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SdA – As Duas Torres

Quando eu falo para alguém que já assisti As Duas Torres, depois da pessoa me amaldiçoar até a sétima geração, a pergunta mais freqüente é: “é melhor do que o primeiro?” A resposta é inevitavelmente incompleta e carece de uma explicação subseqüente: sim… e não.
 
Calma, eu disse que tinha uma explicação. O fato é que As Duas Torres é indiscutivelmente mais impressionante visualmente do que A Sociedade do Anel. Mas o roteiro é pior. Simples assim. Ao passo que o primeiro tinha um ritmo bem trabalhado e uma edição precisa, esse peca em alguns desses aspectos, o que vai resultar em muitas críticas desfavoráveis.

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que não faço ressalvas a mudanças. Não sou “purista”, aliás nem sei direito o que é isso. 90% dos filmes são baseados em livros e todos eles tem modificações, uns mais, outros menos. Assim sendo, mudanças não me incomodam. Pretendo analisar esse filme do ponto de vista cinematográfico apenas, para que isso não se torne uma resenha tendenciosa de um fã exaltado.

Tendo deixado isso claro, vamos ao que interessa: o filme é bom? Não, é excelente. Tem cenas fantásticas, tanto as grandiosas quanto as mais íntimas. Aliás, esse é um aspecto que é bom ressaltar: Peter Jackson se concentrou bastante nos personagens e na interação entre eles, e apesar do filme ter bastante ação, os diálogos fazem muita diferença. Nesse âmbito, dou destaque para a participação de Grima Língua-de-Cobra, que para mim pelo menos, estava impecável. Não deixa de ser um coadjuvante, mas tem motivações claras e reais. Théoden também merece destaque, uma vez que tem uma grande participação e não deixa a peteca cair em nenhum momento. Protagoniza uma das cenas mais emocionantes, que levou a platéia ao delírio.

Éowyn, por sua vez, está desenvolvida de forma satisfatória, mas nunca extraordinária. Para quem não leu o livro, ela vai parecer uma chorona. Jackson até tentou inserir um pouco da revolta dela em não poder fazer nada para ajudar, mas não foi feliz. Uma linha de diálogo passa despercebida por quem está conhecendo a personagem naquele momento. Algo similar ocorre na participação de Éomer, que pode causar uma sensação de “quem é esse cara?” – ele aparece no começo do filme, some, e volta só no final. Mas nada disso chega a incomodar, pois todas as interpretações estão no mínimo satisfatórias. Bem, quase todas. Faramir é um problema, e eu não estou falando de descaracterização da personagem, desrespeito à obra, nem nenhuma bobagem desse naipe. A questão é que ele não convence nem na concepção apresentada no filme. Não há uma justificativa convincente para a decisão radical que ele toma no final, contradizendo todas as suas ações até então (o que é um problema do roteiro) e em nenhum momento ele parece realmente motivado a fazer qualquer coisa (o que é um problema da interpretação do ator). Não há sequer um fiapo de identificação, nenhuma característica marcante é apresentada ao público. Ele é o irmão de Boromir – e só. Realmente decepcionante.

Por outro lado, todos os personagens que estavam presentes no primeiro filme têm uma participação bem coerente e satisfatória, até aqueles que tem pouco tempo de tela. Aliás, isso me leva a outro problema: a edição tem uma falta de ritmo que incomoda um pouco. Os ganchos utilizados quando a narrativa pula de um grupo para outro poderiam ter sido melhor trabalhados. Eu entendo a preferência de Jackson pelo núcleo de Aragorn, Legolas e Gimli, pois envolve mais personagens e acontecimentos mais importantes. Mas há uma cena absolutamente desnecessária, onde Aragorn sonha com Arwen, que poderia perfeitamente ser substituída por outra coisa mais relevante. Não o sonho em si, mas o que acontece antes. Fora isso, as cenas com os três (que são inegavelmente os heróis do filme), foram muito boas. A participação de Legolas e Gimli foi sensivelmente maior do que no primeiro filme, e a amizade entre o elfo e o anão é bem explorada, sem apelar para nada que dê margem a piadinhas de duplo sentido. E por falar em piadinhas, muita gente vai se incomodar pelo jeito que o Gimli é retratado. Enquanto no primeiro filme eles usaram o Pippin como “comic relief”, nesse o pobre anão foi explorado à exaustão. Há um pouco de humor com Gollum, e um momento engraçado envolvendo Barbárvore e sua lentidão, mas é de Gimli que vem a maior parte da comicidade presente no filme. Devo dizer que isso não me incomodou muito, mas houve de fato um certo exagero. Só que há uma compensação desse lado cômico. Gimli não é apresentado como um palhaço, como muitos devem estar pensando. O humor vem da situação, não do personagem em si. Fica claro que ele é um guerreiro a ser respeitado, e várias das cenas de batalha mais legais o têm como protagonista.

E por falar em batalha, você deve estar querendo saber sobre a batalha de Helm. Bom, vai ficar querendo. Não vou dar minha opinião sobre isso pelo simples fato de que ela vai ser idêntica a todas as outras. Só vou dizer uma coisa: se o seu queixo não cair, é porque está amarrado.
Mas vamos deixar Aragorn, Legolas, Gimli e as batalhas um pouco de lado, e vamos falar sobre aqueles que são os principais protagonistas desta epopéia: sim, os hobbits. Bom, Merry e Pippin aparecem pouco, e isso implica que Barbárvore também tem uma participação relativamente reduzida (na verdade, faltou um pouco de personalidade ao ent, decorrência de suas pouquíssimas falas. Nada que estrague o filme, é verdade, mas pode incomodar os fãs mais fervorosos. Todavia, os efeitos então bastante convincentes. Gostei muito da aparência de Barbárvore na tela, e só tenho ressalvas quanto à voz. Não que Rhys-Davies tenha feito um trabalho ruim, longe disso. Mas achei que ele pudesse fazer uma voz bem diferente da de Gimli, e não foi o caso. Ao invés de encher a voz dele de efeitos, podiam ter chamado o James Earl Jones e mandado ele falar devagar, que ficaria bem melhor). Os dois hobbits obviamente têm o mesmo tempo de tela, mas as ações de Pippin são mais decisivas para a história – de fato, ele compensa toda sua estupidez no primeiro filme.

Pessoalmente, eu gostaria de ver mais de Frodo, Sam e Gollum, mas a participação deles é perfeitamente satisfatória. Principalmente no que tange a Gollum. Ah, sim, o Gollum. Vamos falar do Gollum. Para começar, ele não está tão perfeito quanto pintam. Os efeitos realmente beiram a perfeição fotográfica quando o personagem é mostrado de perto. Mas quando ele aparece d
e corpo inteiro, alguns movimentos ficaram estranhos, artificiais. Ainda assim, está anos-luz à frente de Jar Jar Binks. Contudo, o que chama a atenção, mais do que a aparência, é o desenvolvimento de sua personalidade. Os momentos de crueldade se alternam com os de “cachorrinho obediente” de forma absolutamente competente, culminando num monólogo que é ao mesmo tempo assustador, dramático e engraçado. Simplesmente brilhante. Gollum transmite ao público tudo o que devia transmitir, de asco a pena. Um dos melhores personagens no filme, com toda certeza. E também um dos mais importantes, pois nos lembra do perigo do anel e sugere o que poderia acontecer a Frodo, caso este fosse dominado por seu poder.

