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Os 90 anos de Saruman… hum… Sir Christopher Lee!

Sir Christopher Lee em seu último vídeo divulgando seu novo álbum de Metal

 

Conde Drácula, A Múmia, Rasputin, Dr. Fu Manchu, Dr. Jekyll e Mr. Hyde, Conde Dooku, Saruman, Sherlock Holmes, O Homem com a Pistola de Ouro, etc., etc. e etc. Em 27 de maio passado, o lendário e talentoso ator Sir Christopher Lee completou impressionantes 90 anos de idade, e o site Moviefone listou 90 razões para se admirar o ator que já fez quase 280 filmes (e a cifra cresce a cada ano)!

Se seu inglês está em dia, vale muito a pena conhecer as 90 razões pelas quais Sir Christopher é admirável. Entre elas, a informação que diz que ele foi o único membro do elenco e equipe de O Senhor dos Anéis a conhecer o autor J. R. R. Tolkien em pessoa, e que lê seus livros uma vez por ano. Bem, isso pode não ser mais novidade para muita gente, mas o que poucos sabem é que o próprio Tolkien deu sua bênção a Sir Christopher para que ele interpretasse o mago Gandalf em uma possível futura adaptação cinematográfica da Saga do Anel.

E, de fato, quando soube da produção, o ator inglês fez teste para interpretar o Mago Cinzento. Porém, dada sua imponência física e vocal, ele foi a primeira e única escolha de Peter Jackson (fã de Christopher Lee pelos seus filmes de horror, dos estúdios Hammer) para interpretar o mago Saruman, o Branco (e, na verdade, a primeira escolha de todo o elenco), personagem que Sir Christopher volta a representar nas duas partes de O Hobbit.

Sir Christopher Lee também é um condecorado veterano da Segunda Guerra Mundial, onde serviu como voluntário na Força Aérea Real Britânica e, mais tarde, como oficial de inteligência do Long Range Desert Group. Segundo o diretor Peter Jackson, sua mórbida experiência no último grande conflito mundial serviu de inspiração para a morte de Saruman, na versão estendida de O Retorno do Rei. Christopher Lee fez questão de fazer Saruman morrer exatamente como um homem morre ao levar uma adaga nas costas, ato provocado por Gríma Língua de Cobra (Brad Dourif). O som aspirado, produzido por alguém ao levar a facada, segundo Lee, é exatamente como o que ele fez no filme.

Também serviu como um dos consultores da trilogia sobre as obras e personagens de Tolkien, assim, ajudou dando dicas à equipe de maquiagem prostética de como projetar algumas criaturas da Terra-média. Primo de Ian Fleming, o criador do Agente 007, e filho de uma condessa italiana, sua nobre linhagem familiar, segundo Lee, remonta ninguém menos do que o primeiro Imperador do Sacro Império Romano-Germânico, Carlos Magno (742-814), o rei dos Francos!

Além de ator, tem formação musical clássica e em 2010 lançou o álbum “Charlemagne: By the Sword and the Cross”, um álbum conceitual de metal sinfônico, onde ele atua como Carlos Magno. E agora, aos 90 anos, está lançando seu segundo álbum de Heavy Metal! Sobre essa versatilidade toda, chegou a declarar:

“Deve-se tentar qualquer coisa que puder em sua carreira, exceto Folkdance e incesto”.

Parabéns, Sir Christopher Frank Carandini Lee, patrimônio artístico mundial! Saiba mais sobre ele visitando sua web site oficial: http://christopherleeweb.com/

Amor platônico entre um anão e uma elfa em O Hobbit?

Será que Peter Jackson resolveu realmente colocar uma história de amor (e talvez não correspondido ou idealizado) n’O Hobbit, entre o anão Kili e a elfa Tauriel? Leia abaixo a declaração do ator Aidan Turner, que interpreta Kili, o irmão de Fili e sobrinho de Thorin Escudo de Carvalho.  Atenção ao possível SPOILER!

 O texto abaixo foi publicado originalmente no Cinema em Cena:

Aidan Turner como Kili: anão galã, sem barba, com cara de elfo e que usa arco e flecha

 

 Um artigo da revista Total Film trouxe entrevistas com os novos rostos de O Hobbit. Tanto Aidan Turner, o intérprete do anão Kili, quanto Evangeline Lilly, a elfa Tauriel no filme, tiveram a chance de falar sobre seus personagens. A eterna Kate de Lost comentou sobre a dificuldade de fazer a transição entre personagens tão diferentes.

