Arquivo da tag: Christopher Lee

Christopher Lee não será Saruman

christopher_lee.jpgUma inesperada surpresa aconteceu, Christopher Lee, disse que não gostaria de voltar a Nova Zelândia.
 

Christopher Lee esteve num festival de cinema Europa Oriental. Houve um repórter no evento que fez a pergunta: "você gostaria de voltar a Terra-média?" – Então Lee responde: “a Terra-média sim, mas a Nova Zelândia…” depois de um tempo ele fala de trabalhar ou não No Hobbit.

Além disso, para os puristas da Obra de Tolkien, Saruman não deveria aparecer no filme, já que não se encontra no livro. Mas, Lee acredita na grande possibilidade de Saruman aparecer nO Hobbit filme – ainda que não seja ele o Saruman.

Agora a pergunta: "Por que isso?", o fato é que Lee ainda está ressentido por Peter Jackson ter cortado a morte de Saruman, na versão cinematográfica de O Retorno do Rei, além de ele não se sentir confortável com sua atual idade.

Uma notícia boa, ainda que não seja a melhor,  é  que Lee na entrevista, se ofereceu para fazer a voz do dragão Smuag (pelo menos isso!).

Vamos cruzar os dedos para ele mudar de idéia ou então fazer a voz de Smaug, como ele mesmo se ofereceu.

Veja o vídeo da entrevista (em inglês):

 

 

Christopher Lee interessado em O Hobbit

Christopher
Christopher Lee
, o Saruman de O Senhor dos Anéis, é mais um dos atores que se mostrou interessado em participar de O Hobbit. A entrevista dada à página PopMatters revela isso, dentre outras coisas.  O trecho referente a isso está bem no final da entrevista mas resolvi publicá-la na íntegra, pois é muito interessante (afinal, um de seus papéis preferidos foi Saruman). Abaixo, a entrevista completa:
 
 
É difícil acreditar que já faz 50 anos desde que Christopher Lee empolgou os fãs de horror com suas representações do monstro de Frankenstein, Drácula e a Múmia em uma série memorável da Hammer Filmes. "Sim, já faz um longo tempo", disse Lee, "Pensando bem, eu não disse uma palavra sequer no filme ‘(A Maldição de) Frankenstein’. Eu sempre pensei na criação de Frankenstein como uma criatura ao invés de um monstro".

Embora o sucesso desses filmes tenha estereotipado Lee por vários anos, ele eventualmente os deixou para trás com uma variedade de papéis e tem sido um dos mais prolíficos atores do cinema. Ele tem quase 300 créditos em seu currículo como ator.

Recentemente, ele teve sucesso com seus papéis de Saruman na trilogia "O Senhor dos Anéis" e Conde Dooku/Darth Tyranus nos filmes "Star Wars". "Eu listo esses – ‘O Senhor dos Anéis’ e ‘Star Wars’ – entre meus filmes favoritos dos quais fiz parte", disse Lee de Londres durante uma recente conversa por telefone. "Esses filmes me apresentaram para uma nova geração de fãs, muitos dos quais nunca ouviram falar de mim como Drácula ou a criatura (Frankenstein)".

Televisão ou cinema  – não importa para Lee desde que ele considere o roteiro interessante. Este foi o caso com "Adventures in the Secret Service", um dos oito episódios no conjunto de 9 DVDs da "The Adventures of Young Indiana Jones, Volume Two: The War Years", recentemente lançado em DVD. O jovem Indiana (Sean Patrick Flannery) se encontra envolvido em um esforço para convencer a Áustria a romper com a Alemanha e fazer paz com a França durante a Segunda Guerra Mundial. Lee interpreta o Conde Ottokar Graf Czernin, que tenta influenciar a decisão do imperador austríaco.

"Me chamou a atenção porque eu estava interpretando uma pessoa real, que viveu realmente", disse Lee. "Ele era de certa forma uma figura tortuosa e o interpretei dessa forma. A história em baseada em fatos históricos com o Jovem Indiana inserido com rpopósitos dramáticos. Estes filmes do Indiana são como lições reais de história. Me disseram que minha parte na história do Indiana foi a razão pela qual George Lucas me ofereceu o papel nos filmes ‘Guerra nas Estrelas’", disse Lee. "Não estou certo de quão verdade isso é, mas é uma boa história".

