Arquivo da tag: O Senhor dos Anéis os Filmes

Brad Dourif

Bradford Claude Dourif nasceu em 18 de março de 1950, na cidade de
Huntington, EUA. Seu pai era dono de uma fábrica de tintas e morreu em
1953, quando Brad tinha apenas três anos. Após a morte do marido, sua
mãe casou-se com o golfista Bill Campbell. Foi ele quem a ajudou a
criar os seis filhos.
 
 
 
brad
No período compreendido entre 1963 e 1965, Dourif estudou no Colégio
Preparatório de Aiken, na Carolina do Sul, onde viu nascer seu
interesse pelas artes cênicas. Uma vez decido a se tornar um artista,
ele passou a investir na carreira, sempre inspirado por sua mãe, que
fizera uma participação como atriz num teatro comunitário.

Tendo começado a carreira em produções escolares, Brad passou a participar do teatro comunitário, entrando para a Huntington Community Players, ao mesmo tempo em que cursava a Marshall University of Huntington. No ano de 1969, ele abandonou os estudou e mudou-se para a cidade de Nova Iorque, onde se uniu à Circle Repertory Company.

A década de 70 marcou a sua participação em diversas peças teatrais e
também sua estréia no cinema, com um pequeno papel no filme "W.W. e
Dixie". Ainda em 1975, Dourif atuou em "Um Estranho no Ninho", ganhando
um Globo
de Ouro como melhor ator estreante e um British Academy Film Award de melhor ator
coadjuvante, além de uma indicação para o Oscar.

Cético quanto ao seu estrelato instantâneo, Brad volta para Nova Iorque
e permanece atuando nos palcos e ensinando esta arte na Universidade de
Columbia. Em 1988, ele decide-se pela carreira cinematográfica e se
muda definitivamente para Hollywood.

Apesar de sua tentativa de evitar a distribuição de papéis de acordo com a personalidade de ator,
Dourif acabou por dar vida a muitas personagens perturbadas, dementes e
problemáticas, além de ter grande presença em filmes de terror, atuando
ou dublando, como é o caso de "Brinquedo assassino", onde ele fez a voz
do boneco Chuck na versão americana da série.


O principal trabalho de Brad Dourif foi, com certeza, Gríma Língua de
Cobra, aliado de Saruman em O Senhor dos Anéis. Na verdade, ele não foi
a primeira opção para a personagem, mas o ator escolhido não pôde
filmar e Brad foi chamado para substituí-lo.

Dourif admite que ainda não havia lido os livros de Tolkien, e diz
ficou ainda mais excitado com a possibilidade de fazer Gríma depois de
lê-los. Para desenvolver bem o personagem, conversou durante horas com
os escritores e com Peter Jackson, a fim de traçar exatamente o que
devia ser feito.

Para dar vida a este vilão, o ator teve que raspar as sobrancelhas e
dedicar dez semanas às gravações. Foi um esforço retribuído pelo
sucesso do filme e da personagem.

Fontes:
-IMDb
-Wikipedia
-Movie City News

David Wenham

O dia 21 de setembro de 1965 trouxe a uma família católica com cinco
filhas e um filho, da cidade de Marrickville, Australia, mais um filho.
Era o futuro ator David Wenham. Com uma infância comum, ele estudou na Christian Brothers High School, devido à tradição religiosa de seus familiares, até se formar e ingressar na University of Western Sydney's Theatre Nepean.
 
 
david
A carreira profissional começou nos palcos, mas não como desejava David. Para ganhar dinheiro, ele "cantava" o bingo de um determinado clube de jogos. Mais tarde, trabalhou numa empresa de segurança privada.
Ao se tornar bacharel em Arte Performática, David conseguiu
vários papéis e passou a trabalhar com Neil Armfield, no teatro St.
Belvoir. O primeiro atalho para o estrelato veio em 1998, quando ele
recebeu o prêmio AFI de Melhor Ator Principal pela participação em 'The Boys'. No mesmo ano, Wenham ganha mais
exposição na mídia ao interpretar o pescador Diver Dan na série de
televisão SeaChange, muito popular na Austrália.

A partir daí, David passa a fazer vários trabalhos, sendo que raramente
uma personagem é parecida com a outra. Isso o torna conhecido por sua
versatilidade, inteligência e pela capacidade de retratar emoção com
sutileza nos mais diversos papéis.

Em 2001, o ator chama a atenção ao subir ao palco no Festival de Cinema Adelaide (Adelaide's Festival Theatre)
para recitar uma montagem de obras históricas da Austrália. Acompanhado
da orquestra sinfônica local, David declamou um texto que incluía até
partes de um famoso discurso do primeiro ministro Redfern sobre a
necessidade de reconciliação entre o povo aborígine e os descendentes
de colonizadores.

