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60 pérolas de páginas de direita no Facebook: o ódio e a ignorância como ideologias

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
um esvaziamento programático dessa direita que não se vê representada nas forças partidárias que aí estão

É bem possível, até pq a direita brasileira é basicamente isso aí: Jair Bolsonaro e Feliciano. Falta a ala libertária que, sinceramente, não tem os pés no chão e ainda carece de maturidade política (ou seja, entender que o mundo não pode ser uma utopia de Ayn Rand). Enfim, falta uma agenda menos autoritária e mais economicamente liberal.

a ponto de abandonar bandeiras históricas da esquerda brasileira e incorrer em condutas que anteriormente condenavam (privatizações?).

Polêmico isso hein? Dizer que a esquerda abandonou algumas bandeiras (e exemplificar justamente com as privatizações) por conta de pressões conservadoras.

Tenho curiosidade também pra saber qual é a definição que vocês tem de "direita" e "esquerda".
 
P

Paganus

Visitante
Também não concordo com algumas dessas definições. Pra mim nada é menos conservador que privatização.

Sou conservador e penso que estatização dos serviços públicos é preferível, apesar de que no meu caso, nem consta muito, o conservadorismo-revolucionário tem uma filosofia econômica claramente anti-liberal.

Parece que marxistas às vezes colocam como conservador toda posição que se coloque contra certo caminho programático da revolução, toda forma de contenção de políticas 'socialistas', digamos, seria 'conservadora'. Nem é uma crítica isso, é só uma constatação.
 

Mercúcio

Usuário
Polêmico isso hein? Dizer que a esquerda abandonou algumas bandeiras (e exemplificar justamente com as privatizações) por conta de pressões conservadoras.

Tenho curiosidade também pra saber qual é a definição que vocês tem de "direita" e "esquerda".

Também não concordo com algumas dessas definições. Pra mim nada é menos conservador que privatização.

Sou conservador e penso que estatização dos serviços públicos é preferível, apesar de que no meu caso, nem consta muito, o conservadorismo-revolucionário tem uma filosofia econômica claramente anti-liberal.

Parece que marxistas às vezes colocam como conservador toda posição que se coloque contra certo caminho programático da revolução, toda forma de contenção de políticas 'socialistas', digamos, seria 'conservadora'. Nem é uma crítica isso, é só uma constatação.

Não disse que a esquerda abandonou bandeiras e sim que o PT abandonou bandeiras históricas da esquerda brasileira, tendo cedido a forças conservadoras.
E não classifiquei as privatizações em si como uma política conservadora, o que não impediu que ao longo dos nossos governos neoliberais essas políticas fossem levadas adiante em clara associação do governo com o que chamei de forças conservadoras (grupos econômicos hegemônicos, determinados bancos, etc.). E disse mais que o PT capitulou diante dessas mesmas forças, assinando um atestado de incoerência.
 

Grimnir

Well-Known Member
Usuário Premium
@Pagz: Eu nem estava falando sobre o erro de associar privatizações ao conservadorismo, mas concordo com você. Esse nacionalismo combina com o conservadorismo e não faz muito sentido para o liberalismo econômico (neoliberalismo é mimimi).

@Mercúcio: Troque "esquerda" por "PT" na minha frase e o meu questionamento continua o mesmo. Olhando as privatizações dos aeroportos é difícil acreditar que elas ocorreram por qualquer outra coisa que não o senso de urgência (aliado à auto-crítica do governo).
 

Felagund

Usuário
Ao contrário do Felagund, não vejo problema no haver "posicionamento ideológico o tempo todo". Qual o problema com a ideologia? Ela não pode trazer, dentro de suas premissas, uma base coerente? Ou vamos incorrer na armadilha e pensar a ideologia como um falseamento puro e simples? Vejam bem, não estou dizendo que o texto é uma obra prima, um tratado de sociologia ou coisa que o valha, e não nego que possua fragilidades. Mas no essencial eu não guardo discordâncias mais agudas, não.
Acho que me expressei mal, eu não quis dizer que, por ser ideológico, e ruim, mas sim que o tipo de ideologia que se aplica ao criticar as imagens é um pouco "barata". Argumentos que só se sustentam pela repetição do mesmo, imperativos jogados ao vento por todo o lado, como vc mesmo disse, uma linha argumentativa muito frágil para um post tão grande.
 

