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Vitamina D: a arma secreta dos hobbits

dos89-cb210126Quando você acha que você já viu de tudo, sempre tem uma maluquice nova. Por exemplo, a dos pesquisadores Joseph e Nicholas Hopkinson, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde. A dupla acaba de publicar um artigo científico na revista médica “The Medical Journal of Austrália” com o título “O hobbit – uma deficiência inesperada”. Resumo da ópera: a derrota dos personagens malévolos de “O Hobbit” parece ter uma forte associação com… a deficiência de vitamina D.

A dupla de médicos usou uma estratégia simples e elegante: mapeou os personagens do livro, classificando-os como “vitoriosos” e “derrotados” e “bons” ou “maus” (OK, nada sofisticado até aqui) e depois usou informações do texto para classificar os personagens numa escala de 0 a 4 com respeito aos níveis de vitamina D em seu organismo, com base em seu estilo de vida. Os níveis de vitamina D, é bom lembrar, dependem basicamente da exposição à luz solar, e também, em menor medida, de uma dieta rica em peixes gordurosos, gema de ovo, queijo, carne, fígado e certos cogumelos. A falta de vitamina D, lembram eles, causa problemas ósseos e no sistema de defesa do organismo.

Nas palavras impagáveis da dupla descrevendo sua hipótese de trabalho:

“Uma característica marcante da literatura de fantasia é a vitória dos personagens bons e a derrota dos maus. Enquanto o consenso é atribuir isso a convenções narrativas sobre moralidade e a necessidade de finais felizes, nossa hipótese é que uma grande contribuição para a derrota dos malfeitores nesse contexto é sua aversão à luz solar e sua dieta ruim, que poderia levar à deficiência de vitamina D e, portanto, à redução das capacidades marciais.”

Não preciso dizer que a dieta variada e a vida ao ar livre de Bilbo o deixam em boa situação, assim como ocorre no caso dos anões, de Gandalf (apesar de eles serem fumantes, ressalvam os médicos) e de Beorn. Já Gollum, apesar de comer peixxxxe, fica mal nessa fita, e o mesmo vale para os orcs e para Smaug. (A média dos personagens bons é uma “nota” de 3,4, contra apenas 0,2 dos personagens malévolos).

Como é de praxe em publicações médicas, os autores tiveram de fazer uma declaração de conflito de interesse: “Declaramos que não temos conflitos de interesse a respeito deste trabalho, embora Nicholas Hopkinson curta bastante Game of Thrones na televisão e Joseph Hopkinson tenha lido todos os livros”.

Fëanor

Nascido em Aman durante as Eras das Árvores, morto na Terra-média no ano 1 da na 1ª Era do Sol

“E não lamentavam mais a perda das Árvores do que o desencaminhamento de Fëanor: das obras de Melkor, uma das mais perversas. Pois em todas as partes do corpo e da mente, em valentia, em resistência, em beleza, em compreensão, em talento, em força e em sutileza, no mesmo grau, Fëanor havia sido o mais poderoso de todos os Filhos de Ilúvatar, e nele ardia uma chama brilhante. As obras maravilhosas para a glória de Arda que ele poderia ter criado, se tudo tivesse sido diferente, somente Manwë poderia de certo modo conceber. E os vanyar que estavam em vigília junto aos Valar relataram que, quando os mensageiros repetiram a Manwë as respostas de Fëanor a seus arautos, Manwë chorou e baixou a cabeça”

(Silmarillion: Cap. XI – Do Sol, da Lua e da ocultação de Valinor)


Fëanor foi um príncipe entre os Noldor, filho mais velho e mais amado do Alto Rei Finwë com Míriel, nascido em Tírion. Habilidoso tanto com as palavras quanto com as mãos, era um artesão de renome e um guerreiro fabuloso.

Fëanáro Curufinwë, seu nome original, (hábil espírito de fogo) veio ao mundo sugando toda força vital de sua mãe, que desistiu de viver pouco depois de seu nascimento. Seu pai, o rei, assumiu outra esposa lhe dando dois irmãos: Fingolfin e Finarfin e duas irmãs: Findis e Irimë.

Cresceu de forma rápida e por ser muito talentoso aprendeu com Mahtan os segredos de um bom artesão, casou-se também com sua filha, Nerdanel, tendo com ela sete filhos: Maedhros , Maglor , Celegorm , Caranthir , Curufin , Amrod e Amras.

Com seu ofício, criou suas maiores obras, lâmpadas com luz própria, Palantiri que podiam comunicar-se umas com as outras vendo através de grandes distâncias, mas foi com as Silmarils que teve seu nome mais conhecido e sua ruína decretada!

“Pois Fëanor, atingindo seu poder máximo, foi dominado por uma nova idéia, ou talvez lhe tivesse ocorrido alguma sombra de presságio do triste destino que se acercava. E ele se perguntava como a luz das Árvores, a glória do Reino Abençoado, poderia manter-se imperecível. Começou, então, um trabalho longo e secreto, para o qual recorreu a todo o seu conhecimento, seu poder e sua habilidade sutil. E, ao final de tudo, fez as Silmarils.”

