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Nazgûl

nazgul.jpgOs Nazgûl, ou Espectros do Anel, foram os mais terríveis servos de Sauron. Eles foram originalmente homens mortais. Sauron lhes deu os Nove Anéis do Poder com o objetivo de escraviza-los à sua vontade e assim se tornaram Espectros.
 
Descrição:
khamul.jpgPouco se sabe sobre as reais identidades dos Nazgûl. Diz-se que três foram grandes senhores de Númenor. Um foi um Oriental cujo nome era Khamûl, sendo o único que tem sua identidade conhecida.
 
Inicialmente os homens que receberam os Nove Anéis os utilizaram para ascender em poder e acumular riquezas para si. Eles se tornaram grandes reis, feiticeiros e guerreiros. Os Nove Anéis os tornaram invisíveis a olhos normais e prolongou suas vidas.

Mas eventualmente, os Homens que ostentavam os Nove Anéis caiam completamente sob controle de Sauron. Eles não podiam desobedece-lo e já não mais possuíam vontade própria. Alguns dos Homens foram rapidamente escravizados, enquanto outros que possuíam maior força vital ou bondade, demoraram mais.

Os Nazgûl foram condenados a existir apenas no mundo espectral. Suas vidas foram tão esticadas até que sua própria existência tornou-se tortura. Eles eram permanentemente invisíveis, exceto quando usavam mantos negros para lhes dar uma forma visível. Sauron, e quem usou o Um Anel, poderia vê-los em sua forma espectral, como pálidas figuras com olhos em chama, cabelos cinzentos, vestes brancas e cinzas, e elmos de prata.

Os Nazgûl enxergavam o mundo oculto… invisível, mas muito do que viam eram delírios e fantasmas criados por Sauron. Eles não podiam ver bem no mundo físico da luz, no sol do meio-dia não podiam ver nada. Eles viam as pessoas como sombras. No entanto, conseguiam ver uma ou outra claramente, mesmo sob a luz diurna e de longe. Na escuridão eram mais perigosos, porque eles poderiam perceber coisas que as pessoas comuns não podiam.

Seu olfato era aguçado. Eles podiam sentir o cheiro do sangue de seres vivos que eles caçavam e cobiçavam. Eles também podiam sentir O Um Anel, também podendo enxergar a pessoa que o utilizasse, mesmo que fosse invisível para os outros. Certa vez o Anel sentiu a proximidade do Nazgûl e Frodo foi tentado a coloca-lo, para que retornasse a Sauron.

Os Nazgûl podiam falar com as pessoas utilizando a Língua Geral, apesar da sua voz soar estranha e desagradável. Eles chamavam uns aos outros através gritos agudos e perfurantes. Eles podiam ouvir um ao outro através de grandes distâncias.

Havia uma aura de medo e terror ao redor dos Nazgûl e à sua volta era gélido. As pessoas podiam sentir a presença dos Espectros mesmo sem vê-los. Na verdade, o sentimento de medo era maior quando os Nazgûl estavam invisíveis, sem suas capas negras. O terror também era maior na escuridão e quando os nove estavam juntos.

Medo era a principal arma dos Nazgûl. Poucas pessoas tinham força de vontade o suficiente para ficar de pé à sua frente. Os Nazgûl exauriam um miasma conhecido como Hálito Negro que causava  doenças e até mesmo a morte aqueles que foram expostos a ela.

Os animais também eram aterrorizados pelos Nazgûl. Os cavalos negros que os Nazgûl montavam foram treinados para resistir a eles. Os cavalos nasceram em Mordor, mas eles podem ter sido roubados dos estábulos de Rohan. Mais tarde, na Guerra do Anel, Sauron deu aos Nazgûl novas montarias – terríveis criaturas com asas, conhecidas como Bestas Aladas.

Os Nazgûl também tinham algumas fraquezas. Os oito, excluindo o Senhor dos Nazgûl temiam a água, e eles não gostavam de cruzar rios a não ser por cima de pontes. Eles podiam resistir ao sol, mas os oito menores Nazgûl tendiam a ficar confusos quando expostos à luz do dia, quando estavam sozinhos e sua força era diminuída. Eles também odiavam fogo.

Elfos estavam entre os poucos seres que os Nazgûl temiam, particularmente os Altos Elfos que viveram nas Terras Imortais, porquê possuíam poder no Mundo Invisível. Os Nazgûl também temiam os Poderes conhecidos como Valar, especialmente Elbereth que criou as estrelas e foi reverenciada pelos Elfos.

Os Nazgûl não tinham grandes poderes físicos contra aqueles que não os temiam. De qualquer modo, eles não podiam ser aniquilados por simples homens. A maioria das armas não podiam machucá-los, e qualquer lâmina que veio a tocar o Senhor dos Nazgûl desintegrou.

Foi necessária uma espada especial – forjada pelos Dúnedaináin e imbuída com encantos – para desferir o golpe que enfraqueceu o Senhor dos Nazgûl. Chamas da erupção da Montanha da Perdição destruiram os outros oito Nazgûl. Mas, afinal, foi a destruição do Um Anel, ao qual eram vinculados, que garantiu que os Nazgûl nunca mais possam surgir novamente.

 
 
História:
Os Nove Anéis foram feitos por ferreiros élficos de Eregion nos anos 1500s da segunda era. Sauron
se disfarçou e enganou os Elfos, de modo que aceitassem sua ajuda na forjadura dos Anéis. Ele então forjou O Um Anel, o qual ele podia usar para controlar os outros.

rei_bruxo.pngSauron recuperou os Nove Anéis em 1697. Ele distribui os Anéis para nove Homens que tornaram-se os Nazgûl. Os Nazgûl apareceram inicialmente na forma de Espectros por volta de 2251 da segunda era. O Senhor dos Nazgûl era seu líder, e o segundo em comando era Khamûl.

Em algum ponto, Sauron, aparentemente, pegou de volta os Nove Anéis dos Nazgûl. Afirma-se em vários pontos que Sauron guardava os Nove Anéis em sua posse. Naquele tempo os Nazgûl estavam, evidentemente, tão subjugados à vontade de Sauron que não mais precisavam portar seus Anéis.

Sauron foi derrotado na Guerra da Última Aliança ao final da segunda era e o Um Anel foi tirado dele. Seu espírito fugiu para o leste para recuperar sua força, e os Nazgûl também se ocultaram. Por volta de 1050 da terceira era, Sauron retornou secretamente e construiu a fortaleza de Dol Guldur na grande floresta que ficou conhecida como Floresta das Trevas.

Os Nazgûl reapareceram por volta de 1300. O Senhor dos Nazgûl estabeleceu o reino de Angmar no norte neste período. Sua real identidade não era conhecida e ele foi chamado de Rei Bruxo de Angmar. Sua intenção era de destruir os Dúnedain de Arnor. Arnor foi dividida em três reinos – Arthedain, Cardolan, e Rhudaur – e os Dúnedain do Norte não estavam mais unidas.

O Rei  Bruxo declarou guerra contra os Dúnedain do Norte por seis séculos. Ele secretamente, fez uma aliança com Rhudaur, a qual foi conquistada por um lorde do mal dos Homens das Colinas. Em 1356, Angmar e Rhudaur atacaram Arthedain e o Rei Argeleb I de Arthedain foi morto.

O Rei Bruxo lançou outro ataque em 1409. O último príncipe de Cardolan foi morto e os Dúnedain tomaram refúgio nas Colinas Tumulares e na Floresta Velha. Os Dúnedain foram guiados para fora de Rhudaur, que por sua vez foi ocupada pelos aliados de Angmar. O Rei Arveleg I de Arthedain foi morto, mas seu filho Araphor tratou de fazer recuar as forças de Angmar com a ajuda dos elfos de Lindon e Valfenda.

Durante a Grande Peste de 1636, os remanescentes dos Dúnedain em Cardolan pereceram. O Rei Bruxo enviou então, espíritos malignos de Angmar e Rhudaur para ocupar os montes das Colinas Tumulares e esses espíritos ficaram conhecidos como Criaturas Tumulares.

Em 1974, o Rei Bruxo conquistou Fornost, a capital de Arthedain. Os Dúnedain do Norte e os Elfos dos Portos Cinzentos e Valfenda foram apoiados por uma armada de Gondor liderada por Earnur. Eles derrotaram as forças do Rei Bruxo na Batalha de Fornost em 1975.

Earnur perseguiu o Rei Bruxo, porém quando ficou de frente para ele, o cavalo de Earnur pirou em terror. O Rei Bruxo zombou de Earnur, mas ele também o odiava por sua participação na queda das forças de Angmar. O Rei Bruxo fugiu quando avistou Glorfindel, que era um dos Altos Elfos. Glorfindel aconselhou Earnur a deixá-lo ir, dizendo: "Ainda está longe o seu castigo, e não será pela mão de um homem que ele irá cair.


O Rei Bruxo abandonou Angmar e retornou para Mordor por volta de 1980. Os outros Nazgûl devem ter ido para Mordor mais tarde, por volta de 1856. Em 2000, os Nazgûl sitiaram Minas Ithil, a fortaleza de Gondor nas fronteiras de Mordor. Eles conquistaram Minas Ithil em 2002 e ela foi renomeada para Minas Morgul.

Earnur se tornou Rei de Gondor em 2043 e o Rei Bruxo o desafiou para um duelo. Earnur recusou, mas quando o Rei Bruxo renovou seu desafio em 2050, Earnur aceitou. Ele cavalgou para Minas Morgul e nunca mais foi visto. Earnur não deixou rastros, e a linha de Reis em Gondor se findou. Daquele dia em diante, Gondor foi governada por um Regente.

Durante a Paz Vigilante de 2063 até 2460, os Nazgûl permaneceram quietos em Minas Morgul. Sauron estava escondido no Leste durante esse período. Ele havia deixado Dol Guldur quando Gandalf veio para investigar. A Paz Vigilante acabou quando Sauron voltou para Dol Guldur em 2460.

Os Nazgûl prepararam Mordor para o retorno de Sauron. Em 2475, eles enviaram um exercito de Uruks para atacar Gondor. Os Uruks eram uma espécie de Orcs negros de grande força que não haviam sido vistos anteriormente. Eles tomaram Osgiliath, mas foram expulsos por Boromir, o filho do Regente, que era temido por todos, até mesmo pelo Rei Bruxo. (Nota: Esse Boromir não é o mesmo da Sociedade do Anel)

Sauron retornou secretamente para Mordor em 2942 depois que Gandalf e o Conselho Branco atacaram Dol Guldur. Ele revelou sua presença em 2951 e estruturou suas forças. Ele enviou Khamûl, o segundo em comando dos Nazgûl para Dol Guldur juntamente com um ou dois outros Nazgûl. O Rei Bruxo e os outros permaneceram em Minas Morgul.

Em 3017, Sauron soube por Gollum que o Um Anel estava na posse de um Hobbit chamado Bolseiro, no condado. Sauron decidiu enviar os Nazgûl para reaver o Um Anel. Mesmo que o Anel tentasse todos que viessem a ter contato com o mesmo, Sauron acreditou nos Nazgûl para traze-lo de volta porquê os Espectros já estavam completamente sob seu controle.

Em 20 de Junho de 3018, o Rei Bruxo liderou um exército para atacar Osgiliath. O ataque foi um teste das defesas de Gondor, bem como uma cobertura para a partida dos Nazgûl. Os filhos do Regente Denethor II, Boromir e Faramir defenderam Osgiliath mas foram forçados a recuar quando o inimigo conquistou a metade externa da cidade. Os defensores sentiram o terror da presença dos Nazgûl e alguns pensaram ter visto a sombra de um cavaleiro negro.

Nesse mesmo dia, Orcs atacaram a Floresta Negra, permitindo a Goluum – que estava aprisionado ali – escapar. De acordo com uma fonte, muitos dos Nazgûl – provavelmente o contingente de Dol Guldur, liderados por Khamûl – comandaram esse ataque.

Em primeiro de Julho, o Rei Bruxo e os outros Nazgûl de Minas Morgul cruzaram o rio e começaram a busca pelo Um Anel. Eles viajaram através de Anorien e atravessaram o rio fronteira (Entwash) que ligava as duas terras, até Rohan. Eles estavam desmontados e invisíveis, porém as pessoas sentiam a escuridão e o terror a medida que passavam. Os Nazgûl receberam mantos e cavalos no dia 17 de Julho no lado ocidental do Anduin, norte de Sarn Gebir.

Entretanto, Khamûl e os Nazgûl de Dol Guldur estiveram procurando pelos Vales do Anduin pelo Condado. Gollum mentiu para Sauron sobre a localização do Condado, direcionando-o para a região onde o povo de Gollum havia vivido. Khamûl encontrou as vilas desertas ao longo do percurso, mas nenhum traço de Hobbits.

Khamûl reencontrou-se com o Rei Bruxo no Campo de Celebrant no dia 22 de Julho. A despeito do reporte de Khamûl, o Rei Bruxo decidiu continuar a busca pelos Vales do Anduin conforme Sauron havia ordenado. Os Nove Nazgûl passaram entre as Montanhas Nebulosas e Lothlórien, seguindo então norte acima.

Os Nazgûl retornaram para Rohan em Setembro. Eles foram encontrados no Folde por mensageiros de Sauron, que estava irado pelos Nazgûl terem falhado em sua missão. Sauron ordenou que os Nazgûl fossem à Isengard porquê acreditava que Saruman sabia onde estava o Anel. Conforme os Nazgûl cavalgaram através de Rohan, muitos dos Rohirrim fugiram em terror.

Os Nazgûl cruzaram os Vaus do Isen no dia 18 de Setembro. Existem diferentes relatos de sua conversa com Saruman. De acordo com uma versão, Saruman disse-lhes a localização do condado. Em uma versão diferente, Saruman afirmou que não sabia, mas os Nazgûl obtiveram a informação de Grima Língua de Cobra.

Os Nazgûl cavalgaram apressadamente para Eriador, onde o condado era localizado. Eles se dividiram em pares, e o Rei Bruxo cavalgou com o mais rápido par. Conforme avançavam para o norte, pessoas e animais se escondiam deles.

Logo depois que chegaram a Tharbad, os Nazgûl capturaram um sulista vesgo que era agente de Saruman. O homem esteve no Condado muitas vezes para obter erva de fumo e informação para Saruman. Ele disse aos Nazgûl que um Hobbit chamado Bolseiro vivia na Vila dos Hobbits e ele tinha mapas do Condado. O Rei Bruxo enviou o sulista para Bri para observar os viajantes que deixavam o Condado.

Os Nazgûl alcançaram o Brandevine pela fronteira sul do Condado em 22 de Setembro. O caminho do Vau Sarn era protegido pelos Guardiões, que eram remanescentes dos Dúnedain do Norte. Os Guardiões tentaram parar os Nazgûl, evitando sua entrada no condado, mas eles não podiam lidar com os Nove Nazgûl, e quando a noite caiu, os Guardiões foram todos exterminados ou afugentados para longe.

De acordo com o “Conto dos Anos” no Apêndice B do Senhor dos Anéis, quatro dos Nazgûl entraram no Condado enquanto os outros cinco, caçavam os Guardiões pelo leste e vigiavam as estradas. Gandalf também constatou que quatro Nazgûl haviam adentrado o Condado no Conselho de Elrond. (SdA, p. 277).

De qualquer forma, no livro “ The Lord of the Rings: A Reader’s Companion” há muito mais detalhes sobre os movimentos dos Nazgûl que foram preparados por Tolkien. Nessas citações, cinco Nazgûl incluindo Khamûl, diz-se ter entrado no Condado enquanto os outros quatro incluindo o Rei Bruxo foram para o leste. Os detalhes desse trecho são dados aqui.

O Rei Bruxo estabeleceu acampamento em Andrath. Os três Nazgûl que o acompanhavam patrulharam as estradas enquanto o Rei Bruxo seguia para as Colinas Tumulares. Ele enviou espíritos malignos para habitar as Colinas Tumulares quando comandava Angmar, e agora havia as convocado para manter vigilância sobre o Portador do Anel. A invocação do Rei Bruxo se extendeu até a Floresta Velha, onde o malicioso Velho Salgueiro Homem vivia.

Entretanto, Khamûl e quatro outros Nazgûl entraram no condado antes da alvorada em 23 de Setembro. Um dos Nazgûl foi para o norte através do Marish para a ponte do Brandevine. Dois outros Nazgûl foram pela ponte do Vau Sarn a noroeste de Michel Delving, nas Colinas Brancas. Um desses seguiu para nordeste, Rumo à quarta Norte.

Khamûl e um Nazgûl de Dol Guldur vieram pelo meio do Condado para a Grande Estrada Leste próximo à Pedra das Três Quartas. O acompanhante de Khamûl viajou para leste afim de manter vigilância sobre as estradas. Ele mesmo ficou ao sul entre a Grande Estrada Leste e a estrada alternativa. Khamûl seguiu para a Vila dos Hobbits na tarde do dia 23 de Setembro e questionou Gaffer Gamgi, descobrindo que o Sr. Bolseiro fora para Terra dos Buques.

Frodo Bolseiro, o Portador do Anel, havia deixado Bolsão com seus companheiros naquela mesma tarde. Khamûl os perseguiu. Ele chegou perto de capturar Frodo no dia 24 de Setembro, mas os Hobbits se esconderam dele e Khamûl foi exitante e incerto durante a luz do dia. Ao anoitecer, Khamûl tornou-se mais consciente sobre o Anel e se aproximou de Frodo, mas fugiu devido à aproximação dos elfos liderados por Gildor Inglorion.

No próximo dia, 25 de Setembro, os Hobbits avistaram Khamûl por uma clareira, abaixo dos troncos, mas eles foram ocultos pelas árvores. Khamûl chamou seu companheiro de Dol Guldur. Então foram até Bamfurlong e ofereceram ouro ao fazendeiro Maggot, em troca de informações sobre o ‘Bolseiro’, mas Maggot recusou.

Khamûl enviou seu companheiro para o sul enquanto ele seguiu para o norte rumo a ponte do Brandevine. Ambos voltaram ao ponto inicial a noite. Khamûl viu os Hobbitos cruzendo o Brandevine no cais do Buqueburgo, mas ele era incapaz de cruzar água tão funda e o rio interferiu em sua habilidade de sentir o Anel.

Khamûl invocou outros três Nazgûl que estavam dispersos pelo Condado. Os cinco Nazgûl reuniram-se na manhã de 26 de Setembro. Um Nazgûl foi ordenado para observar a Ponte do Brandevine, enquanto outros dois foram enviados através da Grande Estrada Leste para reportar o Rei Bruxo.

Khamûl e seu companheiro de Dol Guldur entraram sorrateiramente na Terra dos Buques através do Portão Norte. Ele não queria atrair atenção, então continuou sua busca por Frodo vagarosamente e pacientemente. Eles eram incertos de onde procurar, porque a Terra dos Buques não aparecia nos mapas do Sulista.

Os dois Nazgûl enviados para o leste por Khamûl chegaram a Bri em 26 de Setembro. Um vagou pelo norte e veio através do Caminho Verde enquanto o outro chegou do Sul. Eles perguntaram por um Hobbit chamado Bolseiro no Pônei Saltitante, mas Barliman Butterbur fechou a porta para eles. Eles também falaram com o porteiro Harry Groatleaf. Os dois Nazgûl reportaram ao Rei Bruxo no dia 27 de Setembro.

O Rei Bruxo suspeitou que o Portador do Anel estivesse seguindo para Valfenda. Ele ordenou que três Nazgûl fizessem uma busca por todo território leste tão longe quanto o tempo deixasse e retornassem pelo oeste pela Grande Estrada Leste que leva a Bri. O Rei Bruxo e outros dois Espectros patrulharam o Caminho Verde.

Os Hobbits adentraram na Floresta Velha no dia 26 de Setembro. Merry Brandebuque e Pippin Tûk foram capturados pelo Velho Salgueiro Homem, mas foram resgatados por Tom Bombadil. Em 28 de Setembro, os Hobbits cruzaram as Colinas Tumulares e foram capturados por uma das Criaturas Tumulares a serviço do Rei Bruxo, mas eles foram, novamente, salvos por Tom Bombadil.

Também em 28 de Setembro, Khamûl achou a casa, em Cricôncavo, onde Frodo esteve hospedado na Terra dos Buques. O amigo de Frodo Fredegar Bolger havia ficado para trás em Cricôncavo. Khamûl manteve sua atenção voltada para a casa e enviu seu companheiro para trazer de volta o Nazgûl que havia deixado guardando a Ponte do Brandevine. Os três se encontraram em Cricôncavo na noite do dia 29 de Setembro.

Frodo Bolseiro e seus amigos chegaram a Bri nesse mesmo dia. Nesta noite, os três Nazgûl que haviam sido enviados para os Topo do Vento e voltaram para Bri. Eles deixaram seus cavalos fora da cidade e secretamente entraram através do portão sul.

Na sala principal do Pônei Saltitante, o Anel saltou para o dedo de Frodo e ele desapareceu. Isso foi flagrado pelo Sulista vesgo e seu comparsa Bill Ferny, que reportou isso ao Nazgûl. Um dos Nazgûl foi enviado para alertar o Rei Bruxo, mas foi atrasado pelos Guardiões e não o achou até o dia seguinte.

Os outros dois Nazgûl encontraram Merry Brandebuque que estava caminhando próximo à casa de Bill Ferny na tarde do dia 29 de Setembro. Merry foi tomado pelo Hálito Negro. Os dois Nazgûl tentaram capturá-lo mas foram interrompidos pela chegada de Nob da estalagem.