ExtraTerrestre

Usuário
Agora, que o autor do texto deve ser NO MÁXIMO de um segundo semestre de humanas, isso não tenho dúvidas. Argumentos fraquinhos, posicionamento ideológico o tempo todo, ficar se referindo ao socialismo do século XX como "experiência autoritária do socialismo do século XX". Porra, leu Hobsbawn e agora fica arrotando os termos do cara.
Além, claro, da eterna vitimização da mulher pela esquerda. Se as imagens mostram a direita misógina e machista, a esquerda sempre mostra a mulher como uma minoria desprovida de todo e qualquer direito, oprimida por uma sociedade impositiva e bla bla bla que, sinceramente, já tem seu debate sério muito mais sofisticado do que isso.
.

Se um cara desse passar no vestibular e (ainda por cima) conseguir avançar ao segundo período dum curso de humanidades, então, Houston, temos um problema educacional. Grave.
 

ExtraTerrestre

Usuário
Vou te levar pra conhecer uma galera de Sociais da PUC e ai a gente bate um papo :lol:

O pior é que eu sei disso. Já podemos chamar o Rilston.

E isso é uma coisa que eu concordo, ao menos em essência, com a direita. Acho que os professores de humanas tinham que começar a descer o sarrafo, puxar, cobrar dos alunos pra valer, fazer o risco de reprovação ser iminente.
 

Felagund

Usuário
O pior é que eu sei disso. Já podemos chamar o Rilston.

E isso é uma coisa que eu concordo, ao menos em essência, com a direita. Acho que os professores de humanas tinham que começar a descer o sarrafo, puxar, cobrar dos alunos pra valer, fazer o risco de reprovação ser iminente.

Exato.

No terceiro ano de facul, lembro que pegamos uma professora EXCELENTE de sociologia, que disse que daria uma prova sem consulta. A turma surtou, falou que não gostavam de fazer prova (como se pudesse "gostar ou não"), e que sem consulta era muito dificil. A professora, uma semana antes da prova,m disse que, por gostar da turma, iria dar com consulta, porém só consulta aos livros, nenhuma consulta as anotações, e que, já que existiria consulta, a prova seria mais dificil.
A turma surtou de novo, falou que queriam consulta nas anotações, a professora alegou com consultar anotação já é demais, afinal eles apenas anotaram o que ela disse em sala, portanto não seria eles escrevendo, apenas reescrevendo.

No final, foi prova sem consulta, ela entregou as provas criticando a turma inteira, falando que ninguém sabia fazer prova, que nenhum professor ate aquele momento tinha passado prova sem consulta, que eles todos estavam despreparados, que existe um "pacto de mediocridade" entre os professores e alunos, que não se cobram de maneira devida e que saber fazer prova não é apenas um detalhe, mas fundamental para quem almeja um concurso público ou mesmo lecionar em alguma faculdade.

Eu tirei 9,5 na prova, sou foda.

Tem outros professores na PUC, em especial os anarquistas, que se orgulham de, na época de alunos, se negarem a fazer as provas, pois não concordam com esse tipo de avaliação, inclusive eles incentivam os alunos a não fazer as provas dos professores que passam, é foda cara, faculdade de humanas precisava ser mais séria em algumas coisas.
 
C

Calib

Visitante
VEJA - Não há no Brasil uma desconfiança recíproca entre o Estado e os intelectuais?
MERQUIOR - É impressionante o número de intelectuais brasileiros que está dentro do Estado e faz de conta que não vê. O que está dando pretexto a tanta retórica ideológica sobre essa questão é apenas uma concepção vulgar de Estado, que só vê seu ramo executivo. Ora, essa não é uma concepção correta, nem jurídica, nem historicamente, nem para o Direito, nem para as ciências sociais. O Estado não é só o governo. Fica muito engraçado ver tantos intelectuais encastelados em posições universitárias, comportando-se como vestais críticas do poder do Estado. Estão fazendo tudo isso dentro do Estado e não sabem.

VEJA - O senhor antipatiza com a sociedade civil?
MERQUIOR - Antipatizo com o mito da sociedade civil, que me parece ter duas origens. Uma, brota da esquerda. Até 1970, certamente durante todos os anos 60. O pensamento marxista ou marxistizante na América Latina, preso ao conceito leninista de imperialismo, que era uma espécie de projeção da luta de classes para a política internacional, fez o resgate ideológico do Estado.