A influência de Sauron fica evidente nessas horas, e como se não bastasse, Peter Jackson ainda nos lança vertiginosamente a Barad-Dúr, de quando em quando, mostrando o Olho em toda sua glória aterrorizante, só pra garantir. Aliás, coisa muito falada sobre A Sociedade do Anel foi a competência de Peter Jackson em mostrar o “lado negro” da Terra-Média. Nesse filme há um equilíbrio maior, talvez porque não houve a urgência em mostrar “coisas bonitas”. Não me entendam mal, Edoras está belíssima. Mas ainda assim, não tem a necessidade de ser algo singelo como Lothlórien. Rohan é um reino rústico, e isso foi uma grande vantagem na hora de caracterizá-lo visualmente. Porém, o mal ainda leva vantagem. Mordor é absolutamente tudo que poderia se esperar de Mordor. O Portão Negro se abrindo para a entrada dos easterlings foi apenas um detalhe, mas foi uma das coisas que mais me chamou a atenção no filme (talvez porque ele seja aberto por dois trolls imensos, umas três vezes maiores que o de Moria). Os wargs estão absolutamente nojentos, você quase pode sentir o cheiro deles. As montarias dos nazgul são de tirar o fôlego. E os orcs estão relativamente melhores do que no primeiro – a maquiagem me pareceu mais convincente, embora isso possa ter sido só impressão. O conflito entre os orcs comuns e os uruk-hai é mostrado, apesar de só um pouco, e está coerente. Aliás, os uruk-hai estão muito bem retratados, salvo numa cena que me lembrou a abertura dos jogos olímpicos (você vai entender quando vir).

E Saruman… bem, Saruman é uma questão problemática. Ele não tem uma participação pequena, não é bem isso. O problema é que na maioria de suas cenas, ele aparece como narrador, contando seus planos, descrevendo seus objetivos. A única hora em que ele interage com outro personagem é em uma cena com Grima, e eles trocam apenas meia dúzia de palavras. Não chega a estragar o personagem, mas ele acaba parecendo meio inútil (e não devia). É com o mago, aliás, que uma das cenas mais incômodas acontece – Gandalf tem que “exorcizar” Théoden, tirando o Satanás, digo, o Saruman do corpo dele. A cena ia muito bem até esse ponto, onde a direção fica um tanto histérica, lembrando aquela parte no primeiro filme onde o Gimli tenta quebrar o anel com o machado. Além de ter ficado meio ridícula, essa passagem anula um pouco a importância do Grima.

Bom, eu disse que não ia falar de mudanças. Na verdade quis dizer que não ia reclamar de mudanças. Falar sobre elas é um tanto inevitável se você já leu o livro. Pois bem, Peter Jackson já havia dito que esse filme seria o que traria mais modificações em relação à obra. Realmente há muitas delas. Mas mesmo assim, os fãs serão bastante recompensados com pequenos detalhes, como a presença do lembas, e com cenas grandiosas que fazem justiça à imaginação de qualquer um. Destaque para a destruição de Isengard – indubitavelmente a melhor cena do filme. No que diz respeito ao aspecto técnico, As Duas Torres no mínimo se equipara à primeira parte da trilogia, superando-a muitas vezes. A fotografia está belíssima, a trilha sonora excelente e os efeitos visuais extremamente convincentes – só achei meio estranho e artificial o rejuvenescimento de Théoden, mas isso é detalhe. A edição, como eu já disse, tem falhas, mas a história é contada de forma competente e compreensível. Realmente, não houve a necessidade de um prólogo, pois a situação foi relembrada ao longo do filme (aliás, a Galadriel aparece só para isso, numa cena um tanto “jogada”).

Eu poderia ainda falar da luta de Gandalf com o Balrog, de Scadufax, dos olifantes e de muitas outras coisas, mas vou parar por aqui. Deixo apenas uma recomendação: não seja um chato. Não vá assistir o filme para ficar reclamando que isso ou aquilo está “errado”. Coloque na sua cabeça que não está errado, apenas diferente. Tenha em mente que aquilo é apenas um filme, e garanto que você terá uma experiência inesquecível. Só mais um adendo: o final (ou a ausência dele) vai incomodar as mesmas pessoas que o final do primeiro filme incomodou, e quanto a isso, nada pode ser feito.

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As Duas Torres

A maior parte dos reviews de AdT traz as palavras perfeito, impecável e impressionante. Por outro lado, há também muitas críticas e a sensação é de que alguma coisa está incomodando. Na verdade, quando tentamos contar o que vimos, sai algo mais ou menos assim: é excelente e ruim, mas adoramos! Confuso, não é? Vou tentar explicar.
 

Existe uma grande diferença entre a SdA e AdT. O primeiro, é um filme fantástico no conjunto, é sólido, o tempo todo a sensação é de magia. Já AdT intercala momentos impressionantes e grandiosos com cenas em que é inevitável pensar: para quê isso?? Ou então, com cortes em momentos errados, que fragmentam aquela magia. Sim, acho que é isso: em AdT a emoção está fragmentada, concentrada em alguns grandes momentos e ausente naqueles em que parece que Peter Jackson errou a mão. Temos Abismo de Helm, Gollum e olifantes, mas também temos exorcismo, um Faramir descaracterizado e cenas desnecessárias.

Por que então todo mundo sai do cinema dizendo que o filme é excelente? Simplesmente porque aqueles grandes momentos de que falei, aqueles que estão sendo chamados de impecáveis e perfeitos são tão fortes e tão emocionantes, que só nos resta gostar de AdT. Vou tentar lembrar aqui de alguns destes momentos e fazer também algumas críticas.

O começo:

É de arrepiar. A câmera passeia pelas montanhas enquanto ouvimos a voz de Gandalf: “You shall not pass!”. Revemos a cena na ponte de Khazad-dûm e ficamos de queixo caído com Gandalf e o Balrog mergulhando na escuridão para dentro do abismo.

Em seguida, Peter Jackson nos mostra como andam os outros personagens: Sam e Frodo ( perdidos, andando em círculos sem encontrar um caminho para Mordor), Gimli, Aragorn e Legolas seguindo o grupo dos uruk-hai e os hobbits Merry e Pippin ( sendo carregados por orcs que estão ainda mais assustadores que os de Moria).
A partir daqui, tendo visto o filme apenas uma vez, fica difícil contar a seqüência correta das cenas, pois são muitos cortes e coisas acontecendo ao mesmo tempo.

Frodo, Sam e Gollum:

É ainda no começo do filme que encontramos Gollum. A seqüência em que ele ataca Frodo e Sam e tenta pegar o anel deixa todo mundo vidrado. A raiva de Gollum, a velocidade da cena e a nossa surpresa diante da perfeição do personagem se misturam. Dá vontade de entrar lá e fazer alguma coisa! Se você rói as unhas, cuidado, pode sair do cinema sem elas. Quando Frodo coloca Ferroada contra a garganta de Gollum e diz: “This is Sting, you’ve seen it before” dá um arrepio danado. Frodo e Sam colocam a corda feita pelos elfos em torno do pescoço de Gollum, que se contorce, esperneia e chora. É realmente intrigante: ao mesmo tempo em que você quer esganá-lo, ele te comove. Em uma cena muito emocionante, Frodo o chama de Smeagol. Por um momento ele esboça um sorriso e se lembra do passado. Sentimos então uma profunda tristeza e, assim como Frodo, nos damos conta do que o anel fez a Gollum. Realmente muito tocante.

