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Calendários da Terra-média

Controle de Tolkien para escrever o Senhor dos Anéis
A Terra-média possui diversos calendários e formas de contar o tempo, de acordo com a região ou raça. Abaixo as formas mais comuns:

 

 
Calendário de Imladris: os Elfos, devido à sua longevidade, contavam o tempo em um período chamado yén, que consistia de 144 Anos do Sol. Este yén era divido em 8.766 semanas de seis dias cada uma, chamadas de enquier. Eles também reconheciam o ano solar, que era chamado de coranar ("sol-ao redor") ou loa ("crescimento"). Em Valfenda o loa começava no quinócio de primavera  e era divididos em seis meses ou estações:
  • tuilë – primavera – 54 dias
  • lairë – verão – 72 dias
  • yávië – outono – 54 dias
  • quellë – esvanecer – 54 dias
  • hrívë – inverno – 72 dias
  • coirë – ressurgir – 54 dias

Cinco outros dias, dois entre coirë e tuilë e três entre yávië e hrívë, ampliavam o calendário até 365 dias. Irregularidades era solucionada adicionando um três dias extra a cada 12 anos, exceto no último ano do yén.

 
 
 

Calendário de Númenor
: o calendário adotado pelos Homens na Terra-média era chamado Registro dos Reis e bastante similar ao nosso próprio. Tinha uma semana de sete dias, um ano de 365 dias dividido em doze meses (astar) sendo dois com 30 dias e dois com 31 dias. Assim como no calendário da região norte, o ano Numenoriano começava no meio do inverno. Eles mantinham dois dias entre o fim de um ano e o início do próximo (mettarë e yestarë), mas reduziam os dias de meio do ano a um (loëndë, essencialemte adicionando os outros dois dias aos "meses longos" de meio de ano"). Anos bissextos tinham dois dias de meio de ano. Na Segunda e Terceira Erasm, os anos foram registrandos começando no início da Era.

Várias irregularidades ocorreram neste calendário, especialmente seguindo a Queda de Númenor. Em 2060 da Terceira Era, Mardil Voronwë revisou o calendário e a nova versão ficou conhecida como Registro dos Regentes. Todos os meses do Registro dos Regentes tinham 30 dias e existiam dois dias "extras" nos equinócios, tuilérë e yáviérë. Os cinco dias extras (os wquinócios, meio do verão e dois no meio do inverno) era feriados.

Em 3019 da Terceira Era o Reino Reunido adotou um Novo Registro, que começava no equinócio de primavera, como no calendário Élfico (de Valfenda). Os nomes dos meses do Registro estão em Quenya e são:
 
  • Narvinyë
  • Nénimë
  • Súlìmë
  • Víressë
  • Lótessë
  • Náríë
  • Cermië
  • Urimë
  • Yavannië
  • Narquelië
  • Hísimë
  • Ringarë
 
 
Clanedário do Condado: os Hobbits, que adotaram o Registro dos Reis, o alteraram de uma forma diferente do Registro dos Regentes. Como o Registro dos Regentes, eles tinham doze meses de trinta dias e mais cinco dias de feriado. COntudo, eles tinha três dias "extras" no meio do verão e dois no meio do inverno, de forma similar ao calendário Élfico. No Condado os três dias de meio de verão eram chamados de dias Lithe e os dois dias de nmeio de inverno dias Yule. Nos anos bissextos. o dia extra era adicionado aos dias Lithe e chamados Extra-Lithe. A outra inovação no calendário do Condado foi tornar o Dia do Meio de Verão (e o Extra-Lithe) fora da semana, bem como do mês, significando que os dias da semana nãao iriam mudar em relação aos dias do ano. O registro do Condado é o calendário usado no Livro Vermelho do Marco Ocidental, e portanto no Senhor dos Anéis. Ele conta da fundação do Condado até 1600 da Terceira Era.

