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Uma resenha de O Hobbit: A Desolação de Smaug – por Fëanor

desolation_of_smaug_poster_largeEis que a segunda parte de O Hobbit finalmente estreou! Encarei a estreia em 48 fps e 3D (preferia 2D, mas não tinha opção disponível) e, com o nível da empolgação em alta pela expectativa de ver Smaug, Beorn, Esgaroth e Erebor na telona, me afundei na cadeira. As duas horas e quarenta minutos do filme passaram rápido pelos meus olhos, e saí da sala com sentimentos mistos sobre o que eu havia acabado de assistir. Destaco a seguir aqueles que considero os pontos positivos e negativos do filme para tentar fazer um balanço geral da experiência. E para fazer isso naturalmente revelarei partes do filme, ou seja: SPOILERS ABAIXO.

Começamos com um flashback de Thorin em uma Bri chuvosa. Mas antes do chegar no anão, PERAÍ! Quem é o primeiro sujeito que aparece na tela saindo de uma casa? Ninguém menos que o próprio diretor Peter Jackson, naquele que é provavelmente o cameo mais precoce da história do cinema! Ok, voltemos ao flashback. Thorin se encontra com Gandalf no Pônei Saltitante, e o mago revela ao anão que colocaram um preço em sua cabeça. Gandalf encoraja-o a recuperar Erebor. Thorin argumenta que necessita da Pedra Arken para poder reunir as forças dos reinos dos anões – e surge aí a primeira adaptação que julgo ser meio sem sentido: Thorin não é mais ou menos rei devido à pedra. Mas ok, PJ julgou que esse seria um gancho interessante para dar o motivo pelo qual Bilbo foi escolhido por Gandalf para fazer parte da comitiva: entrar em Erebor sem ser notado para recuperar a gema.

O filme volta para o momento presente. Bilbo espia orcs montados em wargs caçando a comitiva, quando repentinamente avista algo maior e ainda mais assustador: Beorn! Bilbo avisa o resto da trupe e Gandalf, adivinhando se tratar do troca-peles, conduz todos para a “casinha” do ursão, que persegue-os mas no último momento é impedido de abocanhá-los pela porta da própria residência, que é fechada pelos nossos heróis. A sequência é bacana, mas infelizmente é praticamente a única coisa que vemos de Beorn em sua forma animal em todo o filme. Depois disso ele reaparece em sua forma humanoide (que é um tanto exagerada na quantidade de pelos faciais, mas não chega a comprometer a ideia mental que eu tinha do personagem), mas também por pouco tempo. Realmente uma pena, já que era um dos personagens que mais esperei para ver. Resta agora aguardar pela participação do metamorfo no terceiro filme.

Próxima parada: Floresta das Trevas. Gandalf tem uma comunicação telepática com Galadriel (ou foi uma lembrança de uma conversa anterior? Ainda não tenho certeza, preciso rever) e decide rumar para Dol Guldur, onde forças malignas se reúnem. Para quem conhece a história do livro, ok. Já quem não conhece ficou com uma sensação de “ahn?” (assim como com praticamente toda a sequência de Gandalf na fortaleza do necromante)
A floresta ficou bem caracterizada, e as aranhas também. Gostei bastante da sequência em que elas aparecem capturando os anões e Bilbo resgata-os. E o CGI ficou muito bom, diga-se.

Em seguida, os anões são capturados pelos elfos da floresta e encarcerados no reino de Thranduil. Aí aparecem novos personagens que já eram esperados por todos: Legolas e Tauriel. A elfa, criação pura de PJ, não chega a comprometer per se, e é bastante carismática. O problema, julgo eu, é a paixonite que Kili desenvolve pela elfa, e a maneira como ela parcialmente corresponde. Não é a mesma coisa que a relação Gimli-Galadriel que vimos em O Senhor dos Anéis e que estava muito mais para uma admiração profunda e deslumbrada do anão pela rainha de Lothlórien, bastante próxima ao que Tolkien descreve no livro. No caso “Kili S2 Tauriel” o anão realmente se apaixona pela elfa, chegando a causar ciúmes em Legolas (que também tem uma queda pela ruivinha). E Tauriel dá alguns sinais de correspondência. Me pareceu um romance forçado, uma espécie de tentativa de preencher a ausência de cenas românticas no filme, ao mesmo tempo em que parece querer passar uma mensagem de tolerância inter-racial. Para quem é minimamente familiarizado com o mundo de Tolkien, o negócio pareceu estar à beira do absurdo. Elfos e anões não se bicam. Sim, existem exceções (os já mencionados Gimli e Galadriel, bem como o próprio Gimli e Legolas), mas forçar para o lado romântico ficou meio apelativo. Se PJ queria algum romance no filme, poderia ter se limitado ao relacionamento de Tauriel com Legolas.

