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Doriath

Doriath foi um grande reino dos Elfos Sindarin de Beleriand governado pelo Rei Thingol. Sua esposa, Melian, criou uma barreira de proteção chamado o "Cinturão de Melian", que manteve Doriath a salvo das invasões das forças de Morgoth. A ruina de Doriath foi trazida pela Silmaril que Thingol fez Beren roubar de Morgoth em troca da mão de sua filha, Lúthien. Thingol foi morto por Anões que cobiçaram a Silmaril e Doriath foi devastada pelos filhos de Fëanor que buscavam recuperar a jóia feita por seu pai.
 

GEOGRAFIA

Doriath se localizava perto do centro de Beleriand, entre os Rios Sirion e Aros. Era uma vasta floresta, e no meio dela estava Menegroth, as Mil Cavernas. Doriath foi envolta pelo Cinturão de Melian, uma barreira invisível que repelia intrusos ao torná-los perdidos e confusos.

O Rio Sirion seguia a longo da fronteira oeste de Doriath e o Rio Aros se curvava em torno das fronteiras leste e sul para se juntar ao Sirion. Doriath ficava quase totalmente na Beleriand Oriental, a leste do Sirion, sendo que a única parte do reino a oeste do Sirion era uma pequena floresta de carvalhos chamada Nivrim, o Marco Oeste. Apesar desse fato, Nivrim também estava sob a proteção do Cinturão de Melian.

Ao sul de Nivrim, o Sirion formava os Alagados do Crepúsculo, onde se juntava ao Aros e, na margem leste, onde os Elfos tinham uma forja. A Floresta de Brethil ficava a norte de Nivrim, do outro lado do Rio Teiglin. Thingol originalmente declarou Brethil como parte de Doriath, embora não estivesse dentro do Cinturão de Melian. Anos depois, Thingol permitiu aos Homens da Casa de Haleth a se estabelecerem lá. A terra desolada de Dimbar ficava entre Brethil e Mindeb, um afluente do Sirion que corria perto da fronteira noroeste de Doriath.

No leste, entre o Aros e o Celon, havia um pedaço de floresta chamado Arthórien ou Radhrim, o Marco Leste. O Marco Leste era parte de Doriath e, assim como o Marco Oeste, estava dentro do Cinturão de Melian. Ao norte ficava a planície de Himlad, que não fazia parte do reino de Doriath. A pequena floresta escura chamada Nan Elmoth, na margem leste do Celon, também não havia sido incluída nos domínios de Thingol. A sul de Nan Elmoth estavam as terras de Estolad. Ao norte de Doriath estava Nan Dungortheb, um vale aos pés das Ered Gorgoroth que faziam fronteira com Dorthonion. Nan Dungortheb se tornou um local perigoso habitados pelos descendentes de Ungoliant. A Estrada Leste seguia através do vale ao longo do limite norte de Doriath, cruzando o Aros em Arossiach, os Vaus do Aros, e atravessando o Esgalduin por uma ponte chamada Iant Iaur.

O Esgalduin seguia para o sul a partir de Nan Dungortheb através de Doriath e então se curvava para o oeste até se juntar ao Sirion. Havia uma ponte com guardas sobre o Sirion perto dessa junção com o Esgalduin que levava para Nivrim, o Marco Oeste. As florestas de Doriath eram dividias em duas partes pelo Esgalduin. A Floresta de Region, no sul, era a mais larga e densa das duas. A Floresta de Neldoreth, no norte, era uma floresta composta por faias, onde Barbárvore às vezes passeava durante o outono. A maior faia de Neldoreth era Hirilorn, que ficava bem próxima dos portões de Menegroth.

Menegroth era uma fortaleza subterrânea na cruva do Esgalduin. Foi chamada "as Mil Cavernas" por ter muitos salões e câmaras. Os portões de Menegroth ficavam em uma colina na margem sul do rio e só poderia ser alcançado através de uma ponte. Menegroth era tida como a mais bela morada real na Terra-média.

"As pilastras de Menegroth foram esculpidas para se assemelharem às faias de Oromë, tronco, galho e folha, e eram iluminadas com lantemas de ouro. Os rouxinóis cantavam ali como nos jardins de Lórien; e havia fontes de prata, bacias de mármore e pisos de pedras multicores. Imagens entalhadas de animais e pássaros corriam pelas paredes, subiam pelas pilastras ou espiavam entre os galhos entremeados de miríades de flores. E, com o passar dos anos, Melian e suas servas encheram os salões com tapeçarias nas quais podiam ser lidos os feitos dos Valar, e muitos fatos que haviam acontecido em Arda desde seu início, além de indícios de acontecimentos que ainda estavam por vir."

O Silmarillion: Capítulo X. "Dos sindar"
    

HISTÓRIA

Thingol, originalmente chamado de Elwë Singollo, foi um dos três Senhores Élficos que liderou seu povo na Grande Jornada rumo ao oeste. Eles haviam sido convocados pelos Valar para irem morar nas Terras Imortais. Thingol já havia visitado as Terras Imortais como um embaixador e estava ávido por voltar a ver a luz das Duas Árvores novamente, porém muitos de seu povo, os Teleri, estavam relutantes e eram contra a marcha.

Os Elfos saíram de Cuiviénen por volta de 1105 da Era das Árvores e ao chegaram às Montanhas Nevoentas em 1115 alguns dos Teleri decidiram não continuar a Grande Jornada. Thingol apressou os outros a continuarem em frente e eles cruzaram as Montanhas Azuis na direção de Beleriand em 1128. Os Teleri pararam para descansar na Beleriand Oriental, a oeste do Rio Gelion, enquanto os Noldor, liderados por Finwë, acamparam mais para o oeste, nas Florestas de Neldoreth e Region.

Em 1130, Thingol foi visitar Finwë, porém, no caminho de volta ao atravessar Nan Elmoth, ele avistou Melian, uma Maia das Terras Imortais. Se apaixonaram à primeira vista e caíram em um transe profundo que durou até 1152. Os Teleri procuraram por Thingol mas não descobriram o que houve com ele e Olwë, irmão de Thingol, se tornou o novo líder dos Teleri.

Em 1132, os Noldor e Vanyar foram levados pelo Mar por Ulmo. Os Teleri foram deixados para trás pois desejaram continuar a procurar por Thingol e Ulmo apenas retornou para buscá-los em 1150, quando Olwë liderou a maioria dos Teleri para as Terras Imortais. Entre os Teleri que permaneceram na Terra-média estavam alguns parentes de Thingol e seus amigos mais próximos, que haviam se recusado a partir sem ele, mesmo que desejassem partirem para as Terras Imortais. Houve também o caso de grupos de Teleri que foram persuadidos por Ossë, vassalo de Ulmo, a se estabelecerem nas regiões costeiras. Esses passaram a ser chamados de Elfos das Falas, cujo Senhor era Cirdan.

Quando Thingol acordou, em 1152, ele se mudou com Melian para as Florestas de Neldoreth e Region e sua filha, Lúthien, nasceu na Floresta de Neldoreth por volta do ano 1200. O reino de Thingol primeiro foi chamado de Eglador e muitos de seu povo se reuniram lá, inclusive Elmo, seu irmão mais novo. Elmo teve um filho, Galadhon, e dois netos; Celeborn e Galathil, pai de Nimloth. O domínio de Thingol era centrado em Eglador, mas ele era reconhecido como o líder de todos os Teleri que haviam permanecido em Beleriand. Esses Elfos se tornaram conhecidos como Sindar, ou Elfos Cinzentos, em homenagem a Thingol, cujo nome significa "Manto Cinzento". Seu idioma evoluiu para o Sindarin que se tornou a língua usada com mais frequência entre os Elfos da Terra-média. O Sindari
n falado em Doriath permaneceu como a forma mais pura da linguagem.

Durante essa época, Morgoth ainda era mantido cativo pelos Valar e Beleriand estava em paz. Porém Melian alertou Thingol para se preparar para um tempo quando eles talves tivessem que proteger seu reino e Thingol consultou os Anões de Belegost que haviam feito seu primeiro contato com os Elfos de Beleriand por volta de 1250. A construção da fortaleza subterrânea de Menegroth começou em 1300. Os Anões de Belegost cavaram uma rede de túneis e câmaras e os Elfos contribuiram com suas habilidades para tornar Menegroth um local de beleza estonteante. Em troca de seu trabalho, Melian ensinou aos Anões muitas coisas e Thingol lhes deu pérolas da Ilha de Balar, dentre as quais estava a maior já vista na Terra-média, chamada Nimphelos. Os Anões alertaram Thingol de que as criaturas das antigas terras de Morgoth no Norte haviam começado a vagar pelas terras novamente. Em 1330, criaturas malignas entraram em Beleriand incluindo Orcs, criaturas nunca antes vistas pelos Elfos. Thingol encomendou armas e armaduras dos Anões e os Sindar expulsaram as criaturas de suas terras.

Nos tempos de paz que se seguiram, o reino de Thingol prosperou; seu principal menestrel, Daeron, aperfeiçoou seu sistema de runas, conhecido como Cith. Os Anões adotaram as runas para seu próprio uso e o sistema de Daeron se espalhou pelos outros povos da Terra-média.

Em 1350, um grupo de Teleri, que havia deixado a Grande Jornada, veio para Beleriand liderados por Denethor. Esses eram os Elfos chamados Nandor, que mais tarde viriam a ser conhecidos como os Elfos Verdes. Eles se estabeleceram em Ossiriand e Thingol lhes deu as boas vindas. Morgoth retornou para a Terra-média em 1495, após roubar as Silmarils que Fëanor havia feito, e com ele veio também Ungoliant, uma criatura maligna sob a forma de uma Grande Aranha. Enquanto Morgoth se refugiou mais uma vez no Norte, Ungoliant tentou entrar em Neldoreth, mas foi impedida por Melian.

Ungoliant foi morar nas montanhas na fronteira sul de Dorthonion e, desde então, o lugar passou a ser chamado de Ered Gorgoroth, as Montanhas do Terror. O vale entre as Ered Gorgoroth e Neldoreth passou a ser chamado de Nan Dungortheb, o Vale da Morte Horrenda. As crias de Ungoliant tornaram as viagens pela Estrada Leste uma aventura perigosa, embora os guardiões de Thingol mantivessem vigilância cerrada na ponte de Iant Iaur.

Em 1497, um exército de Orcs invadiu Beleriand através das passagens leste e oeste do reino de Thingol e Elfos e Orcs se enfrentaram na Primeira Batalha. No oeste, Cirdan foi cercado nos Portos de Brithombar e Eglarest. No leste, Thingol derrotou os Orcs com o auxílio de Denethor e dos Elfos de Ossiriand, embora Denethor tenha perecido na batalha.

Alguns do povo de Denethor voltaram para Ossiriand, porém uma boa quantidade se refugiou no reino de Thingol. A maioria deles se assentou am Arthórien, entre os Rios Aros e Celon, dentre eles estava o Elfo chamado Saeros, que foi viver em Menegroth e se tornou um dos conselheiros de Thingol.

Melian usou seu poder para criar o Cinturão de Melian ao redor das Florestas de Neldoreth e Region, e o reino foi renomeado para Doriath. O Cinturão de Melian era uma barreira invisível que podia apenas ser cruzada por aqueles que tivessem a permissão de Thingol e Melian ou por força mais poderosa do que a de Melian. Forasteiros que se aproximassem do Cinturão se tornariam perdidos e confusos e vagariam pelas suas margens.

Quando o Cinturão foi erguido, Eol, o Elfo Negro, deixou Doriath e foi morar nas florestas de Nan Elmoth. No mesmo ano, Fëanor e os Noldor chegaram na Terra-média para recuperarem as Silmarils. Para obterem os navios que os levaram pelo Grande Mar, Fëanor atacou os Teleri de Alqualondë, governados pelo irmão de Thingol, Olwë, num evento no qual muitos Teleri morreram e que ficou conhecido como Fratricídio de Alqualondë. Todavia, não havia navios suficiente para transportar todos os Noldor para a Terra-média ao mesmo tempo, então Fëanor abandonou aqueles que considerou desleais, incluindo seu irmão Fingolfin.

