Arquivo da categoria: Produção dos Fãs

Hobbits, Humanos…e uma Humana!

Relaxar! Relaxar! E relaxar! Era tudo que ela precisava. E também foi isso, que aquele terapeuta lhe receitou. Um velho maluco que ela nunca viu. Ficava soltando baforadas de cachimbo, enquanto concordava com tudo que ela falava! Ela achou que ele fosse bom! Tinha diplomas e diplomas na parede. Até era membro de uma tal Ordem dos Istari. Pelo que ela percebeu uma ordem super selecionada. É mas como relaxar, com aquela fila, para comprar um simples passaporte para o parque? Não podia reclamar, afinal estava tudo na mais perfeita ordem…
 

- Olha gente! É a senhorita Liebe! – Sam

- Eu quero uma surpresinha! – Frodo

- Estávamos com saudade! – Merry

- Há não! Vocês não! Eu vou chamar a segurança! Ou melhor, vocês não existem! – Liebe fecha os olhos e tampa os ouvidos – São personagens de um livro e …Ai!!! Está bem! Eu acredito em vocês agora! Não precisava pular no meu pé!

- Por favor Senhorita Liebe! Nós seis prometemos nos comportar! – Pippin

- Seis!? Seis de vocês? Eu vou morrer de estafa na casa dos vinte! Rugas e cabelos brancos antes dos trinta! – Liebe

- Mas o Boromir e o Aragorn não são hobbits. E eles… – Sam choraminga

- Não quero nem saber! Lá! Lá! Lá! – Liebe novamente de ouvidos tampados – Eu não estou escutando vocês!

- Nós prometemos nos comportar! – Merry

- Fica com a gente! – Pippin

- Olha! Eu até trouxe essa flor do meu jardim! – Sam timidamente – Eu achei que ela me lembrava a senhorita!!

- Mas que lindinho! Você me trouxe uma flor! Tá bom! Tá bom! – Liebe – Vocês venceram!!

- Eu não sabia que ele tinha tanto jeito para as mulheres – Pippin sussurra para Frodo

- E como é que você achou que ele teve treze filhos?? – Frodo

- Ei! Boromir! Passolargo! – Merry grita – Nós encontramos uma amiga.

Dois homens se aproximam. Os amigos dos quatro hobbits Mas ao invés de um aperto de mãos, e um "prazer em lhe conhecer", Liebe se sente encostada, na parede da bilheteria, pela ponta de uma espada. Na verdade, uma espada quebrada…

- Eu avisei hobbits! Em terras estranhas precisamos ser cautelosos. Vocês tem certeza que ela é amiga? O inimigo já me preparou diversas peças antes! – Passolargo

- Os homens de Gondor são valorosos e espertos! Eles não caem em truques do inimigo. – Boromir
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- Tira isso do meu pescoço seu maluco! Para que serve uma espada quebrada? – Liebe

- Isso não é uma espada qualquer! Dobre a língua para falar de Narsil. – Passolargo – Você pode provar que é quem afirma ser? Provar que é amiga deles?

- É claro que eu conheço eles. Esse baixinhos são vidrados num cachimbo. Tarados por qualquer tipo de comida. – Liebe – Especialmente cogumelos.

- Realmente você é amiga deles. – Boromir – Nem mesmo eu, vindo de Gondor, faria melhor descrição!

- Realmente! Uma inimiga não teria essa aparência. – Aragorn – Você só pode ser a encarnação de Luthien, a Bela!

- Cai na real cara!- Liebe – Essa cantada é pior que perguntar se o cachorrinho tem telefone!

- Mandou a ver Senhorita Liebe! – Pippin – O herdeiro de Gondor levou um fora!!

- Gondor não precisa de rei! – Boromir resmunga

Antes que eclodisse uma briga entre herdeiros-de-reis e quase-futuros-regentes o grupo entra no parque.

- Senhorita Liebe! – Passolargo – Nós temos um problema!

- Isso nem o povo de Gondor consegue resolver! – Boromir preocupado.

- Dispenso o senhorita! – Liebe, voltando sua atenção para o grupo – Essa não! Tudo menos isso…

Os hobbits olhavam para a praça de alimentação! Vidrados! Nada mais podendo fazer, Liebe se considerou vencida. Os hobbits se revezavam para trazer as bandejas de comida. Enquanto isso, Liebe, Boromir e Aragorn ficaram na barraca de tiro ao alvo, ao lado da praça de alimentação. Liebe até ganhou um ursinho de Boromir, que não viu graça em nada.


Duas horas depois, eles ainda estavam carregados com algodões-doces e maçãs-do-amor! Esperando na fila do carrinho de batidas. Mais uma fila, e mais demorada que a do SUS ou das Casas de Cura em tempo de Guerra. Enquanto isso Liebe explicava o brinquedo para eles. Chega a vez deles.

- Essa não! Só tem três carrinhos! Vamos ter que nos dividir ou esperar mais. Passolargo e Boromir, vocês vão juntos. Mas sem discussões sobre quem vai herdar o trono de Gondor. – Liebe adverte– Um dos hobbits vem comigo. Os outros três vão juntos! E lembrem-se: não saiam do carrinho em hipótese nenhuma.
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- Eu vou com o Senhor Frodo – Sam

- Eu vou com você Liebe! – Pippin – Você já sabe mexer neste treco!

Começam tranqüilos! Isso se você ignorar o Boromir soprando o Chifre de Gondor. Liebe até estranha. Os hobbits, Passolargo e Boromir marcam o seu carrinho. Ela e Pippin são sacudidos. O hobbit não aquentava mais aquela situação

- Pippin! Senta no carrinho! Você já melecou meu cabelo com algodão doce! – Liebe tentando segurar um hobbit suicida

- Foi mal! Mas dirige isso melhor! – Pippin – Eles sempre nós amassam.

- Olha lá! Os caras amassaram os 3! – Liebe

- Mandou bem Elessar ! – Boromir – Um a zero para Gondor ! O Condado não dá com nada! Nem no…

- Sam! É para bater com o carrinho! – Liebe – Não para tampar a maçã-do-amor na cabeça do Boromir.

- E ainda levaram bronca. Bem feito. – Aragorn – Dois a zero para Gondor.

- Não Merry. O que eu disse sobre sair do carrinho? Também incluía pular na cara de outro motorista – Liebe – Assim o Aragorn não vai ver nada!

- Esse é o objetivo! – Merry sorridente

- Seus malucos! Vocês vão deixar o Frodo sozinho? Pippin! Cadê você? – Liebe – PIPPIN! Saí do meio da pista!

- Eu pego ele.- Frodo mira o carrinho na direção dele.

- Para com isso! Você vai matar ele! – Liebe
Todos os carrinhos param! Intervenção de Illuvatar? Afinal, o tempo não acabou! O responsável pelo brinquedo o desligou, porque havia uma criança na pista! Liebe ainda levou um sermão por deixar seu " irmãozinho" solto daquele jeito.

- Eu não acredito nisso!! – Liebe –Além de ser expulsa do carrinho de batidas, eu levo bronca por causa de vocês!

- Liebe ! O que é aquilo? – Boromir

- É maior que os Agornath – Aragorn

- É a montanha russa! Vocês querem dar uma volta? – Liebe mais calma- Vamos aproveitar que a fila está pequena!

Logo Boromir e Aragorn entram no carrinho! Quando os hobbits estavam prontos para entrar…

- Sinto muito! Mas esse brinquedo tem limite de altura! – porteiro da montanha
russa –E vocês não tem altura suficiente!
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- Há não! – Merry – Eu queria tanto ir.

- Faz o seguinte! Deixem o Boromir e o Aragorn ! Eu levo vocês em outro! – Liebe – Venham comigo.

- O que é aquele cogumelo vermelho? – Frodo

- Vocês só pensam nisso?- Liebe – Não é um cogumelo! É um pula-pula!

- Haaaaaa! – quatro hobbits

- Mas o que é um pula-pula?? – Pippin

- Entrem lá para ver! Tirem os sapatos antes! – Liebe corrige-se, sob o olhar do hobbits – Já sei, vocês não usam sapatos…Muito bem! Agora comecem a pular!


- Uma dama nunca deveria ficar desprotegida! – Aragorn

- E aí caras? O que vocês acharam? – Liebe

- Emocionante! – Boromir – Só os bravos homens de Gondor suportariam isso!

- Os hobbits estão no pula-pula! Se vocês quiserem ir no trem-fantasma é logo ali! – Liebe – Eu não me arrisco a deixa-los sozinhos!

Aragorn e Boromir vão para o trem fantasma. Liebe curte o silêncio! Quebrado pelo barulho do Chifre de Gondor. E logo depois por gritos! Nisso, pula-pula começa a murchar!

- Ai! Ai! Ai! Aposto que isso é coisa deles. – Liebe – A fome bateu e eles morderam o pula-pula!

Uma menininha saiu chorando. Outra assustada. A maioria saiu rindo. Mas todas, independente da reação, apontavam para quatro baixinhos q ficaram para trás.

- Eu sabia que isso tinha dedo de vocês…- Liebe

- Não foi dedo! – Sam

- Foi a Ferroada! – Merry

- Ferroada?! – Liebe

- É, olha só! Ela ainda brilha quando se aproximam orcs! – Frodo mostrando a espada – O Bilbo que me deu. Legal, não é?

- SEU MALUCO! COMO VOCÊ ME ENTRA COM UMA ESPADA NUM PULA-PULA DE PLÁSTICO??? – Liebe

- Mas o Bilbo falou para mim nunca sair sem ela, e sem o colete de mithril! – Frodo choraminga
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- Isso não é a Terra Média! Se esse colete não te proteger de bala perdida não serve para nada!- Liebe

-AIIIIIIIIIIIIIIII! – uma voz feminina

-SOCORRO!!!!!!!!!!! – outra mulher grita

- Mais gritos! Essa não! – Liebe – Não me digam que vem do trem fantasma!

Silêncio gera entre os hobbits!

- Era o que eu temia! – Liebe

As luzes do trem fantasma estavam desligadas e os carrinhos parados! Boromir e Aragorn aparecem brandindo espadas! E cada um carregando uma garota sobre os ombros.

- Não temam nada senhoras. – Aragorn

- Dois honrados cavalheiros estão aqui – Boromir – Para de me bater!! Eu salvei você!

- Me larga!!!!!!!! – a mulher sobre Boromir

- O que vocês fizeram?? – Liebe – Coloquem elas no chão!

- Salvamos essas donzelas de monstros horríveis. – Aragorn – Aquilo lá estava mais infestado que as Terras Ermas.

- Decepamos todos. – Boromir

- Seus Malucos! – Liebe – Eram bonecos!

- Por que alguém faz bonecos daquele tipo? – Boromir

- Porque é um trem-fantasma. – Liebe – Serve para assustar as pessoas

- Entendi agora. – Boromir

- Olha a confusão que vocês arrumara!! É melhor a gente sair daqui! – Liebe


Do lado de fora…

- Foi mais divertido que tudo! – Aragorn

- Melhor que a festa de despedida do Bilbo. – Merry

- CALADOS!! Todos vocês! –Liebe – E parem de ficar me seguindo!

- Mulheres! Vai entender!! – Sam

- Por isso que eu prefiro as elfas! – Passolargo
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- As mulheres de Gondor não são assim! – Boromir

- Ninguém merece vocês! – Liebe

- Liebe, quando você vai trazer a gente aqui de novo?? – Pippin inocentemente.

- LIEBE! VOLTA AQUI! – Passolargo

- Deixa o Pippin em paz! – Merry

- Não entendo senhor Frodo. – Sam – Por que essa menina sempre tem que terminar correndo?

Fim!!!!!

 

O Senhor das Pulseirinhas – Parte 02

Capítulo I
De repente, um barulho acorda a galera dos sonhos maravilhosos…não era os gemidos de Sam mas sim, um barulho de cellulose (celular feito de madeira na antiguidade *consultar apendicite 678876678876) uma musiqueta bem escrota de basquete…. Basquete, não outra coisa! Aquela americana…Tãtãtãtãtã-tãtãtãtã – tãtãraramtaram!!!!!!!!!

- droga ! bem agora que eu ia ter um orgasmo!!!- disse Sam…Frodo atendeu seu celular de madeira (não era tão evoluído como os de hoje)

 

- vocês não tinham ki fugi pra ir para Mordor?E lele!!!Vem para cá do outro lado do rio…-disse uma voz bem baixinha que era quase um sussurro como um farfalhar de folhas com um vento suave de verão…E assim Frodo pegou um barco e foi…Mas na margem do rio estava Sam…

- Não me esqueça mister FROOOUUDOOOUUUU! Eu te amo também…-disse Sam…
- venha então meu fiel jardineiro!!!!-disse Frodo
E quem era a pessoa no cellulose?
Era a hobbita Chris…Amiga de Manuelita e Lulita que ficou em Valfenda na vagabundagem por mais tempo…A hobbita era muuuuuuuuuuuito amiga de Frodinho e do Samzinho também…E ela iria para as terras inomináveis com eles…

Capítulo II
Então o resto da comitiva da pulseira decidiu que eles deveriam penetrar no buraco de Moria… Então penetraram… Estava muito bom por sinal… Todos se divertiam, até Gandalf que é gay e não tinha mais suas partes deu uns gritos por lá! A orgia estava muito quente quando de repente apareceu algum orcses e eles disseram – uga buga uga buga – q na língua geral fica – olá somos orcses e queremos trepar! E eles responderam – nossa! São muitos! Podem vir com prazer! Mas quando eles estavam se despindo, chegou um Balrog e disse – droga! Eu que ia transar com eles! E espantou todos o orcses e catou o Gandalf todo pra ele sozinho!

