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Distâncias de Harad a Mordor

Mapa da Terra-média mostrando Harad e Mordor
O artigo destaca as distâncias médias entre Harad e Mordor a partir de um ponto pré-determinado no mapa, dando ênfase assim, a cartografia aplicada nas obras de J. R. R. Tolkien. A análise da discussão é baseada na trajetória dos exércitos de Harad até o Moranonn através de caminhos diferentes, tendo este, o objetivo da concentração de tropas e posteriormente um forte ataque a Gondor. Um fator fundamental para compreender os processos de intercâmbio entre os reinos de Mordor, Harad e Khand é o fator tempo, pois, as ligações entre esses três reinos, se deram em momentos antes, durante e depois da Guerra do Anel, em especial a Batalha dos Campos de Pelennor.
 
 
Um pequeno ensaio acerca das longas viagens sobre a Terra Média no período da Guerra do Anel (1)

A cartografia é tida como uma ciência que procura por meio dos mapas e
cartas expressar as características da superfície terrestre e, pode-se
dizer que, o mapa é uma representação da superfície vista de cima.

Primeiramente deve-se ressaltar que o mapa utilizado para a pesquisa
foi o quarto do livro (RDR) que abrange uma parte considerável da Terra
Média. O mapa possui uma escala (2) gráfica, onde 3,2 cm é igual a 400
km. Esta foi convertida para a escala numérica, facilitando o cálculo
médio (uma amostragem) das distâncias reais de Harad até o Portão Negro
a partir de um ponto pré-estabelecido no mapa (ver mapa anexo).

Após a conversão, o valor da escala numérica é da ordem de 1/12.
500.000, ou seja, 1cm é igual a 12.500.000 de cm. O valor desta escala
foi obtido pelo valor da escala numérica padrão cartográfica que é
1/1000.

Como as distâncias reais foram obtidas pela medição através de uma
régua e dos cálculos padrões de cartografia, obteve-se os seguintes
valores:

distancia_harad_01.jpg

 
A formula básica para obtenção destes valores é:
 
distancia_harad_02.jpg


Como o objetivo é saber a distancia real “média” (amostragem) tem-se:
D= d x E
D= 6,9 cm x 12.500.000 cm
D= 86.250.000 cm/100
D= 863 Km.

Recorte do Mapa Utilizado para a Conversão

 

distancia_harad_03.jpg

 
Em linha reta, caso fosse possível fazer o trajeto, o exército de Harad
viajaria aproximadamente 863 km (inviável pela topografia do terreno);
pela estrada de Ithilien a distância seria próxima dos 1.200 km (a mais
viável) e, pelo trajeto oriental através das terras de Khand a
distancia é da ordem de 1.586 km devido o longo percurso à direita
pelas bordas setentrionais das Montanhas das Sombras e, depois, pelas
amplas terras do sudeste até atingirem o Lago Núrnen. Ainda assim,
viajará longos dias até chegarem à extremidade sul do planalto de
Gorghroth, esta que dista aproximadamente 363 km até o Morannon.

Como Sauron precisava agir com rapidez, o caminho mais curto seria
passando pela estrada de Harad através das terras de Harondor e
Ithilien. A estrada oriental que passa pelos domínios de Khand seria
inviável pela necessidade imediata de uma investida de Mordor em
Gondor.

Vale ressaltar que a derrocada de Isengard bem como a revelação do
herdeiro de Elendil inviabilizaria qualquer outra rota que fosse
contrária aos caminhos ocidentais rumo a Gondor. Se outra rota fosse
utilizada a conseqüência seria o atraso considerável de reforços
provenientes das terras ao sul de Mordor comprometendo ainda mais as
investidas de Sauron que já estavam entrando numa situação crítica
quando da chegada de Aragorn com seu exército ao Harlond.