Com isso, ele revela mais uma vez a extrema preocupação que tem com as
questões de sua pátria e aumenta seu reconhecimento por lutar para
proteger as heranças culturais e ambientais do país.

Paralelamente ao seu ativismo pró-Austrália, o grande salto de sua
carreira acontece no ano de 2002, quando David Wenham é escolhido para
interpretar Faramir, na adaptação cinematográfica de O Senhor dos
Anéis. Ele foi escolhido para o papel por sua semelhança com o ator
Sean Bean, que interpreta no filme Boromir, o irmão de Faramir. De
acordo com Wenham, a semelhança dá-se pois ambos os atores têm narizes
grandes.

David ficou conhecido por sua responsabilidade como ator de O Senhor
dos Anéis. Ele tinha grande preocupação em não machucar outras pessoas
nos momentos de luta com espadas. Numa cena em que Faramir tira o Anel
de dentro da roupa de Frodo usando a espada, por exemplo, um
especialista foi chamado pois David acreditou que poderia machucar
Elijah Wood com a ponta da arma.

Mesmo só tendo aparecido em dois dos filmes de Peter Jackson, David atuou em três obras indicadas ao Oscar de Melhor Filme consecutivamente. São elas Moulin Rouge, As Duas Torres, e A Sociedade do Anel.

 
Na sua vida pessoal, David é marido de Kate Agnew, com quem tem uma
filha, Eliza Jane. Seu incomum apelido, "Daisy" (margarida, em inglês),
vem da infância, quando suas irmãs o chamavam de “Dais” ou “Daze”, para
encurtar o nome. Então, alguém resolveu colocar um "y" no final da
palavra, apenas para tirar sarro. No final, o último apelido foi o que
todos resolveram usar.

Do bingo para as telonas, David Wenham construiu uma sólida carreira no
mundo da sétima arte e nos presenteou, ao longo dos anos, com
brilhantes atuações nos mais variados filmes e personagens.

Fontes:
Wikipedia
IMDb
Dessicated Coconut

A Sociedade do Anel, hoje, no SBT

Hoje, dia 29 de outubro, o SBT apresentará às 21h "O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel", primeiro filme da trilogia. Um bom programa pra noite de domingo.
 

 

"O SBT apresenta neste domingo (29/10), às 21h00, o filme “O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel”, na sessão Oito e Meia no Cinema.
Na trama, Frodo Bolseiro (Elijah Wood), um pacato Hobbit, tem sua vida
revirada quando ganha de presente do seu tio um anel mágico. A jóia
precisa ser destruída antes que caia nas mãos do mal. Tal situação
obriga Frodo Bolseiro a partir em uma fantástica e árdua aventura em
direção à montanha da Perdição, único lugar que o anel pode ser
destruído. Cheio de efeitos especiais e imagens em 3D, o filme tem uma
fotografia maravilhosa e foi gravado na Nova Zelândia."

Fonte: http://www.sbt.com.br/filmes/8emeia.asp 

Comente esta notícia. 

Viggo Mortensen

Nascido em New York, em 20 de outubro de 1958, Viggo Peter Mortensen
Jr. é filho de pai dinamarquês e mãe americana. Viggo Jr. passou parte
de sua infância em Manhattan e viveu também na Venezuela, Argentina e
Dinamarca. Começou a atuar em New York, estudando com Warren Robertson.
 
 

viggoViggo é o filho mais velho de Grace e Viggo P. Mortensen. Seus pais se
conheceram na Noruega, casaram-se e passaram a residir em New York,
onde o primogênito do casal nasceu. A família Mortensen mudou-se para a
América do Sul onde Viggo (pai) administrou granjas e ranchos
venezuelanos e argentinos. Quando Viggo Jr. tinha 11 anos de idade,
seus pais se divorciaram e sua mãe se mudou com as crianças de volta
para o estado de New York, onde Viggo Jr. freqüentou a Watertown High
School e se tornou um bom estudante e atleta. Após graduar-se em 1980
pela St. Lawrence University (Canton, New York), mudou-se para
Dinamarca buscando definir um propósito na vida. Começou a escrever
poesias e pequenas estórias enquanto trabalhou em várias atividades, de
trabalhador em docas e motorista de caminhão a vendedor de flores. Em
1982 se apaixonou e acompanhou sua namorada de volta para New York, na
esperança de um longo romance e uma carreira de escritor, sem alcançar
nenhuma delas.


