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"1984" (George Orwell)

Tópico em 'Literatura Estrangeira' iniciado por Eönwë, 11 Jun 2003.

  1. Fëanor

    Fëanor Fnord

    Re: 1984 (George Orwell)

    Acho que essa pergunta depende de outra: para quem?
    Acredito que para determinados grupos a coisa seria melhor sim, enquanto que para outros certamente não. Mas não acredito que o saldo final fosse positivo.


    Opa, agora sim. :lol:
     
  2. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Re: 1984 (George Orwell)

    :rofl:
     
  3. Kyra

    Kyra I am Jack's smirking revenge.

    Re: 1984 (George Orwell)

    Tudo bem que as pessoas perderiam a individualidade, a liberdade de ir e vir, liberdade de expressão, mas pô... Quem precisa disse realmente? :roll:
     
  4. Menegroth

    Menegroth Bocó-de-Mola

    Re: 1984 (George Orwell)

    ambos tem razão. E acho que justamente isso que o livro quer. Acho que o meio termo.
    Um mundo livre é esse que conhecemos. Mas que não seria nada ruim com algumas "regras" impostas assim com maiis força não?
     
  5. Tarik Khalil

    Tarik Khalil Usuário

    Re: 1984 (George Orwell)

    Eu gosto muito de ambos os livros, mas não li aos 14 :lol:, provavelmente entre 15 e 16.

    E isso me lembra, tenho que procurar Admirável Mundo novo e Fahrenheit "esqueci o número". hahahahahahahahahaa
     
  6. Pips

    Pips Old School.

    Re: 1984 (George Orwell)

    451
     
  7. Fëanor

    Fëanor Fnord

    Re: 1984 (George Orwell)

    Mas isso também é bem relativo, hehe
    A própria noção de individualidade é muito pessoal. Se para mim liberdade é poder me reunir com amigos e amigas no boteco pra tomar cerveja até de madrugada e poder falar mal do governo, talvez para você seja algo mais filosófico, etéreo. E para fulano ou beltrano pode ser ainda outra coisa bem diferente.

    Ainda pela ótica individualista pode-se analisar pela vivência da pessoa dentro do sistema. Digo, se ela já nasceu inserida nesse contexto, e os pais e pais dos pais dela, ela terá uma capacidade muito reduzida de analisar criticamente isso pelo simples fato de não ter um referencial para comparação. Caso contrário, se o sistema foi imposto durante a vida da pessoa, aí sim ela terá maior capacidade de fazer comparativos. Seguindo essa idéia, acho que é até meio sem sentido buscar uma comparação, uma vez que só poderíamos saber como um sistema desses seria para cada um de nós através da vivência. O livro meramente passa uma idéia, que se desenvolve em torno de um personagem.
    Só penso que eu não gostaria de perder minha cervejinha no boteco :g:


    Acho complicado afirmações do tipo "o que o livro quer" por que na maioria das vezes não tem como saber a real intenção do autor nesse sentido, se é que há alguma. Em muitos casos, só cabe ao leitor mesmo decidir o que o livro significa para si.

    Eu vejo 1984 como uma representação de como seria uma sociedade governada por um autoritarismo extremo, onde a liberdade de expressão é completamente suprimida. E o engraçado de certa forma é que o processo não pode sequer ser associado a uma pessoa, a um líder, mas sim à própria "sociedade construída" e governada de fato por uma tecnologia que aliena seus membros independentemente do "escalão" em que ele se encontre.
     
  8. Jango

    Jango Branca! Branca! Branca!