Entretanto, se observarmos o mapa, o caminho oriental é mais viável
para os exércitos de Khand, que poderia dependendo da localização e da
época chegar a Mordor com mais precisão evitando assim, passar pelo
lado ocidental. De acordo com a obra, verifica-se uma lacuna plausível
que justifique a ligação entre os reinos.

Nem ele, nem Frodo sabiam coisa alguma sobre os grandes campos de
trabalho escravo mais ao sul daquele vasto reino, além da fumaça da
montanha, próximos às águas escuras e tristes do Lago Núrnen; nem das
grandes estradas que corriam para o leste e para o sul, levando a
terras que pagavam tributo a Mordor, das quais os soldados da Torre
traziam longos comboios de carroças com mercadorias, produtos de saques
e novos escravos (Tolkien, 2002: 197).

A partir desta fala, percebe-se que antes da consumação da Guerra do
Anel através da invasão aos Campos de Pelennor, havia entre Mordor,
Harad e Khand uma relação geopolítica que favorecia Sauron. Tal
supremacia se dava através de seus poderes tanto malignos como bélicos
sobre os dois reinos. Esta relação se deve, portanto, através do
intercambio pelas estradas (caminhos; idas e vindas) que ligavam Harad,
Khand ao reino das Trevas; caminho este que, não necessariamente era
usado para as intervenções militares.

Considerações finais

É importante ressaltar que o fator escala é uma variante imprescindível
para a determinação das distâncias, sejam elas em quilômetros,
hectômetros, decâmetros, metros, decímetros, centímetros ou milímetros.
Como foi verificada, a escala usada para a determinação das distâncias
é pequena, possuindo poucos detalhes. A vantagem desta escala, 1/12.
500.000, é a maior área de abrangência da Terra Média. Assim, não foi
levado em consideração, o traçado sinuoso (3) ao longo do trecho entre
Harad e Mordor. Para a determinação de traçados sinuosos é importante
fazer uso do curvímetro (4).

A utilização de uma escala maior, por exemplo, 1/10. 000, 1/30. 000 ou
1/50. 000 dentre outras colocaria um maior números de elementos humano
e físico naturais enriquecendo o nível de detalhe, mesmo que a área de
abrangência fosse menor.

O amplo conhecimento de J. R. R. Tolkien acerca de vários assuntos como
a política, geopolítica, história, biogeografia, literatura, mitologia
e a cartografia (objeto deste artigo) assim como o próprio período que
ele vivenciou (as conjunturas mundiais), contribuiu para que seus
trabalhos fossem profundamente detalhado em praticamente todas as áreas
de conhecimento.

O Autor é Geógrafo, pós-graduado em Estudos Ambientais pela PUC Minas,
professor pesquisador e ambientalista pela ACELN (Associação Cultura
Ecológica Lagoa do Nado) e conselheiro municipal de meio ambiente pela
prefeitura municipal de Belo Horizonte e pela Reserva da Biosfera da
Serra do Espinhaço (Reconhecida pela Unesco).


Notas


1.
O presente texto foi produzido a partir das discussões apresentadas
no fórum da Valinor com o tema Trajeto do Exército de Harad.


2.
De acordo com Santos (1989), a escala representa a relação entre o
tamanho dos elementos representados em um mapa e o tamanho
correspondente medido sobre a superfície terrestre.


3.
No caso de torrentes, de caminhos e estradas em serras íngremes,
deve ser utilizado o curvímetro, aparelho que realiza, por meio de uma
pequena roda, a soma dos percursos. Deve-se salientar que esse método
bem como outros (podendo ou não ser mais precisos), quando utilizados
em cartas estão sujeitos a erros, porque sempre são medidas as
projeções horizontais das distâncias e não as próprias distâncias
(Santos, 1989: 6).


4.
Ainda com relação ao curvímetro é importante salientar que este
instrumento pode ser mecânico ou eletrônico. Com ele, pode-se medir o
comprimento de um rio ou de uma estrada em um mapa, por exemplo, desde
que a altitude não varie significativamente, pois este não considera os
desníveis (Wikipédia, 2008).