Os dois Nazgûl planejaram um ataque à estalagem nas horas seguintes do dia 30 de Setembro. Existem algumas questões acerca de como os Nazgûl conduziram o ataque, ou se seus agentes Bill Ferny e o Sulista vesgo fizeram isso. As notas publicadas no livro “The Lord of the Rings: A Reader`s Companion” dizem que foram os própriso Espectros. O ataque falhou porquê os Hobbits foram escondidos por Aragorn e almofadas foram colocadas em suas camas. Os dois Nazgûl deixaram Bri para reportar ao Rei Bruxo que o Portador do Anel havia escapado.

Ao mesmo tempo, Khamûl e os outros dois espectros atacaram a casa em Cricôncavo, sem imaginar que Frodo não estaria mais lá. Fredegar Bolger fugiu e tocou o alarme. Os três Nazgûl cavalgaram para o portão noite, passaram pelos guardas e deixaram a Terra dos Buques. Eles marcharam para Andrath para se encontrar com o Rei Bruxo.

Os Nove Nazgûl chegaram a Andrath tarde, no dia 30 de Setembro. O Rei Bruxo soube que um Guardião estava no Pônei Saltitante, mas não imaginava que era Aragorn. Ele suspeito que o Portador do Anel poderia ter seguido para o leste a partir de Bri e enviou quatro Nazgûl para o Topo do Vento. Ele liderou os outros quatro para o Sul, ao longo do Caminho Verde, mas não encontrou nada e retornou para Bri.

No dia primeiro de Outrubro depois da meia noite os quatro Nazgûl e o Rei Bruxo quebraram o portão de Bri e avançaram através da cidade. Eles cavalgaram pelo leste até a Velha Estrada. Gandalf em Bri na tarde anterior e depois da manhã no dia primeiro de Outubro ele saiu em perseguição aos cinco Nazgûl.

Os quatro Nazgûl que haviam sido enviados antes para o Topo do Vento chegaram no dia 2 de Outubro. Um ficou no Topo do Vento enquanto os outros três seguiram para leste através da estrada. O Rei Bruxo e os outros quatro Nazgûl cavalgaram até o Topo do Vento e notaram que estavam sendo seguidos por Gandalf. Eles continuaram pela rota da estrada e deixaram que Gandalf os ultrapassassem em 3 de Outubro.

O Rei Bruxo percebeu que Gandalf não possuía o Anel como ele temia. Ele suspeito que Gandalf poderia ter encontrado o Portador do Anel no Topo do Vento.

Na noite de 3 para 4 de Outubro, os Nazgûl atacaram Gandalf no Topo do Vento. Quando Gandalf, mais tarde, relatou esses eventos, ele afirmou que os Nove Nazgûl estavam presentes (SdA, p. 277). De qualquer forma, o relato detalhado dos movimentos dos Nazgûl mostra que apenas seis estavam realmente presentes – o Rei Bruxo e os quatro que o acompanhavam mais o que estava guardando o Topo do Vento anteriormente.

As luzes e chamas da batalha entre Gandalf e os Nazgûl puderam ser vistas de longe. Gandalf foi capaz de repelir os Nazgûl e pela manhã ele escapou e cavalgou para o norte. Quatro dos Nazgûl seguiram-no. Eles ocasionalmente, deixavam a perseguição de lado e se voltavam para os Vaus do Bruinen.

O Rei Bruxo e Khamûl ficaram para vigiar o Topo do Vento. Três outros Nazgûl ficaram com eles. (Detalhadamente, estes eram os três que haviam ido pela estrada leste através da Grande Estrada, que agora, haviam retornado para o Topo do Vento.)

Frodo e seus companheiros chegaram ao Topo do Vento no dia 6 de Outubro depois de tomar uma rota sinuosa através dos ermos ao redor de Bri. Do topo da colina eles avistaram cinco Nazgûl na Grande Estrada Leste – dois vindo do leste e três do oeste.

Depois de escuro, os cinco Nazgûl atacaram seu acampamento. Frodo sucumbiu à tentação de colocar o Anel. Ele pôde ver os Nazgûl em suas formas Espectrais, e os Nazgûl puderam ver Frodo claramente. Dois Nazgûl ficaram no topo do declive enquanto três, incluindo o Rei Bruxo avançaram sobre Frodo.

nazgul-sword.jpgO Rei Bruxo feriu Frodo no Ombro com sua lâmina Morgul, e uma lasca rompeu em sua ferida. Frodo tentou ferir o Rei Bruxo com uma espada das Colinas Tumulares, mas apenas riscou sua capa. Frodo chamou as preces por Elbereth – um dos Valar que dizem escutar as súplicas daqueles que precisam. Então Aragorn se aproximou com lenha em chamas, em ambas as mãos.

Os Nazgûl recuaram do Topo do Vento. A lasca da Lâmina Morgul ficou se movendo próxima ao coração de Frodo e poderia transformá-lo em um Espectro. Os Nazgûl acreditavam que Frodo poderia estar sob seu controle em breve.

O Rei Bruxo foi incomodado com o que aconteceu no Topo do Vento. Ele ficou balançado pelo seu confronto com Gandalf e também temia Aragorn. Mas ele também sabia que o Portador do Anel havia resistido a ele mesmo não sendo uma pessoa de grande poder. Ele temeu que Frodo tivesse algum pacto com os Altos Elfos porquê invocou o nome de Elbereth.

O Rei Bruxo também reconheceu que a espada de Frodo das Colinas Tumulares foi forjada pelos Dúnedain para a guerra contra Angmar. Ele sabia que aquele golpe que resvalou nele poderia lhe trazer a morte. (De fato nas batalhas dos Campos de Pelennor, Merry Brandebuque recorreria ao mesmo tipo de espada para desferir um golpe fatal no Rei Bruxo.)

Devido a essas preocupações, o Rei Bruxo falhou em observar a retirada de Frodo e seus companheiros do Topo do Vento, perdendo assim a trilha do Anel. Ainda não era tarde no dia 7 de Outubro quando ele deu continuidade à perseguição. Ele e os outros quatro Nazgûl cavalgaram pela Grande Estrada Leste para a última ponte sobre Hoarwell.

Em 9 de Outubro, Elrond de Valfenda enviou poucos elfos que fossem capazes de encarar os Nazgûl para encontrar o Portador do Anel. Dentre os que buscavam, estava Glorfindel, que era um dos Altos Elfos. Glorfindel achou três Nazgûl incluindo Khamûl na Última Ponte em 11 de Outubro e ele os conduziu para o leste. Glorfindel deixou uma pequena pedra verde na Última Ponte indicando que agora era segura para ser cruzada.

Glorfindel encontrou então o Rei Bruxo e outro Nazgûl vindo pelo leste na estrada. O Rei Bruxo não podia confrontar Glorfindel na luz do dia com apenas um acompanhante, então os dois Nazgûl fugiram pelo sul.

Aragorn e os Hobbits cruzaram a Última Ponte em 13 de Outubro. Os cinco Nazgûl perseguidos por Glorfindel se reencontraram em 14 de Outubro e continuaram sua perseguição. O Rei Bruxo e Khamûl sentiram que o Anel havia cruzado a ponte, mas perderam sua trilha e desperdiçaram dias preciosos para reencontra-la. Em 19 de Outubro, conforme os cinco Nazgûl se aproximavam dos Vaus do Bruinen, sentiam o Anel, mais perto.

Em 20 de Outubro, os cinco Nazgûl perseguiram Frodo até os Vaus. Eles foram acompanhados pelos quatro Nazgûl que seguiam Gandalf desde o Topo do Vento. Os Nazgûl podiam ver Frodo e ele podia vê-los claramente devido à ferida causada pela lâmina Morgul. Frodo foi montado sobre o cavalo de Glorfindel, Asfaloth e ele o fez cruzar o Bruinen, mas sentiu-se obrigado a parar e enfrentar os Nazgûl, e o Rei Bruxo fez sua espada quebrar.

onda_de_elrond.jpgO Rei Bruxo liderou Khamûl e outro Nazgûl para o rio, apesar do seu ódio por água em movimento, porquê não podiam deixar o Portador do Anel escapar. Mas as águas do Bruinen cresceram em uma enchente criada por Elrond e Gandalf. Os outros Nazgûl eram forçados a seguir para o rio por Glorfindel – que revelou toda sua força e parecia brilhar envolto de uma luz branca – por Aragorn e por outros ostentando tochas.

Os Nazgûl não foram destruídos, mas temporariamente desabilitados. Eles perderam seus mantos que lhes concediam forma e oito dos nove cavalos foram mortos. O Rei Bruxo aparentemente cavalgou de volta para Mordor no nono cavalo, provavelmente chegando antecipadamente em Dezembro. Ajuda foi enviada para os outros Nazgûl e eles retornaram para Mordor em segredo.

Aos Nazgûl foram dadas novas montarias para substituir seus cavalos. Estas eram terríveis criaturas aladas conhecidas como Bestas Aladas. Sauron manteve os Nazgûl Alados ao leste do Anduin inicialmente. Contudo, em 9 de Janeiro de 3019, uma inexplicável sombra passou sobre a Sociedade em Eregion (FotR, p. 299). Muitos especularam que isso foi um dos Nazgûl Alados que cruzou o rio prematuramente. (HoME VII, p. 365).

De acordo com a linha do tempo publicada no “The Lord of the Rings: A Reader’s Companion”, um dos Nazgûl se encontrou com Grishnakh no lado leste do Anduin próximo ao Vau Sarn em 26 de Janeiro. Grishnakh era um Orc de Mordor que possuia informação sobre a jornada da Sociedade.

Grishnakh e sua companhia de Orcs junto a um Nazgûl atacaram a sociedade em 23 de Fevereiro a medida que eles viajavam rio a baixo por barco. Legolas atirou e matou a montaria do Nazgûl com uma flecha, mas o Nazgûl sobreviveu. Grishnakh, posteriormente uniu forças com Ugluk de Isengard para Atacar a Sociedade em Amon Hen e Merry Brandebuque e Peregrin Tûk foram capturados.

Grishnakh encontrou-se novamente com um dos Nazgûl em 27 de Fevereiro. O Nazgûl disse a Grishnakh para perseguir Ugluk, que estava levando os Hobbits para Isengard. Mas Grishnakh foi morto pelos Rohirrim e Merry e Pippin escaparam em 29 de Fevereiro. No mesmo dia, Frodo Bolseiro e Samwise Gamgi ouviram o grito de um Nazgûl alado sobre suas cabeças enquanto estavam no Emyn Muil. É possível que este fosse o Nazgûl que havia feito contato com Grishnakh.

Em 2 de Março, um Nazgûl Alado voou de Mordor sobre os Pântanos Mortos e então voltou para Mordor. Este foi visto e ouvido por Frodo e Sam e seu guia Gollum. Sam sentiu uma mudança para pior em Gollum depois disso.

Eles novamente sentiram a presença de um Nazgûl Alado – mesmo que não pudessem vê-lo – no crepúsculo em 4 de Março e depois da meia noite em 5 de Março. Mais tarde, no mesmo dia, depois que chegaram ao portão negro, Sam viu quatro Nazgûl Alados voando em círculos como se buscassem por alguma coisa.

Um Nazgûl alado foi enviado por Sauron para investigar o que Saruman estava fazendo. Esse Espectro passou sobre Dol Baran por volta de 11:00 da noite de 5 de Março. Esse não era o Nazgûl que havia passado sobre Frodo e Sam anteriormente. E embora Pippin Tôk tenha falado com Sauron apenas pela Palantir enquanto acampava em Dol Baran, esse Nazgûl não estava ali pelo mesmo, porquê a jornada de 600 milhas vinda de Mordor levaria seis ou sete horas. Esse Nazgûl voou sobre Isengard e retornou para Mordor.

Um segundo Nazgûl foi despachado depois que Sauron viu Pippin pela Palantir. Esse Nazgûl veio a Edoras em 6 de Março e planou sobre o teto de Meduseld. Gandalf estava ali e ele alertou aos Rohirrim para concentrar suas forças no refúgio de  Dunharrow para evitar serem encurralados.

Em 9 de Março, um Nazgûl Alado voou sobre Minas Tirith. Pippin e Beregond sentiram isso e escutaram seu terrível grito.

10 de Março foi o dia sem manhã, Sauron enviou uma escuridão que cobriu o céu, em parte para enaltecer a força dos Nazgûl. Na tarde posterior, cinco Nazgûl Alados perseguiram Faramir e seus homens através dos campos de Pelennor. Gandalf cavalgou para fora de Minas Tirith para confronta-los e disparou um feixe de luz branca contra um deles, e os Nazgûl se retiraram.

Também na tarde de 10 de Março, o Rei Bruxo liderou um grande exército de Minas Morgul com o propósito de atacar Minas Tirith. Ele cavalgou um cavalo e vestiu um elmo como uma coroa em sua cabeça. Sua partida foi observada por Frodo e Sam. O Rei Bruxo parecia sentir algo e Frodo foi tentado a colocar o Anel, mas resistiu e o Rei Bruxo se foi.

O Rei Bruxo liderou a hoste de Morgul para Osgiliath e conquistou a travessia do Anduin em 12 de Março. Como comandante das forças de Sauron, a força do Rei Bruxo havia crescido, e ele provocou terror em seus oponentes. Faramir, o líder da resistência, foi forçado a recuar. Suas forças foram reduzidas para a proporção de 10 para 1.

 
Em 13 de Março, as forças do Rei Bruxo quebraram as Rammas Echor e avançaram sobre os Campos de Pelennor. O Rei Bruxo enviou Nazgûl Alados para atacar os homens de Faramir conforme eles recuavam. Faramir foi atingido por uma flecha e foi afetado em seguida pelo Hálito Negro do Nazgûl. Gandalf novamente cavalgou contra os Nazgûl Alados enquanto o Príncipe Imrahil e os Cavaleiros de Dol Amroth resgataram Faramir.

Também em 13 de Março, Shagrat da Torre de Cirith Ungol recebeu ordenas de Minas Morgul, os Nazgûl temiam que espiões tentassem adentrar Mordor. Um Orc chamado Gorbag de Minas Morgul foi enviado para patrulhar posteriormente, Sagrad e Gorbag capturaram Frodo.

Sam resgatou Frodo em 15 de Março e depois que escaparam um Nazgûl Alado desceu à torre de Cirith Ungol. O Nazgûl procurou por algum tempo, mas não achou os Hobbits.

As forças do Rei Bruxo sitiaram Minas Tirith. O Nazgûl Alado rondou a cidade, causando medo e desespero em seus habitantes. Pela manhã em 15 de Março, o aríete Grond foi levado aos portões de Minas Tirith. O Rei Bruxo sussurrou palavras de terror e poder em uma língua antiga e Grond pois abaixo o portão.

O Rei Bruxo foi confrontado no portão por Gandalf. Mas nesse momento os Rohirrim chegaram e o Rei Bruxo bateu em retirada do portão para evitar sua interceptação. Ele montou uma Besta Alada e desceu ao campo brandindo uma maça negra. Ele perfurou o cavalo do Rei Theoden, Snowmane com um dardo e o Rei foi esmagado pelo seu próprio cavalo, vindo a falecer.

Éowyn, a sobrinha do Rei, confrontou o Rei Bruxo auxiliada por Merry Brandebuque. Merry usou sua espada – que foi forjada pelos Dúnedain para sua guerra contra Angmar – para perfurar a falange traseira do joelho do Rei Bruxo, quebrando o encanto que mantinha sua forma agrageada.

Éowyn fincou sua espada no espaço entre a coroa do Rei Bruxo e seus ombros, e seu espírito se dissipou no ar. Assim, as palavras faladas por Glorfindel após a batalha de Fornost fizeram valer, e o Rei Bruxo encontrou seu destino nas mãos de uma mulher e de um Hobbit.

Um dos Nazgûl Alados voou de volta para Mordor com a notícia da queda do Rei Bruxo. Frodo e Sam o viu passar sobre suas cabeças proferindo um grito de angustia. Conforme Frodo e Sam se aproximavam da Montanha da Perdição, os Nazgûl estavam ocupados controlando os exércitos de Gondor e Rohan que estavam marchando de encontro ao Portão Negro.

Em 25 de Março, os oito Nazgûl Alados voavam sobre a Batalha de Morannon. As Grandes Águias tentaram atacar os Nazgûl, mas Frodo revogou o Anel para si na Montanha da Perdição e Sauron enviou os Nazgûl para pará-lo. Mas Gollum mordeu o Anel arrancando-o de Frodo e caiu nas Fendas da Perdição onde o Anel foi destruído. A Montanha da Perdição entrou em erupção e os oito Nazgûl foram consumidos pelas chamas. Quando o Um Anel foi destruído, os Nove Anéis perderam sua força e os Nazgûl nunca mais poderiam voltar.

* Nota:
Sauron is said to be in possession of the Nine Rings in The Fellowship of the Ring, p.
É dito que Sauron está em posse dos Nove Anéis em A Sociedade do Anel, p. 61 e 382; Contos Inacabados, p. 338 e 343; e Carta #246. Entretanto, em A Sociedade do Anel  p. 263, é dito "O Novo, o Nazgûl o mantém."
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DATAS IMPORTANTES

 
Segunda Era:
1500
Os nove anéis são feitos.

1600
Sauron faz o Um para governar os demais.

1697
Sauron tem os nove anéis.

2251
O primeiro dos nove Nazgûl aparece.

3434
A Guerra da Última Aliança começa.

3441
Sauron é derrubado e o Um Anel é tomado por Isildur. Os Nazgûl vão para as sombras.

Terceira Era:
1050
Sauron retorna em segredo e estabelece uma fortaleza em Dol Guldur.

1300
Os Nazgûls reaparecem. O Senhor dos Nazgûl estabelece o reino de Angmar, no norte e se torna conhecido como o Rei-Bruxo de Angmar.

1356
Angmar e Rhudaur guerreiam em Arthedain. Rei Argeleb I de Arthedain é morto.

1409
O Rei-Bruxo envia um grande “anfitrião” diante de Angmar. Cardolan é ocupada embora alguma resistência continue. Rhudaur é invadida por indivíduos malígnos de Angmar. King Arveleg I de Arthedain é morto e a Torre de Amon Sul é destruída. Elfos vêm para a ajuda dos Dunedain e evitar que o Rei-Bruxo sobreponha todos de Arnor.

1636-37
A Grande Peste chega a Eriador. O Rei-Bruxo envia espíritos maus para ocupar as Colinas dos Túmulos.

1856
Os outros oito Nazgûl podem ter retornado para Mordor neste momento.

1974
O Rei Bruxo invade Arthedain e captura Fornost. O Reino-Norte de Arnor está terminado.

1975
As forças do Rei-Bruxo são derrotadas na batalha de Fornost pelos Dunedain do Norte, Homens de Gondor, e Elfos de Lindon e Valfenda. O Rei-Bruxo é banido do norte. Glorfindel profetiza sobre a sua perdição.

1980
O Rei-Bruxo retorna para Mordor e reúne os outros oito Nazgûl com ele.

2000
Os Nazgûl cercam Minas Ithil.

2002
Os Nazgûl capturam Minas Ithil. Torna-se seu reduto e é renomeada Minas Morgul.

2043
O Rei-Bruxo desafia Earnur para um único combate, mas é recusado.

2050
O Rei-Bruxo renova seu desafio e Earnur aceita. Earnur não é visto novamente. A partir deste tempo, o Regente governa Gondor na ausência de um rei.

2063
Gandalf investiga Dol Guldur e Sauron vai para seu esconderijo. A Paz Vigilante começa e os Nazgûl permanecem quietos em Minas Morgul.

2460
Sauron regressa a Dol Guldur e Paz Vigilante termina.

2475
Uruks Negros invadem Ithilien e tomam Osgiliath. Eles são mandados de volta por Boromir, filho de Denethor I.

2942
Sauron retorna em segredo para Mordor.

2951
Sauron se declara abertamente e começa a construir o seu poder em Mordor.

3017
Sauron gains information from Gollum about the One Ring. Gollum Sauron ganhos a partir de informações sobre o Um Anel.

3018
Jun 20: O Rei-Bruxo lidera o assalto a Osgiliath. Khamul pode ter levado um ataque à Floresta das Trevas para ajudar na fuga de Gollum.

Jul 1 : O Rei-Bruxo leva os Nazgûl de Minas Morgul pelo Anduin em segredo.

Jul 17: Os Nazgûl recebem roupas e cavalos em Sarn Gebir.

Jul 22: O Rei-Bruxo encontra Khamul  no Campo de Celebrant. 22 jul: The Rei-Bruxo atende Khamul no Domínio do celebrante. Ele descobre que não há nenhum lugar chamado "O Condado" nos Vales do Anduin. O Rei-Bruxo decide continuar pesquisando ao longo da Anduin mas não encontra nada.

Set: O Nazgûl retorna ao sul e recebe ordens de Sauron para ir à Isengard.

Set 18: O Nazgûl cruza o Vau do Isen.

22 set: O Nazgûl chegam ao Vau Sarn e afugentam os Guardiões.

Set 23: Quatro Nazgûl incluindo o Rei-Bruxo perseguem os Guardiões e então patrulham as estradas enquanto Rei-Bruxo vai à Colina dos Túmulos para despertar as criaturas tumulares. Os outros cinco, incluindo Khamul entram no Condado. Khamul vai para a Vila dos Hobbits e fala com Gaffer Gamgee.

24 set: Khamul persegue Frodo até o Córrego do Tronco.
 
25 set: Khamul visita o Fazendeiro Magote e vê os hobbits atravessarem o rio Brandevin.

