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Lothlorí¿en

Oriunda de Machado/MG em 2002, a banda solta sua primeira demo com menos de um ano de estrada, intitulada Thousand Ways to the Same Land. Na época, o grupo era constituído pelos seguintes músicos: Alessandro Nicolete (B), Elias P. Oliveira ( D), Leonaldo Oliveira ( G/V) e Wesley Soares (G). Este trabalho contou com a participação do amigo Bruno Maia (Tuatha de Danann) em duas músicas e obteve ótimas críticas em revistas especializadas rendendo a participação da banda na primeira coletânea “Valhalla Demo Section” que reunia as 14 melhores bandas sem cd lançado que já haviam participado da seção homônima da revista (hoje Rock Hard Valhalla).
 
Ainda em 2003, a banda reformula sua Line-Up com as entradas de João
Messias (B) e Geovani Corsini (D) e a incursão do tecladista Dênis
Souza, que veio a dar mais consistência ao som do grupo.

Em 2005, a
banda lança o tão aguardado … of Bards and Madmen, um álbum que
surpreendeu a todos, obtendo excelente repercussão da mídia tando no
Brasil quanto exterior, levando os “loucos bardos do metal brasileiro”
às listas de Banda revelação do ano de 2005 (Valhalla), (Roadie Crew),
(and Heavy Metal for All) e melhor álbum de Heavy Metal do ano
(Dynamite).

Entre 2005/2006 a banda realiza a tour “Bards and madmen
on the Road” que incluiu apresentações nos renomados Roça n´
Roll(Varginha), Vamp Festival(S.P.), Blackmore Rock Bar (S.P.), Arena
(Osasco), Matriz (B.H.) ente vários shows ao lado de bandas como
Krisiun, Tuatha de Danann, Torture Squad, Thram, Velhas Virgens e
várias outras, sempre obtendo uma receptividade calorosa por parte do
público.

O Lothlöryen possui influências das mais variadas, que
vão de Jethro Tull, The Beatles e Led Zeppellin até Savatage, Gamma
Ray, Grave Digger e Blind Guardian. Com muito bom gosto e bastante
personalidade, o grupo executa uma sonoridade mágica e difícil de
definir, geralmente referenciada como Folk Metal.

Entre 2006 e
2007 a banda sofre duas baixas na sua formação. O baterista Geovani
Corsini é substituído por Marcelo Benelli e o baixista João Messias
cede seu posto à Michel Aguiar, músico experiente que já tocou ao lado
de nomes como Victoria, Fábio Laguna (Angra) etc.
A banda prepara
para 2007 várias surpresas tanto nos trabalhos de estúdio,
“Hobbits´Song” (Single março/2007), “Someways back no More” (novo álbum
2007) quanto nas apresentações ao vivo que prometem ser ainda mais
vigorosas e delirantes que os anos anteriores.

“Os ventos das mudanças sopram para Oeste, mas continuamos seguindo em direção à Löryen”   

Lothlöryen

 
Lothlöryen é uma banda oriunda de Machado, Minas Gerais, cuja influência de Tolkien já mostra-se evidente no nome, apesar de algumas modificações gramaticais.
Segue abaixo a biografia da banda, retirada de seu site oficial:

A Lothloryen foi formada no ano de 2002 sob o nome de Neverland. A banda fez algumas apresentações sob esta insígnia e no início possuía uma proposta voltada para o Metal Melódico. Com a existência de uma banda homônima e também uma mudança de direcionamento no som da banda, ainda no fim de 2002 o grupo passa a se chamar Lothloryen e grava entre o final de 2002 e início de 2003 a demo intitulada "Thousand Ways to the Same Land". Esta demo que contou com a participação de Bruno Maia da Tuatha de Danann em 2 músicas possuía como músicos os seguintes integrantes: Alessandro Nicolete (Baixo), Elias P. Oliveira (Bateria), Leonaldo Oliveira (Guitarra/Vocal) e Wesley Soares (Guitarra).

Este trabalho obteve ótimas críticas em 100% dos veículos de imprensa em que foi divulgado, inclusive em Revistas conceituadas como Rock Brigade, Roadie Crew, Comando Rock e Valhalla (que incluiu a banda na coletânea Valhalla Demo Section Vol. 1 que contou com as 15 melhores bandas do Brasil no estágio de demos segundo a própria revista) e sites do porte de Heavy Metal Brasil, Brasil Metal Law, Strike Mag., Whiplash entre outros.

Musicalmente falando o som da Lothloryen possui influências das mais variadas que vão desde Jetrho Tull, Beatles e Led Zeppellin até Savatage, Gamma Ray, Running Wild, Grave Digger, Children of Bodom, Tuatha de Danann e Blind Guardian como influência maior. Tanta mescla de estilos resulta num som com fortes doses de Metal Medieval, uma essência própria e sempre em busca de uma identidade que distingue a banda das demais.

Em 2003/2004 a Lothloryen realiza importantes shows no circuito Minas/SP e toca em locais como o Metal Rebellion de Ribeirão Preto, Roça n”Roll de Varginha(2 participações), Triumph of Metal de Pouso Alegre (2 participações) e no conceituadíssimo Blackmore Rock Bar de São Paulo.

A banda já se apresentou ao lado de petardos do metal nacional como Tuatha de Danann, Torture Squad, Sagitta, Monster, Tiger Cult, Attomica, Holy Sagga, Fates Prophecy, Andralls entre outras, sempre obtendo uma receptividade calorosa por parte do público.

