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“Smaug ainda está em processo de design”, diz Andy Serkis

O ator e diretor Andy Serkis fez uma pausa nas filmagens de O Hobbit para andar  sobre o tapete vermelho do Globo de Ouro 2012 (realizado no último domingo, 15/01), mas parece que deixou todos os seus preciosos segredos da Terra-média na Nova Zelândia.

Um repórter da MTV News tentou tirar algumas coisas de Serkis sobre Smaug, mas ele não quis dar nenhuma pista sobre como poderia ser o mítico dragão Smaug na tela grande:

 “Não posso revelar todos os segredos, todos eles estão muito bem guardados”, disse. “Eu não posso dizer porque estão mantidos a sete chaves”.

Uma figura emblemática do mundo mitológico de J.R.R. Tolkien, Smaug é um dos personagens mais aguardados pelos fãs na adaptação de O Hobbit. Um personagem tão reverenciado assim deve ter um alto nível de segurança. Serkis sugere que estão apenas mantendo tudo em segredo para evitar revelar qualquer coisa precipitadamente. De acordo com o ator, a Weta Workshop ainda está trabalhando para encontrar a criatura perfeita.

 “É um personagem muito secreto e está muito protegido, e que ainda está em processo de design”, disse ele.

O pouco que se sabe sobre Smaug é mais que suficiente para nos deixar ansiosos. O ator inglês Benedict Cumberbatch será Smaug em O Hobbit antes de ir “aonde nenhum homem jamais esteve”, como o vilão no próximo “Star Trek” de J.J. Abrams. Em uma declaração recente, Cumberbatch disse que não apenas fará a voz de Smaug, mas também os movimentos. Ele literalmente será Smaug no(s) filme(s) O Hobbit. Seu trabalho na captura de movimentos já deve ter começado neste mês de janeiro, segundo o próprio ator (leia mais em: Smaug e o elfo Lindir falam sobre O Hobbit).

Serkis finalizou dizendo que, tendo Cumberbatch como Smaug, o público poderá esperar algo realmente bom.

 “Com Benedict Cumberbatch como o ator a interpretá-lo, será extraordinário”.

“Gollum se tornou um clássico”, diz Andy Serkis

Ainda este ano o ator britânico Andy Serkis será visto na primeira parte de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, onde retorna como Gollum, criatura que interpretou na trilogia de Peter Jackson O Senhor dos Anéis. Além disso, Serkis também estreia na direção. “Neste momento, além de interpretar Gollum, estou dirigindo a segunda unidade de O Hobbit. Estou num momento de mudança em que o que mais me interessa é a direção”, diz o ator, cujo nome aparece hoje como possível concorrente ao Oscar de melhor ator por sua interpretação de César, o macaco protagonista do filme “O Planeta dos Macacos: A Origem”. O ator, que já foi Gollum, King Kong, César, Capitão Haddock (“As Aventuras de Tintim”) e novamente Gollum, falou direto da Nova Zelândia, ao espanhol El Correo , sobre sua experiência como ator digital.

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 Quando Peter Jackson o convidou para dar vida a Gollum em “O Senhor dos Anéis”, passou pela sua cabeça que este era apenas o começo?

Naquela época, eu era um ator tradicional, a técnica de captura de movimento não existia e eu pensei que só ia ser a voz para um personagem digital. Eu não tinha ideia de quais eram as exigências de Jackson e pensei: “Deve haver muitos bons personagens em O Senhor dos Anéis”, então eu não entendia por que Peter queria um ator para interpretar Gollum. Depois tudo ficou muito claro de imediato, mas nós não sabíamos se ia funcionar. A técnica evoluiu durante as filmagens de “O Senhor dos Anéis”.

E agora o seu nome aparece para o Oscar. Se você ganhar irá se tornar o primeiro ator digital a recebê-lo, você se sente incompreendido por seus colegas?

John Hurt estava entre os indicados para o Oscar por seu papel em “O Homem Elefante [1980]” e ninguém podia reconhecê-lo na tela. César em “O Planeta dos Macacos: A Origem”, ou Gollum em “O Hobbit” são personagens em que seu rosto não é reconhecível na tela, de modo que atuar é mais complicado, porque exige um esforço de colaboração artística mais amplo. Em “O Homem Elefante” os maquiadores de John Hurt trabalharam em seu rosto e em seu corpo. Eu não entendo por que teria que haver algum tipo de diferença com a maquiagem digital.

John Hurt - "O Homem Elefante", 1980

Transformação – considerado o ator digital mais procurado do cinema, o que considera mais interessante?

