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The Father Christmas Letters

Carta de 1925
A cada dezembro um envelope selado no Pólo Norte chegava para os filhos de J. R. R. Tolkien. Dentro estava uma carta escrita com uma estranha caligrafia tremida e belos desenhos e rascunhos. As cartas eram do Papai Noel. Elas contavam fantásticas histórias do Pólo Norte e continuaram de 1920 até 1943. A coleção de cartas foi publicada em 1976 com a edição de Baillie Tolkien, a segunda esposa de Christopher Tolkien.
 
 
John Francis Reuel Tolkien recebeu sua primeira carta do Papai Noel
(Father Christmas) ‘datada’ de 22 de dezembro de 1920, na Rua Alfred 1,
St Giles, Oxford. Papai Noel aparentemente escutou John perguntando a
seu pai como Papai Noel era e onde ele vivia e escreveu uma carta
explicando esses detalhes, em uma caligrafia limpa, mas tremida, que
Tolkien manteve por muitos anos. A carta veio com um belo
"auto-retrato" auarelado do Papai Noel com uma imagem de sua casa logo
abaixo. Os selos do Papai Noel são do Correio do Pólo Norte (North Pole
Post), e cada carta veio em um envelope escrito com capricho. Algumas
vezes ele assinava como Fr. Nicholas Christmas (Papai Nicolau Natal).

Selo do Pólo Norte
Em 23 de dezembro de 1924, Michael Hilary Tolkien recebeu sua primeira
carta do Papai Noel, e com o nascimento dos outros filhos
ele acrescentou Christopher e Priscilla. Outro personagem, o Urso do Pólo
Norte foi acrescentado logo, com cada carta contendo anedotas dos
problemas e logística da preparação do Natal. Todas as cartas foram
ilustradas com aquarelas, com desenhos adicionais acrescentados para
ilustrar eventos particularmente interessantes na preparação natalina.
As cartas seguem o nascimentos dos filhos e sua mudança para Leeds e de
volta a Oxford.

Em 1932, quando a Europa estava começando a ficar perigosa, os Goblins
são mencionados pela primeira vez nas cartas, que de fato é uma
história curta sobre um ataque goblin; e em 1933, o Papai Noel escreve
"Goblins. O pior ataque que tivemos em séculos. Eles estão
temerosamente selvagens e raivosos desde que recuperamos os brinquedos
roubados no ano passado e jogamos fumaça verde."
A ilustração desta
carta mostra o Urso do Pólo Norte e os Gnomos Vermelhos lidando com os
goblins (mesmo estando em menor número). Em 1936, o alfabeto Goblin foi
enviado junto com a carta.

Carta de 1933, com o Ataque Goblin
1934 marca a primeira menção a Priscilla Tolkien, que foi a razão pela
qual  dois parentes do Urso do Pólo Norte apareceram para ficar na Casa
do Penhasco (residência do Papai Noel). John e Michael, tendo crescido,
não mais recebiam cartas do Papai Noel. Papai Noel estava ficando velho
então contratou um ajudante – um Elfo chamado Ilbereth. Isto poupou
Tolkien de ter que escrever com a mão tremida de Papai Noel, e a carta
de 1937 tem uma frase curta em élfico.

Em 1939 os problemas em conseguir matéria-prima para os presentes de
Natal perturbaram Papai Noel. Suas cartas agora eram endereçadas apenas
a Priscilla Mary R Tolkien. As cartas do Papai Noel continuaram até
1943 e o Urso do Pólo Norte melhorou sua caligrafia para uma espécie de
escrita rúnica.

Os Filhos de Húrin / The Children of Húrin

Os Filhos de Húrin (The Children of Húrin) é um romance de alta fantasia épica com origem em um
conto inacabado de J.R.R. Tolkien, que escreveu a versão original da
história no final da década de 1910, revisou-a inúmeras vezes depois
disso, mas não a completo até sua morte em 1973. Seu filho, Christopher
Tolkien, editou os manuscritos para formar uma narrativa consistente e
o publicou em 2007 como um trabalho independente.

 

 
Capa do Os Filhos de Húrin
Os Filhos de Húrin foi publicado em 17 de abril de 2007, pela HarperCollins no Reino Unido e Canadá, e pela Houghton Mifflin nos Estados Unidos. Alan Lee, ilustrador de outras obras de fantasia de J.R.R. Tolkien (O Hobbit e O Senhor dos Anéis) criou a sobrecapa, bem como as ilustrações internas do livro. Christopher Tolkien também incluiu um artigo sobre a evolução do conto, várias árvores genealógicas e um redesenho do mapa de Beleriand.

 
Pano de Fundo

A história e descendência dos personagens principais são dadas nos parágrafos iniciais do livro, e a história de fundo é elaborada nO Silmarillion. Ela começa 500 anos antes das ações do livro, quando Morgoth, um ser imortal encarnado possuindo grandes habilidades sobrenaturais e que é o poder maligno primevo, escada do Reino Abençoado de Valinor para o noroeste da Terra-média. De sua fortaleza de Angband ele iniciou a reconquista de toda a Terra-média, iniciando uma guerra com os Elfos que residiam mais ao sul, em Beleriand.

Contudo, os Elfos conseguiram resistir a seu ataque e a maioria dos reinos permaneceu sem ser conquistada; o mais poderoso destes sendo Doriath, governado por Thingol Capa-cinzenta. Em adição a isso, após algum tempo os Elfos Noldor deixaram Valinor e seguiram Morgoth até a Terra-média para se vingarem. Juntos com os Sindar de Beleriand, eles iniciaram um Cerco a Angband, e estabeleceram novas fortalezas e reinos na terra-média, incluindo Dor-lómin por Fingon, Nargothrond de Finrod Felagund e Gondolin de Turgon.

Após três séculos, os primeiros Homens apareceram em Beleriand. Estes eram os Edain, descendentes daqueles Homens que se rebelaram contra o governo dos servos de Morgoth e partiram para o oeste. A maioria dos Elfos lhes deu boas-vindas e a eles foram dados feudos em Beleriand. A Casa de Bëor governou sobre a terra de Ladros, o Povo de Haleth recuou para a floresta de Brethil e governo de Dor-lómin foi dado à Casa de Hador. Mais tarde outros homens adentraram Beleriand, os Orientais, muitos dos quais estavam em acordos secretos com Morgoth.

Eventualmente Morgoth conseguiu furar o Cerco de Angband na Batalha das Chamas Repentinas. A Casa de Bëor foi virtualmente destruída e os Elfos e Edain sofreram grandes baixas; contudo, muitos reinos permaneceram sem serem conquistados, incluindo Dor-lómin, onde o governo havia passado a Húrin Thalion.