VEJA - Resgate ideológico?
MERQUIOR - Isso mesmo. Pela tradição marxista, o Estado sempre foi sinônimo do mal, de instrumento de opressão. Mas, de repente, através da transposição de que eu falava, os marxistas, tomados de fervor nacionalista, passaram a ver o Estado como denominador comum das classes contra a opressão internacional. Isso foi na era leninista. Agora, os marxistas brasileiros estão em plena era de devoção ao pensador italiano Antonio Gramsci, o que num certo sentido implica a volta às matrizes marxistas que sempre viram no Estado um instrumento de opressão. Essa é a origem esquerdista do mito da sociedade civil.

VEJA - Existe a origem direitista?
MERQUIOR - Claro. Os neoliberais brasileiros - que, aliás, andam precisando de correção semântica, pois na verdade são paleoliberais - juntaram-se à esquerda nessa festa de rejeição do Estado. Porque num país como o nosso o Estado é, ou pelo menos deve ser, um promotor de progresso, do equilíbrio social. Mas os paleoliberais rejeitam essa função do Estado e por isso se juntaram aos gramscianos na criação do mito da sociedade civil, chamada a resolver os problemas brasileiros sem a interferência do Estado ou contra ela. Isso é uma bobagem.

VEJA - Mas rendeu muito debate.
MERQUIOR - Uma das características defeituosas do nosso debate intelectual - quando ele ocorre, pois a outra característica é que ele é muito subdesenvolvido e raramente ocorre - é a tendência à imediata ideologização. Os problemas são sempre apresentados de maneira abstrata, principista e apriorista. Portanto, o coeficiente de análise empírica, de exame concreto de realidades verificáveis, é muito pequeno. O inglês Oscar Wilde dizia que os patrões falam de coisas e os criados de pessoas. No debate político e intelectual brasileiro, há muito pouca gente falando de coisas ou pessoas. Fala-se de noções abstratas.

VEJA - Com que resultado?
MERQUIOR - O resultado, em outras palavras, é que se restaurou no Brasil o estilo escolástico de debate. Uma das melhores definições de escolástica como estilo retórico diz que ela era uma maneira precisa de falar de coisas vagas. Para ver como isso funciona na prática, basta acompanhar a discussão sobre democracia: quase ninguém discute os mecanismos reais de representação. E o resultado é que o debate, político e intelectual, ficou muito chato no Brasil, pois a discussão sobre coisas concretas é sempre muito mais remuneradora que a discussão sobre princípios.

VEJA - Qual seria o remédio?
MERQUIOR - Pessoalmente, há muitos anos eu me espanto com a irresponsabilidade de alguns intelectuais que tendem a minimizar, em nome de uma vesga modernice, o problema do ensino básico, da alfabetização, de dotar as pessoas com o instrumental mínimo do pensamento articulado, que é a capacidade de falar e escrever corretamente. Fala-se mal, escreve-se mal, pensa-se mal no Brasil.

VEJA - Quem escreve mal?
MERQUIOR - Os cientistas sociais, os críticos literários, os políticos e, enfim, mas não por último, os escritores.

[...]

VEJA - Como é o intelectual brasileiro?
MERQUIOR - No Brasil, há uma intelectualidade, mas não uma intelligentsia. A diferença entre uma coisa e outra é a mesma que distingue o gênero da espécie. A intelligentsia é um tipo de intelectualidade, um tipo cujo modelo histórico foram os intelectuais da Europa oriental no século passado, sobretudo no império czarista. O que a caracteriza é a separação em que os intelectuais vivem em relação à sociedade. São párias, até pela situação de sua renda e seu status. Os intelectuais brasileiros mais radicais não são párias de nossa sociedade, nem pela renda nem pelo status. Se disserem que são, eu respondo com uma gargalhada. Eles se beneficiaram do progresso econômico, subiram socialmente nos últimos anos como o resto da classe média. Por isso, têm uma retórica muito radical. Fingem que são uma intelligentsia. Mas, na prática, se comportam como um setor do salariado, têm impulsos corporativistas.

VEJA - O senhor quer dizer que os intelectuais são muito ciosos de seus interesses de classe?
MERQUIOR - Basta ver a prática da excomunhão em meios universitários, como se cassam mandatos intelectuais no Brasil. O AI-5 intelectual nunca foi revogado. É a classe se organizando em corporação. É típica a maneira como se reage no país à polêmica. Quando um intelectual no Brasil se sente incomodado por um crítico, ele não contra-ataca as idéias do crítico, ataca o próprio crítico. Foi o que aconteceu comigo, na polêmica com a professora Marilena Lefort...

