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O Senhor dos Anéis é Eleito Melhor Adaptação

Em uma pesquisa realizada pelo LOVEFilm, a adaptação para o cinema de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien feitas por Peter Jackson entre 2001 e 2003 foi eleita a melhor de todos os tempos.
 
 
Pôster de O Senhor dos Anéis, com Frodo
A LOVEFilm é uma empresa européia de aluguel de filmes on-line (como a Netflix americana e vários serviços regionais brasileiros). E um ponto interessante da enquete é que O Senhor dos Anéis superou a série Harry Potter, mesmo tendo sido lançada há 4 anos e Harry Potter continuar nas telonas.
 
Em terceiro ficou "A Fantástica Fábrica de Chocolate", seguido de "As Crônicas de Nárnia", "O Mágico de Oz".  "Mary Poppins Ficou em sexto, seguida de filmes menos conhecidos nossos. A única parte um pouco duvidosa é que a enquete era sobre a "melhor adapatação de livros infantis".
 
Agradecimentos à Kássia Danielle pela indicação da notícia.
 

Uma Viagem Encantadoramente Imaginativa

tolkien-archives.gifDiretamente do Túnel do Tempo, a Valinor disponibiliza mais um artigo de época para você (os primeiros artigos foram “O Herói é um Hobbit ” e “O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits“). Dessa vez, uma resenha do livro “O Hobbit“, escrita por Anne T. Eaton e publicada no jornal The New York Times em 13 de Março de 1938! Uma ótima oportunidade para conhecer as primeiras impressões que o trabalho de Tolkien obteve naquele tempo. Confira então “Uma Viagem Encantadoramente Imaginativa“, raridade traduzida para nós por Thais “Luz do Entardecer”.
Uma Viagem Encantadoramente ImaginativaPor Anne T. Eaton

Este é um dos livros mais estimulantemente originais e encantadoramente imaginativos para crianças a aparecer em muitos anos. Como “Alice no País das Maravilhas”, vem da Universidade de Oxford, onde o autor é professor de Anglo-Saxão e, como a história de Lewis Carroll, foi escrito por crianças que o autor conhecia (nesse caso, seus quatro filhos) e, por isso, inevitavelmente encontrou um grande público.

O período da história é entre a era do Reino Encantado e o domínio dos homens. Para um adulto que lê sobre Smaug, o Dragão, e seu tesouro, conquistado pelos anões, mas também reivindicado pelos Homens do Lago e pelo Rei Élfico, é capaz de surgir a idéia de como lenda, tradição e o começo da história se encontram e se misturam, mas para o leitor de 8 a 12 anos, “O Hobbit” é um relato glorioso de uma aventura magnífica, cheio de suspense e temperado com um humor discreto que é irresistível.

Hobbits são (ou eram) um povo pequeno, menores que anões – e eles não têm barbas – mas bem maiores que os liliputianos. Há pouca ou nenhuma magia neles, exceto do tipo comum que os ajuda a desaparecer discreta e rapidamente quando gente grande e estúpida como você e eu se aproxima de modo desajeitado, fazendo barulho como elefantes que eles podem ouvir a uma milha de distância. Eles tendem a ser gordos na barriga; vestem cores claras, principalmente verde e amarelo; não usam sapatos porque em seus pés crescem solas naturais como couro e pêlos espessos e castanhos; têm dedos morenos, longos e habilidosos, rostos amigáveis e dão gargalhadas profundas e deliciosas (especialmente depois do jantar, que eles têm duas vezes por dia, quando podem).

Bilbo Bolseiro era um hobbit que encontramos morando em sua confortável, para não dizer luxuosa, toca hobbit, pois não era uma toca suja e úmida, tampouco vazia e arenosa, mas dentro de sua porta redonda e verde, como uma escotilha, havia quartos, banheiros, adegas, despensas, cozinhas e salas de jantar, tudo ao melhor gosto hobbit. Tudo que Bilbo pedia era para ser deixado em paz em sua residência, conhecida como “Bolsão”, pois hobbits são naturalmente um povo caseiro e Bilbo não tinha anseio algum por aventuras. Quer dizer, seu lado Bolseiro não tinha, mas a mãe de Bilbo havia sido uma Tûk, e no passado os Tûks haviam se unido por casamento a uma família de fadas. Foi a porção Tûk que fez o pequeno hobbit, quase contra sua vontade, responder ao chamado de Gandalf, o Mago, para juntar-se aos anões para recuperar o tesouro deles que Smaug, o dragão, havia roubado de seus antepassados. Bilbo possui uma simpática personalidade, assim como totalmente convincente; francamente desdenhador do heróico (exceto em seus momentos mais Tûk), ele, contudo, desempenha o seu papel em emergências com uma coragem tenaz e habilidade que o faz no fim o real líder da expedição.