Os Noldor derrotaram as forças de Morgoth na Batalha Sob as Estrelas e os Portos de Brithombar e Eglarest foram libertos de seu cerco. Fëanor foi morto pouco tempo depois em uma tentativa de ataque à Angband. Fingolfin e a Segunda Hoste dos Noldor cruzaram o Gelo Excruciante e chegaram na Terra-média no começo da Primeira Era do Sol. Com a morte de Fëanor, Fingolfin se tornou o Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

Thingol nada sabia sobre o Fratricídio, mas não estava muito contente com a chegada dos Noldor pois se considerava o Senhor de Beleriand. Ele manteve Doriath fechada para a maioria dos recém-chegados, apenas permitindo a entrada dos filhos de Finarfin, cuja esposa, Eärwen, era a filha de Olwë. Angrod, filho de Finarfin, visitou Doriath no ano 6 P. E. e Thingol pediu a ele para que dissesse aos Noldor para não se estabelecerem nas terras onde os Sindar habitavam. Thingol também não quis participar do Banquete da Reunião, oferecido por Fingolfin em 20 P. E., mas enviou dois representantes em seu lugar, Daeron e Mablung.

Em 52, Finrod e Galadriel visitaram Doriath. Finrod ficou tão admirado com os Salões de Menegroth que Thingol lhe contou sobre as Cavernas do Narog, onde Finrod, anos mais tarde, estabeleceu o reino de Nargothrond. Galadriel se apaixonou por Celeborn e decidiu permanecer em Doriath. Em 66, Galadriel contou à Melian sobre a busca das Silmarils, mas omitiu o Fratricídio. Melian avisou a Thingol de que as Silmarils trariam a ruina para a Terra-média e que os filhos de Fëanor não eram confiáveis, todavia Thingol os achava úteis como provaveis aliados contra Morgoth.

Entretanto, em 67, Thingol descobriu sobre o Fratricídio através de Cirdan e se enfureceu, chegando a decretar que apenas o Sindarin seria falado em Doriath e que o Quenya, a linguagem dos Noldor, jamais deveria ser pronunciada por qualquer um dos Sindar. Esse decreto fez com que, anos mais tarde, o Sindarin se tornasse a linguagem dos Noldor da Terra-média.

Em 310, os Homens cruzaram pela primeira vez as Montanhas Azuis em direção à Beleriand. Alguns deles se estabeleceram em Estolad, perto da fronteira leste de Doriath. Thingol avisou a Finrod, o primeiro dos Primogênitos a encontrarem e travar amizade com os forasteiros, que ele não permitiria que nenhum Homem entrasse em Doriath. Melian, entretanto, previu que um dia um Homem da Casa de Bëor iria para Doriath e o poder do Cinturão não o impediria.

Aredhel, irmã do Rei Turgon de Gondolin, tentou entrar em Doriath para visitar os filhos de Fëanor em 316, porém os guardiões não a deixaram passar pela terra de Thingolo por não ser da casa de Finarfin e por ser amiga dos filhos de Fëanor. Aredhel fez a jornada de volta para sua casa mas se perdeu de seus guardas no meio do caminho e acabou vagando pela floresta até chegar em Nan Elmoth, onde foi tomada como esposa por Eol com quem teve um filho chamado Maeglin. Aredhel finalmente conseguiu fugir de volta para Gondolin com Maeglin mas Eol a seguiu e ambos, Aredhel e Eol foram mortos.

Em 390, um grupo de Homens liderados por Haleth passaram através e Nan Dungorthe
b e se estabeleceu na Floresta de Brethil. Thingol considerava Brethil como parte de seu reino mesmo que não estivesse dentro do Cinturão de Melian e não queria Homens morando lá, mas foi persuadido por Finrod a mudar de idéia. Haleth e seu povo receberam a responsabilidade de guardar as Travessias do Teiglin e evitar que os Orcs entrassem em Brethil.

Morgoth, em 455, invadiu Beleriand e travou a Batlha da Chama Repentina, na qual Glaurung, o Pai dos Dragões, liderou um exército de Orcs através da Passagem de Maglor e para dentro da Beleriand Oriental. O exército foi finalmente parado por Thingol perto das fronteiras de Doriath, porém a batalha foi uma grande vitória para Morgoth e os Orcs continuaram a vaguear pelas terras. Um número de Elfos Sindarin das partes norte de Beleriand se refugiou em Doriath. Orcs desceram pelo Passo do Sirion em 458 e se aproximaram da Floresta de Brethil e Beleg e os Guardiões de Dortiath juntaram forças com Halmir e os Homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar os Orcs.

No começo de 464, um Homem chamado Beren, membro da Casa de Bëor, saiu de Dorthonion e entrou em Doriath, pois era seu destino passar despercebido pelo Cinturão de Melian, como a própria Maia havia previsto anos antes. Ele vagueou pela floresta e, durante o verão, avistou Lúthien dançando e se apaixonou por ela. Beren finalmente se aproximou de Lúthien na primavera de 465 e ela também se apaixonou por ele. Continuaram a se encontrar até o verão em que foram traídos por Daeron, que também amava Lúthien, e Beren foi levado à presença de Thingol en Menegroth.

Embora Beren portasse o Anel de Barahir, dado a seu pai por Finrod, Thingol lhe disse que os feitos de sua raça não eram o suficiente para que tivesse a mão de sua filha. Para lhe dar o que queria, Thingol exigiu que Beren roubasse uma Silmaril da Coroa de Ferro de Morgoth, na certeza de que ele falharia em tal missão. Ao fazer essa exigência, Thingol deu início à uma cadeia de eventos que resultou na completa destruição de Doriath.

Beren embarcou nessa busca com o auxílio de Finrod, mas foram capturados por Sauron na Ilha dos Lobisomens. Lúthien acabou descobrindo sobre busca de Beren e quis sair para o ajudar, mas novamente foi traída por Daeron e acabou aprisionada por Thingol em uma casa nos galhos da faia mais alta da floresta, chamada Hirilorn. Porém, por mais alta e vigiada que fosse sua prisão, ela conseguiu fugir e ir ao encontro de seu amado. Os Elfos de Doriath procuraram por Lútien por muito tempo, mas não conseguiram a encontrar. O povo se tornou preocupado e as florestas silenciosas, Daeron deixou Doriath e foi para além das Montanhas Azuis para o leste da Terra-média e nunca mais foi visto. Thingol recebeu uma mensagem de Celegorm, filho de Fëanor, que havia capturado Lúthien em Nargothrond e pretendia se casar a força com ela. Todavia, quando os espiões de Thingol chegaram em Nargothrond, ela já hiavia escapado e ido em busca de Beren.

Após muitas dificuldades, Beren e Lúthien chegaram aos portões de Angband em 466 e avistaram o grande lobo, Carcharoth, o guardando. Lúthien lançou um feitiço que fez com que o lobo caisse em sono profundo e eles entraram nos salões de Morgoth. Lúthien também fez com que Morgoth e sua corte adormecesse com seu canto e então Beren arrancou uma Silmaril da Coroa de Ferro. Porém, quando saiam, foram atacados por Carcharoth, que mordeu e arrancou a mão de Beren que segurava a Silmaril. A jóia queimou as entranhas da criatura e o deixou enlouquecido. Beren e Lúthien foram resgatados pelas Grandes Águias lideradas por Thorondor e foram levados de volta para Doriath.

Thingol ficou fascinado pelo relato do que se passou e pesaroso pelo grave ferimento que Beren havia sofrido. Embora ainda não estivesse em posse da Silmaril, concedeu a mão de Lúthien em casamento para Beren. Enquanto isso Carcharoth desceu do Norte enlouquecido e cruzou o Cinturão de Melian com o poder da Silmaril dentro de sua barriga. Beren, Thingol, Mablung e Huan, o Cão de Caça, sairam na Caçada ao Lobo. Beren foi mortalmente ferido por Carcharoth; Huan lutou com Carcharoth e ambos acabaram mortos; e Mablung arrancou a Silmaril da barriga do lobo. Antes de Beren morrer, Lúthien lhe disse para que a esperasse nos Salões de Mandos, onde os mortos aguardam seus destinos.

Na primavera de 467, Lúthien deitou-se e morreu. Nos Salões da Espera, ela cantou para Mandos e ele foi tocado pela piedade. Ele consultou Manwë, e Beren e Lúthien foram trazidos de volta à vida sob a condição de que Lúthien se tornasse mortal e ambos morreriam novamente depois de um curto tempo juntos. Voltaram para Doriath em 469 e visitaram Thingol e Melian e depois foram morar em Tol Galen, em Ossiriand. Seu filho, Díor, nasceu no ano seguinte.

Os filhos de Fëanor enviaram uma mensagem para Thingol exigindo a devolução da Silmaril. Melian o aconselhou a devolver a jóia, porém Thingol se recusou.  Celegorm e Curufin juraram lhe tirar a jóia a força se necessário e Thingol reforçou as defesas de Doriath.

Thingol decidiu não enviar tropas para a Batalha das Lágrimas Incontáveis em 472 pelo motivo de o ataque contra Morgoth ter sido planejado por Maedhros, filhe de Fëanor, porém permitiu que Beleg e Mablung fossem desde que lutassem ao lado das forças de Fingon. A batalha resultou em uma tremenda derrota dos Elfos e seus aliados.

Em 473, Beleg encontrou um garoto de 8 anos de idade chamado Túrin e dois Homens chamados Gethron e Grithmir vagando perdidos perto da fronteira noroeste de Doriath. O pai de Túrin, Húrin, não voltou da Batalha das Lágrimas Incontáveis e sua mãe, Morwen, havia enviado Túrin para Doriath por segurança. Ela era parente de Beren então esperava que Thingol fosse concordar em abrigar o garoto em seu reino.

Thingol recebeu o garoto como um filho adotivo e, em sua infância, Túrin ficou sob os cuidados diretos de Melian e de sua serva, Nellas. Quando Túrin completou 17 anos, em 481, ele se juntou a Beleg e aos guardiões dos marcos e enfrentaram Orcs e outras criaturas malignas que se aproximassem da fronteira norte de Doriath. Saeros, um dos conselheiros de Thingol, ficou enciumado com o tratamento que deram a Túrin e, em 484, provocou Túrin para uma briga e depois o emboscou. Túrin perseguiu Saeros por um tempo até que o Elfo, acidentalmente, caisse para a morte em uma ravina. Túrin se recusou a voltar para Menegroth e enfrentar a possível ira de Thingol. Thingol de fato estava disposto a perdoá-lo quando soube das circunstâncias que levaram à morte de seu conselheiro, porém Túrin já estava longe de Doriath.

Beleg procurou por Túrin e o encontrou com um bando de proscritos nas florestas ao sul o Teiglin. Ele tentou persuadi-lo a retornar, mas Túrin manteve sua recusa. Sem Túrin e Beleg para defender os marcos norte de Doriath, as forças inimigas na área cresceram e Dimbar, uma cidade próxima à fronteira norte, foi devastada por Orcs. Beleg retornou para Doriath para ajudar os guardiões dos marcos a expul
sar os invasores.

Beleg mais uma vez se encontrou com Túrin no Amon Rudh a oeste de Doriath. Morgoth havia renovado suas forças de incursão na parte ocidental de Beleriand e Dimbar ao norte foi novamente capturada e os guardiões do norte mais uma vez tiveram que enfrentar um inimigo em maior número. Túrin e Beleg defenderam a área ao redor de Amon Rudh, entre a fronteira ocidental de Doriath e o Teiglin que ficou conhecida como a Terra do Arco e do Elmo.

Em 489, Túrin foi capturado por Orcs e Beleg saiu em seu resgate, porém Túrin o confundiu com um de seus inimigos e o matou. Túrin então foi para Nargothrond em 490 e incitou os Elfos de Nargothrond a expulsar as forças de Morgoth da região oeste de Beleriand. Durante o curto período de paz que se seguiu, Morwen e Nienor, mãe e irmã mais nova de Túrin, sairam em sua busca. Elas chegaram em Doriath em 494, porém ninguém lá sabia onde ele estava e Thingol as convidou para ficarem em Doriath. Refugiados de Nargothrond foram para Doriath em 496 e disseram a Thingol que, no ano anterior, o reino havia sido capturado por Glaurung e que muito de seu povo havia sido morto. Também contaram que Túrin estava em Nargothrond.