Referências Bibliográfica

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 5 – 441.

SANTOS, Maria do Carmo S. Rodrigues dos. Manual de fundamentos
cartográficos e diretrizes gerais para elaboração de mapa geológicos,
geomorfológicos e geotécnicos. São Paulo: Instituto de Pesquisas
Tecnológicas, 3-7, 1989.

CALDINI, Vera. ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico compacto. São Paulo: Editora Saraiva, 2006, 7.

http://pt.wikipedia.org – Consulta em 20/01/08

Moria

Moria
Khazad-dûm, ou Moria como é mais conhecida, foi o mais grandioso reino dos Anões na Terra-Média. Seus lindos e enormes salões ficavam sob das Montanhas Nebulosas. De suas profundas e incontáveis minas vieram
grandes tesouros, e delas se extraia o mithril, o metal mais precioso de Arda.

 

 Durante séculos os Anões prosperaram, e nunca algum inimigo conseguiu entrar nas grutas e sair vivo. Seria de dentro que o mal viria: um Balrog de Morgoth vivia nas profundezas das Minas, e quando os Anões o acordaram foram obrigados a fugir do seu lar. Os salões de Khazad-dûm foram tomados por Orcs enviados por Sauron e outras criaturas escuras; e passou a ser conhecido como Moria, o Abismo Negro, e foi um lugar de terror e morte.

Localização e Descrição de Moria

Khazad-dûm está localizada sobre as Montanhas Nebulosas, mas precisamente sobre os 3 picos de Moria: Cloudyhead, Redhorn e Silvertine. A este de Khazad-dûm estava o Dimrill Dale, onde se situava o Lago do Espelho. A oeste, haviam as planícies de Eregion. Em todo o seu cumprimento, os salões de Khazad-dûm se estendiam por impressionantes 40 milhas.

A entrada este de Khazad-dûm se chamava Portão de Dimrill, devido ao rio que nascia perto do sítio, ou mais simplesmente Portão Este. Os Grandes Portões pendiam de grandes postes laterais cravados na pedra. Para lá deles, estavam as primeiras salas e passagens feitas pelos Anões, mais tarde conhecidas como Velha Moria. O Primeiro Salão tinha janelas altas na parede este que deixavam entrar luz. Um largo caminho partia do Primeiro Salão, através de uma série de escadarias, no final das quais estava um grande abismo, atravessado no topo pela ponte de Khazad-dûm. A ponte tinha 50 pés de comprimento, era estreita, e não tinha apoios. Foi construída desta forma como defesa contra qualquer invasor que conseguisse passar pelo Portão de Dimrill e tomar o Primeiro Salão.

 
moria_02.jpg

 

No lado oposto do abismo esta o Segundo Salão, uma vasta câmara com duas filas de pilares no centro. Este pilares eram altos e cravados na forma de árvores. Os seus ramos no cimo suportavam o teto alto da sala.Para lá dele, a cidade subterrânea se estendia numa vasta e intrincada rede de passagens, escalas, salas e salões. Havia vários ribeiros e rodas que forneciam água aos habitantes das minas. Os Anões penduravam lâmpadas de cristal no teto para iluminar a cidade, e muitas das câmaras superiores tinham janelas na vertente da montanha. Uma dessas câmaras era o 21º Salão do Sétimo Nível – uma grande sala com portas em cada lado, grandes pilares de pedra e paredes negras polidas.

Indo para baixo pelo corredor que saia da porta norte do 21º Salão, do lado direito, estava a Câmara de Mazarbul, os Câmara dos Registos. Pela porta oeste do Salão, uma estrada levada para este e para baixo, estreitando à medida que chegava ao fim. Lá estava uma arcada onde se encontravam dois outros corredores vindo de este – um indo a direito e outro vindo das profundezas. Havia um posto de vigia na confluência destes três caminhos.