Set 26: Khamul envia um Nazgûl para guardar a ponde do Brandevin. Ele envia dois outros ao leste, ao longo da estrada. Estes dois entram em Bree e perguntam sobre Bolseiro no Poney Saltitante. Khamul e seus companheiros entram ma Terra dos Buques. Os hobbits secretamente deixam a Terra dos Buques e entram na Floresta Velha. Merry Brandebuque and Pippin Took são capturadas pelo Velho Salgueiro Homem, mas são salvos por Tom Bombadil.

27 set: O Rei-Bruxo deixa a Colina dos Túmulos. Ele encontra os dois Nazgûl de Bree e ouve seu relatório sobre o portador do Anel. Ele envia três Nazgûl pelo país para o Topo dos Ventos e volta ele e outros dois patrulham o Caminho Verde.

28. Set: Frodo Bolseiro é capturado por uma Criatura Tumular mas escapa com a ajuda de Tom Bombadil. Khamul encontra Cricôncavo e envia seus companheiros para buscar o Nazgûl que guarda a ponte do Brandevin.

27 set: O Rei-Bruxo deixa a Colina dos Túmulos. Ele encontra os dois Nazgûl de Bree e ouve seu relatório sobre o portador do Anel. Ele envia três Nazgûl pelo país para o Topo dos Ventos e volta ele e outros dois patrulham o Caminho Verde.

28. Set: Frodo Bolseiro é capturado por uma Criatura Tumular mas escapa com a ajuda de Tom Bombadil. Khamul encontra Cricôncavo e envia o seus companheiros para buscar o Nazgûl que guarda a ponte do Brandevin.

29 set: Khamul e dois Nazgûl se reúnem em Cricôncavo. Os três Nazgûl que haviam sido enviados para o Topo dos Ventos retornam e chegam em Bree. Bill Ferny e um Sulista vesgo veem Frodo sumir no ar no Ponei Saltitante e envia um relatório ao Nazgûl. Um Nazgûl é enviado para avisar o Rei-Bruxo enquanto os outros dois encontram Merry Brandebuque que é dominado pelo Hálito Negro.

30 Set: Khamul e dois Nazgûl atacam Cricôncavo. O Ponei Saltitante também é atacado, mas Aragorn mantém Frodo em segurança. Os Nove Nazgûl então montam guarda em Andrath. Quatro Nazgûl vão para o leste ao Topo dos Ventos e quatro juntamente com o Rei-Bruxo vão para o sul. Gandalf chega em Bree.

1 Out: O Rei-Bruxo e quatro Nazgûl causam uma tempestade ao atravessarem Bree depois da meia-noite. Gandalf os persegue.

2 Out: Os quatro Nazgûl que foram enviados à frente se reúnem no Topo dos Ventos. Três continuam ao leste e um permanece em Topo dos Ventos.

3-4 Out: O Nazgûl luta com Gandalf no Topo dos Ventos. Ele escapa e leva quatro deles embora.

6 Out: O Rei-Bruxo e quatro Nazgûl atacam Frodo e seus companheiros no Topo dos Ventos. O Rei-Bruxo apunhala Frodo e a ponta da sua espada Morgul encontra com o ombro de Frodo.

7 Out: O Rei-Bruxo recomeça a persuadir o portador do Anel.

9 Out: Glorfindel e outros elfos saem de Valfenda para encontrar o portador do Anel.

11 Out: Glorfindel é seguido por três Nazgûl, incluindo Khamul a partir da Última Ponte e em seguida encontra o Rei-Bruxo e outro Nazgûl.

13 Out: Aragorn e os Hobbits atravessam a Última Ponte.

14 Out: Os cinco Nazgûl se reestruturam e retomam sua perseguição.

19 Out: Os cinco Nazgûl sentem o Anel próximo.

20 Out: Os cinco Nazgûl perseguiram Frodo até o Ford de Bruinen e então se uniram aos outros quatro. Os Nove são varridos por uma inundação criada por Elrond e Gandalf. Oito de seus cavalos são mortos. O Rei-Bruxo calvalga no nono de volta para Mordor.

Início de Dezembro: O Rei-Bruxo chega em Mordor. Ajuda é enviada para os outros oito Nazgûl.

25 Dez: A Sociedade do Anel deixa Valfenda.

3019
9 Jan: Uma sombra passa sobre a Sociedade. Alguns especulam que era um dos Nazgûl alado.

26 Jan: Um dos Nazgûl recebe um relatório de Grishnakh perto Sarn Gebir sobre a viagem a Sociedade.

23 Fev: Legolas atira e mata uma fera, mas o Nazgûl sobrevive.

27 Fev: Um Nazgûl encontra Grishnakh e o ordena a seguir os Ugluk, Merry e Pippin.

29 Fev: Grishnakh é morto, Merry e Pippin escapam. Frodo e Sam ouvem o grito de um Nazgûl Alado sobrevoando Emyn Muil.

2 Fev: Frodo, Sam, and Gollum veem um Nazgûl Alado de Mordor sobrevoar o Pântano dos Mortos e depois voltar para Mordor.

4 Fev: Frodo, Sam, Gollum sentem um Nazgûl Alado passar sobrevoando ao anoitecer.

5 Mar: Frodo, Sam e Gollum sentem o Nazgûl Alado passando novamente depois da meia-noite. Mais tarde, no Portão Negro, Sam vê quatro Nazgûl Alados circulando. Um Nazgûl Alado sobrevoa Dol Baran por volta de 11:00 da noite e em seguida, voa para Isengard, para depois voltar para Barad-Dur.

6 Mar: Outro Nazgûl Alado chega a Edoras. Gandalf aconselha os Rohirrim a se agruparem no Templo da Colina.

9 Mar: Pippin e Beregond sentem um Nazgûl Alado voando sobre Minas Tirith.

10 Mar: O Dia D! Cinco Nazgûl Alados caçam Faramir, mas são afastados por Gandalf. O Rei-Bruxo lidera o anfitrião de Minas Morgul.

11 Mar: O grito dos Nazgûl são ouvidas sobre Minas Tirith, mas eles não são vistos.

12 Mar: O Morgul-anfitrião ganha a passagem do Anduin e Faramir se retira ao Fort do Passadiço.

13 Mar: O Morgul-anfitrião passa por Pelennor. Shagrat nota que os Nazgûl tem medo dos intrusos. Frodo é capturado e levado para a Torre de Cirith Ungol.

14 Mar: O Morgul-anfitrião estabelece cerco a Minas Tirith.

15 Mar: Frodo e Sam escapam e um Nazgûl Alado desce sobre a Torre de Cirith Ungol.  O Rei-Bruxo é confrontado por Gandalf no portão de Minas Tirith. Os Rohirrim chegam ao amanhecer e ao Rei-Bruxo parte para o campo de batalha. Batalha dos Campos de Pelennor. O Rei-Bruxo é vencido por Eowyn e Merry Brandebuque. Frodo e Sam veem um Nazgûl Alado voando para Barad-Dur com a notícia da derrota do Rei-Bruxo.

18 Mar: Aragorn lidera um exército até Mordor. O Nazgûl Alado monitora sua abordagem.

25 Mar: O Nazgûl Alado sobrevoa em círculos durante a Batalha de Morannon. Frodo reivindica o Anel e Sauron envia os Nazgûl depressa à Montanha da Perdição. O Um Anel é destruído e Sauron é derrotado. Os oito Nazgûl restantes são consumidos pelo fogo da Montanha da Perdição. Os Nove Anéis perder seu poder.
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NOMES & ETIMOLOGIA:

Nazgûl
Nazgûl é uma palavra da Língua Negra de Mordor que significa “Espectro do Anel”, onde nazg remete “anel” e gûl “espectro/aparição”.
 
Espectros do Anel
Os Nazgûl eram conhecidos como Espectros do Anel porque eram espíritos atrelados ao Um Anel através dos seus nove anéis.
 
Úlari
O nome em Quenya designado para os Nazgûl foi Úlari. A origem da palavra é incerta, obscura.
 
Cavaleiros Negros
Os Nazgûl eram chamados de Cavaleiros Negros devido às suas capas e cavalos. Eles também eram  conhecidos como Os Nove Cavaleiros, Os Nove Servos, e simplesmente Os Nove.
 
Nazgûl Alados
Quando os Nazgûl montaram criaturas de asas, conhecidas como Bestas Aladas, eles foram chamados de Nazgûl Alados. Eles também eram conhecidos como Asas Negras, Os Mensageiros Alados, Espectros de Asas, Cavaleiros Alados do Ar e Cavaleiros Negros do Ar.

Rei Bruxo de Angmar
O Senhor dos Nazgûl era conhecido pelo seu título depois que estabeleceu o reino de Angmar por volta de 1300 da Terceira Era.
 
Os Nomes dos Nove Nazgûl
Khamûl é o único que tem seu nome próprio citado por Tolkien (Contos Inacabados, p. 352 nota 1). Os nomes dos outros oito Nazgûl não são conhecidos.

Os nomes dados a seguir para os outros oito Espectros do Anél, foram criados para o RPG da Iron Crown Enterprises:

Murazor (o Senhor dos Nazgûl), Dwar, Ji Indur, Akhorahil, Hoarmurath, Adunaphel, Ren, e Uvatha. De qualquer forma, não aparecem em lugar algum dos trabalhos de Tolkien.
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FONTES:
A Sociedade do Anel: "A Sombra do Passado", p. 60-61; "Três Não é Demais" p. 78, 83-94; "Atalho para Cogumelos" passim; "Conspiração Desmascarada" p. 109, 112-13, 117-18; "No Ponei Saltitante" p. 164, 172; "Passolargo" p. 176-77, 180-81, 185-86; "Uma Faca no Escuro", p. 188-89, 200-2, 206-8; "Fuga para o Vau" passim; "Muitos Encontros" p. 231-36; "O Conselho de Elrond," p. 254-55, 258-59, 263, 269-78, 280; "O Anel Vai para o Sul”, p. 285-92, 299; "Uma Jornada no Escuro" p. 308; "A Grande Rio, p. 403

 
As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 39; "Os Uruk-hai," p. 49, 55; "O Cavaleiro Branco" p. 101; "O Palantir", p. 201, 204-5; " Smeagol Domado" p. 213; "A Passagem dos Pântanos" p. 236-37; “O Portão Negro está Fechado", p. 253; "O Lago Proibido", p. 301-2;" As Escadarias de Cirith Ungol ", p. 314-16;" As Escolhas de Mestre Samwise ", p. 347-48
 
O Retorno do Rei: "Minas Tirith", p. 19, 38; “A Concentração das Tropas de Rohan," p. 66; "O Cerco de Gondor," p. 82-83, 89-97, 101-3; "A Batalha dos Campos de Pelennor ", p. 115-20; "O Portão Negro se abre" p. 168; "A Torre de Cirith Ungol", p. 192; "A Terra da Sombra," p. 193-94, 196; "A Montanha da Perdição," p. 215, 223, 224; "O Campo de Cormallen," p. 226 226.
 
Apêndice A: "O Reino-Norte e os Dunedain", p. 320-22; "Gondor e os herdeiros de Anarion", p. 331-33; "O Regente", p. 333
Apêndice B: "O Conto do Anos", passim
 
Contos Inacabados: "A Caçada ao Anel", passim
 
O Silmarillion: "Akallabeth", p. 267; "Dos Anéis do Poder e da Terceira Era", p. 289, 296-97, 299-300, 302-3.
 
The History of Middle-earth, vol. VII, A Traição de Isengard: "O Grande Rio", p. 365 nota 8.
 
The History of Middle-earth, vol. VIII, A Guerra do Anel: "A Passagem dos Pântanos", p. 119-20.
 
As Cartas de JRR Tolkien: Cartas #156, #210, #212, #246, #297.
 
"Nomenclature of The Lord of the Rings" entry for Ring-wraiths
 
O Senhor dos Anéis: A Reader’s Companion by Wayne G. Hammond and Christina Scull: "Três Não é Demais" p. 97-99; "Conspiração Desmascarada" p. 116; "Neblina Sobre as Colinas dos Túmulos" p. 145; "Uma Faca no Escuro" p. 164-68, 179-81; "Fuga para o Vau" p. 194-96; "O Conselho de Elrond" p. 241-43; "O Anel vai para o Sul" p. 262-63, 271; "O Grande Rio" p. 346; "A Partida de Boromir" p. 360-61; "Os Uruk-hai," p. 378-79; "Smeagol Domado," p. 444; "A Passagem dos Pântanos" p. 454-56; "Minas Tirith," p. 508-9; "O Cerco de Gondor," p. 546, 552; "A Batalha dos Campos de Pelennor" p. 562-64; "A Terra da Sombra" p. 606

Fonte: The Thain’s Book – Nazgul

 
 
Agradecimentos: Sauron

Isildur

isildur.jpgIsildur era um homem, nascido em 3209 da Segunda Era e morto em 04 de outubro do segundo ano da Terceira Era.
Residiu em Numenor e Minas Ithil.
Filho de Elendil, e mãe desconhecida.
Irmão de Anárion
Teve 4 filhos: Elendur, Aratan, Ciryon e Valandil (esposa desconhecida)
Sua altura era de cerca de 2,15 metros.

Isildur foi o filho de Elendil, o Grande Rei de Gondor e Arnor. Juntamente com seu irmão Anarion governou Gondor no Sul, enquanto seu pai mantinha o Norte.
Durante a Guerra da Última Aliança, Isildur cortou o Um Anel da mão de Sauron, mas recusou-se a destruí-lo.
Isildur foi morto por Orcs e o Anel foi perdido no Campos de Lis por quase 2.500 anos.

 

Isildur nasceu em Númenor no ano 3209 da Segunda Era. Ele tinha um irmão mais novo Anárion, nascido em 3219. Eles viveram no paraíso da Romenna, na costa leste da ilha de Númenor. Seu pai foi Elendil, e seu avô foi Amandil, o Senhor do Andúnië. Os Senhores da Andúnië foram os descendentes de reis de Númenor por Silmarien, a quarta filha do Rei, Tar-Elendil.

Elros, o meio-elfo, primeiro Rei de Númenor, tinha escolhido a vida dos homens mortais, enquanto seu irmão Elrond escolheu a vida imortal dos Elfos. Ao longo do tempo, cresceu entre os Reis de Númenor o ressentimento de seus ancestrais pela escolha feita, e passaram a desejar a imortalidade para si. Tornaram-se estranhos aos elfos aos Valar, e negligenciaram a adoração a Eru, o Único, que os criou.

Um pequeno grupo de Númenoreamos permaneceu amigo dos elfos e fiéis a Eru e  aos Valar. Entre esses fiéis estavam os Senhores do Andúnië. Em 3262, Ar-Pharazôn, o Rei de Númenor, tornou Sauron cativo e trouxe-o para Númenor. Sauron se permitiu ser capturado, pois queria corromper os Númenoreanos, a fim de trazer a sua ruína. Ele usou o desejo pela imortalidade e poder que possuíam para convencê-los a renunciar a Eru e cultuar Morgoth.

Isildur soube Sauron que queria Ar-Pharazôn para cortar Nimloth, a Árvore Branca que havia vindo das Terras Imortais. Isildur disfarçadamente saiu da corte dos Reis e pegou uma fruta de Nimloth. Os guardas o descobriram e o atacaram, e Isildur foi ferido gravemente, mas conseguiu escapar com a fruta. Isildur esteve perto da morte por muitos meses, mas, quando o fruto da árvore branca começou a brotar ele acordou e se recuperou de seus ferimentos.

Como a influência de Sauron aumentou, os Fiéis começaram a se preparar para deixar Númenor. Eles lotaram seus navios com suas famílias e muitas de suas possessões, incluindo os palantíri. Isildur tinha três navios, e ele trouxe a bordo a muda da Árvore Branca, assim como sua esposa e seu filho Elendur, que havia nascido em 3299.
O avô de Isildur, Amandil esperava para pleitear com os Valar para poupar os fiéis. Ele velejou para o Oeste, em direção às Terras Imortais, mas não é sabido o que foi feito dele e ele nunca mais foi visto.

As mentiras de Sauron convencem Ar-Pharazôn que ele poderia alcançar a imortalidade nas Terras Imortais. Em 3319, Ar-Pharazôn define com uma grande frota que pretendia assumir as Terras Imortais a força. Mas quando ele colocou o pé na terra, Eru fez com que o mar se abrisse. A frota de Númenor afundou e foi destruída por uma grande onda.

Os navios dos fiéis a Eru foram poupados, e um grande vento do oeste enviou-os para as margens da Terra-Média. Elendil desembarcou no norte, enquanto Isildur e Anárion chegaram à Foz do Anduin ao sul. Elendil e seus filhos estabeleceram o Reino do Norte de Arnor e o Reino do Sul de Gondor, em 3320. Elendil era o Alto Rei dos dois reinos, mas ele governou em Arnor e dividiu o governo do Estado de Gondor entre seus filhos.

Isildur e Anárion tiveram seus tronos, lado a lado no Grande Salão de Osgiliath, a cidade que eles fundaram sobre o Anduin. Anárion viveu em Minas Anor no lado oeste do Anduin, enquanto Isildur fez a sua casa, em Ithilien no lado oriental do Anduin. Isildur construiu Minas Ithil em um vale das Montanhas das Sombras, na fronteira com Mordor. Minas Ithil era uma bela cidade branca, mas era também um reduto para a defesa contra o mal que ainda poderia vir a habitar em Mordor. Não era ainda sabido que Sauron já havia retornado em segredo e havia começado a reconstruir a sua força.

Isildur teve um dos palantíri chamado a Pedra de Ithil, que ele usou para se comunicar com seu irmão e pai. Ele plantou a muda da Árvore Branca, em frente a sua casa. Isildur e sua esposa tiveram mais dois filhos, enquanto que viveram em Gondor – Aratan nascido em 3339 e Ciryon nascido em 3379.

Nos primeiros dias de Gondor, Isildur foi à Colina de Erech à entrada do Vale da Raiz Negra nas Montanhas Brancas. Sobre o topo da colina ele colocou a Pedra de Erech, uma grande esfera negra que ele havia trazido de Númenor. Isildur reuniu-se com o Rei das Montanhas, que jurou lealdade ao Isildur sobre a Pedra. Mas depois, quando Isildur chamou os homens das Montanhas para se juntar à luta contra Sauron, eles se recusaram. Isildur os amaldiçoou, e disse que nunca iriam descansar até que cumpriram seu juramento, e eles assombraram as Sendas dos Mortos.

Sauron atacou e capturou Minas Ithil em 3429. Isildur escapou com sua esposa e filhos e outra muda da Árvore Branca. Isildur e sua família embarcaram em um navio a Foz do Anduin e navegaram ao redor da costa da Terra-Média para Arnor, onde encontraram Elendil. Elendil consultou Gil-galad, o Rei dos Elfos, que viveu em Lindon, a oeste de Arnor. Gil-galad e Elendil formaram a Última Aliança dos Elfos e Homens para se opor a Sauron em 3430. Nesse mesmo ano, o filho mais novo de Isildur, Valandil nasceu na casa de Elrond em Valfenda.
O exército da Última Aliança se reuniu em Rivendell em 3431 e, em seguida, marchou para a guerra. Isildur e seus três filhos mais velhos – Elendur, Aratan, e Ciryon – foram com o exército, enquanto sua mulher e seu filho mais novo, Valandil permaneceram em Valfenda.

A Guerra da Última Aliança começou em 3434. As forças de Sauron foram derrotadas na Batalha de Dagorlad sobre a planície fora de Mordor, e o exército da Última Aliança entrou no reino de Sauron e estabeleceu cerco a Barad-Dûr. O Cerco de Barad-Dûr durou sete anos e muitos homens e elfos foram mortos, incluindo o irmão de Isildur, Anárion que morreu em 3440.

Por fim, em 3441, Sauron desceu de sua torre. Ele lutou com Gil-galad e Elendil nas encostas da Montanha da Perdição. O corpo de Sauron caiu, mas Gil-galad e Elendil morreram na luta. A espada de Elendil, Narsil partiu debaixo dele quando ele caiu.

Isildur tomou o cabo da Narsil e usou a lâmina quebrada para cortar o Um Anel da mão de Sauron. O espírito de Sauron fugiu de seu corpo, mas, como o anel continha grande parte do seu poder, seu espírito sobreviveu. Elrond and Círdan aconselharam Isildur a destruir o Anel imediatamente nas chamas das Montanhas da perdição. Mas Isildur recusou, dizendo:
"Vou ficar com ele como compensação pela morte de meu pai e de meu irmão. Não fui eu quem deu no Inimigo o golpe fatal?"
O Silmarillion: "Dos Anéis de Poder e da Terceira Era", p. 295

isildur2.jpg
O poder do anel era tamanho, que ninguém poderia destruí-lo de bom grado. A atração do Anel começou a agir em Isildur, logo que ele o tocou. O grande calor do Anel queimou a mão de Isildur, mas ele ainda o achava belo e precioso.
“Estava quente no primeiro momento que o toquei, quente como brasa, e minha mão se queimou, de tal modo que duvidei que algum dia pudesse me ver livre da dor… Mas, da minha parte, não arriscarei danificar uma coisa dessas: de todos os trabalhos de Sauron, o único belo. É precioso para mim, embora eu o tenha adquirido a custo de grande sofrimento.”
A Sociedade do Anel: "O Conselho de Elrond," p. 268

Isildur notou que havia algo escrito no Anel que aparecia quando ele ainda estava quente, mas desaparecia quando ele esfriava. Ele escreveu a descrição do Anel em um pergaminho que deixou nos arquivos de Minas Anor para as gerações futuras.

