Númenor Imprimir E-mail
por ALF   
15 de novembro de 2008
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Númenor foi uma enorme ilha localizada no Mar Circundante, a oeste da Terra-média, e foi tida como sendo o maior dos reinos dos Homens. Todavia, com a descrença dos habitantes em Eru Ilúvatar e a rebelião contra os Valar conduziram à queda da ilha e morte da maioria de sua população.

 

Originalmente feita para ser parte de uma estória deslocada no tempo, o conto da queda de Númenor foi, por um tempo, visto por Tolkien como conclusão para O Silmarillion e o "Último Conto" sobre os Dias Antigos. Mais tarde, com o surgimento de O Senhor dos Anéis, se tornou o link entre esses dois trabalhos e uma grande parte de seu legendarium.

 

 

 

 

 

História

 

A ilha foi trazida para a superfície do mar como um presente dos Valar aos Edain, os Pais dos Homens que ficaram ao lado dos Elfos de Beleriand contra Morgoth na Guerra das Jóias. Númenor era para ser um “descanso pós-guerra” para os Edain. Logo no início da Segunda Era a maior parte daqueles Edain que sobreviveram às derrotas impostas por Morgoth viajaram para a ilha, navegando em navios providos pelos Elfos.

 

O reino foi oficialmente estabelecido em 32 S. E. e Elros Meio-elfo, filho de Eärendil e irmão de Elrond, descendente de todas as casas reais dos Elfos e Eadin, se tornou o primeiro Rei de Númenor. Sob o seu reinado, e do reinado de seus descendentes, os Numenoreanos se tornaram um povo poderoso. Os primeiros navios navegaram de Númenor para a Terra-média no ano 600 da Segunda Era.

 

Os Numenoreanos foram proibidos pelos Valar de navegarem muito para o oeste de Númenor, além do alcance da visão da ilha, por medo de que eles chegassem às Terras Imortais, às quais os Homens não poderiam colocar os pés. Por um longo tempo, Númenor permaneceu amigável aos Elfos, tanto de Eressä quanto da Terra-média e entre os anos 1693 e 1700 S. E., eles ajudaram Gil-galad na Guerra dos Elfos e Sauron, que estourou após a forjadura dos Grandes Anéis, em particular o Um Anel. O Rei Tar-Minastir e as forças de Númenor não tinham iguais na guerra, e junto com os Elfos, foram capazes de temporariamente derrotar Sauron. Com o tempo os Numenoreanos se tornaram invejosos da imortalidade dos Elfos, e começaram a se ressentir da Interdição dos Valar e a se rebelar contra a autoridade deles, procurando a vida eterna que acreditavam lhes ter sido negada.

 

No ano 3255 S. E., Ar-Pharazôn navegou para a Terra-média e desembarcou em Umbar. Ao ver o poderio de Númenor, os exércitos de Sauron fugiram e o próprio Sauron se rendeu se lutar. Ele foi levado para Númenor como prisioneiro, porém logo se tornou um dos conselheiros do rei e prometeu aos Numenoreanos vida eterna se eles adorassem a Melkor. Com Sauron como seu conselheiro, Ar-pharazôn mandou erguerem um templo de 150 metros de altura para Melkor, dentro do qual ele oferecia sacrifícios humanos para Melkor (aqueles selecionados para serem sacrificados eram Elendili, Numenoreanos que ainda eram fiéis aos Elfos).

 

Durante esse tempo, a Árvore Branca Nimloth, que ficava na frente da Casa do Rei em Armenelos e cujo destino foi tido como ligada à linhagem dos reis, foi derrubada e queimada como sacrifício a Melkor sob o comando de Sauron. Isildur, heroicamente e sob um grande risco pessoal, resgatou um fruto da árvore que veio a se tornar a Árvore Branca de Gondor, preservando a antiga linhagem das árvores.