Capítulo III
Durante dias Frodo, Chris e Sam caminharam nas Emyn Muil sem nem um descanso, nem pausa pro lanchinho: o lembas do Frodo…Nada mesmo…Nada…Quando estavam já no final Sam e Chris não agüentavam mais ficar sem o Frodo por mais tempo…

-ahhhhhh…Seu puto!!!Queremos a hora do lanche!!!! -gritaram Sam e Chris em uníssono…Frodo mt pensativo disse:
-não…! E Sam e chris se cataram ali mesmo…..E veio uma outra criatura para a orgia…..Gollum….. Sim então a frase célebre foi dita novamente: – viscoso mais gostoso!
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Capítulo IV
A comitiva havia avistou Lothlorién, mas é uma floresta muito bela! A sebe, os carvalhos tudo é lindo em Lothlorién. Então penetraram para conhecer vovó Galadriel e vovô Celeborn. Todos adentraram e apreciaram a beleza da elfa, Gimli, o excluído disse repetindo as palavras de Sam: como é velha! Parece velha mas é linda! Aragostosorn foi logo procurar a bocuda da Liv Tyler que ninguém reparou mais é netinha da Galadriel! Então Luciana se sentindo sozinha andou por todos os cantos pensou em se sucumbir mas não havia coragem em toda a terra media que a fizesse! Então enlouquecida Luciana saiu correndo gritando: aaaaaahhh eu vou estuprar todos!
Então Manuela numa questão de segundos correu para os braços de Luciana, e a colocou em seu colo e disse:
-Lu, fique, fique aqui na terra média! Aragorn está só tendo um caso com Arwen, ele é seu prometido! Oh oh oh! Vamos nos casar, eu e Legolas, depois que a guerra da pulseira estiver terminada, pois depositamos nossas esperanças nos garotos Frodo Sam e chris… Bem, você poderia ir para os portos com aragorn juntamente conosco!!
Então lu na sua crise de estupro respondeu:
- mais o Aragostoso (apelidinho) prefere a Liv Tyler vesga! Ele não me quererá mais! Só sobrará o gimli pra mim! O Merry e o Pippin… Anh…
-mas eu disse q é só um caso! Aragorn está apenas rolando na grama verde com Arwen, não se esqueça que ele é um mulherengo conquistador e q se leva por impulsos, em outras palavras é um safado, mas também não se esqueça o quanto ele é gostoso e que Elrond disse q vocês se casariam ao final da guerra da pulseira e não disse nada sobre sua filha bocuda! Ela que fique com o Gandalf!
-Ah sim.. Essas palavras doces me consolam… Acho que estou melhorando vamos ali atrás da garagem fumar uma erva do fumo q eu achei no rio… Ah! Mas o Gandalf a gente sabe q prefere o Elrond!
-sim mas o Elrond é comprometido… Agora vamos, preciSamos ir nos arrumar para encontrar os nossos gatinhos, tipo que eu acho que a Galadriel nos empresta esse espelho aí dela, vamos falar com ela?
As pequenas bateram na porta do quarto de Galadriel e disseram: o Galadrí! Vem cá dá umas diquinhas élficas pra gente! Tipo você tem Gross?
-sim sim sim, minhas queridas, mas menina! Que pulseira bonita? Onde você comprou, na cidade do Valle?- disse Galadriel empolgada..
Manuela respondeu rapidamente – ah não, foi o tiu billllbo que me deu, é bonita não é? É minha, caral** !!!!
-Ai minha filha, não quis ofender… Mas vamos a maquiagem, lá em Caras Galladhon os seus namorados esperam-nas para a partida para o grande rio, os barquinhos com hidromassagem já estão os aguardando!, Aqui estão suas lindas capas élficas fashion pra caramba!
Lu empolgada disse: -ai que linda cara! Combina com tudo!
Manuela empolgadíssima e se arrumando pra seu elfão loirão -Ah então tá bom, já estamos indo! Só deixa a gente arrumar a maquiagem nesse espelho aqui! Aiiii o q é isso aqui nesse espelho macabro! Oh o olho de Mordor! Ahh – Manuela cai pra trás num baque…
Então Lu voltou-se para observar o reflexo no espelho de Galadriel – uoloco cara! Tão queimando tudo lá em Curitiba! Osama!
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Capítulo V

Frodo, Sam e Chris andavam incansavelmente, então eles resolveram parar um pouco pra dar uma lambidela no lembas… Então quando Sam estava lambendo o braço de Frodo viu que a pulseira não estava mais em seu braço!

- Senhor Frodo onde está sua bela pulseira? Você a guardou melhor? (detalhe que se ele estava com a pulseira ele devia estar invisível)
- o que foi Sam está aí não está vendo? Lambe melhor!
- Não senhor Frodo não está tenho certeza já lambi tudo! Frodo estava tendo um ataque de ira provocado pela possessão da pulseira (que só não era tão grande pois Christiane se ocupava de lamber outras partes de senhor Frodo naquele momento), a pulseira vagaroSamente havia tomado conta dele e numa voz satânica ele gritou, seu
grito ecoou por todas as montanhas da terra macia – Sam, seu filho da **** vai toma no **!
- com prazer senhor Frodo
-to falando sério, onde você enfiou a droga da pulseira?
- senhor Frodo senhor Frodo não fui eu! Você não se lembra você estava com ela em valfenda você deve ter dado para alguém cuidar?
- Droga !! Lembrei é visto que a gente saiu da historia antes que a gente devia, nós não falamos com a Galadriel e a minha pulseira eu dei para Manu cuidar!
-sério? Vamos vamos vamos voltar!!
Christiane, muito ocupada só fez levantar-se e sair correndo. Os olhos amarelos viscosos, apenas os seguiam sorrateiramente…

Capítulo VI

Manuela e Luciana se dirigiram à cidade onde moravam Galadriel e Celeborn, lá estavam seus dois amados e o anão (que estava tendo um caso extraconjugal com a galadriel) todos vestidos com lindas maravilhosas capas élficas q os protegeriam de tudo, elas também estavam vestidas mas com modelos adequados à moda da época, todos com seus lindos broches em forma de folha. Fizeram um maravilhoso desjejum, e ganharam muitas provisões de lembas, saíram então em três barcos, um aonde iam, Manuela Legolas, Luciana e Aragorn, este era em forma de flamingo e tinha grandes banheiras de hidromassagem, outro em forma de abutre ia Gimli junto com seu cabelo da Galadriel e também um linda calcinha de renda verde musgo, e é claro um punheta maker. E o último em forma de Papagaio, onde iam, Pippin e Merry junto com uma quantidade respeitável de erva de fumo e cachimbos muito fashion.
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Capítulo 6,5

Iam descendo o rio Anduin quando avistaram Frodo e sua pequena comitiva, chegaram às margens do rio ofegantes correndo como tartarugas soltas no pasto, gritaram então (seus gritos novamente ecoaram por toda a extensão da terra macia):

- ooooouu! Parem esses barcos! Freiem esses barcos! Manuuuuuuuuuu, esqueci!
Então quando alcançaram os barcos q haviam parado numa fila do pedágio pela razão de que estava muito movimentado devido à temporada da pesca de trutas. Frodo penetrou no barco flamingo e disse
- oh Manu! Que bom que eu te achei! Na minha pressa de chegar logo as fendas do Chorão, esqueci a minha pulseira com você!
Então Manu respondeu:
- ah pequeno Frodo! Não precisa se exaltar tanto assim! Mas é claro q eu dou! É mas antes eu vou ter que te dar! Eu dou antes daí depois, eu te dou a pulseirinha ok?
E Frodo concordou com os termos de Manu, principalmente porque estava muito enjoado do Sam q era muito gordinho… Algumas horas depois eles saíram exaustos do flamingo e Frodo falou que desejava partir agora pois se ele se demorasse de mais não estaria no condado novamente a tempo de ver o parto d seus supostos filhos q nasceriam… Então Frodo, Sam a Chris partiram novamente…

Capítulo 6,9
Depois da apressadinha chris adiantar a história pra ficar logo sozinha com o Frodo e ele ter de voltar tudo de novo para pegar a pulseirinha, a pequena comitiva passou pelas Emyn Muil de novo mas agora eles já sabiam o caminho e foi mais rápido… E Frodo estava mais generoso…O peso da pulseira era grande e ele tinha que descansar um pouco da sua árdua tarefa….

Um belo dia antes de penetrarem nos pântanos mortos, que todo mundo que morreu não tomava banho e era muito fétido e por isso lá era muito fedido, Chris estava recostada (como a hobbita Manuelita pascoala nos ensinou) numa pedra muito confortável, lendo sua revista de fofocas "comigo", cujo dono era o maldoso Saruman, o de todas as cores… Quando avistou uma reportagem que dizia:

“O dono do futuro da Terra Macia terá filhos"
"Após longos dias muito cansativos e sozinhos, Frodo, o hobbit
do Condado, que carrega a pulseirinha do poder, acabou
engravidando sua companheira Christiane, uma hobbita também
do condado. Segundo fontes seguras eles terão sete gêmeos
que já tem seus nomes: cachinhos dourados, cachinhos pixain, cachinhos duros, Samambaia, camulesca, cabeludinho e chapinha… Então Frodo Sam a Chris partiram novamente…”“.
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Capítulo VII

Quando Frodo, Sam e Chris se viraram para retornar as Emyn Muil, Manuela viu que Frodo era um verdadeiro idiota, pois eles estavam indo na mesma direção e era mais rápido ir de barco, mas resolveu não falar nada, pois estava cansada de tanto sexo, e preferia ficar apenas contemplando a bela vista q era seu elfo gostosão em vez de chamar Frodo e ser obrigada a começar uma nova orgia.. Pois as viagens daquela comitiva até aquela hora só tinham lhe proporcionado sexo e pouca emoção verdadeira, estava cansada de monotonia e orcses tarados, queria emoção, queria desembainhar sua espada élfica com as sete cores do arco-íris…

Luciana tinha a mesma sensação de cansaço e monotonia… Contemplava Aragorn (Ver *apendicite 96034262 para saber mais sobre o encontro que selou o compromisso de Aragorn com Luciana) com seus olhos enfurecidos pensando: – ele transou com a Arwen, filho da mãe,… Mas acabou esquecendo e recostou sua cabeça no irresistível Aragornzinho e dormiu… Mal pensava no que as aguardava na aurora…
Ao acordar Manuela teve a sensação de um frio repentino que gelou seus ossos e a fez tremer quando viu a cima de sua cabeça uma grande sombra q tingia o céu de negro, era um dos escravos sexuais da pulseirinha, em seu novo meio de transporte as grandes borboletas negras… Manuela aproveitando a situação de perigo agarrou o seu Othar Quende , q flechou a criatura que saiu com um grito ensurdecedor… Luciana acordou de repente e soltou um grito
- o q foi isso?- perguntou ela…
Responderam a ela:
- foi apenas um grito de um dos nove escravos sexuais do Chorão.
- ah sim… E quando nos chegamos no final do rio? Quando nos chegamos na parte q o Boromir morre?
Sim ele já morreu mais é só pra encher o saco…
Manuela respondeu: – não Lu, o Boromir já sucumbiu, ele acabou se adiantando, assim como nossos companheiros se adiantaram e acabaram deixando a pulseira do poder comigo… Boromir temendo os acontecimentos futuros acabou se sucumbindo precipitadamente… Só lamentamos…
Luciana então com lágrimas nos olhos respondeu: – ele era tão gostoso!
Manuela consolou a: – Lu… Têm coisas nessa vida q não são eternas… Nós por exemplo vamos perecer nessa terra assim como Boromir sucumbiu… Mas nos temos q seguir em frente não podemos desistir! Vamos lá!
Então começou uma tempestade, chovia d mais e todos pegaram seus guarda-chuvas e seguiram cantando e dançando uma canção: – its raining maaan aleluiia!!
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Capítulo VIII

- Sam!!!! – gritou a chris – você andou mexendo na minha sacola de camisinhas?
(É importante destacar que naquela época já havia camisinhas que eram fabricadas e vendidas pelo Saruman, o de todas as cor
es….Ver mais em apendicites…)
- Claro que não minha querida! Você sabe q você Não pode engravidar de mim agora que estamos muito unidos…Se Não a Rosinha me mata quando eu voltar pro condado…. (Rosinha é uma hobbita que deu aula para chris quando ela ainda estudava na escola anjo da guarda, consultar *apendicite W)
Sam e Chris estavam bem amiguinhos depois do longo tempo que Frodo os proibiu do seu lembas pelos problemas psicológicos da pulseirinha…
- Francamente esse Saruman…, Nem eu sabia que tava grávida….Ele tá cada vez mais maldoso… Respondeu chris…

