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25 anos do Show de Roberto

Tópico em 'Esportes' iniciado por Fingolfin, 3 Mai 2005.

  1. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Bola com Roberto, bola na rede: Vasco faz 5 a 2

    Renato Maurício Prado - O Globo


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    Roberto conduz a bola durante o histórico jogo contra o Corinthians - Foto: Arquivo O Globo RIO, 04 de maio de 1980

    - Seis oportunidades, cinco gols. Foi realmente demais para o Corinthians. Demais para a recém-formada ''Fla-Fiel''. Demais até para a própria torcida do Vasco. Foi Roberto Dinamite voltando ao Maracanã com fome de gols e vontade de provar o valor de seu futebol, há pouco tempo desprezado e até ironizado pelos espanhóis do Barcelona. Foi ele a razão da esmagadora vitória do Vasco por 5 a 2 sobre o Corinthians.

    - Antes do jogo falei por telefone com Juan Gaspar, vice-presidente do Barcelona, que está em Buenos Aires comprando Maradona. Convidei-o para assistir à reentre de Roberto no Maracanã e ele me disse: "Não quero ouvir falar mais do Dinamite. E eu lhe respondi: "Pois fique certo que você ainda vai ouvir falar muito do nosso Roberto Dinamite".

    As palavras eufóricas do vice-presidente de futebol do Vasco, Antônio Soares Calçada, acabaram assumindo ares proféticos após o jogo. Um jogo que mostrou de volta ao nosso futebol um Roberto mais oportunista e goleador do que nunca, e numa forma capaz até de ameaçar Sócrates e Reinaldo na seleção brasileira.

    De nada adiantaram a euforia e a animação da "Fla-Fiel" (união das torcidas do Flamengo e do Corinthians), que chegou a ensaiar um carnaval após a abertura do placar pelo Corinthians, aos 11 minutos do primeiro tempo. É verdade que até ali a impressão era a de que a equipe paulista poderia vencer o Vasco. Mas a verdade é que Roberto ainda não tinha começado a jogar.

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    O atacante é entrevistado pelo repórter Fausto Silva após a partida - Foto: Arquivo O Globo

    Ele começou exatamente no minuto seguinte. Aproveitando um passe de Dudu, encheu o pé e levantou pela primeira vez a imensa torcida do Vasco. Era o reencontro do artilheiro, do ídolo, do craque aguardado com ansiedade, com uma torcida que nunca o esquecera, e vibrara e torcera por seus gols, até nos tempos ruins do Barcelona.

    Daí em diante, acabaram por completo os esquemas táticos armados pelos técnicos Jorge Vieira e Orlando Fantoni. O jogo, a partir deste gol, teve um só personagem: Roberto Dinamite.

    Sempre bem colocado e fugindo inteligentemente à dura marcação adversária. Roberto passou a ser sempre a grande alternativa para os companheiros. Bola nos pés dos jogadores do Vasco; bola para Roberto, que ele resolve.

    E resolveu mesmo. Bola para Roberto, bola no fundo das redes de Jairo. A seqüência repetiu-se aos 27, 37 e 39 minutos do primeiro tempo. E nem mesmo o segundo gol do Corinthians - de pênalti - foi capaz de abalar o Vasco.

    No segundo tempo, após um pequeno período de intranqüilidade, quando o Corinthians pressionou tentando encostar no placar, o Vasco liquidou a partida no momento em que resolveu partir novamente para o ataque.

    Bola com o time do Vasco, bola para Roberto, bola no fundo das redes de Jairo mais uma vez: 5 a 2, e um verdadeiro carnaval nas arquibancadas, a esta altura já completamente dominadas pelos vascaínos. A "Fla-Fiel" já havia saído há muito tempo. Não havia como torcer contra Roberto Dinamite.


    ***********************************

    Eu, Vô Lourenço e Dinamite: Há 25 anos...