Lee, que fará 85 anos em Maio, não mostra sinais de estar diminuindo o ritmo. Ele apareceu em "The Golden Compass" (2007) e já encerrou participação em "The Heavy" e "Boogie Woogie", dois filmes agendados para serem lançados neste ano.

"Eu ainda gosto e estou com boa saúde", disse Lee. "Eu tenho um problema nas costas mas eu o tenho há nos. Enquanto eu puder completar uma partida de golfe, estou feliz".

Conde Drácula jogando golfe? Isso mesmo.

Lee é praticamente uma enciclopédia ambulante no que se refere à história do jogo. Ele entusiasticamente lhe dirá que jogou diversos buracos com notáveis como Byron Nelson, Jack Nicklaus e Arnold Palmer. Quando dizem que algumas pessoas podem pensar que ele está se mostrando, Lee ri. "Sim, eu estou", ele disse. "Temo, contudo, que não tenha tido o prazer de jogar com o Sr. (Tiger) Woods e não estou certo se um dia isso ocorrerá".

Mesmo tão impressionante quanto seu conhecimento sobre golfe é, ele não se compara com a longevidade da carreira de Lee como ator. Após servir como piloto da Royal Air Force durante a Segunda Guerra Mundial, Lee foi descomissionado em 1946. Ele não tinha idéia do que fazer até que um amigo sugeriu que ele tentasse atuar.

"Eu não queria voltar a trabalhar em um escritório por umas poucas libras, que era o que eu estava fazendo antes da guerra", disse Lee. "Então eu decidi dar uma chance e atuar. Além disse, meio que é coisa da família".

Seus bisavôs fundaram a Austrian Opera Company e ele disse que sua mãe foi a maior atriz que nunca pisou no palco. "Ela não era uma atriz profissional", disse Lee com uma gargalhada, "mas ela podia ser tão dramática sobre tantas coisas da vida". Lee se juntou à Rank Organization em 1947 e pelos próximos 10 anos apareceu em uma série de papéis no cinema e na televisão. Alguns dos papéis eram bastante pequenos.

"Eu era terrível, no começo", disse Lee. "Eu não sabia absolutamente nada sobre o que eu estava fazendo. Eu nunca havia aparecido na frente de uma câmera antes. Mas eu estava determinado a trabalhar nisso e gastar todos aqueles anos aprendendo meu ofício". Sua grande chance veio em 1957 quando ele foi escolhido para atuar como a criatura em "A Maldição de Frankenstein". Depois disso veio Drácula, a Múmia e numerosos outros papéis em Technicolor para a Hammer.

"Eu sempre serei grato pelos anos na Hammer", disse Lee. "Eles realmente alcavancaram minha carreira". Os filmes da Hammer também o colocaram em contato com outro que seria um ícone do horror, Peter Cushing, e os dois foram amigos por toda a vida. "Peter era um ator soberbo que, eu acho, nunca teve o crédito que merecia", disse Lee. "Ele podia fazer mais em uma cena do que alguns atores durante um filme inteiro". Cushing morreu em 1994. "Ele era um amigo maravilhos e eu ainda sinto falta dele".

Lee disse que também é grato pelos 10 anos em que ele trabalhou nas "trincheiras" (em papéis menores). Ele diz que o ajudaram a polir seu trabalho e a estar pronto quanto o sucesso realmente viesse. Ele se preocupa com o fato de que muitos dos atores e atrizes de hoje não têm o benefício de tal treinamento. "Eles pegam tantos jovens inexperientes hoje em dia, colocam-no em um papel e tentam fazer deles estrelas de imediato, em filmes bastante caros" disse Lee. "Não é justo para com eles. Você não pode deixar de pensar quanto tempo eles vão durar".

Uma das mais queridas lembranças de Lee é ter sido vizinho de Boris Karloff, arguivelmente o primeiro dos grandes ícones do horror durante a época dos filmes sonoros, com suas próprias atuações como a criatura de Frankenstein e a Múmia. Os dois freqüentemente saíam para jantar com as respectivas esposas.