Para mim, atuar é atuar, seja colocando um figurino e maquiagem, ou colocando o traje de captura de movimento e criando um personagem. O que eu mais gosto desse tipo de atuação é que você pode interpretar personagens que seriam impossíveis de fazer com maquiagem e figurinos tradicionais. Quando eu comecei como ator de teatro, sempre quis mudar de aparência; sabia que era o tipo de ator que mais se liberava. A captura de movimento te dá a capacidade de desaparecer completamente dentro do personagem.

Com Oscar ou sem Oscar, César foi para você um papel muito importante.

Cada personagem tem seus próprios desafios. A razão pela qual aceitei o papel de César é porque era um papel brilhantemente escrito. Tenho certeza de que tem atores que vão dizer: “Sim, mas não há nenhum diálogo. Onde estão as palavras?”. Mas, na realidade, um bom ator vê e pensa que César é um personagem incrível e um grande desafio de interpretação. Foi um grande papel. César teve uma longa jornada e sofreu muitas mudanças físicas e emocionais. Eu acho que é isso que um ator deseja da arte de interpretar.

E agora você está de volta na pele de Gollum.

“O Senhor dos Anéis” é um clássico e também o personagem se tornou um clássico. Personagens como Gollum continuarão a ser lembrados e é isso que importa, eles ainda estarão vivos. Eu gosto de grandes desafios e, claro, para mim, Gollum é uma grande oportunidade.

Recentemente o ator também mostrou-se indignado com o não reconhecimento de seu trabalho como atuação. Segundo o Cinema10, Serkis declarou:

 “Eu tenho muita sorte de estar participando de um momento em que a captura de performance está começando a ser usada corretamente. Ela está abrindo uma convergência totalmente nova no cinema e nos games e estou muito interessado em adaptá-la ao teatro, projetando avatares em telas enquanto os atores estão no palco“, comentou. “O problema é a forma como meu trabalho está sendo comentado. `Andy Serkis emprestou sua voz a´, `ou emprestou seus movimentos´ ou `deu as emoções a´. São tantas maneiras de enrolar e descrever o que, de fato, é atuação. Mesmo em Tintim ainda estou creditado em vários lugares como dublador. Eu vivi aquele personagem”, concluiu.

Em nova imagem, Bilbo aparece valentemente brandindo Ferroada!

Num novo artigo do Los Angeles Times foi divulgada uma nova imagem (acima) de Bilbo Bolseiro em O Hobbit: Uma Jornada Inesperada. A cena lembra muito o momento no livro (capítulo “Moscas e Aranhas”) em que Bilbo, depois de matar uma aranha gigante, na Floresta das Trevas, nomeia sua nova espada de “Ferroada” (Sting, no original).

Já o artigo não traz nenhuma revelação ou informação nova, exceto por uma declaração da roteirista Philippa Boyens sobre a preocupação que os roteiristas tiveram, inicialmente, de qual tom dariam aos filmes, já que O Hobbit é um livro mais infantil se comparado ao O Senhor dos Anéis.

Os tons mais suaves de “O Hobbit” foram uma preocupação para Jackson e os membros da equipe de criação, entre eles Philippa Boyens, roteirista em todos os três filmes da trilogia (e vencedora do Oscar por “O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei”, que encerrou a trilogia em 2004).
 “[O Hobbit] é muito mais uma história para crianças. Então, decidir como contar essa história foi uma das primeiras coisas que tínhamos que fazer. Quem é o público? É muito diferente do ‘O Senhor dos Anéis’ em matéria de tom… mas, tendo isso em mente, nós sentimos que seria o mesmo público. E então você começa a se preocupar, porque é fácil se repetir. São viagens muito semelhantes, você está indo do Condado para uma montanha grande e perigosa”.

 Para ver a imagem em uma resolução maior, CLIQUE AQUI!

Em entrevista à MTV, Richard Armitage fala sobre o anão Thorin

A MTV conversou com o líder dos aventureiros anões de O Hobbit, Thorin Escudo de Carvalho, que é interpretado por Richard Armitage, que fez uma breve aparição no recente Capitão América. Porém, segundo ele, O Hobbit é seu maior trabalho e, talvez, tenha lhe dado o papel de sua vida. O ator britânico também desempenhou um papel chave no trailer lançado no mês passado e em breve se juntará às fileiras dos ilustres personagens de Tolkien – que ganharam vida no cinema por meio de Peter Jackson. Na entrevista Armitage falou também sobre a dificuldade de trabalhar sob pesada maquiagem. E atenção! Há um pequeno spoiler no meio da entrevista! Se você ainda não leu o livro, cuidado, pois o ator revela algo sobre o destino de Thorin.

