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Lista de faixas da Trilha Sonora de “O Hobbit” e 3º TV Spot

Foram lançadas essa semana as faixas e as capas da trilha sonora original de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, composta mais uma vez pelo brilhante compositor e maestro Howard Shore. O álbum será lançado em 11 de dezembro, em versão digital e com dois CDs. Também a partir do dia 11 do próximo mês haverá uma edição especial com seis faixas bônus exclusivas, sete faixas estendidas e encarte de luxo, com apontamentos de Doug Adams (Fonte: Herr Der Ringe-film). Veja as capas:

Edição Especial
Edição “Comum”

 E pelo título das faixas ainda é possível conferir que caminhos o primeiro filme O Hobbit percorrerá. Veja abaixo a lista:

CD 1

  • My Dear Frodo
  • Old Friends (Extended Version)
  • An Unexpected Party (Extended Version)
  • Blunt the Knives performed by The Dwarf Cast
  • Axe or Sword?
  • Misty Mountains performed by Richard Armitage and The Dwarf Cast
  • The Adventure Begins
  • The World is Ahead
  • An Ancient Enemy
  • Radagast the Brown (Extended Version)
  • The Trollshaws Roast Mutton (Extended Version)
  • A Troll-hoard
  • The Hill of Sorcery
  • Warg-scouts

 CD 2

  • The Hidden Valley
  • Moon Runes (Extended Version)
  • The Defiler
  • The White Council (Extended Version)
  • Over Hill
  • A Thunder Battle
  • Under Hill
  • Riddles in the Dark
  • Brass Buttons
  • Out of the Frying-Pan
  • A Good Omen
  • Song of the Lonely Mountain (Extended Version) performed by Neil Finn
  • Dreaming of Bag End

 FAIXAS BÔNUS EXCLUSIVAS

  • A Very Respectable Hobbit
  • Erebor
  • The Dwarf Lords
  • The Edge of the Wild

 

E na página da Warner no YouTube você poderá ver um terceiro e novo TV Spot de O Hobbit, mas legendado em espanhol, já que o lançamento na rede foi da Warner México. Confira: EL HOBBIT: UN VIAJE INESPERADO – Video “Cosas pequeñas”

“O Hobbit”: Omelete entrevista Peter Jackson!

No aniversário de 51 anos de Peter Jackson, o Omelete publica em primeira mão no Brasil, a entrevista que o diretor concedeu a seu correspondente, Steve Weintraub, na ocasião de sua visita aos sets do filme, no meio deste ano. Confira os trechos mais significativos.

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 É importante pra você que este filme seja parecido com O Senhor dos Anéis ou você quer que eles sejam coisas completamente diferentes?

Nenhum dos dois, na verdade, É claro que eles não devem parecer tão distantes, mas ao mesmo tempo temos os personagens… Quando decidi me envolver em O Hobbit como diretor, me prometi que retomaria a história exatamente da mesma forma como fiz O Senhor dos Anéis – como se estivesse retornando à Terra-média. É como se aquele fosse um lugar real, estou ali para contar uma história diferente, mas os personagens dentro daquele universo, por serem anões, dão uma entonação diferente aos lugares que já vimos anteriormente. O Senhor dos Anéis era incrivelmente bom e mau, preto e branco. O mundo estava em perigo por causa de Sauron, era tudo muito básico e a tensão indicava o caminho que a trama tomaria. Já O Hobbit tem uma qualidade mais como um conto de fadas, matando dragões e saindo em busca do ouro da montanha. Os elementos da história dão espaço para que exista uma alteração na entonação da história, mas quanto ao visual e ao estilo de direção, eu queria manter tudo parecido, trazendo o sentimento de que estamos no mesmo universo.

Quando o assunto é continuidade, no livro, por exemplo, quando Bilbo põe o anel, ele não sente seus efeitos negativos. Já nocaso de Frodo, tudo muda de figura. É esse tipo de coisa que você vai pensar e tentar consertar durante O Hobbit?

