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O Silmarillion

Autores: Bagrong, Fëanor e Smaug.

Apresentação:

No dia de hoje, há exatos 28 anos, O Silmarillion era publicado pela George Allan & Unwin, na Inglaterra, trazendo em seu conteúdo um material muito valioso que serviria de explicações para muitos pontos soltos. É impossível imaginar o Legendário, as histórias de Arda, sem o importante Silmarillion, que graças a dedicação de Christopher Tolkien foi lançado após 4 anos da morte de J.R.R. Tolkien.

Portanto, como de costume, o grupo Heren Quentaron traz uma homenagem alternativa à este livro, que para muitos é considerado a Bíblia dos fãs.

 

 

Fëanor – alguns pontos relevantes sobre o criador das Silmarils

 

A partir do momento em que Fëanor fez as três Silmarilli, mudou-se o destino de Arda. Através do Silmarillion acompanhamos como o destino do mundo molda-se em torno dos fatos relacionados a essas pedras.

Mas por que tanto alarido em cima de três gemas feitas por aquele elfo?
Convém relatar algumas coisas então: as três gemas possuíam justamente aquilo que Melkor mais almejou possuir através dos tempos, mas não teve capacidade: a Luz. Não uma simples luz de uma tocha, mas sim a Luz primordial, fruto do labor dos Valar. E não podendo possuir tal Luz, sua única alternativa era destruí-la. Assim fez com as Lâmpadas dos Valar e com as Duas �?rvores. Também tentaria mais tarde, e sem sucesso, com o Sol, Anar.

Voltando ao assunto: Depositadas nas três gemas estava uma parcela do desejo de Melkor. E como ele, o mais poderoso vala não conseguiu tal façanha, e um “mero elfo�? sim? Essa pergunta devia remoer sua cabeça, e de presente ele também ganhou uma boa quantidade de inveja de Fëanor. E Fëanor, cabeça quente como era, acabou por ter a ousadia de bater o portão no nariz de Melkor, ao descobrir as intenções mascaradas do mesmo. E, ao fazer isso, ele agiu de maneira incisiva sobre o futuro de Arda. Ou seja: não foi simplesmente a existência das pedras que poderia mudar algo, mas sim algumas atitudes dos seres a ela relacionados de alguma maneira. E bater a porta no nariz de Melkor foi uma dessas atitudes.

Pouco mais tarde, Fëanor perde seu pai, que ele amava mais que as três pedras, e estas também. Então ele se rebela contra os Valar (ele realmente era cabeça quente), e conclama seus familiares à segui-lo para além mar, onde Melkor havia se instalado. Mais uma atitude que iria dar uma guinada brusca no curso da história. Se essa rebelião não tivesse ocorrido, nem Silmarillion haveria. As pedras estariam lá, e só.

Para aqueles que leram o Silmarillion, Fëanor lembra em primeira instância ódio, amor, loucura, magnitude. Mas o que isso pode significar? Quis Tolkien passar alguma mensagem através deste personagem?
Talvez não diretamente, mas, como a grande maioria dos personagens da grande maioria das histórias, Fëanor acaba passando uma mensagem. Uma não, várias na verdade.

Talvez a mais relevante seja a maneira de como o poder pode enlouquecer alguém. Mesmo Fëanor sendo o “maior de todos os filhos de Eru�?, ele acaba caindo na loucura, e cometendo atos repugnantes. Traça-se aí a clássica linha que divide a loucura da genialidade. A parte onde tudo as emoções são postas à prova máxima, e onde uma leve mudança de contextos altera a personalidade da pessoa. E, como dizem, quanto mais alto, maior o tombo. Mesmo Fëanor sucumbiu às emoções que sentiu, não suportando a realidade passivamente, e transcendendo para a loucura. Aqui pode-se destacar mais um ponto: o modo como as ações más podem derrubar mesmo os corações mais inabaláveis.

Pois a causa da loucura de Fëanor, foi Melkor diretamente. Primeiro, ele semeia a discórdia, plantando falsas idéias entre seus inimigos, fazendo com que eles entrem em colisão. Depois, sua cobiça e inescrupulosidade o levam a praticar o roubo dos dois maiores pertences de Fëanor: seu pai e sua maior obra. Antes disso, Melkor já era o maior inimigo do elfo. O Elfo então se deixa levar totalmente pelo ódio e desejo de vingança. Toda a sua capacidade volta-se para o objetivo de desforrar-se do Vala. Sua genialidade é deturpada por suas emoções.

Tolkien foi grandioso no desenvolvimento de seus personagens. O Silmarillion é recheado deles, e cada um pode repassar alguma mensagem, que geralmente fica a cargo da interpretação do leitor. Fëanor é um desses personagens. Ele não foi feito para ser um simplesmente um herói queridinho ou um vilão sinistro. Vê-lo como tal, significa interpretar superficialmente a obra.

 

De Beren, Lúthien, Tolkien e Edith

Dos diversos capítulos de O Silmarilion, com certeza um dos mais empolgantes e importantes é o que narra a Balada de Leithian, aonde é contada a história dos heróis Beren e Lúthien.

Beren é um homem, mortal, que sofreu muito em toda a sua vida e que, por uma brincadeira do destino, acabou superando o Cinturão de Melian e indo para em Doriath, onde encontrou a mais bela de todas as elfas: Lúthien Tinúviel.

Enquanto era o homem um sofredor, a elfa havia sido criada sob proteção e cuidado de seus pais e jamais havia enfrentado grandes perigos ou problemas que parecem não tem resolução. Ela era teoricamente frágil.

O pai de Lúthien, Thingol, decretou que sua filha só se casaria com Beren caso este o presenteasse com uma Silmaril, que estava engajada na coroa de ferro de Morgoth. Após muito sofrimento e determinação, Beren e Lúthien conseguiram entrar na fortaleza de Melkor e, ao distraí-lo com uma das belíssimas canções da elfa, roubaram-no uma pedra.

Um mortal e uma elfa conseguiram fazer com pouquíssima ajuda o que todos os mais poderosos exércitos dos elfos não conseguiram: recuperar uma Silmaril. Isso demonstra o valor que Tolkien dá ao amor e aos verdadeiros valores. Enquanto milhares de elfos deram suas vidas em uma guerra vazia de princípios, movida apenas pela cobiça e ódio, sendo mal sucedidos, um casal apaixonado consegue realizar a façanha, pois manteve-se firme com seus valores e suas convicções.

Neste ponto vale ressaltar que Beren e Lúthien nunca tiveram cobiça ou desejo pelas pedras, eles apenas queriam entregá-la ao rei para poder viver suas vidas em paz. Depois de diversos acontecimentos terríveis com o Rei de Doriath e seu povo, a pedra recuperada acabou voltando para Lúthien, já engajada no colar Nauglamîr, e ao colocá-lo, a elfa se tornou a mais bela visão em toda a história de Arda.

É interessante analisar a história dos pais de Lúthien: Thingol e Melian, pois eles são, respectivamente, um elfo e uma maia. Lúthien já nasceu da miscigenação de dois povos e depois se casou com um homem, o que faz dessa união uma mistura maior do que a normalmente notada.

Provavelmente, Tolkien gostava muito dessa história, pois, ao morrer, deixou gravado em seu túmulo "Beren" e no túmulo de sua esposa "Lúthien". Talvez haja relação entre os personagens e a vida do autor, já que este sofreu por um bom período antes de encontrar sua amada e, depois disso, foi para a guerra, separando-se dela por certo tempo.

Um texto belo que narra o amor entre Tolkien e sua esposa, Edith, pode ser conferido aqui mesmo, na Valinor: Tolkien & Edith: Um amor de 89 anos

Concluímos que o escritor se baseou no amor que sentia por Edith e na imagem que tinha dela em sua juventude para escrever uma das mais belas histórias de todos os tempos: A Balada de Leithian.

 

As diferentes edições

Da edição brasileira:

Com tradução de Waldéa Barcellos e revisão técnica de Ronald Kyrmse, o livro O Silmarillion foi publicado no Brasil em dezembro de 1999 e já está junto dos fãs brasileiros há quase 6 anos. Até março de 2003, já foram feitas 4 tiragens da 1ª edição. A capa, diferente de edições estrangeiras, é a única para O Silmarillion no Brasil.

Da edição ilustrada por Ted Nasmith:

Em 2004, uma edição muito bonita foi lançada pela Houghton Mifflin Company, com um total de 45 ilustrações até então inéditas de Ted Nasmith. A edição que também traz um mapa colorido desdobrável de Beleriand e das terras ao norte, possui 386 páginas.

No início do livro, em inglês, o leitor poderá encontrar a famosa carta 131, em que Tolkien escreve para o editor Milton Waldman, falando, na verdade, dando um resumo de O Silmarillion, com cerca de dez mil palavras! A carta não está datada, mas provavelmente é de 1951. E Milton ficou tão impressionado, que mandou fazer uma cópia desta.

O fã português Daeron (Eru, o Único), do Portal Tolkienianos, que possui esta edição, nos passou várias fotos do livro, e o grupo selecionou algumas de dar inveja:

Capa
O Silmarillion, como fica sem a capa especial
Contra-capa
Mapa desdobrável de Beleriand

Se você ficou com água na boca, possui uma boa reserva, é só passar na Amazon.com e fazer o pedido.

Das capas:

Muitas capas já foram usadas para as edições de O Silmarillion pelo mundo, e um acervo muito interessante de capas encontra-se no site Tolkien Books.
Conclusão:

Como já foi dito, O Silmarilion é um dos livros mais importantes de Tolkien, pois narra todos os acontecimentos desde o começo dos tempos. Neste texto não seria possível analisar cada aspecto, cada capítulo, cada personagem do livro, por isso selecionamos apenas dois dos mais importantes temas para comemorar a data de lançamento.

O grupo agradece pela colaboração de Eru, o Único, do Portal Tolkienianos.

Lá e de Volta Outra Vez: As Férias de um Hobbit – Capí­tulo 3

Autores: Smaug, Bagrong, Imadofus, Fëanor, Proview e Mith

Apresentação:

Depois dos maravilhosos Primeiro e Segundo capítulos do projeto Lá e de Volta Outra Vez – As Férias de um Hobbit, já se pode conferir o Terceiro!

Agora todos poderão ler mais um pouco do Histórico de O Hobbit, além das análises de outros personagens, como Gwaihir, Gollum, Beorn e os Wargs. E tem mais: a galeria de imagens está fenomenal!

Aproveitem!

 

 

Das datas e dos acontecimentos

 

Bilbo havia ficado para trás, após cair das costas de Dori. Depois de um período inconsciente, ele acordara em meio à escuridão, apavorado. Tateando em meio às sombras, ele encontrou um anel de metal, e guardou no bolso. Não sabia, mas aquilo iria mudar sua vida.

Andando entre os túneis, e seguindo quase a mesma trilha de Gandalf e os anões, ele encontrou Gollum. Bilbo errara apenas um corredor, o que o levou até a caverna de Gollum, onde se encontrava um lago largo, profundo e frio, que devia possuir cerca de 400 pés (algo em torno de 120 metros) de diâmetro, em cujo centro havia uma pequena ilha, onde o mesmo vivia.

Ali eles travaram um jogo de adivinhas. Se Gollum vencesse, ele iria fazer de Bilbo o seu banquete, e caso Bilbo vencesse, Gollum lhe mostraria a saída. De fato Bilbo saiu vencedor, ainda que não muito honestamente, o que fez com que Gollum não lhe mostrasse a saída de vontade própria. Bilbo somente escapou por sua astúcia e a ajuda do anel, que o deixara invisível, permitindo à ele seguir Gollum, que se dirigia à saída. Ele farejara os orcs na sala de vigia, onde estava a porta traseira da caverna. Era um cômodo pequeno, onde os orcs se amontoavam. Por ali Bilbo passou, invisível, alcançando a saída e o vale posterior.

A companhia dos anões, por outro lado, já passara por esse caminho antes. Bilbo, seguindo o mesmo caminho deles, não demorou a encontrá-los. Estando ainda invisível, aproximou-se sem ser notado, pegando-os de surpresa. Eram cerca de cinco horas da tarde de quinta feira, dia 19 de Julho. Após uma breve conversa, eles partiram com pressa, para garantir que os orcs não os seguissem. Antes do anoitecer chegaram a um deslizamento de terra, onde desceram e prosseguiram por entre os pinheiros, seguindo em direção ao Sul, chagando por fim numa clareira.

Ali ouviram um uivo longo e assustador. Imediatamente subiram nas árvores, a fim de proteger-se dos wargs que chegaram bem no momento em que Bilbo conseguira escalar uma árvore com a ajuda de Dori. Logo a clareira estava tomada por wargs, que preenchiam cada vez mais o local. Após ouvir um dos wargs se pronunciar aos demais, Gandalf descobriu que os orcs estavam vindo se encontrar com os wargs justamente ali, a fim de se vingar da morte do Grão-Orc. Gandalf sentindo o perigo aumentar a cada momento, resolveu agir, ateando fogo em pinhas e atirando-as nos lobos, que entraram em pânico.

O alvoroço chamou a atenção das �?guias, que chegando ao local, logo perceberam a situação, que ficara mais complicada com a chegada dos orcs. Estes não temiam o fogo, e o usaram contra Gandalf e seus companheiros, incendiando as árvores. A situação estava quase perdida, tanto que Gandalf resolvera se atirar lá de cima, sacrificando-se para eliminar a maior quantidade de orcs possível. Porém neste momento ele foi resgatado por Gwaihir, e assim os demais membros da companhia foram salvos pelas �?guias.

Após passarem uma noite dormindo nas montanhas, que eram a morada das �?guias, os anões, Gandalf e Bilbo foram levados até solo firme, de onde prosseguiram. Gandalf os conduziu através da Carrocha até a casa de Beorn. Uma ilustração da casa, feita por Tolkien, mostra que, segundo Karen: “… se a mesa de armar temporária tivesse cerca de 4 por 8 pés, a sala teria cerca de 20 por 35 pés, e a lareira central cerca de 6 por 8 pés�?, justificando assim que o recinto “parecia mais comprido que largo�?.

Ali puderam descansar e recompor suas forças para prosseguir. Beorn os acolheu gentilmente, e apesar de ser realmente alguém estranho para anões ou um hobbit, ele os tratou cordialmente, servindo comida e oferecendo camas. Pela manhã do dia 22 Beorn apareceu, após ter ficado fora por um dia. Arranjou-lhes pôneis, que os levariam até a entrada da floresta, providenciou comida para a viajem e deu-lhes arcos e flechas.

Arrumadas as bagagens, a Comitiva seguiu na direção norte e logo depois pegou a direção noroeste. No caminho iam encontrando cervos, pássaros, coelhos e outros animais belos. Beorn dissera-lhes que chegariam no Portão da Floresta no início do quarto dia de cavalgada. Ansiosos por encontrar a borda oeste da Floresta, avançaram durante o entardecer do terceiro dia e foram noite adentro, sob o luar.

Finalmente, um pouco antes da aurora do dia 25, avistaram a borda da Floresta das Trevas. Já muito perto do Portão, descansaram sob a sombra que se projetava das árvores. Depois disso, se prepararam para entrar. Gandalf os incentivou e deu conselhos, mas também consolou os anões ao dizer-lhes que não poderia seguir junto, tinha “alguns negócios urgentes no sul�? para resolver[1]. Os anões e Bilbo ficaram tristes, mas logo depois entraram na floresta, pela trilha conhecida como a Trilha dos Elfos.

Nela fizeram um percurso longo e muito assustador. “O ar não se movimentava sob o teto da floresta�?. Era muito raro verem a luz do Sol penetrar na floresta, assim o escuro predominava e os deixava mais ansiosos. Para Bilbo “parecia séculos�?. Trilharam o caminho durante meio mês, com uma média de cerca de 6,5 milhas por dia, até que em 16 de agosto, após 143 milhas percorridas, encontraram o Rio Encantado. Ele “era negro[2]�? e não muito largo; mas se alguém entrasse em contato com a água, cairia em sono profundo.

Bilbo conseguiu avistar um barco no outro lado do rio. Bolaram um esquema: primeiro arremessariam uma corda com um gancho para puxá-lo; depois trabalhariam com duas cordas: uma fixa no lado oposto para que os anões chegassem à borda leste puxando-a, já que não tinham remos, e a outra para os que ficassem na oeste pudessem puxar o barco de volta e assim se juntar com os que já haviam atravessado o rio.

Quando todos os anões tinham chegado na margem leste, menos Bombur, aconteceu o inesperado. De barulhos entre as árvores um veado surge e assusta a Comitiva, num salto poderoso atravessa o rio e faz Bombur, o anão gordo, que estava recém saindo do barco, tropeçar e cair na água do Rio Encantado. Antes que ele caísse em sono profundo, ainda conseguiu agarrar a corda que lhe jogaram. Mas quando foi d
eitado, encontrava-se dormindo profundamente com um sorriso no rosto.

Restavam ainda 45 milhas para percorrer de um total de 188. Dois trechos do livro indicam que Bombur dormiu durante quase 6 dias: “A uns quatro dias de distância do rio encantado chegaram a uma região onde a maioria das árvores eram faias […] Bombur ainda dormia�?, dois parágrafos depois: “dois dias depois viram que a trilha começava a descer…�?.

Na parada do 6º dia após a travessia do rio, Bilbo subiu numa alta árvore para avistar o quanto faltava para a borda leste da Floresta. Era pouco, mas Bilbo não percebeu. Ao relatar aos anões que só avistara árvores e mais árvores, eles amaldiçoaram o hobbit como se ele tivesse culpa. E neste momento, como de consolo, Bombur acordou. Sentia muita fome, mas as provisões dos anões havia praticamente acabado.

Foi então, que mais adiante, observaram um brilho vermelho fora da trilha. Era noite do dia 22 de agosto. Contrariando os conselhos de Beorn e Gandalf, os anões e Bilbo abandonam a trilha da floresta, e seguem a luz vermelha. Eles tinham escutado vozes, e tudo indicava ser um banquete, sejam de trolls, orcs ou de elfos, eles estavam famintos e a fome falou mais alto. Se eles se sairão bem ou não forem devorados, é assunto para o Capítulo 4, dia 22 de setembro.

Mapas:
Salvamento das �?guias (clique na imagem para ampliá-la)
A Casa de Beorn (clique na imagem para ampliá-la)

 

Histórico de O Hobbit

Meses de expectativa: o livro é publicado

Em menos de uma semana a editora londrina George Allan & Unwin enviou uma carta ao professor Tolkien, dizendo que estavam interessados na publicação do livro. Muito satisfeito, J.R.R. Tolkien mandou uma série de mapas para que fosse incluído à obra. A editora gostou, e mais tarde acabou publicando ao livro o Mapa de Thror e o Mapa das Terras Ermas, devidamente redesenhados, por conterem cores demais. Porém, antes de o livro ir para a gráfica, Tolkien havia proposto, com certa ingenuidade, que O Hobbit fosse impresso em tinta invisível, para que só pudesse ser lido contra a luz (como o caso das “letras da lua�? dos anões).

Rayner Unwin havia dito em seu relatório que “… esse livro não precisa de nenhuma ilustração�?, apesar disso, na mesma carta em que enviou os mapas, Tolkien ainda enviou um conjunto de ilustrações para compor seu livro. Os editores receberam com alegria, apesar de Tolkien ter feito uma autocrítica: “As gravuras parecem principalmente provar para mim que o autor simplesmente não sabe desenhar�?.No final das contas usaram 8 ilustrações, todas impressas em preto e branco.

Em fevereiro de 1937, Tolkien recebeu as provas do livro, que aparentemente estavam prontas para a impressão. A editora provavelmente pensou que Tolkien veria o produto final e daria o sinal verde, mas eles não conheciam-no bem ainda. Pois Tolkien resolveu reler o manuscrito, editando, acrescentando ou modificando trechos. Ele não tinha gostado da maneira como fizera tantos apartes ao leitor, e os cortou. Mesmo assim, permanecem 45 casos em que o autor conversa com o leitor.

Tolkien podia não ser o autor mais fácil com quem se trabalhar, mas esse era o seu jeito. Foram necessários 2 meses de trabalho, durante a primavera daquele ano. Durante esse tempo, os editores tentavam convencê-lo, dizendo que qualquer modificação a mais seria paga por ele. Inarredável, ele continuou retocando cada palavra. Por fim terminou, perto do início de junho. O problema seguinte seria a data de lançamento.

Tolkien preferia junho, mas a editora queria fins de setembro, para conquistar o mercado natalino. O professor ficou com medo que seus colegas catedráticos desconfiassem que ele tivesse usado fundos de sua bolsa, a Bolsa de Pesquisa da Leverhulme, como financiamento para a carreira de escritor, já que a bolsa tinha começado em outubro de 1936 e acabaria 1 ano depois. Mas a editora londrina convenceu que era uma preocupação desnecessária a de Tolkien.

Stanley Unwin e seus assessores tiveram tempo, então, para preparar o livro. E no dia 21 de setembro de 1937, a primeira edição de O Hobbit era lançada, pela George Allan & Unwin, na Inglaterra. As vendas foram boas e o livro esgotou-se perto do Natal. Certamente muitas crianças da época receberam um belo presente de Natal. E agora com o livro ao alcance de muitos, Tolkien tinha de estar preparado para receber elogios e críticas dos dois lados, e é o que vamos ver abaixo.

Críticas e Elogios: a Terra-média é conhecida

De início, os colegas de Tolkien não chegaram a conhecer O Hobbit, até que uma resenha do livro foi publicada no The Times. A reação deles foi de surpresa e um certo desprezo pela obra. As universidades de Oxford e Cambridge eram famosas por sempre criticarem em tom de gozação as novas obras publicadas, como uma espécie de autodefesa.
Apesar da ridicularização inicial, que já era esperada por Tolkien, os tais colegas acabaram por não poder permanecer muito tempo sem querer saber mais a respeito da obra.

C.S. Lewis, grande amigo de Tolkien, publicou uma crítica no The Times e depois no Times Literary Supplement a respeito d’O Hobbit, impressionando os contemporâneos de Tolkien ao ressaltar as enormes qualidades da obra, seu contexto magnificamente bem descrito e intrigante, e a simbiose surpreendente entre os personagens e o cenário.

Até poderia parecer suspeito Lewis tecer tais comentários, por ser grande amigo de Tolkien, mas mesmo após a amizade deles esfriar um pouco, Lewis continuou elogiando O Hobbit e chegou a prever o sucesso e importância que ele ainda atingiria. Independente da amizade, Lewis agiu com sinceridade.

Já no inverno de 1937 O Hobbit tornou-se um sucesso de vendas, e com isso Stanley Unwin esperou uma seqüência, e Tolkien estava animado a produzi-la. Em 1938 o livro já atingira o público americano (com a ressalva que Tolkien fizera de vetar qualquer possível parceria com a Disney, por cujas obras possuia aversão), onde foi muito bem recebido, atingindo o mesmo sucesso que obtivera na Grã Bretanha. No mesmo ano, Tolkien recebeu um prêmio do New York Herald Tribune, elegendo o Hobbit como o melhor livro juvenil do período.

Com toda esse sucesso inicial, Tolkien decidiu que não haveria de parar com a história, prontificando-se a escrever a sua seqüência. Todos sabemos o que se seguiu, mas isso já é outra história.