    Lédio Carmona - Especial para O Globo Online

    Faz parte da natureza do ser humano. Ele é capaz de lembrar com muito mais riqueza de detalhes de algo que aconteceu em sua infância ou na adolescência do que, por exemplo, de alguma coisa às portas dos 40 anos. Aqueles meses de 1980 estão vivíssimos na minha memória. Abril. O Campeonato Brasileiro era disputado no primeiro semestre. Há 25 anos, eu morava em Niterói, estudava no Instituto Gay Lussac e tinha uma rotina quase impenetrável. Colégio pela manhã, resenha ou pelada com os amigos à tarde e, às 18 horas, me mandava para casa. Lá, meu falecido avô Lourenço me esperava. O rádio já estava ligado. O programa? No Mundo da Bola, com o Apolinho Washington Rodrigues, na Rádio Nacional.

    Impaciente, Vô Lourenço ficava irritado com os comerciais. Queria as manchetes. Apolinho chamou os setoristas...Eraldo Leite cobria o Vasco e falava em sua apresentação sobre uma crise que envolvia as novas estrelas do Vasco: Pintinho, Jorge Mendonça e Paulo César Lima. Passou o Botafogo, o Fluminense...Chegou o Flamengo. E Washington Rodrigues anunciou o repórter que fazia a cobertura rubro-negra com o seu bordão.

    - E nem o sol cobre melhor o Flamengo do que Zildo Dantas...

    Desdenhei. Não esperava nada demais. Era uma terça-feira. E veio a bomba do Zildo.

    - Dirigentes do Flamengo estão indo para Barcelona contratar Roberto Dinamite.

    Gelei. Meu avô soltou um palavrão e acendeu mais um cigarro, vício que menos de um ano depois o mataria. Não era possível. O nosso maior ídolo estava próximo de vestir a camisa do Flamengo. Jogaria ao lado de Zico. Minha Vó Odete, viva até hoje (95 anos) ouviu os lamentos exasperados e veio se sentar. O apelido dela é Bob. Claro, por causa de Roberto. Inocente, ajudou a sua maneira: começou a torcer o vestido. Até hoje ela costuma dizer que esse ritual traz sorte. Meu pai, Carmona, chegou do trabalho. Ignorou.

    - O Flamengo não tem dinheiro para tirar o Roberto de Barcelona. Vão se preocupar com outra coisa - tentou dar uma controlada na pressão do Vô Lourenço e, provavelmente, na minha, pois anos depois me tornei hipertenso.

    Mas o Flamengo tinha dinheiro. E mandou realmente um dirigente para Barcelona. Eurico Miranda, em seu primeiro ano com cartola do Vasco, avisou.

    - Vamos fazer de tudo para isso não acontecer. Se o Roberto voltar para o Brasil, é para jogar no Vasco - prometeu.

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    Na volta ao Brasil, Roberto foi agarrado por torcedores vascaínos que lotaram o saguão do Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Foto: Arquivo O Globo

    Virou uma novela. Aquela tradição de ouvir o ''No mundo da Bola'', do Apolinho, transformou-se num inferno diário. Roia as unhas. Vô Lourenço fumava um atrás do outro. Quem aparecesse na varanda da casa entre 18 e 19 horas era convidado a ficar em silêncio. Roberto vai para o Flamengo. Roberto volta para o Vasco. Roberto fica no Barcelona. Roberto vai vestir hoje a camisa rubro-negra. Foram pelo menos 15 dias de desespero. Até que o coração do Dinamite explodiu e ele optou por voltar para São Januário. Tímido, ergui os braços e beijei a careca do meu avô. Ele esfregou as duas mãos, seu sinal mais claro de felicidade. Agora era esperar pelo retorno do Bob.

    Tinha apenas 15 anos. Marcaram a reestréia num domingo, no Maracanã, contra o Corinthians, de Sócrates. O jogo seria às 18 horas. Às 16h, o Flamengo jogaria contra o Bangu, também pelo Brasileirão. Começou meu segundo drama. Como ir para o Maraca? Meu avô, com 69 anos, não se arriscaria. Meu pai, acomodado, não topou. Procura daqui, procura dali, descobri que um amigo do bairro iria com o pai. Entrei no carro. Pedi a meu pai e meu avô que ouvissem pelo rádio. Quando voltasse, contaria tudo e veríamos juntos o tape da TVE, com narração de José Cunha, comentários de Sérgio Noronha e reportagens de José Luís Furtado.