No chamado Terceiro Abismo de Khazad-dûm estavam as salas das armas. Muito abaixo, nas minas, estavam os tesouros dos Anões – ouro, prata, ferro, pérolas e opalas, entre outros metais e gemas preciosos. Os pontos de extração de mithril se encontravam ainda mais para baixo, para norte, junto às raízes do Redhorn.

Junto à saída oeste de Khazad-dûm, um lance de duzentas escadas descia até ao Portão Oeste, chamado Portão de Hollin (Hollin era outro nome para e região de Eregion). Lá estavam as Portas de Durin, feitas pelo artífice Anão Narvi e gravadas pelo Elfo Celebrimbor. Nessas portas estavam desenhos e frases traçados com ithildin, uma substância de tonalidade prateada feita de mithril. Na inscrição do topo lia-se: “Portas de Durin, Senhor de Moria. Fala, amigo, e entra. Eu, Narvi, fi-las. Celebrimbor de Hollin desenhou estes sinais.”

Por baixo desta inscrição estava desenhada a Coroa de Durin, e sete estrelas sobre um martelo e uma bigorna. Por baixos destes foram desenhadas as Duas Árvores de Valinor, e no meio da porta estava a estrela da casa de Fëanor. De dentro, as portas podiam ser abertas empurrando, mas por fora devia ser pronunciada uma palavra-passe. Havia ainda duas grandes árvores sagradas de cada lado da Porta. O rio Sirannon corria através do vale frente à porta, onde formava um lago, e continuava através de uma cascata chamadas Quedas dos Degraus.

História

Khazad-dûm foi fundado por Durin, um dos Sete Anciões dos Anões. Após Durin despertar no Monte Gundabad, ele foi para o sul, até o Dimrill Dale. Lá ele olhou dentro do Lago do Espelho e viu uma coroa de estrelas aparecer sobre sua cabeça. Nas cavernas em cima do vale, Durin fundou seu reino.

Durin viveu longos anos e liderou seu povo por muito tempo. Ele morreu antes do final da Primeira Era, e foi enterrado em Khazad-dûm. Mas sua linhagem continuou e o reino de Khazad-dûm cresceu e se expandiu pelos séculos. Os salões eram cheios de luz e música. Os Anões juntaram vários tesouros, incluindo o metal prateado, duro e maleável conhecido como mithril, que não era encontrado em nenhum outro local da Terra-Média. Eles forjaram armas e criaram vários objetos maravilhosos, e trocavam suas obras com Homens por comida.

MoriaNa Segunda Era, Khazad-dûm alcançou o ápice de sua glória. No ano 40, vários Anões foram pra Khazad-dûm saindo das Montanhas Azuis, após a destruição das cidades Nogrod e Belegost na Guerra da Ira. Esses Anões trouxeram novos conhecimentos e talentos, e a riqueza e poder de Khazad-dûm aumentou.

Os Elfos fundaram o reino de Eregion no lado Oeste das Montanhas Nebulosas no ano 750 da Segunda Era. Eles começaram a comerciar com os Anões de Khazad-dûm, e tráfico fluia pelo Portão Oeste. As duas raças foram amigáveis uns com os outros, especialmente os grandes artesãos – Narvi dos Anões e Celebrimbor dos Elfos – que se tornaram grandes amigos. Juntos eles criaram as Portas de Durin, que estavam sempre abertas e protegidas, pois a terra estava em paz.

No ano 1200 da Segunda Era, Sauron voltou para Eregion e infiltrou a sociedade dos Elfos, na sua forma mais bela. De Sauron os Elfos aprenderam conhecimentos secretos e no ano 1500 começaram a fazer os Anéis do Poder. Sete destes Anéis foram para os Anões, e o primeiro destes Sete foi dado para Durin III de Khazad-dûm.

Mas Sauron havia forjado o Um Anel para controlar os outros e Celebrimbor notou que eles haviam sido enganados. Celebrimbor escondeu os Três Anéis dos Elfos, que ele havia feito sem a ajuda de Sauron. Sauron ficou furioso e declarou guerra aos Elfos. Em 1697, Eregion foi destruída e Celebrimbor foi morto. Sauron tomou os Nove Anéis dos Homens e os restantes Seis dos Anões.