Adivinhas no Escuro

No mais profundo local adentro das gigantes Montanhas da Névoa, um estranho jogo acontecia, um jogo de adivinhas entre o jovem hobbit Bilbo e o errante hobbit Gollum. Essa história é conhecida por todos, pois está nar
rada em O Hobbit no capítulo Adivinhas no Escuro. Acontece que esta parte no livro vendido atualmente é bem diferente da versão publicada em 1937.

Ao contrário da publicação de 1951, a primeira trás um Gollum muito mais bondoso e honesto, que teme Bilbo (ou sua espada) e não ousa trapacear. Nesta versão as adivinhas são sugeridas por Sméagol para que ele parecesse amigável até descobrir tudo sobre seu adversário e o prêmio, caso Bilbo ganhasse, seria um presente: O Anel.

Está claro que Tolkien fez mudanças drásticas em Gollum, pois é difícil de imaginar essa criatura oferecendo seu precioso. Aliás, na primeira versão, Gollum usa o termo precioso para referir-se a si mesmo, não ao Anel.

O jogo de adivinhas se desenvolve de maneira muito semelhante nas duas versões, o grande contraste surge após a vitória de Bilbo. Neste momento, Gollum vai pegar o seu anel para dá-lo como presente ao vitorioso, mas não o encontra (pois ele já está com Bilbo), então recompensa o hobbit mostrando-lhe a saída. Caso Sméagol ganhasse, Bilbo viraria seu alimento (assim como na versão de 1951).

Após isso o desenrolar dos fatos volta a ser parecido nas duas versões, aonde Bilbo escapa da caverna dos Orcs por estar invisível usando o Anel.

Analisando as mudanças que Tolkien fez, está claro que o objetivo dele modificando a personalidade de Gollum era adequar-se aos acontecimentos de O Senhor dos Anéis e não deixar sua obra com controvérsias ou pontos mal explicados.

Curiosidade

Sobre a origem do nome de Gollum, segue um fragmento de uma nota retirada do texto (Adivinhas no Escuro). O autor da nota é o tradutor Fabiano Neme.

  • A palavra gull em norueguês arcaico significa “ouro�?. Nos manuscritos mais antigos, aparece como goll. Uma forma flexionada seria gollum, “ouro, tesouro, algo precioso�?. Também pode significar “anel�?, como pode se perceber na palavra composta “fingr-gull�?, “anel de dedo�? – questões que podem ter ocorrido a Tolkien.
Dos personagens

Gollum:

Quem visse o pobre Gollum no seu último ano de vida, jamais iria pensar que aquilo já foi um hobbit. Sméagol, como era antigamente chamado, era um hobbit da raça dos Grados, e vivia nos Campos de Lis. Pouco se sabe sobre sua vida antes de encontrar o Anel. Apenas que ele vivia com sua família, sua avó sendo a chefe. No dia do seu aniversário, por volta de 2463 da Terceira Era, Sméagol foi pescar com seu primo Déagol. Déagol acabou caindo na água, e achando o Anel que Isildur havia, muitos anos antes, deixado cair ali. O desejo de Sméagol pelo Anel levou-o a matar seu primo Déagol (sob a justificativa de que seria "seu presente de aniversário"). Esse ato fez Sméagol ser expulso da família por sua avó. Ele fugiu para o norte e se refugiou nas Montanhas Nevoentas, e passou a ser chamado de Gollum, por causa do som involuntário que fazia com sua garganta.

Gollum viveu, durante pouco menos de 500 anos com o Anel, num lago profundo no interior das Montanhas Nevoentas, se alimentando de peixe cru e até mesmo dos orcs que moravam ali. O Anel o deixava invisível aos olhos dos outros, o que tornava a caça muito mais fácil. Porém, no ano de 2941 da Terceira Era, Gollum perdeu seu Anel nas cavernas da montanha. Por coincidência uma comitiva de 13 anões, um mago e um hobbit passavam por ali. E, acidentalmente, o hobbit, Bilbo Bolseiro, acabou pondo a mão no Anel de Gollum, enquanto tateava o caminho para a saída. O resto da história pode ser lida logo acima, nesse mesmo artigo.

Beorn:

Personagem do Hobbit famoso por sua habilidade de "trocar de peles", Beorn era, em sua "pele" humana, um homem alto e forte de cabelos negros. Às vezes ele se apresentava em sua outra "pele", como um grande urso negro.
Beorn não é muito educado, mas é uma boa pessoa, adora seus animais e conversa com eles. Ele não come animais selvagens, se alimenta principalmente de pão, creme e mel de suas abelhas.

Beorn muito ajudou a comitiva dos anões, Bilbo e Gandalf. Tanto antes de irem para a Floresta das Trevas, quando passaram dois dias na casa de Beorn e depois pegaram emprestados alguns de seus pôneis até a borda da Floresta, quanto na batalha dos 5 exércitos, onde Beorn participou na luta contra os Orcs.

A origem do "dom" de Beorn é um enigma deixado por Tolkien, que é claro ao dizer que apesar de sua capacidade incomum, Beorn é humano. Alguns dizem que Radagast passou um pouco de seu poder para ele, mas não há confirmações de que essa teoria é verdadeira.

Nos apêndices do Senhor dos Anéis fala-se de algumas batalhas nos arredores da Floresta das Trevas, onde lutaram os descendentes de Beorn (que já havia morrido, provavelmente de velhice), os beornings, ocorridas durante a Guerra do Anel.

Gwaihir:

Dentre todos os pássaros, não seria enganoso dizer que as águias são os mais nobres. Criadas por Manwë e Yavanna antes mesmo do despertar dos primogênitos, essas gigantescas aves tiveram papel fundamental em diversos momentos ao longo da esplêndida história de Arda. A maior e mais poderosa de todas as águias foi Thorondor, pai de Gwaihir e Landroval, que liderou as aves por longos séculos.

Gwaihir é outro personagem de destaque nas histórias de Tolkien. Muito amigo dos magos e elfos (principalmente depois que Gandalf o curou de um ferimento envenenado) foi ele que resgatou o Mago Cinzento do alto da torre de Orthanc e do pico de Zirak-zigil, assim como foi ele que, com a ajuda de seu irmão e de Meneldor, salvou Frodo e Sam das enconstas do Orodruin depois da destruição do Um Anel.

Um dos feitos não menos notáveis dessa ave foi salvar Bilbo, Thorin e os outros anões durante a Demanda de Erebor, em 2941. A Companhia estava no alto de árvores que pegavam fogo, sendo também atacada por Orcs e Wargs quando foi salva pelo Senhor das �?guias das Montanhas Nebulosas, Gwaihir, que mais tarde os levou para Carrocha. Além disso, as águias tiveram uma valorosa participação na Batalha dos Cinco Exércitos.

Wargs:

Os wargs são enormes lobos selvagens que geralmente vivem na floresta, eles provavelmente são descendentes de Draugluin, que viveu na primeira Era. Essas criaturas usam sua própia língua (que é muito rudimentar) e na hora de batalha, estão quase sempre aliados aos Orcs, por quem são montados.

Em O Hobb
it
os Wargs aparecem duas vezes: na primeira os anões, Bilbo e Gandalf confrontam os grandes lobos que habitam o Limiar do Ermo; A segunda é na batalha dos Cinco Exércitos, aonde os Wargs lutam junto dos Orcs.

Assim como em vários outros aspectos da obra de Tolkien, os Wargs são inspirados na mitologia nórdica, aonde aparecem lobos demoníacos como Fenrir e Skoll.

Galeria de Imagens

Bilbo na escuridão – "Não havia ninguém por perto."
"Muito devagar ele se levantou e, de quatro, tateou o chão, até tocar a parede do túnel, mas não encontrou nada nem acima nem abaixo: absolutamente nada, nenhum sinal de anões." (Capítulo V)

Gollum na ilha – "… o velho Gollum, uma pequena criatura viscosa."
"Gollum vivia numa ilha de pedra viscosa no meio do lago". (Cap. V)

Adivinhas no Escuro – "Que beleza e que moleza, meu preciossso!
"Gollum entrou no barco e afastou-se da ilha enquanto Bilbo estava sentado na borda, completamente atarantado, no fim do caminho e com o juízo no fim." (Cap. V)

Gollum é derrotado – "Gollum estava derrotado"
"Tinha perdido: perdido a presa, e perdido, também, a única coisa de que gostava, o seu precioso. O grito fez com que o coração de Bilbo lhe viesse à boca, mas mesmo assim ele continuou correndo.
– Ladrão, ladrão, ladrão! Bolseiro! Nós odeia ele, nós odeia ele para sempre!" (Cap. V)

As Montanhas da Névoa, vista para o Oeste – "… até que o sol começou a descer para o oeste."
"Escorregaram para dentro de um bosque de pinheiros que naquele trecho subia a encosta da montanha, vindo das florestas mais escuras e profundas do vale lá embaixo." (Cap. VI)

Salvamento das águias – "… prendeu-os nas garras e se foi."
"O Senhor das �?guias emitiu um grito forte, pois Gandalf agora lhe falara. As aves que estavam com ele voltaram e desceram como enormes sombras negras.
Outras aves voaram até as copas das árvores e agarraram os anões, que agora subiam mais alto do que jamais teriam ousado." (Cap. VI)

O Resgate de Bilbo – "O pobrezinho do Bilbo quase foi deixado para trás…"
"Conseguiu apenas agarrar as pernas de Dori, no momento em que Dori era levado, por último; e assim os dois passaram juntos por sobre o tumulto e o incêndio, Bilbo balançando no ar, com os braços quase se quebrando." (Cap. VI)

Bilbo acorda com o Sol da manhã em seus olhos – "Dormiu na rocha dura…"
"No dia seguinte Bilbo acordou com os primeiros raios do sol batendo em seus olhos. Levantou-se num salto para ver as horase pôr a chaleira no fogo – e percebeu que não estava em casa. Sentou-se e desejou em vão poder se lavar e pentear." (Cap. VII)

Beorn – "Ugh! Aqui estão eles."
"(…)No meio jazia um grande tronco de carvalho e, ao lado, vários galhos cortados. Perto estava um homem enorme com barba e cabelos negros espessos, os braços e as pernas descobertos, grandes, negros e musculosos. Vestia uma túnica que lhe descia até os joelhos e apoiava-se num grande machado." (Cap. VII)

No salão de Beorn – "Você chama dois de vários?
"Ali sentaram-se em bancos de madeira enquanto gandalf começava sua história, e Bilbo balançava as pernas penduradas e olhava as flores no jardim." (Cap. VII)

O Salão de Beorn – "…viram-se num salão amplo com uma lareira…"
"Embora fosse verão, havia lenha queimando e a fumaça subia até as vigas enegrecidas procurando a saída através de uma abertura no teto." (Cap. VII)

Bombur em sono profundo – "Estava encharcado do cabelo até as botas…"
"Quando o deitaram na margem, já estava num sono profundo, uma mão segurando a corda com tanta força que era impossível tirá-la dali; e num sono profundo permaneceu, apesar de tudo o que fizeram." (Cap. VIII)

Crédito das Imagens:
Alan Lee
Irmãos Hildebrandt
J.R.R. Tolkien
Steve LeCouilliard
Ted Nasmith

Notas

[1]. Negócios a resolver?

Mais tarde ficou-se sabendo que Gandalf fora participar de uma reunião. No ano de 2851 (um ano depois de Thráin II, pai de Thorin II, ter morrido – fatos narrados em ‘A Busca de Erebor’, Capítulo 2 deste projeto) Gandalf reúne-se com o Conselho Branco, à fim de convencer Saruman atacar Dol Guldur, porém Saruman impede. Ele estava interessado no Anel, e não quis atacar o lugar pois esperava que, deixando Sauron em paz, o Anel poderia-se revelar, e assim Saruman aproveitaria e tomava o Um para si.

Já em 2941, enquanto os anões iam para Erebor, Saruman mudou de idéia e aceitou a proposta de Gandalf para atacar a fortaleza de Sauron. As coisas tinham mudado de 2851 para 2941.

Em 2939 Saruman descobriu que o Senhor dos Escuro estava vasculhando o Grande Rio, perto dos Campos de Lis. Ele ficou alarmado com isto, por isso resolveu seguir a idéia de Gandalf mais tarde. Assim, atacando Dol Guldur, ele estaria atrapalhando Sauron de vasculhar o Anduin em busca de seu objeto de poder. Saruman teria a oportunidade de procurar pelo Anel sozinho.

Claro que na época da elaboração de O Hobbit essas questões ainda não existiam claramente. Foram acrescentadas depois, com o surgimento da saga do Anel. O Senhor dos Anéis e O Hobbit tinham de entrar em harmonia. Mas é aí que vemos que por trás do aparente livro infantil, uma Terra-média se move.

[2]. Sobre o Rio Encantado.

É descrito em O Hobbit que as águas do Rio E
ncantado, que cruza a grande Floresta das Trevas possui uma coloração escura. Curiosamente, um rio que cruza a maior floresta deste mundo, o Rio Negro, na Floresta Amazônica, também possui uma cor muito escura, tanto que ganha este nome.

O fato se dá por ela ser cercada de árvores, que quando as folhas delas caem na margem, juntamente com outras matérias orgânicas, ocorre uma acidez, liberando uma cor que a tinge desta cor escura. As águas deste rio não se misturam com a do Solimões, pois o Solimões é mais denso e quente.

Talvez seja uma curiosidade interessante para o fã, olhando por este lado. Mas pode ser apenas uma especulação.

Consultas

Livros

O Hobbit (J.R.R. Tolkien), Martins Fontes
O Atlas da Terra-média (Karen Wynn Fonstad), Martins Fontes
Tolkien – Uma Biografia (Michael White), Imago Editora

Sites
Valinor
Enciclopédia Valinor

 

2 de Setembro de 2005: 32 anos depois

 
 
Neste dia 2 de Setembro de 2005 completam-se 32 anos do falecimento do maior criador de mundos fantásticos que a literatura já conheceu, J.R.R. Tolkien. O autor de O Hobbit, O Senhor dos Anéis e O Silmarilion, inspirou muitos músicos, artistas e escritores. E por isso nada mais justo do que nesta homenagem, mostrarmos que mesmo depois de mais de 30 anos de sua morte, o legado que o Professor deixou ainda vive em nossos corações.
 
O grupo fez 4 entrevistas com fãs especiais, e selecionou outros depoimentos de críticos, do documentário “J.R.R. Tolkien: Master of the Rings�?. Vamos a eles:

A escritora brasileira de livros juvenis, Rosana Rios (do recente Senhoras dos Anéis – As Mulheres na Obra de J.R.R. Tolkien) começa dizendo:

“Fazem 32 anos que John Ronald Reuel Tolkien partiu para as Terras Imortais. Fazem 50 anos que O Retorno do Rei foi publicado. E a obra permanece mais viva que nunca… Por que? Que força estranha faz com que a literatura de Tolkien, embora desprezada pela crítica, continue sendo amada e reverenciada por fãs de todas as idades?�?

Como que respondendo a pergunta de Rosana, o tradutor das Letters of J.R.R. Tolkien no Brasil, Gabriel O. Brum comenta:

“O motivo para tamanha durabilidade do fascínio que os livros de Tolkien exercem sobre as pessoas é a verossimilhança de seu legendário e dos temas inseridos nele: são coisas que tocam profundamente o leitor com um mínimo de vivência de mundo; suas próprias emoções estão refletidas na Obra de maneira muito fidedigna e com o atrativo especial da fantasia extremamente detalhada que permeia tal ambiente – a identificação com experiências pessoais e sonhos do leitor é imediata. Como não se afeiçoar a algo assim? É preciso que a pessoa seja feita de puro granito para que isso não aconteça�?.

Rosana ainda nos conta um fato interessante que ocorreu semanas atrás, na Inglaterra:

“Acabo de voltar da Inglaterra, onde tive o privilégio de participar da Tolkien 2005, encontro internacional das Sociedades Tolkien, como uma das representantes do Conselho Branco e do Brasil. O que vi lá foi emocionante: pessoas de mais de 30 nacionalidades, vindas de todo canto do mundo, e falando várias línguas, unidas em torno de um universo fictício que se impôs no imaginário de todos, fosse qual fosse sua cultura�?.

Vemos aí a força, o valor do legado que Tolkien deixou para leitores de vários países. Por isso ela segue:

“O legado de Tolkien, então, deve ser algo fortíssimo para ter esse impacto multicultural que elimina disputas e diferenças. Qual é ele? Talvez seja cedo para dizer, e devamos esperar mais 50 anos para analisar o fenômeno�?.

Ronald Kyrmse, tradutor do Contos Inacabados e do Atlas da Terra-média para o Brasil, acrescenta:

“Tolkien é perene. Não porque tenha criado um gênero literário – o da ficção fantástica -, não porque um filme baseado em sua obra tenha alcançado um sucesso imenso, mas porque fala aos corações de todos nós. Os personagens de Tolkien são reais; a Terra-média é aqui; as mensagens que ele nos legou valem para nosso dia-a-dia do mesmo modo que para todas as gerações vindouras�?.

Daí, perguntado sobre como o editor e escritor Thiago Marés (do livro O Segredo da Guerra) vê o fato de leitores estarem lendo as obras de Ronald Tolkien ainda hoje, ele diz:

“O maior legado é este mesmo, o de mesmo depois de sua morte, as pessoas ainda se divertirem com as histórias que ele criou. Para mim sempre ficou claro que o maior objetivo de Tolkien era contar uma história, entreter as pessoas com suas aventuras�?.

Porém, o reconhecimento vai se estabelecendo com o tempo, como escreve Gabriel:

“Embora o reconhecimento por parte dos fãs tenha se estabelecido há mais de 50 anos e seja reforçado continuamente com o surgimento de novos leitores, apenas recentemente o legado literário de Tolkien vem recebendo um considerável reconhecimento (embora ainda longe do justo) por parte da crítica, e obras sobre o autor e sua Obra abundam, tais como o anuário Tolkien Studies – em grande parte ainda apenas em outras línguas, infelizmente.
Espero que o lançamento das Cartas em português estimule um estudo mais aprofundado da Obra por parte dos fãs brasileiros a ponto de existir a possibilidade do surgimento de mais livros do tipo, sejam traduzidos, sejam de autoria nacional�?.

Retomando a fala de Rosana Rios, ela nos dá dicas de como descobrir o que ela disse, e conclui:

“Seja como for, há algumas pistas, e se há alguém que pode nos ajudar a encontrá-las, é Frodo – o herói improvável que, diante de uma jornada impossível e sem volta, não ficou quieto esperando que outros se desincumbissem da missão, mas ergueu-se e declarou simplesmente que levaria o Um Anel à Mordor, embora não soubesse o caminho. A atitude de Frodo pode ser um bom ponto de partida para quem deseja entender o porquê de o SdA permanecer hoje tão atual como quando foi escrito… para mim, pelo menos, ela tem ensinado muita coisa.�?

Thiago também arremata sua opinião:

“Evidente que não podemos negar as inúmeras influências que sua obra tem nas mais diversas áreas artísticas. No final Tolkien atingiu seu objetivo, pois suas obras passaram a ser fonte de inspiração para muitos artistas. E se formos olhar bem, assim também aconteceu com as histórias mitológicas. Por tanto Tolkien acabou escrevendo a sua mitologia. Pena que o Tempo não deixou que ele fosse mais longe�?.

Entrando nas finalizações, vemos uma resposta de Ken Hensley, músico do “Uriah Heep�?, que se inspirou em Tolkien para compor algumas de suas músicas. A fala a seguir foi retirada do documentário citado:

“Acho que ele já é eterno. Há muito poucas peças da literatura que são imortais e há muito poucas peças de arte e há muito poucas peças da música, mas acho que ele é suficientemente diferente e foi escrito num momento informativo importante para muitas pessoas como eu�?.

O apresentador do documentário “Master of the Rings�?, Roberto di Napoli, nos deixa uma mensagem para se refletir, e ver o porquê de Tolkien ser especial na Literatura:

“Desde que O Senhor dos Anéis tornou-se um sucesso, editores se apressaram em promover novos autores, “o próximo Tolkien�?, embora com resultados variados. Surgido como uma visão pessoal e particular que foi tomando forma na imaginação de seu autor durante décadas, O Senhor dos Anéis con
seguiu efeitos que não podem ser facilmente duplicados. Preencher sua história com elfos, anões e magos não vai torná-lo outro Tolkien, embora muitos tenham tentado�?.

Fechando com chave de ouro, diz Kyrmse:

“Por isso creio que ele jamais há de ser esquecido, como autor, como filósofo e como ‘amigo de cabeceira’�?.

Curiosidades do último ano:

– 2005 é o aniversário de 50 anos da publicação completa d’O Senhor dos Anéis, uma vez que o terceiro livro foi lançado em 20 de outubro de 1955.

– Em 25 fevereiro morreu o primeiro tradutor de Tolkien no mundo, Max Schuchart, aos 84 anos.

– Especial "Calendário Tolkien 2005". Alguém quer comprar? :mrgreen:

– Em novembro de 2004, a casa onde Tolkien viveu entre 1930 e 1947 e escreveu muitas de suas histórias, incluindo O Hobbit e O Senhor dos Anéis, foi tombada. A casa foi construída em 1924. Para quem quiser saber o endereço, anota aí: Northmoor Road, nº 20 – Oxford.

– Em 3 de janeiro completou-se 113 anos do nascimento de Tolkien.

O grupo agradece aos entrevistados: Rosana Rios, Ronald Kyrmse, Gabriel O. Brum e Thiago Marés, pelas importantes palavras que ajudaram na construção do texto.

Lá e de Volta Outra Vez – As Férias de um Hobbit – Parte 2

Autores: Smaug, Bagrong, Imadofus, Proview, Fëanor ¥ e Mith

Apresentação

A segunda parte do projeto Lá e de Volta Outra Vez – As Férias de um Hobbit está finalmente concluída. Com análises profundas e interessantes, o usuário poderá divertir-se e adquirir mais conhecimento.

Esta parte conta com um histórico sobre o livro O Hobbit; das datas e dos acontecimentos de qual estaremos falando; do encontro de Gandalf com Thorin e os momentos que precedem a história do livro; uma análise de Valfenda e seu senhor, Elrond; uma visão mais profunda acerca dos orcs, sua importância, origem e significado e, por fim, todos poderão apreciar a galeria de imagens.

Na seção de Notas exploramos uma questão importante da nomenclatura correta da cordilheira na qual a Comitiva dos anões está enfrentando na aventura, com a consultoria de Ronald Kyrmse.

Para quem não leu ainda a primeira parte do projeto, basta clicar no link e começar a acompanhar esses textos.

 

 

Das Datas e dos Acontecimentos

Gandalf salvara os treze anões e Bilbo da enrascada de serem fritos, assados ou esfolados pelos três monstruosos Trolls, com sua lábia. Era final de Maio, e agora encaminhavam-se para Valfenda. As Hithaeglir (Montanhas da Névoa[1]) começavam a aparecer no horizonte e o caminho que se estendia à frente da Comitiva até o lar de Elrond foi descrito da seguinte forma: "(…)parecia não haver árvores, vales ou colina (…) apenas uma vasta ladeira que subia lentamente".

Chegaram lá na noite do dia 4 de Junho, após passarem pelo Vau do Bruinen (Ruidoságua). Os elfos estavam na espera, e os receberam com canções do tipo "Ei! tra-la-la-láli" e ali ficaram hospedados por impressionantes vinte e sete dias, como contou Karen.