Ainda no ano de 2003, a banda realiza mudanças drásticas na Line-Up, com a entrada do baixista João Messias, do baterista Geovani Corsini e a incursão do tecladista Dênis, o que com certeza veio a dar mais consistência ao som do grupo que chega em 2005 com um novo petardo chamado "of Bards and Madmen" que tem como proposta principal condensar as influências diversas da banda em um som maduro e original que promete ingressar a banda no Hall do Cenário Underground Nacional.


Site oficial: http://www.lothloryen.com.br

DISCOGRAFIA:



THOUSAND WAYS TO THE SAME LAND (DEMO, 2002)

01. Prologue
02. Lothlorien
03. Hear the call again
04. Neverland
05. My Fairytale
06. There and back again
07. Namärie

OF BARDS AND MADMEN (2005)

01. Intro
02. The Bards Alliance
03. Moriality
04. Another Tale
05. The Dark Flames (of Madness Queen)
06. Someday
07. Ruins of Fantasy
08. Elfic
09. There and back again (bonus)
10. Namärie (bonus)

Lórien

 
Em 1996, David e Jordi Tordera, deixaram sua banda e decidiram criar um novo grupo, mais "metálico" que o anterior. No começo, o trio formado por David, Jordi e o baterista Dani Ruíz, tocava as melhores músicas de Metallica e Iron Maiden, à medida em que eles criavam suas próprias composições.

Apesar do fato deles estarem gostando de sua música, o teclado era o único instrumento que faltava para obterem o tipo de som que eles queriam. Em 1996, Jaume Corvera entrou na banda com seu teclado, e, desde então, os quatro membros têm estado tocando e aprendendo juntos.

Contudo, duas mudanças tomaram lugar quando o grupo deciciu aumentar. Um segundo guitarrista (Albert Tornés) foi incluído por um curto período de tempo, mas deixou a banda devido a diferenças musicais. Assim, Josep Tordera, irmão de David e Jordi o substituiu.

Após gravarem o primeiro álbum, chamado SECRETS OF THE ELDER (lançado pela Goimusic), Jordi passou a dedicar-se exclusivamente à performance vocal, deixando o baixo para um novo integrandte, David Ruiz. Em 2005, Lórien lançou FROM THE FOREST TO THE HAVENS, seu segundo CD, também pela Goimusic.

DISCOGRAFIA:



SECRETS OF THE ELDER(2002)

01. Ballad of the Knight
02. Merlin the Wizard
03. Don’t be afraid
04. The Silent Mermaid
05. The Voice of Saruman
06. The Island of the Dragon
07. Aurora Borealis
08. Eternal Life




FROM THE FOREST TO HAVENS (2005)

01. Intro
02. Fire of Life
03. Breath of Salvation
04. Now I Ask Myself
05. Return from the Abyss
06. I Can´t Find Your Home
07. Light Of Valinor
08. Light is Only Light
09. Graceful Pixies
10. You Let Me Down

Site oficial da banda: http://www.lorienmetal.com/

Cirith Ungol

 
O Cirith Ungol é uma banda norte-americana de heavy metal tradicional que pouco se destacou no cenário mundial, exceto por um breve período na década de oitenta com o lançamento de sua obra mais notória, One Foot In Hell. Além de seu nome referir-se à obra de Tolkien, a banda compôs a faixa “Cirith Ungol” em seu segundo álbum.

Biografia:

A banda Cirith Ungol é oriunda de Los Angeles e foi formada em 1981. A formação original da banda consistia do vocalista Tim Baker, o guitarrista Jerry Fogle, o baixista Michael Flint e o baterista Robert Garvin, e o primeiro lançamento da banda foi através da gravadora Enigma Records, com o álbum Frost And Fire.

A banda só volta a lançar um álbum em 1984, três anos depois de seu primeiro trabalho, apresentando o King Of The Dead, onde faz sua primeira (além do nome da banda) referência a Tolkien, na letra da faixa “Cirith Ungol”, que cita a torre homônima descrita na obra de Tolkien, O Senhor dos Anéis.

Em 1986 a banda lança o seu álbum mais conhecido, One Foot In Hell, momento em que o guitarrista Fogle e o baixista Flint deixam o grupo. O Cirith Ungol passa 5 anos sem atividades, recrutando então o Jim Barraza e Vernom Green para as posições de guitarrista e baixista, respectivamente. Com esta formação, a banda lança o seu quarto álbum, Paradise Lost. Neste álbum há uma outra letra com possível referência a Tolkien, sob o título de “The Troll”.

Eventualmente Barraza também deixa a banda, fazendo com que o Cirith Ungol encerre suas atividades em Maio de 1992.

Em 2001 a Metal Blade Records lança na Europa o álbum Servants Of Chaos, uma compilação em dois cds, de faixas ao vivo e outras nunca lançadas.

O som exercido pelo Cirith Ungol é um heavy metal tradicional influenciado pela NWOBHM e suas letras discorrem sobre temas fantásticos, guerras e feitos heróicos. Um aspecto interessante sobre a banda é que todo o trabalho gráfico de suas 4 capas de álbum foi realizado por Michael Whelan, artista conhecido por suas ilustrações nos livros de Arthur C. Clarke, como 2001: Uma Odisséia no Espaço, e H.P. Lovecraft.