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    Roberto é abraçado ao marcar um dos gols do Vasco. Foram quatro somente no primeiro tempo - Foto: Arquivo O Globo

    Ás 15 horas, estávamos no Maracanã. Lotado com quase 110 mil torcedores, fora os penetras. Sentei na arquibancada ao lado direito da tribuna de honra do Maracanã, local que acabou se tornando meu point no estádio. Na preliminar, o Flamengo venceu o Bangu por 3 a 0, três gols de Tita. Havia muito vascaíno. Mas também muitos rubro-negros. Vitória garantida, começaram a provocar.
    - Corinthians...Corinthians...Corinthians...

    Vaias do lado vascaíno. Antes de o time entrar em campo, com Roberto à frente, uma faixa gigantesca surgiu atrás do da direita. " Roberto, muito obrigado por voltar para casa. Nós te amamos" . Aplausos. Os apupos rubro-negros já eram ignorados. Time em campo. Roberto saudou seu povo em todas as direções que pôde.

    - Roberto....Roberto...Roberto...

    Na hora do cara e coroa, Sócrates abraçou o Dinamite. Mais aplausos. Tudo era uma festa. Dava para ver os repórteres de rádio no campo. Os da Nacional de uniforme azul. Os da Globo, de amarelo. Pai e vô estavam bem informados, pensei. Começou. Aos 11 minutos, Caçapava fez 1 a 0 para o Corinthians. Um balaço que fez Mazaropi se encolher. Silêncio. Menos do lado rubro-negro, que festejava a desgraça alheia. Dois minutos depois, começaria uma catarse.

    Aos 13 minutos, Roberto empatou. Aos 27, fez 2 a 1. Aos 37m, 3 a 1. Aos 39, 4 a 1. Eu não tinha mais voz. Chorava e gritava. Nunca abracei tanta gente que não conhecia. Na verdade, freqüento o Maracanã há 31 anos e jamais vi tanta gente chorar de alegria. Aos 42 minutos, ainda no primeiro tempo. Doutor Sócrates descontou para o Corinthians. Olhei para o lado esquerdo. Mais da metade dos rubro-negros rumara para casa. O Maraca era só nosso.

    No segundo tempo, Roberto acertou um chutaço de fora da área aos 27 minutos e fez seu quinto gol no gigante Jairo. Foi o placar final: 5 a 2, cinco gols de Roberto. No fim da partida, nós, vascaínos, comemorávamos aquele momento como se fosse um título. Roberto foi até a geral e jogou a camisa para a massa. Depois, deu uma volta olímpica.

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    Missão cumprida. No fim do show, Roberto reverenciou os torcedores entregando-lhes a camisa usada na goleada - Arquivo O Globo -

    Eu estava encantado. Chutei seis vezes a gol e fiz cinco gols - lembra Roberto, hoje com 52 anos e com os cabelos totalmente alvos.
    Volta para casa. Queria contar aquilo para o meu Vô Lourenço e para meu pai, Seu Carmona. Depois de uma hora de engarrafamento, cruzamos a ponte e chegamos em casa. No portão da casa rosa dos meus avôs, todos me aguardavam. Pai, Vó, Vô, mãe, primos, tias...Vô Lourenço me abraçou.

    - Torci muito o vestido - disse Vó Odete.

    Meu pai, tão tímido quanto o filho, só mexeu nos meus cabelos, enquanto minha mãe, Lucy, olhava com ternura e aliviada para o filho. Eu estava de volta. Ela sempre achava (creio que até hoje) que um dia eu irei e não voltarei do Maracanã. Antes de entrar, olhei de novo para o velho Lourenço. Nas suas mãos, o rádio preto, Phillips. O jogo acabara há duas horas, mas ele ainda segurava, firme, aquele objeto que serviu como elo entre ele o neto naquela tarde de domingo.. Neste quatro de maio, se completam 25 anos daquele dia. Bodas de prata da volta de Roberto e dos seus cinco gols. Saudades de ser criança. Saudades do Vô Lourenço...Saudades do Roberto...Saudades da inocência...