VEJA - Quem?
MERQUIOR - Aliás, Marilena Chauí, que em seu último livro psicografou trechos inteiros do francês Claude Lefort. Quando eu denunciei isso em artigo, as pessoas que vieram em defesa da Marilena procuraram desqualificar minha pessoa, a pretexto de que eu trabalho para o governo. Eu me refiro a Maria Sylvia Carvalho Franco, conhecida patrulheira ideológica paulista. Há exceções, felizmente. Eu também critiquei Carlos Nelson Coutinho, porque não me convenceu sua tentativa de provar que leninismo e democracia são compatíveis. Ele entendeu que se tratava de uma discussão de idéias. Respondeu com seus contra-argumentos marxistas. Quando isso acontece, há polêmica. Do contrário, o que se tem é um bom exemplo do clero intelectual agindo como seita. É uma das características de toda seita é o puritanismo, a intransigência no plano da conduta e o dogmatismo.

VEJA - Aonde esse comportamento pode levar?
MERQUIOR - Está levando a uma grafocracia. Criticam-se muito as várias cracias, mas não a grafocracia, termo cunhado pelo marxista austríaco Karl Renner, depois da II Guerra, para designar essa vocação moderna do intelectual para exercer o poder através do que ensina ou escreve. O mal da grafocracia é que, com ela, o humanismo deixa de ser um movimento intelectual para se transformar numa ideologia, no sentido marxista da palavra, isto é, um sistema que reflete os interesses de uma camada intelectual que se comporta como clero.

VEJA - O filósofo Claude Lévi-Strauss, depois de ensinar na USP, escreveu que no Brasil todos querem ser eruditos, mas não têm a vocação nem o mérito. O senhor se considera um erudito?
MERQUIOR - Como categoria neutra, sem dar à palavra conotações de bem ou mal, admito que em alguns trabalhos realizei um certo esforço de erudição. Mas a minha preocupação com a erudição é instrumental, quero equipar-me com ela para tratar de determinados problemas. Mas essa conversa do erudito que leu o último livro é uma bobagem. Ninguém leu o último livro. Essa época acabou na Renascença, quando as grandes bibliotecas tinham 500 volumes. A minha tem 7 000 volumes e não tem o último livro. Por outro lado, a erudição também vai ganhando um ar pejorativo serve para descartar certas idéias, um certo tipo de pensamento a pretexto de que "são coisas de erudito". A insinuação é de que existe outro saber, por graça infusa, que dispensa seus iluminados do trabalho de serem eruditos. Basta estar na posição "correta". Eu gostaria de saber quem dá esse atestado de dispensa.

VEJA - Entre a esquerda e a direita, onde é que o senhor fica?
MERQUIOR - Alguém definiu admiravelmente bem as pessoas de minha posição ideológica. Foi o polonês Leszek Kolakowski, num texto que é uma pérola - "Como ser conservador, liberal e socialista". No fundo da visão conservadora, existe um elemento muito positivo, que consiste em acreditar que nem todos os males humanos têm causas sociais, sendo portanto elimináveis através de mudanças sociais. Do lado liberal, a idéia básica, também verdadeira, é que a finalidade do Estado é dar segurança, sem esclerosar a sociedade com um sistema demasiado refratário à iniciativa individual. Enfim, o socialismo tem de válida a idéia de que o pessimismo antropológico, por trás da posição conservadora, não deve ter o poder absolutista de evitar as reformas sociais citadas pelo reformismo esclarecido.

VEJA - Trocando em miúdos...
MERQUIOR - ...Eu me sinto um pouco um iluminista. Tenho confiança no progresso, acredito no progresso pela racionalidade. Essa crença já foi característica dos socialistas, mas hoje os socialistas mais sofisticados abandonaram seu compromisso histórico com o evolucionismo, direita e esquerda ficaram muito parecidas nesse aspecto: o repúdio aos tempos modernos. Adorno, que se proclamava neomarxista, chamou nossa época de satânica. No século XVIII, quem acreditava no progresso eram os filósofos. Atualmente, intelectual que acredita no progresso é coisa rara. Hoje em dia, quem acredita no progresso, felizmente, são as massas.