Morwen saiu sozinha para ir ao encontro de seu filho e Thingol enviou Mablung e uma companhia de guardas para a seguir e Nienor foi com eles disfarçadamente. Mais uma tragédia aconteceu e, embora Glaurung tenha sido morto em 499, Túrin e Nienor morreram e Morwen morreu pouco tempo depois.

Húrin, pai de Túrin, culpou Thingol por falhar em proteger sua esposa e filhos. Ele foi para Doriath em 502 levando consigo o Nauglamír, o Colar dos Anões, que ele havia pego em Nargothrond. Atirou furiosamente o coloar aos pés de Thingol, porém se acalmou depois que Melian lhe explicou que ela e Thingol haviam tentado manter sua família a salvo. De qualquer forma, Húrin deu o Nauglamír para Thingol e deixou Doriath para se atirar no Mar.

Thingol havia se tornado obcecado pela Silmaril e decidiu encrustrar a jóia no colar para que sempre pudesse usá-la. Ele contratou Anões artesãos de Nogrod para fazerem o trabalho e, quando finalmente estava pronto, eles se recusaram a devolver o Nauglamír para Thingol, alegando que ele pertencia a eles pois havia sido feito por seus ancestrais.

Thingol insultou os Anões e exigiu que deixassem seu reino e o colar. Os Anões mataram Thingol e fugiram com o colar, porém os Elfos de Dortiath os perseguiram através da Floresta de Region e, a excessão de dois, mataram todos e levaram o colar de volta. Os dois sobreviventes retornaram para Nogrod e falsamente alegaram que Thingol havia matado os outros para não pagar pelo serviço.

Melian ficou arrasada pela tristeza e ela sabia que o fim estava próximo para o reino de Doriath. Ela deixou o lar que havia compartilhado com Thingol e retornou para as Terras Imortais. O poder que havia criado o Cinturão de Melian foi removido e Doriath não estava mais sob proteção. Em 503 um exército de Anões de Nogrod invadiu Doriath e houve uma grande batalha em Menegroth na qual muitos Elfos e Anões morreram. Mablung foi morto na frente das portas da câmara do tesouro e os Anões roubaram novamente o Nauglamír e a Silmaril.

Os Anões foram emboscados ao cruzarem o Gelion no Sarn Athrad por Beren e os Elfos Verdes de Ossiriand. Muitos dos Anões foram mortos e os sobreviventes tiveram que enfrentar os Ents nos sopés do Monte Dolmed. Beren tomou a Silmaril e a levou para Lúthien em Tol Galen.

Díor, neto de Thingol, se tornou Rei de Dortiath. Ele pretendia restaurar o reino à sua antiga glória, e se estabeleceu em Menegroth com sua esposa, Nimloth, e seus filhos, Elured, Elurin e Elwing. Os Elfos de Doriath o receberam de braços abertos, porém, logo após Díor assumir o trono, um mensageiro veio de Ossiriand com o Nauglamír e Díor soube que Beren e Lúthien haviam morrido.

Os filhos de Fëanor souberam que Díor estava com uma Silmaril e eles enviaram mensagens hostis instando para que lhe devolvessem a jóia feita por seu pai. Como Díor não enviou resposta alguma, Celegorm liderou seus irmãos em um ataque contra Doriath no inverno de 506-507 e nessa batalha Díor matou Celegorm, mas acabou morto junto com sua esposa. Muitos outros Elfos foram mortos nesse confronto, incluindo os filhos de Fëanor, Curufin e Caranthir.

Os filhos de Díor, Elured e Elurin foram abandonados na floresta pelos servos de Celgorm e não se sabe o que lhes aconteceu, embora um relato sugere que eles possam ter encontrado um caminho para Ossiriand. Alguns Elfos de Doriath escaparam com Elwing, filha de Díor, que levou consigo a Silmaril. Eles se estabeleceram nos Portos do Sirion onde Elwing mais tarde se casou com Eärendil e teve dois filhos, Elrond e Elros.

O reino de Doriath foi abandonado e nunca mais resurgiu. Beleriand foi destruída na Guerra da Ira no final da Primeira Era e as florestas de Doriath foram cobertas pelo Mar.

MAPA DE DORIATH
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DATAS:
Nota: Não há cronologia definitiva dos Anos das Árvores ou a Primeira Era. Em particular, há várias cronologias conflitantes dos 500’s da Primeira Era. Estas datas são baseadas no “Os Anais de Aman” de A História da Terra-Média, vol. X, Anel de Morgoth e "Os Anais Cinzentos" e "O Conto dos Anos", em A Historia da Terra-Média, vol. XI, A Guerra das Jóias.
Um ano durante os Anos das Árvores é equivalente a 9,582 anos solares.

Anos das Árvores:
1105
Os elfos começam a grande viagem para oeste em direção as Terras Imortais. Os Teleri são liderados por Thingol (Elwë).

1115
Alguns dos Teleri abandonam a grande viagem quando atingem as Montanhas Sombrias. Thingol leva o resto adiante.

1125
Os Vanyar e Noldor entram Beleriand. Finwë e os Noldor repousam por um tempo nas Florestas de Neldoreth e Region.

1128
Thingol leva o Teleri sobre as Muntanhas Azuis para Beleriand.

1130
Thingol vê Melian em Nan Elmoth e eles caem em um transe.

1132
Os Vanyar e Noldor viajam para as Terras Imortais

1150
Olwë leva muitos dos Teleri às Terras Imortais, mas alguns continuam atrasados.

1152
Thingol e Melian acordam de seu transe. Eles que se estabelecem nas Florestas de Neldoreth e Region e o povo de Thingol se reúnem a ele.

1200
Nascimento de Luthien, filha de Thingol e Melian.

1200-1250
O poder de Thingol expande através de Beleriand e ele é considerado o líder de todos os Elfos Sindarin.

1250
Os Elfos de Beleriand encontram os anões de Belegost e Nogrod, e Thingol os recepciona.

1300
A construção de Menegroth começam com a ajuda dos Anões do Belegost. Dae
ron criou o seu sistema de Runas neste tempo.

1330
Criaturas malignas, incluindo Orcs cruzaram as Montanhas Azuis em Beleriand, mas foram expulsos pelos Sindar.

1350
Denethor leva um grupo de elfos Nandorin – Teleri, que haviam deixado a grande viagem – através das Montanhas Azuis em Beleriand. Daeron continua a desenvolver o seu sistema de Runas.

1495
Morgoth rouba as Silmarils e vem à Terra-Média com Ungoliant. Melian impede Ungoliant de entrar em Neldoreth. Ungoliant e sua prole habitam Ered Gorgoroth. O vale entre as montanhas e Neldoreth se torna um lugar de perigo chamado Nan Dungortheb.

1497
Thingol derrotas as forças de Morgoth na primeira batalha, mas Círdan é sitiado nos Portos. Melian cria a barreira protetora chamada de Cinturão de Melian e as terras protegidas se tornaram conhecidas como Doriath. Eöl deixa a Floresta da Região e termina em Nan Elmoth. Fëanor e os Noldor chegam à Terra-Média para recuperar as Silmarils de Morgoth. Eles derrotam as forças de Morgoth na Batalha-sob-Estrelas e o cerco do exército se retira dos Portos. Fëanor é morto enquanto avança em Angband.
 

Primeira Era
1
Fingolfin e a Segunda Anfitriã dos Noldor chegam a Terra-Média.

6
Angrod, filho de Finarfin, visita Doriath.

20
Thingol envia Mablung e Daeron para representar Doriath na “Festa da Reunião”.

52
Finrod e Galadriel visitam Doriath. Thingol conta a Finrod sobre as cavernas de Narog onde Finrod estabelece Nargothrond. Galadriel se apaixona por Celeborn e permanece em Doriath.

66
Galadriel conta a Melian sobre a busca da Silmarils, mas não sobre o Fraticídio.

67
Thingol descobre o Fraticídio por Círdan. Ele decreta que só Sindarin será falado em Beleriand.

310
Os homens começam a entrar Beleriand. Alguns se situaram em Estolad perto da fronteira oriental da Doriath.

316
Aredhel de Gondolin é impedida de entrar em Doriath e viaja através de Nan Dungortheb onde ela é separada de seus guardas.

390
Thingol permite que os homens da Casa de Haleth se instalem na Floresta de Brethil a pedido de Finrod.

455
A Batalha das Chamas Repentinas. As forças de Morgoth invadiram Beleriand. Thingol parou um exército de Orcs perto das fronteiras de Doriath, mas Morgoth é vitorioso e inimigos continuam a percorrer a terra. Alguns Elfos Sindarin tomam refúgio em Beleriand.

458
Beleg e os guardiães-do-pântano de Doriath uniram forças com Halmir e os Homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar uma legião de Orcs que desceu a passagem do Sirion.

464
Beren passa pelo Cerco de Melian em Doriath no início do ano. No verão, ele vê Luthien dançando na floresta e se apaixona por ela.

465
Na Primavera, Beren revela-se a Luthien e ela se apaixona por ele. No verão, Daeron os entrega para Thingol. Beren declara o seu amor por Luthien e Thingol pede que ele roube uma Silmaril da coroa de Morgoth para ganhar a mão de sua filha. Thingol aprisiona Luthien, mas ela escapa e segue Beren.

466
Beren e Luthien tem sucesso na sua busca, mas Carcaroth morde a mão de Beren segurando a Silmaril. Carcharoth fica enlouquecido pela Silmaril e corre até Doriath. Beren é mortalmente ferido por Carcharoth. Carcharoth e Huan lutam até a morte e ambos morrem.

467
Luthien morre e vai para os Salões de Mandos para pleitear em nome de si mesma e Beren.

469
Beren e Luthien regressam à vida e brevemente visitam Thingol e Melian e depois vão habitar em Tol Galen, em Ossiriand.

470
Nascimento de Dior, filho de Beren e Luthien.

472
A Batalha das Lágrimas Incontáveis. Thingol não enviou tropas por causa de seu ódio contra os filhos de Fëanor, mas ele permite a Beleg e Mablung ir.

473
Morwen envia seu filho de 8 anos de idade, Turin á Doriath e Thingol concorda em criá-lo.

481
Turin completa 17 anos e junta-se aos guardiães-do-pântano de Doriath.

484
Turin deixa Doriath após uma luta de que resultou a morte de Saeros. Thingol perdoa Turin, e Beleg sai para encontrá-lo.

c. 485
Beleg encontra Turin com os proscritos. Beleg volta a Doriath para impedir uma invasão de Orcs em Dimbar. Ele decide voltar para junto de Turin no inverno.

489
Beleg é acidentalmente morto por Turin.

494
Morwen e Nienor deixam Dor-Lomin para encontrar Turin, em Doriath, mas ele se foi. Elas permanecem em Doriath como convidadas de Thingol.

495
Nargothrond é capturada por Glaurung.

496
Refugiados de Nargothrond chegam a Doriath. Morwen and Nienor deixam Doriath para procurar Turin.

499
Turin, derrota Glaurung, mas Turin e Nienor também morrem.

500
Nascimento de filhos de Dior, Elured e Elurin em Ossiriand.

501
Morte de Morwen.

c. 502
Hurin traz o Nauglamîr para Thingol em Doriath. Thingol chama Anões-artesãos de Nogrod para colocar a Silmaril no Nauglamîr. Os Anões assassinam Thingol e roubam o colar com a Silmaril, mas são perseguidos pelos Elfos de Doriath que matam a maioria deles e tomam de volta o Nauglamîr. Dois Anões escapam para Nogrod. Melian deixa Doriath e retorna para as Terras Imortais, e o Cerco de Melian é retirado de Doriath deixando-a desprotegida.

c. 503
Um exército de Anões de Nogrod derrotam os Elfos de Doriath e retomam a Nauglamîr juntamente com a Silmaril. Mablung é morto. Os Anões são derrotados por Beren e os Elfos-verdes de Ossiriand com a ajuda dos Ents. Beren dá o Nauglamîr e Silmaril para Luthien. Nasce Elwing, filha de Dior, em Ossiriand. Dior vem para Doriath como Rei. Mortes de Beren e Luthien. Um mensageiro traz a Silmaril para Dior em Doriath.

c. 506-7
Os filhos de Fëanor invadem Doriath para obter a Silmaril. Doriath é arruinada e abandonada. Dior e Nimloth são mortos, juntamente com Celegorm, Curufin, e Caranthir, e muitos outros. Elured e Elurin são abandonados na floresta. Alguns Elfos de Doriath salvam Elwing e a Silmaril e se fixam nos Portos de Sirion.

