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Clube de Leitura 27º Livro: Memórias Póstumas de Brás Cubas (Machado de Assis)

Essa da Penguin você indica, menino Luis Fernando?
Olha, tem uma introdução legalzinha mas nada demais. E umas notinhas de rodapé. A da Ateliê provavelmente é mais caprichada em paratexto. Mas também deve ser mais cara. Há também a questão do estabelecimento do texto, que não é desprezível. Porém não saberia avaliar nesse quesito nem compará-las.
 
resolvi que serei vida loka e lerei a tradução da flora thomson-deveaux que saiu pela penguin classics gringa

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tem alguns anos que eu tenho esse siricutico de ler tradução de escritor nacional só pra ver qualé, e como elogiam muito essa tradução e como tem o clube acho que esse é o meu grande agora vai.
 
resolvi que serei vida loka e lerei a tradução da flora thomson-deveaux que saiu pela penguin classics gringa

Ver anexo 98282

tem alguns anos que eu tenho esse siricutico de ler tradução de escritor nacional só pra ver qualé, e como elogiam muito essa tradução e como tem o clube acho que esse é o meu grande agora vai.
Não gostei, asmei! Queria fazer um trocadilho com a causa da morte do Brás, MAS ELE NÃO MORREU DE ASMA, MIGOS, NÃO É SPOILER, FIQUEM TRANQUILOS. OU NÃO. :assobio:
 
primeiro capítulo e eu lembrando aqui que a coisa que mais odeio em tradução de clássico é a caralhada de nota de rodapé que tradutor coloca justificando cada uma das escolhas. quebra demais o ritmo de leitura e no geral é uma informação bem irrelevante para a compreensão da obra (poderiam criar uma "translator's punheta edition" e aí quem é dos estudos da tradução aproveita e talz).

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Porra, mas a Flora também, hein? milréis, minha senhora? Gringo não sabe nem qual a capital do Brasil! Bati o olho e já vi essa.
 
a nota dos milréis: This would have been the equivalent of $150,000 in U.S. dollars at the time—a few million today, when adjusted for inflation. The currency unit that Brás references is the conto, which was the equivalent of one thousand milréis or a million réis; so as to give readers a sense of that scale, and since most prices in the novel are expressed in terms of contos and milréis, I have translated all references to contos in terms of thousands of milréis. This and all subsequent estimates of value are based on contemporary exchange rates and the Measuring Worth Project calculator. My thanks to William Summerhill for his help with these calculations.


minha opinião de leitora de língua portuguesa que já leu um monte de livro em inglês: nunca tive o interesse de ir atrás de saber quantos reais valiam x libras ou x dólares no período em que se passa a história. eu entendo que a relevância aí seria para a gente entender que o narrador não morreu pobre, mas é o tipo de coisa que a gente consegue captar (spoilers? ahahahaha) durante a leitura. meu ponto é que dá para confiar um pouco no leitor.

(é tipo romance de época que falam lá que o dote da guria é x pounds e eu não faço a menor ideia de quanto é muito ou pouco pounds na época, mas aí aparece uma personagem gritando ISSO É UM ABSURDO, ELA É A FILHA MAIS VELHA E O DOTE DEVERIA SER MUITO MAIOR e eu entendo que o dote é pequeno. não preciso correr para o google e pesquisar "quanto valia x pounds na época da regência?" e coisas do tipo.)
 
a nota dos milréis: This would have been the equivalent of $150,000 in U.S. dollars at the time—a few million today, when adjusted for inflation. The currency unit that Brás references is the conto, which was the equivalent of one thousand milréis or a million réis; so as to give readers a sense of that scale, and since most prices in the novel are expressed in terms of contos and milréis, I have translated all references to contos in terms of thousands of milréis. This and all subsequent estimates of value are based on contemporary exchange rates and the Measuring Worth Project calculator. My thanks to William Summerhill for his help with these calculations.


minha opinião de leitora de língua portuguesa que já leu um monte de livro em inglês: nunca tive o interesse de ir atrás de saber quantos reais valiam x libras ou x dólares no período em que se passa a história. eu entendo que a relevância aí seria para a gente entender que o narrador não morreu pobre, mas é o tipo de coisa que a gente consegue captar (spoilers? ahahahaha) durante a leitura. meu ponto é que dá para confiar um pouco no leitor.

