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Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro VI (Cap. 1 a 9)

Capítulo 1: A Torre de Cirith UngolSam está firmemente decidido a resgatar Frodo, e precisa encontrar uma entrada para a torre de Cirith Ungol, para onde seu mestre foi levado. Ele escuta sons de luta vindo da torre, e dois orcs são feridos com flechas numa tentativa de fugir; aparentemente, as duas companhias orc estão brigando pelos pertences de Frodo. A entrada principal da Torre é guardada pelos Dois Sentinelas, horríveis criaturas semelhantes a estátuas cheias de grande malícia, que não se movem mas parecem estar cientes do que se passa a seu redor. Sam ergue o Frasco de Galadriel, e consegue atravessar o portão. Quase todos os orcs foram mortos na luta; um pequeno orc encontra Sam nas escadas, mas foge de medo. Sam o segue e escuta uma conversa entre ele e Shagrat que, embora, ferido, também parece ter sobrevivido à luta. Os dois orcs começam a discutir e Snaga, o orc pequeno, escapa; Shagrat sai para buscar ajuda. Sam procura por Frodo e começaa a cantar; ele ouve uma resposta à sua canção, seguida pela voz de Snaga. Frodo estava preso na câmara mais alta da torre, acessível somente por uma escada que passava por um alçapão. Sam sobe e ataca Snaga, que cai da escada e quebra o pescoço. Então Sam e Frodo preparam-se para partir; Sam traz algumas roupas de orc para Frodo que foi deixado nu pelos orcs]. Usando o Frasco, eles passam novamente pelos Sentinelas, mas as criaturas soltam um horrendo grito, que é respondido por um nazgûl voando na escuridão acima deles.
 

 

Capítulo 2: A Terra da Sombra – Sam e Frodo evitam ser descobertos a duras penas e viajam para o norte por alguns dias. Eles são atormentados pela falta de comida e água, e o Anel está se tornando um fardo cada vez maior para Frodo. A planície abaixo deles está cheia dos exércitos de Sauron, e Frodo pretende tentar atravessá-la no lugar onde ela é mais estreita. Escondidos num arbusto, eles ouvem a conversa de dois orcs e descobrem que Gollum ainda os está seguindo; numa noite, Sam também o vê espionando. A planície ainda está repleta de orcs, e os hobbits não tem outra alternativa a não ser seguir a estrada ao longo das encostas íngremes do Morgai. Lá eles são alcançados por um grupo de pequenos orcs sendo levados por dois grandes Uruks para Udûn, onde os exércitos de Sauron estão se reunindo. Os Uruks pensam que Sam e Frodo são orcs desertores, e os forçam a se juntar à companhia. Felizmente, entretanto, quando o exército se aproxima da entrada estreita para Udûn, confusão e luta explodem entre diferentes companhias orc, e os hobbits conseguem escapar sem serem notados.

Capítulo 3: A Montanha da Perdição - Os hobbits seguem uma estrada orc por vários dias, viajando na direção da Montanha da Perdição. Dessa forma eles são capazes de fazer muito mais progressos do que através da região estéril, cheia de rochas e fendas; e há alguns poços com água ao longo da estrada. Mas finalmente eles têm que deixar a estrada e virar diretamente para a Montanha. Para aliviar seu caminho, eles deixam para trás todos os pertences que provavelmente não mais usariam. Eles alcançam Orodruin com mais dois dias de viagem, e quase ficam sem comida e água. No dia seguinte eles deveriam começar a subir, mas Sam tem que carregar Frodo, que [atormentado pelo crescente fardo do Anel] está completamente exausto. Perto do topo eles são atacados por Gollum, mas ele também está enfraquecido pela fome e Frodo escapa na direção das Sammath Naur, as Câmaras de Fogo. Gollum implora clemência a Sam [que ainda está armado com Ferroada], e Sam ordena que ele vá embora. Nas Câmaras de Fogo, contudo, Frodo é finalmente sobrepujado pelo poder do Anel e o reivindica para si. Gollum se aproxima e o ataca de novo, e arranca com os dentes o dedo em que está o Anel; então, saltando de alegria por ter recuperado seu Precioso, ele cai dentro do Fogo. Frodo [agora libertado de sua dor] e Sam saem e vêem que o reino de Sauron entrou em colapso.