Após os anões lerem libertados por Bilbo, vemos uma sequência de ação mirabolante retratando a fuga nos barris pelo rio. Orcs aparecem atacando anões e elfos, Legolas e Tauriel encarnam o espírito de super heróis da Marvel e um ridículo Bombur rola para fora do rio em seu barril, derrubando dezenas de orcs pelo caminho. A comitiva escapa ilesa, exceto por Kili, acertado na perna por uma flecha de Morgul, que dará a deixa para Tauriel reaparecer posteriormente.

Paralelamente, Gandalf adentra Dol Guldur e é atacado por Azog e sua trupe de orcs. O Mago enfrenta-os, e enquanto tenta escapar da fortaleza depara-se com uma sombra que parece ser o chefão local. Os dois se enfrentam, Gandalf é subjugado e descobre de quem se trata o inimigo: Sauron, vulgo Necromante, vulgo coisa ruim.

Já Bilbo e os anões se aproximam dos domínios de Valle, e encontram Bard. O arqueiro aceita uma graninha do grupo para colocá-los dentro de Esgaroth, por onde precisam passar para continuar rumo à Erebor (e onde precisam conseguir algumas armas, já que as suas foram tomadas pelos elfos). Na Cidade do Lago, Bard é mal visto pelo Mestre da cidade, que julga-o um agitador que quer unir a população para derrubá-lo. Os anões tentam passar despercebidos até a residência de Bard e seus filhos, e chegando lá logo descobrem que as armas que o arqueiro lhes conseguiu não são nada adequadas. Enquanto isso, é contada a história do último ataque de Smaug à Valle, quando o rei Girion, ancestral de Bard, falhou em derrubar o Dragão com as imensas flechas negras atiradas de uma balestra gigante (ou uma balista). Aqui surge outra parte incômoda: é dito que somente uma dessas flechas tamanho família pode derrubar o dragão. Além de tornar o destino do lagartão previsível demais, PJ descartou a possibilidade de Bard conseguir derrubar Smaug usando um arco e uma flecha de tamanho comuns.

Em seguida, os anões decidem dar um jeito de entrar no depósito de armas da cidade para conseguir algo melhor. A missão falha graças à uma trapalhada de Kili, e os mesmos são presos e levados ante o Mestre da cidade. Thorin revela-se, e promete ao povo de Esgaroth que a cidade voltará a ser próspera caso consigam retomar Erebor. Bard intervém, relembrando a todos da desgraça que lhes acometeu outrora, culpando a ganância dos anões. Mas não parece ser o suficiente para impedir que a comitiva ganhe a simpatia da cidade e do Mestre. E com isso o grupo consegue finalmente se armar e partir para a Montanha Solitária. Kili fica para trás devido ao seu ferimento, e com ele Óin, que fica ali para cuidar do anão caçula. E ainda Bofur, que encheu a cara e perdeu a hora da partida.

Chegando em Erebor exatamente no Dia de Durin, a comitiva precisa encontrar a porta secreta, cuja fechadura é revelada pela última luz do dia. O sol se põe, a fechadura não aparece, e os anões perdem as esperanças. Bilbo não desiste e permanece sozinho diante da porta ainda não revelada, tentando se lembrar das palavras do mapa que indicavam como encontrá-la. E eis que surge a lua, revelando finalmente a fechadura. A porta é aberta, e Thorin revela à Bilbo sua missão: adentrar sozinho na Montanha e recuperar a Pedra Arken. Bilbo, ainda que atemorizado, decide provar seu valor e cumprir a tarefa. E isso nos leva ao momentos mais bacanas do filme, isto é, ao dragão! Mas antes de chegar nisso, vamos voltar para a Cidade do Lago.