545-587
Beleriand é destruída na Guerra da Ira

NOMES E ETIMOLOGIA.

Eglador
Eglador era o nome original do reino de Thingol e significa "Terra dos Esquecidos". Os Elfos que permaneceram na Terra-média para procurar por Thingol e, por consequência, perderam sua chance de irem para as Terras Imortais se auto denominaram Eglath, ou Povo Esquecido. A palavra dôr significa "terra".

Doriath
O reino se tornou conhecido como Doriath, ou "Terra da Barreira", após a criação do Cinturão de Melian. A palavra dôr significa "terra" e iâth significa "cerca, barreira" em Sindarin.

Menegroth
O nome Menegroth singifica "Mil Cavernas" em Sindarin, derivando de meneg, "mil" e groth, "morada subterrânea".
 
Floresta de Neldoreth
A Floresta de Neldoreth foi assim chamada por causa de suas faias. A palavra neldor é dita como sendo o significado para "faia". O nome Neldoreth pode ter sido originalmente ap
licado especificamente apenas em referência à grande faia Hirilorn que tinha três troncos. A plavara parece ser derivada de neled, "três" e orn, "árvore". Também chamada de Taur-na-Neldor onde taur significa "floresta" e na, "com".

Floresta de Region
O nome Region é derivado da palavra Sindarin ereg significando "azevinho". O sufixo -ion aparentemente denota "terra de". O nome é similar ao de Eregion ou Azevim.
 
Nivrim
Nivrim foi o nome da única parte de Doriath a oeste do Sirion. Significa "marco oeste" em Doriathrin, uma linguagem primitiva criada por Tolkien para os Elfos de Doriath. A palavra nivon singnifica "oeste" e rim significa "borda, fronteira".

Radhrim / Arthórien / Garthúrian
O marco leste de Doriath, entre o Aros e o Celon, é reconhecido pelos nomes Radhrim, Arthórien e Garthúrian em um mapa antigo, presente no volume XI da série History of Middle-earth.  Não está claro, porém, se esses nomes se referem a direfentes partes da mesma área.
A palavra Radhrim significa "marco leste" em Doriathrin. A palavra radhon significa "leste" e rim significa "borda, fronteira". Esse nome apenas aparece no mapa e no "As Etimologias" presentes no volume V da série History of Middle-earth.
O nome Arthórien é usado no texto da estória para descrever a áera entre o Aros e o Celon. É derivado de Garthúrian, que significa "Reino da Barreira" em Doriatrhin. O nome Garthúrian e a forma variante de Arthórien também eram usados como referência à toda Doriath.

Reino Oculto
Tanto Doriath quanto Gondolin foram chamadas de Reino Oculto.

FONTES:

O Silmarillion: "Da chegada dos elfos e do cativeiro de Melkor," p. 52-54; "De Thingol e Melian," passim; "De Eldamar e dos príncipes dos eldalië," p. 57-58; "Dos Sindar," passim; "Dos homens," p. 104; "Da volta dos noldor," p. 108, 111-15; "De Beleriand e seus reinos," p. 119, 121-23; "Dos noldor em Beleriand," p. 126-29; "De Maeglin," p. 131-32, 135; "Da chegada dos homens ao oeste," p. 142-44, 147; "Da ruína de Beleriand e da queda de Fingolfin," p. 151-52, 156-57, 161; "De Beren e Luthien," passim; "Da quinta batalha: Nirmaeth Arnoediad," p. 188-89, 195; "De Turin Turambar," p. 198-211, 215-19, 225-26; "Da destruição de Doriath," passim; "De Tuor e da queda de Gondolin," p. 240, 244; "Da viagem de Eärendil e da Guerra da Ira," p. 246-47, 249, 254; "Dos anéis do poder e da Terceira Era," p. 286; Glossário, registros para Doriath, Eglador, Menegroth, Neldoreth ; "Apêndice:  Elementos em nomes nos idiomas Quenya e Sindarin," registros para dor, groth, iath, neldor

Contos Inacabados: "De Tuor e sua chegada à Gondolin," p. 40-41; "Narn I Hin Hurin – O conto dos filhos de Húrin," p. 57, 63, 70-85, 87-88, 90, 93-96, 100, 105, 107, 109, 112-21, 124, 142-46, 147 note 6, 148 note 13, 152; "Uma descrissão da ilha de Númenor," p. 171 note 2; "A história de Galadriel e Celeborn e de Amroth, Rei de Lórien," p. 228-29, 233-35, 247, 251, 259

The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," registros para 3AR, NIB, RAD, RI

The History of Middle-earth, vol. X, Morgoth’s Ring: "The Annals of Aman," p. 81-86, 89, 106

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 6-27, 32-35, 39, 40-44, 49-50, 53, 56-57, 59, 61-70, 72, 77, 79-83, 85, 88-90, 93-94, 101-3, 110-13, 127, 150-51; "The Later Quenta Silmarillion," p. 183 (map), 186, 188-89; "The Wanderings of Hurin," p. 254-58; "Maeglin," p. 332-33; "The Tale of Years," p. 345-56

Os Filhos de Húrin: "Introdução," p. 15, 18, 20-21, 24-25; "A infância de Túrin," p. 47; "As palavras de Húrin e Morgoth," p. 62; "A partida de Túrin," p. 69, 72, 74-79; "Túrin em Doriath," passim; "Túrin entre Bandidos," p. 98, 102-3, 107-9, 112, 115-20; "De Mim o anão," p. 122, 129, 140; "A terra do Arco e do Helmo," p. 141-43, 146; A morte de Beleg," p. 154-56; "Túrin em Nargothrond," p. 163, 170; "A volta de Túrin para Dor-lomin," p. 187-88; "A chegada de Túrin até Brethil," p. 192; "A jornada de Morwen e Nienor até Nargothrond," p. 198-203, 211-12; "Nienor em Brethil," p. 218; "A morte de Túrin," p. 251, 253-55

A Sociedade do Anel: "Uma faca no escuro," p. 204-6; "O Conselho de Elrond," p. 256

As Duas Torres: "Barbárvore," p. 72; "A toca de Laracna," p. 332 332

Apêndice A de O Senhor dos Anéis: "Os Reis Númenoreanos," p. 314 314

Apêndice E de O Senhor dos Anéis: "Escrita e Ortografia," p. 397 397

Apêndice F de O Senhor dos Anéis: "As línguas e os povos da terceira era," p. 406 406

Fonte: The Thain’s Book

Agradecimentos: ALF

O Reino Norte de Arnor

Arnor foi o Reino do norte dos Dúnedain na Terra-média. Originalmente Arnor era unida à Gondor no sul, porém, com o passar do tempo, os dois reinos se separaram e se isolaram. Gondor sobreviveu enquanto Arnor foi separada em três reinos: Arthedain, Cardolan e Rhudaur e, por fim, deixou de existir por completo. Foi apenas durante o reinado de Aragorn, ou Rei Elessar, que o Reino do norte de Arnor foi reestabelecido e reunificado com Gondor.

 

 

GEOGRAFIA

Arnor estava localizada a noroeste da Terra-média, na região conhecida como Eriador. As fronteiras de Arnor e Eriador eram similares, mas nem sempre as mesmas. Eriador compreendia todas as terras entre as Montanhas Nevoentas e as Montanhas Azuis até o Rio Cinzento. Arnor compreendia a maior parte dessas áreas exceto pelas terras Élficas a oeste do Rio Lûn, além do qual ficava Lindon, e a leste do Bruinen e do Fontegris, onde ficavam Valfenda e Eregion.

A primeira capital de Arnor foi Annúminas, nas praias do Lago Vesperturvo. A capital, tempos mais tarde, foi transferida para Fornost, nas Colinas do Norte. Outras principais cidades de Arnor foram Bree e Tharbad.

A Grande Estrada Leste que levava para os Portos Cinzentos e para Valfenda passava por Arnor. A Estrada Norte-Sul ligava Arnor à Gondor. Ela cruzava o Rio Cinzento e Tharbad e continuava para o norte através de Bree até cehgar em Fornost. Com o declínio de Arnor, a estrada caiu em desuso e se tornou conhecida como o Caminho Verde.

Em 861 TE, Arnor foi dividida em três reinos separados: Arthedain a oeste, Cardolan ao sul e Rhudaur a leste. Arthedain ficava em sua maioria entre os Rios Lûn e Brandevin, incluindo as terras entre o Brandevin e as Colinas do Vento ao norte da Grande Estrada Leste. As cidades de Annúminas e Fornost ficavam em Arthedain, assim como o Condado.

Cardolan compreendia as terras a leste do Brandevin até os Rios Fontegris e Cinzento. A Floresta Velha e as Colinas dos Túmulos ficavam em Cardolan, que também incluía a ampla região entre os Rios Brandevin e Cinzento, chamada de Minhiriath, que tinha uma costa banhada pelo Mar. A cidade de Tharbad ficava às margens do Rio Cinzento em Cardolan.

Rhudaur ficava entre as Colinas do Vento e as Montanhas Nevoentas, com a maior porção de seu território ao norte da Grande Estrada Leste, embora se extendesse ao sul da estrada para incluir o Ângulo entre os Rios Fontegris e Cinzento. Ao norte, Rhudaur fazia fronteira com a Charneca Etten. As Matas dos Trolls ficavam em Rhudaur e Valfenda ficava a leste de Rhudaur, na margem leste do Bruinen.


HISTÓRIA

dunedain-tree.gifEm 3319 da Segunda Era, o reino de Númenor foi destruído. O Rei Ar-Pharazôn e muitos de seu povo haviam sido corrompidos por Sauron e eles desafiaram a vontade dos Valar e tentaram invadir as Terras Imortais, em uma louca tentativa de conseguirem imortalidade. Como punição, Eru fez com que Númenor afundasse sob as ondas do Grande Mar.

Um pequeno grupo de Númenóreanos havia se mantido fiel aos Valar e conseguiram escapar da destruição de seu reino em uma frota de nove navios. Eles eram liderados por Elendil e seus filhos, Isildur e Anárion. Um forte vento levou seus navios na direção da Terra-média onde eles e seus descendentes se tornaram conhecidos como Dúnedain, ou Homens do Oeste.

Enquanto os cinco navios de Isildur e Anárion se dirigiram para o sul, Elendil e seus quatro navios foram para o norte, onde ele conheceu e se tornou amigo de Gil-galad, líder dos Elfos de Lindon. Elendil e seu povo cruzaram o Rio Lûn e se estabeleceram nas amplas terras de Eriador a oeste dele. Lá fundaram as cidades de Annúminas e Fornost e habitaram também as regiões mais próximas.

Em 3320 SE, os Reinos de Gondor e Arnor foram fundados, sendo que Isildur e Anárion governavam Gondor e Elendil, Arnor. Embora os dois reinos ficassem distantes um do outro Elendil permaneceu como Alto Rei de seu povo. Elendil fez de Annúminas a capital de seu reino. Como principal símbolo da realeza do Reino do norte ele carregava o Cetro de Annúminas; um bastão prateado que havia sido usado por seus ancestrais em Númenor e, ao invés de uma coroa, ele usava a Elendilmir, que era um aro ornamentado com uma gema branca.