Como já foi dito em outros reviews, há também humor no personagem. É impossível conter o riso quando ele chama Sam de gorducho, pergunta o que são “tatas” ou canta alegremente enquanto bate seus peixinhos contra as pedras.

O ponto alto da participação de Gollum, no entanto, são os conflitos do personagem. Conflitos entre o Gollum que diz: “Mestre bonzinho, mestre cuida de nós” e o Gollum cruel, que precisa recuperar o anel a qualquer custo. A cena do monólogo que confronta os dois lados deste Gollum atormentado não pode ser descrita, tem que ser vista. Gollum está perfeito e ponto. Andy Serkis e a equipe de efeitos especiais estão de parabéns. Nunca pensei que o resultado final fosse ficar tão bom. Ponto também para Elijah Wood e Sean Astin, afinal, não foi fácil contracenar com um personagem virtual, gravar a mesma cena várias vezes, com tela azul, sem tela azul, com e sem Andy Serkis. Eles se saíram muito bem.

Já elogiei demais, hora de dar uma alfinetada. Que cena foi aquela da capa élfica?? Sam, e em seguida Frodo, rolam morro abaixo derrubando pedras e não são vistos pelo exército que passava pelo Portão Negro porque se cobrem com a capa de Frodo. Os dois somem num efeito que mais parecia uma pedra de papel machê, daquelas que se usa em presépios. Lamenável.

Faramir:

Tudo começa bem, já que é na cena que precede o encontro dos hobbits com Faramir que vemos os olifantes. Belíssimos, imponentes, não conheço ninguém que não tenha gostado. Pena que quando Faramir surge, a vaca vai para o brejo. Temos dois problemas aqui. Primeiro, o personagem foi descaracterizado, mais parece um cafajeste . Segundo, David Wenham é muito ruim de serviço. O ator não tem a mesma expressividade de alface de Marton Csokas ( Celeborn), mas também não fica muito longe do reino vegetal. Nem quando Frodo toca no nome de Boromir ele reage.

O fato de Faramir levar Frodo e Sam para Osgiliath também incomodou muita gente. Não acho que tenha sido esse o grande erro de PJ com relação a Faramir. Para mim, o erro está na distorção do personagem e na atuação sofrível de David Wenham. Talvez um Faramir mais próximo do que temos o livro, levando Frodo e Sam para Osgiliath fosse uma mudança mais tolerável. Do jeito que ficou, realmente, é difícil engolir.
Nem tudo nesta parte do filme foi ruim. Além dos olifantes que deixaram todos boquiabertos, o esconderijo de Faramir e seus homens na cachoeira é lindíssimo. É exatamente como eu imaginava, assim como a cena em que Faramir e Frodo observam Gollum lá embaixo, pescando.

Nazgûl:

As montarias aladas ficaram muito boas. Confesso que imaginava a cabeça delas um pouco diferente. No filme é meio pequena e me lembra a de um dinossauro. As que eu imaginava eram maiores e lembravam mais a de um dragão. De qualquer forma, o vôo delas é incrível. Atenção para o barulho quando batem as asas e também para o grasnado, dá medo, muito medo.

Aragorn, Legolas e Gimli:

As cenas em que os três estão perseguindo os orcs têm paisagens fantásticas. O encontro com Éomer e os cavaleiros é de arrepiar. Os cavaleiros passam por eles e quando Aragorn os chama, eles fazem a volta e cercam os três, fechando cada vez mais o círculo, exatamente como no livro. Na verdade, a primeira parte do encontro com os cavaleiros está muito boa, com Gimli e Éomer se estranhando, Legolas defendendo o anão, e muitas falas idênticas às do livro. Porém, Éomer entrega Hasufel e Arod meio do nada, de repente. Quem não leu o livro não deve ter entendido muito bem.

Éomer só aparece aqui, com Grima em Edoras e no final da seqüência do abismo de Helm. Uma pena, já que pelo po
uco que vimos, é possível dizer que Karl Urban trabalha muito bem. Gostaria que Éomer pudesse ter aparecido um pouco mais.

Legolas e Gimli tiveram mais destaque desta vez. O anão realmente foi o Pippin do segundo filme, mas (ok, podem me bater) não foi tão ruim assim. Houve um certo exagero, como na cena em que ele cai do cavalo (Gimli nem sequer montaria sozinho naquele cavalo), mas não acho que Gimli tenha sido ridicularizado. Nas cenas de batalha ele estava lá, um guereiro, cortando pescoços de orcs, enfrentando wargs.

Scadufax:

Quem não chorou tem coração de pedra.

Edoras:

Imagens arrebatadoras. É lindo ver Gandalf, Aragorn, Gimli e Legolas cavalgando em direção a Edoras enquanto Éowyn os observa. É aqui que estão alguns dos trechos mais bonitos da trilha sonora.

Miranda Otto brilhou. Sua interpretação literalmente deixa a cabeça de ovo Liv Tyler no chinelo, e os fãs, ansiosos para acompanhar sua personagem no terceiro filme. A cena com a espada e a conversa com Aragorn ficou belíssima.

Bernard Hill também esteve ótimo. A cena no túmulo de Theodred é comovente e o ator protagoniza algumas das seqüências mais fortes e emocionantes do filme. Realmente, a declamação do poema Where now the horse and the rider , que muitos já tinham visto nos trailers, deixa qualquer um arrepiado. Quanto a já famosa cena do exorcismo, realmente exagerada. Peter Jackson não foi feliz com o efeito que faz

Théoden “rejuvenescer” instantaneamente. Mas, para ser sincera, me incomodou mais a cena que acontece um pouco antes, quanto Legolas, Aragorn e Gimli, digamos, “saem na porrada” com os guardas do palácio. A platéia caiu na risada no meio de uma cena que antes e depois disso é tensa. Não deu para entender muito bem qual foi a intenção de PJ com isso.

Hora de falar de Brad Dourif, mais um dos destaques do elenco. Grima está perfeito. Seu olhar, sua voz, o jeito como fala com Théoden. Nas cenas envolvendo Gandalf, Théoden e Grima também foram mantidas falas do livro, com um resultado muito bom.

Wargs:

Não se parecem muito com lobos, mas não importa, dá para ter pesadelos com eles do mesmo jeito. São rápidos, pulam, têm dentes enormes e vêm com um orc de brinde.

Aragorn e Arwen:

Mais uma vez, temos um grande momento intercalado com cenas desnecessárias. Peter Jackson surpreende, e conta um pouco da história de Aragorn e Arwen que está nos apêndices do livro. Elrond é o narrador desta cena, que é um presente para os fãs que temiam que a história dos dois fosse mostrada como um “e eles viveram felizes para sempre”.
Mas como eu disse, há cenas desnecessárias aqui e Aragorn teve que cair de um penhasco para que algumas delas acontecessem. A cena do sonho e a lengalenga de beijo para cá e beijo para lá poderiam ser cortadas sem pena.