Letra da Musica Cirith Ungol:

Try to run, try to hide
If you dont youll surely die
Screaming in terror there youll lie
In Cirith Ungol, Tower of Fire

Gorgons are shrieking their bestial cries
Their piercing cry burns you inside
Screaming in anguish, there youll lie
In Cirith Ungol, Tower of Fire

Demons circle the smoky skies
Your fate hangs before you, on a wheel of fire
As you stand revealed to Satans eye
In Cirith Ungol, Tower of Fire

Line Up:
Vocal: Tim Baker
Guitarra: Jim Barraza
Baixo: Vernon Green
Bateria: Robert Garven

Discografia:
Frost And Fire (1981)
King Of The Dead (1984)
One Foot In Hell (1986)
Paradise Lost (1991)
Servants Of Chaos (2001)

Summoning – Entrevista para a Metal-BR

 
Nesta longa conversa com os únicos dois membros da banda, Silenius e Protector, pode-se saber um pouco mais sobre a trajetória do Summoning, detalhes sobre o novo álbum e várias curiosidades à respeito dos (numerosos) projetos paralelos de ambos os integrantes. Inesperadamente, houve até uma participação especial do líder da banda gótica Whispers In The Shadow no meio da entrevista. Confira o resultado…

Metal-BR: Bem, quando o novo álbum estará saindo? Como vocês poderiam descrevê-lo? É possível compará-lo com os outros lançamentos do Summoning?

Protector: Esperamos que o novo álbum (que se chama "Let The Mortal Heroes Sing Your Fame") seja lançado no dia 22 de outubro deste ano se maiores problemas não acontecerem. Desta vez nós tentamos fazer uma boa mistura do nosso último lançamento (no som das guitarras e nos vocais), o "Stronghold", com os nossos CDs mais antigos (mais variedade nos teclados e seguindo mais o estilo "hino" do que no "Stronghold"). A novidade é que nós fizemos mais experimentos com samples de falas e, pela primeira vez, nós temos uma canção com um coro de vozes normais.

Metal-BR: Vocês dois fizeram os coros de vozes limpas?

Silenius: Sim, nós fizemos.
Protector: Nós pusemos muita energia para deixá-los soar como um verdadeiro coral e acho que alcançamos nossa meta.
Silenius: Os vocais não soam tão clássicos quanto, por exemplo, no Die Verbannten Kinder Evas. Eles são mais ásperos. Mas é apenas no refrão da última canção.

Metal-BR: Vocês não tem medo de possíveis comparações com o Raventhrone, por exemplo? Ou ambos os sons não tem nada a ver um com o outro?

Silenius: Não, nós até que não estamos com medo disso. Os vocais limpos do Raventhrone soam completamente diferentes. A propósito, eu acho que o novo álbum do Raventhrone será lançado em breve pela Avantgarde. Eu ainda não ouvi, mas ele difere um monte do primeiro.

Metal-BR: Eu suponho que vocês gostem do Raventhrone?

Silenius: Sim, nós gostamos do seu primeiro lançamento. E além do mais, o Ray foi um de nossos melhores amigos enquanto ele ainda morava em Viena. Mas desde que ele se mudou para o Canadá nós não temos mais contato com ele.

Metal-BR: Tania Borsky aparecerá novamente no novo álbum?

Silenius: Não, porque sua voz é muito clássica e lembra demais o típico gothic metal ou então darkwave. Dentro desses tipos de música seus vocais cabem perfeitamente, mas como nós não queremos que o Summoning se torne uma banda de gothic metal, nós não faremos isso de novo.
Protector: Ela se adaptou bem no "Stronghold" porque este CD não lembra muito batalhas e coisas com este toque épico da Terra Média.

Metal-BR: Qual foi o estúdio escolhido para as gravações do novo álbum? Por que vocês não gravaram o "Stronghold" no tradicional Tonstudio Hörnix?

Silenius: Como o nosso último álbum, nós gravamos o novo no estúdio caseiro do Protector, o "Nachtschattenstudio". As vantagens estão bem à mão, porque nós temos todo o tempo que quisermos e precisarmos para gravar e mixar ao contrário dos poucos dias que teríamos no estúdio Hörnix como nos velhos tempos.
Protector: Nós também incluímos muitos detalhes no som, como sensíveis diferenças no som de todos os instrumentos, que nós não poderíamos fazê-lo em um estúdio normal, onde nós não temos a possibilidade de programar todos os movimentos precisamente.

Metal-BR: Ao compararmos o "Stronghold" com o "Dol Guldur", podemos notar que talvez os riffs de guitarra ganharam um destaque um pouco maior no "Stronghold". Esta afirmação está correta na sua opinião?

Protector: Você está certo. Nós decidimos que o "Stronghold" seria o nosso álbum mais puxado pelas guitarras. Ele foi também o primeiro álbum onde nós não usamos linhas de guitarra tipicamente black metal (eu me refiro a não usar apenas riffs de guitarra com tremolo). Nós manteremos este estilo de guitarra no novo CD, mas também usaremos as guitarras com tremolo (principalmente nos refrãos). E os teclados terão um papel mais forte do que no "Stronghold".

Metal-BR: Eu ia perguntar sobre as guitarras no novo álbum, mas agora você já respondeu. (risos) O "coração" da música será então 50% guitarras e 50% teclados?