Sim. É óbvio que está tudo presente nos livros, Tolkien não sabia nada do anel quando escreveu O Hobbit. Aí, 20 anos depois, ele escreveu toda uma trilogia sobre o anel. O modo como as coisas são racionalizadas, e acho que foi desta forma que as pessoas no mundo de Tolkien as racionalizaram, é que o anel não ganha seus poderes até que Sauron volta à ativa e começa a procurá-lo. Então ele ficou adormecido por um tempo e, durante os tempos de Frodo, ele começa a ficar agitado querendo encontrar Sauron. Estamos nos baseando nisso. Mas já vamos gradualmente mostrando os efeitos do anel durante o filme. Na primeira vez que [Bilbo] põe o anel, ele é simplesmente um artefato mágico. Mas conforme ele vai o colocando outras vezes, os efeitos o atingem cada vez mais. Estamos construindo uma história a partir disso.

Ainda vai ser aquele efeito em que ele está em um mundo de sombras?

Bem, ele estará em um mundo de sombras, mas que não será tão atormentado quanto era o de O Senhor dos Anéis. Ali existia uma maior influência de Sauron e do Olho de Sauron – não vamos lidar com isso dessa vez, mas sim com o início disso.

Fale um pouco sobre a expansão da trama de Gandalf. Quando se lê O Hobbit, parece que ele tomou uma atitude aleatória quando escolheu Bilbo. Ouvimos dizer que agora haverá um motivo por trás da escolha, do porque Galdalf está atrás dele. Não só os resgatar de problemas do nada. Qual a necessidade de explicar questões em uma história que não realmente…

É interessante. Tudo volta para a questão de que Tolkien escreveu O Hobbit como um livro infantil em 1937, e mais tarde escreveu O Senhor dos Anéis. É óbvio que este universo se expandiu em sua mente, o que o levou a pensar, durante muitos anos, a reescrever e republicar O Hobbit, fazendo com que uma história tivesse ligação direta com a outra. Isso nunca aconteceu, mas muito do material acabou no apêndice das edições mais recentes de O Retorno do Rei. Tolkien estava em um estágio no qual ele continuava a trabalhar ao contrário, tentando revisar O Hobbit e ligá-lo a O Senhor dos Anéis. Nós tivemos acesso a esse material e pudemos vasculhar esses apêndices em busca de pequenas dicas sobre a história – e muita coisa sã apenas ideias não finalizadas. Dá pra sentir que se ele tivesse realmente tirado tempo para finalizar tudo, hoje nós teríamos muito mais informações. Para mim, ações em filmes não devem ter um ponto de partida aleatório. Sempre fico frustrado quando acontece alguma coisa do nada e não há uma explicação por trás disso.

Sim, Gandalf visita o Condado, ele ama hobbits, lembra que eles são provincianos e contidos. Eles são desconfiados das terras fora do Condado e Gandalf se lembra apenas desse pequeno hobbit, Bilbo Baggins, uma criança que adorava aventuras, perigos, histórias assustadoras… O único hobbit extrovertido. Então quando ele vai atrás de um hobbit para ser o ladrão de sua aventura, ele volta ao Condado muitos anos depois e encontra Bilbo. Ele deliberadamente procura por Bilbo, pois esse é o hobbit que ele acha ser o melhor para o cargo. Ele fica chocado quando descobre que, dezoito anos depois, Bilbo se tornou super conservador, nada parecido com o garoto que ele se lembra. Esse é o início da relação dos dois.

Então a bondade e inocência naturais dos hobbits tem algum papel em tudo isso?

Sim. Muitos dos personagens dessa história tem interesses próprios. Anões querem suas terras de volta. Thranduil quer sua parte do que está na montanha, o que ele considera seu. Bilbo é o único que não tem interesses desse tipo, mas ele acaba se envolvendo em uma louca aventura, com personagens com quem ele deve lidar e aceitar. É bem interessante.

Em O Hobbit, Tolkien explora a fundo os ideais modernos e antigos de heroísmo. Isso é algo que você vai abordar? Temos Bilbo e Legolas, que seguem em frente para a próxima história, mas Thorin não continua. Você entra no assunto do que faz heróis serem bem sucedidos contra heróis mal sucedidos?