Capítulo 4: O Campo de Cormallen - As águias, lideradas por seu senhor, Gwaihir, juntam-se à batalha dos Capitões do Oeste contra as hostes de Mordor. Nesse exato momento o Anel cai no fogo de Orodruin: o Portão Negro desaba, o espírito de Sauron é destruído e as forças de Mordor, desprovidas do Poder que as controlava, se desesperam, e muitos fogem ou imploram misericórdia. Gwaihir, acompanhado por outras duas águias, leva Gandalf até a Montanha da Perdição, onde eles resgatam Frodo e Sam. Os dois hobbits despertam vários dias mais tarde e são grandemente honrados pelo exército do Oeste no campo de Cormallen, em Ithilien. Eles ficam em Ithilien por muitos dias alegres, contando e ouvindo histórias sobre suas aventuras com seus amigos, até que finalmente todo o exército sobe a bordo dos navios e parte para Minas Tirith.

Capítulo 5: O Regente e o Rei - Enquanto isso, Éowyn e Faramir ainda estão nas Casas de Cura recuperando-se de seus ferimentos. Éowyn está infeliz por ter que passar seu tempo em inatividade, e deseja uma morte gloriosa em batalha [ela também desejava o amor de Aragorn, mas recebeu dele apenas compaixão e compreensão]. Ela conhece Faramir [que, apesar de também ser forte e corajoso, está esperando ser curado pacientemente. As águias trazem notícias da vitória. Faramir e Éowyn passam muito tempo juntos, e acabam se apaixonando. Dessa forma, Éowyn é curada. O exército do Oeste retorna à Cidade e Aragorn é coroado como Rei Elessar. Ele declara que Faramir receberá Ithilien como principado, e que ele e seus herdeiros continuarão a ser Regentes. Os companheiros passam muitos dias em Minas Tirith, e parece que Aragorn ainda está esperando por alguma espécie de sinal. Certo dia, ele e Gandalf sobem por uma trilha na montanha e lá, num antigo santuário dos reis, encontram uma muda da Árvore Branca, que é plantada no pátio do rei. Alguns dias depois, uma grande companhia de elfos chega do Norte, incluindo Galadriel, Elrond e Arwen. Elrond dá a Aragorn o Cetro de Annúminas, e Aragorn casa-se com Arwen no solstício de verão.

Capítulo 6: Muitas Despedidas - Arwen dá permissão a Frodo para ir aos Portos Cinzentos no lugar dela, pois por seu casamento com Aragorn e
la escolhera se tornar mortal. Éomer e Gimli resolvem sua disputa a respeito da beleza de Galadriel. Finalmente uma grande companhia parte de Minas Tirith, levando o corpo do Rei Théoden para Rohan. Depois do enterro, Éomer anuncia o casamento de Faramir e Éowyn. Então eles vão para Isengard, e lá encontram Barbárvore. Gimli e Legolas visitam as Cavernas Cintilantes do Abismo de Helm e a Floresta de Fangorn, e se despedem da companhia, partindo para seus próprios lares no Norte. Pouco depois Aragorn os deixa também, voltando para Minas Tirith. O resto da companhia continua a viagem, e alcança Saruman [que agora está vagando como um mendigo, acompanhado por Gríma]. O povo de Lórien deixa a companhia em Eregion, perto dos portões de Moria. Agora os viajantes vão para Valfenda, e lá os hobbits encontram Bilbo e passam muitos dias com ele. Finalmente eles decidem voltar para o Condado, e para a alegria deles Gandalf decide acompanhá-los, pelos menos até Bri.

Capítulo 7: De Volta para Casa  – Frodo sente novamente a dor em seu ombro, pois faz um ano desde que ele foi ferido. Contudo, ela passa rapidamente, e depois de mais alguns dias eles alcançam Bri. Eles são recebidos calorosamente pelo velho Carrapicho, e conversam com ele por muito tempo contando suas aventuras. Carrapicho conta que seus negócios andavam ruins, com muitos estranhos e criaturas más rondando Bri; e ele fica contente ao ouvir que o Rei reaparecera. Bill, o pônei, também voltou para Bri, e é devolvido a Sam. A companhia fica na estalagem por dois dias, e depois parte para o Condado. Gandalf deixa os hobbits, pois ele pretende visitar Tom Bombadil; e ele aconselha os hobbits a se apressarem, insinuando que as coisas poderiam estar erradas no Condado.