Entretanto, apesar de todo esse tempo, como narra Tolkien "há pouco a dizer sobre a estada deles lá", pois "é estranho, mas (…) os dias agradáveis são narrados depressa, e não há muito que ouvir sobre eles, enquanto as coisas (…) horríveis podem dar uma boa história e levar um bom tempo para contar." É, de fato os dias em Valfenda passam rapidamente, e os mortais têm dificuldade em contar o tempo nestas terras abençoadas.

Era véspera do solstício de verão, quando Elrond leu as runas do Mapa de Thror, que estavam escritas na forma de letras-da-lua. Essas são letras rúnicas que podem ser lidas apenas no mesmo dia e estação em que foram escritas, com o brilho da Lua atrás delas. Portanto, as letras rúnicas foram escritas pelos anões com penas de prata neste mesmo dia, uma data de lua crescente.

No dia seguinte, o 1º Lite [2], a Comitiva deixou o abrigo élfico para seguir a jornada. Calcula-se que levaram 25 dias até chegarem ao pórtico de entrada da caverna dos Orcs. Karen fez esse cálculo baseado na citação de que Bilbo havia comido morangos e avistado amoreiras apenas em flor; isso significava que, provavelmente, naquela latitude davam-se frutos de morangos, em meados de julho, em pleno verão.

"Longos dias após terem partido do vale (…) ainda continuavam a subir" diz o livro. Foi só nas milhas finais que o tempo começou a fechar-se e então a tempestade seguida de trovões começou a cair. Pedras rolavam das montanhas e caíam perto dos anões e Bilbo, e eles podiam escutar os tais gigantes de pedra[3], "…do outro lado do vale, lançando pedras uns sobre os outros (…) onde elas se despedaçavam por entre as árvores…com um ruído ensurdecedor".

Thorin mandou que Fili e Kili fossem na frente procurar algum abrigo, alguma caverna, onde pudessem se abrigar. Não demorou muito e os dois anões mais jovens da Comitiva voltaram com notícias. Tinham encontrado uma caverna suficiente para abrigar todos. Mas não sabiam que aquela era a entrada para os túneis e corredores que os Orcs usavam e haviam tomado na região.

Ao chegarem, descarregaram as mochilas dos pôneis e foram, mais tarde, dormir. Bilbo começou a sonhar algo terrível, que uma fenda abria-se atrás dele, acordou e viu que parte do sonho era verdadeiro. Começavam a surgir Orcs, muitos, mas antes que pudessem alcançar Gandalf, um clarão de um raio se fez, e muitos caíram mortos. Os anões e o hobbit rolaram para dentro da fenda e Gandalf ficara de fora.

Foram agarrados pelos horríveis orcs e conduzidos pelos escuros corredores. "Os corredores se cruzavam e se emaranhavam em todas as direções", diz O Hobbit e Karen completa: "A distância até a caverna do Grão-Orc foi estimada em cinco milhas". E estes últimos fatos ocorreram na Segunda-feira, 16 de Julho, durante a noite.

Os orcs foram chicoteando-os ao som de terríveis canções, até que os anões foram jogados na Cidade dos Orcs. A caverna, estimada pela cartógrafa em 300 pés de comprimento e 100 pés de altura, tinha numa plataforma elevada, ao fundo na visão dos anões, o Grão-Orc, uma espécie de líder deles. Este conduziu um breve interrogatório com Thorin, perguntando o que estavam fazendo por ali.

O salão tinha tochas de fogo espalhadas pelas paredes, mas ocorreu que num instante todas as luzes se apagaram e faíscas brancas começaram a dilacerar muitos Orcs. Era arte de Gandalf! Conseguiu rapidamente livrar seus amigos das amarras e os guiou por um longo corredor.

Mas as luzes não demoraram à voltar e os Orcs restantes correram atrás deles. Desta vez, o corredor que dava para a Porta traseira, media cerca de 30 milhas, o que daria 2 dias para percorrer, segundo Karen. Num certo trecho das primeiras milhas, Gandalf e Thorin tiveram de lutar com os orcs enfurecidos que tentavam os agarrar. Mas no final do corredor, quando este fazia uma curva, Bilbo, que agarrava-se em um dos anões, tombou e rolou por um outro corredor, que dava acesso à Caverna do Gollum. Os anões e Gandalf escaparam, mas não deram pela falta de Bilbo.

Só depois da fuga sentiram a falta do hobbit. Mas sobre esses acontecimentos ulteriores, das adivinhas que Bilbo travou com a criatura Gollum, da luta com os Wargs, e da caminhada inicial pela Floresta das Trevas, só poderão ser narrados no Capítulo 3 desta aventura. Em agosto!

Mapas elaborados pela Karen desta aventura podem ser vistos nestes links:

Cidade dos Orcs
De Bolsão à Erebor

Histórico de O Hobbit

O manuscrito é finalizado

A história de como
o manuscrito de O Hobbit foi finalizado e foi parar nas mãos de Rayner Unwin (o garoto de 10 anos) começa com uma ligação curiosa entre 2 mulheres com a editora do pai de Rayner, a George Allan & Unwin. A primeira chama-se Elaine Griffiths, ex-aluna de Tolkien; e a segunda é Susan Dagnall, velha amiga de colégio de Elaine e também assistente editorial da editora londrina.

É o ano de 1936. Elaine trabalha na revisão de Beowulf. Susan, uma antiga amiga dos tempos de colegial, chega em Oxford para conversar sobre os velhos tempos. Na conversa, Elaine lhe conta que seu ex-professor, Ronald Tolkien, lhe emprestara uma excelente história infantil que havia escrito. Ela incentiva Susan à visitá-lo em sua casa e ver se o Professor deixaria-a levar o manuscrito para ler.

Susan segue o conselho e vai visitar Tolkien naquele mesmo dia. Para sua surpresa, Tolkien fica realmente muito satisfeito por emprestar-lhe o manuscrito. Assim, Susan faz a promessa de que devolveria o quanto antes. Excitada pela curiosidade, ela lê a história na sua viagem de volta para Londres, de trem. Em poucos dias depois, o Professor recebe uma carta com o manuscrito devolvido. Nela, Susan diz que Tolkien tem um enorme potencial, mas que precisaria terminar a narração, antes que ela pudesse entregar o texto aos seus superiores na editora.

Tolkien ficara entusiasmado com a idéia de que a história de Bilbo poderia virar livro. O seu primeiro livro não-acadêmico! Pôs-se a trabalhar no mesmo instante, com a ajuda de seu filho Michael, com ainda 15 anos. Foi o período perfeito para começar a datilografar. O Professor já havia terminado de corrigir os trabalhos para o Diploma Escolar. Era início de agosto e das Longas Férias.

O trabalho consumiu as Férias até o último minuto, literalmente. Iria começar o ano acadêmico, e exatamente naquele dia, 3 de outubro de 1936, o manuscrito foi finalizado. Na frente, Tolkien escreveu: "O Hobbit ou Lá e de Volta Outra Vez". A assistente da George Allan & Unwin, Susan, recebeu o texto datilografado e tratou de entregar à Stanley Unwin, o presidente da editora. A aventura editorial para a publicação de O Hobbit iria começar!

O livro é aprovado

Stanley gostou de imediato. Mas acreditava que as crianças eram os melhores juízes, pois o livro havia sido construído para os filhos de Tolkien, como contam as histórias. Assim, passou ao seu filho, Rayner, que leu e adorou a aventura do hobbit.

"Meu pai era editor, ele costumava me pagar, como complemento à minha mesada, um xelim que, naquela época era uma boa quantia pelo meu relatório", disse. "Não é uma obra-prima da crítica, mas, naquele tempo, uma segunda opinião era desnecessária. Se eu dissesse que podiam publicar, publicavam", complementa Rayner. E explica: "Felizmente, para mim, e para todo mundo, escrevi um relatório aprovando e recebi meu xelim que provavelmente foi o melhor xelim que a empresa já gastou, e o livro foi publicado.

O relatório de Rayner foi breve, e pode ser conferido nesta imagem: relatório de Rayner Unwin. A tradução segue abaixo:

  • Bilbo Bolseiro era um hobbit que vivia em sua toca de hobbit e nunca saía à cata de aventuras. Finalmente, o mago Gandalf e seus anões o convencem a sair. Ele se divertiu muito lutando contra goblins e wargs. Mas finalmente, eles chegam à Montanha Solitária. Smaug, o dragão que a guarda, é morto. E, depois de uma terrível batalha contra os goblins, Bilbo volta para casa rico. Com a ajuda de mapas, esse livro não precisa de nenhuma ilustração. É bom, e deve agradar crianças com idade entre 5 e 9 anos.

A partir daí, o livro estava pronto para ser impresso. Mas uns detalhes ainda precisavam se acertar. Saiba, no Capítulo 3 deste projeto, como o livro foi publicado e como ele foi recebido pela crítica e pelo público.

A Busca de Erebor

Se fossemos contar da história de Erebor, da sua fundação aos tempos de Thorin II, da linhagem dos anões, ou da influência dos dragões e orcs na história destes, levaríamos muito tempo através de longos parágrafos, uma vez que os contos de Tolkien se encaixam entre si, formando um enorme Caldeirão de Histórias [4], quase que perfeitamente, e acabam por nos apresentar uma cadeia de fatos impressionante. Por isso optou-se pelo seguinte:

Agora que os Anões e Bilbo estão na estrada sob o comando de Gandalf, vamos entender através desta seleção adaptada do texto A Busca de Erebor, do Contos Inacabados, o porquê dos anões irem à Montanha Solitária para recuperarem o tesouro roubado pelo dragão Smaug; além dos motivos que fizeram Gandalf persuadir Thorin à levar Bilbo na viagem. Neste livro é Frodo quem faz a narração, sob a contação do mago.

As primeiras ligações mais diretas com essa aventura datam de 2850 da Terceira Era, quando Gandalf penetra em Dol Guldur, a então fortaleza de Sauron, 40 anos antes do nascimento de Bilbo ou 91 anos antes da expedição dos anões. O mago encontrou Thráin II, pai de Thorin II, jogado nos poços, bastante debilitado, apenas podendo ter uma breve fala com ele.

O anão lhe entregou um mapa e uma chave. O Mapa de Thror e a chave da porta secreta de Erebor. Disse-lhe "Para meu filho" e faleceu. No momento Gandalf não sabia que era aquele anão o pai de Thorin Escudo de Carvalho. Sentiu por Thráin ter suportado pelo menos cinco anos nas torturas de Dol Guldur.

E assim Gandalf guardou os objetos e partiu da Fortaleza de Sauron, localizada na parte sudoeste da Floresta das Trevas. O tempo passou e os dois itens quase caíram no esquecimento do mago. Mas ocorreu que ele resolveu retornar ao Condado, para buscar tranqüilidade e descanso, após ter ficado os últimos 20 anos tentando solucionar situações nada agradáveis.

É o ano de 2941. Pensamentos de como "salvar" as terras do norte ainda correm pela mente de Gandalf, pois ele tenta mostrar ao Conselho Branco que os riscos agora são: do poder crescente de Sauron, o Necromante, em Dol Guldur; e do dragão Smaug, que pode ser usado pelo novo Senhor do Escuro como arma poderosa de destruição, abalando os reinos de Valfenda e Lórien. Sendo que o primeiro pensamento pesa mais em sua consciência.

Nesse caminho que percorre rumo ao Condado, Gandalf encontra Thorin. Há duas versões para o local do encontro: a dos Apêndices de O Retorno do Rei sugerem ter se dado na estalagem de Bri e a versão dos Contos Inacabados diz que foi numa estrada próxima de Bri. Porém o fato é que o encontro se deu em 15 de Março.

E nesse dia Thorin contou sua história ao mago. "A maré começou a virar" lembrou Gandalf. O anão, que vivia em exílio agora nas Montanhas Azuis (Ered Luin), despertou no mago bastante interesse. As intenções de Thorin II coincidiam
com as vontades de Gandalf de ter povos restabelecidos no norte, pois esta passagem ficara exposta e desprotegida.

E assim os dois foram para os salões das Ered Luin, onde Thorin pôde contar melhor toda história, e onde também Gandalf conseguiu convencer Thorin a levarem Bilbo consigo. O que se desenvolveu nessa conversa foi que Thorin mostrava claramente que não queria perder mais tempo, e queria partir logo em busca do tesouro há muito perdido: mesmo que isso resultasse em batalhas, mortes e perdas – tanto que Thorin tinha afiado seu machado e mostrava-se pronto para uma batalha.

Gandalf, porém, ponderou e aconselhou-o a não espalhar que a aventura seria feita, que fosse acompanhado de parentes e amigos fiéis, e levasse junto uma surpresa para o dragão Smaug. É aí que entra o pacato Bilbo. Da última vez que o mago o viu, este demonstrava muito interesse por histórias, querendo vive-las. Mas Bilbo tornara-se adulto, fora se reservando e tornando as suas aventuras apenas um sonho particular.

Gandalf não tinha visto essa mudança, pois ele e Thorin partiram de Bri direto às Ered Luin para conversarem. A descrição que o mago fez de Bilbo à Thorin era do Bilbo jovem. Mas independente das mudanças, Bilbo seria uma surpresa, uma novidade, para o velho dragão. Ao mesmo tempo em que os hobbits são tão pequenos quanto os anões, e tão silenciosos em seus passos quanto os elfos, Bilbo era o sujeito ideal para enganar Smaug, pois o dragão nunca sentira o cheiro de hobbit.

Bilbo possuía a essência do hobbit ideal para a aventura: tinha sangue de Bolseiro e um toque Tûk. E assim Thorin foi persuadido por Gandalf. Seguiram eles e os treze anões para Bolsão, na celebrada festa.

Como falou-se, Thorin acabou desconfiando dos relatos de Gandalf de que Bilbo estaria pronto para a aventura, ao vê-lo espantado correndo pelos corredores. Mas Gandalf havia pensado e planejado muito bem, tinha uma carta na manga. O mago sabia que no seu íntimo, o Sr. Bolseiro acabaria optando em partir, portanto ocorreu o seguinte:

Os anões chegaram preparados, já com os materiais de viagem, prontos para levarem Bilbo – seguindo os conselhos de Gandalf – assim, no fim do dia da festa, dormiram na toca. Na manhã do dia seguinte saíram cedo deixando um bilhete. Esse bilhete, escrito por Thorin, de certa forma forçava o lado Bolseiro de Bilbo responder pela aventura. Ele não poderia perder essa oportunidade! E assim a história seguiu como a conhecemos.

O Abrigo Élfico

Valfenda e Elrond

Valfenda é um dos últimos redutos élficos na Terra Média. Localizado em um vale, por onde corre o rio Bruinen, esse é um local de paz e beleza, onde muitos conhecimentos e histórias dos elfos eram preservados. Ali vive Elrond Peredhil, o senhor de Imladris (outro nome de Valfenda que também é conhecida pelo nome de "Karningul" em Westron). Elrond é um senhor nobre, de belas feições, forte como um guerreiro, sábio como um mago, venerável como um rei dos anões, generoso como o verão. Ele é filho de Eärendil e Elwing, sendo portanto um meio-elfo, a quem foi dada então a opção de escolha, entre levar uma vida élfica ou mortal, sendo que ele escolheu a primeira.

Elrond fundou Valfenda no ano de 1697 da segunda era, após Sauron ter devastado Eregion, com o intuito de criar uma fortaleza que pudesse resistir às forças de Sauron.. Foi em Valfenda que, no final da segunda era, reuniram-se os exércitos da Última Aliança, comandados por Elendil e Gil-Galad, de onde partiram para Mordor, numa luta que culminaria com a derrota de Sauron. Isildur, filho de Elendil, tomou o Um Anel de Sauron, mas foi morto mais tarde. Porém sua linhagem foi preservada em Valfenda, onde sua esposa e seu filho permaneceram salvos, além dos tesouros da Casa de Isildur: o cetro de Annuminas, a Elendilmir, o Anel de Barahir e os fragmentos de Narsil. Por volta de 1300 o senhor dos Nazgûl estabeleceu em Eriador o domínio de Angmar, que batalhou contra os homens e contra as forças de Valfenda, sendo derrotado.

Graças à ação do anel de Elrond, Vilya, Valfenda tinha características especiais, tais como um retardo na passagem do tempo e uma sensação de bem-estar e vigor renovado sentida por seus habitantes. Os efeitos do Anel ainda podia ser maiores, envolvendo também a cura, como no caso da cura de Frodo ou nas palavras do próprio Bilbo: "Um pouco de sono traz uma grande cura na casa de Elrond, e cura o mais que puder.." (O Hobbit, A Última Etapa).

E é no ano de 2941 que Gandalf, Bilbo e os anões chegam a Valfenda. Não puderam permanecer muito no reino élfico, para continuar em sua jornada a Erebor, mas puderam desfrutar de momentos de paz e tranqüilidade que já não existiam em outro lugar da Terra Média. E, apesar de pouco tempo, a visita foi suficiente para despertar em Bilbo um grande amor por Valfenda, aonde viria morar muitos anos mais tarde.

Da união de Elrond e sua esposa Celebrian foram gerados três descendentes: os irmãos Elladan e Elrohir e a bela Arwen. Além disso, habitava ainda em Valfenda o poderoso senhor élfico Glorfindel.

Valfenda em Imagens

Valfenda, é um tema muito retratado por artistas tolkienianos. O próprio Tolkien chegou a fazer alguns desenhos retratando o refúgio élfico de Elrond. "Chegando em Valfenda" é um deles. O rascunho "Valfenda olhando para o leste" é outro, e assim como "Valfenda" retrata o vale mais íngreme do que o primeiro desenho.

John Howe, provavelmente o mais conhecido artista tolkieniano do mundo, mostra em sua imagem "Valfenda"
mostra uma cachoeira em primeiro plano e Gandalf e um hobbit descendo em direção a Valfenda mais atrás, com essa última ao fundo. Como é característico em suas pinturas, a casa de Elrond é retratada como um castelo medieval.

Ted Nasmith, especializado em pintar paisagens da obra de Tolkien, também chegou a fazer uma pintura de Valfenda, mostrando a beleza do vale com as montanhas ao fundo e a casa de Elrond pequena em meio à beleza da Terra-média.

Alan Lee, o artista com um dos maiores acervos de desenhos baseados na obra de Tolkien mostra nessa imagem a Última Casa Amiga a oeste das Montanhas da Névoa no meio de um vale cheio de árvores com folhas douradas.

Joan Wyatt retrata o vale de Valfenda muito bem, com montanhas ao redor e um belo sol nascente ao fundo. Entretanto, o que chama mais atenção na figura é o modo como o artista retratou a casa de Elrond, que mais parece um prédio moderno ou medieval do que um refúgio élfico.

Paul Monteagle costuma fazer desenhos de certo modo ameaçadores. No seu desenho de Valfenda, ele mostra o vale mais estreito do que o normal, com poucas árvores e com um detalhe que chama a atenção: duas estátuas parecendo gárgulas no portão em primeiro plano.

Billy Mosig é autor de muitos desenhos belos sobre a obra de Tolkien, incluindo Imladris, que mostra o vale com muitas cachoeiras e florestas ao redor da Casa, que é retratada mais ou menos como foi nos filmes, com muito espaço aberto.

David Wyatt fez esse desenho de Valfenda que mostra a Casa de Elrond como três prédios circulares de madeira aparentemente "espremidos" entre o rio Bruinen e a parede do vale.

Rodney Matthews fez essa estranha pintura de Valfenda. Tanto o vale quanto o rio estão muito bem representados, mas a Casa em si lembra a arquitetura oriental, mas em nada se parece com a arquitetura élfica.

Agora um fato curioso. A própria Mãe Natureza parece ter criado um vale na Suíça que em muito lembra o lar de Elrond.

Dos Orcs

Orcs são seres totalmente maléficos, incapazes de fazer o bem, que destroem tudo o que podem, matam sem piedade alguma, entre outros males não menos desprezíveis. Eles não fazem coisas bonitas, mas fazem coisas engenhosas, são capazes de construir túneis com grande habilidade, sendo superado apenas pelos anões; gostam de instrumentos de tortura, rodas, motores e explosões. Como é então que criaturas tão temíveis residem na Terra-média? Qual é a origem dos Orcs?

Essa pergunta decerto é muito difícil de responder, nem Tolkien poderia dizer sem dúvidas qual é a origem desses seres maléficos. Uma das teorias, apresentada em O Silmarilion, diz que os Orcs são elfos corrompidos ao longo de muitos anos, mas essa teoria é controversa, já que Melkor poderia corromper o hröar (corpo) mas não o Fëa (alma) dos primogênitos. O próprio escritor acabou por descartá-la numa das cartas que escreveu. Outra teoria é que eles tenham sido criados durante o terceiro tema, na dissonância de Morgoth. O certo é que ninguém pode responder isso com certeza.

O que importa mesmo nesse quesito não é como eles apareceram, e sim o quê significavam para Tolkien: eles representam tudo o que há de ruim na guerra moderna, ou Guerra das máquinas, como o professor a chamava. Ronald Tolkien via orcs nas indústrias, que espalham poluição, produzem máquinas mortais e exploram seus funcionários em galpões escuros: como os "prisioneiros e escravos que têm de trabalhar até morrer por falta de luz" dos orcs.

Além disso, os soldados que matam tudo o que vêm pela frente, destroem sem necessidade, marcham horas a fio e guerreiam sem propósito algum, ao estilo dos que eram vistos quando seu filho Christopher Tolkien lutava na Segunda Grande Guerra, ou quando ele mesmo lutava na Primeira, o escritor costumava vê-los como pessoas que gostavam da brutalidade da guerra, assim como os Orcs.

Na Carta 96 do livro "The Letters of J.R.R. Tolkien", datada de 30/01/1945, o escritor fala, referindo-se à Segunda Guerra Mundial:

Bem, a primeira Guerra das Máquinas parece estar se aproximando de seu capítulo final e inconclusivo – deixando, infelizmente, todos mais pobres, muitos desolados ou mutilados, e milhões de mortos, e apenas uma coisa triunfante: as Máquinas. À medida que os servos das Máquinas se tornarem uma classe privilegiada, elas ficarão enormemente mais poderosas."

É muito interessante pensar assim, pois poucas vezes vemos as reais influências que levaram Tolkien a colocar essas criaturas de origem incerta na Terra-média. Ele claramente cria os Orcs numa alusão às tão odiadas Máquinas.

Outro ponto interessante a ser destacado, é o fato de a tradução brasileira ter "atropelado" certa espécie de Orcs. Os goblins aparecem várias vezes na obra original, sendo diferenciados na mesma de Orcs normais. Mesmo assim, a tradução brasileira simplesmente ignorou isto e traduziu ‘goblin’ para ‘Orc’. Mais detalhes sobre isso, você encontra aqui mesmo na Valinor, no texto "Eu Acredito em Duendes!!".

Uma das figuras que se destaca nesse grupo é o Grão-Orc, o chefe dos Orcs que atacaram Bilbo e os anões na Montanha da Névoa. Ele é maior, mais forte e muito mais inteligente que os outros orcs (o que não é lá grande coisa), por isso comanda todo o grupo de seres do mal.

Uma das melhores discussões sobre o tema aconteceu no tópico orcs- oq eles saum ?, lá o usuário poderá conferir opiniões das mais diversas e uma discussão riquíssima em argumentos.