Em Esgaroth Bard é preso, e os orcs, liderados por Bolg (filho de Azog), atacam a cidade. Tauriel aparece para salvar Kili (que tá indo dessa pra melhor por causa do veneno da flecha), e junto com Legolas expulsam os inimigos. Legolas e Bolg se enfrentam, mas sem concluir o combate: Bolg foge e o elfo vai atrás dele. Já Tauriel fica na cidade e usa de seus poderes medicinais para curar o ferimento de seu novo amor, digo, Kili.

Voltemos à Erebor: Bilbo procura pela pedra Arken, mas acaba despertando Smaug. O diálogo do hobbit com a besta é excelente e bastante fiel ao livro. O CGI do danado é impecável. E a voz poderosa ficou perfeita. Bilbo foge do dragão, mas é barrado por Thorin, que lhe pergunta sobre a Pedra Arken. Bilbo nada diz, Thorin se irrita, e é aí que chega o resto da comitiva. E também chega Smaug. O grupo foge do dragão, e seguem-se cenas de ações que, apesar de serem bastante longas, são muito bem feitas (sobretudo pelas altas doses de Smaug com que somos presenteados). O plano dos anões é meio mirabolante demais, mas ao mesmo tempo funcionou para duas coisas: criou a deixa para Smaug ir atacar Esgaroth e permitiu a deslumbrante cena final de um Smaug sacudindo o ouro do corpo e indo para o ataque, enquanto um incrédulo Bilbo se questiona: “o que nós fizemos?”

E eis que é justamente aí que o filme acaba. Provavelmente muitos ficaram descontentes com um final que foi um corte súbito na trama, sem fornecer um desfecho de fato para essa parte da história. Já eu achei bacana, justamente por isso. Na verdade eu já estava gritando internamente pelo fim do filme justamente ali, para que se criasse esse suspense em torno do ataque de Smaug, que deverá propiciar um início de terceiro filme de tirar o fôlego.

De uma maneira geral, o filme tem suas óbvias distorções e acréscimos à obra original. Entendo alguns como naturalmente necessários pela opção dos três filmes, mas outros realmente extrapolaram o limite do que seria razoável. O filme poderia ter aí uns 40 minutos a menos, cortando muita baboseira e cenas de ação demasiadamente longas (como aquela dos barris). Não bastasse a opção do PJ pelos três filmes, eles quis fazer cada um com quase 3 horas, o que me parece criar espaços demais para embromation e deslizes feios. 3 filmes de duas horas cada teria sido uma opção mais sábia.

A trilha sonora cumpriu muito bem seu papel, de uma maneira até superior ao primeiro filme. Martin Freeman foi mais uma vez incrível no papel de Bilbo, consolidando muito bem a imagem do hobbit, de personalidade ao mesmo tempo simples em sua natureza e complexa em suas reações ao Anel, aos seus companheiros e a toda uma aventura longe de seu lar. Os demais atores principais também estiveram bem: Gandalf (Ian McKellen), Thorin (Richard Armitage), Balin (Ken Stott), e também Tauriel (Evangeline Lilly). Já Legolas (Orlando Bloom) não fedeu nem cheirou, e seu pai Thranduil (Lee Pace) foi o ponto baixo dos personagens, com pouquíssimo carisma e cheio de trejeitos que não caíram bem.

Enfim, apesar de pecar novamente em vários pontos e tomar liberdades que nada acrescentaram (pelo contrário!) à trama, PJ entregou um filme que diverte e que é visualmente muito bom. Não é o tipo de filme que vá agradar puristas, nem mesmo àqueles que esperam algo ao mesmo nível de O Senhor dos Anéis. Mas é um filme que ainda assim garante seus momentos de empolgação e de encher os olhos. E agora é esperar pela conclusão da saga em 2014, que também nos permitirá saber se PJ realmente perdeu a mão para filmar a Terra-média ou se ele ainda é capaz de nos entregar uma trilogia que, no fim das contas, seja satisfatória para a maior parte do público e dos fãs.

Quanto Vale a Fortuna de um Dragão?

Recentemente, a revista Forbes divulgou sua lista anual dos personagens mais ricos da ficção, a Fictional 15. A surpresa para os fãs de Tolkien foi que Smaug, o dragão maligno de O Hobbit, figurou na sétima posição da lista!

A lista, como é natural, acaba gerando controvérsias. Muitos questionam quais critérios são levados em conta para chegar nos valores estimados. Smaug, por exemplo, tem “sua” fortuna avaliada em 8,6 bilhões de dólares. Mas como esse valor foi obtido? Terá sido apenas um chute?