 

Instigado por Sauron e temendo a morte pela velhice, Ar-Pharazôn reuniu a maior armada jamais vista antes e navegou para o Oeste para fazer guerra contra os Valar e se apossar das Terras Imortais, e ao fazer isso alcançar a imortalidade. Sabiamente, Sauron ficou para trás em Númenor. No ano 3319 S. E., Ar-Pharazôn aportou nas praias de Aman. Como aos Valar era proibido tomarem ações diretas contra os Homens, Manwë, líder dos Valar, clamou por Eru. As Terras Imortais foram removidas do mundo para sempre, e o mundo que era plano, se fechou em torno de si mesmo, se transformando em um globo. Númenor foi arrasada no cataclisma e sugada pelo Mar, matando seus habitantes, incluindo o corpo de Sauron, que foi posteriormente perdeu a habilidade de assumir belas e encantadoras formas, aparecendo para sempre na forma do Senhor do Escuro.

 

Elendil, filho do líder dos Fiéis durante o reinado de Ar-Pharazôn, seus filhos e seguidores haviam previsto o desastre que estava por acontecer a Númenor, e eles escaparm em nove navios antes da ilha ser tragada pelo Mar. Aportaram na Terra-média e fundaram os reinos de Arnor e Gondor.

 

A Queda de Númenor foi tida como a segunda queda dos Homens, a primeira sendo quando os Homens acordaram e caíram rapidamente sob o domínio de Morgoth.

 

 

Nomes e Etimologia

 

O nome da ilha deriva do Quenya, uma língua Alto-élfica usada pelos Numenoreanos em ocasiões solenes e para designações geográficas. Literalmente, Númenor ou, em sua forma completa, Númenórë, significa tanto ‘terra-ocidental’ quanto ‘povo-ocidental’, e foi freqüentemente traduzido pro Tolkien como Ponente, um nome que ele se lembrou ter sido usado em um romance Inglês Medieval chamado Rei Huorn no qual há uma desconhecida terra ocidental alcançada somente pelo mar. Após a sua destruição é dito que a ilha foi chamada de Atalantë “A Arruinada”; Tolkien descreveu a sia invenção dessa alegoria adicional para Atlântida como um feliz acidente quando ele percebeu que o radical Quenya talat – ‘cair’ poderia ser incorporado em um nome que se referisse à Númenor.

 

Dentre os nomes Quenya estão também Andor ou “a Terra do Presente”, que se refere ao fato de a ilha ter sido presenteada pelos Valar aos Homens; Mar-nu-Falmar ou “Terra sob as Ondas”, utilizado após a Queda e Elenna ou “Terra da Estrela”, que foi dado pois os Homens chegaram na ilha seguindo a Estrela de Eärendil e também porque a ilha tinha a forma de uma estrela de cinco pontas. O último nome também foi escrito por Tolkien como Elenna-nórë o que resultou em “a Terra da Estrela”.

 

Tolkien também providenciou vários nomes para a ilha em Adûnaico, a língua dos próprios Numenoreanos: Anadûne é uma tradução de Númenor, Yôzâyan corresponde à Andor, e Akallabêth à Atalantë. Em outros escritos de Tolkien, Gil-galad chamou Númenor de “Ilha dos Reis”, e os habitantes Drúedain se referiram à ela como “a Grande Ilha”.

 

 

Geografia

 

A natureza da Ilha é totalmente relatada em Uma Descrição da Ilha de Númenor, um texto publicado em Contos Inacabados e tido por Tolkien como derivado dos arquivos de Gondor.

 

A ilha de Númenor ficava no Grande Mar, mais perto do Reino Abençoado do que da Terra-média. Em formato se assemelhava à uma estrela de cinco pontas, com cinco imensas penínsulas se estendendo a partir da região central, que é tida como tendo aproximadamente 400 kilômetros de extensão e os promontórios eram praticamente da mesma extensão cada. A ilha, propriamente dita, era “inclinada para o sul e um pouco para o leste”.

 

 

Regiões

 

Númenor foi dividida em seis regiões, cinco correspondendo aos promontórios e uma à área central.

