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Vitamina D: a arma secreta dos hobbits

dos89-cb210126Quando você acha que você já viu de tudo, sempre tem uma maluquice nova. Por exemplo, a dos pesquisadores Joseph e Nicholas Hopkinson, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde. A dupla acaba de publicar um artigo científico na revista médica “The Medical Journal of Austrália” com o título “O hobbit – uma deficiência inesperada”. Resumo da ópera: a derrota dos personagens malévolos de “O Hobbit” parece ter uma forte associação com… a deficiência de vitamina D.

A dupla de médicos usou uma estratégia simples e elegante: mapeou os personagens do livro, classificando-os como “vitoriosos” e “derrotados” e “bons” ou “maus” (OK, nada sofisticado até aqui) e depois usou informações do texto para classificar os personagens numa escala de 0 a 4 com respeito aos níveis de vitamina D em seu organismo, com base em seu estilo de vida. Os níveis de vitamina D, é bom lembrar, dependem basicamente da exposição à luz solar, e também, em menor medida, de uma dieta rica em peixes gordurosos, gema de ovo, queijo, carne, fígado e certos cogumelos. A falta de vitamina D, lembram eles, causa problemas ósseos e no sistema de defesa do organismo.

Nas palavras impagáveis da dupla descrevendo sua hipótese de trabalho:

“Uma característica marcante da literatura de fantasia é a vitória dos personagens bons e a derrota dos maus. Enquanto o consenso é atribuir isso a convenções narrativas sobre moralidade e a necessidade de finais felizes, nossa hipótese é que uma grande contribuição para a derrota dos malfeitores nesse contexto é sua aversão à luz solar e sua dieta ruim, que poderia levar à deficiência de vitamina D e, portanto, à redução das capacidades marciais.”

Não preciso dizer que a dieta variada e a vida ao ar livre de Bilbo o deixam em boa situação, assim como ocorre no caso dos anões, de Gandalf (apesar de eles serem fumantes, ressalvam os médicos) e de Beorn. Já Gollum, apesar de comer peixxxxe, fica mal nessa fita, e o mesmo vale para os orcs e para Smaug. (A média dos personagens bons é uma “nota” de 3,4, contra apenas 0,2 dos personagens malévolos).

Como é de praxe em publicações médicas, os autores tiveram de fazer uma declaração de conflito de interesse: “Declaramos que não temos conflitos de interesse a respeito deste trabalho, embora Nicholas Hopkinson curta bastante Game of Thrones na televisão e Joseph Hopkinson tenha lido todos os livros”.

Homens de Tolkien

A raça dos Homens nos livros de J. R. R. Tolkien sobre a Terra-média, como O Hobbit e O Senhor dos Anéis, se refere à humanidade e não denota gênero. São distintos das várias raças humanóides, embora algumas, como os Hobbits, são humanos em sua origem, e outros são tidos por alguns personagens como sendo humanos, como é o caso dos Magos (que são realmente de uma outra raça).

Os Elfos chamam a raça dos Homens de Atani,  que em Quenya significa “Segundo Povo” (com os Elfos sendo o Primeiro), e também Hildor (Seguidores), Apanónar (Sucessores) e Fírimar ou Firyar (Mortais). Menos caridosamente eles foram também chamados Engwar (Os Adoecidos) devido à sua suscetibilidade à doenças e idade avançada, e sua aparência em geral desagradável aos olhos Éflicos. O nome Atani se torna Edain em Sindarin, mas esse termo é mais tarde aplicado somente aos Homens que são amigos dos Elfos. Outros nomes aparecem em Sindarin como Aphadrim, Eboennin e Firebrim ou Firiath. Sendo a segunda raça nascida na Terra-média, os Homens são geralmente mais fortes do que os Elfos, porém possuem piores coordenações e reflexos.

 

 

A raça dos Homens nos livros de J. R. R. Tolkien sobre a Terra-média, como O Hobbit e O Senhor dos Anéis, se refere à humanidade e não denota gênero. São distintos das várias raças humanóides, embora algumas, como os Hobbits, são humanos em sua origem, e outros são tidos por alguns personagens como sendo humanos, como é o caso dos Magos (que são realmente de uma outra raça).

Os Elfos chamam a raça dos Homens de Atani,  que em Quenya significa “Segundo Povo” (com os Elfos sendo o Primeiro), e também Hildor (Seguidores), Apanónar (Sucessores) e Fírimar ou Firyar (Mortais). Menos caridosamente eles foram também chamados Engwar (Os Adoecidos) devido à sua suscetibilidade à doenças e idade avançada, e sua aparência em geral desagradável aos olhos Éflicos. O nome Atani se torna Edain em Sindarin, mas esse termo é mais tarde aplicado somente aos Homens que são amigos dos Elfos. Outros nomes aparecem em Sindarin como Aphadrim, Eboennin e Firebrim ou Firiath. Sendo a segunda raça nascida na Terra-média, os Homens são geralmente mais fortes do que os Elfos, porém possuem piores coordenações e reflexos.

Nos escritos de Tolkien, a palavra Homem escrita com inicial em maiúsculo se refere a qualquer ser humano (atan em Quenya) enquanto a palavra homem escrita com inicial em minúsculo se refere a um adulto do sexo masculino de qualquer raça (nér em Quenya). Legolas, por exemplo, pode ser corretamente chamado de homem mas não um Homem.

ORIGENS

A raça dos Homens é a segunda raça de seres criados pelo Único Deus, Ilúvatar. Por terem despertado no começo dos Anos do Sol, enquanto os Elfos haviam despertado no começo da Primeira Era, durante os Anos das Árvores, eles são chamados de Segundo Povo.

Os Homens possuem o assim chamado Dom dos Homens, a mortalidade. Elfos são imortais, no sentido de que mesmo que seus corpos sejam destruídos, seus espíritos permanecem ligados ao mundo, indo para os Salões de Mandos para esperarem até serem liberados ou até o fim do mundo. Quando os Homens morrem, eles são “libertados” de Arda e partem para um local desconhecido até mesmo aos Valar.

GRUPOS

Embora todos os Homens sejam ligados uns aos outros, existem grupos distintos com culturas diferentes. Abaixo seguem algumas descrições um pouco mais detalhadas dos grupos mais importantes de Homens durante a Primeira, Segunda e Terceira Eras.

1)    Edain.
O grupo mais importante nos contos da Primeira Era foi o dos Edain. Embora a palavra Edain se refira a todos os  Homens, os Elfos a usaram para distinguir aqueles que lutaram com eles na Primeira Era contra Morgoth em Beleriand. Os Homens que lutaram contra Morgoth foram ainda divididos em três Casas.

A Primeira Casa dos Edain foi a Casa de Bëor, que chegou em Beleriand em 305 PE e recebeu o feudo de Ladros, em Dorthonion, de Finrod Felagund. Os pertencentes à essa casa tinham cabelos negros e eram os que mais se pareciam com os Elfos em constituição física, especialmente com os Noldor.

A Segunda Casa dos Edain foi conduzida por Haldad e mais tarde por sua filha, Haleth, e se assentaram na Floresta de Brethil. A Casa se autodenominou Casa de Haleth, em homenagem à sua matriarca. Seus membros possuiam cabelos negros como os da Primeira Casa, porém eram mais reclusos e menores em estatura.

A Terceira Casa dos Edain, que veio a ser a maior delas, foi conduzida por Marach e, mais tarde, por seu descendente, Hador, e se estabeleceram em Dor-lómin. Ela ficou conhecida como a Casa de Marach e também por Casa de Hador. Seus membors possuiam os cabelos da cor de ouro e muitos se assemelhavam aos Vanyar em aparência.

As Casas de Bëor e Marach compartilhavam de uma mesma língua e se conheciam muito antes de se estabelecerem em Beleriand, já a língua falada pelos Haladin (membros da casa de Haleth) era completamente desconhecida por eles. A Casa de Bëor praticamente foi aniquilada por Morgoth e os que restaram dela se mesclaram à casa de Hador e viriam, mais tarde, a se tornarem Numenóreanos. Aparentemente os Haladin de Beleriand foram completamente aniquilados ou, pelo menos, deixaram de existir como um povo separado.
Edain


2)    Dúnedain.
Por terem prestado serviços e assistência aos Elfos e Valar na Guerra da Ira ao final da Primeira Era, os Edain foram recompensados com uma nova terra para governarem, uma ilha que ficava entre a Terra-média e as Terras Imortais. Númenor, uma ilha no formato de uma estrela de cinco pontas e que ficava a muitas milhas de distância dos males da Terra-média.

Eles foram guiados por Elros com o auxílio de seu pai Eärendil, que navegava pelos céus como a brilhante estrela de mesmo nome. Chegando lá, Elros se tornou o primeiro Rei de Númenor assumindo o nome de Tar-Minyatur e os Edain ficaram conhecidos como Dúnedain (Sindarin para Homens do Oeste). O reino de Númenor cresceu próspero em poder e os Dúnedain se tornaram os mais nobres de todos os Homens em Arda. Aliando-se aos Elfos, Númenor lutou contra Sauron, tenente de Morgoth.

Agora que os Homens do Oeste haviam se tornado poderosos, eles começavam a se ressentir do Dom dos Homens, a morte. Eles quiseram se tornar imortais como os Elfos e aproveitarem todo o acúmulo de seu poder para sempre. Os Numenóreanos se voltaram contra os Valar e começaram a chamar o Dom dos Homens de Maldição dos Homens e amaldiçoaram o Banimento dos Valar, que os proibia de navegar para o oeste, para além das vistas de Númenor ou mesmo de entrarem em Valinor. Em 2899 SE, Ar-Adûnakhôr se tornou o primeiro rei de Númenor a assumir o seu nome real em Adunaico, a linguagem dos Homens, ao invés do Quenya, a linguagem dos Elfos, o que acabou resultando em uma guerra civil em Númenor.

O povo de Númenor ficou dividido em duas facções: os Homens do Rei, que contavam com o apoio do Rei e da maioria do povo, e adotaram o Adunaico como língua oficial; e a facção da minoria, os Fiéis, era liderada pelo senhor de Andúnië, a província mais ocidental de Númenor, permanecendo amigos dos Elfos e mantendo o Quenya como língua.

Sauron, que ao final da Segunda Era estava praticamente vencido pelos Elfos, se valeu dessa divisão entre os Homens. Ele se rendeu ao útimo Rei de Númenor, Ar-Pharazôn, e fez seu caminho até ser conselheiro do Rei. Finalmente, Sauron o aconselhou a atacar Valinor e tomar a imortalidade para si. E o Rei acatou esses conselhos, porém, como punição, Númenor foi engolida pelo mar. Todavia, alguns dos Fiéis escaparam desse desastre e fundaram os reinos gêmeos de Gondor e Arnor.

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3)    Gondor.
Os Homens de Gondor gradualmente se espalharam em outros grupos, como os Homens do Norte. Essa separação acabou por resultar em uma guerra civil, quando Eldacar, um homem com ascendência mista e herdeiro do trono, foi desafiado por Castamir, com sangue Dúnedain puro. Eldacar foi forçado a se exilar e Castamir, chamado de Usurpador, assumiu o trono. Após dez anos Eldacar retornou com aliados do Norte e derrotou Castamir. Todavia seus filhos e muitos de seus seguidores conseguiram fugir para Umbar.

Também contados entre o povo de Gondor está o povo que veio de suas províncias e feudos que não eram descendentes dos Numenoreanos. Dentre esses homens os que mais se destacaram foram Forlong, o Gordo e os Homens de Lossarnach que reforçaram Minas Tirith antes do cerco à cidade começar.


Numenorianos


4)    Numenoreanos Negros.
Os Fiéis não foram os únicos Numenoreanos a fugirem para a Terra-média quando Númenor afundou. Quando Númenor cresceu em poderio naval, muitos Numenoreanos fundaram colônias na Terra-média. No segundo milênio da Segunda Era, houve um êxodo de Homens de uma superpopulosa Númenor: os Homens do Rei, que desejavam conquistar mais terras, e os Fiéis que eram perseguidos pelos Reis. Os Fiéis se estabeleceram em Pelargir e os Homens do Rei em Umbar. Quando Númenor foi destruída os remanescentes Homens do Rei se tornaram conhecidos como Numenoreanos Negros e permaneceram hostis aos Fiéis de Gondor.

De seus altos escalões, Sauron recrutou Homens que se tornariam em alguns dos nove Espectros do Anel ao final do segundo milênio da Segunda Era. Umbar foi conquistada por Gondor em 933 TE, porém, pouco é sabido sobre os Espectros e seu local de origem, embora alguns digam que eles vieram das terras a leste e sul de Mordor.

5)    Corsários de Umbar.
Durante a disputa de poder em Gondor, os rebeldes derrotados de Gondor fugiram para Umbar e Umbar se tornou um inimigo ferrenho de Gondor. Eles se misturaram com os Numenoreanos Negros e ficaram conhecidos como Corsários de Umbar.

A facção de Castamir levou consigo uma grande parte da frota de Gondor, dessa forma enfraquecendo Gondor e fortalecendo a frota de Umbar. Entretanto, Gondor viria a capturar Umbar e ainda voltaria a perdê-la anos mais tarde.

Durante a Guerra do Anel, os Corsários haviam se misturado aos Haradrim, se tornando um povo no qual a presença do sangue Numenoreano estava praticamente extinta. Durante a Batalha dos Campos Pelennor, uma frota combinada constituida de “cinquenta grandes navios [de Umbar] e embarcações menores além da conta” estava se dirigindo à cidade portuária de Pelargir em Lebennin, porém foram capturados por Aragorn e pelo Exército dos Mortos, e fora levada para Minas Tirith para quebrar o cerco contra a cidade.

6)    Carroceiros e Povos Relacionados.
Quando Elendil fundou o Reino de Arnor, suas fronteiras se expandiram rapidamente, assim como as fronteiras de Gondor. Nos Ermos do Norte e em Minhiriath viveu um grupo de Homens ligados à Casa de Haleth, e eram conhecidos como Carroceiros. Viveram nas grandes florestas que cobriam a maior parte de Eriador, e quando os Numenoreanos começaram a cortar as árvores para construir seus navios na Segunda Era, os Dúnedain de Númenor ganharam a hostilidade dos Carroceiros. Embora esses dois povos tivessem relações sanguíneas, os Dúnedain não os reconheciam como parentes por sua linguagem ser muito diferente. Mais tarde os Carroceiros se tornaram inimigos ferrenhos de Rohan, após o povo de Rohan ter se mudado para o seu território e fundado seu reino.

Os Carroceiros serviram a Saruman na Guerra do Anel e participaram da Batalha do Forte da Trombeta.

Os Homens das Montanhas, que foram amaldiçoados por Isildur e se tornaram os Homens Mortos de Dunharrow, eram parentes dos Carroceiros.

7)    Haradrim, ou Sulistas.
No extremo leste de Umbar viveu um outro grupo de Homens conhecidos por Haradrim, Sulistas e até mesmo Homens do Sul. Tinham a pele escura e guerreavam montados em grandes Olifantes ou Mûmakil. Hostis a Gondor, eles foram subjugados em 1050 TE por Hyarmendacil I.

Ambas, Umbar e Harad foram deixadas desprotegidas pelo minguante poder de Gondor na época da Guerra do Anel, e serviram como porta de entrada para as ameaças vindas do sul. Muitos Haradrim lutaram ao lado das forças de Sauron contra Gondor. Todavia, Tolkien deixa uma forte dica de que eles, assim como os Orientais, foram completamente enganados e peões involuntários nas mãos de Sauron.

8)    Orientais.
Muitos Homens que lutaram nos exércitos de Morgoth e Sauron foram chamados Orientais, que vieram da região perto do Mar de Rhûn, no Leste.

Na Primeira Era, algumas tribos de Orientais ofereceram seus serviços para os reinos Élficos de Beleriand; os mais fortes entre eles foram Bór e Ulfang, o Negro e seus respectivos filhos. Isso provou-se desastroso para os Elfos durante a Nírnaeth Arnoediad, quando Ulfang e seu clã trocou de lado e defendeu Morgoth, enquanto Bór e seus filhos morreram bravamente lutando ao lado dos Eldar.