 
 
Resumo

O livro Os Filhos de Húrin começa com um registro da chegada de Húrin e seu irmão Huor à cidade oculta de Gondolin. Após morarem lá por um ano, eles juraram jamais revelar a localização da mesma a ninguém e foi-lhes permitido partir para Dor-lómin. Lá Húrin se casou com Morwen Edhelwen e tiveram dois filhos, Túrin e Lalaith. O livro continua com a história da criação de Túrin, a morte prematura de Lalaith e a partida de Húrin para a guerra.

Na desastrosa derrota da Batalha das Lágrimas Incontáveis Húrin foi capturado vivo. O próprio Morgoth o torturou, tentando forçá-lo a revelar a localização de Gondolin mas, apesar de seus esforços, Húrin resistiu e mesmo debochou de Morgoth. Por isso Morgoth o amaldiçoou e a toda sua família.

Sob o comando de Morgoth os Ocidentais sobrepujaram Hithlum e Dor-lómin. Morwen, temendo a captura de seu filho, enviou Túrin ao reino de Doriath, por segurança. Logo depois Morwen deu a luz a uma segunda filhas, Nienor. Em Doriath, Túrin foi tomado como filho adotivo pelo Rei Thingol e se tornou um guerreiro poderoso, tornando-se amigo de Beleg Arco-forte, como um dos guardas das fronteiras. Contudo, após muitos anos Túrin causou a morte de um dos conselheiros de Thingol, o Elfo Saeros. Recusando a se desculpar por suas ações, Túrin foge de Doriath e entra nas terras ermas.

Túrin se uniu a um grupo de foras-da-lei, os Gaurwaith, e logo se tornou seu líder. Enquanto isso, Thingol descobriu as circunstâncias da morte de Saeros e  perdoou o ato de Túrin, enviando Beleg para procurá-lo. Ele teve sucesso em encontrar o bando, mas Túrin se recusou a retornar para Doriath. Beleg então partiu para participar das batalhas nas fronteiras norte de Doriath.

Algum tempo depois Túrin e seus homens capturaram Mîm o não, que resgatou sua vida conduzindo o bando às cavernas da colina de Amon Rûdh onde ele tinha sua morada.  Os foras-da-lei se entrincheiraram nas cavernas e logo Beleg retornou e se uniu a eles. O bando gradualmente se tornou mais ousado e bem sucedido na guerrilha contra as tropas de Morgoth, e Túrin e Beleg chegaram a estabelecer o reino de Dor-Cúarthol. Contudo, após alguns anos, Mîm os traiu, revelando o quartel-general do bando às forças de Morgoth. Os foras-da-lei foram vencidos, Túrin foi capturado mas Beleg escapou.

Túrin frente a Orodreth em Nargothrond
Beleg seguiu a companhia de Orcs, encontrando um Elfo mutilado, Gwindor de Nargothrond, no caminho. Eles encontram Túrin dormindo e solto de suas amarras, mas Túrin, pensando que um Orc veio atormentá-lo, mata Beleg antes de perceber seu erro. Gwindor conduz Túrin a Eithel Sirion, onde Túrin recupera o juízo, e mais tarde a Nergothrond. Lá Túrin obtém o favor do Rei Orodreth e o amor da filha deste, Finduilas. Após liderar os Elfos a consideráveis vitórias, ele se tornou o conselheiro chefe de Orodreth e virtual comandante de todas as forças de Nargothrond.

Contudo, após cinco anos Morgoth enviou uma grande força de Orcs sob o comando do dragão Glaurung e derrotou o exército de Nargothrond no campo de Tumhalad, onde tanto Gwindor quando Orodreth foram mortos. As forças de Morgoth saquearam Nargothrond e capturaram seus moradores. Em um tentativa de evitar isso, Túrin encontrou Glaurung, que enfeitiçou Túrin e o fez retornar a Dor-lómin para procurar sua mãe e irmão ao invés de resgatar Finduilas e os outros prisioneiros.

Quando Túrin retornou a Dor-lómin, ele descobriu que Morwen e Nienor já haviam fugido para Doriath. Em um ataque de fúria, Túrin incitou uma luta e teve que fugir novamente. Ele seguiu os captores de Finduilas até a floresta de Brethil, apenas para descobrir que ela havia sido morta pelos orcs quando os homens-da-floresta tentaram resgatá-la. Quase destruído por seu pesar, Túrin pediu asilo entre o Povo de Haleth, que mantinha uma resistência tenaz contra as forças de Morgoth. Em Brethil túrin se renomeou Turambar, "Senhor do Destino" em Alto-élfico, e gradualmente superou o Chefe Brandir.

Enquanto isso, Morwen e Nienor ouviram rumores dos feitos de Túrin em Nargothrond e tentaram encontrá-lo. Lá foram atacadas por Glaurung, que enfeitiçou Nienor de tal forma que ela esqueceu tudo enquanto Morwen se perdia. Eventualmente Morwen chegou a Brethil, onde foi encontrada por Turambar; sem perceber seu parentesco eles se apaixonaram e se casaram, apesar dos conselhos de Brandir.

Após algum tempo Glaurung partiu ao extermínio dos Homens de Brethil, mas Turambar o matou, perfurando por baixo enquanto este cruzava a ravina de Cabed-en-Aras. contudo, quando Turambar puxou a espada, o sangue envenenado de Glaurung escorreu por sua mão, fazendo-o ficar inconsciente. Nienor, grávida, encontrou Turambar caído inconsciente, e o moribundo Glaurung fez sua memória retornar. Percebendo com horror que seu marido era também seu irmão, ela se atirou do despenhadeiro próximo no rio Taeglin, e foi levada por este. Quando Turambar acordou e ouviu de Brandir que Nienor estava morta, o matou em sua fúria e mais tarde se jogou sobre sua própria espada.

A parte principal da narrativa termina com o enterro de Túrin. Anexo a este há um trecho extraído de As Andanças de Húrin, o próximo conto do legendarium de Tolkien. Este reconta como Húrin foi finalmente libertado por Morgoth e chegou ao túmulo de seus filhos. Ali encontrou Morwen, que também conseguiu encontrar o local, mas morria agora nos braços de seu marido, ao pôr-do-sol.

 

História do Conto

Uma breve versão da história forma a base do capítulo XXI dO Silmarillion, colocando o conto no contexto das guerras de Beleriand. Embora baseado nos mesmos textos utilizados para completar o novo livro, o Silmarillion deixa de fora grande parte do conto. Outras versões incompletas que foram publicadas em outros livros:

    * O Narn i Hîn Húrin no Contos Inacabados.
    * A série The History of Middle-earth (HoME), com destaque a:
          o Turambar e o Foalókë, do The Book of Lost Tales (HoME 1)
          o O Lay of the Children of Húrin, uma narrativa antiga em forma de poema.
          o Versões em prosa do Lay (ou Húrinssaga), eventualmente levando a versões mais antigas e alternativas do Narn e também ao Os Filhos de Túrin.