Os nomes Hobbit dos meses vêm de nomes utilizados na antigüidade ainda no Anduin, e seus significados são freqüentemente obscuros ou esquecidos. São eles:

 
  • 2 Yule
  • Pós-Yule
  • Solmath
  • Rethe
  • Astron
  • Thrimidge
  • Pré-Lithe
  • 1 Lithe
  • Dia do Meio do Ano
  • Extra-Lithe
  • 2 Lithe
  • Pós-Lithe
  • Wedmath
  • Halimath
  • Winterfilth
  • Blotmath
  • Pré-Yule
  • 1 Yule
Em Bri os nomes eram:
 
  • 2 Yule
  • Frery
  • Solmath
  • Rethe
  • Chithing
  • Thrimidge
  • Lithe
  • Primeiro Dia de Verão
  • Segundo Dia de Verão
  • Terceiro Dia de Verão
  • Terceiro/Quarto Dia de Verão
  • Mede
  • Wedmath
  • Harvestmath
  • Wintring
  • Blooting
  • Yulemath
  • 1 Yule
 
No Apêndice D de O Senhor dos Anéis, Tolkien afirma: ‘… 25 de Março, a data da Queda de Barad-dûr, corresponderia ao nosso 27 de Março, se nosso ano começar no mesmo ponto sasonal’. De fato nossos anos não começam no mesmo ponto, estas esta data "Ajustada" representa a data que seria no Calendário do Condado, caso começasse.

Eras de Escuridão

Enquanto Valinor e as Terras Imortais eram banhadas pela Luz das Árvores, toda a Terra Média foi relegada à escuridão. Estas foram as Eras da Escuridão na Terra Média, quando Melkor escavou as infernais Cavernas de Utumno ainda mais fundo sob as Montanhas de Ferro. Com esplendor diabólico, ele elaborou lugares escabrosos subterrâneos com labirintos, túneis, corredores, e masmorras impenetráveis de pedra, fogo e gelo.
 
Lá o Senhor das Trevas reuniu todos os poderes maléficos do mundo. Seu número parecia sem limites, e Melkor nunca se cansou de criar novas e mais terríveis formas. Espíritos cruéis, fantasmas, demônios habitavam os corredores de Utumno. Todas as serpentes do mundo foram geradas em um reino escuro que era lar de Lobisomens e Vampiros e inúmeros monstros e insetos, que se alimentavam de sangue, voavam, rastejavam e deslizavam. Em Utumno tudo era comandado pelos discípulos demoníacos de Melkor, os inflamados espíritos Maiar chamados Balrogs, com seu chicotes de fogo e suas maças negras. O maior dentre eles era o Alto Capitão de Utumno, Gothmog o Balrog.

Mas não era Utumno o único reino de Melkor. No início das Eras da Escuridão, Melkor rejubilou-se na sua vitória sobre os Valar, e sua destruição de Almaren e das Grandes Lâmpadas. A partir de então ele tratou de aumentar seu poder na parte mais a oeste das Montanhas de Ferro, onde ele construiu seu segundo reino. Esta era o grande arsenal e fortaleza chamado Angband, a Prisão de Ferro.

Então ele nomeou seu mais poderoso discípulo, Sauron o Maia Feiticeiro, o Mestre de Angband. Exceto pelos olhos guardiães de Manwë, o Senhor dos Ventos, olhando de cima da montanha sagrada de Taniquetil, e as visitas ocasionais de Oromë, o Cavaleiro Selvagem; de todos os Valar, somente Yavanna, a protetora das florestas e campinas, entrou na Terra Média naquele tempo. Sobre toda a fauna e flora que ela havia criado ela lançou um feitiço de proteção chamado Sono de Yavanna, de tal forma que eles sobreviveram a sombra e maldade do domínio de Melkor.

E assim essa foi, em sua maior parte, as Eras de Glória para Melkor, o Senhor Satânico da Escuridão. Por seu ato de destruição sobre as Lâmpadas, Melkor herdou por completo a destruída e escura Terra Média e menteve domínio sobre ela por dez mil anos dos mortais.