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MTV: Onde você está atualmente no cronograma de filmagem?

Armitage: Acabamos de terminar o nosso segundo bloco, então começaremos novamente no final de janeiro, e então nós vamos – achamos – até o final de julho. Também há um pouco mais em 2013, calculamos.

MTV: Como é estar em um único projeto por tanto tempo?

Armitage: É realmente estranho, porque quando começamos tínhamos essa enorme montanha para escalar, mas, na verdade, está indo muito rápido. Acho que chegamos no meio do caminho agora. Tem sido muito intenso, mas muito emocionante. Nós acabamos de filmar nas locações, onde estivemos na estrada visitando a maior parte da Nova Zelândia. Foi de longe a melhor coisa que eu já trabalhei na minha vida.

 MTV: É fácil esquecer que você está atuando e se perder no mundo que a produção cria?

Armitage: Nos estúdios que eles fizeram em Wellington, na maior parte do tempo, você não sente que está trabalhando em um set. Mesmo quando há uma tela verde lá, a visão e descrição de Peter são muito claras. A CGI que a pré-produção criou realmente estimula a sua imaginação. Começamos com esse tipo de filmagem. Nas locações você programa estas imagens surpreendentes em sua cabeça, então podemos agora voltar para o estúdio.

 MTV: Será que vai ser difícil deixar para trás o que você criou?

Armitage: Não acho que isso seja possível para mim, deixá-lo para trás. Acho que este é um daqueles personagens que sempre vai ficar com você, porque você passa tanto tempo com ele que é uma transformação. Eu estou no personagem a cada dia, e eu me tornei muito familiarizado com ele. Eu meio que sei como ele pensa. Eu me sinto muito próximo do personagem, e ele vai continuar para além deste trabalho, [spoiler adiante] embora, ele morra no final do filme. Eu acho que ele é um personagem fascinante. Provavelmente, vou acordar daqui seis anos e me pegar pensando nele novamente. É realmente emocionante.

MTV: Como foi que soube da mudança na história e como você chegou a Thorin?

Armitage: Eu li [O Hobbit] algumas vezes quando era jovem. Eu acho que voltar a ele como um adulto é realmente interessante, porque é um livro que foi, acho, escrito para as crianças de Tolkien, mas quando você está criando um papel desta magnitude, você tem que realmente visualizá-lo para um público muito mais amplo. Acho que essa é a beleza de Tolkien. Ele cria personagens bem acabados e até bastante perigosos para interpretar. Corre-se o risco de assustar as crianças. Ele é o criador original da fantasia, e eu acho que você tem que investir nesses personagens com a mesma intensidade, como se estivesse fazendo um papel para adultos. Foi interessante voltar a ele como um adulto e relê-lo novamente, porque ele tinha uma simplicidade, que eu realmente gosto, mas senti que poderíamos pegar esses personagens e realmente desenvolvê-los para além do livro.

 MTV: Você acabou no meio termo em relação à quantidade de maquiagem. Você se sente com sorte?

Armitage: Foi uma evolução. Todos nós começamos com uma versão bastante extrema de nós mesmos. Acho que é porque meu personagem passa muito tempo na tela e você realmente tem que entender o que ele está passando emocionalmente. Ficou muito claro que se fizéssemos as próteses o mais parecidas possível com as minhas próprias feições, mas ainda tornando-o um anão, seria mais fácil ler o personagem. Ele tem que ir na tal viagem, que é algo realmente importante para isso. Eu aumentei minha própria barba após o primeiro bloco, porque eu senti que [a falsa] estava limitando o meu rosto. A mandíbula é tão ligada à emoção que eu queria ter isso livre. Fez uma enorme diferença.

É realmente estranho agora, porque eu não posso interpretar o personagem quando eu não consigo vê-lo. É muito difícil ensaiar quando você não está no traje, quando você não tem as próteses, mas eu olho no espelho quando está tudo terminado e eu não vejo isso. Eu não consigo ver onde começa e onde termina. Acabei de ver o personagem. Eu nunca tive isso antes. É uma experiência única. É um rosto que não pertence a mim. Ele pertence aos criadores, os profissionais da WETA Workshop.

 MTV: Como foi no set com tantos atores interpretando anões?