    Re: 1984 (George Orwell)

    Regras? Que regras? Definidas por quem? Que se aplicariam a quem? Há pouco tempo prenderam um dono de tv na Venezuela porque ele criticava o governo.
    Concordo com Menegroth quando diz que o equilibrio seria o ideal. Mas em ambos os livros o que vemos é uma elite vendendo a idéia de melhorias para a população, mas o que fazem é apenas trocarem os mestres. Em 1984 é ainda pior. Desenvolvem um tipo de guerra contínua para manter o povo submisso e com medo. Alguém viu algo parecido por aí? Tipo nos E.U.A. E às vezes penso se esse sucateamento da justiça e polícia no Brasil não é uma manobra para manter o povo inseguro e a espera de um Messias.
     
  9. ExtraTerrestre

    ExtraTerrestre Usuário

    Re: 1984 (George Orwell)

    Eu diria que 1984 é uma distopia coletivista, do qual eu conheço, três grandes exemplos: o próprio livro do Orwell, Admirável Mundo Novo, do Huxley e Brazil, o Filme, do Terry Gilliam. Recomendo a leitura/visão dos três.

    Os três, ou pelo menos os dois primeiros, tentam fazer com que o homem perca sua individualidade de forma total, a criação de um Estado eussocial, de um formigueiro humano.

    Em 1984, a estrutura social criada tenta, de todas as formas, reprimir o acesso de todas as camadas da população à vontade própria e, mais que isso, à própria consciência e possibilidade de vazão da vontade própria. Outra coisa que a Oceânia e os outros dois governos (se existirem) fazem é bloquear, sob pena de morte, a chegada de conclusões sob o uso da capacidade inata que nosa espécie tem de raciocinar logicamente, introduzindo conceitos como duplipensamento e incutindo no indivíduo uma tempestade de informações contraditórias a todo o tempo, profuzindo perda de referencial.

    No Admirável Mundo Novo, o caminho para se atingir tal feito é diferente. Ao invés de se impedir o acesso às vontades pessoais, essas são hiperestimuladas, através do sexo sempre gratuito e disponível para todos, além da utilização de uma droga, o soma. Quanto mais se estimula o prazer de origem natural e quanto mais se perde, em função da gratituidade desse, a necessidade de questionamentos mais profundos, mais a pessoa é considerada um modelo nessa nova sociedade, que é estratificada no nascimento das pessoas (já geradas com capacidade intelectual para terem os papéis de liderança ou de proletariado, em tubos - por ser danoso à estrutura, ninguém tem pai nem mãe).

    Brazil, o Filme, do ex-Monty Python Terry Gilliam, inicialmente é derivado de 1984, mas o roteiro dá menos importância ao controle estatal firme, tornando-o uma coisa mais atávica, e torna o mundo num domínio quase que total da tempestade de informação. A poluição visual extrema, a burocracia totalmente ineficiente, que (literalmente) afoga seus funcionários com a papelada e a ocorrência de atentados dos quais ninguém conhece a origem, desorientando a grande população, contrapõe-se ao protagonista da trama, que (como nos dois livros) ousa pensar diferente. No caso, ele tem os sonhos de um amor idílico e resolve fechar os olhos e ignorar a veracidade de toda a torrente pseudonoticiosa entregue pelo Ministério da Informação (no qual trabalha) para correr, de modo meio pragmático e pouco ideológico, à sua realização. Também, e talvez por ser a mais recente das obras, há uma crítica à sociedade do consumo exagerado, da qual faz parte a mãe do heroi, uma socialite fútil que recorre às técnicas plásticas bizarras de sua época.
     
  10. Morfindel Werwulf Rúnarmo

    Morfindel Werwulf Rúnarmo Geofísico entende de terremoto

    Re: 1984 (George Orwell)

    Um filme que eu achei muito bom também no ritmo do 1984 é Equilibrium com o Batman Christian Bale, é uma distopia onde alguém escolhe o que é bom para a coletividade e quem não gosta deve ser descartado, mas quem tem esse direito de escolher o que é bom e o que é mal? os EUA que tem bomba atômica e pode dizer quem não pode ter?, que tem que acabar com qualquer governo que vá contra o que eles acham certo, entendam Capitalismo, como fizeram na América inteira menos em Cuba, onde entrou um ditador que tirou o ditador anterior que era apoiado pelos EUA.
     