Então Frodo os chamou para continuar sua jornada através dos pântanos porcos…Gollum conduzia a comitivazinha…
Nos pântanos havia coisas muito estranhas… Sam virou-se e viu que Frodo ficara para trás. Não conseguia enxergá-lo. Voltou alguns passos para dentro da escuridão, sem ousar ir muito longe, ou chamá-lo numa voz mais alta que um sussurro rouco. De repente trombou com Frodo de quatro gemendo com muito prazer…
- Oh! Bredi!…Bredi!…Bredi!
Só que Frodo não estava trepando com ninguém…
- Não senhor Froudo! Gollum disse que não podemos olhar para os lados porque podemos morrer…
Gritou Sam para seu mestre
- O que? Sam o que você fez….Eu estava tendo um orgasmo!…E com o Bredi Piti!
- Me Desculpe ouvi Bredi Piti? Onde?
Chris ao ouvir o nome do gostoso do Piti veio correndo para saber das últimas. De repente o viu só de cuequinhas brancas a convidando para uma moitinha muito agradável. Depois de um tempo ouviu-se um puta grito no meio do vasto pântano fedegoso. E era um gemidão. Gollum saiu correndo procurando donde havia saído aquele grito tão poderoso…E arrastou Chris, cujo apelido é Tix, e a acordou….
- Você sabia que não podia olhar para os lados! Quase morreu…Ele depois do sexo, matar-te-ia!
- Anh seu invejoso! … Foi mal, mas estava muito bom pra pensa nisso…E Frodinho…Ele me fez gritar pra valer, você nem consegue um grito normal.
Frodinho ficou nervosinho.Hihi, rimo!
Continuando… Depois dos gritos os escravos sexuais de Chorão saíram correndo de MacacusMeMordor e foram para os pântanos…A comitivazinha se escondeu e ficaram com medo de serem castrados, mas logo o medo passou, depois que os escravos se foram.
E eles viajaram, viajaram, viajaram, e viajaram…E chegaram nos portões negros. De lá dava para ouvir os gemidos de Chorão e de lá eles viram que não dava para ir pelo portão porque assim eles não iam encontrar o Faramir, o gostoso de Gondor. Decidiram ir por uma passagem secreta que Gollum conhecia…
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Capítulo IX

Desembaraçaram na margem esquerda do Anduin após passarem pelas Estatuetas de reis apontando para o Oeste (GO WEST, Tchananana), sim eram marilhoSamente imensas e amentdrontadoras, a comitiva se sentiu minúscula perto daquelas imagens, sim os Argonath eram gays. E a chuva não cessava, Gimli, pippin e Merry se recostaram nas árvores, enquanto os outros ainda (bêbados) dançavam, aparentavam paz e tranqüilidade, porém enquanto a comitiva cantava e dançava na chuva um bando de camulas monstruosas (consultar 8apendicite 2345678) acompanhadas de uruk hais se aproximava, As hobbitas desembainharam suas Espadas Élficas, Picada e Porrada, estas brilhavam como uma Estrela Brilhante numa noite de lua cheia.

Na batalha com os orcses, o capitão deles, o menino Camulo levou as Hobbitas e Merry e Pippin para terras longínquas do reino de Rohan, as separando de seus gostosões e de Gimli que ficaram sem saber o que fazer, bem porque eles não os curtiam eles mesmos então resolveram que deviam salvar o hobbits das garras dos terríveis (the hives) orcses uruk hais… Certamente eles estavam correndo muito perigo, os orcses estavam indo em direção a Isegard, lugar onde Sarumão, o de todas as cores, tinha sua gigantesca fabrica de camisinhas e orcses.

Capítulo X

Os dois hobbits e as duas hobbitas foram levados pelos camulescos uruk hais. Ficaram apavorados com o tamanho das presas dessa nova espécie de orc… Eram terrivelmente grandes,
Projetavam sombras por sobre o gramado que os deixavam extremamente aterrorizados. Correndo cada milha mais veloz que a outra o grupo dos camulos ia se dirigindo a Isegard, mas os hobbits eram muito gordos (ler mais sobre o acúmulo de gordura no abdômen dos Hobbits e outras coisas sobre essa espécie em *apendicite 00). E cansaram rapidamente os orcses. Obviamente tudo isso fazia parte à estratégia de fuga e escape que eles tinham armado mentalmente antes do rapto. Cansados os Uruk Hai pararam para fazer um luau e comer marshmallows, e quando eles estavam distraídos os hobbits fugiram do alcances de suas mãos sujas e pútridas para penetrar na grandiosa floresta da barbárvore grandiosa! Foram logo trepando na pobre barbárvore que já Não fazia aquilo fazia muitas décadas com muita freqüência (ler mais sobre a vida sexual das barbárvores e sua idade em *apendicite 69), então ela ficou amiga dos pequenos. E quando menos esperavam, estavam praticando mais uma orgia com algumas arvores quando se depararam com deus… Sim, e olharam para aquele deus e viram que ele controlava suas mentes, mas olharam melhor e viram…
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Capítulo XI

Aragorn e Legolas ficaram muito tristes com a perda de suas queridas hobbitas (Ver mais sobre Legolas e Manuela em *apendicite 2647212), por isso foram correndo, isso mesmo, correndo atrás delas, e o gimli para não ficar sozinho, a mercê dos orcses saiu correndo atrás… Depois de três dias e três noites correndo muito, Aragorn encontrou a folha-broche-joia-preciosa de lothlorién de Luciana jogada no chão e eles chegaram à conclusão de que os orcses Não tinham comido os hobbits (oh q conclusão!) e nesse mesmo dia eles encontraram uma comitiva de mais de 100 cavaleiros de Rohan muito gostosos. Legolas pensou consigo mesmo: Ainda bem que a manu não tá aqui, ela ia fazer a festa! E pela cabeça de aragorn se passaram também essas sensações, mal eles sabiam que suas hobbitas estavam fazendo sexo com arvores de muitos paus. Quem ficou interessado foi gimli, que depois de seu caso extraconjugal com Galadriel, não agüenta mais anãs ruivas, só que sabe de lorona, flertou muito com os cavaleiros, principalmente com um muito alto e esbelto que usava um rabo de cavalo no elmo e se chamava Eómer. Aragorn estava com pressa e ansioso para rever Luciana e saber suas condições. Por isso foi conversar com Eómer que era o capitão dos cavaleiros…

Eómer muito simpático (ao contrario do que vocês viram no filme, aquilo era apenas para enfatizar a maldade q estava dentro de seu pequeno coração – ler mais sobra a história de Eómer em *apendicite 666) veio falar com Aragorn: dae cara como vão? Ow… Quem é essa ruivinha piquenininha aí…? È q eu to meio interessado nela.. Você faz um favor? Pergunta ali se ela quer ficar comigo?
Aragorn apenas obedeceu a sua vontade sem fazer objeç&ati
lde;o pois vendo que seu companheiro Gimli estava com muita saudade de sua lorona achou q talvez pudesse ajudar. Gimli respondeu excitado: claaaaro! Ai chama ele aqui! Então a comitiva teve q dar uma pausa na sua corredeira.

Capítulo XII

A pequena comitiva viajava mais e mais e encontrou na floresta de Ithilien o Faramir que foi bem bonzinho com eles… huhuhu… bonzão…E ele os levou pra uma cachoeira secreta onde tinha uma caverna onde os homens do Faramir ficavam. Tix Não tinha se esquecido da traição de Frodo com Manuelita e resolveu se vingar com o gostosão do Faramir que era irmão do Boromir, gostoso com tal, mas melhor. Depois de se comerem (sempre com Sarumex, o + gozado – agora em todas as cores!) Frodo os viu:

- foi bom para você ?
- aham…
Frodinho ficou muito nervosinho e quando Frodinho fica nervosinho ele fica muito fofinho e Tix Não resistiu ao Frodinho, nervosinho e fofinho e o agarrou. E o Frodinho acabou perdoando ela…
Faramir tinha saído para ver o que tinha lá no lago proibido, e veio chamar Frodo pa ver o que tinha lá.
Era uma coisa muito bizarra: Gollum estava comendo um peixe. Comendo no mal sentido (sempre com Sarumex)… Como ele fazia aquilo nunca ninguém descobriu na terra média mas ele fazia cara de quem gostava muito. Gollum foi condenado mas Frodo o protegeu admirado pela sua façanha…e eles se foram com um beijo na fronte do Faramir.
E eles viajaram, viajaram, viajaram, e viajaram até a toca da Laracna uma aranhona gigante e fedida que queria estuprar até a morte Frodo e Sam. Tix ela estupraria também, afinal ela não tinha preconceitos e era bissexual. Era Gollum que tinha planejado tudo isso porque estava com ciúmes do Mestre do precioso com seus amigos Tix e Sam. Mas Tix que não queria ser estuprada, estuprou a aranha até ela adentrar novamente no buraco de onde nunca deveria ter saído, mas agora havia um problema, havia orcses por todos os lados e Frodo havia sido ferido pelo veneno salival da Laracna e estava tombado. Tix e Sam se aproximaram, despiram Frodo, brincaram um pouquinho e constataram – ele estava sucumbido… O que podiam fazer agora se o orcses estavam muito perto? e eles pegaram a pulseira que valia milhões e a terra macia e fugiram para a moita.
Fim da segunda parte… a terceira parte conta como acaba a guerra da pulseirinha e como nossas heroínas terminam sua grande empreitada em busca da fama, do dinheiro e do marido perfeito, não se esquecendo da vida eterna!!
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***Apendicites***

*Das camisinhas
Como naquela época ainda não tinham descoberto a borracha Saruman, o Branco e Gandalf, o cinzento (de noite, Gandalfete, a rosada) tiveram que arranjar um jeito para não se pegar nenhuma DST. E com a magia eles fizeram a camisinha não muito diferente da de hoje em dia, mas com ingredientes desconhecidos. Saruman , agora de todas as cores, começou a vender as camisinhas sem a autorização de Gandalf e faturou muita grana… após o ano 102 as Sarumex começaram a ser fabricadas de todas as cores e tonalidades.

*Apendicite W – das Rosinhas rosadas:
Rosinhas são seres que nascem, crescem, dão aulas de história, se demitem e perecem. Uma característica mt peculiar dessa espécie, especialmente do espécime anjusdaguardis, é que quando elas se enfurecem seus róstos ficam vermelhos vinho e elas costumam se enfurecer com qualquer pessoa que roubem os seus sacos de palha.

*Apendicite 678876678876 – dos cellulloses -
Celluloses surgiram antigamente devido à necessidade de intercomunicação entre os povos, hoje já existem recursos mais avançados como Internet e etc. Eram fabricados com vários tipos de madeira e seus créditos custavam muito caro devido à distância entre as distribuidoras e os altos impostos cobrados pela Telefonia Soron, a que dominava o mercado.

*Apendicite 2345678 – das Camulas -
São seres de aparência horrenda, a cor da face é esbranquiçada e seu semblante é de uma tonalidade esbranquiçada, seu corpo porém, é de uma tonalidade esbranquiçada. Seus braços adquiriram uma cor rosa-vermelho-pimenta devido à – cavalgadas ao sol do meio dia. Camulas também têm seus dentes avantajados prontos para dentar qualquer um que se aproximar!

*Apendicite 96034262 – DE LUCIANA E ARAGORN -
Assim, aconteceu que Luciana e Aragorn (após a crise de estupro de Luciana segundo os registros do livro vermelho) se reconciliaram e selaram compromisso)
Então por um tempo os dois passearam juntos nas clareiras de lothlorién, até que chegou a hora de partir para os barcos. E, na tardinha do Solstício de verão, Aragorn, filho de Arathorn, e Luciana M. Lima, filha de Zé, foram até a bela colina Cerin Amroth, no centro daquele lugar e andaram descalços sobre a relva sempre verde, com elanor e niphredil ao redor de seus pés. E ali sobre aquela colina, olharam para o leste, na direção da sombra, e para o oeste na direção do crepúsculo, e comprometeram-se um com o outro e sentiram-se felizes.

*Apendicite 00 – Dos Hobbits
Os róstos dos Hobbits são mais simpáticos que bonitos; largos e com olhos brilhantes e bochechas rosadas (com exceção de Frodinho que era o Hobbit mais azarado e gatinho do Condado) e bocas prontas para rir e para comer e beber. Vestem cores vivas, gostando notadamente de verde e amarelo (com exceção de Manuela e Luciana que são metais e preferem usar preto e vermelho sangue), mas raramente uSam sapatos uma vez que seus pés têm solas de couro e pelos encaracolados, muito parecidos com o de seus cabelos, geralmente castanhos (com exceção do de Luciana que fez escova japonesa haha). Têm ouvidos agudos e olhos perspicazes e tem tendência a acumular gordura na região da barriga (é só olhas para o pobre Sam), mas mesmo assim são ágeis.

*Apendicite 69 – Das Barbárvores -
Barbárvores ou popularmente Ents são seres arvorescos muito antigos, mais antigos que qualquer ser da terra média. Chamados os pastores das Árvores, tinham famílias muito numerosas cheias de barbavorezinhas ou entinhos, até que um dia as Entesposas mais conhecidas como Enteposas, ou Encostos, chifraram as barbárvores e foram embora para terras distantes sem nem deixar a roupa lavada e a água de ent em cima da mesa. Desde então os ents não praticavam sexo, a não ser aqueles que se converteram ao homossexualismo, ou aquela famosa árvore do programa da Márcia, pela qual um pobre mortal se apaixonou sem saber que aquilo era um ent pederasta brincando com a criancinha perdida.