Armitage: Eu adoro isso. Eu absolutamente amo trabalhar como um membro de um grupo, e realmente somos um grupo. Há muita amizade entre todos os caras. Há uma tal diversidade de cultura e de fundo. Estamos trabalhando com um monte de Kiwis e há uma combinação de atores britânicos que vêm da televisão, teatro e cinema. É exatamente como os anões são. Quando Thorin monta sua demanda, ele pega anões de todos os diferentes lugares para ir nessa missão. Isso é refletido em quem somos como atores.

“Talvez haja um pouco mais de Beorn” em O Hobbit, diz Persbrandt

 Mikael Persbrandt, o Beorn, em uma entrevista (pontuada com sarcasmo) para o sueco MovieZine, falou um pouco sobre seu papel em O Hobbit.

Você terminou de filmar O Hobbit?

Não, absolutamente não. Vou voltar para lá em fevereiro.

Você tem um papel em ambos os filmes?

Sim, eu tenho. O papel é mais ou menos o que está no livro. Eu não vou falar muito mais sobre isso, porque é um filme de um grande estúdio e eles vão ficar bravos comigo, mas pode ler o livro e você vai entender… e então talvez haja um pouco mais.

Como é Beorn? Você usa maquiagem ou algum tipo de captura de movimento?

Como eu disse antes eu pretendo sobreviver a esta noite. Não quero levar um tiro. Mas é emocionante fazer parte disso. Você verá mais adiante, na estreia em menos de um ano, em dezembro.

 Apesar do sigilo imposto aos atores, algumas coisas sempre escapam. Assim, é bom saber que a personagem Beorn, o Troca-peles será representada como aparece no romance de Tolkien. Porém, o que mais Beorn pode fazer nos filmes além do que já faz no livro? Peter Jackson, responde essa!

Peter Jackson explica as diferenças entre SdA e O Hobbit e Christopher Lee fala sobre Saruman

O diretor Peter Jackson comentou as diferenças de tom entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis e revelou que alguns aspectos estabelecidos pelo ex-diretor Guillermo Del Toro vão se manter, mas sua própria visão vai prevalecer para ligar os novos filmes com a trilogia. Já o quase nonagenário Sir Christopher Lee comentou sobre seu retorno como Saruman, o Branco. Além disso, a Warner liberou mais uma imagem de Bilbo Bolseiro (acima), aparentemente uma cena relacionada aos eventos na “Mata dos Trolls”!

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Peter Jackson realizou os três filmes de O Senhor dos Anéis e agora está trabalhando na adaptação do livro de J.R.R. Tolkien, O Hobbit. Apesar de ter contrariado e enraivecido alguns fãs mais fervorosos com algumas mudanças na estória, se há um cineasta que conhece bem o universo de Tolkien e sabe as diferenças entre as personagens da Terra-média é ele. De acordo com o Omelete, Jackson deixa claro que a presença dos anões é o que dá ao prequel o tom divertido da estória:

“O Hobbit é um livro infantil e O Senhor dos Anéis é outra coisa; não é realmente direcionado para crianças. Percebi que os personagens dos anões são a diferença. Sua energia e desdém pelo politicamente correto é o que leva um novo espírito. E é por isso que pensei, ‘tudo bem, isso pode ser divertido!’“.

Jackson também falou sobre o desafio de retratar 13 anões como personagens distintos:

Isso é algo que me preocupava. Imaginei 13 caras com cabelo longo e barbas e pensei, ‘Como vou saber qual anão é qual?’ É uma tarefa infernal, na verdade. Achei que nove membros da Sociedade do Anel eram um problema, mas aqui, com Bilbo e Gandalf, temos 15 [personagens]. Está funcionando bem. Os anões trazem uma qualidade de comédia infantil que resulta em um tom bastante diferente de O Senhor dos Anéis”.

O diretor contou ainda que os filmes vão manter alguns aspectos definidos pelo diretor original, Guillermo del Toro, mas o estilo de Jackson e sua visão da Terra-média devem prevalecer, já que, apesar das diferenças, os novos filmes devem levar a uma grande história da Terra-média:

Eu queria que parecesse que estivéssemos de volta às locações na Terra-média. Estes dois filmes parecem pertencer ao começo dos outros três. Somos os mesmos cineastas voltando a um mesmo mundo“.

Sobre a divisão do filme em duas partes, a mulher e parceira de Jackson, Fran Walsh, sugere que a jornada começará leve para depois seguir em direção aos conflitos da trilogia:

“Sempre vimos O Hobbit mais como um conto de fadas. É mais divertido. Mas quando se aproxima do fim, Tolkien se coloca no lugar onde ele começará a escrever a jornada épica de O Senhor dos Anéis (…). Todos os temas mais pesados e sombrios que prevalecem na trilogia começam a aparecer [no final de O Hobbit]”.