O Rei Durin III mandou um exército de Anões de Khazad-dûm para ajudar os Elfos, mas eles foram forçados a se retirar. Os Anões fecharam as Portas de Durin e os exércitos de Sauron foram incapazes de passar por elas. Sauron passou a odiar os Anões de Khazad-dûm e seus Orcs atacavam qualquer Anão que encontravam. Os Orcs também passaram a infestar outras partes das Montanhas Nebulosas e também as Montanhas Cinzas, fazendo a comunicação dos Anões de Khazad-dûm com os Anões de outros lugares (como as Colinas de Ferro) perigosa e difícil.

Após a Guerra da Última Aliança e a derrota de Sauron, a paz reinou na Terra-Média por vários séculos, mas Sauron voltou no ano 1100 da Terceira Era, e em 1300 criaturas escuras começaram a multiplicar. Orcs voltaram a atacar Anões nas Montanhas Nebulosas, mas Khazad-dûm continuou impregnável. Os Anões de Khazad-dûm mantiveram suas riquezas, mas seus números começaram a diminuir. Eles começaram a cavar nas profundezas da terra procurando mithril, que estava ficando difícil de achar.

Enquanto procuravam mithril em 1980, os Anões descobriram uma terrível criatura nas profundezas de Khazad-dûm. Era um Balrog – um demônio de fogo e escuridão criado por Morgoth na Primeira Era. Ele havia escapado da Guerra da Ira e se escondeu nas raízes das Montanhas. O Balrog pode ter acordado quando Sauron começou a agir novamente, ou por causa das escavações dos Anões. O Rei Durin VI foi morto pelo Balrog, e no ano seguinte o Balrog matou seu filho, o Rei Nain I. Os Anões de Khazad-dûm fugiram e se espalharam pela Terra-Média.

A Porta de Dúrin
Khazad-dûm passou a ser conhecido como Moria, o Abismo Negro, e poucas pessoas se atreveram a passar pelos seus portões. Em 2480, Sauron mandou Orcs, Trolls e outras criaturas viver lá. O Rei Thror da linhagem de Durin foi até o Portão de Moria com seu acompanhante Nar em 2790. Ele havia ficado cansado de viajar, sem lar e pobre, e ele sonhava em recuperar a riqueza e o poder de Khazad-dûm. Ele entrou sozinho em Moria e foi morto pelo líder-Orc Azog, que decepou a cabeça de Thror e escreveu seu nome na testa do Anão. Azog jogou o corpo do Thror no Dimrill Dale e mandou Nar falar pro seu povo que qualquer Anão que voltasse para Khazad-dûm encontraria o mesmo destino.

Os Anões ficaram furiosos, e Thrain, filho de Thror, juntou um exército de Anões para lutar contra os Orcs das Montanhas Nebulosas em 2793. Em 2799 eles chegaram até o Dimrill Dale e ocorreu a Batalha de Azanulzibar em frente dos Portões de Moria. Azog foi morto por Dain Ironfoot e os Anões foram vitoriosos, apesar de sofrer grandes baixas. Mas Dain olhou pelos Portões e viu que a Perdição de Dúrin, o Balrog ainda vivia lá. Ele aconselhou Thrain que a hora não havia chegado para re-popular Khazad-dûm, falando “O mundo precisa mudar e algum outro poder precisa chegar antes do Povo de Durin andar novamente em Moria.”

Em 2989, Balin liderou uma expedição até Moria com vários Anões da Montanha Solitária, incluindo Floi, Frar, Loni, Nali, Oin e Ori. Quando eles chegaram no Dimrill Dale, Balin e os Anões encontraram Orcs protegento os Portões. Floi foi morto, mas os Anões mataram muitos Orcs e começaram a morar no Vigésimo-Primeiro Salão. Ori começou a manter um histórico da colônia, no chamado Livro de Mazarbul.