Isildur assumiu a realeza de Gondor e Arnor, mas ele pretendia voltar para o Norte e deixar o filho de Anárion, Meneldil para governar no Sul. Ele permaneceu em Minas Anor durante alguns anos para dar conselhos e instruções para Meneldil. Juntos, eles partiram em uma jornada através de todas as terras pertencentes a Gondor. No cume de Halifirien na Floresta Firien, Isildur enterrou o corpo de seu pai Elendil. Antes de sair Minas Anor, Isildur plantou a muda da Árvore Branca em memória de seu irmão Anárion.

Em 5 de Setembro do ano 2 da Terceira Era, Isildur deixa Minas Anor com seus três filhos mais velhos e 200 cavaleiros. Eles marcharam até os Vales do Anduin no lado oriental do rio, indo pela Passagem Alta passando pelas Montanhas Sombrias.

Trinta dias depois, no dia 4 de outubro, a companhia de Isildur foi atacada por Orcs perto dos Campos de Lis. The Os Orcs não sabiam que Isildur tinha o Um Anel, mas foram involuntariamente atraídos pelo seu poder. Os homens de Isildur estavam em desvantagem dez para um, e embora inicialmente eles tenham conseguido repelir o ataque, os Orcs renovaram seu ataque depois de anoitecer e os homens foram esmagados.

Antes do começo da batalha, Isildur havia mandado para longe seu escudeiro Ohtar com os fragmentos da Narsil. Isildur manteve o um anel, mas foi inútil em defender seus homens contra os Orcs. Ele percebeu nessa hora que ele não tinha força para controlar o Anel e não poderia nem mesmo colocá-lo sem causar grande dor a si próprio. Isildur lamentou o tolo orgulho que o levou a ficar com o Anel.

Os filhos de Isildur, Aratan e Ciryon foram mortos, e seu filho mais velho Elendur implorou para que ele fugisse, a fim de evitar que o Orcs capturassem o Anel. Isildur concordou e partiu com grande tristeza por Elendur, que foi assassinado liderando o restantes dos Dúnedain.

Isildur colocou o Anel embora com tristeza e foi para o Anduin. Ele removeu sua armadura e entrou no rio que pretendia atravessar, mas a corrente era forte e o puxou para os pântanos dos Campos de Lis. Então, o Anel deixou o dedo Isildur e perdeu-se nas águas. Isildur sentiu uma imensa sensação de perda, mas foi, então, aliviado, como se um grande peso tivesse sido retirado dele. Ele emergiu para fora da água, mas naquele momento ele foi visto por Orcs que atiraram nele com flechas na garganta e do coração.

O Um Anel permaneceu nos Campos de Lis até que foi encontrado por Déagol em 2463. O corpo de Isildur também foi lançado nas águas, não descoberto pelos seus parentes. Embora, procurando o Um Anel, Saruman encontrou o Elendilmir que Isildur havia usado, e alguns especularam que o mago poderia ter encontrado e profanado os restos de Isildur, mas se isso é verdade não é conhecida.

O filho mais novo de Isildur, Valandil tornou-se o Rei de Arnor, quando atingiu a idade no ano 10. Mas ele não clamou a realeza de Gondor, e os dois se tornaram reinos separados. Gondor continuou a ser regida pelos herdeiros de Anárion, enquanto Arnor foi governada pelos herdeiros de Isildur. No final da Terceira Era os reinos foram reagrupados por Aragorn, o Rei Elessar, Herdeiro de Isildur.

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DATAS IMPORTANTES:

Segunda Era:

3209
Nascimento de Isildur em Numenor.

3219
Nascimento de irmão de Isildur, Anarion.

3262
Ar-Pharazôn leva Sauron para Numenor.

3299
Nascimento do filho mais velho de Isildur, Elendur.

3319
Ar-Pharazôn tenta assumir as Terras Imortais. Númenor é destruída por Eru. Isildur escapa com sua família e outros dos Fiéis.

3320
Fundação de Gondor e Arnor. Elendil, o Alto Rei, habita em Arnor, enquanto Isildur e Anárion conjuntamente reinam em Gondor. Sauron retorna a Mordor.

3339
Nascimento do filho de Isildur, Aratan.

3379
Nascimento do filho de Isildur, Ciryon.

3429
Sauron ataca Gondor e captura Minas Ithil. Isildur e sua família escapam para o vale de Arnor.

3430
A Última Aliança dos Elfos e Homens é formada.  Nascimento do filho de Isildur, Valandil em Valfenda.

3431
O exército da Última Aliança se reúne em Valfenda.

3434
Guerra da Última Aliança começa. As forças de Sauron são derrotadas na Batalha de Dagorlad. O exército da Última Aliança estabelece cerco a Barad-Dur.

3440
o irmão de Isildur, Anarion é morto em batalha.

3441
Sauron é derrotado por Elendil e Gil-galad, que morrem. Isildur corta o Um Anel da mão de Sauron. Elrond e Crdan o aconselham a destruí-lo, mas Isildur se recusa.

Terceira Era:

2
5 de Setembro: Isildur ruma para Arnor.
4 de Outubro: Isildur é morto por Orcs nos Campos de Lis e é o Um Anel é perdido nas águas.

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NOMES & TÍTULOS:

Isildur
O nome Isildur significa "dedicado à Lua". Isil é a palavra Quenya para "lua"; o semelhante em Sindarin é Ithil. Ambas são obtidas a partir de SIL que significa "brilhar". O sufixo ndur ou dur significa "devoção".
O Silmarillion: "Apêndice – Elementos em Nomes Quenya e Sindarin", de entradas (n) dur e sil.

Rei de Gondor
Isildur governou Gondor conjuntamente com seu irmão Anárion, embora seu pai tenha sido o Alto Rei de Gondor e Arnor.

Rei de Arnor

Depois da morte do pai, Isildur assumiu a realeza de Arnor, embora ele tenha sido morto antes de ser capaz de alcançar o Reino do Norte.

Alto Rei 
Isildur clamou pela realeza de Gondor e Arnor, como seu pai havia feito, mas ele deixou o filho de Anariom, Meneldil para governar Gondor enquanto ele tinha intenção de viver em Arnor.

Portador do Anel
Isildur foi o primeiro dos Reis-Portadores após Sauron.

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GENEALOGIA:

Árvore da Família de Isildur:

isildur-tree.gif

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FONTES:

A Sociedade do Anel: "A Sombra do Passado", p. 61, 65, 68; "O Conselho de Elrond", p. 255-62, 264-67; "O Anel Vai Para o Sul", p. 289; "O Grande Rio", p. 409.

As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 36; "O Portão Negro Está Fechado", p. 249-50; "A Janela sobre o Oeste", p. 271-72, 277-79; "As Escadarias de Cirith Ungol", p. 316.

O Retorno do Rei: "Minas Tirith", p. 31; "A Passagem da Companhia Cinzenta", p. 53-55, 62-63; "A Batalha dos Campos de Pelennor", p. 123; "A Pira de Denethor," p. 130; "O último debate", p. 151, 153; "O Regente e o Rei", p. 245.

Apêndice A do O Senhor dos Anéis: "Anais dos reis e governantes", p. 317-18 and note 2; "O Reino do Norte os Dunedain", p. 320; "Gondor e os herdeiros de Anarion", p. 329-30; "O Regente", p. 336-37; "O Conto de Aragorn e Arwen", p 338-39
.
Apêndice B de O Senhor dos Anéis: "O Conto dos Anos", p. 365-70.

O Silmarillion: "Akallabeth", p. 272-73, 276, 279-80 e ss.; "Dos Anéis do Poder e da Terceira Era", p. 290-96, 301, 303-4; "Apêndice – Elementos de Nomes em Quenya e Sindarin", de entradas (n) dur e sil.

Contos Inacabados: "Aldarion e Erendis", tabela genealógica p. 210, 215 nota 15; "A Linhagem de Elros", p. 218-19; "O desastre dos Campos de Lis"; “Cirion e Eorl", p. 300, 304, 308-10.

A História da Terra Média, vol. XII, Os povos da Terra Média: "A História do Akallabeth", p. 159; "Os Herdeiros de Elendil", p. 191-92, 197.

O Senhor dos Anéis: A Reader’s Companion por Wayne G. Hammond e Christina Scull: "O Anel Vai Para o Sul", p. 272 (altura de Isidlur).

 

Fonte: The Thain’s Book

ISILDUR

isildur.jpgIsildur era um homem, nascido em 3209 da Segunda Era e morto em 04 de outubro do segundo ano da Terceira Era.
Residiu em Numenor e Minas Ithil.
Filho de Elendil, e mãe desconhecida.
Irmão de Anarion
Teve 4 filhos: Elendur, Aratan, Ciryon e Valandil (esposa desconhecida)
Sua altura era de cerca de 7 metros.

Isildur foi o filho de Elendil, o Grande Rei de Gondor e Arnor. Juntamente com seu irmão Anarion governou Gondor no Sul, enquanto seu pai mantinha o Norte.
Durante a Guerra da Última Aliança, Isildur cortou o Um Anel da mão de Sauron, mas recusou-se a destruí-lo.
Isildur foi morto por Orcs e o Anel foi perdido no Campos de Lis por quase 2.500 anos.

 

Isildur nasceu em Numenor no ano 3209 da Segunda Era. Ele tinha um irmão mais novo Anarion, nascido em 3219. Eles viveram no paraíso da Romenna, na costa leste da ilha de Numenor. Seu pai foi Elendil, e seu avô foi Amandil, o Senhor do Andunie. Os Senhores da Andunie foram os descendentes de reis de Numenor por Silmarien, a quarta filha do Rei, Tar-Elendil.

Elros, o meio-elfo, primeiro Rei de Numenor, tinha escolhido a vida dos homens mortais, enquanto seu irmão Elrond escolheu a vida imortal dos Elfos. Ao longo do tempo, cresceu entre os Reis de Numenor o ressentimento de seus ancestrais pela escolha feita, e passaram a desejar a imortalidade para si. Tornaram-se estranhos aos elfos e dos poderes chamados Valar, e negligenciaram a adoração a Eru, o Único que os criou.

Um pequeno grupo de Numenoreamos permaneceu amigo dos elfos e fiéis a Eru e  aos Valar. Entre esses fiéis estavam os Senhores do Andunie. Em 3262, Ar-Pharazon, o Rei da Numenor, tornou Sauron cativo e trouxe-o para Numenor. Sauron se permitiu ser capturado, pois queria corromper os Numenoreanos, a fim de trazer a sua ruína. Ele usou o desejo pela imortalidade e poder que possuíam para convencê-los a renunciar a Eru e cultuar Morgoth.
Isildur soube Sauron que queria Ar-Pharazon para cortar Nimloth, a Árvore Branca que havia vindo das Terras Imortais. Isildur disfarçadamente saiu secretamente da corte dos Reis e pegou uma fruta de Nimloth. Os guardas o descobriram e o atacaram, e Isildur foi ferido gravemente, mas conseguiu escapar com a fruta. Isildur esteve perto da morte por muitos meses, mas, quando o fruto da árvore branca começou a brotar ele acordou e se recuperou de seus ferimentos.

Como a influência de Sauron aumentou, os Fieis começaram a se preparar para deixar Numenor. Eles lotaram seus navios com suas famílias e muitas de suas possessões, incluindo os palantiri. Isildur tinha três navios, e ele trouxe a bordo a muda da Árvore Branca, assim como sua esposa e seu filho Elendur, que havia nascido em 3299.
O avô de Isildur, Amandil esperava para pleitear com os Valar para poupar os fiéis. He sailed westward toward the Undying Lands, but what became of him is not known and he was never seen again. Ele navegava para oeste em direção ao eterno Solos, mas o que se tornou conhecido não é dele e ele nunca foi visto novamente.
As mentiras de Sauron convencem Ar-Pharazon que ele poderia alcançar a imortalidade nas Terras Imortais. Em 3319, Ar-Pharazon define com uma grande frota que pretendia assumir as Terras Imortais a força. Mas quando ele colocou o pé na terra, Eru fez com que o mar se abrisse. A frota Numenor afundou e foi destruída por uma grande onda.

Os navios dos fiéis a Eru foram poupados, e um grande vento do oeste enviou-os para as margens da Terra-Média. Elendil desembarcou no norte, enquanto Isildur Anarion e chegaram à Foz do Anduin ao sul. Elendil e seus filhos estabeleceram o Reino do Norte de Arnor e o Reino do Sul de Gondor, em 3320. Elendil era o Alto Rei dos dois reinos, mas ele governou em Arnor dividiu o governo do Estado de Gondor para seus filhos.

Isildur Anarion e tiveram seus tronos, lado a lado no Grande Salão de Osgiliath, eles fundaram a cidade sobre o Anduin. Anarion viveu em Minas Anor no lado oeste do Anduin, enquanto Isildur fez a sua casa, em Ithilien no lado oriental do Anduin. Isildur construiu Minas Ithil em um vale das Montanhas das Sombras, na fronteira com Mordor. Minas Ithil era uma bela cidade branca, mas era também um reduto para a defesa contra o mal que ainda poderia vir a habitar em Mordor. Não era ainda sabido que Sauron já havia retornado em segredo e havia começado a reconstruir a sua força.

Isildur teve um dos palantiri chamado a Pedra de Ithil, que ele usou para se comunicar com seu irmão e pai. Ele plantou a muda da Árvore Branca, em frente sua casa. Isildur e sua esposa tiveram mais dois filhos, enquanto que viveram em Gondor – Aratan nascido em 3339 e Ciryon nascido em 3379.

Nos primeiros dias de Gondor, Isildur foi à Colina de Erech à entrada do Vale da Raiz Negra nas Montanhas Brancas. Sobre o topo da colina ele colocou a Pedra de Erech, uma grande esfera negra que ele havia trazido da Numenor. Isildur reuniu-se com o Rei das Montanhas, que jurou lealdade ao Isildur sobre a Pedra. Mas depois, quando Isildur chamou os homens das Montanhas para se juntar à luta contra Sauron, eles se recusaram. Isildur os amaldiçoou, e disse que nunca iriam descansar até que cumpriram seu juramento, e eles assombraram as Sendas dos Mortos.

Sauron atacou e capturou Minas Ithil em 3429. Isildur escapou com sua esposa e filhos e outra muda da Árvore Branca. Isildur e sua família embarcaram em um navio a Foz do Anduin e navegaram ao redor da costa da Terra-Média para Arnor, onde encontraram Elendil. Elendil consultou com Gil-galad, o Rei dos Elfos, que viveu em Lindon oeste de Arnor. Gil-galad e Elendil formaram a Última Aliança dos Elfos e Homens para se opor a Sauron em 3430. Nesse mesmo ano, o filho mais novo de Isildur, Valandil nasceu na casa de Elrond em Rivendell.
O exército da Última Aliança se reuniu em Rivendell em 3431 e, em seguida, marchou para a guerra. Isildur e seus três filhos mais velhos – Elendur, Aratan, e Ciryon – foram com o exército, enquanto sua mulher e seu filho mais novo, Valandil permaneceram em Rivendell.

A Guerra da Última Aliança começou em 3434. As forças de Sauron foram derrotadas na Batalha de Dagorlad sobre a planície fora de Mordor, e o exército da Última Aliança entrou no reino de Sauron e estabeleceu cerco a Barad-Dur. O Cerco de Barad-Dur durou sete anos e muitos homens e elfos foram mortos, incluindo o irmão de Isildur, Anarion que morreu em 3440.

Por último, em 3441, Sauron desceu de sua torre. Ele lutou com Gil-galad e Elendil nas encostas da Montanha da Perdição. O corpo de Sauron caiu, mas Gil-galad e Elendil morreram na luta. A espada de Elendil, Narsil partiu debaixo dele quando ele caiu.

Isildur tomou o cabo da Narsil e usou a lâmina quebrada para cortar o Um Anel da mão de Sauron. O espírito de Sauron fugiu de seu corpo, mas, como o anel continha grande parte do seu poder, seu espírito sobreviveu. Elrond and Cirdan aconselharam Isildur a destruir o Anel imediatamente nas chamas das Montanhas da perdição. Mas Isildur recusou, dizendo:
"Vou ficar com ele como compensação pela morte de meu pai e de meu irmão. Não fui eu quem deu no Inimigo o golpe fatal?"
O Silmarillion: "Dos Anéis de Poder e da Terceira Era", p. 295

isildur2.jpg
O poder do anel era tamanho, que ninguém poderia destruí-lo de bom grado. A atração do Anel começou a agir em Isildur, logo que ele o tocou. O grande calor do Anel queimou a mão de Isildur, mas ele ainda o achava belo e precioso.
“Estava quente no primeiro momento que o toquei, quente como brasa, e minha mão se queimou, de tal modo que duvidei que algum dia pudesse me ver livre da dor… Mas, da minha parte, não arriscarei danificar uma coisa dessas: de todos os trabalhos de Sauron, o único belo. É precioso para mim, embora eu o tenha adquirido a custo de grande sofrimento.”
A Sociedade do Anel: "O Conselho de Elrond," p. 268

Isildur notou que havia algo escrito no Anel que aparecia quando ele ainda estava quente, mas desaparecia quando ele esfriava. Ele escreveu a descrição do Anel em um pergaminho que deixou nos arquivos de Minas Anor para as gerações futuras.

Isildur assumiu a realeza de Gondor e Arnor, mas ele pretendia voltar para o Norte e deixar o filho de Anarion, Meneldil para governar no Sul. Ele permaneceu em Minas Anor durante alguns anos para dar conselhos e instruções para Meneldil. Juntos, eles partiram em uma jornada através de todas as terras pertencentes a Gondor. Sobre a cimeira de Halifirien na Floresta Firien, Isildur enterrou o corpo de seu pai Elendil. Antes de sair Minas Anor, Isildur plantou a muda da Árvore Branca em memória de seu irmão Anarion.

Em 5 de Setembro do ano 2 da Terceira Era, Isildur deixa Minas Anor com seus três filhos mais velhos e 200 cavaleiros. Eles marcharam até os Vales do Anduin no lado oriental do rio, indo pela Passagem Alta passando pelas Montanhas Sombrias.

Trinta dias depois, no dia 4 de outubro, a companhia de Isildur foi atacada por Orcs perto dos Campos de Lis. The Os Orcs não sabiam que Isildur tinha o Um Anel, mas foram involuntariamente atraídos pelo seu poder. Os homens de Isildur estavam em desvantagem dez para um, e embora inicialmente eles tenham conseguido repelir o ataque, os Orcs renovaram seu ataque depois de anoitecer e os homens foram esmagados.

Antes do começo da batalha, Isildur havia mandado para longe seu escudeiro Ohtar com os fragmentos da Narsil. Isildur manteve o um anel, mas foi inútil em defender seus homens contra os Orcs. Ele percebeu nessa hora que ele não tinha força para controlar o Anel e não poderia nem mesmo colocá-lo sem causar grande dor a si próprio. Isildur lamentou o tolo orgulho que o levou a ficar com o Anel.

Os filhos de Isildur, Aratan e Ciryon foram mortos, e seu filho mais velho Elendur implorou para que ele fugisse, a fim de evitar que o Orcs capturassem o anel. Isildur concordou e partiu com grande tristeza por Elendur, que foi assassinado liderando o restantes dos Dunedain.

Isildur colocou o Anel embora com tristeza e foi para o Anduin. Ele removeu sua armadura e entrou no rio que pretendia atravessar, mas a corrente era forte e o puxou para os pântanos dos Campos de Lis. Então, o anel deixou o dedo Isildur e perdeu-se nas águas. Isildur sentiu uma imensa sensação de perda, mas foi, então, aliviado, como se um grande peso tivesse sido retirado dele. Ele emergiu para fora da água, mas naquele momento ele foi visto por Orcs que atiraram nele com flechas na garganta e do coração.

O Um Anel permaneceu nos Campos de Lis até que foi encontrado por Déagol em 2463. O corpo de Isildur também foi lançado nas águas, não descoberto pelos seus parentes. Embora, procurando o Um Anel, Saruman encontrou o Elendilmir que Isildur havia usado, e alguns especularam que o mago poderia ter encontrado e profanado os restos de Isildur, mas se isso é verdade não é conhecida.

O filho mais novo de Isildur, Valandil tornou-se o Rei de Arnor, quando atingiu a idade no ano 10. Mas ele não clamou a realeza de Gondor, e os dois se tornaram reinos separados. Gondor continuou a ser regida pelos herdeiros de Anarion, enquanto Arnor foi governada pelos herdeiros de Isildur. No final da Terceira Era os reinos foram reagrupados por Aragorn, o Rei Elessar, Herdeiro de Isildur.

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DATAS IMPORTANTES:

Segunda Era:

3209
Nascimento de Isildur em Numenor.

3219
Nascimento de irmão de Isildur, Anarion.

3262
Ar-Pharazon leva Sauron para Numenor.

3299
Nascimento do filho mais velho de Isildur, Elendur.

3319
Ar-Pharazon tenta assumir as Terras Imortais. Numenor é destruída por Eru. Isildur escapa com sua família e outros dos Fiéis.

3320
Fundação de Gondor e Arnor. Elendil, o Alto Rei, habita em Arnor, enquanto Isildur e Anarion conjuntamente reinam em Gondor. Sauron retorna a Mordor.