Nenhum destes textos forma uma narrativa completa e madura. O Os Filhos de Húrin publicado é uma síntese dessas fontas e de outros textos, inéditos até então.

 
 
Críticas 

Mr. Bliss

Mr. Bliss é um livro infantil ilustrado de autoria de J.R.R. Tolkien, publicado postumamente em formato de livro em 1982. Um dos trabalhos curtos menos conhecidos de Tolkien, ele conta a história de Mr. Bliss (algo como "Senhor Feliz") e seu primeiro em seu novo carro. Muitas aventuras acontecem: encontros com ursos, visinhos bravos, donos de loja irritados  e uma série de colisões.

 

 
Mr. Bliss, de J.R.R. TolkienA história foi baseada nos próprios desencontros veiculares de Tolkien com seu primeiro automóvel, em 1932. Os ursos foram baseados nos ursos de pelúcia dos filhos de Tolkien. Tolkien foi tanto o autor quando o ilustrador do livro. A narrativa mantém a história e as ilustrações bem amarradas, e o texto frequentemente comenta diratamente as imagens.

Mr. Bliss não foi publicado durante a vida de Tolkien. Ele enviou aos seus editores como um "paliativo" aos leitores que estava ávidos por mais Tolkien depois do sucesso de O Hobbit. As ilustrações aquareladas e pintadas a lápis teriam tornado o custo de produção proibitivo. Tolkien concordou em redesenhar as ilustrações de maneira mais simples, mas descobriu que não tinha tempo para isso. O manuscrito ficou em uma gaveta até 1957, quando foi vendido (bem como os manuscritos originais de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e Mestre Gil de Ham) para a Universidade Marquette por 1.250 libras esterlinas.

O livro foi publicado em 1982, com as ilustrações e a letra manuscrita díficil de ler de Tolkien em uma página e uma transcrição na página oposta.

Oliphaunt

Talvez o menos conhecido trabalho de Tolkien seja o pequeno poema "Oliphaunt", publicado em formato de livro ilustrado, com capa dura, em 1989 pela Contemporary Books/Calico. Na verdade não é um livro no sentido estrito da palavra, mas apenas um poema dividido em 14 páginas com uma série de ilustrações duramente criticadas. Atualmente o livro se encontra fora de catálogo e só pode ser encontrado como usado.

 

A capa do livro pode ser visto logo abaixo à direita e o poema completo é o que se segue:

 

Grey as a mouse,
Big as a house,
thumb_oliphaunt

Nose like a snake,
I make the earth shake,


As I tramp through the grass;
Trees crack as I pass.
With horns in my mouth
I walk in the South,
Flapping big ears.


Beyond count of years
I stump round and round,
Never lie on the ground,
Not even to die.
Oliphaunt am I,
Biggest of all,
Huge, old, and tall.
If ever you'd met me
You wouldn't forget me.
If you never do,
You won't think I'm true;
But old Oliphaunt am I,
And I never lie.

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro II (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Muitos Encontros
Frodo desperta em Valfenda, onde esteve durante três dias aos cuidados do próprio Elrond. Seu braço agora está quase completamente curado. Gandalf também está lá e explica brevemente a Frodo o que aconteceu. Um grande banquete é dado à noite para celebrar a vitória no Vau do Bruinen, e os quatro hobbits estão lá como convidados de honra. Frodo vê muitas caras novas: Elrond, a filha dele, Arwen, e Glóin, um do doze anões que tinham acompanhado Bilbo na sua grande viagem. E, para sua grande alegria, ele encontra também Bilbo, que estava vivendo em Valfenda desde que deixara o Condado. Bilbo recita uma canção sobre Eärendil que ele tinha escrito há pouco. Então, enquanto os elfos cantam e escutam histórias, Bilbo e Frodo falam por muito tempo sobre suas aventuras.

 

Capítulo 2: O Conselho de Elrond
Um grande conselho acontece em Valfenda, com o objetivo de determinar o que fazer na situação presente para impedir Sauron de dominar todo o mundo. Nesse Conselho estavam Elrond, Gandalf, Frodo, Bilbo, Glóin, Glorfindel, Aragorn, muitos elfos de Valfenda, e também os estrangeiros Legolas, filho de Thranduil, o Rei dos elfos-silvestres, e Boromir, filho de Denethor, o Regente de Gondor. Glóin conta que os mensageiros de Mordor vieram aos Anões, buscando informações sobre Bilbo e o seu Anel. Então, a história inteira do Anel é contada. Gandalf relata suas ações durante o verão, quando ele foi capturado por Saruman, o Branco, um Mago poderoso que se tornou um traidor. O Conselho conclui que o Anel não pode ser usado por ninguém exceto Sauron e que, já que o Anel não pode ser mantido fora do alcance de Sauron para sempre, deveria ser destruído em Orodruin. Finalmente, Frodo diz que aceitaria essa tarefa [e fica pasmo com as próprias palavras]. Elrond aprova a decisão de Frodo.

Capítulo 3: O Anel Vai para Sul
Muitos mensageiros são mandados de Valfenda em todas as direções para procurar notícias de qualquer servo do Inimigo, e voltam aproximadamente dois meses depois. Elrond escolhe os companheiros para Frodo: a Companhia do Anel é formada por Frodo, Sam, Gandalf, Passolargo, Legolas, Gimli, Boromir, Merry e Pippin. Bilbo dá a sua espada, Ferroada, e sua cota de malha dos anões para Frodo. A Companhia parte para o sul, e viaja a oeste das Montanhas Sombrias durante muito tempo, principalmente à noite. Eles notam muitos corvos e falcões que voam sobre eles, e se preocupam ao imaginar que os pássaros possam ser os espiões do Inimigo. A Companhia tenta cruzar as Montanhas Sombrias pela Passagem de Caradhras, mas parece que a montanha os odeia: uma grande tempestade e quantidades enormes de neve os detêm, e eles são forçados a retroceder para não congelarem até a morte na neve.