“É uma mudança enorme viver uma elfa depois de ter interpretado uma condenada em fuga durante seis anos. A Kate era bem enérgica, agressiva, e agora tenho que ser etérea e graciosa. Às vezes dá vontade de partir para a ação e ficar furiosa, então é complicado”.

Quando a série de J.J. Abrams foi finalizada, Lilly chegou a anunciar que daria um tempo na carreira de atriz. Mas não foi o que aconteceu depois e ela explicou por que: “Não estava interessada em trabalhar, mas tinha interesse em trabalhar em O Hobbit. Tentei muito desaparecer dos holofotes quando Lost acabou, mas esses grandes trabalhos continuaram aparecendo”.

Turner (foto), que encarnou um vampiro na série de TV britânica Being Human, revelou que seu novo personagem tem maior participação no filme de Peter Jackson do que no livro de J. R. R. Tolkien. “A parte de Kili foi expandida e, além de caçar tesouros, agora ele também vai perseguir a elfa Tauriel”.

Questionado sobre a possibilidade de um romance no ar, o ator disse que não confia no poder de sedução do seu anão: “Eu acho que ele sabe que nada vai acontecer. Ela tem quase dois metros de altura enquanto ele tem menos de um!”, finalizou.

Sir Ian McKellen e o fim das filmagens de O Hobbit

Parece que as filmagens de O Hobbit estão perto da reta final. Enquanto Peter Jackson ainda está rodando cenas do filme, o ator Ian McKellen está atualmente no estúdio de gravação para gravar a voz de Gandalf.

 Este é um trabalho muito comum quando as cenas de um ator estão finalizadas ou em vias de. E a razão é óbvia: na maioria das cenas, principalmente externas, o som não está bom o suficiente para ser utilizado no filme, pois muitas vezes está poluído por diversos ruídos, como de geradores, aviões e etc.. Assim, quase todas as falas são regravadas mais tarde no estúdio.

 Para o canal de televisão da Nova Zelândia TvNZ (em vídeo aqui), Sir Ian McKellen disse que agora que ele está ocupado com a dublagem de Gandalf, foi possível ver a primeira parte do filme. “Bem, eu amei o que eu já vi”, disse sobre o material trabalhado até agora. E continua:

 “E assim eu começo a ver a primeira parte do filme. E isso é sempre um momento emocionante quando está tudo junto e, francamente, você começa a entender o enredo um pouco melhor do que quando está filmando as cenas. Há algumas grandes performances e Martin Freeman vai ganhar todos os corações dos espectadores. Também todos aqueles anões… fantásticos. E a visão da Terra-média novamente… quero dizer, vocês vivem na Terra-média, vocês kiwis já conhecem tudo, mas, para nós estrangeiros, ver de perto esses cenários magníficos é fantástico!”

A entrevista com o ator britânico foi por ocasião de seu show “Ian McKellen on Stage – with Shakespeare, Tolkien and You” (numa tradução livre: “Ian McKellen no Palco – com Shakespeare, Tolkien e Você”), que está em turnê nos finais de semana, no mês de maio, na Nova Zelândia. Com a renda do show McKellen apoiará a reconstrução do histórico Isaac Theatre Royal, da cidade de Christchurch, que foi severamente danificado durante o terremoto de fevereiro de 2011. O custo da reconstrução do teatro, que tem por volta de 150 anos, é estimado em cerca de 5,5 milhões de dólares neozelandeses.

Procurada pelo neozelandês Stuff.co.nz, a assessora de imprensa de O Hobbit confirmou que o fim dos trabalhos está próximo. Ceris Price disse que a segunda unidade – dirigida por Andy Serkis, o Gollum – terminará suas filmagens no final de maio. “Cerca de quatro semanas antes da conclusão da fotografia principal do filme O Hobbit”, disse. Ela também confirmou a Batalha dos Cinco Exércitos – o clímax do livro – para o último filme, O Hobbit: Lá e De Volta Outra Vez, com estreia mundial prevista para 13 de dezembro de 2013. O primeiro filme, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, estreia mundialmente neste ano, em 14 de dezembro.

Conan Stevens será o Orc Bolg em O Hobbit

Conan Stevens com Peter Jackson

Atualmente, há certa confusão sobre os personagens orcs Azog e Bolg nos filmes O Hobbit. O alemão Herr Der Ringe-film, no entanto, nos trouxe alguma luz sobre isso.