Fonte: http://veja.abril.com.br/especiais/35_anos/ent_merquior.html
 

Felagund

Usuário
Merquior era meio doidão também né, odiava a classe intelectual brasileira por elaser essencialmente anti-liberal, enquanto ele era um liberal clássico.

De quando é essa entrevista Calib? Sabe dizer?
 
C

Calib

Visitante
Bah, sei lá. Ele morreu em 1991. Então é velha. Hehe.
 

Ranza

Macaco
O pior é que eu sei disso. Já podemos chamar o Rilston.

E isso é uma coisa que eu concordo, ao menos em essência, com a direita. Acho que os professores de humanas tinham que começar a descer o sarrafo, puxar, cobrar dos alunos pra valer, fazer o risco de reprovação ser iminente.

III ET nem precisa ir na PUC não, vc encontra um pessoal desse tipo ai dentro da FAFICH.
 

ExtraTerrestre

Usuário
Tem outros professores na PUC, em especial os anarquistas, que se orgulham de, na época de alunos, se negarem a fazer as provas, pois não concordam com esse tipo de avaliação, inclusive eles incentivam os alunos a não fazer as provas dos professores que passam, é foda cara, faculdade de humanas precisava ser mais séria em algumas coisas.

O que é uma posição absurda. O anarquismo, a princípio, é construído dentro de uma nação, ou seja, a instituição ou coletivo mais abrangente na vida de um indivíduo. Todas as outras sub-instituições, mesmo que num ambiente anarquista, funcionam num intercâmbio voluntário de comunicação e troca de valores, sob os termos da lei (que, no caso do mundo anarco, estão introjetadas na consciência moral de cada um). Pode-se até defender um mundo sem governos, mas neste planeta ainda existirá arranjos coletivos com os quais os outros indivíduos ou coletivos terão que fechar um acordo mútuo.

O que eu quero dizer é: se você não quiser fazer a prova, o Estado, ou seja, a instituição que regulamenta a nação, não vai te prender. Você é livre para não fazê-la. Mas a Universidade terá o pleno direito de te reprovar na matéria, e, sinceramente, é dever dela usufruir desse direito.

III ET nem precisa ir na PUC não, vc encontra um pessoal desse tipo ai dentro da FAFICH.

Sim, gente assim está-me longe de ser desconhecida. E isso que me choca.
 

Morfindel Werwulf Rúnarmo

Geofísico entende de terremoto
Eu não sei o que é mais péssimo aqui: você associar direita diretamente com conservadorismo ou associar a defesa de valores conservadores com posturas geralmente hipócritas.

Que merda de post. Caguei nele. Desprezível. É um dos piores posts da história do fórum Valinor, um festival de merda esvoaçante, um cu cagado em forma de post.

Sério, é tão ruim, tão preconceituoso, tão imbecil, tão fajutamente travestido de politicamente correto, tão hipócrita você associar posturas homofóbicas (normalmente sem a menor relação com alguma ideologia anti-gayzista), racistas (que conservadores execram), misóginas (outra coisa notoriamente anti-conservadora), que além da conclusão óbvia de que a tua mente simplória ignora totalmente o que estão falando, ou seja, o conservadorismo, como há aí uma inerente desonestidade mesmo.

Mais ascoso, cuzeiro e nojento é essa tua defesa da esquerda de que ocorre 'mais' na direita. De que direita você está falando? Que liberal você conhece que milita contra aborto ou casamento gay? Não é direita? Além de você falar aquela mesma merda que certas esquerdistas repetem de querer equiparar direita a extrema-direita, a nazismo, por exemplo, e formas violentas de fascismo mais radical. É tanto erro conceitual, tanta baboseira, tanto lixo nesse post que a gente fica sem nem saber por onde começar a criticar.

E eu poderia citar centenas de exemplos do meu dia-a-dia de esquerdistas e progressistas de forma geral que são verdadeiros símios ignorantes, estúpidos, arrogantes, sem a menor formação intelectual e um ativismo deslumbrado, uma ingenuidade adolescente e uma desonestidade aberrante para com todo tipo de argumento conservado e liberal! Porra, outro dia li uma galera chamando liberais de fascistas! EU já fui chamado de nazista, de adorador de suástica! Pqp, é pedir demais um pouco de coerência, de respeito, de diálogo, em vez desses montes de vômitos que não só sou obrigado a aturar no face e agora tenho de ler aqui também, na Valinor, onde o nível do debate sempre foi tão bom? Como assim, cara?

