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David Wenham

O dia 21 de setembro de 1965 trouxe a uma família católica com cinco
filhas e um filho, da cidade de Marrickville, Australia, mais um filho.
Era o futuro ator David Wenham. Com uma infância comum, ele estudou na Christian Brothers High School, devido à tradição religiosa de seus familiares, até se formar e ingressar na University of Western Sydney's Theatre Nepean.
 
 
david
A carreira profissional começou nos palcos, mas não como desejava David. Para ganhar dinheiro, ele "cantava" o bingo de um determinado clube de jogos. Mais tarde, trabalhou numa empresa de segurança privada.
Ao se tornar bacharel em Arte Performática, David conseguiu
vários papéis e passou a trabalhar com Neil Armfield, no teatro St.
Belvoir. O primeiro atalho para o estrelato veio em 1998, quando ele
recebeu o prêmio AFI de Melhor Ator Principal pela participação em 'The Boys'. No mesmo ano, Wenham ganha mais
exposição na mídia ao interpretar o pescador Diver Dan na série de
televisão SeaChange, muito popular na Austrália.

A partir daí, David passa a fazer vários trabalhos, sendo que raramente
uma personagem é parecida com a outra. Isso o torna conhecido por sua
versatilidade, inteligência e pela capacidade de retratar emoção com
sutileza nos mais diversos papéis.

Em 2001, o ator chama a atenção ao subir ao palco no Festival de Cinema Adelaide (Adelaide's Festival Theatre)
para recitar uma montagem de obras históricas da Austrália. Acompanhado
da orquestra sinfônica local, David declamou um texto que incluía até
partes de um famoso discurso do primeiro ministro Redfern sobre a
necessidade de reconciliação entre o povo aborígine e os descendentes
de colonizadores.

Com isso, ele revela mais uma vez a extrema preocupação que tem com as
questões de sua pátria e aumenta seu reconhecimento por lutar para
proteger as heranças culturais e ambientais do país.

Paralelamente ao seu ativismo pró-Austrália, o grande salto de sua
carreira acontece no ano de 2002, quando David Wenham é escolhido para
interpretar Faramir, na adaptação cinematográfica de O Senhor dos
Anéis. Ele foi escolhido para o papel por sua semelhança com o ator
Sean Bean, que interpreta no filme Boromir, o irmão de Faramir. De
acordo com Wenham, a semelhança dá-se pois ambos os atores têm narizes
grandes.

David ficou conhecido por sua responsabilidade como ator de O Senhor
dos Anéis. Ele tinha grande preocupação em não machucar outras pessoas
nos momentos de luta com espadas. Numa cena em que Faramir tira o Anel
de dentro da roupa de Frodo usando a espada, por exemplo, um
especialista foi chamado pois David acreditou que poderia machucar
Elijah Wood com a ponta da arma.

Mesmo só tendo aparecido em dois dos filmes de Peter Jackson, David atuou em três obras indicadas ao Oscar de Melhor Filme consecutivamente. São elas Moulin Rouge, As Duas Torres, e A Sociedade do Anel.

 
Na sua vida pessoal, David é marido de Kate Agnew, com quem tem uma
filha, Eliza Jane. Seu incomum apelido, "Daisy" (margarida, em inglês),
vem da infância, quando suas irmãs o chamavam de “Dais” ou “Daze”, para
encurtar o nome. Então, alguém resolveu colocar um "y" no final da
palavra, apenas para tirar sarro. No final, o último apelido foi o que
todos resolveram usar.

Do bingo para as telonas, David Wenham construiu uma sólida carreira no
mundo da sétima arte e nos presenteou, ao longo dos anos, com
brilhantes atuações nos mais variados filmes e personagens.