Silenius: Vendo do ponto de vista técnico, ele será 50% / 50%. Mas partindo da informação da melodia, ele é 70% teclados e 30% guitarras. Desta vez o som da bateria também desempenha um papel forte porque ele é muito mais alto e pesado do que no "Stronghold".

Metal-BR: Agora que você mencionou o som da bateria, a bateria eletrônica do Summoning é sensacional na minha opinião, mas depois do Trifixion, vocês nunca mais pensaram em adicionar um baterista à banda?

Protector: Não, não pensamos. Isso porque nós vemos a integração da bateria eletrônica (ou melhor dizendo, dos sons de bateria do meu sintetizador) como o início do som real do Summoning. Nós gostamos desse típico e bombástico som de bateria na nossa música. Nossos ritmos não deveriam lembrar um baterista suado e exausto; (risos) então nós preferimos esse tipo de ritmo de bateria de marcha militar.

Metal-BR: Mas com a bateria alta e os teclados intensos, vocês não temem que o Summoning possa ficar mecânico e "frio" demais?

Protector: Não, porque tudo é tocado de um modo muito poderoso.
Silenius: Nós deduzimos que havia esse perigo, mas daí você poderia dizer o mesmo dos nossos lançamentos antigos (de um jeito ou de outro).
Protector: Você também poderia perguntar "vocês não tem medo de que um baterista possa enfraquecer o som do Summoning e levar embora o sentimento de um distante mundo de fantasia"?

Metal-BR: Na minha opinião as canções do Summoning são tão "mágicas" que quase não se percebe o tempo passando quando as escutamos, mesmo elas sendo tão longas. De qualquer forma, vocês acham que é mais difícil desenvolver su
as idéias em uma usual música de uns 3 minutos de duração?

Silenius: Nós realmente achamos que a variedade de informação no nosso novo álbum é a melhor.
Protector: Com certeza seria possível criar músicas de 3 minutos, mas daí nós perderíamos a opção de criar a nossa típica construção (que vai crescendo mais e mais forte durante a canção).

Metal-BR: Então com certeza a criação de músicas longas é algo que vem naturalmente?

Silenius: Como as linhas melódicas dentro das nossas canções são lentas e longas, é natural que nós precisemos de tempo para apresentá-las ao ouvinte.
Protector: É claro que é natural. Nós nunca criaríamos uma canção e então daí discutiríamos qual será a duração dela (isso talvez seja trabalho de um produtor ou de uma "boyband", não nosso). (risos)

Metal-BR: Quando vocês estão compondo para o Summoning, vocês tentam alcançar primordialmente o sentimento interior ou a perfeição musical?

Silenius: Nosso objetivo não é alcançar a perfeição musical. Criar música é algo que deveria vir sempre do nosso âmago, não de nosso cérebro (eu sei que esta frase não é muito original). Mas o que nós queremos criar e transportar para dentro de nossa música são sentimentos simples e atmosferas que ativem a criatividade do ouvinte a ponto de que ele mesmo construa o seu próprio mundo (baseado em nossa música) dentro de sua mente.
Protector: Para mim não há contrariedades no que diz respeito ao sentimento e a perfeição. A única diferença é que os principais sentimentos vêm primeiro e, uma vez que eles estão lá, eu começo a lidar com a perfeição de nossa música.

Metal-BR: Vocês viram o trailer do filme "O Senhor Dos Anéis"? Quais as suas expectativas para esse épico? Eu suponho que vocês estejam curiosos para assistí-lo.

Silenius: Eu estou muito excitado. O trailer é realmente sensacional e eu sinceramente espero que o filme terá o valor que está sendo prometido.

Metal-BR: Quando vocês leram os livros de J.R.R. Tolkien a primeira vez? A fascinação pelo tema foi algo instantâneo?

Silenius: Eu acho que a primeira vez em que eu tive contato com os livros eu deveria ter algo por volta de uns 15 anos. Eu também conheço uma porção de outros autores de fantasia. A impressão que eu tive foi realmente sensacional, por causa de todos os detalhes da criação de todo um mundo. Esta fascinação me levou a, anos mais tarde, traduzir os meus sentimentos para a música do Summoning.

Metal-BR: Protector, você tem o mesmo tipo de sentimento em relação a Tolkien que Silenius?

Protector: Apesar de que no geral eu não sou muito interessado em literatura de fantasia, eu também divido esses sentimentos sobre a imaginação dessas histórias, lendas e sagas sobre selvageria e paisagens intocadas.

Metal-BR: Silenius, você recém mencionou uma coisa que eu ia perguntar agora… O Tolkien é o único autor no qual vocês se inspiram para compôr as músicas do Summoning?

Silenius: Ele não é o único. Desta vez, por exemplo, nós temos alguma inspiração lírica de Michael Moorcock. Também, a arte da capa nova foi extraída de um livro dele e mostra um imenso dragão cercado por letras velhas e uma moldura dourada.

Metal-BR: Então dessa vez vocês realmente estavam à procura de algo novo?

Silenius: Sim, eu estava procurando um monte por outros autores de fantasia que incluíssem poemas e músicas em seus trabalhos e no fim eu o achei nos livros de Michael Moorcock, que eu mencionei antes.

Metal-BR: Vocês convidaram o Peter Kubik (do Abigor) para escrever as letras do "Dol Guldur"…

Silenius: Sim, PK fez algumas letras do "Dol Guldur". Mas depois nós acabamos por perceber que ele tirou uma porção de rimas diretamente do livro (como nós mesmos fazemos o tempo inteiro…).