*Apendicite 666 – De Éomer -
Eómer sempre teve uma infância muito dura, sua madrasta má, o obrigava a esfregar o chão todos os dias de maneira escrava. O amante de sua mãe Língua de Cobra o estuprava diariamente, e fazia Boketi nele. Sua vida talvez tivesse sido pior se seu pai que também era pederasta não tivesse falecido quando ele completou seus 10 aninhos. Ele ganhou liberdade de sua escravidão quando bateu em sua
porta uma linda velha que vendia maçãs, e a velha ofereceu uma maçã envenenada ao menino Éomer, e ele inocentemente deu para toda sua família pobre que morreu toda e ele agora vive na feliz infelicidade…

Diário de Gimli, Filho de Glóin

DIA UM

Grr. Argh.

DIA DOIS

Circulando em Valfenda com elfos afeminados, muito ruim para minha digestão. Pedi para Elrond que me transferisse para o segundo andar já que não posso entrar no banheiro aqui sem ser sujeitado à assistir hobbits que tomam banho entre velas cheirosas. É ridículo. Espirraram espuma de banho de morango ontem em mim. Em compensação, barba agora sedosa e condicionada.

 

DIA TRÊS

Elrond recusa a me trocar de quarto. Dei de cara novamente com os hobbits esta manhã. O que estavam fazendo com aquela cenoura? Grupo de imbecis natos, não me admiro que eles nem ao menos cultivem barbas decentes.

DIA SETE

Suspeito que Aragorn filho de Arathorn seja um pervertido tarado por hobbit. Ignora completamente a noiva elfa gostosa para barganhar a atenção de gnomos de calções de couro e pés-cabeludos. Sorte que eu, Gimli filho de Gloin, estou aqui para cuidar da solidão dela.

…depois…

Mulheres elfas têm a altura certa para manter minhas orelhas aquecidas. Me dei bem!

DIA NOVE

Concordei em ir na demanda. Arwen ficando terrivelmente amarrada na minha. Gimli filho de Gloin não será amarrado. Passei tanto tempo com hobbits sensíveis e elfos afeminados que ficar em Valfenda está acabando com "nossa relação".

DIA TREZE

Muito frio no topo de Caradhras. Briga grande sobre quem iria carregar os hobbits montanha acima. Não participei já que estava ocupado amostrando a Legolas como fazer uma trança só com a mão direita. A briga terminou quando Aragorn apanhou o Portador do Anel e o enfiou dentro das calças dele. Está certo, Herdeiro de Isildur, sufoque o Portador do Anel. Francamente, essa gente…

DIA QUATORZE

Em Minas de Moria. Posso ter feito um leve erro de cálculo, já que parece que primo Balin está morto há pelo menos sessenta anos. Suponho que deva ter acontecido desde a última vez que recebemos cartão de Natal dos companheiros de Moria. Ora, não pode se esperar que mantenhamos o controle de tudo.

DIA QUINZE

Gandalf caiu na sombra. Hobbits usaram isso como desculpa para ficarem nas pedras chorando e se acariciando. Levei um abraço varonil de Boromir, embora ele estivesse com a Corneta de Gondor espetando o meu plexo solar. Pelo menos, espero que tenha sido a Corneta de Gondor. Não vou ficar pensando se foi ou não.

DIA DEZESSEIS

Legolas me falou que Aragorn está a fim de Frodo. Sam o matará se ele tentar qualquer coisa. Sugeri a Legolas que poderíamos querer um líder que fosse menos libertino. Legolas perguntou então se eu queria tomar um banho com ele. Estou começando a suspeitar que toda aquela poesia Élfica sobre a glória dos laços-de-guerra entre homens e só uma grande fachada para brincadeiras de espancamento safadas.

DIA VINTE

Em Lothlorien. Galadriel totalmente gata. Enquanto hobbits estão de abraços por aí e Boromir persegue Aragorn, tive tempo para lhe mostrar alguns truques de anão. Nada extravagante, só um pouco de Esconda o Capacete e Explorando as Minas. Muito satisfatório para todos, exceto Celeborn possivelmente. Pensando bem, talvez fosse Celeborn. Não consigo diferenciar muito os elfos.

DIA VINTE E DOIS

Deixei Lothlorien. Tenho navegado há dias em barcos. Estou ficando muito sozinho. Hobbits já não parecem tão ruins. Bastante atraentes de fato, apesar dos mullets. Já que não consigo chegar perto de Frodo sem ser mordido nos joelhos por Sam, e que Pippin está flertando com Boromir, então verei se talvez Merry queira dar um agradável passeio sob o luar hoje à noite. Hurrah para laços-de-guerra entre homens.

Diário de Haldir de Lórien

Dia 1 – Não tenho absolutamente nada para fazer em Lórien, além de escutar Blind Guardian e esperar Legolas aparecer. Ai, ai…

 

Dia 6 – Legolas apareceu, mas parece que está com raivinha de mim. Quando é que ele vai entender que o motivo do rompimento entre Glorfindel e ele não fui eu???!!

Dia 7 – Legolas tentou tomar banho na fonte de Galadriel, e ela confiscou as roupas dele. Quem teve que dar um jeito nosso? Eu, é claro! Eu é que faço tudo por aqui! Por que eu não sou um orc??

Depois: Nem com presentinho Legolas me quer! Ta certo que as roupas não eram a última moda em Valinor, mas não precisava tanto!!Ele Só pensa naquele nanico do Gimli! Mas isso não o impediu de levar meu cd do Blind Guardian! Vou contar pro pai dele as histórias sujas dele com Glorfindel, e ele vai perder o direito ao trono da floresta! Vai ter que achar uma floresta desapropriada ou invadir algum reino humano!!

Dia 9 – Será que eu tenho que cortar minhas pernas para alguém me querer? È, porque Legolas ta todo derretido por aquele anão, Boromir vive com aqueles hobbits mais jovens e Aragorn não sai do pé do portador do Anel. Ele acha que Frodo vai cair naquela velha história de ‘rei’? è mesmo um pervertido tarado por hobbits! Sam vai mata-lo se ele tentar alguma coisa.

Dia 10 – A Comitiva foi embora. Tenho que arquitetar um plano para recuperar meu cd do Blind Guardian.

Dia 11 – Galadriel me pôs para trabalhar, para consertar os estragos que a comitiva causou, desde corações com iniciais nas árvores até os móbiles de estrelinhas quebrados de Caras Galadhon. A única coisa que me impressionou foi a quantidade de fios de cabelo ruivos na cama de Celeborn.

Depois: Quando isso acabar, vou atrás de Legolas e do meu cd, mas do jeito que o mundo anda maluco, eu posso acabar indo parar em uma batalha na qual eu não deveria estar…

A Busca de Narya

Encontros

O sol despertou mais fraco. As gotas de orvalho da noite anterior ainda escorriam pela floresta. A neblina, aos poucos, foi se dissipando mostrando as belezas da Floresta Dourada.

 

Em sua modesta casa, Fingol acordou ansioso com o novo dia. Eldarion, o Rei dos homens, incumbiu-lhe a missão de resgatar Narya, o anel do fogo que pertencia a Gandalf e que este o perdeu na última batalha nos campos de Dagorlad.

Fingol, primeiro marechal de Gondor, foi ao encontro de Eldarion como lhe foi pedido.
Os guardas abriram os portões do palácio. Nenhum ranger foi ouvido. Apenas luzes douradas tocavam seus dedos no chão de pedra da entrada. De dentro, uma mistura de pão e mel, chegou ao nariz de Fingol que sorriu com prazer.

— Bom dia meu Rei. – Fingol ajoelhou-se e quase tocou sua testa no chão.

Do trono adornado com ouro e pedras preciosas, Eldarion, herdeiro de Elessar, levantou-se. Andou em direção a Fingol, ainda ajoelhado. Luzes que passavam livremente pelas abóbadas cintilavam sua armadura que trazia o símbolo dos homens de Gondor no peito. Uma árvore branca. A primeira plantada nas terras dos homens.

Chegando aos pés de Fingol tocou-lhe o ombro esquerdo.

— Levante-se Fingol, primeiro marechal de Gondor! – Fingol subiu seu olhar em direção ao rei que se portara à sua frente como os antigos senhores – Você não precisa fazer isto. Levante-se Fingol! – falou mais forte – E vamos fazer o desjejum. Quero você bastante forte este dia. Pois uma grande viagem deverás fazer.

Fingol ficou de pé. Eldarion conduziu-lhe até a mesa, e lá, comendo um banquete de desjejum, o rei contou-lhe toda a história de Narya, desde sua fabricação, passando pela história de como Gandalf o conquistou, até a sua perda.

O primeiro marechal escutou tudo com bastante atenção, exceto quando Eldarion parava para beber e aproveitava para comer um pedaço de lembas com manteiga.

— Fingol! – continuou – Agora preste bastante atenção! Quero que viaje até Bri. Terás água e comida que poderás viajar até além mar. Lá deverás ir até o Pônei Saltitante. Seis guerreiros, Ceblanth, um elfo. Glóin II, filho de Gimli. Tyrro, um grande marinheiro. Beorn, um dos meus melhores guardas. Nileth, uma bela elfa silvestre. Cuidado com ela. – brincou – Exímia arqueira. E por último, mas é pelo qual tenho mais em conta, Bean Tûk, um hobbit, um pequeno. Será de grande utilidade se precisar "pegar" alguma coisa "emprestada".

— Mandei Beorn na frente para recrutar os melhores de toda a Terra-Média. Já devem estar chegando em Bri. Vá agora. Temos receio de que Narya caia em mãos erradas. Vá agora e que Isildur esteja com você.

Eldarion tirou sua espada da bainha. A espada-que-foi-forjada, Narsil, reluziu à luz do Sol e mostrou toda beleza de Gondor. Colocou-a à frente de seu rosto e Fingol, primeiro marechal de Gondor, foi em direção ao norte com toda velocidade. Em menos de cinco minutos Eldarion via apenas um ponto branco no horizonte em direção ao seu incerto destino.

— Gostaria eu de poder ir nesta busca. Gostaria muito. – Pensou. Virou-se e foi em direção ao interior do palácio com o rosto e corpo fracos.
— Mas Gandalf mandou ficar aqui. – Neste momento a voz de Arwen, Rainha de Gondor, produziu sons que fez Eldarion sorrir novamente. – Você é Rei agora. O mal foi extinguido para sempre. E além do mais Fingol é um ótimo Marechal.
Eldarion olhou para Arwen e sorriu para ela. Virou-se e dirigiu-se a seus aposentos.
— Se precisar de mim – disse com pesar – estarei dormindo.
— Sim meu filho.

Arwen concordou, mas ficou estranhamente com aquele olhar. Foi em direção aos jardins e lá ficou pensando e observando as cores e sentindo os cheiros de bétulas, jasmins entre outras milhares de belas flores.

Fazia tempo que Gondor não sentia tamanha paz. E como diziam as antigas lendas "Se há grande paz pode haver, em algum lugar, grande temor".

Fingol já estava no seu segundo dia de viagem e o trote nem o tempo mudaram. No fim do segundo dia montou acampamento ao lado do Grande rio. Agora faltavam apenas mais três dias de viagem.

Encostou-se em um tronco após ter comido pão-de-viagem com manteiga, bacon, salsicha e muita cerveja. Caiu num sono profundo, mas atormentado. Sonhou que estava em algum lugar de Isengard. De longe podia avistar Orthanc envolta de neblina. Ouviu barulho de martelos e bigornas, Seus pés começaram a ir em direção da torre. Não podia controlá-los. Ao chegar mais perto viu que toda a Floresta Vigia, outrora chamada de Fangorn, estava destruída. Ajoelhou e chorou pela a morte das velhas árvores que destruíram Isengard. Derrepente seu corpo começou a flutuar e ir em direção à mais alta das janelas da torre. Quando parou viu uma silhueta envolta de muitas cores. Uma poderosa voz, parecida com um trovão, saiu de dentro da torre.

— Assim será!

Fingol começou a cair lá do alto vendo que Orthanc estava inteira novamente. Acordou. Respirava com dificuldade. Ofegando levantou-se. Encilhou seu cavalo e no meio da noite saiu em disparada com apenas um pensamento.

— Preciso chegar em Bri. E rápido.

Com algumas palavras à orelha de Litor, seu cavalo zuniu como uma flecha em direção do norte.
Os últimos três dias de viagem foram tranqüilos para Fingol. Cavalgou sempre à margem do Anduin. No quarto dia chegou à Valfenda, outrora povoada pelo belo povo élfico e governada por Elrond, agora está abandonada pelo motivo da volta do povo dos elfos para o Oeste. Mas ainda mantém suas belezas. Pode-se ver algumas casa sobre as árvores e no meio da floresta a mesa e os assentos onde os povos livres da Terra-Média decidiram o destino do Um anel.

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Mas Fingol não teve tempo para apreciar tamanha beleza. Apenas parou para tomar água e comer um pedaço de lembas. Apreciou a paisagem por poucos minutos, mas foi o suficiente para descobrir as maravilhas do povo élfico que outrora ajudara os homens.

Continuou sua viagem em direção à Bri e na tarde do dia seguinte alcançou sua fronteira.
Diferente do que era no final da Terceira Era, Bri agora, é bastante movimentada e aumentou tanto em população como em beleza. Árvores frutíferas enchem o ar da rua principal com um cheiro maravilhosamente doce. Suas ruas pavimentadas têm muita movimentação e carroças de mercadoria passam de lá para cá num ritmo frenético. Assim que adentrou, um hobbit veio em direção a Fingol.