O livro aborda, sim, alguns desses temas. Em alguns aspectos, Thorin é como um anti-herói. Ele acabou ficando tão obcecado com aquilo que acredita ser certo que passou dos limites com sua ganância pelo ouro do dragão. Os hobbits são os melhores heróis, pois são como nós. São os heróis improváveis que são atirados em um terrível perigo sem escolha, mas usam da bondade e da força que vem dentro de si para tentar sobreviver. Eles não são o tipo de pessoa que você tomaria como capaz de enfrentar um dragão, mas quando os vê em ação… Acho que esse tipo de heroísmo cabe muito bem em filmes, além de ficar muito interessante. Legolas é apenas mais um herói, não me identifico tanto assim com ele. Eu apenas deixo Orlando [Bloom] fazer aquilo que sabe fazer de melhor, o que é ótimo para o filme.

 Leia a entrevista completa no Omelete: Acesse: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada | Omelete entrevista Peter Jackson

(Agradecemos a dica de Fefe_Helena)

“O Hobbit”: Mais imagens de Radagast, o Castanho e scans da revista Empire

Uma nova imagem promocional do mago Radagast, o Castanho, foi liberada pela Warner. Nesta imagem, é a primeira vez que Aiwendil (“Amante das Aves”) aparece por completo e com mais detalhes.  A fonte da imagem é o francês Tolkiendrim.

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 Estas outras três imagens vêm direto das páginas da Empire Magazine. A segunda imagem abaixo (Gandalf com Radagast) é uma montagem com a junção de duas páginas da revista, já na terceira imagem você pode ver o ator Sylvester McCoy caracterizado como o Castanho, no estúdio, em frente à casa do personagem:

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E acessando os endereços abaixo, você poderá ver as páginas da Empire Magazine. Agradecemos ao BlackMoon por nos enviar os scans!

* http://s574.photobucket.com/albums/ss190/lotr66/magazine%20articles/EMPIRE%20December%202012%20Hobbit%20Special/

*http://s574.photobucket.com/albums/ss190/lotr66/magazine%20articles/EMPIRE%20December%202012%20Hobbit%20Special/?action=view&current=EMPIRE1212p122.jpg

*https://pbs.twimg.com/media/A6E8KkLCIAExlHa.jpg:large

*http://f1.s.qip.ru/rPlo0QSA.jpg

*http://www.richardarmitagenet.com/images/articlescans/Hobbit/EmpireDec2012-p64-65.jpg

*http://www.richardarmitagenet.com/images/articlescans/Hobbit/EmpireDec2012-p66-67.jpg

*http://www.richardarmitagenet.com/images/articlescans/Hobbit/EmpireDec2012-p125.jpg

Confira o 2º TV Spot de “O Hobbit”!

Com 33 segundos de duração, o segundo TV Spot de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada traz mais cenas novas! Sim, evidentemente algumas cenas já vistas no primeiro Spot e nos trailers, mas, claro, em 33 segundos ele também traz cenas inéditas como:

 * Uma nova visão da chegada de Gandalf em Bolsão;

 * Novo ângulo dos Anões correndo por uma planície;

 * Um novo ângulo de Bilbo na caverna do Gollum;

 * Uma rápida conversa entre Bilbo e os Trolls;

 * E uma nova cena em que Bilbo segura o Um Anel;

 Confira o novo Spot na página oficial de O Hobbit no Facebook ou, se preferir, veja no YouTube.

 

Omelete visita sets do “O Hobbit” e lista 50 curiosidades sobre o filme

O correspondente Steve Weintraub, do Collider, e parceiro do brazuca Omelete.com, visitou os sets de O Hobbit no meio do ano e teve a oportunidade de conhecer os estúdios e de falar com o elenco.  A partir dessa visita invejada por qualquer nerd, o Omelete traz 50 curiosidades inéditas sobre um dos filmes mais aguardados de 2012. Ao ler a extensa matéria, você saberá que:

  • Gandalf será mais amável em O Hobbit que sua versão de O Senhor dos Anéis, mas isso não significa que não existam momentos intensos (as cenas com Thorin em especial – haverá uma relação ligeiramente antagônica entre os dois líderes).