Era das Lâmpadas

Após o período da Criação e Formação de Arda, Tolkien nos fala de um perído tranqüilo chamado As Eras das Lâmpadas quando, a despeito das cicatrizes deixadas em Arda na Primeira Guerra, os Valar encheram o mundo com maravilhas naturais de grande beleza e harmonia. Estas Eras foram chamadas assim, devido aos Valar terem construído duas Lâmpadas mágicas colossais com as quais iluminaram o mundo
 
Foi o Vala chamado Aulë o Ferreiro quem forjou seus recipientes, enquanto a Rainha das Estrelas, Varda, e o Rei dos Ventos, Manwë, encheram-nos de luz e tornaram-nos radiantes. Foi necessário o poder combinado dos outros Valar para elevar cada uma delas sobre um poderoso pilar, muito mais alto que qualquer montanha. Uma Lâmpada foi colocada a norte da Terra Média, foi chamada Illuin e ficava alinhada com o centro da margem de um mar interno chamada Helcar. A outra foi colocada no Sul, era chamada Ormal e ficava alinhada com o centro da margem sul do mar interno, chamada Ringil.

Durante as Eras das Lâmpadas o Primeiro Reino dos Valar, na ilha de Almaren, foi construído no Grande Lago (o mar interno), na parte mais central de Arda. Povoado pelas lindas mansões e torres dos Valar e Maiar, era uma maravilha de se admirar, e o mundo era cheio de alegria e luz.

Este foi um período muito tranqüilo que também foi chamado de Primavera de Arda, quando Yavanna a Frutífera trouxe as grandes florestas e as vastas campinas e muitos animais e criaturas dóceis e belas para a terra e rios.

Mas Almaren não foi o único reino construído neste período. Longe ao sul, os espíritos maus dos Maiar uma vez mais se reuniram, e Melkor outra vez entrou em Arda. Em segredo, enquanto os Valar descansavam de seus trabalhos, Melkor ergueu as vastas Montanhas de Ferro como um poderoso muro através das terras do norte e contruiu debaixo delas uma fortaleza do mal, chamada Utumno. Daquele refúgio ele começou a corromper os trabalhos dos Valar, e venenos espalharam-se pelas águas e florestas. As belas criaturas de Yavanna foram distorcidas e torturadas até ficarem monstruosas e cheias de um desejo por sangue.

Por fim, quando ele achou que tivesse ficado forte o bastante, Melkor veio abertamente com seu exécito do mal a abriu guerra contra os Valar. Pegando-os despreparados, ele derrubou os pilares das Grandes Lâmpadas, de tal forma que as montanhas se partiram e a chama consumidora das lâmpadas espalhou-se por todo o mundo. No tumulto o reino de Almaren foi totalmente destruido.

Neste terrível conflito a Primavera de Arda chegou ao fim, e o mundo uma vez mais foi jogado na escuridão, exceto pelos fogos destrutivos da terra, o tumulto dos terremotos e o correr das águas. Estes poderosos levantes requeriram todas as forças das tropas dos Valar para serem controladas, ou então o mundo todo seria destruído. Em vez de dar combate a Melkor em meio a tamanha confusão e causar ainda maior destruição, os Valar abandonaram Almarem e a Terra Média de uma vez. Eles foram para o extremo oeste, para o grande continente de Aman que mais tarde foi chamado de Terras Imortais. Então as Eras das Lâmpadas chegaram ao fim com os Valar estabelecendo seu novo Reino no oeste, enquanto as terras destroçadas da Terra Média foram deixadas sob o domínio do poder malígno de Melkor.

Terceira Era do Sol

Os principais assuntos da história de Tolkien sobre a Terceira Era do Sol são a sobrevivência dos Reinos de Gondor e Arnor, e o paradeiro do Um Anel de Sauron, o Senhor dos Anéis. Ao final da Segunda Era quando Sauron, O Senhor dos Anéis, foi sobrepujado, foi Isildur, o Grande Rei dos Reinos Unidos de Gondor e Arnor, que cortou o Um Anel de sua Mão.
 
Na época isto pareceu a coisa certa, e a única maneira de se destruir o poder do Senhor Escuro; no entanto uma que vez que o próprio Isildur apossou-se do Um Anel, uma parte de si corrompeu-se com seu poder maligno. Por mais forte e virtuoso que ele fosse, Isildur não pôde conter-se diante de sua promessa de poder.