— Boa tarde meu senhor. – fez uma reverência – Posso ajudá-lo? Conheço Bri c
omo a sola no meu pé, como dizem por aí.

Fingol sorriu alegre.

— Claro meu pequeno. Preciso ir encontrar seis pessoas na estalagem Pônei Saltitante. Sabe onde fica?
— Estranho.
— O que é estranho? – indagou Fingol.
— Bom… Estranho não é bem a palavra certa. A palavra que estou procurando é… Curioso.
— Por que curioso?
— É que seis pessoas chegaram juntas aqui há uns dois dias e se instalaram no Pônei.
— Devem ser eles! – Fingol alegrou-se com a notícia – Vamos, pequeno mestre das fofocas, me leve até lá.
— Agora mesmo. Mas antes, gostaria de saber o nome desta grandeza toda.
— Sou Fingol, filho Faramir, primeiro Marechal de Gondor. Servo fiel de Eldarion, rei daquelas terras. E você meu pequeno? Como se chama?
— Me chamo Broca Tûk. Não Marechal e nem fiel, a não ser a mim e a quem mereça minha fidelidade. Apenas faço um trabalho de guia para os que vêm de fora.

Fingol desceu de Litor e foi andando ao lado do pequeno e robusto hobbit. Depois de alguns minutos estavam em frente ao Pônei Saltitante.

— Bem, Fingol, filho de Faramir, primeiro Marechal de Gondor, eis o Pônei. Cevado Carrapicho era seu antigo dono, hoje é administrado por seu neto, Intelbo Carrapicho. Pouca coisa mudou na estalagem, mas uma coisa que continua do mesmo jeito é a cerveja, a melhor da Quarta Sul.
— Muito obrigado pequeno mestre. Eis aqui uma gratificação pela sua ajuda.
Fingol tirou uma moeda de seu bolso e deu para Broca. Seus olhos refletiram a intensa cor dourada do dobrão. Olhando maravilhado viu que de um lado estava a Torre Branca e do outro o perfil de Elessar.
— As ordens. – fez uma última reverência.

Virou as costas e correu para o outro lado da rua, provavelmente para atender outro "cliente".
Fingol parou, respirou fundo e entrou no Pônei Saltitante. O barulho dentro da estalagem era muito alto. Pessoas de todas as raças perambulavam dentro dela. Fingol mal conseguia ouvir seus pensamentos. Olhou a sua volta na esperança de encontrar Beorn. Não viu nem ouviu nada que soasse familiar. Andou em direção ao balcão.

– Em que posso ser útil? – uma voz rouca saiu da boca de um barbudo que estava atrás do balcão com uma toalha encardida jogada no ombro e pedaços do que foi seu almoço espalhado por sua barba. Enquanto fazia a pergunta, enchia uma caneca de ferro com cerveja preta que entregou para um anão parado ao lado de Fingol. – Aqui está, Glóin II! – disse olhando para o anão. Este olhou para cima e encarou o Primeiro Marechal.

Neste momento Fingol pensou em puxar conversa com o anão. Mas, vendo sua expressão ranzinza, achou melhor deixar as coisas como estavam.

— Senhor? – perguntou o barbudo estalando os dedos no ouvido direito de Fingol.
— Ah? – parecia que o Primeiro Marechal tinha acordado de um sonho. Recompôs suas idéias – Sim. Uma caneca do seu melhor vinho e um lugar para dormir.
— Tudo será arranjado. – o homem agachou, depois de alguns segundos colocou a caneca em cima da mesa e a encheu de vinho – Qualquer coisa é só perguntar por Intelbo Carrapicho.
— Sim! – interrompeu Fingol acompanhando o anão. Sentou-se numa mesa onde estavam mais quatro pessoas. Um hobbit com roupas leves, bebendo cerveja e bastante alegre. Um elfo sereno e uma elfa muito bela e ao mesmo tempo intrigante. Um homem alto, loiro e resoluto. Por fim, no canto da mesa estava o anão com um machado a tira colo. Os perfis batiam com o que lhe foi explicado por Eldarion. Mas não viu Beorn. Achou aquilo pura coincidência – Preciso falar com Intelbo. – continuou – onde posso encontrá-lo?
— Ele está ali. – o homem apontou para um sujeito magro e corpo sadio. Beirava os seus vinte anos.

Apenas um menino e já administra esta estalagem. Que coragem!" Pensou Fingol. Intelbo estava encostado na parede conversando com outros homens. O Primeiro Marechal foi a sua direção. No meio do caminho pensou em ter visto as cores de seu sonho passando ao seu lado. Virou-se rapidamente com as mãos no cabo da espada, mas não havia nada. "Por Elendil, preciso de descanso". Suspirou Fingol. Tebtou esquecer o sonho que voltou à sua mente e continuou.

— Com licença senhores. – Fingol falou para os homens à volta de Carrapicho – O senhor é o dono da estalagem? – perguntou ao homem que o barbudo apontara.
— Sim. – respondeu o homem com um largo sorriso – Me chamo de Intelbo Carrapicho. Herdei está estalagem de meu avô. Cevado… – neste momento Intelbo fechou os olhos e ficou imaginando os dias de seu avô. – Tão diferente de hoje em dia – continuou. Fingol não entendeu – Meu pai não quis ficar com ele. Achava que não daria lucros. Mas eu sempre acreditei nele. No Pônei.
Parou de falar e ficou olhando para Fingol como se esperasse alguma pergunta.
Fingol tossiu, tentando disfarçar o incomodo que Intelbo havia constrangido.
— Vim a mando de meu Rei. Sou Fingol, Primeiro Marechal de Gondor e estou procurando seis viajantes que chegariam ontem.

Os homens saíram e sentaram-se em uma mesa longe dali.

— Vou dizer uma coisa Fingol – Intelbo puxou-o para um canto mais silencioso – As pessoas nativas daqui nunca gostaram de viajantes – continuou num sussurro – Mas não se acanhe, apenas costume local. Como você dizia – parou por uns instantes – Seis viajantes?
— Sim. – Fingol se assustou com a conversa do jovem, mas não deu ouvidos. Sempre soube de histórias sobre Bri. – Liderados por Beorn. Um sentinela de Gondor. Meu Rei não lhe mandou nenhum aviso?
— Não. Não estou lembrado de nada. – disse com convicção.

Um homem subiu numa cadeira e começou a entoar uma canção.

— Quer dizer – continuou Fingol – que Beorn e seus companheiros não chegaram?
— Creio que não. Mas veja – apontou para o homem na cadeira – Este sujeito é hilariante. Vamos, vamos. – completou rindo.
Intelbo pegou Fingol pelo braço e o arrastou até o homem, que cantarolava músicas engraçadas e todos riam. Provavelmente porque a grande maioria já estava embriagada.
Após alguns minutos uma mão tocou o ombro de Fingol.
— Isto não é para você. – disse uma voz serena atrás dele.
Fingol virou-se rapidamente sacando sua adaga. Num único movimento colocou-a na garganta do sujeito e agarrou-o por trás. Mas logo após ficou espantado com o que viu.
— Beorn! – falou assustado e ao mesmo tempo alegre – Mas Carrapicho disse que vocês estavam aqui.

Colocou sua adaga na bainha e abraçou Beorn.

— Que bom ver você, Fingol, Primeiro Marechal de Gondor. – fez uma reverencia, colocando o punho direito no lado esquerdo do peito, que trazia a árvore branca. A mesma de todos os militares de Gondor.
— E não se preocupe com Carrapicho. – disse rindo – Ele herdou a falta de memória
de seu avô.
Os dois riram juntos e Beorn conduziu Fingol.
— Vamos querido amigo. Vamos nos juntar aos outros. Assim você poderá contar por que o nosso Rei nos mandou tão às pressas para cá. Ele não me explicou muita coisa. Os outros estão ficando irritados. Estou mantendo-os aqui porque estou pagando comida, bebida e cama. Mas meu dinheiro está acabando. Não sou tão rico como você. Temia que você não chegasse nunca – Fingol riu da situação de seu amigo – Ri porque não é com você. Ande logo Fingol. Vamos ver se sua palavra ainda tem efeito sobre os outros.

Beorn conduziu seu companheiro justamente para a mesa onde estava sentado o anão. Assim que chegou Glóin II olhou para Fingol com olhar de desprezo.

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— É esse? – perguntou de uma forma sarcástica.
— Gostei dele. – disse Bean com a boca na caneca de cerveja – Me parece de confiança.
— E é. – respondeu Beorn olhando com um ar de reprovação para Glóin II – Não o menosprezem. Pois ele é Fingol Frasil, Primeiro Marechal de Gondor. Onde Eldarion rege com bondade. Foi ele quem me mandou aqui para recrutar os melhores. – disse isso olhando para Nileth – Mas ainda não sei muito sobre isso. Meu amigo Fingol terá todas as respostas. Portanto – falou num tom ríspido – todos vocês prestem muita atenção.

Os outros que estavam à mesa se entreolharam e ficaram pensando como Beorn tinha mudado de temperamento. Pois até aquele momento, estava calmo e amigável. Glóin II se levantou.

 — Eu não tenho que ficar aqui e ouvir essas besteiras. – arrastou a cadeira de modo que todos que estavam no Pônei pararam de fazer suas coisas e olharam para a mesa.
Já ia saindo quando Fingol disse com uma voz calma.
— Não se apresse Glóin II, filho de Gimli. Tens razão de estar zangado. Afinal demorei para chegar com as notícias de meu Rei. Mas se quiser ir embora, não sou eu quem vai te prender aqui. Mas lhe garanto que seu pai não gostaria desta sua atitude.

Glóin II virou-se furioso. Sacou seu machado e colocou no pescoço de Fingol. Este não fez um movimento.

— Não fales de coisas que não sabes, Fingol Frasil. Não conheceste meu pai tão bem assim. E meu nome não é Glóin II.
— Como devo lhe chamar então? – Fingol continuava tranqüilo.
— Apenas de Glóin. Assim como meu avô.

Quando terminou de falar, sentiu seu corpo tremer e deixou o machado cair no chão. Uma lágrima rolou em sua face. Enxugou-a e pegou seu machado de volta. Fingol ajudou-o a levantar.

— Tens razão. Não conheci seu pai como deveria. Mas numa hora mais oportuna, ouvirei sua história com prazer.
Glóin se levantou apoiado em Fingol.
— Sente-se Glóin. Espero que agora possa contar o porque de eu estar aqui.

Todos endireitaram-se na cadeira única e ficaram de olho em Fingol. Contou tudo o que Eldarion lhe disse antes de sua partida. Ficaram surpresos em saber que, Gandalf o Branco, perdera seu anel na última batalha. Não sabiam que deste fato e perguntaram tudo. Ao final Fingol se levantou e disse.

— Espero que eu tenha esclarecido todas as suas dúvidas. Amanhã bem cedo iremos partir. Devemos viajar até Valfenda.
— Mas lá não governa mais ninguém. – Nileth disse e revelou sua doce voz – Todos do nosso povo – olhou para Ceblanth – foram embora. Poucos restaram.
— Por isso vamos para lá. – respondeu Ceblanth – Se conheço bem os homens, Fingol, quer fazer tudo em absoluto sigilo. Estou certo? – levantou-se da cadeira olhando para o Primeiro Marechal. Revelou-se um elfo alto e belo. Com um olhar calmo e penetrante. Lembrava em alguns aspectos Elrond.
— Sim. Estas certo Ceblanth. Lá poderemos descansar em paz e discutir melhor nossa busca. Isso aqui é muito barulhento.
Neste momento, Tyrro saiu de baixo da mesa. Estava completamente alcoolizado. Tentou formar uma frase, mas a única coisa que os outros entenderam foi "cerveja toda Terra Média". Depois caiu de cara na mesa.
— Ajudem ele. – disse Bean – Não sei como um marinheiro bêbado pode nos ser útil. Bom, – continuou levantando-se – Vou para meu quarto. Me acordem quando partirem.
— Também vou indo amigo Fingol. Se precisar de mim é só chamar.
— Creio que não precisarei Beorn. Todos estão cansados e vão dormir rápido. Não teremos maiores problemas.
— Se é assim, vou descansar.
Os dois se abraçaram e Beorn subiu. Atrás dele foram Ceblanth e Glóin carregando Tyrro.
— Até. – tentou dizer alguma coisa novamente – Isso é muito bom.
— E você Nileth. Não vai descansar? – perguntou Fingol.
— Preciso conversar com você.
— Sobre o que?
— Você sabe sobre o que. Não se faça de tonto. Depois de tudo aquilo, você tem coragem de me chamar. Muita petulância.
— Mas você sabe muito bem que primeiro de tudo sirvo à meu Rei.
— Você sempre diz isso. Esta é a última chance. Boa noite.
Nileth terminou com um ar ríspido e chateada. Subiu batendo os pés nas escadas.
— Não adianta Nileth. – disse Fingol rindo – Não irás fazer tanto barulho quanto desejas. Afinal, és uma elfa.

Enquanto Fingol ria, Nileth virou-se, olhou para ele com ar de reprovação e continuou. "Preciso descansar também. Amanhã teremos uma viajem. Pode ser calma, mas com esses sonhos que estou tendo, poderá haver problemas". Assim Fingol subiu se acomodou na cama e adormeceu.