As sete Pedras Videntes chamadas palantiri foram dividas entre Gondor e Arnor; quatro estavam no sul e três no norte. A Pedra de Annúminas foi mantida na capital, A Pedra do Amon Sûl foi colocada na Torre de Amon Sûl, construída no topo no Topo do Vento, e a Pedra de Elendil foi mantida em Elostirion, uma das três Torres Brancas que Gil-galad construiu para Elendil nas Colinas das Torres. As primeiras duas pedras eram usadas para comunicação com Gondor, porém a Pedra de Elendil olhava apenas para o Oeste, além do Mar.

Em 3429 SE, Sauron atacou Gondor, capturando Minas Ithil, a fortaleza de Isildur. Isildur e sua família navegaram para o norte enquanto Anárion permaneceu em Gondor para segurar as forcas de Mordor. Gil-galad e Elendil formaram então a Última Aliança de Elfos e Homens em 3430 para se oporem a Sauron. Eles reuniram suas forças em Valfenda em 3431 e marcharam para Mordor.

A Última Aliança foi vitoriosa contra as forças de Sauron na Batalha de Dagorlad, na frente dos Portões Negros de Mordor em 3434, porém Sauron permaneceu ileso em Barad-dûr, e a Última Aliança entrou em Mordor para sitiar a fortaleza do inimigo. O Cerco de Barad-dûr durou por sete anos e muitos Elfos e Homens foram mortos, dentre eles estava Anárion.

Finalmente, em 3441, Sauron saiu de sua torre e lutou com Elendil e Gil-galad aos pés da Montanha da Perdição. O corpo de Sauron foi destruído, porém Elendil e Gil-galad foram mortos. Isildur então cortou o Um Anel da mão de Sauron e o espírito dele fugiu de seu corpo indo se esconder nas profundezas das trevas. Após a Guerra da Última Aliança, muitos dos sobreviventes do exército de Arnor voltaram para casa através da Estrada Norte-Sul, porém Isildur escolheu permanecer em Gondor por mais um tempo. No ano 2 da Terceira Era, Isildur resolveu viajar para Arnor e assumir o reinado de lá, deixando seu sobrinho, Meneldil, para governar Gondor, embora sua real intenção fosse assumir como Alto Rei de ambos os reinos como seu pai havia sido.

Pouco após iniciada a marcha para o norte, a companhia de Isildur foia tacada por Orcs nos Campos de Lis. Isildur e seus três filhos, assim como a maioria de sua companhia, foram mortos. Foi Ohtar, escudeiro de Isildur quem conseguiu escapar com os fragmentos de Narsil, a espada de Elendil que havia sido quebrada na batalha contra Sauron. Em 3 TE, Ohtar finalmente levou os fragmentos de Narsil para Valfenda onde o filho mais novo de Isildur, Valandil, havia ficado com sua mãe. Valandil tinha apenas 13 anos de idade quando seu pai morreu e, dessa forma, permaneceu em Valfenda sob os cuidados de Elrond até se tornar adulto. Quando Valandil completou 21 nos, em 10 TE, ele se tornou Rei de Arnor, embora não tenha assumido o título de Alto Rei de Gondor e Arnor. Assim sendo, Gondor continuou sendo governada pelos herdeiros de Anárion enquanto Arnor foi governada pelos herdeiros de Isildur, e os dois reinos se separaram. A população de Arnor ficou bastante diminuta com a perda de muitos homens na Guerra da Última Aliança e, embora o Rei ainda habitasse Annúminas, várias outras regiões e cidades menores de Arnor não puderam mais ser mantidas.

Valandil foi sucedido por seu filho Eldacar em 249 e a ele se seguiram mais seis Reis de Arnon: Arantar, Tarcil, Tarondor, Valandur, Eledur e Eärendur, sendo Eärendur o último Rei a governar toda Arnor. Quando Eärendur morreu, em 861, houve desacordo entre seus filhos e Arnor foi dividida em três reinos separados: Arhedain, Cardolan e Rhudaur. Arthedain era governada pelo primogênito de Eärendur, Amlaith, enquanto Cardolan e Rhudaur eram governadas por seus irmãos mais novos, cujos nomes não são mencionados. Amlaith mudou a capital do seu reino para Fornost e levou também a Pedra de Annúminas. A cidade de Annúminas ficou deserta com o passar do tempo e caiu em ruínas. Amlaith foi sucedido por seu filho Beleg, que foi seguido por Mallor, Celepharn, Celebrindor e Malvegil.

Por volta de 1300, durante o reinado de Malvegil, o Senhor dos Nazgûl fundou o reino de Angmar nos arredores das Montanhas Nevoentas, a leste de Arnor. Sua identidade não foi revelada logo no começo e por isso ficou conhecido como o Bruxo-rei de Angmar e sei propósito era o de destruir o Reino do norte tirando vantagem da desunião entre os reinos de Arthedain, Cardolan e Rhudaur. A principal causa da tensão entre os três reinos foi a posse das Colinas do Vento, que ficava no ponto onde suas fronteiras se econtravam. Havia um palantír na Torre de Amon Sûl no Topo do Vento e Cardolan e Rhudaur o queriam para sí, principalmente por Arthedain já ter as outras duas Pedras Videntes em seu poder. Em 1349, Argeleb I, filho de Malvegil, se tornou o sétimo Rei de Arthedain, mantendo a linhgem direta de Isildur de pai para filho em seu reino, o que não havia acontecido com Cardolan e Rhudaur. Dessa forma Argeleb I se viu no direito de se declarar como rei de toda Arnor.

Porém, essa manobra de Argeleb foi contestada por Rhudaur. A presença dos Dúnedain haviam diminuido muito em Rhudaur e o controle do país foi usurpado por um senhor dos Homens das Colinas, que formou uma aliança com o Bruxo-rei de Angmar contra Arthedain. Em 1356 essa aliança lançou um ataque contra as Colinas do Vento e, embora Argeleb tenha construído fortificações para defender suas terras, ele pereceu durante a batalha.

Arveleg I, filho de Argeleb I, o sucedeu como Rei de Arthedain e uniu forças com Cardolan e com os Elfos de Lindon para expulsar os inimigos das Colinas do Vento. Por muitos anos Arthedain e Cardolan continuaram a defender as Colinas e as fronteiras ao longo da Grande Estrada Leste e do Rio Fontegris contra as forças de Rhudaur e Angmar. Em 1409, o Bruxo-rei de Angmar enviou um grande exército para atacar os Dúnedain. Os poucos Dúnedain remanescentes em Rhudaur foram mortos ou expulsos e o reino foi ocupado pelos malignos Homens a serviço de Angmar. O príncipe de Cardolan foi morto e não havia mais ninguém para o suceder. Foi enterrado nas Colinas dos Túmulos onde alguns dos sobreviventes de Cardolan haviam buscado refúgio, assim como a região da Velha Floresta.

As forças de Angmar cercaram a Colina dos Ventos e a Torre de Amon Sûl foi destruída. Nessa batalha, o Rei Arveleg I foi morto, porém alguns de seus homens conseguiram recuar para Fornost e levar com eles a Pedra de Amon Sûl. Araphor, filho de Arveleg I, tinha apenas 18 anos quando se tornou Rei de Arthedain e assumiu a responsabilidade pelas defesas de Fornos e das Colinas do Norte. Araphor conseguiu expulsar o inimigo com a ajuda de Cirdan e dos Elfos de Lindon e de Elrond e dos Elfos de Valfenda. Araphor foi sucedido por seu filho Argeleb II em 1589. Em 1601, dois Hobbits chamados Marco e Blanco pediram permissão de Argeleb II para liderarem um grupo de Hobbits de Bree para se estabelecerem nas terras entre o Rio Brandevin e as Colinas Distantes. Essa área antigamente era uma enorme fazenda com vinhedos e florestas que pertenciam ao Rei, mas há muito havia deixada de lado e ficado deserta. Argeleb deu aos Hobbits a permisão sob a condição de reconhecerem seu governo, abrigar seus mensageiros e de reparar e conservar as estradas. A terra onde os Hobbits se estabeleceram ficou conhecida como Condado.

Em 1636, a Grande Praga chegou ao norte e à Arnor, causando a morte de muitas pessoas em Cardolan e quase levando os Dúnedain de lá à extinção. As tumbas nas Colinas dos Túmulos em Cardolan foram habitadas por espíritos malignos chamados Criaturas Tumulares. Arthedain não havia sido tão severamente castigada pela Praga e conseguiu manter a linhagem de Isildur. Argeleb II foi sucedido por Arvegil, Aveleg II e Araval. Em 1851, é dito que Araval conquistou uma breve vitória sobre as forças de Angmar e também havia tentado reocupar Cardolan, porém sem sucesso por causa das Criaturas Tumulares que lá viviam.

Durante o reinado de Araphant, filho de Araval, foi reestabelecida a comunicação entre Arnor e Gondor. Há muito os dois reinos haviam se separado completamente, porém Araphat e o Rei Ondoher de Gondor compreenderam que estavam sendo atacados por um inimigo em comum, só não haviam ainda edscoberto que esse inimigo era Sauron. Araphant e Ondoher trocaram conselhos, entretando não eram capazes ainda de se auxiliar militarmente. O Reino do norte foi novamente atacado por Angmar enquanto o Reino so sul foi atacado pelos Carroceiros de Rhûn vindos do Leste.

Em 1940, Arvedui, filho de Araphat, se casou Fíriel, filha de Ondoher. Quatro anos mais tarde, o Rei Ondoher e seus dois filhos foram mortos em batalha, deixando Gondor sem um herdeiro direto ao trono. Arvedui então reclamou para si o trono de Gondor se valendo de sua linhagem direta com Elendil e de que sua esposa era a única descendente remanescente de Ondorher. Gondor rejeitou esse pedido se baseando no fato de que todos os seus Reis vieram da linhagem de Anárion, e não de Isildur, e também pelo fato de que a linhagem dos Reis era passada adiante apenas para os filhos, e não filhas. Eärnil, um capitão da casa real, se tornou Rei de Gondor e enviou uma promessa de amizade e auxílio para Arvedui, e assim ele não seguiu em frente com seu pedido sobre o trono. em 1964, Araphat morreu e Arvedui se tornou Rei de Arthedain. Foi previsto há muitos anos antes por Malbeth, a Visionária, que Arvedui seria o último Rei de Arthedain e assim foi.

No outono de 1973 ficou claro que o Bruxo-rei estava se preparando para lançar um ataque com força total contra Arthedain e então Arvedui enviou um pedido de socorro para Eärnil em Gondor, porém a ajuda não chegou a tempo de evitar que as forças de Angmar capturassem Fornost em 1974. A cidade foi tomada pelas hordas do Bruxo-rei e ele se mudou para a casa do Rei. Muitos dos Dúnedain, incluindo os filhos de Arvedui, recuaram para além do Rio Lûn até chegarem em Lindon. Arvedui e alguns de seus homens se esconderam nas Colinas do Norte por um tempo, mas acabaram sendo forçados a recuarem mais para o norte. Se econderam nas Montanhas Azuis até ficarem sem comida e então procuraram abrigo com os Homens das Neves que viviam perto da Baía Gelada de Forochel. Em março de 1975, Cridan enviou um navio dos Portos Cinzentos para resgatar Arvedui, porém uma grande nevasca vinda do norte fez com que o navio afundasse, matando Arvedui e seus homens e também afundando os dosi palantiri que carregavam consigo.

Uma frota vinda de Gondor chegou nos Portos Cinzentos trazendo um erxército liderado por Eärnur, filho de Eärnil. Eles se juntaram aos remanescentes dos Dúnedain do Norte e aos Elfos de Lindon e Valfenda para lutarem contra o Bruxo-rei. Durante a Batalha de Fornost, as forças de Angmar foram derrotadas e os Orcs e Homens a seu serviço foram mortos ou expulsos de Eriador. O Bruxo-rei ainda tentou retornar para sua fortaleza em Carn Dûn, porém Eärnur havia cortado sua retirada. Todavia, o cavalo de Eärnur não conseguiu suportar a presença do Nazgûl e isso permitiu que o Bruxo-rei fugisse para Mordor. O Bruxo-rei não se esqueceu de Eärnur e, em 2050, o Bruxo-rei atraiu Eärnur para Minas Morgul e o gondoriano nuca mais foi visto. Dessa forma a linhagem dos Reis chegou ao fim no Sul e Gondor passou a ser governada por Regentes.