Mesmo estando ele próprio nas encostas da vulcânica Montanha da Perdição, no fogo onde havia sido forjado o Anel e o único lugar onde ele poderia ser destruído, ele não foi capaz de destruí-lo. Isildur sucumbiu à tentação e tomou o Um Anel como seu, e assim sua maldição logo caiu sobre ele. No ano 2 da Terceira Era, Isildur e seus três filhos mais velhos estavam marchando para o norte pelos vales do Anduin quando a companhia foi emboscada por Orcs.

Esta foi a Batalha dos Campos de Gladden da qual resultou na morte de Isildur e seus três filhos e a perda do Um Anel no Rio Anduin. As conseqüências desastrosas da perda do Um Anel significavam que o espírito maligno de Sauron não poderia ser levado ao descaso enquanto ele não fosse encontrado e destruído, enquanto que a morte do Grande Rei dos Dúnedain resultou na divisão do reino em duas partes: Arnor e Gondor.

De fato, como Isildur sucumbiu à tentação do Um Anel, sua maldição acabou recaindo sobre todo o povo dos Dúnedain. Esta maldição do Anel estendeu-se por toda a Terceira Era, pois o Reino Unido não poderia ser restaurado e reunificado até que o Um Anel fosse destruído e um único legítimo herdeiro (que tivesse o poder de resistir à tentação do Anel) fosse reconhecido por todo o povo dos Dúnedain. Só então poderia um Grande Rei governar novamente sobre o Reino Reunido dos Dúnedain.

Ainda assim, durante o primeiro milênio da Terceira Era, o poder do Reino do Sul de Gondor cresceu, a despeito dos constantes conflitos na suas fronteiras, e as invasões dos Easterlings do quinto e sexto séculos. Pelo nono século, Gondor havia construído uma poderosa frota para unir-se ao poder militar de seu exército. Pelo décimo primeiro século, Gondor atingiu o auge de seu poder, recuando os Easterlings até o Mar de Rhûn, fazendo de Umbar uma fortaleza de Gondor e subjugando o povo de Harad.

Embora o Reino do Norte de Arnor nunca tenha expandido suas fronteiras para além de Eriador, ele prosperou bem até o nono século. Neste período disputas internas resultaram em sua divisão em três estados independentes, e estes finalmente acabaram lutando entre si.

No décimo segundo século, o espírito de Sauron havia retornado secretamente à Terra Média na forma de um único olho coroado de chama. Ele encontrou refúgio ao sul de Mirkwood na fortaleza de Dol Guldur. Desta hora em diante, as forças do mal cresceram constantemente em poder através da Terra Média.

A partir do décimo terceiro século, Arnor foi constantemente reduzido em uma combinação de desastres naturais e brigas internas. No entanto a maior de suas maldições era o maior servo de Sauron, Senhor dos Espíritos dos Anéis, o Rei Feiticeiro de Angmar que manteve um estado de guerra contra Arnor por mais de cinco séculos. Finalmente em 1974 o Rei Feiticeiro assolou a última fortaleza de Arnor, Fornost, e Arnor deixou de existir como um reino. Depois da morte do vigésimo terceiro Rei de Arnor, a linhagem real continuou através dos Chefes tribais dos Dúnedain.

O declínio do Reino do Sul de Gondor através do segundo milênio da Terceira Era foi atribuído a três grandes tragédias. A primeira foi a guerra interna do quinto século. Esta foi uma sangrenta guerra civil que resultou em milhares de mortos, destruição de cidades, a perda da maior parte da frota de Gondor e o fim de seu controle sobre Umbar e Harad.

A segunda desgraça foi a Grande Praga de 1636, a qual Sauron lançou sobre Gondor e Arnor. Deste mal os Dúnedain praticamente nunca se recuperaram, pois desde então partes de seu reino permaneceram desabitadas para sempre. A terceira desgraça foram as invasões dos Wainriders dos séculos dezenove e vinte. Estas invasões foram promovidas por Easterlings fortemente armados e duraram quase cem anos. Embora os Easterlings serem finalmente forçados a recuar e derrotados, eles enfraqueceram criticamente o já diminuido poder de Gondor.