Metal-BR: Por que as letras nunca são impressas nos CDs? Isto é para manter uma certa aura de mistério? Se for, vocês conseguiram fazê-lo.

Silenius: Não, a razão é muito mais simples. No nosso primeiro CD, nós não apresentamos as letras simplesmente porque elas eram ruins demais; no nosso segundo, nós as perdemos no estúdio, mas nós nem ligávamos muito para elas mesmo; em todos os outros nossos CDs, nós pegamos as letras diretamente de Tolkien ou então deixamos outras pessoas escreverem para nós.
Protector: Além disso, sempre há uma chance dos ouvintes conseguirem as letras em nossa homepage (http://www.summoning.tsx.org).

Metal-BR: A propósito, no site do Summoning há uma espécie de enquete para que os fãs elejam sua música favorita. Se vocês participassem, em qual música votariam?

Silenius: É claro que votaríamos em uma das nossas novas canções e, nesse caso, eu acho que a faixa de abertura, "South Away", e a que fecha o álbum, "Farewell", são as que irão atrair mais as pessoas.
Protector: Eu tenho muitas diferentes canções favoritas, e seria duro escolher apenas uma.
Silenius: De todas as canções antigas, eu acho que "Marching Homewards" ainda é uma das minhas favoritas.

Metal-BR: O que vocês poderiam me dizer sobre aquela canção sem título do Summoning que aparece no primeiro volume da coletânea "With Us Or Against Us" da Napalm Records?

Silenius: Esta canção foi a primeira que nós fizemos após chutarmos da banda o nosso antigo baterista e ela foi apenas uma espécie de experiência para testarmos o uso de baterias eletrônicas uma primeira vez. E, a propósito, essa canção foi a última que eu compus com o meu baixo. Apenas umas poucas pessoas sabem disso, mas a maiorias das linhas melódicas do "Lugburz" foram compostas no baixo.

Metal-BR: Quais são os seus métodos comuns para compôr as músicas do Summoning?

Protector: Primeiro o Silenius vem para o meu estúdio e toca as suas novas idéias para canções completas
nos teclados. Depois que ele terminou de tocar todas as canções, eu começo a adicionar novas melodias, assim como a bateria e as linhas de guitarra. No fim, nós dois começamos a gravar nossas linha vocais.

Metal-BR: Desde o começo vocês nunca pensaram sobre a possibilidade de uma performance ao vivo?

Silenius: Nós realmente achamos que somos bons compositores, mas músicos terríveis. (risos) E também, nós não temos interesse em performances ao vivo, até porque nós não teríamos capacidade de tocar as músicas, uma vez que depois de finalizá-las, já não mais lembramos de como tocá-las. Nós as gravamos em um dia e no dia seguinte já esquecemos de como tocá-las.

Metal-BR: O Quorthon do Bathory sempre disse que não fazia shows porque isso implicaria em uma perda da atmosfera e potência da música. Talvez com o Summoning pudesse ocorrer o mesmo, não?

Protector: Nos shows o som nunca é tão bom quanto no CD, então com certeza a música do Summoning perderia muito da sua atmosfera. Além disso, eu acho que a aparição de dois seres humanos suando feito criaturas sobre o palco iria destruir a imaginação de um mundo cheio de orcs e elfos.

Metal-BR: Depois de 5 álbuns e mais um vindo em breve, é possível dizer que a Napalm Records é a casa perfeita para o Summoning?

Silenius: O Max e a Karli da Napalm são amigos muito próximos meus. Então nós nunca pensamos em mudar de selo. Nós temos toda a liberdade artística que queremos e eu acho que a Napalm faz um bom trabalho para nós. Então, porque mexer em um time que está ganhando?

Metal-BR: Os álbuns do Summoning recentemente conseguiram uma distribuição decente no Brasil (através da Hellion Records). No entanto, a banda já é razoavelmente conhecida por aqui. Vocês costumam receber e-mails ou cartas de fãs brasileiros?

Silenius: Eu não estou a par da situação da distribuição dos nossos CDs no Brasil, mas mesmo assim é bom saber que nós não somos assim tão desconhecidos por aí. Eventualmente nós recebemos cartas de fãs do seu país, mas isso não é muito freqüente.

Metal-BR: Vocês conhecem algo da cena brasileira de metal?

Silenius: Para ser honesto, não. Já faz alguns anos que eu não ouço nada de metal. Mas eu lembro de algumas capas de CDs de bandas daí, já que eu trabalho em uma grande loja de CDs com uma boa seção de metal.

Metal-BR: Eu sei que vocês já devem ter respondido esta pergunta umas 666 vezes, mas… Por que o Trifixion foi expulso do Summoning?

Silenius: Porque ele era um merdinha arrogante e sem talento que queria ser um músico de metal tentando tirar vantagem das oportunidades que tinha, estando em contato com nossas idéias e objetivos. E como ele realmente se achava insubstituível, foi uma grande sensação para nós, chutar o seu traseiro para fora da banda imediatamente após o término das gravações do "Lugburz". Você realmente precisava ter visto a tola cara de surpresa dele.

Metal-BR: Eu gostaria de saber um pouco mais sobre as bandas paralelas de vocês agora… Silenius, como vai indo o Kreuzweg Ost? O que podemos esperar para um futuro próximo no que diz respeito à banda?

