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Toca SP promove Festa Hobbit

Recebemos o release da Festa Hobbit 2010, que será organizada pela Toca SP no dia 11 de Setembro de 2010. A festa conta com diversos eventos, que são detalhados no release. Confira abaixo o texto integral:

Festa medieval de grupo de Senhor dos Anéis acontece em setembro

Evento da Toca SP do Conselho Branco conta com jantar tradicional, gente fantasiada e músicas da época

A Toca São Paulo – regional paulista da associação Conselho Branco Sociedade Tolkien – promove sua Festa Muito Esperada, um evento que simula uma confraternização tipicamente medieval, com comidas e música típicas, gente vestida a caráter e muita diversão.

“A ideia central é confraternizar como nas festas do Condado na época dos hobbits Bilbo e Frodo Bolseiro, personagens de O Senhor dos Anéis, de J.R.R. Tolkien: com muita música, comida e diversão!”, diz Débora Carolina Rodrigues de Souza, coordenadora geral do evento.

O cardápio da Festa Muito Esperada fica por conta da Taverna de Odin, sob coordenação de Sérgio Uberti, pesquisador há mais de 10 anos da culinária inglesa, francesa e alemã entre os períodos da Antiguidade à Renascença. “O cardápio contará com sopa servida em pão tipo italiano, carne com batatas também no pão, tortas e cogumelos, além de bolo de mel para a sobremesa.”, promete Juliana Couto, da equipe da Taverna.

Além dos inúmeros CDs de música medieval tradicional e contemporânea, durante o evento haverá apresentação de piano por César “Elfhelm” Patoulos, formado em Música pela UNESP, pianista do Coral Kopling (SP) e organista assistente da Igreja São Bonifácio. O pianista e também fã de Tolkien, preparou um recital de piano com trechos da trilha sonora dos filmes O Senhor dos Anéis. Este trabalho, iniciado em 2004, é uma livre adaptação para piano a partir da música original escrita por Howard Shore.

O evento recomenda roupas típicas, e Débora assegura que “não é difícil montar uma roupa no estilo medieval. Calças de algodão cru, saia na altura dos joelhos, batas, cinto de couro, etc, formam facilmente um look hobbit. E no blog da Festa há muitas dicas sobre as roupas!”

A Festa Hobbit – Uma Festa Muito Esperada acontecerá dia 11 setembro de 2010, das 18h30 às 22h30, na Associação Beneficente dos Provincianos de Osaka Naniwa-Kai (Rua Domingos de Morais, 1581, na Vila Mariana, em São Paulo/SP)

O valor do ingresso, único custo do evento, e contempla jantar, bebidas, sobremesa e brindes, vai de R$ 65,00 a R$ 70,00. Somente antecipado. A idade mínima para entrada na festa será de 14 anos e menores de 18 anos somente acompanhados pelos responsáveis.

Saiba mais em http://festahobbit2010.blogspot.com.

Serviço

Festa Hobbit – Uma Festa Muito Esperada

http://festahobbit2010.blogspot.com

Data: 11 setembro de 2010, sábado – Horário: 18h30 às 22h30

Local: Associação Beneficente dos Provincianos de Osaka Naniwa-Kai

Endereço: Rua Domingos de Morais, 1581 – Vila Mariana – São Paulo/SP

Valor: de R$ 65,00 à R$ 70,00

Sobre o Conselho Branco Sociedade Tolkien

O Conselho Branco Sociedade Tolkien é uma associação para estudos e divulgação das obras de J.R.R.Tolkien, subdivida em “tocas” espalhadas pelos estados brasileiros. Fundado em 7 de setembro de 2000, visa tornar a obra de Tolkien no Brasil um referencial sobre literatura, mitologia, história e potencialidades humanas. Para isso, promove discussões via internet, encontros presenciais e participa de eventos com a temática de fantasia, RPG e literatura. Promove também eventos baseados em Tolkien, além de aplicar projetos que aprofundam o conhecimento pela obra, além de divertir e entreter seus participantes. O grande evento nacional da entidade, a HobbitCon, teve sua quinta edição realizada em outubro de 2009 no SESC Copabana (RJ) e contou com a presença do ilustrador canadense Ted Nasmith. Todo o trabalho desenvolvido pela entidade é gratuito e não-remunerado. Visite www.conselhobranco.com.br e http://twitter.com/conselhobranco.

Saruman

Saruman, o Branco, era o Chefe da Ordem dos Magos. Ele era sábio e
poderoso, mas também era arrogante e tornou-se corrompido com o desejo
pelo Um Anel e foi seduzido pela vontade de Sauron. Ele criou exércitos
e maquinários e buscou expandir seu poder, mas no final as obras de
Saruman foram arruinadas por um poder maior do que qualquer um que ele
pudesse desenvolver e ele foi morto por um de seus próprios escravos.
 
 
Saruman era originalmente um Maia, conhecido como Curumo. Os Maiar eram
espíritos que ajudavam e serviam os Valar nas terras Imortais. Curumo
era um dos Maiar de Aulë, o Vala cujo domínio eram as substâncias das
quais a terra era feita. Aulë era um ferreiro e um mestre de todos os
ofícios, e dele Curumo adquiriu muito conhecimento.

Sauron também fora um Maia de Aulë. Ele virou-se para o mal e tentou
estabelecer um domínio sobre a Terra-média e os Valar decidiram enviar
emissários para se opor a ele. Curumo foi escolhido por Aulë e
tornou-se um dos Istari, ou Magos. A missão dos Magos era ajudar os
povos livres da Terra-média em sua luta contra Sauron sem procurar
dominação ou poder para si mesmos.

Curumo foi para a Terra-média por volta do ano 1000 da Terceira Era. É
dito que ele foi o primeiro dos Magos a chegar a Terra-média, embora,
de acordo com outra história, Yavanna, esposa de Aulë, pediu a Curumo
que levasse o Mago Radagast junto com ele.

Curumo foi chamado de Saruman pelos Homens, entre os quais ele passava
a maior parte de seu tempo. Os Elfos o chamavam de Curunír. Como os
demais Magos, ele tomou a forma de um homem velho. Saruman era alto e
de comportamento nobre. Seu cabelo era preto inicialmente, e apesar
dele ter ficado branco com o tempo, listras pretas permaneceram.
Saruman possuía uma bela voz e uma maneira sutil de falar que ele podia
usar para persuadir os outros. Seus mantos eram brancos, significando
que ele era o maior da Ordem dos Magos.

Bem cedo Saruman partiu em muitas jornadas por toda a Terra-média. Ele
viajou para Rhûn no distante Leste com os dois Magos Azuis, mas
enquanto eles permaneceram por lá, Saruman retornou para o ocidente da
Terra-média.

Em 2463 o Conselho Branco foi formado pelos líderes dos Magos e Elfos –
incluindo Saruman, Gandalf, Elrond, Galadriel e Círdan. Sua principal
preocupação era o poder maligno que estava ocupando a fortaleza de Dol
Guldur na Floresta das Trevas, que eles temiam ser Sauron. Quando
chegou o momento de escolher um líder para o Conselho, Galadriel apoiou
Gandalf, Mas Gandalf recusou e Saruman tornou-se o presidente do
Conselho Branco então.

Saruman tornou-se avesso e desconfiado de Gandalf. Ele percebeu que
Gandalf era mais forte do que ele era, apesar de ser mais humilde, e
possuía grande influência entre os povos da Terra-média. Saruman também
estava ciente de que Gandalf havia ganho Narya, um dos Três Anéis
Élficos, e isso deixou Saruman particularmente invejoso, pois ele
considerava os Anéis de Poder como sendo sua área de especialidade.
Saruman estudou por muito tempo a história dos Anéis e sua fabricação e
eventualmente ele mesmo usou suas perícias com trabalhos manuais para
testar seu poder como fazedor de Anéis em pequena escala.

Era de especial interesse de Saruman a localidade do Um Anel – o Anel
Governante forjado por Sauron que havia sido tomado por Isildur e
perdido nos Campos de Lis, onde Isildur foi morto. Saruman fez muitas
visitas aos arquivos de Minas Tirith e aprendeu tudo que poderia sobre
Isildur. Entre os pergaminhos descobertos por Saruman havia um escrito
por Isildur que descrevia o Anel e a inscrição que ele carregava.

Nos arquivos, Saruman também descobriu sobre os palantíri, as Pedras
Videntes – dispositivos que poderiam ser usados para conseguir
informação e comunicação a grandes distâncias. Saruman sabia que havia
um palantír na Torre de Orthanc em Isengard – uma fortaleza no
Desfiladeiro de Rohan no limite sul das Montanhas da Névoa. Apesar de
Isengard estar em Rohan, ela pertencia a Gondor, mas a guarda lá havia
se tornado fraca. Em 2759 Saruman ofereceu-se para residir em Isengard
e reparar e manter suas defesas. A ele foram dadas as Chaves de Orthanc
por Beren, o Regente de Gondor.

Nesse mesmo ano, Saruman compareceu à coroação do Rei Fréalaf de Rohan.
Ele levou presentes e elogiou o valor dos Rohirrim. Rohan havia acabado
de resistir a uma invasão de Terra Parda, além do Inverno Longo. Nos
anos de dificuldades que se seguiram eles se beneficiaram de sua nova
amizade com Saruman e estavam felizes por haver um Mago de grande poder
na fortaleza em sua fronteira ocidental.

Saruman também ficou familiar de Barbárvore, o mais velho dos Ents na
Floresta de Fangorn que ficava ali próxima. Ele caminhava pela floresta
e conversava com Barbárvore e aprendeu muitas coisas com ele, apesar de
que ele não compartilhava informações da mesma maneira.

O Conselho Branco encontrou-se em Valfenda em 2851. Gandalf reportou
que ele havia ido a Dol Guldur e determinou que o ocupando maligno era
de fato Sauron. Gandalf recomendou que o Conselho Branco atacasse Dol
Guldur, mas Saruman rejeitou. Saruman disse ao Conselho que ele
acreditava que o Um Anel havia sido levado até o Mar, de onde ele não
poderia ser recuperado, e que sem ele Sauron não poderia reganhar sua
força. O Conselho concordou em continuar esperando observando, apesar
de Gandalf permanecer preocupado.

Na verdade, Saruman começou a procurar pelo Um Anel nos Campos de Lis
com o objetivo de tomá-lo para si. Em seu longo estudo sobre o Anel de
Sauron, Saruman tornou-se corrompido pela sedução de seu poder e ele
pretendia substituir Sauron a quem ele começou a ver como um rival.
Saruman acreditava que se encontrasse o Um Anel ele seria capaz de
usá-lo para estabelecer a ordem como ele achasse melhor e governar o
mundo dos Homens.

Saruman pensou que se Sauron permanecesse em Dol Guldur, o Anel poderia
se revelar na procura por seu Mestre. Mas em 2939 Saruman descobriu que
Sauron também estava procurando pelo Anel nos Campos de Lis. Então,
quando Gandalf novamente propôs um ataque a Dol Guldur ao Conselho, em
2941, Saruman concordou. Foi devido aos artifícios de Saruman que o
ataque foi bem sucedido e Saruman fugiu de Dol Guldur.

O Conselho não sabia, mas Sauron estava preparado para o ataque e
retornou para sua antiga fortaleza em Mordor, e começou a reunir suas
forças. Ele declarou-se abertamente em 2951, e em 2953 o Conselho
Branco reuniu-se pela última vez. Eles descobriram que Sauron estava
efetivamente procurando o Anel. Saruman assegurou que o Anel estava de
fato no fundo do Mar onde Sauron nunca poderia encontrá-lo.

Nem Sauron nem Saruman encontraram o Anel nos Campos de Lis. Saruman
encontrou a caixa vazia em uma corrente que outrora carregara o Anel,
bem como a Elendilmir – o símbolo de realeza do Reino do norte – que
Isildur estava usando quando morreu. Saruman escondeu esses itens em
Orthanc junto com outros tesouros que ele reunira. Mas o Anel há muito
tempo havia desaparecido. Gollum o levou para as profundezas das
Montanhas da Névoa, onde ele foi descoberto por um Hobbit chamado Bilbo
Bolseiro.