Após a derrota de Morgoth, Sauron estendeu sua influência sobre os Orientais, e embora Sauron tivesse sido derrotado pela Última Aliança de Elfos e Homens no final da Segunda Era, os Orientais foram os primeiros inimigos a atacarem Gondor novamente em 492 TE. Foram facilmente derrotados pelo Rei Rómendacil I, mas voltaram a invadir novamente em 541 TE e se vingaram da derrota matando o Rei Rómendacil I. O filho de Rómendacil, Turambar, em retaliação tomou uma enorme porção de terras deles e, nos séculos seguintes, Gondor conseguiu manter os Orientais afastados. Quando o poder de Gondor começou a enfraquecer no décimo segundo século da Terceira Era, os Orientais tomaram completamente a margem oriental do Anduin, exceto por Ithilien, esmagando os aliados de Gondor, os Homens do Norte.

Os Orientais da Terceira Era foram divididos em diferentes tribos, como os Balcoth e os Carroceiros. Os Carroceiros eram uma confederação de Orientais que era muito ativa entre os anos 1856 e 1944 e foram uma séria ameaça a Gondor por muitos anos, mas foram completamente derrotados por Eärnil II em 1944 TE. Quando Gondor perdeu a sua dinastia real em 2050 TE, os Orientais começaram a se organizar e uma tribo feroz, chamada de Balcoth, se tornou a tribo mais importante. Em 2510 TE eles invadiram Gondor mais uma vez e conquistaram boa parte de Calenardhon, até serem derrotados pelos Éothéod, que vieram ao auxílio de Gondor.

Até a Guerra do Anel, os Orientais não haviam mais lançado ofensivas contra Gondor. Na guerra, eles estavam entre os ferozes guerreiros enviados para a Batalha dos Campos Pelennor junto com o exército de Sauron.

9)    Homens do Norte.
Os Homens do Norte eram compostos de dois grupos principais. Primeiro, nem todos os Homens que permaneceram ao leste das Montanhas Azuis e Nebulosas caíram nas tentações de Morgoth ou Sauron, eles se juntaram após a Guerra da Ira com aqueles Edain que não quiseram viajar para Númenor (parecido com quando, ao final da Primeira Era, muitos Elfar permaneceram e foram para o leste, se tornando os senhores dos Elfos Silvan). Os Homens do Norte que viviam na Grande Floresta Verde e outras partes de Rhovanion eram amigos dos Dúnedain, sendo em grande parte seus parentes, e muitos deles se tornaram leais a Gondor. Os Homens de Valle e Esgaroth eram Homens do Norte, como eram os Homens das Florestas da Floresta das Trevas, e os Éothéod, que foram chamados de Rohirrim; os Beorns também eram contados como Homens do Norte.

10)    Woses ou Drúedain.
Os Woses eram pequenos e curvados em comparação aos outros Homens. Viveram entre o Povo de Haleht na Primeira Era e foram tidos como Edain pelos Elfos, que os chamaram de Drúedain (derivado de Drûg, nome Halethiano para eles, além de Edain).

No final da Terceira Era, alguns Woses viviam na floresta Drúadan (batizada em sua homenagem) em Rohan, pequenos em número mas muito experinetes na vida na floresta. Eles mantinham os Orcs longe de suas florestas e os que entravam eram alvejados com flechas envenenadas. Embora tenha sido um infeliz mal-entendido, foram caçados como animais pelos Rohirrim.

Na Guerra do Anel, eles foram vitais ao auxiliarem os Rohirrim na Batalha dos Campos Pelennor; eles os guiaram praticamente sem serem vistos pela floresta, e assim os Rohirrim foram capazes de surpreender seus inimigos. Em gratidão a esse ato, Théoden jurou nunca mais caçá-los.

Com a queda de Sauron, o Rei Elessar garantiu, na Quarta Era, que a floresta Drúadan seria para sempre domínio dos Woses.

Principais Altos Reis dos Homens de Arda.

1.    Elros Tar-Minyatur:
    Viveu entre 525 PE e 442 SE. Reinou de 32 até 442 SE.
2.    Ar-Pharazôn:
    Viveu entre 3118-3319 SE. Reinou de 3255 até 3319 SE.
3.    Elendil:
    Viveu entre 3119 e 3441. Reinou de 3320 até 3441 SE.
4.    Isildur:
    Viveu entre 3209 SE e 2 TE. Reinou de 3441 SE até 2 TE.
5.    Aragorn II:
    Viveu entre 2931 TE e 120 QE. Reinou de 3019 TE até 120 QE.


    

Homens notáveis de Arda.

Primeira Era
    * Beren, filho de Barahir.
    * Túrin Turambar, filho de Húrin.
    * Tuor, filho de Huor.

Segunda Era
    * Isildur e Anárion, filhos de Elendil.
    * Ar-Pharazôn, o Dourado.

Terceira Era
    * Aragorn II, filho de Arathorn.
    * Denethor e seus filhos Boromir e Faramir.
    * Théoden, seu sobrinhos Éomer e Éowyn.
    * Ghân-buri-Ghân, líder dos Woses.
    * Bard, o Arqueiro, aquele que matou Smaug.
    * Grima Língua de Cobra, conselhiero de Edoras.
    * Boca de Sauron, Tenente de Barad-dûr.

FONTE

Agradecimentos: ALF

Ents

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Ents são uma raça humanóide de árvores na Terra-média de Tolkien. Aparentam ter sido inspiradas nas árvores falantes de muitos dos folclores mundiais. Na época em que se passa O Senhor dos Anéis, não existem jovens Ents (conhecidos como Entings), pois as Entesposas (Ents fêmea) se perderam.
 
 
Etimologia

A palavra “Ent” foi tirade do Anglo-Saxão, onde ela significa “gigante”. (Tolkien extraiu a palavra de fragmentos de poesias Anglo-Saxãs orþanc enta geweorc = "trabalho de sábios gigantes" e eald enta geweorc = "velho trabalho de gigantes". Nesse sentido da palavra, Ents são provavelmente os mais onipresentes de todas as criaturas nas fantasias e folclores, talvez perdendo apenas para dragões. A Palavra Ent como é usada históricamente pode se referir a qualquer número de grandes criaturas humanóides, incluindo, mas não se limitando a, gigantes, trolls, orcs e até mesmo Grendel, do poema Beowulf.

Nesse sentido da palavra, Ents são um dos pilares da fantasia e folclore/mitologia, junto com magos, cavaleiros, princesas e dragões, embora falantes do Inglês moderno provavelmente não os chamem pelo seus nomes tradicionais.

Junto com o Velho Nórdico Jorun, “ent” veio do Germânico Comum *etunaz.

Descrição

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Barbárvore, o mais velho Ent vivo, foi descrito como

… uma figura semelhante a um homem, quase semelhante a um troll, de pelo menos quatro metros e meio de altura, muito robusta, com uma cabeça alta e quase sem pescoço. Se estava coberta por alguma coisa semelhante a casca de árvore verde e cinzenta, ou se aquilo era seu couro, era dificil dizer. De qualquer forma, os braços, numa pequena distância do tronco, não eram enrugados, mas cobertos de uma pele lisa e castanha. Cada um dos pés tinha sete dedos. A parte inferior do rosto comprido estava coberta por uma vasta barba cinza, cerrada, quase dura como galhos na raiz, fina feito musgo nas Pontas. Mas naquela hora os hobbits notaram pouca coisa além dos olhos. Uns olhos profundos, lentos e solenes, mas muito penetrantes. Eram castanhos, carregados de uma luz esverdeada.

Os Ents são uma raça muito antiga que apareceu na Terra-média junto com os Elfos. Aparentemente foram criados por Eru Ilúvatar a um pedido de Yavanna após ela descobrir sobre os filhos de Aulë, os Anões, sabendo que eles iriam derrubar as árvores. Ents foram tidos como Pastores de Árvores, para protegerem as florestas dos Orcs, Anões e outros perigos. Embora os Ents fossem criaturas sentientes na época de seu despertar, eles não sabiam como falar até os Elfos os ensinarem. Barbárvore disse que os Elfos “nos curaram de nosso mutismo” que havia sido um grande dom que não deveria ser esquecido. (“Eles sempre desejavam conversar com tudo, os velhos Elfos queriam.”).

Ents são criaturas parecidas com árvores, tendo se tornado muito parecidas com as árvores que eles pastoreiam. Traços individuais variam, da altura (em média quatro metros e meio) ao tamanho, coloridade e o número de dedos das mãos e pés. Também possuem as fraquezas das árvores, e podem ser queimados e derrubados. Um Ent, individualmente, se assemelha muito às espécies específicas que eles guardam. Por exemplo Bregalad (Tronquesperto) guardava Sorveiras e, assim sendo, se parecia muito com uma (alto e esbelto). Na Terceira Era da Terra-média, a floresta de Fangorn era o único lugar conhecido ainda habitado por Ents, embora os Huorns (criaturas parecidas com Ents) ainda tivessem sobrevivido em algum outro lugar, como na Velha Floresta.

Barbárvore se vangloriou para Merry e Pippin sobre a força dos Ents. Ele disse que eram muito mais poderosos do que Trolls, os quais Morgoth (nos Dias Antigos ou na Primeira Era) supostamente os fez como zombaria dos Ents mas não chegou perto de seus poderes. Ele compara isso com como os Orcs eram as imitações de Morgoth dos Elfos. Ents são altos e muito fortes, capazes de partir rochas e pedras. Tolkien os descreve atirando grandes pedaços de pedra e destruindo as muralhas de Isengard “… como migalhas de pão.”

O nome Sindarin para os Ents (como uma raça) é Onodrim, um único Ent é Onod, e o conjunto de Ents é Enyd.

História

Primeira Era
Quase nada é conhecido da história antiga dos Ents. Após os Anões terem sido postos para dormir por Eru para aguardarem a chegada dos Elfos, Aulë disse a Yavanna, sua esposa que “ama a todas as coisas que crescem na terra”, sobre eles e ela reagiu com: “Eles escavarão a terra, e as coisas que crescerm e vivem sobre a terra eles não ouvirão. Muitas árvores sentirão a mordida de seus machados sem piedade.” Depois disso ela foi até Ilúvatar e apelou a ele para que protegesse as árvores, e os Ents foram o resultado de seu apelo. Yavanna então avisou Aulë “agora avise os seus filhos! Pois caminhará um poder nas florestas cuja ira eles inflamarão quando em perigo”.

Ali eles são mencionados como os “Pastores das Árvores”. Barbárvore falou sobre uma época onde aparentemente toda Eriador era uma imensa floresta e parte de seu domínio, mas essas imensas florestas foram cortadas pelos Numenoreanos da Segunda Era, ou destruídas na calamitosa Guerra dos Elfos e Sauron no 17º século da Segunda Era. As palavras de Barbárvore são suportadas pelas ressalvas que Elrond fez no Conselho de Elrond, onde ele disse “Houve um tempo em que um esquilo poderia ir, de árvore em árvore, de onde é hoje o Condado até a Terra Parda, a oeste de Isengard”, indicando que toda Eriador foi uma vez uma única floresta primitiva, da qual a floresta de Fangorn era apenas “a Parte Oriental dela” de acordo com Barbárvore.

Há apenas uma referência em “O Silmarillion” aos Onodrim em Beleriand, que aparece após Beren Erchamion e uma força de Elfos Verdes emboscaram a força dos Anões que estavam voltando para Nogrod, nas Montanhas Azuis. Os Anões são derrotados pelas forças de Beren e se espalham floresta adentro onde os Pastores de Árvores se encarregariam de que nenhum escaparia. Talvez essa referência ao historico conflito Anão-Ent contribua para a apreensão de Barbárvore quando Gimli entra em Fangorn, em “As Duas Torres”.

Entesposas
Existiam as Entesposas (literalmente “mulher-Ent”), mas elas começaram a se mover para longe dos Ents pois elas gostavam de plantar e controlar coisas, enquanto os Ents gostavam de deixar as coisas tomarem o seu rumo natural, e então elas se mudaram para a região que ficou conhecida como Terras Castanhas, depois do Grande Rio Anduin, embora os Ents ainda as visitassem. As Entesposas, ao contrário dos Ents, interagiram com a raça dos Homens e lhes ensinaram muito sobre agricultura.

Aparentemente os Ents e as Entesposas apresentavam um grau de dimorfismo sexual; os Ents sempre se pareciam com árvores selvagens das florestas que eles guardavam (carvalhos, sorveiras, etc.), porém as Entesposas guarfavam plantas agrícolas, e assim seria provavel que se assemelhassem às várias plantas de agricultura e árvores que guardavam: Barbárvore frisa que os cabelos delas eram amarelos como os grãos de milho.

As Entesposas viviam em paz até seus jardins serem destruídos por Sauron (mais provavelmente durante a Guerra da Última Aliança), e então elas desapareceram. Os Ents procuraram por elas mas nunca as encontraram novamente. Foi cantado pelos Elfos (Ents se contentavam em apenas “cantar os belos nomes delas”) que um dia os Ents e as Entesposas se encontrarão novamente. De fato, em O Retorno do Rei, Barbárvore implora para que os Hobbits não se equeçam de mandar notícias para ele se “souberem de quaisquer novidades” de Entesposas “em suas terras”.

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Em A Sociedade do Anel, Samwise Gamgee menciona que seu primo Hal diz ter visto um gigante parecido com árvore, que se assemelhava a um Olmo, não apenas em tamanho mas em aparência, ao norte do Condado. Durante o episódio de Fangorn, Merry e Pippin disseram a Barbárvore sobre o Condado e Barbárvore disse que as Entesposas teriam gostado daquela terra. Isso, combinado pela visão do gigante-árvore pelo primo de Sam mencionada acima, levaram à algumas especulações pelos leitores de que as Entesposas tivessem vivido perto do Condado. O próprio Tolkien passou muito tempo considerando o que realmente acontecera às Entesposas (em um ponto simplesmente dizendo que até ele mesmo não sabia), entretanto ele declarou em Cartas #144: “Eu acho que de fato as Entesposas desapareceram para sempre, sendo destruídas com seus jardins na Guerra da Última Aliança…”

Ao final da estória após Aragorn ser coroado rei, ele prometeu a Barbárvore que os Ents poderiam prosperar novamente e se espalhar para novas terras com o final da ameaça de Mordor, e renovar as suas buscas pelas Entesposas. Entretanto, Barbárvore tristemente lamenta que as florestas poderiam se espalhar mas os Ents não o fariam, e ele predisse que os poucos Ents remanescentes permaneceriam em Fangorn até eles lentamente minguarem em número ou se tornarem “arvorescos”. “Ovelhas  ficam como pastores e pastores ficam como ovelhas. [...] Mas é mais rápido e próximo, com árvores e Ents”, ele disse.

Entings
Embora nunca vistos e brevemente mencionados, Entings são jovens Ents. Quase não há descrições de Entings, mas é presumível das descrições de Bregalad (um jovem e apessado Ent) e os comentários de Barbárvore como sendo mais “curvados” do que os outros, e eles são muito como os brotos e talvez como mudas em sua idade mais nova. Não está certo se eles nascem como as árvores que eles pastoreiam ou se eles se tornam daquela maneira, ou mesmo como eles são gerados.

De acordo com Barbárvore não existem Entings sobre a Terra-média durante a Terceira Era e não existe nenhum desde há muito tempo. E nunca mais haverão outros Entings “pois não há mais Entesposas”.

A Última Marcha dos Ents
Em As Duas Torres, os Ents – geralmente um povo muito e deliberativo – se enfureceram contra Saruman, cujos exércitos estavam cortando grandes números de suas árvores. Eles convocaram um Entebate, um encontro dos Ents da floresta de Fangorn em Valarcano.