John Rawls

Originalmente, o ator australiano Conan Stevens (também conhecido como “A Montanha que Cavalga”, da série da HBO, Game of Thrones) assumiu o papel de Azog, que foi confirmado oficialmente pelo próprio diretor Peter Jackson, no Facebook. Por um longo tempo os fãs se perguntaram então quem interpretaria Bolg, filho de Azog, ou se o personagens seria excluído da trama cinematográfica. Havia rumores de que os dois seriam combinados em um único personagem. Este rumor foi refutado em meados de março, quando a loja de brinquedos BigBadToyStore anunciou os futuros lançamentos de figuras de ação d’O Hobbit, entre elas estão Azog e Bolg como personagens distintos.

Há poucos dias, então, duas informações interessantes apareceram: numa entrevista com Conan Stevens, o The One Ring anunciou que seu personagem havia sido rebatizado como Bolg, já a agência  de atores Kathryn Rawlings & Associates anunciou que o ator neozelandês John Rawls será Azog. Portanto, as dúvidas sobre Bolg, Azog e seus intérpretes em O Hobbit, estão sanadas.

 

SPOILER do livro “O Hobbit” e dos Apêndices de “O Senhor dos Anéis”: 

Azog, na mitologia de J.R.R. Tolkien, é um orc cruel  que matou Thrór (Jeffrey Thomas), avô de Thorin Escudo de Carvalho (Richard Armitage), nas minas de Moria e profanou seu cadáver. Isso aconteceu cerca de 450 anos antes da viagem dos anões e Bilbo até Erebor. Azog, assim, desencadeia uma guerra entre os orcs e anões, durante a qual é morto por Dáin Pé-de-Ferro (interpretado em O Hobbit pelo escocês Billy Connolly). Bolg é o filho de Azog, e no livro “O Hobbit” lidera um enorme exército de orcs, Wargs e morcegos na Batalha dos Cinco Exércitos, aos pés de Erebor, a Montanha Solitária, onde também luta Dáin e seu exército de anões. Bolg pereceu nesta batalha pelas mãos do troca-peles Beorn (interpretado pelo sueco Mikael Persbrandt). No entanto, ainda não se sabe como Peter Jackson irá retratar estes eventos nos filmes O Hobbit e nem se será fiel a eles.

Para saber mais, leia na Valinor:

Peter Jackson fala sobre a polêmica d’O Hobbit em 48fps

O diretor Peter Jackson falou ao The Hollywood Reporter sobre a polêmica que a exibição de O Hobbit a 48 quadros por segundo causou no público da CinemaCon, Las Vegas, no início da semana.  O trecho abaixo é do Omelete.

 Para ele, o formato realmente “leva um tempo para se acostumar. 10 minutos de cenas provavelmente foi pouco. Deveríamos ter feito mais. E é diferente ver um monte de clipe e cenas rápidas do que acompanhar uma narrativa [...] é, literalmente, uma nova experiência. Eu me acostumei relativamente rápido. Logo você esquece dos quadros a mais. É algo muito mais imersivo e o 3D em 48fps é mais gentil aos olhos”.

Depois das reações negativas, Jackson descarta, porém, o lançamento de um trailer a 48fps.

  “Você precisa experimentar essa tecnologia em um filme inteiro. Em 2 minutos e meio não dá tempo para se acostumar. Muitos dos comentários que eu li dizem que foi uma experiência ‘diferente’, mas, no final, acho que diferente é algo positivo, especialmente para o 3D, especialmente para épicos que pretendem envolver o público na experiência narrativa”.

Ao final, “esta tecnologia não vai parar e continuará evoluindo”, conclui.

Leia mais no Omelete e no THR.

Obrigado pela dica, Pendragão!

[SPOILER] 10 minutos de O Hobbit: o que foi visto no vídeo

Na terça-feira passada, foi exibido em Las Vegas 10 minutos de O Hobbit, na convenção CinemaCon. Abaixo, está a análise detalhada das cenas do curto vídeo feita pelo fansite alemão Herr Der Ringe-film.  O pessoal não viu o material em si, mas a análise a seguir baseia-se nos vários relatos feitos pelos que estiveram em Las Vegas e viram o vídeo. Mesmo que as descrições sejam um substituto pobre para a apresentação real, provavelmente você terá uma impressão razoavelmente adequada do que foi mostrado no vídeo. Portanto, e ATENÇÃO, o que vem escrito abaixo é puro SPOILER!!! A análise do vídeo:

O vídeo começa com bela fotografia das paisagens épicas da Nova Zelândia! A trilha sonora de Howard Shore acompanha as grandes cenas que são mostradas. Sobre os picos das Montanhas da Névoa, o sol nasce, também pode-se ver um pouco da fotografia aérea já conhecida, mostrada no trailer, onde você pode passear pelas paisagens  com os anões. Além disso, O Hobbit será novamente um épico comercial para promover a Nova Zelândia.