Silenius: Em se tratando de um futuro próximo, é melhor você não esperar nada do Kreuzweg Ost. Nós deveríamos participar de um tributo industrial a Ernst Jünger, mas não pudemos fazê-lo porque nós dois (Martin e eu) estamos ocupados demais com nossas próprias bandas (Summoning, Hollenthon e Pungent Stench). Talvez nós façamos algo no ano que vem, mas por enquanto isso não é muito certo, uma vez que o Martin já tem uma porção de turnês e shows agendados. Veremos o que acontece.

Metal-BR: Pois é, você não acha que agora que o Pungent Stench está voltando e o Hollenthon vai indo bem, o Martin vai ficar meio sem disposição para trabalhar com o Kreuzweg Ost?

Silenius: Você está certo. O Martin não sabe bem se ainda quer continuar com o Kreuzweg Ost ou não. Mas eu espero conseguir persuadí-lo a continuar trabalhando no projeto.

Metal-BR: Quando você e Martin lançaram o debut-álbum do Kreuzweg Ost, vocês já estavam mais ou menos preparados para encarar prováveis acusações de "nazismo" contra a banda?

Sillenius: Sim, mas no fim as coisas acabaram sendo menos dramáticas do que nós temíamos. Mas é claro que persuadir a Napalm e todos as distribuidoras a trabalhar com o nosso CD foi algo um tanto duro. Você sabe, ninguém realmente gosta de lidar com esse tipo de música.

Metal-BR: Você ainda tem planos de lançar o material do Mirkwood?

Silenius: Não haverá nenhum CD do Mirkwood, mas talvez as quatro músicas existentes venham a se tornar disponíveis através da página do Summoning no ano que vem. A razão pela qual as canções não serão lançadas (além do fato de por elas serem um tanto velhas) é que nós perdemos os arquivos MIDI delas. E à essas alturas, um CD do Mirkwood não faria muito sentido, já que atualmente eu venho me focando mais em música industrial militarista.

Metal-BR: Por que você perdeu o interesse na música do Abigor? E o que você acha dos álbuns que o Abigor lançou após sua saída da banda?

Silenius: Eu deixei o Abigor porque eu perdi muito do meu interesse no tipo de música que a banda vinha fazendo. Desde muito tempo atrás que o Abigor vinha se tornando progressivo demais para mim, soando cada vez mais como death metal. Até que um dia eu resolvi deixar a banda. Pelo fato de eu não ter muito contato com o PK, eu realmente não conheço bem os lançamentos mais recentes do Abigor (e também não estou lá muito interessado em fazê-lo mesmo).

Metal-BR: Protector, algumas pessoas costumam pensar que o Summoning é a sua principal banda, enquanto que o Die Verbannten Kinder Evas e o Ice Ages são "apenas" projetos paralelos. Isto seria o inverso? Ou todos os seus projetos têm a mesma importância para você?

Protector: Para mim, todas as bandas tem definitivamente a mesma importância. Elas são todas fortalecidas umas pelas outras. Eu preciso das nuances poderosas do Summoning e dos climas frios e mecânicos do Ice Ages da mesma forma que as ambientações mórbidas do Die Verbannten Kinder Evas.

Metal-BR: Você realmente considera o Die Verbannten Kinder Evas "mórbido"? Eu o chamaria mais de… "belo".

Protector: Sim, você também pode chamá-lo de belo, mas ele também contém certos tipos de sentimentos que lembram eras passadas há muito tempo atrás. Ao contrário do Summoning, o Die Verbannten Kinder Evas tem um toque mais desesperado.

Metal-BR: Agora que o Die Verbannten Kinder Evas é apenas você e a sua namorada Tania, você acha que as coisas funcionam melhor?

Protector: É claro que isto é uma vantagem, já que podemos compôr e gravar qualquer coisa que quisermos. Mas o fato dela ser minha namorada não é a razão pela qual ela canta. Eu gostaria de ter sua voz nos CDs do Die Verbannten Kinder Evas de qualquer jeito.

Metal-BR: Você acha que quem compra e aprecia a música do Die Verbannten Kinder Evas e do Ice Ages é a mesma pessoa que gosta da música do Summoning? Ou você acha que existem dois públicos distintos?

Protector: Como minha própria experiência já provou, as pessoas dificilmente podem ser divididas em três grupos distintos. Para minha própria surpresa, a maioria das pessoas gosta de todos os meus projetos. Algumas gostam mais de um do que de outro, mas apenas uma minoria chega e diz "eu adoro o Die Verbannten Kinder Evas mas odeio o Summoning".

Metal-BR: Como você poderia descrever o som e o conceito da demo-tape "In Schwindendem Licht" do Grabesmond, gravada em 1995? E você acha que Lucia-M. Fåroutan-K. tem feito um bom trabalho com a banda atualmente?

Protector: Desculpe, mas aí há um comum mal-entendido. Eu nunca fui membro do Grabesmond. Eu apenas fiz (junto com o Silenius) a música para a primeira demo e nada mais. Sendo assim, nós não nos importamos sobre como a banda se desenvolveu depois disso. E nós não temos praticamente mais nenhum contato com PK ou Lucia desde anos atrás.

Metal-BR: Como foram as suas colaborações na banda liechtensteiniense Weltenbrand? Por que você deixou a banda?