3339
Nascimento do filho de Isildur, Aratan.

3379
Nascimento do filho de Isildur, Ciryon.

3429
Sauron ataca Gondor e captura Minas Ithil. Isildur e sua família escapam para o vale de Arnor.

3430
A Última Aliança dos Elfos e Homens é formada. Birth. Nascimento do filho de Isildur, Valandil em Rivendell.

3431
O exército da Última Aliança se reúne em Rivendell.

3434
Guerra da Última Aliança começa. As forças de Sauron são derrotadas na Batalha de Dagorlad. O exército da Última Aliança estabelece cerco a Barad-Dur.

3440
o irmão de Isildur, Anarion é morto em batalha.

3441
Sauron é derrotado por Elendil e Gil-galad, que morrem. Isildur corta o Um Anel da mão de Sauron. Elrond e Cirdan o aconselham a destruí-lo, mas Isildur se recusa.

Terceira Era:

2
5 de Setembro: Isildur ruma para Arnor.
4 de Outubro: Isildur é morto por Orcs nos Campos de Lis e é o Um Anel é perdido nas águas.

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NOMES & TÍTULOS:

Isildur
O nome Isildur significa "dedicado à Lua". Isil é a palavra Quenya para "lua"; o semelhante em Sindarin é Ithil. Ambas são obtidas a partir de SIL que significa "brilhar". O sufixo ndur ou dur significa "devoção".
O Silmarillion: "Apêndice – Elementos em Nomes Quenya e Sindarin", de entradas (n) dur e sil.

Rei de Gondor
Isildur governou Gondor conjuntamente com seu irmão Anarion, embora seu pai tenha sido o Alto Rei de Gondor e Arnor.

Rei de Arnor
Depois da morte do pai, Isildur assumiu a realeza de Arnor, embora ele tenha sido morto antes de ser capaz de alcançar o Reino do Norte.

High King
Isildur clamou pela realeza de Gondor e Arnor, como seu pai havia feito, mas ele deixou o filho de Anariom, Meneldil para governar Gondor enquanto ele tinha intenção de viver em Arnor.

Portador do Anel
Isildur foi o primeiro dos Reis-Portadores após Sauron.

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GENEALOGIA:

Árvore da Família de Isildur:

isildur-tree.gif

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FONTES:

A Sociedade do Anel: "A Sombra do Passado", p. 61, 65, 68; "O Conselho de Elrond", p. 255-62, 264-67; "O Anel Vai Para o Sul", p. 289; "O Grande Rio", p. 409.

As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 36; "O Portão Negro Está Fechado", p. 249-50; "A Janela sobre o Oeste", p. 271-72, 277-79; "As Escadarias de Cirith Ungol", p. 316.

O Retorno do Rei: "Minas Tirith", p. 31; "A Passagem da Companhia Cinzenta", p. 53-55, 62-63; "A Batalha dos Campos de Pelennor", p. 123; "A Pira de Denethor," p. 130; "O último debate", p. 151, 153; "O Regente e o Rei", p. 245.

Apêndice A do O Senhor dos Anéis: "Anais dos reis e governantes", p. 317-18 and note 2; "O Reino do Norte os Dunedain", p. 320; "Gondor e os herdeiros de Anarion", p. 329-30; "O Regente", p. 336-37; "O Conto de Aragorn e Arwen", p 338-39
.
Apêndice B de O Senhor dos Anéis: "O Conto dos Anos", p. 365-70.

O Silmarillion: "Akallabeth", p. 272-73, 276, 279-80 e ss.; "Dos Anéis do Poder e da Terceira Era", p. 290-96, 301, 303-4; "Apêndice – Elementos de Nomes em Quenya e Sindarin", de entradas (n) dur e sil.

Contos Inacabados: "Aldarion e Erendis", tabela genealógica p. 210, 215 nota 15; "A Linhagem de Elros", p. 218-19; "O desastre dos Campos de Lis"; “Cirion e Eorl", p. 300, 304, 308-10.

A História da Terra Média, vol. XII, Os povos da Terra Média: "A História do Akallabeth", p. 159; "Os Herdeiros de Elendil", p. 191-92, 197.

O Senhor dos Anéis: A Reader’s Companion por Wayne G. Hammond e Christina Scull: "O Anel Vai Para o Sul", p. 272 (altura de Isidlur).

A Linhagem de Durin

 

Tree of Durin

No universo de Tolkien, o Povo de Durin, também chamados de Barbas-Longas, foi o mais importante povo dos Anões, pertencendo à linhagem da maior e mais antiga das Sete Casas dos Anões.

Originalmente habitaram as Montanhas Nebulosas como moradia, até serem expulsos por Orcs. Suas fortalezas incluem Khazad-dûm, sua primeira cidade e Monte Gundabad; seu primeiro Rei foi Durin, o Imortal.

 
Durante a Segunda Era, o Povo de Durin iniciou a amizade com os Noldor de Celebrimbor em Eregion e durante a Guerra da Última Aliança, foram aliados dos Elfos e Dúnedain contra Sauron.

Na Terceira Era, após terem sido expulsos de Moria pelo Balrog conhecido como “A Ruína de Durin”, muitos fugiram para o norte e estabeleceram cidades em Erebor nas Montanhas Cinzentas. Após Erebor e as Montanhas Cinzentas terem sido invadidas e ocupadas por Dragões, eles se tornaram um povo nômade em exílio. Muitos deles foram para as Colinas de Ferro e se estabeleceram por lá, enquanto outros, sob o comando de Trháin II foram para o oeste, até chegarem nas Montanhas Azuis e se estabelecerem lá. Finalmente, o Reino dos Anões de Erebor foi restaurado quando Dáin II, Senhor das Colinas de Ferro, se tornou Rei de Erebor em 2941 T. E. após a morte de Smaug.

O Povo de Durin foi inicialmente liderado por Durin I, "o Imortal". Ele foi sucedido por muitas gerações de reis, dentre eles apareceram seis outros também chamados Durin; os Anões acreditavam que esses seis eram a reincarnação (ou até mesmo reanimação) de Durin I, com memórias de suas vidas passadas[1]. Durin VI foi morto pela Ruína de Durin em 1980 T. E. e um outro "Durin" não retornou para comandar seu povo até Durin VII surgir na Quarta Era, um descendente de Thorin II, filho de Dáin II (Pé-de-Ferro) e descendente direto da linhagem de Durin, o Imortal. Durin VII se tornaria conhecido como Durin, o Último.

Tolkien pegou o nome Durin, assim como a maioria dos nomes dos Anões de seu trabalho, da mitologia Nórdica. Isso ele explico mais tarde como: assim como o Westron foi traduzido com o Inglês, a linguagem de Valle, usada pelos Anões para os seus nomes "externos", foi traduzida com o Nórdico Arcaico. O termo original em Nórdico Arcaico durinn pode ser traduzido, literamente, como "sonolento".[2]

Discussões sobre os Durins (especialmente em Os Povos da Terra-média) devem ser lidos com cuidado, pois seu número aumentou com o desenvolvimento da estória de Tolkien. O Durin morto pelo Balrog em 1980 T. E., por exemplo, era originalmente Durin III, porém foi apresentado como Durin VI em O Senhor dos Anéis. (E um erro comum na internet o lista como "Durin IV").

Não há um relato completo de todos os Reis da Linhagem de Durin, porém a lista a seguir mostra os nomes daqueles Reis que ficaram gravados, ou cuja eixstência pode ser deduzida. Como os descendentes de Durin I foram forçados pelas circunstâncias a viajar pela Terra-média, os principais locais de sua Monarquia é mostrado junto com o nome de cada Rei.

REIS DO POVO DE DURIN

  • Durin I, Khazad-dûm

Durin o Imortal foi o mais velho dos Sete Pais dos Anões, criados por Aulë durante a Primeira Era do Mundo. Ele foi chamado "o Imortal" pois viveu muito até uma idade de longe mais avançada do que qualquer outro Anão e por isso foi reverenciado como o mais velho de sua raça.

Cada um dos sete Pais fundaram uma Casa de Anões. A Casa de Durin foi chamdada de Barbas-Longas e seu povo de Povo de Durin.

De acordo com as tradições dos Anões, ele foi posto para dormir sozinho sob o Monte Gundabad ao norte das Montanhas Nebulosas, que permaneceram como um local sagrado para eles. Ele despertou algum tempo após o despertar dos Elfos em 1050 da Era das Árvores, e de acordco com uma antiga versão da estória[3] viajou grandes distâncias até encontrar outras famílias de Anões, e então outros Anões o seguiram. Ele chegou ao Lago-Espelho, um lago em um vale abaixo de Caradhras nas Montanhas Nebulosas, e lá fundou o que se tornaria na maior e mais rica das Mansões dos Anões: Khazad-dûm (Mina dos Anões), mais tarde renomeada para Moria.

Na versão publicada da estória, Durin morreu antes do final da Primeira Era[4]. Em uma versão antiga do Apêndice B ("O Conto dos Anos") ele aparece liderando os Anões das ruínas de Beleriand para fundar Khazad-dûm no começo da Segunda Era[5], porém Tolkien abandonou essa idéia.

Após a morte de durin, Khazad-dûm foi governada por "muitas gerações" de seus descendentes, até o Blarog aparecer. Nessa longa linhagem, Tolkien escreve, apareceu ocasionalmente "um herdeiro tão parecido com seu Antepassado que ele recebeu o nome de Durin"[6]. Versões mais completas sobre o Povo de Durin[7] deixam claro que os Durins apareceram espaçados dentre muitas gerações. Esses seis outros Durins foram tidos pelos Anões como reincarnações (ou até mesmo reanimações) de Durin I, com memórias de suas vidas passadas.[8] Em 2989 T. E., durante a tentativa fracassada de recolonizar Moria, a companhia de Balin encontrou o Machado de Durin[9]. Embora não esteja gravado em nenhum texto, muitos chegaram à conclusão de que essa era a herança perdida quando Durin VI foi morto pelo Balrog em 1981 T. E.[10]  
Um elmo também é mencionado, não indentificado no texto como sendo de Durin, o qual alguns conjecturaram que poderia, de fato, ser. Essas relíquias evidentemente foram perdidas mais uma vez quando a companhia de Balin foi destruída em 2994 T. E.

  • Durin II, Khazad-dûm

Tolkien não escreveu nada sobre o seu reinado. Existem indicações de que os Anões de Khazad-dûm chegaram a um acordo com os primeiros Homens dos Vales do Anduin, que lhes forneciam comida em troca pelas armas feitas pelos Anões. Essa cooperação evoluiu para ataques coordenados contra os Orcs, com a infantaria pesada dos Anões complementada pelos arqueiros montados dos Vales.

  • Durin III, Khazad-dûm

durin_iii.jpgGovernou por volta de 1600 S. E. e foi o primeiro portados de um dos Sete Anéis[11], embora não fosse de conhecimento geral até o final da Terceira Era. Os Anões acreditam que ele tenha recebido esse anel através dos Elfos-ferreiros e não por Sauron, mesmo com esse tendo participado da forjadura. Durin III juntou suas forças com Eregion durante a Guerra dos Elfos e Sauron, mas foram incapazes de evitar sua própria destruição, o que levou a um longo período de isolação e gradual diminuição em Khazad-dûm.

Hammond e Scull[12] concluem que Durin III foi Rei de Khazad-dûm quando o Portão Oeste de Moria foi destruído, o Durin cujo nome aparece na porta que foi feita quando os Anões eram aliados de Celebrimbor. Essa é uma referência razoavel mas aparenta ser infundada por algumas evidências diretas de Tolkien. Foster[13] sugere que o Portão tenha sido construido antes, no reinado de Durin II.


Portão de Moria

  • Durin IV, Khazad-dûm

Tolkien não escreveu nada sobre seu reinado. Teria vivido em Khazad-dûm no final da Segunda Era ou commeço da Terceira. Há um certo rumor na internet que sustenta que Durin IV foi o Rei que liderou os Anões de Khazad-dûm para lutarem contra Sauron na Última Aliança no final da Segunda Era. Tolkien indica que os Anões do Povo de Durin de fato lutaram com a Última Aliança[14], mas não diz sob o comando de qual rei eles lutaram.

  • Durin V, Khazad-dûm

Não há relatos de Tolkien sobre esse reinado.

  • Durin VI, Khazad-dûm (Reinou até 1980 T. E.)

Durin VI foi o Rei dos Anões de Khazad-dûm na Terceira Era, quando a sua profunda mineração em busca de mithril nas raízes de Caradhras despertou o Balrog de seu esconderijo nas profundezas da terra. A criatura matou Durin em 1980 T. E., e se tornou conhecida por "A Ruína de Durin".  
Durin VI foi a primeira reincarnação de Durin, o Imortal a não ter uma morte natural. Foi sucedido por seu filho, Náin I, que foi morto pelo mesmo Balrog no ano seguinte e após esse evento trágico a antiga cidade foi abandonada pelo seu povo.

  • Náin I, filho de Durin VI. Khazad-dûm

Rinou por apenas um ano em Khazad-dûm antes de ser morto pelo Balrog. Foi por muito tempo o último Rei da Linhagem de Durin a governar em Khazad-dûm, sendo substituído por seu filho no exílio.

  • Thráin I, filho de Náin I. Erebor (Governou por 209 anos, até 2190 T. E.)

Liderou uma grande parte de seu povo para longe de Khazad-dûm para o norte e leste da Terra-média. Foi Thráin quem fundou o grande reino de Erebor em 1999 T. E., a Montanha Solitária perto da Cidade do Lago. Foi sucedido por seu filho.

  • Thorin I, filho de Thráin I. Montanhas Cinzentas

Ao descobrir que uma grande hoste de seu povo estava se agrupando nos limites ao norte das Montanhas Cinzentas, Thorin I Deixou Erebor e se mudou para lá. Foi sucedido por seu filho.

  • Glóin, filho de Thorin I. Montanhas Cinzentas (Reinou por 96 anos até 2385 T. E.)

Deu continuidade ao reinado do Povo de Durin nas Montanhas Cinzentas, sendo sucedido por seu filho.

  • Óin, filho de Glóin. Montanhas Cinzentas (Reinou por 103 anos até 2488 T. E.)

Durante seu governo, os Anões do Povo de Durin ainda viveram nas Montanhas Cinzentas ao norte. Nos últimos anos de seu reinado, a Sombra reotrnou para Dol Guldur na Floresta das Trevas e Orcs e outras criaturas malignas começaram a se multiplicar nas montanhas do norte e, nos últimos anos de vida de Óin, os Orcs invadiram Moria, que foi abandonada, e a tomaram como moradia. Essa foi apenas a primeira das calamidades que viriam a cair sobre a Casa de Durin nos séculos vindouros.

Óin tinha 250 anos quando morreu, tendo reinado por 103 anos.  Foi sucedido pelo se filho Náin, que se tornou Rei Náin II.

  • Náin II, filho de Óin. Montanhas Cinzentas (Reinou por 97 anos até 2585 T. E.)

Nessa época, os prósperos Anões começaram a sofrer atacas de dragões vindos do norte. Foi sucedido por seu filho.

  • Dáin I, filho do Náin II. Montanhas Cinzas (Reinou por 4 anos até 2589 T. E.)

Seu curto reinado teve um fim brusco quando foi morto por um dragão de gelo na porta de seu próprio reino. Foi sucedido pelo mais velho de seus três filhos.

  • Thrór, filho de Dáin I. Erebor (Reinou por 201 anos até 2790 T. E.)

Liderou seu povo para fora do norte, infestado de dragões, de volta para a Montanha Solitária, enquanto seu irmão caçula, Grór, levou uma parte de seu povo mais para o leste, para habitarem as Colinas de Ferro. Ele era Rein sob a Montanha por mais de 180 anos quadno o grande Dragão Smaug desceu sobre o seu reino e o saqueou. Ele escapou da destruição com seu filho e neto, e se tornou nômade até finalmente chegar à antiga casa de seu povo, Khazad-fûm, que ele encontrou infestada de Orcs. Sua morte pelas mãos de Azog, líder dos Orcs, foi o estopim para a Guerra dos Anões e Orcs. Foi sucedido por seu filho.

  • Thráin II, filho de Thrór, Rei no Exílio. Terra Parda (Reinou por 60 anos até 2850 T. E.)

Vingou a morte de seu pai ao derrotar os Orcs de Azog na Batalha de Azanulbizar. Na primeira metade de seu reinano, viveu na Terra Parda, mas depois se mudou para as Motanhas Azuis a oeste de Eriador. Antes do seu reinado terminar, decidiu voltar para Erebor, porém enquanto viajava pela floresta foi capturado por criaturas malignas e morreu nos calabouços do Necromante em Dol Guldur. Foi sucedido por seu filho.

  • Thorin II, ou Thorin Escudo de Carvalho, filho de Thráin II. Montanhas Azuis (Reinou por 91 anos atém 2941 T. E.)

Governou como Rei nas Montanhas Azuis por muitos anos mas, assim como seu pai, estava decidido a retornar para a sua antiga casa em Erebor. Acompanhado por Gandalf e Bilbo Bolseiro, ele liderou um grupo de companheiros para o extremo oriente e, contra todas as expectativas, recuperou a Montanha Solitária de Smaug. Após a morte de Smaug, a Batalha dos Cinco Exércitos foi travada aos pés de Erebor e Thorin foi morto. Os únicos descendentes vivos da linhagem de Thrór, seus jovens sobrinhos Fíli e Kíli, também haviam perecido na batalha e assim a Monarquia foi passada para a linhagem de Grór, irmão caçula de Thrór, especificamente para o neto de Grór, Dáin Pé-de-Ferro. Embora não tenha sido coroado como Rei sob a Montanha, Thorin reclamou o título por direito, uma vez que havia reconquistado Erebor.

  • Dáin II, ou Dáin Pé-de-Ferro, neto de Grór. Erebor (Reinou por 78 anos até 3019 T. E.)

Se tornou Rei sob a Montanha assim como Rei de todo o Povo de Durin após a morte de Thorin, sendo o primeiro na Linhagem de Durin a herdar o reinado sem ser pela sucessão de pai-para-filho. Reinou prosperamente por muitos anos até a época da Guerra do Anel, quando foi morto na Batalha de Valle e foi sucedido por seu filho.

  • Thorin III, ou Thorin Elmo-de-Pedra. Erebor.

Assumiu a liderança de seu povo após a morte de seu pai. Suportou um breve cerco de sete dias em Erebor, quando novas sobre a derrota de Sauron alcançou os Orcs, ele foi capaz de lutar contra eles em campo aberto, conseguindo derrotá-los, porém foi morto nessa batalha. Com a morte de Thorin III, detalhes sobre os reinados dos Reis dos Anões também chegaram a um fim, deixando apenas uma indicação de um de seus descendentes.

  • Durin VII.
Durin VII ou Durin, o Último era descendente direto do rei Thorin III ou Thorin Elmo-de-Perda (de acordo com algumas fontes, era seu filho)[15], governante de Erebor e das Colinas de Ferro na Quarta Era. Seu nascimento aparentemente foi profetizado na ascenção de Dáin II após a Batalha dos Cinco Exércitos[16] (embora nenhum registro exista sobre essa profecia). Ele liderou o Povo de Durin na recolonização de Khazad-dûm algum tempo depois do começo da Quarta Era e lá eles permaneceram "até o mundo crescer e ficar velho e os Anões minguarem e os dias da raça de Durin chegarem ao fim".[17]

Sabemos que Durin I morreu antes do fim da Primeira Era, então entre o seu reinado e o de Thorin III, os Reis da Linhagem de Durin governaram por um período de aproximadamente 6.500 anos. Assumindo que o tempo médio de um reinado entre os Barbas-Longas tenha sido de aproximadamente um século, pode-se deduzir que tenham existido aproximadamente cinquenta nomes de Reis que não estão nessa lista.

 
 
 
REFERÊNCIAS:
  1. The Peoples of Middle-earth, Boston: Houghton Mifflin, "Of Dwarves and Men".
  2. Day, The Hobbit Companion.
  3. The Peoples of Middle-earth.
  4. The Return of the King, Appendix A, part III.
  5. The Peoples of Middle-earth.
  6. The Return of the King, Appendix A, (III) "Durin’s Folk".
  7. The Peoples of Middle-earth.
  8. The Peoples of Middle-earth.
  9. The Fellowship of the Ring, "The Bridge of Khazad-dûm".
  10. Foster, Guide to Middle-earth, "Durin’s Axe".
  11. Return of the King, Appendix A, Section III.
  12. The Lord of the Rings, A Reader’s Companion.
  13. The Complete Guide to Middle-earth, "Durin II".
  14. The Silmarillion, "Of the Rings of Power and the Third Age"
  15. The Peoples of Middle-earth: "The Making of Appendix A", ‘(iv) Durin’s Folk’.
  16. The Peoples of Middle-earth: "The Making of Appendix A", ‘(iv) Durin’s Folk’.
  17. The Peoples of Middle-earth: "The Making of Appendix A", ‘(iv) Durin’s Folk’.
 
 
FONTES:
http://en.wikipedia.org/wiki/Durin’s folk
http://www.glyphweb.com/ARDA/k/kingofdurinsfolk.html
http://en.wikipedia.org/wiki/Durin
http://lotr.wikia.com/wiki/Durin
 

Agradecimentos: ALF

Grima

 

Grima Língua de Cobra

Grima era um humano de raça desconhecida, morto em 3 de novembro de 3019. 
Viveu em Edoras, Rohan. Era filho de Galmod.

Grima foi o conselheiro do rei Théoden de Rohan. Ele traiu seu país e seu rei ao se tornar agente de Saruman. Sob as ordens do mago, enfraqueceu o reinado de Théoden para facilitar a invasão de Rohan, morrendo posteriormente junto a seu mestre, sendo esse o ato final da Guerra do Anel.