Abismo de Helm:

Théoden, Aragorn, Legolas e Gimli estão nas muralhas. Começa a chover. Ouvimos o som metálico da água batendo nas milhares de armaduras. Um raio cruza o céu, os olhos de Legolas brilham e o clarão ilumina uma multidão de formas negras lá em baixo. Daí para a frente, não dá para descrever. Falar das saraivadas de flechas, das escadas, de Gimli e Legolas disputando, nada disso dá idéia do que Peter Jackson conseguiu fazer. Impressionante, grandiosa, arrebatadora, uma batalha fabulosa. Melhor que vocês vejam por si mesmos. Só posso dizer que quando a aurora chega e Gandalf surge no leste você tem a sensação de que o coração vai sair pela boca.

Ents:

Barbárvore é bem mais magro do que eu imaginava, mas os olhos, pelo menos para mim, ficaram muito próximos daqueles que Tolkien descreveu como : “ castanhos, carregados de uma luz esverdeada.” Realmente é impossível não notar a voz de John Rhys Davies por trás de Barbárvore, mas isso não me incomodou tanto. Acho que Merry, Pippin e o ent tiveram pouco espaço, quase não há diálogo entre eles, e como o encontro com Barbárvore é uma das minhas partes favoritas no livro, achei que o filme deixou um pouco a desejar. Mas, como eu já disse, AdT é feito de grandes momentos, e a destruição de Isengard é um deles.

Esta seqüência acontece logo depois do Abismo de Helm, num corte que ficou mal colocado. Daquela cena belíssima em que Gandalf surge , pulamos de repente para Isengard e fica uma sensação de : “Ei, espera, eu queria ver aquilo!”. De qualquer forma, é muito emocionante ver os ents marchando, a água do Isen subindo e Saruman desesperado no alto de Orthanc.


O fim:

Impossível não ir às lágrimas com o diálogo entre Frodo e Sam, assim como também é impossível não sentir um frio na barriga quando Gollum fala, ou melhor, pensa em Laracna. Os créditos sobem junto com aplasos, e não poderia ser diferente.

Vale a pena? Claro que sim. Ninguém deve perder Gollum, Scadufax, olifantes, wargs, Abismo de Helm, Cavaleiros de Rohan, Éowyn e companhia. Juntando tudo, o flme é belíssimo, emocionante. Eu sei que vou ver de novo. E vocês?

valinor

Foi há um ano…

 
Introdução:

Era dia 17 de Dezembro de 2003 quando, depois de anos de espera, a última parte da trilogia que contava a Saga do Anel estreiava nos cinemas. Em pouco tempo O Retorno do Rei crescia nas posições das bilheterias da semana e logo começava a ganhar os melhores elogios.

Passavam semanas e meses e O Retorno do Rei continuava a conquistar o público. O ano de 2004 iniciava e o filme ganhava os primeiros prêmios. Logo viria o Globo de Ouro e em seguida a mais glamurosa festa de premiação do Cinema: o Oscar.

Em 29 de Fevereiro de 2004, num ano bissexto, O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei se glorificou na história do Cinema, conquistando os 11 Oscar das 11 indicações. Além de ter conquistado a 2º maior bilheteria de todos os tempos. O tempo passou e hoje estamos comemorando o 1º ano desta conquista.

 

 

O Retorno do Rei comemora 1 ano dos 11 Oscar:

A 76º festa de entrega dos prêmios Oscar se aproxima do dia 29 de Fevereiro de 2004. Homens preparam os detalhes para enfeitar o local da cerimônia, o Teatro Kodak, com capacidade de 3.500 pessoas, que promete lotar. Em Hollywood, o favorito da noite é O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, que recebeu 11 indicações, disputando ao lado de filmes como Encontros e Desencontros, Mestre dos Mares e Seabiscuit – Alma de Herói.

Nesta noite a cerimônia trasBilly Crystal como apresentador principal, cerimônia esta que começa às 10 horas da noite, do horário de Brasília. Os atores que fizeram os 4 principais hobbits apareceram na festa para acompanhar a entrega das estatuetas douradas. O brasileiro Cidade de Deus concorre em quatro categorias: Fernando Meirelles por Melhor Diretor, Edição e Roteiro Adaptado ao lado de Peter Jackson e de seu Retorno do Rei, e na Fotografia contra dois fortes, Cold Mountain e Mestre dos Mares.

Como é de costume da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a festa começa com uma apresentação de montagens de cenas dos filmes principais do ano e que concorrem. Numa das cenas um Olifante pisa em cima do diretor Michael Mooore, de Tiros em Columbine e a platéia de astros solta a gargalhada.

O primeiro prêmio entregue é de Ator Coadjuvante, que vai para Tim Robins, por Sobre Meninos e Lobos. Em seguida a categoria é de Melhor Direção de Arte, no qual desbancando O Último Samurai, o filme baseado no livro de J.R.R. Tolkien ganha, é o primeiro prêmio das 11 indicações. E mais 10 estão na expectativa da equipe de Peter e de todos fãs.

Chega a hora das crianças torcerem por seus desenhos, era a vez da Melhor Animação, e Procurando Nemo ganhou o seu Oscar. Depois disso o segundo prêmio de O Retorno do Rei era entregue por Melhor Figurino, ganhando de Moça com Brinco de Pérola. As emoções dos fãs de Tolkien começavam a ficarem mais fortes.

O 5º Oscar da noite vai para Reneé Zelgeer, como a Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme Cold Mountain. O 6º é de Melhor Curta Dramático, onde o Two Soldiers ganha. E também de Melhor Curta, mas de Animação, vai para Karvie Krumpt.

Após esse breve intervalo de ansiedade para quem está na espectativa, O Retorno do Rei volta a disputar em 3 categorias seguidas. Melhor Efeitos Visuais, ao invés de Especiais, sai para a empresa Weta Work Shop que trabalhou na trilogia brilhantemente. O Oscar seguinte é entregue para a Maquiagem, e neste momento o 3º filme se iguala com o 1º da série. E para a alegria de quem torce, o 5º Oscar do filme sai na categoria de Melhor Mixagem de Som.

Um dos grandes indicados da noite, Mestre dos Mares, ganha por sua vez o Oscar de Melhor Edição de Som, e em seguida é a vez de Melhor Curta Documentário, que vai para Chernobyl Heart. E aumentando a ansiedade por mais Oscar ao Retorno do Rei, o The Fog of War ganha de Melhor Longa Documentário.

Chega um dos prêmios mais importantes da noite, a Melhor Trilha Sonora, que embala o clima dos filmes, quem recebe? Howard Shore é quem recebe por músicas primorosas como Minas Tirith e The Grey Havens. Shore também foi responsável por trilhas sonoras de outros filmes, como Silêncios dos Inocentes e Seven – Os Sete Pecados Capitais. Howard havia levado o mesmo prêmio por A Sociedade do Anel mas não pela segunda parte, As Duas Torres.

Para a Melhor Montagem, deu O Retorno do Rei com suas 3 horas e 30 minutos de duração. Apesar disso muitos fãs reclamaram pela falta de cenas como O Expurgo do Condado, entretanto críticos avaliam que estas partes poderiam baixar o nível e clima que o filme manteve excelentemente bem conduzido.