Após sua demorada deliberação (três dias, embora sob a perspectiva dos Ents, isso é uma ação bem rápida), eles marcharam para a fortaleza de Saruman em Isengard: A Última Marcha dos Ents. Foram consuzidos por Barbárvore, o Ent mais velho, e acompanhados pelos Hobbits Merry e Pippin. Os Ents que marcharam contra Isengard eram em torno de 50, mais os Huorns. Eles destruíram Isengard em um assalto massivo, destruindo a muralha que a cercava, e se tornando tão enfurecidos que o poder de suas vozes sozinho já causava destruição – “Se o Grande Mar tivesse se levantado em ira e caído sob as colinas com tempestade, não teria feito maior estrago”. – e aprisionaram Saruman na torre de Orthanc. Tolkien mais tarde notou que a destruição de Isengard pelos Ents foi baseada em seu desapontamento com Macbeth; quando “a Floresta de Birnham vier para Dunsinane”, Tolkien estava menos do que entusiasmado ao descobrir que eram apenas homens andando no palco com folhas em seus chapéus. Ele decidiu que quando ele fizesse aquela cena para si próprio, ele faria direito.

Ents Nomeados

Na narrativa de O Senhor dos Anéis, seis Ents são identificados por nome. O principal personagem Ent e o primeiro a ser encontrado pelos leitores e Hobbits, é Fangorn (Barbárvore). Os outros Ents são Ossofaia, Bregalad, Fimbrethil, Finglas e Fladrif

  • Fangorn: Também conhecido como Barbárvore. Ao final da Terceira Era, ele, Casca-de-Pele e Mecha-de-Folha, eram os últimos remanecentes dos primeiros Ents que apareceram na Terra-média na Primeira Era das Estrelas, e como tais, estavam entre as criaturas vivas mais velhas do mundo. Na longa passagem do tempo, o domínio dos Ents foi gradativamente reduzido para a floresta de Fangorn, nomeada com o Sindarin para Barbárvore
  • Finglas: Traduzido do Élfico como Mecha-de-Folha. Durante a época da Guerra do Anel, Mecha-de-Folha havia se tornado sonolento e arvoresco. Começou a ficar sozinho em uma campina e dormia durante o verão, no começo ele acordava durante o inverno, porém ultimamente ele ficava adormecido por mais de ano. Se cobria com cabelos folhosos. (Não está claro se Tolkien derivou o nome de Finglas em Dublin, Irlanda, ou se é apenas coincidência.)
  • Fladrif: Traduzido do Élfico como Casca-de-Pele. Ele viveu em sopés de montanhas a oeste de Isengard. Os Orcs de Saruman devastaram essa área, cortando árvores e matando Ents. Casca-de-Pele chegou a ser ferido por eles e recuou bem para cima dos sopés das montanhas para viver entre as bétulas que tanto gostava e se recusou a descer novamente.
  • Ossofaia: Um Ent que foi queimado e morto pelas artimanhas de Saruman. Sua morte endureceu o resto dos Ents. Na adaptação de Peter Jackson para o cinema, um Ent tido como Ossofaia é rapidamente visto apagando o fogo de seu corpo na enchente que envolve Isengard e depois é tido como continuando vivo.
  • Bregalad: Também conhecido como Tronquesperto, Bregalad era um Ent relativamente jovem na época da Guerra do Anel, aparentemente “na flor da idade” e não necessariamente tão velho quanto Barbárvore (embora já fosse um adulto; não haviam filhos de Ent desde o desaparecimento das Entesposas). Bregalad guardava as sorveiras, e muito se assemelhava à elas. A palavra “tronquesperto” é uma palavra dialética Inglesa para uma sorveira. Seu nome Sindarin (Bregalad) traduz parcamente “Tronquesperto” (de bragol “súbito” e galad “árvore”). Ele recebeu esse nome quando disse “sim” antes de um outro Ent ter terminado de lhe fazer uma pergunta; isso mostrou que ele era incomumente “apressado” para sua raça. No Entebate, correspondeu à sua reputação de apressado, sendo o primeiro a decidir por atacar Isengard, pois os Orcs de Saruman haviam destruído muitas de suas sorveiras. Vendo que a decisão de Bregalad já havia sido tomada, Barbárvore o enviou para cuidar de Merry e Pippin enquanto o debate entre os outros Ents continuava. Mais tarde ele desempenhou um importante papel no ataque à Isengard, quase capturando o próprio Saruman. Embora Tronquesperto não apareça implicitamete na adaptação de O Senhor dos Anéis: As Duas Torres, há um “Ent Sorveira” visto na filmagem que muitos fãs assumem ser Tronquesperto relegado à uma participação sem falas.
  • Fimbrethil: A esposa há muito perdida de Barbárvore, também conhecida como Pés-de-Fada, a dos passos leves. O casal era apaixonado desde antes de Morgoth se tornar poderoso durante a juventude do mundo. Traduzido, seu nome significava de acordo com o Índize de 1966 ‘delgada-bétula’ (de acordo com o Apêndice F ‘esbelta-faia’). Assim como todas as outras Entesposas, Fimbrethil se perdeu desde quando as forças de Sauron destruíram os jardins das Entesposas durante a Segunda Era. Na época da Guerra do Anel, Barbárvore não via a sua amada por mais de 3.000 anos.

Noldor

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Nas obras de J. R. R. Tolkien, os Noldor (que significa aqueles com conhecimento) pertenciam ao segundo clã de Elfos, os Tatyar, que vieram para Aman. De acordo com a lenda, o clã foi fundado por Tata, o segundo Elfo a despertar em Cuiviénen, sua esposa Tatië e seus 54 companheiros, mas foi Finwë, o primeiro Noldo a vir para Valinor com Oromë e os outros reis Elfos Ingwë e Elwë, que se tornou seu rei e liderou a maioria para Valinor. Eles falvam Quenya em Valinor, porém os Exilados que retornaram para a Terra-média falavam Sindarin.
 
Os Noldor foram chamados Golodhrim ou Gódhellim pelos falantes de Sindarin e Goldoi pelos Teleri de Tol Eressëa; eles também são conhecidos como Elfos Profundos. A forma singular do substantivo Quenya é Noldo e o adjetivo é Noldorin. Eles foram o Segundo Clã de Elfos em ordem e tamanho, os outros clãs eram os Vanyar e os Teleri. Eles tipicamente tinham olhos cinza e cabelos escuros (exceto para aqueles que tinham sangue Vanyarin, mais destacadamente os membros da Casa de Finarfin).
 

 
 

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História

Noldor em Valinor

Os Noldor são tidos como os melhores dentre os Elfos e todos os povos da Terra-média em conhecimento, belicosidade e artíficios. Em Valinor “grandes se tornaram seus conhecimentos e suas habilidades; porém ainda maior foi sua sede por mais conhecimento, e em muitas cosias eles logo suplantaram seus professores. Eram inconstantes na fala, pois tinham grande paixão por palavras, e sempre procuravam encontrar nomes mais apropriados para todas as coisas que eles conheciam ou imaginavam”. Eram amados por Aulë, o Ferreiro, e foram os primeiros a descobrir e entalhar gemas. Em contraposto, os Noldor eram também os mais orguhosos dos Elfos; e, pelas palavras dos Sindar, “eles precisavam de espaço para disputas”. Seu principal local de habitação foi a cidade de Tirion sobre Túna. Entre os mais sábios dos Noldor estava Rúmil, criador do primeiro sistema de escrita e autor de muitos livros épicos de conhecimento. Fëanor, filho de Finwë e Míriel, foi o maior de seus artífices, “o mais poderoso em habilidade com palavra e mão”, e criador das Silmarils.

Os Noldor foram os mais odiados por Melkor, que invejava sua prosperidade e, sobre tudo, as Silmarils. Então ele se misturou a eles com freqüência, oferecendo conselho, e os Noldor ouviram atentamente, ficando cada vez mais sedentos por conhecimento. Entretanto Melkor semeou mentiras, e ao final a paz em Tirion foi envenenada. Fëanor, tendo se rebelado contra Fingolfin, seu meio-irmão, foi banido, e com ele foi Finwë para morarem em Formenos. Fingolfin permaneceu como o líder dos Noldor de Tirion.

Porém Melkor ainda tinha outros desígnios a cumprir. Logo após a desavença entre os Elfos, com o auxílio de Ungoliant, ele destruiu as Duas Árvores, e indo até Formenos matou Finwë, roubou as Silmarils e deixou Aman. Fëanor então, movido pelo desejo de vingança, se rebelou contra os Valar e fez um discurso perante os Noldor, persuadindo-os a deixarem Valinor, seguir Melkor até a Terra-média e fazer guerra contra ele para reaver as Silmarils. Ele fez um terrível juramento de perseguir Melkor e assumiu o título de Alto Rei; embora a grande parte dos Noldor ainda tivessem Fingolfin como Rei, eles seguiram Fëanor para não serem separados de seus parentes.

Exílio na Terra-média

Os Noldor liderados por Fëanor ordenaram que os Teleri os deixassem usar seus navios. Quando os Teleri se recusaram, eles tomaram os navios à força, comentendo o primeiro fratricídio. Um mensageiro dos Valar veio depois e entregou a Profecia do Norte, pronunciando a Maldição sobre os Noldor pelo fratricídio e rebelião e avisando que se eles procedessem, não recuperariam as Silmarils e mais ainda, que seriam mortos e atormentados pelo pesar. Nesse ponto, alguns dos Noldor que não tiveram participação no Fratricídio, incluindo Finarfin, filho de Finwë e Indis, retornaram para Valinor, e os Valar os perdoaram. Outos Noldor liderados por Fingolfin (alguns deles não tiveram culpa alguma no Fratricídio) permaneceram determinados a deixar Valinor e ir para a Terra-média. O que mais se destacou dentre esses outros foi Finrod, filho de Finarfin.

Os Noldor liderados por Fëanor cruzaram o mar até a Terra-média, deixando aqueles liderados por Fingolfin para trás. Quando chegou na Terra-média, Fëanor queimou os navios. Quando os Noldor liderados por Fingolfin descobriram a traição, eles foram mais para o norte e cruzaram o mar pelo Gelo Rangente, o que lhes custou muitas vidas. Com as Duas Árvores destruidas por Melkor, a saída dos Noldor das Terras Imortais marcou o fim dos Anos das Árvores, e o começo dos Anos do Sol, quando os Valar criaram a Lua e o Sol a partir da última flor de Telperion e último fruto de Laurelin.

A companhia de Fëanor foi logo atacada por Morgoth (nome dado a Melkor por Fëanor). Quando Fëanor avançou longe demais de seus guarda-costas durante a Batalha sob as Estrelas, ele foi atacado por muitos Balrogs, incluindo Gothmog, que havia sido enviado de Angband, a fortaleza do inimigo ao norte. A pesar de ter batalhado com bravura, Fëanor foi ferido mortalmente e teria sido capturado e levado para Angband se não fosse pela rápida chegada de seus filhos. No entanto Fëanor morreu enquanto era levado de volta para seu próprio povo.

Devido ao fato de Fëanor ter levado os navios e deixado os Noldor liderados por seu meio-irmão no lado oeste do mar, as casas reais dos Noldor começaram a brigar, porém Fingon, filho de Fingolfin, salvou Maedhros, filho de Fëanor, do aprisionamento de Melkor e a disputa foi encerrada. Maedhros era hedeiro direto de Fëanor, mas ele se arrependeu de ter tomado parte no Fratricídio e deixou a sucessão da Alta Monarquia dos Noldor para seu tio Fingolfin, que se tornou o primeiro Alto Rei dos Noldor na Terra-média. Seus irmãos não concordaram com isso, e começaram a referirem-se a sí próprios como os Despojados, pois a Alta Monarquia havia sido tirada deles.

A Noroeste da Terra-média os Noldor fizeram aliança com os Sindar, os Elfos de Beleriand, e mais tarde com os Homens das Três Casas dos Edain. Fingolfin reinou por bastante tempo na terra de Hithlum, e seu filho mais novo, Turgon, construiu a Cidade Escondida de Goldolin. Os filhos de Fëanor governaram as terras em Beleriand Oriental, enquanto Finrod, filho de Finarfin, era Rei em Nargothrond e seus irmãos Angrod e Aegnor governavam Dorthonion. O reinado de Fingolfin foi marcado por guerras contra Morgoth e no ano 60 da Primeira Era do Sol, após a vitória na Dagor Aglareb, os Noldor começaram o Cerco de Angband, a grande fortaleza de Morgoth. No ano 455, o Cerco foi rompido por Morgoth na Batalha da Chama Súbita, na qual os reinos Élficos do nordeste foram conquistados. Fingolfin em desespero foi até Angband e desafiou Morgoth para um combate. Ele feriu Morgoth sete vezes mas pereceu e foi sucedido por seu filho mais velho, Fingon, que se tornou o segundo Alto Rei dos Noldor em Beleriand.

No ano 472, Maedrhos organizou um ataque surpresa contra Morgoth e isso levou à Nírnaeth Arnoediad, a Batalha das Lágrimas Incontáveis. Traído pelos recém-chegados Orientais, as forças dos Noldor, Sindar e Edain foram completamente derrotadas. Fingon, o Valente foi morto e sucedido por seu irmão Turgon.

Morgoth espalhou as forças remanescentes dos Filhos de Fëanor e, em 495, Nargothrond também foi devastada. Turgon recuou para Gondolin que havia sido mantida escondida de Morgoth e dos outros Elfos. Em 510, Gondolin foi traída por Maeglin e saqueada. Durante o ataque Turgon foi morto; porém, muitos de seu povo escaparam e acharam seu caminho para o sul. Turgon não tinha filhos então Gil-galad, último sobrevivente do sexo masculino da linhagem de Fingolfin, se tornou o quarto e último Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

Finalmente os Valar vieram para a Terra-média e, nos anos 545-583, a Guerra da Ira foi travada e Morgoth jogado no Vazio. Porém Beleriand afundou sob o mar, exceto por uma parte de Ossiriand (Lindon), e umas poucas ilhas. A derrota de Morgoth marcou o fim da Primeira Era e o início da Segunda Era do Sol.

Segunda e Terceira Eras

A maioria dos Noldor viajaram de volta para Aman ao final da Primeira Era, mas alguns, como Galadriel (filha de Finarfin) e Celebrimbor (neto de Fëanor), recusaram o perdão dos Valar e permaneceram na Terra-média. Gil-galad fundou um novo reino em Lindon, e governou durante a Segunda Era, mais do que qualquer um dos Altos Reis, exceto por Finwë. Ele também foi aceito como Alto Rei pelos Noldor de Eregion. Porém, após um tempo, Sauron assumiu o lugar de seu mestre Morgoth como Senhor do Escuro e, com o auxílio do Anel Governante, ele fortificou Mordor e começou a longa guerra com os Elfos remanescentes. Ele atacou Eregion, a destruindo completamente, mas foi enfrentado em Valfenda e Lindon. Com o auxílio dos Numenoreanos, os Noldor conseguiram derrotá-lo por um tempo.

Entretanto, no ano 3319 da Segunda Era, Númenor caiu por causa da rebelião de Ar-Pharazôn contra os Valar, na qual Sauron teve grande participação. Quando Elendil com seus filhos escapou para a Terra-média e estabeleceu os reinos de Arnor e Gondor, Sauron tentou conquistar Gondor antes que ela se enraizasse. Ambos Elendil e Gil-galad marcharam em direção de Mordor na Última Aliança de Homens e Elfos e derrotaram Sauron na Batalha de Dagorlad e finalmente no Cerco de Barad-dûr. Lá Gil-galad pereceu, e assim terminou a Alta Monarquia dos Noldor. Nenhum Alto Rei foi eleito, pois ninguém assumiu o trono e por essa razão, a Alta Monarquia dos Noldor foi dita como passada sobre o mar, para os Noldor em Valinor, governados por Finarfin, o terceiro filho de Finwë que nunca deixou as Terras Imortais. Na Terra-média dos descendentes de Finwë, apenas Galadriel e Elrond meio-Elfo permaneceram (e os Reis Numenoreanos através do irmão gêmeo de Elrond, Elros).