Desencontros

Fingol levantou-se cedo para organizar os preparativos da viagem. Arrumou suas coisas na mochila, colocou sua espada reluzente na bainha e desceu para ver como estava Litor. Seu cavalo estava calmo. Exatamente como havia deixado. Deu-lhe comida e voltou para fazer o desjejum. Assim que entrou na estalagem viu que Tyrro, Beorn e Bean já estavam lá. Juntou-se a eles.

— Como passaram a noite? – perguntou

Tyrro olhou para ele e não disse nada. Pegou uma caneca de água que estava na sua frente e bebeu num gole só.

Beorn e Bean se entreolharam e bocejaram. Estavam muito cansados.

— Vejo que a madrugada foi longa! – satirizou Cebalnth que estava descendo as escadas. Seus passos eram leves como seda.
— Nem me fale. – respondeu Bean.
— Esse marinheiro ficou passando mal o resto da noite. – completou Beorn.
— E pelo jeito – interrompeu Fingol – Vocês…
— Exatamente! – responderam num tom exaltado.
A comida foi posta à mesa por Carrapicho. Àgua, leite, pão e manteiga foram trazidos.
— Logo trarei o resto senhores. Com licença – Carrapicho fez uma reverência. Sempre cordial, voltou para a cozinha.
O cheiro de pão quente fez Glóin II acordar. Levantou-se de uma vez e desceu correndo.
— Por Balin! – gritou ao topo da escada – Não esperaram por mim? Isto não se faz.
Desceu as escadas e sentou-se ao lado de Bean, que fez uma cara de
nojo.
— O que foi? – perguntou Glóin II já comendo pão com manteiga – Ah! Banho. Meus antepassados não tomavam. Por que eu devo tomar?
— Por uma questão de segurança para o grupo. – respondeu Tyrro tapando o nariz.

Ninguém se conteve e caíram na gargalhada. Glóin II se levantou da mesa e foi para cima de Tyrro.

— Eu vou pegar você seu caolho.
— O que? Caolho? Ninguém me chama assim. Eu é que vou te pegar.
Neste instante Carrapicho apareceu com duas bandejas. Um cheiro doce exalava delas.
— Senhores! – interrompeu – Deixe estas desavenças para depois. Comam. Precisam de energia. – colocou as bandejas sobre à mesa – Bacon, lingüiça, mel, geléia, mais pão e, para quem quiser, vinho da minha safra especial. Mais alguma coisa?
— Água. Mais água! – pediu Tyrro – Para mim e para o anão.

Todos riram e comeram e beberam. Depois de certo tempo, Beorn sentiu a falta de Nileth.

— Onde será que ela está?
— Nem tinha reparado – respondeu Tyrro.
— Deve estar dormindo. – falou Glóin II com um pedaço de lingüiça na boca.
— Ahãm!

Todos olharam para a ponta da mesa.

— Estão falando da senhorita Nileth? – perguntou Carrapicho.
— Sim. – respondeu Fingol – Sabe onde estás?
— Desculpem a minha falta de memória. – falou meio encabulado – No meio da noite ela me acordou e disse para entregar este bilhete aos senhores.

Fingol pegou e leu em voz alta. O papel da carta tinha aroma de jasmim.

Queridos amigos. Deixo vocês, mas voltarei logo. Não me esperem no Pônei. Vão para Valfenda como planejado por Fingol. Lá, devo retornar.

Nileth

Todos olharam para Fingol esperando alguma resposta. Ele ficou em pé durante um tempo. Sentou-se, deu um gole do vinho.

 — Vamos! – falou rápido – Não temos tempo a perder. Arrumem suas coisas. Partiremos e dez minutos.
— O que está acontecendo mestre Fingol? – perguntou Bean. Estava assustado – Por que essa pressa?
— Depois eu explico querido hobbit. Por hora só posso dizer isso. Nileth sabe o que faz. Confiem nela. Vamos, andem logo! – ordenou Fingol.

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Todos se levantaram sem pestanejar. Em menos de sete minutos estavam reunidos no estábulo do Pônei Saltitante. Litor estava lá, junto de mais três cavalos. Todos bem tratados, fortes e animados. Ceblanth subiu em cavalo com uma leveza digna dos Altos Elfos. Beorn levou Bean ma garupa.

— Ah não. Com ele eu não vou! – exclamou Glóin II.
Tyrro olhou para ele.
— Ande logo Glóin. – respondeu Fingol – Não temos tempo para discussões. Tyrro levará você.
O marinheiro já estava em cima do cavalo quando o Primeiro Marechal terminava.
— Se preferir, – começou Tyrro com um olhar sarcástico – pode ir a pé.
— Fique sabendo que, nós anões, temos grande resistência. Se quiser posso ir daqui até Valfenda sem fazer paradas.
— Tá certo Glóin. – interrompeu Ceblanth que ficou ao lado dele – Mas outro dia vocês fazem isso. Se preferir, pode vir comigo.

Glóin ficou sem graça com a cordialidade do elfo. Afinal, ele era como seus antepassados, não ia muito com a cara desse povo. Não disse nada, apenas pegou sua pesada mochila e subiu na garupa de Ceblanth. Disse aos seus ouvidos.

— Eu não confio nesse cara.

O elfo nada respondeu, apenas olhou para Glóin e sorriu com o canto da boca. Depois de fazer os últimos preparativos, Fingol subiu em Litor e dirigiu-se à Carrapicho.

— Nobre Intelbo. Agradeço sua hospitalidade. Garanto-lhe que, quando tudo isso acabar, terei um enorme prazer em me instalar aqui por mais tempo.
— Eu agradeço sua companhia, querido Fingol. Não se apresse em voltar. Faças o que deves fazer. Vá agora. Nileth estava um pouco assustada. – disse baixinho – Não quis dizer à mesa para não alarmar os outros. Espero que o senhor saiba o que fazer.
— Não se preocupe Intelbo. Farei o que for possível para chegarmos a salvo em Valfenda. Mas agora, – virou-se para os outros – temos que partir. O Sol já está subindo. Precisamos ser rápidos se quisermos encontrar Nileth. Vamos!

Numa esporada, Litor relinchou e zuniu no ar como uma rajada de vento. Os outros cavalos foram atrás. Intelbo Carrapicho ficou parado à soleira da porta. Acenou, mas os companheiros não olharam para trás. Cavalgaram o dia inteiro. Não pararam nem para comer. Bean começava a reclamar.

— Pessoal, preciso comer. Essa viagem está muito demorada. Vamos parar. Por favor. – disse com uma voz de choro.
— Ainda não Bean. – respondeu Beorn – Fingol tem pressa em chegar à Valfenda. Mas não se preocupe. Olhe – disse apontando para o céu – a Lua já aparece. A noite está chegando. Acho que nem Fingol, ou mesmo Litor, o melhor cavalo de toda Gondor, possam continuar sem uma parada.
— Acredito em suas palavras. Mas mesmo assim – colocou sua mão no bolso e tirou um pedaço de pão – não vou esperar.

Beorn riu. Sentia-se tranqüilo com aquele hobbit em sua garupa. Ele lhe fazia esquecer as preocupações que Nileth causara. Assim que a Lua atingiu seu ápice no céu, Fingol parou.

— Aqui. Vamos passar a noite aqui. Parece-me confiável e confortável. Nenhum orc se atreveria a passar por essas estradas. Estamos perto de Valfenda.

Desceu de Litor. Todos fizeram o mesmo. Mal Bean desceu da garupa e começou a recolher gravetos e galhos para fazer uma fogueira.

— Que pressa é essa? Caro hobbit. – perguntou Tyrro.
— Ora marujo. – respondeu Glóin – Deixe o pequeno. Afinal, todos estamos com fome.

Todos concordaram. Arrumaram suas barracas e sentaram-se em volta da fogueira. Comeram pouco. Apenas pão com bacon e algumas ervas. Beberam água. Fingol apagou a fogueira e foi-se deitar. Glóin entrou em sua barraca.

— Mestre Fingol?
— Sim Glóin.
— Disse que conheceste meu pai.
— Sim. – estava com sono.
— Pode me dizer algumas coisas?
— Claro Glóin. Mas que seja breve. Precisamos dormir. Partiremos ao primeiro raio de Sol.
— Claro Fingol. Por que ele fez aquilo?
— Porque Legolas não cumpriu a sua parte.
— Mas, eles eram amigos. Meu pai me contava que da amizade deles, elfos e anões de todas as raças, ficaram unidos. Eu não entendo.
— Simples. Legolas prometeu que conheceria o Forte assim que a guerra acabasse. Mas ele simplesmente, partiu junto com os outros.
— Só por causa disso? Meu pai sempre foi um cabeça dura.
— Nisso você está certo Glóin. Mas faça um favor a seu pai e a si mesmo. Honra o nome que carregas. Seu avô foi um grande guerreiro.
— Sim mestre Fingol. Isso eu faço desde de jovem.
Retirou-se e foi dormir. Preferiu deitar-se sob as estrelas. Ficou lembrando das histórias que seu avô c
ontara. Viajou nos céus e adormeceu.

Os primeiros raios de Sol tocavam seus dedos quentes no rosto de Fingol que já estava de pé colocando sua mochila em Litor. Foi em direção do acampamento. Tyrro estava acordando.

— Bom dia Tyrro. Dormiu bem?
— Sim Fingol. Muito bem.
— Ótimo. Me ajude a acordar os outros.
Fingol acordou Beorn e Bean. Tyrro chamou Ceblanth, que levantou rapidamente.
— Fingol! – gritou Tyrro. – Não consigo achar o anão!
— Onde será que ele se meteu. – pensou o Primeiro Marechal. – Faremos uma busca rápida. Bean virá comigo. Beorn e Tyrro!
— Sim. – responderam os dois ao mesmo tempo.
— Vocês irão beirando o rio. Ceblanth. Fique aqui no caso de ele voltar. Vamos, voltem só depois que acharem ele ou quando se passarem 4 horas.
— Mas quatro horas é tempo demais. – reclamou Tyrro.
— Não teremos mais desencontros dentro de nossa companhia Marinheiro! – exaltou Fingol. Tyrro ficou encabulado e não agüentou olhar fixamente para Fingol.
— Agora andem. Quatro horas, voltem somente depois de quatro horas.

Os quatro saíram e Ceblanth ficou no acampamento. Aproveitou para arrumar as últimas coisas.
Passaram-se quatro horas e Ceblanth ainda estava sozinho. Foi quando ouviu passos ao se redor. Com uma agilidade de um felino subiu numa pedra. Viu que eles estavam voltando. Mas contava apenas quatro.

— Nada. – esbaforiu Beorn.
— Também não o encontramos. – disse Fingol.
— Não podemos esperar mais. – falou Tyrro num tom exaltado olhando para o Primeiro Marechal.
Todos olharam para eles. Esperavam alguma reação contrária de Fingol. Mas este cedeu.
— Tyrro está certo. – lamentou Fingol – Vamos partir. Que Glóin tenha mais sorte em sua viagem.

Subiram em seus cavalos e já estava tarde quando partiram em direção à Valfenda. Desta vez passaram dia e noite sem paradas. Fingol estava determinado a chegar logo na cidade dos elfos. Depois de um dia e uma noite inteiras de viagem a companhia chegou à Valfenda. A noite iluminava as casas dos elfos sobre as árvores. A beleza da cidade encantou Bean, que ouvira falar da cidade nas histórias de seu tio Frodo, mas ainda não a conhecia. Ficou maravilhado com a música que o vento fazia surgir dos troncos das árvores. Soavam como arpas tocadas por mão leves. Olhou a sua volta e viu que não havia ninguém.

— Então é verdade o que tio Frodo me disse.
— Sim Bean. – respondeu Ceblanth – todos voltaram para o Oeste. Depois da guerra do Anel, sentiram que aqui, não era mais o lugar deles. Outros ficaram. Como eu e Nileth. Arwen também ficou. Mas a grande maioria, liderados por Elrond, tomaram o caminho do Mar.
Uma lágrima rolou do rosto de Ceblanth.
Bean continuou andando. A cada passo descobria coisas novas. Foi indo, sem parar. Seus pensamentos se perderam nas histórias deste belo povo.
— Bean! – berrou Tyrro – Onde vai?

O hobbit virou-se e viu o quanto tinha andado. Os outros estavam em cima das árvores prontos para decidir o caminho que deveriam tomar.

— Ande logo Bean. Depois eu lhe mostro o lugar. – chamou Ceblanth.
Bean voltou correndo e subiu até a casa.
— Desculpem a minha distração. – disse ofegante – É que eu sempre quis conhecer Valfenda. É muito bela. Quero ver o lugar do Conselho.
— Verás. – respondeu Fingol – Mas agora precisamos decidir que caminho tomar. Poderás apreciar melhor quando tudo estiver mais calmo.

Sentaram-se em volta de uma mesa que estava no quarto e começaram as decisões.

Like a Bird – Parte 04

-Aqui, Miyoru é Lothlórien. Da primeira vez que viemos, Gimli nos disse que aqui havia uma bruxa élfica, mas creio que ele mesmo mudou de opinião.- narrava Merry, com eloqüência, para Miyoru, que se divertia conversando com o hobbit.

 

-Mas não espere uma recepção calorosa.- disse Sam, lembrando-se das flechas apontadas para eles, porém, mas ele tinha dito essas palavras, a cena se repetiu. Se viram cercados por vários elfos, todos com flechas pontas para atirar. A sensação de dejá vu para os membros da antiga sociedade foi imediata.