Depois dos anões e Bilbo terem passado pela “A Última Casa Amiga”, seu caminho os conduziu pelas Terras Ermas, sobre as Montanhas Nevoentas e por florestas que sugerem aquelas dos romances em prosa de William Morris. Como as terras de Morris, as Terras Ermas são o Reino Encantado, mas ainda assim possuem uma qualidade terrena, o aroma das árvores encharcadas pelas chuvas e o cheiro de fogueiras.

A história é repleta de dicas valiosas para o aventureiro e matador de dragões no Reino Encantado. Muitos monstros escamosos foram mortos em lendas e contos populares, mas jamais foi fornecido para leitores modernos um guia tão completo a respeito de dragões. Aqui, também, estão expostas claramente as características distintivas de anões, goblins, trolls e elfos. O relato da jornada é tão explícito que nós podemos facilmente acompanhar o progresso da expedição. Nessa tarefa somos auxiliados pelos admiráveis mapas fornecidos pelo autor que, em seus detalhes e consistência imaginativa, sugerem o “Mappe of Fairyland” de Bernard Sleigh.

As canções dos anões e elfos são poesia verdadeira, e visto que o autor é afortunado o bastante por ser capaz de fazer seus próprios desenhos, as ilustrações são um perfeito acompanhamento para o resto. Garotos e garotas de 8 anos já têm dado ao “O Hobbit” uma entusiasmada recepção, mas esse é um livro sem limite de idade. Todos aqueles, jovens ou velhos, que amam uma excelente história de aventuras, contada de forma admirável, levarão “O Hobbit” em seus corações.

Arwen

Arwen Estrela Vespertina era filha do Senhor Élfico Elrond. Ela era bela, com cabelos negros e olhos cinzentos, e ela era chamada Undómiel, a Estrela Vespertina de seu povo. A beleza de Arwen era comparável à de Lúthien, e como Lúthien, Arwen escolheu abandonar sua imortalidade pelo amor a um Homem mortal. Após a Guerra do Anel, Arwen casou-se com Aragorn, o Rei Elessar, e tornou-se Rainha dos Reinos Reunidos de Gondor e Arnor.
 
 
arwen1.jpgArwen nasceu no ano 241 da Terceira Era. Ela possuía dois irmãos mais velhos, Elladan e Elrohir. O pai deles, Elrond, era descendente tanto de Elfos quanto de Homens, e a ele foi dada a chance de escolha entre a vida imortal dos Elfos ou a vida mortal dos Homens. Arwen e seus irmãos encararam a mesma escolha.

Em 2509, a mãe de Arwen, Celebrían, foi capturada por Orcs no Passo do Chifre Vermelho, e foi torturada e ferida. Apesar de ela ter sido resgatada por seus filhos e curada fisicamente por seu marido, Celebrían permaneceu atormentada pelas terríveis memórias e ela decidiu deixar a Terra-média no ano seguinte.

Arwen passou muito tempo em Lothlórien com sua avó, Galadriel. Ela retornou a Valfenda em 2951 para visitar seu pai e lá ela conheceu Aragorn. Aragorn apaixonou-se por Arwen, mas Elrond lhe disse que a idade e experiência de sua filha, bem como sua linhagem, a colocavam muito acima de Aragorn, e que se ela decidisse permanecer com Aragorn, ela iria abrir mão da vida imortal dos Elfos e separar-se-ia de sua família.

Aragorn deixou Valfenda em viajou através da Terra-média, ganhando conhecimento e experiência. Ele veio a Lothlórien em 2980, onde encontrou Arwen. Quando Arwen viu Aragorn aproximar-se dela em Caras Galadhon, ela sabia que sua escolha estava feita. Eles passaram um período juntos em Lothlórien, e na Véspera do Solstício de Verão eles noivaram em Cerin Amroth. Mas Elrond disse a Aragorn que sua filha não iria se casar com um Homem que não fosse o que o Rei de Gondor e Arnor. Aragorn partiu novamente em árduas jornadas enquanto aspirava cumprir seu destino.

Elrond chamou Arwen de volta a Valfenda em 3009, quando as Montanhas Sombrias e as terras orientais cresceram em periculosidade. Em Outubro de 3018, Aragorn e Arwen se reuniram brevemente quando ele retornou a Valfenda com Frodo Bolseiro, mas dois meses depois Aragorn partiu com Frodo em sua jornada. Em Lothlórien, Aragorn recebeu de Galadriel a Elessar, ou Pedra Élfica, que lá havia sido deixada para ele por Arwen.

Arwen vigiou Aragorn de longe, em pensamento, e ela fez para ele um estandarte carregando o emblema da Árvore Branca de Gondor, as Sete Estrelas e a Coroa de Elendil. Ela enviou o estandarte quando seus irmãos Elladan e Elrohir acompanharam Halbarad e os Guardiões em direção ao Sul para encontrar Aragorn. Aragorn abriu o estandarte quando ele chegou aos Campos do Pellenor nos navios Corsários, em 15 de Março de 3019.