Na categoria de Melhor Canção, O Retorno do Rei foi indicado com a música de Annie Lennox e composta com Fran Walsh, Into the West. Cold Mountain tinha dois concorrentes: You Will Be My Own True Love, do Sting, e Scarlet Tide, de T. Bone Burnett e Elvis Costello. As Bicicletas de Belleville concorria com uma música homônima, de Benoit Charest e Sylvian Chomet. A Mighty Wind tinha A Kiss at the End of the Rainbow, com Michael McKean e Annette OToole. Os artistas apresentavam suas canções no palco separadamente, ao longo da cerimônia. Por fim, entretanto, o prêmio foi para Annie Lennox, acumulando o número de Oscars para O Retorno do Rei.

 
 
Annie Lennox

As emoções continuavam fortes, já que o filme sobre a destruição do Anel havia angariado 8 Oscar das 8 indicações. E ainda faltavam 3 indicações a serem disputadas, tudo estava à favor do Retorno do Rei. Assim veio a premiação de Melhor Filme Estrangeiro, com as Invasões Bárbaras, do Canadá. Chega o mome
nto em que Cidade de Deus disputa o Oscar de Melhor Fotografia, porém o prêmio vai para Mestre dos Mares, o segundo do filme.

Finalmente chega a premiação de Melhor Roteiro Adaptado. O 19º envelope aberto da noite diz quem é o ganhador, e para a imensa alegria de muitos, O Retorno do Rei recebe mais uma estatueta. Prêmio este muito bem merecido pela adaptação de um livro complexo como o Volume 3 de O Senhor dos Anéis que contém uma imensa rede de ligações de personagens e fatos.

E para Melhor Roteiro Original a estatueta do Oscar vai para o Encontros e Desencontros de Sofia Coppola e com o ator Bill Muray, ganhando de filmes como "Procurando Nemo" e "Invasões Bárbaras". Em seguida viria o Oscar de Melhor Diretor, será que Peter Jackson ganharia este prêmio?

Quando Peter Jackson recebeu o Oscar por Melhor Diretor, ele disse: "Vocês estão nos proporcionando uma noite sensacional, e nós agradecemos muito." Era a consagração maior em reconhecimento à todo o trabalho que Peter teve. A noite era dO Retorno do Rei, e todos ali reconheciam isso. Tanto que, quando o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro foi entregue, o seguinte comentário foi feito por sua diretora: "Obrigado Deus, o Senhor dos Anéis não estava nessa categoria".

Restavam apenas duas categorias para depois chegar no mais esperado. Charlize Theron ganhou como a Melhor Atriz, por sua atuação em Monster – Desejo Assassino. E Sean Penn ganhou de Johnny Depp como Melhor Ator em Sobre Meninos e Lobos.

A maior alegria da noite, para todos os fãs de Tolkien, foi no momento em que a premiação de Melhor Filme seria entregue, e a clássica frase "And the Oscar goes to…." foi complementada por "… The Lord of The Rings: The Return of The King!"

Com a conquista em todas as categorias em que disputou, O Retorno do Rei empata com Ben Hur, e Titanic, como filme mais premiado na história do Oscar, arrebatando 11 estatuetas. E para conferir, veja a Equipe do Filme comemorando a conquista no final da festa.

Agradecimentos especiais à Dirhil pela ajuda.

Fontes:
Oscar
Cercat Cinema
Terra: Lista de Indicados 2004
Veja a lista de todos os prêmios da Trilogia até agora!

 
 
[texto do grupo Heren Quentaron] 
valinor

As Duas Torres (com spoilers!)

"Meu Deus! O filme não tem começo e nem fim!" Com certeza essa será a frase mais ouvida nos cinemas neste verão. O que não deixa de ser verdade já que “O Senhor dos Anéis As Duas Torres” não tem nem sequer um pequeno prólogo lembrando dos acontecimentos do primeiro filme, portanto antes de ir ao cinema vale uma passada na locadora para relembrar a história mostrada em “A Sociedade do Anel”, para quem já não ta cansado de saber. A trilogia com certeza já é um sucesso, o primeiro filme, lançado em janeiro de 2002 no Brasil, arrecadou US$ 860 milhões em todo mundo e recebeu 13 indicações para o Oscar das quais venceu quatro, entre elas, Melhor Efeito Visual.
 

O novo filme tem o mesmo ritmo do primeiro, alternando seqüências de ação com cenas mais calmas, mas mantendo sempre o perfeito equilíbrio entre a história e os efeitos especiais, que nesse filme estão mais presentes. O diretor Peter Jackson teve o cuidado de construir a maior parte possível dos cenários, seja em tamanho real como a cidade de Edoras que foi construída em uma montanha perdida no meio da Nova Zelândia, ou a fortaleza do Abismo de Helm feita em miniatura, dando assim um ar mais realista ao filme.

Novos atores juntam-se ao elenco original, que está praticamente todo presente, como Miranda Otto no papel da corajosa Éowyn sobrinha do Rei de Rohan, Bernard Hill como o Rei de Rohan Théoden, Brad Dourif no papel de Gríma Língua de Cobra conselheiro do rei e servo de Saruman, David Wenham interpreta Faramir, irmão de Boromir, de Gondor e Karl Urban no papel de Éomer, sobrinho do Rei. Todos estão muito bem nos seus papeis, mas Éowyn merece um destaque especial, assim como Gríma.

Andy Serkis merece um destaque na pele do miserável Gollum/ Sméagol um antigo hobbit consumido e obcecado pelo Um Anel. Já foi divulgado que a New Line está apostando alto no personagem e teria inscrito Serkis para disputar uma indicação ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, o que seria algo inédito já que Gollum é um personagem digital feito em cima da atuação de Serkis. Mas o estúdio está certo, Gollum atingiu um nível de perfeição inédito no cinema. Os animadores da WETA Digital conseguiram criar um personagem extremamente real, expressivo e que chega a causar pena pela sua aparência miserável e corrompida. Gollum é perfeito quando começa a ter crises de identidade, ou persegue peixes nos lagos. O engraçado é que o personagem, que devia ser alvo de pena, já que é um ser atormentado, chega a dividir a parte cômica com Gimli.

Outro destaque dos efeitos digitais são os Ents, eles são perfeitos, lentos e aterradores. A fúria de Barbárvore ao invocar a marcha dos Ents é assustadora. Pena que não mostraram nada referente a bebida dos Ents e nem as entesposas. As imagens do personagem foram totalmente geradas por computação gráfica e a voz é do ator John Rhys-Davies, o mesmo que interpreta o anão Gimli. É lindo ver a marcha dos Ents ou presenciar, por mais rápido que seja, o Entebate.
A destruição de Isengard é mostrada inteira praticamente, os Ents arremessando as pedras, pisando nos Orcs e inundando o circulo de Orthanc e enquanto isso Saruman com cara de “não acredito” olhando de cima da torre. Só achei que podia ter tido mais cenas com Barbárvore e os hobbits, e que os Ents estavam “rápidos” demais.