 

Forostar ou “Terras do Norte”

A península Norte de Númenor, descrita como rochosa e a menos fértil. A maioria da paisagem era formada por “altos pântanos cobertos por urzes”, que ao norte cresceram até formarem colinas rochosas. As únicas árvores em Forostar eram pinheiros e lariços que cresceram sobre os sopés a oeste dos pântanos; as pedras retiradas da região eram as mais estimadas em construções. Também é dito que nessa terra “os ares eram mais limpos”, e por essa razão o Rei Tar-Meneldur construiu na porção norte de Forostar uma alta torre para observar as estrelas.

 

Andustar or "Terras do Oeste"

Uma terra geralmente fértil e coberta por árvores, que se tornou rochosa na porção norte. A linha costeira a oeste era formada por penhascos elevados nos quais três baías foram feitas; vários portos foram construídos nessas baías. As terras altas do norte eram cobertas por pinheiros, enquanto ao sul as florestas consistiam principalmente de bétulas e faias no terreno mais elevado e carvalhos e olmos nos vales. Andustar era separada de Hyarnustar ao sul pela ampla Baía de Eldana, e uma pequena porção de terra que ali restou foi chamada de Nísimaldar.

 

Hyarnustar ou “Terras do Sul”

Esse promontório era conhecido pelas grandes vinhas e fazendas com terras férteis em sua metade leste, enquanto que em sua parte sul haviam terras altas e grandes penhascos ao longo da costa. No extremo oriente haviam “amplas praias brancas e áreas cinzentas”, com várias vilas tais como Ninamos, e os pântanos formados pelo rio Siril

 

Hyarrostar ou “Terras do Sudeste”

A península mais baixa de Númenor, com longas praias suaves, especialmente no oeste. Era conhecida pela variedade de árvores que ali cresciam, e nessa terra estavam as grandes plantações que forneciam madeira para a construção naval.

 

Orrostar ou "Terras do Leste"

Uma região gelada, porém fértil, se elevando para altas terras ao norte e formando planícies ao sul. Nas partes sudoeste de Orrostar haviam amplas plantações de grãos.

 

Mittalmar ou “Terras Centrais"

A parte central de Númenor, cercada quase totalmente por terra, exceto por uma pequena costa perto do porto de Rómenna a leste. Mittalmar é descrita como “erigida acima dos promontórios”, e uma região de gramados, pastos e baixios com poucas árvores.

Várias pequenas províncias se perdiam entre as regiões principais.

 

Arandor ou "Terra do Rei"

A parte leste de Mittalmar que era considerada separada do resto e estava sob jurisdição direta do  Rei. É tida como sendo “a mais populosa região de Númenor em todos os tempos”, e aqui a capital Amenelos e o porto Rómenna estavam situados.

 

Emerië

As áreas sudoeste de Mittalmar com “as ladeiras de grama”, e a principal região de pastoreio de ovelhas. Uma porção de Emerië foi dada por Tar-Meneldur para Erendis, a noiva de seu filho Aldarion, e para essa terra ela se retirou após a sua separação.

 

Nísimaldar

Uma terra perto das praias da Baía de Eldanna e estuário do rio Nundinië. O nome é traduzido como “Árvores Fragrantes”, em referência às verdejantes plantas com aroma adocicado que cresciam abundantemente nessa região.

 

 

Belezas Naturais

 

Essa é uma lista de todos os objetos geográficos individuais de Númenor nomeados nos escritos de Tolkien. É dito, em complemento, que existiam vários rios nessa ilha, porém, com a excessão de Siril e Nundinë, eram curtos e de rápidas correntezas que seguiam para o Mar.

 

Baía de Eldanna

A maior e mais ocidental baía de Númenor, entre os braços de Andustar e Hyarnustar. A terra próxima às suas praias, incluindo Nísilmadar, era a mais fértil na ilha devido às pesadas chuvas. O nome Eldanna literalmente ‘abrigo de Elfos’, em referência ao fato de a baía ficar de frente para a distante Tol Eressëa.

 

Baía de Andúnië

A maior e mais ao norte das três baías que corria ao longo das costas ocidentais de Andustar. Foi nomeada em homenagem ao grande porto de Adúnië, localizado em suas praias a leste junto com outras pequenas moradas.

