Arquivo da categoria: J. R. R. Tolkien

Scan provided by Alison Wheatley, KES archivist, 3.3.14

Descoberta fotografia de Tolkien como um cadete aos 15 anos

Uma fotografia recém-descoberta revela o autor J.R.R. Tolkien aos quinze anos como um cadete do Colégio King Edward. A fotografia foi tirada em 04 de abril de 1907, quase uma década antes de Tolkien lutar na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando esteve no 11º batalhão “Lancashire Fusiliers” aos 24 anos, na terrível Batalha do Somme, em 1916.

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Família Tolkien realiza pré-estreia especial de “O Hobbit: A Desolação de Smaug”

Parte da família do autor J. R. R. Tolkien realizou na semana passada uma pré-estreia do segundo filme da trilogia O Hobbit, adaptação do famoso livro de Tolkien.

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O evento teve como objetivo levantar fundos e conscientização social para o MS Centre em Saltney, onde Mike Tolkien, bisneto do autor, faz tratamento contra uma doença neuromotora que afeta o sistema nervoso, por isso usa cadeira de rodas para se locomover. Mike, que tem 38 anos, frequenta o centro de tratamento há um ano.

Voluntários e funcionários foram convidados para o evento que exibiu O Hobbit: A Desolação de Smaug como uma forma agradecimento pela sua ajuda e apoio a Mike durante o ano passado.

“Nós somos uma família muito unida e isso foi bom para dar a Mike o carinho e o apoio extra que ele precisava para sair – é muito difícil quando se é uma pessoa tão ativa e de repente perder tudo isso e estar em uma cadeira de rodas – é preciso muita coragem”, disse Mandy Doyle, a irmã de Mike.

Mike Tolkien também teve uma grande surpresa antes de ver o filme. No telão foram exibidas mensagens de apoio do diretor Peter Jackson e de estrelas do seu elenco, como Martin Freeman (Bilbo) e Benedict Cumberbatch (Smaug e Necromante).

O irmão de Mike, Royd Tolkien (no centro da imagem acima, ao fundo), disse:

“Mike amou as mensagens de todos os astros. Nós só tivemos uma semana para organizar tudo e não tínhamos certeza se isso realmente aconteceria. Mas quando eu os vi, isso me surpreendeu. Foi muito emocionante e as mensagens  foram únicas. Foi fantástico.”

 A noite de exibição do filme arrecadou mais de £ 700 (R$ 2,700 aproximadamente) para a instituição, que é o único centro de tratamento na região de Cheshire, North Wales, Wirral e Merseyside dedicado a tratar a doença que atinge Mike Tolkien. Jane Johnston-Cree, gerente do centro, disse: “Estamos muito gratos à família Tolkien e Warner Brothers por nos apoiar e levantar recursos fundamentais e para nosso fundo de caridade.”

Fonte: DailyPost 

Localize-se na Família Tolkien

Os irmãos Mike e Royd Tolkien (citados acima) são bisnetos do autor J. R. R. Tolkien e netos de Michael Tolkien, segundo filho do autor e  irmão de Christopher Tolkien, executor oficial do espólio de Tolkien, responsável pela publicação de suas obras póstumas, e presidente da Tolkien Estate, empresa que legalmente gerencia os direitos autorais das obras de J. R. R. Tolkien com exceção dos direitos de filmagem e marketing do O Hobbit e do O Senhor dos Anéis.  Royd e Mike são, portanto, sobrinhos-netos de Christopher Tolkien.

Christopher Tolkien não tem envolvimento algum com as adaptações cinematográficas dos livros de seu pai e, na verdade, foi e continua totalmente contra a produção desses filmes. Sempre que acha pertinente recorre à justiça para garantir os direitos da família sobre as adaptações, ou supostos direitos.

Já no sentido inverso, o ramo da família Tolkien derivado de Michael Tolkien pouco se importa e até incentiva as adaptações. É o caso de Royd Tolkien, que participou como figurante no filme O Retorno do Rei (como publicamos AQUI) e tornou-se amigo do diretor Peter Jackson, responsável pelas adaptações dos livros de seu bisavô. Royd tem pouco contato com o ramo da família chefiado por Christopher Tolkien.

Cientistas simulam clima da Terra-média

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Cientistas da Universidade de Bristol simularam o clima da Terra-média com base nos mapas de J. R. R. Tolkien e em modelos de computador pelo IPCC (o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas). O “autor” do estudo é o Mago Radagast, o Castanho,  ”provavelmente o primeiro especialista em meio ambiente”. Texto originalmente publicado pela agência France Presse e reproduzido aqui do site G1 – Ciência e Saúde. Confira!

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Os países dos Hobbits seriam adaptados para a grama? Os orcs sofreriam com ondas de calor? Cientistas britânicos tiveram a curiosa ideia de passar a Terra Média criada pelo escritor britânico J.R.R. Tolkien pelo filtro dos mais recentes modelos climáticos.