Na Terceira Era, os Noldor na Terra-média minguaram, e ao final da Terceira Era as grandes comunidades dos Noldor remanescentes na Terra-média eram apenas Valfenda e Lindon. Seu destino de desaparecerem para sempre do Mundo foi compartilhado por todos os Elfos

Altos Reis dos Noldor

* Em Valinor:

1. Finwë, primeiro Alto Rei.

2. Fëanor, primeiro filho de Finwë; assumiu o título após a morte de seu pai.

3. Fingolfin, segundo filho de Finwë; tido como o Alto Rei pela maioria dos Noldor.

4. Finarfin, terceiro filho de Finwë; governou os Noldor remanescentes em Aman.

* Na Terra-média:

1. Fingolfin, após Maedhros, filho de Fëanor, desistir do título.

2. Fingon, primeiro filho de Fingolfin.

3. Turgon, segundo filho de Fingolfin.

4. Gil-galad, filho de Fingon, filho de Fingolfin, o último Alto Rei dos Noldor no exílio.

Não é sabido exatamente como Finwë se tornou Alto Rei: ele pode ter sido descendente do primogênto Noldorin “Tata”, ou simplesmente ter sido aceito como líder baseado em seu status como embaixador para os Valar. Os Noldor tiveram muitas casas principescas além daquela de Finwë: Glorfindel de Gondolin e Gwindor de Nargothrond, embora não sejam parentes de Finwë, foram príncipes por direito próprio. Essas casas menores não tinham reinos, todavia, todos os reinos Noldorin de Beleriand e mais tarde Eriador foram governados por um descendente de Finwë.

Os Homens descendentes de Elros (os Reis de Arnor e Gondor) agora usavam o título Alto Rei, embora não haja indicação que isso se refira algo mais além do que uma Alta Monarquia sobre os Dúnedain. Como os descendentes através da linhagem feminina de Elros e seu irmão, Elrond, não eram considerados elegíveis, e Elrond de fato nunca assumiu a Monarquia.

Talvez seja notável que Galadriel, a última da Casa de Finwë na Terra-média (além de Elrond meio-Elfo) e tia-avó de Gil-galad, também nunca tenha assumido um título de rainha, menos ainda o título de Alta Rainha. De fato, o único Reino Élfico conhecido na Terra-média após a Segunda Era  era o reino Silvan da Floresta das Trevas, governado pelo Sinda Thranduil.

Outras versões do legendarium

Nas primeiras versões do legendarium da Terra-média, os Noldor eram freqëntemente chamados de Noldoli ou Gnomos. Eles ainda eram chamados de Gnomos nas primeiras edições de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Eles eram também os que falavam a linguagem, então chamada de Noldorin ou Gnômico, que finalmente se tornou o Sindarin das versões mais recentes.

Fonte – Wikipedia

História

Noldor em Valinor

Os Noldor são tidos como os melhores dentre os Elfos e todos os povos da Terra-média em conhecimento, belicosidade e artíficios. Em Valinor “grandes se tornaram seus conhecimentos e suas habilidades; porém ainda maior foi sua sede por mais conhecimento, e em muitas cosias eles logo suplantaram seus professores. Eram inconstantes na fala, pois tinham grande paixão por palavras, e sempre procuravam encontrar nomes mais apropriados para todas as coisas que eles conheciam ou imaginavam”. Eram amados por Aulë, o Ferreiro, e foram os primeiros a descobrir e entalhar gemas. Em contraposto, os Noldor eram também os mais orguhosos dos Elfos; e, pelas palavras dos Sindar, “eles precisavam de espaço para disputas”. Seu principal local de habitação foi a cidade de Tirion sobre Túna. Entre os mais sábios dos Noldor estava Rúmil, criador do primeiro sistema de escrita e autor de muitos livros épicos de conhecimento. Fëanor, filho de Finwë e Míriel, foi o maior de seus artífices, “o mais poderoso em habilidade com palavra e mão”, e criador das Silmarils.

Os Noldor foram os mais odiados por Melkor, que invejava sua prosperidade e, sobre tudo, as Silmarils. Então ele se misturou a eles com freqüência, oferecendo conselho, e os Noldor ouviram atentamente, ficando cada vez mais sedentos por conhecimento. Entretanto Melkor semeou mentiras, e ao final a paz em Tirion foi envenenada. Fëanor, tendo se rebelado contra Fingolfin, seu meio-irmão, foi banido, e com ele foi Finwë para morarem em Formenos. Fingolfin permaneceu como o líder dos Noldor de Tirion.

Porém Melkor ainda tinha outros desígnios a cumprir. Logo após a desavença entre os Elfos, com o auxílio de Ungoliant, ele destruiu as Duas Árvores, e indo até Formenos matou Finwë, roubou as Silmarils e deixou Aman. Fëanor então, movido pelo desejo de vingança, se rebelou contra os Valar e fez um discurso perante os Noldor, persuadindo-os a deixarem Valinor, seguir Melkor até a Terra-média e fazer guerra contra ele para reaver as Silmarils. Ele fez um terrível juramento de perseguir Melkor e assumiu o título de Alto Rei; embora a grande parte dos Noldor ainda tivessem Fingolfin como Rei, eles seguiram Fëanor para não serem separados de seus parentes.

Exílio na Terra-média

Os Noldor liderados por Fëanor ordenaram que os Teleri os deixassem usar seus navios. Quando os Teleri se recusaram, eles tomaram os navios à força, comentendo o primeiro fratricídio. Um mensageiro dos Valar veio depois e entregou a Profecia do Norte, pronunciando a Maldição sobre os Noldor pelo fratricídio e rebelião e avisando que se eles procedessem, não recuperariam as Silmarils e mais ainda, que seriam mortos e atormentados pelo pesar. Nesse ponto, alguns dos Noldor que não tiveram participação no Fratricídio, incluindo Finarfin, filho de Finwë e Indis, retornaram para Valinor, e os Valar os perdoaram. Outos Noldor liderados por Fingolfin (alguns deles não tiveram culpa alguma no Fratricídio) permaneceram determinados a deixar Valinor e ir para a Terra-média. O que mais se destacou dentre esses outros foi Finrod, filho de Finarfin.

Os Noldor liderados por Fëanor cruzaram o mar até a Terra-média, deixando aqueles liderados por Fingolfin para trás. Quando chegou na Terra-média, Fëanor queimou os navios. Quando os Noldor liderados por Fingolfin descobriram a traição, eles foram mais para o norte e cruzaram o mar pelo Gelo Rangente, o que lhes custou muitas vidas. Com as Duas Árvores destruidas por Melkor, a saída dos Noldor das Terras Imortais marcou o fim dos Anos das Árvores, e o começo dos Anos do Sol, quando os Valar criaram a Lua e o Sol a partir da última flor de Telperion e último fruto de Laurelin.

A companhia de Fëanor foi logo atacada por Morgoth (nome dado a Melkor por Fëanor). Quando Fëanor avançou longe demais de seus guarda-costas durante a Batalha sob as Estrelas, ele foi atacado por muitos Balrogs, incluindo Gothmog, que havia sido enviado de Angband, a fortaleza do inimigo ao norte. A pesar de ter batalhado com bravura, Fëanor foi ferido mortalmente e teria sido capturado e levado para Angband se não fosse pela rápida chegada de seus filhos. No entanto Fëanor morreu enquanto era levado de volta para seu próprio povo.

Devido ao fato de Fëanor ter levado os navios e deixado os Noldor liderados por seu meio-irmão no lado oeste do mar, as casas reais dos Noldor começaram a brigar, porém Fingon, filho de Fingolfin, salvou Maedhros, filho de Fëanor, do aprisionamento de Melkor e a disputa foi encerrada. Maedhros era hedeiro direto de Fëanor, mas ele se arrependeu de ter tomado parte no Fratricídio e deixou a sucessão da Alta Monarquia dos Noldor para seu tio Fingolfin, que se tornou o primeiro Alto Rei dos Noldor na Terra-média. Seus irmãos não concordaram com isso, e começaram a referirem-se a sí próprios como os Despojados, pois a Alta Monarquia havia sido tirada deles.

A Noroeste da Terra-média os Noldor fizeram aliança com os Sindar, os Elfos de Beleriand, e mais tarde com os Homens das Três Casas dos Edain. Fingolfin reinou por bastante tempo na terra de Hithlum, e seu filho mais novo, Turgon, construiu a Cidade Escondida de Goldolin. Os filhos de Fëanor governaram as terras em Beleriand Oriental, enquanto Finrod, filho de Finarfin, era Rei em Nargothrond e seus irmãos Angrod e Aegnor governavam Dorthonion. O reinado de Fingolfin foi marcado por guerras contra Morgoth e no ano 60 da Primeira Era do Sol, após a vitória na Dagor Aglareb, os Noldor começaram o Cerco de Angband, a grande fortaleza de Morgoth. No ano 455, o Cerco foi rompido por Morgoth na Batalha da Chama Súbita, na qual os reinos Élficos do nordeste foram conquistados. Fingolfin em desespero foi até Angband e desafiou Morgoth para um combate. Ele feriu Morgoth sete vezes mas pereceu e foi sucedido por seu filho mais velho, Fingon, que se tornou o segundo Alto Rei dos Noldor em Beleriand.

No ano 472, Maedrhos organizou um ataque surpresa contra Morgoth e isso levou à Nírnaeth Arnoediad, a Batalha das Lágrimas Incontáveis. Traído pelos recém-chegados Orientais, as forças dos Noldor, Sindar e Edain foram completamente derrotadas. Fingon, o Valente foi morto e sucedido por seu irmão Turgon.

Morgoth espalhou as forças remanescentes dos Filhos de Fëanor e, em 495, Nargothrond também foi devastada. Turgon recuou para Gondolin que havia sido mantida escondida de Morgoth e dos outros Elfos. Em 510, Gondolin foi traída por Maeglin e saqueada. Durante o ataque Turgon foi morto; porém, muitos de seu povo escaparam e acharam seu caminho para o sul. Turgon não tinha filhos então Gil-galad, último sobrevivente do sexo masculino da linhagem de Fingolfin, se tornou o quarto e último Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

Finalmente os Valar vieram para a Terra-média e, nos anos 545-583, a Guerra da Ira foi travada e Morgoth jogado no Vazio. Porém Beleriand afundou sob o mar, exceto por uma parte de Ossiriand (Lindon), e umas poucas ilhas. A derrota de Morgoth marcou o fim da Primeira Era e o início da Segunda Era do Sol.

Segunda e Terceira Eras

A maioria dos Noldor viajaram de volta para Aman ao final da Primeira Era, mas alguns, como Galadriel (filha de Finarfin) e Celebrimbor (neto de Fëanor), recusaram o perdão dos Valar e permaneceram na Terra-média. Gil-galad fundou um novo reino em Lindon, e governou durante a Segunda Era, mais do que qualquer um dos Altos Reis, exceto por Finwë. Ele também foi aceito como Alto Rei pelos Noldor de Eregion. Porém, após um tempo, Sauron assumiu o lugar de seu mestre Morgoth como Senhor do Escuro e, com o auxílio do Anel Governante, ele fortificou Mordor e começou a longa guerra com os Elfos remanescentes. Ele atacou Eregion, a destruindo completamente, mas foi enfrentado em Valfenda e Lindon. Com o auxílio dos Numenoreanos, os Noldor conseguiram derrotá-lo por um tempo.

Entretanto, no ano 3319 da Segunda Era, Númenor caiu por causa da rebelião de Ar-Pharazôn contra os Valar, na qual Sauron teve grande participação. Quando Elendil com seus filhos escapou para a Terra-média e estabeleceu os reinos de Arnor e Gondor, Sauron tentou conquistar Gondor antes que ela se enraizasse. Ambos Elendil e Gil-galad marcharam em direção de Mordor na Última Aliança de Homens e Elfos e derrotaram Sauron na Batalha de Dagorlad e finalmente no Cerco de Barad-dûr. Lá Gil-galad pereceu, e assim terminou a Alta Monarquia dos Noldor. Nenhum Alto Rei foi eleito, pois ninguém assumiu o trono e por essa razão, a Alta Monarquia dos Noldor foi dita como passada sobre o mar, para os Noldor em Valinor, governados por Finarfin, o terceiro filho de Finwë que nunca deixou as Terras Imortais. Na Terra-média dos descendentes de Finwë, apenas Galadriel e Elrond meio-Elfo permaneceram (e os Reis Numenoreanos através do irmão gêmeo de Elrond, Elros).

Na Terceira Era, os Noldor na Terra-média minguaram, e ao final da Terceira Era as grandes comunidades dos Noldor remanescentes na Terra-média eram apenas Valfenda e Lindon. Seu destino de desaparecerem para sempre do Mundo foi compartilhado por todos os Elfos

Altos Reis dos Noldor

* Em Valinor:

1. Finwë, primeiro Alto Rei.

2. Fëanor, primeiro filho de Finwë; assumiu o título após a morte de seu pai.

3. Fingolfin, segundo filho de Finwë; tido como o Alto Rei pela maioria dos Noldor.

4. Finarfin, terceiro filho de Finwë; governou os Noldor remanescentes em Aman.

* Na Terra-média:

1. Fingolfin, após Maedhros, filho de Fëanor, desistir do título.

2. Fingon, primeiro filho de Fingolfin.

3. Turgon, segundo filho de Fingolfin.

4. Gil-galad, filho de Fingon, filho de Fingolfin, o último Alto Rei dos Noldor no exílio.

Não é sabido exatamente como Finwë se tornou Alto Rei: ele pode ter sido descendente do primogênto Noldorin “Tata”, ou simplesmente ter sido aceito como líder baseado em seu status como embaixador para os Valar. Os Noldor tiveram muitas casas principescas além daquela de Finwë: Glorfindel de Gondolin e Gwindor de Nargothrond, embora não sejam parentes de Finwë, foram príncipes por direito próprio. Essas casas menores não tinham reinos, todavia, todos os reinos Noldorin de Beleriand e mais tarde Eriador foram governados por um descendente de Finwë.

Os Homens descendentes de Elros (os Reis de Arnor e Gondor) agora usavam o título Alto Rei, embora não haja indicação que isso se refira algo mais além do que uma Alta Monarquia sobre os Dúnedain. Como os descendentes através da linhagem feminina de Elros e seu irmão, Elrond, não eram considerados elegíveis, e Elrond de fato nunca assumiu a Monarquia.

Talvez seja notável que Galadriel, a última da Casa de Finwë na Terra-média (além de Elrond meio-Elfo) e tia-avó de Gil-galad, também nunca tenha assumido um título de rainha, menos ainda o título de Alta Rainha. De fato, o único Reino Élfico conhecido na Terra-média após a Segunda Era  era o reino Silvan da Floresta das Trevas, governado pelo Sinda Thranduil.

Outras versões do legendarium

Nas primeiras versões do legendarium da Terra-média, os Noldor eram freqëntemente chamados de Noldoli ou Gnomos. Eles ainda eram chamados de Gnomos nas primeiras edições de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Eles eram também os que falavam a linguagem, então chamada de Noldorin ou Gnômico, que finalmente se tornou o Sindarin das versões mais recentes.

Fonte – Wikipedia

História

Noldor em Valinor

Os Noldor são tidos como os melhores dentre os Elfos e todos os povos da Terra-média em conhecimento, belicosidade e artíficios. Em Valinor “grandes se tornaram seus conhecimentos e suas habilidades; porém ainda maior foi sua sede por mais conhecimento, e em muitas cosias eles logo suplantaram seus professores. Eram inconstantes na fala, pois tinham grande paixão por palavras, e sempre procuravam encontrar nomes mais apropriados para todas as coisas que eles conheciam ou imaginavam”. Eram amados por Aulë, o Ferreiro, e foram os primeiros a descobrir e entalhar gemas. Em contraposto, os Noldor eram também os mais orguhosos dos Elfos; e, pelas palavras dos Sindar, “eles precisavam de espaço para disputas”. Seu principal local de habitação foi a cidade de Tirion sobre Túna. Entre os mais sábios dos Noldor estava Rúmil, criador do primeiro sistema de escrita e autor de muitos livros épicos de conhecimento. Fëanor, filho de Finwë e Míriel, foi o maior de seus artífices, “o mais poderoso em habilidade com palavra e mão”, e criador das Silmarils.