Protector: Eu nunca fui realmente um membro do Weltenbrand. O Oliver (o líder) sempre foi um grande fã do Die Verbannten Kinder Evas, então ele um dia me perguntou se eu gostaria de cantar na banda dele e eu aceitei. A razão pela qual eu deixei a banda foi simplesmente porque eu não tinha tempo suficiente para me dedicar à ela (por causa das minhas atividades com meus outros projetos e também por causa da longa distância entre Viena e Liechtenstein).

Metal-BR: E quanto à sua colaboração com a banda Whispers In The Shadow?

Protector: A mesma coisa que o Weltenbrand. Eu simplesmente não tinha tempo suficiente para suprir as exigências do líder da banda, Ashley. A propósito, o Ashley está aqui agora.

Metal-BR: É mesmo? Ei, Ashley, que lembranças você tem da época em que trabalhava com o Protector?

Ashley: Não muitas, já que naquela época muitas substâncias eram mais importantes do que praticar a nossa música. (risos)

Metal-BR: Obrigado. (risos) Protector, o que você tem a me dizer sobre o álbum da banda Sanguis Et Cinis no qual você participou? Após você terminar de gravá-lo, o resultado final foi de seu agrado?

Protector: Você nunca cometeu erros na sua vida? (risos) Eu perdi completamente o contato com o Sanguis Et Cinis. Eu sempre me senti como uma ferramenta sem cérebro enquanto estava nessa banda. Ele (o líder da banda) sempre usava os seus "servos" (que eram os únicos capazes de tocar um instrumento) e nada mais. Sobre o resultado final, foi OK para mim na época, mas hoje em dia eu vejo que este não era nem um pouco profissional.

Metal-BR: Que tipo de sentimento você quer passar através do Ice Ages? Que tipo de conceito tem a banda?

Protector: Para mim, o Ice Ages me remete a um mundo futuro onde dificilmente algum humano ainda viveria e onde minha voz me lembra uma máquina que comanda tudo. É um mundo cheio de frieza e inumanidade onde, apesar de tudo, você ainda pode encontrar alguns sentimentos humanos bem escondidos por trás da atmosfera fria.

Metal-BR: Dentro deste conceito, uma música industrial/eletrônica se adapta perfeitamente, na minha opinião. Aliás, eu suponho que o seu interesse por industrial e atmospheric music seja maior do que por metal, correto?

Protector: Você está certo, nos últimos anos eu tenho me dedicado mais a bandas de dark electronics do que de metal. A razão para isto é que eu conheço metal desde quando eu tinha 15 anos e essa música dark/eletrônica é algo novo para mim. Eu sempre considerei o metal como sendo "dark music" e sempre achei que uma guitarra com distorção forte possuísse um sentimento muito mecânico (isto porque esta com certeza não transporta tanto sentimento quanto uma acústica). A conseqüência lógica para mim foi me focar em máquinas reais. Máquinas reais como sintetizadores.

Metal-BR: Você tem planos de relançar o álbum "Strike The Ground", do Ice Ages? E para os próximos álbuns, você tem planos de ter outras pessoas escrevendo letras para as músicas (como ocorreu no álbum "This Killing Emptiness")?

Protector: Não, eu nunca pensei em relançar o CD. Eu não acho que isso faria muito sentido, já que este CD é um tanto velho e eu acho que todo mundo que o queria, já o comprou. Se o Grom (que é quem escreveu as letras no "This Killing Emptiness") quiser me escrever algumas letras para o próximo álbum, eu não vejo razão para procurar por ainda outras pessoas para executar tal tarefa. Isso porque as letras que ele fez foram simplesmente perfeitas para o Ice Ages (você pode ter um ótimo exemplo disso na própria canção "This Killing Emptiness").

Abigor

 
 ABIGOR foi formada em meados de 1993 por Peter.K. e Thomas.T.. Imediatamente após isso, Rune (agora conhecido como Tharen) se juntou ao ABIGOR como vocalista. A primeira demo, entitulada ‘Ash Nazgh…’ [Nota do tradutor: É “Nazgh” mesmo, com “H”] foi lançada no outono de 93, e em Dezembro a segunda demo, ‘Lux Devicta Est’. Em Fevereiro de 94 a ‘Promo-Tape II/9’ foi lançada, e em Março a última demo oficial, ‘Moonrise’. Depois do lançamemto de ‘Moonrise’, Tharen teve que deixar ABIGOR por causa de sua passividade e falta de dedicação. Ele foi então substituído por Silenius. Com Silenius nos vocais eles gravaram uma demo tape limitada, entitulada ‘Hate & Sin’ e também assinaram um contrato para vários álbuns com o selo da austríaco NAPALM RECORDS.

Em Junho de 94 o CD de estréia ‘Verwüstung / Invoke The Dark Age’ foi gravado, e ‘Verwüstung’ convenceu com um Black-Metal excepcional, assim colocando a marca de ABRIGOR como uma das melhores bandas dentro do gênero de Black-Metal. Em Novembro de 94, o MCD conceitual ‘Orkblut – The Retaliation’ foi gravado. ‘Orkblut’ é a estória de um guerreiro que relembra suas origens pagãs as quais inflamam seu coração. O CD mostra sua vida do dia em que ele se levanta, seus sentimentos e sua última batalha, até sua morte e a separação de carne e espírito.