 

 Já o ator Sir Christopher Lee também falou um pouco sobre seu retorno como Saruman em O Hobbit, em vídeo. De acordo com ele, terminou de filmar suas cenas para os dois filmes (feitas em 4 dias nos Estúdios Pinewood, arredores de Londres), cenas que ele espera viver o suficiente para ver de novo. Isso pode parecer um tanto mórbido, mas na sua idade (o ator está prestes a completar 90 anos), Lee diz que tem preferido papéis menores, que não exigem tanto tempo no set, segundo o MoviesBlog.MTV.

“Eles [os personagens] devem ter participações curtas, mas têm que ter alguma importância, onde as pessoas notem quando estou em cena e que elas se lembrem do personagem depois de terem visto o filme”.

Portanto, não devemos esperar muito de Saruman em O Hobbit, apesar de a personagem estar nos dois filmes. Ainda assim, poder ver Lee, mesmo que pouco, novamente interpretando o Mago Branco, deve agradar aos fãs da trilogia já que sua personagem em O Hobbit é importante para os eventos relacionados ao Conselho Branco e o ataque a Dol Guldur, eventos situados 60 anos antes de O Senhor dos Anéis, época que Saruman não era um traidor declarado (sua traição é revelada em A Sociedade do Anel). Diz o ator:

“O que é extremamente importante é que nestes dois filmes, que naturalmente se passam muito antes de O Senhor dos Anéis, é que Saruman, que eu interpreto de novo, é de fato ainda Saruman, o Branco, mas ele é um homem bom e nobre, e o chefe do Conselho dos Magos, como ele sempre foi”.

Em tempo: De acordo com o AICN, no dia 01 de janeiro passado morreu Bob Anderson, aos 89 anos. Anderson foi o principal treinador das lutas e combates com espadas em O Senhor dos Anéis e trabalhava novamente com Peter Jackson em O Hobbit. Entre seus trabalhos estão também a trilogia Star Wars original e Piratas do Caribe. O simpático Bob Anderson pode ser visto em vários momentos nos extras da versão estendida da trilogia SdA. Acesse o link acima para ver 2 vídeos com Bob Anderson.

O Hobbit: 5º Videoblog direto das locações!

Hobbits, ovelhas, porcos, caminhões, trailers, barracas, centenas de funcionários, “Barris Soltos”, anões e mais hobbits, Frodo e a Vila dos Hobbits! Toda a logística para garantir as filmagens nas locações de O Hobbit! Peter Jackson nos apresenta tudo isso no 5º videoblog da produção, direto do Facebook.

Veja: Production Video #5: On location with THE HOBBIT. 23 December 2011

O Hobbit: recado de Peter Jackson e Eric Vespe na encosta de um vulcão!

Peter Jackson postou há pouco tempo o seguinte em sua página no Facebook:

 Olá a todos! Este ano é o décimo aniversário do lançamento de A Sociedade do Anel, e nós queríamos dar aos fãs um presente de Natal antes do lançamento dos dois filmes O Hobbit em dezembro de 2012 e 2013. Fiquem atentos para mais. Felicidades!

Então vamos ficar de olho! Enquanto o tal presente não vem, que tal mais um dos relatos cheios de spoilers de Eric Vespe, do Ain´t It Cool News? Bem, desta vez os spoilers são bem poucos, há um ou dois perdidos no meio de seu relatório, que desta vez fala sobre as locações ao redor do Monte Ruapehu, local sagrado para os nativos neozelandeses. A seguir, o resumo com as partes mais significativas:

 

A próxima locação foi o nosso ponto final na Ilha Norte da Nova Zelândia e acabou por ser muito especial.

 Ohakune foi o nosso destino e foi para servir como dois locais dentro da Terra-média. Um desses locais foi no Monte Ruapehu, que é a montanha mais alta da Ilha do Norte e está em terras muito sagradas para os Maori Iwi locais. Eles filmaram um monte de cenas da Montanha da Perdição, em O Senhor dos Anéis, com Sam carregando Frodo até as falésias, em outras partes da montanha, mas esta área em particular era um novo terreno para a produção. Isso não quer dizer que o Monte Ruapehu é a Montanha da Perdição, que é um equívoco comum entre os nerds do Senhor dos Anéis que visitam o lugar.

 É considerado desrespeitoso filmar os distintos picos do Ruapehu, por isso eles filmaram boa parte da batalha do prólogo apenas nas encostas do Monte Ruapehu. Para cenas da Montanha da Perdição eles tiveram que construir digitalmente este local da Terra-média e a partir de uma mistura de outras montanhas, incluindo ativos vulcões do Havaí.