Os Noldor foram os mais odiados por Melkor, que invejava sua prosperidade e, sobre tudo, as Silmarils. Então ele se misturou a eles com freqüência, oferecendo conselho, e os Noldor ouviram atentamente, ficando cada vez mais sedentos por conhecimento. Entretanto Melkor semeou mentiras, e ao final a paz em Tirion foi envenenada. Fëanor, tendo se rebelado contra Fingolfin, seu meio-irmão, foi banido, e com ele foi Finwë para morarem em Formenos. Fingolfin permaneceu como o líder dos Noldor de Tirion.

Porém Melkor ainda tinha outros desígnios a cumprir. Logo após a desavença entre os Elfos, com o auxílio de Ungoliant, ele destruiu as Duas Árvores, e indo até Formenos matou Finwë, roubou as Silmarils e deixou Aman. Fëanor então, movido pelo desejo de vingança, se rebelou contra os Valar e fez um discurso perante os Noldor, persuadindo-os a deixarem Valinor, seguir Melkor até a Terra-média e fazer guerra contra ele para reaver as Silmarils. Ele fez um terrível juramento de perseguir Melkor e assumiu o título de Alto Rei; embora a grande parte dos Noldor ainda tivessem Fingolfin como Rei, eles seguiram Fëanor para não serem separados de seus parentes.

Exílio na Terra-média

Os Noldor liderados por Fëanor ordenaram que os Teleri os deixassem usar seus navios. Quando os Teleri se recusaram, eles tomaram os navios à força, comentendo o primeiro fratricídio. Um mensageiro dos Valar veio depois e entregou a Profecia do Norte, pronunciando a Maldição sobre os Noldor pelo fratricídio e rebelião e avisando que se eles procedessem, não recuperariam as Silmarils e mais ainda, que seriam mortos e atormentados pelo pesar. Nesse ponto, alguns dos Noldor que não tiveram participação no Fratricídio, incluindo Finarfin, filho de Finwë e Indis, retornaram para Valinor, e os Valar os perdoaram. Outos Noldor liderados por Fingolfin (alguns deles não tiveram culpa alguma no Fratricídio) permaneceram determinados a deixar Valinor e ir para a Terra-média. O que mais se destacou dentre esses outros foi Finrod, filho de Finarfin.

Os Noldor liderados por Fëanor cruzaram o mar até a Terra-média, deixando aqueles liderados por Fingolfin para trás. Quando chegou na Terra-média, Fëanor queimou os navios. Quando os Noldor liderados por Fingolfin descobriram a traição, eles foram mais para o norte e cruzaram o mar pelo Gelo Rangente, o que lhes custou muitas vidas. Com as Duas Árvores destruidas por Melkor, a saída dos Noldor das Terras Imortais marcou o fim dos Anos das Árvores, e o começo dos Anos do Sol, quando os Valar criaram a Lua e o Sol a partir da última flor de Telperion e último fruto de Laurelin.

A companhia de Fëanor foi logo atacada por Morgoth (nome dado a Melkor por Fëanor). Quando Fëanor avançou longe demais de seus guarda-costas durante a Batalha sob as Estrelas, ele foi atacado por muitos Balrogs, incluindo Gothmog, que havia sido enviado de Angband, a fortaleza do inimigo ao norte. A pesar de ter batalhado com bravura, Fëanor foi ferido mortalmente e teria sido capturado e levado para Angband se não fosse pela rápida chegada de seus filhos. No entanto Fëanor morreu enquanto era levado de volta para seu próprio povo.

Devido ao fato de Fëanor ter levado os navios e deixado os Noldor liderados por seu meio-irmão no lado oeste do mar, as casas reais dos Noldor começaram a brigar, porém Fingon, filho de Fingolfin, salvou Maedhros, filho de Fëanor, do aprisionamento de Melkor e a disputa foi encerrada. Maedhros era hedeiro direto de Fëanor, mas ele se arrependeu de ter tomado parte no Fratricídio e deixou a sucessão da Alta Monarquia dos Noldor para seu tio Fingolfin, que se tornou o primeiro Alto Rei dos Noldor na Terra-média. Seus irmãos não concordaram com isso, e começaram a referirem-se a sí próprios como os Despojados, pois a Alta Monarquia havia sido tirada deles.

A Noroeste da Terra-média os Noldor fizeram aliança com os Sindar, os Elfos de Beleriand, e mais tarde com os Homens das Três Casas dos Edain. Fingolfin reinou por bastante tempo na terra de Hithlum, e seu filho mais novo, Turgon, construiu a Cidade Escondida de Goldolin. Os filhos de Fëanor governaram as terras em Beleriand Oriental, enquanto Finrod, filho de Finarfin, era Rei em Nargothrond e seus irmãos Angrod e Aegnor governavam Dorthonion. O reinado de Fingolfin foi marcado por guerras contra Morgoth e no ano 60 da Primeira Era do Sol, após a vitória na Dagor Aglareb, os Noldor começaram o Cerco de Angband, a grande fortaleza de Morgoth. No ano 455, o Cerco foi rompido por Morgoth na Batalha da Chama Súbita, na qual os reinos Élficos do nordeste foram conquistados. Fingolfin em desespero foi até Angband e desafiou Morgoth para um combate. Ele feriu Morgoth sete vezes mas pereceu e foi sucedido por seu filho mais velho, Fingon, que se tornou o segundo Alto Rei dos Noldor em Beleriand.

No ano 472, Maedrhos organizou um ataque surpresa contra Morgoth e isso levou à Nírnaeth Arnoediad, a Batalha das Lágrimas Incontáveis. Traído pelos recém-chegados Orientais, as forças dos Noldor, Sindar e Edain foram completamente derrotadas. Fingon, o Valente foi morto e sucedido por seu irmão Turgon.

Morgoth espalhou as forças remanescentes dos Filhos de Fëanor e, em 495, Nargothrond também foi devastada. Turgon recuou para Gondolin que havia sido mantida escondida de Morgoth e dos outros Elfos. Em 510, Gondolin foi traída por Maeglin e saqueada. Durante o ataque Turgon foi morto; porém, muitos de seu povo escaparam e acharam seu caminho para o sul. Turgon não tinha filhos então Gil-galad, último sobrevivente do sexo masculino da linhagem de Fingolfin, se tornou o quarto e último Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

Finalmente os Valar vieram para a Terra-média e, nos anos 545-583, a Guerra da Ira foi travada e Morgoth jogado no Vazio. Porém Beleriand afundou sob o mar, exceto por uma parte de Ossiriand (Lindon), e umas poucas ilhas. A derrota de Morgoth marcou o fim da Primeira Era e o início da Segunda Era do Sol.

Segunda e Terceira Eras

A maioria dos Noldor viajaram de volta para Aman ao final da Primeira Era, mas alguns, como Galadriel (filha de Finarfin) e Celebrimbor (neto de Fëanor), recusaram o perdão dos Valar e permaneceram na Terra-média. Gil-galad fundou um novo reino em Lindon, e governou durante a Segunda Era, mais do que qualquer um dos Altos Reis, exceto por Finwë. Ele também foi aceito como Alto Rei pelos Noldor de Eregion. Porém, após um tempo, Sauron assumiu o lugar de seu mestre Morgoth como Senhor do Escuro e, com o auxílio do Anel Governante, ele fortificou Mordor e começou a longa guerra com os Elfos remanescentes. Ele atacou Eregion, a destruindo completamente, mas foi enfrentado em Valfenda e Lindon. Com o auxílio dos Numenoreanos, os Noldor conseguiram derrotá-lo por um tempo.

Entretanto, no ano 3319 da Segunda Era, Númenor caiu por causa da rebelião de Ar-Pharazôn contra os Valar, na qual Sauron teve grande participação. Quando Elendil com seus filhos escapou para a Terra-média e estabeleceu os reinos de Arnor e Gondor, Sauron tentou conquistar Gondor antes que ela se enraizasse. Ambos Elendil e Gil-galad marcharam em direção de Mordor na Última Aliança de Homens e Elfos e derrotaram Sauron na Batalha de Dagorlad e finalmente no Cerco de Barad-dûr. Lá Gil-galad pereceu, e assim terminou a Alta Monarquia dos Noldor. Nenhum Alto Rei foi eleito, pois ninguém assumiu o trono e por essa razão, a Alta Monarquia dos Noldor foi dita como passada sobre o mar, para os Noldor em Valinor, governados por Finarfin, o terceiro filho de Finwë que nunca deixou as Terras Imortais. Na Terra-média dos descendentes de Finwë, apenas Galadriel e Elrond meio-Elfo permaneceram (e os Reis Numenoreanos através do irmão gêmeo de Elrond, Elros).

Na Terceira Era, os Noldor na Terra-média minguaram, e ao final da Terceira Era as grandes comunidades dos Noldor remanescentes na Terra-média eram apenas Valfenda e Lindon. Seu destino de desaparecerem para sempre do Mundo foi compartilhado por todos os Elfos

Altos Reis dos Noldor

* Em Valinor:

1. Finwë, primeiro Alto Rei.

2. Fëanor, primeiro filho de Finwë; assumiu o título após a morte de seu pai.

3. Fingolfin, segundo filho de Finwë; tido como o Alto Rei pela maioria dos Noldor.

4. Finarfin, terceiro filho de Finwë; governou os Noldor remanescentes em Aman.

* Na Terra-média:

1. Fingolfin, após Maedhros, filho de Fëanor, desistir do título.

2. Fingon, primeiro filho de Fingolfin.

3. Turgon, segundo filho de Fingolfin.

4. Gil-galad, filho de Fingon, filho de Fingolfin, o último Alto Rei dos Noldor no exílio.

Não é sabido exatamente como Finwë se tornou Alto Rei: ele pode ter sido descendente do primogênto Noldorin “Tata”, ou simplesmente ter sido aceito como líder baseado em seu status como embaixador para os Valar. Os Noldor tiveram muitas casas principescas além daquela de Finwë: Glorfindel de Gondolin e Gwindor de Nargothrond, embora não sejam parentes de Finwë, foram príncipes por direito próprio. Essas casas menores não tinham reinos, todavia, todos os reinos Noldorin de Beleriand e mais tarde Eriador foram governados por um descendente de Finwë.

Os Homens descendentes de Elros (os Reis de Arnor e Gondor) agora usavam o título Alto Rei, embora não haja indicação que isso se refira algo mais além do que uma Alta Monarquia sobre os Dúnedain. Como os descendentes através da linhagem feminina de Elros e seu irmão, Elrond, não eram considerados elegíveis, e Elrond de fato nunca assumiu a Monarquia.

Talvez seja notável que Galadriel, a última da Casa de Finwë na Terra-média (além de Elrond meio-Elfo) e tia-avó de Gil-galad, também nunca tenha assumido um título de rainha, menos ainda o título de Alta Rainha. De fato, o único Reino Élfico conhecido na Terra-média após a Segunda Era  era o reino Silvan da Floresta das Trevas, governado pelo Sinda Thranduil.

Outras versões do legendarium

Nas primeiras versões do legendarium da Terra-média, os Noldor eram freqëntemente chamados de Noldoli ou Gnomos. Eles ainda eram chamados de Gnomos nas primeiras edições de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Eles eram também os que falavam a linguagem, então chamada de Noldorin ou Gnômico, que finalmente se tornou o Sindarin das versões mais recentes.

Fonte – WikipediaHistória


Noldor em Valinor

 Os Noldor são tidos como os melhores dentre os Elfos e todos os povos da Terra-média em conhecimento, belicosidade e artíficios. Em Valinor "grandes se tornaram seus conhecimentos e suas habilidades; porém ainda maior foi sua sede por mais conhecimento, e em muitas cosias eles logo suplantaram seus professores. Eram inconstantes na fala, pois tinham grande paixão por palavras, e sempre procuravam encontrar nomes mais apropriados para todas as coisas que eles conheciam ou imaginavam". Eram amados por Aulë, o Ferreiro, e foram os primeiros a descobrir e entalhar gemas. Em contraposto, os Noldor eram também os mais orguhosos dos Elfos; e, pelas palavras dos Sindar, "eles precisavam de espaço para disputas". Seu principal local de habitação foi a cidade de Tirion sobre Túna. Entre os mais sábios dos Noldor estava Rúmil, criador do primeiro sistema de escrita e autor de muitos livros épicos de conhecimento. Fëanor, filho de Finwë e Míriel, foi o maior de seus artífices, "o mais poderoso em habilidade com palavra e mão", e criador das Silmarils.

 Os Noldor foram os mais odiados por Melkor, que invejava sua prosperidade e, sobre tudo, as Silmarils. Então ele se misturou a eles com freqüência, oferecendo conselho, e os Noldor ouviram atentamente, ficando cada vez mais sedentos por conhecimento. Entretanto Melkor semeou mentiras, e ao final a paz em Tirion foi envenenada. Fëanor, tendo se rebelado contra Fingolfin, seu meio-irmão, foi banido, e com ele foi Finwë para morarem em Formenos. Fingolfin permaneceu como o líder dos Noldor de Tirion.

 Porém Melkor ainda tinha outros desígnios a cumprir. Logo após a desavença entre os Elfos, com o auxílio de Ungoliant, ele destruiu as Duas Árvores, e indo até Formenos matou Finwë, roubou as Silmarils e deixou Aman. Fëanor então, movido pelo desejo de vingança, se rebelou contra os Valar e fez um discurso perante os Noldor, persuadindo-os a deixarem Valinor, seguir Melkor até a Terra-média e fazer guerra contra ele para reaver as Silmarils. Ele fez um terrível juramento de perseguir Melkor e assumiu o título de Alto Rei; embora a grande parte dos Noldor ainda tivessem Fingolfin como Rei, eles seguiram Fëanor para não serem separados de seus parentes.
 

 
Exílio na Terra-média

Os Noldor liderados por Fëanor ordenaram que os Teleri os deixassem usar seus navios. Quando os Teleri se recusaram, eles tomaram os navios à força, comentendo o primeiro fratricídio. Um mensageiro dos Valar veio depois e entregou a Profecia do Norte, pronunciando a Maldição sobre os Noldor pelo fratricídio e rebelião e avisando que se eles procedessem, não recuperariam as Silmarils e mais ainda, que seriam mortos e atormentados pelo pesar. Nesse ponto, alguns dos Noldor que não tiveram participação no Fratricídio, incluindo Finarfin, filho de Finwë e Indis, retornaram para Valinor, e os Valar os perdoaram. Outos Noldor liderados por Fingolfin (alguns deles não tiveram culpa alguma no Fratricídio) permaneceram determinados a deixar Valinor e ir para a Terra-média. O que mais se destacou dentre esses outros foi Finrod, filho de Finarfin.

Os Noldor liderados por Fëanor cruzaram o mar até a Terra-média, deixando aqueles liderados por Fingolfin para trás. Quando chegou na Terra-média, Fëanor queimou os navios. Quando os Noldor liderados por Fingolfin descobriram a traição, eles foram mais para o norte e cruzaram o mar pelo Gelo Rangente, o que lhes custou muitas vidas. Com as Duas Árvores destruidas por Melkor, a saída dos Noldor das Terras Imortais marcou o fim dos Anos das Árvores, e o começo dos Anos do Sol, quando os Valar criaram a Lua e o Sol a partir da última flor de Telperion e último fruto de Laurelin.

A companhia de Fëanor foi logo atacada por Morgoth (nome dado a Melkor por Fëanor). Quando Fëanor avançou longe demais de seus guarda-costas durante a Batalha sob as Estrelas, ele foi atacado por muitos Balrogs, incluindo Gothmog, que havia sido enviado de Angband, a fortaleza do inimigo ao norte. A pesar de ter batalhado com bravura, Fëanor foi ferido mortalmente e teria sido capturado e levado para Angband se não fosse pela rápida chegada de seus filhos. No entanto Fëanor morreu enquanto era levado de volta para seu próprio povo.