Justamente para responder isso, um dos editores da Forbes, Michael Noer, publicou um artigo onde ele apresenta o criterioso cálculo realizado para chegar na cifra bilionária. Confira a matéria traduzida:

 

Quanto Vale a Fortuna de um Dragão?

Ao longo dos anos houve muita curiosidade a respeito de como a equipe da Forbes calcula o valor das fortunas imaginárias do rank anual The Fictional 15, que classifica os personagens mais ricos da ficção. Certa vez eu até fui acusado por um apresentador de um programa de rádio – com um público pequeno, graças a Deus! – de simplesmente “chutar” os números.

Para silenciar o ceticismo e dar aos fãs da lista alguma idéia de quão profunda é a toca do coelho, eu decidi jogar alguma luz sobre uma investigação típica da Fictional 15, neste caso a investigação de Smaug, o dragão cuspidor de fogo do livro (e dos futuros filmes da Warner) O Hobbit , de J.R.R. Tolkien.

Certamente Smaug é descrito como sendo muito rico na história. Em um certo ponto, Bilbo Bolseiro, o herói do livro, se dirige a ele como “Smaug, o incalculavelmente opulento” e seu ouro é descrito como “além de qualquer preço ou conta”. Mas quanto, precisamente, vale a fortuna desse dragão? (esqueça o papo-furado de “incalculavelmente opulento”; certa vez eu avaliei Donald Trump para a Forbes, então estou acostumado a bilionários que soltam muita fumaça).

Nós sabemos da história que a riqueza de Smaug é oriunda de três componentes primários: o monte de ouro e prata sobre a qual ele dorme, dos diamantes e outras pedras preciosas incrustadas em seu dorso, e da “Pedra Arken de Thrain”, que é descrita como sendo o Diamante Hope com esteróides. (Existem certamente outros itens valiosos no tesouro de Smaug – raras armaduras e coisas assim – mas o ponto da investigação é estabelecer um valor mínimo, conservador, do patrimônio líquido, e o valor total de uma pilha de armamentos provavelmente não é mais do que um erro de arredondamento em um fortuna estimada em bilhões de dólares).

Vamos começar com os metais.

O livro descreve Smaug como “enorme”, com séculos de idade e “vermelho-dourado”. De acordo com um site de Advanced Dungeons e Dragons¹ , The Hypertext d20 SRD, um dragão dessa idade e cor mede por volta de 64 pés (19,5 metros) do nariz à ponta da cauda. Contudo, uma grande parcela dessa medida é pura cauda. Para fim de comparação, 70% do comprimento dos Dragões de Komodo é representado pela cauda, então podemos estimar o corpo de Smaug como tendo aproximadamente 19,2 pés ( 5,85 metros).

Dragões são compridos e estreitos, então podemos seguramente assumir que Smaug pode se enrolar confortavelmente em um monte de tesouro com o mesmo diâmetro que o comprimento de seu corpo – 19,2 pés.

Quão alto é o monte? Bem, em certo ponto em O Hobbit, Bilbo escala o monte, e nós sabemos que Hobbits possuem aproximadamente 90 centímetros de altura. Assumindo que o monte possui o dobro da altura de Bilbo, podemos dizer que o monte possui uma altura de aproximadamente 6 pés (1,80 metros) – como um homem de 1,80m escalando um monte de 3,6 metros (12 pés) de moedas; considerável, mas não insuperável.

Para manter a matemática relativamente simples e evitar complicações como integrar o volume parcial de uma esfera,podemos aproximar a cama de ouro e prata de Smaug como sendo um cone, com um raio de 9,6 pés (2,93 metros, metade do diâmetro) e uma altura de 7 pés (2,13 metros, assumindo que o peso do dragão vá reduzir a ponta do cone em cerca de 30 centímetros).

Agora podemos calcular o volume do tesouro de Smaug:

V=1/3 π r2 h = 1/3 * π * 9,62 * 7 = 675,6 pés cúbicos (19,13 metros cúbicos)

Mas, obviamente, o monte não é puramente ouro e prata. Sabemos que ele possui itens como uma grande taça de duas alças – que Bilbo rouba – e provavelmente restos mortais, para não mencionar o ar entre as moedas. Vamos assumir que o monte seja 30% ar e ossos. Isso faz o volume do tesouro que é puro ouro e prata ser de 472,9 pés (13,4 metros) cúbicos.

