Arquivo da categoria: As Maravilhas de Arda

As Torres Brancas

As Torres Brancas
As Torres Brancas se situam nas Colinas das Torres, a oeste do Condado,
perto dos Portos Cinzentos. Foram construídas pelos Elfos de Lindon em
honra Elendil, a mando de Gil-Galad, pouco depois de este se ter
fundado o reino de Arnor. A mais alta das três se chamava Elostirion, e
nela Elendil guardou uma das sete palantiri que trouxe de Númenor.
 
 

Essa palantir não estava em sintonia com as restantes, e ficava virada para Oeste, olhando através do mar para Tol Eressea, onde a Pedra-mestra ficava, na Torre de Avallone. A palantir de Elostirion se chamava Pedra de Elendil. É dito que o rei vinha muitas vezes à torre, para vislumbrar o Reino Abençoado.

As Torres BrancasAs Torres Brancas e a palantir foram protegidas por muito tempo por Cirdan e os Elfos dos Portos Cinzentos, e quando Elrond deixou a Terra Média em 3021, Cirdan colocou a palantir em seu navio.

Os Hobbits diziam que era possível ver o mar do alto de Elostirion, nos dias mais claros, mas nunca se soube de algum Hobbit que tivesse estado no topo dela, pelo menos até muitos anos mais tarde. Na casa de Tom Bombadil, Frodo Bolseiro, portador do Anel, sonhou com Elostirion em um dos muitos sonhos que teve sobre o mar:

"Depois escutou um ruído distante. A princípio, pensou ser um vento forte vindo sobre as folhas da floresta. Então percebeu que não era o vento, mas o som do Mar ao longe; um som que nunca ouvira quando acordado, embora com freqüência lhe perturbasse os sonhos. De repente descobriu que estava fora de casa, ao relento. Não havia árvore alguma no fim das contas. Estava numa charneca escura, sentindo no ar um estranho cheiro salgado. Olhando para cima, viu uma torre As Torres Brancas, no LOTRObranca e alta, que se erguia solitária sobre um penhasco. Sentiu um enorme desejo de subir na torre e ver o Mar. Começou a subir com dificuldade: mas de repente um raio cruzou o céu, e houve um barulho de trovão."

As Colinas das Torres, onde Elostirion fora erguida, marcavam a antiga fronteira entre Lindon e Arnor, e a Grande Estrada Este, que vinha desde Valfenda, passava por eles. No ano 34 da Quarta Era, a filha de Samwise Gamgee, Elanor, e seu marido Fastred Fairbairn de Greenholm mudaram-se para as Colinas das Torres, fundando a vila das Torres Inferiores. Os seus descendentes vieram a ser chamados de os Fairbairns das Torres, e passados vários anos, o rei Elessar decretou que as Colinas das Torres marcavam a nova fronteira este do Condado.


Outras Informações


Localização

As Torres Brancas

Nome
A palavra Elostirion é composta por el, que significa "estrela", ost, "fortaleza", e tirion que significa "grande torre de vigia".

Outros nomes:
As Torres Brancas de Elendil


Autores

AlissonTuor – Imagens
O 10º membro da Sociedade – Texto, Imagens e Revisão Final
Turin PK – Tradução de texto


Fontes

Websites:
Thain’s Book
Livros:
O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel: Conspiração Desmascarada – p. 112
O Senhor dos Anéis – Apêndice A: O Reino do norte e os Dunedain.
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Moria

Moria
Khazad-dûm, ou Moria como é mais conhecida, foi o mais grandioso reino dos Anões na Terra-Média. Seus lindos e enormes salões ficavam sob das Montanhas Nebulosas. De suas profundas e incontáveis minas vieram
grandes tesouros, e delas se extraia o mithril, o metal mais precioso de Arda.

 

 Durante séculos os Anões prosperaram, e nunca algum inimigo conseguiu entrar nas grutas e sair vivo. Seria de dentro que o mal viria: um Balrog de Morgoth vivia nas profundezas das Minas, e quando os Anões o acordaram foram obrigados a fugir do seu lar. Os salões de Khazad-dûm foram tomados por Orcs enviados por Sauron e outras criaturas escuras; e passou a ser conhecido como Moria, o Abismo Negro, e foi um lugar de terror e morte.

Localização e Descrição de Moria

Khazad-dûm está localizada sobre as Montanhas Nebulosas, mas precisamente sobre os 3 picos de Moria: Cloudyhead, Redhorn e Silvertine. A este de Khazad-dûm estava o Dimrill Dale, onde se situava o Lago do Espelho. A oeste, haviam as planícies de Eregion. Em todo o seu cumprimento, os salões de Khazad-dûm se estendiam por impressionantes 40 milhas.

A entrada este de Khazad-dûm se chamava Portão de Dimrill, devido ao rio que nascia perto do sítio, ou mais simplesmente Portão Este. Os Grandes Portões pendiam de grandes postes laterais cravados na pedra. Para lá deles, estavam as primeiras salas e passagens feitas pelos Anões, mais tarde conhecidas como Velha Moria. O Primeiro Salão tinha janelas altas na parede este que deixavam entrar luz. Um largo caminho partia do Primeiro Salão, através de uma série de escadarias, no final das quais estava um grande abismo, atravessado no topo pela ponte de Khazad-dûm. A ponte tinha 50 pés de comprimento, era estreita, e não tinha apoios. Foi construída desta forma como defesa contra qualquer invasor que conseguisse passar pelo Portão de Dimrill e tomar o Primeiro Salão.