Após a queda de Sauron, Arwen viajou para o sul, em direção a Gondor, com seu pai. Ela chegou em Minas Tirith na Véspera do Solstício de Verão de 3019. Arwen e Aragorn casaram-se no Solstício de Verão e Arwen tornou-se Rainha dos Reinos Reunidos de Gondor e Arnor.

Arwen reconheceu que Frodo continuava sofrendo devido ao seu fardo. Ela deu-lhe uma jóia branca para lhe trazer conforto quando ele estivesse perturbado, e disse a ele que se não pudesse mais suportar as memórias e a dor, ele poderia navegar em seu lugar rumo ao Oeste, onde suas feridas poderiam ser curadas. Não se sabe exatamente como foi permitido a Arwen dar a Frodo esse presente. Ela pode ter pedido a Gandalf, um emissário dos Valar, para permitir que Frodo fosse em seu lugar.  

Arwen viajou a Edoras com a procissão funeral do Rei Théoden. Após o funeral, Arwen e Elrohir subiram as montanhas para se despedirem definitivamente. Então Elrond partiu e ele e sua filha nunca mais se viram novamente. Elrond cruzou o Mar para juntar-se a sua esposa nas Terras Imortais em 29 de Setembro de 3021.

Arwen e Aragorn viveram juntos alegremente por 120 anos. Eles tiveram um filho, Eldarion, e também tiveram filhas. No ano 15 da Quarta Era, o Rei e a Rainha viajaram para o Reino do Norte. Arwen atou a Elendilmir à fronte de Aragorn quando ele assumiu a completa majestade de Arnor. Eles residiram por algum tempo às margens do Lago Vesperturvo, e eles foram à Ponte do Brandevin para se encontrarem com Sam Gamgi, Merry Brandebuque e Pippin Tûk. Arwen fez da filha de Sam, Elanor, sua dama de honra.

Aragorn morreu no ano 120 da Quarta Era. Arwen ficou profundamente enlutada, e finalmente ela compreendeu o amargor da mortalidade. Arwen disse adeus aos seus filhos, e foi para Lothlórien, onde ela morreu no inverno seguinte. Seu túmulo estava em Cerin Amroth, onde ela e Aragorn tornaram-se noivos.

 
 
Fontes:

A Sociedade do Anel: “Muitos Encontros” e “Lothlórien”.
O Retorno do Rei: “O Regente e o Rei” e “Muitas despedidas”.
Apêndice A de O Senhor dos Anéis: “Parte da História de Aragorn e Arwen”
Contos Inacabados: “O Desastre dos Campos de Lis”
As Cartas de J.R.R. Tolkien: Carta 246

 
 
 
Datas Importantes:

Terceira Era:

241

Nascimento de Arwen.

2509

A mãe de Arwen, Celebrían, é capturada e atormentada por Orcs.
 
2510
Celebrían decide deixar a Terra-média e parte para as Terras Imortais.

2951

Arwen retorna de Lothlórien para Valfenda e conhece Aragorn.  

2980

Arwen e Aragorn se encontram novamente em Lothlórien e na Véspera do Solstício de Verão tornam-se noivos.

3009

Arwen retorna a Valfenda à pedido de seu pai.

3018

20 de Outubro: Aragorn retorna a Valfenda com Frodo Bolseiro.
24 de Outubro: Arwen faz-se presente no banquete em honra a Frodo.

25 de Dezembro: Aragorn deixa Valfenda com a Sociedade.

3019

16 de Fevereiro: A Sociedade parte de Lothlórien; Aragorn recebe a Elessar deixada a ele por Arwen.

6 de Março: Aragorn recebe o estandarte feito por Arwen.
15 de Março: Aragorn abre o estandarte de Arwen na Batalha dos Campos do Pellenor.
25 de Março: O Anel é destruído e o domínio de Sauron cai.
1 de Maio: Aragorn é coroado Rei; Arwen e Elrond deixam Valfenda.
20 de Maio: Arwen e Elrond chegam a Lothlórien.
27 de Maio: Arwen e Elrond partem de Lothlórien.

14 de Junho: Arwen encontra-se com seus irmãos, Elladan e Elrohir, e eles viajam ára Edoras.
16 de Junho: Arwen parte para Gondor.

Véspera do Solstício de Verão: Arwen chega a Minas Tirith.
Solstício de Verão: Arwen casa-se com Aragorn.

15 de Julho: Arwen diz a Frodo que ele pode viajar para o Oeste em seu lugar.
19 de Julho: Arwen deixa Minas Tirith com a procissão funeral do Rei Théoden.

10 de Agosto: Arwen faz-se presente no funeral do Rei Théoden.
14 de Agosto: Arwen e Elrond despedem-se e separam-se para sempre.

3021

29 de Setembro: Elrond cruza o Mar rumo às Terras Imortais.

Quarta Era:

15

Aragorn e Arwen viajam para o Reino do Norte.

120

1 de Março: Morte de Aragorn.

121

Inverno: Morte de Arwen.
 