Capítulo 8: O Expurgo do Condado - Os quatro hobbits chegam ao Condado, e descobrem que muitas coisas realmente mudaram: a Ponte do Brandevin é guardada por vários Condestáveis, que lhes negam passagem. Parece que Lotho Sacola-Bolseiro apossou-se do Condado, chamando a si mesmo de "Chefe" e impondo um grande número de Regras injustas. O Condado está cheio de rufiões [como Bill Samambaia, que está na Ponte], sendo que muitos deles são isengardenses vesgos; e tem acontecido muitos incêndios e destruição sem sentido. Os viajantes entram [contra as Regras] e passam uma noite na casa dos Condestáveis; no dia seguinte eles encontram um grupo de Condestáveis em Sapântano e outro de rufiões na Vila dos Hobbits, mas ambos não conseguem prendê-los, estando surpresos e assustados por encontrar quatro hobbits destemidos e bem-armados. Com a ajuda do Fazendeiro Villa, os amigos começam uma revolta contra os opressores; primeiro um pequeno grupo de rufiões tenta abafar a rebelião, mas eles acabam se rendendo por estarem em menor número. Pippin traz um grande número de Tûks, e juntos eles derrotam o ataque seguinte dos rufiões. Então um grupo de hobbits, liderado por Frodo, vai para o Bolsão com a intenção de achar Lotho. Ao invés disso eles encontram Saruman, que havia organizado toda a destruição; eles ordenam que o mago saia, e Língua de Cobra [que parece ter assassinado Lotho por ordem de Saruman] em raiva e desespero mata seu mestre, e é então atingido por três arqueiros hobbits. Isso marca o fim da Guerra do Anel.

Capítulo 9: Os Portos Cinzentos - Esses eventos turbulentos são seguidos por um ano esplêndido, próspero e feliz. Todo o Condado está ocupado reparando os desastres causados pelos rufiões de Saruman. Sam lembra-se do presente de Galadriel e descobre que a caixa contém uma estranha poeira e uma única semente prateada. Ele usa a poeira para plantar árvores por todo o Condado, e planta a castanha prateada no Campo da Festa na Vila dos Hobbits; e dela nasce um lindo mallorn. Sam casa-se com Rosinha Villa; Frodo volta para o Bolsão, e Sam e Rosinha vão viver lá também. No ano seguinte a primeira filha deles, Elanor, nasce. Nos aniversários dos eventos no Topo dos Ventos e em Cirith Ungol, os antigos ferimentos de Frodo doem novamente. Em setembro, como o aniversário de Bilbo está se aproximando, Frodo e Sam partem de novo [para Valfenda, como pensa Sam; embora ele não pretenda fazer a viagem toda]. Contudo, nas matas do Condado eles encontram um grande número de elfos, incluindo Elrond e Galadriel; Bilbo está também entre eles. Finalmente Sam percebe que Frodo pretende ir aos Portos Cinzentos, para atravessar o Mar em companhia dos elfos e de Bilbo. Nos Portos Círdan, o Armador e Gandalf os esperam; Gandalf também partirá no navio. Ele trouxe consigo Merry e Pippin, para que Sam não estivesse sozinho no caminho para casa. Assim, o navio élfico deixa a Terra-média, e os três hobbits retornam ao Condado.

Tradução de Luciano Soares e Reinaldo

O Silmarillion

Lançado em 1977, quatro anos após a morte de Tolkien, “O Silmarillion” é o resultado do trabalho de uma vida inteira, mais até do que “O Senhor dos Anéis”. O autor começou a escrever as primeiras versões do livro em 1917, e nunca deixou de refinar, ampliar e revisar a narrativa ao longo de sua vida. Ao morrer, Tolkien deixou instruções para que seu filho Christopher pudesse organizar o material mais próximo da versão definitiva e o publicasse.