 

Tol Uinen

Uma pequena ilha situada no longo canal entre os promontórios de Orrostar e Hyarrostas, tida pelos Numenoreanos como tendo sido posta ali pela Maia Uinen. Nessa ilha, Aldarion construiu uma torre alta, chamada Calmindon ou “Torre da Luz”, que aparentemente servia como um farol.

 

Sorontil

Uma grande colina ao norte de Forostar que “surgia do mar em penhascos tremendous”. O nome, que significa ‘chifre de águia’ em Quenya, vem do fato de que muitas Águias viviam sobre as rochas.

 

Oromet

Uma colina a oeste de Andustar, não muito longe de Andúnië. Sobre ela foi construída uma torre pelo Rei Tar-Minastir, para observar o oeste e o seu desejo pelo Reino Abençoado cresceu forte.

 

Meneltarma

A ilha tinha uma montanha em seu centro, conhecida como Meneltarma ou “Pilar dos Céus” em Quenya e como Minûl-Tarîk em Adûnaico. Era o local mais alto de Númenor e é dito que os de “melhor visão” poderiam ver Tol Eressëa de seu topo. Após a Queda foi dito pelos remanescentes dos Dúnedain que o topo de Meneltarma subiu mais uma vez acima do nível do mar.

 

A montanha é descrita como surgindo suavemente da planície no começo, com cinco longos degraus cobertos de grama, chamados de Tarmansundar ou “Raízes do Pilar”, se estendendo na direção das cinco penínsulas. Em direção ao topo se torna mais vertical e não poderia ser escalada facilmente; uma estrada em espiral foi feita para subir pela montanha, começando no degrau sudoeste e alcançando o topo pelo lado norte. O topo de Meneltarma foi “aplainado e trabalhado de forma a abrigar uma grande multidão”. Era considerado o mais sagrado local de Númenor como um templo a Eru Ilúvatar; nada foi construído lá, e onde nenhuma “ferramenta ou arma jamais foi portada”. Apenas os Reis eram permitidos falar no topo, quando eles faziam as Três Preces a Ilúvatar; fora isso, as pessoas eram livres para subir a montanha, mas nenhuma quebrou o silêncio em respeito. Os únicos animais a habitarem o local eram as Águias, que os Numenoreanos acreditavam terem sido enviadas por Manwë para olhar pela ilha.

 

A última Rainha, Tar-Míriel, prevendo a destruição da sua terra, tentou escalar o topo de Meneltarma na esperança de escapar ao desastre, todavia, as águas logo a alcançaram.

 

Noirinan

Um vale raso, também chamado “o Vale das Tumbas”, localizado entre o degraus sudoeste e sudeste aos pés da Meneltarma. Em sua cabeceira estavam situadas as tumbas dos Reis e Rainhas, em câmaras cortadas na rocha da montanha.

 

Siril

O principal rio de Númenor, que nascia em Noirinan, aos pés de Meneltarma e seguia para o sul, desembocando no Mar perto de Nindamos. Dentro de Mittalmar, o Siril era um canal de águas rápidas, mas em seu curso mais baixo ele se alargava e reduzia o fluxo, formando um vasto delta pantanoso. Os caminhos de suas bocas geralmente mudavam, seguindo através de amplas terras e dispersando em vários lagos

 

Nunduinë

Um rio a oeste da ilha, correndo em sua maior parte por Mittalmar e desembocando no Mar em Eldalondë. Em um ponto mais baixo em seu curso forma o Nísien e flui brevemente através da região de Nísilmadar

 

Nísinen

Um pequeno lago formado pelo rio Nunduinë logo antes de desembocar no Mar. O nome, aparentemente significando “água fragrante”, é dito que deriva “da abundância de flores de aroma adocicado que cresciam em seus bancos”.

 

 

Principais Cidades

 

Várias cidades e portos de Númenor são descritas nos escritos de Tolkien. Ele afirmou que as mais populosas cidades estava situadas nas praias, e que estradas de terra corriam entre a maioria delas; a única via pavimentada conectava Rómenna, Armenelos, o vale de Noirinan, Ondosto e Andúnië.