 
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No lado oposto do abismo esta o Segundo Salão, uma vasta câmara com duas filas de pilares no centro. Este pilares eram altos e cravados na forma de árvores. Os seus ramos no cimo suportavam o teto alto da sala.Para lá dele, a cidade subterrânea se estendia numa vasta e intrincada rede de passagens, escalas, salas e salões. Havia vários ribeiros e rodas que forneciam água aos habitantes das minas. Os Anões penduravam lâmpadas de cristal no teto para iluminar a cidade, e muitas das câmaras superiores tinham janelas na vertente da montanha. Uma dessas câmaras era o 21º Salão do Sétimo Nível – uma grande sala com portas em cada lado, grandes pilares de pedra e paredes negras polidas.

Indo para baixo pelo corredor que saia da porta norte do 21º Salão, do lado direito, estava a Câmara de Mazarbul, os Câmara dos Registos. Pela porta oeste do Salão, uma estrada levada para este e para baixo, estreitando à medida que chegava ao fim. Lá estava uma arcada onde se encontravam dois outros corredores vindo de este – um indo a direito e outro vindo das profundezas. Havia um posto de vigia na confluência destes três caminhos.

No chamado Terceiro Abismo de Khazad-dûm estavam as salas das armas. Muito abaixo, nas minas, estavam os tesouros dos Anões – ouro, prata, ferro, pérolas e opalas, entre outros metais e gemas preciosos. Os pontos de extração de mithril se encontravam ainda mais para baixo, para norte, junto às raízes do Redhorn.

Junto à saída oeste de Khazad-dûm, um lance de duzentas escadas descia até ao Portão Oeste, chamado Portão de Hollin (Hollin era outro nome para e região de Eregion). Lá estavam as Portas de Durin, feitas pelo artífice Anão Narvi e gravadas pelo Elfo Celebrimbor. Nessas portas estavam desenhos e frases traçados com ithildin, uma substância de tonalidade prateada feita de mithril. Na inscrição do topo lia-se: “Portas de Durin, Senhor de Moria. Fala, amigo, e entra. Eu, Narvi, fi-las. Celebrimbor de Hollin desenhou estes sinais.”

Por baixo desta inscrição estava desenhada a Coroa de Durin, e sete estrelas sobre um martelo e uma bigorna. Por baixos destes foram desenhadas as Duas Árvores de Valinor, e no meio da porta estava a estrela da casa de Fëanor. De dentro, as portas podiam ser abertas empurrando, mas por fora devia ser pronunciada uma palavra-passe. Havia ainda duas grandes árvores sagradas de cada lado da Porta. O rio Sirannon corria através do vale frente à porta, onde formava um lago, e continuava através de uma cascata chamadas Quedas dos Degraus.

História

Khazad-dûm foi fundado por Durin, um dos Sete Anciões dos Anões. Após Durin despertar no Monte Gundabad, ele foi para o sul, até o Dimrill Dale. Lá ele olhou dentro do Lago do Espelho e viu uma coroa de estrelas aparecer sobre sua cabeça. Nas cavernas em cima do vale, Durin fundou seu reino.

Durin viveu longos anos e liderou seu povo por muito tempo. Ele morreu antes do final da Primeira Era, e foi enterrado em Khazad-dûm. Mas sua linhagem continuou e o reino de Khazad-dûm cresceu e se expandiu pelos séculos. Os salões eram cheios de luz e música. Os Anões juntaram vários tesouros, incluindo o metal prateado, duro e maleável conhecido como mithril, que não era encontrado em nenhum outro local da Terra-Média. Eles forjaram armas e criaram vários objetos maravilhosos, e trocavam suas obras com Homens por comida.

MoriaNa Segunda Era, Khazad-dûm alcançou o ápice de sua glória. No ano 40, vários Anões foram pra Khazad-dûm saindo das Montanhas Azuis, após a destruição das cidades Nogrod e Belegost na Guerra da Ira. Esses Anões trouxeram novos conhecimentos e talentos, e a riqueza e poder de Khazad-dûm aumentou.

Os Elfos fundaram o reino de Eregion no lado Oeste das Montanhas Nebulosas no ano 750 da Segunda Era. Eles começaram a comerciar com os Anões de Khazad-dûm, e tráfico fluia pelo Portão Oeste. As duas raças foram amigáveis uns com os outros, especialmente os grandes artesãos – Narvi dos Anões e Celebrimbor dos Elfos – que se tornaram grandes amigos. Juntos eles criaram as Portas de Durin, que estavam sempre abertas e protegidas, pois a terra estava em paz.

No ano 1200 da Segunda Era, Sauron voltou para Eregion e infiltrou a sociedade dos Elfos, na sua forma mais bela. De Sauron os Elfos aprenderam conhecimentos secretos e no ano 1500 começaram a fazer os Anéis do Poder. Sete destes Anéis foram para os Anões, e o primeiro destes Sete foi dado para Durin III de Khazad-dûm.

Mas Sauron havia forjado o Um Anel para controlar os outros e Celebrimbor notou que eles haviam sido enganados. Celebrimbor escondeu os Três Anéis dos Elfos, que ele havia feito sem a ajuda de Sauron. Sauron ficou furioso e declarou guerra aos Elfos. Em 1697, Eregion foi destruída e Celebrimbor foi morto. Sauron tomou os Nove Anéis dos Homens e os restantes Seis dos Anões.