Devido ao fato de Fëanor ter levado os navios e deixado os Noldor liderados por seu meio-irmão no lado oeste do mar, as casas reais dos Noldor começaram a brigar, porém Fingon, filho de Fingolfin, salvou Maedhros, filho de Fëanor, do aprisionamento de Melkor e a disputa foi encerrada. Maedhros era hedeiro direto de Fëanor, mas ele se arrependeu de ter tomado parte no Fratricídio e deixou a sucessão da Alta Monarquia dos Noldor para seu tio Fingolfin, que se tornou o primeiro Alto Rei dos Noldor na Terra-média. Seus irmãos não concordaram com isso, e começaram a referirem-se a sí próprios como os Despojados, pois a Alta Monarquia havia sido tirada deles.

A Noroeste da Terra-média os Noldor fizeram aliança com os Sindar, os Elfos de Beleriand, e mais tarde com os Homens das Três Casas dos Edain. Fingolfin reinou por bastante tempo na terra de Hithlum, e seu filho mais novo, Turgon, construiu a Cidade Escondida de Goldolin. Os filhos de Fëanor governaram as terras em Beleriand Oriental, enquanto Finrod, filho de Finarfin, era Rei em Nargothrond e seus irmãos Angrod e Aegnor governavam Dorthonion. O reinado de Fingolfin foi marcado por guerras contra Morgoth e no ano 60 da Primeira Era do Sol, após a vitória na Dagor Aglareb, os Noldor começaram o Cerco de Angband, a grande fortaleza de Morgoth. No ano 455, o Cerco foi rompido por Morgoth na Batalha da Chama Súbita, na qual os reinos Élficos do nordeste foram conquistados. Fingolfin em desespero foi até Angband e desafiou Morgoth para um combate. Ele feriu Morgoth sete vezes mas pereceu e foi sucedido por seu filho mais velho, Fingon, que se tornou o segundo Alto Rei dos Noldor em Beleriand.

No ano 472, Maedrhos organizou um ataque surpresa contra Morgoth e isso levou à Nírnaeth Arnoediad, a Batalha das Lágrimas Incontáveis. Traído pelos recém-chegados Orientais, as forças dos Noldor, Sindar e Edain foram completamente derrotadas. Fingon, o Valente foi morto e sucedido por seu irmão Turgon.

Morgoth espalhou as forças remanescentes dos Filhos de Fëanor e, em 495, Nargothrond também foi devastada. Turgon recuou para Gondolin que havia sido mantida escondida de Morgoth e dos outros Elfos. Em 510, Gondolin foi traída por Maeglin e saqueada. Durante o ataque Turgon foi morto; porém, muitos de seu povo escaparam e acharam seu caminho para o sul. Turgon não tinha filhos então Gil-galad, último sobrevivente do sexo masculino da linhagem de Fingolfin, se tornou o quarto e último Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

Finalmente os Valar vieram para a Terra-média e, nos anos 545-583, a Guerra da Ira foi travada e Morgoth jogado no Vazio. Porém Beleriand afundou sob o mar, exceto por uma parte de Ossiriand (Lindon), e umas poucas ilhas. A derrota de Morgoth marcou o fim da Primeira Era e o início da Segunda Era do Sol.
 

 
Segunda e Terceira Eras

A maioria dos Noldor viajaram de volta para Aman ao final da Primeira Era, mas alguns, como Galadriel (filha de Finarfin) e Celebrimbor (neto de Fëanor), recusaram o perdão dos Valar e permaneceram na Terra-média. Gil-galad fundou um novo reino em Lindon, e governou durante a Segunda Era, mais do que qualquer um dos Altos Reis, exceto por Finwë. Ele também foi aceito como Alto Rei pelos Noldor de Eregion. Porém, após um tempo, Sauron assumiu o lugar de seu mestre Morgoth como Senhor do Escuro e, com o auxílio do Anel Governante, ele fortificou Mordor e começou a longa guerra com os Elfos remanescentes. Ele atacou Eregion, a destruindo completamente, mas foi enfrentado em Valfenda e Lindon. Com o auxílio dos Numenoreanos, os Noldor conseguiram derrotá-lo por um tempo.

Entretanto, no ano 3319 da Segunda Era, Númenor caiu por causa da rebelião de Ar-Pharazôn contra os Valar, na qual Sauron teve grande participação. Quando Elendil com seus filhos escapou para a Terra-média e estabeleceu os reinos de Arnor e Gondor, Sauron tentou conquistar Gondor antes que ela se enraizasse. Ambos Elendil e Gil-galad marcharam em direção de Mordor na Última Aliança de Homens e Elfos e derrotaram Sauron na Batalha de Dagorlad e finalmente no Cerco de Barad-dûr. Lá Gil-galad pereceu, e assim terminou a Alta Monarquia dos Noldor. Nenhum Alto Rei foi eleito, pois ninguém assumiu o trono e por essa razão, a Alta Monarquia dos Noldor foi dita como passada sobre o mar, para os Noldor em Valinor, governados por Finarfin, o terceiro filho de Finwë que nunca deixou as Terras Imortais. Na Terra-média dos descendentes de Finwë, apenas Galadriel e Elrond meio-Elfo permaneceram (e os Reis Numenoreanos através do irmão gêmeo de Elrond, Elros).

Na Terceira Era, os Noldor na Terra-média minguaram, e ao final da Terceira Era as grandes comunidades dos Noldor remanescentes na Terra-média eram apenas Valfenda e Lindon. Seu destino de desaparecerem para sempre do Mundo foi compartilhado por todos os Elfos

 

Altos Reis dos Noldor

 

* Em Valinor:

 
   1. Finwë, primeiro Alto Rei.

   2. Fëanor, primeiro filho de Finwë; assumiu o título após a morte de seu pai.

   3. Fingolfin, segundo filho de Finwë; tido como o Alto Rei pela maioria dos Noldor.

   4. Finarfin, terceiro filho de Finwë; governou os Noldor remanescentes em Aman.

 

* Na Terra-média:

 
   1. Fingolfin, após Maedhros, filho de Fëanor, desistir do título.

   2. Fingon, primeiro filho de Fingolfin.

   3. Turgon, segundo filho de Fingolfin.

   4. Gil-galad, filho de Fingon, filho de Fingolfin, o último Alto Rei dos Noldor no exílio.

 

Não é sabido exatamente como Finwë se tornou Alto Rei: ele pode ter sido descendente do primogênto Noldorin "Tata", ou simplesmente ter sido aceito como líder baseado em seu status como embaixador para os Valar. Os Noldor tiveram muitas casas principescas além daquela de Finwë: Glorfindel de Gondolin e Gwindor de Nargothrond, embora não sejam parentes de Finwë, foram príncipes por direito próprio. Essas casas menores não tinham reinos, todavia, todos os reinos Noldorin de Beleriand e mais tarde Eriador foram governados por um descendente de Finwë.

Os Homens descendentes de Elros (os Reis de Arnor e Gondor) agora usavam o título Alto Rei, embora não haja indicação que isso se refira algo mais além do que uma Alta Monarquia sobre os Dúnedain. Como os descendentes através da linhagem feminina de Elros e seu irmão, Elrond, não eram considerados elegíveis, e Elrond de fato nunca assumiu a Monarquia.

Talvez seja notável que Galadriel, a última da Casa de Finwë na Terra-média (além de Elrond meio-Elfo) e tia-avó de Gil-galad, também nunca tenha assumido um título de rainha, menos ainda o título de Alta Rainha. De fato, o único Reino Élfico conhecido na Terra-média após a Segunda Era  era o reino Silvan da Floresta das Trevas, governado pelo Sinda Thranduil.

 
 

Outras versões do legendarium
 

Nas primeiras versões do legendarium da Terra-média, os Noldor eram freqëntemente chamados de Noldoli ou Gnomos. Eles ainda eram chamados de Gnomos nas primeiras edições de O Hobbit e O Senhor dos Anéis. Eles eram também os que falavam a linguagem, então chamada de Noldorin ou Gnômico, que finalmente se tornou o Sindarin das versões mais recentes.

 

Fonte:  Wikipedia

 

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Elfos de Tolkien

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No legendarium de J. R. R. Tolkien, um Elfo é um indivíduo membro de uma das raças que habita as terras de Arda. Eles aparecem em O Hobbit e em O Senhor dos Anéis, mas a sua história mais complexa é descrita por completo apenas em O Silmarillion, editado e publicado após a morte de Tolkien. Mais detalhes sobre eles são dados nos outros trabalhos do autor, editados e publicados desde então, tais como Contos Inacabados e The History of Middle-earth (12 volumes). The History of Middle-earth também revela sua história textual e conceitual, como Tolkien havia escrito sobre os Elfos antes de O Hobbit ser publicado.

Desenvolvimento

 

Primeiras escritas

Tradicionais fadas dançantes da era Vitoriana e Elfos aparecem em muitas das primeiras poesias de Tolkien, e têm influência em seus trabalhos mais recentes em parte devido à influência de uma produção de Peter Pan, de J. M. Barrie em Birmingham em 1910 e sua familiaridade com o trabalho do poeta católico místico, Francis Thompson, que Tolkien adquiriu em 1914. Como filólogo, o interesse de Tolkien em línguas o levou a inventar várias linguagens próprias como passatempo. Ao considerar a natureza de quem virá a falar essas línguas, e que histórias eles venham a contar, Tolkien mais uma vez voltou ao conceito dos Elfos.

 

O Livro dos Contos Perdidos (c. 1917-1927)

Nas primeiras formas das estórias que apersentam contexto para as linguagens Élficas, O Livro dos Contos Perdidos, Tolkien desenvolve um tema no qual a diminuta raça parecida com fadas, os Elfos, foram um grande e poderoso povo, e como os Homens tomaram o mundo e esses Elfos ”diminuíram”. Esses Elfos maiores são influenciados por aqueles das mitologias do norte da Europa, especialmente os semi-deuses do tamanho de humanos, Ljósálfar Nórdico, e são derivados de trabalhos medievais como Sir Orfeo, Mabinogion Gaulês, romances Arthurianos e as lendas de Tuatha Dé Danann. John Garth também referenciou o Tuatha Dé Danann ao sugerir que Tolkien estava essencialmente rescrevendo as tradições dos contos Irlandeses.

A mitologia céltica teve grande influência nos escritos de Tolkien sobre Elfos e algumas das estórias que ele escreveu como ‘lendas Élficas’ são diretamente influenciadas por ela. Por exemplo, o “Vôo dos Noldoli” é baseado no Tuatha Dé Danann e Lebor Gabála Érenn, e sua natureza migratória vêm das primeiras histórias Irlandesas/Célticas. O nome ‘Inwe’ (no primeiro rascunho – ‘Ing’), dado por Tolkien para o mais velho dos Elfos e seu clã é similar ao nome encontrado na mitologia Nórdica como “Ingwi-Freyr” (e Ingui-Frea no paganismo Anglo-Saxão), um deus que recebe Álfheim (o mundo Élfico) para governar como presente. Terry Gunnell também diz que a relação entre belos navios e os Elfos é remanescente de Njörðr e Skíðblaðni, navios de Freyr.
Os Elfos maiores também são inspirados pela teologia católica de Tolkien – ao representar o estado do Homem no Eden que ainda não havia caído – similares a humanos, porém mais belos e sábios, com maiores poderes espirituais, sentidos intensificados e uma empatia mais próxima com a natureza.
Tolkien escreveu sobre eles:
Eles são todos feitos pelo homem em sua própria imagem e semelhança; mas libertos daquelas limitaões que ele sente pesarem mais sobre ele. Ele são imortais, e sua vontade é diretamente efetiva para o alcançe de imaginação e desejo.
No Livro dos Contos Perdidos Tolkien inclui os mais sérios tipos ‘medievais’ de Elfos, como Fëanor e Turgon, junto com os Elfos do tipo Jacobino, mais frívolos, como os Solosimpi e Tinúviel. Ele também mantém o uso do termo Céltico e popular ‘fada’ para as mesmas criaturas. Junto com a idéia dos Elfos maiores, Tolkien também desenvolveu a idéia de crianças visitando Valinor, a ilha que é a terra dos Elfos em seu sono. Elfos também visitariam as crianças de noite e as confortariam se tivessem sido reprimidas ou estivessem chateadas. Esse tema, ligando Elfos com sonhos de crianças e viagens noturnas foi completamente abandonado.
O Hobbit (c. 1930-1937)
Junto com o Livro dos Contos Perdidos, Douglas Anderson mostra que em O
Hobbit, Tokien novamente inclui os mais sérios tipos ‘medievais’ de Elfos, como Elrond e o rei dos Elfos da Floresta das Trevas, e os mais frívolos, como aqueles de Valfenda.
O Quenta Silmarillion (c. 1937)
Em 1937, tendo o seu manuscrito para O Silmarillion rejeitado por um editor que desprezou todos os nomes “com origens celta” que Tolkien havia dado a seus Elfos, Tolkien negou que os nomes tivessem tal origem:

Não é necessário dizer que não são Celtas! Nem o são os contos. Eu conheço coisas Célticas (muitas em sua linguagem original, Irlandês e Gaulês), e sinto por eles um certo desgosto: mais por sua fundamental falta de razão. Eles têm cores brilhantes, mas são como uma janela com vidros manchados e quebrados, reunidos sem design. Eles são, de fato, ‘loucos’ como o seu leitor diz – mas eu não acredito que eu seja. (Carpenter 1981, 26).

Dimitra Fimi porpõe que esses comentários são um produto de sua Anglofilia mais do que um comentário sobre os textos própriamente ditos ou sua influência atual sobre seus escritos, e cita evidência para esse efeito em seu ensaio Elfos “Loucos” e ”beleza esquiva”: algumas vertentes da mitologia Céltica de Tolkien.
O Senhor dos Anéis (c. 1937-1949)
Terry Gunner nota que os títulos dos deuses germânicos Freyr e Freyja (senhor e senhora) também são dados a Cleborn e Galadriel em O Senhor dos Anéis. De acordo com Tom Shippey a diminuição do tema, de Elfo para ”Fada” resurge em O Senhor dos Anéis no diálogo de Galadriel. Escrito em 1954, a meio caminho de provar O Senhor dos Anéis, Tolkien assumiu que a linguagem Élfica Sindarin tinha:
… um caráter linguístico muito parecido (embora não seja idêntico) com o Britânico-Gaulês … pois parecia se encaixar mais no tipo ‘Celta’ de lendas e estórias ditas por seus usuários. (Carpenter 1981, 26)”.
Na mesma carta, Tolkien chega a dizer que os Elfos tinham pouco em comum com os elfos europeus ou Fadas, e que eles realmente representam homens com uma maior habilidade artística, beleza e um maior tempo de vida. Tolkien também diz que a linhagem de sangue Élfico era a única afirmação de ‘nobreza’ que os Homens da Terra-média podem ter. Tolkien também escreveu os Elfos de O Senhor dos Anéis como sendo os primeiros culpados por muitas das doenças da Terra-média, tendo criado independentemente os Três Anéis com o intuito de evitar que seus domínios nas terras mortais fossem ‘se acabando’ e a inevitavel mudança
e novo crescimento

História

1 – Origens.

Originalmente, nas décadas de 1910 e 1920, Ingwë, Finwë e Elwë (seus nomes finais) eram os mais velhos dos Elfos. Em 1959 ou 1960, Tokien escreveu um relato detalhado do despertar dos Elfos, chamado Cuivienyarna, parte de Quendi e Eldar. Ingwë, Finwë e Elwë agora se tornaram os primeiros embaixadores e Reis dos Elfos. Esse texto somente foi impresso em A Guerra das Jóias, parte da série analítica The History of Middle-earth, em 1994, porém uma versão similar foi incluída em O Silmarillion em 1977. De acordo com o primeiro relato, os primeiros Elfos foram despertados por Eru Ilúvatar perto da baia de Cuiviénen durante os Anos das Árvores na Primeira Era. Eles despertaram sob um céu estelado, pois o Sol e a Lua ainda não haviam sido criados. Os primeiros Elfos a despertarem formaram três pares: Imin (“Primeiro”) e sua esposa Iminyë, Tata(“Segundo”) e sua esposa Tatië e Enel (“Terceiro”) e sua esposa Enelyë.