Em New York, Viggo trabalhou como garçom e fez aulas de atuação. Três
anos depois estreou em “A Testemunha” (“Witness”, 1985) com um pequeno
papel. Mudou-se para Los Angeles em 1987 e, nesse mesmo ano, apareceu
em "Salvation!"
(“Salvation!”, 1987) e casou-se com Exene Cervenka. O casal teve um
filho, Henry Mortensen, antes de se divorciarem após dez anos de
matrimônio. Henry teve um papel decisivo quando, em 1999, Viggo recebeu
um convite para atuar em um filme que ele desconhecia completamente: “O
Senhor dos Anéis
”. No princípio, Viggo não desejava participar da
trilogia pois não queria ficar um tempo longe do filho, mas Henry, um
grande fã da obra, insistiu para que ele não declinasse o papel. Após o
início das gravações, substituiu Stuart Townsend como Aragorn. Durante seu trabalho na trilogia "O Senhor dos Anéis", ele pediu para o roteirista e diretor Peter Jackson que revisasse os scripts para que seu personagem Aragorn falasse em linguagem élfica em várias cenas dos três filmes.

Fez bons amigos nas gravações de “O Senhor dos Anéis”, mas eles eram
cautelosos ao gravar cenas de luta com ele porque, carregado pela
intensidade de sua personagem Aragorn, ele freqüentemente “partia para
cima” e deixava os outros combatentes com hematomas. O ator Lawrence
Makoare (Lurtz) sob uma grande quantidade de maquilagem que restringia
sua visão também empolgou-se em sua luta com Viggo, deixando-o mais
ferido. Viggo também quebrou dois dedos em uma cena em que chuta um
elmo de orc. Nos intervalos entre as gravações, também gostava de
surfar com os demais atores, acidentando-se uma vez e forçando Peter
Jackson a filmar sua face esquerda durante toda a seqüência de Moria
para que o hematoma no lado direito não aparecesse. Além disso, também
quebrou um dente durante uma seqüência de batalha em “As Duas Torres”.

Viggo também é fotógrafo, poeta e pintor. Tem um livro de poesias
chamado “Ten Last Night.” antes de tornar-se conhecido. Exibiu pela
primeira vez seu trabalho como fotógrafo na Robert Mann Gallery (New
York) no ano 2000.

Em sua filmografia, além da trilogia de Peter Jackson, podem ser
enumerados: “Duro de prender – Ninguém pode me matar” (“Prison”, 1988);
Leatherface – O massacre da serra elétrica 3” (“Leatherface: Texas
chainsaw massacre III”, 1990); “Explosão em alto mar” (“Crew, The”;
1994) ; “Anjos rebeldes” (“Prophecy, The”; 1995), “Até o limite da
honra
” (“G.I. Jane”; 1997); “Psicose” (“Psycho”, 1998); “28 Dias” (“28
Days”, 2000) e “Mar de Fogo” (“Hidalgo”; 2004), dentre muitos outros.
Recebeu uma indicação ao MTV Movie Awards de Melhor Luta, por “Até o
Limite da Honra
” (1997). Após “O Senhor dos Anéis” e “Mar de Fogo” ele
adquiriu os cavalos que cavalgou durante as gravações.

 

Referências:

Wikipedia

IMDb 

Ian Holm

Ian Holm Cuthbert nasceu em doze de setembro de 1931 na cidade de Goodmayes, em Essex, um condado do Reino Unido. Filho do Dr. James Harvey Cuthbert, um psiquiatra e de Jean Wilson Cuthbert, Holm teve a vontade de atuar despertada aos sete anos, quando seu pai o levou ao teatro pela primeira vez, para assistir "Os Miseráveis".
 
 
ian
Durante sua adolescência, estudou no Colégio Chigwell e nunca perdeu a vontade de atuar, mas só partiu definitivamente para a carreira artística em 1950, ao ingressar na "Academia Real de Artes Dramáticas de Londres" (RADA). Nesta fase de sua vida, o jovem ator teve a chance de contracenar com alguns atores famosos, dentre os quais Charles Laughton, que lhe incentivou a continuar na carreira.

Ao se graduar na RADA, em 1955, Ian estreou em Stratford na peça “Othello”, com uma brilhante atuação que lhe rendeu posição fixa na companhia. No ano seguinte, casou-se com Lynn Mary Shaw, com quem mais tarde teria dois filhos. Em 1956, iniciou uma turnê pela Europa com a peça "Titus Andronicus", do diretor Laurence Olivier. Ainda por Stratford, o ator tem a chance de trabalhar em "King Lear".