O Rei Durin III mandou um exército de Anões de Khazad-dûm para ajudar os Elfos, mas eles foram forçados a se retirar. Os Anões fecharam as Portas de Durin e os exércitos de Sauron foram incapazes de passar por elas. Sauron passou a odiar os Anões de Khazad-dûm e seus Orcs atacavam qualquer Anão que encontravam. Os Orcs também passaram a infestar outras partes das Montanhas Nebulosas e também as Montanhas Cinzas, fazendo a comunicação dos Anões de Khazad-dûm com os Anões de outros lugares (como as Colinas de Ferro) perigosa e difícil.

Após a Guerra da Última Aliança e a derrota de Sauron, a paz reinou na Terra-Média por vários séculos, mas Sauron voltou no ano 1100 da Terceira Era, e em 1300 criaturas escuras começaram a multiplicar. Orcs voltaram a atacar Anões nas Montanhas Nebulosas, mas Khazad-dûm continuou impregnável. Os Anões de Khazad-dûm mantiveram suas riquezas, mas seus números começaram a diminuir. Eles começaram a cavar nas profundezas da terra procurando mithril, que estava ficando difícil de achar.

Enquanto procuravam mithril em 1980, os Anões descobriram uma terrível criatura nas profundezas de Khazad-dûm. Era um Balrog – um demônio de fogo e escuridão criado por Morgoth na Primeira Era. Ele havia escapado da Guerra da Ira e se escondeu nas raízes das Montanhas. O Balrog pode ter acordado quando Sauron começou a agir novamente, ou por causa das escavações dos Anões. O Rei Durin VI foi morto pelo Balrog, e no ano seguinte o Balrog matou seu filho, o Rei Nain I. Os Anões de Khazad-dûm fugiram e se espalharam pela Terra-Média.

A Porta de Dúrin
Khazad-dûm passou a ser conhecido como Moria, o Abismo Negro, e poucas pessoas se atreveram a passar pelos seus portões. Em 2480, Sauron mandou Orcs, Trolls e outras criaturas viver lá. O Rei Thror da linhagem de Durin foi até o Portão de Moria com seu acompanhante Nar em 2790. Ele havia ficado cansado de viajar, sem lar e pobre, e ele sonhava em recuperar a riqueza e o poder de Khazad-dûm. Ele entrou sozinho em Moria e foi morto pelo líder-Orc Azog, que decepou a cabeça de Thror e escreveu seu nome na testa do Anão. Azog jogou o corpo do Thror no Dimrill Dale e mandou Nar falar pro seu povo que qualquer Anão que voltasse para Khazad-dûm encontraria o mesmo destino.

Os Anões ficaram furiosos, e Thrain, filho de Thror, juntou um exército de Anões para lutar contra os Orcs das Montanhas Nebulosas em 2793. Em 2799 eles chegaram até o Dimrill Dale e ocorreu a Batalha de Azanulzibar em frente dos Portões de Moria. Azog foi morto por Dain Ironfoot e os Anões foram vitoriosos, apesar de sofrer grandes baixas. Mas Dain olhou pelos Portões e viu que a Perdição de Dúrin, o Balrog ainda vivia lá. Ele aconselhou Thrain que a hora não havia chegado para re-popular Khazad-dûm, falando “O mundo precisa mudar e algum outro poder precisa chegar antes do Povo de Durin andar novamente em Moria.”

Em 2989, Balin liderou uma expedição até Moria com vários Anões da Montanha Solitária, incluindo Floi, Frar, Loni, Nali, Oin e Ori. Quando eles chegaram no Dimrill Dale, Balin e os Anões encontraram Orcs protegento os Portões. Floi foi morto, mas os Anões mataram muitos Orcs e começaram a morar no Vigésimo-Primeiro Salão. Ori começou a manter um histórico da colônia, no chamado Livro de Mazarbul.

Balin fundou sua colônia na Câmara de Mazarbul e foi nomeado Senhor de Moria. Os Anões acharam mithril em Moria mas a colônia durou apenas cinco anos. Em 2994 Bail foi até o Dimrill Dale olhar no Mirrormere e foi flechado por um Orc. Ele foi enterrado na Câmara de Mazarbul.

Muitos Orcs foram aparecendo no Silverlode. Os Anões barraram os Portões, mas os Orcs atravessaram e tomaram a Ponte de Khazad-dûm e o Segundo Salão. Frar, Loni e Nali foram mortos lá. No Portão Oeste de Moria, uma criatura aquática com vários tentáculos, chamado de Watcher in the Water matou Oin e bloqueiou o Portão. Os Anões foram cercados e todos foram mortos, assim Moria foi reconquistada pelos Orcs.

Moria seria um local importante na Guerra do Anel. A Comitiva passou por lá no ano 3019 da Terceira Era. No Portão Oeste, Frodo Bolseiro foi atacado pelo Watcher e a Comitiva foi presa dentro de Moria. No dia seguinte chegaram ao Vigésimo-Primeiro Salão, e acharam a Câmara de Mazarbul e a tumba de Balin. Lá a Comitiva foi atacada por Orcs e Trolls, e fugiram até a Ponte de Khazad-dûm, onde apareceu o Balrog. Gandalf mandou o resto da Comitiva fugir, e ele quebrou a Ponte, caindo no abismo junto com o Balrog.

A ponte de Khazad-dûm
Após uma luta exaustiva, que terminou na Torre de Durin, no pico do Zirakzigil, Gandalf matou o Balrog, e morreu em seguida; mas foi enviado de volta à Terra-Média para completar sua tarefa. Na batalha a Torre de Durin foi destruída e a Escada Interminável foi bloqueada.