Apesar da vitória sobre Angmar, os Dúnedain do Norte ficaram mais enfraquecidos ainda com a perda de homens durante a batalha; a cidade de Fornost foi abandonada; Arthedain deixou de existir; e o Reino do norte chegou ao fim. Os Dúnedain se tornadam um povo nômade e o povo de Eriador passou a chama-los de Guardiões. Alguns ainda desdenhavam dos Dúnedain, sem saber que eram os Dúnedain que ainda os guardavam e protegiam. Aranarth, filho de Arvedui, tomou o títlo de Líder dos Dúnedain, e através dos Líderes, a linhagem de Isildur foi mantida. As heranças da casa de Isildur, conhecidas como os fragmentos de Narsil, a Elendilmir, o Cetro de Annúminas e o Anel de Barahir, foram mantidos em Valfenda. Também se tornou tradicional para os Líderes dos Dúnedain a criarem seus filhos com Elrond em Valfenda, começando por Arahael, filho de Aranarth.

Arahael foi seguido por Aranuir, Aravir e Aragorn I. Em 2327 Aragorn I foi morto por lobos e sucedido por Araglas. Aproximadamente em 2480, durante o "reinado" de Arahad I, filho de Araglas, Orcs começaram a fazer fortalezas nas Montanhas Nevoentas com o propósito de bloquear as passagens para Eriador. Arahad I foi seguido por Aragost, Aravorn, Arahad II e Arassuil. Na época de Arassuil, as terras do norte se tornaram cada vez mais perigosas. Começando por volta de 2740, os Orcs começaram a descer das Montanhas Nevoentas para Eriador e houveram inúmeras escaramuças com Orcs entre 2745 e 2748. Os Orcs conseguiram avançar até as fronteiras do Condado, onde os Hobbits, liderados por Bandobras Took, os derrotaram na Batalha dos Campos Verdes em 2747. O povo de Eriador também sofreu pesadamente durante o Longo Inverno de 2758-59 e com a fome que se seguiu.

Arathorn I, herdeiro de Arassuil, morreu sob circunstâncias desconhecidas em 2848. O reinado de seu filho, Argonui, foi marcado pelo Grande Inverno, quando o Brandevin congelou e os lobos brancos invadiram o Condado. Nas enxentes que se seguiram com a primavera, a cidade de Tharbad foi arruinada. Arador, filho de Argonui, foi morto por Trolls das Colinas ao norte de Valfenda em 2930. Seu filho, Arathorn II assumiu como Líder dos Dúnedain por apenas três anos, sendo morto enquanato perseguia Orcs com Elladan e Elrohir, filhos de Elrond. Seu filho, Aragorn II, tinha apenas 2 anos na época e sua mãe, Gilraen, o trouxe para viver com Elrond em Valfenda. Em 2951, Elrond contou a Aragorn sobre sua linhagem como herdeiro de Isildur e lhe deu o Anel de Barahir e os fragmentos de Narsil.

No mesmo ano, Sauron revelou que havia retornado para Mordor e que estava reconstruindo seu exército e os Dúnedain dobraram sua vigilância. Em 3001, os Dúnedain redobraram a vigilância no Condado quando Gandalf passou a suspeitar de que o Um Anel estava em posse de um Hobbit chamado Frodo Bolseiro. Em 22 de setembro de 3018, os Nazgûl invadiram o Condado a procura do Um Anel e derrotaram uma companhia de Guardões no Vau do Sarn. Durante a Guerra do Anel, Homens malignos foram do sul para Eriador; o Condado foi coupado e houveram relatos de violência em Bree. Rufiões vagavam pelas estradas e florestas, enfestadas de lobos e criaturas ainda maiores. Muitos dos Dúnedain foram para o sul, liderados por Halbarad, para se juntarem a Aragorn na guerra contra as forças de Mordor. Sauron foi finalmente derrotado quando o Um Anel foi destruído em 25 de março de 3019.
Aragorn foi aceito como o herdeiro de Elendil pelo povo de Gondor e foi coroado como Rei de Gondor em 01 de maio. No Solstício de Verão, Elrond lhe trouxe o Cetro de Annúminas, símbolo da realeza do Reino do norte, e Aragorm reestabeleceu o Reino de Arnor e os deois reinos foram unidos mais uma vez sob seu governo. No ano 6 da Quarta Era, Aragorn fez do Condado uma Terra Livre sob a proteção do Reino do norte e os Homens foram proibidos a entratem. O Thain, o Mestre da Terra dos Buques e o Prefeito de Grã Cava foram feitos Conselheiros do Reino do norte em 13 QE.

Aragorn viajou para Arnor em 15 QE e, em uma crimônia caracterizando a ascenção de Aragorn na monarquida de Arnor, Arwen colocou a Elendilmir na fronte de Aragorn e ele a usou em seus dias no Reino do norte. Arnor voltou a ser segura novamente e a terra foi repopulada e Annúminas reconstruída como a capital do Reino do norte. Aragorn dividiu seu tempo entre Annúminas ao norte e Minas Tirith ao sul até 120 QE, quando morreu de velhice. Aragorn foi sucedido por seu filho, Eldarion, como Rei dos Reinos Reunidos de Gondor e Arnor.


MAPA DE ARNOR

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DATAS IMPORTANTES

Segunda Era:

3319
A destruição da Numenor. Os Fieis escapam e chegam a Terra-Média.

3320
Fundação dos reinos de Gondor e Arnor.

3429
Sauron ataca Gondor. Isildur chega ao norte de Arnor.

3430
A Última Aliança dos Elfos e Homens é formada. Birth. Nascimento do filho de Isildur, Valandil.

3431
O exército da Última Aliança se reúne em Rivendell.

3434
Guerra da Última Aliança começa. As forças de Sauron são derrotadas na Batalha de Dagorlad. O exército da Última Aliança estabelece cerco a Barad-Dur.

3440
o irmão de Isildur, Anarion é morto em batalha.  

3441
Sauron é derrotado por Elendil e Gil-galad, que acabam morrendo. O espírito de Sauron foge de seu corpo. Isildur corta o Um Anel da mão de Sauron. Elrond e Cirdan o aconselham a destruí-lo, mas Isildur se recusa.


Terceira Era:

2
5 de Setembro: Isildur ruma para Arnor.
4 de Outubro: Isildur é morto por Orcs nos Campos de Lis e é o Um Anel é perdido nas águas.

3
Ohtar traz os fragmentos de Narsil para Arnor.

10
O filho de Isildur, Valandil atinge 21 anos e torna-se rei de Arnor. Ele não reclama o Alto Reinado de Gondor e Arnor.

87
Nascimento do filho de Valandil, Eldacar.

185
Nascimento do filho de Eldacar, Arantar.

249
Morte de Valandil. Eldacar torna-se o quarto rei de Arnor.

280
Nascimento do filho de Arantar, Tarcil.

339
Morte de Eldacar. Arantar torna-se o quinto rei de Arnor.

372
Nascimento do filho de Tarcil, Tarondor.

435
Morte de Arantar. Tarcil torna-se o sexto rei de Arnor.

462
Nascimento do filho de Tarondor, Valandur.

515
Morte de Tarcil. Tarondor torna-se o sétimo rei de Arnor.

552
Nascimento do filho de Valandur, Elendur.

602
Morte de Tarondor. Valandur torna-se o oitavo Rei de Arnor.

640
Nascimento do filho de Elendur, Earendur.

652
Assassinato de Valandur. Elendur torna-se o nono rei de Arnor.

726
Nascimento do filho mais velho de Earendur, Amlaith.

777
Morte de Elendur. Earendur torna-se o décimo rei de Arnor.

811
Nascimento do filho de Amlaith, Beleg.

861
Morte de Earendur. Arnor é dividida em três reinos por seus filhos. O filho mais velho de Earendur, Amlaith torna-se rei de Arthedain enquanto os outros reinam Cardolan e Rhudaur.

895
Nascimento do filho de Beleg, Mallor.

946
Morte de Amlaith. Beleg torna-se o Segundo rei de Arthedain.

979
Nascimento do filho de Mallor, Celepharn.

1029
Morte de Beleg. Mallor torna-se o terceiro rei de Arthedain.

1050
Os Hobbits Pés-Peludos atravessam as Montanhas Sombrias em Eriador.

1062
Nascimento do filho de Celepharn, Celebrindor.

1110
Morte de Mallor. Celepharn torna-se o quarto rei de Arthedain.

1144
Nascimento do filho de Celebrindor, Malvegil.

1150
Os Hobbits Cascalvas e Grados entram em Eriador.

1191
Morte de Celepharn. Celebrindor torna-se o quinto rei de Arthedain.

1226
Nascimento do filho de Malvegil, Argeleb I.

1272
Morte de Celebrindor. Malvegil torna-se o sexton rei de Arthedain.

c. c. 1300
O Senhor dos Nazgûl estabelece o reino de Angmar leste de Arnor.

1309
Nascimento de Argeleb I, Arveleg I.

1349
Morte de Malvegil. Argeleb I torna-se o sétimo rei de Arthedain.

1356
Rei Argeleb I de Arthedain clama o reino de Arnor porque a linhagem de Isildur havia morrido em Cardolan e Rhudaur. Rhudaur junta-se com Angmar e ataca Arthedain. Argeleb I é morto. Arveleg I torna-se o oitavo rei de Arthedain.

1391
Nascimento do filho de Arveleg I, Araphor.

1409
Angmar ataca os Dunedain. Rhudaur é completamente subjugado e Cardolan é devastado. Arveleg I de Arthedain é morto. Araphor torna-se o nono rei de Arthedain e volta aos inimigos.

1473
Nascimento do filho de Araphor, Argeleb II.

1553
Nascimento do filho de Argeleb II, Arvegil.

1589
Morte de Araphor. Argeleb II torna-se o décimo rei de Arthedain.

1601
Rei Argeleb II permite que os Hobbits fundem o Condado.

1633
Nascimento do filho de Arvegil, Arveleg II.

1636
A Grande Peste vem para Arnor. Os Dúnedain de Cardolan perecem. Arthedain não é tão seriamente afetada.

1670
Morte de Argeleb II. Arvegil torna-se o décimo primeiro rei de Arthedain.

1711
Nascimento do filho de Arveleg, Araval.

1743
Morte de Arvegil. Arveleg II torna-se o décimo segundo rei de Arthedain.

1789
Nascimento do filho de Araval, Araphant.

1813
Morte de Arveleg II. Araval torna-se o décimo terceiro rei de Arthedain.

1851
Araval ganha uma vitória temporária sobre Angmar. Ele tenta reocupar Cardolan mas não tem êxito.

1864
Nascimento do filho de Araphant, Arvedui.

1891
Morte de Araval. Araphant torna-se o décimo quarto rei de Arthedain.

1938
Nascimento do filho de Arvedui, Aranarth. (Essa data é provavelmente está errada, uma vez que entra em conflito com o casamento de Arvedui dois anos mais tarde, em 1940.)

1940
Arnor renova as relações com Gondor. Arvedui casa-se com Firiel, filha do rei de Gondor, Ondoher.

1944
Rei de Gondor Ondoher e seus filhos são mortos em batalha, não deixando nenhum herdeiro direto. Arvedui tenta reclamar o trono de Gondor, mas seu pedido é rejeitado.

1964
Morte de Araphant. Arvedui torna-se o décimo quinto e último Rei de Arthedain.

1973
O Rei Bruxo prepara um assalto à Arthedain. Arvedui envia um pedido de ajuda para Gondor.

1974
O Witch-King de Angmar invade Arthedain e captura Fornost. O Reino do Norte termina. Os filhos de Arvedui e muitos outros Dunedain se retiram para Lindon. Arvedui se detém nas Colinas do Norte e depois se retira para o norte de Icebay of Forochel.