O ponto alto do filme é a batalha do Abismo de Helm, um combate entre os exércitos de Rohan junto com um grupo de Elfos, liderados por Haldir de Lorien, contra 10 mil Orcs Uruk-hai enviados por Saruman para destruir o mundo dos Homens. Nela a equipe da WETA pode mostrar todo o potencial do software Massive, capaz de criar batalhas grandiosas e realistas, onde mais de dez mil personagens se movem e lutam por contra própria. Uma amostra dessa tecnologia foi mostrada no começo do primeiro filme, durante a batalha da Última Aliança. É simplesmente magnífico ver aquela multidão de Orcs avançando contra as muralhas. A desculpa de que Elrond e Galadriel resolvem reviver a antiga aliança entre elfos e homens mandando um grupo de arqueiros para a fortaleza de Helm, vai contra tudo o que Tolkien dizia nos livros, que os elfos eram poucos e estavam se retirando da Terra-Média, mas mesmo assim, o exercito de elfos torna mais credível que um grupo tão pequeno de homens derrote um exército tão monstruoso.

O que fica devendo é Faramir. A primeira cena onde ele encontra Frodo e Sam quando atacam os orientais a caminho de Mordor é muito bem feita. Os Olifantes são um show. Mas a parte boa fica ai. Tudo que não queríamos que acontecesse aconteceu, Faramir não resiste ao anel e leva Frodo, Sam e Gollum, que foi capturado no lago proibido, para Osgiliath, sim a cidade ainda não foi atacada! É só lá, quando Frodo quase entrega o anel a um Nazgul alado que Faramir decide deixa-lo partir com Gollum.

As cenas que mostram Valfenda e a partida dos elfos é bem bonita, triste, mas com uma quantidade desnecessária de “Arwen Pensativa”. Eu achei legal, eles terem ampliado o papel dela na SDA mas nesse filme não precisava. Não posso acabar sem falar de Scadufax!!! Sim o cavalo é mais um personagem que não será esquecido tão facilmente.

Realmente é um filme mais sombrio e violento que o primeiro, já que a guerra realmente começou. Os cenários, as paisagens são de tirar o fôlego, as batalhas, graças à computação gráfica, são as mais realistas possíveis. O que incomoda um pouco é a quantidade de alterações em relação à história original escrita por J.R.R. Tolkien feita neste segundo capítulo da saga. Jackson já havia avisado que este filme foi o que ele teve mais liberdade de realizar alterações, mas ele realmente exagerou um pouco, apagando seqüências inteiras do livro e acrescentando outras totalmente novas. Mas mesmo assim o filme é excelente e vai satisfazer muitos fãs inteligentes de Tolkien. Agora só falta mais um…

valinor

Mudanças Gerais

Muitas Músicas e Poemas Cortados

FILMES: A maioria (embora não todas) das músicas e dos poemas dos livros foram eliminados. Porém, Philippa Boyens escreveu um poema chamado “A Revelação dos Espectros do Anel” para a trilha sonora.

LIVROS: Existem muitas músicas e poemas.

PRÓ: De acordo com Peter Jackson, “É uma coisa difícil de inserir na dramatização da história”.

CONTRA: As músicas e os poemas dão para a história muito de sua profundidade e encanto.

 

FONTES:

· AICN Peter Jackson Q&A 8/30/98 (primeira divulgação)

· AICN Script Review (confirmação)

· McKellen E-Post 6/16/00 (confirmação)

· McKellen E-Post 3/27/01 (confirmação)

· Sc(i)pt Magazine – Entrevista com Fran Walsh / Philippa Boyens 1/11/01 (confirmação)

· SoundtrackNet Howard Shore Interview 11/20/01 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 4/5

 

Diálogos Mais Engraçados

FILMES: Muitos diálogos serão tirados dos livros, porem, haverá várias alterações. Particularmente, a disputa entre Legolas e Gimli vai ser mais cômica, e Gimli vai usar expressões como “rapazinho” (“laddie”). De acordo com uma entrevista com Sean Astin, o personagem Sam se inclina para o “alívio cômico”.

LIVROS: Os diálogos tem relativamente pouco humor.

PRÓ: O rítmico dramático de filmes precisa de “alívio cômico” para reduzir a tensão. Além disso, humor ajuda a nos familiarizarmos com as personagens mais rápido.

CONTRA: O roteiro exigiria diálogos adicionais escritos pelos roteiristas e não por Tolkien e esse diálogo cômico deixaria as personagens triviais.

FONTES:

· AICN Peter Jackson Q&A 8/30/98 (primeira divulgação)

· TORN Script Review (confirmação)

· GIMLI Audition Script 1/13/99 (primeira divulgação)

· McKellen E-Post 2/22/00 (confirmação)

· TORN Set Report (detalhe)

· E! Online On Location 5/1/00 (detalhes)

· Entertainment Weekly 11/16/01

Sam e Frodo Conversam Como Iguais

FILMES: Sam se dirige a Frodo pelo primeiro nome, como faria a um igual.

LIVROS: Sam é mais subserviente, se dirigindo a Frodo como “Sr Frodo” ou “Mestre”.

PRÓ: Audiências modernas não entenderiam ou aceitariam um relacionamento servo-mestre.

CONTRA: O relação servo-mestre é um elemento importante do relacionamento das personagens e da cultura hobbit. Mudar isso dá um toque “politicamente correto”.

FONTES:

· FRODO – CENA 2 Roteiro do Teste 13/01/99 (primeira divulgação)

· SAM –CENA 2 Roteiro do Teste 13/01/99 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 1/5

Estórias Intercaladas

FILMES: A cena de Frodo e Sam viajando do Parth Galen para a Montanha da Perdição e aquelas envolvendo os outros personagens serão intercaladas. (Similar a “O império contra-ataca”, para usar um exemplo familiar, que intercala as cenas de Luke em Dagobah e as que envolvem os outros personagens).

LIVROS: As respectivas estórias são separadas em “Livros” extensos.

PRÓ: De acordo com a roteirista Fran Walsh, a “estória separada” do livro é uma estrutura narrativa que se aplica muito mais à literatura do que a filmes”. Quando Tolkien estava escrevendo o livro, intercalar não era algo tão prevalente na literatura – apesar de estar começando a ser agora, em parte, acredito eu, por causa de filmes.

CONTRA: Intercalar as estórias interferiria drasticamente com a linha de tempo da trama e estragaria muitas surpresas que acontecem quando um grupo de personagens não sabe o que aconteceu com o outro

FONTES:

· AICN Peter Jackson Q&A 12/31/98 (primeira divulgação)

· Leonides Tolkien-Movies messageboard post 3/9/01 (confirmação)

· Sc(i)pt Magazine – entrevista com Fran Walsh / Philippa 01/11/01(confirmação)

CREDIBILIDADE: 4/5

Papel de Gollum Expandido

FILMES: De acordo com a roteirista Philippa Boyens, “Gollum, um dos nosso favoritos, foi provavelmente expandido ao invés de limitado. Eu acho que quando você assistir o filme, o que vai ser interessante é o quão enorme o papel dele é, quando representado no filme. Por que ele é uma presença forte no livro, e muito mais no filme”.

PRÓ: Focar a estória no Anel e no seu efeito sobre as personagens necessariamente aumenta a presença de Gollum na trama, já que ela é central ao tema.

CONTRA: Expandir o papel de Gollum requer a criação de diálogos não escritos por Tolkien.

FONTE:

· Sc(i)pt Magazine – Entrevista com Fran Walsh / Philippa Boyens 1/11/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

[Tradução de Nénar]

valinor

Senhor dos Anéis – As Duas Torres

Confesso que é uma tarefa difícil escrever um review de As Duas Torres tendo visto o filme apenas uma vez. Fica difícil descrever as cenas em detalhes quando as emoções que elas provocaram estão muito mais vivas na memória. Portanto, vou tentar passar aqui minha impressão do filme e não fazer um resumo dele.
 