Não há informações detalhadas sobre o destino de Khazad-dûm após a Guerra do Anel. Porém existem fontes que dizem que um rei chamado Durin VII voltou para Khazad-dûm e seus salões se encheram novamente de luz e música e o trovão de martelos, e o reino durou até o mundo ficar velho e os dias do Povo de Durin acabarem.

Nome

Khazad-dûm foi chamado de Hadhodrond pelos Elfos e Dwarrowdelf pelos Homens. Após a tomada de Khazad-dûm por criaturas escuras ele passou a ser chamado de Minas de Moria, ou simplesmente Moria – o Buraco Escuro ou o Abismo Negro.


Khazad-dûm
significa “Mansão dos Anões”, de khazad, a palavra dos Anões para sua própria raça, e dûm, significando “excavações, salões”.

O nome Sindarin Hadhodrond é o equivalente de Khazad-dûm. A palavra Hadhod, ou Hadhodrim, é um nome usado para se referir aos Anões numa tentativa de traduzir a palavra khazad na língua dos Elfos. A palavra rond significa “teto alto, câmara, salão”.


Dwarrowdelf
significa “Dwarf-delving” (Excavações de Anões) de dwarrow, um plural arcaico de dwarf (anão) e delf, significando “excavar, suberrâneo”.


Moria
significa “abismo negro” em Sindarin. Mor significa “escuro, negro” e ia significa “vazio, abismo”.

Autores
O 10º membro da Sociedade – Textos (“Localização e Descrição de Moria”), pesquisa de imagens e revisão final.
Jedi Solo – Tradução de “História de Moria” e “Nomes”.
AlissonTuor – Pesquisa de imagens.

Fontes
Thain’s Book – Moria
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Os Portos Cinzentos

Portos Cinzentos
Os Portos Cinzentos eram uma cidade portuária localizada na costa
noroeste da Terra-Média. Ficavam a oeste do Condado, além das Colinas
das Torres. Foi o principal porto dos elfos na Terra-Média, e foi daqui
que partiram os últimos barcos para as Terras Imortais a oeste, durante
a Quarta Era do Sol.

 
Os Portos Cinzentos foram fundados pelos Elfos no primeiro ano da Segunda Era, depois de Beleriand ter ficado submersa na Guerra da Ira. As Montanhas Azuis foram separadas a meio, e a água do mar penetrou na região, formando o Golfo de Lune; o curso do rio Lune foi alterado, passando a desaguar na nova enseada. Foi nesse local que Mithlond, como os Elfos chamavam aos Portos, foi erguida. O Golfo de Lune era largo e permitia guardar muitos navios. Havia duas pequenas baías no golfo, Forlond e Harlond, no banco norte e sul do golfo, repetivamente, onde também foram estabelecidos portos. O acesso a Mithlond era feito pela Grande Estrada Leste, que vinha desde Valfenda, atravessando Eriador.

Círdan, o Construtor de Navios, era o Senhor dos portos, e com ele vivam vários Elfos, como Galdor, seu mensageiro. Muitos deles foram também habitar Lindon, uma grande extensão de terra na costa do mar, perto dos Portos, que era governado por Gil-Galad, Alto Rei dos Noldor na Terra-Média.

Portos Cinzentos
Devido à importância cultural e espiritual que tinha para os Elfos, uma vez que representava a ligação mais próxima que tinham ao ocidente e à terra dos Valar, os Portos Cinzentos sempre tiveram uma grande importância. Mesmo após a morte de Gil-Galad, e com mais e mais Elfos partindo com o passar dos anos, continuou a ter um papel de relevo nos acontecimentos da história da Terra-Média.

Em 600 da Segunda Era, o primeiro navio dos homens de Númenor chegou aos Portos Cinzentos, comandado por Vëantur. Após essa época, muitos navios vindos de Númenor navegaram para os Portos Cinzentos, sendo recebidos pelos elfos. Quando Sauron invadiu Eriador em 1700 e sitiou os Portos Cinzentos, uma esquadra de Númenor veio em auxiliou dos elfos, conseguindo expulsar as forças de Mordor.

Os Istari, ou feiticeiros, vieram chegaram à Terra-Média por volta do ano 1000 da Terceira Era. Quando Gandalf, o Cinzento, chegou nos Portos Cinzentos, Círdan lhe deu Narya, um dos Três Anéis dos elfos, pois percebeu que ele tinha uma difícil e importante missão pela frente.

Em 1975, Círdan enviou um navio dos Portos Cinzentos para resgatar o Rei Arvedui, que fora forçado a bater em retirada para a Baía de Forochel pelo Rei-Bruxo de Angmar. Mas uma grande nevasca veio do norte, e apesar do esforço dos marinheiros de Círdan, o navio foi direcionado contra o gelo, e seu casco foi danificado. Todos os que estavam a bordo morreram, incluindo Arvedui.

Elfos dirigem-se aos Portos
Algum tempo depois, uma grande esquadra chegou aos Portos Cinzentos, vinda de Gondor, levada por Eärnur. Havia tantos navios que era difícil comportá-los todos. As forças combinadas dos Elfos e Homens de Gondor derrotaram o Rei-Bruxo, que fugiu do norte.

À medida que a Terceira Era chegava ao fim, muitos Elfos partiam da Terra-Média em direção às Terras Imortais, para não retornarem mais. Muitos deles passaram pelo Condado em seu caminho para os Portos Cinzentos para ocupar os navios que iam para Oeste, de forma que alguns hobbits se aperceberam que algo fora do comum se passava nas terras a sul.