Enquanto o segundo capítulo da adaptação de “O Hobbit”, de Peter Jackson, estreia esta semana nas telas de cinema de todo o mundo, os climatologistas da Universidade de Bristol publicaram suas descobertas em um estudo assinado pelo feiticeiro Radagast, o Castanho, “provavelmente o primeiro especialista em meio ambiente”, segundo eles.

Mapa Terra-MédiaCom base nos mapas desenhados por Tolkien (1892-1973) e extensivamente desenvolvidos desde então, os pesquisadores injetaram a geografia da Terra Média em modelos de computador do mesmo tipo que os utilizados para a nossa boa e velha Terra pelo IPCC, o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, a rede científica criada sob a égide da ONU há 25 anos.

Parece que o Condado, terra de Bilbo, Frodo, Sam e de outros hobbits, teria um clima leve e temperado muito similar com o encontrado no centro-oeste da Inglaterra. Quanto a Mordor, domínio do terrível e maléfico Sauron, apresenta muitas semelhanças com Los Angeles e o Texas ocidental.

“Mesmo sem considerar a influência nociva de Sauron, Mordor tinha um clima hostil, quente e seco, com pouca vegetação”, conclui Radagast, o Castanho.

Dragões, orcs e feiticeiros
O mago também nota de passagem que “grande parte da Terra Média seria coberta por uma densa floresta se a paisagem não tivesse sido alterada pela dragões, Orcs e feiticeiros”. E, de acordo com ele, os Elfos escolheram os Portos Cinzentos para zarpar para o oeste por que os ventos lhes eram favoráveis.

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“Os modelos climáticos são baseados em processos científicos básicos, então podemos não apenas utiliza-los para a nossa Terra atual, mas também adapta-los facilmente para qualquer planeta, real ou imaginário”, assegura em um comunicado Richard Pancost, diretor do Instituto Cabot da Universidade de Bristol, que deu origem a este exercício.

Este estudo insólito também se diverte em comparar o clima da Terra Média com o da nossa Terra, hoje e como era na época dos dinossauros, há 65 milhões anos. “Isso é uma brincadeira, mas há também um lado sério. Grande parte do nosso trabalho em Bristol é usar modelos climáticos para simular e compreender o clima do passado do nosso planeta” e prever melhor a sua evolução futura, assegura Dan Lunt em um comunicado.

O modelos climáticos sobre a obra de Tolkien foram realizados em computadores da Universidade de Bristol, mas “não receberam nenhum financiamento e foram realizadas por autores em seu tempo livre”, garante a universidade.

Para os fãs de Tolkien ou curiosos, os cientistas chegara a publicar uma versão do estudo traduzido em alfabeto élfico (http://www.bristol.ac.uk/news/2013/10013-elvish.pdf) e um outro em runas dos anões (http://www.bristol.ac.uk/news/2013/10013-dwarfish.pdf).

Revólver de Tolkien da I Guerra Mundial será exposto na Inglaterra

O revólver Webley MK VI, que o segundo tenente John Ronald Reuel Tolkien usou na linha de frente durante a Primeira Guerra Mundial (1914-1918), será exposto a partir deste mês no Museu Imperial de Guerra em Manchester, Inglaterra.

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article-2517560-19CED6AE00000578-863_306x423O Museu Imperial de Guerra conta a história de pessoas que viveram, lutaram e morreram em conflitos envolvendo a Grã-Bretanha e a Commonwealth (Comunidade Britânica das Nações) desde a Primeira Guerra Mundial. O revólver usado por Tolkien é o primeiro artefato de uma exposição que marcará o centenário da guerra, que se realizará efetivamente no ano que vem.

A arma, que era uma versão atualizada do Webley Mk V – o revólver padrão dos oficiais britânicos com a eclosão da Primeira Guerra Mundial – ficará exposta no principal espaço de exposições do Museu Imperial.

Breve história de J. R. R. Tolkien na Primeira Guerra

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O segundo tenente J.R.R. Tolkien

Tolkien se formou na Universidade de Oxford em junho de 1915 e logo obteve um posto no exército britânico como segundo tenente. Em junho de 1916 foi enviado com o 11 º Batalhão “Lancashire Fusiliers” ao Norte da França.  Tolkien lutou entre junho e novembro de 1916 no Somme, local de uma terrível batalha em que mais de um milhão de pessoas foram mortas. Devido às péssimas condições nos campos e trincheiras, lutando sob intenso fogo inimigo, Tolkien contraiu “febre de trincheira” e foi afastado da frente de batalha. Ele foi enviado para o hospital em Birmingham, West Midlands, onde permaneceu incapacitado pelo resto da guerra, e assim começou a escrever as primeiras versões de suas histórias da Terra-média, ou seja, textos que mais tarde fariam parte de O Silmarillion.