 

Armenelos

A capital e (em anos posteriores) a maior cidade de Númenor, chamada de Armenelos, a Dourada em Quenya e Arminalêth em Adûnaico é também conhecida como A Cidade dos Reis. Ficava aproximadamente no centro de Arandor, perto de Meneltarma, e sua fundação data de, aproximadamente, 32 S. E.

 

Armenelos continha o palácio real, a Casa do Rei, registros relatam que foi construído com o auxílio dos Maiar. Uma alta torre foi construída lá por Elros, e a Árvore Branca Nimloth foi plantada nos dias de Tar-Aldarion. Durante o reinado de Ar-Pharazôn um gigantesco templo a Morgoth foi erigido em Armenelos; um templo circular, que fazia com que a antiga torre de Elros fosse comparada a um anão ao seu lado, é descrita em O Silmarillion como tendo mais de 150 metros de diâmetro e mais ainda em altura, em seu topo uma abóboda de prata foi colocada. A abóbada tinha uma abertura pela qual a fumaça da queima de inúmeros sacrifícios se elevava, tornando negra a prata logo após a sua construção.

 

Andúnië

Um porto localizado na homônima Baía em Andustar, e inicialmente a mais importante cidade de Númenor, pois lá os navios dos Eldar de Tol Eressëa geralmente aportavam. Seu nome significava “pôr do sol” em Quenya. Valandil, descendente de Elros pela linhagem feminina, foi o primeiro a receber o título de Senhore de Andúnië, e embora seus sucessores fossem os líderes dos Fiéis, eles ainda tiveram uma importante participação na política de Númenor.

 

Entretanto, assim como a Sombra se abatia sobre Númenor, Armenelos se tornou maior e mais importante do que Andúnië. Até o fim do reino, os remanescentes Fiéis foram rotulados como dissidentes pelos Homens do Rei, com muitos sendo deportados para Rómenna e outras regiões a leste, incluindo os herdeiros dos senhores antigos.

 

Rómenna

Um grande porto situado na cabeceira do longo estuário nas parias orientais de Númenor. Sendo o mais próximo do centro do reino do que os outros portos, gradualmente cresceu em tamanho assim como a importância da construção naval e navegação cresceram, especialmente desde o reinado de Tar-Aldarion. O nome significa ‘oriental’ em Quenya, se referindo ao fato de que a maioria dos navios que iam em direção à Terra-média partiam desse porto.

 

Eldalondë

Um porto na costa oeste de Númenor, onde o rio Nundunië desaguava na Baía de Eldanna. Seu nome também é registrado como “Eldalondë, o Verde” e pode ser traduzido como ‘porto Élfico’. Foi o principal porto pelo qual os Elfos chegavam de Tol Eressëa, antes de a relação com eles ter sido cortada. Eldalondë estava localizado em Nísilmadar, e é descrito como “o mais belo de todos os portos de Númenor”, dito como tendo sido comparado pelos Elfos à uma cidade em Eressëa.

 

Nindamos

A principal de muitas vilas do povo pescador perto do delta do Siril em Hyarrostar. Como o resto, era localizada “entre os pântanos e lagos”.

 

Almaida

Um porto dito por Christopher Tolkien como aparecendo no mapa de Númenor feito por seu pai. Era localizada “na Baía do Andúnië, não muito longe a oeste do próprio Andúnië”; Christopher Tolkien também expressou sua incerteza sobre a pronúncia do nome.   

 

Ondosto

Uma cidade em Forostar, associada por Christopher Tolkien com “as extrações de pedra da região”. O nome aparentemente significa ‘cidade de pedra’ em Quenya.

 

Hyarastorni

O feudo de Hallcar, um descendente de Elros, situado nas partes mais ao sul de Mittalmar. No índice dos Contos Inacabados, Christopher Tolkien o colocou no glossário como “terras”; entretanto, o conto de Aldarion e Erendis cria uma impressão de que era um assentamento separado na região de Emerië.