No dia 29 de Setembro de 3021, Gandalf retornou aos Portos Cinzentos. Círdan estava lá para cumprimentá-lo, e um navio estava ancorado num cais, pronto para partir em direção à Aman. Então a última cavalgada dos portadores dos Anéis chegou aos Portos, incluindo Elrond, o portador de Vilya, e Galadriel, a portadora de Nenya, e um número de outros Elfos que também partiam da Terra-Média, incluindo Gildor Inglorion.

Com eles estavam os hobbits Bilbo Bolseiro e Frodo Bolseiro, ambos antigos portadores do Um Anel. Normalmente não era permitido aos mortais navegar para as Terras Abençoadas, mas por causa do grande fardo que ambos tinham carregado, foi dada uma permissão especial a Bilbo e Frodo. Pensa-se que Gandalf, como um emissário dos Valar, tenha concedido esse favor a pedido de Arwen.

Portos CinzentosSam Gamgi, Merry Brandebuque e Pippin Tûk foram aos Portos Cinzentos para dizer adeus aos seus amigos.

"Então Frodo beijou Merry e Pippin, e por último Sam; depois embarcou; as velas foram içadas, o vento soprou e lentamente o navio se afastou ao longo do estuário comprido e cinzento; e a luz do frasco de Galadriel que Frodo carregava faiscou e se perdeu. E o navio avançou para o Alto Mar e prosseguiu para o oeste, até que por fim, numa noite de chuva, Frodo sentiu uma doce fragrância no ar e ouviu o som de um canto chegando pela água. E então teve a mesma impressão que tivera no sonho na casa de Bombadil; a acortina cinzenta de chuva se transformou num cristal prateado e se afastou, e Frodo avistou praias brancas e atrás delas uma terra vasta e verde sob o sol que subia depressa." O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, capítulo Os Portos Cinzentos, páginas 314 e 315

É dito que Sam Gamgi retornou aos Portos Cinzentos no ano 61 da Quarta Era (1484 pelo calendário do Shire), onde entrou a bordo de um barco e seguiu Frodo para as Terras Imortais. Não se sabe ao certo por mais quanto tempo os Portos foram habitados. Apenas se sabe que Círdan lá permaneceu até a partida do último navio para o Oeste.

Outras Informações

Nome

Também chamado de Os Portos. Mithlond é uma palavra sindarin que se traduz para Portos Cinzentos, sendo uma junção das palavras mith (cinzento) e lond (porto).

Localização

 
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Vídeos
 


Autores


O 10º membro da Sociedade
– Texto, imagens e revisão final.

AlissonTuor
– Tradução de texto e pesquisa de imagens.

Fontes

Websites:

Thain’s Book

Livros:
O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, J. R. R. Tolkien
O Senhor dos Anéis – Apêndice A: O Povo de Dúrin, J. R. R. Tolkien
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Os Homens de Pí»kel

Homem de Púkel
Homens de Púkel era o nome dado pelo povo de Rohan a um conjunto de
estátuas construídas em tempos antigos por gente misteriosa e
desconhecida, possivelmente antepassados dos Drúedain, um povo tribal
que, ao final da Terceira Era, habitava em florestas e grutas perto das
fronteiras de Gondor e Rohan. As estátuas estavam perto de Dunharrow,
nas Montanhas Brancas, junto ao caminho sinuoso que ligava a fortaleza
dos Rohirrim à capital do reino, Edoras, na parte em que este subia
desde o vale de Harrowdale até ao acampamento, muitos pés acima.
 

Homens de Púkel
Os Homens de Púkel foram gravados em pedra, à imagem de homens pequenos e atarracados sentados com as pernas cruzadas e os braços cruzados à volta das suas barrigas redondas. Representavam os Drúedain, ou Woses, que viveram nas Montanhas Brancas durante a Primeira Era, até serem expulsos por homens das montanhas com más intenções.

Os Druédain eram conhecidos por gravar representações suas em pedra. Chamavam a estas estátuas "pedras-de-vigia", e colocavam-nas em pontos onde os caminhos dobravam. Os Orcs, inimigos mortais dos Drúedain, temiam estas estátuas, e evitavam passar por elas. Acreditava-se que os Drúedain passaram algum do seu poder para as pedras.

Segundo uma história chamada "A Pedra Fiel", um Druadan deixou uma pedra-de-vigia para guardar um seu vizinho. Quando Orcs atacaram a casa desse vizinho com fogo, a estátua ganhou vida e matou um deles. As pernas da pedra-de-vigia foram queimadas, e apesar de o Druadan que a fez se encontrar nesse momento muito longe, também recebeu queimaduras no mesmo sítio.

Os Rohirrim passam junto aos homens de Púkel, por John Howe
Merry Brandybuck viu os Homens de Púkel quando viajava junto ao rei Théoden para Dunharrow, a 9 de Março de 3019. Com o passar dos anos as estátuas tinham envelhecido e os seus contornos eram agora pouco distintos, excepto os buracos dos olhos.