“O Silmarillion” é a história da Primeira Era, os Dias Antigos do universo tolkieniano. A narrativa, escrita num estilosolene e poderoso, comparável ao da Bíblia, revela ao leitor a origem de elfos e homens, a grande jornada dos Eldar para o Reino Abençoado de Valinor, e o retorno dos Noldor à Terra-média, liderados por Fëanor. Este príncipe dos Eldar, o mais genial artífice dos elfos, havia criado as Silmarils, jóias perfeitas nas quais estava contida parte da luz das Árvores de Valinor. Morgoth, o primeiro Senhor do Escuro, roubou as Silmarils e se refugiou em sua fortaleza de Angband, no norte da Terra-média. Fëanor e seu povo saíram ao encalço de Morgoth e iniciaram uma guerra desesperada contra o Grande Inimigo.Além do “Quenta Silmarillion” (“A História das Silmarils”), o relato principal que dá nome ao livro, a obra inclui também quatro outros trabalhos menores. O primeiro deles é o “Ainulindalë” (“A Canção dos Ainur”), o mito da criação de Arda, a Terra, onde se revela o papel de Deus na mitologia tolkieniana. A seguir, temos o “Valaquenta” (“Relato dos Valar”), texto que explica a natureza e as atribuições dos Valar, os Poderes Angélicos que regem o mundo, bem como a relação destes com Morgoth, o Inimigo, e seu servo Sauron. O “Akallabêth” (“A Queda de Númenor”) relata a origem do reino insular dos Dúnedain, seu esplendor e sua queda, causada pelo orgulho de seus habitantes e pelas mentiras de Sauron. Finalmente, “Dos Anéis do Poder e da Terceira Era” conta como Sauron criou os Anéis num plano para estender seu domínio pela Terra-média e como os Povos Livres, ajudados pelos Istari (os Magos) puderam resistir ao poder do Senhor do Escuro e destruí-lo.

“O Silmarillion” inclui também mapas da Terra-média durante a Primeira Era, quadros genealógicos dos principais personagens, um índice onomástico extremamente detalhado e um apêndice com diversas raízes e elementos das línguas élficas. A versão brasileira do livro foi lançada pela Editora Martins Fontes no final do ano passado.

As Aventuras de Tom Bombadil

Todos os que se encantaram com a beleza singela das canções e poemas em O Senhor dos Anéis têm outra oportunidade de apreciar a poesia de Tolkien em As Aventuras de Tom Bombadil. O livro é uma coletânea de 16 canções que fariam parte do Livro Vermelho, o relato da Guerra do Anel escrito por Bilbo e Frodo.
 

Os poemas, pertencentes à tradição do Condado ou compostos por Bilbo, Frodo ou Sam, primam pelo bom humor e pela agilidade da rima. Algumas canções já conhecidas dos leitores graças a O Senhor dos Anéis reaparecem na coletânea, como a canção do Velho Troll (cantada por Sam), "A Vaca pulou pra Lua" (cantada por Frodo em Bri) e a canção do Olifante (também cantada por Sam).

O poema-título do livro, As Aventuras de Tom Bombadil, é um divertido passeio pela Floresta Velha e seus inconfundíveis personagens: Bombadil, Fruta DOuro, o Velho Salgueiro e as Criaturas Tumulares. Em outras canções, como "Jornada" ou "O tesouro", as lendas dos Dias Antigos são retrabalhadas pelos hobbits, enquanto o décimo-sexto poema, "O último navio", trata da partida dos elfos da Terra-média. Uma pequena introdução explicando as influências e a temática dos poemas acompanha a coletânea.

The History of Middle-earth II – The Book of Lost Tales II

Em The Book Lost Tales II, Christopher Tolkien termina de apresentar aos leitores a primeira fase do trabalho de seu pai, que foi até o início dos anos 20 e gerou as primeiras versões da mitologia do Silmarillion. Neste segundo livro dos Lost Tales, as histórias avançam para a chegada dos Noldoli ou Gnomos (os futuros Noldor) às Grandes Terras e sua guerra com Melkor.