 

 

Flora e Fauna

 

A vida animal e vegetal em Númenor é tida como abundante e diversa, com muitas espécies únicas a cada região diferente. Em complemento, a ilha continha muitas formas de vida que não eram encontradas na Terra-média, muitas delas foram trazidas pelos Valar ou Elfos de Aman. A mais famosa dessas era a Árvore Branca, Nimloth, que crescia na Corte do Rei em Armenelos. Muitas outras árvores únicas cresceram nas regiões ao sul, dentre as quais Tolkien incluiu oiolairë, lairelossë, nessamelda, vardarianna, taniquelassë, yavannamírë, laurinquë, lissuin e as renomadas árvores-mallorn.

 

O tipo mais numeroso de animais em Númenor (em comparação com outras terras) eram os pássaros marinhos, e é tido que peixe era a principal fonte de alimento de seus habitantes. De espécies únicas apenas os kirinkis são relatados, assim como as Grandes Águias, presentes em muitas partes do legendário de Tolkien.

 

 

Cultura

 

Os habitantes de Númenor, usualmente chamados de Numenoreanos ou Homens do Oeste, eram descendentes dos Edain, um grupo de Homens que viveram no noroeste da Terra-média e se tornaram na mais avançada cultura entre os mortais. Após terem se estabelecido na ilha, seu conhecimento e habilidades foram mais desenvolvidas através do ensinamento dos Valar e dos Elfos de Tol Eressëa.

 

A maioria dos Numenoreanos era descendente do original Povo de Hador, e conseqüentemente eles tinham cabelos louros e olhos azuis. Os moradores das regiões ocidentais, especialmente os de Andustar, são tidos como a maioria vinda do Povo de Bëor, resultando em sua coloração mais escura e olhos acinzentados. Também é conhecido que uns poucos remanescentes do Povo de Haleth viajou para Númenor, e que foram acompanhados por várias famílias dos Drúedain. Esses últimos, embora acrescidos em número, partiram de volta para a Terra-média com o tempo.

 

Como resultado, a língua comum dos Numenoreanos – Adûnaico – era principalmente derivada dos dialetos dos Hadorianos. De acordo com alguns escritos de Tolkien, os descendentes do Povo de Bëor falavam uma forma carregada do Adûnaico, enquanto aos outros é dito que eles abandonaram a sua própria língua antes de virem para a ilha e usaram o Sindarin como fala diária em Númenor. Todos os textos, todavia, concordam que o Sindarin era conhecido pela maioria dos Numenoreanos, e que era amplamente utilizado pelas famílias nobres; esses últimos também conheciam o Alto Élfico Quenya, o empregando apenas em “documentos oficiais”, trabalhos históricos e nomenclatura. A situação mudou quando a amizade com os Elfos foi cortada. O uso de Sindarin e Quenya gradativamente foi diminuindo, até que o Rei Ar-Adûnakhôr proibiu de serem ensinados, e o conhecimento das línguas Élficas foi apenas preservado pelos Fiéis.

 

Os Numenoreanos eram extremamente habilidosos nas artes e ofícios, mas nos últimos séculos a sua principal indústria era a construção naval e os ofícios marítimos. Tornaram-se grandes marinheiros, explorando o mundo em todas as direções salvo o oeste, onde a Interdição dos Valar estava em uso. Eles freqüentemente viajavam para as praias da Terra-média, ensinando os homens as artes e ofícios e introduzindo o plantio e a criação de animais como um desenvolvimento de suas vidas diárias.

 

Os Numenoreanos também se tornaram mestres na arte de criação, gerando grandes cavalos que vagavam pelas vastas planícies de Mittalmar. Embora fossem um povo pacífico, suas armas, armaduras e habilidades na montaria não podiam ser contestadas em qualquer outra parte em Arda, salvo pelos Valar.