Balin fundou sua colônia na Câmara de Mazarbul e foi nomeado Senhor de Moria. Os Anões acharam mithril em Moria mas a colônia durou apenas cinco anos. Em 2994 Bail foi até o Dimrill Dale olhar no Mirrormere e foi flechado por um Orc. Ele foi enterrado na Câmara de Mazarbul.

Muitos Orcs foram aparecendo no Silverlode. Os Anões barraram os Portões, mas os Orcs atravessaram e tomaram a Ponte de Khazad-dûm e o Segundo Salão. Frar, Loni e Nali foram mortos lá. No Portão Oeste de Moria, uma criatura aquática com vários tentáculos, chamado de Watcher in the Water matou Oin e bloqueiou o Portão. Os Anões foram cercados e todos foram mortos, assim Moria foi reconquistada pelos Orcs.

Moria seria um local importante na Guerra do Anel. A Comitiva passou por lá no ano 3019 da Terceira Era. No Portão Oeste, Frodo Bolseiro foi atacado pelo Watcher e a Comitiva foi presa dentro de Moria. No dia seguinte chegaram ao Vigésimo-Primeiro Salão, e acharam a Câmara de Mazarbul e a tumba de Balin. Lá a Comitiva foi atacada por Orcs e Trolls, e fugiram até a Ponte de Khazad-dûm, onde apareceu o Balrog. Gandalf mandou o resto da Comitiva fugir, e ele quebrou a Ponte, caindo no abismo junto com o Balrog.

A ponte de Khazad-dûm
Após uma luta exaustiva, que terminou na Torre de Durin, no pico do Zirakzigil, Gandalf matou o Balrog, e morreu em seguida; mas foi enviado de volta à Terra-Média para completar sua tarefa. Na batalha a Torre de Durin foi destruída e a Escada Interminável foi bloqueada.

Não há informações detalhadas sobre o destino de Khazad-dûm após a Guerra do Anel. Porém existem fontes que dizem que um rei chamado Durin VII voltou para Khazad-dûm e seus salões se encheram novamente de luz e música e o trovão de martelos, e o reino durou até o mundo ficar velho e os dias do Povo de Durin acabarem.

Nome

Khazad-dûm foi chamado de Hadhodrond pelos Elfos e Dwarrowdelf pelos Homens. Após a tomada de Khazad-dûm por criaturas escuras ele passou a ser chamado de Minas de Moria, ou simplesmente Moria – o Buraco Escuro ou o Abismo Negro.


Khazad-dûm
significa “Mansão dos Anões”, de khazad, a palavra dos Anões para sua própria raça, e dûm, significando “excavações, salões”.

O nome Sindarin Hadhodrond é o equivalente de Khazad-dûm. A palavra Hadhod, ou Hadhodrim, é um nome usado para se referir aos Anões numa tentativa de traduzir a palavra khazad na língua dos Elfos. A palavra rond significa “teto alto, câmara, salão”.


Dwarrowdelf
significa “Dwarf-delving” (Excavações de Anões) de dwarrow, um plural arcaico de dwarf (anão) e delf, significando “excavar, suberrâneo”.


Moria
significa “abismo negro” em Sindarin. Mor significa “escuro, negro” e ia significa “vazio, abismo”.

Autores
O 10º membro da Sociedade – Textos (“Localização e Descrição de Moria”), pesquisa de imagens e revisão final.
Jedi Solo – Tradução de “História de Moria” e “Nomes”.
AlissonTuor – Pesquisa de imagens.

Fontes
Thain’s Book – Moria
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

A distância que Frodo e Sam percorreram da Vila dos Hobbits a Mordor e Vila dos Hobbits

Frodo e Sam em direção a Mordor
Ao analisarmos toda a história da Comitiva do Anel, perceberemos
inúmeros desafios, perigos, emoções, e principalmente algo que pode de
certa maneira passar desapercebido, o fator distância.