"Tenho certeza de que Boris sabia que eu também tinha interpretado tais papéis, mas ele nunca mencionou isso"
, disse Lee. "A única vez que ele disse qualquer coisa sobre Frankenstein foi quando ele me contou o quão difícil era vestir aquele figurino pesado por tantas horas a cada dia. Uma vez eu perguntei a ele sobre Bela Lugosi (que também interpretou Drácula e co-estrelou com Karloff em vários filmes) e Boris apenas balançou a cabeça e disse ‘Pobre Bela. Pobre Bela’. Eu estou certo que ele se referia ao vício em drogas de Lugosi, e outros problemas que ele teve durante sua carreira".

Tanto quanto gosta de interpretar, ele também tem uma grande apreciação pela história do cinema. Ele cita como seu filme favorito de todos os tempos o "The Night of the Hunter" (1955) estrelando Robert Mitchum e dirigido por Charles Laughton ("Absolutamente brilhante"). Seus outros favoritos são "Path of Glory" (1957) de Stanley Kramer estrelando Kirk Douglas e "The Devil and Daniel Webster" (1941): "É uma chance de ver Walter Huston em seu melhor momento".

Lee não apenas tem um conhecimento impressionante sobre cinema e golfe, mas é também uma espécie de especialista na obra de J. R. R. Tolkien.

"Eu lembro de ter lido ‘O Senhor dos Anéis’ pela primeira vez nos anos de 1950", disse Lee. "Eu achava que eles dariam um grande filme, mas tecnicamente eles não poderiam ser feitos naquela época. Eu me via interpretando Gandalf (eventualmente interpretado por Ian McKellen) mas terminei conseguindo o papel de Saruman".

Destacando que foi anunciado recentemente que Peter Jackson concordou em filmar dois filmes sobre "O Hobbit", Lee disse que esperava que o "Sr. Jackson" pudesse encontrar um lugar para ele nesses filmes.

"Eu não sei se irá acontecermas eu certamente estaria interessado em fazê-lo", disse Lee.

Seria surpreendente se Jackson não encontrasse um espaço para Christopher Lee, um homem que tem sido um ícone do cinema ´por mais de 50 anos e continua firmemente a sê-lo.

Christopher Lee

Será possível esquecer da brilhante atuação de Christopher Lee como o mago Saruman em O Senhor dos Anéis? Provavelmente não. Ainda mais levando em conta que ele já estrelou mais de duzentos outros filmes em sua carreira! Excetuando-se o ano de 1995, desde 1948 pelo menos um filme com o ator é lançado nas telonas.
 
 
leeChristopher, cujo nome completo é Christopher Frank Carandini Lee, nasceu em Londres, Inglaterra no dia 27 de Maio de 1922. Filho de uma família muito tradicional, seu pai era um coronel do exército inglês, condecorado por bravura na Primeira Guerra Mundial, e sua mãe, uma famosa beldade que foi retrata em quadros e esculturas de vários artistas da época.

Quando Lee ainda era muito jovem, seus pais se separaram e ele foi levado pela mãe para a Suíça. Lá, mostrou-se interessado nas artes cênicas e estreou como o demoníaco personagem principal em uma produção escolar de Rumpelstiltskin. Pouco tempo depois, a família voltou para Londres, onde sua mãe conheceu o novo marido: Harcourt Rose, um próspero banqueiro, tio de Ian Fleming, o autor de James Bond.

No ano de 1931, Christopher passou a estudar no colégio preparatório de Summer Fields. Depois disso, o jovem conquistou bolsas no colégio Eton e no colégio Wellington, onde estudou grego e latim.

Ao concluir seus estudos, o futuro ator trabalhou como office boy, ainda em Londres, recebendo o salário de uma libra por semana. Ele deixou essa função para lutar junto da força aérea inglesa durante cinco anos da Segunda Guerra Mundial, após isso, ele foi condecorado e promovido.

Por não desejar mais se submeter ao emprego que tinha antes da guerra, Lee pensou em seguir carreira diplomática, já que sabia falar fluentemente francês, italiano, espanhol e alemão, além de ter boas noções de sueco, grego e russo. Porém, influenciado pelos seus bisavós, que foram os atores e cantores que fundaram a primeira companhia de ópera da Austrália, ele resolveu se tornar um ator.