Saruman não sabia da descoberta de Bilbo, apesar de estar consciente do
interesse de Gandalf pelos Hobbits e suspeitar de tudo que Gandalf
fazia. Saruman visitou o Condado disfarçado, mas ele temeu ser
descoberto por Gandalf, então ele mandou agentes para Bri e para a
Quarta Sul para descobrirem o que pudessem sobre o interesse de Gandalf
no Condado.

Saruman também começou a secretamente consumir erva-de-fumo do Condado,
apesar dele geralmente zombar do fato de Gandalf usá-la. Ele comprou
erva-de-fumo de plantações possuídas pelos Justa-Correias e
Sacola-Bolseiros, e ele usou seus pagamentos para corromper alguns
deles para espionar seus amigos Hobbits.

Após o último encontro do Conselho Branco, Saruman se isolou em
Isengard. Ele originalmente recebeu Isengard como um assistente do
Regente e um guardião da torre, mas agora ele reivindicava a fortaleza
para si e começou a aumentar suas fortificações. Ele destruiu os belos
jardins de Isengard e cavou buracos que ele preencheu com forjas e
maquinários. Para alimentar o fogo, Saruman começou a cortar árvores na
Floresta de Fangorn.

Saruman começou a construir seu próprio exército. Ele recrutou Homens
da Terra Parda que odiavam Rohan, e ele também reuniu Lobos e Orcs o
seu comando. Entre esses Orcs havia a raça especial dos Uruk-hai, que
eram grandes e fortes e podiam suportar a luz do sol. Também havia
alguns homens a serviço de Saruman que aparentavam, possuir sangue
órquico. Essas raças poderiam ser o resultado do cruzamento entre Orcs
e Homens conduzidos por Saruman. Também é dito que Saruman alimentava
seus Uruk-hai com carne humana.

Por volta do ano 3000 Saruman começou a usar o palantír. Inicialmente,
Saruman pôde ter visões de lugares ou eventos distantes na pedra de
Orthanc, mas eventualmente ele entrou em contato com outro palantír – a
pedra de Ithil, que era mantida na Torre Negra por Sauron. A
integridade de Saruman foi enfraquecida pelo abandono de seus
princípios morais em seu desejo por poder, e assim ele estava
vulnerável a dominação pela vontade superior de Sauron. Em pouco tempo,
Saruman se sentiu compelido a fazer relatos para Sauron através do
palantír. Os usuários do palantír se comunicavam por pensamento, e
provavelmente Sauron descobriu mais de Saruman do que ele desejava
revelar.

Saruman continuou seu plano de expandir seu poder, começando pela
conquista de Rohan. Rohan era o aliado mais forte de Gondor e isso
também beneficiaria os planos de Sauron. Os Uruks de Saruman desceram
das Montanhas da Névoa e atacaram os cavalos dos Rohirrim, e os Orcs de
Sauron conduziram ataques em Rohan pelo leste.

Saruman escolheu um Homem de Rohan chamado Gríma para ser seu agente na
corte do Rei Théoden. Gríma tornou-se conselheiro de Théoden e começou
a exercer sua influência sobre o Rei a favor de Saruman. Em 3014
Théoden ficou doente, possivelmente devido aos venenos administrador
por Gríma. Théoden pareceu envelhecer prematuramente e seu julgamento
tornou-se nebuloso e dependente dos conselhos de Gríma. Era intenção de
Saruman enfraquecer o Rei Théoden e através disso deixar Rohan aberta
para o ataque.

Acima de tudo Saruman desejava encontrar o Um Anel, que ele ainda
esperava reivindicar para si. Ele aumentou suas suspeitas de que
Gandalf estava informado sobre a localização do Anel e que de alguma
maneira os Hobbits do Condado estavam envolvidos. Os espiões de Saruman
reportaram que os Guardiões do Norte estavam vigiando o Condado de
perto, e em 3001 essa guarda foi redobrada.

No verão de 3018 Saruman descobriu que os Nove Nazgûl haviam deixado
Mordor e estavam procurando o Anel que estaria em posse de uma pessoa
chamada Bolseiro no Condado. Saruman decidiu preparar uma armadilha
para Gandalf para descobrir o que ele sabia. Ele enviou Radagast com
uma mensagem para Gandalf, informando-o da busca dos Nazgûl e
convidando-o a ir a Isengard para consultar-se sobre o assunto.

Gandalf chegou a Isengard em 10 de Julho. Saruman abertamente usava um
Anel que ele criara e revelou-se a Gandalf como não sendo mais Saruman
o Branco, e sim Saruman de Muitas Cores e seus mantos eram de cores
alternantes.

Saruman propôs a Gandalf que eles deveriam governar o mundo dos Homens
e que o meio para alcançar esse objetivo era uma aliança com Sauron.

“Um novo Poder se levanta. Contra ele, as velhas alianças e
políticas não nos ajudarão em nada. Não há mais esperança nos elfos ou
na agonizante Númenor. Esta então é uma escolha diante de você, diante
de nós. Podemos nos unir a esse Poder. Seria uma sábia decisão,
Gandalf. Existe esperança por esse caminho. A vitória dele se aproxima,
e haverá grandes recompensas para aqueles que o ajudarem. Enquanto o
Poder crescer, os que se mostrarem seus amigos também crescerão; e os
Sábios, como você e eu, poderão, com paciência, vir finalmente a
governar seus rumos, e a controlá-lo. Podemos esperar nossa hora,
podemos guardar o que pensamos em nossos corações, talvez deplorando as
maldades feitas incidentalmente, mas aprovando o propósito final e mais
alto: Conhecimento, Liderança, Ordem; todas as coisas que até agora
lutamos em vão para conseguir, mais atrapalhados que ajudados por
nossos amigos fracos e inúteis. Não precisaria haver, e não haveria,
qualquer mudança em nossos propósitos, só em nossos meios.”

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 274

Quando Gandalf rejeitou essa proposta, Saruman sugeriu que eles
poderiam suplantar Sauron se eles reivindicassem o Um Anel para eles, e
ele pediu que Gandalf revelasse sua localização. Gandalf novamente
recusou e Saruman o aprisionou no pináculo de Orthanc.

Com Gandalf fora do caminho, Saruman esperava conseguir encontrar o
Portador do Anel. Saruman possuía muitos agentes viajando entre
Isengard e o Condado, arrumando provisões em preparação para a guerra.
Ele mandou o mais confiável destes – um Sulista vesgo – para informar
sobre qualquer Hobbit que deixasse o Condado. Mas antes que o agente de
Saruman pudesse reportar algo, Gandalf escapou. Ele foi resgatado do
topo de Orthanc em 18 de Setembro por Gwaihir, o Senhor dos Ventos, que
estava levando novidades a pedido de Radagast, sem saber que Gandalf
estava sendo mantido prisioneiro.

Então o Senhor dos Nazgûl veio a Isengard, enviado por Sauron que
estava ciente da captura de Gandalf por Saruman. Existem diferentes
relatos dessa visita. Segundo um relato, o Nazgûl veio dois dias depois
da fuga de Gandalf e Saruman usou sua voz para persuadir o Senhor dos
Nazgûl de que ele não sabia a localização do Anel, mas que Gandalf
sabia e que eles deviam procurá-lo nas proximidades. Foi o que o Nazgûl
fez, e acabou encontrando Gríma, que revelou que Saruman estava
escondendo seu conhecimento sobre o Condado deles. Segundo outro
relato, Saruman só descobriu que Gandalf fugira quando o Nazgûl chegou,
mas ele alegou que Gandalf ainda estava lá e apenas disse a ele a
localização do Condado. O Nazgûl mais tarde descobriu com o Sulista
vesgo que Saruman sabia muito mais do que ele revelara.

Em ambos os casos, Saruman encontrou-se em uma situação difícil, pois
ele era sabidamente um traidor para ambos os lados. Saruman acreditou
que ele ainda teria tempo para encontrar o Anel, pois ele acreditava
que o Portador do Anel já havia deixado o Condado. Mas o Sulista vesgo
foi surpreendido pelo Nazgûl e forçado ao seu serviço. Do agente de
Saruman, o Nazgûl descobriu que um Hobbit chamado Bolseiro vivia na
Vila dos Hobbits, e eles iniciaram sua rígida perseguição por Frodo
Bolseiro enquanto o Portador do Anel fugia para Valfenda.

Enquanto isso, Saruman começou a levar adiante seu plano de conquistar
Rohan. Gandalf havia ido a Edoras após sua fuga para advertir o Rei
Théoden, mas foi mandado embora pelo conselho de Gríma. Saruman
reivindicou autoridade sobre as terras de Rohan e aproximou-se do
Desfiladeiro de Rohan e companhias de Orcs portando seu emblema da Mão
Branca começaram a perturbar os Rohirrim.

Os espiões de Saruman continuaram caçando o Portador do Anel. Em 8 de
Janeiro de 3019, um grupo de crebain passou sobre a Comitiva em Eregion
diversas vezes como se caçassem algo. É provável que estas aves
malignas estivessem a serviço de Saruman e lhe comunicaram sobre o
avanço do Portador do Anel para o Sul.

Em Rohan, as forças de Saruman sofreram resistência dos Rohirrim
liderados por Théodred, o filho do Rei, e Éomer, sobrinho do Rei.
Saruman decidiu que Théodred deveria se eliminado, e em 25 de Fevereiro
ele enviou uma companhia com ordens de matar o filho do Rei. Na
Primeira Batalha dos Vaus do Isen, a posição de Théodred foi cruelmente
atacada e no final ele foi morto. Mas então Saruman cometeu um erro
estratégico e não se moveu imediatamente para dominar o Folde
Ocidental, em parte por causa da força de resistência liderada por
Grimbold e Elfhelm.

No dia seguinte, 26 de Fevereiro, uma companhia de Uruk-hai de Saruman
liderados por Uglúk chegou ao Amon Hen, onde a Sociedade estava
acampada. Saruman ordenou a Uglúk que matassem todos, menos os
Pequenos, que deveriam ser levados para Isengard com vida e intactos. A
companhia de Uglúk capturou Merry Brandebuque e Pippin Tûk e matou
Boromir de Gondor, que tentou defender os Hobbits. Um Orc de Mordor
chamado Grishnákh queria levar os Hobbits para Sauron, mas Uglúk
prevaleceu e carregou seus prisioneiros para Isengard.

Nos limites de Fangorn, em 28 de Fevereiro, a companhia de Uglúk foi
cercada pelos Cavaleiros de Rohan, liderados por Éomer. Na aurora do
dia seguinte, os Cavaleiros atacaram e mataram todos. Mas pior para
Saruman foi o fato de que Merry e Pippin escaparam para a Floresta de
Fangorn, onde eles encontraram Barbárvore. Barbárvore há muito tempo
estava perturbado com a perversa destruição das árvores em Fangorn,
promovida por Saruman, e a chegada de Merry e Pippin o despertou para
tomar uma atitude.

Saruman não tinha conhecimento sobre o que havia acontecido aos seus
Uruk-hai, e ele estava tão ávido para obter o Anel que ele veio
pessoalmente aos limites de Fangorn na noite de 30 de Fevereiro, onde
foi visto por Gimli, Aragorn e Legolas. Saruman encontrou as carcaças
queimadas de sua companhia, mas ele não sabia se eles estavam lhe
levando o Anel e, nesse caso, o que teria acontecido com o mesmo.

Temendo que os Rohirrim pudessem ter tomado posse do Anel, Saruman
retornou para Isengard para desferir um ataque complete contra Rohan.
Antes do meio-dia do dia 2 de Março, Saruman enviou uma parte de suas
forças que combateram os Rohirrim na Segunda Batalha dos Vaus do Isen.
Os Rohirrim ofereceram uma resistência obstinada, mas à meia-noite
Saruman liberou a força total de Isengard: um exército de dez mil Orcs,
alguns montados em Lobos, bem como Homens, Alguns da Terra Parda, e
outros que pareciam possuir sangue Órquico. Os defensores dos Vaus do
Isen foram dispersos enquanto o exército de Saruman continuou em
direção à fortaleza do Abismo de Helm, onde o Rei Théoden estava
refugiado.