Sabemos que Bilbo tomou sua parte do tesouro em dois pequenos baús, um cheio de ouro e o outro cheio de prata, então parece seguro assumir que o tesouro é aproximadamente ½ ouro e ½ prata, ou 236,4 pés (6,7 metros) cúbicos de cada metal.

Um Krugerrand, a moeda Sul-africana contendo uma onça troy de puro ouro, mede 32,6mm de diâmetro e 2,84mm de espessura. Resolvendo para o volume de um cilindro (V = π r2 h), e então convertendo milímetros cúbicos para polegadas cúbicas, e depois polegadas cúbicas para pés cúbicos, dá um volume de 8,371354e-05 (ou 0,00008371354) pés cúbicos para uma única moeda, contendo uma onça de ouro.

Usando lógica similar, uma American Silver Eagle (40,6mm de diâmetro, 2,98mm de espessura) que contém uma onça troy de prata, possui um volume de 0,000136 pés cúbicos.

Então é uma questão trivial determinar o número de moedas de uma onça de ouro (2,8 milhões) e de moedas de uma onça de prata (1,7 milhões) na pilha. No momento o ouro está sendo comercializado a U$$1423,8/onça e a prata a US$37,5/onça, fazendo as moedas de ouro valer pouco mais que US$4 bilhões e as de prata US$65 milhões, ou US$4,1 bilhões para as duas juntas.

Agora, aos diamantes:

Após todas essas décadas de sono em cima de seu tesouro, o dorso macio de Smaug ficou incrustado com diamantes (“que magnífico possuir um colete de finos diamantes!”), tornando-o amplamente invulnerável à flechas e lanças, exceto, claro, pelo “bom pedaço no lado esquerdo do peito” que é “descoberto como um caracol fora da casca

Qual o valor de todos esses diamantes?

Bem, sabemos que o corpo de Smaug (com cauda) possui 64 pés (19,5 metros),e  sabemos que dragões são compridos e estreitos, então parece seguro assumir que a proporção entre o comprimento e a largura para um dragão adulto é de cerca de 6 para 1, deixando-nos com 10,7 pés (3,26 metros) para a largura do corpo do monstro. Seis polegadas (15,24 cm) por seis polegadas parece um tamanho razoável para uma única escama de dragão, o que significa que existem 822 escamas no dorso de Smaug.  Subtraindo 5% pelo espaço descoberto deixa-nos com 781 diamantes escamas incrustadas com diamantes.

De acordo com o Diamond Helpers, diamantes acima de 5,99 quilates (1,198 gramas) são precificados individualmente, então vamos simplificar e assumir que todos os diamantes de Smaug possuem 5,99 quilates, precificados a aproximadamente US$16.700 por quilate, ou simplesmente US$100.000 cada. Cinqüenta diamantes para cada escama de seis polegadas quadradas parece adequado para proteger contras a maioria das flechas, então Smaug está incrustado com 38.900 diamantes, com um valor total de US$3,9 bilhões.

Adicionando os diamantes aos US$4,1 bilhões em metais preciosos nos dá um valor de US$8 bilhões.

Finalmente, a Pedra Arken de Thrain:

Na narrativa, a Pedra Arken é explicitamente avaliada a exatamente 1/14 de todo o tesouro, dado que Bilbo a toma como total de sua parte e então altruisticamente a negocia para prevenir uma guerra entre anões e uma coalizão de homens e elfos. Se 13/14 do tesouro é avaliado em US$8 bilhões, então o tesouro todo deve valer aproximadamente US$8,6 bilhões, confortavelmente colocando Smaug em 7º lugar na Fictional 15 de 2011.

“Chutar” os números? Ha.

 

N.T.:

¹ Na realidade o site Hypertext D20 SRD não é de Advanced Dungeons & Dragons. O D20 é um sistema que surgiu com a 3ª edição de Dungeons & Dragons. Advanced D&D eram a primeira e segunda edições do jogo.

 

Fonte: How Much is a Dragon Worth?

Smaug O Dourado

Com a crescente fama d’O Hobbit, nada mais oportuno do que traçar um perfil do Vilão maior da história de J.R.R.Tolkien, o dragão Smaug!