Tinha um rosto pálido e escuro, olhos pesados e caídos. Nada se sabe sobre o início de sua vida ou como realmente ele veio a ser corrompido por Saruman. O mago aparentemente o prometeu não só riqueza, mas também a sobrinha de Théoden, Éowyn, a quem Grima desejava.

 

 
Grima começou a exercer sua influência sobre Théoden em nome de Saruman por volta do ano 3014. Supõe-se que pode ter dado veneno ao rei, o que provocou sua fragilidade e o aparecimento prematuro da idade. Théoden era um rei forte e cheio de vida, que cavalgava com os Rohirrim, mas Grima o levou a crer que seus dias como um guerreiro haviam acabado.

Grima tomou Herugrim, a espada do rei, para si e a guardou em seus aposentos junto com os demais objetos de valor que havia roubado de outros. Também pegou jóias da herança da Casa de Eorl para Saruman.

Usou sua habilidade com as palavras e sua persuasão para influenciar o rei debilitado em suas decisões e e na política. O julgamento de Théoden ficou nublado, encoberto, e ele passou a ser dependente dos conselhos de Grima. O rei raramente deixava o salão de Meduseld (palácio dos reis de Rohan) e começou a dar ordens através do seu conselheiro. Os comandantes de Théoden ressentiam as instruções dadas por Grima, e fizeram tudo ao seu alcance para contrariar sua influência, mas eles não desafiavam seu rei e acabavam por obedecer às ordens que Grima os impunha. Embora não gostassem de Grima, a esta altura sua traição ainda não era conhecida por Rohan.

Para colaborar com os planos de conquista de Saruman, Grima tentou enfraquecer o centro de comando de Rohan e desacreditar os comandantes do rei. Seus principais adversários foram Théodred – o filho do rei – e Éomer – o sobrinho. Grima não foi capaz de jogá-los contra o rei ou um contra o outro, então, ele tentou jogar o rei Théoden contra Éomer. Insinuou que Éomer tinha fome de poder e era desobediente, e embora Éomer se mantivesse leal, Grima foi capaz de plantar a semente da dúvida em Théoden.

Éowyn também se tornou alvo dos venenos de Grima. Ele usava o desespero que ela sentia ao agir como cuidadora de seu tio enfermo, e a levou a crer que ela e seu povo haviam perdido sua honra. Grima constantemente a observava e seguia, antecipando o dia em que ela seria sua, como Saruman havia prometido.

Em 19 de setembro de 3018, Gandalf, o Cinzento chegou à Edoras e teve sua entrada recusada. No dia seguinte, lhe foi concedida uma audiência com o rei onde disse que havia sido aprisionado por Saruman em Orthanc. Gandalf tentou avisar Théoden que Saruman planejava invadir Rohan, mas Théoden estava sob a influência profunda de Grima e não podia ouvi-lo, mandando então Gandalf embora.

Graças a isso, Grima foi apressadamente para Isengard informar a Saruman que Gandalf tinha chegado à Edoras. De acordo com a história, Grima foi parado pelo Senhor dos Nazgûl que estava procurando Gandalf e o Condado. Contando tudo que sabia, revelou que Saruman havia ocultado seu conhecimento sobre o condado do Nazgûl. O Senhor dos Nazgûl deixou Grima encolhido no chão e foi para o norte, na procura do portador do Anel.

Após a visita de Gandalf, as teias da mentira cuidadosamente tecidas por Grima, começaram a desmanchar. Embora Théoden continuasse a dar ouvidos aos seus conselhos, os outros começaram a desafiá-lo. Théodred assumiu o comando das forças de Rohan e reforçou as defesas sobre os marcos ocidentais. Quando Saruman tentou se nomear Senhor sobre as terras de Rohan e enviou seus orcs, eles encontraram a resistência dos Rohirrim.

Saruman então decidiu que Théodred deveria ser eliminado, e enviou uma força com ordens de matá-lo. Théodred foi assassinado na Primeira Batalha na Vaus do Isen em 25 de fevereiro de 3019. Erkenbrand assumiu o comando e enviou uma mensagem à Edoras requisitando que forças fossem enviadas para o folde oeste de uma vez. Mas Grima foi contra ele, alegando que Edoras ficaria indefesa e Théoden desprotegido, embora Éomer tenha discordado.

Éomer teve também conhecimento de que um bando de Orcs havia entrado em Rohan por Emyn Muil, na fronteira oriental, e que alguns deles levavam a Mão Branca de Saruman. Éomer queria persegui-los, pois temia uma aliança entre Saruman e Sauron. Porém mais uma vez Grima instigou Théoden para proibi-lo e o rei o fez.

Éomer suspeitou que Grima fosse um traidor e ameaçou matá-lo. Para manter a ordem, Éomer levou seus homens até os orcs e os matou, ajudando, sem saber, Merry Brandebuque e Pippin Tûk a escapar do cativeiro. No caminho de volta, Éomer encontrou Aragorn, Legolas e Gimli e os convidou para irem à Edoras. Quando Éomer retornou à Edoras ele foi levado até Grima e advertido, por desafiar as ordens do rei e permitir que estranhos passassem livremente por Rohan.

Em 2 de março, Gandalf chegou acompanhado por Aragorn, Legolas e Gimli. Grima advertiu que o cajado de Gandalf fosse separado dele, mas Hama, o guarda do portão, percebeu que Gandalf era amigo e lhe permitiu ficar com o cajado.
Grima acusou Gandalf de ser um portador de más notícias, chamando-o de “Corvo da Tempestade” ou “Maus Agouros”. Disse que o mago vinha apenas em momentos de angústia para buscar ajuda ao invés de trazê-la. Então Gandalf revelou ter se tornado Gandalf o Branco e deixou Grima impotente.

"Os sábios só falam do que conhecem, Gríma, filho de Gálmód. Você se transformou num verme estúpido. Portanto fique em silêncio, e mantenha sua língua bifurcada atrás dos dentes. Não passei pelo fogo e pela morte para trocar palavras distorcidas com um servidor até que caiam raios do céu."
As Duas Torres: "O Rei do Palácio Dourado", p. 118.

Gandalf levantou seu cajado, fazendo surgir um trovão juntamente com um feixe de luz e Grima caiu no chão. Gandalf libertou Théoden da influencia de Grima e o rei decidiu cavalgar para a guerra contra Saruman. Ele pediu por sua espada e Hama forçou Grima a entregar as chaves do aposento onde a havia escondido.

Grima foi posto perante o rei. Ele tentou persuadir Théoden a mudar de idéia, mas suas palavras não tinham mais poder sobre o rei. Tentando uma última jogada, Grima pediu para ser deixado no comando de Edoras, mas Gandalf o expôs como um agente de Saruman. Éomer ameaçou matá-lo por sua traição e seus anseios sobre Éowyn, mas Gandalf o interrompeu. Théoden lhe deu a escolha de acompanhar os Rohirrim em batalha ou deixar Edoras imediatamente. Grima cuspiu aos pés do rei e fugiu em direção à Isengard.

Em algum ponto ele poderia ter sido acompanhado por um bando de orcs, mas ele chegou sozinho na manhã de 5 de março. Grima ficou atordoado ao ver que as paredes de Isengard haviam sido colocadas abaixo, e os poços e forjas haviam sido inundados, e tudo que ele pensou que era forte e invencível havia sido destruído.

Quando Grima viu Barbárvore, tentou fugir, mas o Ent o segurou e ergueu de seu cavalo, fazendo-o bajular o chão. Grima alegou que estava a serviço do rei Théoden e que tinha sido o único a ter coragem suficiente para chegar, mas Gandalf já havia advertido Barbárvore sobre Grima. Barbárvore disse a Grima que esperasse junto com ele por Théoden ou se juntasse a Saruman na torre. Grima nadou através das águas sujas para Orthanc e Saruman o puxou pra dentro.

Mais tarde naquele dia, Théoden e Gandalf chegaram para negociar com Saruman. Gandalf quebrou o cajado de Saruman e o expulsou da Ordem dos Istari. Como uma última tentativa, Grima arremessou o palantir de Orthanc abaixo e quase acertou Gandalf. Aragorn sugeriu que Grima poderia ter errado por não saber se queria atingir Gandalf ou mesmo Saruman com a pedra. Quando Saruman percebeu o que Grima havia feito ficou furioso.

Ambos permaneceram aprisionados em Orthanc pelo resto da Guerra do Anel. Em 15 de agosto, Saruman persuadiu Barbárvore a libertá-lo. Grima estava como uma sombra pálida quando saiu da torre. Ele foi o tempo todo aterrorizado por Saruman, mas tinha ainda mais medo de deixá-lo.

Saruman e Grima foram em direção ao norte, e eles encontraram em 28 de agosto com Gandalf, os hobbits, Galadriel, Celeborn e Elrond na estrada. Saruman recusou a ajuda deles e atingiu Grima com seu cajado, ordenando-lhe que o seguisse. Grima disse que odiava Saruman e que desejava poder deixá-lo, mas quando Gandalf sugeriu que o fizesse, Grima olhou aterrorizado e seguiu seu mestre.

Saruman estava decidido a buscar vingança contra a destruição de Isengard arruinando o Condado. E lá eles chegaram em 22 de setembro, onde Saruman mudou-se para Bolsão, tomando o cargo de chefe de Oto Sacola-Bolseiro. A mando de Saruman, Grima esfaqueou Oto até a morte, enquanto este dormia.
Posteriormente Saruman insinuou que Grima havia comido o corpo de Oto, mas não é sabido se isso é verdade. Grima era miserável e sempre faminto, era constantemente intimidado por Saruman.

Em 3 de novembro os hobbits finalmente derrotam os homens de Saruman na Batalha de Beirágua e Frodo Bolseiro retorna à Bolsão. Ordenou que Saruman fosse embora e Grima começou a rastejar atrás de seu mestre quando ele o chamava. Frodo disse a Grima que ele poderia ficar se assim desejasse, e receber comida e abrigo antes de seguir seu próprio caminho. Grima quis aceitar, mas Saruman revelou que fora ele que matara Oto. Quando Grima o retrucou dizendo que ele havia feito a seu comando, o mesmo zombou dele e o chutou no rosto.

Algo acordou dentro de Grima, então ele se virou contra o mestre que odiava e temia. Grima saltou nas costas de Saruman e cortou sua garganta com uma faca, matando-o. Tentou fugir, mas foi alvejado até a morte por três hobbits arqueiros.

Com a morte desses dois traidores, mestre e escravo, a Guerra do Anel chegou ao fim.


Datas Importantes
3014 
Grima começa a influenciar o rei Théoden em nome de Saruman por volta desta data. 

3018 
19 de setembro: Gandalf chega à Edoras, mas é sua entrada é barrada.
20 de setembro: Gandalf conta a Théoden sobre a traição de Saruman, mas o rei se recusa a acreditar e o manda embora. Após sua visita, Rohan é alvejada por orcs e homens a serviço de Saruman. Os comandantes de Théoden começam a desafiar as ordens de Grima. 

3019 
25 de fevereiro: Théodred é assassinado na Primeira Batalha nos Vaus do Isen.

27 de fevereiro: Notícias da morte de Théodred chega à Edoras. Erkenbrand envia pedido de reforços mas Grima aconselha o rei a ir contra essa atitude. O rei Théoden segue seus conselhos. Também devido a conselhos de Grima, Éomer fica proibido de enfrentar um bando de Orcs que entraram em Rohan, mas Éomer o desafia.

30 de fevereiro: Éomer volta à Edoras e é preso sob orientação de Grima.

2 de março: Gandalf chega a Meduseld e cura Théoden. A traição de Grima é exposta e ele foge para Isengard.

3 e 4 de março: As forças de Saruman são derrotados na batalha do Abismo de Helm e Isengard é destruída pelos rios.

5 de março: Grima chega à Isengard e fica consternado ao vê-la destruída. Ele fica preso em Orthanc com Saruman. No encontro entre Théoden, Gandalf e Saruman, Grima arremessa o palantir Orthanc abaixo.

15 de agosto: Barbárvore liberta Saruman de Orthanc e Grima o acompanha ao norte.

28 de agosto: Os Hobbits e Gandalf encontram Saruman e Grima na estrada. Saruman e Grima rumam para o Condado.

22 de setembro: Saruman e Grima chegam ao Condado. Saruman entra em Bolsão e toma o cargo de chefe de Oto Sacola-Bolseiro. Momentos depois Grima mata Oto.

3 de novembro: Os hobbits derrotam os homens de Saruman na batalha do Beirágua. Grima mata Saruman e é morto pelos Hobbits arqueiros. 

Grima
Nomes e títulos
Grima 
O nome Grima significa "máscara" ou "capacete que esconde o rosto" em Inglês antigo. Seu nome é uma referência a sua identidade secreta como agente de Saruman. 

Língua-de-Cobra 
Grima era chamado de Língua-de-Cobra (ou língua de verme) por aqueles que desconfiavam dele. Esta designação implica que Grima tinha uma língua bifurcada de cobra – o que significa que ele mentiu e enganou.
"Nomenclatura de O Senhor dos Anéis", entrada para Língua-de-Cobra”.

Verme
Saruman chamava Grima apenas de Verme, o que seria uma forma curta para Língua-de-Cobra (Língua-de-Verme), mas também uma provável referência à conduta de Grima. 
O Retorno do Rei: "O Expurgo do Condado", p. 299

Fontes:
A Sociedade do Anel: "O Conselho de Elrond," p. 275.
As Duas Torres: "Os Cavaleiros de Rohan", p. 38-39; "O Rei do Palácio Dourado," passim; "O Abismo de Helm", p. 133-34; "A Estrada Para Isengard," p. 149, 161-62; “Escombros e Destroços ", p. 178-79; "A Voz de Saruman", p. 183, 189-90; "O Palantir", p. 205. 
O Retorno do Rei: "As Casas de Cura", p. 143; "Muitas Despedidas", p. 258, 261-62; "O Expurgo do Condado", p. 299-300.
Contos Inacabados: "O Desastre dos Campos de Lis", p. 277; "A Caçada ao Anel", p. 340; " As Batalhas dos Vaus do Isen", p. 355. 355. 359-60, 367-68 359-60, 367-68.

Traduzido e adaptado de: The Thain’s Book

Saruman

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 Saruman o Branco foi o Chefe da Ordem dos Magos, era sábio e poderoso; porém, também era orgulhoso e foi corrompido pelo desejo em obter o Um Anel e foi seduzido pela vontade e poder de Sauron. Ele criou exércitos, maquinários e buscou expandir seu poder. Todavia, no final as obras de Saruman foram desfeitas por um poder maior do que ele poderia imaginar e ele acabou por ser morto pelas mãos de um de seus próprios servos.

Saruman era originalmente um Maia conhecido como Curumo. Os Maiar eram espíritos que ajudavam e serviam aos Valar nas Terras Imortais e Curumo era um dos Maiar de Aulë, o Vala cujo domínio eram as substâncias das quais a terra era feita. Aulë é um ferreiro e mestre de ofícios e trabalhos habilidosos, e dele Curumo obteve muito conhecimento. Sauron também havia sido um Maia de Aulë, porém se corrompeu com o mal e procurou estabelecer seu domínio sobre a Terra-média, de modo que os Valar decidiram enviar emissários para se oporem a ele. Curumo foi escolhido por Aulë e ele se tornou um dos Istari, ou Magos. A missão dos Magos era auxiliar os povos livres da Terra-média em sua luta contra Sauron sem procurarem por dominação ou poder para si próprios.

 

 

Curumo foi para a Terra-média por volta do ano 1.000 da Terceira Era e é tido como o primeiro dos Magos a desembarcar no continente, embora de acordo com outras fontes Yavanna, esposa de Aulë, pediu para que Curumo levasse consigo outro mago que ficou conhecido como Radagast, o Castanho.

Curumo foi chamado Saruman pelos Homens, dentre os quais ele passou a maior parte de seu tempo, e os Elfos o chamavam de Curunír. Como os outros Magos, ele tomou a forma de um velho homem. Saruman era alto e de um porte nobre, seus cabelos eram negros no começo e, embora tenham se tornado brancos com o passar do tempo, as raízes e algumas mechas permaneceram negras. Saruman tinha uma bela voz e uma sutil maneira de falar, a qual ele poderia usar para persuadir os outros. Seu manto era branco, significando que ele era o maior dentro da Ordem dos Magos.

 Em seus primeiros anos na Terra-média, Saruman fez várias jornadas pelas terras, indo até Rhûn no Extremo Oriente com os Magos Azuis. Porém, ao contrário destes, retornou para o oeste da Terra-média. Em 2463, o Conselho Branco foi estabelecido e formado pelos principais Magos e Elfos – incluindo Saruman, Gandalf, Elrond, Galadriel e Círdan. Sua principal preocupação era o poder maligno que ocupava a fortaleza de Dol Guldur na Floresta das Trevas, o qual eles temiam ser Sauron. Quando tiveram que escolher um líder para o Conselho, Galadriel indicou Gandalf, porém ele se recusou e Saruman se tornou o chefe do Conselho Branco.

Saruman se tornou ressentido e invejoso de Gandalf ao descobrir que ele era mais forte, embora mais humilde, e que possuía grande influência entre os povos da Terra-média. Saruman também estava ciente de que Gandalf havia recebido Narya, um dos Três Anéis dos Elfos, e isso tornou Saruman particularmente invejoso pois ele considerava os Anéis de Poder a sua principal área de estudos. Saruman estudou muito a história dos Anéis e sua forjadura e finalmente até mesmo usou de suas habilidades de artífice para fazer Anéis de menor escala de poder. O principal interesse de Saruman era o paradeiro do Um Anel – o Anel Governante forjado por Sauron que havia sido tomado por Isildur e perdido nos Campos de Lis, onde Isildur foi morto. Saruman fez várias visitas aos arquivos de Minas Tirith e aprendeu tudo o que ele podia sobre Isildur. Dentre os pergaminhos descobertos por Saruman havia um escrito pelo próprio Isildur no qual ele descrevia o Anel e a inscrição gravada nele.

Nos arquivos, Saruman também aprendeu sobre os palantíri, ou Pedras Videntes – objetos que poderiam ser usados para obter informação e comunicar uns com os outros mesmo em longas distâncias. Saruman descobriu que havia um palantir na Torre de Orthanc em Isengard, uma fortaleza no Desfiladeiro de Rohan na porção mais ao sul das Montanhas Nevoentas. Embora Isengard ficasse em Rohan, ela pertencia a Gondor, porém a sua guarda se tornou elaxada com o tempo e, em 2759, após os Carroceiros terem sido expulsos de lá pelos Rohirrim, Saruman se ofereceu para morar em Isengard, reparar e manter suas defesas. Assim foi que as Chaves de Orthanc lhes foram entregues por Beren, o Regente de Gondor. No mesmo ano, Saruman compareceu à coroação do Rei Fréalaf de Rohan levando presentes e louvando o valor dos Rohirrim. Rohan havia acabado de passar por uma invasão de Terrapardenses logo após o Grande Inverno. Nos duros anos que ainda viriam eles lucraram muito com sua nova amizade com Saruman e ficaram contentes por terem um Mago de grande poder morando na fortaleza em sua fronteira oriental. Saruman também se tornou amigo de Barbárvore, o mais velho dos Ents residentes na Floresta Fangorn. Saruman andava pelas florestas e conversava com Barbárvore e com ele aprendeu muitas coisas, embora ele mesmo não compartilhasse de nenhuma de suas informações em troca.

 O Conselho Branco se encontrou novamente em Valfenda em 2851 e Gandalf relatou que ele havia estado em Dol Guldur e descoberto que o mal que lá habitava era, de fato, Sauron. Gandalf ainda recomendou que o Conselho Branco atacasse imediatamente Dol Guldur, porém Saruman foi contrário à essa atitude, dizendo que ao Conselho que ele acreditava que o Um Anel havia sido levado pelas águas do Anduin até o Mar, de onde não poderia ser recuperado, e que sem ele Sauron não teria como recuperar a sua força. O Conselho concordou em esperar e observar, embora Gandalf ainda estivesse preocupado. Na verdade, Saruman havia começado a procurar pelos Campos de Lis pelo Um Anel na tentativa de tomá-lo pra si, pois durante o seu longo estudo sobre o Anel de Sauron, ele havia sido corrompido pela armadilha de seu poder e pretendia ocupar o lugar de Sauron que agora era visto por ele como um rival no desejo de dominar a terra. Saruman acreditava que se encontrasse o Anel ele seria capaz de o usar para estabelecer a ordem da maneira que ele achava melhor e governar o mundo dos Homens.

Saruman acreditava que se Sauron permanecesse em Dol Guldur, o Anel poderia se revelar enquanto procurava voltar para seu Mestre. No entanto, em 2939, Saruman descobriu que Sauron também estava vasculhando os Campos de Lis à procura do Anel. Novamente Gandalf propôs um ataque contra Dol Guldur no encontro seguinte do Conselho em 2941 e dessa vez Saruman concordou. Foi através das invenções de Saruman que o ataque foi bem sucedido e Sauron abandonou Dol Guldur. O que o Conselho não sabia era que Sauron havia se preparado para o ataque e ele voltou para a sua primeira fortaleza em Mordor e lá começou a juntar suas forças. Declarou-se abertamente em 2951 e dois anos depois o Conselho Branco se encontrou pela última vez. Descobriram que Sauron estava ávidamente procurando pelo Anel e mais uma vez Saruman lhes disse que o Anel estava no leito do Mar e que Sauron nunca o encontraria.