"Percorria uma estrada como nunca vira igual, uma grande obra saída de mãos de homens em anos longínquos, de que nem as tradições falavam. Subia a ziguezaguear como uma serpente, abrindo o seu caminho através da alcantilada e rochosa encosta. Íngreme como uma escada, subia em caracol, para trás e para a frente. Os cavalos podiam subi-la a passo e era possível puxar lentamente os carros; mas nenhum inimigo conseguiria passar por aquele caminho, a não ser que viesse do ar, se o defendessem lá de cima. A cada curva da estrada havia grandes pedras que tinham sido esculpidas à semelhança de homens, enormes e de membros toscos, acocorados de pernas cruzadas e com os braços informes apoiados no ventre gordo. Alguns, com o desgaste dos anos, tinham perdido todas as feições menos nos buracos dos olhos, que ainda fitavam tristemente os que passavam. Mas os cavaleiros mal os olhavam. Chamavam-lhes os "homens de Púkel", e davam-lhes pouca importância: já não possuíam o poder de aterrorizar. Merry, contudo, olhava-os com espanto e quase piedade, ao vê-los surgir melancolicamente no crepúsculo." – O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, capítulo III: A Concentração de Rohan

Mais tarde, quando Merry viu Ghan-buri-Ghan, líder dos Drúedain da floresta de Druadan, este relembrou-o das estátuas.

Outras Informações

Localização


Homens de Púkel no mapa da Terra-MédiaLocalização dos Homens de Pûkel

Nome
O nome "Homens de Púkel" foi dado pelos Rohirrim. O elemento púkel deriva do Anglo-Saxão púcel, que significa "goblin, demónio".

Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, J. R. R. Tolkien
Contos Inacabados, J. R. R. Tolkien – Os Drúedain
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

O Porto de Pelargir

Porto de Pelargir
Pelargir era uma cidade portuária no reino de Gondor, a cidade-chefe do
feudo de Lebennin. Estava localizada na junção do Rio Sirith e do Rio
Anduin. Localizava-se a mais ou menos 110 milhas (177 km) a nordeste do
ponto onde o Anduin desembocava na Baía de Belfalas. Pelargir foi
construída em 2350 da Segunda Era pelos primeiros Homens que se
instalaram em Gondor, e durante séculos foi um dos pontos mais
importantes e influentes do país, servindo como base para as suas
frotas. Devido à sua importância estratégica, encontrava-se quase
constantemente sob a ameaça dos Homens do Sul e dos Corsários de Umbar,
a sua cidade-irmã.
 
Este porto abrigou os Fiéis de Númenor, que não sucumbiram à influência de Sauron, e permaneceram amigos dos Elfos. Em Pelargir se falaca Adûnaic – a língua de Númenor –, que se misturou aos idiomas de outros homens, e originou a Língua Comum, que se espalhou pela Terra-Média.

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Pelargir era ligada a Minas Tirith pela Estrada Sul, que percorria uma distância de 126 milhas, ou 202 km. Uma outra estrada ia à oeste, de Pelargir à Colina de Erech, a uma distância de 93 léguas (279 milhas, ou 488 km).

Na Terceira Era, Tarannon Falastur – o primeiro dos "Reis-Navegantes" de Gondor – construiu uma casa em Pelargir que se destacava pelas colunas arqueadas nas águas do Anduin. O sobrinho e herdeiro de Tarannon, Earnil I, fez reparos em Pelargir, e construiu uma grande armada.

Pelargir esteve frequentemente no centro das várias disputas políticas em Gondor. Quando a guerra civil da Contenda entre Famílias começou em 1492 da Terceira Era, muitas pessoas de Pelargir suportaram Castamir, o Capitão dos Navios. Este usurpou o trono do Rei Eldacar em 1437 e tomou a coroa de Gondor, fazendo de Pelargir a capital. Em 1447, Eldacar matou Castamir numa batalha e reclamou o trono para si. Os filhos de Castamir refugiaram-se em Pelargir, onde juntaram muitos de seus seguidores antes de partirem para Umbar.

Em 1634, os netos de Castamir, Angamaitë e Sangahyando, levaram uma frota de Corsários de Umbar para atacar Pelargir. O Rei Minardil de Gondor foi morto nessa batalha, defendendo a cidade.

Em 2980, durante o reinado de Ecthelion II, uma tropa de Gondor foi reunida em Pelargir para iniciar um ataque aos Corsários de Umbar. O líder era um homem chamado Thorongil, que era, na verdade, Aragorn dos Dunedain, herdeiro de Elendil, servindo o Regente sob essa identidade. O ataque foi bem-sucedido e a ameaça dos Corsários acabou durante muitos anos.

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Mas, durante a Guerra do Anel, a ameaça foi renovada, e às ordens de Sauron, os Corsários capturaram Pelargir e montaram uma tropa de 50 grandes navios e outros numerosos navios menores para atacar Minas Tirith. Aragorn ficou sabendo dessa ameaça quando olhou para um palantír; então entrou nas Sendas dos Mortos para chamar o seu Rei e convocá-lo para o seguir e ajudar a parar os Corsários. No dia 13 de Março, Aragorn chegou a Pelargir, e o Exército dos Mortos afugentou os corsários dos seus navios. Aragorn usou esses navios para ir, juntamente com uma tropa de Caminhantes, em ajuda a Minas Tirith, na Batalha dos Campos do Pelennor, em 15 de Março.

Durante o reinado de Aragorn Elessar, na Quarta Era, Pelargir voltou a prosperar, tornando-se o principal porto do Reino Reunificado de Arnor e Gondor.

Outras Informações

Localização

 
Localização de Pelargir

Nome
Pelargir é um nome Sindarin, e significa "Garth of Royal Ships", algo como "Fortaleza dos Navios Reais". A palavra pel significa "espaço circular", o elemento ar significa "real, da realeza" e gir é uma forma de kir, que se traduz como "cortar, fender", pretendendo significar "cutter", um tipo de navio.

Autores
O 10º membro da Sociedade – Texto (Nome), Imagens e Revisão Final
AlissonTuor – Tradução de Texto (Pelargir) e Imagens.

Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – Apêndice A: Gondor e os Herdeiros de Anarion
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

As Argonath

As Argonath, também conhecidas em língua comum como o Portão dos Reis, são um dos monumentos mais emblemáticos e impressionantes da Terra Média. São constituídas por dois enormes pilares esculpidos à semelhança de Isildur e Anárion, os dois filhos de Elendil de Númenor e fundadores do reino de Gondor. Cada um se situava lado a lado, em margens opostas do rio Anduin. Por detrás das estátuas, altos precipícios uma passagem estreita pela qual o rio passava, antes de alargar e formar o lago Nen Hithoel.
 
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As Argonath olhavam para norte, e os seus braços esquerdos estavam erguidos, com a palma estendida para a frente num gesto de desafio aos inimigos de Gondor. Na mão direita, encostada ao peito, seguravam machados, e cada um tinha também um elmo e uma coroa sobre a cabeça. As suas caras tinham uma expressão sombria. Pela espectacularidade da obra, com a imponência das estátuas e a grande mestria com que foram esculpidas, ninguém por elas passava sem espanto.

As estátuas foram construídas por volta do ano 1248 da Terceira Era, por ordem do rei Romendacil II. O objectivo era que os pilares marcassem a fronteira norte de Gondor (na altura), e não era permitida a passagem para sul das Argonath sem autorização.

Quando a Sociedade do Anel passou por elas a 25 de Fevereiro de 3019, Aragorn, descendente de Elendil, ficou mais ciente da sua herança real.

"Frodo, olhando para a frente, viu na distância duas grandes rochas se aproximando: pareciam dois grandes pináculos ou pilares de pedra. Altos, íngremes e agourentos, erguiam-se dos dois lados da correnteza. Uma pequena abertura apareceu entre eles, e o Rio levou os barcos naquela direção:

- Olhem os Argonath, os Pilares dos Reis! – gritou Aragorn. – Vamos passar por eles em breve. Mantenham os barcos em fila e o mais separados que puderem. Fiquem no meio da correnteza.

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Quando Frodo foi levado na direção deles, os grandes pilares assomaram como torres vindo ao seu encontro. Pareciam-lhe dois gigantes, figuras grandes e cinzentas, silenciosas mas ameaçadoras. Então percebeu que de fato eram desenhados e moldados: o trabalho e o poder de antigamente tinham trabalhando neles, que ainda conservavam, através do sol e da chuva de anos esquecidos, as formas poderosas da escultura original. Sobre grandes pedestais alicerçados nas águas profundas, erguiam-se grandes reis de pedra: ainda, com olhos turvos e cenhos gretados, voltavam-se para o Norte. A mão esquerda de cada um deles estava levantada, como a palma para fora, num gesto de advertência, e cada mão direita empunhava um machado; sobre cada uma das cabeças viam-se um elmo e uma coroa, já se desintegrando. Guardiões silenciosos de um reino há muito desaparecido, tinham ainda grande força e majestade. Dominado pelo medo e pela admiração, Frodo se encolheu, fechando os olhos e não ousando olhar para cima, enquanto o barco se aproximava. Até Boromir abaixou a cabeça quando os barcos passaram, frágeis e fugazes como pequenas folhas, sob a sombra duradoura dos guardiões de Númenor. Assim atravessarem a fenda negra dos Portões (…)"

O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel, "O Grande Rio", página 418

Sobre a construção das Argonath

A origem das Argonath não é um assunto consensual. O texto acima foi escrito com base no Apêndice A de O Senhor dos Anéis, segundo o qual foi Romendacil II que mandou erguer as estátuas: “Foi ele que construiu os pilares das Argonath à entrada do Nen Hithoel.” Romendacil apenas foi rei de Gondor já entre 1304 e 1366 da Terceira Era, mas a construção das estátuas em 1248 pode ser justificada pelo facto de ele ter atuado como regente do reino desde 1240. É sugerido que foi durante esse período que ergueu o monumento.

O que torna o assunto mais complicado é uma referência no Silmarillion, em Dos Anéis do Poder e da Terceira Era, onde é dado a entender que a construção das Argonath se deu muito mais cedo, no final da Segunda Era, aquando da fundação de Arnor e Gondor pelos Exilados: “… fortes e maravilhosos trabalhos eles construíram na terra nos dias do seu poder, nas Argonath…” Isto é provavelmente um erro simples, e como última fonte canónica, o Senhor dos Anéis deve ser sempre mais tido em conta. Apesar de tudo, é o suficiente para causar alguma discussão.

 
Localização
 
Localização das Argonath

Nome

Argonath significa “Pedras dos Reis”, de ar, significando “rei, real” e gonath, que quer dizer “pedras”. Outros nomes: Portão dos Reis, Portões das Argonath, Portões de Gondor, Pilares dos Reis

 

Vídeo

Autores
O 10º membro da Sociedade – Texto, Imagens e Revisão Final
AlissonTuor – Imagens e Citação

 
Veja  mais imagens aqui
 
 
Fontes
Thain’s Book
O Senhor dos Anéis – A Sociedade do Anel
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

Valfenda

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Valfenda, também conhecida por Imladris, foi o reino de Elrond, e durante a Terceira Era foi um dos únicos reinos dos Elfos na Terra-Média. Muito da história e arte dos Elfos foi preservada em Imladris, e foi um local de paz e beleza sem limites.