    Vasco 5 x 2 Corinthians

    Data: 04/05/1980

    Local: Maracanã

    Público: 107.474 pagantes

    Árbitro: Carlos Sérgio Rosa Martins, auxiliado por Luis Valdir Lourux e Zeno Escobar Barbosa

    Gols: Caçapava, aos 11, Roberto, aos 13, 27, 37 e 39, Sócrates, aos 42 minutos do primeiro tempo; Roberto, aos 27 minutos do segundo tempo.

    Vasco: Mazaropi, Paulinho Pereira, Juan (Ivan), Léo e Paulo César; Pintinho, Guina e Dudu; Wilsinho (João Luís), Roberto e Catinha. Técnico: Orlando Fantoni.

    Corinthians: Jairo, Zé Maria, Mauro, Amaral e Wladimir; Caçapava (Djalma), Basílio e Sócrates; Piter, Geraldão (Toninho) e Wilsinho. Técnico: Jorge Vieira.
     
  2. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Esse jogo é aquele que não deixa a menor sombra de dúvida o quanto o Dinamite representa como maior ídolo do Vasco, provavelmente a maior partida de sua carreira. No entanto, injustamente sua camisa não foi aposentada como a do Romário e até hoje é severamente distratado pelo Eurico, o que é lamentável pra um clube de sua grandeza.

    E como "anti-corintiano" valeu pelo espetáculo em cima deles.
     
  3. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    se tudo der certo o roberto será o proximo presidente do Vasco.
     
  4. Ecthelion

    Ecthelion Mad

    Sim. Mesmo eu não sendo vascaíno reconheço que o Dinamite era um atacante muito bom e que seria um presidente muito melhor que o Eurico Miranda. Mas eu não acho que o Dinamite se torne presidente tão cedo, infelizmente.
     
  5. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    Ditto. Só vai ter chances quando o Eurico morrer. Ou quando o teto do salão nobre do Vasco desabar na cabeça dos sócios que votam. Esses sim são os maiores responsáveis por tudo de ruim que acontece com o Vasco recentemente... na boa, se não me engano, na última eleição o Eurico levou mais de 80% dos votos... pqp... pessoal lá do Vasco deve comer bosta... só falando assim...

    O Vasco é o time que mais odeio, mas no dia que o Dinamite pegar o lugar do Eurico, eu vou pelo menos respeitar o time cruz-maltino.
     
  6. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    É isso é o que mais deturpa a imagem do clube.

    Também não tenho dúvida que a partir do momento que a ditadura acabar esse processo se reverte.
     
  7. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    Vcs tão falando besteira de tamanho tão grande q não sabem, principalmente o Knolex

    Na ultima eleição do Vasco a diferença de votos entre o Eurico e o Roberto foi tão pequena que pelo estatuto Vascaíno exigiu-se recontagem.

    a diferença foi algo em torno de 30 votos. Muito menor que 1%

    Foi uma surpresa até mesmo pro próprio Roberto que não sabia que tinha tanta força.
     
  8. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    Se com uma margem tão pequena ele não conseguir vencer a próxima eleição, sinceramente não sei mais o que ele precisa pra ser presidente.

    Por tudo o que ele representa no Vasco deveria já ter ganho e de lavada, mas entendo que quando o assunto é político e envolve poder o buraco é bem mais embaixo.
     
  9. Heceldamar

    Heceldamar Usuário

    O Roberto na verdade ganhou a eleição. Quase cem votos pro Eurico eram de ex-sócios ou de sócios já mortos. A oposição tentou impugnar, mas claro, não deu em nada.

    A eleição no Vasco é ridicula. O Roberto foi agredido nela por um "torcedor". Olhem o absurdo: seria o mesmo que um rubro-negro sair a tapas com o Zico.