Imin, Tata e Enel e suas esposas se agruparam e andaram pelas florestas. Eles encontraram seis, nove e doze pares de Elfos, e cada ”patriarca” assumiu os pares como seus parentes respectivamente. Os Elfos, agora em um grupo maior, viviam às margens dos rios, e inventaram poesia e música no continente da Terra-média. Fazendo mais longas viajens, eles encontraram dezoito pares de Elfos que observavam as estrelas, cujo grupo Tata assumiu como “seu”. Esses são altos e de cabelos negros, os pais da maioria dos Noldor. Os noventa e seis Elfos inventaram muitas novas palavras. Continuando sua jornada, encontraram vinte e quatro pares de Elfos, cantando sem linguagem, e Enel os incluiu em seu povo. Esses são os ancestrais de muitos dos Lindar ou ”cantores”, mais tarde chamados de Teleri. Eles não encontraram mais Elfos; o povo de Imin, o grupo menor, são os ancestrais dos Vanyar. Ao final os Elfos eram 144. Pelo fato de os Elfos terem sido encontrado em grupos de doze, doze se torna a sua base numérica e 144 seu maior número (por um bom tempo), e nenhuma das linguagens Élficas recentes tem um nome comum para um número maior.
Foram descobertos pelo Vala Oromë, quem levou a notícia de seu despertar para Valinor. O Silmarillion afirma que Melkor, o Senhor do Escuro, já havia capturado alfuns Elfos errantes e os desfigurado e mutilado até se tornarem Orcs. Todavia, Tolkien acabou ficando desconfortavel com essa origem Élfica e criou diferentes teorias sobre a origem dos Orcs.
2 – Divisão.
Os Valar decidiram convocar os Elfos para Valinor ao invés de os deixarem morando no lugar onde eles despertaram, perto do Lago Cuiviénen na extremidade oriental da Terra-média. Eles enviaram Oromë, que levou Ingwë, Finwë e Elwë como embaixadores para Valinor. Ao retornarem para a Terra-média Ingwë, Finwë e Elwë convenceram uma grande hoste a fazerem a jornada para Valinor. Nem todos os Elfos aceitaram a convocação, e os que ficaram foram conhecidos como os Avari, “os Relutantes”.
Os outros foram chamados Eldar, o Povo das Estrelas por Oromë, e eles aceitaram Ingwë, Finwë e Elwë como seus líderes, e se tornaram, respectivamente, os Vanyar, Noldor e Teleri. Em sua jornada, alguns dos Teleri temeram as Montanhas Nebulosas e não se atreveram a cruzá-la, voltaram para trás e permaneceram nos vales do Anduin, e foram chamados de Nandor, liderados por Lenwë. Oromë liderou os outros através das Montanhas Nebulosas e Montanhas Azuis até Beleriand. Lá Elwë se perdeu, e os Teleri ficaram para trás procurando por ele. Os Vanyar e Noldor caminharam até uma ilha flutuante que foi rebocada por Ulmo até Valinor.
Após anos, Ulmo voltou para Beleriand para buscar os remanescentes Telei. Como Elwë ainda não havia sido encontrado, uma grande parte dos Teleri elegeram seu irmão, Olwë, como seu líder e foram levados para Valinor. Laguns Teleri ficaram para trás, ainda procurando por Elwë, e outros ficaram nas praias, sendo chamados por Ossë. Eles elegeram Círdan como seu líder e se tornaram os Falathrim. Todos os Teleri que ficaram em Beleriand mais tarde foram chamados de Sindar.
3 – Exílio.
Em Valinor, Fëanor, filho de Finwë, e o maior dos Noldor, criou as Silmarils nas quais ele colocou parte da luz das Duas Árvores que iluminavam Valinor. Após três eras nos Salões de Mandos, Melkor foi libertado. Ele espalhou sua maldade e no final assassinou Finwë e roubou as Silmarils. Fëanor então o chamou de Morgoth (O Inimigo Escuro) e, junto com seus sete filhos, fez um juramento para trazer as Silmarils de volta e liderou um imenso exército dos Noldor até Beleriand.
4 – Guerras de Beleriand
Em Beleriand, Elwë foi finalmente encontrado, e casou-se com Melian, a Maia. Ele se tornou o senhor de Beleriand, renomeando-se Thingol (Manto Cinzento). Após a Primeira Batalha de Beleriand, durante a primeira ascenção da Lua, os Noldor chegaram em Beleriand. Eles fizeram um cerco ao redor de Angband, a fortaleza de Morgoth, mas foram derrotados ao final.
Então Eärendil, o Marinheiro, um meio-Elfo da Casa de Finwë, navegou para Valinor para pedir ajuda aos Valar. Então a Punição dos Elfos foi esquecida e os Valar começaram a Guerra da Ira, na qual Morgoth foi finalmente derrotado.
5 – Segunda e Terceira Eras
Após a Guerra da Ira, os Valar tentaram convocar os Elfos de volta para Valinor. Muitos atenderam à convocação, mas alguns ficaram. Durante a Segunda Era eles fundaram os Reinos de Lindon, Eregion e Floresta das Trevas. Sauron, antigo servo de Morgoth, fez guerra contra eles, porém com o auxílio dos Numenóreanos, os Elfos o derrotaram. Durante o final da Segunda Era e começo da Terceira Era eles mantiveram alguns reinos protegidos com a ajuda dos Anéis de Poder, mas após a Guerra do Anel eles ficaram mais fracos e a maioria dos Elfos deixou a Terra-média indo para Valinor. Os trabalhos publicados de Tolkien apresentam algumas dicas contraditórias sobre o que aconteceu aos Elfos da Terra-média após o Um Anel ter sido destruido ao final da Terceira Era.
Após a destruição do Um Anel, o poder dos Três Anéis dos Elfos também chegou ao fim e a Era dos Homens teve início. Elfos que permaneceram na Terra-média foram condenados a um lento declínio até, nas palavras de Galadriel, sumirem e se tornarem um “povo rústico habitante de cavernas” e diminuíram bastante em poder e nobreza. Enquanto o poder dos Noldor remanescentes foi imediatamente diminuido, o ”desaparecimento” de todos os Elfos foi um fenômeno que duriaria centenas e até mesmo milhares de anos; até, de fato, os dias de hoje, quando lampejos ocasionais de Elfos rústicos alimenta nossos contos e fantasias. Existem muitas referências em O Senhor dos Anéis sobre a continuidade da existência dos Elfos na Terra-média durante os primeiros anos da Quarta Era. Elladan e Elrohir, filhos de Elrond, não acompanham seu pai quando o Navio Branco carregando o Portador do Anel e os principais líderes Noldorin navegou dos Portos Cinzentos para Valinor; é dito que eles permaneceram em Lindon por um tempo. É dito também que Celeborn (apêndice A) adicionou a maior parte sul da Floresta das Trevas ao seu reino de Lórien ao final da Terceira Era, porém em algum lugar Tolkien escreveu que Celeborn viveu por um tempo em Lindon antes de finalmente deixar a Terra-média e ir para Valinor.
Tolkien também escreveu que os Elfos se mudaram para Ithilien durante o reinado do Rei Elessar, e auxiliaram na reconstrução de Gondor. Eles moraram primeiro em Ithilien do Sul, perto das praias do Anduin. Também é dito que os Elfos continuaram a morar nos Portos Cinzentos, ao menos por um certo período. Tolkien afirma que Sam Gamgee navegou dos Portos décadas após a partida de Elrond, implicando que alguns Elfos permaneceram em Mithlond naquela época. Legolas também navegou para Valinor após a morte de Elessar, e como é dito em O Senhor dos Anéis, foi o próprio Legolas que construiu o navio.
Em “O Conto de Aragorn e Arwen” que está no Apêndice A, Tolkien descreve uma Terra-média onde muitos Elfos já haviam partido. A maioria daqueles que ficaram viviam na Floresta das Trevas, enquanto apenas uma pequena população havia ficado em Lindon. Aragorn fala do jardim vazio de Elrond em Valfenda. O mais admiravel é que, após a morte natural de Elessar, Arwen vai para uma Lórien descrita como completamente abandonada e desiste de sua vida nesse triste e silencioso cenário.

Ciclo de Vida

Como dito em History of Middle-earth e nas Cartas de Tolkien, Elfos tinham um ciclo de vida diferente do ciclo dos Homens. Muito das informaçõs a seguir refere-se somente aos Eldar, como encontrado em seu ensaio Leis e Costumes entre Eldar, encontrado em O Anel de Morgoth.
1 – Início da Vida.
Elfos nascem após um ano de gestação. O dia de sua concepção é celebrado, não o dia de seu nascimento em si. Suas mentes se desenvolvem mais rápido do que seus corpos; em seu primeiro ano, eles já conseguem falar, andar e até mesmo dançar e o rápido alcance de maturidade mental faz com que os jovens Elfos pareçam, para os Homens, mais velhos do que realmente são. Puberdade física acontece entre seus 50 ou 100 anos (aos 50 eles atingem sua estatura adulta), e aos seus 100 anos de vida fora do ventre todos os Elfos estão completamente desenvolvidos. Os corpos dos Elfos deixam de envelhecer fisicamente enquanto os corpos de Humanos continuam.
2 – Sexualidade, casamento e paternidade.
Elfos se casam livres e por amor logo cedo. Monogamia é praticada e adultério é impensável; eles apenas se casam uma vez (Finwë, primeiro Alto Rei dos Noldor, foi uma exceção ao se casar novamente após a morte de sua primeira esposa) Casais podem escolher seus parceiros mesmo antes de se casarem, se tornando noivos. O noivado é sujeito à aprovação dos pais a menos que os dois sejam adultos e desejem se casar logo, assim o noivado é anunciado. Eles trocam anéis e o noivado dura ao menos um ano e é revogável pela devolução dos anéis; entretanto isso raramente acontece.
Após o noivado formal, o casal indica uma data para o casamento. Apenas as palavras trocadas pela noiva e noivo (incluindo a menção ao nome de Eru Ilúvatar) e a consumação são requisitos para o casamento. Mais formalmente, as famílias do casal celebram o casamento com um banquete. Os dois devolvem seus anéis de noivado e recebem outros para serem usados em seus dedos indicadores. A mãe da noiva dá ao noivo uma jóia para usar (o presente de Galadriel (a Pedra Élfica) para Aragorn reflete essa tradição; ela é a avó de sua noiva, Arwen, pois a mãe dela havia deixado a Terra-média e foi para Valinor após graves abalos  psicológicos quando foi capturada por Orcs e libertada por seus filhos).
Os Elfos vêem o ato sexual como algo extremamente especial e íntimo, pois ele leva à concepção e nascimento de seus filhos. Sexo fora do casamento (mesmo sendo ates) é algo impensável, adultério também nunca houve e a fidelidade entre casais é absoluta. Porém, separação durante a gravidez ou durante os primeiros dias de paternidade (causada por guerra, por exemplo) é tão deprimente para o casal que eles preferem ter filhos em tempos de paz. Elfos vivos não podem ser estuprados ou forçados a manter relações sexuais, antes de isso acontecer eles perderão a vontade de viver e irão para Mandos.
Elfos têm poucos filhos, como regra (Fëanor e Nerdanel foram uma exceção, concebendo sete filhos), e existem intervalos relativamente grandes entre cada filho. Eles logo são preocupados com outros prazeres; sua libido desaparece e eles focam seu interesse em qualquer outra coisa, como artes. Mesmo assim eles sentem grande prazer na união do amor, e eles celebram os dias desde a concepção até a educação dos filhos como sendo os mais felizes de suas vidas. Aparentemente existe apenas um exemplo conhecido de extremo desentendimento entre casais na mitologia de Tolkien. Eöl e Aredhel, no qual Aredhel deixou Eöl sem seu conhecimento, resultando no assassinato dela por Eöl. Todavia, esse casamento estava muito além de ser típico dos Elfos.
3 – Vida Diária.
Os Elfos, particularmente os Noldor, se preocupavam com várias coisas, como trabalho com metais, escultura, música e outras artes, e claro, com o que comer. Os machos e fêmeas podem fazer praticamente as mesmas coisas, entretanto, as fêmeas freqüentemente se especializam nas artes da cura enquanto os machos iam para a guerra. Isso acontece por que eles acreditam que tirar a vida interfere com a habilidade de preservar a vida. Todavia, Elfos não são presos a regras rígidas; fêmeas podem se defender, quando necessário, tão bem quanto os machos, e muitos machos são curadores exímios também, como Elrond.
4 – Vida Adulta.
Eventualmente, se não morrem em batalha ou por alguma outra causa, os Elfos da Terra-média vão se cansando dela e desejam ir para Valinor, onde os Valar originalmente acolheram sua raça. Aqueles que desejam ir para as Terras Imortais geralmente o fazem de barco, que são providenciados nos Portos Cinzentos, onde Círdan, o Armador, vive com seu povo.
5 – “O terceiro ciclo da vida”, envelhecimento e pelos faciais.Apesar das afirmações de Tolkien em O Hobbit de que Elfos (e Hobbits) não têm barba, Círdan de fato possui barba, o que parece ser uma anomalia. Todavia, Tolkien mais tarde descreveu três “ciclos de vida” para os Elfos, por volta da década de 60; Círdan tinha barba por que ele estava em seu terceiro ciclo de vida. (Mahtan, pai de Nerdanel, tinha barba já em seu segundo ciclo de vida, um raro fenômeno). Não é claro o que são exatamente esses ciclos de vida, pois Tolkien não deixou notas explicando mais detalhadamente. Aparentemente, barbas eram o único sinal de um envelhecimento físico além da maturidade.
Ainda assim, Tolkien deve ter mudado de idéia sobre os Elfos terem pelos faciais. Como Christopher Tolkien afirma em Contos Inacabados, seu pai escreveu, por volta de Dezembro de 1972, que o traço Élfico nos Homens, como Aragorn, era “observável na falta de barba daqueles que deles descendessem”, pois “era uma característica de todos os Elfos não ter barba”. Isso praticamente contradiz a informaçção acima. Algumas vezes os Elfos pareciam envelhecer sobre grande stress. Círdan parecia ter envelhecido bastante, pois é descrito como parecendo velho, salvo pelas estrelas em seus olhos; isso pode ser devido a todo o sofrimento que ele viu e viveu desde a Primeira Era. Também, o povo de Gwindor de Nargothrond teve problemas para reconhecê-lo depois de seu tempo como prisioneiro de Morgoth.
6 – Morte
Elfos são naturalmente imortais, e permanecem imutáveis com a idade. Em adição à sua imortalidade, Elfos podem se recuperar de ferimentos que normalmente matariam um Homem comum. Todavia, Elfos podem ser mortos, ou morrer de tristeza e preocupação. Espíritos de Elfos Mortos vão para os Salões de Mandos em Valinor. Após um certo período de tempo e descanso, que servem como “purificação”, seus espíritos são colocados em corpos idênticos aos seus antigos. Porém, eles quase nunca voltam para a Terra-média e ficam em Valinor. Uma exceção foi Glorfindel em O Senhor dos Anéis; como mostrado em livros mais recentes, Tolkien decidiu que ele “renasceu” como herói em O Silmarillion ao invés de um indivíduo com o mesmo nome. Um exemplo raro e mais incomum ainda de um Elfo voltando dos Salões de Mandos é encontrado no conto de Beren e Lúthien, pois Lúthien foi o segundo membro dessa raça a ir de volta para a Terra-média – porém, como mortal. As palavras de Tolkien para ”espírito” e “corpo” são fëa (fëar no plural) e hröa (hröar no plural) respectivamente.
Finalmente, seu espírito imortal irá se apossar e consumir seus corpors, deixando-os sem “forma”, quer eles optem por ir para Valinor ou permanecer na Terra-média. No fim do mundo, todos os Elfos terão de se tornar invisíveis aos olhos mortais, exceto aqueles que desejarem se manifestar. Tolkien chamou os Elfos da Terra-média que escolheram esse processo de “Persistentes”. As vidas dos Elfos apenas duram enquanto o mundo existir. É dito na Segunda Profecia de Mandos que ao final dos tempos os Elfos se juntarão aos outros Filhos de Ilúvatar na canção da Segunda Música dos Ainur. Todavia, é questionável se a Profecia é canônica, e a publicação de O Silmarillion afirma que apenas os Homens deverão participar da Segunda Música, e que o destino final dos Elfos é desconhecido. Porém, eles não acreditam que Eru irá abandoná-los.