Depois disso, a companhia Stratford se tornou a "Royal Shakespeare Company", onde Holm é reconhecido por ser um dos primeiros atores contratados. Já trabalhando com o novo grupo, a peça "Henry V" lhe rende um London Evening Standard Award de melhor ator. Em 1965, divorciou-se de sua esposa e passou a se dedicar mais ainda ao trabalho, participando de várias outras peças, sendo que em 1967, fez o papel de Romeu, numa idade em que a maioria dos profissionais já tem aparência para fazer "Macbeth". Nesta época, então, o cinema tornou-se o foco de sua atenção.

Ian Holm tornou-se conhecido logo em seu primeiro filme para o cinema, "The Bofors Gun", de 1968, pelo qual recebeu a British Film Academy Award de melhor ator coadjuvante. A partir daí, Holm passa a construir uma reputação de ator versátil e confiável, o que, mais tarde, seriam suas principais características.

Ao passo que no teatro Ian não podia dramatizar os personagens principais, por ser muito baixo (1.68 m), no cinema ele encontrou uma nova oportunidade de conseguir destaque. Sempre disponível para diferentes papéis, conseguiu uma sólida reputação no mundo da sétima arte.

Mas nem só de cinema e teatro foi construída a carreira de Sir Ian Holm. A televisão também lhe trouxe excelentes oportunidades de trabalho. Desde "The Body Snatcher", de 1966, até o presente momento, foram dezenas de participações em seriados sobre os mais variados temas.

No ano de 1982, Ian casou-se novamente, desta vez com a atriz Sophie Baker, com quem teve um filho. A União acabou precocemente, em 1986, mas não marcou o fim dos casamentos do ator. Cinco anos após o segundo divórcio, um novo noivado: Penelope Wilton. Desta vez, o casal permaneceu junto por dez anos, até o divórcio em 2001 e a união de Holm com Sophie de Stempel, em 2003.

Após uma longa e respeitada carreira, Ian pôde encontrar numa adaptação literária um de seus maiores trabalhos: Bilbo Bolseiro, de "O Senhor dos Anéis". Mas engana-se quem pensa que Bilbo foi o primeiro papel de Holm numa adaptação deste livro – alguns anos antes ele já havia interpretado Frodo na versão da rede BBC para o rádio.

Infelizmente, antes mesmo do lançamento de "A Sociedade do Anel", os jornais ingleses anunciaram que o ator descobrira um câncer de próstata e que já estava tratando. Como praticamente todos os casos de câncer, este lhe rendeu alguns maus momentos, mas, de acordo com ele, era um pequeno preço a pagar por estar vivo. Atualmente, acredita-se que ele esteja curado.

Holm, que já havia recebido o grau Comandante da Ordem do Império Britânico em 1989, foi proclamado Cavaleiro pela Rainha Elizabeth II, em 1998, pelos seus serviços para as artes dramáticas, tornando-se, assim Sir Ian Holm (o mais alto grau da Ordem do Império Britânico).

 

Christopher Lee

Será possível esquecer da brilhante atuação de Christopher Lee como o mago Saruman em O Senhor dos Anéis? Provavelmente não. Ainda mais levando em conta que ele já estrelou mais de duzentos outros filmes em sua carreira! Excetuando-se o ano de 1995, desde 1948 pelo menos um filme com o ator é lançado nas telonas.
 
 
leeChristopher, cujo nome completo é Christopher Frank Carandini Lee, nasceu em Londres, Inglaterra no dia 27 de Maio de 1922. Filho de uma família muito tradicional, seu pai era um coronel do exército inglês, condecorado por bravura na Primeira Guerra Mundial, e sua mãe, uma famosa beldade que foi retrata em quadros e esculturas de vários artistas da época.

Quando Lee ainda era muito jovem, seus pais se separaram e ele foi levado pela mãe para a Suíça. Lá, mostrou-se interessado nas artes cênicas e estreou como o demoníaco personagem principal em uma produção escolar de Rumpelstiltskin. Pouco tempo depois, a família voltou para Londres, onde sua mãe conheceu o novo marido: Harcourt Rose, um próspero banqueiro, tio de Ian Fleming, o autor de James Bond.

No ano de 1931, Christopher passou a estudar no colégio preparatório de Summer Fields. Depois disso, o jovem conquistou bolsas no colégio Eton e no colégio Wellington, onde estudou grego e latim.

Ao concluir seus estudos, o futuro ator trabalhou como office boy, ainda em Londres, recebendo o salário de uma libra por semana. Ele deixou essa função para lutar junto da força aérea inglesa durante cinco anos da Segunda Guerra Mundial, após isso, ele foi condecorado e promovido.