Saruman estava nos portões para ver a partida de suas tropas, mas
quando a última companhia havia partido, os portões foram
repentinamente atacados pelos Ents. Saruman não havia percebido que os
Ents se levantariam contra ele, e ele não tinha idéia de como lidar com
essa antiga força da natureza. Os Ents arremessaram os portões e
destruíram as muralhas de Isengard. Saruman fugiu para Orthanc,
perseguido por Tronquesperto, um Ent cujas amadas árvores haviam sido
destruídas pelos Orcs de Saruman.

Saruman trancou-se na torre, que os Ents eram incapazes de destruir.
Ele atacou os Ents com líquidos incandescentes e vapores dos poços e
aberturas no solo de Isengard. Os Ents ficaram enraivecidos e se
arremessaram contra Orthanc, e Saruman respondeu com uma risada
assustadora. Isso fez os Ents ficarem calmos e determinados. Eles
desviaram as águas do Rio Isen para Isengard e os fogos de Saruman
foram apagados, e sua sujeira foi levada embora.

Na manhã de 4 de Março o exército de Saruman foi derrotado na Batalha
do Abismo de Helm, graças à chegada na hora certa dos reforços reunidos
por Gandalf e da floresta de Huorns enviada por Barbárvore. Muitos dos
Homens de Saruman se renderam e obtiveram misericórdia, mas seus Orcs
fugiram para a floresta de Huorns e nenhum saiu de lá vivo.

Gandalf e o Rei Théoden vieram para Orthanc para uma conversa com
Saruman em 5 de Março. Saruman tentou persuadir o Rei Théoden a unir-se
a ele, usando o poder de sua voz cativante.

As pessoas que escutavam aquela voz desavisadamente mal conseguiam
depois reportar as palavras que tinham ouvido; e quando conseguiam
titubeavam, pois pouca força restava nelas. A maior parte do que
conseguiam lembrar era o prazer que sentiram ao ouvir a voz falando, e
que tudo o que ela dissera parecera sábio e razoável, despertando neles
um desejo de, mediante um acordo rápido, parecerem sábios também.
Quando outras vozes falavam, pareciam por contraste rudes e grosseiras;
e se se opusessem à o voz o ódio se acendia no coração dos que estavam
sob o efeito do encanto. Para alguns o encanto durava apenas enquanto a
voz lhes falava, e quando ela se dirigia aos outros eles sorriam, como
os homens fazem quando percebem o truque de um ilusionista diante do
qual os outros ficam pasmos. Para muitos, apenas a voz era o suficiente
para mantê-los cativos; mas para aqueles que eram seduzidos por ela o
encantamento perdurava mesmo quando estava longe, e eles continuavam
escutando a voz suave sussurrando e incitando-os. Mas ninguém ficava
impassível; ninguém conseguia recusar seus pedidos e seus comandos sem
um esforço de mente e de vontade, enquanto seu mestre tivesse controle
dela.

As Duas Torres: “A voz de Saruman,” p. 183

Mas Théoden não foi enganado. Ele lembrou-se da crueldade do exército
de Saruman e percebeu que Saruman não era mais do que uma ferramenta de
Sauron. Quando Théoden rejeitou sua proposta, Saruman voltou sua
atenção para Gandalf, mas Gandalf apenas riu. Gandalf deu a Saruman a
escolha de descer de sua torre e abandonar sua aliança com Sauron.
Saruman teve um momento de dúvida, mas o orgulho e o ódio venceram, e
ele recusou. Então Gandalf revelou que ele havia se tornado Gandalf o
Branco, quebrou o cajado de Saruman e expulsou-o da Ordem dos Magos e
do Conselho Branco. Saruman arrastou-se de volta para Orthanc.

Gríma atirou o palantír da torre e o mesmo foi pego por Pippin. Saruman
ficou furioso quando ele percebeu o que Gríma havia feito, pois agora
ele não possuía meios de se comunicar com Sauron. Um Nazgûl alado já
estava a caminho de Isengard para determinar o que Saruman deveria
fazer. Quando Pippin olhou no palantír, Sauron acreditou que Saruman
estava mantendo o Portador do Anel em cativeiro. Mais tarde naquele
dia, Aragorn olhou na pedra de Orthanc e confrontou Sauron, atraindo a
atenção do Inimigo para o retorno do herdeiro de Isildur e
incidentalmente dando a Saruman um alívio da ira de Sauron.

Saruman permaneceu aprisionado em Orthanc guardado pelos Ents durante o
período que durou a Guerra do Anel. Em 25 de Março o Anel foi destruído
e o domínio de Sauron caiu em ruínas. Barbárvore manteve sua vigilância
por vários meses após isso e ele deu a Saruman relatos detalhados da
queda de Sauron, falando com grande lentidão até Saruman se cansar. O
poder de Saruman decaíra muito desde que seu cajado fora quebrado, mas
ele ainda possuía sua Voz. Ele foi capaz de se aproveitar da relutância
de Barbárvore em aprisionar qualquer criatura viva, e convenceu o velho
Ent que ele não era mais ameaça para ninguém. Saruman foi libertado em
15 de Agosto. Ele entregou as Chaves de Orthanc para Barbárvore e
partiu para o norte com Gríma.

Em 28 de Agosto, Saruman e Gríma foram alcançados por Gandalf, os
Hobbits, Galadriel, Celeborn e Elrond. Gandalf e Galadriel ofereceram
ajuda a Saruman, mas Saruman recusou e demonstrou satisfação, pois os
Três Anéis dos Elfos haviam perdido seu poder quando o Um Anel foi
destruído. Merry deu a Saruman um pouco de erva-de-fumo e Saruman disse
aos Hobbits que eles poderiam descobrir que as coisas haviam mudado no
Condado em sua ausência.

Saruman ficou irritado ao ver os Hobbits parecendo bem-sucedidos e
seguros sob a proteção de Gandalf, e decidiu ensinar-lhes uma lição.
Ele viajou para o Condado com Gríma, chegando em 22 de Setembro. Muitos
de seus agentes já estavam lá, a convite de Lotho Sacola-Bolseiro, um
dos Hobbits que Saruman corrompera. Lotho proclamou-se Condestável
Chefe, mas na realidade os Homens do Chefe eram responsáveis pelo
Condado, e eles estabeleceram várias regras injustas. Quando Saruman -
o verdadeiro mestre dos Homens – chegou, ele assumiu o comando como o
Chefe. Lotho foi morto por uma punhalada enquanto dormia por Gríma, a
pedido de Saruman.

Saruman queria se vingar pela destruição de Isengard tentando arruinar
o Condado. Os Homens do Chefe começaram a destruir e queimar casas,
árvores e plantações desenfreadamente. O Novo Moinho foi usado para
propósitos industriais e O Água ficou poluído por dejetos. Saruman
dirigiu-se ao lar de Frodo em Bolsão e encheu os jardins de lixo e
barracões. As provisões tornaram-se escassas, e as regras tornaram-se
mais duras, e os Hobbits que eram presos nos Tocadeados eram
frequentemente agredidos.

Frodo, Sam, Merry e Pippin retornaram ao Condado em 30 de Outubro.
Saruman ficou sabendo de sua chegada e mandou uma mensagem à casa dos
Condestáveis em Sapântano de que eles estavam presos e deveriam ser
levados a ele. Mas os quatro Hobbits adiantaram-se aos seus captores e
foram até Beirágua, onde eles reuniram seus companheiros Hobbits para
se levantarem contra os Homens do Chefe. Na Batalha de Beirágua, em 3
de Novembro, os Hobbits derrotaram os Homens do Chefe e os expulsaram
do Condado.

Frodo então foi a Bolsão e encontrou Saruman. O Mago exultou-se com a
destruição que causara, e alguns dos Hobbits no local exigiram sua
morte. Mas Frodo declarou que a vida de Saruman deveria ser poupada e o
ordenou a partir. Saruman tentou apunhalar Frodo, e ainda assim Frodo
não permitiu que os outros matassem o outrora grande Mago.

Saruman ficou de pé e olhou para Frodo. Havia uma expressão estranha
em seus olhos, um misto de surpresa, respeito e ódio. “Você cresceu,
Pequeno” disse ele. “Sim, você cresceu muito. É sábio e cruel. Roubou a
doçura de minha vingança, e agora parto amargurado, em dívida para com
a sua clemência. Odeio você e sua demência! Bem, vou embora e não o
incomodarei mais. Mas não espere de mim que lhe deseje saúde e vida
longa. Não terá nenhuma das duas coisas. Mas isso não será por obra
minha. Estou apenas prevendo.”

O Retorno do Rei: “O Expurgo do Condado,” p. 302

Saruman preparou-se para partir e ordenou a Gríma que o acompanhasse, e
Frodo disse a Gríma que ele poderia permanecer, se desejasse. Saruman
revelou que Gríma havia matado Lotho, e quando Gríma replicou que ele o
fizera por ordem de Saruman, Saruman o ridicularizou e chutou-o no
rosto. Então Gríma saltou sobre Saruman e cortou-lhe o pescoço. Saruman
morreu e seu espírito deixou seu corpo, para nunca mais voltar para a
Terra-média, nem para as Terras Imortais de onde ele viera.
Para assombro daqueles que estavam por ali, uma névoa cinzenta
formou-se ao redor do corpo de Saruman, subindo lentamente a uma grande
altura, como fumaça de uma fogueira, e como um vulto pálido pairou
sobre a Colina. Por um momento hesitou, olhando para o Oeste; mas do
Oeste veio um vento gélido, e o vulto curvou-se, e com um suspiro
dissolveu-se em nada.

Frodo olhou para o corpo com pena e terror, pois enquanto olhava
pareceu que de repente longos anos de morte se relevavam nele, e o
corpo encolheu, e o rosto enrugado transformou-se em trapos de pele
sobre um crânio hediondo. Erguendo a barra da capa suja que estava
caída ao lado dele, Frodo o cobriu, e deu-lhe as costas.

O Retorno do Rei: “O Expurgo do Condado,” p. 303

Fontes Adicionais

O Silmarillion: “Dos Anéis de Poder e da Terceira Era” (p.
382-86 ) fala sobre os primeiros encontros do Conselho Branco e da
decepção de Saruman.

Contos Inacabados: “O Desastre dos Campos de Lis” (p.312-13) menciona a descoberta do estojo do Anel e da Elendilmir por Saruman.
“A Caçada ao Anel” dá diferentes versões sobre a visita do Rei-bruxo a
Saruman e inclui o ensaio “Acerca de Gandalf, de Saruman e do Condado”
sobre o uso que Saruman fazia da erva-de-fumo e de seus espiões no
Condado.
“As Batalhas dos Vaus do Isen” dá mais detalhes sobre o controle que
Gríma exercia sobre Théoden, bem como a estratégia militar de Saruman,
e o “Apêndice” fala sobre a ocupação de Isengard por Saruman.
“Os Istari” dá informações adicionais sobre Saruman como Curumo, o Maia de Aulë.
“Os Palantíri” possui informações gerais sobre o funcionamento dos Palantíri bem como sobre a Pedra de Orthanc de Saruman.

The History of Middle-earth, vol. X, Morgoth’s Ring (p. 418-19) menciona o cruzamento entre Orcs e Homens realizado por Saruman.

Datas Importantes



1000

Por volta dessa época Saruman chega a Terra-média.

1100
O Sábio descobre que um poder maligno construiu uma fortaleza em Dol Guldur, na Floresta das Trevas.

2060
O Sábio teme que o poder em Dol Guldur seja Sauron.

2463
O Conselho Branco é formado e Saruman torna-se presidente do mesmo.

2759
Saruman estabelece residência em Isengard.

2851
O Conselho Branco se reúne. Gandalf relata que Sauron está em Dol
Guldur e propõe um ataque, mas Saruman rejeita. Saruman começa a
desejar o Um Anel para si e começa a procura-lo nos Campos de Lis.

2939
Saruman descobre que os servos de Sauron estão procurando pelo Um Anel nos Campos de Lis.

2941
O Conselho Branco se reúne. Saruman concorda em atacar Dol Guldur,
esperando prevenir que Sauron encontre o Um Anel. O Conselho Branco
expulsa Sauron de Dol Guldur.