Bem, se os orcs são elfos corrompidos, dissonâncias musicais, máquinas, goblins ou outra coisa qualquer, isso só podemos supor. O que podemos afirmar sem dúvidas é que esses s
eres do mal criaram muitos problemas aos heróis da obra Tolkieniana.

Galeria de Imagens

Valfenda (Rascunho) – "Aqui está, finalmente."

"Viram um vale lá embaixo. Conseguiam ouvir a voz da água, correndo num leito pedregoso; a fragrância das árvores se espalhava no ar e havia uma luz na encosta do vale, do outro lado do rio." (Capítulo III)

Valfenda – "Posso sentir o cheiro da lenha queimando na cozinha."

"O ânimo de todos melhorava à medida que desciam. As árvores eram agora faias e carvalhos, e havia uma sensação confortável no crepúsculo. O último tom de verde quase desaparecera da grama quando finalmente chegaram a uma clareira não muito acima das margens do rio." (Capítulo III)

Gandalf e Glamdring – "Estas lâminas parecem boas."

Disse Elrond: “Esta, Gandalf, era Glamdring, Martelo do Inimigo, que o rei de Gondolin usava outrora.�? (Capítulo III)

A Trilha da Montanha – "… mais que uma trovoada, uma verdadeira guerra de trovões."

"Os relâmpagos se estilhaçam nos picos, as rochas tremem e grandes estrondos partem o ar e vão ecoando e invadindo cada caverna e cada gruta, e a escuridão se enche de um ruído esmagador e de clarões inesperados." (Capítulo IV)

Recebendo chicotadas – “Os Orcs eram muito rudes, e beliscavam sem dó.�?

"Surgiu diante deles o vislumbre de uma luz vermelha. Os Orcs começaram a cantar, ou grasnar, e marcavam o ritmo batendo na pedra os pés chatos e sacudindo os prisioneiros.
…faziam-nos correr a mais não poder na frente deles, e mais de um anão já choramingava e berrava feito louco quando caíram todos dentro de uma grande caverna.
…estava iluminada por uma grande fogueira no centro e por tochas ao longo das paredes, e estava cheia de orcs." (Cap. IV)

O Grão-Orc – "Quem são essas pessoas miseráveis?"

"O Grão-Orc soltou um uivo de raiva verdadeiramente hediondo quando viu a espada, e todos os seus soldados rangeram os dentes, bateram os escudos e os pés. Reconheceram a espada imediatamente. Ela matara centenas de Orcs em sua época, quando os belos elfos de Gondolin os caçavam nas colinas ou travavam batalhas diante de seus muros." (Capítulo IV)

Pandemônio – “… espalhava faíscas brancas e lancinantes por entre os orcs.�?

"As faíscas abriram buracos nos orcs, e a fumaça que caía do teto deixava o ar espesso, tornando a visão difícil até para eles. Logo estavam caindo uns sobre os outros, rolando aos montes no chão, mordendo, chutando e lutando como se estivessem todos enlouquecidos." (Capítulo IV)

Créditos das Imagens

John Howe
J.R.R. Tolkien
Terry A. Ernest

Notas
Além dos motivos que fazem o grupo explorar os pontos de relevância no texto, há também nesta seção uma história por trás dos fatos.

1. Montanhas da Névoa ou Montanhas Sombrias?

Um caso semelhante já ocorreu na elaboração do capítulo final de A Guerra do Anel, quando o nome da cordilheira ao norte de Mordor foi trocado pelo nome da cordilheira ao norte da Floresta das Trevas, e um dos membros reparou no erro.

Aqui a história é a seguinte: nas edições de O Hobbit, da Martins Fontes, traduzida por Lenita Maria Rímoli Esteves, a cordilheira que aparece no Mapa das Terras Ermas vem com o nome de Montanhas Sombrias, enquanto que o mesmo acidente geográfico, no mapa da página 80, por exemplo, do Atlas da Terra-média, traduzido pelo membro da Tolkien Society, Ronald Kyrmse, vem com o título de Montanhas da Névoa.

O nome correto da badalada cordilheira é Montanhas da Névoa, que em sindarin é Hithaeglir (esse nome élfico está contido nos mapas de Karen). E, analisando mais um pouco, até o nome em Sindarin está errado no mapa da Terra-média das edições de O Senhor dos Anéis, pois está impresso como Hithaiglin.

É da Névoa, "pois o erguimento orográfico, possivelmente até a altura de mais de 12.000 pés, teria produzido as condições de nebulosidade, que não somente deram nome à cordilheira, mas também (…) especialmente, produziram a tremenda batalha de trovões que fez Thorin e Companhia buscarem abrigo", explica Karen Fonstad.

O grupo consultou o tradutor do Atlas da Terra-média, Ronald Kyrmse, e ele disse o seguinte:

Em O Senhor dos Anéis e em O Hobbit, o nome Hithaeglir ( = Misty Mountains / Mountains of Mist), a oeste de Eriador, foi traduzido por Montanhas Sombrias, e Ephel Dúath ( = Shadowy Mountains), a leste de Mordor, foi traduzido por Montanhas da Sombra. Em O Silmarillion e em Contos Inacabados, optou-se pela nomenclatura mais coerente:

  • Misty Mountains –> Montanhas da Névoa

    Mountains of Mist –> Montanhas da Névoa

    Shadowy Mountains –> Montanhas de Sombra

    Mountains of Shadow –> Montanhas da Sombra

2. Calendário do Condado – A Contagem das Datas

1º Lite é uma data que no Calendário do Condado não se encaixa dentro dos 12 meses listados, mas está entre o término e início dos meses Pré-Lite (6) e Pós-Lite (7). Karen, no Atlas, diz que Tolkien poderia ainda não ter criado o Calendário, mas de qualquer forma as datas pouco variam em relação ao nosso calendário Cristão. Todos meses tinham 30 dias. Acrescentando-se mais 5 datas especiais: 1º e 2º Lite; 1º e 2º Iule e o Dia do Meio do Ano.

3. Gigantes de Pedra?

Aí está um ponto que Tolkien admitiu ter vivido: "A jornada do hobbit (Bilbo) de Valfenda para o outro lado das Montanhas da Névoa, incluindo a descida abaixo das pedras deslizantes nos bosques de pinheiros, está baseado em minhas aventuras de 1911" – As Cartas de J.R.R Tolkien, carta 306. Tolkien estava com quase 20 anos na época, e escreveu essa carta para seu filho Michael.

A única informa
ção que se tem em todo Legendário sobre os "gigantes de pedra" é somente nestas passagens. Mas se não há informações detalhadas sobre quem poderiam ser estes, há pelo menos um fato bastante curioso:

  • Um dia subimos em uma longa marcha com guias a geleira de Aletsch – foi quando eu cheguei perto de morrer. Tínhamos guias, mas ou os efeitos do verão quente estavam além da experiência deles, ou eles não tomavam bastante cuidado, ou nós estávamos começando tarde. De qualquer modo, ao meio-dia fomos enfileirados ao longo de uma trilha estreita com uma rampa de neve à direita subindo o horizonte, e na esquerda um mergulho abaixo em uma ravina. O verão daquele ano derretera muita neve, e pedras e pedregulhos estavam mais expostos do que (eu suponho) estivessem normalmente cobertos. O calor do dia continuou o derretimento e nós fomos alarmados ao ver muitas dessas grandes rochas começarem a rolar a rampa ao ganhar velocidade: qualquer coisa do tamanho de laranjas a grandes bolas de futebol, e algumas muito maiores. Elas estavam silvando por nosso caminho e mergulhando no desfiladeiro, ‘golpeando forte’ senhoras e senhores. Elas começaram lentamente, e então normalmente mantiveram uma linha direta de descida, mas o caminho era áspero e também se tinha que ficar de olho nos próprios pés. (As Cartas de J.R.R Tolkien, carta 306).

Ver versão na íntegra, no site Dúvendor: carta 306.

4. Caldeirão de Histórias

Este termo foi criado por Tolkien, e não é difícil entender: basta imaginar um Caldeirão enorme, onde Tolkien lançasse todos seus contos, e depois de uma boa mexida, nos espantamos pela incrível ligação de um com o outro. É como um bolo bem feito, com a harmonia dos ingredientes. Há ecos dos vestígios de Gondolin na história de O Hobbit, mesmo eras depois da destruição deste reino, figurando as espadas Glamdring e Orcrist. E isto era o que Tolkien fazia e fez durante toda sua vida, sempre procurou ligar os fatos.

Vocabulário

Orográfico: Orografia, estudo ou tratado a respeito do relevo terrestre.
Consultas
Livros
O Hobbit (J.R.R. Tolkien), Martins Fontes
O Atlas da Terra-média (Karen Wynn Fonstad), Martins Fontes
O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei (J.R.R. Tolkien), Martins Fontes
Contos Inacabados (J.R.R. Tolkien), Martins Fontes
Tolkien – Uma Biografia (Michael White), Imago Editora
Explicando Tolkien (Ronald Kyrmse), Martins Fontes

DVD’s
O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel (extras)
J.R.R. Tolkien – Master of the Rings

Sites
Valinor
Dúvendor

 

Retrospectiva 1o. Semestre Valinor 2005

Apresentação:

Como parte das comemorações e festividades neste mês de Julho dos 4 anos do site Valinor, a Heren Quentaron traz uma novidade especial: uma Retrospectiva de todas as notícias lançadas na página inicial no último Semestre.

Tratam-se de todas as notícias publicadas entre 1º de Janeiro e 30 de Junho de 2005, separadas por suas respectivas categorias, catalogadas abaixo. Há o link para a notícia, e um breve resumo do que ela trata.

Como toda Retrospectiva, essa também tem a intenção de fazer uma releitura dos meses que passaram, para lembrarmos de fatos marcantes e datas curiosas. Mas além disso, esperamos que este "catálogo" sirva também como fonte de pesquisa e consulta posterior de qualquer interessado.

É isso, bom divertimento.

 

 

Retrospectiva 1º Semestre Valinor 2005

Tolkien

As notícias mais importantes relacionadas diretamente ao Professor estão catalogadas aqui, entre eventos, premiações e datas marcantes.

Janeiro

1– Nossos Parabéns, Professor!
Os fãs se reúnem para comemorar os 113 anos de J.R.R. Tolkien.

2– 113 Anos de John Ronald Reuel Tolkien
Um artigo que reúne a cronologia da vida de Tolkien é publicado em homenagem ao Professor Tolkien.

3– Morre o biógrafo Humphrey Carpenter
Aos 58 Anos, falece no dia 4 de Janeiro, o autor da 1º e mais conhecida biografia de Tolkien.

4- O Hobbit no Teatro!
Peça de Teatro adaptada do livro de Tolkien, O Hobbit.

Fevereiro

1- Arda Vista do Espaço
Uma montagem bacana de como seria a vista de Arda por satélite.

2- Tolkien até no Carnaval
Escola de Samba se inspira nas armaduras dos filmes para fazer fantasia.

Março

1- Alan Lee estréia seu site oficial
Um dos melhores ilustradores de Tolkien apresenta seu site oficial novo.

2- "Hobbits" da Indonésia tinham Cérebro Avançado
Análise no crânio do Homo floresiensis revela que mesmo pequeno ele era inteligente.

3- Ilustradora Catherine Karina Chmiel estréia novo site
Ilustradora desconhecida de Tolkien mostra as caras com belíssimas ilustrações em site.

4-"A Queda de Gondolin" há 85 Anos
Leitura do conto completou 85 anos em 10 de Março.

5- Tolkien & Edith: Um amor de 89 anos
Casamento de J.R.R. Tolkien e Edith completaria 89 anos no dia 22 de Março.

6- Dia Tolkien de Leitura
Evento promovido pela Tolkien Society inglesa para encorajar as pessoas a lerem mais sobre Tolkien, no dia 25 de Março.

Abril

1- Tolkien e a Mitologia Nórdica na revista Superinteressante
Matéria sobre conteúdos que serviram de inspiração para Tolkien.

2- Fracasso da peça teatral "O Hobbit", na Nova Zelândia
Peça que estava prevista para durar 18 meses, não passou dos 5 dias.

Maio

Nenhuma notícia publicada.

Junho

1- Mithopoeic Awards
Divulgação das obras que estão concorrendo na categoria de "Mithopoeic Scholarship Awards for Inklings Studies" deste ano.

2- Musical de SdA vende milhões em ingressos
O musical que estréia em Março de 2006 no Canadá já está faturando muito com a venda de ingressos pela internet. Já na primeira semana, as vendas atingiram 7 milhões de dólares canadenses (cerca de R$ 13.600.000).

Livros

O que acontece de novo em relação aos livros do Professor é relatado aqui, entre os lançamentos por vir e revisões sobre o que já foi publicado, além de livros sobre Tolkien ou baseados nas obras dele.

Janeiro

Nenhuma notícia publicada.

Fevereiro

1- Livro do Curso de Quenya e suas Camisetas
Mudança quanto as reservas dos livros e das camisetas para o período de 5 dias.

2- Campanha Por uma Literatura na Terra-média
Convocação para a ajuda voluntária na divulgação do livro Curso de Quenya.

3- Use um banner do Curso de Quenya
Lançado um banner do Curso de Quenya para promover as vendas!

4- Site oficial de Ted Nasmith com imagens novas
Novas imagens relacionadas ao Silmarillion no site oficial do artista.

5- Ei, fã de Tolkien? Carta para Você
A notícia mais bombástica dos últimos anos: editora Arte & Letra compra os direitos de publicação das Letters de J.R.R. Tolkien!

Março

1- Os Heróis Anônimos de "O Senhor dos Anéis"
Pré-venda de um livro escrito por Lynnette R. Porter sobre os personagens "menores" do livro e da importância deles.

2- O Curso de Quenya Também em Livrarias
O livro da língua élfica à ve
nda também em livrarias de Curitiba.

3- Morre Karen Wynn Fonstad, autora de "Atlas da Terra-média"
Morre, aos 59 anos, a autora de "O Atlas da Terra-média", Karen Fonstad.

4- Use banner de "As Cartas de J.R.R. Tolkien"
Banner promocional para incentivar vendas do novo livro

5- Curso de Quenya nas livrarias do Rio e Limeira
Como prova do sucesso do livro, além de disponível pela Net, agora também pelas livrarias do país.

Abril

1- Heren Ohtari Parmaron fundada!
Fundou-se em 6 de Abril, a "Ordem dos Guerreiros dos Livros" que têm como objetivo proporcionar um conhecimento melhor sobre assuntos preciosos.

2- Novo livro de fantasia: "O Segredo da Guerra"
Anúncio do lançamento do livro escrito pelo colega Thiago Marés, sobre um grupo de aventureiros no meio de uma guerra.

3- Livro de Quenya em Porto Alegre
À venda o Curso de Quenya numa livraria de Porto Alegre.

4- Buemba! Buemba! Os orcs transavam!
Biólogo divulga estudo que revela que existiam orcs fêmeas. Logo, os orcs transavam!

5- Tolkien Studies Vol. 1 para download e lançamento do Vol. 2
Disponível o volume 1 de "Tolkien Studies: An Annual Scholarly Review" para download em HTML e PDF.

6- Dia Mundial do Livro
Dica de livros sobre Tolkien e suas obras para compras e leituras.

Maio

1- Jovens espanhóis lendo mais que os pais
Jornal "Diário de León" revela pesquisa mostrando que jovens da Espanha estão lendo mais que seus pais atualmente.

2- Capa do Segredo da Guerra divulgada!
Thiago Marés divulga a capa de seu livro, "O Segredo da Guerra".

3- Novas ilustrações de Ted Nasmith
Sete novas ilustrações são mostradas por Nasmith em seu site, baseadas no Silmarillion.

Junho

1- Lançamento do Livro O Segredo da Guerra
Convite feito pelo seu autor, Thiago Marés, para comparecer ao lançamento de O Segredo da Guerra, na FNAC – Parkshop Barigui.

2- O Poder Mágico da Palavra
Rosa Sílvia Lopez entra em contato com a Valinor divulgando seu excelente trabalho feito, lançado em livro: "O Senhor dos Anéis & Tolkien – O Poder Mágico da Palavra".

3- Curso de Quenya SEM FRETE
A Arte & Letra editora lança a promoção: compre O Segredo da Guerra e o Curso de Quenya e não pague frete!

Filmes

Notícias referentes à trilogia cinematográfica d’O Senhor dos Anéis de modo geral.

Janeiro

1- Peter Jackson revela seu próximo filme após King Kong
O próximo projeto de Peter Jackson, após o remake de King Kong é a adaptação de The Lovely Bones, de Alice Sebold.

2- Mais cenas dos filmes?
Notícia que revela os planos do diretor Peter Jackson de incluir cenas novas no filme, futuramente.

Fevereiro

1- The Ring Thing
Depois do sucesso dos filmes de Peter Jackson, os suíços resolveram filmar "The Ring Thing", uma paródia de "O Senhor dos Anéis".

2- Weta Workshop em animação baseada em livro neo-zelandês
O diretor da Weta Workshop, Richard Taylor, anunciou que, uma vez que não se encontra muito ocupado com o próximo filme de Peter Jackson, King Kong, irá produzir uma animação infantil baseada no livro "Jane and the Dragon", do autor neo-zelandês Martin Bayton. A animação será feita da mesma maneira que se fez com Gollum, utilizando a técnica da captura de movimentos de atores reais.

3- Gollum na Superinteressante
A Revista Super Interessante na Seção Ciência Maluca, publicou uma reportagem sobre a insanidade do personagem Gollum.

4- "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" recebe dois Grammys
O Retorno do Rei vence nas categorias "Melhor canção para filme, televisão ou outra mídia visual", com ‘Into the West’ e "Melhor trilha sonora para filme, televisão ou outra mídia visual".

5- Herói que inspirou ‘O Senhor dos Anéis’ também vira filme
O herói de ação que inspirou J. R. R. Tolkien a criar a trilogia "O Senhor dos Anéis" está para chegar às telonas.

Março

1- Dá o preciosso pra nós, dá sim!
A Wingnut Films, empresa de produção do cineasta Peter Jackson, está processando a New Line Cinema.

2- Lucros Através do DVD
Desde que o DVD entrou no mercado, por meados de 1997/98, às vendas de filmes têm aumentado cada vez mais, pelo fato do DVD tornar-se mais atraente. E a soma que se têm das vendas de DVDs somam um número maior do que o valor das bilheterias dos seus respectivos filmes

3- O HOBBIT só daqui 3 anos…
Peter Jackson disse à imprensa australiana que o filme "O Hobbit" pode começar a ser produzido somente daqui a uns 3 ou 4 anos.

4- Musical de "O Senhor dos Anéis"
O muscial de "O Senhor dos An&eacu
te;is", dirigido por Matthew Warchus, vai estreiar em Março de 2006, em Toronto, no Canadá.

5- Site do Musical de SdA no ar.
O musical que levará a trilogia "O Senhor dos Anéis" para o teatro já está com seu website no ar.

Abril

1- Ringers é matéria da revista SFX
"Ringers: Lord of The Rings Fans" é um documentário que trata do impacto global de "O Senhor dos Anéis" desde seu lançamento, até os dias atuais, com o fenômeno causado pelos filmes de Peter Jackson. A revista SFX, em sua edição a ser lançada em Maio, virá com uma matéria sobre Ringers

2- Ringers: Premiere no Newport Beach Film Festival
"Ringers: Lord of The Rings Fans" (um documentário que trata do impacto global de "O Senhor dos Anéis" desde seu lançamento há pouco mais de 50 anos, até os dias atuais, terá sua premiere neste dia 23, sábado, no Newport Beach Film Festival, na Califórnia, EUA.

3- WETA Workshop: Site oficial
A WETA Workshop, responsável pelos efeitos especiais dos filmes de "O Senhor dos Anéis" possui uma página na internet.

4- Versão Estendida de O Retorno do Rei ganha prêmio no Canadá
Na segunda premiação anual do Canadian Entertainment Network Awards a VE de RdR arrebatou vários prêmios

Maio

1- Acredite se quiser: O Retorno do Rei recebe mais um prêmio.
Por incrível que pareça, RdR continua faturando premiações. Agora foi o Nebula Awards®, da Science Fiction and Fantasy Writers of America.

2- Top 50 trilhas sonoras do cinema. Quem ficou em 1º ?
A Classic FM realizou uma votação para um "Top 50 Trilhas Sonoras do Cinema". Eis que a maravilhosa trilha de O Senhor dos Anéis de Howard Shore ficou em 1º lugar.

3- Coca da Boa divulga notícia falsa sobre senhor dos anéis
O site divulgou uma notícia falsa, dizendo que a Warner está sendo processada por um "Easter Egg" no DVD d’A Sociedade do Anel.

4- Gollum é assustador!
Saiu na Life Style Extra, o Top 10 dos personagens de histórias infanto-juvenis mais assustadores. Na 5º colocação está o nosso Gollum, de "O Hobbit" e "O Senhor dos Anéis"

5- Tecnologia de "O Senhor dos Anéis" chega ao Brasil.
O moderno recurso tecnológico chamado Motion Capture, usado por Andy Serkis para fazer o personagem Gollum, finalmente chega ao Brasil.

6- O Senhor dos Anéis X Star Wars
Revista Veja diz que os efeitos especiais de O Senhor dos Anéis são melhores que os de Star Wars.

7- Senhor dos Anéis entre os 100 melhores de todos os tempos
A revista TIME divulgou uma lista com os 100 melhores filmes de todos os tempos, feita pelos críticos Richard Corliss e Richard Schickel. Como não era de se espantar, o nosso "O Senhor dos Anéis" está lá.

Junho

1- Massive 2.0 à venda
O Massive é um programa de computação usado para animar grandes quantidades de personagens, de forma que eles se comportem individualmente, com base em padrões preestabelecidos.Criado para animar as batalhas na trilogia de Peter Jackson, o programa agora está à venda.

2- Museu de Ciência Natural de Houston faz exposição sobre SdA
O Houston Museum of Natural Science, nos Estados Unidos, iniciou ontem, dia 4 de Junho, uma exposição dedicada aos filmes de "O Senhor dos Anéis", que permanecerá aberta até 28 de Agosto.

3- Erros de O Senhor dos Anéis em matéria de Revista
Todo mundo têm algum "erro de gravação" de filme para contar: desde os mais fáceis, como microfones no alto da tela até detalhes de figurino, ou de seqüencia na história. Pois é sobre esse assunto que Eduardo Torelli trata em matéria da Revista "DVD Aúdio e Vídeo Magazine", desse mês.

4- As Duas Torres hoje na HBO
O filme O Senhor dos anéis – as duas torres passa no canal HBO

5- As Duas Torres entre as 100 Melhores Frases da História
Gollum e seu "My precious" acabam de entrar na lista das 100 maiores frases ditas no cinema. A frase conseguiu ficar em 85º lugar.

Elenco

Novidades e homenagens aos atores e atrizes que atuaram na trilogia.

Janeiro

1- Aniversário de Orlando Bloom
Homenagem ao ator Orlando Bloom no dia de seu aniversário.

2- Agora é a vez de Éowyn. Miranda Otto grávida!
Miranda "Éowyn" Otto, 37, está grávida de seu primeiro bebê.

3- Feliz Aniversário Elijah Wood
Texto que faz uma homenagem ao ator, por seu aniversário.

4- Sean Astin vai ser pai… de novo!!!
O ator Sean Astin honra o personagem que interpretou e encomenda mais um filho para a cegonha

5- Gimli enfrenta… CHUPA-CABRAS!?
O adversário de John "Gimli" Rhys-Davies em seu novo filme é ninguém menos que… o CHUPA-CABRAS!!!