Fontes:
Wikipedia
IMDb
Dessicated Coconut

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro V (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Minas Tirith
Depois de uma longa e rápida viagem, Gandalf e Pippin chegam à grande cidade de Minas Tirith nas primeiras horas da manhã, e têm uma audiência com Denethor, o Senhor e Regente de Gondor e pai de Boromir e Faramir. Denethor é um homem de grande poder e linhagem, capaz de perceber muito do que se esconde atrás das palavras de alguém. Pippin conta sobre a jornada deles, e sobre Boromir, e faz um juramento de fidelidade a Gondor. Depois da audiência, Gandalf vai tratar de assuntos urgentes e Pippin sai para explorar a Cidade. Ele conhece Beregond, um soldado da guarda da cidade, que foi mandado para lhe fazer companhia por algum tempo. Eles conversam sobre Gondor e seus costumes, sobre a viagem de Pippin e as terras distantes que ele viu, e sobre a guerra que se aproxima, na qual Gondor não parece ter esperança alguma. Mais tarde, quando Beregond precisa cuidar de seus deveres, Pippin vai ao encontro do filho dele, Bergil, e juntos eles vão para os portões da cidade para ver a chegada dos exércitos de Gondor, que irão fortalecer a defesa de Minas Tirith. No começo da noite Pippin retorna a seus aposentos, e de madrugada Gandalf também volta, parecendo muito preocupado.
 
Capítulo 2: A Passagem da Companhia Cinzenta
Logo depois da partida de Gandalf, a companhia do rei Théoden é alcançada por um grupo de Guardiões do Norte, parentes de Aragorn, acompanhados por Elladan e Elrohir, os filhos de Elrond. Eles cavalgam juntos para o Abismo de Helm, onde Aragorn olha para o palantír e o tira do controle da mente de Sauron. Ele decide ir tão rápido quanto possível para Gondor, tomando as aterrorizantes Sendas dos Mortos, acompanhado por Legolas, Gimli, os filhos de Elrond e os Dúnedain. Levará vários dias para que Théoden [com quem Merry permanece como escudeiro] consiga concentrar as tropas de Rohan; enquanto isso, Aragorn e seus companheiros cavalgam na direção de Edoras e do Templo da Colina. Lá Éowyn quer se juntar a eles, mas Aragorn não o permite, dizendo que apenas Théoden poderia liberá-la de seu dever. Na manhã seguinte a companhia adentra as Sendas dos Mortos: uma espécie de túnel que leva ao outro lado das montanhas, ao sul de Rohan. Os "Mortos" são as sombras de um povo antigo que quebrou seu juramento a Isildur, e Isildur os amaldiçoou a não ter paz enquanto o juramento não fosse cumprido. Aragorn, sendo o herdeiro de Isildur, convoca-os para ajudá-lo na guerra, para que dessa forma cumpram seu juramento. A companhia, seguida por um grande exército das sombras dos Mortos, cavalga para o leste, na direção de Pelargir.

Capítulo 3: A Concentração das Tropas de Rohan
Enquanto isso, Théoden e seu exército cavalgam para o Templo da Colina, onde o exército de Rohan está se reunindo. Éowyn os espera, e conta que Aragorn foi para as Sendas dos Mortos; pouco se sabe sobre elas entre os rohirrim, apenas algumas lendas assustadoras, e eles têm certeza de que Aragorn nunca mais será visto. Um mensageiro de Gondor chega, trazendo um aviso de Denethor sobre o perigo em que está Minas Tirith, e pedindo aos rohirrim [que têm sido aliados de Gondor por séculos] que o ajudem na guerra. Théoden se prepara para partir no dia seguinte, pretendendo agora cruzar abertamente a planície, pois a grande nuvem de Mordor cobriu o céu inteiro com escuridão. Ele decide que Merry deve permanecer em Edoras, onde Éowyn irá liderar o povo até a volta do rei. Contudo, um jovem cavaleiro chamado Dernhelm diz em segredo a Merry que pode levá-lo em seu cavalo para Gondor, e Merry aceita a oferta prontamente.