 

  • Ian McKellen disse que gostaria de ver uma minissérie de televisão com umas 13 horas de duração que adaptasse o livro em cada detalhes minucioso.

 

  • Tanto o pai quanto o avô de Thorin foram acometidos da “doença do dragão”, uma obsessão letal por ouro.

 

  • Para Armitage [intérprete de Thorin] imaginar a destruição que Smaug causou nas terras de seu povo, ele pensou em como seria se ele fosse um sobrevivente de Hiroshima.

 

  • Matt Aitlen, da WETA Digital, disse que eles – como muita gente notou nos trailers – não redesenharam Gollum. Apenas aplicaram os novos recursos tecnológicos disponíveis, para tornar seu comportamento mais natural e realista.

 

  • Nenhum dos elementos digitais criados para O Senhor dos Anéis foi reaproveitado em O Hobbit. O salto tecnológico em 10 anos foi grande demais.

 

  • A única tecnologia de maquiagem que permanece exatamente a mesma de O Senhor dos Anéis é a usada para as orelhas dos elfos – a gelatina. Entre 600 e 800 orelhas élficas foram criadas para os filmes.

 

  • As perucas de Galadriel, Legolas e Frodo são exatamente as mesmas que os atores usaram em O Senhor dos Anéis.

 

  • O figurino de Gandalf é o mesmo de A Sociedade do Anel, mas ele ganhou um cachecol élfico. A roupa não é a mesma que Ian McKellen vestiu no primeiro filme, porém. Essa está guardada sob condições controladas e preservada. A WETA valoriza cada item criado dentro de suas instalações como artesanato neo-zelandês.

 

  • A individualização dos anões inclui peculiaridades como: Ori é adorado pela sua mãe e ainda usa os lacinhos que ela amarrou aos seus cabelos antes de ele sair na jornada. Dwalin é um guerreiro experiente e mostra suas cicatrizes como troféus. Dori controla o dinheiro do grupo e gosta de arrumar seu cabelo de maneira excêntrica. Bifur tem um machado orc cravado em sua cabeça, o que lhe causa um tique nervoso e alguns problemas mentais. Bombur é o mais gordo e forte dos anões e gosta de usar sua barba como uma corda para enforcar orcs. Gloin tem referências diversas a seu filho, Gimli, e os dois vão se parecer tanto nas roupas quando no armamento. Nori tem a silhueta mais dramática. Balin não tem bigode. Thorin é o mais simétrico e bonito de todos, devido à sua nobreza.

 

  • No livro, os anões são distinguíveis pelas cores de seus capuzes. A ideia era um tanto simplista para o filme, então essas cores foram incorporadas em elementos diversos do figurino dos 13 personagens.

 

  • . Esta versão de Valfenda será muito mais colorida e brilhante, pois os anões e Bilbo chegarão à cidade no meio do verão. Em O Senhor dos Anéis eles mostram o lugar no outono.

Mas lembre-se que são 50 as curiosidades! Portanto, vale uma visita ao Omelete.com para ler a matéria na íntegra e se deliciar com todas as informações. Então, acesse: O Hobbit – Uma Jornada Inesperada | Visitamos o set do filme na Nova Zelândia!

Fonte das imagens: Galeria do Omelete – Empire Magazine

[Atualizado!] Revista revela 5 imagens de capa de “O Hobbit” e a duração do primeiro filme

A revista Empire Online divulgou cinco imagens de capa para o mês de novembro, e quem vai escolher a imagem definitiva são os fãs. E ainda, de acordo com a revista, Peter Jackson disse que o primeiro filme, O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, até o momento está com 2 horas e 40 minutos de duração, o menor tempo da franquia por enquanto (10 minutos a menos que A Sociedade do Anel). “Até o momento”, pois os créditos finais ainda não foram concluídos e tão pouco alguns efeitos e cenas, por isso a duração do filme pode mudar (para mais ou para menos).