Fevereiro

1- Cate Blanchett é favorita ao Oscar
Uma revista especializada, divulga o nome de Cate como um dos favoritos ao Oscar.

2- Cate Blanchett ve
nce no Screen Actors Guild Awards

Cate Blanchett venceu o prémio de Atriz Secundária nos Screen Actors Guild Awards.

3- Entrevista com John Noble
O site Badtaste apresentou uma entrevista realizada com John “Denethor” Noble

4- Cate Blanchett em Capa de Revista
Cate Blanchett vai ser o destaque de capa da edição especial de Oscar da revista norte-americana "Vanity Fair" de 2005

5- Cate Blanchett vence BAFTA
A atriz Cate Blanchett venceu o prêmio "The Orange British Academy Film Awards", a premiação da BAFTA – British Academy of Film and Television Arts

6- Quando Cate vira Kate
Texto sobre a performace de Cate Blanchet no filme O Aviador

7- Feliz Aniversário Sean Astin!
Homenagem a Sean Astin, o Sam do filme O Senhor dos Anéis.

Março

1- Brad "Gríma" Dourif faz 55 anos!
Dia 18 de Março, o ator que fez o o personagem Gríma Língua-de-cobra no filme "O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" comemora seus 55 anos de idade.

2- A tristeza de Christopher Lee
O ator de 82 anos, que interpretou brilhantemente o mago Saruman na trilogia "O Senhor dos Anéis" declara como anda chateado com o que fizeram com suas cenas em "O Retorno do Rei".

Abril

1- Nasce o bebê de Miranda Otto!
Miranda deu à luz a uma menina dia 01/04/2005

2- Vídeo da canção de Christopher Lee com Rhapsody disponível!
O ator mais que veterano Christopher "Saruman" Lee gravou recentemente participações em músicas da banda italiana de heavy metal Rhapsody. Agora podemos ver um vídeo de Lee com a banda em sua mais nova parceria.

3- Novo trailer de Ancanar disponível a partir de amanhã!
Ancanar é um filme independete muito influenciado pelas obras do Professor Tolkien. Contudo, trata-se de algo completamente novo, nada relacionado com a Terra-Média, embora extremamente inspirado nela.

4- Feliz aniversário, Hugo Weaving!
Texto que homenageia o ator Hugo Weaving, por seu aniversário.

5- Quer emagrecer? Faça como o PJ!
Peter Jackson está perdendo sua "forma de hobbit". O diretor neozelandês está 13Kg mais magro.

6- Feliz Aniversário Sean "Boromir" Bean
Texto para homenagear Sean Bean pelo seu aniversário.

7- [20/04] – Aniversário do Andy Serkis!
Homenagem ao ator Andy Serkis, no dia de seu aniversário.

Maio

1- John "Gimli" Rhys-Davies faz 61 anos!
Texto em homenagem ao aniversário do ator John Rhys-Davies, que interpretou Gimli na trilogia.

2- O homem mais poderoso de Hollywood
O site Ireland On-line afirma que a edição de Junho da revista Premiere trará Peter Jackson como "o homem mais poderoso de Hollywood".

3- Peter Jackson engana sites de cinema
Peter Jackson inventou uma mentira sobre o filme King Kong, para enganar os repórteres no dia primeiro de Abril.

4- Aniversário de Cate Blanchett
Texto para homenagear a atriz Cate Blanchett por seu aniversário.

5- Viggo Mortensen beija diretor na boca em Cannes
Uma demonstração de carinho pouco comum marcou a sessão de fotos para promoção do filme A History of Violence, no Festival de Cannes. O diretor David Cronenberg e o ator Viggo Mortensen trocaram um beijo na boca diante dos olhares atônitos da imprensa e do público.

6- Dia do Mago!
Texto homenageando o brilhante ator Sir Ian McKellen pelo dia de seu aniversário.

Junho

1- Gandalf em O Código da Vinci
Ian McKellen (O Gandalf de "O Senhor dos Anéis") vai interpretar o magnata Sir Teabing em O Código da Vinci.

2- [01/07] Feliz Aniversário Liv Tyler
A belíssima Liv Tyler, que interpretou Arwen em O Senhor dos Anéis, faz aniversário e a Heren Quentaron presta uma pequena homenagem à ela.

Lothlórien

Aqui, no cantinho artístico dos fãs, estão os eventos, novidades sobre textos e obras recentes, e eventuais concursos da Lothlórien.

Janeiro

1- Gifs Animadas (e hilárias) de Senhor dos Anéis
Alguns gifs engraçados de SdA, para dar boas risadas.

Fevereiro

Nenhuma notícia publicada.

Março

Nenhuma notícia publicada.

Abril

1-Dia do Desenhista
Uma parabenização aos magistrais ilustradores da Obra de Tolkien.

Maio

1- Atualização na Lothlórien!!!
A Lothlórien recebe uma atualização, com a adição da nova versão do conto "Glória e Angústia – O Conto de Fëaruin, o Noldo", escrito pelo Marcus Vinicius "Fëaruin Alcarintur" Pilleggi.

Junho

Nenhuma notícia publicada.

Valinor

Notícias concernentes às novidades da Valinor, bem como avisos da administração, eventos no s
ite, editoriais e acontecimentos relativos ao grupo.

Janeiro

1- DDoS
Devido a supostos ataques, a Valinor ficou temporariamente fora do ar.

2- Salão das Árvores & Salão do Fogo – Estamos de volta!
Depois de um período de férias, a os grupos de discussão na ValinorNet voltam à ativa.

3- Concurso "Natal em Arda" – E o Ganhador é…
A usuária Luna foi a vencedora do concurso de desenhos com temas natalinos.

4- Artaqueti Valinórëo de volta!
Após uma pausa para as férias, os Debates de Valinor retornam, dessa vez com o Ósanwë-kenta.

5- Mostre o seu Livro do Curso de Quenya!
Comprou o Livro do Curso de Quenya? Queremos vê-lo!

6- Salão das Árvores & Salão do Fogo
Após um pequeno problema, a ValinorNet volta à ativa, debatendo Uma Faca no Escuro no Salão do Fogo, e Da quinta batalha: Nirnaeth Arnoediad no Salão das Árvores.

Fevereiro

Devido ao Carnaval, os Salões dão uma pausa nos dias 5 e 6 de Fevereiro, para retornar no dia 19.

2- Heren Quentaron Para Todos Lerem
A Ordem dos Narradores mostra sua cara, para todos ficarem a par do que ela é, e quem são seus membros.

3- Salão de Fogo & Salão das Árvores
Após o Carnaval, nada melhor que voltar com ânimo para os debates do Senhor dos Anéis (com Fuga para o Vau) e do Silmarillion (De Túrin Turambar).

4- [Editorial] Por uma Terra-média
Uma reflexão de Thiago "Ispaine" Marés sobre o fandom brasileiro de Tolkien.

5- [São Paulo -SP] 1 Ano De Conselho De Leitura Valinor!
Uma festa em comemoração ao 1º ano do Conselho de Leitura Valinor.

6- Artaqueti Valinórëo 07
O texto a ser debatido dessa vez á a Carta 246, onde Tolkien fala sobre Frodo e sua atitude nas Fendas da Perdição. Teria ele falhado?

7- Salão de Fogo & Salão das Árvores
Dessa vez, o Salão do Fogo debate o capítulo Muitos Encontros, da Sociedade do Anel, e o Salão das Árvores vai de Da Destruição de Doriath, d’O Silmarillion.

Março

1- Salão do Fogo & Salão das Árvores
Os capítulos da vez são O Conselho de Elrond (Salão do Fogo) e De Tuor e da queda de Gondolin (Salão das Árvores).

2- Artaqueti Valinórëo 08 dia 15/03!
Enquanto rola o debate do Artaqueti 07, o 08 já é anunciado. O texto a ser debatido é o Dos Anões e Homens, retirado do volume 12 da série "History of Middle-Earth".

3- Conselho de Leitura Valinor Faz 1 Ano
Uma homenagem ao Conselho de Leitura Valinor, com entrevistas e depoimentos a respeito do 1º ano do grupo.

4- Salão do Fogo & Salão das Árvores – Importante
Com o Silmarillion chegando ao final, são precisas sugestões para dar continuidade aos debates de domingo. O Conselho de Elrond é o capítulo da vez no Salão do Fogo, ao passo que De Tuor e da queda de Gondolin continua a ser debatido no Salão das Árvores.

5- Advinhas no Escuro
Texto do próprio Tolkien, traduzido pelo Fabiano "Skywalker", o texto traz o capítulo "Adivinhas no Escuro" antes das modificações pós Senhor dos Anéis.

6- Salão de Fogo & Salão das Árvores
Devido à Páscoa, os Salões são adiados para a próxima semana, quando serão debatidos Uma Jornada no Escuro no Salão do Fogo, e Da Viagem de Eärendil e da Guerra da Ira, o último capítulo d’O Silmarillion no Salão das Árvores.

7- Sexo Élfico
Texto interessante e sério (nada de invenções) sobre o Sexo Élfico, escrito por uma autora que se identifica por Tyellas, e traduzido pelo Fabiano "Skywalker".

8- Lista de Discussão Valinor
As duas listas de discussão da Valinor, Obras e Filmes, se unificam em uma só, a Lista de Discussão Valinor, um espaço aberto, integrado e divertido para discutir todos os aspectos da obra tolkeniana e suas influências.

Abril

1- III Eleni Valinóreva
O III Estrelas de Valinor tem início, com 14 categorias, divididas entre Valinor, Lothlórien, MUD, Listas de Discussão e Brasil.

2- Salão do Fogo & Salão das Árvores – Importante
A última discussão oficial do Salão das Árvores vai de Akallabêth e Dos Anéis de Poder e da Terceira Era. Já o Salão do Fogo é animado com A ponte de Khazad-dûm.

3- Feliz Aniversário Fábio Bettega!
Homenagem do Heren Quentaron feita especialmente para o aniversariante do dia e fundador da Valinor, Fábio "Deriel" Bettega.

4- Abertas as votações para o Eleni Valinóreva III !!!
Durante uma semana, os usuários votam nos seus canditados, para decidir quem serão as Estrelas de Valinor.

5- Salão do Fogo – Aviso
Devido ao feriado nacional de Tirandentes, o Salão do Fogo fica suspenso por uma semana, retornando no final de semana subseqüente.

6- Artaqueti Valinórëo 09 – Dia 01 Maio!
O Artaqueti retorna para terminar a discussão de Dos Anões e Homens, seguindo da parte II, "Os Atani e suas línguas"

7- Você adquiriu um E-mail da Valinor ano passado? SORTUDO!
Todos os detentores de e-mails @valinor.com.br, recebem mais 12 meses gratuitos de utilização do e-mail, como agradecimento pela ajuda.

8- Resultado do III Eleni Valinóreva – As Estrelas de Valinor
Enfim, a revelação do ganhadores do III Eleni Valinóreva – As Estrelas de Valinor. O destaque desta edição foi a extrema coincidência entre o voto popular e o do juri.

9- Entrevista na comunidade SdP
Início das entrevistas na comunidade Sociedade do Pastel, começando por uma pessoa especial, Denise Lisboa, a Coordenadora de Comunicação da Toca do Paraná.

10- Salão do Fogo – Participe!
Após uma pausa, o Salão do Fogo retorna, debatendo o capítulo Lothlórien da Sociedade do Anel.

11- Faz Tempo, Não?
Algumas notícias fornecidas pelo Deriel a respeito da situação da Valinor em diversos aspectos.

Maio

1- Salão do Fogo – O espelho de Galadriel
Mais uma reunião do Salão do Fogo, dessa vez debatendo o capítulo VII da Sociedade do Anel, O Espelho de Galadriel.

2- Hall da Fama Valinor!
Os vencedores das três edições do Eleni Valinóreva, as Estrelas de Valinor, ganham seu lugarzinho, o Hall da Fama Valinor, onde é contado um pouco sobre cada um deles.

3- Salão do Fogo
Dessa vez, dois capítulos são discutidos, na penúltima reunião do Salão: Adeus a Lórien e O Grande Rio

4- Salão do Fogo – "Aqui, no fim de todas as coisas"
Na última reunião do Salão, o capítulo debatido é O rompimento da sociedade.

5- Lá e de Volta Outra Vez – As Férias de um Hobbit
O Novo projeto do grupo Heren Quentaron, dessa vez realizando um trabalho em cima do livro "O Hobbit". Nesta primeira parte, constam, entre outros, uma biografia ilustrada de Bilbo, uma biografia breve dos trolls além de mapas das trilhas percorridas.

6- [EDITORIAL] Valinor – Se, se e tão somente se…
Algumas novidades a respeito da Valinor, entre a saída do phpBB, um possível novo servidor e a prestação de contas em relação aos banners do Google.

Junho

1- Uma Carta de 50 anos!
Há 50 anos atrás, era enviada aquela que seria denominada Carta 163, de Tolkien para Auden, revisor no New York Times Book Review and Encounter de A Sociedade do Anel, fornecendo muitas informações interessantes sobre a lingüística na obra, a relação d’O Hobbit com O Senhor dos Anéis, entre outros assuntos.

2- Novo sistema de Atendimento ao Visitante!
A Valinor implementou um novo sistema de Help Desk, visando melhorar o atendimento ao visitante. Com esse sistema, a meta é de que o suporte aconteça em até 72 horas no máximo.

3- Regras para Liberação de Logins (Nicks) na Valinor
Atendendo a diversos pedidos, são implantadas regras a respeito da liberação de nicks de pessoas que não entram na Valinor a muito tempo.

4- Gildor ao Oeste
A despedida de Gildor da Valinor, após tanto ter ajudado a tornar-lá o que ela é hoje. Ficam os agradecimentos pelo excelente trabalho e pela pessoa que ele é. Sucesso, Gildor!

5- Final da Novela "Camisetas Valinor"
Anúncio para que qualquer pessoa que acredite ter alguma pendência quanto ao problema das Camisetas possa acertar isso, entrando em contato com a equipe.

6- Processo de Migração Valinor
Se inicia o processo de migração da Valinor para o vBulletin.

7- Migração Concluída: Valinor Volta ao Ar Segunda-Feira, 19:00
A migração da Valinor é concluida com satisfação, restando configurações e manutenções a serem realizadas.

8- IMPORTANTE Valinor Versão 3.0
Informações para quem está confuso com todo o processo de migração da Valinor.

Jogos SdA & RPG

Tudo o que surge de novo na área de jogos que abordam temática Tolkieniana está catalogado aqui, sem esquecer do RPG (Roleplaying Game).

Janeiro

1- Wallpapers dos games de SdA
Disponibilização de wallpapers de games de SdA pelo site GameWallpapers

2- Arda em Neverwinter Nights?
Divulgação de modulos Tolkien Based para o jogo Neverwinter Nights

Fevereiro

1- Game à Altura dos Filmes
A revista set publica um matéria elogiando o jogo Battle for Middle-Earth

2- RPG – Mapas da Terra-média 2
Seis mapas de cidades e fortalezas desenhadas com descrições para RPG

3- Sideshow Collectibles Preview: Troll De Mordor
Lançado bonecos SdA de Galadriel e Battle Troll of Mordor (Troll de Batalha de Mordor)

4- Sideshow Collectibles com mais novidades
Lançada a estátua miniatura "O Rei dos Mortos"

Março

1- Novidades no entretenimento tolkieniano
Novos bonecos produzidos e jogos para computador e vídeo-games em produção.

2- Sideshow Collectibles: Topo do Vento!
Novas minituarias lançadas agora sobre SdA: O Topo do Vento

3- Jogo online de SDA previsto para 2006
a Softhouse Turbine adquiriu os direitos de criar um MMORPG sobre SdA e promete lançamento para 2006

Abril

1- Novidades para os jogadores de SdA TCG
Lançamento de nova expansão e cards do LoTR TCG, o jogo de cards dos filmes

2- Balsa de Buqueburgo. Mais uma da Sideshow Collectibles!
Miniatura da Balsa de Buqueburgo lançada

3- Novas imagens dos bonecos da Coleção Épica
A Toy Biz fornece o site com imagens dos bonecos de SdA

4- Jogos em flash baseados no SdA
Jogos SdA no site Games of Gondor

5- Jogo de ‘O Retorno do Rei’ agora a um preço mais acessível
Relançado o jogo The Return of The King da Eletronic Arts mais barato

Maio

1- Site para o wargame do Senhor dos Anéis reformulado!
O site Lord of The Rings Brasil, foi reformulado

2- Novas imagens do Gandalf da NECA
O site NECA divulga fotos do Epic Scale Gandalf.

Junho

1- Tagmar II
2º versão do rpg brasileiro Tagmar.

2- Sideshow Collectibles: Mais um lançamento
Lançado o busto de um soldado Rohirrim.

3- Alatar e Pallando na nova expansão do LoTR Trade Card Game
Lançada a nova expansão do jogo de cards de SdA, e entre a lista de cartas encontramos os Magos Azuis.

4- Sideshow Collectibles: Legolas e Gimli montados em Arod!
Mais uma miniatura de SdA agora de Legolas e Gimli.

Músicas

As notícias sobre bandas, canções e shows Tolkien-based ficam discriminadas aqui.

Janeiro

Nenhuma notícia publicada.

Fevereiro

Nenhuma notícia publicada.

Março

1- Bo Hansson – Mais um influenciado pela obra de Tolkien
Relançado o album Music inspired by Lord of the Rings de Bo Hansson, originalmente gravado em 1972

2- Musical de "O Senhor dos Anéis"
O muscial de "O Senhor dos Anéis", dirigido por Matthew Warchus, vai estrear em Março de 2006, em Toronto, no Canadá

3- Site do Musical de SdA no ar.
No ar o site sobre o musical "O Senhor dos Anéis"

4- Biografia da banda Battlelore
Battelore é uma banda de metal da filândia que dedica suas letras as obras de Tolkien.

5- Biografia da banda ABIGOR
Publicada a discografia da banda austríaca Abigor na Valinor

Abril

1- Thomen deixa os bardos
O baterista da banda Blind Guardian deixa o grupo

2- Tradução da letra de "Sons of Riddermark" do Battlelore
A Valinor publica a tradução da letra de Sons of Riddermark do Battlelore

3- Tradução da letra de "Sword’s Song" do Battlelore
Mais uma tradução de música do Battlelore

4- Tradução da letra de "The Mark of the Bear" do Battlelore
A música The Mark of The Bear é traduzida na Valinor

Maio

1- Tradução da letra de "Buccaneers Inn" do Battlelore
Outra letra de Battlelore traduzida, dessa vez foi Buccaners Inn

2- Guitarrista da banda Gorgoroth condenado a 3 anos de prisão
Roger Tiegs, guitarrista da banda Gorgoroth foi condenado a três anos de prisão

Junho

1- Novo CD do Battlelore em Julho
Lançamento do cd Third Age of The Sun da banda Battlelore

CTB

A Confederação Tolkiendili Brasileira é a sessão em que ficam listadas as notícias sobre o que acontece nas comunidades Tolkien do país.

Janeiro

1- I Concurso de desenho em Paintbrush do Condado
Concurso de desenho em Paintbrush em comemoração aos três anos dessa comunidade.

2- An
iversário da Comunidade O Pônei Saltitante

Festa em duas cidades brasileiras no dia 22 de janeiro.

3- Lançamento Portal da Comunidade O Pônei Saltitante
O Pônei Saltitante faz três anos e cria um portal na internet.

4- Palestras sobre Tolkien em São Paulo
Comunidade O Condado faz palestras sobre as Batalhas da Terra-Média e sobre as Origens do Legendário Tolkieniano.

5- O domínio duvendor.com.br volta ao ar.
Link mais prático para um dos sites tolkienanos com mais conteúdo do Brasil.

6- Fãs Paranaenses!
Deriel concorrendo a Tháin da Toca PR.

Fevereiro

1- Encontrão Tolkieniano em Curitiba/PR
Deriel realiza encontro no Bar do Alemão.

2- Conselho De Leitura da Valinor
O Conselho de Leitura está de volta.

3- 1º de março- Dia Do Rei!
Ronald Kyrmse e Claudio Quintino dão palestra sobre Aragorn em São Paulo.

4- Feliz Aniversário Sociedade do Pastel
Um ano da Sociedade do Pastel.

5- Livro: "Tengwar – O Alfabeto dos Elfos de J.R.R. Tolkien"
Deriel anuncia um livro sobre Tengwar.

Março

1- Toca/Pr do Conselho Branco – Reunião Mensal
O site da Toca PR tem fotos e relatórios das reuniões mensais.

2- Fórum Sociedade do Pastel volta ao ar
Após meses fora do ar, o Fórum da Sociedade do Pastel está de volta.

3- MUD Valinor comemora 3 anos!
MUD Valinor com três anos de história.

Abril

1- Agende-se: HobbitCon e Encontro Nacional da Valinor
Notícia para todos irem se progamando, pois em Novembro há HobbitCon e o Encontro da Valinor no feriadão.

2- HobbitCon! Sua Opinião Conta
Pesquisa entre os fãs para saber a preferência dos debates de mesa redonda e de palestras.

3- Dúvendor, parabéns pelos seus 5 anos
O site Dúvendor, especialista profundo nos mais variados assuntos sobre Tolkien, desde a língüistica às ilustrações, fez o seu aniversário de 5 anos no dia 22 de Abril. Para esta data a homenagem é feita.

Maio

1- É a vez de Belo Horizonte
Exemplares de ‘O Curso de Quenya’ chegam na Livraria da Travessa, em Belo Horizonte.

2- Conselho de Leitura neste Sábado (21/05)
O Cerco de Gondor é o capítulo discutido em mais um encontro do pessoal do Conselho de Leitura.

3- "As Cartas de J.R,.R. Tolkien", HobbitCon e Encontro Nacional
Os quatro dias de eventos em Novembro prometem ser memoráveis. Palestras, encontros, debates, tudo sobre Tolkien.

4- Palestra de especialista em Tolkien no Rio de Janeiro
Convite para a palestra de lançamento do livro "O Senhor dos Anéis e Tolkien: O Poder Mágico da Palavra", com a autora Rosa Sílvia López, na Cidade Maravilhosa.

Junho

1- Lista "O Condado" Promove Concurso de Dissertações
A Lista de Discussão "O Condado" promove um concurso de dissertações, chamado de I Dissertolkien – Concurso Condado de Dissertação Tolkieniana.

Línguas

Qualquer notícia que tiver como temática a lingüistica de Tolkien, desde Quenya à língua Negra, é publicado nesta categoria. Publicações semelhantes, se dão em Livros.

Janeiro

Nenhuma notícia publicada.

Fevereiro

1- Vinyar Tengwar 47 será lançado no fim de Fevereiro
Publicação do 47º volume do Vinyar Tengwar, publicação sem fins lucrativos dedicada ao estudo das línguas criadas por Tolkien.

Março

Nenhuma notícia publicada.

Abril

Nenhuma notícia publicada.

Maio

Nenhuma notícia publicada.

Junho

Nenhuma notícia publicada.

Textos

Aqui estão relacionados textos e artigos produzidos.

Janeiro

1 – A Guerra do Anel – Gandalf vs Balrog
Texto elaborado pela Heren Quentaron sobre a batalha entre Gandalf e o Balrog de Moria.