2942
Sauron vai, em segredo, para Mordor.

2951
Sauron declara-se abertamente em Mordor.

2953
O Conselho Branco se reúne pela última vez. Saruman mente para o
Conselho, dizendo que ele descobriu que o Anel foi levado Anduin abaixo
até o Mar. Ele fortifica Isengard e começa a espionar Gandalf, e envia
agentes para Bri e para o Condado.

2990
Por volta dessa época Sauron pode ter começado a cruzar Orcs e Homens.

3000
Saruman usa o Palantír de Orthanc e é seduzido por Sauron, tornando-se
um traidor para o Conselho. Saruman descobre com seus espiões que os
Guardiões estão protegendo o Condado.

3001
Os Guardiões duplicam sua guarda sobre o Condado.

3014
O Rei Théoden de Rohan começa a cair sob influência de Saruman através de seu agente Gríma Língua de Cobra.

3018
10 de Julho: Saruman aprisiona Gandalf em Isengard

18 de Setembro: Gandalf é resgatado do pináculo de Orthanc por Gwaihir.

3019

8 de Janeiro:
um grupo de crebain sobrevoa a Sociedade
em Eregion. Os pássaros podem ter levado notícias sobre a jornada do
Portador do Anel para Saruman.

25 de Fevereiro: As forças de Saruman atacam os Rohirrim e conseguem matar Théodred, o filho do Rei, na Primeira Batalha dos Vaus do Isen.
26 de Fevereiro: Uma companhia de Uruk-hai de Saruman ataca a Sociedade no Amon Hen, e capturam Merry e Pippin.
29 de Fevereiro: Os Uruk-hai são mortos pelos Cavaleiros de Éomer. Merry e Pippin escapam para a Floresta de Fangorn e encontram Barbárvore.

2 de Março: As forças de Saruman derrotam os Cavaleiros de
Erkenbrand na Segunda Batalha dos Vaus do Isen e continuam em direção
ao Abismo de Helm. Gandalf liberta Théoden da influência de Saruman e
Théoden decide cavalgar para a guerra contra Saruman. Barbárvore e os
Ents também decidem ir à guerra e marcham para Isengard. Os Ents chegam
à noite e Saruman se tranca em Orthanc enquanto Isengard é destruída.
3 de Março: A Batalha do Abismo de Helm começa. Os Ents completam a destruição de Isengard.
4 de Março: As forças de Saruman são derrotadas ao amanhecer no Abismo de Helm.
5 de Março: Gandalf e Théoden conversam com Saruman. Gandalf
quebra o cajado de Saruman e o expulsa da Ordem dos Magos. Gríma atira
o palantír para baixo. Saruman é aprisionado em Orthanc.

15 de Agosto: Barbárvore liberta Saruman de Orthanc. Saruman e Gríma se dirigem para o norte.
28 de Agosto: Os Hobbits e Gandalf encontram Saruman na estrada. Saruman e Gríma partem em direção ao Condado.

22 de Setembro: Saruman chega ao Condado. Ele se dirige a Bolsão e toma o comando de Chefe de Lotho Sacola-Bolseiro.

3 de Novembro: Os Hobbits derrotam os Homens de Saruman na Batalha de Beirágua. Frodo poupa a vida de Saruman, mas o Mago é morto por Gríma.

Nomes e Títulos

Saruman o Branco
O nome Saruman significa “Homem Habilidoso”. Este era seu nome na lingua dos Homens do Norte. No Inglês Antigo, a palavra searu
significa tanto “arte, habilidade, inteligência, perspicácia” quanto
“artifício, truque, cilada, emboscada, trama, traição”. A cor original
de Saruman era branca, e ele usava mantos brancos.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 427, 430, 512 – nota 6; Old English Made Easy

Curunír
Curunír significa “O das invenções astuciosas” ou “homem de habilidade ou arte” em Sindarin. O elemento curu significa “arte, habilidade” e nír é uma forma lenizada de dir, uma terminação masculina. Ele também era Chamado de Curunír ‘Lân, onde ‘Lân vem de glân, significando “branco”.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 427, 430 e Glossário
The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entry for DER and KUR
Selected Sindarin Vocabulary

Curumo

Curumo
é o equivalente Quenya de Curunír. Este é o nome pelo qual Saruman era conhecido como Maia.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 432-3, 512 – nota 6.

Mensageiro Branco
Quando Saruman chegou a Terra-média ele era referido como o Mensageiro Branco, por causa que ele era um mensageiro dos Valar e usava branco.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 427-8

Chefe da Ordem dos Magos
Saruman era o Chefe da Ordem dos Magos, que também incluía Gandalf, Radagast e os Magos Azuis.
A Sociedade do Anel: “A sombra do passado,” p. 49
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 427

Presidente do Conselho Branco
Após a formação do Conselho Branco – composto pelos principais Magos e Elfos – Saruman tornou-se o Presidente do Conselho Branco.
A Sociedade do Anel: “A sombra do passado,” p. 49

Saruman, o Sábio
Saruman era chamado – e se auto-denominava – Saruman, o Sábio.
A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 265, 274

Saruman, o Fazedor de Anéis
Saruman refere-se a si mesmo dessa forma pois ele fez pelo menos um Anel de Poder menor.
A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 274

Saruman de Muitas Cores
Saruman abandonou sua cor original, branco, em favor de um manto de várias cores que se alteravam.

“Branco!” zombou ele. “Serve para começar. O pano branco pode ser
tingido. Pode-se escrever sobre a página em branco; a luz branca pode
ser decomposta.”

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 274

Chefe
Saruman chegou ao Condado em Setembro de 3019 e tomou o comando como Chefe de Lotho Sacola-Bolseiro. Ele também era chamado de Patrão.
O Retorno do Rei: “O expurgo do Condado,” p. 279

Charcote
Saruman também era chamado de Charcote por
seu povo em Isengard, bem como pelos Homens do Chefe no Condado.
Saruman acreditava que era um termo de afeto, mas era provavelmente
derivado da palavra Órquica sharkû, significando “homem velho”
O Retorno do Rei: “O expurgo do Condado,” p. 286

 
Traduzido de: The Thain’s Book

Gandalf

Gandalf era um membro da Ordem dos Magos enviada para a Terra-média
para se opor à Sauron. Durante seus 2.000 anos na Terra-média, Gandalf
compreendeu e amou as regiões e seus povos, particularmente os Hobbits.
Gandalf trabalhou incessantemente para conter os planos de Sauron, que
pretendia dominar a Terra-média, e ele colocou em movimento uma série
de eventos que no final das contas resultaram na queda do Senhor do
Escuro.
 
 
Gandalf era um dos Maiar, espíritos que ajudavam e serviam os Valar.
Quando ele viveu nas Terras Imortais, ele era conhecido como Olórin, e
era o mais sábio dos Maiar. Algumas vezes ele caminhava invisível entre
os elfos, ou como um deles, e compartilhava sabedoria e belas visões
com eles. Durante muito tempo, Olórin morou em Lórien, os jardins do
Vala Irmo, do qual a floresta de Lothlórien na Terra-média possuía seu
nome. Olórin também visitava freqüentemente Nienna em seu lar, no
distante oeste perto das muralhas do mundo. É dito que Olórin adquiriu
a piedade e paciência de Nienna. Mas Olórin parecia ser mais
proximamente associado com os Valar Manwe e Varda, e foram eles que
enviaram Olórin para a Terra-média por volta do ano 1.000 da Terceira
Era.

Os Maiar que foram enviados pelos Valar para a Terra-média receberam
corpos de homens velhos, e ficaram conhecidos como Istari, ou Magos.
Sua missão era ajudar os povos livres da Terra-média a fazer oposição a
Sauron sem procurar dominação ou poder para si mesmos. Olórin foi o
último dos cinco Magos a chegar aos Portos Cinzentos, na região
noroeste da Terra-média. Lá Círdan o Armador lhe deu Narya, um dos Três
Anéis Élficos, dizendo:

“Tome este anel, Mestre” – disse ele –, “pois seus trabalhos serão
árduos; mas ele irá ajudá-lo na cansativa missão que você tomou para
si, Pois este é o Anel de Fogo, e com ele você poderá reacender
corações num mundo que se esfria. Mas, quanto a mim, meu coração está
com o Mar, e vou morar nas praias cinzentas até que zarpe o último
navio. Vou aguardar você.”

Apêndice B: “O conto dos anos,” p. 374

Entre os Homens, Olórin ficou conhecido como Gandalf o Cinzento, e os
Elfos o chamavam de Mithrandir, o Peregrino Cinzento. Ele andou por
todos os lugares através da Terra-média e não possuía residência fixa.
Ele possuía uma longa barba branca e sobrancelhas espessas, e usava um
pontudo chapéu azul, um cachecol prateado e uma longa capa cinza.

Por volta do ano 1100, os Magos e os líderes dos Elfos descobriram que
um poder maligno havia construído uma fortaleza em Dol Guldur, na
Floresta das Trevas. Nessa época, eles pensaram que fosse um dos
Nazgûl. Mas a sombra que atacou a floresta cresceu, e por volta de 2060
Gandalf temeu que pudesse ser o retorno de Sauron, que havia sido
derrotado no fim da Segunda Era. Gandalf foi até Dol Guldur em 2063
para investigar, e Sauron fugiu, escondendo-se no Leste.

A Paz Vigilante durou até 2460, quando Sauron retornou com força
ampliada para Dol Guldur. Três anos mais tarde, o Conselho Branco foi
formado, formado pelos principais Magos e Elfos. O líder do Conselho
Branco era Saruman, que era o chefe da ordem dos Magos. Galadriel
sugeriu que Gandalf liderasse o Conselho, mas Gandalf recusou pois ele
não queria ficar em obrigação com ninguém ou nada exceto sua verdadeira
missão na Terra-média.

Gandalf retornou para Dol Guldur disfarçado em 2850 e encontrou Thrain,
pai de Thorin Escudo de Carvalho, na masmorra. Thrain deu à Gandalf um
mapa da Montanha Solitária e uma chave para sua porta secreta antes de
morrer. Gandalf descobriu que a presença maligna em Dol Guldur era de
fato Sauron e ele incitou o Conselho Branco a tomar uma ação, mas
Saruman o rejeitou.

A despeito da decisão do líder de sua ordem, Gandalf ficou preocupado
com a presença de Sauron. Ele temia que o dragão Smaug, que havia
tomado a Montanha Solitária dos Anões, poderia ser usado como uma arma
por Sauron para espalhar a destruição no norte e permitir que ele
atacasse Valfenda e Lothlórien.

Por acaso, em um dia de Março de 2941, Gandalf conheceu o filho de
Thrain, Thorin Escudo de Carvalho, em Bri. Thorin desejava retomar a
Montanha Solitária de Smaug, e Gandalf viu uma oportunidade de livrar o
norte da ameaça do Dragão, então juntos eles traçaram um plano. Thorin
reuniu um grupo de doze Anões enquanto Gandalf escolheu um Hobbit para
ser o décimo quarto membro do grupo. Isso se revelou como uma das
decisões-chave que vieram a causar a queda de Sauron.

Gandalf era o único entre os Sábios com interesse pelos Hobbits. Não se
sabe quando ele fez sua primeira visita ao Condado, mas ele aparecia lá
de tempos em tempos e era famoso entre os Hobbits, especialmente por
seus fogos de artifício. Ele também foi responsabilizado por fazer com
diversos rapazes e moças embarcassem em aventuras. Gandalf veio ao
auxílio do Hobbits durante o Inverno Mortal de 2911 e ficou
impressionado com a coragem deles e com a piedade que tinham um com os
outros diante de uma grande dificuldade. Ele também sabia que os
Hobbits eram furtivos, uma qualidade que ele julgou ser útil para
infiltrar-se no covil do Dragão.

O Hobbit em particular que ele escolheu para a missão foi Bilbo
Bolseiro. Gandalf conhecia e admirava a mãe de Bilbo, Beladona Tûk, e
lembrou-se de Bilbo como um ansioso e curioso jovem Hobbit. Mas quando
o mago chegou a Bolsão em uma manhã no fim de Abril de 2941 e descobriu
que Bilbo havia se estabelecido em uma existência confortável e que o
mesmo dizia ter perdido o interesse por aventuras.