 

Todos os membros percorreram uma árdua caminhada rumo ao objetivo; este que estava mantido em segredo até certo ponto; que era aniquilar Sauron jogando o Um Anel nas lavas (1) da Montanha da Perdição, e para isso, tiveram que marchar para a terra onde o mal nunca dorme, um reino cheio de cinzas, desertos, com um ar “venenoso”, uma verdadeira desolação, um terror inaceitável para os padrões humanos e élficos. Mas essa marcha até Mordor nunca foi fácil devido aos diversos perigos (inimigos) que poderiam encontrar ao longo do caminho, mas existia um outro perigo já mencionado, a distância.

Este fator deve ser considerado, pois a Terra Média possui dimensões semicontinentais consideráveis para a realidade dos povos que a habitavam. Não era fácil, por exemplo, se deslocar de Imladris aos Portos Cinzentos, ou até mesmo as aventuras de Bilbo com Gandalf e os anões até o Monte Erebor. Eram caminhadas duras, desgastantes, cheias de terrenos com diferenças marcantes nas altitudes (2), planícies, planaltos, pântanos, florestas; as próprias mudanças biogeográficas (biomas) ao longo de toda a Terra Média. Esses fatores contribuem para colocar o fator distância como inimigo respeitável para determinas situações, como exemplo, a comitiva do anel rumo ao sudeste da Terra Média.

Partindo para uma apresentação mais exata, foram feitos cálculos para determinar um valor próximo do real, em quilômetros, percorridos pelos membros da comitiva do anel especialmente Frodo Bolseiro e Samwise Gamgi, objetos deste artigo.

Para isso, a primeira etapa considerável da viagem foi a partida da Vila dos Hobbits até a casa de Elrond em Imladris. Foi uma viagem longa e cheia de riscos para os pequenos, e a distância foi da ordem de 736 km. Após terem permanecido um bom tempo em Imladris Frodo e Sam juntamente com os demais membros partiram em direção ao sul, mas devido às circunstancias do destino, eles chegaram a Mória e percorreram mais 320 km. Partindo pela jornada no escuro a partir do Portão Oeste, foi percorrida uma distancia de 64 km (ou 40 milhas na própria fala de Gandalf no filme SDA). Após o desastre com o Balrog, os membros percorreram uma grande distância através dos contrafortes (3) orientais da cordilheira das montanhas sombrias em direção as Cataratas dos Rauros, nas proximidades de Amon Hen. Vale ressaltar que durante esse percurso a comitiva passou uma pequena temporada nas Florestas de Lothlórien; a distância foi na ordem de 560 km. Este foi um dos momentos mais infelizes da Sociedade, pois ocorreu o rompimento da mesma:

 

  • Intervenção de Saruman através dos Uruk hai;
  • A loucura de Boromir e sua posterior morte;
  • Decisão de Frodo ir sozinho a Mordor;
  • Seqüestro de Pip e Merry.


Com o rompimento da Sociedade, Frodo e Sam foram sozinhos para a terra do Senhor do Escuro através da margem leste do Grande Rio, o Anduim, até atingirem as desoladas colinas de Emyn Muil. A partir daí receberam mais um companheiro, o Gollum que os conduziu até o Morannon através dos contrafortes sudeste das Emyn Muil e pela região dos Pântanos Mortos. Todo esse percurso de Rauros até o Morannon media uma distância de 288 km. Os pequenos perceberam que era difícil entrar em Mordor pelo norte, resolveram então pegar uma rota alternativa, mas ao mesmo tempo tão perigoso quanto o Portão Negro. Partiram para o sul através da bela Ithilien do Norte fugindo do perigo imediato de dos horrores dos servos de Sauron. Por um tempo respiraram um pouco do ar puro novamente. Em todo esse percurso andaram 64 km e deste local até a encruzilhada foram mais 160 km, voltando novamente à desolação e a ameaça iminente do maior servo do Senhor do Escuro, o Rei Bruxo de Angmar já prestes a marchar com seus soldados a Minas Tirith. Da encruzilhada até o Orodruim foram mais 160 km de sofrimento e o desgaste ainda maior, pois, já estavam nos domínios de Mordor e com isso, andar os 160 km com o Um Anel pendurado no pescoço se tornou muitíssimo pesado (Pela aparência de Frodo, parecia que estava carregando nas costas o próprio Sauron tomado de sua forma física).