(Silmarilion: Cap. VII – Das Silmarils e da inquietação dos Noldor.)

As Silmarils eram três grandes jóias feitas em Valinor, no qual Fëanor aprisionou a luz emanadas das duas Grandes Árvores, Laurelin e Telperion antes que estas fossem destruídas. No período de sua fabricação, Melkor cumpria sua primeira pena nos salões de Mandos, mas Manwë acreditando em seu arrependimento autorizou sua liberdade.  Dissimulando sua bondade, Melkor usou do ciúmes que Fëanor tinha de seus meio-irmãos para jogar uns contra os outros, e o elfo ameaçou e enfrentou Fingolfin acreditando que este queria seu lugar como herdeiro e suas jóias.

Fëanor em sua inquietação falava em rebelião contra os Valar e começara a fabricar armas, e com isso a farsa de Melkor fora descoberta e Fëanor partiu de Valmar. No exílio ao norte de Valinor, foram com ele seus filhos e seu pai (nada consta de sua esposa), construíram uma grande fortaleza e em seus cofres foram guardadas as Silmarils.

Aproveitando da ausência de Fëanor em sua fortaleza, Melkor a invadiu, roubando as Silmarils e assassinando Finwë, o primeiro dos eldar a ter seu sangue derramado. Neste momento Fëanor amaldiçoou Melkor, chamando-lhe de Morgoth, O Sinistro Inimigo do Mundo.

Convocando os Noldor a seguir consigo, agora como herdeiro de Finwë, Fëanor fez um juramento terrível, com seus sete filhos a seu lado fizeram juntos o mesmo voto. Com o poder do juramento, as oito espadas brilharam vermelhas como sangue.

Fizeram um voto que ninguém deveria quebrar, ou melhor, que ninguém deveria sequer fazer. Caso não o cumprissem, sobre si e suas famílias cairiam as Trevas Eternas. Ainda assim, o fizeram, jurando perseguir até o fim do mundo com sua vingança, focados no ódio para com qualquer vala, demônio, elfo, homem ou qualquer criatura, grande ou pequena, boa ou má, que viesse a surgir até o final dos tempos, quem quer que segurasse, tomasse ou guardasse uma Silmaril, impedindo que eles dela se apoderassem.

Embora seus meio-irmãos fossem contra tal juramento e contra a partida dos Noldor, com ele foi  Fingolfin que fizera um juramento de segui-lo em oportunidade de acertar as diferenças, e não querendo dividir seu povo. Com a mesma idéia seguia Finarfin, porém mais relutante com a partida. Aapenas uma pequena fração se recusou a ir, uns por amor aos Valar, alguns por amor a Tirion e pelas muitas coisas que ali haviam realizado, mas nenhum por medo dos perigos que os aguardavam. Na partida Manwë mandou falar à Fëanor que não mais poderia voltar à Valinor e que conheceria sofrimento e amargura de imensidões desconhecidas, mas Fëanor rebateu chamando Manwë de ocioso e alegando que mesmo que não destruísse Morgoth, lhe causariam sofrimentos maiores que os seus.

No caminho Fëanor tentou convencer os elfos Teleri a seguirem com ele em sua vingança, mas quando os mesmos não se comoveram ou compartilharam com sua demanda, o Noldor lhes roubou os barcos dos Portos de Cisne desencadeando assim uma batalha, onde elfos lutaram uns contra os outros, havendo mais mortes do que podemos mencionar. Entretanto socorrido por seus meio-irmãos e os que os seguiam, derrotaram Teleri, tomando-lhes de vez os barcos e partindo.

A batalha fora conhecida como Fratricídio de Alqualondë. É contado que as lágrimas de Uinen fizeram o mar crescer em fúria afundando e matando muitas das embarcações que fugiam, mas ainda assim, mas a maioria ainda resistiu chegando em Araman. Mas ao longo de sua jornada, viram uma figura escura a qual julgaram ser o vala Mandos, e este lhe lançou uma maldição, a Profecia do Norte ou Condenação dos Noldor. Onde pressagiou um fim sombrio, triste e doloroso para todos da Casa de Fëanor e seus seguidores, bem como o eterno fracasso de seu juramento.

Neste momento, Finarfin abandonou a causa e, recebendo o perdão dos Valar, governou os elfos que com ele permaneceram. Em Araman fica Fingolfin, abandonado por Fëanor quando este se lança ao mar com seus filhos e seguidores nos barcos remanescentes, que eram insuficientes para as duas casas dos meio-irmãos.

Aqui começa a última parte do verdadeiro legado de Fëanor, uma vez que com seus filhos jurou resgatar as jóias e através de tal juramento e da maldição de Mandos nunca teve cumprida sua missão. Fëanor e seus filhos destroem a maior força de orcs seguidoras de Morgoth, e nessa luta, conhecida como a Batalha sob as estrelas.