Na primavera de 1995, o sobrecarregado demo-song ‘Shadowlord’ foi exclusivamente gravado para a NAPALM Compilation ‘Withs Us Or Against Us Vol. 1’. Em Maio de 95, o ABIGOR entrou no estúdio novamente para gravar ‘Nachtymnen (From The Twilight Kingdom)’, que mostrou pela primeira vez a real capacidade do ABIGOR e sua habilidade de realizar majestosos soundscapes de atmosfera dark como seu melhor. Em Novembro do mesmo ano eles começaram as gravações para o primeiro capítulo de ‘Opus IV’, entitulado ‘Horns Lurk Beyond The Stars’.

Em Maio de 96, ‘Blut Aus Aeonen’, o segundo capítulo de ‘Opus IV’ foi gravado, e o resultado final, ‘Opus IV’, foi lançado em Julho de 1996. Com ‘Opus IV’ ABIGOR deu novamente um passo adiante e chocou com um álbum muito agressivo, técnico, e estranho, já típico do modo permanente de criação do ABIGOR.

Em Janeiro de 97 o MCD ‘Apokalypse’ foi gravado em dois dias, o mais cru e brutal lançamento do ABIGOR tanto quanto o tributo do ABIGOR aos valores e verdadeiro espírito por trás do Black Metal.

De Novembro de 97 a Janeiro de 98, ‘Supreme Immortal Art’ foi gravado, e com ‘Supreme Immortal Art’, ABIGOR entrou novamente nos mundo do Black-Metal muito escuro e atmosférico. Como resultado da boa resposta sobre ‘Supreme Immortal Art’, um 7", entitulado ‘Structures of Imortality’ foi lançado, com uma limitação de 500 cópias, no fim de Setembro de 98. E por causa dos numerosos pedidos de material demo do ABIGOR, a banda decidiu lançar um demo-CD estritamente limitado (1500 cópias) em 123 de Outubro de 98. O CD, entitulado ‘origo regium 1993-1994’, foi novamente lançado pela NAPALM RECORDS. Origo regium oferecia algumas poucas faixas (Kingdom of Darkness, Eye to Eye at Armageddon, Diabolic Unity, Midwintertears, …) dos 4 primeiros demos. Mas ambos os lançamentos, o 7" e o demo_CD estão já esgotados, e não serão reprensados.

De Janeiro a Março de 99, o CD “Channeling The Quintessence Of Satan” foi gravado. Durante a gravação, Silenius deixou ABIGOR por causa de razões pessoais. Então Thurisaz entrou no ABIGOR como novo vocalista e o novo álbum foi finalmente terminado, e lançado através da NAPALM RECORDS a 17 de Maio de 1999. Uma produção muito poderosa e transparente, assim como um alto critério musical, combinado com as atitudes mentais do Black-Metal refletem o espírito de “Channeling The Quintessence Of Satan”, o álbum mais extremo e agressivo do ABIGOR! Em 8 de Maio de 1999 a versão cover de “Crionics” do SLAYER foi gravada pelo selo norte-americano DWELL RECORDS. “Crionics” foi lançada através de um álbum de tributo no inicio de 2000. Em Novembro de 1999 a versão cover de “Terrible Certainty” do KREATOR foi mais uma vez gravada pela DWELL RECORDS e lançada na primavera de 2000.

Summoning – Resenha de Dol Guldur

 
Banda: Summoning
Álbum: Dol Guldur
Selo: Napalm Records
País de origem: Áustria
Ano de lançamento: 1997

Formação:
Silenius – Vocais, baixo e teclados
Protector – Vocais, guitarras e teclados

Este álbum pode ser facilmente considerado o melhor da carreira do Summoning. Ele é explicitamente a versão lapidada e plena do estilo próprio que a banda havia começado a forjar para si no "Minas Morgul", o álbum anterior. Os elementos das histórias de J.R.R. Tolkien estão fortemente impregnados por todo o CD, principalmente nas letras, que foram quase totalmente escritas por PK (do Abigor). A música e a atmosfera do álbum contribui muito para que o ouvinte simplesmente se imagine nos cenários dos contos de Tolkien já que adjetivos como "épico" e "heróico" são apropriados tanto para os livros do afamado autor quanto para a música desta dupla austríaca. O clima é quase mágico. As guitarras têm um distorção cheia e pesada e os riffs são graves, mas ainda belos. No entando quem comanda o espetáculo em 90% do tempo são mesmo os teclados. Sinfônicos e épicos, estes eventualmente preenchem o ambiente com melodias de forte influência medieval e de trilhas sonoras de filmes alá Conan e outros do tipo. Aliás, se não fosse pelas guitarras, a música do Summoning freqüentemente soaria como uma trilha sonora. A bateria eletrônica é alta e marcante, tão épica quanto os próprios teclados, e, intencionalmente, não se parece com uma bateria de verdade. Tanto os vocais de Silenius quanto os de Protector são carregados de emoção. Os de Silenius são mais rasgados e agudos, enquanto que os de Protector são mais roucos e graves. O andamento das músicas é lento, até um pouco arrastado, mas não moroso. A ambientação épica não as deixa ficar monótonas, mesmo com a duração média das faixas girando em torno dos 10 minutos. Escutar canções como "Nightshade Forests", "Elfstone" ou "Over Old Hills" e não se imaginar sobre uma montanha, com uma espada na mão em meio a ventos cortantes, contemplando uma paisagem desolada é quase impossível. E só por isso este álbum já merece todos os elogios.