Capítulo 4: Uma Jornada no Escuro
A única escolha restante para a Companhia alcançar o outro lado das Montanhas agora é atravessar as minas de Moria, ou Khazad-dûm, antigamente um reino esplêndido dos anões, mas agora um lugar desolado e terrível. A Companhia é atacada por wargs, grandes lobos de Sauron, e embora tenham sucesso em reprimir o primeiro ataque, parece que o caminho de Moria é agora o único modo para evitar serem mortos pelos lobos. Eles acham os Portões de Moria e Gandalf descobre a senha que os abre. Quando eles estão a ponto de entrar, tentáculos que pertencem a uma criatura desconhecida saem do lago na frente dos Portões, e quase têm sucesso em arrastar Frodo para a água. A Companhia foge para dentro, e depressa descobre que as Portas foram barradas pelo lado de fora. Eles viajam pela escuridão das Minas por dois dias, e Frodo freqüentemente acha que ouve passos distantes que os seguem. Na manhã do terceiro dia eles alcançam a tumba de Balin e acham um diário lá.

Capítulo 5: A Ponte de Khazad-dûm
Gandalf lê o diário durante algum tempo e descobre, entre outras coisas, a localização da tumba dentro de Moria, o que deveria facilitar a saída deles. Porém, quando decidem ir em busca da saída, eles são atacados por um número grande de orcs, acompanhados por trolls. Eles se defendem com muita valentia na câmara da tumba, e com os intervalos entre os ataques eles escapam pela outra porta. Gandalf tenta fechar a porta com um feitiço, mas é impedido por um contra-feitiço de um desconhecido, mas aparentemente um oponente muito forte. Debaixo da pressão dele, Gandalf quebra a porta e destrói a câmara inteira. Isto bloqueia a passagem e livra a Companhia durante algum tempo da perseguição. Eles continuam descendo e alcançam o nível debaixo dos portões. Nesse ponto os Orcs prepararam uma armadilha de fogo para eles, mas a Companhia não desceu a estrada principal e os Orcs a desceram, separando assim a Companhia dos perseguidores. O caminho segue por uma ponte estreita sobre uma fenda, que foi feita como uma defesa pelos Anões de antigamente. Os trolls trazem lajes de pedra para cruzar a barreira de fogo, e antes de a Companhia conseguir cruzar a ponte, um balrog aparece: uma grande criatura humanóide que brande uma espada e um chicote ígneo. Gandalf luta com ele na ponte; o mago quebra a ponte com seu bastão e os dois caem na fenda. O resto da Companhia escapa em segurança para fora de Moria.

Capítulo 6: Lothlórien
Gimli e Frodo visitam o Espelho de Durin. A Companhia continua o seu caminho, e Aragorn cuida das feridas de Frodo e Sam. Eles entram na floresta de Lórien, e cruzam o rio Nimrodel. Eles são parados por três guardas, elfos de Lothlórien que lhes permitem dormir nas suas plataformas sobre as árvores. Os orcs passam em baixo das árvores naquela noite, e Gollum, que os está espionando, também é visto. Graças às mensagens de Elrond, que já haviam alcançado Lórien, é permitida a passagem dos membros da Companhia, mas com os olhos vendados e acompanhados por dois guardas. No dia seguinte eles conhecem mais elfos que trazem uma mensagem do Senhor e Senhora dos galadhrim, permitindo à Companhia caminhar com os olhos abertos. Lórien é uma terra estranha e maravilhosa, onde muitas coisas antigas e belas ainda vivem como nos Dias Antigos. Eles alcançam Cerin Amroth, a Colina de Amroth, da qual Aragorn parece ter recordações muito felizes.

Capítulo 7: O Espelho de Galadriel
A Companhia passa vários dias em Caras Galadhon, a cidade dos elfos; eles conhecem Celeborn e Galadriel, Senhor e Senhora de Lórien, e falam com eles sobre a missão e sobre Gandalf. Certa noite, Galadriel leva Frodo e Sam para um jardim; ela enche uma bacia prateada de água de uma fonte, e cria um Espelho mágico. Ela lhes permite olhar no espelho, mas os adverte que este pode mostrar o passado ou o futuro, e que pode ser traiçoeiro guiar suas ações de acordo com as visões no espelho. Sam olha primeiro no espelho, e vê árvores serem cortadas por toda parte no Condado. Então Frodo olha no espelho, e vê muitas coisas: Gandalf com uma roupa branca; Bilbo, caminhando no quarto dele, o Mar e o Olho de Sauron. Frodo vê no dedo de Galadriel um dos Três Anéis dos elfos, e lhe oferece o Um Anel, mas ela o rejeita.

Capítulo 8: Adeus a Lórien
A Companhia está a ponto de deixar Lórien, e os Elfos lhes dão três barcos leves para facilitar a viagem deles Anduin abaixo; eles também dão para a Companhia mantos élficos cinzentos, várias cordas boas, e um pouco de lembas, um tipo especial de pão do qual pequenos pedaços podem dar força suficiente para um dia inteiro. Após descerem o rio por algum tempo, eles vêem um barco cuja forma se assemelha a um cisne. A bordo estão Celeborn e Galadriel, e a Companhia é convidada a bordo para um banquete de despedida. Galadriel dá um presente a cada membro da Companhia, entre eles um frasco cristalino com a luz de Eärendil para Frodo, uma caixa de terra de Lórien para Sam, e um broche prateado com uma pedra preciosa verde para Aragorn. Então a Companhia deixa Lórien finalmente e continua a viagem; deixar aquela terra tão maravilhosa é uma grande aflição para todos eles. Nota: várias passagens que dão informações importantes sobre os elfos aparecem neste capítulo, como também nos dois capítulos anteriores.

Capítulo 9: O Grande Rio
A viagem da Companhia para o sul Anduin abaixo dura vários dias. Gollum os está seguindo em um tronco de madeira, colocando a Companhia em perigo, não só por causa do próprio Gollum, mas também porque ele poderia chamar a atenção de orcs que estavam a leste do rio. Eles também notam uma águia, longe no céu, e decidem viajar à noite para minimizar as chances de serem percebidos. Uma noite eles chegam muito perto das Cataratas de Sarn Gebir, e são atacado por orcs. Uma forma escura estranha voa por cima deles, e Legolas atira uma flecha com o seu arco, derrubando a criatura; isto espanta os inimigos, o ataque pára e a Companhia se retira em uma baía por um atalho rio acima. Neste momento eles notam que tinham passado quase um mês em Lórien. Eles levam os barcos e as bagagens ao longo de um caminho velho além das Correntezas, e a viagem continua além dos Argonath, os Pilares dos Reis, grandes estátuas de Isildur e Anárion construídas há muito tempo pelo numenoreanos. Eles chegam perto das Quedas de Rauros, onde o curso final deles deveria ser decidido: ir para leste rumo a Mordor, ou virar ao sul para Minas Tirith.