 Os Iwi locais (duas tribos especificamente, Ngati Uenuku e Ngati Rangi) deram permissão para a produção do filme trabalhar deste lado da montanha, e para mostrar a união das tribos com a produção, eles organizaram um Powhiri. A produção não poderia forçar o elenco e a equipe a comparecer neste evento tradicional, pois estavam em um dia de folga, mas sinceramente pediu a todos para irem em sinal de respeito ao povo Maori que concedeu a autorização para a equipe filmar em suas terras.

Eles esperavam que fossem talvez 30-40 pessoas e quando cheguei ao Marae Maungarongo tinha facilmente mais que o dobro, incluindo o produtor Zane Weiner e todo o elenco principal, como Martin Freeman, Ian McKellen e todos os anões. Até o momento da cerimônia começar, havia 130 pessoas da produção lá.

 Os anfitriões, Ngati Rangi, começaram com uma haka, uma espécie de dança guerreira que ficou mundialmente famosa pela equipe de rugby All Blacks que a realiza antes de cada jogo. A nós, os visitantes, não era permitido estar no campo (conhecido como o aitea Marae) até depois da haka, quando um dos guerreiros foi enviado para distinguir se nós éramos visitantes amigos ou inimigos, um costume conhecido como Tikanga. Este homem apresentou um rau (uma samambaia), que foi pego por Zane, indicando que nós viemos em paz e significando que nosso grupo fora recebido como amigo e que podíamos entrar na aitea Marae.

Depois disso uma série de alto-falantes, de ambos os lados, veicularam discursos que terminavam em uma canção. Cada um dos líderes Ngati Rangi teve sua vez, falando em Maori, que foi traduzido para nós.

 A todos nós foi dado no estacionamento uma canção para cantar como um grupo. Como estávamos todos nós, os visitantes, a fim de mostrar respeito aos nossos anfitriões, todos nós tínhamos de tomar parte na canção, incluindo os repórteres americanos.

Com as nuvens lentamente flutuando do Monte Ruapehu e com o sol ao fundo brilhando sobre nós, a cerimônia toda ligou seriamente algo de espiritual em mim. Eu não sou um homem religioso, mas havia um poder inegável aqui. A história por trás do ritual, a sinceridade das palavras de nossos anfitriões e o respeito mostrado nitidamente pelo elenco e  pela equipe, e todos misturados em uma atmosfera pesada e focada, foi uma incrível experiência.

 Ian McKellen foi a última pessoa da equipe a falar e ele fez um grande discurso falando sobre a jornada desta equipe e sua demanda, agradecendo-lhes por nos deixar partilhar as suas terras com as pessoas do mundo. “Vocês poderiam facilmente ter dito a Gandalf, o Cinzento ‘você não vai passar’, mas vocês não disseram”, disse ele antes de reiterar seu agradecimento pela cooperação e permitindo a passagem dos cineastas em sua propriedade.

Lembra-se que eu mencionei que cada discurso foi seguido por uma canção? Depois que Sir Ian fez seu discurso, todos os atores que interpretam anões se levantaram e cantaram uma das músicas de O Hobbit, uma balada de barítono particularmente sombria chamada Misty Mountains ( aliás, do trailer recentemente liberado).

 A parte final da cerimônia envolvia algo chamado Hongi, onde os visitantes se alinham e passam pelos líderes iwi, mulheres e crianças, agitando as mãos e inclinando-se para tocar nariz e testa. Este convite em si solidifica a união de nossas tribos e já não nos faz mais visitantes, mas tangata whenua (povo desta terra).

Andando na linha eu devo ter feito o Hongi com umas 20 pessoas, desde crianças adoráveis ​​a gentis homens velhos e não foi tão estranho quanto eu esperava que fosse. Ao tocar o nariz com estranhos você se vê obrigado a olhá-los nos olhos e considerá-los como mais do que aquilo que vê à primeira vista. Foi-me dito depois que olhar nossos anfitriões nos olhos durante o Hongi era, na verdade, um sinal de agressividade, mas eles não pareceram se ofender.

 Concluído o Hongi, nos reunimos e discutimos alguns pontos da mitologia Maori sobre a terra e fomos informados de que teríamos um representante iwi conosco enquanto a equipe filmasse: “para proteger a montanha de vocês e vocês da montanha”. Lembre-se que o Ruapehu é um vulcão ativo e os Maoris acreditam que há bons e maus espíritos na região e que devem ser respeitados, a fim de não perturbar o equilíbrio.