Em seguida há algumas cenas parcialmente conhecidas do trailer, entre elas o velho Bilbo contando a Frodo a história de sua jornada. Depois vemos como o jovem Bilbo encontra Gandalf. Esta sequência é seguida por outras bem conhecidas, incluindo a introdução dos personagens anões feita por Gandalf.

O encontro com os trolls: Bilbo tenta negociar com os três enormes trolls, os quais são um pouco idiotas. Com um forte sotaque cockney, os trolls discutem qual a melhor maneira de jantar Bilbo. Thorin corre até a clareira para atacar os trolls, juntamente com outros anões. Os anões cravam seus machados e outras armas nas pernas dos trolls. Uma cena que é aparentemente próxima a apresentada no livro, mas lá os anões são pegos facilmente pelos trolls. Presumivelmente no filme, eles também, e gradualmente, acabarão dentro de sacos.

 Uma cena do Conselho Branco: as gravações ainda estão acontecendo e você pode ver telas verdes ao fundo: Elrond, Galadriel, Gandalf e Saruman estão sentados em torno de uma mesa. Galadriel faz considerações sobre uma espada escura, que ela identifica como a “Lâmina Imortal”. Suspiros dos outros, e Galadriel diz que é a espada do Rei-Bruxo, que foi derrotado há muito tempo nas guerras dos reinos do norte. Ele foi preso em suas masmorras, no norte, que foram seladas com a poderosa magia dos Magos, e mais ninguém poderia abri-las. Mas agora aconteceu o que não poderia ter acontecido: a fuga do Rei- Bruxo! Saruman olha atentamente para a lâmina. Uma história muito interessante é abordada aqui, porém, ainda não fica totalmente claro como isso vai acontecer nos filmes: o fato é que Peter Jackson, abordando a história dos Espectros do Anel, naturalmente está construindo uma ponte para a trilogia e introduzindo o espectador mais profundamente na mitologia da Terra-média.

Gandalf percorre os calabouços de Dol Guldur, e parece estar procurando algo, quando de repente é atacado por Thráin. Uma cena que também foi vista em uma parte do trailer. Thráin é o pai de Thorin Escudo de Carvalho, e foi capturado por Sauron e é mantido prisioneiro em sua fortaleza, Dol Guldur. Gandalf entra na fortaleza para salvar Thráin, mas ele já está completamente louco, e assim morre. De acordo com o romance o anão dá para Gandalf o mapa para a entrada secreta de Erebor e a chave correspondente. Peter Jackson pode estar preparando mais alguma coisa para este encontro, como pôde ser visto com a luta entre os dois no trailer.

 Gandalf e Galadriel estão em Valfenda na cachoeira. Galadriel pergunta ao Mago Cinzento porque ele escolheu um hobbit para a viagem. Gandalf responde calmamente que ele às vezes sente medo, mas pensar em Bilbo, em seguida, sempre lhe dá um novo ânimo. Galadriel então carinhosamente toca seu rosto e diz que não precisa ter medo, porque ele possui muitos amigos. Não está claro se essas cenas do Conselho Branco aparecerão durante a estadia dos anões em Valfenda, ou aparecerão em outro momento.

Gandalf vagueia através das masmorras escuras do Norte, a única luz vem de seu cajado. Subitamente, um pássaro aparece e voa a sua volta, e de repente Radagast, o Castanho está atrás dele. A ave pousa com um casal de outras aves em um ninho de pássaro na cabeça de Radagast, que se esconde sob seu chapéu. A cena é interrompida e ambos estão falando sobre o Rei-Bruxo. Radagast, em geral, aparece em cenas bobas e que deixam muitas perguntas sem resposta: Como ele chegou para o encontro entre os dois? E onde estão essas masmorras? São nas ruínas de Carn Dum? Cerca de 2000 anos antes de O Senhor dos Anéis, no norte reinou o Rei-Bruxo em Angmar, que foi fundada para fazer oposição a Arnor, o reino dos Dúnedain do norte. Carn Dum era a capital deste império de terror.