Então vamos direto ao ponto: As Duas Torres é um filme fantástico! Extremamente bem feito do ponto de vista técnico, empolgante, capaz de cativar a audiência durante as três horas de duração. Mas, como adaptação do livro de J. R. R. Tolkien, o filme deixa a desejar. Isso gera bastante confusão na hora de responder a pergunta inevitável: "É melhor do que a Sociedade do Anel?" Sim e não. Isso de certa forma já era esperado, Peter Jackson já tinha deixado claro que esse filme seria o que traria mais modificações dentre os três, mas também sabíamos que seria mais dinâmico e com um ritmo mais rápido do que o primeiro. Vou tentar destacar os pontos que mais me chamaram a atenção sem carregar demais de spoillers.

Rohan está lindíssima. O cenário de Edoras é de encher os olhos e os personagens, desde os figurantes até os principais, estão muito bem. Destaque especial para Miranda Otto e Brad Dourif. Quem temia ver Éowyn transformada em "mulher-macho" pode ir assistir o filme sossegado. A famosa cena da luta de espadas entre ela e Aragorn é apenas um detalhe e não compromete de maneira alguma a bela participação da personagem. O mesmo pode ser dito de Gríma, que me impressionou bastante. Embora sua participação não seja muito grande, ele convence a audiência em seus momentos na tela. Aliás, uma passagem que me emocionou foi a cena em que Gríma tenta enredar Éowyn em sua trama, simplesmente fantástica. Théoden e Éomer não têm tanto brilho mas não prejudicam também. O Rei alterna momentos de destaque com momentos de tirania, mas isso é uma falha do roteiro e não do ator. Éomer aparece pouco e foi prejudicado pela adaptação. Eu disse que não ia exagerar nos spoillers mas aqui não consigo me conter: Éomer é banido de Rohan sem uma explicação muito convincente e retorna no momento crítico da Batalha do Abismo de Helm. Sua participação é pequena e fragmentada. E já que estamos falando da Terra dos Cavaleiros, menção especial merece Scadufax. O momento em que o cavalo aparece atendendo ao chamado de Gandalf é simplesmente incrível!!! A trilha sonora nesse ponto dá um show à parte, maravilhoso!

Vamos falar um pouco de hobbits agora. Merry e Pippin têm pouco tempo na tela em As Duas Torres. Mas os que reclamaram que o jovem Peregrin foi transformado em um palhaço no primeiro filme terão uma boa surpresa dessa vez. E não tem como não falar de Barbárvore agora. Eu gostei bastante do resultado, embora usar a voz de John Rhys-Davies não tenha sido uma idéia brilhante dos produtores. Muita gente saiu do cinema um pouco decepcionada com Barbárvore, mas o que mais me incomodou foi a relação dele com os hobbits. Ficou distante da amizade que surge entre os três no livro e, na minha opinião, desperdiçou-se diálogos belíssimas da obra. A Floresta de Fangorn e as cenas que se passaram lá não chegam a decepcionar tanto como Lothlórien, mas existe um paralelo: passagens brilhantes dos livros mal aproveitadas nos filmes. Mas o ponto alto da participação dos Ents é a destruição de Isengard não deixa nada a desejar. E dessa cena, podemos tirar um exemplo de uma modificação que não prejudica: no livro, o rio Isen é desviado de seu curso para inundar Isengard e no filme, os Ents destroem uma represa. Poupou tempo e ficou fantástico assim mesmo.

É difícil falar sobre Frodo, Sam e Gollum, tamanha a emoção que algumas das cenas provocam. Deixem todos os seus medos em casa quando forem assistir ao filme: Gollum é tudo que se podia esperar! Sem dúvida é o que mais gostei nesse filme. As expressões, os diálogos, tudo fantástico. Peter Jackson foi muito feliz ao retratar o conflito interno que se passa dentro do personagem. E me impressionou a naturalidade das cenas entre os hobbits "de carne e osso" e o nosso amiguinho digital. Já disse e repito: fantástico!!! Elijah Wood conseguiu passar a "sombra" que vai tomando conta de Frodo, o "peso" do Anel, de forma satisfatória. É verdade que existiu uma passagem e um diálogo infeliz envolvendo os hobbits mas, de uma maneira geral, ficou muito bom.

Aqui me cabe fazer um comentário triste: Faramir. Isso realmente me irritou profundamente. Fizeram Faramir parecer uma versão de Boromir, alias, pior que Boromir. Simplesmente decepcionante como transformaram a natureza gentil e reflexiva do personagem em algo próximo a pura falta de caráter. É verdade que o ator David Wenham não colaborou muito e conseguiu ser o destaque negativo do elenco. Por outro lado, o refugio em Ithilien ficou maravilhoso, acho que conseguiu ser aquilo tudo que imaginávamos.

Vamos ao resto da Sociedade agora. Aragorn, Legolas e Gimli tem bastante destaque e quem achou que o elfo e o anão tiveram pouca participação no primeiro filme vai ser recompensado agora, pelo menos em termos de tempo na tela. Notem bem, eu disse "tempo" e não qualidade. Gimli, de certa forma, assumi o lugar de palhaço deixado por Pippin. Eu particularmente não gostei muito do que fizeram com o personagem embora não concorde que todas as passagens cômicas envolvendo o anão sejam abusivas. Apesar dos exageros, no Abismo de Helm, temos uma certa compensação, Gimli é mostrado como um verdadeiro guerreiro e tem uma atuação decisiva. Legolas já é melhor caracterizado e tirando a cena em que ele encarna "karate kid" diante do trono de Théoden (na cena do exorcismo… eu vou chegar lá) cumpre muito bem seu papel. Legolas esbanja frases em élfico (é, temos bastante delas nesse filme) e mantém seu papel de guerreiro. Embora não tão ruins como a cena "karate kid", tem duas outras passagens que não gostei muito. A primeira é a já famosa cena do "surf de escudo", completamente desnecessária. A segunda é um "bate-boca" com Aragorn e posterior pedido de desculpas, que acabou sendo uma forma forçada de tentar mostrar a amizade entre os membros da Sociedade (torça para não ter um engraçadinho na sua sala de cinema para gritar "beija, beija!!").

Bem, agora me resta falar de algumas cenas particulares que merecem comentários. A luta de Gandalf com o Balrog de Moria é muito boa, um começo verdadeiramente espetacular. O encontro entre Éomer, Aragorn, Legolas e Gimli começa muito bem, mas a pressa faz com que a cena seja muito condensada. O exorcismo, nome "carinhoso" pelo qual ficou conhecida a cena em que Gandalf "cura" Théoden, ficou muito forçado e visualmente não muito bom. Acho que todos ti
nham em mente algo mais sutil e não o "xô satanás!!" seguido de recuperação imediata do Rei que Peter Jackson nos mostrou. Um detalhe, mas que ficou impressionante: o Morannon (portão Negro de Mordor) é aberto por Trolls gigantescos. Esses pequenos detalhes contam pontos para o filme e talvez tenham faltado um pouco em as Duas Torres. Ainda falando dos detalhes, temos uma cena divertida envolvendo Lembas, o pão de viagem dos elfos que infelizmente foi cortado da versão de A Sociedade do Anel apresentada nos cinemas. Passando dos detalhes para algo bem maior, temos os olifantes e os homens do leste, que estão bastante impressionantes. Os wargs já decepcionaram um pouco, não lembram muito lobos, mas a cena de batalha em que eles aparecem compensa.