 
 
Nomes e Títulos:

Arwen:
Arwen
significa “donzela nobre”, de ar significando “nobre” e wen significando “donzela”.
O Silmarillion: “Apêndice – elementos em nomes nos idiomas quenya e sindarin,” entradas para ar e wen.

Undómiel:
Undómiel
significa “estrela do crepúsculo” ou “estrela vespertina”. O elemento ndu significa “pôr (do sol).” O elemento domi significa “crepúsculo”. O elemento el significa “estrela”. Arwen era chamada assim por causa de sua beleza misteriosa e por que ela viveu nos anos minguantes – ou o crepúsculo – dos Elfos na Terra-média.
The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entradas para DOMO, EL, & NDU

Estrela Vespertina:
Estrela Vespertina
é a equivalente em Língua Geral para Undómiel.

Senhora de Valfenda, Senhora de Imladris, Senhora de Lórien:

Arwen é chamada por esses vários títulos de honra.
O Retorno do Rei: “A passagem da Companhia Cinzenta,” p. 35
Apêndice A de O Senhor dos Anéis: “Parte da História de Aragorn e Arwen”, p. 346

Arwen, a Bela:

Arwen era chamada dessa maneira devido a sua grande beleza.
Apêndice A de O Senhor dos Anéis: “Parte da História de Aragorn e Arwen”, p. 346

Rainha do Reino Reunido:

Arwen tornou-se a Rainha do Reino Reunido de Gondor e Arnor em seu casamento com Aragorn.
 
 
 
Árvore Genealógica: 
arwentree2.jpg
 
 

 
(clique na imagem para ampliá-la)

Fonte: Thain’s Book

O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits

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Artigo publicado originalmente no jornal The New York Times em 1º de maio de 1955, "O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits" é uma resenha feita por Donald Barr de As Duas Torres, na época de seu lançamento e, portanto, sob a ótica daqueles tempos. Confiram então essa preciosa matéria, traduzida para nós pela colega Thais "Luz do Entardecer". 

 

O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits

 
Em 1937, J. R. R. Tolkien escreveu “O Hobbit”, planejado como um livro infantil, mas com toques aqui e ali de terrores que possuíam os envolvimentos mais sombrios do mito e às vezes até mesmo daquele “clangor e gemido de grande ferro” que Chesterton ouvia nas canções de gesta medievais.
 
Agora, em uma trilogia chamada “O Senhor dos Anéis”, o Sr. Tolkien continua de um modo um pouco diferente sua história da terceira era da Terra Média, um mundo habitado por magos, homens, hobbits (pequenos excêntricos corteses, como chefes de família ingleses de três pés de altura com grandes pés peludos), elfos e anões e pelos vorazes orcs e Cavaleiros Negros cegos e seu senhor. É um mundo de um amanhecer mirrado e um mundo de um pesadelo retumbante. Parece, como qualquer era muito distante, ser especialmente ensolarado e ser ameaçado por perigos muito fundamentais, de uma escuridão peculiarmente imaterial.

“As Duas Torres” é a segunda parte. O Senhor do Escuro de Mordor começou seu ataque sobre a sanidade e a graça do mundo. A Sociedade do Anel, o diminuto grupo sobre o qual reside toda a esperança de resistência, é dispersada; o hobbit Frodo parte em direção das fronteiras da própria Mordor, levando o Anel fatal que deve ser destruído nos fogos do domínio do Inimigo. Isso, não importando o que o sumário possa fazer parecer, não é para crianças; nem o é para os amantes de excentricidades e citadores de Alice. Tampouco é o aparato de uma moral morta enfeitada de poesia, como “The Faerie Queen”. É uma obra extraordinária: pura excitação, narrativa fluente, calor moral, regozijo descarado com a beleza, mas principalmente excitação; ainda assim uma ficção séria e escrupulosa, nada confortável, sem pequenas visitas à infância.

Essa obra trabalho é muito admirada por certos críticos que sempre praticaram um intelectualismo altamente consciente e orgulhoso. A fantasia do Sr. Tolkien não é metafísica como a de E. R. Eddison, nem teológica como a de George MacDonald; seu apelo para os intelectuais é, portanto, interessante. Depois da primeira Guerra Mundial, a ficção séria tendeu ao platonismo ou berkeleyimo literário. Com uma espécie de tédio brilhante (chamado “sensibilidade”), romances se refinaram no tocante a estados mentais. Os autores compreendiam que o pensamento era o ato real, do qual a ação era apenas uma cópia duvidosa. Tramas deram caminho a insights. As divergências de grandes retóricas multifacetadas, que fizeram Dickens e Scott, foram substituídas pela voz interna, muito pequena, mas constante. Nunca a distância entre o apetite popular e arte séria havia sido tão grande como então se tornou, inevitavelmente. Muitas pessoas, do que poderíamos chamar de gosto mediano, voltaram-se para contos policiais, os quais pelo menos possuíam tramas; recentemente elas têm lido ficção científica, que possui uma ação forte. O fato de que “O Senhor dos Anéis” deve agradar leitores dos mais simples gostos sugere que eles agora também anseiam pelo tipo antigo, direto e viril de narrativa.