1975
Arvedui tem sua embarcação naufragada e é morto. Ajuda chega de Gondor liderada por Earnur. The Witch-king’s forces are defeated at the Battle of Fornost. As forces do Rei Bruxo são derrotadas na batalha de Fornost. O Rei Bruxo deixa o norte.

1976
Aranarth, filho de Arvedui leva o título de Capitão dos Dunedain. Os herdeiros da Casa de Isildur são mantidos em Rivendell.

2012
Nascimento do filho de Aranarth, Arahael.

2050
A linha de Reis termina em Gondor. O Regente governa, na ausência de um rei.

2084
Nascimento do filho de Arahael, Aranuir.

2106
Morte de Aranarth. Arahael torna-se segundo Chefe dos Dunedain.

2156
Nascimento do filho de Aranuir, Aravir.

2177
Morte de Arahael. Aranuir torna-se terceiro Chefe dos Dunedain.

2227
Nascimento do filho de Aravir, Aragorn I.

2247
Morte de Aranuir. Aravir torna-se o quarto Chefe dos Dunedain.

2296
Nascimento do filho de Aragorn I, Araglas.

2319
Morte de Aravir. Aragorn I torna-se o quinto Chefe dos Dunedain.

2327
Aragorn I é morto por lobos. Araglas torna-se o sexto Chefe dos Dunedain.

2365
Nascimento do filho de Araglas, Arahad I.

2431
Nascimento do filho de Arahad I, Aragost.

2455
Morte de Araglas. Arahad I torna-se o sétimo Chefe dos Dunedain.

2480
Orcs fazem fortalezas nas Montanhas Sombrias para bloquear as passagens à Eriador.

2497
Nascimento do filho de Aragost, Aravorn.

2523
Morte de Arahad I. Aragost torna-se o oitavo Chefe dos Dunedain.

2563
Nascimento do filho de Aravorn, Arahad II.

2588
Morte de Aragost. Aravorn torna-se o nono Chefe dos Dunedain.

2628
Nascimento do filho de Arahad II, Arassuil.

2654
Morte de Aravorn. Arahad II torna-se o décimo Chefe dos Dunedain.

2693
Nascimento do filho de Arassuil, Arathorn I.

2719
Morte de Arahad II. Arassuil torna-se o décimo primeiro Chefe dos Dunedain.

2740
Orcs das Montanhas Sombrias começam a causar problemas em Eriador.

2747
A Batalha dos Campos Verdes no Condado entre os Hobbits e Orcs das Montanhas Sombrias.

2757
Nascimento do filho de Arathorn I, Argonui.

2758-59
Um Longo Inverno. Muitas pessoas em Eriador perecem.

2760
A fome segue o longo inverno.

2784
Morte de Arassuil. Arathorn I torna-se do décimo segundo Chefe dos Dunedain.

2820
Nascimento do filho de Argonui, Arador.

2848
Morte de Arathorn I. Argonui torna-se o décimo terceira Chefe dos Dunedain.

2873
Nascimento do filho de Arador, Arathorn II.

2911
Caiu o Inverno. O Brandevin congela e lobos brancos entram no Condado.

2912
Morte de Argonui. Arador torna-se o décimo quarto Chefe dos Dunedain.

2929
Arathorn II casa-se com Gilraen.

2930
Arador é morto por Trolls. Arathorn II torna-se o décimo quinto Chefe dos Dunedain.

2931
1 março: Nascimento do filho de Arathorn II, Aragorn II.

2933
Arathorn II é morto por um Orc. Seu filho de dois anos de idade, Aragorn é criado por Elrond em Rivendell.

2951
Aragorn aprende de sua herança como do décimo sexto Chefe dos Dunedain e herdeiro de Isildur. Sauron se declara abertamente em Mordor e reconstrói suas forças.

3001
Os Dunedain dobram a guarda sobre o Condado quando Gandalf suspeita que o Um Anel está lá.

3019
6 março: Halbarad e a companhia dos Dunedain do Norte juntam-se a Aragorn.
25 março: O Um Anel é destruído e Sauron é derrotado.
1 maio: Aragorn é coroado Rei de Gondor.
Solstício de verão: Aragorn recebe o Cetro de Annuminas.


Quarta Era:

6
Aragorn faz o Condado uma Terra Livre sob a proteção do Cetro do Norte e proíbe a entrada de homens.

13
Aragorn faz o Thain, o Mestre da Terra dos Buques, e o prefeito de Grã Cava Conselheiros do Reino do Norte.

15
Aragorn viaja para Arnor para viver em Annuminas por um tempo.

31
Aragorn acrescenta o Marco Ocidental ao Condado.

120
Morte de Aragorn. Seu filho Eldarion sucede-lhe como Rei de Gondor e Arnor.


NOMES E ETIMOLOGIA

Arnor
Arnor significa "terra do Rei", com ar significando "real, nobre" e nor, derivando de dôr ou ndor, signidicando "terra".

O Reino do Norte
Arnor foi o Reino dos Dúnedain no norte, enquanto Gondor foi o Reino dos Dúnedain no sul.

Arthedain
Arthedain foi um dos três reinos nos quais Arnor se dividiu. O elemento arth pode ser a forma Sindarin para o Quenya arta, que significa "exaltado". Pode também estar conectado com a palavra ardh, significando "reino". A palavra edain significa "homens".

Cardolan
Cardolan foi um dos três reinos nos quais Arnor se dividiu. O significado de Cardolan é desconhecido. O Guida para a Terra-média, de Ronert Foster, sugere que ele possa significar "terra da colina vermelha", derivando de caran, "vermelha", dol, "colina" e com o sufixo -an ou -and denotando "país, região".

Rhudaur
Rhudaur foi um dos três reinos nos quais Arnor se dividiu. Pode ter seu significado dos elementos rhûn, "leste" e daur, derivando de taur, "floresta". Rhudaur era o reino mais oriental e compreendia as florestas e Matas dos Trolls.


FONTES:

A Sociedade do Anel: "Prólogo: A Respeito de Hobbits", p. 13-14, 18; "A Sombra do Passado", p. 61; "Neblina Sobre as Colinas dos Túmulos", p. 157; "Uma Faca no Escuro", p. 197-98; "Fuga para o Vau", p. 214; "Muitos Encontros", p. 233; "O Conselho de Elrond," p. 255-58, 260-62, 264, 266

As Duas Torres: "O Palantir", p. 203

O Retorno do Rei: "A Passagem da Companhia Cinzenta", p. 47-49, 51, 53, 60, 63; "A Batalha dos Campos do Pelennor", p. 119-20, 123-4; "As Casas de Cura", p. 137-38; "O Regente e o Rei", p. 245-46, 251; "A Caminho de Casa", p. 271-73.

Apêndice A do O Senhor dos Anéis: "Os Reis Númenorianos", p. 317-18; "Os Reinos no Exílio – A Linhagem do Norte – Herdeiros de Isildur", p. 318; "Eriador, Arnor, e os Herdeiros de Isildur", p. 319-20; "O Reino do Norte e os Dunedain" a "Gondor e os Herdeiros de Anarion", p. 329-32; "A História de Aragorn e Arwen".

Apêndice B de O Senhor dos Anéis: "O Conto dos Anos", p. 365-71, 377-78

Contos Inacabados: "A História de Galadriel e Celeborn", p. 264; "O Desastre dos Campos de Lis," a "O Palantiri", 411 nota 1, 413-14 nota 16.

A História da Terra-Média vol. XII, Os Povos do Terra-Média: "Os Herdeiros de Elendil", p. 192-96, 207-11

Fonte: The Thain’s Book

Agradecimentos: ALF

Aman ou Valinor: As Terras Imortais ou A Terra Abençoada

Durante a formação do mundo, os Valar, ou seja, os primeiros filhos de
Ilúvatar, criaram os primeiros continentes, e destes que foram criados,
escolheram a Terra Média para habitar. Lá construíram suas moradas,
portos e grandes palácios. Aí construíram as primeiras luzes do mundo,
duas lâmpadas colossais chamadas de Illuin e Ormal, que nelas eram
atribuídas com a Maia Arien o Sol ou Anar para os Elfos, e com a Lua,
Tilion um Maia de Aüle que outrora era chamada de Isil, o esplendor
para os Elfos. Foi aí que se iniciou a primeira das guerras, entre os
Valar e Melkor, quando Melkor, o Inimigo Negro do Mundo destruiu as
Lâmpadas e arruinou a morada dos Valar. Temendo que uma guerra
prolongada contra Melkor causasse ainda mais destruição em Arda, os
Valar partiram das suas mansões arruinadas para o continente mais
Ocidental de Arda, chamado Aman, e aí fizeram um novo lar. E que lá
Melkor não conseguiria atacar ou danificar com suas tropas.
 
 
Aman era a mais ocidental de todas as terras nas fronteiras do mundo, pois as suas costas ocidentais davam para o mar exterior, a que os Elfos chamavam Ekkaia e que contornava o reino de Arda. Ninguém sabe, além dos Valar e de Ulmo e Ossë, a largura desse mar; e para além dele ficam as muralhas da noite. Mas as costas orientais de Aman eram o extremo mais remoto de Belegaer, o grande mar do Ocidente.

sobre_aman_01.jpg
Visualização do mapa de Arda

A simetria original de Aman era fantástica, não existiam costas marítimas com desvios abruptos, e o clima no centro do continente era ameno e muito bom. Era uma visualização física do paraíso, uma visão de Arda não desfigurada, de como o mundo deveria ter sido se Melkor não tivesse destruído tudo o que lhe despertasse inveja por ser belo e que ele não conseguisse fazer ou criar. Pois Melkor invejava a cima de tudo as obras de seus irmãos, e o que não podia ser tomado pela força, ele, Melkor arruinava e destruía por ira e inveja. Este grande continente era parcialmente dividido e, apesar de Tolkien ter sido extremamente sumário nas suas descrições, o pouco que sei segue abaixo:



Valinor: A Terra dos Valar

Em Aman os Valar criaram o Reino que se chamou Valinor, que significa A Terra dos Valar. Este reino foi criado após a destruição do Reino de Almaren na Terra-Média em que houve guerra entre Melkor e os Valar e de que Melkor venceu. É fácil confundir Valinor com a própria Aman, pois ambos são citados como se fossem uma única coisa, porém não são.

Valinor está localizada no centro de Aman, como um grande país dentro de um continente. As suas terras são as mais belas do mundo, pois aí vivem os Valar e Maiar em glória, sendo a presença destes poderosos imortais que tornou essa terra tão bela. Também em Aman os Valar estabeleceram o Máhanaxar, o Círculo do Julgamento, onde as sentenças de Manwë e os debates entre os Poderes mudaram os destinos de Arda. Foi no Máhanaxar que os Valar decidiram iniciar as guerras contra Morgoth quando souberam do despertar dos Elfos, e que Manwë ouviu o pedido de piedade de Elfos e Homens levado por Eärendil, dando início à Guerra da Ira, no qual Morgoth ou Melkor fora derrotado e apreendido para sempre no vazio do mundo em Aman.

Para os Valar protegerem a sua nova terra de Melkor, os Valar ergueram a muralha das Pelóri, montanhas gigantescas que cercavam Valinor de Norte a Sul impedindo a entrada de qualquer estranho. Apenas uma brecha (abertura) foi deixada nas Pelóri, bem no centro de Aman: Calacirya, através da qual jorrava a luz e radiação do reino abençoado. Mas era vigiada pelos elfos constantemente. Ainda no Reino de Valinor foi criada Valimar, a Cidade dos Valar, que era muito bela e gloriosa. Estava localizada numa planície no centro do continente de Aman. Os seus portões estavam sempre abertos, e por eles avistava-se um monte verdejante e idílico chamado Ezellohar, que Yavanna, A Rainha da Terra e provedora dos frutos consagrou e onde criou as Duas Árvores chamadas Telperion e Laurelin, as árvores de Prata e de Ouro, as mais belas de todas as suas criações. O Círculo do Julgamento estava situado entre Valimar e o Monte Ezellohar.