Nomes e Convenções de nomeação.

Em O Senhor dos Anéis, Tolkien se faz passar por meramente um tradutor das memórias de Bilbo e Frodo, coletivamente conhecidas como o “Livro Vermelho do Marco Oeste”. Ele diz que aqueles nomes e termos no trabalho (assim como na primeira versão de O Hobbit) que aparecem em Inglês é para serem suas traduções da Língua Comum. Tolkien repetidamente expressou suas dúvidas em relação ao nome “elfo” e suas “associações de um tipo que eu deveria particularmente desejar não estar presente [...] e.g. aqueles de Drayton ou de Um Sonho de Uma Noite de Verão“, para o propósito das traduções afirmando sua preferência de que “a forma mais velha disponível do nome a ser usado, e deixar que ele adquirisse suas próprias associações para os leitores do meu conto“. Ele queria evitar as noções Vitorianas de “fadas” ou más impressões associadas à palavra e buscava as mais elevadas noções de seres “que eram supostos a terem formidáveis poderes mágicos na primeira mitologia Teutônica“(OED viz. o Velho Inglês ælf, do Proto-Germânico *albo-z).
Os Elfos também são chamados de “Primogênitos” (em Quenya Minnónar) ou os “Parentes mais Velhos” (como oposto aos Homens, os Sucessores) pois eles foram “despertados” antes dos Homens por Eru Ilúvatar (Deus). Os Elfos se chamaram de Quendi (“os Falantes”), em honra ao fato de que, quando foram criados, eles foram as únicas criaturas vivas capazes de falar. Os Dúnedain os chamaram de Nimîr (“os Belos”), enquanto seu nome comum em Sindarin era Eledhrim. Em outros escritos, parte de The History of Middle-earth, Tolkien detalha as convenções de nomes Élficos. A palavra Quenya para “nome” era essë. Um Elfo de Valinor tipicamente recebia um nome (ataressë) de seu pai ao nascer. Geralmente refletia o nome do pai ou da mãe, indicando a ascendência da pessoa, à qual mais tarde alguns prefixos distintivos poderiam ser adicionados. Com o Elfo ficando mais velho, ele recebia um segundo nome (amilessë), dado pela mãe. Esse nome era extremamente importante e refletia personalidade, habilidade ou destino, algumas vezes era ‘profético’. O terceiro nome (epessë) ou “nome definitivo” era dado em um estágio mais avançado da vida e não necessariamente por algum parente, como um título de admiração e honra. Em algumas circunstâncias, mais um outro nome era escolhido pelos próprios Elfos, chamado de kilmessë que significa “nome-próprio”. Os “nomes verdadeiros” permaneciam como os dois primeiros, embora um Elfo pudesse ser chamado por qualquer um deles. Nomes de mãe geralmente não eram usados por aqueles que não conheciam bem o Elfo. Na história e canção recente qualquer um dos quatro puderia se tornar o mais usado e reconhecido.
Após o seu Exílio na Terra-média e adoção do Sindarin como a fala diária, muitos dos Noldor também escolheram para sí um nome que se encaixava no estilo daquela linguagem, traduzindo ou alterando um de seus nomes Quenya. Um sobrenome patriarquico também é usado – o nome do pai com o sufixo “-ion” sendo adicionado. Dessa forma, Gildor Inglorion significa “Gildor, filho de Inglor”.
Vários exemplos incluem:
  • Galadriel é a tradução Sindarin de Alatáriel, o Telerin Quenya epessë originalmente dado à ela por Celeborn, que significa “Donzela Coroada por uma Grinalda Radiante”. Seu nome-paterno é Artanis (mulher nobre) e seu nome-materno é Nerwen (donzela-homem).
  • Maedhros, o filho mais velho de Fëanor, foi chamado Russandol (cabelo de cobre) por seus irmãos: Ele adquiriu esse epessë por causa de seu cabelo avermelhado. Seu nome-paterno era Nelyafinwë (Finwë Terceiro: o nome-paterno de Fëanor era (Curu)Finwë), e seu nome-materno Maitimo (o de bela forma). Maedhros é uma mistura no Sindarin de partes de seu nome-materno e seu epessë.
  • Finrod é geralmente conhecido como Felagund (cavador de cavernas), um nome que os Anões deram a ele (originalmente Felakgundu) devido à suas moradas em Nargothrond. Finrod adotou o nome, e fez dele um título de honra.
  • Círdan (Armador de Navios) é o epessë de um Elfo Telerin que permaneceu em Beleriand, e mais tarde Lindon, até o fim da Terceira Era. Seu nome original era raramente lembrado, apenas em tradições, como Nowe, e ele era conhecido sempre como Círdan, um título que havia sido dado a ele como Senhor das Falas.
Linguagens Élficas.Tolkien criou muitas linguagens para os Elfos. Seu interesse era primeiramente folológico, e ele disse que suas estórias cresceram a partir de suas linguagens. De fato, as linguagens foram a primeira coisa que Tolkien havia criado para seus mitos, começando com o que ele originalmente chamou “Qenya”, a primeira forma primitiva de Élfico. Essa foi chamada mais tarde de Quenya (Alto Élfico) e, junto com Sindarin (Élfico Cinzento), é uma das mais completas linguagens de Tolkien. Em adição à essas duas ele também criou muitas outras (parcialmente derivadas) linguagens. Elfos também são tidos como os criadores dos escritos rúnicos Tengwar (por Fëanor) e Cirth (Daeron).
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Vanyar

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Nos trabalhos de J. R. R. Tolkien, os Vanyar são os mais belos e nobres dos Altos Elfos. Eles são o menor dos três clãs dos Eldar, e foram os primeiros a chegar em Aman. De acordo com a lenda, o clã foi fundado por Imin, o primeiro Elfo a despertar em Cuiviénen, sua esposa Iminyë, e seus doze companheiros; porém foi Ingwë, o primeiro Vanya a viajar com Oromë para Valinor, quem se tornou seu rei. Eles falavam Quendya, um dialeto de Quenya encontrado apenas em Valinor.

O nome Vanyar (singular Vanya) singifica “(o) Belo” em Quenya, se referindo ao seu cabelo dourado (o significado original da palavra “vanya” mais aproximado de “claro/pálido’). São conhecido às vezes, particularmente entre si próprios, pelo seu nome original, Minyar, que significa “os Primeiros”. A palavra “vanya” em Quenya também é listada como um verbo que significa “partir/deixar/desaparecer”, que pode ter surgido devido à quase completa desaparição desse clã no começo da história Élfica, ou devido ao substantivo “vanya(r)” tempos depois. No entanto, não se sabe se esse é o caso, e parece que Tolkien acabou por usar “vanya” como verbo em suas últimas concepções de Quenya.
História
De acordo com a lenda Élfica Cuiviényarna, os Vanyar são descendentes de Imin, o primeiro Elfo a despertar em Cuiviénen, sua esposa Iminyë, e seis outros pares de Elfos que foram despertados por eles. Os companheiros de Imin, Tata e Enel, mais tarde despertaram grupos de nove e doze pares respectivamente, e Imin decidiu que agora seu grupo seria contado como terceio ao invés de primeiro pois seu grupo era o menor e cada grupo que ele e seus companheiros descobriram era maior do que o anterior. Porém, apenas mais dois grupos foram descobertos, deixando o grupo de Imin, com quatorze membros, como o menor dos três clãs Élficos.Quando os Elfos foram descobertos por Oromë, cada clã escolheu um embaixador para retornar com ele para Valinor e verificar suas alegações de grandiosidade. Os Minyar (companheiros de Imin) enviaram Ingwë e quando ele reotrnou, seu povo foi seduzido por seu testemunho e o aceitaram como seu rei (bastante apropriado, pois o nome Ingwë significa líder em Quenya), e ele os liderou com Oromë para Aman. Ingwë foi então reconhecido como Alto Rei de todos os Elfos, e se tornou conhecido como Ingwë Ingweron, o “Líder dos Líderes”, e seu povo foi conhecido pelo resto dos Eldar como os Vanyar. Ele vive com eles aos pés da Taniquetil, abaixo dos salões de Manwë.

Após chegarem em Aman, os Vanyar foram raramente vistos pelos outros Elfos. Poucos Vanyar foram conhecidos indivialmente além de Imin, Ingwë e sua irmã (possívelmente sobrinha) Indis, a segunda esposa de Finwë (o rei dos Noldor) e mãe de Fingolfin e Finarfin, sendo Finarfin aquele que fundou a única casa dos Elfos Noldorin a terem os cabelos dourados dos Vanyar. Após o assassinato de seu marido por Melkor em seu ataque a Formenos, ela retornou para o seu povo, junto com sua filha Findis.

Os Vanyar puros somente foram vistos na Terra-média uma vez após a sua partida, quando o filho de Ingwë, Ingwion, conduziu uma hoste armada de seu povo de Valinir para lutar na Guerra da Ira (essa provavelmente foi também a unica vez em que Vanyar e Homens se encontraram). Eles retornaram para Aman, junto com a maioria dos Eldar que viviam na agora devastada Beleriand, ao final da Primeira Era.

Embora nenhum Vanyar puro tenha jamais posto os pés na Terra-média após a Grande Jornada, salvo pelos que lutaram na Guerra da Ira, foi através de Indis, a segunda esposa de Finwë e mãe de Fingolfin e Finarfin, que alguns descendentes dos Vanyar vieram para a Terra-média, notavelmente trazendo seus traços marcantes, como seus distintos cabelos dourados de Vanyarin.

Quendya

Como Elfos favoritos de Manwë, os Vanyar teriam se envolvido mais profundamente com os Valar e Maiar do que os Noldor e Teleri, o que presumivelmente teria resultado em ao menos algumas diferenças em sua cultura. O dialeto Vanyarin de Quenya, conhecido como Quendya, leva a sugerir isso, encorporando várias palavras derivadas do Valarin que não são encontradas no dialeto Noldorin, como tulka (“amarelo”, do Valarin tulukha(n)), ulban (“azul”, presumivelmente do mesmo radical Valarin ulu/ullu que sgnifica “água”), nasar (“vermelho”, sem menção ao original Valarin) e miruvózë (a partir de mirubhôzë, do qual também foi derivado miruvor, o cordial* de Valfenda em O Senhor dos Anéis. O Quenya Vanyarin também retém uma acentuação distinta para inflexões substantivas, que foi abandonada na variação exílica Noldorin.

* [N.T.] Cordial pode ser entendido como licor, porém na forma como foi colocada no contexto preferi manter pois, seguindo a Wikipedia, Cordial é qualquer preparação revigorante e estimulante.

Outras versões do Legendarium

Nas primeiras versões da mitologia de Tolkien (veja: The History of Middle-earth), a Primeira Família dos Eldar foi chamada de Teleri, enquanto a Terceira Família, os Elfos conhecidos como Teleri na versão publicada de O Silmarillion, era chamada de Solosimpi. Antes de serem renomeados Vanyar, a Primeira Família era citada em manuscritos como os Lindar (‘Cantores’). Na publicação de O Silmarillion, o nome Lindar foi dado como nome para a Terceira Família como eles se referiam a si próprios, em preferência a algum nome pejorativo dos Teleri (naquela época na evolução do Quenya significando ‘Retardatários’, ‘Últimos’), que era como as outras famílias os chamavam.

Trolls

cavetroll.jpgGrandes criaturas, de grande força, sempre ao serviço do inimigo. Trolls foram humanóides, mas de forma monstruosa na aparência. Eles eram muito mais altos e mais amplos do que os homens. Eles tinham pele escamosa e pé chato sem dedos, e seu sangue era negro.

 

Trolls eram geralmente bastantes estúpidos. Eles não construíam ou
criavam qualquer coisa. Trolls acumulavam muitas riquezas que eles
roubavam, em muitas vezes, eles comiam as pessoas que eles roubavam.
Trolls não tinham sua própria língua, apesar de alguns Trolls de Pedra
em Eriador eram capazes de falar as Língua Comum e Sauron ensinou os
Trolls a trabalharem a seu serviço e utilizarem a Língua Negra.

Trolls eram
incrivelmente fortes e poderosos e difícies de matar. O seu principal
ponto fraco foi que a maioria dos Trolls viraram pedra quastone-troll.jpgndo expostos
à luz solar.

Trolls moravam em Mordor, no sul da Floresta das
Trevas, nas Montanhas Místicas, e também incluindo Moria, e em Eriador
perto da floresta chamada Trollshaws.

Trolls viveram em vários lugares. Havia Caverna-Troll,
Colina-Trolls, e Montanha-Troll. Possivelmente pode ter existido a
Neve-Toll: Mão-de-Martelo foi comparada a um, apesar de não existir
nenhum outro registro de uma tal criatura. Pedra-Troll pode ter sido
uma raça específica de Troll, ou esta pode ter sido um termo geral que
foi aplicado a todos os Trolls que transformaram em pedra, em contato
com a luz solar.

Trolls, talvez, na realidade, originalmente,
foram feitos de pedra. Diz-se que Trolls foram feitos por Morgoth,
possivelmente para imitar os Ents. Tolkien era incerto da sua origem:

"Não
estou certo sobre Trhilltroll.jpgolls. Penso que são meras " falsificações" e,
portanto, eles … retornam a uma mera imagem de pedra quando não no
escuro. Mas existem outros tipos de Trolls, além destas, são bastantes
ridículos, se brutal, Pedras-trolls, na qual são sugeridas outras
origens."

Cartas de J.R.R. Tolkien: Carta #153

De "outros tipos de Trolls", Tolkien aparentemente teve em vista o Olog-hai, uma raça superior de Troll criado por Sauron, no final da Terceira Era. Não é conhecido o método ou ação utilizado por Sauron neste novo tipo de Troll. Em uma nota não publicada, no que parece ser uma referência para os Olog-hai, Tolkien sugere que: "Parece-me evidente que eles eram corruptos de tipo primitivo humano."(HOME X p.414)

Os Olog-hai podtrollshaws.jpgeriam resistir a luz solar, e eles tinham mais astúcia dos que os outors Trolls. Eles eram grandes e poderosos e suas peles eram tão duros como pedra. Eles aprenderam a Língua Negra, embora eles raramente falasse. Eles viviam perto da fortaleza de Sauron: Dol Guldur no sul da Floresta das Trevas e nas montanhas de Mordor. Os Olog-hai ficavam inteiramente sob comando e das ações de Sauron, apenas a seu serviço.

A Sociedade encontrou-se com Trolls, várias vezes, durante a sua demanda. Em Moria, eles foram atacados por um Caverna-Troll, que Frodo esfaquiou o seu pé.

Montanha-Troll foi detido na Batalha dos Campos de Pelennor e destruiu as portas de Minas Tirith.

Uma grande companhia de Colina-trolls de Gorgoroth lutaram na Batalha do Morannon. Uma vez que a batalha teve lugar durante o dia, estes Colina-trolls talvez, existiram da tensão dos Olog-hai. Os Colina-trolls feriram muitos homens de Gondor com os seus pesados martelos. O Troll-chefe feriu Beregond e mordeu sua garganta, mas Pippin Tûk esfaquiou o Troll com sua espada, que ele, mais tarde, chamou de "Volog-hai.jpgeneno de Troll". Após a batalha, Gimli encontrou Pippin vivo sob a  carcaça de um Troll.

Depois da queda Sauron, os Trolls que estavam ao seu serviço ficaram desatenciosos e sem direção, sem o mal para orientá-los. Alguns sacrificando-se e outros fugiram e se esconderam. No início da Quarte Era, os homens de Gondor e Rohan continuaram a procurar os servos de Sauron, e é provável que, de vez, Trolls deixaram de ser uma ameaça para os povos da Terra Média.