No entanto, Gandalf marcou a porta de Bilbo com um sinal indicando que
Bilbo era um ladrão procurando trabalho, pois foi isso que ele disse
aos Anões. Os treze Anões chegaram a Bolsão na manhã seguinte em tempo
para o chá. Thorin não ficou satisfeito com a escolha de Gandalf por um
ladrão e disse isso ao mago mais tarde, naquela noite. Mas Gandalf
possuía uma forte sensação de que Bilbo precisava ir nessa missão e ele
manteve sua decisão até que Thorin relutantemente aceitou. Na manhã
seguinte, 27 de Abril, Gandalf mandou Bilbo correr porta afora de sua
casa para se juntar à missão da Montanha Perdida.

Quando Bilbo e os Anões foram capturados por Tom, Bert e William,
Gandalf enganou os três Trolls, discutindo sobre como cozinhar suas
presas, até que o sol nasceu e transformou os três Trolls em pedra.
Entre o tesouro dos Trolls, gandalf encontrou a espada Glamdring, o
Martelo do Inimigo, que outrora pertencera ao Rei de Gondolin.

Gandalf liderou a companhia até Valfenda, onde Elrond interpretou as
runas no mapa da Montanha Solitária. Após um breve descanso, a
companhia partiu rumo às Montanhas Sombrias. Eles procuraram abrigo de
uma tempestade em uma caverna no Passo Alto, e os Anões e Bilbo foram
capturados por Orcs. Gandalf ouviu os Orcs chegando e escapou da
captura. Ele veio ao resgate de seus companheiros e decapitou o
Grão-Orc com Glamdring. Gandalf guiou a companhia através dos túneis
até a saída no lado leste das Montanhas Sombrias, mas eles descobriram
que Bilbo não estava mais com eles.

Para alívio do grupo, Bilbo apareceu pouco tempo depois. Bilbo foi
evasivo a respeito de como ele havia conseguido escapar e Gandalf
suspeitou que havia mais coisas em sua história e ele mais tarde tentou
descobrir a verdade. Quando Bilbo mencionou o Anel mágico que ele
encontrara pela primeira vez, ele disse que Gollum havia pretendido dar
o Anel de presente para ele como uma recompensa caso ele vencesse o
Jogo de Adivinhas. Gandalf eventualmente conseguiu a história
verdadeira de Bilbo e o perturbou com o fato do Hobbit ter mentido, ao
contrario de sua natureza. Somente muitos anos mais tarde que Gandalf
soube o quão séria era a questão do Anel mágico de Bilbo.

Quando Thorin e Companhia continuaram em sua jornada, eles foram
atacados por Wargs. Gandalf fez com que eles subissem nas árvores e
eles foram resgatados pelas Águias, cujo senhor Gandalf remediara
outrora de um ferimento de flecha. Gandalf então liderou a companhia
até a casa de Beorn e até os limites da Floresta das Trevas. Lá o mago
disse aos seus companheiros que ele possuía uma missão urgente no Sul e
que eles precisavam prosseguir até a Montanha Solitária sem ele.

No fim do verão de 2941, o Conselho Branco se reuniu e gandalf
novamente advertiu que era necessário tomar uma ação contra Sauron.
Dessa vez saruman concordou, e o Conselho atacou Dol Guldur, e Sauron
fugiu diante deles.

Gandalf voltou para o norte e chegou na Montanha Solitária para
descobrir que Smaug estava morto, mas os Anões estavam sitiados na
montanha por exércitos dos homens de Vale e de Elfos da Floresta. Uma
noite, Bilbo apareceu da montanha trazendo consigo e Pedra Arken, que
ele deu aos líderes dos Homens e Elfos como um objeto de barganha para
acabar com o problema. Gandalf impressionou-se com o esforço
diplomático do Hobbit, mas o conflito não se resolveu até que um
exército de Orcs e Wargs apareceu, e Gandalf convenceu os Anões, Homens
e Elfos a se unirem contra o inimigo.

Após a Batalha dos Cinco Exércitos, gandalf viajou com Bilbo para o
Condado. No caminho, eles pararam em Valfenda, onde Gandalf e Elrond
discutiram o ataque à fortaleza de Sauron na Floresta das Trevas.

“Em breve agora” – Gandalf estava dizendo -, a “Floresta ficará, de
certo modo, mais segura. O norte estará livre daquele horror por muitos
longos anos, espero. Mesmo assim, gostaria que ele fosse banido do
mundo.”

O Hobbit: “A última etapa,” p. 286

Sem o conhecimento de Gandalf e do Conselho Branco, Sauron havia se
preparado para o ataque, e escapou para a segurança de Mordor, onde os
Nove Espectros do Anel o aguardavam. Em 2951, Sauron declarou-se
abertamente e começou a reconstruir a Torre Negra de Barad-dûr. O
Conselho Branco se reuniu novamente e discutiu as tentativas de Sauron
de encontrar o Um Anel que ele fizera e que continha muito de seu
poder. Saruman, que era versado sobre Anéis de Poder, garantiu ao
Conselho que o Um Anel caíra há muito tempo atrás no Anduin e sido
carregado até o Mar, onde Sauron jamais o encontraria.

Gandalf aceitou a sabedoria de seu superior, mas permaneceu preocupado.
Ele continuou visitando Bilbo no Condado e achou estranho o fato do
Hobbit não aparentar envelhecimento conforme os anos passavam. Isso,
junto com a descoberta de que Bilbo mentira sobre seu encontro com
Gollum, fez Gandalf questionar-se se o Anel mágico seria mais poderoso
do que ele pensara.

Na esperança de descobrir como Gollum havia adquirido o Anel, Gandalf
saiu à procura da criatura. Gollum saíra das Montanhas Sombrias, e seu
caminho eventualmente o levou através da Floresta das Trevas até a
Cidade do Lago e novamente de volta. Os Elfos da Floresta rastrearam
Gollum, mas perderam seu rastro quando ele virou para o Sul. Gandalf
então decidiu abrir mão da caçada por Gollum, do que mais tarde ele se
arrependeu quando soube que a criatura havia sido levada até Mordor.

Em Setembro de 3001, Gandalf retornou ao Condado para ao aniversário de
111 anos de Bilbo. 22 de Setembro também era aniversário de seu
herdeiro, Frodo Bolseiro, que estava chegando à maturidade nesse ano.
Gandalf viera para fornecer fogos de artifício para a festa e também
para despedir-se de seu velho amigo Bilbo que estava planejando deixar
o Condado após a festa.

Gandalf não ficou contente com o uso que Bilbo fez do Anel mágico para
desaparecer diante dos olhos de seus convidados, mas ele ficou ainda
mais incomodado com o comportamento do Bilbo mais tarde. O Hobbit disse
para Gandalf que ele começava a se sentir fino e esticado. Quando
chegou o momento de deixar o Anel para Frodo, Bilbo ficou estranhamente
relutante em fazê-lo. Ele ficou zangado com Gandalf e chamou o Anel de
seu Precioso, como Gollum fazia. Lentamente, Gandalf conseguiu ajudar
seu velho amigo a deixar o Anel e Bilbo imediatamente sentiu como se
uma carga houvesse sido livrada dele.

Gandalf, porém, tornou-se cada vez mais preocupado. Ele temia que o
Anel de Bilbo era o Um Anel forjado pelo Senhor do Escuro, Sauron, e
decidiu que ele precisava aprender mais sobre as origens do Anel.
Gandalf chamou Aragorn, um Guardião do Norte e Herdeiro de Isildur e
dos reis de antigamente. Ele havia conhecido Aragorn em 2956, e o Mago
e o Guardião tornaram-se amigos e aliados. Aragorn sugeriu que eles
deveriam retomar a caçada por Gollum, e durante vários anos eles o
fizeram sem sucesso.

Gandalf visitou Minas Tirith em uma ocasião, procurando informação
sobre a queda de Sauron e de Isildur, que cortara o Anel da mão de
Sauron. Denethor, o regente de Gondor, relutantemente concedeu a
Gandalf acesso aos arquivos, apesar dele desconfiar do Mago. O filho de
Denethor, Faramir, porém, estava ávido por aprender com Gandalf. Em
3017, gandalf retornou para Minas Tirith, lembrando-se de que Saruman
uma vez mencionara que haviam sinais no Um Anel. Ele encontrou um
pergaminho escrito por Isildur descrevendo a inscrição que aparecia no
Um Anel quando o mesmo estava quente: “Um Anel para a todos governar,
Um Anel para encontrá-los, Um Anel para a todos trazer e na escuridão
aprisioná-los”.

Gandalf recebeu notícia de que Aragorn capturara Gollum, então ele foi
até a Floresta das Trevas para interrogar a criatura. Ele descobriu que
o Anel havia sido encontrado no Anduin próximo aos Campos de Lis, onde
Isildur havia caído. Ele também descobriu que Gollum havia sido um
Hobbit chamado Sméagol que matou seu amigo Déagol para obter o Anel, e
que ele se escondera nas Montanhas Sombrias por 500 anos, antes de
Bilbo encontrá-lo.

Em Abril de 3018, Gandalf retornou ao Condado e contou a Frodo de sua
suspeita. Ele então realizou o teste final e jogou o Anel na lareira,
revelando a inscrição que provava que aquele era de fato o Um Anel.
Frodo ofereceu o Anel a Gandalf, mas o mago recusou.

“Não!” – gritou Gandalf, levantando-se de repente. “Com esse poder
eu teria um poder grande e terrível demais. E comigo o Anel ganharia
uma força ainda maior e mais fatal.” – Seus olhos brilharam e seu rosto
se acendeu como se estivesse iluminado por dentro. “Não me tente! Pois
eu não quero ficar como o próprio Senhor do Escuro. Mas o caminho do
Anel até meu coração é através da piedade, piedade pela fraqueza e pelo
desejo de ter forças para fazer o bem. Não me tente! Não ouso toma-lo,
nem mesmo para mantê-lo a salvo, sem uso. O desejo de controlá-lo seria
grande demais para minhas forças. E vou precisar delas. Grandes perigos
me esperam”.

A Sociedade do Anel: “A sombra do passado,” p. 63

Gandalf disse a Frodo que ele iria ajudá-lo da melhor maneira que
pudesse, mas estava nas mãos de Frodo decidir o que fazer. Quando
voluntariou-se a carregar o Anel para fora do Condado a fim de salvar
seu lar da ira de Sauron, Gandalf ficou satisfeito e um tanto surpreso
com a resposta de seu amigo.

Foi decidido que Frodo iria deixar o Condado após seu aniversário em 22
de Setembro, e iria para Valfenda junto com Samwise Gamgi. Em 1º de
Maio, Gandalf encontrou-se com Aragorn no Vau Sarn e o informou de seus
planos. No final de Junho ele realizou outra viagem de reconhecimento
para a fronteira meridional, pretendendo voltarem poucos dias. Mas ele
ouviu rumores de guerra e da Sombra Negra, então ele tomou o Caminho
Verde até Bri, onde ele encontrou-se com um mago amigo, Radagast o
Castanho.

Radagast disse a Gandalf que Saruman havia enviado-o com a notícia de
que os Nove Espectros do Anel estavam procurando o Condado. Gandalf
decidiu ir ver Saruman imediatamente. Ele disse a Radagast para alertar
as aves e animais para reunir informações dos Espectros e levá-las para
Isengard. Gandalf então passou a noite no Pônei saltitante e deu ao
taberneiro, Cevado Carrapicho, uma mensagem para ser entregue a Frodo,
alertando-o a deixar o Condado imediatamente. Sem que Gandalf soubesse,
a mensagem foi esquecida e jamais entregue.

Quando Gandalf chegou a Isengard, ele descobriu que Saruman havia sido
corrompido pelo desejo por poder. Saruman sugeriu a Gandalf unir forças
com Sauron ou tomar mo Anel para eles. Quando Gandalf recusou, Saruman
o aprisionou no pináculo de Orthanc. De lá, Gandalf pôde ver que
Saruman havia destruído os jardins de Isengard e os substituído por
maquinarias e por um exército de Orcs e Wargs.

Em 18 de Setembro, Gwaihir, Senhor do Vento, veio a Isengard trazer
novidades de que Gollum escapara da Floresta das Trevas. A Grande Águia
resgatou Gandalf e o levou para Edoras, em Rohan. Lá Gandalf descobriu
que o Rei Théoden havia caído sob influência de Saruman. Théoden não
ouviu as advertências de Gandalf, mas mandou que escolhesse um cavalo e
fosse embora. Gandalf domou o magnífico Scadufax e cavalgou pra o norte
com toda velocidade.