O Sr. Tolkien é um distinto filólogo inglês, e a linguagem de suas narrativas nos lembra que um filólogo é um homem que ama a linguagem. Seus nomes são brilhantemente apropriados; as línguas que inventou para os elfos e orcs expressam perfeitamente, apenas por seus sistemas de ritmo e fonética, a natureza dessas raças; seu estilo é cheio de alegria, a alegria que segue a produção de um gesto perfeito. Mas mais que isso, o autor teve um profundo acesso a uma tradição épica que remete cada vez mais ao passado e desaparece nas brumas de histórias germânicas, de modo que sua história possui um tipo de profundidade ecoando ao fundo, onde ouvimos Snorri Sturluson e Beowulf, as sagas e a Canção dos Nibelungos, mas civilizados pelo gênio suave da Inglaterra moderna.

O Sr. Barr leciona Inglês na Universidade da Columbia.

 
 

O Porto de Pelargir

Porto de Pelargir
Pelargir era uma cidade portuária no reino de Gondor, a cidade-chefe do
feudo de Lebennin. Estava localizada na junção do Rio Sirith e do Rio
Anduin. Localizava-se a mais ou menos 110 milhas (177 km) a nordeste do
ponto onde o Anduin desembocava na Baía de Belfalas. Pelargir foi
construída em 2350 da Segunda Era pelos primeiros Homens que se
instalaram em Gondor, e durante séculos foi um dos pontos mais
importantes e influentes do país, servindo como base para as suas
frotas. Devido à sua importância estratégica, encontrava-se quase
constantemente sob a ameaça dos Homens do Sul e dos Corsários de Umbar,
a sua cidade-irmã.
 
Este porto abrigou os Fiéis de Númenor, que não sucumbiram à influência de Sauron, e permaneceram amigos dos Elfos. Em Pelargir se falaca Adûnaic – a língua de Númenor –, que se misturou aos idiomas de outros homens, e originou a Língua Comum, que se espalhou pela Terra-Média.

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Pelargir era ligada a Minas Tirith pela Estrada Sul, que percorria uma distância de 126 milhas, ou 202 km. Uma outra estrada ia à oeste, de Pelargir à Colina de Erech, a uma distância de 93 léguas (279 milhas, ou 488 km).

Na Terceira Era, Tarannon Falastur – o primeiro dos "Reis-Navegantes" de Gondor – construiu uma casa em Pelargir que se destacava pelas colunas arqueadas nas águas do Anduin. O sobrinho e herdeiro de Tarannon, Earnil I, fez reparos em Pelargir, e construiu uma grande armada.

Pelargir esteve frequentemente no centro das várias disputas políticas em Gondor. Quando a guerra civil da Contenda entre Famílias começou em 1492 da Terceira Era, muitas pessoas de Pelargir suportaram Castamir, o Capitão dos Navios. Este usurpou o trono do Rei Eldacar em 1437 e tomou a coroa de Gondor, fazendo de Pelargir a capital. Em 1447, Eldacar matou Castamir numa batalha e reclamou o trono para si. Os filhos de Castamir refugiaram-se em Pelargir, onde juntaram muitos de seus seguidores antes de partirem para Umbar.

Em 1634, os netos de Castamir, Angamaitë e Sangahyando, levaram uma frota de Corsários de Umbar para atacar Pelargir. O Rei Minardil de Gondor foi morto nessa batalha, defendendo a cidade.

Em 2980, durante o reinado de Ecthelion II, uma tropa de Gondor foi reunida em Pelargir para iniciar um ataque aos Corsários de Umbar. O líder era um homem chamado Thorongil, que era, na verdade, Aragorn dos Dunedain, herdeiro de Elendil, servindo o Regente sob essa identidade. O ataque foi bem-sucedido e a ameaça dos Corsários acabou durante muitos anos.

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Mas, durante a Guerra do Anel, a ameaça foi renovada, e às ordens de Sauron, os Corsários capturaram Pelargir e montaram uma tropa de 50 grandes navios e outros numerosos navios menores para atacar Minas Tirith. Aragorn ficou sabendo dessa ameaça quando olhou para um palantír; então entrou nas Sendas dos Mortos para chamar o seu Rei e convocá-lo para o seguir e ajudar a parar os Corsários. No dia 13 de Março, Aragorn chegou a Pelargir, e o Exército dos Mortos afugentou os corsários dos seus navios. Aragorn usou esses navios para ir, juntamente com uma tropa de Caminhantes, em ajuda a Minas Tirith, na Batalha dos Campos do Pelennor, em 15 de Março.

Durante o reinado de Aragorn Elessar, na Quarta Era, Pelargir voltou a prosperar, tornando-se o principal porto do Reino Reunificado de Arnor e Gondor.