Encerrando, não sou homofóbico, racista, ou misógino. Agora sou sim contra aborto, casamento gay e tenho uma série de outras posições morais conservadoras, politicamente sou anti-liberal e anti-socialista, não sou fascista, sou tradicionalista, sou tão evoliano quanto o Felagund é marxista e isso deveria bastar. Eu não deveria ser obrigado a repetir o óbvio: que ser conservador não me faz odiar pessoas que se engajam em frentes ideológicas opostas às minhas, que discordam de mim. Sou sim conservador. Quem não gosta, que se rasgue. Não mudo pra agradar ninguém nem vou suavizar discurso com medo de que alguém se ofenda.

Agora é preciso que vocês me digam: vocês realmente creem que as posições conservadoras inexoravelmente implicam em posturas e atitudes imorais e anti-cristãs, como homofobia, misoginia e racismo? Porque se creem é melhor me avisarem pra já deixarmos de manter contato, porque aí há uma incompatibilidade moral, não apenas ideológica, religiosa e filosófica, mas moral. Se eu tiver de discutir com pessoas que tem como princípio básico de que eu sou algum tipo de bandido, de neo-nazinho 'heil hitler' de internets, é bom me avisarem logo, porque é uma questão moral pra mim me afastar desse tipo de debate.

Enfim, filha, que lixo de post, você se superou agora, uma das piores e mais hipócritas merdas que já li por aqui, comparável às grandes porcarias com as quais já fui ofendido no facebook. E é bom que lança umas luzes nesse teu caráter duvidoso.

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É a maioria, a massa ignorante que segue os princípios como rebanho, como ocorre na esquerda também. Existe muita estupidez nas imagens, mas é claro que eu concordo com muita coisa aí.

Exemplo: aborto. Pra mim você dizer que a não-formação de um cérebro é sinal de pré-humanidade é um absurdo moral. É reduzir a humanidade a um aspecto puramente biológico.

Outro exemplo: pena de morte. Por que não tê-la? Sem argumentos apaixonados e sentimentalistas, ela é uma opção bela e moral.

Brasil X Comunismo: qual o problema aqui? É uma crítica extremamente válida ao cosmopolitismo liberal e ao marxismo internacionalista que, aliás, eu sei que você, Fela, não simpatiza muito. Eu mesmo tenho vários amigos nacionalistas e não vejo mal algum em defender patriotismo, em colocar a nação acima de ideologias profanas. Acho ótimo.

E há muitas outras coisas, como casamento gay, cotas, laicismo exacerbado, secularização da sociedade, feminismo radical que está na agenda de uma série de linhas conservadoras que eu assino embaixo, promovo, dou fé, defendo mesmo. Sou abertamente e orgulhosamente reacionário, principalmente quando se trata de rebater a agenda progressista.

O problema não é nem a agenda progressista nem a agenda conservadora, o problema é como as ideias são vinculadas, defendidas. Eu mesmo tenho asco da forma com que os olavetes se expressam, embora concorde com muitas de suas ideias (não todas, claro). E ainda há o fato que esquerdista ama ignorar que o conservadorismo não é uma coisa só, mas se alimenta de diversas fontes, autores, posicionamentos, inspirados ou não em religiões e tradições, coisa que não é diferente do que ocorre no marxismo.

Culpar o conservadorismo pela imbecilidade de alguns de seus militantes e encará-lo como um 'bloco' único de fascismo é cair no MESMO erro dos conservadores que falam de 'marxismo cultural' e do comunismo como o único responsável pela decadência espiritual do mundo moderno. É uma cegueira, uma miopia, uma ignorância.

Portanto... ou acertamos juntos, mesmo em lados opostos, ou erramos juntos e ficamos a nos acusar e sem nos compreender.

Você é muito hipócrita mesmo, né? Você é o cara mais preconceituoso e hipócrita desse fórum. Sempre esbraveja sobre o Imperium é essas besteiras que você prega. Mas se alguém fala algo que você discorda (e não faz parte de suas panelinhas) você vem com 7 pedras na mão chamando a pessoa de tudo que você se lembrar. Sempre com suas opiniões extremadas sobre tudo, mas nunca sabe atacar o argumento, é sempre ad hominem pra você. Será que sua religião (suas) nunca ensinaram a respeitar os outros, ou os ensinamentos do velho carpinteiro só valem quando lhe convém?