Conseqüentemente, no ano 2000, o mesmo Rei Feiticeiro que havia destruído o Reino do Norte de Arnor agora erguia-se de Mordor. Com sua terrível horda ele atacou Gondor diretamente e tomou a torre de Minas Ithil, a qual ele renomeou Minas Morgul. No ano 2050 o Rei Feiticeiro assassinou o trigésimo primeiro e último Rei de Gondor. A partir de então estava sem um herdeiro legítimo para o trono e foi governado pela linhagem dos Regentes. Resumindo, Arnor tinha um rei sem reino e Gondor um reino sem rei. Mais tarde, inspiradas pela maldade de Sauron, houveram invasões progressivas e assaltos pelos Easterlings, Balcloth, Southorns, Numenoreanos Negros, Corsários, Dunlendings e Hillmen contra os Dúnedain e seus aliados. Somado a isso houve o despertar do Balrog, o levantar de Dragões, as invasões dos Lobos e Wargs, e a geração dos novos maléficos Uruk-hai, os Olog-hai e os Meio-Orcs. Todos estes somados com a reunião de legiões de Orcs e Trolls que reconheciam Sauron como seu mestre.

Por mais mil anos, o poder de Sauron cresceu enquanto que o dos Dúnedain diminuía. A culminação de todos os eventos da Terceira Era vieram no ano 3019 com a erupção da Guerra do Anel, quando Sauron o Senhor dos Anéis apostou tudo em sua feitiçaria e seu poder militar em uma investida para destruir os últimos dos Dúnedain e lançar domínio sobre toda a Terra Média. Foi neste contexto que J. R. R. Tolkien plotou sua obra prima, a trilogia épica O Senhor dos Anéis.

É interessante observar como todo o peso destes três mil anos é ampliado nos dois anos, 3018 e 3019, com os quais a trilogia lida. Os eventos da Aventura e da Guerra do Anel são imbuídos de importância histórica pois o leitor fica ciente que o fato de cada uma das ações dos personagens centrais é crítica para o desfecho de toda a era.

A Terceira Era chega ao fim quando o Um Anel é destruído: o império do mal de Sauron entra em colapso, os demais anéis de poder tornam-se inócuos, e o último herdeiro legítimo dos dois reinos é coroado o Grande Rei do Reino Reunido dos Dúnedain. Existe a resolução não somente do romance, mas da Terceira Era como um todo. De fato existe um senso de término de todos os conflitos de todos os 37.063 anos da história de Arda.

Com o final da Guerra do Anel, paz e prosperidade regressaram à Terra Média. Ainda ao mesmo tempo foi ordenado que os últimos dos grandes poderes Ã

Primeira Era do Sol

Embora as Eras do Sol serem o foco principal de praticamente todos os contos de Tolkien, o Sol não surgiu no céu até a Trigésima Era dos Valar, cerca de 30.000 anos dos mortais depois da criação de Arda. Ainda assim, o espaço de tempo em anos solares é monumental. Ao final da Guerra do Anel e da Terceira Era, se passaram nada menos que 7063 anos dos mortais.

 
Segundo as cronologias iniciais de Tolkien nos "Anais de Valinor", passaram-se 29.980 anos mortais desde a criação de Arda qunado Melkor e a Grande Aranha Ungoliant terminaram as Eras das Árvores em Valinor, removendo sua luz para sempre. Ainda assim, as Valar Yavanna e Nienna, salvaram de suas ruínas uma flor de prata chamada Isil, a Resplandescente, e um único fruto dourado chamado Anor, o Fogo Dourado. Estes foram colocados em grandes rescipientes forjados por Aulë o Ferreiro, e no 30.000º ano mortal desde a criação, esses recipientes brilhantes foram erguidos aos céus. Estes recipientes eram a Lua e o Sol, e a partir de então iluminaram para sempre as terras de Arda.

Assim como o Reascender das Estrelas marcou o Despertar dos Elfos, a Ascenção do Sol marcou o Despertar dos Homens. Quando a primeira luz do amanhecer entrou nos olhos dos Homens, eles despertaram para uma nova era. Pois assim como Ilúvatar havia concebido a raça imortal dos Elfos no início do Tempo e escondeu-os longe no Lago de Cuiviénen, então ele também concebeu a raça mortal dos Homens e escondeu-os a leste da Terra Média em um lugar chamado Hildórien, "terra do segundo povo", além das Montanhas do Vento.