Na Vila dos Hobbits, em 26 de Setembro, Gandalf descobriu com o Feitor
que Frodo havia deixado Bolsão a menos de uma semana. No dia seguinte,
ele encontrou a casa de Frodo em Cricôncavo, e descobriu que a mesma
havia sido saqueada e desesperou-se. Mas quando chegou a Bri ele ficou
radiante de alegria em saber que Frodo recém deixara a cidade em
companhia de Aragorn.

No Topo do vento, em 3 de Outubro, Gandalf encontrou os Nove Espectros
do Anel esperando por ele, e ele ficou sitiado nas ruínas da Torre de
Amon Sûl. Os brilhos de luz e fogo da batalha entre eles puderam ser
vistos a milhas de distância em volta. Na manhã do dia seguinte,
Gandalf escapou. Esperando desviar os Espectros do caminho de Frodo,
Gandalf tomou uma rota tortuosa através da Charneca Etten até Valfenda.

Gandalf chegou a Valfenda em 18 de Outubro e descobriu que o senhor
élfico Glorfindel já havia saído à procura de Frodo. Frodo chegou ao
Vau do Bruinen em 20 de Outubro e foi confrontado pelos Nove Espectros
do Anel. Elrond comandou o rio contra os Espectros, e Gandalf
incrementou as ondas com a forma de cavalos e pedras rolando.

Gandalf permaneceu ao lado da cama de Frodo enquanto o Hobbit se
recuperava do ferimento que ele recebera do Rei-bruxo no Topo do vento.
Em 25 de Outubro, o Conselho de Elrond foi organizado para determinar o
que fazer com o Anel. Gandalf disse ao Conselho como ele descobriu que
o Um Anel havia sido encontrado, e sobre a traição de Saruman. Foi
decidido que o Anel seria levado para Mordor e destruído, e Gandalf
disse que essa seria a última coisa de que Sauron suspeitaria.

“… que a tolice seja nosso disfarce, um véu diante dos olhos do
Inimigo! Pois ele é muito sábio, e pondera todas as coisas com
exatidão, nas balança de sua malícia. Mas a única medida que conhece é
o desejo, desejo de poder; e assim julga que são todos os corações. Seu
coração não cogita a possibilidade de qualquer um recusá-lo; de que,
tendo o Anel em mãos, vamos procurar destruí-lo. Se tentarmos fazer
isso, vamos despistá-lo.”

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 285

Frodo voluntariou-se para ser o Portador do Anel e Gandalf disse a seu amigo que iria acompanhá-lo. Elrond concordou, dizendo “… Gandalf deve partir, pois esta será sua maior tarefa, e talvez o fim de seus trabalhos.” (SdA,
p. 293) Gandalf persuadiu Elrond de que Merry e Pippin deveriam fazer
parte da Sociedade, pois ele acreditava que a amizade e a lealdade
deveriam ser consideradas acima da sabedoria e do poder. Os nove
membros da Sociedade deixaram Valfenda em 25 de Dezembro.

A Sociedade foi impedida de cruzar as Montanhas Sombrias através do
Passo do Chifre Vermelho por uma nevasca. Gandalf sugeriu uma rota
alternativa sob as montanhas, através das Minas de Moria. Aragorn foi
contra essa opção, pois ele tinha uma premonição de que algum perigo
esperava por Gandalf em Moria, mas ele concordou em aceitar a liderança
do Mago. Os outros também estavam relutantes, mas um ataque de Wargs os
persuadiu a procurar proteção nas Minas.

No Portão Oeste de Moria, em 13 de Janeiro, Gandalf tentou usar
diversas palavras para abrir as portas antes de perceber, a partir de
uma idéia de Merry, que a senha era dada na inscrição “Diga, amigo, e
entre”. Gandalf já havia entrado em Moria em outra ocasião, pelo Portão
Leste, então ele estava apto a liderar a Companhia através dos túneis.
Durante uma parada de descanso, enquanto Gandalf tentava determinar o
caminho certo a tomar, Pippin derrubou uma pedra dentro de um poço, e
tambores começaram a soar nas profundezas. Gandalf repreendeu Pippin,
chamando-o de “Tûk tolo”, mas então sentiu pena do jovem Hobbit e o
aliviou com a responsabilidade de ficar de guarda.

Na Câmara de Mazarbul, em 15 de Janeiro, Gandalf encontrou o Livro de
Mazarbul, registros da fracassada tentativa de Balin de recuperar
Moria. Justamente quando ele lia a última linha, “Eles estão chegando”,
tambores começaram a soar novamente e a Sociedade foi atacada. Eles
combateram os Orcs e então fugiram pela porta leste. Gandalf tentou
selar a porta com uma magia, mas ele sentiu uma presença opositora na
câmara, e a tentativa de detê-la custou-lhe muito esforço.

Na Ponte de Kahazad-dûm, Gandalf viu-se frente a frente com a presença
maligna. Era um Balrog, uma terrível criatura de sombras e chamas.
Gandalf disse a seus companheiros para fugirem e permaneceu na ponte
para enfrentar o Balrog.

“Você não pode passar, Sou um servidor do Fogo Secreto, que controla
a chama de Anor. Você não pode passar. O fogo negro não vai lhe ajudar
em nada, chama de Udun. Volte para a Sombra! Não pode passar.”

A Sociedade do Anel: “A Ponte de Khazad-dûm,” p. 351

Gandalf quebrou a espada do Balrog com Glamdring, e o Balrog saltou
sobre a ponte. Aragorn e Boromir começaram a vir em seu auxílio, mas
Gandalf golpeou a ponte com seu cajado, e quebrou a rocha sob os pés do
Balrog. O chicote flamejando do Balrog puxou Gandalf para a borda do
abismo, e, com um grito de “Fujam, seus tolos!”, caiu na escuridão enquanto seus amigos o observavam, indefesos.

O abismo era profundo, e Gandalf caiu por uma grande distância com o
Balrog, incendiado por suas chamas, até que eles chegaram a um lago
subterrâneo. O fogo do Balrog foi apagado, mas ele continuou combatendo
Gandalf nas cavernas muito abaixo dos fundamentos das montanhas. Então
eles escalaram a Escadaria Interminável até o pináculo do Pico de
Prata, onde eles travaram a Batalha do Pico, até que por fim Gandalf
jogou o Balrog para baixo, sobre a encosta da montanha.

Gandalf passou pela escuridão além do pensamento e do tempo. Como
Gandalf o Cinzento, ele morreu. Mas por que ele havia se sacrificado de
boa vontade, e fazendo isso ele colocou seu destino nas mãos de um
poder maior, Eru o mandou de volta para a Terra-média para completar
sua missão. Ele tornou-se Gandalf, o Branco, maior em sabedoria e
poder.

Gandalf acordou nu no cume do Pico de Prata. Mais uma vez Gwaihir veio
ao seu auxílio e o carregou para Lothlórien, onde ele foi vestido em
branco por Galadriel.

Gandalf sentiu o esforço de Frodo em resistir revelar a si mesmo para o
Olho de Sauron no Trono da Visão. O Mago rivalizou com o Senhor do
Escuro até que Frodo pôde se controlar e tirar o Anel. Esgotado por seu
embate com Sauron, Gandalf vagou profundamente em seus pensamentos.

Em 1º de Março, ele reuniu-se com Aragorn, Legolas e Gimli nos limites
da Floresta de Fangorn. Ele assegurou aos Três Caçadores que Merry e
Pippin estavam a salvo com Barbárvore, e disse que eles precisavam
agora virar suas atenções aos planos de Saruman de atacar Rohan.
Gandalf chamou Scadufax e eles cavalgaram para Meduseld, o palácio do
Rei Théoden.

Théoden estava sob profunda influência de seu conselheiro Gríma Língua
de Cobra, que era um agente de Saruman. Gandalf confrontou Gríma e
revelou-se como Gandalf o Branco. Ele encorajou Théoden a libertar-se
da traição e do desespero, e Théoden respondeu, tomando sua espada e o
governo de seu reino uma vez mais.

Théoden aceitou o conselho de Gandalf de que eles precisavam cavalgar
para a guerra contra Saruman imediatamente. No caminho para isengard
eles encontraram um batedor que lhes avisou que o exército de Saruman
havia cruzado o Isen. Gandalf disse a Théoden para levar os Rohirrim
para o Abismo de Helm e que ele iria encontrá-lo lá.

Gandalf saiu cavalgando rapidamente. Ele reuniu os sobreviventes das
Batalhas dos Vaus do Isen. Ele enviou alguns dos homens para se unirem
a Erkenbrand e a outros ele disse para enterrar os mortos e então
seguir Elfhelm para Edoras. Gandalf então cavalgou para Isengard, onde
os Ents haviam aprisionado Saruman. Pippin surpreende-se em ver seu
velho amigo, mas Gandalf estava com pressa, pois 10.000 Orcs se
aproximavam do Abismo de Helm. Gandalf soube com Barbárvore que muitos
Huorns já estavam seguindo o exército de Saruman, e Barbárvore
concordou em enviar mais para auxiliar. Gandalf então partiu à procura
de Erkenbrand.

Gandalf e Erkenbrand chegaram à Batalha do Abismo de Helm na alvorada
de 4 de Março, liderando 1.000 homens. Enquanto o Cavaleiro Branco
liderava o ataque, os homens selvagens se renderam e os Orcs fugiram
para a floresta de Huorns que chegara durante a noite, e nunca mais
foram vistos.

No dia seguinte, Gandalf e Théoden foram para Orthanc para conversar
com Saruman. Saruman tentou usar sua voz para persuadir aqueles que ali
se reuniam de que ele estava sendo tratado de maneira injusta, mas eles
não foram enganados. Gandalf revelou que ele era agora Gandalf o
Branco, e quebrou o cajado de Saruman, expulsando-o da ordem dos Magos
e do Conselho Branco. Então Gríma jogou o Palantír para fora de
Orthanc, e Pippin o pegou, mas Gandalf o tirou do Hobbit.

Mais tarde naquela noite, enquanto eles acampavam em Dol Baran, Pippin
tomou o palantír de Gandalf enquanto o mago dormia. O jovem Hobbit
olhou no palantír e foi confrontado por Sauron, que exigiu saber quem
ele era. Gandalf acordou quando Pippin gritou e ele restaurou o Hobbit
de seu estado de transe. Quando Pippin explicou o que ele havia visto,
Gandalf percebeu que Sauron acreditava que o Portador do Anel era
prisioneiro de Saruman. Então um Nazgûl alado voou sobre eles, e
Gandalf colocou Pippin em Scadufax e cavalgou a toda velocidade para
Minas Tirith.

Gandalf e Pippin chegaram a Minas Tirith em 9 de Março e tiveram uma
audiência com Denethor, o Regente de Gondor. Denethor questionou Pippin
a respeito da morte de seu filho Boromir. Gandalf discerniu que
Denethor estava especialmente interessado na missão da Sociedade e no
fato de que um Homem de maior posição que seu filho havia liderado a
companhia desde Moria.

No dia seguinte, o filho sobrevivente de Denethor, Faramir, retornou a
Minas Tirith perseguido por cinco Nazgûl alados. Gandalf saiu
cavalgando para encontrá-lo e expulsou os Nazgûl com um brilho de luz
de seu cajado. Faramir explicou que ele havia visto Frodo e Sam, e que
eles estavam dirigindo-se à Passagem de Cirith Ungol guiados por
Gollum. Gandalf ficou preocupado e temeroso, mas ele também sentiu uma
pequena esperança de que o Portador do Anel ainda possuía uma chance de
chegar ao seu destino, especialmente com a atenção de Sauron voltada
para Gondor. E apesar dele temer alguma traição de Gollum, ele sentia
que a criatura possuía um importante papel a desempenhar na missão de
Frodo.