Outras Informações

Localização

 
Localização de Pelargir

Nome
Pelargir é um nome Sindarin, e significa "Garth of Royal Ships", algo como "Fortaleza dos Navios Reais". A palavra pel significa "espaço circular", o elemento ar significa "real, da realeza" e gir é uma forma de kir, que se traduz como "cortar, fender", pretendendo significar "cutter", um tipo de navio.

Autores
O 10º membro da Sociedade – Texto (Nome), Imagens e Revisão Final
AlissonTuor – Tradução de Texto (Pelargir) e Imagens.

Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – Apêndice A: Gondor e os Herdeiros de Anarion
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

As Argonath

As Argonath, também conhecidas em língua comum como o Portão dos Reis, são um dos monumentos mais emblemáticos e impressionantes da Terra Média. São constituídas por dois enormes pilares esculpidos à semelhança de Isildur e Anárion, os dois filhos de Elendil de Númenor e fundadores do reino de Gondor. Cada um se situava lado a lado, em margens opostas do rio Anduin. Por detrás das estátuas, altos precipícios uma passagem estreita pela qual o rio passava, antes de alargar e formar o lago Nen Hithoel.
 
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As Argonath olhavam para norte, e os seus braços esquerdos estavam erguidos, com a palma estendida para a frente num gesto de desafio aos inimigos de Gondor. Na mão direita, encostada ao peito, seguravam machados, e cada um tinha também um elmo e uma coroa sobre a cabeça. As suas caras tinham uma expressão sombria. Pela espectacularidade da obra, com a imponência das estátuas e a grande mestria com que foram esculpidas, ninguém por elas passava sem espanto.

As estátuas foram construídas por volta do ano 1248 da Terceira Era, por ordem do rei Romendacil II. O objectivo era que os pilares marcassem a fronteira norte de Gondor (na altura), e não era permitida a passagem para sul das Argonath sem autorização.

Quando a Sociedade do Anel passou por elas a 25 de Fevereiro de 3019, Aragorn, descendente de Elendil, ficou mais ciente da sua herança real.

"Frodo, olhando para a frente, viu na distância duas grandes rochas se aproximando: pareciam dois grandes pináculos ou pilares de pedra. Altos, íngremes e agourentos, erguiam-se dos dois lados da correnteza. Uma pequena abertura apareceu entre eles, e o Rio levou os barcos naquela direção:

– Olhem os Argonath, os Pilares dos Reis! – gritou Aragorn. – Vamos passar por eles em breve. Mantenham os barcos em fila e o mais separados que puderem. Fiquem no meio da correnteza.

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Quando Frodo foi levado na direção deles, os grandes pilares assomaram como torres vindo ao seu encontro. Pareciam-lhe dois gigantes, figuras grandes e cinzentas, silenciosas mas ameaçadoras. Então percebeu que de fato eram desenhados e moldados: o trabalho e o poder de antigamente tinham trabalhando neles, que ainda conservavam, através do sol e da chuva de anos esquecidos, as formas poderosas da escultura original. Sobre grandes pedestais alicerçados nas águas profundas, erguiam-se grandes reis de pedra: ainda, com olhos turvos e cenhos gretados, voltavam-se para o Norte. A mão esquerda de cada um deles estava levantada, como a palma para fora, num gesto de advertência, e cada mão direita empunhava um machado; sobre cada uma das cabeças viam-se um elmo e uma coroa, já se desintegrando. Guardiões silenciosos de um reino há muito desaparecido, tinham ainda grande força e majestade. Dominado pelo medo e pela admiração, Frodo se encolheu, fechando os olhos e não ousando olhar para cima, enquanto o barco se aproximava. Até Boromir abaixou a cabeça quando os barcos passaram, frágeis e fugazes como pequenas folhas, sob a sombra duradoura dos guardiões de Númenor. Assim atravessarem a fenda negra dos Portões (…)"

O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, "O Grande Rio", página 418

Sobre a construção das Argonath

A origem das Argonath não é um assunto consensual. O texto acima foi escrito com base no Apêndice A de O Senhor dos Anéis, segundo o qual foi Romendacil II que mandou erguer as estátuas: “Foi ele que construiu os pilares das Argonath à entrada do Nen Hithoel.” Romendacil apenas foi rei de Gondor já entre 1304 e 1366 da Terceira Era, mas a construção das estátuas em 1248 pode ser justificada pelo facto de ele ter atuado como regente do reino desde 1240. É sugerido que foi durante esse período que ergueu o monumento.

O que torna o assunto mais complicado é uma referência no Silmarillion, em Dos Anéis do Poder e da Terceira Era, onde é dado a entender que a construção das Argonath se deu muito mais cedo, no final da Segunda Era, aquando da fundação de Arnor e Gondor pelos Exilados: “… fortes e maravilhosos trabalhos eles construíram na terra nos dias do seu poder, nas Argonath…” Isto é provavelmente um erro simples, e como última fonte canónica, o Senhor dos Anéis deve ser sempre mais tido em conta. Apesar de tudo, é o suficiente para causar alguma discussão.