Corporal e espiritualmente este novo povo mal se comparava aos Elfos. Eles eram mortais e mesmo comparados com os Anões tinham vida curta. Piedosamente, os Elfos ensinaram a este povo fraco o que puderam, somente para descobrirem que em sua mortalidade havia uma força secreta. Pois esta raça mostrou-se mais adaptável a um mundo em mudança, e embora eles morressem facilmente, e em grande número, eles procriavam-se mais rapidamente, exceto pela raça dos Orcs.

Tribos desse povo nômade viajaram por todos os territórios da Terra Média eos melhores e mais fortes entre eles eram os Edain, aqueles que primeiro entraram nos reinos dos Eldar em Beleriand. A Primeira Era do Sol foi a Era Heróica que começou com a vinda dos Altos Elfos Noldor de Eldamar em perseguição a Melkor, a quem eles chamavam Morgoth, o Inimigo Escuro. Pois não somente havia Melkor destruído as Árvores de Luz, mas também assolado a fortaleza de Formenos, assassinado o Alto Rei dos Noldor e roubado as jóias mágicas chamadas Silmarils. Estas três gemas eram o maior dos tesouros dos Noldor, pois haviam sido produzidas por eles a partir da luz das Árvores dos Valar. Foi do conflito pela posse destas gemas que resultou a Guerra das Grandes Jóias, e deu a Tolkien o tema para O Silmarillion. Foi um conflito que durou seis séculos e destacou-se em seis grandes batalhas.

Morgoth extinguiu as Árvores de Luz, apossou-se das Silmarils e fugiu para Angband cerca de vinte anos antes do amanhecer da Primeira Era do Sol. As Guerras de Beleriand começaram uma década depois, quando ele enviou suas legiões de Orcs contra os Elfos de Beleriand. Esta foi a Primeira Batalha na qual as hordas dos Orcs foram finalmente destruídas e recuadas a Angband. A Segunda Batalha foi travada quatro anos depois antes do levantar do Sol e foi chamada Batalha Sob as Estrelas, Dagor-os Giliath. As forças de Morgoth vieram sobre os recém chegados Elfos Noldor a noroeste de Beleriand. Mesmo em desvantagem numérica, os Noldor lutaram com ferocidade por dez dias. Eles mataram todos a sua frente e forçaram os Orcs a recuarem para Angband.

No ano 56 da Primeira Era do Sol, as forças de Morgoth haviam reconquistado força suficiente para enviar um exército ainda maior que os dois anteriores combinados. Esta Terceira Batalha foi chamada a Batalha Gloriosa, Dagor Aglareb, pois não somente os Elfos sobrepuseram-se às legiões de Orcs de Morgoth, mas também impediram seu recuo e as aniquilaram. Tão completa foi a vitória que por quase quatro séculos os Elfos mantiveram o cerco a Angband. Durante este tempo, houveram cruzadas de Orcs em Hithlum e em 260 Glaurung o Dragão tentou um ataque, mas em sua maior parte houve paz em Beleriand. Poucos dos servos de Morgoth ousaram se aventurar além das Montanhas de Ferro.

De qualquer modo, quando Morgoth finalmente quebrou a Longa Paz, ele estava realmente preparado. No ano 455, suas legiões de Orcs foram lideradas por Balrogs e Dragões com hálito de fogo. Esta foi a Quarta Batalha que foi chamada de Batalha da Chama Súbita, ou Dagor Bragollach. Esta foi seguida da Quinta Batalha, a Batalha das Lágrimas Incontáveis, ou Nirnaeth Arnoediad. Estas duas batalhas resultaram na final destruição de todos os Reinos Élficos de Beleriand. Em 496, Nargothrond foi saqueada. Logo depois Menegroth foi arruinada e 511 marcou a queda de Gondolin, a última fortaleza Élfica.