Fomos convidados a sempre dar bom dia para Koro (a palavra Maori para avô, referindo-se à montanha) quando chegamos, e boa noite para Koro quando saímos, como um sinal de respeito. Eu não posso falar por todo mundo, mas tenha certeza que fiz. É difícil não ser pego pela majestade desta área e mesmo que eu não acredite em exatamente as mesmas coisas que nossos anfitriões, eu senti o poder deste lugar.

 

Depois deste belo relato sobre o cerimonial tradicional de boas-vindas dos Maoris, Eric Vespe fala sobre as filmagens em locações na mesma região.

Esta área arborizada representa os arredores do Condado e onde Bilbo corre até Gandalf e os anões. Eles estão montados em cavalos, de modo que você pode imaginar o circo que foi esse dia. Treze anões e um Mago e cavalos para todos eles!

  

Os cavalos dos anões estavam usando capas peludas, uma vez que deveriam ser pôneis, mas os caras que interpretam os anões ficariam ridículos, com todo o seu equipamento, montados em pôneis minúsculos. A fim de passar a ideia de estatura, tinham que fazer os cavalos normais parecerem mais com pôneis.

O dia foi gasto principalmente para obter imagens mais amplas da tropa no seu passeio a cavalo pela floresta. Houve uma filmagem ali, em especial, que você pode realmente ver no trailer e que mostra Fili e Kili pegando o Sr. Bolseiro (de cavalo) e colocando-o em cima de seu pônei.

 
Nesta calmaria eu notei que o grande artista John Howe estava no set. Eu o tinha visto nos estúdios Stone Street, nos sets em Wellington, mas não quis incomodá-lo. Eu estava saindo com os caras do som quando Howe chegou. Imaginei que ele iria conversar com eles, mas para minha surpresa ele se apresentou a mim e elogiou os relatórios do set. Eu tenho acompanhado seu trabalho há anos, então fiquei bastante surpreso com as amáveis ​​palavras de alguém cujo talento admiro tanto.

Pouco tempo depois ele foi acompanhado por Alan Lee e discutimos a arte em 3D que eles fizeram no último vídeo da produção. Na verdade, tudo começou como uma brincadeira e eles realmente não iam desenhar em 3D, mas como a brincadeira tomou forma eles realmente quiseram colaborar com essa peça, foi a primeira vez em todos os seus anos de trabalho em conjunto que ambos  trabalharam em uma única peça de arte. Eles usaram o computador para realmente adicionar dimensionalidade a ela, então é por isso que a imagem realmente funciona em 3D.

 

Veja o desenho de John Howe e Alan Lee, clicando aqui!

Após dois dias de filmagem em Beech Paddocks a equipe se deslocou para a montanha. Eu não vou ter muito para você nesta locação, principalmente graças a isto:

 Este musgo está ameaçado e é muito antigo. Uma das condições para filmar neste local era de que apenas descesse o essencial da equipe para o lugar e eu não sou essencial, então eu fiquei em cima, na estrada da montanha. Eles construíram estes andaimes para chegar até lá, como você pode ver, e eles foram considerados seguros, mas eu dei um passo até eles e senti as tábuas  dobrarem sob o meu peso, e de repente não quis estar mais lá.

 A vista era incrível, avancei para conseguir uma visão mais clara e olhar para o vale abaixo de nós.

 Essa vista épica e da grande cachoeira (e do musgo super raro) nesse local foi estonteante e eu sei que este lugar também tem um papel muito importante na jornada. Eu sei que vai ter uma gigantesca estátua colocada digitalmente neste local. Todos os anões e Bilbo foram lá à procura de algo. E eu não posso dizer mais nada!

Conversei com Peter um pouco antes de ele ir até o set e ele me disse que eles filmaram a batalha do prólogo, na abertura da Sociedade, a cerca de 5 minutos de carro a partir deste local, na encosta oposta. E descendo a montanha e o fluxo do rio a partir desta cachoeira, está o lugar onde eles filmaram Gollum pegando seu peixe depois de aparecer com Sam e Frodo.

Peter também tentou me convencer de que a área circundante foi construída pela Weta Workshop, que todas as rochas eram realmente de espuma e a cachoeira era apenas o sal que está sendo derramado em câmera lenta, mas ele não pode me enganar! Não senhor, não desta vez!

 Ruapehu representou a última locação para a unidade principal na Ilha Norte. Após isso, todos se dirigiram de volta para Wellington e, em seguida, embarcaram em aviões com destino à Ilha Sul, onde a verdadeira diversão (e extremos climáticos) acontece.