Após a derrota dos seus inimigos, o espírito de Fëanor queimou dentro de si e o elfo partiu para lutar com Morgoth, mas antes que pudesse realmente atacar Angband encontrou Balrogs em seu caminho, e com eles a morte, pois embora tenha lutado com muitos dos balrogs, chegando a derrotar alguns, foi mortalmente ferido por Gothmog, o Senhor dos  Balrogs, sendo por fim derrotado. Seus filhos ainda o encontraram vivo, porém em ruína, e antes de seu fogo começar a queimar e transformar seu corpo em cinzas, com seu último suspiro, Fëanor amaldiçoou Morgoth e Angband, convocando novamente seus filhos a cumprirem seu juramento.

Seu legado foi deixar o seu povo em Beleriand, que jurou a impossível tarefa de sobrepujar o Senhor do Escuro e recuperar as Silmarils.

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Juramento de Fëanor

Seja ele amigo ou inimigo, seja ele sujo ou limpo,
cria de Morgoth ou brilhante Vala,
Elda ou Maia ou Sucessor,
Homem ainda não nascido sobre a Terra-média,
nem lei, nem amor, nem liga de espadas,
terror nem perigo, nem o próprio Destino
há de defendê-lo de Fëanor, e da raça de Fëanor,
se esconder ou entesourar, ou na mão tomar,
se achar guardar ou se longe jogar
Uma Silmaril. Assim juramos nós todos:
Morte havemos de trazer a ele antes do fim do Dia,
Opróbrio até o fim do mundo! Nossa palavra ouve tu,
Eru Pai-de-Todos! À eterna
Escuridão condena-nos se nosso feito falhar.
Na montanha sagrada ouvi em testemunho
E nosso voto lembrai, Manwë e Varda!

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Fontes: Tolkien Gateway, WikiLingue, The Encyclopedia of Arda, Silmarillion

Smaug O Dourado

Com a crescente fama d’O Hobbit, nada mais oportuno do que traçar um perfil do Vilão maior da história de J.R.R.Tolkien, o dragão Smaug!

Smaug o Dourado foi o grande dragão da Terceira Era, sobrevivendo na Terra Média envolto por tesouros roubados e por ele guardados dentro da Montanha Solitária.

Smaug foi o último dos grandes dragões de fogo, e embora não o último da espécie era dito ser o maior de seu tempo. Estranhamente materialista por ser um dragão, em algum momento ouviu sobre o grande tesouro dos Anões de Erebor. De onde ele veio realmente não se tem certeza, mas no ano 2770 da Terceira Era, Smaug desceu dos céus com todo seu poder de fogo e atacou a Montanha Solitária, destruindo o reino dos anões e povoado vizinho de Dale.

Depois da matança, Smaug se apossou da Montanha Solitária e de tudo o que nela havia. Deitando encima do tesouro e lá permanecendo como se o ouro lhe fosse um ninho.

“A minha armadura é dez vezes como escudos, meus dentes são espadas, minhas garras são lanças, o choque da minha cauda é um raio, as minhas asas são um furacão, e minha respiração é a morte!” (Smaug em O Hobbit)

Smaug parecia ser muito vaidoso, e acreditava em sua própria invulnerabilidade. A mera idéia de que os anões pudessem se vingar  lhe provocara um ataque de riso histérico.  Pode-se dizer que foi apenas sua ganância e preguiça que o impediu de continuar a assolar as terras vizinhas. Não sairia de perto de seu tesouro para se esforçar por pouco.

Entretanto sua crença na invulnerabilidade vinha pelo fato de que sua barriga era realmente tão forte e dura como escudos. De tanto permanecer deitado sobre seu tesouro, pedras e ouro se incrustaram e sua barriga formando uma casca quase impossível de ser penetrada.

“Quase”, pois em um único ponto em sua barriga havia uma falha, um pequeno local onde o ouro e as demais jóias não ficaram presos, deixando ali, sua ruína!

Eis que em um dia em outubro de2941 Smaug acordou perturbado ao notar que uma única taça de todo seu enorme tesouro, lhe havia sido roubada. Perturbado e mais irado do que nunca pois em toda sua vaidade jamais se imaginou sendo enganado.

E essa é a fábula contada em O Hobbit, a história vivida pelo hobbit Bilbo Bolseiro como membro da Comitiva do anão Thorin Escudo de Carvalho para recuperar seu trono e tesouro, como descendente do Grande Rei Sob a Montanha, que Smaug havia expulsado de sua salões tantos anos antes. Comitiva formada com a ajuda do mago Gandalf, que lhes entregara um mapa com uma passagem lateral da montanha e uma chave para que essa passagem fosse aberta, possibilitando assim a entrada da comitiva.

Bilbo, e seu anel mágico (posteriormente reconhecido como o UM, de Sauron) havia ficado invisível e saqueado a taça do tesouro de Smaug. Durante o furto, conversando com o Dragão, para ganhar tempo e lhe provocar olhou o dragão de perto, tendo o cuidado de não ser encontrado. Mas matar Smaug e recuperar o tesouro era de fato o combinado entre a comitiva.