 
Localização
 
Localização das Argonath

Nome

Argonath significa “Pedras dos Reis”, de ar, significando “rei, real” e gonath, que quer dizer “pedras”. Outros nomes: Portão dos Reis, Portões das Argonath, Portões de Gondor, Pilares dos Reis

 

Vídeo

Autores
O 10º membro da Sociedade – Texto, Imagens e Revisão Final
AlissonTuor – Imagens e Citação

 
Veja  mais imagens aqui
 
 
Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Originais de Tolkien na Universidade Marquette

A coleção de John Ronald Reuel Tolkien (1892-1973), professor de
idiomas e literatura de Inglês Arcaico e Médio na Universidade de
Oxford entre 1925 e 1959, contém os manuscritos originais e múltiplos
rascunhos de trabalho de três dos mais celebrados livros do autor, O
Hobbit
(1937), Mestre Gil de Ham (1949) e O Senhor dos Anéis
(1954-1957), bem como a cópia original do livro infantil Mr. Bliss
(publicado em forma de cópia em 1982). A coleção inclui livros por e
sobre Tolkien, periódicos produzidos por entusiastas de Tolkien,
gravações em áudio e vídeo e uma gama de materias publicados e inéditos
relacionados à vida de Tolkien e escritos de fantasia.

 

 
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Os manuscritos Tolkien reside em Marquette devido à visão de William B. Ready (1914-1981), diretor de bibliotecas de 1956 a 1963. Rapidamente ele se deu conta de que deveria agressivamente coletar material para a récem-construída Biblioteca Memorial. Ele reconheceu O Senhor dos Anéis como uma obra-prima logo após sua publicação, muito antes da obra e de seu autor ganharem enorme popularidade. Com aprovação administrativa, Ready entrou em contato com Tolkien em 1956 através de Bertram Rota, um conhecido negociados de livros raros de Londres. Àquele tempo nenhuma outra instituição havia mostrado interesse nos manuscritos literários de Tolkien. Após um período relativamente breve de negociações, um acordo foi alcançado onde Marquette comprou os manuscritos por 1.500 libras (pouco menos de 5.000 dólares). A primeira remessa de material chegou em 1957; os manuscritos de O Senhor dos Anéis chegaram no próximo ano. Tolkien aceitou propostas de visitar e palestra na Marquette em 1957 e 1959, mas canclou ambas as ocasiões devido a problemas familiares. Os papéis pessoais e acadêmicos de Tolkien, bem como seus outros manuscritos literários (como O Silmarillion e Leaf by Niggle), estão na Biblioteca Bodleian na Universidade de Oxford.

Manuscritos Originais

Os manuscritos originais representam o coração da coleção. Eles incluem representações hológrafas (manuscritos pela mão do autor), vários conjuntos de páginas datilografadas com correções de Tolkien, provas de páginas e versões de revisão, também com correções pela mão do autor. Os manuscritos de O Senhor dos Anéis, 1938-1955, consiste 7.125 folhas (9.250 páginas). Inclusa está uma cópia de prova adiantada de O Retorno do Rei, mapas impressos da Terra-média, capas da  edição original Houghton Mifflin, vários rascunhos de um "Epílogo" rejeitado, e fragmentos manuscritos de O Silmarillion (1977). Desenhos e rascunhos, frequentemente em forma preliminar às margens do texto, podem ser encontrados por todos os manuscritos. Notas linguistas e filologicas relacionadas aos idiomas inventados por Tolkien também aparecem nos manuscritos, frequentemente no verso do texto principal. O documento reflete um processo extraordinariamente criativo; às vezes existem 18 rascunhos para um único capítulo. Christopher Tolkien, filho do autor e herdeiro literário, apresentou sua história da composição de O Senhor dos Anéis na série A História da Terra-média (volumes VI, VII, VIII e IX, 1988 a 1992).

Os manuscritos de O Hobbit, 1930-1937, que consistem de 1.048 foilhas (1.586 páginas), incluem versões hológrafas, páginas datilografadas corrigidas, três conjuntos de provas com correções do autor, um desenho aquarela de Tolkien para a capa utilizada por Allen e Unwin, mapas impressos com correções, uma aquarela dos trolls e de Gollum do artista alemão Horus Engels e a cópia original do "Mapa de Thror". A maioria da versões hológrafas mais antigas é um texto contínuo sem divisões de capítulos. Os manuscritos de Mestre Gil de Ham, de 1930-1938 e 1948-1949, incluem 173 folhas (201 páginas, incluindo uma hológrafa, páginas datilografadas com correções e páginas de prova com correções. Mr. Bliss, 1928-1932, inclui 39 folhas (61 páginas).  Em adição do livreto finalizado que tem 50 páginas, rascunhos "preliminares" separados existem. O manuscrito está na caligrafia de Tolkien, ilustrado com tinta e colorido a lápis. Provas e uma cópia da versão de 1982 completam a conteúdo principal.