 Então você vê Radagast em um passeio de carroça, ou trenó, pela floresta, puxada pelo que perecem ser coelhos grandes e cinzas. Embora Tolkien descreva mesmo Radagast como um amigo dos pássaros e animais silvestres, estes detalhes lembram Nárnia um pouco demais.

Vamos para a Floresta das Trevas: os anões estão em fuga pela floresta e cobertos com teias de aranha. Em uma cena, Tauriel aparece aos saltos com um arco e flecha, aparentemente, ela persegue os anões. Mais tarde, Legolas, também aparece apontando sua flecha diretamente  para o nariz de Thorin. “Eu não hesitarei em atirar em você, anão!” ele ameaça. Legolas veste suas roupas verdes com motivos silvestres, as mesmas que você já conhece de O Senhor dos Anéis. Tauriel tem cabelos castanhos trançados, e está vestindo traje semelhante ao do Legolas, só que em tons de marrom.

Vemos os anões nos barris flutuando rio abaixo. Na sequência, aparentemente não finalizada, você ainda pode ver as marcas feitas para o departamento de efeitos.

Adivinhas no Escuro: Bilbo pede a Gollum para lhe mostrar o caminho para fora das montanhas, mas Gollum se debate querendo em troca um jogo de adivinhas antes: vitória de Bilbo, relutantemente ele vai lhe mostrar o caminho para fora da escuridão, mas mesmo assim pretende jantar Bilbo, que deixa sua espada em segurança à mão. A cena mostra os traços esquizofrênicos de Gollum que já conhecemos a partir da trilogia.

Exibição de O Hobbit causa estranheza entre os críticos

Parece que velocidade de exibição de O Hobbit, em 48 quadros por segundo e algo ainda inédito no cinema, e que surge como uma promessa revolucionária no meio, não agradou algumas pessoas e profissionais ligados ao mundo do entretenimento. Alguns minutos do filme foram exibidos na convenção CinemaCon, e os críticos caracterizaram as imagens como “uma exibição televisiva em alta resolução”. Leia abaixo o texto publicado pelo Pipoca Moderna:

Faltando ainda oito meses para sua estreia, a adaptação de “O Hobbit” já começou a causar polêmica. O diretor Peter Jackson exibiu as primeiras cenas do filme na convenção CinemaCon, que está sendo realizada em Las Vegas, e a sessão dividiu opiniões. Tudo por conta da velocidade de projeção da película, de 48 quadros por segundo, o dobro do formato padrão de 24 fps (frames por segundo).

A velocidade maior consegue passar mais realismo nas cenas filmadas. Segundo o Los Angeles Times, uma tomada aérea das montanhas apareceu com mais detalhes e clareza que “a maioria dos documentários sobre a natureza”. Mas a extrema nitidez causou uma reação inesperada. “Parecia um filme feito para a TV”, reclamou um proprietário de cinema presente.

Cerca de dez minutos de “O Hobbit” foram apresentados na convenção, que é voltada para os empresários do setor cinematográfico, e o consenso entre os presentes foi que a alta velocidade tirou a sensação “cinematográfica” de se assistir ao filme. “Eu esperava uma diferença sutil, mas foi dramática”, disse um distribuidor de Los Angeles. “A questão é saber se as pessoas querem este realismo ou preferem a experiência cinematográfica tradicional”.

As “pessoas” comuns se manifestarão pela primeira vez quando o filme tiver seu grande teste diante do público, o que deve acontecer em julho, na Comic-Con de San Diego, onde mais cenas da produção deverão ser exibidas.

“O Hobbit” foi dividido em duas partes e a primeira chega aos cinemas em 14 de dezembro.

Vale observar que James Cameron já disse que pretende rodar a continuação de “Avatar” com uma velocidade ainda mais elevada: 60 fps – o que daria ao filme uma nitidez nunca vista no cinema.

Resta saber se os cinemas do mundo estarão adaptados para exibir filmes a 48 quadros por segundo quando O Hobbit – Uma Jornada Inesperada estrear em 14 de dezembro deste ano. Em uma declaração anterior, o diretor Peter Jackson disse que estava discutindo essa questão com a Warner, mas cópias dos filmes, convertidas para o formato tradicional a 24 quadros por segundo, seriam feitas. Confira:

O Hobbit será gravado a 48 frames por segundo, explica Peter Jackson

O Hobbit: também a 24 frames por segundo