 

 

Tradições

 

Antes da chegada da Sombra, os Numenoreanos mantiveram várias tradições conectadas com a sua fé em Ilúvatar e respeito aos Valar. Dentre elas estão colocar um galho de oiolarë na proa de um navio que está de partida, as cerimônias relacionadas à passagem do Cetro, e o enterro de alguém.

 

As tradições mais famosas eram as Três Preces, durante as quais um grande grupo de Homens subia ao topo de Meneltarma e o Rei louvava Eru Ilúvatar.  Essas eram:

 

* Erukyermë, feita no começo da primavera, a prece para um bom ano;

* Erulaitalë, feita no meio do verão, a prece para uma boa colheita;

* Eruhantalë, feita no outono, o agradecimento pela boa colheita.

 

 

Política

 

Durante a história de Númenor, várias facções políticas surgiram.

 

Senhores de Andúnië

Os governantes da nobre casa de Númenor, os Senhores de Andúnië – nomeada em homenagem à ancestral casa de Andúnië – eram descendentes de Silmariën, filha mais velha de Tar-Elendil, o quarto Rei de Númenor. As leis de Númenor naquela época não permitiam à ela governar como rainha, então ela desposou Elatan de Andúnië e foi morar lá. Seu filho, Valandil, seria nomeado o primeiro Senhor de Andúnië.

 

Durante a Segunda Era, os Senhores de Andúnië se tornaram os líderes dos Elendili, ou amigos dos Elfos, e dos remanescentes amigos dos Elfos e fiéis aos Valar. Sua importância contínua é refletida pela posse do Senhor de duas das mais preciosas heranças de Númenor – Narsil e o Anel de Barahir. Isso era motivo de oposição e também de perseguição pelos Homens do Rei. Os nomes de muitos dos Senhores de Andúnië não são conhecidos, embora Eärendur seja mencionado em algum ponto.

 

Ao final da Segunda Era, o estranhamento de Númenor com os Elfos e Valar, sob a maligna liderança de Sauron, corrompeu a sociedade Numenoreana. Procurando perdão dos Valar pelas loucuras dos Numenoreanos, Amandil, o Fiel (filho de Númendil), o último Senhor de Andúnië, navegou para o oeste mas nunca mais foi visto novamente. Seu filho Elendil, o herdeiro da Linhagem Andúnië, não se juntou à grande armada de Ar-Pharazôn em ataque à Valinor, e ao invés disso fugiu com seus filhos Isildur e Anárion e muitos dos Fiéis (os Elendili) para a Terra-média.

 

 

Elendili

Também chamados amigos dos Elfos, os Elendili eram uma facção dos Numenoreanos que advogavam a continuidade da amizade com os Elfos. Foram também chamados de Fiéis por sua contínua devoção e obediência aos Valar. Esse nome foi dado a eles na época de Elendil, Senhor de Andúnië, quem mais tarde fundou os reinos de Arnor e Gondor na Terra-média.

 

Ao final da Segunda Era, os Numenoreanos se dividiram entre os Elendili e os Homens do Rei – uma facção centrada em torno do Rei que lutava para garantir a supremacia Numenoreana sobre os outros povos, e para vencerem a mortalidade imposta aos Homens. Com Númenor alcançando o ápice de seu poderio, os Homens do Rei finalmente expuseram desafios abertos aos Valar. Essa divisão terminaria por precipitar a Queda de Númenor. Os Elendili, todavia, não apenas preservaram sua antiga amizade com os Elfos, como tiveram a arrogância dos Homens do Rei como blasfêmia. Porém os Homens do Rei se tornaram mais poderosos e Númenor com eles. Ao final da Segunda Era os Homens do Rei começaram a perseguir os Elendili como rebeldes e ‘espiões dos Valar’. Temendo a sua influência de antigamente, os Homens do  Rei se asseguraram da deportação dos Fiéis de suas fortalezas em suas regiões oeste, notavelmente perto da cidade portuária de Andúnië, e os realocaram na cidade portuária do leste em Rómenna. De lá muitos partiram para a Terra-média e fundaram assentamentos que se tornariam parte dos fiéis Reinos de Arnor e Gondor, porém muitos outros permaneceriam até a Queda de Númenor.