Capítulo 10: O Rompimento da Sociedade
A Companhia passa a noite no lado ocidental do Rio. Ferroada, a espada de Frodo, está cintilando, indicando que aqueles orcs não estão distantes. No dia seguinte eles têm que decidir o curso que seguirão; a escolha está nas mãos de Frodo, já que o caminho do Portador do Anel só pode ser decidido pelo Portador, ele mesmo. Frodo sente que poderia tomar a decisão mais facilmente se estivesse só, e os outros lhe dão uma hora para se decidir. Ele caminha sem rumo e tenta sem sucesso tomar uma decisão clara. Enquanto isso, Boromir deixa a Companhia sem ser notado, acha Frodo na floresta e lhe ordena que entregue o Anel a ele. Frodo ainda está determinado, e agora firmemente, a ir para Mordor e tentar destruir o Anel; Boromir começa a ficar nervoso e começa a ameaçá-lo. Assim, Frodo coloca o Anel e sai correndo. Ele vai para o topo da colina de Amon Hen, onde pode ver [ainda usando o Anel] terras próximas e distantes até a terra de Mordor. Ele sente o Olho de Sauron que o procura, e finalmente reúne forças para tirar o Anel. Ele decide deixar a Companhia secreta e imediatamente, pois caso contrário ele não poderia reunir coragem para partir em outra ocasião. Enquanto isso, Boromir volta à Companhia e eles começam a procurar Frodo; enquanto os outros estavam procurando, Sam percebe que Frodo estava provavelmente tentando deixá-los, e retorna para os barcos no momento em que Frodo estava arrastando um deles para a água. Logo depois eles partem juntos, cruzam o rio e tomam o rumo de Mordor.

[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro III (Cap. 1 a 11)

Capítulo 1: A Partida de Boromir
Aragorn segue o rastro de Frodo até o topo do Amon Hen; lá ele ouve o som da corneta de Boromir entre os gritos de muitos orcs, e ele corre para ajudá-lo. Mas Aragorn chega tarde demais: Boromir já está agonizando, e em suas últimas palavras ele conta para Aragorn sobre o ataque dele a Frodo e sobre a luta com os orcs, os quais levaram os hobbits como prisioneiros. Gimli e Legolas retornam logo depois, e juntos eles levam o corpo de Boromir em um barco e deixam-no flutuar rio abaixo. Eles também notam que um barco e a bagagem de Sam não estão mais ali, e concluem que Frodo e Sam devem ter cruzado o Rio e ido em direção a Mordor enquanto todos estavam procurando Frodo. Assim, parece improvável que os três companheiros ainda pudessem achá-los, e Aragorn decide que eles vão perseguir os orcs e tentar salvar Merry e Pippin. Eles começam a perseguição imediatamente e com maior velocidade, pois os orcs já ganharam uma vantagem de várias horas.
 
Capítulo 2: Os Cavaleiros de Rohan
Aragorn, Gimli e Legolas continuam a perseguição durante três dias, correndo com velocidade notável pela terra de Rohan, mas para o desânimo deles parece que os orcs quase não estão descansando, e a vantagem deles sempre é crescente. No quarto dia eles encontram uma companhia dos rohirrim, os homens de Rohan, conduzidos por Éomer, o Terceiro Marechal de Rohan e sobrinho de Théoden, o Rei de Rohan. Aragorn explica a eles o propósito da caçada, e Éomer conta que os Rohirrim atacaram e destruíram aquele grupo de Orcs dois dias atrás, e não acharam nenhum hobbit entre eles. Eles trocam algumas notícias, e Éomer fica impressionado com Aragorn e a viagem rápida que ele e os seus dois companheiros fizeram nos últimos dias. Ele lhes dá permissão para viajar por Rohan, e lhes dá cavalos excelentes. Aragorn, Gimli e Legolas continuam seguindo o rastro e chegam, naquela noite, ao local da batalha perto da grande floresta de Fangorn. Eles não acham nenhum rastro dos hobbits. Na mesma noite um homem velho aparece [e desaparece depressa] próximo ao acampamento deles, e todos os seus cavalos fogem; eles suspeitam que o homem venha a ser o feiticeiro mau Saruman.

Capítulo 3: Os Uruk-hai
Enquanto isso, Pippin e Merry sofrem muito como cativos dos orcs. Estes estão sob ordens de não matar nenhum dos cativos; durante algum tempo, os Orcs os levam, mas eles são forçados a correr, e os Orcs lhes dão um liquido estranho e asqueroso que os fortalece durante algum tempo. O grupo consiste em tipos diferentes de orcs: pequenos das Montanhas Sombrias, alguns orcs de Mordor [conduzidos por Grishnákh] e os grandes Uruk-hai de Isengard, liderados por um capitão chamado Uglúk. Uma discussão surge sobre o destino dos prisioneiros, e Uglúk prevalece. Durante a noite, quando eles se aproximam de Fangorn, são cercados por um grupo dos Cavaleiros de Rohan. Os Cavaleiros acendem fogueiras e esperam o amanhecer antes do ataque final. À noite Grishnákh esperava achar o Anel com os hobbits; ele os leva e tenta escapar, mas é descoberto e morto pelos Cavaleiros. Os hobbits rastejam na floresta, desapercebidos na escuridão. Ao amanhecer os Cavaleiros atacam o acampamento orc e todos eles são mortos na batalha.

Capítulo 4: Barbárvore
Merry e Pippin continuam seu caminho na floresta, e logo conhecem Barbárvore, o ent. Ents são criaturas estranhas, altas e muito velhas, cuja aparência se assemelha à das árvores. Eles falam sobre muitas coisas maravilhosas: os hobbits contam a Barbárvore sobre a viagem deles, e ele lhes fala sobre os ents, a história deles, e a Floresta de Fangorn. Os ents são ameaçados por Saruman, que envia orcs para destruir a floresta e as árvores. Barbárvore sente que é tempo de se fazer algo sobre isso, e ele convoca um Entebate, um reunião de ents, onde eles discutem esse assunto. Considerando que os Ents nunca são precipitados, a assembléia dura dois dias e duas noites, mas no fim eles decidem atacar Isengard [o anel de pedras no meio do qual esta a Torre de Orthanc, a habitação de Saruman]. Barbárvore leva os hobbits em sua marcha, e muitos ents se unem a ela.

Capítulo 5: O Cavaleiro Branco
Na manhã seguinte, Aragorn, Legolas e Gimli procuram o local da batalha, e acham uma folha de mallorn e alguns miolos de lembas. Isso confirma a presença dos hobbits. Eles continuam a procura na floresta de Fangorn e alcançam a colina onde os hobbits tinham conhecido Barbárvore. Então eles encontram o velho que eles acreditavam ser Saruman, mas este revela ser Gandalf, que derrotou o Balrog e voltou mais forte do que nunca, usando uma roupa branca. Gandalf lhes conta algumas notícias, particularmente que o hobbits conheceram Barbárvore e que os ents estão indo em direção a Isengard; ele lhes aconselha a ir para Rohan e ajudar na guerra que está começando lá. Ele chama o seu cavalo, Scadufax, e ele vem também com os cavalos de Aragorn e Legolas, que o conheceram na noite anterior depois de terem fugido em pânico. Gandalf e os três companheiros rumam para Edoras, a corte de Théoden, o Rei de Rohan.