Smaug o Dourado foi o grande dragão da Terceira Era, sobrevivendo na Terra Média envolto por tesouros roubados e por ele guardados dentro da Montanha Solitária.

Smaug foi o último dos grandes dragões de fogo, e embora não o último da espécie era dito ser o maior de seu tempo. Estranhamente materialista por ser um dragão, em algum momento ouviu sobre o grande tesouro dos Anões de Erebor. De onde ele veio realmente não se tem certeza, mas no ano 2770 da Terceira Era, Smaug desceu dos céus com todo seu poder de fogo e atacou a Montanha Solitária, destruindo o reino dos anões e povoado vizinho de Dale.

Depois da matança, Smaug se apossou da Montanha Solitária e de tudo o que nela havia. Deitando encima do tesouro e lá permanecendo como se o ouro lhe fosse um ninho.

“A minha armadura é dez vezes como escudos, meus dentes são espadas, minhas garras são lanças, o choque da minha cauda é um raio, as minhas asas são um furacão, e minha respiração é a morte!” (Smaug em O Hobbit)

Smaug parecia ser muito vaidoso, e acreditava em sua própria invulnerabilidade. A mera idéia de que os anões pudessem se vingar  lhe provocara um ataque de riso histérico.  Pode-se dizer que foi apenas sua ganância e preguiça que o impediu de continuar a assolar as terras vizinhas. Não sairia de perto de seu tesouro para se esforçar por pouco.

Entretanto sua crença na invulnerabilidade vinha pelo fato de que sua barriga era realmente tão forte e dura como escudos. De tanto permanecer deitado sobre seu tesouro, pedras e ouro se incrustaram e sua barriga formando uma casca quase impossível de ser penetrada.

“Quase”, pois em um único ponto em sua barriga havia uma falha, um pequeno local onde o ouro e as demais jóias não ficaram presos, deixando ali, sua ruína!

Eis que em um dia em outubro de2941 Smaug acordou perturbado ao notar que uma única taça de todo seu enorme tesouro, lhe havia sido roubada. Perturbado e mais irado do que nunca pois em toda sua vaidade jamais se imaginou sendo enganado.

E essa é a fábula contada em O Hobbit, a história vivida pelo hobbit Bilbo Bolseiro como membro da Comitiva do anão Thorin Escudo de Carvalho para recuperar seu trono e tesouro, como descendente do Grande Rei Sob a Montanha, que Smaug havia expulsado de sua salões tantos anos antes. Comitiva formada com a ajuda do mago Gandalf, que lhes entregara um mapa com uma passagem lateral da montanha e uma chave para que essa passagem fosse aberta, possibilitando assim a entrada da comitiva.

Bilbo, e seu anel mágico (posteriormente reconhecido como o UM, de Sauron) havia ficado invisível e saqueado a taça do tesouro de Smaug. Durante o furto, conversando com o Dragão, para ganhar tempo e lhe provocar olhou o dragão de perto, tendo o cuidado de não ser encontrado. Mas matar Smaug e recuperar o tesouro era de fato o combinado entre a comitiva.

Após tal provocação, Smaug enfurecido, acreditando que Bilbo fazia parte do povo do lago que morava no vilarejo ao lado da montanha, voou para fora da montanha, atacou os anões e Bilbo, que acabaram por serem selados dentro da montanha, e frustrado, partiu para atacar os homens do lago.

E esse foi seu maior erro! Esse foi o último vôo Smaug!

Bilbo havia descoberto a falha de sua invencibilidade e transmitido à Cidade do lago para o herdeiro de outra das vítimas de Smaug, Bard, descendente de Gírion de Dale.  O homem acertou uma flecha no ponto desprotegido do dragão e Smaug caiu derrotado, mas não sem antes devastar a Cidade do Lago como antes havia feito com Dale. Seus ossos ainda puderam ser vistos no fundo do lago durante muitos anos, bem como as jóias que lhe incrustavam o corpo.

A queda de Smaug antecedeu a grande batalha dos Cinco Exércitos, onde homens, elfos, anões e orcs brigavam pelo tesouro, tendo os três primeiros povos se unido ao exército das águias para derrotar os orcs, selando assim o recomeço de uma antiga amizade.

Fontes: Encyclopedia of Arda, The Thain’s Book e Tolkien Gateway