Após tal provocação, Smaug enfurecido, acreditando que Bilbo fazia parte do povo do lago que morava no vilarejo ao lado da montanha, voou para fora da montanha, atacou os anões e Bilbo, que acabaram por serem selados dentro da montanha, e frustrado, partiu para atacar os homens do lago.

E esse foi seu maior erro! Esse foi o último vôo Smaug!

Bilbo havia descoberto a falha de sua invencibilidade e transmitido à Cidade do lago para o herdeiro de outra das vítimas de Smaug, Bard, descendente de Gírion de Dale.  O homem acertou uma flecha no ponto desprotegido do dragão e Smaug caiu derrotado, mas não sem antes devastar a Cidade do Lago como antes havia feito com Dale. Seus ossos ainda puderam ser vistos no fundo do lago durante muitos anos, bem como as jóias que lhe incrustavam o corpo.

A queda de Smaug antecedeu a grande batalha dos Cinco Exércitos, onde homens, elfos, anões e orcs brigavam pelo tesouro, tendo os três primeiros povos se unido ao exército das águias para derrotar os orcs, selando assim o recomeço de uma antiga amizade.

Fontes: Encyclopedia of Arda, The Thain’s Book e Tolkien Gateway

elrondcelebrian

Celebrían

Esposa de Elrond; mãe de Arwen. Celebrían foi a filha de Galadriel e Celeborn, o Senhor e Senhora de Lothlórien. Não se sabe sua data de aniversário. No ano de 109 da Terceira Era, ela casou com Elrond e eles mudaram para Valfenda. Tiveram filhos gêmeos: Elladan e Elrohir, que nasceram em 130 e a filha Arwen nasceu em 241.

Em 2509, Celebrian estava viajando sobre as Montanhas Nebulosas através do Passo do Chifre Vermelho para a casa de seus pais em Lothlorien quando foi capturada por Orcs. Ela foi ferida e atormentada pelos Orcs, antes de seus filhos encontrar e salvá-la. Elrond foi capaz de curar suas feridas físicas, mas Celebrian permaneceu incomodado por suas lembranças, medo e ela não conseguia mais encontrar a alegria da Terra-média. Ela deixou a Terra-média em 2519 e navegou sobre o mar para as Terras Imortais.
Os filhos de Celebrian gastaram muitos anos caçando Orcs, em retribuição ao tormento à sua mãe. Não se sabe se Elladan e Elrohir escolheram permanecer na Terra-Média ou ir para as Terras Imortais. Arwen, filha de Celebrían, escolheu mortalidade e viveu na Terra-média com o marido Aragorn até sua morte. Elrond permaneceu na Terra-média após a queda de Sauron. Em setembro de 3021, ele navegou sobre o Mar para se juntar à sua esposa.
Notas:
Na primeira edição de O Senhor dos Anéis, a data de casamento de Celebrían e Elrond é dada como no ano 100 da Terceira Era. Celebrían é mencionada em “A História de Galadriel e Celeborn” no Contos Inacabados. No entanto, uma vez que existem contraditoriamente versões desse conto, a informação pode não ser considerada totalmente confiável. Em uma versão, Celebrían tinha um irmão chamado Amrogth e Galadriel trouxe seus dois filhos para morarem em Lothlórien entre 1350 e 1400 da Segunda Era. É dito que Elrond conheceu Celebrían quando ela visitou Valfenda por volta de 1701 da Segunda Era e ele caiu de amor com ela em seguida, mas não dizia a ela dos seus sentimentos. Celebrían diz ter acompanhado seus pais para viver em Belfalas.
Nomes e Etimologia:
Celebrían significa “rainha de prata”. A palavra celeb significa “prata”. A terminação rian significa “presente da coroa” de  sendo “coroa” e anna sendo “presente”.

O Rei dos Mortos e Os Mortos

Rei dos MortosFantasmas de Homens que assombraram a Senda dos Mortos. O Rei dos Mortos e seus seguidores já foram Homens vivos. Eles moraram nas Montanhas Brancas e eram conhecidos como os Homens das Montanhas. Eles eram próximos dos Homens da Terra Parda.

Os Homens das Montanhas adoravam Sauron, mas depois que o reino de Gondor foi fundado, em 3320 da Segunda Era, o Rei das Montanhas jurou fidelidade a Isildur. Na Pedra de Erech, o Rei prometeu que iria liderar seus homens nas batalhas contra as forças de Sauron.

Mas quando eles foram convocados durante a Guerra da Última Aliança, o Rei e seus Homens quebraram o juramento e se recusaram a lutar contra seu antigo senhor. Isildur disse ao Rei das Montanhas que ele seria o último rei e ele amaldiçoou os Perjuros, dizendo que jamais descansariam até que o juramento fosse cumprido.

O Rei e seus Homens se esconderam nas Montanhas Brancas. Com o tempo eles morreram, mas seus espíritos continuaram a assombrar as montanhas e o Rei das Montanhas se tornou conhecido com o Rei dos Mortos. Os Mortos habitaram na passagem sob as montanhas conhecidas como o Caminho dos Mortos.