Capítulo 6: O Rei do Palácio Dourado
Eles vão para Meduseld, o palácio do rei Théoden. Eles não são muito bem-vindos no princípio, e é exigido que eles deixem as armas do lado de fora antes de ver o rei. Théoden está sob a influência de seu conselheiro Gríma [também chamado Língua de Cobra] que o convenceu de que Gandalf é sempre um sinal de problemas se aproximando, e não deveria ser bem-vindo. Gandalf silencia Língua de Cobra com um raio mágico, e leva o rei para fora, no ar fresco e à luz do dia. Então Théoden percebe que, escutando os sussurros de Gríma, ele se sentia muito mais velho e mais fraco do que ele realmente era, e agora ele abre o seu coração ao conselho de Gandalf, ordenando que os Rohirrim deveriam se preparar para ir imediatamente para Isengard, enquanto os não capazes de entrar no exército deveriam se retirar aos refúgios das montanhas. Língua de Cobra contesta isso, mas Gandalf o revela como o espião de Saruman; Théoden lhe dá a escolha de se juntar à guerra ou partir para sempre, e Gríma parte. Então o rei dá presentes aos companheiros: ele presenteia Gandalf com Scadufax, e dá armaduras excelentes a Aragorn, Legolas e Gimli. Finalmente o exército parte, e Éowyn, a irmã de Éomer, é escolhida para governar o resto do povo de Rohan na ausência do rei.

Capítulo 7: O Abismo de Helm
Gandalf vai para Isengard com a maior velocidade possível, enquanto o resto dos anfitriões vai para o Abismo de Helm, uma fortaleza; lá, na torre do Forte da Trombeta, a habitação de Erkenbrand, o mestre do Folde Ocidental, vários dos rohirrim daquela região já tinham buscado refúgio. O exército entra no Abismo de Helm e se prepara para a defesa; eles são atacados por um exército grande de orcs e homens selvagens da Terra Parda, e apesar de sua quantidade os defensores têm que se retirar para o Forte da Trombeta e para as cavernas do Abismo. No amanhecer do dia seguinte, porém, o exército dos rohirrim sai da fortaleza e os orcs espantados fogem diante disso. Ao mesmo tempo, Gandalf aparece, e também Erkenbrand e o seu exército; os orcs são cercados e empurrados para uma floresta recentemente crescida que é na verdade um exército de huorns [ents que tinham se tornado arvorescos], e nenhum sai vivo.

Capítulo 8: A estrada para Isengard
Gandalf, Aragorn, Gimli, Legolas, Théoden, Éomer, e uma parte do exército dos rohirrim cavalgam para Isengard. Gimli conta para Legolas sobre a beleza das Cavernas do Abismo de Helm, e eles decidem que algum dia irão juntos e verão a Floresta de Fangorn e as Cavernas. A companhia viaja pela floresta dos Ents e passa por um grande montículo onde foram enterrados os rohirrim que tombaram nas batalhas. À noite eles vêem uma grande sombra que voa para Isengard. Finalmente eles alcançam o Anel de Isengard onde Saruman morou por muito tempo e transformou em uma grande fortaleza; mas agora ele foi derrotado e arruinado pelos ents. Nos portões eles encontram Merry e Pippin, desfrutando todos os confortos de comida, vinho e erva-de-fumo, e os dois levam Gandalf e Théoden para a parede do norte onde eles poderiam encontrar Barbárvore.

Capítulo 9: Escombros e Destroços
Enquanto isso Aragorn, Legolas e Gimli ficam com os dois hobbits, que lhes falam sobre as suas aventuras com o rompimento da Sociedade do Anel: a viagem com os Orcs, o encontro com Barbárvore e o ataque dos ents em Isengard. Os ents não são muito afligidos por setas ou machados, e eles demoliram os portões e paredes de Isengard; não puderam danificar a torre de Orthanc, entretanto, e Saruman ficou encurralado lá. Os huorns formaram uma floresta ao redor de Isengard, onde todos os orcs pereceram. Os ents construíram represas e cavaram trincheiras, e dirigiram a água do rio Isen para Isengard, inundando as cavernas subterrâneas e sufocando as fornalhas de Saruman. Gandalf veio e pediu ajuda [daí a floresta miraculosamente crescida depois da batalha do Abismo de Helm]; e depois Língua de Cobra veio, fingindo ser um mensageiro de Théoden. Porém Barbárvore, a quem Gandalf tinha advertido contra Gríma, lhe deu uma escolha: entrar em Orthanc ou esperar pela vinda de Théoden. Língua de Cobra passou com dificuldade pela inundação e entrou na torre.

Capítulo 10: A Voz de Saruman
Gandalf, Théoden, Éomer, Aragorn, Gimli e Legolas vão para os degraus de Orthanc para falar com Saruman, enquanto os outros esperam um pouco mais longe. Saruman tem uma voz poderosa, que pode persuadir muito facilmente. Ele tenta primeiro com Théoden, propondo paz e aliança entre Isengard e Rohan e prometendo grandes benefícios que poderiam vir disso. A voz dele encanta os Cavaleiros, e parece que convenceu Théoden também; entretanto, este recusa e claramente demonstra que nunca haverá tal paz. Então Saruman fala com Gandalf e tenta convencê-lo a se unir a ele. Gandalf ri disto e então dá a Saruman uma última chance para descer e os ajudar na causa deles, ou permanecer trancado em Orthanc. Saruman rejeita esta oferta, e Gandalf quebra o bastão dele e o bane da ordem dos Magos. Um globo cristalino estranho, aparentemente lançado por Língua de Cobra, cai de uma janela; Gandalf o pega, indicando que poderia ser um objeto de grande importância. A companhia diz adeus a Barbárvore [que promete que os ents vigiarão Orthanc e impedirão Saruman de escapar] e prepara-se para partir.