O começo de carreira não foi fácil, mas o ator não se deixou vencer: estreou no cinema em 1948, com o filme "Escravo do passado", do diretor Terence Young, que também estreou com esta obra e que, mais tarde, dirigiu alguns filmes de James Bond. Ainda no mesmo ano, Lee atuou em mais sete filmes e nos dez anos seguintes, ele já contava com mais de cinqüenta longas-metragens no currículo!

Seu primeiro trabalho de sucesso foi "A maldição de Frankenstein", em 1957, mas era difícil reconhecê-lo, pois ele atuou como o monstro e, portanto, estava desfigurado pela maquiagem. A fama veio no ano seguinte, com o primeiro filme de "Drácula", papel que Lee voltaria a interpretar muitas vezes.

Com o passar dos anos, mais e mais filmes contaram com a participação de Christopher Lee. Sabe-se, inclusive, que o ator costumava dispensar dublês, o que lhe custou três costelas quebradas, a clavícula deslocada, rompimento em todos os músculos de seu ombro e dois quase-afogamentos. Tudo isso só no filme "A múmia", de 1959.

Em 1961, Christopher casou-se com Gitte Kroencke, uma dinamarquesa que atuava como modelo e pintora. O casal mudou-se para a Suíça, onde tiveram uma única filha, Christina. Poucos anos depois, uma nova mudança os levou para a Califórnia e, em seguida, voltaram definitivamente para o Reino Unido.

Como de costume, os anos que se seguiram foram muito atarefados para Lee. De 1961 até 2000, ele atuou em mais de cento e cinqüenta filmes, incluindo várias versões dos clássicos "Drácula", "Sherlock Holmes" e até um vilão de "007".

Foi a partir do ano 2001 que Christopher pôde interpretar dois dos mais importantes filmes de sua carreira: O Senhor dos Anéis e Star Wars. Com relação ao primeiro, Lee é a única pessoa ligada à adaptação do livro que conheceu pessoalmente o autor J. R. R. Tolkien, nos anos cinqüenta.

A intenção original do ator era interpretar Gandalf, mas este papel já havia sido dado a Ian McKellen. Após o filme, Lee declarou que gostaria muito de ter feito o mago cinzento, mas que McKellen fez um trabalho fantástico com a personagem.

Uma das partes difíceis de fazer um filme de Tolkien é que as sete línguas que Christopher já sabia falar não bastariam para os diálogos da Terra-Média. Para compor seu personagem, Lee precisou aprender Quenya e Sindarin, ou pelo menos ter noções das duas línguas.

Antes do lançamento do último filme, não havia motivos para críticas entre os atores e os produtores. "Antes de O Senhor dos Anéis, algumas pessoas teriam simplesmente classificado Peter Jackson como um diretor de filmes de horror. Alguém uma vez me perguntou como eu encontrei Peter Jackson e eu disse: 'Bem, eu reparti o cabelo dele, e lá estava ele' Veja só o que ele fez. Ele persuadiu a New Line a investir na produção de três filmes ao mesmo tempo. Na primeira vez que eu li O Senhor dos Anéis eu quis ver um filme dele.", declarou o ator.

Infelizmente, a relação entre Christopher e os produtores do filme não se manteve tão boa. O começo da discórdia foi a não-inclusão das cenas de Saruman em "O Retorno do Rei". Lee mostrou-se ofendido e declarou que o final de seu personagem ficou incompleto na versão exibida nos cinemas.

Mais tarde, o ator reclamou que seus direitos não estavam sendo respeitados, já que não havia recebido nada pelo merchandising feito em cima de sua imagem. De acordo com ele, mais de vinte bonecos foram lançados o tendo como modelo, mas nenhuma remuneração foi oferecida. Ele acusou os produtores dizendo que seis pessoas estariam dividindo o lucro entre si.

Mesmo com as tensões que surgiram após o término da trilogia, não podemos relevar a participação de Christopher Lee nas obras. O tirano Saruman teve vida por meio do brilhantismo e da experiência deste ator. Quando inquerido sobre sua visível preferência por vilões, Lee responde “Acredito que há uma grande tristeza nos vilões, e eu tenho tentado transmitir isso. Nós não podemos parar de fazer o que estamos fazendo”.

Fontes:
Tiscali
Site Oficial
Guardiam Unlimited
IGN
Imdb
Adoro Cinema