  11. Tarik Khalil

    Tarik Khalil Usuário

    Re: 1984 (George Orwell)

    Equilibrium é 1984 com pancadaria e final feliz. :lol:
    ( brincadeira, o filme tem muitas particularidades e talvez fosse diminuir a obra dizer isso, se bem que, putz, adoro esse filme, nem vou falar nada :mrgreen: )
     
  12. Fúria da cidade

    Fúria da cidade ㅤㅤ ㅤㅤ ㅤㅤ

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    1984, livro de George Orwell Imagem: Reprodução

    Setenta anos depois de sua publicação, o livro escrito pelo britânico George Orwell 1984 continua fascinando os leitores, em particular os mais jovens, fãs de distopias e mergulhados nas redes sociais.

    "Alguns alunos ainda ficam escandalizados com o livro (...), outros consideram fascinante", conta o professor de Inglês Michael Callanan, que trabalha na escola Parmiter, de Watford, no noroeste de Londres.

    "É o paradoxo desse livro. Embora tenha 70 anos, mantém sua atualidade", acrescenta este professor que participa da organização do Prêmio Orwell da Juventude, destinado a estimular os jovens a manifestarem suas opiniões políticas.

    Escrito em 1948 - origem do título do livro, apenas com a inversão dos últimos dois números - e publicado em 8 de junho de 1949, 1984 descreve um futuro, no qual o Partido reina em um país totalitário sob o olhar inquisidor do Big Brother. O passado é reescrito e uma nova língua impede todo e qualquer pensamento crítico.

    Para Jean Seaton, diretora da Fundação George Orwell, que perpetua a memória do escritor falecido em 1950 aos 46 anos, sua obra é "incrivelmente visionária".

    Esta professora de História da Mídia na Universidade de Westminster compara os "dois minutos de ódio" do livro, um ritual em que a população é incitada a odiar o "Inimigo do Povo", às "pessoas vertendo seu ódio nas redes sociais".

    Impulsionado por Trump

    Em sete décadas, o livro nunca desapareceu da cena editorial e até registrou picos de vendas.

    Em 2017, o fato de uma assessora de Donald Trump usar a expressão "fatos alternativos" - um termo empregado em 1984 - deu grande impulso e visibilidade ao livro, provocando novas reimpressões. Desde sua publicação, a obra já vendeu 30 milhões de exemplares nos Estados Unidos e, naquele ano, as vendas aumentaram 165% em relação a 2016, disse à AFP a editora Penguin Books.

    No Reino Unido, as vendas dispararam em 2013, após as revelações do ex-analista americano Edward Snowden sobre a vigilância do governo americano promovida pela Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês).

    O professor Callanan afirma que, "nos últimos dois anos, com o auge de Trump, um número significativo de estudantes se preocupou muito com a direção que o mundo está tomando".

    Já Seaton aponta que o livro marca "mesmo aqueles que não o leram" por sua influência na cultura pop - dos filmes à música, passando pelos videogames.

    Quando abrem o livro pela primeira vez, os alunos de Callanan "reconhecem imediatamente algumas coisas", como o Big Brother, a "novilíngua", ou a "polícia do pensamento". São "fórmulas de Orwell que estão de acordo com nosso tempo e que os jovens entenderam", completou o professor.

    1984 se mantém como um clássico, porque "as pessoas leem quando jovem e, depois, releem mais velhos, adquirindo uma compreensão diferente das coisas", observa Seaton.

    "As pessoas o leem buscando pistas sobre o que deveriam temer hoje em dia", acrescenta.
     
  13. Pim

    Pim God, I love how sexy I am!

    Tentei ler esse livro ano passado e achei tao, mas tao chato que pulei da metade pras ultimas 50 paginas pra terminar logo e nao me arrependo.
     

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