Fevereiro

1- A Guerra do Anel – 4º Parte
Lançamento do 4º capítulo: "Do Resgate de Gandalf à Saída da Sociedade de Lórien", do projeto do grupo Heren Quentaron, "A Guerra do Anel".

2- Foi Há Um Ano
1 ano após o "Retorno do Rei" ter ganho as 11 estatuetas, a Heren Quentaron traz um texto relembrando da festa como se fosse presente.

Março

1- 1º de Março – Dia do Rei Aragorn
Homenagem ao dia do aniversário do personagem Aragorn, rei de Gondor.

2- A Guerra do Anel & Suas Datas – 5º Parte
Continuando o projeto, é lançado o texto número 5 da "Guerra do Anel".

3- A Guerra do Anel & Suas Datas – 6º Parte
A penúltima
parte deste grandioso projeto é apresentada ao público, falando da batalha no Abismo de Helm e da captura de Frodo.

Abril

1- A Guerra do Anel – Capítulo Final!
Com o perdão do atraso, a Heren Quentaron apresenta a última parte do projeto que consumiram os últimos 3 meses.

Maio

1- Os 59 anos de Humphrey Carpenter
A Heren Quentaron traz a homenam póstumo no 1º aniversário após a morte de humphrey Carpenter, o consagrado biógrafo de Tolkien.

Junho

Nenhuma notícia publicada.

Quatro Anos de Valinor

Autores: Bagrong, Smaug, Imadofus, Mith, Proview, e Fëanor

 

 

Nesse dia 6 de julho, a Valinor completa 4 anos de existência. Em comemoração à data, o grupo Heren Quentaron organizou uma homenagem à comunidade, com a história do site e curiosidades.

Antes de existir a Valinor, existiam a Calaquendi e Pelennor. A primeira, fundada por Fábio "Deriel" Bettega, tinha muito material sobre as obras de Tolkien, e a segunda, fundada por Reinaldo "Imrahil" Lopes e Fred "Dúnadan" Chiarelli, estava sempre cheia de notícias novas sobre os filmes de Peter Jackson.

Após um certo tempo, os administradores dos sites perceberam que um complementava o que o outro não tinha, então surgiu a idéia da união dos dois. O acontecimento ocorreu em 6 de julho de 2001, dando origem à Valinor.
A história deste site que se tonou a maior comunidade Tolkien da América Latina, é marcado por muita dedicação, discussão e amizade, mas nem por isso não hoveram momentos ruins, como foi o caso do:

Darkness Fall, o dia em que a Valinor caiu:

No dia 29 de janeiro de 2002, por volta das 18 horas, muitos usuários frequentes da Valinor e outros fãs de Tolkien que apenas davam uma passada para olhar notícias, notaram algo estranho. Uma mensagem explicando que a Valinor estava com dívidas que não podiam ser pagas pela equipe, e que por isso, o site estava fora do ar. Junto com a mensagem estavam o e-mail e o telefone do co-fundador e administrador do site e fórum Valinor, Fábio "Deriel" Bettega.

A hospedagem da Valinor na época suportava 6 Gb de transferência, mas a fama dos filmes fez com que a comunidade usasse mais de 15 Gb, contraíndo uma grande dívida. O resultado disso foi o fechamento do site.

No entanto graças a mensagem do Deriel, alguns fãs e freqüentadores do site ligaram e ofereceram suporte à Valinor. Um desses telefonemas oferecia uma proposta irrecusável: todo o apoio para o site ficar no ar, sem pedir nada em troca. Então, um dia depois da queda, a Valinor levantava-se novamente.

Mas ainda havia o problema da dívida. Deriel poderia arcar pessoalmente com uma boa quantia mas não com tudo. Entre acertos aqui e ali, vaquinhas na Equipe, conversas com provedor ainda faltariam R$ 660,00 para serem pagos. Deriel fez um pedido formal de ajuda e em 4 dias se conseguiu o dinheiro com depósitos anônimos de fãs (incluindo depósitos de R$50,00).

A moral da história, usando as palavras do próprio Deriel, é "faça e faça com o coração que não vai te faltar apoio". A Valinor sempre ofereceu espaço para fãs de Tolkien aprenderem muito sem cobrar nada, e faziam porque gostavam como ainda fazem. Por isso, com ajuda de fãs e com o esforço da equipe, a Valinor se reergueu mais forte que nunca.

Esse fato marcou a história da Valinor por duas razões, primeiro pela triste queda e a segundo pelo amor e carinho que muitos usuários (e obviamente o pessoal da equipe) demostraram pelo grande trabalho que estava sendo feito no site e fórum, permitindo que a Valinor retornasse ao ar às 5:30 da madrugada do dia 30 de janeiro de 2002.

Agora, segue a história das diveresas áreas do Grupo Valinor:

 

  Comunidade Valinor:

 
Fórum

Um dos motivos pelo qual a Valinor se tornou um grande portal Tolkien-based na internet é o fato de possuir um excelente fórum, que conta com mais de 18 000 membros cadastrados. Atualmente, o movimento diminuiu em relação à época dos filmes, quando houve um "Boom" de usuários no fórum, mas nem por isso as discussões perderam a qualidade.

O Fórum foi criado pelo Deriel no mesmo dia da fundação do site, com o objetivo de que os fãs tivessem um lugar para discutir sobre Tolkien, tirar dúvidas, fazer amizade, etc., e esse objetivo foi cumprido, sem dúvida nenhuma,com o maravilhoso Fórum Valinor

Enciclopédia Valinor

A enciclopédia Valinor é o lugar onde ficam informações sobre os mais diversos aspectos das obras de Tolkien para serem consultados por qualquer pessoa. Essa enciclopédia tem algo de especial: qualquer pessoa pode criar artigos, editar os que já existem ou mesmo sugerir melhorias. É uma fonte de pesquisas muito flexível, diferente do padrão comum das enciclopédias.

Recentemente, houve uma seleção de colaboradores, aonde cada candidato deveria traduzir um texto sobre As Asas de Balrogs, os que conseguiram passaram a ajudar a deixar a enciclopédia sempre atualizada.

Esse projeto da Valinor demonstra o interesse de interagir com os fãs da comunidade. Qualquer um pode entrar lá e colaborar. É importante ressaltar que os textos devem ser editados com muita cautela, para não atrapalhar em vez de ajudar. A enciclopédia Valinor é mais uma maneira do usuário participar de grandes projetos do mundo Tolkien.

MUD Valinor

O MUD é um jogo textual online no estilo RPG, onde você cria um personagem virtual para interagir com um mundo virtual. A Valinor possui seu próprio MUD, com temática Tolkieniana. Seu personagem será inserido na Terra Média, onde ele deverá enfrentar monstros e interagir com outros usuários, em busca de aprimoramento de suas habilidades. O objetivo do MUD Valinor é oferecer diversão gratuita e de qualidade, além de ser um local onde você pode fazer novas amizades e desenvolver sua imaginação. Existem poucos MUDs em língua portuguesa atualmente, o o MUD Valinor é o único deles que é dedicado à obra de Tolkien

Lista Valinor

A lista de discussão Valinor, por incrível que pareça, é mais velha que a própia Valinor.Ela foi criada pelo Deriel cerca de um mês depois da criação da Calequiendi e funciona hoje.

Para quem ainda não sabe, uma lista de discussão é uma forma prática e muito interessante de debater temas diversos.Uma vez dentro do grupo, o usuario receberá e-mails sobre o tema em questão e ao respondê-los, todas as pessoas cadastradas na listas recebem sua resposta.O usuário ainda tem a opção de entrar na página da lista para debater, caso não queira receber mensagens em seu e-mail.

Uma das partes mais ‘Zen’ da Valinor sempre foi a lista, lá poucas brigas acontecem, e quando os ânimos se exaltam, logo a situação é contornada pelos moderadores.Uma coisa é importante ressaltar: os moderadores, antes de qualquer outra coisa são usuários comum, que discutem como qualquer outro.

Quando o primeiro filme de Peter Jackson foi lançado, havia um gigantesco número de fãs querendo discutir a obra adaptada para a sétima arte, enquanto outros não toleravam de forma alguma que discutissem filmes na Lista.Foi por esse impasse que dividiu-se a Lista Valinor em duas: Obras (para se discut
ir apenas os livros e a obra escrita deixada por Tolkien) e Filmes
(para discutir as adaptaçoes para o cinema e opinar de todas as formas sobre elas).

As listas tiveram seu público, gerando amizades e ótimas discussões.A turminha do Filmes era particularmente animada, muitas histórias divertidas podem ser contadas, como a do Ancalagon – o maior purista anti-filmes que já passou pela Valinor.Ele simplesmente repudiava a idéia de haver
adaptações cinematográficas de O Senhor dos Anéis e viva na lista Filmes, criticando tudo.Era ele contra uma legião de fãs de PJ.

Ambas viveram momentos bons como este, mas também passaram por problemas: após o fim do último filme, o movimento começava a diminuir constantemente (apesar de uma turma fiél jamais ter abandonado a Filmes), surgiu então uma questão que chateou muitos dos cinéfilos da Valinor: uma lista sobre filmes, sem ter mais filmes, não se justificava.

Tardou muito pouco para que as duas listas fossem unificadas novamente na Lista de Discussão Valinor. Mas não pensem que a Equipe do site iria parar por aí, em breve haverá a integração da Lista com o Fórum, que consiste em um sub-fórum especial para lista, neste qualquer usuário poderá ler e responder as mensagens da lista, sem precisar se cadastrar no Yahoo Groups, ao mesmo tempo o pessoal da lista vai ser incentivado a se cadastrar no fórum.Será uma via de mão dupla.
 

 

  Sites

 
Lothlórien

A expressão artística dos fãs não poderia ser deixada de lado, e é aí que a Lothlórien entra. A Lothlórien é o espaço que a Valinor destinou aos fãs, onde os mesmos podem se expressar com fanfics, desenhos, textos e tudo o mais que seja produção de fãs para fãs. Qualquer um pode colaborar para com ela, enviando seu material, pois são os fãs que fazem da Lothlórien o que ela é. Fotos e descrições de encontros também estão no âmbito da Lothlórien, pois esse também é um meio de integração da comunidade tolkiendilli.

Eventualmente ocorrem concursos, a fim de estimular a comunidade a participar e produzir sua arte.

Durbatulûk

Site ligado a Valinor dedicado a RPG tolkeniano. O Durbatulûk foi criado há mais ou menos 3 anos, no entanto permaneceu fora do ar por diversos motivos. Em novembro do ano passado ele foi remodelado e lançando no ar.
Há um tempo atrás Deriel procurou candidatos para comandar um site de RPG ligado a valinor, o candidato apontado foi Fabiano "Skywalker" que chamou Eduardo "Eru, O ilúvatar" para cuidar do design do site.

Os conhecedores de RPG e fãs de Tolkien, sabem bem a relação estreita entre os dois. Muita coisa do RPG é semelhante a admirável mitologia que Tolkien criou, em especial os halflings e os hobbits. ALém disso temso também a questão das armas mágicas, da relação dos elfos com a magia, a idéia da campanha envolvendo uma jornada, o grupo diversificado e funcional.

Uma grande conquista foi a formulação do SdA D20 por Fabiano "Skywalker", que continua em constante atulização com suplementos a caminho.

Com as "grandes empresas" que detem os direitos de publicação do RPG de Tolkien e com a Tolkien Estate parada quanto a isso. O site DUrnatulûk e o SdA D20 foi uma grande iniciativa para os fãs desse jogo saudável e também das obras de Tolkien.
 
 

Ardalambion

O filólogo norueguês Helge Kåre Fauskanger é o criador do site Ardalambion (Das Línguas de Arda), o portal com maior conteúdo ligüístico tolkieniano de toda a internet. Existem muitas traduções para diversas línguas, entre elas o português . Gabriel "Tilion" Brum, um dos maiores conhecedores de lingüística tolkieniana do Brasil, traduziu os textos para a língua portuguesa.

O conteúdo do site inclui dissertações sobre as línguas que Tolkien inventou, além de textos em quenya ou sindarin analisados, e muitos outros artigos. Algo muito interessante disponível no site é o Curso de Quenya, também escrito por Fauskanger, que foi recentemente lançado em livro pela editora Arte e Letra, traduzido também por Gabriel "Tilion" Brum.
 
 
Projetos:

Curso de Quenya

Não é só virtualmente que vive a Valinor, recentemente a equipe do site conseguiu pôr nas livrarias o livro “Curso de Quenya – A Mais Bela Língua dos Elfos�?. Fruto de um trabalho intenso, o curso satisfaz a necessidade que muitos têm de entender essa língua tão bela.

Sob o comando de Thiago "Ispaine" (editor), Valarcan (criação da capa), Gabriel "Tilion" (tradução), Úvatar (editorador) e Fábio "Deriel" Bettega (Projeto e Organização), e com o aval do autor Helge K. Fauskanger, o projeto saiu do papel, mas não sem antes decidirem uma infinidade de coisas, como o aspecto da capa, cores, fonte e tamanho das letras, etc..

O Projeto do Livro do Curso de Quenya pode ser inserido no Hall dos grandes acontecimentos da Valinor, pois não foi fácil levá-lo ao público. Podemos dizer que esse livro foi feito dos fãs para os fãs e que valeu a pena, pois enriqueceu o público brasileiro com mais uma obra referente ao professor Tolkien. Para finalizar esta parte, citamos as palavras de Ispaine sobre o livro:
 
“Foi legal, eu nunca tinha falado com o Deriel antes de o livro aparecer. A sensação que tínhamos na reunião era de expectativa, se o livro saísse, sabíamos que ia ser uma coisa grande. Lembro que o Deriel falou ‘Estamos fazendo história’ e realmente estávamos�?.
 
 
Força Tarefa Valinor

A Força Tarefa Valinor é um dos importantes projetos que a Comunidade Valinor já realizou. Trata-se de uma equipe coordenada por Thiago Marés, o Ispaine, onde o objetivo foi revisar todos os erros de tradução da edição de “O Senhor dos Anéis�? da Martins Fontes. E tudo começou pelo anel de Saruman, em março de 2004.

Foi quando a usuária da Lista de Discussão Valinor Obras, Mel, comentou sobre uma fala de Gandalf em relação ao seu encontro com Saruman em Orthanc. Na tradução da Martins Fontes, não havia a frase que no original em inglês tinha “wear a ring on his finger�?, que significa “usando um anel no dedo�? (do capítulo “O Conselho de Elrond�?), e muitos membros da Lista de Discussão entraram em dúvida: Saruman usava ou não um anel?

Claurelin, a dourada, que trabalhou na FTV, explica:

“Foi um choque. Logo sentimos a necessidade de ver se era só isso ou se o livro inteiro tinha problemas de tradução e omissão. Dessa forma, os voluntário
s se apresentaram na lista. Eu me comprometi a fazer RDR inteiro. Quem podia pegava quantos capítulos quisesse. E começamos. O Ispaine organizava os erros todos, a Elentári arrumava na Enciclopédia.�?

E Ispaine, que coordenou todo este trabalho, perguntado sobre o início da FTV, declarou:

“Depois de se verificar a falta da informação do anel de Saruman na tradução brasileira, outras faltas começaram a aparecer. Propus que fosse feito um levantamento de quantas disparidades existiam e dei algumas sugestões de como organizar. Acabei gerenciando todo o trabalho.�? E continua:

"Confesso que era divertido quando aparecia uma coisa um pouco maior, uma omissão que realmente fazia diferença. Você descobrir que o que a maioria das pessoas leu não é realmente aquilo é interessante. Mas não me lembro de nenhum fato fora do comum, os resultados eram mostrados na lista e eu catalogava tudo. Era bem burocrático."

O pessoal descobria coisas absurdas. Erros de todo tipo, leste trocado por oeste, verde por vermelho, omissões de frases, palavras, parágrafos inteiros, um caos. O trabalho durou alguns meses, e cada membro da equipe ia fazendo a revisão linha por linha: num lado da mesa o livro em inglês e no outro o livro em português.

Tudo foi catalogado na Enciclopédia Valinor, onde pode ser conferido através deste link: Histórico da Força Tarefa de Revisão da Tradução da Valinor. E ao perguntarmos sobre o que fica de resultado, do legado da FTV, Claurelin responde:

"Espero que possamos enviar isso para a Martins Fontes quando eles forem fazer uma nova tradução… se eles aproveitarem o que encontramos, vai ser a glória…"

 

Clubes

Clube da Insônia

O Clube da Insônia (CdI) é uma das partes mais intrigantes da Valinor.Envolvido em mitos, histórias e muita discussão, o grupo comandado por Uglúk, o Uruk-hai marcou muito dentro desta comunidade Tolkien.

Neste grupo, discutem-se muitos assuntos que poderiam se encaixar no Geral, mas com um diferencial: a maneira de debater. No CdI as regras do fórum Valinor nem sempre se aplicam, vale mesmo o pequeno estatuto do grupo.Lá os usuários têm mais liberdade e estão a Mercê de um moderador como o Uglúk, isso deixa tudo diferente. Inicialmente só era permitido postar de madrugada, mas essa medida tornou-se inviável e o CdI foi aberto para todos os horários.

Foi no Insônia que as coisas mais malucas da Valinor aconteceram, como por exemplo o BIB – Big Insoner Brasil – idéia que surgiu junto do primeiro Big Brother Brasil. Na versão insone do Reality Show, usuários eram "aprisionados" num subfórum especial, tendo seu acesso ao resto da Valinor cortado. Uma vez nesse subfórum, os usuários recebiam provas e gincanas do resto dos usuários do CdI e tinham que postar para provar que continuavam lá acordados.

Além do BIB, as entrevistas também são dignas de nota. A primeira leva de entrevistas do Uglúk era menos dinâmica do que a que vemos atualmente, mas nem por isso era menos interessante, ao contrário, alguns dos entrevistados deram o que falar, como por exemplo a Ana Lovejoy que foi entrevistada bêbada.

Por essas e outras histórias é que podemos afirmar sem titubear que o Clube da Insônia é parte marcante desses quatro anos de fórum Valinor!

Clube dos Bardos

O Clube dos Bardos, que antigamente era chamado de Clube dos Escritores é o lugar na Valinor destinado aos que gostam da profissão de J.R.R. Tolkien. No CdB, qualquer usuário pode publicar contos, textos, histórias, enfim, tudo o que é de sua autoria.

Nesse espaço, os textos publicados recebem comentários, assim, o escritor poderá saber a opinião dos outros usuários sobre seu texto, o que ajuda o aperfeiçoamento do mesmo. Com organização e talento, o Clube dos Bardos ajuda a continuar a arte da literatura.

Clube da Nostalgia

O Clube da Nostalgia é o lugar reservado para os que não querem simplesmente esquecer o passado. Lá, os usuários se reúnem para falar daquelas coisas que marcaram e que não podem ser esquecidas. Do Atari ao Chubaba, no CdN tudo é bem-vindo.

Um dos tópicos mais marcantes para os nostálgicos de plantão é o Você se lembra?, da onde surgiu o Conselho Olifantástico. Os olifantásticos são pessoas com um sentimento nostálgico muito forte, que adoram ficar conversando horas a fio sobre o que já passou. Esse conselho era formado por membros do CdN que queriam combater a ameaça de Forgethor, o senhor do Esquecimento, um vilão muito maligno que nos faz esquecer das coisas boas.

De acordo com a definição de Fingolfin, "o mais importante para ser Olifantástico é ter a CHUBABA dentro de você (sem piadinhas de duplo sentido, por favor).�?.

O Clube da Nostalgia já está marcado na vida de muitos usuários como algo que vai deixar saudades, inspirar mais nostalgia ainda. Para acabar essa parte do texto, lembramos da seguinte frase: "Na vida, o que mais vale é o sonho, mais vive quem mais sonhou e o sonho melhor da vida é sempre o que já passou".

Muquifo do Bolinha e Clube da Luluzinha.

O Muquifo do Bolinha e o Clube da Luluzinha, são espaços fechados para, respectivamente, os homens e as mulheres. Neles, as discussões rodam em torno de interesses de cada sexo.

De acordo com as regras de ambos os grupos, é proibido comentar abertamente sobre o conteúdo dos mesmos, por isso não podemos falar muita coisa. Mesmo assim, fica a homenagem aos clubes que voltaram à ativa, depois de certo período fora do ar.

Considerações Finais

 

A Valinor é um site que com certeza jamais será esquecido pelos milhares de usuários que passaram por ela. E melhor: é um site que ainda não acabou (e que, se Eru quiser, não acabará tão cedo), podemos fazê-la dia após dia, com nossas idéias, nosso argumentos, nosso amor à esse tema tão importante nas nossa vidas.

E, para concluir, o grupo entrevistou várias pessoas que ajudaram a tornar a Valinor o que ela é hoje. No fim de cada entrevista, pedimos para cada entrevistado deixar um recado para colocarmos no nosso artigo. Aí vão as frases de cada um:

Lordpas – Sim. Queria convidar a todos os que se interessam por Tolkien, pelos Filmes e claro por diversão, a participar da Lista Valinor e seus mais de 600 cadastrados. Um lugar com um clima fantástico e que com absoluta certeza difere de qualquer outro lugar onde você já discutiu Tolkien, não dizendo que é melhor, apenas dizendo que é "diferente".

Skywalker – Ahm, não joguem GURPS, hum.. não, acho que essa não serve. ah, baixem o meu livro (SdA d20), opinem e, já que ninguém tá a fim de criar a Terra-média por nós, f
açamos nós mesmos!

Pandatur – Espero que possamos comemorar essa data ainda muitas vezes. Acho que a Valinor é um lugar onde você não só conhece mais sobre Tolkien, mas conhece gente bacana também, e isso é muito bom.

Dirhil
– Aê galera! Vamos continuar prestigiando o maior site em português da obra de Tolkien. E lembrem-se: os filmes já foram, mas o espírito Tolkien não pode jamais passar! Lembrem-se dos livros, releiam inúmeras vezes! Revejam os filmes e participem da Valinor!

Uglúk – "Quatro anos?! E eu torturei tão poucos usuários, tsc. Vou melhorar a marca nos próximos quatro anos, e nos próximos e nos próximos e nos próximos…"

Gildor – Aproveitem muito bem seu ânimo, vivam momentos felizes. Afinal, é só isso que temos da vida, então é com o que compensa ocupar o tempo

Idril
– Continuem a freqüentar e a contribuir com a Valinor do melhor jeito que vocês sabem. Crescemos e estamos aonde estamos não somente devido a competência de todos que "trabalham" na Valinor, mas graças a vocês também! Ah, sim…novatos, apareçam nos encontros, heim!

Tisf – Quatro anos… nossa. Bom, que o Fórum perdure e que continue como o vinil até hoje!

Claurelin, a dourada – Hmmm… para mim é uma honra muito grande poder ajudar de alguma maneira um lugar como a Valinor, que realmente faz muito pelas obras de Tolkien e seus fãs pelo Brasil. E meu pedido é que os fãs do site e das listas prestigiem e leiam nossas traduções, que são feitas com muito carinho para que aqueles cujo inglês não é o forte possam acompanhar Tolkien, não só as obras dele, mas também o que se diz dele e de suas obras e personagens.

Ispaine/Estus – A cada ano que passa a Valinor mostra que é um site indispensável para quem é fã de Tolkien. Ele não traz apenas a informação ou a notícia, ele produz.