Muitos Elfos viviam em Imladris, incluindo Celebrían (mulher de
Elrond); Elladan, Elrohir e Arwen (filhos de Elrond); o Senhor Élfico
Glorfindel; Erestor, conselheiro de Elrond; Lindir e muitos outros.
Muitos viajantes também iam para Imladris, pois era um refúgio e um
local de descanso e arte.

 

Localização

valfenda_mapa.jpgValfenda era um vale profundo na parte este de Eriador, perto das Montanhas Nebulosas. Estava escondido da vista por vários cumes altos. Era acessível através de uma escadas ziguezagueantes que desciam até ao fundo do vale.

O vale era atravessado por rio mais a sul, dentre os dois que formavam o Bruinen. Uma estreita ponte de pedra atravessava o rio, e na margem norte estava a Última Casa Acolhedora, onde morava Elrond. Jardins rodeavam a Casa, que possuía um terraço com vista para o rio.

História de Imladris

Elrond fundou Imladris no ano 1697 da Segunda Era, após a destruição de Eregion por Sauron; onde os Anéis do Poder foram forjados. Dois anos depois, em 1699, os exércitos de Sauron invadiram Eriador, e Imladris foi sitiada mas não conquistada. Em 1701, Sauron foi expulso de Eriador.

Neste mesmo ano teve um Conselho em Imladris, e foram convocados Gil-galad, Elrond e Galadriel, entre outros. Foi decidido que Imladris seria a fortaleza dos Elfos no leste de Eriador. Elrond era o carregador do Vilya, um dos Três Anéis dos Elfos, e ele usou o poder do seu Anel para manter a beleza e a segurança de Imladris.

No final da Segunda Era em 3431, os exércitos da Última Aliança no comando de Gil-Galad evalfenda_rivendellnasmith.jpg Elendil se juntaram em Imladris. Nunca mais nenhum exército daquele tamanho se juntaria na Terra-Média. De Imladris eles marcharam até Mordor e lutaram na Guerra da Última Aliança, que terminou na derrota temporária de Sauron.

Isildur foi morto após a Guerra e o Um Anel que ele havia tomado de Sauron foi perdido; mas a linhagem de Isildur permaneceu em Imladris, onde sua mulher e filho (Valandil) ficaram seguros. Quando o Reino do Norte acabou e a linhagem do Isildur foi sendo continuada pelos Chefes dos Dúnedain; os filhos dos Chefes morariam em Imladris na sua juventude. Elrond também havia em sua possessão os símbolos da Linhagem de Isildur: o Cetro de Annúminas, o Elendilmir, o Anel de Barahir e os fragmentos de Narsil.

Quando Aragorn se tornou o Décimo-Sexto Chefe dos Dúnedain aos dois anos, ele morou em Imladris (seguindo o costume) até os vinte, e se apaixonou por Arwen, a filha de Elrond.

valfenda_frodoriven.jpgImladris também foi onde Bilbo Bolseiro, Gandalf o Cinzento e Thorin & Companhia pararam para descansar na famosa viagem até o Reino de Smaug (antigo Erebor), antecedendo a Batalha dos Cinco Exércitos, a Morte de Smaug e a re-construção de Erebor. Bilbo também foi para Imladris no ano 3002 da Terceira Era e lá permaneceu até 3021.

Durante a Guerra do Anel, Frodo Bolseiro foi para Imladris quando deixou o Condado com o Um Anel, em Setembro de 3018. Ele foi perseguido pelos Nazgûl, e no Rio Bruinen, Elrond fez as águas do rio subir, e os Nazgûl foram ‘derrotados’.

Em 25 de Outubro o Conselho de Elrond foi convocado em Imladris para determinar o que deveria ser feito com o Anel. Foram convocados várias pessoas que haviam vindo até Imladris com notícias ou procurando conselhos; incluindo Legolas de Mirkwood; Gimli e Glóin da Montanha Solitária e Boromir de Gondor, que havia visto num sonho que os fragmentos de Narsil estavam em Imladris. Frodo se voluntariou para levar o Anel até Mordor e o destruir, e uma Comitiva de oito companheiros foi criada para o acompanhar. Narsil foi re-forjada pelos Elfos e Aragorn o re-nomeou Andúril. A Comitiva saiu de Imladris em 25 de Dezembro.

valfenda_rivendellmovie.jpgApós a derrota de Sauron, Elrond decidiu deixar a Terra-Média. Em Setembro de 3021, ele abandonou Imladris acompanhado por Bilbo Bolseiro e foi para o Oeste, saindo dos Portos Cinzentos. Na Quarta Era Elladan e Elrohir permaneceram em Imladris por muito tempo e o avô deles, Celeborn foi morar lá com eles. Não é conhecido quanto tempo eles permaneceram em Imladris, nem o que ocorreu com a própria fortaleza após a ida de Celeborn.

Outras Informações

Nome
A fortaleza de Elrond tinha vários nomes, consoante o idioma empregue: Imladris em Sindarin; Karningul em Westron e Rivendell (e Valfenda em português).

O nome Rivendell significa deeply cloven valley (vale fendido), da palavra riven que significa “fendido, separado” e dell, significando “vale”. Imladris significa “vale fendido profundo”. O elemento imlad significa “vale estreito com precipícios”.

Em português Valfenda vem das palavras ‘vale’ e ‘fenda’, literalmente vale fendido.

Autores do Artigo
O 10º membro da Sociedade – Textos e revisão final.
Jedi Solo – Tradução e elaboração da "História de Valfenda".
AlissonTuor – Pesquisa de imagens.

Fontes
Thain’s Book
The Complete Tolkien Companion, J. Tyler

 
Mais Informações