 

A primeira história é a de Tinúviel e Beren, e o leitor já é confrontado com o abismo entre a versão de O Silmarillion e a antiga: Beren é um elfo, um dos Noldor, e toda a complicada relação entre Nargothrond e Doriath, envolvendo Celegorm, Curufin e Finrod Felagund, ainda não havia aparecido. Mas o mais impressionante é a figura de Tevildo, o Príncipe dos Gatos, um espirito maligno em forma felina que, nessa versão do mito, desempenha um papel muito semelhante ao que Sauron desempenharia posteriormente.

A seguir, temos a primeira versão da história de Túrin Turambar, e a história da queda de Gondolin na versão mais completa que chegou a ser escrita por Tolkien. É interessante notar que, nesse estágio, Gondolin havia sido fundada apenas depois da Batalha das Lágrimas Incontáveis, e Tuor não tinha nenhuma relação com a casa de Hador; na verdade, as três casas dos amigos-dos-elfos ainda não tinham sido criadas.

Outra grande surpresa dos Lost Tales é o papel dos anões na história do Nauglafring (o futuro Nauglamír do Silmarillion). Os anões dessa versão são seres envelhecidos, soturnos e perversos, que se unem a um Noldo da corte de Tinwelint (Thingol) para se apoderar da Silmaril.

Encerrando os Lost Tales, temos os fragmentos da História de Eärendel (Eärendil) e de Eriol ou Aelfwine, o marinheiro humano que teria escrito os Lost Tales. Mais diferenças fascinantes aparecem: a princípio, a Guerra da Ira havia sido iniciada sem a permissão dos Valar, e Eärendel não tinha o papel de salvador que desempenhou depois na mitologia. E, através da história de Eriol, sentimos qual era o projeto inicial de Tolkien: Tol Eressëa, a Ilha Solitária, teria se aproximado das Terras Mortais e se tornado a ilha de Leithien (a Inglaterra). E a tradição dos elfos teria sido preservada em solo inglês, inspirando a mitologia que Tolkien criaria.

Conteúdo do Livro

Contos - "The Tale of Tinúviel", "Turambar and the Foalókë", "The Fall of Gondolin", "The Bauglafring", "The Tale of Eärendel" e "The History of Eriol or AElfwine and the End of the Tales"
Poemas – "Éala Éarendel Engla Beorhtast", "The Bidding of the Minstrel", "The Shores of Faëry", "The Happy Mariners", "The Town of Dreams and the City of Present Sorrow" e "The Song of Eriol"
Escritos datam de 1916 – 1920

Appendix – Names in the Lost Tales Part II:
Retirado dos primeiros "lexicons" das línguas Élficas e também inclui palavras em "Qenya" e "Goldogrin or Gnomish". Também inclui palavras da "The Namelist to the Fall of Gondolin"
Escritos datam de 1915

Roverandom

RoverandomAo dedicar O Pequeno Príncipe a Léon Werth, Exupéry escreveu: "Todas as pessoas grandes foram um dia crianças". Roverandom é um livro para quem gosta de se lembrar disso. Um livro para quem não tem medo de voltar a ser criança, ainda que por alguns momentos. John, Michael e Christopher Tolkien, com certeza, tiveram uma infância mágica ao lado do pai carinhoso, que lhes contava histórias sobre magos, dragões e feiticeiros-da-areia. Roverandom tem duendes que cavalgavam cavalos-marinhos, palácios encantados no fundo do mar e cachoeiras que caem das bordas do mundo. E os insetos! Ah, os insetos! A lua está cheia deles! Borboletas transparentes, besouros-de-vidro e mariposas-rubi!
 
 
É um livro infantil, como lembram Christina Scull e Wayne G. Hammond ainda na Apresentação: "Naquela ocasião, O Hobbit tinha sido aceito com entusiasmo. E, embora estivesse somente em produção e ainda não se tivesse revelado um sucesso, com base nele Tolkien foi convidado a apresentar outras histórias infantis."