Apesar de sua obra não ser alegórica (e Tolkien sempre fez questão de frisar isso), o próprio autor admitia que partes significativas de O Silmarillion e O Senhor dos Anéis deviam alguma coisa às suas traumáticas experiências durante a Grande Guerra.

“As pessoas pensam sobre a Segunda Guerra Mundial, mas foi a Primeira Guerra Mundial que em grande medida deu forma a sua escrita”, disse John Garth, autor do livro “Tolkien and the Great War”. Garth afirma que o personagem principal de O Senhor dos Anéis, Frodo Bolseiro, pode verdadeiramente ser comparado com um jovem oficial e suas “experiências de guerra traumatizantes”. Do principal companheiro de Frodo em sua jornada até Mordor, por sua vez, Garth disse: “Tolkien disse nomeadamente que Samwise Gamgee era uma espécie de homenagem aos subalternos que ele havia conhecido na Primeira Guerra Mundial”.

Fonte: DailyMail

Diretor da WMF Martins Fontes fala sobre lançamento de novas obras de Tolkien e sobre a série HoME

14754241Alexandre Martins Fontes, diretor executivo da Editora WMF Martins Fontes, conversou com a BandNews Literatura sobre reedições especiais e novos livros de J.R.R. Tolkien que acabam de ser publicados, além do guia ilustrado do filme O Hobbit: A desolação de Smaug, a adaptação cinematográfica de Peter Jackson. Também lançou luz sobre a polêmica (não)publicação da série HoME (History of Middle-Earth) no Brasil, dizendo que é uma tarefa que exige “fôlego”, pois é uma série de livros com 12 volumes. Contudo, não parece descartar totalmente a possibilidade ao dizer “vamos ver quando é que vamos conseguir lançar”. Veja a entrevista completa:


 

Ao final da entrevista, Martins Fontes e a apresentadora falam sobre uma possível adaptação para o cinema da obra O Silmarillion. Você pode ler aqui mesmo na Valinor as implicações que cercam essa empreitada em Filmando “O Silmarillion”? Vai Sonhando.

Lançado no Brasil o livro “A Última Canção de Bilbo”, de J.R.R. Tolkien

Brochura

Brochura

Mais uma obra de J. R. R. Tolkien foi lançada no Brasil pelo selo Martins Fontes. Trata-se de A Última Canção de Bilbo, livro que narra de forma poética a última viagem de Bilbo Bolseiro rumo ao Oeste, momento em que ele compõe sua última canção, ao mesmo tempo em que rememora sua primeira grande aventura. As ilustrações que acompanham o texto contam essas duas histórias de maneira simultânea, de acordo com a sinopse divulgada pela Editora.

A obra foi lançada no dia 28 de outubro em edições em brochura e capa dura, contendo 32 páginas e ilustradas por Pauline Baynes, ilustradora preferida de Tolkien e muito citada e elogiada por ele em As Cartas de J.R.R. Tolkien (Arte&Letra Editora).

Breve História de A Última Canção de Bilbo

O poema é cantado por Bilbo Bolseiro nos Portos Cinzentos, quando ele está prestes a deixar a Terra-média. Cronologicamente isso se situa ao final de O Retorno do Rei, apesar de ter sido escrito mais tarde e nunca incluído em O Senhor dos Anéis.

Capa dura

Capa dura

A Última Canção de Bilbo era originalmente um texto sem ligação com a história de Bilbo, intitulado Vestr hum haf, mas Tolkien o mudou em outubro de 1968. Foi dado pelo autor como um presente para sua secretária Joy Hill em 1968, depois que ela o descobriu na biblioteca de Tolkien. Após a morte de Tolkien em 1973, Joy Hill mostrou o poema para Donald Swann, que gostou tanto que resolveu transformá-lo em música e incluiu-o na segunda edição de The Road Goes Ever On*, em 1978. O poema também foi ilustrado por Pauline Baynes, e publicado como um pôster em 26 de novembro de 1974.

A canção foi incluída na adaptação radiofônica da BBC de O Senhor dos Anéis (1981). Em 1990 o texto foi finalmente publicado em forma de livro pela Unwin Hyman e novamente ilustrado por Baynes (fonte: TolkienGateway).

Confira uma página da obra em inglês e outra traduzida:

Pauline_Baynes_-_Bilbo's_Last_Song_(with_text)        ultima cançao de bilbo

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* Publicado pela primeira vez em 1967, o livro The Road Goes Ever On contém todos os poemas de Tolkien que aparecem em seus escritos sobre a Terra-média, e é um documento importante por ser um glossário de termos élficos e tradições que não aparecem em nenhum outro lugar. Por exemplo, contém uma das maiores amostras da língua élfica Quenya.