Por quase um século, Morgoth manteve suas garras de ferro sobre a Terra Média. Finalmente, com a chegada de Eärendil em Aman portando uma das Silmarils,os Valar e Maiar não puderam mais tolerar sua maldade e no ano 601 eles vieram uma terceira e última vez para combater o Inimigo Escuro no cataclisma chamado Guerra da Ira e a Grande Batalha. Tão terrível foi este conflito que não somente Angband foi destruída, mas também todas as belas terras de Beleriand. E embora Morgoth tenha chamado seus monstros e demônios e ainda uma legião de Dragões, ele foi derrotado e jogado para sempre no Vazio. Embora a vitória, a guerra teveo seu preço: Beleriand foi arruinada, as Montanhas de Ferro e as Montanhas Azuis partiram-se, permitindo que as grandes águas entrassem no continente. Toda Beleriand foi inundada e finalmente afundou sob o mar do leste.

Assim terminou a Primeira Era do Sol.

Eras das Estrelas

Depois de muitas Eras da Escuridão, Varda, a Senhora dos Céu, pegou o orvalho da Árvore de prata dos Valar e, cruzando os céus, e reascendeu as desfalecidas estrelas que brilharam na Terra Média, então elas se tornaram brilhantes e deslumbrantes no veludo da noite. As criaturas de Melkor estavam tão desacostumadas com a luz que elas gritaram de dor quando estes feiches de luz perfuraram suas almas escuras. Em terror elas correram e se esconderam.

 
Além do mais, o Renascimento das Estrelas marcou o Despertar dos Elfos. Pois quando as estrelas brilharam sobre a Terra Média, os Elfos acordaram com o brilho das estrelas em seus olhos, e algo de mágico daquela luz permaneceu para sempre. O local do despertar foi Lago de Cuiviénen nas margens de Helcar, o Mar Interno ao sopé das Orocarni, as Montanhas Vermelhas.

As Eras das Estrelas também foi o período do despertar dos outros dois povos falantes: os Anões, que foram concebidos por Aulë, o Ferreiro, e os Ents, que foram concebidos pela esposa de Aulë, Yavanna a Frutífera. Então, em Utumno, Melkor também desenvolveu duas outras raças. Estas raças foram os Orcs e os Trolls: formas de vida destorcidas criadas a pardir de Elfos e Trolls torturados que caíram em suas mãos.

Quando Oromë o Cavaleiro descobriu o despertar dos Elfos, e os Valar souberam da maldade feita então por Melkor, eles formaram um conselho de guerra. Os Valar e Maiar vieram para a Terra Média preparados para travar batalha contra Melkor.

Durante esta Guerra da Fúria eles destruiram as legiões diabólicas de Melkor, derrubaram o muro das Montanhas de Ferro e destruiram totalmente Utumno. O domínio de Melkor sobre a Terra Média terminou. Ele foi acorrentado e tomado como prisioneiro em Valinor por muitas Eras.

Este período foi conhecido como a Paz de Arda e foi o período da Grande Jornada, quando os Elfos fizeram sua migração em massa em direção ao oeste para Eldamar, na costa das Terras Imortais.

Os Elfos que conseguiram completar a Grande Jornada e fixar-se em Eldamar contruiram as maravilhosas cidades de Tirion, Alqualondë e Avallónë. Ainda assim muitos, pelo amor à Terra Média ficaram para trás. Eles construiram seus reinos nas terras mortais e tiveram vidas gloriosas.

Durante as Eras das Estrelas houve um grande reino dos Elfos em Beleriand a noroeste da Terra Média. Estes eram os Elfos da família dos Teleri que seguiram o rei Thingol e a rainha Melian a Maia. Eles eram chamados de Elfos Cinzentos ou Sindar e seu reino era a floresta de Doriath. Sua capital era chamada Menegroth das Mil Cavernas e as cavernas e grutas de seu reino eram uma das maravilhas da Terra Média. Menegroth era engenhosamente esculpida para simular uma floresta de faias subterrânea. Árvores, pássaros e animais eram todos esculpidos na pedra, e as grandes salas eram cheias de fontes naturais e iluminadas por lâmpadas de cristais.

Os senhores dos Sindar eram os mestres de Beleriand e os Elfos mais poderosos da Terra Média nas Eras das Estrelas. Seus aliados eram os Elfos do Mar de Falas, os Laiquendi (ou Elfos Verdes) de Ossiriand, e os Anões de Belegost e Nogrod nas Montanhas Azuis.