Em 8 de março de 3019, Aragorn e a Companhia Cinzenta entraram na Sendas dos Mortos. Aragorn convocou os Mortos para seguí-lo até a Pedra de Erech e assim fizeram. Na escuridão na Pedra de Erech, os Mortos perguntaram para Aragorn porque ele tinha vindo e ele respondeu:

Para cumprir nosso juramento e ter paz. (RdR, p.50)

Aragorn então revelou-se o herdeiro de Isildur e chamou os Mortos para combater as forças de Sauron.

Os Mortos seguiram Aragorn até o porto de Pelargir sobre o Anduin, uma jornada de aproximadamente 280 milhas. Lá eles encontraram a frota de Corsários de Umbar que eram alidados de Sauron. Ao comando de Aragorn, os Mortos embarcaram nos navios e os Corsários fugiram com medo da presença deles. Aragorn usou a frota para ir como auxílio em Minas Tirith durante a Batalha dos Campos de Pelennor.

Após a frota ser capturada, os Mortos foram até Aragorn e ele declarou que o juramento fora cumprido e que poderiam finalmente descansar.

Nota sobre o filme:
Na versão cinematográfica de O Senhor dos Anéis, os Mortos seguem Aragorn em todo caminho para Minas Tirith e luta na Batalha dos Campos de Pelennor.

Nomes e Etimologia:
O Rei dos Mortos foi originalmente chamado de Rei das Montanhas e seus seguidores eram os Homens das Montanhas. Eles ficaram conhecidos como os Perjuros porque se recusaram a lutar contra Sauron, como haviam prometido. Eles também eram chamados de Homens Mortos da Terra Parda porque a estrada para a Senda dos Mortos era em Terra Parda. Também conhecidos como os Mortos, ou Mortos Inquetos, o Exército Cinzento, o Exército da Sombra e os Homens da Sombra.

Fontes:

  • O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, página 50

Caranthir

feanor.gifCaranthir era o quarto filho de Fëanor. Nasceu nas Terras Imortais durante os Anos das Árvores. Sua mãe era Nerdanel e ele tinha três irmãos mais velhos (Maedhros, Maglor e Celegorm) e três irmãos mais novos (Curufin, Amrod e Amras). Caranthir tinha uma esposa cujo nome não é conhecido.
 

Caranthir tinha um temperamento rude, o qual declinava rapidamente para a raiva. Ele tinha uma pele corada e cabelos pretos, o que acabou por deixá-lo conhecido como Caranthir, o Moreno.

Fëanor fez as Silmarils, sua obra predileta, mas em 1495 dos Anos das Árvores elas foram roubadas por Morgoth que as levou para a Terra Média. Fëanor prometeu recuperar as Silmarils a todo custo e Caranthir e seus irmãos fizeram o Juramento de Fëanor para satisfazer os desejos de seu pai. Fëanor e seus filhos então partiram para a Terra Média acompanhados de muitos dos Noldor.

Os Teleri recusaram-se a fornecer navios para Fëanor, então Fëanor conseguiu-os através da força, muitos elfos em ambos os lados foram mortos. Caranthir e seus irmãos participaram do Fratricídio. Após o ocorrido, Mandos apareceu e avisou aos Noldor que se eles não desistissem do intento de ir para a Terra Média eles seriam exilados. Alguns, incluindo Finarfin, irmão de Fëanor, obedeceram. Contudo, Fëanor, seus filhos e muitos outros continuaram. Quando não havia mais navios suficientes para levar a todos até a Terra Média, Fëanor abandonou aqueles a que considerava desleais, incluindo Fingolfin, seu outro irmão.

Fëanor e seus seguidores desembarcaram na Terra Média em 1497 e logo depois, eles foram atacados em seu acampamento em Mithrim pelas hostes de Morgoth. Os elfos saíram vitoriosos daquela que ficou conhecida como Dagor-nuin-Giliath, ou a Batalha-sob-as-estrelas. Entretanto, Fëanor estava ensandecido e tentou atacar Morgoth em Angband, sua fortaleza. Ali mesmo ele teria morrido se seus filhos não tivessem chegado e o levado até Eithel Sirion, onde, antes de morrer incumbiu a seus filhos de cumprirem seu Juramento e vingarem seu pai. 

A segunda hoste do Noldor, liderada por Filgonfin, chegou à Terra Média, através de Helcaraxë, no início da Primeira Era. No ano 7, os Noldor realizaram um conselho. Angrod, filho de Finarfin, trouxe uma mensagem de alerta do Rei Thingol de Doriath, segundo a qual o Rei proibia qualquer invasão das terras onde o seu povo, os Sindar, vivia. Caranthir não gostava dos filhos de Finarfin e perdeu a paciência com Angrod, acusando-o de portador de recados do Rei. Muitos dos Noldor ficaram perplexos com a explosão de Caranthir e temeram o espírito cruel dos filhos de Fëanor.