Agora o que eu deixei propositalmente para o final, Arwen e elfos no Abismo de Helm. As cenas envolvendo Arwen foram um desperdício de tempo (na minha opinião, claro). Mas concordo que Peter Jackson não podia omitir a personagem nesse filme e esperar até o casamento para mostrá-la novamente. Uma das cenas em que ela aparece é um retrato bem fiel de uma passagem dos apêndices do livro e seria suficiente para que ela não passar em branco nesse filme. Pelo menos não precisamos mais nos preocupar com Arwen aparecendo no Abismo de Helm, matando Orcs ou salvando Aragorn, pelo menos por enquanto. A presença de elfos no Abismo de Helm não é tão ruim feito eu imaginava, tirando a maneira como vão parar lá, já que não há uma explicação convincente para a chegada súbita e milagrosa do exército. Elrond e Galadriel parecem ter uma conversa telepática (a longa distância) na qual decidem mandar ajuda e eis que surge Haldir (usando uma capa vermelha esvoaçante, diga-se de passagem) para salvar a pátria.

Depois de ter dito tudo isso, ainda fica a pergunta: "e então, o filme é bom?" Respondendo de forma clara e objetiva: é maravilhoso. E verdade que muita coisa podia ser diferente, mas é impossível assistir o filme e não se emocionar genuinamente. E penso que o mais importante seja isso, As Duas Torres não é mais um filme de fantasia e aventura, é um filme único, impressionante e que mesmo com seus defeitos, sabe conquistar a audiência.

valinor

Review DVD – O Senhor dos Anéis, A Sociedade do Anel

A Sociedade do Anel A primeira parte da trilogia O Senhor dos Anéis chega finalmente aos formatos DVD e VHS. Depois de uma longa espera, será que valeu à pena?

Em primeiro lugar é importante dizer que o filme é o mesmo que pudemos conferir nos cinemas (178 minutos). Sem tirar nem por. A mesma emoção, o mesmo impacto visual, o mesmo sentimento de urgência. Tudo continua da mesma forma, ainda bem. A vantagem agora é que tudo parece muito mais claro e nítido. A queda de Sauron logo no início do filme ficou ainda mais impressionante. As cores do Condado estão mais vivas do que nunca, enfim, uma passagem perfeita para o novo formato.

 
 
A trilha do Oscar

Howard Shore continua empolgando. As músicas compostas para o filme foram uma grata surpresa aos que lamentavam o compromisso de outro fera das trilhas sonoroas, o mago John Williams com o bruxo quatro olhos. Shore soube misturar com perfeição elementos vocais, sons "de época" e a tradicional Orquestra Filarmônica de Londres para compor o clima da Terra-Média. Tudo isso está no disco em Dolby Digital 5.1. Seus vizinhos vão adorar, só depende de você.


"Acho que vi um carro…"

Apesar de muitos falarem sobre uma ediçãozinha digital aqui, outra ali, não se pode afirmar com certeza que os erros do filme foram corrigidos. Um dos mais famosos, o do carro fantasma na saída do Condado, continua lá, ou não. A verdade é que eu nunca vi o tal carro, e me pergunto se ele já esteve lá algum dia ou se não passou de alucinação coletiva. Pois bem, se tiraram o carro, porque então não dar um jeito na mão trocada dos Argonath, na trancinha da Barba de Gimli que muda em segundos, na acne migratória de Elijah Wood, na cena da despedida de Boromir…
Como disse antes, o que eu vi na telinha foi a mesma coisa que vi nos cinemas… ou será que alguém anotou a placa?

Menus caprichados

Os Menus são bem feitos e funcionais. Nada de animações mirabolantes como em A Ameaça Fantasma. A única mancada está no Disco 1, onde o menu Informações Especias vai para uma tela onde tudo o que você lê é "Insira o disco 2"…ah tá, que legal…
Ponto para a disposição em círculo e para as animações de fundo.

Informações Especias…agora sim

Mais de duas horas de extras. Os 15 minidocumentários que saíam a conta gotas no site oficial e os especiais dos canais por assinatura, todos reunidos no disco 2 em alta definição e legendados. E pensar no tempo que você levou pegando tudo isso hein? Esse é o maior problema. A maioria do material não é inédito, já se encontrava disponível para download, e em muitos extras podemos notar as mesmas cenas, roupas e até entrevistas. Claro que temos material inédito, como o especial de 30 minutos A Demanda do Anel da FOX e Uma passagem para Terra-Média do SCI-FI Channel, mas o ponto alto do DVD é mesmo o preview de As Duas Torres!
Começa com o simpático e descabelado Peter Jackson dirigindo em direção aos estúdios. Vemos um pouco do trabalho de Andi Serkis, ator que dá vida à Gollum e uma demonstração prática do Massive, o programa desenvolvido pela WETA Digital para animar exércitos: "Eles se agrupam e simplesmente apertamos um botão para faze-los lutar entre si", além de várias cenas da batalha mais emocionante e esperada de As Duas Torres: O Abismo de Helm. Sem dúvida a melhor parte do Disco 2. Vai fazer você ficar de boca aberta.
Para terminar temos uma prévia do promissor jogo a ser lançado pela EA no final do ano, 6 comerciais de televisão, 3 trailers de cinema e o vídeo de May it be.

Teoria da Conspiração

O outro melhor momento dos extras é uma prévia da tão falada Edição Especial do DVD. Como todos já devem estar carecas de saber, essa versão virá em 4 discos, com 30 minutos de cenas e músicas inéditas (como a cena onde Galadriel entrega os presentes, mostrando o que cada um dos nove recebe da rainha Élfica, Sam e Frodo testemunhando o êxodo dos Elfos na estrada para Bri, mais material sobre os personagens e o complicado relacionamento entre Elfos e Anões entre outros)

 
E agora chegamos na pergunta que não quer calar: Qual a posição da Warner quanto ao lançamento do DVD? Bem, vamos analisar os fatos. A primeira declaração da empresa foi negativa; em outra oportunidade afirmaram que estão fazendo de tudo, mas a New Line está vetando o lançamento por culpa do tempo gasto com as legendas e o tal custo Brasil. O mais estranho é que um dos extras do DVD recém lançado é justamente uma chamada para a tal versão especial, marcada para 2003 na legenda (o lançamento mundial é Novembro/2002)!

Jogada de marketing para preservar as vendas da versão dupla ou risco real de ficarmos sem a versão especial? Vale a legenda do DVD ou a palavra do Presidente da Warner que afirma ter recebido um não da New Line?
Na dúvida, participe doAbaixo-Assinado Valinore durma tranquilo com a sensação de que fez a sua parte na campanha pelo DVD ESPECIAL!!!

Nota 9,0

Sem dúvida um grande lançamento. O DVD traz toda a emoção do maravilhoso filme de Peter Jackson e preserva o impacto da tela do cinema. Vale para os fãs, que tem um gostinho a mais de Terra-Média até o final do ano, e para os "não-convertidos" entenderem a beleza do "filme sem final" vencedor de 4 Oscar.