      

Atualização: sexta capa, exclusiva para assinantes.

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E de acordo com o TORN, a Dolby Laboratories Inc. e a empresa de pós-produção do diretor Peter Jackson, Park Road Post Production, anunciaram nesta quarta-feira que O Hobbit será mixado e lançado em Dolby ® Atmos™. Trata-se de um novo sistema de som mais natural e realista que circula em torno e acima do público, ajudando a transportar o espectador para a história contada na tela do cinema, neste caso o mundo da Terra-média. O novo sistema possui dois alto-falantes adicionais que oferecem a capacidade de direcionar o som para outros alto-falantes individuais.

“Eu tento fazer filmes que permitam que o público seja parte dos efeitos que aparecem na tela, em vez de simplesmente assistir como tudo transcorre. E já está disponível uma incrível tecnologia para que isso aconteça: a alta frequência de frames, 3D, e agora o extraordinário sistema Dolby Atmos”, disse Peter Jackson. “Dolby sempre esteve na vanguarda para oferecer ao público cinéfilo a melhor experiência de som, e agora se superam. Dolby Atmos proporciona uma experiência de som completamente imersiva que os diretores de cinema, como eu, sonharam durante muito tempo”.

(Agradecemos ao Adão, Fefe_Helena e aos demais que nos enviaram as dicas!)

Os prós e os contras de interpretar Gandalf, por Ian McKellen

Tem sido amplamente divulgado que McKellen quase recusou o papel de Gandalf em O Hobbit (como pode ser lido aqui). Agora, o próprio ator, em seu blog, esclarece a questão. Com a palavra, Sir Ian McKellen:

“É verdade que você quase não interpretou Gandalf de novo?”

Agora que eu retornei a Gandalf, não consigo acreditar que havia alguma dúvida em minha mente – mas havia! Há sempre, com qualquer oferta de emprego.

Para me decidir, eu costumo anotar os prós e os contras e ver qual é a lista mais longa ou a que pesa mais. Assim:

Prós: Trabalhar com Peter Jackson é sempre estimulante e divertido: nós rimos um com o outro e ele não me deixa atuar de forma teatral demais no filme. Admiro seus colegas mundialmente conhecidos, como  Andrew Lesnie (diretor de fotografia), John Howe e Alan Lee (designers da Terra-média) e é assim com muitos dos que retornaram em O Hobbit. O Senhor dos Anéis se tornou um clássico do cinema e o mesmo pode muito bem ser verdade com relação ao O Hobbit. Eu gosto de viver na Nova Zelândia e explorar sua paisagem incrivelmente bonita.

Contras: um compromisso de dois anos com O Hobbit iria manter-me longe de outros trabalhos e longe de casa e dos amigos em Londres. Eu gosto de novos desafios e já interpretei antes Gandalf, o Cinzento.

Quando Peter me disse que tinha se comprometido com O Hobbit, eu imediatamente desmarquei compromissos em minha agenda e fiquei esperando uma chamada. Foi uma longa jornada, pois Peter se retirou do projeto e foi substituído por Guillermo Del Toro. Guillermo e eu nos demos muito bem, com alguns encontros discutindo sua visão. Em seguida ele também se retirou. Então, Peter estava de volta e, em seguida, mais atraso, por doença e desentendimentos com o sindicato dos atores da Nova Zelândia. Comecei a pensar: “O Hobbit foi amaldiçoado” – outra razão contra.

O que me fez mudar de opinião foi o conselho de um sábio amigo: “Ian, todos os fãs do O Senhor dos Anéis não vão entender ou se importar com suas dúvidas. Eles só querem ver você de volta como Gandalf.” E então eu percebi o que eu já sabia o tempo todo, que eu não podia suportar a ideia de outro ator vestindo o chapéu pontudo e as vestes cinzentas.

E foi isso. Graças a Deus!

Ian McKellen, Londres, 24 de outubro de 2012

 

(Agradecemos a dica, BlackMoon!)