Capítulo 11: O Palantír
A companhia pretende ir a Edoras e começa na direção do Abismo de Helm. Pippin está muito curioso sobre a bola de vidro que ele tinha pego, e à noite, quando todos estavam adormecidos, ele a pega debaixo do braço de Gandalf. Ele não pode resistir a olhar nela, e pouco depois ele desmaia com um grito. Gandalf lhe pergunta o que ele viu e fez: na pedra ele viu a Torre Escura, e foi interrogado por Sauron. Sauron achou que a pedra ainda estava em Orthanc, e que o hobbit era prisioneiro de Saruman, e apenas ordenou que Pippin dissesse a Saruman para entregar o prisioneiro a ele, sem fazer mais perguntas. A pedra parece ser um palantír, uma das sete pedras usadas pelos reis do passado, para se comunicar entre lugares distantes; assim, estando com essa pedra, Saruman poderia falar com o Senhor do Escuro. Uma sombra passa sobre o acampamento: é um dos Espectros do Anel, que estão montados agora em horríveis criaturas aladas, e parece estar indo em direção a Isengard. Gandalf propõe que os outros partam imediatamente com a máxima pressa, enquanto ele toma Pippin consigo e cavalga para Minas Tirith tão rápido quanto possível.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]

Resumo de O Senhor dos Anéis – Livro V (Cap. 1 a 10)

Capítulo 1: Minas Tirith
Depois de uma longa e rápida viagem, Gandalf e Pippin chegam à grande cidade de Minas Tirith nas primeiras horas da manhã, e têm uma audiência com Denethor, o Senhor e Regente de Gondor e pai de Boromir e Faramir. Denethor é um homem de grande poder e linhagem, capaz de perceber muito do que se esconde atrás das palavras de alguém. Pippin conta sobre a jornada deles, e sobre Boromir, e faz um juramento de fidelidade a Gondor. Depois da audiência, Gandalf vai tratar de assuntos urgentes e Pippin sai para explorar a Cidade. Ele conhece Beregond, um soldado da guarda da cidade, que foi mandado para lhe fazer companhia por algum tempo. Eles conversam sobre Gondor e seus costumes, sobre a viagem de Pippin e as terras distantes que ele viu, e sobre a guerra que se aproxima, na qual Gondor não parece ter esperança alguma. Mais tarde, quando Beregond precisa cuidar de seus deveres, Pippin vai ao encontro do filho dele, Bergil, e juntos eles vão para os portões da cidade para ver a chegada dos exércitos de Gondor, que irão fortalecer a defesa de Minas Tirith. No começo da noite Pippin retorna a seus aposentos, e de madrugada Gandalf também volta, parecendo muito preocupado.
 
Capítulo 2: A Passagem da Companhia Cinzenta
Logo depois da partida de Gandalf, a companhia do rei Théoden é alcançada por um grupo de Guardiões do Norte, parentes de Aragorn, acompanhados por Elladan e Elrohir, os filhos de Elrond. Eles cavalgam juntos para o Abismo de Helm, onde Aragorn olha para o palantír e o tira do controle da mente de Sauron. Ele decide ir tão rápido quanto possível para Gondor, tomando as aterrorizantes Sendas dos Mortos, acompanhado por Legolas, Gimli, os filhos de Elrond e os Dúnedain. Levará vários dias para que Théoden [com quem Merry permanece como escudeiro] consiga concentrar as tropas de Rohan; enquanto isso, Aragorn e seus companheiros cavalgam na direção de Edoras e do Templo da Colina. Lá Éowyn quer se juntar a eles, mas Aragorn não o permite, dizendo que apenas Théoden poderia liberá-la de seu dever. Na manhã seguinte a companhia adentra as Sendas dos Mortos: uma espécie de túnel que leva ao outro lado das montanhas, ao sul de Rohan. Os "Mortos" são as sombras de um povo antigo que quebrou seu juramento a Isildur, e Isildur os amaldiçoou a não ter paz enquanto o juramento não fosse cumprido. Aragorn, sendo o herdeiro de Isildur, convoca-os para ajudá-lo na guerra, para que dessa forma cumpram seu juramento. A companhia, seguida por um grande exército das sombras dos Mortos, cavalga para o leste, na direção de Pelargir.

Capítulo 3: A Concentração das Tropas de Rohan
Enquanto isso, Théoden e seu exército cavalgam para o Templo da Colina, onde o exército de Rohan está se reunindo. Éowyn os espera, e conta que Aragorn foi para as Sendas dos Mortos; pouco se sabe sobre elas entre os rohirrim, apenas algumas lendas assustadoras, e eles têm certeza de que Aragorn nunca mais será visto. Um mensageiro de Gondor chega, trazendo um aviso de Denethor sobre o perigo em que está Minas Tirith, e pedindo aos rohirrim [que têm sido aliados de Gondor por séculos] que o ajudem na guerra. Théoden se prepara para partir no dia seguinte, pretendendo agora cruzar abertamente a planície, pois a grande nuvem de Mordor cobriu o céu inteiro com escuridão. Ele decide que Merry deve permanecer em Edoras, onde Éowyn irá liderar o povo até a volta do rei. Contudo, um jovem cavaleiro chamado Dernhelm diz em segredo a Merry que pode levá-lo em seu cavalo para Gondor, e Merry aceita a oferta prontamente.

Capítulo 4: O Cerco de Gondor
Na manhã seguinte, quando a escuridão já tinha coberto o céu, Gandalf leva Pippin até Denethor, e Pippin recebe um uniforme da Torre. Mais tarde ele encontra Beregond e conversa por algum tempo com ele nas muralhas da cidade. Naquela mesma tarde Faramir retorna a Minas Tirith, mal escapando dos nazgûl alados que estavam perseguindo a ele e a alguns poucos companheiros. Pippin acompanha Gandalf e Faramir num encontro com Denethor; Faramir relata os eventos na fronteira e seu encontro com Frodo. Denethor não está contente com as ações de Faramir, e preferiria que o Anel tivesse sido trazido até ele. No dia seguinte, Faramir deixa a cidade outra vez para ajudar na defesa das passagens através do Anduin. Os defensores não conseguem resistir ao bem preparado ataque; entretanto, um dia mais tarde, sobreviventes recuam para a cidade, perseguidos pelos inimigos; Faramir é trazido para dentro por último, ferido por uma seta envenenada. Grande número de inimigos, liderados pelo próprio Capitão dos Espectros do Anel, se espalham em torno da cidade e iniciam um cerco, cavando trincheiras de fogo e preparando grandes máquinas de assalto. Denethor se descontrola ao ver Faramir mortalmente ferido, e abandona qualquer esperança e a defesa da cidade, enfurnando-se nas casas dos mortos, com intenção de incinerar a si próprio e a Faramir. Ele libera Pippin de seu serviço, e Pippin corre em busca de Gandalf, que ainda pode impedir Denethor de cometer alguma loucura. Enquanto isso, os inimigos atacam o portão da cidade com um grande aríete, e o destroem depois de várias tentativas. O Senhor dos nazgûl entra na cidade e é confrontado apenas por Gandalf; nesse mesmo momento, porém, os chifres de Rohan soam ao longe.