Como de costume, aqui está uma prévia de nossa próxima locação:

Trailer confirmado, Stephen Fry fala e nova imagem de Bilbo!

Segundo o Omelete, a Warner Bros. confirmou oficialmente, via Twitter, que o primeiro trailer de O Hobbit – Uma Jornada Inesperada será mesmo exibido antes de As Aventuras de Tintim, que estreia no dia 21 de dezembro nos EUA. Além disso, uma nova imagem de Bilbo foi divulgada pela revista Empire. A imagem é de uma cena que também pode ser vista no 4º videoblog, onde Bilbo está em meio aos anões em Valfenda (obrigado pela dica, Adão Ferri):

 Atualizando: A edição de fevereiro da revista Total Film também traz algumas imagens de Bilbo e Anões. Confira os scans aqui no TheOneRing!

Já ao britânico DigitalSpy, o ator inglês Stephen Fry descreveu um pouco da aparência do seu personagem em O Hobbit, o Senhor da Cidade do Lago:

“Meu personagem é uma oportunidade para vulgaridade em essência e é de uma maldade incrível. Ele me fez comer testículos… tem um apetite brutal. Não devo revelar muito, mas eu tenho o topo da cabeça careca, e então uma cabeleira realmente feia e esse bigode fino e a barba rala, e manchas horríveis na pele e unhas nojentas. De um modo geral é um personagem muito desagradável. E um covarde, só para começar, e muito, muito ganancioso”.

Fry também disse que a “fétida cidade está em palafitas no lago abaixo da montanha onde vive o dragão Smaug”, não deixando claro se ela está distante rio abaixo, como no livro, ou realmente próxima à Montanha, como uma liberdade para efeito cinematográfico, como apontou o TheOneRing.net.

 

O Hobbit: “Barris Soltos” e Howard Shore

 No último videoblog da produção de O Hobbit, o diretor Peter Jackson prometeu que o próximo vídeo seria sobre as locações dos filmes. Enquanto o vídeo não sai, a imprensa da Nova Zelândia nos informa sobre elas.

O repórter Ian Allen, do neozelandês Marlborough Express, esteve sexta-feira passada no Rio Pelorus, 60 quilômetros a oeste de Blenheim, e registrou os preparativos para uma cena de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, onde barris serão mergulhados no rio durante uma viagem perigosa realizada por Bilbo e Thorin & Cia., ou seja, a fuga do hobbit e dos anões pela adega do Rei Élfico Thranduil (Lee Pace). Na verdade, o repórter e seu fotógrafo acompanharam um teste antes dos 10 dias de filmagem por ali, por isso o elenco ainda não estava no local. Confira duas imagens publicadas pelo site do jornal.

 

Já o Nelson Mail revelou que rostos famosos, como Martin Freeman (Bilbo), Orlando Bloom (Legolas), James Nesbitt (Bofur) e Stephen Fry (Senhor da Cidade do Lago) fazem parte de uma equipe de 400 a 500 pessoas que está na região de Nelson. Um pequeno contingente de cerca de 150 membros dessa equipe passou uma semana na região, no mês passado, em Canaan Downs e Takaka Hill e outros lugares como em Kaihoka Lakes e no Mt. Owen (clique nos links e veja imagens dos lugares). A presença de Stephen Fry pode indicar que cenas referentes à Cidade do Lago então sendo rodadas.

Enquanto Peter Jackson e Andy Serkis, seu diretor de segunda unidade, filmam nas locações, o compositor Howard Shore diz que está ativamente trabalhando na composição da trilha sonora de O Hobbit. Veja o que ele respondeu em entrevista ao Film Music:

Imagino que a sua próxima grande jornada épica seja com as duas partes de “O Hobbit”. Você foi até a Nova Zelândia, onde Peter está filmando?

Oh sim, eu estou compondo agora ativamente em “O Hobbit”. Adoro Tolkien, e eu amo o trabalho de Peter. Ele criou esses filmes incríveis, o que torna ainda melhor para um compositor. Esses filmes são infinitamente interessantes para mim. Não me canso deles, porque  a trilogia é um mundo fascinante para se trabalhar. Mas a composição [para O Hobbit] não é mais fácil, devo acrescentar! Você poderia pensar que depois de “O Retorno do Rei” eu tenha tudo pronto. Agora, há dois filmes adiante e apenas uma grande montanha para escalar, mas é bom. “O Hobbit” é bastante inspirador.