Maedhros decidiu que ele e seus irmãos deveriam deixar Mithrim e estabelecer-se na região leste de Beleriand. Caranthir estabeleceu seu reino em Thargelion a leste do rio Gelion e aos pés das Montanhas Azuis. Esta região, delimitada ao sul pelo rio Ascar, também veio a ser chamada de Dor Caranthir ou a Terra de Caranthir. Caranthir construiu uma fortaleza na encosta ocidental do Monte Rerir e o seu povo habitou nas margens do Lago Helevorn.

No ano de 150, o povo de Caranthir foi o primeiro a escalar as Montanhas Azuis e olhar para o Oriente. Assim, eles se depararam com os anões de duas grandes cidades das montanhas, Belegost e Nogrod. Caranthir desdenhava da aparência dos anões, mas reconheceu a importância de uma aliança com eles. Os Anões e os Noldor eram artesãos qualificados e trocavam técnicas entre si. O povo de Caranthir adquiriu ferro e aumentou o seu armamento. Caranthir também controlava o comércio das minas dos anões com o resto de Beleriand, o que lhe trouxe grande riqueza.

Em 312, um grupo de homens, os Haladin, cruzaram as Montanhas Azuis e estabeleceram-se na parte sul de Thargelion. Caranthir lhes permitia habitar ali e os elfos os ignoravam a maior parte do tempo. Mas, em 375, Morgoth enviou orcs para atacar os Haladin. Os homens estavam sitiados atrás de uma paliçada na confluência dos rios Ascar e Gelion. Assim, quando os orcs já estavam rompendo a paliçada, Caranthir chegou com um exército e derrotou-os. Caranthir ofereceu a líder Haleth terras mais ao norte sob sua proteção, mas ela recusou e mudou-se com o seu povo para a outra margem do Gelion.

Durante a Dar Bragollach, a Batalha das Chamas Repentinas, em 455, um exército liderado por Glaurung invadiu o leste de Beleriand. Os orcs tomaram a fortaleza da encosta ocidental do Monte Rerir, devastaram Thargelion e contaminaram o Lago Helevorn. Caranthir e os remanescentes de seu povo recuaram para o sul e uniram-se ao povo de Amrod e Amras em Amon Ereb.

Em 463, homens denominados ocidentais entraram em Beleriand. Um grupo liderado por Ulfang fez uma aliança com Caranthir, mas mais tarde soube-se que secretamente Ulfang também tinha uma aliança com Morgoth. Na Batalha das Lágrimas Incontáveis, Nirnaeth Arnoediad, em 472, os filhos de Ulfang, Uldor, Ulfast e Ulwarth traíram Caranthir e mudaram de lado no campo de batalha, levando os elfos e seus aliados a uma derrota esmagadora.

No Yule de 506-7, os filhos de Fëanor atacaram Doriath na tentativa de obter a Silmaril que estava na posse de Dior, herdeiro de Thingol. Eles mataram Dior e sua esposa Nimloth, mas Caranthir, Celegorm e Curufin também foram mortos. Alguns elfos de Doriath fugiram com Elwing, filha de Dior, e levaram consigo a Silmaril.

Nomes & Etimologia

O nome Caranthir significa “cara vermelha” em Sindarin, de caran “vermelho” e thîr “face, cara”, em referência a sua compleição corada. Sua mãe, Nerdanel, o chamava pela forma Quenya Carnistir. Seu pai o chamava de Morifinwë, “Finwë Negro” em Quenya, porque ele tinha cabelo escuro assim como seu avô Finwë. A forma abreviada deste nome é Moryo. Também chamado de Caranthir, o Moreno.

Genealogia

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As datas correspondem a Primeira Era, exceto quando indicado: YT: Anos das Árvores; AS: Segunda Era; TA: Terceira Era; FA: Quarta Era.

Fontes Adicionais

The Silmarillion: "Of Eldamar," p. 60; "Of the Flight of the Noldor," p. 83-90; "Of the Return of the Noldor," p. 112-13; "Of Beleriand and Its Realms," p. 124; "Of the Noldor in Beleriand," p. 129; "Of Maeglin," p. 132; "Of the Coming of Men into the West," p. 143, 145-46; "Of the Ruin of Beleriand," p. 153, 157; "Of the Ruin of Doriath," p. 236 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 33, 45-46, 53, 61, 64; "The Tale of Years," 348, 351 

The History of Middle-earth, vol. XII, The Peoples of Middle-earth: "Of Dwarves and Men," p. 318; "The Shibboleth of Fëanor," p. 353

Fonte: The Thain’s Book

Beleg Cúthalion

tn-beleg_is_slain-web.jpgChefe da guarda de fronteiras do Rei Thingol de Doriath, amigo de Túrin, pelo qual foi morto. Beleg era um elfo Sindarin. Foi um arqueiro altamente qualificado e usava o arco Belthronding, feito de madeira de teixo escuro. Ele era forte, tinha grande resistência e era sagaz na visão e na mente. Ele era iniciado nas artes de cura e podia curar rapidamente.
 
