguei um livro da Pearl S Buck pra ler detetestei aquela realidade crua e (eu achava) feia.
    Pensava, minha vida já era tão difícil e triste e eu ainda vou ler como a vida de outras pessoas era difícil e triste na China?! :lol:
    Enfim, eu cresci, minha tia morreu e os filhos dela se desfizeram de tudo que era dela (inclusive os livros) e eu nunca li um livro inteiro da Pearl S. Buck.
    Acho que perdi umas boas histórias, mas também talvez aquele não fosse o momento certo, quem sabe agora.
     
  3. Gigio

    Gigio Usuário

    Que história interessante, Clara! Entendo que você tenha considerado sem sentido ler um livro cheio de tristezas, que ainda por cima se passa lá na China! :lol: Talvez eu tivesse pensado o mesmo há algum tempo... Mas existe algo em "A Boa Terra" que faz as pessoas pararem para ouvir sua história. É como se uma tia um dia dissesse, "Sente-se aqui que irei lhe contar uma coisa: houve uma época, um camponês chamado Wang Lung...", e você ficasse fascinado. É o relato de uma vida, com todos os seus momentos de dificuldade, superação, glória, decepção...

    E sei que outros dois livros da Pearl S. Buck saíram recentemente por aquela coleção BestBolso, da Record, embora não os tenha lido ainda: "A Grande Travessia", que é biográfico, dos mais estimados da autora; e "Pavilhão de Mulheres", de contos.
     

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