    Aliás, por ordem do Eurico, num jogo o Roberto foi expulso de São Januário com o filho pequeno sem maiores explicações. É dificil até imaginar que a 25 anos era o Eurico que batalhava para trazer o Roberto ao Vasco... :roll:

    Bela homenagem da Globo para um dos maiores centroavantes brasileiros dos últimos tempos. Vendo os gols dá para entender o apelido de Dinamite: dois deles foram porradas de fora de área de assustar qualquer goleiro. :)

    Uma curiosidade sobre essa volta: esse não foi o primeiro jogo do Roberto pelo Vasco depois de sair do Barcelona, conforme dito no "Bate Bola". O jogo do retorno do Roberto foi lá pelo Norte, contra um time sem expressão. Como não há imagens desse jogo e ele não foi noticiado, ficou sendo este jogo como o da sua volta, o que está errado. Acho que essa ninguém sabia.
     
  10. Knolex

    Knolex Well-Known Member In Memoriam

    No Nordeste na verdade. Em Recife, no estádio do Arruda, contra o Náutico.
     
  11. Faram¡r

    Faram¡r Dr. Benway

    O velho problema a respeito do Eurico Miranda. É, talvez, a pessoa que eu mais queria ver morta nesse mundo.

    A grande vantagem do Euríco é o seu poder dentro da estrutura do quadro social do Vasco, exatamente onde ele consegue os votos para ser eleito.
    Muitas pessoas demonizam o Eurico Miranda e, corretamente, o apontam como um dos principais "vilões" do futebol no Brasl. Essas pessoas estão certas, mas erram quando creditam isso ao fato dele ser mais pilantra do que outros dirigentes. Muitos presidentes de grandes clubes no Brasil são tão corruptos quanto o Eurico, mas não tem o mesmo poder e sagacidade que ele possui. Claro, o Eurico perdeu muito de sua força, mas no Vasco ela continua muito firme. Como eu havia citado, o jogo que ele faz com o quadro de sócios de clube, com os quais mantem relações tipicamente clientelistas, servem para o manter no poder ali, ainda que a esmagadora maioria dos torcedores vascainos o repudiem.
    Ele sempre se esforça para manter os holofotes da mídia afastados do clube, para preservar o seu poder. Comprou parte da FJV, que servem como suporte a ele nos jogos do Vasco contra as manifestações de torcedores insatisfeitos. Avançando, ele roubou milhões do Vasco, usando funcionarios do clube como laranjas (se eu não me engano, foi um porteiro). Esse fato foi alardeado a alguns anos atras, mas eu nunca vi uma noticia sobre sua solução.

    Apesar de tudo isso ele continua perdendo poder, mesmo dentro do Vasco, e suas artimanhas não serão suficientes para o mante-lo no poder por mais muito tempo. So espero que isso não acontença apenas quando o Vasco estiver na mesma situação que o Fluminense esteve no final dos anos 90.
     
  12. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

    A diferença que o Eurico é explícito, pelo menos ele não esconde.

    É claro, muitos que estão aí também não prestam: Os Perrela, o Metraglia, Dualib, Luís Estevão, a grande maioria, senão todos eles se enriqueceram mais justamente quando assumiram o comando dos seus clubes.

    Por isso que sou radicalmente contra eles perpetuarem no poder. Pelo menos o time que eu torço, o SPFC neste aspecto tá bem mais evoluido, pois existe muito mais lisura e democracia nesse processo. Nenhum presidente tem cadeira cativa por tanto tempo.
     
  13. Fingolfin

    Fingolfin Feitiço de Áquila

    a questão do Eurico tb é a falta de uma oposição q preste no Vasco. Sinceramente, pra votar no MUV eu tb prefiro votar no Eurico, pois o MUV além de ruim é tb incompetente.

    Agora, o Roberto apareceu como grande nome oposição(sinceramente eu preferiria o Artur Sendas) e pode ser q consigamos melhorar as coisas no Vasco. No Roberto sim, eu confio.
     
  14. Que homenagem sem propósito. :roll:

    Brincadeira, o cara joga muito. :mrgreen:

    Pra ver como esse povo não vive sem o Corinthians. Capaz que daqui a 22 anos façam a mesma coisa com as pedaladas do Fedido. :P
     

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