 
Beleg foi o maior de todos habitantes da floresta a seu tempo. Ele morava em acampamentos na floresta perto da fronteira norte de Doriath. Doriath foi um reino da floresta cercada por uma barreira de proteção denominada Cinturão de Melian,a qual era mantida pela esposa de Thingol. Mas, servos de Morgoth vagueavam próximos das fronteiras, em especial daquelas do norte, e Beleg e seus guardas de fronteira lutavam contra aqueles que tentavam aproximar-se de Doriath.
 
Próximo ao ano 458 da Primeira Era, uma legião de orcs veio através da passagem do Sirion e aproximou-se da Floresta de Brethil, que ficava nos limites de Doriath. Beleg e uma companhia de elfos juntaram forças com Halmir e os homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar os orcs. Por um bom tempo, a ameaça por parte dos orcs naquela região ficou reduzida.

Em 466, o Cinturão de Melian foi quebrado por Carcharoth, o lobo de Angband, que tinha engolido a Silmaril que Beren e Lúthien haviam roubado de Morgoth. Uma caça ao lobo foi levada à cabo e dela participaram Beleg, Mablung, Thingol, Beren e Huan (o cão de Valinor). Carcharoth foi morto por Huan, não sem antes ter ferido Beren e o próprio Huan mortalmente.

Thingol não enviou um exército para a Batalha das Lágrimas Incontáveis, Nirnaeth Arnoediad, em 472 devido a sua rivalidade com os filhos de Fëanor, que pleiteavam a Silmaril em sua posse. Contudo, Beleg e Mablung quiseram lutar e receberam então permissão do Rei para ir a batalha, eles juntaram-se às forças de Fingon. A batalha representou uma grande derrota para os elfos e homens de Beleriand, mas, tanto Beleg quanto Mablung sobreviveram.

No início do ano 473, Beleg estava caçando nos bosques de Doriath, quando se encontrou com um menino de oito anos de idade chamado Túrin e seus acompanhantes Gethron e Grithnir. Túrin tinha sido enviado para Doriath por sua mãe, Morwen, depois que seu pai, Húrin, não retornou da Batalha das Lágrimas Incontáveis. Túrin e seus companheiros não puderam ultrapassar o Cinturão de Melian, perderam-se e estavam com frio e fome. Beleg os levou para seu acampamento e enviou mensagem a Thingol, que permitiu a entrada de Túrin em Doriath. 

Beleg ensinou a Túrin as habilidades de um homem da floresta e o treinou no tiro com arco e na esgrima. Quando Túrin completou dezessete anos, juntou-se as guardas de fronteiras. Túrin perdia em habilidade com armas apenas para Beleg. Beleg e Túrin lutaram lado a lado e tornaram-se grandes amigos.

No ano de 484, Túrin entrou em confronto com Saeros, o qual, perseguido por Túrin, caiu na ravina de um córrego e morreu. Thingol estava inclinado a banir Túrin de Doriath, mas Beleg tomou conhecimento de que Nellas, uma elfa que vivia na floresta, tinha visto que Saeros foi quem primeiro atacara Túrin. Beleg levou Nellas para Menegroth para que ela pudesse testemunhar em nome de Túrin e Thingol decidiu perdoá-lo, contudo, Túrin já havia fugido.

Beleg prometeu então encontrar Túrin. Depois que Beleg deixou Doriath, os servos de Morgoth tornaram-se mais ousados em seus ataques às fronteiras de Doriath, uma vez que nem Beleg nem Túrin estavam presentes para detê-los.

Beleg já procurava por Túrin a quase um ano quando ouviu notícias do amigo de alguns homens da floresta ao sul do Rio Teiglin. Beleg tomou conhecimento de que Túrin estava conduzindo um bando de proscritos e seguiu-os, embora Túrin escondesse sua trilha utilizando-se das habilidades que Beleg havia lhe ensinado. Beleg por fim, encontrou o covil dos proscritos, porém, quando Túrin não estava presente. Andróg, um dos proscritos do bando, convenceu os outros a amarrar Beleg a uma árvore sem comida e água.

Depois de dois dias, Túrin voltou e libertou Beleg. Túrin recusou-se a voltar para Doriath apesar do perdão de Thingol. Beleg então partiu para Dimbar, perto da fronteira norte de Doriath, para lidar com uma invasão de orcs. Beleg pediu que Túrin o encontrasse ali, Túrin por outro lado pediu que Beleg o encontrasse em Amon Rûdh.

Beleg passou por Doriath para reportar para Thingol sobre o paradeiro de Túrin e pedir-lhe permissão para seguir com Túrin. Thingol assim o permitiu a Beleg escolher um presente de despedida, no que Beleg escolheu Anglachel apesar de Melian advertir-lhe de que havia malícia na lâmina fabricada por Eöl, o elfo-escuro. Melian também lhe presenteou com lembas. Beleg então marchou para Dimbar e, após rechaçarem os orcs e o inverno chegar, Beleg partiu para encontrar-se com Túrin novamente.