Miyoru já se preparava para sacar a sua espada, e no saque já se livrar do elfo a sua frente. Mas resolveu avaliar a situação. Elfos por todos os lados. "Bem, não aceitarei a morte com gentileza." ela estava prestes a executar o saque da espada, quando ouviu Aragorn lhe dizer:

-Seja como for, não ataque.

"Como? Não atacar? E o que ele espera? Bem…" ela deixou a posição de luta, totalmente confusa, para voltar a sua postura normal. Resolvera confiar em Aragorn, enquanto ele falava algo com o que parecia ser o chefe da guarda, ela observava o lugar com crescente exasperação. A confusão fora substituída por uma raiva, e depois por cautela. "Muitas árvores, pouco lugar para se movimentar e nenhuma chance de fuga ilesa. É, seria uma excelente oportunidade para usá-…" seus pensamentos foram interrompidos pela chamada de Aragorn. Era para seguir aqueles Elfos. "Será que somos prisioneiros? O que será que nos aguarda?" ela se perguntou, perplexa, por ter se deixado prender tão facilmente. Devia ser uma tática. Mas então, por que não fora informada? Ela esperava que suas dúvidas fossem sanadas quando chegassem a onde quer que a estivessem levando. Ela só não esperava por quem…

-Sejam bem-vindos, novos companheiros do anel.- Um homem os saudou com evidente cortesia e satisfação. Mas Miyoru estava completamente atordoada para reparar em qualquer coisa. Aquele lugar a deixara meio aterrorizada, e meio fascinada, com a sensação que se encontrava dentro das lendas que ouvia quando era criança. A suave penumbra, como um manto, que envolvia o lugar. As luzes, o jeito das construções, tudo colaborava para parecer um sonho. Até que ela desviou seus olhos do lugar e olhou para a senhora que ali estava.

A mulher, de longos cabelos loiros, a seus olhos, parecia estar envolta num brilho suave. Miyoru não pode evitar uma associação as rainhas das fadas de suas histórias. Tão magnífica, que ela se sentiu apenas uma criança desajeitada, como se fosse a primeira vez que via algum adulto. Quando a mulher lhe falou, demorou angus segundos para que ela entendesse o que tinha sido dito e voltasse de seu transe.

-Você…- a Senhora disse, se dirigindo a ela -É uma criança de outro mundo. Seja bem vinda a esta terra, e seja forte. A missão e provações pelas qual passará serão muitas e difíceis. Mas deve resistir a todas com toda a sua, e apenas a sua, fé.-

Miyoru ouviu essas palavras com atenção todo o respeito que podia, sempre lhe fora ensinado que exortações que parecem vagas e pouco óbvias no momento em que são ditas, farão sentido e serão muito úteis se forem lembradas no momento correto. Mas suas próprias divagações foram interrompidas, quando a voz da Senhora soou dentro da sua mente. Ela permanecera imóvel e atordoada enquanto a voz soava "-Ora, mas que feliz coincidência…você faz seus anos justamente hoje, quando veio a mim? Então seu presente deverá ser especial…" Então ela falou em voz alta, embora Miyoru não se sentisse sã o bastante para afirmar isso – Eu lhes darei, novamente, os mesmos presentes que lhes dei da última vez, só que dessa vez suas armas serão mais fortes, suas capas mais leves e mais eficientes. Lhes serão entregues quando partirem… Mas para você…" Ela se virou na direção de Miyoru, e duas elfas a acompanharam, carregando as coisas.- Já que fará hoje 14 anos de sua vida humana, deixe-me presenteá-la.-

As reações dos outros membros foram as mais variadas

-PARABÉNS!- Bradou Pippin- Feliz Aniversário!- Merry e Sam falaram. Frodo sorriu para ela e disse – Que sejam anos felizes, e muitos!

-14 ANOS?- bradou Gimli, com a indignação vazando na voz – Estamos carregando conosco uma criança!

-Realmente, é demasiado jovem…- se manifestou Gandaf – Mas é uma criança muito sábia.

-Lamentavelmente sábia…- murmurou contrafeito Legolas, que tinha uma percepção intuitiva de Miyoru que passara despercebida pelos outros, mas ele podia entender algumas correntes de emoções da garota – mas é…muito…muito jovem.

-Você é uma garota precoce…- disse Aragorn, colocando a mão em seu ombro quando ela parou um pouco a sua frente para se aproximar de Galadriel – Será uma adulta fantástica!

-Primeiro…- disse Galadriel, interrompendo a confusão, com voz suave – Aceite essa capa e esses trajes. Creio que será muito mais fácil para você. São mais leves e permitem mais agilidade que os que você está usando agora.- ela depositou nos braços de Miyoru a capa e os trajes dobrados.

Depois, Galadriel pegou de uma espada, idêntica a que a própria Miyoru trazia na cintura, só que a bainha parecia absurdamente mais longa. Ao reconhecer que tipo de arma era, Miyoru prendeu a respiração por um segundo, estrangulou um grito que morreu na sua garganta. Mas foi apenas isso, antes dela pegar a arma displicentemente, passar uma corda por ela e jogá-la nas costas. Galadriel dizia – Foi feita pelos elfos, é mais resistente e mais leve que uma espada comum. E, se você traçar um círculo com elas no chão, poderá ver seus pensamentos e lembranças de um passado distante, refletido dentro desse círculo.

-Como ela vai manejar uma espada tão grande?- Perguntou Gimli, com desdém. Miyoru virou-se para ele, com um olhar feroz. Pegou a espada das costas novamente, segurou no cabo e na extremidade oposta, no fim da bainha. Então, com um saque rápido, ela puxou as duas pontas.

A bainha, aberta de ambos os lados, caiu no chão com um estrépito ruído. Quando olharam, ela tinha na mão, não uma espada imensa, mas duas espadas um tanto menores que ela levava na cintura. O que eles achavam ser o fim da bainha, era na verdade o cabo de outra espada. Como todos olhavam, sem nada dizer, ela pegou a bainha, guardou as duas espadas e jogou-a nas costas com um sorriso triunfante. Quando se virou para Galadriel, ela tinha um embrulho nas mãos. Desfez o embrulho e o mostrou a Miyoru. Uma espada. Outras pessoas teriam apenas achado que era igual a que ela usava normalmente, mas Miyoru a reconheceu.

Miyoru abriu a boca e mexeu-a por um momento, sem emitir qualquer som, antes de levar a mão à g
arganta, estrangulando um grito de angústia. Ao invés disse, soluçou, tentando falar alguma coisa. Quando viu que não conseguiria falar nada coerente, apenas pegou a espada, com a respiração alterada, tentando, em vão, parar os soluços. Então, segurando-o com tanta força que as articulações dos dedos ficaram esbranquiçadas. Todos se aproximaram e olharam, perplexos e assustados com a reação de Miyoru, que estava parada, olhando desamparada para a espada em suas mãos. A garota reprimiu as lágrimas de angústia que brotavam nos seus olhos, de repente apertando a espada contra si, num desespero visível e perturbador, enquanto a voz de Galadriel, que para ela era apenas uma eco muito distante, explicava aos outros:

-Foi encontrada junto a um cadáver, morto nas proximidades da floresta. O morto usava roupas de outro mundo, e como a espada era extremamente bem feita e refinada, além de ser antiga e diferente. Quando eu a toquei, pude sentir que tinha alguma ligação com Miyoru, e Elrond confirmou isso. Por isso resolvemos dar a espada para ela, eu só não pensei que…eu não podia saber…

Todos observavam na pasmado, mas Legolas sentiu um sentimento angustiante; queria enlaçá-la em seus braços, dizer-lhe que estava tudo bem, que não precisava chorar. Afagar-lhe os negros cabelos, mostrar o quanto compreendia, com sua nova percepção da garota, o que ela estava sentindo. Ela, sempre forte e alegre, de repente vê-la tão abalada acabara por abalar ele também. Um leve desespero, uma angústia o corroia, um sentimento de impotência que nada poderia fazer diante da dor dela. E esses sentimentos não se tornaram menos conflitantes com o fato de Aragorn ter lhe posto ambas as mão nos ombros da garota e beijado seus cabelos, para mostrar-lhe que ele estava ali, com ela.

Os soluços de Miyoru, que já eram baixos, foram diminuindo até cessarem completamente. Ela deixou a espada pender numa mão de um braço que ela soltou, deixando-o pender ao lado de seu corpo, molemente, como se estivesse cansada de mais para mexê-lo, mas a mão ainda segurava a espada com força. Ela mantinha a cabeça baixa, mas mesmo assim foi possível ver uma única lágrima escorrer pelo seu rosto. Ela limpou-a com a manga e levantou a cabeça, num rígido autocontrole, sustentando um sorriso estranho no rosto. Ela agradeceu então, com uma voz calma controlada.

-Muito obrigada pelos presentes, a Senhora é muito generosa e eu não sei como expressar minha gratidão.- e se curvou, para agradecer a Galadriel da forma polida, da mesma maneira que tinha feito com Gandalf.

-Bem, como estão todos cansados, eu sugiro que descansem.- ela disse, e todos agradeceram e se viraram para sair quando ela disse – Legolas…-

Ele se virou e perguntou -Sim, senhora? Desejas alguma coisa?

-Quero conversar com você.

Quando foram deixados a sós, na clareira, Galadriel perguntou,- Pensas que não sei que está completamente caindo num amor pela menina Miyoru?- então arrematou, com voz suave – O que sentiste diante da dor de Miyoru?

-Uma espécie de desespero, impotência…e Angústia.- ele respondera, apesar do choque inicial de ter suas emoções lidas tão facilmente.

-Tem mais alguma coisa.- a voz de Galadriel se tornara um tanto austera e inflexível. Legolas deu um suspiro pesado antes de dizer – Senti ciúmes de Aragorn.-

-Legolas, toma cuidado com teus sentimentos para com esta garota. Ela tem uma importante missão nessa nova guerra que está surgindo, e terá que enfrentar aos outros, e a si mesma, sozinha.-

Ao ouvi-la dizer estas palavras, o medo e a consternação se estamparam na bela face do elfo – Senhora da Floresta, por favor diz-me; ela irá morrer nessa guerra?

-Não, ela sobreviverá muitos anos ainda.- ao ver que o alívio passara pelo rosto dele, Galadriel perguntou – Legolas, que atitude pretende tomar com Miyoru quando os tempos de paz finalmente se instaurarem na Terra-média?- Antes que o elfo pudesse responder, ela continuou – Se te quedares apenas como um grande amigo dela, apenas isso será. Ela poderá até viver contigo, onde quer que vivas, mas nunca permanecerá por muito tempo ao alcance do seus olhos; muitas vezes partirá, conhecerá toda esta terra. E cada vez que ela se for, levará consigo a tua vontade de viver, que voltará junto com ela. E tu viverás com a felicidade assim, indo e partindo, até que algum dia no futuro, ela não mais volte, e você, por mais que a procure, não a encontrará. E como nunca saberá qual é esse dia, a angustia se instalará em seu coração cada vez que ela deixar o seu lado.-

Ela parou de falar, olhando Legolas completamente atordoado, antes de continuar – Se a obrigar a permanecer com você, onde quer que você esteja, sem que ela tenha vindo a você de livre e espontânea vontade. Se usares teus sentimentos como arma para convencê-la a permanecer contigo, viverá uns poucos anos humanos em felicidade, mas com o tempo o coração livre dela se sentirá preso e engaiolado, e o amor que ela poderá sentir por você se transformara num ódio, até que ela odeie o ar que você respira. Então, um dia irá acordar e a encontrará morta. Ela terá se matado para poder ser livre.-

O rosto dele agora era um retrato do terror e do medo, puro e simples. Legolas estava chocado, não podia acreditar… não queria acreditar… Não, não era verdade, não podia ser – Mas…- ele perguntou, com a voz titubeante -..não há esperanças?

A Senhora de Lothlórien olhou para Legolas com um sorriso, então disse condescendente – Pode deixar seu amor claro, Legolas, mas não queira prendê-la. Deixe que ela venha a você, quando seu amor já tiver se sobreposto e domado a paixão pelo vento. Quando a necessidade de liberdade não significar nada perto da necessidade da sua presença. Quando seu coração, que é como um pássaro, não quiser mais voar. Quando ela precisar terminar o que já foi começado. Existe a chance que alguém um dia vá domar seu espírito e seu coração, Legolas, mas qual a chance de ser você a fazer isso?- então ela acresentou, suplicante – Elrond deu um conselho a Aragorn, e eu lhe dou o mesmo conselho agora; Quando essa guerra acabar, leve seu amor por ela para Valinor, onde ele viverá para sempre. Ou então arrisque-se a perdê-la, ou a vê-la imersa em angústia, com uma única chance.-

Legolas levantou os olhos, uma súbita certeza aflorou em sua mente – Diversas vezes eu tive apenas uma única chance para matar o inimigo com uma flecha, e a sorte nunca me falhou. Eu vou confiar, ela não me falhará. Afinal, não falhou a Lúthien e Arwen.- ele afirmou com um sorriso confiante nos rosto.

Mas o sorriso dos lábios de Galadriel era apenas condescendente – Não pense nisso agora. Hoje é o aniversário dela, você n&atild
e;o quer lhe dar um presente?-

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-Eu gostaria, mas não tenho nada para dar a ela.