Quanto à Terra média, quem espera encontrar hobbits e anões pode se decepcionar. Roverandom não tem nada a ver com Terra Média, embora tenha passagens assim:

"Antes que entrassem nos Mares Sombrios e alcançassem a grande Baía do Reino Encantado (como o chamamos) para lá das Ilhas Mágicas e vissem muito ao longe, no extremo oeste, as Montanhas de Casadelfos e a luz da terra das Fadas sobre as ondas. Roverandom achou que conseguiu vislumbrar a cidade dos Elfos na colina verde ao pé das Montanhas, um coruscar branco na distância…"

Roverandom é um livro rico, está cheio de lendas, jogos de palavras, mitologia e influências de muitas outras histórias infantis encantadoras. Alguns exemplos? O Soldadinho de Chumbo, de Hans Christian Andersen, Sylvie and Bruno e Through the Looking Glass de Lewis Carroll e The Garden Behind the Moon, de Howard Pyle. Temos também o Rei Artur, deuses da mitologia grega e passagens que remetem a outros livros de Tolkien ( como The Book of The Lost Tales ou o poema do professor "Why The Man in The Moon Came Down Too Soon").

Magia pura, um livro delicioso, feito para encantar crianças e pessoas grandes.

The History of Middle-earth IV – The Shaping of Middle-earth

The Shaping of Middle-earth (A Formação da Terra-média), quarto livro da série The History of Middle-earth, revela aos leitores uma fase fundamental da evolução da mitologia tolkieniana. Com efeito, é nos textos desse livro, escritos em geral no decorrer dos anos 30, que o ciclo de lendas que hoje conhecemos como parte de O Silmarillion assumiu, em linhas gerais, a forma atual.

 

Um dos primeiros textos a ser apresentado é o chamado "Rascunho da mitologia", um esboço feito por Tolkien de seu projeto para transformar e completar as histórias dos Lost Tales. Baseando-se nesse esboço, Tolkien escreveu, em 1930, o Quenta Noldorinwa ou "A História dos Noldoli", a única versão das lendas dos Dias Antigos que chegou a ser efetivamente completada. Para se ter uma idéia, a versão da queda de Gondolin publicada em O Silmarillion foi fortemente baseada no relato do Quenta Noldorinwa.

Ao mesmo tempo, é nessa versão que povos e personagens importantes ganham um caráter mais definido, e outros fazem sua primeira aparição, como a Casa de Haleth (que era chamado de Haleth, o Caçador – pasmem, Haleth era um homem!). O Quenta Noldorinwa se encerra com a misteriosa Segunda Profecia de Mandos, na qual é pressagiado o Final dos Tempos.

Outros textos muito interessantes também integram The Shaping of Middle-earth: um dos melhores é o Ambarkanta ou "A Forma do Mundo", uma bela descrição cosmológica que mostra como Tolkien concebia a estrutura de seu mundo nesse momento.

Muito interessantes são também os Anais de Valinor e os Anais de Beleriand, que dão uma estrutura cronológica aos acontecimentos do Quenta. Um fato curioso é que, nesse estágio da mitologia, Tolkien havia definido um período muito curto, de cerca de 200 anos, entre a chegada dos Noldoli (Noldor) e o fim do Cerco de Angband. The Shaping of Middle-earth contém também o primeiro mapa detalhado de Beleriand desenhado por Tolkien.

Conteúdo do Livro

Prose fragments following the Lost Tales Três breves textos sobre Tuor e Gondolin e sobre a partida dos Noldor de Aman e sua chegada na Terra-média. 1920

The Earliest Silmarillion (The Sketch of the Mitology) Uma sinopse breve e condensada da mitologia escrita para acompanhar "The Lay of the Children of Húrin". 1926

The Quenta [Noldorinwa] Um versão retrabalhada e expandida do "Sketch". Inclui o poema "The Horns of Ylmir". Também inclui "AElfwines translation of the Quenta into Old English". c. 1930

The First Silmarillion Map Mapa de trabalho por muitos anos, foi muito trabalhado e alterado. 1926

The Ambarkanta Um pequeno tratado sobre a forma do munedo, acompanhado de mapsa. Meados dos anos 1930.