De fato nem Saruman e nem Sauron jamais encontraram o Anel nos Campos de Lis. Saruman encontrou a corrente que havia sido usada com o Anel, assim como a Elendilmir, um símbolo da realeza do Reino do Norte, que Isildur usava quando foi morto, e escondeu esses itens em Orthanc junto com outros tesouros que ele havia encontrado, porém o Anel já havia sido levado. Gollum, uma criatura que havia sido um Hobbit antes de encontrar o Anel e ser dominado por ele, o levou para as profundezas das Montanhas Nevoentas onde ele acabou sendo descoberto por outro Hobbit chamado Bilbo Bolseiro. Saruman não tinha conhecimento da descoberta de Bilbo, embora estivesse ciente do interesse de Gandalf nos Pequenos e suspeitasse de tudo o que Gandalf fizesse. Saruman visitou o Condado sob um disfarce, mas temia ser descoberto por Gandalf; enviou então agentes a Bri e à Quarta Sul para descobrirem o que pudessem sobre o interesse de Gandalf no Condado.

Saruman também havia secretamente começado a fumar a erva de fumo do Condado, embora ele publicamente recriminasse o uso delas por Gandalf. Ele comprava a erva de fumo das plantações dos Justa-Correias e Sacola-Bolseiros e ele usou dessa conexão para corromper alguns deles para espionarem os outros Hobbits.

Após a última reunião do Conselho Branco, Saruman se isolou em Isengard. Ele havia recebido Isengard para ser um tenente do Regente e guardião da torre, porém agora ele havia tomado a torre para si e começado a reforças suas fortificações e nesse processo ele destruiu os belos jardins de Isengard cavando poços que ele encheu com forjas e maquinários bélicos. Para alimentar seus fogos, Saruman emitiu ordens aos seus escravos para derrubarem a Floresta Fangorn.
Saruman começou a construir seu próprio exército, recrutando Homens da Terra Parda que odiavam Rohan, e também reuniu Wargs e Orcs em suas fileiras. Dentre esses Orcs estava uma raça especial de Uruk-hai que eram maiores e mais fortes do que os Orcs comuns e ainda conseguiam suportar a luz do sol. Havia também um número de Homens a serviço de Saruman que aparentavam ter sangue de Orc em suas veias e essas raças poderiam ser o resultado das experiências de cruzamento entre Orcs e Homens feitas por Saruman. Era dito que Saruman alimentava seus Uruk-hai com a carne de Homens.

Por volta do ano 3000, Saruman começou a usar mais frequentemente o palantir. Primeiramente, havia apenas tido visões de lugares longínquos ou eventos na pedra de Orthanc, porém finalmente entrou em contato com outro palantir, a pedra de Ithil que estava na Torre Negra de Sauron. A integridade de Saruman havia diminuído pelo abandono de seus princípios morais em sua busca por poder, e assim ele ficou vulnerável à dominação da vontade superior de Sauron. Não foi preciso muito tempo para que Saruman se sentisse compelido a reportar-se a Sauron através do palantir. Os usuários do palantir se comunicavam através do pensamento, e é bem possível que Sauron tenha descoberto mais de Saruman do que esse pretendia revelar.

Saruman continuou com seu plano de expandir seu poder, começando pela conquista de Rohan, o mais forte aliado de Gondor, até mesmo porque isso também beneficiaria os planos de Sauron para a conquista da Terra-média. Os Uruk-hai de Saruman desceram das Montanhas Nevoentas e devastaram os cavalos dos Rohirrim enquanto os Orcs de Sauron atacaram Rohan vindos do leste. Saruman recrutou um Homem de Roham chamado Gríma para ser seu agente na corte do Rei Théoden de Rohan. Gríma se tornou o conselheiro de Théoden e logo começou a exercer sua influência sobre o Rei a favor de Saruman. Em 3014, Théoden adoeceu, provavelmente como resultado dos venenos e poções administradas por Gríma. Como um dos efeitos, Théoden aparentou ter envelhecido prematuramente e sua capacidade de julgamento se tornou comprometido, tornando-se cada vez mais dependente dos conselhos de Gríma. Era a intenção de Saruman enfraquecer Théoden e assim deixar Rohan pronta para um ataque decisivo.

Acima de tudo, Saruman desejava encontrar o Um Anel, que ele ainda esperava declarar como seu. Tinha quase certeza de que Gandalf estava ciente do paradeiro do Anel e de que alguma forma os Hobbits do Condado estavam envolvidos nessa trama. Os espiões de Saruman relataram que os Guardiões do Norte estavam vigiando de perto o Condado e, em 3001, essa gurda havia sido dobrada. No verão de 3018, Saruman descobriu que os Nove Nazgûl haviam deixado Mordor e estavam procurando pelo Anel que estava em posse de uma pessoa chamada Bolseiro no Condado, e então resolveu armar uma armadilha para Gandalf e arrancar dele o que ele sabia; enviou Radagast com uma mensagem para Gandalf dizendo que os Nazgûl haviam sido soltos e que ele deveria ir para Isengard o mais depressa para que pudessem discutir sobre o assunto. Gandalf chegou em Isengard em 10 de julho do mesmo ano e Saruman estava usando abertamente um Anel que ele havia criado e revelou a Gandalf que ele não era mais Saruman, o Branco, e sim Saruman, o de Muitas Cores, e seu manto agora era de todas as cores e matizes.

Saruman então propôs a Gandalf que eles se juntassem e governassem o mundo dos Homens e que o meio para isso seria uma aliança com Sauron.

“Um novo Poder se levanta. Contra ele, as velhas alianças e políticas não nos ajudarão em nada. Não há mais esperança nos elfos ou na agonizante Númenor. Esta então é uma escolha diante de você, diante de nós. Podemos nos unir a esse Poder. Seria uma sábia decisão, Gandalf. Existe esperança por esse caminho. A vitória dele se aproxima, e haverá grandes recompensas para aqueles que o ajudarem. Enquanto o Poder crescer, os que se mostrarem seus amigos também crescerão; e os Sábios, como você e eu, poderão, com paciência, vir finalmente a governar seus rumos, e a controlá-lo. Podemos esperar nossa hora, podemos guardar o que pensamos em nossos corações, talvez deplorando as maldades feitas incidentalmente, mas aprovando o propósito final e mais alto: Conhecimento, Liderança, Ordem; todas as coisas que até agora lutamos em vão para conseguir, mais atrapalhados que ajudados por nossos amigos fracos e inúteis. Não precisaria haver, e não haveria, qualquer mudança em nossos propósitos, só em nossos meios.” A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond”.

Quando Gandalf rejeitou sua proposta, Saruman sugeriu que ele poderia substituir Sauron se eles tomassem o Um Anel para eles, e pediu para Gandalf revelar-lhe sua localização. Mais uma vez Gandalf se recusou e Saruman então o aprisionou no pináculo de Orthanc.

 Com Gandalf fora do caminho, Saruman esperava ser capaz de encontrar o Portador do Anel e assim enviou vários agentes para viajarem entre Isengard e o Condado. Porém antes dos agentes de Saruman reportarem seus avanços, Gandalf escapou, sendo resgatado do topo de Orthanc em 18 de setembro por Gwaihir, o Senhor do Vento, que havia ido até Isengard levando notícias a pedido de Radagast sem saber que Gandalf era mantido prisioneiro lá.

Pouco depois o Senhor dos Nazgûl foi a Isengard, enviado por Sauron que já estava ciente da captura de Gandalf. Sobre essa visita existem diferentes fontes: em uma delas, o Nazgûl chegou dois dias após a fuga de Gandalf e Saruman usou sua Voz para persuadir o Senhor dos Nazgûl de que ele não sabia sobre a localização do Anel, mas que Gandalf sabia e que deveriam procurar por ele nas proximidades de Isengard. Em vez de Gandalf, o Nazgûl acabou por encontrar Gríma, que lhe revelou que Saruman estava escondendo o que sabia; de acordo com outra fonte, Saruman apenas descobriu que Gandalf havia escapado quando o Nazgûl chegou, mas ele fingiu que Gandalf havia acabado de lhe dizer a localização do Condado. O Nazgûl acabou por descobrir através de um Sulista que Saruman sabia muito mais do que ele havia revelado.

Em ambos os casos, Saruman se encontrou em uma posição incômoda, pois ele era um traidor descoberto de ambos os lados. Saruman pensou que ele ainda tivesse tempo para encontrar o Anel pois acreditava que o Portador do Anel ainda não havia deixado o Condado, porém o Sulista vesgo foi confrontado pelo Nazgûl e forçado a lhe prestar serviço. Do agente de Saruman, o Nazgûl descobriu que um Hobbit chamado Bolseiro vivia na Vila dos Hobbits e eles começaram sua incansável caçada a Frodo Bolseiro assim que o Portador do Anel começou sua fuga para Valfenda.

 

Enquanto isso, Saruman começou a avançar seu plano para conquistar Rohan, pois Gandalf havia ido à Edoras após ter escapado para avisar ao Rei Théoden mas acabou sendo expulso de lá pelos conselhos de Gríma. Saruman declarou soberania sobre as terras de Rohan e fechou o Desfiladeiro de Rohan e companhias de Orcs portando seu emblema da Mão Branca começaram a causar problemas aos Rohirrim. Os espiões de Saruman continuaram a sua caçada ao Portador e, em 8 de Janeiro de 3019, um bando de Crebain passou pela Sociedade em Azevim. É bem provável que esses pássaros estivessem a serviço de Saruman e reportaram suas notícias sobre o progresso do Portador rumo ao sul. Em 18 de janeiro do mesmo ano, mensageiros de Moria chegaram a Isengard e reportaram que a Sociedade havia passado por Moria e estava indo em direção ao sul e então Saruman enviou batedores liderados por Ugluk para interceptá-los.

Em Rohan, as forças de Saruman estavam encontrando uma resistência dos Rohirrim liderados por Théodred, filho do Rei, e Éomer, sobrinho do Rei. Saruman então decidiu que Théodred deveria ser eliminado e, em 25 de fevereiro, enviou uma companhia com ordens para matar o filho do Rei. Na Primeira Batalha dos Vaus do Isen, a posição de Théodred foi impiedosamente atacada e ao final dela ele foi morto. Porém, Saruman cometeu um erro estratégico que lhe custaria caro ao não mover imediatamente sua invasão ao Folde Oriental, em parte por causa da força de resistência liderada por Grimbold e Elfhelm.

 No dia seguinte, Uglúk e sua companhia chegou ao Amon Hen onde a Sociedade estava acampada. Saruman havia ordenado a Uglúk que matasse todos menos os Pequenos, que deveriam ser levados para Isengard vivos e incólumes. A companhia de Uglúk capturou Meriadoc Brandebuque e Peregrin Tûk e matou Boromir de Gondor que tentava defender os Hobbits. Um Orc de Mordor chamado Grishnakh queria levar os Hobbits para Sauron, porém Uglúk venceu a disputa e levou os seus prisioneiros para Isengard. Nos limites da Floresta Fangorn, em 28 de fevereiro, a companhia de Uglúk foi cercada por Cavaleiros de Rohan liderados por Éomer e no amanhecer do dia seguinte os Cavaleiros atacaram, matando todos eles. Mas o pior para Saruman foi o fato de que Merry e Pippin escaparam para a Floresta Fangorn, onde eles conheceram Barbárvore, que vinha sendo incomodado pela destruição desenfreada de suas árvores por Saruman. A chegada de Merry e Pippin fez com que os Ents se levantassem e tomassem uma atitude em relação ao que acontecia à Floresta.

Saruman não estava ciente do que havia acontecido aos seus Uruk-hai e estava tão desesperado por obter o Anel que ele mesmo foi até os limites de Fangorn uma noite em fevereiro, onde foi avistado por Gimli, Aragorn e Legolas. Saruman encontrou as carcaças de sua companhia, porém ele não sabia se eles estavam lhe levando o Anel e se estavam, o que lhe havia acontecido. Temendo que os Rohirrim houvessem tomado posse do Anel, Saruman retornou à Isengard e lançou o ataque contra Rohan. Antes do anoitecer de 2 de março, Saruman enviou uma porção de suas forças para interceptar os Rohirrim na Segunda Batalha dos Vaus de Isengard, na qual os Rohirrim ofereceram uma resistência ferrenha, porém à meia-noite Saruman liberou todo o contingente de Isengard: um exército de milhares de Orcs, alguns montados em Wargs, assim como Homens, alguns da Terra Parda e outros que pareciam ter sangue de Orc em suas veias. Os defensores do Vau do Isen foram divididos e espalhados enquanto o exército de Saruman continuou até chegarem à fortaleza do Abismo de Helm, onde o Rei Théoden havia buscado refúgio.

Saruman estava em seus portões assistindo suas tropas deixarem Isengard; porém, quando a última companhia havia passado, os portões foram repentinamente atacados por Ents. Saruman não havia previsto que os Ents se voltassem contra ele e ele não tinha idéia de como lidar com essa antiga força da natureza. Os Ents derrubaram os muitos de Isengard e Saruman refugiou-se em Orthanc, perseguido por Tronquesperto, um Ent cujas sorveiras haviam sido destruídas pelos Orcs de Saruman.

Saruman se trancou em sua torre, a qual os Ents eram incapazes de destruir, e de lá atacou os Ents com fogo líquido e vapores saídos dos poços cavados no jardim de Isengard. Os Ents se enfureceram e começaram a se atirar contra Orthanc e Saruman respondeu com uma risada sinistra, o que fez com que os Ents se tornassem calmos e determinados, desviando as águas do Isen para Isengard e os fogos de Saruman foram apagados e sua sujeira lavada.

Ao amanhecer de 4 de março, o exército de Saruman foi derrotado na Batalha do Abismo de Helm graças à precisa chegada dos reforços reunidos por Gandalf e uma floresta de Huorns enviados por Barbárvore. Muitos dos Homens de Saruman se renderam e receberam misericórdia; seus Orcs, porém, fugiram para dentro da floresta de Huorns e nenhum deles foi visto com vida novamente.

Gandalf e o Rei Théoden foram então para Orthanc dialogar com Saruman e este tentou persuadir Théoden a juntar-se a ele usando o poder de sua Voz.

“As pessoas que escutavam aquela voz desavisadamente mal conseguiam depois reportar as palavras que tinham ouvido; e quando conseguiam titubeavam, pois pouca força restava nelas. A maior parte do que conseguiam lembrar era o prazer que sentiram ao ouvir a voz falando, e que tudo o que ela dissera parecera sábio e razoável, despertando neles um desejo de, mediante um acordo rápido, parecerem sábios também. Quando outras vozes falavam, pareciam por contraste rudes e grosseiras; e se se opusessem à voz o ódio se acendia no coração dos que estavam sob o efeito do encanto. Para alguns o encanto durava apenas enquanto a voz lhes falava, e quando ela se dirigia aos outros eles sorriam, como os homens fazem quando percebem o truque de um ilusionista diante do qual os outros ficam pasmos. Para muitos, apenas a voz era o suficiente para mantê-los cativos; mas para
aqueles que eram seduzidos por ela o encantamento perdurava mesmo quando estava longe, e eles continuavam escutando a voz suave sussurrando e incitando-os. Mas ninguém ficava impassível; ninguém conseguia recusar seus pedidos e seus comandos sem um esforço de mente e de vontade, enquanto seu mestre tivesse controle dela.”
As Duas Torres: “A Voz de Saruman”.

Entretanto, Théoden não foi enganado ao se lembrar da crueldade do exército de Saruman e ele percebeu que Saruman era apenas uma ferramenta nas mãos de Sauron. Quando Théoden rejeitou a proposta, Saruman voltou sua atenção a Gandalf, porém esse apenas riu e lhe deu a escolha de descer de sua torre e abandonar sua aliança com Sauron. Saruman teve um momento de incerteza, mas o orgulho e o ódio venceram e ele recusou a oferta; então Gandalf se revelou como Gandalf, o Branco, quebrou o cajado de Saruman e o expulsou da Ordem dos Magos e do Conselho Branco. Saruman então voltou a se trancar em Orthanc.

 Gríma atirou o palantir do alto da torre e Pippin o apanhou. Saruman se enfureceu quando ele descobriu o que Gríma havia feito, pois agora ele não tinha meios de se comunicar com Sauron. Um Nazgûl alado já estava a caminho de Isengard a fim de descobrir o que Saruman estava tramando. Quando Pippin olhou no palantir, Sauron pensou que Saruman estava mantendo o Portador prisioneiro. Mais tarde, ainda no mesmo dia, Aragorn olhou na pedra de Orthanc e confrontou Sauron, atraindo a atenção do Inimigo para o retorno do herdeiro de Isildur e incidentalmente aliviando Saruman da ira de Sauron.

Saruman permaneceu prisioneiro em Orthanc vigiado pelos Ents. Em 25 de março de 3019, o Anel foi destruído e o reino de Sauron caiu em ruínas. Barbárbore permaneceu em sua vigilância por vários meses após a tomada de Isengard e deu detalhes da queda de Sauron a Saruman, usando grandes palavras até que Saruman se cansou. O poder de Saruman havia decrescido bastante desde que seu cajado havia sido quebrado, mas ele ainda tinha a sua Voz e com ela ele foi capaz de usar da relutância de Barbárvore em manter aprisionado qualquer ser vivente e acabou por convencê-lo de que não era mais uma ameaça a ninguém. Saruman foi libertado em 15 de agosto e então ele entregou as Chaves de Orthanc para o velho Ent e seguiu para o norte com Gríma.

Em 28 de agosto, Saruman e Gríma foram interceptados por Gandalf e os Hobbits, junto com Galadriel, Celeborn e Elrond a caminho dos Portos Cinzentos. Gandalf e Galadriel ofereceram ajuda a Saruman, mas esse a recusou e ele tripudiou ao ver que os Três Anéis dos Elfos haviam perdido seu poder quando o Um Anel havia sido destruído. Saruman se enfureceu ao ver os Hobbits parecendo prósperos e seguros sob a proteção de Gandalf e então decidiu lhes ensinar uma lição; foi até o Condado com Gríma, chegando em 22 de setembro. Muitos de seus agentes já estavam por lá atendendo uma convocação de Lotho Sacola-Bolseiro, um dos Hobbits que Saruman havia corrompido. Lotho havia se proclamando Condestável do Condado, porém os Homens do Chefe estavam encarregados do Condado, e eles estabeleceram uma série de Leis injustas. Quando o verdadeiro mestre dos Homens, Saruman, chegou, ele assumiu como Chefe. Lotho foi esfaqueado até a morte enquanto dormia por Gríma, a mando de Saruman.

Saruman buscava vingança pela destruição de Isengard tentando arruinar o Condado. Os Homens do Chefe começaram a destruir e queimar aleatoriamente casas, árvores e fazendas. O Novo Moinho foi usado para algum propósito industrial e O Água se tornou poluído com lixo. Saruman se mudou para a casa de Frodo em Bolsão e encheu os jardins com mais lixo. As provisões se tornaram mais escassas e o Chefe mais impiedoso, e os Hobbits que haviam sido aprisionados nos Tocadeados eram frequentemente espancados.

Frodo, Sam, Merry e Pippin retornaram ao Condado em 30 de outubro. Saruman soube de sua chegada e enviou uma mensagem à casa do Condestável no Sapântano para que eles fossem detidos e levados a ele. Porém os quatro Hobbits se adiantaram a seus captores e seguiram pelo Beirágua, onde eles convocaram os Hobbits a se erguerem contra os Homens do Chefe. Na Batalha de Beirágua em 3 de novembro, os Hobbits derrotaram os Homens do Chefe e os expulsaram do Condado. Frodo então foi até Bolsão e encontrou Saruman. O Mago se regozijou ao ver a destruição que ele havia causado e alguns dos Hobbits pediram por sua morte, porém Frodo declarou que a vida de Saruman deveria ser poupada e ordenou que ele deixasse o Condado imediatamente. Saruman tentou apunhalar Frodo, e mesmo assim Frodo não permitiu que os outros matassem o Mago caído.

“Saruman se pôs em pé e encarou Frodo. Havia um olhar estranho em seus olhos que mesclavam espanto, respeito e ódio. “Você cresceu, Pequeno — disse ele. Sim, você cresceu muito. É sábio e cruel. Roubou a doçura de minha vingança, e agora parto amargurado, em divida para com a sua clemência. Odeio você e sua demência! Bem, vou embora e não o incomodarei mais. Mas não espere de mim que lhe deseje saúde e vida longa. Não terá nenhuma das duas coisas. Mas isso não será por obra minha. Estou apenas prevendo.” O Retorno do Rei: “O Expurgo do Condado”.

 

Saruman se preparou para partir e ordenou que Gríma o acompanhasse, porém Frodo disse que ele poderia ficar se desejasse. Saruman revelou então que Gríma havia matado Lotho e quando Gríma respondeu que havia apenas seguido ordens de Saruman, esse caçoou dele e o chutou no rosto. Gríma então pulou sobre Saruman e lhe cortou a garganta. Dessa forma Saruman morreu e seu espírito deixou seu corpo, para nuca mais voltar à Terra-média ou Terras Imortais, de onde ele havia vindo.

 

“Para o assombro dos circunstantes, ao redor do corpo de Saruman formou-se uma névoa cinzenta que, subindo lentamente a uma grande altura qual a fumaça de uma fogueira, pairou sobre a Colina como um vulto pálido e amortalhado. Por um momento vacilou, olhando para o Oeste; mas do oeste veio um vento frio, e o vulto se curvou, e com um suspiro dissolveu-se em nada.