Galadriel sorriu com satisfação -Tome.- e lhe estendeu uma longa fita, com um brilho que variava sua cor entre o gelo e o luar. – Essa fita é muito resistente, e obedece a comando de voz como prenda, solte… e Eu duvido que ela fosse gostar de algo que ela não pudesse levar consigo, algo demasiado enfeitado.

-Eu…Senhora, eu lhe agradeço muito.- ele fez uma reverência, e ela sorriu ao responder – A mesma mão que bate, ajuda a levantar. Que nunca digam que eu não soube ser justa. Agora vá, vai encontrá-la acordada.-

Ele sorriu, animado, fez mais uma vez uma reverência e se retirou.

Ele a encontrou mais afastada do lugar onde os outros descansavam. Ela observava o seu reflexo num lago, a nova espada ao seu lado, e a antiga presa na cintura, como de costumo. E como quando ele a encontrou nos terraços de Valfenda, ela murmurava uma canção para si mesma. Ao invés de abordá-la, ele resolveu ouvir a canção que ela cantava, era muito bonita, e com toda a magia e as luzes de Lothlórien, tornava a cena linda de se admirar. E ele fez apenas isso, ficou admirando e ouvindo a música. Sua voz parecia vibrar com doçura, como uma harpa dedilhada, ou uma flauta.

Quando você está no meio da chuva sem lugar para onde correr

Quando você está perturbado e sofrendo, sem ninguém

Quando você continua gritando por socorro

Mas ninguém vem e você se sente tão distante

Que não consegue encontrar o caminho de volta

Você pode chegar lá sozinho, está tudo bem

O que eu vou dizer é que

Eu consigo ir além da chuva

Eu consigo me levantar de novo sozinho

E eu sei que sou forte o bastante para sobreviver

E toda vez que eu sinto medo, me agarro mais à minha fé

E vivo mais um dia e vou além da chuva

E se você continuar caindo, não ouse desistir

Você se levantará são e salvo

Então continue indo em frente, com coragem

E você irá achar o que precisa para seguir em frente

E o que vou dizer agora é

Eu consigo ir além da chuva

Eu consigo me levantar de novo sozinho

E eu sei que sou forte o bastante para sobreviver

E toda vez que eu sinto medo, me agarro mais à minha fé

E vivo mais um dia e vou além da chuva

E quando o vento soprar

E quando as sombras se aproximarem de você, não tenha medo

Não há nada com que você não possa derrotar

Eu consigo ir além da chuva

Eu consigo me levantar de novo sozinho

E eu sei que sou forte o bastante para sobreviver

E toda vez que eu sinto medo, me agarro mais à minha fé

E vivo mais um dia e vou além da chuva

E se eles te disserem que você nunca conseguirá se levantar

Não hesite, se levante e diga:

Eu consigo ir além da chuva

Eu consigo me levantar de novo sozinho

E eu sei que sou forte o bastante para sobreviver

E toda vez que eu sinto medo, me agarro mais à minha fé

E vivo mais um dia e vou além da chuva

Eu consigo ir além da chuva

Eu consigo me levantar de novo

E vivo mais um dia

E vou além a chuva

Você irá além da chuva a chuva

-Além da chuva…- ela murmurou. E enquanto ela cantava, Legolas teve uma idéia. Ele já tinha pensado nela desde que ela falara no assunto, mas agora acontecera o encaixe final. Ele se aproximou dela, sem que ela percebesse, e disse – A cada canção sua, você me deixa mais surpreso…

Dessa vez ela não se assustou, apenas, se virou para ele e sorriu. Ele retribuiu o sorriso, se sentou ao lado dela e disse – Eu lhe trouxe presentes, para saudar o seu aniversário.- ela enrubesceu, e disse – Não precisava Legolas-san…-

-Mas você não vai recusar, não é?- ele perguntou sorrindo.

-Não, não vou.

-Ótimo.- ele lhe explicou da fita, e ela a adorou. Imediatamente prendeu-a, ou melhor, a fita se prendeu no cabelo dela. Então Legolas respirou fundo " Bem, é agora, coragem" olhou nos olhos dela e começou a cantar

Meu presente é minha canção, e essa é pra você.

E você pode dizer pra todo mundo, essa é sua canção

Pode parecer bastante simples, mas agora que está feita

Eu espero que não se importe

Eu espero que não se importe

Que eu tenha colocado em palavras

O quão maravilhosa a vida é, agora que você está nesse mundo

Andando por aí, ou vagando na floresta

Bem,alguns desses versos eles, me vieram á cabeça

Mas sol estava gentil enquanto eu pensava nessa canção

É por pessoas como você, que ele continua brilhando.

Então perdoe por esquecer, mas essas coisas eu faço

Como vê, eu esqueci, se são verdes ou azuis

De qualquer forma, o que quero dizer é que

Os seus são os mais doces olhos que eu já vi.

E você pode dizer pra todo mundo, essa é sua canção

Pode parecer bastante simples, mas agora que está feita

Eu espero que não se importe

Eu espero que não se importe

Que eu tenha colocado em palavras

O quão maravilhosa a vida é, agora que você está nesse mundo

Eu espero que não se importe

Eu espero que não se importe

Que eu tenha colocado em palavras

O quão maravilhosa a vida é, agora que você está nesse mundo

-Legolas, é…é linda…você fez…pra mim?- ela sorria, um tanto boba com a situação. Se sentia extasiada.

-Sim.- respondeu simplesmente, também sorrindo

-Ah, Legolas!- Miyoru, num impulso, se jogou num pulo-abraço para ele, enlaçando-o com carinho.

Legolas demorou um pouco a associar a realidade, sentia-se o elfo mais feliz de toda a terra média. Ele delicadamente abraçou-a também, com ternura, desejando que aquele momento durasse
para sempre. Tê-la em seus braços ali, retribuindo seu afeto, era a melhor coisa do mundo.

Mas, seus anseios não foram atendidos. Miyoru o soltou, embora ainda estivesse sorrindo, numa pura alegria -Legolas-san, eu adoro você!

-Eu dispenso o san…- ele disse, sorrindo, então não resistiu a uma brincadeira -Mas não era você que não iria gostar de ninguém?

O sorriso imenso se desvaneceu, deixando apenas um vestígio de sua existência. Mas logo ela sorriu de novo e apertou de leve as bochechas dele

-Você é um menino, digo, um elfo mau, Legolas!- ela soltou o rosto dele – Mas… Eu ainda sou um pássaro, posso simplesmente voar quando eu quiser!- E dizendo isso, ela lhe deu um beijo rápido no rosto, e voltou, correndo, para onde os outros estavam.

Ele ficou ali, sorrindo, atordoado de tanta alegria. Sentia seu coração transbordar de felicidade. Ele tocou o rosto, onde ela o tinha beijado. Ficou olhando-a se afastar e murmurou para o vento, que levasse as suas palavras- O primeiro passo foi dado… você não poderá mais fugir do que provocou em mim…e em você mesma…

E foi, calmamente, juntar-se aos outros.

 

Elenér

Capitulo I

No ano 2941 da Terceira Era, Elenér foi presa por Thranduil sob acusação de conspirar com Sauron. A elfa trabalhava no castelo e foi surpreendida inúmeras vezes perto de Dol Guldur. Quando o Conselho Branco expulsou o Senhor do Escuro de sua moradia temporária, a jovem foi encontrada desmaiada no campo de batalha e condenada.
No início da Quarta Era, Legolas, senhor de Ithilien, viajou com Gimli para o norte. O anão dirigiu-se para Dale e o elfo, para a Floresta Verde. Lá chegando foi ter com Thranduil:

― Elen síla lúmenn’ omentielvo.
― Meu filho, sua voz alegra meu coração.
― Senhor, alegria maior é vê-lo bem.

A conversa foi interrompida por Galion, mordomo do rei, que anunciou:

― Senhor, Elenér está desmaiada no calabouço.
― O que?! Élen ainda está aqui! Meu pai, já fazem 100 anos, vamos vê-la.

 
Legolas tornou-se um senhor amado e respeitado em Ithilien. Ficou mais sensato e sábio e desenvolveu a telepatia élfica. Por ser um senhor bom compadeceu-se pela cativa.

Élen, por sua vez, desenvolveu ao máximo suas habilidades e, enquanto seu coração se tornava duro e frio como mithril, seu conhecimento sobre a mente humana e domínio das emoções aprimorou-se. Assim, ela foi capaz de simular um desmaio e quando a comitiva chegou ela já se encontrava lívida sentada em uma cadeira.

― Legolas?! Sabia que alguém importante havia chegado, mas, com todo o respeito, não esperava que fosse você.
― Como está Élen? – o rosto e a voz do elfo tornaram-se graves.
― Estou bem. Estou melhor.
― Está muito pálida. – Legolas já estava dentro da cela e tocando sua mão completou – e fria.

Élener sorriu.
― É a falta de sol.
― Há quanto tempo não sai.

Outro sorriso.
― Uns dez anos. A segurança melhorou depois que Gollun fugiu. Ele se perdeu com o Um Anel, não foi?
― Sim, como sabe?
― Apenas sei.
― Consegue, então, ver o futuro?
― Prever. Qual seria a graça se eu soubesse o que ia acontecer?

Thranduil assistia esse diálogo em silêncio. Nunca vira seu filho com um olhar tão penetrante e a dama tão séria. Dir-se-ia que se passava uma guerra entre eles. E, realmente, eles diziam muitas coisas sem que ninguém ouvisse:

― Faz um bom tempo que não nos vemos, Élen.
― A culpa não é minha, sabe disso. Aprendeu telepatia élfica, muito bem.
― Não seja irônica.
― Desculpe, não é divertido brincar com os guardas.
― Sim, deve ser muito mais divertido brincar comigo, mas não faça isso.
― Muito bem. O que quer?
― Estive pensando em levá-la para Ithilien.
― O que? Por que?
― Ora, não posso ter o prazer de sua companhia?
― É você quem está sendo irônico agora.
― Verdade. Está nervosa comigo?
― Não, meus problemas são com seu pai, não com você. Sabe disso. Por que quer me levar para Ithilien?
― A sombra já passou, não há mais motivo para Prendê-la. está aqui há muito tempo.
― Servindo a Sauron não imagina o estrago que faria nos seus bosques.
― O fato é que nunca assumiu sua culpa? Tem como provar que é inocente?
― Acredita que sou inocente?
― Talvez. Pode me convencer?
― Poderia, se Gandalf, Sarumã, Elrond e Galadriel ainda estivessem na Terra-Média.

Legolas se levantou, porque até então estivera abaixado a altura dos olhos da elfa. Voltou-lhe as costas dizendo:
― Verei o que posso fazer por você.
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Capítulo II

As últimas palavras de Legolas deixaram Thranduil inquieto. Ele se lembrava da amizade entre os dois elfos e de como Elenér tentou tirar proveito dessa para ser libertada. se naquela época Legolas tivesse se colocado a favor da amiga, provavelmente o rei a teria perdoado. Mas alguma coisa aconteceu e o jovem elfo ficou indiferente a sentença. Era difícil entender por que tanto interesse pela prisioneira.

― Meu filho, por que resolveu ver Elenér?
― Sonhei com ela há duas noites.
― Teve uma visão?
― Não – disse rindo – não. Sonhei com algo que ela me disse há muito tempo …
― O que ela lhe disse?
― … e pensei que seria bom tê-la em Ithilien. Sempre foi uma boa conselheira.
― Pretende levá-la para Ithilien?!
― Com a sua permissão.

Thranduil calou-se e olhou para o filho, que parecia perdido em seus pensamentos. Legolas recordava a conversa que tivera com Élen às portas do salão do rei.
Élen passou uma hora conversando com o rei e Legolas acreditava que na maior parte do tempo ela havia sido repreendida por caminhar sozinha em direção ao sul da floresta. Provavelmente era por isso que ela saía tão nervosa.

― O que foi? – disse o príncipe sorrindo.
― Seu pai que não me ouve – disse ela jogando a mão por cima do ombro esquerdo. O gesto e a entonação indicavam não só que ela estava nervosa, mas também que considerava o rei um completo idiota.
― Cuidado, ele suspeita de você. Acredita que de alguma forma você tem ligação com os sinistros acontecimentos ao sul.
― E tenho! Seu pai não percebe que grandes coisas estão para acontecer. Um novo poder está surgindo e o que está acontecendo agora apenas terminará na próxima era.
― De que poder está falando?
― Ainda não sei, mas ele influenciará o seu futuro, meu amigo.
― Há, há, há, claro! Agora me diga, esse poder vai me tornar rei?
― Não brinque. E não espere nada de seu pai, principalmente a coroa.
― Ótimo. Mais algum conselho?
― Ao fazer o bem, evite a notoriedade; ao fazer o mal, evite a autoconsciência.

A batalha, no dia seguinte, em Dol Guldur, a conversa recente e as circunstâncias nas quais Élen foi encontrada não deixaram dúvidas a Legolas quanto a culpa da amiga. Mas Élen conhecia Gandalf e, quando ele se aproximava da floresta, eles passavam muito tempo conversando às margens do rio da Floresta, porque a floresta tinha muitos olhos e ouvidos atentos.
Agora talvez Élen pudesse enganar a própria Galadriel, mas naquela época ela com certeza não poderia enganar o velho mago se realmente fosse aliada a Sauron.
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Capítulo III

― Já lhe disse que deveria pedir permissão para sair. Até o príncipe percebe como está pálida – disse o chefe da guarda.
― Estou bem, Kanotar. E não pedirei nada ao rei.
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