Capítulo 4: O Cerco de Gondor
Na manhã seguinte, quando a escuridão já tinha coberto o céu, Gandalf leva Pippin até Denethor, e Pippin recebe um uniforme da Torre. Mais tarde ele encontra Beregond e conversa por algum tempo com ele nas muralhas da cidade. Naquela mesma tarde Faramir retorna a Minas Tirith, mal escapando dos nazgûl alados que estavam perseguindo a ele e a alguns poucos companheiros. Pippin acompanha Gandalf e Faramir num encontro com Denethor; Faramir relata os eventos na fronteira e seu encontro com Frodo. Denethor não está contente com as ações de Faramir, e preferiria que o Anel tivesse sido trazido até ele. No dia seguinte, Faramir deixa a cidade outra vez para ajudar na defesa das passagens através do Anduin. Os defensores não conseguem resistir ao bem preparado ataque; entretanto, um dia mais tarde, sobreviventes recuam para a cidade, perseguidos pelos inimigos; Faramir é trazido para dentro por último, ferido por uma seta envenenada. Grande número de inimigos, liderados pelo próprio Capitão dos Espectros do Anel, se espalham em torno da cidade e iniciam um cerco, cavando trincheiras de fogo e preparando grandes máquinas de assalto. Denethor se descontrola ao ver Faramir mortalmente ferido, e abandona qualquer esperança e a defesa da cidade, enfurnando-se nas casas dos mortos, com intenção de incinerar a si próprio e a Faramir. Ele libera Pippin de seu serviço, e Pippin corre em busca de Gandalf, que ainda pode impedir Denethor de cometer alguma loucura. Enquanto isso, os inimigos atacam o portão da cidade com um grande aríete, e o destroem depois de várias tentativas. O Senhor dos nazgûl entra na cidade e é confrontado apenas por Gandalf; nesse mesmo momento, porém, os chifres de Rohan soam ao longe.

Capítulo 5: A Cavalgada dos Rohirrim
O exército de Rohan cavalga rapidamente na direção de Gondor por quatro dias. Certa noite, Merry escuta Théoden e Éomer falando com Ghân-buri-Ghân, um líder dos Homens Selvagens dos bosques próximos. Orcs parecem ter barrado a estrada para Minas Tirith, e Ghân se oferece para mostrar um caminho há muito abandonado e desconhecido através da floresta. Dessa forma, eles chegam ao campo de Gondor sem oposição, pois todos os inimigos estão ocupados atacando os muros da cidade. No momento em que os exércitos de Mordor estão atacando os portões com seu grande aríete, Théoden sopra em seu chifre o sinal de ataque e os rohirrim entram na batalha.

Capítulo 6: A Batalha dos Campos do Pelennor
Na primeira investida, Théoden mata um líder dos sulistas. Então o Capitão dos Espectros do Anel, cavalgando sua terrível criatura alada, desce perto de Théoden; o cavalo deste, enlouquecido pelo medo, cai de lado e esmaga o rei sob seu peso. Apenas Éowyn, que estava disfarçada como Dernhelm, fica ao lado de Théoden nesse momento. A coragem de Merry finalmente desperta e ele ataca o Espectro do Anel por trás, e Éowyn, com sua força derradeira, mata o rei dos Espectros. Antes de morrer, Théoden diz adeus a Merry, e saúda Éomer como o novo rei. Os defensores remanescentes de Minas Tirith saem da cidade para ajudar os rohirrim; o Príncipe Imrahil encontra os homens que carregam Théoden e Éowyn, e nota que ela ainda está viva, e chama os curadores. As forças de Rohan e Gondor estão lentamente perdendo a batalha com os enormes exércitos do Inimigo. Uma frota dos navios de Umbar sobe o Anduin, e para a surpresa de atacantes e defensores ela não traz os Corsários, inimigos de Gondor, mas Aragorn e seus companheiros, bem como os exércitos de Gondor meridional. Agora a batalha vira a favor do Oeste, e no fim do dia nenhum inimigo vivo resta no campo de batalha.