Fingolfin – Acho que a Valinor já deixou de ser meramente um site. A Valinor hoje é o melhor meio do fã brasileiro ter acesso a Tolkien, seja por notícias, textos, ensaios e agora os livros. Se vc quiser a Valinor ainda pode ser mais, pode ser seu grupo de amigos, seu ponto de encontro. São pouquíssimos lugares, dentro ou fora da internet onde você pode encontrar tudo isso. Então é com imenso prazer que eu dedico parte do meu tempo fazendo o pouco que me cabe. Que venham mais 4 anos.

TT1 – Leiam, leia muito. Prestigiem os livros nacionais, pois só assim novos libros do estilo surgirão. Nunca bitolem, e lembrem-se que o botão "desliga", do pc, resolve a maioria dos estresses de internet. Mantenham a nostalgia sempre ativada e obedeçam as suas mães

Imrahil
– Gente, neste momento eu queria atravessar as barreiras de espaço, tempo e silício que nos separam e dar um abraço em cada um de vocês. Nunca imaginei que essa jornada fosse tão longe, e espero que ela vá em frente muito mais ainda. Obrigado por tudo. E só posso terminar com uma das frases mais lindas da obra de Tolkien, que eu vivo repetindo: peço a todos nós a benção de Ilúvatar – i Eru or i ilyë mahalmar eä tennoio, "o Único que está acima de todos os tronos para sempre". Nai Anar caluva tielyanna! Possa o Sol brilhar no caminho de vocês! 

A Guerra do Anel & Suas Datas – Parte 3

Apresentação:

Uma das lutas mais marcantes em O Senhor dos Anéis é sem dúvida na Ponte de Khazad-dûm, num lado o poderoso mago servidor da chama de Anor, Gandalf, o Cinzento e do outro o dêmonio do mundo antigo, um ser corrompido pelo primeiro senhor do escuro Morgoth, Balrog.

A luta que se inicia na Ponte, no dia 15 de Janeiro, extende-se até o dia 25, onde o Balrog é derrotado no pico de Zirak-Zigil e Gandalf morre.

Se você está perdido, acompanhe toda esta aventura desde como ela se iniciou através dos links: O Conselho de Elrond, A Partida da Comitiva e De Azevim à Caras galadhon. Bom divertimento!

 

 

Parte III – Gandalf vs Balrog

Descendo aos tropeços as tortuoas escadas de Moria e escutando os sons das batidas dos tambores dum, dum a Comitiva fugia dos Orcs e de uma força maior ainda. Podiam ver no alto o cajado de Gandalf brilhando, parado, como se ele estivesse bloquando a passagem desta força maior.

De repente um clarão de luz branca iluminou os paredões de Moria, ao som de um estrondo e um baque surdo. E de lá vinha Gandalf correndo. Tão rápido que estava, caiu no lugar onde a Sociedade esperava. Gandalf fez o que pôde, mas o inimigo estava a sua altura, então tiveram de correr.

Dum-bum, dum dum, dum-bum

E cada vez mais batidas soavam na direção deles. Gandalf e Gimli iam na frente, seguidos pela Comitiva, um atrás do outro, nas longas fileiras de escadas que de tantos em tantos degraus chegavam a um nível inferior.
O mago só podia confiar na sua sorte e no seu cajado, que servia de auxilio como que para um cego, na escuridão completa da montanha.

Depois de uma milha percorrdia em uma hora, eles pararam. Gandalf encontrava-se exausto e decidiu descansar, mesmo que todos orcs do mundo estivessem no encalço deles. Gimli pegou pelo braço de Gandalf e ajudou a sentar na escadaria.

Perguntou se o mago havia encontrado aquele que bate os tambores, mas Gandalf não soube responder. Disse que estava em tensão, lançou um encantamento para impedir a passagem das forças inimigas, mas não foram o suficientes.

Alegrou-se por ter escutado a voz de Frodo, pensou que Aragorn estivesse carregando um hobbit morto. Mas Frodo disse estar inteiro, pelo menos era o que pensava – graças ao colete de mithril.

Prosseguiram na fuga. Passaram pelos grandes corredores e finalmente atingiram o Primeiro Salão de Moria. A Ponte de Khazad-dûm estava próxima. Gandalf coordenava a Sociedade, ao momento em que falava mais fortes os sons de dum, dum eram e se aproximavam.

Flechas cortavam o ar e caíam perto do grupo. Finalmente avistaram a Ponte num abismo escuro onde o chão desaparecia numa profundidade desconhecida. Gimli foi o primeiro a atravessar a ponte, seguido de Pippin e Merry.

Legolas tentou atirar algumas de suas flechas, mas a distância era grande para seu arco pequeno. E então gritou de medo, pois Orcs vinham com dois Trolls das cavernas e logo atrás a grande sombra de fogo.

Todos membros da Comitiva haviam atravessado a Ponte, mas um ainda permanecia no meio da Ponte. Gritou:

"Você não pode passar! Sou um servidor do Fogo Secreto, que controla a chama de Anor. Você não pode passar. O fogo negro não vai lhe ajudar em nada, chama de Udûn. Volte para a sombra! Não pode passar."

Era Gandalf, o mago Cinzento que gritava. Mas o Balrog, a sombra de fogo, não fez sinal de resposta. Sainda da escuridão, surgiu uma espada vermelha em chamas. E do outro lado a espada Glamdrig brilhou branca e fria em resposta.

Gritando mais uma vez e reunindo as forças que lhe restavam, Gandalf golpeou a ponte. O Balrog avançou no exato momento e a ponte se rachou. O mostro caiu no abismo, mas ainda chicoteou os ares, agarrando pelas pernas o mago. Gandalf perdeu o equilíbrio e caiu junto, suas últimas palavras foram Fujam, seus tolos! e assim desapareceu no abismo.

A Sociedade seguiu os últimos conselhos de Gandalf e partiu saindo da montanha, rumo a Lothlórien.

Gandalf e o Balrog cairam através das fundações de Durin, pelo abismo, até chegarem no final, nas remotas fundações de pedra. E lá lutaram durante algum tempo. O demônio de fogo virara um ser de lodo mais forte que uma serpente estranguladora.

O mago sempre atacava e derrubava o Balrog, mas este o agarrava novamente. Assim, depois de muita luta, o ser fugiu na direção dos caminhos secretos de Khazad-dûm. E como última esperança, Gandalf se agarrou aos calcanhares do ser. Até que chegaram nas Escadas Intermináveis.

Ali, o Balrog subiu até o topo, na Torre de Durin, em Zirakzigil, o pináculo do Pico de Prata. Era o dia 23 de Janeiro de 3019 da Terceira Era. Lá os dois brigaram por dois dias. O Sol brilhava violentamente no topo, já que ficava acima das nuvens.

Nos últimos momentos da luta o Balrog explodiu em chamas novamente. A neve derretia muito rápido e quem estivesse abaixo veria chuva e logo acima fogo. É claro que não haveria ninguém ali para relatar o acontecimento em canções ou até mesmo nos registros, mas era uma briga fenomenal.

E no golpe final, Gandalf jogou o Balrog para baixo, onde caiu e quebrou a encosta da montanha. Ali, o ser corrompido de Morgoth, morreu.

E assim, neste dia 25 de Janeiro Gandalf morria, caindo de extremo cansaço no topo de Zirakzigil. A escuridão dominou-o e ele vagou durante as eras passadas.

Continua…

História Por Trás dos Livros:

Asas. Toda vez um fã de Tolkien ouve ou lê essa palavra no meio de uma discussão sobre Tolkien, na maioria, deve surgir em sua mente a famosa questão se Balrogs, demônios de fogo, tem ou não asas. Essa discussão já virou, se nos permitem dizer, um mito, uma lenda no meio tolkieniano.

Muito bate boca, milhares de página discutindo uma questão que possivelmente não tem fim, que ficou "pelas metades" quando escrito no livro pelo Professor.

A queda de Gandalf em Moria e sua luta com o Balrog geram muitas discussões e teorias. No caso dessa questão em específico, podemos associá-la ao episódio de Gandalf, por ser esse um dos momentos em que Tolkien mais nos dá descrições sobre os Balrogs. Mesmo assim não são informações suficientes, principalmente quando mencionamos asas.

A questão de asas de Balrog pode ser no final das contas um enigma, pois há dois pontos controversos:

1º: "Seu inimigo parou novamente
, encarando-o, e a sombra ao redor dele estendeu-se como duas grandes asas" (A Sociedade do Anel – A Ponte de Khazad-dûm).

2º: "…ele adiantou-se em grande altura, e suas asas estenderam-se de parede a parede…" (Idem).

No 1º ponto, Tolkien sugere que a sombra abre-se como se fossem duas grandes asas. Mas no 2º ponto sugere que as asas ali são físicas.

Bom, na Internet, já foram lançados muitos textos, e temos alguns aqui na Valinor. Confiram:

1 – A Questão das Asas de Balrogs, sob o Ponto de Vista da Obra Literária do Autor;
2 – …E Será Que Balrogs Possuem Asas?;
3 – Asas de Balrog ;
4 – Balrogs Têm Asas? Balrogs Voam?

Outro ponto, não tão controverso, mas mesmo assim interessante, é o fato da morte do corpo de Gandalf, e seu posterior retorno, em um corpo aperfeiçoado. Gandalf, antes de morrer, era o Cinza, o segundo de sua ordem, e possuidor de um hröa. Após sua morte, ele retorna em um fána, e é nomeado pelos Valar líder da Ordem dos Istari. Ele torna-se então Gandalf, o Branco, em sucessão ao traidor Saruman.

Fontes:

Imagens:
Aumania
Ted Nasmith

Textos:
Valinor

22 de Setembro – Uma Festa Muito Esperada

Dia 22 de Setembro é uma das datas mais importantes na mitologia criado por Tolkien. É aniversário de dois hobbits aventureiros e corajosos: Bilbo e Frodo Bolseiro. Então acompanhe a festa tipicamente de hobbit que acontece todos os anos no distante Condado.
 
 
Dia 22 de Sacromês¹ os hobbits do Condado se reúnem para a festa mais esperada do ano, nos arredores de Bolsão, sob as folhas da grande �?rvore. É a festa de Bilbo e seu sobrinho Frodo, filho de Drogo. Todos os hobbits das quatro quartas foram convidados. A festa estava repleta de alegria, muita comida e muitas canecas de cerveja. As ruas estavam decoradas de faixas e balões coloridos.

Havia muitos hobbits importantes, dentre eles destacavam-se as famílias dos Bolseiros, Boffins, Tûks, Brandebuques, Fossadores, Roliços, Covas, Bolgers, Justa – Correias, Texugos, Boncorpos, Corneteiros e Pés – Soberbos. Muitos vinham de longe com a mesma empolgação dos que moravam perto, tudo em nome da magnífica festa dos Bolseiros.

Então chegou o mago, com seus incríveis poderes, e os seus fogos deslumbrantes. Afinal Gandalf jamais perderia a festa de seu velho amigo Bilbo. Ele veio de uma de suas longas jornadas pela Terra-média, depois de anos em não reencontrar Bilbo e Bolsão, pois era também um canto de descanso para ele. Seus famosos fogos eram fenomenais. Inesquecíveis para quem já os viu. E quem nunca teve o prazer de presencia-los ficava curioso pelos relatos daqueles que já viram.

Então começou a festa, com muitos cantos, alegrando a todos. A comida era abundante e a bebida era da melhor qualidade, pois Bilbo tinha encomendado-as de todos os fabricantes de vários lugares do Condado, sendo assim, era uma enorme variedade até mesmo da cidade de Bri. Foi então que os aniversariantes da festa se pronunciaram: Bilbo e Frodo agradeceram a vinda dos hobbits e contaram boas e velhas histórias.

E assim, depois do discurso, todos hobbits ficaram horas e horas festejando até os barris ficarem vazios e a comida se acabar. As musicas cessaram e pouco a pouco os hobbits foram se dirigindo para suas tocas e casas, após se despedirem dos anfitriões. Mas não era o fim. Gandalf soltou um enorme fogo de artifício no formato de uma imensa árvore e os seus ramos cresceram até encherem o céu, enfeitando-o como estrelas, até se desvanecerem no nada, abençoando todo o Condado. Quando todos tinham ido embora, Gandalf e Bilbo sentaram juntos e fumaram uma erva do Condado. Assim acabou a festa mais esperada de toda a história do Condado

 

Nota:
¹ – Sacromês: mês de Setembro no calendário d’O Condado.

113 Anos de J.R.R. Tolkien

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Apresentação:

No dia 3 de Janeiro deste ano, o escritor e professor John Ronald Reuel
Tolkien estaria comemorando seus 113 anos. Apesar de ter falecido em 2
de Setembro de 1973, sua obra continua viva até hoje. E, seus
personagens, sua histórias, estes serão eternos.

É pela grandiosidade da obra que podemos notar como Tolkien se esforçou
para que seus livros ficassem o mais perfeitos possíveis: ele fazia
inclusive as fases da Lua certas ao decorrer das datas. Só a trilogia
“O Senhor dos Anéis” levou 14 anos para ser concluída, enquanto que “O
Silmarilion” consumiu uma vida de trabalho.

Por essas e outras nós estaremos fazendo uma homenagem a este
maravilhoso escritor, pois apesar de ele ter nos deixado, seus fãs
jamais deixarão que sua lembrança se apague.

 

 

 

Cronologia Tolkien:

Infância:

Era o ano de 1891, quando Arthur Tolkien e Mabel Suffield se casavam. O
casamento não duraria muito, pois 5 anos mais tarde morreria Arthur,
pai de Ronald. Mas neste tempo o casal ganhou 2 filhos: em 3 de Janeiro
de 1892, nascia Ronald Tolkien e em 17 de Fevereiro de 1894 nascia
Hilary Tolkien, seu irmão.

Moravam na �frica do Sul, em Bloemfontein, uma pacata cidade na época,
com um pequeno povoado. O verão era úmido e os invernos eram rigorosos.
Muitos problemas aconteceram nesta parte da vida dos Tolkiens, e muitos
destes fatos ajudariam a Ronald usar de inspiração para suas futuras
obras.

Um fato curioso é quanto ao nome completo do bebê. Foi inicialmente
batizado em 31 de Janeiro de 1892 como John (possivelmente uma
homenagem ao avô paterno, de mesmo nome). O pai queria acrescentar e
manter a tradição de “Reuel”, mas a mãe gostaria de colocar “Ronald”.
Discussão foi e voltou que decidiu-se colocar “John Ronald Reuel
Tolkien”, nome que ficaria conhecido mundialmente como o autor de O Hobbit, O Senhor dos Anéis e tantos outros.

A casa onde a família Tolkien vivia abrigava um jardim perigoso no
verão, com insetos e e serpentes letais. Houve uma vez que o bebê
Tolkien fora picado por uma tarântula, com forte risco de morte, mas
sua vida foi salva pela sua babá que sugou o veneno fora. Diz-se que
esta foi a fonte de inspiração para a Aranha Gigante Laracna (Shelob),
que habita uma toca nas montanhas de Mordor, em O Senhor dos Anéis.

Este e outros acontecimentos fizeram com que Mabel voltasse para a
terra onde sua família morava, na Inglaterra. Porém Arthur não foi
junto, disse que seu trabalho era muito importante e férias longas
fariam-no perder o emprego de bancário do Banco da �frica. Mabel ficou
triste, mas mudou-se com os dois filhos com destino à Inglaterra.

Um tempo passou e foi em Novembro de 1895 quando Arthur mandou uma
carta para Mabel informando que havia adoecido com febre reumática.
Mabel, por sua vez, respondeu a carta implorando que seu marido tirasse
férias e juntasse à família na Inglaterra. Porém Arthur mais uma vez
fugiu do assunto, alegando que não agüentaria o frio inglês.

Dia 14 de fevereiro de 1896, aos 4 anos, Ronald Tolkien chegou a ditar
uma carta para seu pai, falando que sentia saudades e queria revê-lo.
Mas a carta nunca chegou a ser enviada, pois o verão terrível da �frica
havia chegado, e assim Arthur adoeceu mais ainda, falecendo no dia
seguinte, 15 de fevereiro de 1896.

A situação piorou de vez. Do pouco que Arthur tinha investido mal dava
para suprir as necessidades da família para manter-se na Inglaterra. A
família Tolkien estava morando com os Suffield há mais de 9 meses.

Mabel não podia trabalhar, pois não tinha alguém que cuidasse das
crianças, portanto procurou uma casa barata no distrito de Birmingham.
Equilibrava o orçamento com os lucros magros do falecido marido. Mas em
pouco tempo precisou procurar outra casa, pois a atual estava em área
de prédios condenados prontos para a demolição.

Mudaram-se novamente para perto da Estação de Heath, algumas ruas perto
dos Suffield. Mas a família dos Tolkiens não era bem vinda ali, se não
fosse acompanhada da Tia Jane. Entretanto, para Mabel era um lugar
melhor, ficava perto da St Dunstan, uma igreja que em 1901 seus filhos
passaram a freqüentar.

Mas a paz interior desejada por ela para a família não foi alcançada
com esta igreja. Encontrou em 1902 um Oratório de Birmingham, no
subúrbio de Edgbaston, onde uma comunidade de padres vivia ali há mais
de 50 anos (fundada em 1849, por John Henry Newman).

Foi nesta época que Mabel deu um passo seguro para o futuro de seus
filhos, pois lá encontrou o Padre Francis Xavier Morgan. Em Janeiro de
1902, a Road Oliver 26 situada em Birmingham tornava-se a quinta
moradia dos Tolkiens, próxima a escola e a Igreja.

Pe. Francis em pouco tempo ganhou a confiança da família Tolkien e
tornara-se amigo íntimo, além de já sacerdote deles. Sua voz era cheia
de energia e escutava-se seus risos pela casa. Hilary e Ronald passaram
a respeitá-lo e nele depositar a confiança precisa. O Tolkien diz numa
carta, quando está mais adulto, que o Padre foi o seu segundo pai.

Apesar da energia positiva que Francis Morgan representava, ele não
podia aliviar os sofrimentos financeiros da família. Nos invernos,
quando a noite chegava mais cedo, Ronald e Hilary tinham de ficar
trancados na casa por causa do perigo que o lugar representava.

Mabel sentia-se triste pelo fato de seus filhos estarem estudando numa
escola com professores desinteressados e com qualidade de ensino baixo,
que era a Escola St. Philip. Queria colocá-los de volta na King Edward
s. Então entrou em contato com a antiga escola para tentar uma bolsa de
estudos. Ronald Tolkien fez um teste e então passou. Conseguiu voltar
para sua querida escola.

No início de 1904, Mabel descobriu que tinha diabetes, mas como na
época nada se podia fazer, além de descansar e moderar no alimento, ela
foi cada vez mais enfraquecendo-se. Em Abril de 1904, Mabel foi
internada no hospital, e morreu em Novembro do mesmo ano. Tolkien e seu
irmão Hilary passaram a morar com a irmã de sua mãe, Beatrice, enquanto
eram orientados pelo Padre Francis Morgan.

Em 1908, os dois Tolkien mudaram-se para a pensão da Sra. Faulkner. Lá
Tolkien conheceu Edith Bratt, também órfã, e eles se apaixonaram no
começo de 1909. Sendo Editt três anos mais velha que Tolkien.

Em 1910, o Padre Morgan descobriu o romance e proibiu Tolkien, na época
com 19, de encontrar e se corresponder com Edith até ter completado 21
anos. Isso levou ele a se dedicar mais aos estudos, principalmente ao
de línguas (ele já falava Latim e Grego fluentemente) e a conseguir
entrar para o Exeter College da Universidade de Oxford.

A Vida Acadêmica em Oxford:

Na Universidade de Oxford, Tolkien estudou Inglês Clássico e outras
línguas como Inglês Arcaico, Finlandês, Gales e Gótico e pouco tempo
depois começou a desenvolver suas próprias línguas. Após não se sair
muito bem em Inglês Clássico, ele mudou os estudos para Literatura e
Línguas Inglesas em 1913.

Nos estudos de Inglês Arcaico, Tolkien ficou maravilhado ao descobrir um poema chamado Crist que continha os seguintes versos:

Eálá Earendel engla beorhtast, ofer middangeard monnum sended., ou em português: Salve Earendel, o mais brilhante dos anjos, sobre a Terra-média enviado aos homens.

Não é preciso dizer que Tolkien usou uma variação desses versos em suas obras posteriores.

Nessa época que Tolkien fundou, junto com amigos, o Tea Club, Barrovian Society, chamado de T.C.B.S. (Clube do Chá, Sociedade Barroviana,
porque eles freqüentemente se reuniam para tomar chá nas Lojas
Barrow’s). Os membros eram todos muito inteligentes e passavam muito
tempo na Biblioteca. Eles compartilhavam o gosto por línguas como o
Anglo-Saxão e poemas como Beowulf. Nessa época, Tolkien começou a
pensar em escrever uma obra épica de mitologia e era encorajado pelos
outros membros.

O TCBS ficou junto até 1916, quando Tolkien e outros membros foram
mandados à Primeira Guerra Mundial e dois lá morreram: Geoffrey Bache
Smith e Rob Gilson.

Voltando a 1913, Tolkien, com 21 anos, reencontrou Edith, e ficou noivo
dela. Em Agosto desse ano a Guerra começou, mas ainda não afetava
diretamente Tolkien. Em Outubro, Tolkien voltou a Oxford para reiniciar
seus estudos.

Em Junho de 1915, Tolkien finalmente atingiu o Grau de Primeira Classe
em Literatura e Línguas Inglesas. Nessa época ele também estava
trabalhando com suas línguas, em especial o Qenya (mais tarde Quenya)
que se tornaria o seu idioma mais importante. Também começava a
desenvolver a história de Earendel, o marinheiro, que depois se
tornaria Eärendil.

A Primeira Guerra Mundial:

Tolkien não se uniu imediatamente a causa da Guerra, mas acabou por se
alistar como segundo Tenente nos Fuzileiros de Lancashire. Durante
meses Tolkien ficou esperando pela convocação para os campos de
batalha, Finalmente, parecia que embarcaria em breve para a França.
Assim, ele e Edith vieram a se casar no dia vinte e dois de Março de
1916, antes que Tolkien embarcasse.

Nos campos de batalha, Tolkien acabou contraindo a “febre da trincheira� após apenas quatro meses após sua chegada.

Em novembro de 1916 Tolkien foi enviado de volta para Inglaterra,
passando um mês internado no hospital de Birmingham, e no Natal ele já
estava recuperado o suficiente para ficar ao lado de Edith. Durante
este últimos meses, todos os seus amigos mais íntimos do “T.C.B.S.�,
foram mortos em batalha à exceção de um, Christopher Wiseman. Os outros
dois, Rob Gilson e Geoffrey B. Smith, não voltariam a seus lares.

Em parte, em memória a seus amigos mortos, e devido à suas experiências
de Guerra, ele resolveu pôr suas idéias no papel. “Você deveria começar
sua epopéia� (J.R.R. Tolkien: Uma Biografia, pág. 102), escreveu-lhe
Christopher Wiseman, enquanto Tolkien ainda se recuperava de sua doença
contraída nas trincheiras. G. B. Smith, antes de ser morto, escreveu à
Tolkien: “[S]e eu morrer hoje […] ainda restará um membro da grande
T. C. B. S. para expressar o que sonhei e no que todos concordamos.�
(J.R.R. Tolkien: Uma Biografia, pág. 97).