(é tipo romance de época que falam lá que o dote da guria é x pounds e eu não faço a menor ideia de quanto é muito ou pouco pounds na época, mas aí aparece uma personagem gritando ISSO É UM ABSURDO, ELA É A FILHA MAIS VELHA E O DOTE DEVERIA SER MUITO MAIOR e eu entendo que o dote é pequeno. não preciso correr para o google e pesquisar "quanto valia x pounds na época da regência?" e coisas do tipo.)
Nesse caso, eu acharia interessante saber só até o "inflation". Simples e direto. Depois disso, que me interessa saber que ela usou a calculadora Measuring Worth Project e que o William Colina de Verão a ajudou a calcular?
 
Última edição:
a nota dos milréis: This would have been the equivalent of $150,000 in U.S. dollars at the time—a few million today, when adjusted for inflation. The currency unit that Brás references is the conto, which was the equivalent of one thousand milréis or a million réis; so as to give readers a sense of that scale, and since most prices in the novel are expressed in terms of contos and milréis, I have translated all references to contos in terms of thousands of milréis. This and all subsequent estimates of value are based on contemporary exchange rates and the Measuring Worth Project calculator. My thanks to William Summerhill for his help with these calculations.


minha opinião de leitora de língua portuguesa que já leu um monte de livro em inglês: nunca tive o interesse de ir atrás de saber quantos reais valiam x libras ou x dólares no período em que se passa a história. eu entendo que a relevância aí seria para a gente entender que o narrador não morreu pobre, mas é o tipo de coisa que a gente consegue captar (spoilers? ahahahaha) durante a leitura. meu ponto é que dá para confiar um pouco no leitor.

(é tipo romance de época que falam lá que o dote da guria é x pounds e eu não faço a menor ideia de quanto é muito ou pouco pounds na época, mas aí aparece uma personagem gritando ISSO É UM ABSURDO, ELA É A FILHA MAIS VELHA E O DOTE DEVERIA SER MUITO MAIOR e eu entendo que o dote é pequeno. não preciso correr para o google e pesquisar "quanto valia x pounds na época da regência?" e coisas do tipo.)
Eu acho interessante esse tipo de nota, explicando como foi feito com a tradução de um termo ou palavra não tão comum para a lingua da tradução. A parte da calculadora ta la provavelmente pra evitar alguém de falar que fez errado a conversão e também pra citar o cara que deve ter feito o tal project calculator rs

Mas eu preferiria que ela mantivesse o termo conto e ai na nota explicasse o que era.
 
Eu também, eu queria saber com detalhes sobre inflação histórica britânica desde que li o David Copperfield resumido aos 12 anos de idade. Eu até anotava na página do livro quando em libras decimais valia um pence e um xelim. E convertia pro nosso real, já que o tradutor e recontador incompetente não foi capaz de fazer uma nota decente.

Vou usar a edição dos romances completas da Nova Fronteira. É bonita, capa dura, mas não sei se as notas são boas como eu gosto.
 
Eu acho que informação em notas nunca é demais; melhor pecar por "excesso" que por falta delas. Cabe ao leitor, no fim das contas, decidir se vai ler. Mas poderiam, em alguns livros, dividir as notas em (1) rodapé e (2) fim do livro, ficando as primeiras restritas ao essencial, de acesso rápido, para esclarecer uma passagem, dar tradução de expressão estrangeira, etc. e as segundas para dar informação adicional sobre contexto, figuras históricas referidas, citações e todo tipo de "curiosidade" — daí o autor das notas pode se refestelar com longas explicações e entrar em minúcias, inclusive com agradecimento a Fulano de Tal pela ajuda, etc. :timido:
 
Eu detesto notas longas ou em excesso, porque não consigo ignorá-las: sejam de rodapé ou de fim, sinto uma necessidade irresistível de parar para lê-las. Isso destrói a fluidez da leitura.
 
Última edição:
Eu acho que informação em notas nunca é demais; melhor pecar por "excesso" que por falta delas.

Sou desses também. Quanto mais melhor...
Tipo a edição da Cosac Naify de "Os Miseráveis", que tem mais de 800 notas de rodapé e algumas delas enormes. Como as notas ficavam realmente no rodapé, acontecia de numa página X você ter um quase nada de texto e 80% de Nota de Rodapé. :g:
 
Evite "A natureza da terra-media" também rs
Então, Tolkien é exceção para mim, e esses livros têm mesmo um caráter mais "didático" do que "literário": a gente já se prepara para uma leitura do tipo, então não é tãão frustrante a sensação de interrupção do ritmo provocada pelas notas - ENJAMBEMENTS DA PROSA, eu diria. Ainda assim preferia que as notas fossem um compêndio de curiosidades no fim.
 

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