Conteúdo Secundário

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A Marquete está desenvolvendo uma coleção significativa dos trabalhos publicados de Tolkie, bem como uma seleção representativa da literatura crítica sobre a fantasia e os trabalhos acadêmicos de Tolkien. A coleção de livros contém quase 700 volumes. A coleção de periódicos produzido por entusiastas Tolkien já atinge mais de 270 títulos. Outras literaturas, algumas em língua estrangeira, consistindo de críticas de livros, obituários, trechos de notícias, artigos de antologia, dissertações, estudos sobre idiomas Élficos, anúncios e pogramações de conferências, catálogos de exibições bem como papéis acadêmicos não publicados e ensaios. Também estão inclusos poemas e canções, dramatizações, rascunhos e pinturas, calendários, jogos e material didático, em adição a áudio de leituras, adaptações para o rádio e vídeos das adaptações cinematográficas e documentários comemorativos.

Legados, Presentes e Projetos Cooperativos

Legados generosos e doações de livros, pesquisas e outros materiais secundários por estudiosos e colecionadores Tolkien contribuiram imensamente para a coleção na Marquette. Taum J.R. Santoski (1958-1991) atuou por dez anos como membro voluntário e "estudioso". Nesta condição ele estudou os manuscritos intensivamente, iniciou conferências públicas e exibições, palestrou para estudantes da Marquette e classes visitantes e auxiliou inúmeros pesquisadores. Seu lagado consiste de 200 livros, dezenas de periódicos, cópias das publicações acadêmicas de  Tolkien e notas sobre os manuscritos, particularmente textos linguisticos de O Senhor dos Anéis. S. Gary Hunnewell, um estudante de Tolkien; residindo em Arnold, Missouri, está contruindo uma coleção inclusiva de todos os periódicos produzidos por entusiatas de Tolkien. A coleção contém muitos títulos americanos antigos e entrangeiros, incljuindo pub licações obscuras da Europa oriental, bem como edições selecioandas de "fanzines" genéricos de fantasia e ficção científica relaciunados a Tolkien. A coleção está sendo cedida à Marquette junto a descrições bibliográficas detalhadas e índices para microfilmagem, de forma continuada.

Em 1982 o Dr. Richard E. Blackwelder (1909-2001) doou sua crescente coleção de material Tolkieniano. Destacadamente compreensiva em escopo, acredita-se que a Coleção Blackwelder seja a maior coleção única de fontes secundárias sobre Tolkien jamais desenvolvida. Informações bibliográficas detalhadas existem para cada item que foi adquirido ou identificado, junto a um extenso índice. Uma biblioteca crescente contém muitas edições dos "capa mole" da Ballantine. Um inventório preliminar online está disponível. Em 1987 o Dr. Blackwelder estabeleceu o "Fundo Arquivos Tolkien" na universidade de forma a dar suporte financeiro à aquisição e preservação de material de pesquisa Tolkieniano no Departamento de Coleções Especiais.

Em  2003, graças ao "Fundo Arquivos Tolkien", a Universidade Marquette foi capaz de adquirir a Coleção de Ficção Fantástica e Tolkieniana Grace E. Funk (1924-2004). Contendo 2.376 itens – incluindo livros, artigos, filmes, documentários, artigos fotocopiados e recortes de jornal – a coleção oferece aos pesquisadores um método conveniente de localizar muitos materias obscuros e fora de catálogo. A coleção reflete a formação de Funk como bibliotecária. Ela identificou inúmeros materiais escritos para educadores K-12 e bibliotecas interessadas em apresentar a fição de Tolkien a jovens leitores. Suas citações bibliográficas detalhadas são um indicativo de sua capacidade profissional.

 
Universidade Marquette

A Universidade Marquette é uma instituição privada, co-educacional, Jesuíta e Católica Romana situada em Milwaukee, Wisconsin, nos EUA. Fundada pela Sociedade de Jesus em 1881, é uma das 28 instituições membro da Associação de Colégios e Universidades Jesuítas. Atualmente possui 11.500 estudantes, sendo a maior universidade privada de Wisconsin.

Uso dos Manuscritos e Exibição Pública

O J. R. R. Tolkien Estate mantém o copyright e direitos literários dos manuscritos. Estes documentos podem ser fotocopiados ou publicados apenas sob permissão do Estate. Os manuscritos foram microfilmados em 1983. Para proteger a integridade física dos originais, é pedido aos pesquisadores utilizar apenas os microfilmes.

Acesso e Serviços

Um inventário descritivo da Coleção J. R. R. Tolkien está disponível on-line. Os visitante são avisados que alguma forma de identificação fotográfica é necessária para o acesso à Biblioteca Memorial. Embora todos os materiais devam ser utilizados na sala de leitura do departamento, pode-se obter fotocópias do material. Para garantir acesso imediato aos equipamentos de audiovisuais, pesquisadores visitantes externos à Marquette devem agendar por escrito ou telefone. Horário de Atendimento: de segunda a sexta-feira, 8:00 até 17:00. Horários da noite e final de semana sob consulta.

 
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