Logo Tolkien começou a escrever suas lendas. Nesses escritos são
encontrados as primeiras memórias da guerra contra Morgoth, o cerco, e
a queda de Gondolin e Nargothrond, e as lendas de Túrin e de Beren e
Lúthien, e aos quais mais tarde se juntariam diversos outros textos e
passagens que formariam o Legendarium.

De Volta a Inglaterra:

Em 16 de Novembro de 1917 nascia na Inglaterra o primeiro filho de
Edith e Tolkien, John Francis Reuel Tolkien. Foi nessa época que
Tolkien pensou em criar a história de amor entre um mortal e uma elfa,
usando como inspiração ele próprio e Edith, sendo Beren e Lúthien.Essa
era a forma dele conciliar o seu amor entre Edith e a sua obra que
tomaria toda a sua vida, até o seu último minuto.

Por volta de Novembro de 1918, quando a Guerra terminou, Tolkien
começou a trabalhar no “The Oxford English Dictionary”, como Assistente
Lexicográfico.

Mas já em 1920, ele conseguiu um posto sênior de professor em Língua
Inglesa na universidade de Leeds. Lá, junto de E.V. Gordon, fundou o Viking Club para os universitários que gostassem de ler contos nórdicos.

Dois outros filhos de Tolkien nasceram em Leeds: Michael Tolkien e o Christopher Tolkien.

Em 1925, Tolkien voltou a Oxford para ser Professor de Anglo-Saxão, e lá também nasceu Priscilla Tolkien, em 1929.

Os Livros:

Os livros de Jonh Ronald Reuel Tolkien fazem sucesso em todo mundo.
Estima-se que só nos EUA, O Senhor dos Anéis, tenha vendido 75 milhões
de exemplares. Eles atiçam a imaginação e criatividade do leitor
enquanto os envolve nas mais fantásticas aventuras.

“O Hobbit” é o primeiro livro da mitologia de Arda de Tolkien
publicado. É um prólogo de “O Senhor dos Anéis”, que conta às aventuras
de Bilbo Bolseiro na companhia de 13 anões e do mago Gandalf para
recuperar o tesouro roubado por Smaug, o dragão.

Lançado originalmente em 21 de Setembro de 1937 na Inglaterra pela
Editora “George Allen & Unwin.” Foi criado como uma história para
seus filhos, mas “O Hobbit” alcançou grande sucesso de forma que a
editora (que havia acabado de negar a publicação do Silmarillion)
acabou pedindo por uma continuação.

E a continuação é o mais famoso livro de Tolkien é O Senhor dos Anéis,
que saiu cerca de quinze anos depois com “O Senhor dos anéis: A
Sociedade do Anel”, seguido de “As Duas Torres” e “O Retorno do Rei”.

A Sociedade do Anel, lançado em 29 de Julho de 1954, conta como Gandalf
chega na residência de Frodo Bolseiro para convidá-lo numa aventura
mágica onde muitas forças serão enfrentadas para destruir um Anel
poderoso.

As Duas Torres, lançado em 11 de Outubro de 1954, descreve as
diferentes situações com os membros da Sociedade e da batalha no Abismo
de Helm, enquanto que Sam e Frodo estão escalando na companhia de
Gollum as escadarias de Cirith Ungol, rumo à Montanha da Perdição.

O Retorno do Rei, lançado em 20 de Outubro de 1955, é a parte final,
onde Frodo destrói o Anel após muitas batalhas, como as em Gondor. É um
livro mágico, onde o mal fica mais forte no final e as forças do bem
tem de se mostrar melhores e mais corajosas, fazendo atos heróicos.

Tolkien ainda publicou vários outros livros como As Aventuras de Tom
Bombadil; Sir Gawain, Sir Orfeu and The Pearl; Imram, The Homecoming of
Beorhtnoth Beorhthelms Son; The Lay of Aotrou and Itroun e Farmer Giles
of Ham, Leaf by Niggle; Smith of Wootton Major; Mr. Bliss e Roverandom.

Em Roverandom, Tolkien conta a história de um cão que ousa morder um
mago e passa por aventuras no fundo do mar e na Lua. Não é, porém, uma
história integrante da mitologia de Arda. Foi escrita como foram de
amenizar a tristeza que seu filho, Michael, sofreu ao perder seu cão de
brinquedo.

Por curiosidade, Roverandom é a união de duas palavras: Rover + Random, que significa “Explorador Aleatório”.

Teve uma época em que Tolkien se divertiu em inventar histórias de
fantasia para divertir seus filhos. Ele escreveu anualmente cartas para
o Papai Noel para seus próprios filhos, montando algumas pequenas
histórias e depois de algum tempo escreveu e publicou como um livro
entitulado As Cartas do Papai Noel.

A série de publicações acabou com a morte do autor em 1973, mas em 1977
Christopher Tolkien publicou o Silmarillion. As vendas do Silmarillion
surpreenderam a “George Allen & Unwin”. Em continuação ao
Silmarillion foi lançado em 1980 Contos Inacabados, que reunia alguns
manuscritos do pai. Mais uma vez as vendas foram bem sucedidas, e
culminou com os doze Volumes do History of Middle-Earth (apelidado
carinhosamente como HoME), uma obra bem mais complexa. O conteúdo reúne
os manuscritos de John que não foram publicados no livros anteriores.

Os Inklings:

Seria hipocrisia dos estudiosos de Tolkien falar que ele escreveu todo
esse mundo sem a ajuda de ninguém. É nesse contexto que entram os Inklings. Esse era o nome do grupo em que Tolkien e seus amigos se reuniam para ler o que haviam produzido. Se encontravam no The Eagle and Child Pub (mais conhecido como Bird and Baby) e tomavam uma cerveja.

Uma vez ou outra se reuniam na Magadalen’s College,
em uma sala de C.S. Lewis. Eram os Inklings: JRR Tolkien, CS Lewis,
Charles Williams, Orwen Barfield, W.H. Lewis, Nevill Coghill, John
Wain, J. A. W. Benett, Lord David Cecil, Jim Dundas-Grant, Adam Fox,
Colin Hardie, Robert E. Harvard, R. B. McCallum, C. E. Stevens,
Christopher Tolkien, C. L. Wrenn, E. R. Eddison, Roy Campbell e Gervase
Mathew.

Tolkien e a Lingüística:

Uma das partes mais completas na obra de Tolkien é a lingüística, o
escritor sentia um enorme prazer em criar novas línguas e fazia isso
com perfeição, mesmo assim, nem todos os idiomas criados pelo professor
foram usados em sua obra, ele selecionou alguns dos mais complexos para
os seus personagens falarem.

Esse vício de criar idiomas começou quando Tolkien ouviu os seus filhos falando em Animalic,
uma brincadeira que as crianças haviam aprendido e que consistia numa
língua nova, assim poderiam se comunicar sem serem entendidos.
Rapidamente Animalic se tornou uma língua morta e novas brincadeiras vieram.

Algum tempo depois, o escritor criou a sua primeira língua, o Naffarin,
que era pouco complexa mas foi o que desencadeou as outras escritas.

Baseando-se em diferentes idiomas como o latim, o anglo-saxão, o
espanhol e outros, Tolkien tentava sempre criar uma língua perfeita,
que fosse bela ao ser falada.

Foi em meados de 1915 que o escritor começou a criar o mais perfeito de
seus idiomas: o quenya (inicialmente chamado qenya). Esse idioma é
riquíssimo em sua composição e, junto ao sindarin, conseguiu alcançar a
beleza que o escritor sempre almejou.

Com toda certeza, a profissão de Tolkien influenciou muito nesse seu
vício, afinal de contas ele era Doutor em letras pela universidade de
Oxford na Inglaterra.

Para sabe sobre as línguas escritas de Tolkien é interessante visitar o Ardalambion, site completíssimo sobre as línguas de Tolkien que é mantido por Helge Kåre Fauskanger , um amante e estudioso do mundo de Tolkien que criou o curso de quenya.

Ao final de sua vida Tolkien já havia desenvolvido dezenas de idiomas
como o Quenya, Sindarin, Adûnaico, Westron, Telerin, Doriathrin,
Nandorin, Ilkorin, Avarin, Khuzdul, Entês, Órquico, Valarin e diversos
idiomas humanos.

Com toda certeza o nome John Ronald Reuel Tolkien está no Hall dos grandes idealizadores de línguas de toda a história.

Os Últimos Anos:

Segundo Michael White, “Em muitos aspectos, Tolkien fora velho antes de
seu tempo.” Pois na sua juventude, ele sonhava com idéias antiquadas.
Na velhice o que era ruim era exagerado: seu defeito na fala era quase
incompreensível. E o cachimbo entre os dentes atrapalhava na
comunicação. E isso está registrado nas gravações das entrevistas de
seus anos finais.

Tolkien culpou muitas vezes o rúgbi, que havia praticado como esporte
na juventude, onde mordeu a língua profundamente (e teve um nariz
quebrado), como o problema que atrapalhara na sua comunicação.

O sucesso de suas obras viera tarde demais, dos anos sessenta em diante
ganhava a cada ano cheques mais polpudos das vendas pela editora
“George Allan & Unwin” dos seus livros, principalmente pelo “O
Senhor dos Anéis.” E este dinheiro garantiu a boa vida dele com Edith
nos últimos anos de vida.

Tolkien foi ficando velho. Um ser preconceituoso, que ao decorrer do
tempo foi se entrincheirando nas suas opiniões muitos pessoais.
Considerava “vulgar” ou “absurdo” as coisas de grande número. Havia
reclamado da produção para o rádio de “O Senhor dos Anéis” da BBC, que
segundo ele, faria melhor muitos personagens. Repugnava repórteres,
concedendo raras entrevistas na sua vida. Julgava-se melhor em vários
aspectos, dizia fazer uma foto melhor que qualquer fotógrafo.

Uma vez recebeu o rascunho de uma entrevista do casal de jornalistas
Charlotte e Dennis Plimmer, mas respondeu friamente com uma redação de
2 mil palavras, dizendo sentir-se ofendido ao fato de terem sugerido
que sua garagem era de fato seu “escritório”, e de que “O Silmarillion”
era sua obra predileta, pela presença das línguas.

No início dos anos sessenta, proibiu W. H. Auden de fazer uma breve
biografia sua, considerando aquilo uma grosseria, e que só íntimos
poderiam fazer sua biografia. Foi ficando cada vez mais reservado, não
entendendo porque todo interesse por sua vida particular, a não ser
pelas suas obras. Começava a ficar “paranóico” e não revelava
acontecimentos seus do passado.

No início de 1965, uma editora americana chamada Ace Books soube do
sucesso que o livro ganhava entre os estudantes da Califórnia e também
descobriu que a editora de Tolkien, Houghton Mifflin, com sede em
Boston, havia importado mais cópias do que foi avisado para os editores
britânicos (Rayner Unwin, da “George Allan & Unwin”).

Então decidiu correr o risco e publicar uma edição pirata de “O Senhor
dos Anéis”. Mas pouco tempo antes de ficar pronto, os editores
responsáveis e que tinham o direito da obra, informaram à Tolkien sobre
o caso. Mas aparentemente Tolkien não havia tomado conhecimento do que
aquilo representava, e não “respondeu”.

O tempo passou e a edição pirata da Ace foi publicada. Em pouco tempo a
edição, que era vendida por 75 centavos de dólares americanos, alcançou
vendas absurdas: em 1 ano vendera mais de 100 mil exemplares.

Nesse período, a Houghton Mifflin, havia lançado uma edição de
brochura, com acabamento muito bem feito, e vendendo à 95 centavos
americanos. Só que, como esta edição era legal, o preço tornara-se mais
caro, devido aos royalties.
Mas eles não deixaram por menos, tentaram durante este tempo um
processo no tribunal contra a Ace Books, e no final das contas a Ace
teve de pagar tudo o que era de direito aos editores e ao autor, J.R.R.
Tolkien.

Se por um lado, a edição pirata foi ilegal, ela acabou por outro lado a
atrair milhares de fãs. O número de cartas que Tolkien trocava com seus
fãs crescia cada vez mais, inclusive astros de Hollywood e até um
astronauta chegaram a trocar cartas com o autor.

Um fato extremamente engraçado e curioso, foi quando um grupo de fãs
americanos partiram rumo à Headington, no verão de 1967, a fim de
conhecer Tolkien. Eles acamparam no gramado em frente à casa de Tolkien
e gritavam “Queremos Tolkien. Queremos Tolkien!”

Na época em que surgiu a cultura hippie, “O Senhor dos
Anéis” ganhava fama mundial. Pois falava sobre a magia e do tornar-se
possível algo, desde que cremos nela. Isto e tudo o que leitores
interpretavam levava ao ingrediente perfeito de sucesso de uma obra.

Em 1966, Tolkien e Edith viajaram num cruzeiro pelo Mediterrâneo, para
comemorarem as Bodas de Ouro. E no jardim do Merton College, ocorreu
uma festa, onde o compositor Donald Swann apresentou “The Road Goes
Ever On” (A Estrada Prossegue). Um seleção de músicas da Terra-média.

Mas quando Tolkien beirava na faixa dos 70 anos, não pode agüentar
tanta fama, e mesmo porque não entendia porque as pessoas se
interessavam por ele, e não pela obra em si. Mudou-se então de
Headington para um lugar secreto, em 1968. Fez com que seu nome saísse
da lista telefônica e assim seu endereço mudasse, evitando que a caixa
de correspondência lotasse de cartas.

Passaram-se os anos, e Tolkien ainda trabalhava em cima de “O
Silmarillion”, aperfeiçoando, revisando, editando. Sentia-se de vez em
quando deprimido, visto que seus filhos já tinham famílias e ele estava
sozinho com seu amor e com pouco amigos, já que os grandes haviam
morridos. Mas a sua fé e o amor por Edith faziam-no continuar.

Em 1968, Tolkien e Edith compraram uma casa com um bangalô, que era
grande e tinha um jardim que Tolkien gostava de cuidar. Situava-se em
Poole. Para Edith foram anos maravilhosos, por causa do conforto. Mas
para Tolkien eram anos deprimentes, não haviam mais amigos do calibre
de intelectualidade dele com quem pudesse conversar.

Com o tempo ele teve de aceitar aquilo e se acostumar. Foi ganhando
gostos cada vez mais diferentes de quando era jovem, passara a usar
gravatas e ternos feitos sob medida. E mesmo que reclamasse dos preços,
ele passou a comer em restaurantes e a beber vinhos caros.

Ainda recebia algumas cartas, mas não respondia com o mesmo entusiasmo
de anos antes. Não aceitava convites para jantares em restaurantes onde
o trajeto tivesse de passar por algum campo devastado. Ficou danado
quando batizaram um Canal com o nome de “Shadowfax” sem sua permissão.

Chegou o ano de 1971, e Edith, com 82 anos ficava cada vez mais frágil.
Foi internada às pressas em novembro no hospital com inflamação na
vesícula biliar. Poucos dias depois, em 29 de Novembro, morria sua
amada mulher, Edith Mary Tolkien.

Assim Tolkien entrava numa fase final de vida. Restava-lhe pouco menos
de dois anos de vida. Ficou de luto por um longo tempo. Poole já virava
uma paisagem triste para ele, seu filho Christopher, o então Fellow do New College, providenciou um apartamento para ele, na rua Merton 21, uma propriedade de seu antigo college.

Lá instalaram a biblioteca de Tolkien, com seus livros organizados e um
espaço luxuoso. Tolkien sentia-se um pouco melhor, por ser o “Fellow
Honorário” e estar de volta em Oxford. Às vezes, quando encontrava-se
solitário, remexia no seu grande livro de anotações e respondia com
bondade às cartas de todo mundo.

Tolkien não deixou de ser homenageado pela comunidade acadêmica. Na
Primavera de 1972, recebeu o título de C.B.E. (Comandante da Ordem do
Império Britânico). Na mesma noite recebeu o convite para um jantar com
Rayner Unwin, para que fosse homenageado. Recebeu também muitos
doutorados honorários, mas o que Tolkien mais ficou contente foi de sua
própria universidade. Em junho de 1972 recebia o título de Doutor
Honorário em Letras.

Era visitado muitas vezes pelos filhos e familiares e pelos velhos
amigos. Na primavera de 1973 recebeu seu antigo amigo do T.C.B.S.,
Christopher Wiseman e conversaram sobre tudo o que tinham direito: do
mundo, do tempo que passou, de seus filhos e relembraram dos momentos
bons da juventude e idade adulta.

Porém a saúde de Tolkien piorava a cada ano. Desde fins de 1972 sofria
de problemas graves de indigestão e problema na vesícula biliar. Em 28
de Agosto de 1973 havia festejado o aniversário da Sra. Tolhurst, e até
bebeu champagne, parecia bem.

Mas na manhã seguinte foi internado no hospital. O que a consulta dias
antes no médico, com Raio X, não disse, se revelou naqueles dias:
estava com úlcera gástrica aguda. Então, em 2 de Setembro de 1973,
morria o Professor J.R.R. Tolkien.

Da Morte:

J.R.R. Tolkien foi notícia no jornal “The Sunday Times” quando faleceu.
Para conferir mais sobre esta notícia, acesse o link do site Duvendor: Obituário.

Curiosidades:

1 – A biblioteca da Universidade de Marquette, na cidade de Milwaukee,
Wisconsin, EUA, preserva muitos dos manuscritos originais de Tolkien,
notas e cartas, e outros documentos que foram recuperados da Biblioteca
Blodleian, em Oxford. Marquette também possui em seu acervo manuscritos
de livros como O Hobbit e Mestre Gil de Ham, e material dos fãs de
Tolkien, enquanto a Bodleian tem os esboços de O Silmarillion e os
trabalhos acadêmicos de Tolkien.

2 – “O Senhor dos Anéis” foi eleito o livro do século pela BBC de Londres. E eleito o livro do milênio pela Amazon.com

3 – Na notícia Tolkien É Homenageado na Inglaterra
o usuário poderá ver uma gostosa notícia, onde mostra que o local onde
Tolkien passou internado por causa da “febre das trincheiras” foi
decorado com uma placa especial.

4 – Em Patrimônio Tomba Casa, podemos ver que após o sucesso dos filmes, o patrimônio histórico do país tomba a casa onde Tolkien viveu muitos anos.

5 – Carta Leiloada na Inglaterra
traz à tona a notícia de uma carta secreta que foi leiloada
recentemente na Inglaterra, onde Tolkien se corresponde com uma mulher
pedindo emprego de secretária.

6 – E através desta notícia,
o fã de Tolkien poderá encontrar um site em inglês que possui um enorme
acervo de capas dos livros de Tolkien publicados na época.

Fontes de Pesquisa:

Livro: “Tolkien – Uma Biografia“, de Michael White, Ed. Imago, 2001.

Livro: J.R.R. Tolkien – Uma Biografia

Site: Duvendor

Site: Ardalambion

Site: Devir

Site: Heren Hyarmeno

Site: Amon Hen

Site: Dúvendor

Site: Sociedade de Tolkien Brasileira

Site: Enciclopédia de Valinor

Heren Quentaron

O grupo Heren Quentaron (Ordem dos Narradores) foi fundado inicialmente
por 5 membros na tarde do dia 21 de Setembro, quando surgiu a idéia de
fazer um “Projeto”. Tratava-se de um texto em homenagem ao aniversário
de Bilbo e Frodo Bolseiro, do dia seguinte. Meses mais tarde o grupo
cresceu e teve a inclusão de mais 2 membros. E aqui neste artigo o
usuário poderá encontrar informações sobre cada membro deste grupo:
 
 
Smaug:

Demétrius A. Surdi nasceu em Porto Alegre/RS em Setembro de 1990 e
mudou-se para Passo Fundo/RS no final de 1995 onde mora até hoje.
Conheceu Tolkien através da trilogia no cinema em 2002, e passou a se
interessar pelas obras no ano seguinte. Em 2004 ingressou no Fórum
Valinor, na qual desde meados da época dos filmes visitava. Tem uma
paixão especial pela obra “O Hobbit”. Conhecido também como Sr.
Cachopardo.

Imadofus:

João Otávio Ferreira Meyer nasceu no dia 24/03/91 na cidade de
Florianópolis, SC, onde vive pelo menos até o dia em que escreveu isso.
Estranhamente não lembra como começou a ler Tolkien, apresentado a ele
por seu primo. Apesar de entrar no site Valinor há bastante tempo, só
veio a se cadastrar no fórum em novembro de 2003, e está atualmente
cursando o primeiro ano do ensino médio.

Mith:

Nascido em 11 de Maio de 1989, na capital do Espírito Santo – Vitória.
Mora em Vila Velha. Conheceu Tolkien no final de 1998, e em 1999
começou a ler a trilogia de O Senhor dos Anéis e depois de um tempo
conheceu o site da Valinor por uma amiga e começou a acompanhar a
página da Valinor desde o ínicio, sem estar registrado no Fórum. Fã de
todos os livros e tudo relacionado a obra do mestre J.R.R. Tolkien.
Modera a área Tolkien do Fórum Valinor, organizador da Equipe de
Atualização da Enciclopédia Valinor e organizador das discussões na
ValinorNet (Salão das �rvores e Salão do Fogo), membro da Sociedade
Tolkien Brasileira e da Toca-ES.

Proview:

Silvano Damasceno Pereira nasceu em 10/05/1984 em Delmiro Gouveia no
interioir de Alagoas. Mudou-se para Maceió aos 10 anos, onde mora até
hoje. Conheceu Tolkien em 1999 com as notícias dos filmes, e começou a
ler em 2000. Fascinado pela vida dos elfos e as histórias da 1º Era do
Sol e tendo Fëanor como personagem preferido, acabou por buscar mais
informações sobre Tolkien. Entrou no Fórum Valinor em outubro de 2003.

O 10º membro da Sociedade:

Bernardo Vasconcelos nasceu no solarengo dia 16 de Agosto de 1990, em
Lisboa, Portugal, vive atualmente perto de Sintra. Tem um grande
interesse por Ciência, Informática e Tecnologia, sendo também fã de
cinema. Teve o seu primeiro contato com Tolkien em Novembro de 2001,
após ler um artigo sobre o filme. Tornou-se um grande fã e interessado,
inicialmente da trilogia cinematográfica, e mais tarde das obras do
autor. Travou conhecimento com a Valinor em 2003, tornando-se esta um
dos seus grandes pontos de referência sobre Tolkien na Internet.
Registrou-se mais tarde, em Maio de 2004, e desempenha atualmente as
funções de Colaborador na atualização da Enciclopédia Valinor e na
elaboração de textos.

Fëanor ¥:

Nascido em 06/04/1986 na cidade de Marechal Cândido Rondon, Paraná,
onde vive até hoje. Conheceu Tolkien em 1999, mesmo ano em que começou
a ler a trilogia de O Senhor dos Anéis. Aficcionado completo pelo livro
O Silmarillion, e fã confesso do personagem Fëanor, logo se interessou
por tudo concernente à Tolkien e suas obras. Cadastrou-se na Valinor em
2003.

Bagrong:

Gustavo Ribeiro Guadagnini nasceu em Botucatu РSP, onde mora at̩ hoje, no dia 12/03/1989.

Conheceu Tolkien através do irmão e já leu O Hobbit, O Senhor Dos
Anéis, O Silmarilion, Contos Inacabados, Mestre Gil De Ham e
Roverandom; dos livros do Professor, seu preferido é O Silmarilion.