Denethor estava irritado pelo fato de seu filho parecer dar mais
atenção ao conselho de Gandalf do que ao seu, e ele enviou Faramir para
fora novamente, para defender a passagem do rio. Mas as forças de
Sauron eram muito grandes, e eles eram liderados pelo Senhor dos
Nazgûl, que espalhou o medo no coração dos defensores. Faramir foi
forçado a retirar-se. Gandalf cavalgou ao seu auxílio, mas Faramir
decidiu permanecer com na retaguarda. No dia seguinte, gandalf
acompanhou as forças que saíram em auxílio das forças em retirada, e
Faramir foi levado de volta para Minas Tirith ferido e adoecido pelo
Hálito Negro.

Denethor desesperou-se e permaneceu ao lado da cama de seu filho
enquanto a cidade era sitiada, e Gandalf encarregou-se da defesa de
Minas Tirith. As forças inimigas esmagaram os portões da cidade. O
Senhor dos Nazgûl tentou entrar e as forças defensoras fugiram ante sua
presença, mas Gandalf permaneceu e negou entrada ao rei caído. Nesse
momento um galo cantou enquanto a alvorada surgia e trombetas soaram à
distância. Os Rohirrim haviam chegado ao auxílio de Gondor, e o Senhor
dos Nazgûl virou-se e saiu para liderar suas forças na batalha.

Então Pippin disse a Gandalf que Denethor estava erguendo uma pira
funerária para seu filho, apesar do mesmo ainda estar vivo. Gandalf foi
forçado a escolher entre perseguir o Senhor dos Nazgûl e salvar
Faramir. Ele seguiu Pippin até o Rath Dinen e saltou na pira, removendo
o corpo inconsciente de Faramir para segurança. Mas ele não pôde salvar
Denethor do desespero, pois o Regente havia olhado em seu palantír e
visto a destruição de Gondor nas imagens que Sauron lhe mostrara.
Denethor então se suicidou na pira em chamas. O Senhor dos Nazgûl foi
derrotado por Éowyn e Merry, mas Gandalf entristeceu-se, pois muitos,
incluindo o Rei Théoden, talvez morreram apenas por que ele havia sido
atrapalhado pela loucura de Denethor.

Após a Batalha dos Campos do Pellenor, os líderes se reuniram para
decidir o próximo movimento. Gandalf os advertiu que a vitória não
poderia ser conquistada por meio de armas, e que o melhor caminho seria
tentar distrair a atenção de Sauron para dar ao Portador do Anel tempo
para completar sua missão.

“Devemos caminhar de olhos abertos em direção a essa armadilha, com
coragem, mas com pouca esperança para nós mesmos. Pois, meus senhores,
pode muito bem acontecer que literalmente tombemos numa batalha negra
longe das terras viventes, de modo que mesmo se Barad-dûr for destruída
não viveremos para ver uma nova era. Mas considero que esta é nossa
tarefa. E isso é melhor do que perecer, de qualquer forma – como
certamente acontecerá, se ficarmos aqui parados – e saber na hora de
nossa morte que não vai haver uma nova era.”

O Retorno do Rei: “O último debate,” p. 150

O Exército do Oeste marchou em direção ao Portão negro, onde eles foram
recebidos pelo emissário de Sauron em 25 de Março. A Boca de Sauron
mostrou a eles a camisa de mithril de Frodo e exigiu que se rendessem
caso desejassem ver seu amigo novamente. A despeito de sua angústia,
Gandalf recusou, e o Exército do Oeste entrou na Batalha do Morannon
com as forças de Sauron. Então houve um grito terrível da Torre Negra e
os Homens do Oeste hesitaram, mas Gandalf os encorajou a permanecerem
firmes. As Torres dos Dentes e o Portão negro caíram e Gandalf gritou, “O reino de Sauron está terminado! O Portador do Anel cumpriu sua Demanda.” (RdR, p. 226)

Gandalf chamou Gwaihir e seus parentes e foi resgatar de Frodo e Sam
das ruínas de Mordor. Ele estava ao lado da cama dos Hobbits quando
eles acordaram. Aragorn pediu que Gandalf o coroasse Rei, pois ele
disse que o Mago foi “o promotor de tudo o que foi realizado, e esta vitória lhe pertence.” (RdR, p. 247)

Gandalf acompanhou os Hobbits boa parte do caminho até seus lares. Ele
sentiu que Frodo sofria, mas quando Frodo perguntou-se onde ele poderia
encontrar descanso, Gandalf não respondeu. Gandalf se despediu dos
Hobbits em Bri para ir visitar Tom Bombadil. Ele disse aos Hobbits que
problemas os aguardavam no Condado, mas eles deveriam lidar com isso
sozinhos.

“Vocês mesmos devem cuidar dos problemas de lá; foi para isso que
foram treinados. Ainda não entenderam? Meu tempo acabou: deixou de ser
a minha tarefa colocar as coisas em ordem, ou ajudar as pessoas a
fazerem isso. E quanto a vocês, meus caros amigos, não precisarão de
ajuda. Agora estão crescidos. Na verdade cresceram muito, e estão entre
os grandes, e agora deixei de temer por qualquer um de vocês.”

O Retorno do Rei: “A caminho de casa,” p. 276

A missão de Gandalf na Terra-média finalmente estava completa. De todos
os Istari enviados à Terra-média, apenas ele obteve sucesso em sua
missão de encorajar e ajudar os povos livres em sua luta contra Sauron
sem usar coerção ou procurar poder para si mesmo. Havia chegado o tempo
de ele voltar para as Terras Imortais, e, em 29 de Setembro de 3021,
ele foi aos Portos Cinzentos onde se encontrou com Galadriel e Elrond.

Frodo também estava lá, pois ele ganhara um lugar no barco que partiria
para o Oeste, onde ele poderia encontrar cura para suas feridas e
memórias. Acredita-se que Gandalf, como um emissário dos Valar, tenha
garantido-lhe esse favor a pedido de Arwen. Gandalf permitiu que Merry
e Pippin viessem ver a partida de seu amigo, e Sam também estava lá.
Assim que os Portadores do Anel subiram no barco, Gandalf disse:

“Bem, aqui finalmente, caros amigos, nas praias do Mar, chega o fim
de nossa sociedade na Terra-média. Vão em paz! Não pedirei que não
chorem, pois nem todas as lágrimas são um mal.”

O Retorno do Rei: “Os Portos Cinzentos,” p. 314

Então o barco partiu e Gandalf retornou para o Oeste de onde ele viera e nunca mais foi visto na Terra-média novamente.

Fontes Adicionais:

O Silmarillion: “Valaquenta: dos Maiar,” dá informações sobre o tempo de Olórin em Arda.
Contos Inacabados: “Os Istari” é uma explicação sobre a ordem
dos Magos, incluindo Gandalf. Fornece detalhes sobre o significado de
seus vários nomes.
“A busca de Erebor” encontrado no Contos Inacabados e em uma versão um pouco diferente no The Annotated Hobbit dá explicações mais detalhadas sobre os motivos que levaram Gandalf a escolher Bilbo para a missão da Montanha Solitária.
As Cartas de J.R.R. Tolkien: A Carta 156 discute o sacrifício de
Gandalf e seu retorno como Gandalf o Branco, e a Carta 246 menciona os
papéis de Arwen e Gandalf em permitir que Frodo navegasse para o Oeste.

Datas Importantes:





1000

Gandalf chega à Terra-média e recebe Narya por volta dessa época.

1100
O Sábio descobre que um poder maligno construiu uma fortaleza em Dol Guldur, na Floresta das Trevas.

2060
O Sábio teme que o poder em Dol Guldur possa ser Sauron.

2063
Gandalf vai à Dol Guldur para investigar e Sauron foge para o Leste.

2460
Sauron retorna com força maior para Dol Guldur.

2463
O Conselho Branco é formado. Gandalf é mum dos membros.

2758
Gandalf auxilia os Hobbits durante o Inverno Mortal.

2850
Gandalf retorna à Dol Guldur e descobre que a presença maligna é
Sauron. Gandalf encontra Thrain na masmorra e recebe dele o mapa e a
chave da Montanha Solitária.

2851
O Conselho Branco se reúne. Gandalf reporta que Sauron está em Dol Guldur e propõe um ataque, mas Saruman rejeita.

2941
15 de Março: Gandalf encontra Thorin Escudo de Carvalho em Bri e eles desenvolvem um plano para retomar a Montanha Solitária de Smaug.

Início de Abril: Gandalf visita o Condado e fica sabendo que Bilbo havia saído, através de seu jardineiro, Holman.
25 de Abril: Gandalf visita Bolsão e encontra Bilbo desinteressado em aventuras.
26 de Abril: Uma festa inesperada em Bolsão com treze Anões e um Mago.
27 de Abril: Gandalf coloca Bilbo para fora de casa e o Hobbit parte para a Montanha Solitária com Thorin e Companhia.

Fim de Maio: Gandalf engana os Trolls Tom, Bert e William,
argumentando com eles até amanhecer, quando eles se transformaram em
pedra. Gandalf adquire Glamdring do tesouro deles.

Junho: Gandalf lidera Thorin e Companhia até a casa de Elrond em Valfenda.

Verão: Gandalf resgata Bilbo e os Anões dos Orcs nas Montanhas
Sombrias, e degola o Grão-Orc. Bilbo se separa de seus companheiros.
Ele encontra o Um Anel e conhece Gollum. Bilbo escapa e se reencontra
com Gandalf e os Anões.

Fim do Verão – Início do Outono: Gandalf se separa de Thorin e
Companhia e parte para o sul para uma reunião do Conselho Branco. Ele
convence o Conselho a atacar Dol Guldur e Sauron foge.

Fim do Outono – Começo do Inverno: Gandalf chega à Montanha
Solitária e descobre que Homens e Elfos vieram para repartir o tesouro
do dragão. Thorin recusa. Bilbo tenta resolver impasse trazendo a Pedra
Arken para Bard e o Rei Thranduil. Orcs e Wargs das Montanhas Sombrias
atacam, e Anões, Elfos e Homens se unem na Batalha dos Cinco Exércitos.

Metade do inverno até Iule: Na jornada de volta, Gandalf e Bilbo visitam Beorn.

2942
Sauron retorna para Mordor

1º de Maio: Gandalf e Bilbo chegam a Valfenda.

22 de Maio: Bilbo e Gandalf chegam ao Condado.

2944
Gollum sai das Montanhas Sombrias.

2949
Gandalf e Balin visitam Bilbo no Condado.

2951
Sauron se declara abertamente em Mordor e começa a reconstruir
Barad-dûr. O rastro de Gollum é perdido quando ele se vira em direção a
Mordor e Gandalf não continua perseguindo-o.

2953
O Conselho Branco se reúne para discutir sobre Sauron. Saruman convence o Conselho de que o Um Anel está perdido para sempre.

2956
Gandalf se conhece Aragorn e eles tornam-se amigos e aliados.

3001
Gandalf comparece à festa de despedida de Bilbo e suspeita da natureza
do Anel de Bilbo. Ele procura a ajuda de Aragorn e juntos eles começam
a procurar por Gollum.

3004
Gandalf visita Frodo no Condado várias vezes durante os próximos quatro anos.


3008
Gandalf visita Frodo pela última vez durante muito anos.

3009
Gandalf e Aragorn retomam a caçada por Gollum.

3017
Em Minas Tirith, Gandalf encontra um pergaminho escrito por Isildur descrevendo o Um Anel.

3018
23 de Março: Gandalf chega à Floresta das Trevas e começa a interrogar Gollum.
29 de Março: Gandalf deixa a Floresta das Trevas e parte em direção ao Condado.

12 de Abril: Gandalf chega ao Condado.
13 de Abril: Gandalf determina que o Anel de Bilbo é o Um Anel a
partir de sua inscrição e conta sua história a Frodo. Frodo se oferece
para deixar o Condado com o Anel.

1 de Maio: Gandalf se encontra com Aragorn no Vau Sarn e conta a ele o plano de Frodo de deixar o Condado em Setembro.

Fim de Junho: Gandalf se encontra com Radagast próximo a Bri e
descobre que os Nove Espectros do Anel estão à solta. Ele parte para
Isengard para consultar Saruman.

10 de Julho: Gandalf é aprisionado por Saruman em Isengard.