Paganus sendo paganus.jpg

Sério, é tão ruim, tão preconceituoso, tão imbecil, tão fajutamente travestido de politicamente correto, tão hipócrita você associar posturas homofóbicas (normalmente sem a menor relação com alguma ideologia anti-gayzista), racistas (que conservadores execram), misóginas (outra coisa notoriamente anti-conservadora), que além da conclusão óbvia de que a tua mente simplória ignora totalmente o que estão falando, ou seja, o conservadorismo, como há aí uma inerente desonestidade mesmo.

Olha quem fala? Você é de longe o mais preconceituoso desse fórum. Não sei o que houve, mas você voltou infinitamente pior da folga que você nos deu de seus preconceitos.

Não acho que desobedeci alguma regra do fórum, pois o seu post atacando a Lindoriel foi muito pior, mas caso receba alguma infração vou receber orgulhoso. Você é de longe o pior usuário aqui do fórum. Não aprendeu respeito ou só aprendeu a ser imbecil com os outros nas religiões que frequentou?

E eu nem preciso dizer que você pode usar os botões de qulificação, pois você sabe como ninguém usá-los pra quem discorda de você. Você pode usar tanto o Péssimo quanto o -karma.
 
Última edição:

Lindoriel

Saurita Catita
Eu ia deixar essa discussão pra lá, mas já que o Morfs postou, vou dizer que é até bom o Paganus deixar os posts ele da forma que estão, pois assim demonstra com ações aquilo que coloquei no post que ele chamou de "cu cagado" (pq ofendeu o ego dele no mínimo, embora eu não tenha nem de longe me inspirado na pessoa dele para escrevê-lo, e sim em alguns "direitistas mimimi" do face e da vida real que infelizmente conheço): falácia do espantalho (o de ofender ao oponente em vez de aos ideais) e de demonstrar todo o ódio contra quem discorda de si.

E sem ser irônica, tem post do Paganus que eu acho realmente incrível. Minha visão de espiritualidade é extremamente parecida com a ele, muito mais que com a visão do Morfindel - o Morfs é ateu e eu sou deísta - já dei vários "karma" positivo ao Paganus por postagens anteriores, e mesmo assim me dou melhor em termos de amizade com o Morfindel do que com ele. Isso demonstra que antes de concordar ou discordar, o respeito é quem faz ou desfaz uma relação.

Aliás, não me lembro de ter sido agressiva com o Paganus em especial e mesmo assim ele só sabe destilar patadas contra a minha pessoa. Ao menos mostra, reitero, como "reaças" agem quando suas idéias são contrariadas. São atos falando e confirmando meu post, e não apenas minhas palavras.

No mais:

Morfindel disse:
Será que sua religião (suas) nunca ensinaram a respeitar os outros, ou os ensinamentos do velho carpinteiro só valem quando lhe convém?

Jesus disse que o maior mandamento do Cristianismo é: "Ama ao próximo como a ti mesmo e a Deus acima de todas as coisas".

Apóstolo Paulo disse: "Ainda que eu falasse a língua dos homens e a língua dos anjos, sem amor eu nada seria".

Se toda a teoria da qual o Paganus se orgulha tanto em ostentar lhe serve pra alguma coisa, ele deve saber que esse "amor" é o "Ágape". Entendedores entenderão.
 
Última edição:

Lobelia SB

His name was Robert Paulson
Cada um tem o direito de ter a própria opinião sobre fatos e pessoas. Falta de respeito e agressividade não edificam em nada. Acontecimentos como esse inibem as opiniões de usuários, principalmento os novatos.
Paganus, por favor, tenha mais educação e respeito. Gosto muito dos seus posts mas esse espetáculo de agressividades foi simplesmente lamentável....
Paz... gente.. paz...

paz003.gif
 

Lindoriel

Saurita Catita
Mas o importante não é a totosa peituda servindo de "temtassaum", e sim que a maior parte da Ucrânia é contra o casamento gay!! Isso que vai salvar a humanidade!! :pray:

PS: O fato de a totosa ser "potável" não exclui o fato de ela continuar sendo uma "vadjéa". É ela quem vai ao inferno por atentar aos homens de bem (e os homossexuais vão junto, claro).

PS²: a mensagem foi irônica, rç.
 
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