 

Os Elendili tiveram um pequeno descanso quando o amigo-dos-Elfos Tar-Palantir assumiu a monarquia e começou a levar Númenor de volta para os caminhos dos Fiéis, mas após a morte de Tar-Palantir seu sobrinho, Ar-Pharazôn usurpou o trono e os Elendili foram mais vigorosamente oprimidos, dessa vez com o auxílio de Sauron, que havia estabelecido um culto maligno na ilha para corromper e finalmente destruir a sociedade Numenoreana. A língua dos Eldar foi proibida, e quando Sauron conseguiu corromper Ar-Pharazôn, o último Rei de Númenor, alguns Elendili foram assassinados e queimados como sacrifício para Melkor. Queimada também foi Nimloth, a bela, a Árvore Branca do Rei que era a ancestral da Árvore Branca de Gondor, e a árvore pela qual foi predito estar ligada ao destino dos Reis. Isildur, filho de Elendl e um dos Elendili obteve, sob grande risco, um fruto de Nimloth e assim ligou o destino da Árvore ao destino dos Herdeiros de Elendil.

 

Enquanto Ar-Pharazôn liderava sua grande armada para Aman para desafiar a Interdição dos Valar, Elendil e os remanescentes dos amigos-dos-Elfos foram avisados por poderes divinos para deixarem Númenor para sempre. Foram assim poupados da Queda de Númenor quando, como punição por uma tentativa de desafiar a Interdição dos Valar, Ilúvatar afundou a ilha sob o Mar. Os Elendili, sob a liderança de Elendil e seus filhos, finalmente fizeram o seu caminho para o refúgio na Terra-média onde eles foram recebidos pelos Elfos. Lá eles estabeleceram os reinos Dúnedain de Arnor e Gondor.

 

 

Homens do Rei

Os Homens do Rei era uma facção a favor da realeza Numenoreana. Eles se rebelaram contra os Valar pois desejavam a imortalidade. Como o seu poder e conhecimento de Numenoreanos haviam crescido através da Segunda Era, todos se tornaram preocupados com os limites impostos ao seu contentamento – e até mesmo seu poder – pela mortalidade, o propósito pelo qual eles começaram a questionar. Esse crescente desejo de escapar da morte, conhecida como ‘a maldição dos Homens’, também fez com que a maioria dos Numenoreanos invejassem a imortalidade dos Elfos, a quem eles se assemelhavam fisicamente como parte da recompensa dada por Ilúvatar por terem sido seus aliados. Os Eldar sempre lembraram os Homens, no entanto, que a morte era um presente de Eru para toda raça dos Homens, e que perder a fé nele seria heresia. Mesmo assim, após 2221 S. E., quando Tar-Ancalimon se tornou Rei de Gondor houve uma divisão entre o seu povo; de um lado estava a grande maioria, chamados Homens do Rei, e eles cresceram orgulhosos e estranhos aos Valar e Eldar.

 

Anos mais tarde os Homens do Rei foram facilmente enganados pela corrupção de Sauron, que havia sido levado como prisioneiro para a ilha, mas se tornou um dos principais conselheiros do Rei Ar-Pharazôn. Logo estavam adorando a Escuridão e louvando a Melkor como seu senhor, primeiro em segredo mas logo ostentado abertamente a adoração bem aos olhos de seu povo. Dentro de Númenor a maioria logo foi corrompida e a mesma corrupção pelas artimanhas de Sauron passou por sobre o Mar e a adoração chegou às colônias na Terra-média. Essa corrupção levou os Homens do Rei ao desastre total ao seguirem seu rei em sua invasão suicida de Aman, na qual resultou na submersão de Númenor, o mais poderoso reino dos Homens que existiu.

 

Sobreviventes da monarquia na Terra-média falharam ao aprender com o seu exemplo, continuando a servir Sauron e se opor aos que não aceitaram as suas palavras. Eles ficaram conhecidos como os Numenoreanos Negros.

 

 

Fonte: Wikipedia - Númenor

 

 


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