Por não desejar mais se submeter ao emprego que tinha antes da guerra, Lee pensou em seguir carreira diplomática, já que sabia falar fluentemente francês, italiano, espanhol e alemão, além de ter boas noções de sueco, grego e russo. Porém, influenciado pelos seus bisavós, que foram os atores e cantores que fundaram a primeira companhia de ópera da Austrália, ele resolveu se tornar um ator.

O começo de carreira não foi fácil, mas o ator não se deixou vencer: estreou no cinema em 1948, com o filme "Escravo do passado", do diretor Terence Young, que também estreou com esta obra e que, mais tarde, dirigiu alguns filmes de James Bond. Ainda no mesmo ano, Lee atuou em mais sete filmes e nos dez anos seguintes, ele já contava com mais de cinqüenta longas-metragens no currículo!

Seu primeiro trabalho de sucesso foi "A maldição de Frankenstein", em 1957, mas era difícil reconhecê-lo, pois ele atuou como o monstro e, portanto, estava desfigurado pela maquiagem. A fama veio no ano seguinte, com o primeiro filme de "Drácula", papel que Lee voltaria a interpretar muitas vezes.

Com o passar dos anos, mais e mais filmes contaram com a participação de Christopher Lee. Sabe-se, inclusive, que o ator costumava dispensar dublês, o que lhe custou três costelas quebradas, a clavícula deslocada, rompimento em todos os músculos de seu ombro e dois quase-afogamentos. Tudo isso só no filme "A múmia", de 1959.

Em 1961, Christopher casou-se com Gitte Kroencke, uma dinamarquesa que atuava como modelo e pintora. O casal mudou-se para a Suíça, onde tiveram uma única filha, Christina. Poucos anos depois, uma nova mudança os levou para a Califórnia e, em seguida, voltaram definitivamente para o Reino Unido.

Como de costume, os anos que se seguiram foram muito atarefados para Lee. De 1961 até 2000, ele atuou em mais de cento e cinqüenta filmes, incluindo várias versões dos clássicos "Drácula", "Sherlock Holmes" e até um vilão de "007".

Foi a partir do ano 2001 que Christopher pôde interpretar dois dos mais importantes filmes de sua carreira: O Senhor dos Anéis e Star Wars. Com relação ao primeiro, Lee é a única pessoa ligada à adaptação do livro que conheceu pessoalmente o autor J. R. R. Tolkien, nos anos cinqüenta.

A intenção original do ator era interpretar Gandalf, mas este papel já havia sido dado a Ian McKellen. Após o filme, Lee declarou que gostaria muito de ter feito o mago cinzento, mas que McKellen fez um trabalho fantástico com a personagem.

Uma das partes difíceis de fazer um filme de Tolkien é que as sete línguas que Christopher já sabia falar não bastariam para os diálogos da Terra-Média. Para compor seu personagem, Lee precisou aprender Quenya e Sindarin, ou pelo menos ter noções das duas línguas.

Antes do lançamento do último filme, não havia motivos para críticas entre os atores e os produtores. "Antes de O Senhor dos Anéis, algumas pessoas teriam simplesmente classificado Peter Jackson como um diretor de filmes de horror. Alguém uma vez me perguntou como eu encontrei Peter Jackson e eu disse: 'Bem, eu reparti o cabelo dele, e lá estava ele' Veja só o que ele fez. Ele persuadiu a New Line a investir na produção de três filmes ao mesmo tempo. Na primeira vez que eu li O Senhor dos Anéis eu quis ver um filme dele.", declarou o ator.

Infelizmente, a relação entre Christopher e os produtores do filme não se manteve tão boa. O começo da discórdia foi a não-inclusão das cenas de Saruman em "O Retorno do Rei". Lee mostrou-se ofendido e declarou que o final de seu personagem ficou incompleto na versão exibida nos cinemas.

Mais tarde, o ator reclamou que seus direitos não estavam sendo respeitados, já que não havia recebido nada pelo merchandising feito em cima de sua imagem. De acordo com ele, mais de vinte bonecos foram lançados o tendo como modelo, mas nenhuma remuneração foi oferecida. Ele acusou os produtores dizendo que seis pessoas estariam dividindo o lucro entre si.

Mesmo com as tensões que surgiram após o término da trilogia, não podemos relevar a participação de Christopher Lee nas obras. O tirano Saruman teve vida por meio do brilhantismo e da experiência deste ator. Quando inquerido sobre sua visível preferência por vilões, Lee responde “Acredito que há uma grande tristeza nos vilões, e eu tenho tentado transmitir isso. Nós não podemos parar de fazer o que estamos fazendo”.

Fontes:
Tiscali
Site Oficial
Guardiam Unlimited
IGN
Imdb
Adoro Cinema