Capítulo 7: A Pira de Denethor
Pippin encontra Gandalf e o leva até as Casas dos Mortos, para impedir que Denethor incinere a si próprio e a Faramir. Lá eles encontram Beregond [a quem Pippin havia avisado sobre a loucura de Denethor] lutando com os servos do Regente. Gandalf tenta convencer Denethor de que a hora e a maneira da morte de alguém não devem ser decididas por essa pessoa, e que seu dever é liderar a defesa da Cidade; mas Denethor acredita firmemente que o poder de Mordor é agora grande demais, e que tudo é sem esperança. Beregond o impede de matar Faramir; então Denethor agarra uma tocha e a joga no monte de lenha preparado ali, e se lança sobre a fogueira, e queima. Parece que um palantír, mantido secretamente na Torre Branca, foi a origem da loucura de Denethor, pois ele havia olhado nele longamente, e não vira nada além da reunião dos grandes exércitos de Mordor. Gandalf e Pippin levam Faramir para as Casas de Cura, embora ninguém saiba se ele será capaz de se recuperar.

Capítulo 8: As Casas de Cura
Totalmente exausto, Merry havia seguido os que carregavam o corpo de Théoden, mas se perdera. Ele é finalmente encontrado por Pippin, e levado para as Casas de Cura. Lá Gandalf escuta uma velha mencionar a lenda de que as mãos de um rei são as mãos de um curador; e ele procura por Aragorn, que poderia ainda ter essa habilidade. Aragorn decide não reivindicar sua realeza até que a guerra com Mordor termine, mas ele entra na cidade para ajudar os feridos. Primeiro ele cuida de Faramir, Éowyn e Merry. Faramir foi atingido por uma flecha envenenada, mas principalmente foi afetada pelo "hálito negro" dos nazgûl; e Éowyn e Merry caíram na escuridão depois de enfrentar o Espectro do Anel. Aragorn os cura com uma erva chamada athelas e eles despertam, embora ainda tenham que descansar por vários dias. Ele e os filhos de Elrond trabalham nas Casas de Cura até a manhã do dia seguinte.

Capítulo 9: O Último Debate
Na manhã seguinte, Legolas e Gimli entram na cidade e encontram o Príncipe Imrahil; então eles visitam Merry e Pippin nas Casas de Cura. Conversam sobre a passagem das Sendas dos Mortos: como eles cavalgaram por vários dias, e Aragorn convocou as sombras dos Mortos para lutar por ele, como eles capturaram a frota de Umbar em Pelargir, e como eles navegaram Anduin acima para se juntar à batalha do Pelennor. Enquanto isso, os capitães debatem: Gandalf, Aragorn, Imrahil, Éomer e os filhos de Elrond. Gandalf apresenta seu plano: cavalgar na direção do Portão Negro de Mordor, como se para desafiar Sauron à batalha, de maneira que ele esvazie Mordor e dirija toda a sua atenção para eles; isso aumentaria as chances de Frodo de alcançar o Orodruin e destruir o Anel. Pois, enquanto o Anel existir, a força de Sauron será grande demais para ser derrotada na guerra. O plano é aceito e um exército de sete mil homens se prepara para partir em dois dias.

Capítulo 10: O Portão Negro se abre
O exército do Oeste marcha na direção dos portões de Mordor, e várias vezes por dia os arautos proclamam a vinda do Rei e desafiam as forças de Mordor. Alguns homens são destacados para guardar as Encruzilhadas, e mais tarde alguns sentem medo e voltam. Ninguém responde aos desafios, porém, exceto por um pequeno grupo de orcs e orientais que eles derrotam facilmente. Finalmente o exército chega ao Portão Negro de Mordor, e novamente desafia Sauron a sair e reparar suas ações malignas. Então uma embaixada aparece, liderado pela Boca de Sauron, um numenoreano corrompido que havia passado a servir Sauron e se tornara lugar-tenente de Barad-dûr e um poderoso feiticeiro. Ele declara que um espião hobbit fora capturado [e mostra as roupas de Frodo] e exige que os Capitães do Oeste cedam às ambições territoriais de Sauron, ou o espião será brutalmente torturado. Gandalf recusa esses termos, mas toma os pertences de Frodo; então a embaixada, em medo e raiva, retorna para o Portão. Finalmente Sauron põe sua armadilha em ação: os portões se abrem e um exército jorra de dentro, muitas vezes maior que o exército do Oeste. Nessa última defesa desesperada, Pippin mata um enorme troll das montanhas, mas cai inconsciente.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]