The Earliest Annals of Valinor
Anais dos eventos de Valinor e outro local do começo das coisas até a chegada dos Noldor na Terra-média. Inclui "AElfwines translation of the Annals of Valinor into Old English". 1930

The Earliest Annals of Beleriand Anais dos eventos de Beleriand desde o surgimento do Sol e da Lua até a grande batalha contra Morgoth. Inclui "AElfwines translation of the Annals of Beleriand into Old English". 1930

The History of Middle-earth X – Morgoth’s Ring

Para quem já mergulhou fundo nos temas da mitologia tolkieniana mas sente falta de ouvir a voz do autor sobre os grandes personagens e acontecimentos de seu universo ficcional, “Morgoths Ring” (O Anel de Morgoth) é o livro indicado. O décimo livro da série é talvez o mais rico em saborosos ensaios, nos quais o autor amarra a história de Arda numa só visão criativa e analítica.
“Morgoths Ring” documenta uma (rara) fase de criatividade sem travas de Tolkien, logo depois que “O Senhor dos Anéis” foi finalmente completado e o velho Professor se sentiu livre para voltar às lendas dos Dias Antigos da Terra-média, abandonadas desde 1937 (doze anos antes, portanto).

Os textos começam seguindo uma ordem mais ou menos linear, a partir do Ainulindalë, o mito da criação de Arda, e seguindo pela história dos povos élficos até a fatídica rebelião de Fëanor. É nesse momento que “O Silmarillion” que nós conhecemos chega à sua forma quase definitiva (embora volta e meia Christopher Tolkien mostre onde ele precisou mexer para que o texto mantivesse sua coerência interna).

Dá para ver, por exemplo, que o texto final precisou misturar os Anais de Aman (um relato cronológico da história de Valinor) com o Quenta Silmarillion propriamente dito. É possível depreender o tempo que se passou entre o despertar dos Elfos e a chegada dos Noldor à Terra-média (uma bagatela de uns 4.200 anos), além de conferir algumas guloseimas que ficaram de fora do livro, como o Juramento de Fëanor em verso (acreditem, é um show) ou a bela descrição dos povos élficos:

“Os Vanyar são os Elfos Abençoados, e os Elfos da Lança, os Elfos do Ar, os amigos dos Deuses, os Elfos Sagrados e Imortais, e os Filhos de Ingwë; eles são o Belo Povo e o Alvo.

Os Noldor são os Sábios, e os Dourados, os Valentes, os Elfos da Espada, os Elfos da Terra, os Inimigos de Melkor, os de Mão Hábil, os Artífices de Jóias, os Companheiros dos Homens, os Seguidores de Finwë.”

Mas a coisa esquenta mesmo nas partes não-narrativas. Tolkien mergulha nos motivos das tragédias que determinaram a história de Arda e na cultura élfica. Exemplos disso são “Leis e Costumes entre os Eldar” (que pode ser lido aqui na Valinor), relatando a vida élfica do nascimento ao casamento; e “A História de Finwë e Míriel”.

Como cereja do bolo, temos o Athrabeth Finrod ah Andreth (o Diálogo de Finwë e Míriel, também disponível aqui na Valinor). Numa bela e apaixonada discussão filosófica, o rei élfico Finrod e a sábia humana Andreth, o destino final de Elfos e Homens em Arda é esmiuçado, revelando uma surpreendente ligação com a fé de Tolkien.

E não é só isso, como diriam as Organizações Tabajara: na seção Myths Transformed (Mitos Transformados), Tolkien revê os pressupostos básicos de sua mitologia (como a origem dos orcs e a Terra plana antes da Queda de Númenor) e chega a dizer que – pasmem – eles podem estar errados. Ainda bem que ele resistiu a mais essa revisão de seus textos…

 

Índice do Livro

 

Parte Um

Ainulindale

 

Parte Dois

Os Anais de Aman
Sexta Sessão
Parte Três
O Silmarillion tardio
A Primeira Fase
1 Dos Valar
2 De Valinor e das Duas Árvores
3 Do Despertar dos Elfos
4 De Thingol e Melian
5 De Eldanor e os Príncipes dos Eldalië
6 Das Silmarils e o Escurecer de Valinor
7 Da Fuga dos Noldor
8 Do Sol e Lua e o Ocultar de Valinor
Segunda Fase
O Valaquenta
A Mais Antiga Versão da História de Finwë e Míriel
De Fëanor e o Desacorrentar de Melkor
Das Silmarils e o Revolta dos Noldor
Do Escurecimento de Valinor
Do Abuso das Silmarils
Da Disputa de Ladrões
Parte Quatro
Parte Cinco