18 de Setembro: Gandalf é resgatado do pináculo de Orthanc por Gwaihir.
19 de Setembro: Gandalf chega a Edoras e tem sua entrada recusada.
20 de Setembro: Gandalf consegue uma audiência com o Rei Théoden, que lhe diz para pegar um cavalo e partir.
21 de Setembro: Gandalf vê Scadufax, mas o cavalo não permite sua aproximação.
22 de Setembro: Gandalf segue Scadufax e o alcança.
23 de Setembro: Gandalf consegue domar Scadufax e parte de Rohan.
24 de Setembro: Gandalf cruza o Isen.
27 de Setembro: Gandalf cruza o Rio Cinzento.
28 de Setembro: Gandalf chega ao Vau Sarn.
29 de Setembro: Gandalf visita o Feitor e descobre que Frodo partiu de Bolsão em 23 de Setembro.
30 de Setembro: Gandalf encontra a casa em Cricôncavo saqueada e descobre que Frodo partiu de Bri com Aragorn.
1 de Outubro: Gandalf parte de Bri.
3 de Outubro: Gandalf enfrenta os Nove Espectros do Anel no Topo do Vento.
4 de Outubro: Gandalf escapa do Topo do vento ao amanhecer.
18 de Outubro: Gandalf chega em Valfenda.
20 de Outubro: Frodo chega ao Vau do Bruinen perseguido pelos
Nove Espectros do Anel. Elrond comanda o Bruinen a se erguer contra
eles com a ajuda de Gandalf.
24 de Outubro: Frodo acorda.
25 de Outubro: O Conselho de Elrond.

18 de Dezembro: Gandalf convence Elrond a incluir Merry e Pippin na Sociedade.
25 de Dezembro: A Sociedade parte de Valfenda.

3019
13 de Janeiro: A Sociedade entra em Moria.
15 de Janeiro: Gandalf enfrenta o Balrog na Ponte de Khazad-dûm e cai no abismo.
23 de Janeiro: Gandalf e o Balrog sobem a Escadaria Interminável até o topo do Pico de Prata.
25 de Janeiro: Gandalf empurra o Balrog montanha abaixo. Gandalf morre e seu corpo fica no pico.

14 de Fevereiro: Gandalf retorna a vida e permanece no pico em transe.
17 de Fevereiro: Gwaihir leva Gandalf até Lothlórien.
26 de Fevereiro: Gandalf compete com o Senhor da Escuridão para evitar que ele encontre Frodo no Amon Hen.
27 de Fevereiro: Gandalf vê Barbárvore em Fangorn, mas não fala com ele.

1 de Março: Gandalf se reúne com Aragorn, Legolas e Gimli em Fangorn. Eeles partem para Edoras, em Rohan.
2 de Março: Gandalf chega a Edoras. Ele cura o Rei Théoden e o adverte para cavalgar para a guerra contra Saruman.
3 de Março: Gandalf diz a Théoden para ir ao Abismo de Helm. O
Mago cavalga para os Vaus do Isen para reunir os Rohirrim sobreviventes
e vai para Isengard procurar a ajuda de Barbárvore.
4 de Março: Gandalf e Erkenbrand chegam ao Abismo de Helm com 1.000 homens e o inimigo é derrotado.
5 de Março: Debate com Saruman. Gandalf expulsa Saruman da ordem
dos Magos e quebra seu cajado. Mas tarde, naquela noite, Pippin olha no
palantír e é confrontado por Sauron. Gandalf parte com Pippin para
Minas Tirith.
9 de Março: Gandalf chega a Minas Tirith e se encontra com Denethor.
10 de Março: Gandalf sai ao resgate de Faramir do Nazgûl alado. Ele descobre que Frodo e Sam estão sendo levados para Mordor por Gollum.
12 de Março: Gandalf cavalga ao auxílio de Faramir enquanto ele
recua de Osgiliath, mas retorna quando Faramir decide permanecer na
retaguarda.
13 de Março: Gandalf acompanha o grupo que parte ao auxílio das
forças retirantes. Faramir é levado de volta ferido e denethor cai em
desespero. Gandalf encarrega-se da defesa da cidade.
15 de Março: Batalha dos Campos do Pellenor. Gandalf enfrenta o
Rei-bruxo nos Portões de Minas Tirith. Ele salva Faramir da pira
funeral de seu pai, mas Denethor morre.
16 de Março: Gandalf adverte os líderes a marchar para Mordor para dar ao Portador do Anel tempo para completar sua Demanda.
18 de Março: O Exército do Oeste parte de Minas Tirith.
25 de Março: Gandalf recusa os termos de rendição de Sauron. O
Exército do Oeste luta até que o Anel é destruído e sauron é derrotado.
Gandalf parte com Gwaihir para resgatar Frodo e Sam da destruição de
Mordor.

1 de Maio: Gandalf coroa Aragorn Rei.

30 de Outubro: Gandalf se despede dos Hobbits e vai visitar Tom Bombadil.

3021

29 de Setembro:
Gandalf parte navegando da Terra-média, retornando para as Terras Imortais.

Nomes e Títulos





Gandalf o Cinzento:


Gandalf
significa “Elfo do cajado”.
Este nome foi-lhe dado pelos Homens em referência ao cajado que ele
carregava e pela crença errada de que ele pertencia à espécie dos
Elfos. A palavra gandr significa “cajado” especialmente um usado em mágica. (Contos Inacabados, p. 440)

O nome Gandalf aparece no poema Norueguês Antigo Völuspá, assim como na Edda em prosa de Snorri Sturlson.

Os Magos possuíam cores associadas aos seus nomes. Quando Gandalf
chegou à Terra-média, sua cor era cinza e ele usava mantos cinzentos.

Gandalf o Branco:
Quando Gandalf foi enviado de volta para a Terra-média após sua luta
contra o Balrog, ele estava vestido em branco. Ele substituiu o traidor
Saruman – que havia abandonado o branco por um manto de muitas cores –
como líder da ordem dos Magos.

“Sim, sou branco agora” – disse Gandalf. “Na verdade, eu sou
Saruman, quase poderíamos dizer. Saruman como ele deveria ter sido.”

As Duas Torres: “O Cavaleiro Branco,” p. 92

Olórin:

Olórin
era o nome pelo qual Gandalf era conhecido como espírito Maia em Aman. É a forma em Alto-élfico de olor ou olos significando “visão, fantasia, construção da mente.”
Contos Inacabados: “Os Istari”, p. 436

Mensageiro Cinzento:
Quando Gandalf chega à Terra-média ele é referido como Mensageiro Cinzento pois ele era um mensageiro dos Valar e estava vestido em cinza.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 427

Mithrandir:

Mithrandir
era o nome dado a Gandalf pelos
Elfos. Significa Peregrino Cinzento, e refere-se a sua cor e suas
viagens através da Terra-média.

Peregrino Cinzento:

Peregrino Cinzento
era o equivalente na Língua Comum para Mithrandir (veja acima). O povo de Gondor se referia a ele usando ambos os nomes.

“Foram esses registros que trouxeram o Peregrino Cinzento até nós.
Vi-o pela primeira vez quando era criança, e ele esteve em nossa cidade
duas ou três vezes depois disso.”


“O Peregrino Cinzento?” – perguntou Frodo. “Ele tinha um nome?”


“Nós o chamávamos de Mithrandir, à maneira dos elfos” – disse Faramir,
“e ele ficava satisfeito. ‘Tenho muitos nomes em diferentes lugares’,
dizia ele. ‘Mithrandir entre os elfos, Tharkûn para os anões; eu era
Olórin em minha juventude no Ocidente que está esquecido; no sul,
Incánus, no norte Gandalf; para o leste eu nunca vou.’ ”

As Duas Torres: “A janela sobre o oeste,” p. 285

Caminheiro Cinzento:

Caminheiro Cinzento
é outra tradução na Língua Comum para Mithrandir usada em Gondor. (RdR, p. 92)

Tharkûn:

Tharkûn
era o nome pelo qual Gandalf era conhecido entre os Anões. Significa “Homem do cajado” (Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 438)

Incánus:
Gandalf era chamado Incánus pelos povos do
Sul. A origem desse nome não é certa. Uma nota no Livro do Thain indica
que era uma adaptação em Quenya de uma palavra Haradrim que significava
“espião do norte”. Porém, Incánus pode ser simplesmente um nome em
Quenya dado a ele pelos Homens de Gondor significando “soberano da
mente”. A palavra in ou id significa “mente”; kan significa “soberano” e cano ou cánu significa “soberano, governador, chefe”.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 440-1

Gandalf Capa-Cinzenta:
Gandalf é chamado assim por Éomer de Rohan:

“Gandalf!” – exclamou Éomer. “Gandalf Capa-Cinzenta é conhecido por
aqui; mas seu nome , eu lhe aviso, não é mais uma senha para se
conseguir os favores do rei. Ele foi hóspede desta terra muitas vezes
na memória dos homens, vindo quando bem entendesse, depois de uma
estação ou depois de muitos anos. Ele é sempre o arauto de
acontecimentos estranhos: alguém que traz o mal, dizem alguns
atualmente”

As Duas Torres: “Os Cavaleiros de Rohan,” p. 28

O Cavaleiro Branco:
Gandalf foi chamado de Cavaleiro Branco pela primeira vez por Aragorn em contraste aos Cavaleiros Negros de Sauron.

“Não falo a verdade, Gandalf” – disse Aragorn finalmente, “quando
digo que você poderia ir a qualquer lugar que quisesse mais rápido que
eu? E também digo isto: você é nosso capitão e nossa insígnia. O Senhor
do Escuro tem Nove. Mas nós temos Um, mais poderoso que eles: o
Cavaleiro Branco. Passou pelo fogo e pelo abismo, e eles devem temê-lo.
Iremos aonde nos levar”.

As Duas Torres: “O Cavaleiro Branco,” p. 99

Gandalf, Corvo da Tempestade:
O Rei Théoden de Rohan chama Gandalf de Corvo da Tempestade enquanto ainda está sob o domínio de Gríma Língua de Cobra.

“Você sempre foi um arauto do pesar. Os problemas o seguem como
corvos, e, quanto maior a freqüência tanto pior. … Aí está você de
novo! E com você chegam males ainda piores que os anteriores, como se
pode esperar. Por que deveria dar-lhe boas-vindas, Gandalf, Corvo da
Tempestade? Diga-me.”

As Duas Torres: “O Rei do Palácio Dourado,” p. 112

Láthspell:
Gríma Língua de Cobra se refere a Gandalf como Láthspell, significando “más-notícias”

“Vou chamá-lo de Láthspell, Más-notícias; e más notícias não fazem bons hóspedes, dizem por aí.”
As Duas Torres: “O Rei do Palácio Dourado,” p. 112

Tolo Cinzento:
Gandalf é chamado de Tolo Cinzento por Denethor, Regente de Gondor.

“Sigam quem quiserem, até mesmo o Tolo Cinzento, embora a esperança dele tenha fracassado. Ficarei aqui.”
O Retorno do Rei: “O Cerco de Gondor,” p. 89

 
 

Concursos do Conselho Branco: Prazo í  Vista!

ftbO Conselho Branco realiza anualmente concursos de incentivo à produção cultural tolkieniana. Todo ano são premiados contos, poemas e poesias pelo Concurso Literário Runas de Daeron, e ensaios e estudos pelo Concurso Livro Vermelho.
 

No ano passado os vencedores receberam um kit de prêmios, oferecido pelo Conselho Branco e parceiros, contendo:

  • 1 livro Roverandom" (apenas para a Categoria Contos), doado pela Editora Martins Fontes;
  • 1 cd + dvd Hobbeats, doado pelo grupo;
  • 1 camiseta do Conselho Branco e um postal comemorativo do 50º aniversário de lançamento de "O Senhor dos Anéis";
  • 1 revista "Sci-Fi", oferta da editora e;
  • 3 cards de "O Senhor dos Anéis" e imãs decorativos.

 

Os prêmios de 2006 serão ainda melhores, mas para ganhá-los há pouco tempo. As inscrições para os concursos deste ano encerram-se no dia 15 de Outubro, como estabelecido em seus regulamentos. Portanto alertamos a todos criadores de contos, poemas, poesias, estudos e ensaios com aquela obra literária engasgada no teclado, manifestem-se agora ou calem-se… até o ano que vem!

Mais informações: Conselho Branco

 

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