Capítulo 5: A Cavalgada dos Rohirrim
O exército de Rohan cavalga rapidamente na direção de Gondor por quatro dias. Certa noite, Merry escuta Théoden e Éomer falando com Ghân-buri-Ghân, um líder dos Homens Selvagens dos bosques próximos. Orcs parecem ter barrado a estrada para Minas Tirith, e Ghân se oferece para mostrar um caminho há muito abandonado e desconhecido através da floresta. Dessa forma, eles chegam ao campo de Gondor sem oposição, pois todos os inimigos estão ocupados atacando os muros da cidade. No momento em que os exércitos de Mordor estão atacando os portões com seu grande aríete, Théoden sopra em seu chifre o sinal de ataque e os rohirrim entram na batalha.

Capítulo 6: A Batalha dos Campos do Pelennor
Na primeira investida, Théoden mata um líder dos sulistas. Então o Capitão dos Espectros do Anel, cavalgando sua terrível criatura alada, desce perto de Théoden; o cavalo deste, enlouquecido pelo medo, cai de lado e esmaga o rei sob seu peso. Apenas Éowyn, que estava disfarçada como Dernhelm, fica ao lado de Théoden nesse momento. A coragem de Merry finalmente desperta e ele ataca o Espectro do Anel por trás, e Éowyn, com sua força derradeira, mata o rei dos Espectros. Antes de morrer, Théoden diz adeus a Merry, e saúda Éomer como o novo rei. Os defensores remanescentes de Minas Tirith saem da cidade para ajudar os rohirrim; o Príncipe Imrahil encontra os homens que carregam Théoden e Éowyn, e nota que ela ainda está viva, e chama os curadores. As forças de Rohan e Gondor estão lentamente perdendo a batalha com os enormes exércitos do Inimigo. Uma frota dos navios de Umbar sobe o Anduin, e para a surpresa de atacantes e defensores ela não traz os Corsários, inimigos de Gondor, mas Aragorn e seus companheiros, bem como os exércitos de Gondor meridional. Agora a batalha vira a favor do Oeste, e no fim do dia nenhum inimigo vivo resta no campo de batalha.

Capítulo 7: A Pira de Denethor
Pippin encontra Gandalf e o leva até as Casas dos Mortos, para impedir que Denethor incinere a si próprio e a Faramir. Lá eles encontram Beregond [a quem Pippin havia avisado sobre a loucura de Denethor] lutando com os servos do Regente. Gandalf tenta convencer Denethor de que a hora e a maneira da morte de alguém não devem ser decididas por essa pessoa, e que seu dever é liderar a defesa da Cidade; mas Denethor acredita firmemente que o poder de Mordor é agora grande demais, e que tudo é sem esperança. Beregond o impede de matar Faramir; então Denethor agarra uma tocha e a joga no monte de lenha preparado ali, e se lança sobre a fogueira, e queima. Parece que um palantír, mantido secretamente na Torre Branca, foi a origem da loucura de Denethor, pois ele havia olhado nele longamente, e não vira nada além da reunião dos grandes exércitos de Mordor. Gandalf e Pippin levam Faramir para as Casas de Cura, embora ninguém saiba se ele será capaz de se recuperar.

Capítulo 8: As Casas de Cura
Totalmente exausto, Merry havia seguido os que carregavam o corpo de Théoden, mas se perdera. Ele é finalmente encontrado por Pippin, e levado para as Casas de Cura. Lá Gandalf escuta uma velha mencionar a lenda de que as mãos de um rei são as mãos de um curador; e ele procura por Aragorn, que poderia ainda ter essa habilidade. Aragorn decide não reivindicar sua realeza até que a guerra com Mordor termine, mas ele entra na cidade para ajudar os feridos. Primeiro ele cuida de Faramir, Éowyn e Merry. Faramir foi atingido por uma flecha envenenada, mas principalmente foi afetada pelo "hálito negro" dos nazgûl; e Éowyn e Merry caíram na escuridão depois de enfrentar o Espectro do Anel. Aragorn os cura com uma erva chamada athelas e eles despertam, embora ainda tenham que descansar por vários dias. Ele e os filhos de Elrond trabalham nas Casas de Cura até a manhã do dia seguinte.

Capítulo 9: O Último Debate
Na manhã seguinte, Legolas e Gimli entram na cidade e encontram o Príncipe Imrahil; então eles visitam Merry e Pippin nas Casas de Cura. Conversam sobre a passagem das Sendas dos Mortos: como eles cavalgaram por vários dias, e Aragorn convocou as sombras dos Mortos para lutar por ele, como eles capturaram a frota de Umbar em Pelargir, e como eles navegaram Anduin acima para se juntar à batalha do Pelennor. Enquanto isso, os capitães debatem: Gandalf, Aragorn, Imrahil, Éomer e os filhos de Elrond. Gandalf apresenta seu plano: cavalgar na direção do Portão Negro de Mordor, como se para desafiar Sauron à batalha, de maneira que ele esvazie Mordor e dirija toda a sua atenção para eles; isso aumentaria as chances de Frodo de alcançar o Orodruin e destruir o Anel. Pois, enquanto o Anel existir, a força de Sauron será grande demais para ser derrotada na guerra. O plano é aceito e um exército de sete mil homens se prepara para partir em dois dias.

Capítulo 10: O Portão Negro se abre
O exército do Oeste marcha na direção dos portões de Mordor, e várias vezes por dia os arautos proclamam a vinda do Rei e desafiam as forças de Mordor. Alguns homens são destacados para guardar as Encruzilhadas, e mais tarde alguns sentem medo e voltam. Ninguém responde aos desafios, porém, exceto por um pequeno grupo de orcs e orientais que eles derrotam facilmente. Finalmente o exército chega ao Portão Negro de Mordor, e novamente desafia Sauron a sair e reparar suas ações malignas. Então uma embaixada aparece, liderado pela Boca de Sauron, um numenoreano corrompido que havia passado a servir Sauron e se tornara lugar-tenente de Barad-dûr e um poderoso feiticeiro. Ele declara que um espião hobbit fora capturado [e mostra as roupas de Frodo] e exige que os Capitães do Oeste cedam às ambições territoriais de Sauron, ou o espião será brutalmente torturado. Gandalf recusa esses termos, mas toma os pertences de Frodo; então a embaixada, em medo e raiva, retorna para o Portão. Finalmente Sauron põe sua armadilha em ação: os portões se abrem e um exército jorra de dentro, muitas vezes maior que o exército do Oeste. Nessa última defesa desesperada, Pippin mata um enorme troll das montanhas, mas cai inconsciente.


[tradução de Luciano Soares e Reinaldo]