Após dias, meses de luta e caminhada, o objetivo de Frodo e Sam chegou ao fim, pois conseguiram a duras penas jogar o Anel no fogo da Montanha da Perdição. Com a derrocada de Mordor, os pequenos através da ajuda do Senhor das Águias foram resgatados e levados para Minas Tirith, somente aí foram mais 240 km, mas desta vez voando.

Após a coroação de Aragorn Frodo e Sam permaneceram uma temporada em Minas Tirith, mas como o Condado os chamavam de volta, resolveram retornar numa longa viagem até chegarem novamente à casa de Elrond. Este percurso foi de 1.120 km e por fim, de Imladris a Vila dos Hobbits novamente os 736 km.

O total aproximado que viajaram foi de 4.480 km, uma viagem longa e desgastante para os padrões da época e principalmente para os dois hobbits. O total que ambos viajaram ultrapassou a distância que o Brasil possui de Norte a Sul, ou melhor, do Oiapoque ao Chuí que totalizam 4.394,7 km.

Com certeza, depois de tanto sofrimento pela viagem e pelo fardo carregado tanto por Frodo quanto por Sam, ambos tinham o merecimento de partirem em períodos diferentes para as Terras Imortais para ofuscarem o passado sombrio no qual haviam passado.

 

distancias_tabela.jpg


 

Notas

(1) De acordo com o Dicionário Geológico – Geomorfológico a lava é um material em fusão natural no estado liquido ou viscoso, resultante de uma erupção vulcânica. A saída do material ocorre pelas fendas laterais da chaminé vulcânica, ou então, pela cratera central, que se localiza no topo do cone.


(2)
Significa uma distancia vertical de um ponto da superfície terrestre, em relação ao nível dos mares e oceanos. Geralmente se classificam as terras da seguinte maneira:
Terras Planas
     I.    Baixas – planícies
     II.    Elevadas – planaltos
Terras acidentadas
    
I.    Pouco acidentadas (onduladas)
    
II.    Muito acidentadas (montanhas)

 
distancias_frodo.jpg
 

(3)
São as ramificações laterais de uma cadeia de montanhas, quase sempre em posição perpendicular, ou pelo menos oblíqua, ao alinhamento geral.


(4)
Conhecida também como Isengard.


(5)
Geógrafo, pós-graduado em Estudos Ambientais pela PUC Minas, professor pesquisador e ambientalista pela ACELN (Associação Cultura Ecológica Lagoa do Nado) e conselheiro municipal de meio ambiente pela prefeitura municipal de Belo Horizonte e pela Reserva da Biosfera da Serra do Espinhaço (Reconhecida pela Unesco). E-mail: (apelliccionefh@hotmail.com).

 

Referências Bibliográfica

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: a sociedade do anel. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 22-443.

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: as duas torres. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 5-373.

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002, 5-441.

SANTOS, Maria do Carmo S. Rodrigues dos. Manual de fundamentos cartográficos e diretrizes gerais para elaboração de mapa geológicos, geomorfológicos e geotécnicos. São Paulo: Instituto de Pesquisas Tecnológicas, 3-7, 1989.

CALDINI, Vera. ÍSOLA, Leda. Atlas geográfico compacto. São Paulo: Editora Saraiva, 2006, 7.
GUERRA, Antonio Teixeira Guerra e GUERRA, Antonio Jose Teixeira Guerra. Dicionário Geológico – Geomorológico. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2003, 648 p.