Túrin e seus homens estabeleceram um covil em Amon Rûdh, em uma caverna pertencente a Mîm, o anão-pequeno. No inverno houve uma tempestade de neve e muitos dos homens ficaram famintos e doentes. Beleg chegou com suprimentos e lembas e compartilhou-os com os homens, e trabalhou para curar os feridos. Entretanto, Andróg e Mîm ficaram com inveja e ressentimento do vínculo entre Túrin e Beleg.

Na primavera do ano seguinte, houve um aumento das incursões de orcs nas terras ao redor do Rio Sirion. Túrin e Beleg levaram a companhia para expulsar os orcs que vagueavam próximo de Amon Rûdh. Durante uma incursão, Andróg sofreu ferimento mortal, mas Beleg foi capaz de curá-lo.

Túrin usava o elmo-de-dragão de Dor-lómin, que Beleg havia trazido consigo, e Beleg utilizava seu arco Belthronding. As terras ao redor ficaram conhecidas como a Terra do Arco e do Elmo e outros homens e elfos vieram juntar-se aos dois capitães, entretanto, apesar do sucesso, Beleg sentia-se inquieto.

No ano de 489, Mîm entregou a localização da fortaleza de Túrin para os orcs de Morgoth. Segundo, uma versão da história, Mîm foi em grande parte motivado pelo seu ódio e inveja de Beleg e que havia pedido para os orcs deixarem este para ele matar e que poupassem a vida de Túrin.

Os orcs atacaram Amon Rûdh e Túrin e Beleg recuaram com alguns de seus homens até uma escada oculta que conduzia ao topo da colina. Os homens foram mortos e Túrin feito prisioneiro. Beleg tinha sido amarrado e Mîm estava prestes a matá-lo quando Andróg, que havia sido mortalmente ferido, conduziu Mîm para longe e libertou Beleg antes de morrer.

Beleg seguiu or orcs através do Passo de Anach até os bosques apavorantes da Taur-nu-Fuin. Ali Beleg encontrou Gwindor de Nargothrond que havia sido capturado durante a Nirnaeth Arnoediad, mas havia escapado de Angband. Beleg e Gwindor seguiram as pistas dos seqüestradores de Túrin e avançaram até o deserto de Anfauglith. Ali os orcs montaram seu acampamento, celebraram e caíram bêbados.

Beleg apanhou seu arco, matou quatro lobos-sentinelas e depois entrou com Gwindor no acampamento. Ele e Gwindor carregaram Túrin, que estava sem sentidos, até um matagal a curta distância. Beleg utilizava Anglachel para cortar os laços que prendiam Túrin, mas a espada escorregou e picou o pé de Túrin. Túrin acordou e vendo uma figura de pé sobre ele com uma espada, agarrou Anglachel e matou Beleg pensando tratar-se de um inimigo. Na claridade de um raio, Túrin viu o rosto de Beleg e percebeu o ato terrível que havia feito.

“Foi esse o fim de Beleg Arcoforte, amigo fidelíssimo, o mais hábil de todos os que se abrigavam nos bosques de Beleriand nos Dias Antigos, morto pelas mãos de quem ele mais amava. E essa dor ficou gravada no rosto de Túrin para nunca mais se apagar.”
O Silmarillion: “De Túrin Turambar”, p. 208.

Túrin e Gwindor enterraram Beleg em uma cova rasa com seu arco Belthronding. Húrin compôs uma canção chamada Laer Cú Beleg, a “Canção do Grande Arco”. Túrin manteve Anglachel e passou a chamá-la de Gurthang, depois de muitas novas tragédias, foi essa a espada que Túrin usou para tirar a própria vida.  
 

Nomes & Etimologia

O nome de Beleg significa “poderoso”em Sindarin. Ele foi chamado de Beleg Arcoforte ou Beleg Cúthalion de “arco” e thalion “forte, destemido”.
 
 
Fontes Adicionais:
 
The Silmarillion: "Of the Ruin of Beleriand," p. 157; "Of Beren and Lúthien," p. 185-86; "Of the Fifth Battle," p. 189; "Of Turin Turambar," p. 199-209, 225; Index, entry for Beleg; "Appendix – Elements in Quenya and Sindarin Names," entries for beleg, cu, and thalion 

Unfinished Tales: "Of Tuor and His Coming to Gondolin," p. 37, 51 note 2; "Narn I Hin Húrin," p. 73-74, 77, 79-80, 82-85, 90-96, 134, 145, 147 note 11, 147-48 note 12, 151-54 

The Children of Húrin: "The Departure of Turin," p. 75-76; "Turin in Doriath," p. 81, 86, 91-97; "Turin among the Outlaws," p. 107-20; "Of Mim the Dwarf," p. 122, 139-40; "The Land of Bow and Helm," passim; "The Death of Beleg," passim; "Turin in Nargothrond," p. 159; "The Death of Turin," p. 256; "Appendix (2) – The Composition of the Text," p. 286-87 

The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entries for BEL, KU3 and STALAG 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 56-57, 63, 81-83, 102, 126, 133, 138, 140, 160