Em Valinor foram construídas as grandes Mansões dos Valar. Manwë e Varda vivem ambos em Taniquetil, a mais alta das montanhas de Arda, e em cujo cume ficam as Ilmarin, as suas Mansões, de onde podem vislumbrar toda Arda; é a montanha sagrada, que os elfos também chamavam Oiolossë, a Brancura Eterna, e Elerrína, a Coroada de Estrelas. Mas os Sindar, na sua língua posterior, chamavam-lhe Amon Uilos. A sua residência é a que está situada mais a leste de Aman. Muitos dos Maiar, e mais tarde todos os elfos Vanyar, pediram autorização para viverem aos pés de Taniquetil, e que Manwë concedeu-lhes.

Oromë, o Caçador, que gostava de passear nas florestas de Valinor, devia ter a sua mansão nas proximidades de Hyarmentir, a montanha mais alta das regiões a Sul de Valinor. É feita a suposição que Tulkas e Nessa viveriam aí perto, pois Nessa era irmã de Oromë e gostava de correr nos bosques belos e verdes de Yavanna. As pastagens de Yavanna deveriam situar-se mais a sul, a oeste das florestas de Oromë. As mansões de Aulë ficavam exatamente no centro de Valinor, e como ele era conhecido como o mestre da forja e mineração poderiam existir aí muitas colinas e montanhas menores cheias de minérios para Aüle poder trabalhar.

Námo habita nos Salões de Mandos, que estão localizados no extremo ocidente de Aman, quase no fim do continente, perto das mansões de Nienna. Com ele habita sua esposa, Vairë, a Tecelã; que tece todas as coisas que aconteceram no tempo, nas suas famosas teias, e as Mansões de Mandos alargam continuamente com o passar das Eras. Námo é o guardião das Casas dos Mortos e todos os espíritos élficos, os primogênitos de Ilúvatar, dos que morreram esperam nas suas mansões. Cabe a Mandos proferir seu julgamento, alguns deles renascem, outros voltam à vida em novos corpos, mas alguns deles, devido a seus atos ruins, nunca sairão de Mandos. Existe apenas uma mansão mais a oeste que a de Mandos, e que é a de Nienna, a Lamentadora. A sua habitação fica nas costas de Ekkaia, perto das fronteiras do mundo. Nienna raramente ia para Valimar, onde há risos e alegria. Ela prefere ir a Mandos, onde muitos dos espíritos sentem esperança renovada com a sua presença, e param de desesperar-se. Irmo, senhor das visões e dos sonhos, habita nos Jardins de Lórien, que são os mais belos de todos os lugares do mundo, com uma ilha no lago arborizado de Lórellin onde a sua esposa, Estë, costuma dormir. Os Jardins de Lórien provavelmente ficariam perto das Mansões de seus irmãos, Námo e Nienna.

sobre_aman_02.jpg
Eärendil ao chegar em Valinor.


Eldamar: A terra dos Eldar em Aman

Quando Melkor foi derrotado na primeira das Guerras, os Valar convidaram os Elfos a viverem em Aman. Muitos dos elfos da Terra-Média atenderam de bom grado essa convocação e iniciaram a viagem que ficou conhecida como Grande Marcha dos Eldar para Aman. Muito dos Elfos foram, mais muitos também não quiserem deixar a Bela Terra Média para visitar Aman, amavam a cima de tudo os locais que se estabeleceram na Terra Média ao chegarem do Mar.

Quando esta viagem chegou ao fim, os Elfos receberam dos Valar uma terra onde poderiam viver, que estava situada dentro do continente de Aman e foi chamada Eldamar, a terra dos elfos. Esta terra está localizada num vale na região central de Aman, em frente à Calacirya e próxima à baía de Eldamar. Os Noldor ergueram um alto monte verde, Túna, onde incidia a luz das Árvores e aí construíram a magnífica cidade de Tirion quase dentro de Valinor, mas tão próxima à costa que era possível ouvir o som das gaivotas. As suas muralhas eram brancas e a mais alta torre da cidade era a Torre de Ingwë, O maior e Rei de todos os elfos Mindon Eldaliéva, com uma lâmpada de prata.

Os elfos Teleri viveram em Tol Eressëa durante uma longa Era, mas por fim o desejo da luz foi mais forte. Então, Ulmo enviou Ossë e este ensinou-lhes a arte de construir navios e assim chegaram finalmente a Eldamar. Com a ajuda dos Noldor, construíram a cidade de Alqualondë, o Porto dos Cisnes, nas terras ao Norte das Pelóri, e este era o maior e mais belo porto de Aman. A entrada desse porto era um arco de rocha viva esculpida pelo mar e ficava a Norte da Calacirya, onde a luz das estrelas eram mais brilhantes.

Todavia os Eldar não estavam condenados a viver nas costas de Aman ou mesmo no estreito das Pelóri. Os elfos Vanyar, que viviam na cidade de Tirion, pediram autorização a Manwë para viverem nas encostas de Taniquetil, e aí devem ter construído a sua própria cidade. Fëanor, o filho de Finwë, construiu a fortaleza de Formenos, a mais setentrional das Terras Imortais, e qualquer elfo (à exceção dos Noldor em Tol-Eressëa) tinha permissão para ir onde desejassem em Aman. Não devia ser negada a permissão de habitar em qualquer ponto das Terras Imortais.

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Uma breve visualização da Baía de Eldamar.
 
 

Sobre Tol Eressëa

Um pouco a leste da baía de Eldamar os Valar fixaram a ilha de Tol Eressëa (a Ilha Solitária), na qual muitos dos exilados Noldor passariam a viver outrora. É simples concluir que Tol-Eressëa possuía vastas florestas, pois os elfos Teleri tinham madeira à disposição para construir os seus barcos e navios. Existem relatos de pelo menos uma montanha que se erguia no centro da ilha, rodeada pela Terra dos Ulmeiros, e de vários tipos de animais e plantas que já existiam antes de serem levados para próximo de Aman. É importante explicar que Tol-Eressëa foi levada para Aman por Ulmo, o Senhor das Águas. Quando os elfos terminaram a sua longa marcha, chegaram às costas da Terra-Média. Nenhum deles sabia a arte de construir navios, e não podiam nadar até Aman.

Então Ulmo foi chamado pelos outros Valar, e pediram-lhe que levasse os elfos até às Terras Imortais. Então Ulmo desenraizou uma ilha, que moveu-a até às costas de Aman, tornando-se a ilha de Tol-Eressëa. Foi nestas terras que os elfos Teleri construíram a cidade de Avallonë, no litoral leste, sendo este o maior porto da Ilha Solitária, e de onde os navios élficos partiam para Númenor na Segunda Era do Sol. Com o passar das Eras, a importância de Tol-Eressëa aumentou. Desde o final da Primeira Era do Sol até início da 4ª Era do Sol, os elfos Noldor que tinham participado na rebelião comandada por Fëanor foram convidados a viver em Tol Eressëa, ainda não lhes sendo permitido voltarem a Valinor. Desde então havia muita devastação de mata nativa da região para o uso de madeira para fazer embarcações para viajar pelo Grande Mar, com isto não se sabe ao certo se estas matas nativas eram replantadas em inúmeras vezes maior que as vezes devastadas pelos Elfos, ocasionalmente deveriam ser replantadas e muito, pois seria um crime devastar as criações de Yavanna e não replanta-las seguidamente, no entanto, existiam os Pastores de Árvores em alguns dos lugares de lá para cuidar disto.

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Uma breve visualização da Ilha de Tol Eressëa.
 
 

Araman: O Extremo Norte das Pelóri

No extremo Norte de Valinor ficava Araman, que significa Aman Exterior. Esta terra fria e inexplorada ficava entre as montanhas das Pelóri e o grande mar. Entre as costas e as montanhas ficavam planícies áridas, sempre frias por causa da proximidade do gelo.

Essa terra desértica curvava para Oriente e as praias orientais da Terra Média avançavam para o Ocidente; e aí havia um estreito cheio de gelo tormentoso: o Helcaraxë como era chamado antigamente, que lá que aconteceu a grande marcha dos Noldor para a Terra Média. As águas geladas do mar circundante e as ondas de Belegaer juntavam-se e as correntes do mar estavam cheias de montes entre chocantes de gelo. Apesar destas terras parecerem inabitáveis, os elfos Noldor viveram ali por quase vinte anos. Já o Helcaraxë, a passagem do gelo tormentoso, era considerado impassível; até que Fingolfin e o seu povo ousaram tentar essa perigosa viagem, depois da traição de Fëanor. Houve muitos mortos nessa travessia , incluindo a esposa de Turgon, Elenwë; mas assim parte dos Noldor chegaram à Terra Média. Poucos dos feitos posteriores dos Noldor ultrapassaram essa desesperada travessia em dificuldades e tormentos.


Avathar: As Terras Sombrias e Escuras do Sul

Muito a Sul de Aman ficava a escura região de Avathar. Era uma terra estreita e vazia sob os sopés orientais das Montanhas Pelóri e as suas compridas e tristes praias estendiam-se para o Sul, sem luz e inexploradas. Lá não habitava muita gente, os poucos que sabiam não queriam contar e tentavam esquecer destas terras e deixa-las passarem em vão.

Lá, sob as paredes a pique das montanhas e do frio e escuro mar, as sombras eram as mais profundas e densas do mundo. Muito pouco é conhecido sobre estas terras, pois os elfos não iam lá e os Valar e Maiar pouco falavam sobre ela a qualquer povo. Porém em O Silmarillion diz que Ungoliant vivia em Avathar, instalando as suas teias de escuridão durante as Eras das Estrelas e das Árvores até que Melkor veio a seu caminho e a tirou de lá. Lá, era uma terra nefasta e escura, apenas habitava os seres que Ungoliant deixava, e que por fim quando batia sua fome, devorava ate mesmo suas pequenas criações ate se saciar por completa. Com a partida de Ungoliant esta terra deveria ter ficado temporariamente vazia, porém suas teias e criaturas nefastas permaneceram por muito tempo. O vale onde Ungoliant vivia ficava no ponto mais para Sul de Avathar, além de Hyarmentir. É natural que, com o passar das Eras, devido à partida de Ungoliant, os elfos de Aman tenham reconquistado as marcas setentrionais de Avathar e por fim tirado alguma parte do mal que lá habitava, porém acho muito difícil terem conseguido tirar todo o mal que lá habitava antigamente.

Cirith Ungol

geografia_arda.jpgNas Montanhas da Sombra que, da parede oeste e fronteira de Mordor, existia uma pouco usada e estreita passagem chamada Cirith Ungol, a “passagem da aranha”. Essa passagem secreta foi usada pelo Bruxo-rei dos Nazgûl no ano 2000 da Terceira Era quando suas forças saíram de Mordor e sitiaram Minas Ithil. Em 2002, Minas Ithil caiu e foi renomeada Minas Morgul, a “torre dos espectros”. Pelos próximos mil anos a passagem estava fechada, pois era lá que a Aranha gigante chamada Shelob fez seu covil e qualquer um que se arriscasse a passar por ali era devorado por esse monstro. Sauron pensava que ninguém mais entraria em seu reino através dessa passagem, mas em 3019 os Hobbits Frodo Bolseiro e Samwise Gamgee, acompanhados por Sméagol Gollum, derrotaram Shelob.

 

 
Eles ainda derrotaram os poderes das estátuas malignas de três cabeças, chamadas de Vigias, e sobreviveram aos Orcs da Torre que ficava no leito da passagem; esse era o último obstáculo de Cirith Ungol e os Hobbits finalmente puderam entrar nas terras infernais de Mordor.

Cirith Gorgor

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O Portão Negro e as Torres dos Dentes eram as poderosas barreiras construídas ao longo das “passagem assombrada” chamada Cirith Gorgor, que era a principal entrada para o Reino de Mordor. Essa era a mais larga passagem para Mordor e a mais poderosamente defendida por Sauron durante a Segunda e Terceira Eras do Sol. Em ambas as eras as maciças defesas foram finalmente derrubadas e a passagem aberta.