Frodo olhou para o corpo com pena e terror, pois enquanto olhava pareceu que de repente longos anos de morte se revelavam nele, e o corpo encolheu, e o rosto enrugado transformou-se em trapos de pele sobre um crânio hediondo.” O Retorno do Rei: “O Expurgo do Condado”.

 

 Nomes e Títulos

Sauman, o Branco:

O nome Saruman significa “homem habilidoso”. Esse era o seu nome na língua dos Homens do Norte. Em inglês antigo, a palavra searu significa tanto “arte, habilidade, esperteza” quanto “truque, emboscada, plano, traição”. A cor de Saruman era originalmente branca e ele vestia mantos brancos.

 

Curunír:

Curunír significa “aquele com recursos engenhosos” ou “homem habilidoso ou artífice” em Sindarin. O elemento curu significa “habilidade, artífice” e nír é uma forma derivada de dir, uma terminologia masculina. Também era chamado de Curunír ‘Lân, onde ‘Lân deriva de glân, que significa “branco”.

 

Curumo:

Curumo é o equivalente em Quenya de Curunír. Esse é o nome pelo qual Saruman era conhecido como um Maia.

 

Mensageiro Branco:

Quando Saruman chegou na Terra-média ele era conhecido como o Mensageiro Branco pois era um mensageiro dos Valar e vestia um manto branco.

 

Chefe da Ordem dos Magos:

Saruman era o Chefe da Ordem dos Magos, que também incluía Gandalf, Radagast e os Magos Azuis.

 

Chefe do Conselho Branco:

Após a formação do Conselho Branco – composto pelos principais Elfos e Magos – Saruman se tornou o Chefe do Conselho Branco.

 

Saruman o Sábio:

Saruman era chamado por muitos, e se chamava, Saruman, o Sábio.

 

Saruman o fazedor de Anéis:

Saruman também referia a si mesmo dessa forma por ele ter feito ao menos um Anel de Poder menor.

 

Saruman de Muitas Cores:

Saruman abandonou sua cor original em favor de mantos multicolores que assumiam diversas cores aos olhos dos expectadores.

 

‘Branco!’, zombou ele. ‘Serve para começar. O pano branco pode ser tingido. Pode-se escrever sobre a página em branco; a luz branca pode ser decomposta.”  A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond”.

 

 Chefe:

Saruman foi para o Condado em setembro de 3019 T.E. e assumiu como Chefe no lugar de Lotho Sacola-Bolseiro.

 

Charcote:

Saruman era chamado de Charcote por seu povo em Isengard assim como pelos Homens do Chefe no Condado. Saruman pensou que esse fosse um termo de afeição, porém isso provavelmente era derivado do Órquico para “homem velho”.

 

 

Fonte:
The Thain’s Book

 

Balin

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Biografia:

Balin era o membro mais velho da Companhia de Anões escolhida por Thorin Escudo de Carvalho para a missão de retomar a Montanha Solitária do Dragão Smaug. Balin era corajoso, bem como era bondoso, e tornou-se um admirador do Hobbit Bilbo Bolseiro. Após a demanda, Balin liderou uma expedição ao antigo domínio Anão de Khazad-dûm, mas a missão terminou em tragédia.

 
Balin, filho de Fundin, nasceu em 2763. Ele possuía um irmão mais novo, Dwalin. Sua família pertencia à linhagem de Durin. Balin viveu na Montanha Solitária quando criança. Quando o dragão Smaug desceu na Montanha, em 2770, Balin estava do lado de fora, com Thorin Escudo de Carvalho, e escapou junto com ele. O pai de Balin foi morto na Batalha de Azanulbizar em 2799, e após isso Balin acompanhou Thráin e Thorin em suas itinerâncias até que eles estabelecessem seu lar nas Montanhas Azuis.Em 2841 Balin e Dwalin acompanharam Thráin quando ele partiu com a intenção de recuperar a Montanha Solitária de Smaug. Eles foram perseguidos pelos servos de Sauron, que procuravam o Anel dos Anões usado por Thráin. Uma noite, em 2845, enquanto acampavam nos limites da Floresta das Trevas, Thráin foi capturado e levado para Dol Guldur. Balin, Dwalin e os demais Anões procuraram por ele em vão.

 
Em 2941 Balin partiu novamente em uma missão rumo à Montanha Solitária, como um dos treze Anões liderados por Thorin e acompanhados por Gandalf. Balin foi o segundo Anão a chegar em Bolsão, após seu irmão Dwalin, e pediu cerveja ao seu anfitrião, Bilbo Bolseiro. Seu capuz era vermelho, e ele tocava viola.Balin permaneceu vigiando na porta do Dragão Verde em Beirágua, esperando o Hobbit chegar antes da companhia partir. Balin geralmente era o sentinela, e foi o primeiro a ver a fogueira dos Trolls. Ele também foi o primeiro a tentar ir ao auxílio de Bilbo, embora ele tenha sido capturado junto com os demais.

Balin estava novamente na vigia após os Anões escaparem dos Orcs das Montanhas da Névoa sem Bilbo. Bilbo esgueirou-se, passando por Balin usando o Anel mágico que ele encontrara na caverna de Gollum. Ninguém jamais passara por Balin antes, e ele tirou seu capuz para o Hobbit. Quando a Companhia foi atacada pelas grandes aranhas na Floresta das Trevas, Balin rapidamente entendeu o plano de fuga de Bilbo, e liderou os Anões contra as aranhas, atacando-as com pedras enquanto um invisível Bilbo as atraía com insultos. Mais tarde, Balin ficou contente ao saber que foi o Anel que permitiu que Bilbo passasse por ele sem ser visto.

Após Thorin ser capturado, e os outros Anões serem levados ante o Rei Thranduil da Floresta das Trevas, Balin, o mais velho, falou em nome da companhia, mas eles foram jogados na prisão. Durante a fuga deles, Balin permaneceu vigiando Galion, o mordomo do Rei, enquanto Bilbo colocava os Anões em barris para descerem o Rio da Floresta.

Na Montanha Solitária, Balin acompanhou Bilbo por parte do caminho descendo o túnel que levava ao covil de Smaug, pois ele era um admirador do Hobbit. Ele ficou contente quando Bilbo retornou, e carregou-o para o ar livre. Após a segunda visita de Bilbo ao covil de Smaug, o Hobbit ficou preocupado por ter dito demais ao Dragão, e Balin tentou confortá-lo.

Balin e Thorin lembraram-se dos magníficos tesouros forjados na Montanha Solitária, e após Smaug deixar a montanha, os Anões aventuraram-se em seu covil. Balin foi ao auxílio de Bilbo quando a tocha do Hobbit apagou, dizendo “Agora é nossa vez de ajudar, e estou disposto a ir” (O Hobbit, p. 231). Balin sugeriu que eles fossem ao posto de sentinela no Morro do Corvo, e lá eles encontraram o corvo Roäc, que lhes trouxe notícias da morte de Smaug e da reunião dos exércitos dos Homens do Lago e dos Elfos da Floresta.

Após a Batalha dos Cinco Exércitos, Balin estabeleceu seu lar na Montanha Solitária e tornou-se próspero. Em 2949 ele e Gandalf visitaram Bilbo no Condado.

Balin e Gandalf visitam Bilbo – Alan Lee

Por volta de 2989 tornou-se impaciente. Ele decidiu liberar uma expedição à Moria, onde estava o grande domínio Anão de Khazad-dûm antes de sucumbir à escuridão e ao mal. Balin esperava encontrar mithril lá, e ele também esperava encontrar o último dos Sete Anéis dos Anões, que há muito estava perdido. Com Balin foram Ori e Oin, e uma multidão de outros anões.

Quando eles chegaram ao Vale do Riacho Escuro, Balin e os Anões encontraram Orcs protegendo o Portão Leste de Moria. Os Anões mataram muitos Orcs, e estabeleceram residência no vigésimo primeiro salão de Moria. Balin estabeleceu seu assento na Câmara de Mazarbul e foi nomeado Senhor de Moria. Os anões encontraram mithril em Moria, mas sua colônia durou apenas cinco anos. Suas presenças provocaram o Balrog que se escondia nas profundezas de Moria.

Em 10 de Novembro de 2994, Balin foi ao Vale do Riacho Escuro para olhar no Lago-Espelho, quando um Orc atirou nele e o matou. Ele foi sepultado na Câmara de Mazarbul. Os Anões foram cercados pelos Orcs, e o Vigia na Água bloqueou o Portão Oeste. Todos os Anões do grupo de Balin foram mortos.

Em 15 de Janeiro de 3019 a Sociedade descobriu o túmulo de Balin na Câmara de Mazarbul, junto com o Livro de Mazarbul, que registrava o trágico fim dos Anões. O teto do Câmara desmoronou após uma disputa de forças entre Gandalf e a força invisível do outro lado da porta da câmara, e o túmulo de Balin foi sepultado profundamente nos escombros.

Fontes:

O Hobbit: “Uma festa inesperada”, “Carneiro assado”, “Um breve descanso”, “Da frigideira para o fogo”, “Estranhos alojamentos”, “Moscas e aranhas”, “Barris soltos”, “Uma acolhida calorosa”, “Na soleira da porta”, “Informação de dentro”, “Fora de casa”, Tempestade à vista”, “A viagem de volta”, “a última etapa”.

A Sociedade do Anel: “Muitos encontros”, “O Conselho de Elrond”, “Uma jornada no escuro”, “A Ponte de Khazad-dûm”, “O espelho de Galadriel”.

Apêndice A do Senhor dos Anéis: O Povo de Durin e tabela genealógica.

Datas Importantes:

2763
Nascimento de Balin

2770
Smaug, o Dragão, toma a Monatanha Solitária. Balin escapa com Thorin.

2779

O pai de Balin, Fundin, é morto na Batalha de Azanulbizar. Balin acompanha Thráin e Thorin em suas viagens.

2802
Balin estabelece residência nas Montanhas Azuis com o povo de Thráin e Thorin.

2841
Balin e Dwalin viajam para o leste com Thráin em uma tentativa de recuperar a Montanha Solitária.

2845

Thráin é capturado nos limites da Floresta das Trevas e levado para Dol Guldur. Balin e Dwalin procuram-no em vão, e então voltam para casa.

2941
26 de Abril:
Balin comparece a uma festa em Bolsão, lar de Bilbo Bolseiro.
27 de Abril: Balin aguarda a chegada de Bilbo no Dragão Verde, em Beirágua, e Thorin e Companhia partem na jornada rumo à Montanha Solitária.
Fim de Maio: Thorin e Companhia encontram os Trolls Tom, Bert e William na Mata dos Trolls.

Junho: Thorin e Companhia visitam Valfenda e encontram-se com Elrond.

Verão: Thorin e Companhia são capturados por Orcs nas Montanhas da Névoa. Bilbo separa-se de seus companheiros e encontra o Um Anel. Bilbo escapa e esgueira-se passando por Balin e surpreendendo Gandalf e os Anões.

Outono: Os Anões são capturados pelas Grandes Aranhas na Floresta das Trevas. Bilbo resgata seus companheiros e Balin lidera os Anões no combate às Aranhas. Os Anões são então capturados pelos Elfos da Floresta, e Balin fala por seus companheiros. Eles são aprisionados e resgatados novamente por Bilbo.

22 de Setembro: Thorin e Companhia chegam à Cidade do Lago.
Dia de Durin: Thorin e Companhia entram na Montanha Solitária através da porta secreta. Balin acompanha Bilbo por parte do caminho descendo o túnel até o covil de Smaug. No dia seguinte Bilbo entra novamente no covil do Dragão e fala com Smaug. Smaug abandona a Montanha Solitária e ataca a Cidade do Lago, e é morto por Bard.

Fim do Outono/Começo do Inverno: Homens e Elfos chegam à Montanha Solitária procurando uma parcela do tesouro do dragão. Thorin recusa. Orcs e Wargs das Montanhas da Névoa atacam, e os Anões, Elfos e Homens se unem para lutar a Batalha dos Cinco Exércitos. Balin e os demais sobreviventes se estabelecem na Montanha Solitária.

2949
Balin e Gandalf visitam Bilbo no Condado

2989
Balin lidera uma expedição para colonizar Khazad-dûm e torna-se Senhor de Moria.

2994
10 de Novembro: Balin é morto por um Orc no Vale do Riacho Escuro. Nos dias seguintes, a colônia é destruída e todos os Anões são mortos.

3019
15 de Janeiro:
A Sociedade descobre o túmulo de Balin. Em uma disputa de forças entre Gandalf e uma força invisível, a Câmara de Mazarbul desmorona e o túmulo de Balin é sepultado nos escombros.

Nomes e Títulos:

Balin:
Balin é o único Anão da companhia de Thorin cujo nome não é encontrado no Völuspá, ou na Edda em Prosa . O nome aparenta ter sido inventado de um estilo e rima similar com Dwalin, cujo nome é encontrado no Völuspá.
The Annotated Hobbit: “Roast Mutton, p. 77-79, nota 20

Senhor de Moria:
Balin foi nomeado Senhor de Moria quando ele estabeleceu uma colônia em Khazad-dûm em 2989.

 
 
Árvore Genealógica:
durintree2.jpg

(Clique na imagem para ampliá-la)

Fonte: Thain’s Book

 

 

Nimrodel

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A dama élfica perdida de Lothlórien. Nimrodel era graciosa e linda, com longos cabelos que brilhavam como as folhas douradas de mallorn na luz do sol. Era uma elfa silvestre, ou uma elfa da floresta. Nomroedl falava somente a língua dos Elfos da Floresta até mesmo depois que o Sindarin tornou-se a língua comum em Lothlórien.
 

Nimrodel amou Amroth, o Rei de Lothlórien, mas recusou-se a casar com
ele. Amroth era um elfo sindarin, e Nimrodel não estava feliz pelo fato
de que muitos elfos sindarin e noldorin vieram a Lothlórien, pois
acreditava que os mesmos expuseram seus bosques pacíficos à guerra e à
inquietação na Terra – Média. Preferiu viver à parte deles e mantendo
os caminhos dos Elfos da floresta.

Nimrodel viveu sozinha perto do rio que mais tarde ganharia seu nome.
Sua casa era próxima da fronteira noroeste de Lothlórien. É bem
provável que tenha vivido numa gruta – ou pequena caverna – perto da
cachoeira, mas quando os orcs das vizinhas Montanhas Sombrias
ultrapassaram os limites da floresta ela teve que se refugiar em um
local mais altom nos ramos de uma árvore. Provavelmente esse hábito
adotado por Nimrodel tenha influenciado a criação das plataformas
usadas como moradias nas árvores pelos elfos de Lothlórien.

Em 1980, um balrog despertou nas Montanhas Sombrias, e no ano seguinte
os anões abandonaram seu reino em Khazad-Dûm, o qual tornou-se um lugar
do mal chamado Moria. Nimrodel, perturbadíssima, fugiu sozinha de
Lothlórien. Encontrou a borda da floresta de Fangorn mas achou as
árvores ameaçadoras e algumas delas – que talvez sejam os Huorns –
moveram-se para evitar sua entrada na floresta.

Amroth seguiu Nimrodel e encontrou-a perto de Fangorn. Ela prometeu
casar-se se ele trouxesse para ela uma terra pacata. Amroth concordou
abandonar Lothlórien e ir com Nimrodel para as Terras Imortais. Eles
partiram para o porto élfico de Edhellond na Baía de Belfalas ao sul.
Foram acompanhados pelos outros Elfos Silvestres de Lothlórien. Uma das
companhias de Nimrodel foi uma dama élfica de nome Mithrellas, que mais
tarde casou-se com o antepassado da Princesa de Dol Amroth.

Assim que alcançaram as Montanhas Brancas, Nimrodel e Amroth
separaram-se. Amroth alcançou Edhellond e esperou por Nimrodel à bordo
do navio, mas uma tempestade lançou o navio para longe da baía. Amroth
pulou para fora tentando retornar ao litoral para encontrar Nimrodel,
mas foi puxado pelas águas bravias.

Nimrodel vagueou por um tempo pelas montanhas até chegar ao rio
Gilrain, que a fez recordar do local onde viveu perto de Lothlórien.
Sentou-se próxima a uma poça, escutando a água e olhando as estrelas
refletidas na mesma, e seu coração iluminou-se. Nimrodel caiu em um
longo e profundo sono. Quando acordou, desceu as montanhas para ir a
Belfalas, mas o navio já estava longe e Amroth perdido. O que aconteceu
a Nimrodel após este episódio não é conhecido.

Diz-se que na primavera sua voz é escutada como um canto próximo as
quedas do rio Nimrodel em Lothlórien, enquanto a voz de Amroth vem
através do rio Anduin com o vento sul.


Nomes e Etimologia:

Nimrodel significa “A Senhora da Gruta Branca”, provavelmente em
referência a sua moradia perto da cachoeira. O nome é de origem
silvestre adaptado ao Sindarin. O elemento nim significa “branco” e rod
significa “caverna, gruta”.


Fonte:
The Thain’s Book

Lindórií«

Avó de Tar-Palantir de Númenor. Lindórië foi a filha do décimo quarto Senhor de Andúnië, cujo o nome é desconhecido.
 
Ela tinha um irmão mais velho, Earendur, o qual sucedeu o seu pai. Lindórië era uma dos Fiéis que permaneceram leias aos Elfos e aos Valar quando muitos outros Numenorianos tonaram-se corruptos. A filha de Lindórië, Inzilbeth, seguiu os ensinamentos da mãe.

Inzilbeth casou-se com Ar-Gimilizor, o vigésimo terceiro governate de Númenor. Eles tiveram dois filhos: Tar-Palantir e Gimilkhad. Tar-Palantir tornou-se o vigésimo quarto governante de Númenor,  ele tenta arrepender-se do caminho corrupto de seus antecessores, mas foi tarde demais. O filho de Gimilkhad, Ar-Pharazôn, agarrou o Centro e desafiou os Valar, levando à queda de Númenor.

Nomes e Etimologia:
O nome Lindórië contém a palavra em Quenya lindë que significa "canto, música", ou possivelmente linda significa "justo, belo." O fim órië poderia ser derivado do órë que significa "ascendente".

 
 Fonte:

Elendur, o herdeiro de Isildur

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Filho mais velho e herdeiro de Isildur, Elendur nasceu em Númenor no ano de 3299 da Segunda Era. Ele foi um homem de grande força e sabedoria. Como seu avô Elendil, era muito nobre, sem, contudo deixar-se levar demasiadamente pelo orgulho.
 
 
Elendil era o Grande Rei e morava em Arnor, enquanto Isildur e Anárion governavam juntos Gondor, onde nasceram os irmãos mais novos de Elendur: Aratan e Ciryon, nos anos de 3339 e 3379 respectivamente. Isildur e sua família moravam em Minas Ithil.

Em 3429, Sauron atacou Minas Ithil. Isildur escapou com sua família para Arnor. E o irmão mais novo de Elendur, Valandil, nasceu em Valfenda no ano seguinte.

Elendil formou a Ultima Aliança entre Elfos e Homens com Gil-galad e eles marcharam em guerra contra Sauron. Elendur, Aratan e Ciryon acompanharam Isildur na batalha, enquanto o caçula, Valandil permaneceu a salvo em Valfenda com sua mãe.

Elendur estava ao lado de seu pai durante a Guerra da Última Aliança entre os anos de 3434 a 3441. Ele lutou na Batalha da Dagolard e no Cerco de Barad-dur. Elendur não estava com Isildur sobre as encostas da Montanha da Perdição, quando Elendil, Gil-galad e Sauron pereceram, mas ele soube que o pai havia reclamado a posse do Um Anel.

Depois da Guerra, Isildur pretendia reclamar o título de Grande Rei e morar em Arnor, como Elendil tinha feito, fazendo de Elendur seu herdeiro. No entanto Gondor foi deixada aos cuidados do filho de Anárion, Meneldil.

Elendur, Aratan e Ciryon começaram a jornada para o norte juntamente com Isildur, no ano 2 da Terceira Era. Eles eram acompanhados por 200 cavaleiros e soldados, incluindo o escudeiro de Elendur, Estelmo.

Nos Campos de Lis, no dia 4 de outubro, eles foram atacados pelos orcs. Isildur e seus homens tinham condições de repelir uma investida inicial, mas eles logo perceberam que os orcs os excediam em número de dez a um e após o anoitecer, acabaram cercados.

Elendur sugeriu que Isildur usasse o Um Anel para obrigar os orcs a recuarem, mas Isildur era incapaz de usar o poder do Anel. Quando os orcs atacaram novamente, Ciryon e Aratan foram mortos. Elendur então implorou a Isildur que fugisse a fim de impedir a captura do Anel pelos Orcs.

Elendur morreu comandando as tropas restantes. Seu escudeiro, Estelmo foi o único sobrevivente de uma companhia de 200 guerreiros. Estelmo mais tarde foi encontrado inconsciente sob o corpo de Elendur e relatou a seus salvadores que se tinha passado.

Isildur, não escapou. Ele foi morto ao ser traído pelo Anel, que escapando se seu poder, deixou-o visível as flechas dos orcs, que assim o mataram. O Um anel se perdeu nas águas do Campo de Lis.

Valandil, filho caçula de Isildur, se tornou rei de Arnor e seu descendente, Aragorn II, o rei Elessar, tinha uma forte semelhança na aparência e no caráter para com o primogênito e também herdeiro de Isildur, Elendur.

O nome significa Elendur "Estrela serva." Elen significa a palavra "estrela" e aqui é provavelmente uma referência para os Elfos, ou Eldar, o Povo das Estrelas. O fim ndur sentido "para servir". Em uma versão anterior foi nomeado Kiryandil.

 
Fonte: The Thain’s book