Estes reinos do Anões de Nogrod e Belegost prosperaram em seu comérico com os Elfos de Beleriand através das Eras das Estrelas. Mestres em esculpir a pedra, eles escavaram amplas galerias sob as Montanhas Azuis em busca de metais preciosos e foram contratados pelos Elfos para escavarem a maior parte dos grandes halls e salas de Menegroth. Os Anões de Nogrod eram considerados os melhores ferreiros da Terra Média e forjaram espadas e lanças do aço mais nobre, enquanto os Anões de Belegost eram os melhores no feitio de malhas de aço e armaduras à prova de dragões.

Em certo grau, as alianças dos Elfos de Beleriand estenderam-se a leste até a imensa floresta de Eriador. Pois lá, através das Eras das Estrelas, a raça chamda de Ents, os gigantes Guardiões da Árvores, viviam amigavelmente com os Elfos Sindar de Beleriand e os Elfos da Floresta.

Além de Eriador, nas Montanhas Nebulosas, havia Kazad-dûm, o maior de todos os reinos dos Anões. Nas Eras das Estrelas ele também properou e estendou suas moradas sob as montanhas, embora ele tenha desempenhado um papel pequeno nas histórias de Beleriand.

As Eras das Estrelas duraram dez mil anos dos mortais, e foram as eras das descobertas e maravilhas, de glória e magia. Ainda assim, isso tudo acabou quando Melkor foi libertado do cativeiro em Valinor. Após um período de aparente regeneração ele ergueu-se em ódio e destruiu as Árvores dos Valar. Então ele fugiu para norte da Terra Média onde mais uma vez habitou sua fortaleza de Angband nas Montanhas de Ferro. A PAz de Arda terminou à medida que o conflito de espalhou por Beleriand, e as Eras das Estrelas chegaram a um fim.

Eras das Árvores

Depois da destruição das grandes lâmpadas e o Primeiro Reino de Almaren, os Valar foram para o oeste, para o continente de Aman, onde eles construiram um Segundo Reino chamado Valinor, significando Terra dos Valar. Então cada um tomou uma parte daquela terra e ergueram mansões e criaram jardins, mas também construiram Valimar, "A Casa dos Valar", uma cidade murada, com cúpulas e pináculos de ouro e prata e cheia de música de muitos sinos.

 
Em uma colina verde, logo depois dos portões dourados a oeste de Valimar, os Valar criaram duas imensas árvores mágicas. Estas foram as maiores árvores que jamais existiram e eram chamadas Laurelin a Dourada e Telperion a Branca. Quase do tamanho das colossais Lâmpadas dos Valar, essas Árvores de Valinor irradiavam uma luz brilhante de ouro e prata. O crescer e o minguar da florescência de cada Árvore fornecia a medida de cada dia, e a própria luz nutria cada um que vivia sob sua presença radiante, e preenchia cada um com felicidade e sabedoria.

Segundo as primeiras anotações de Tolkien, nos "Anais de Valinor", percebemos que as Eras das Árvores começam mil Anos dos Valar depois da criação de Arda; ou seja, na décima Era dos Valar, ou dez mil anos dos mortais depois da criação de Arda. Também podemos afirmar que as Eras das Árvores duraram quase vinte Eras dos Valar ou vinte mil anos dos mortais de duração.

Existe no entanto um fator complicante na cronologia de Arda pois as Eras das Árvores aplicam-se somente às Terras Imortais. Ao chegar em Aman, os Valar ergueram um grande muro na forma das Montanhas Pelóri para manter afastados Morgoth e todos seus discípulos. Estas montanhas, as mais altas do mundo, realmente protegeram Valinor de invasão, mas também aprisionou a Luz das Árvores de tal forma que o restante de Arda permaneceu nas trevas.

Consequentemente, durante as Eras das Árvores, estamos lidando com sistemas de tempo paralelos. Desta foram, enquanto as Terras Imortais viveram a glória das Árvores, a Terra Média vivenciou duas épocas, cada uma com dez mil anos dos mortais: as Eras da Escuridão e as Eras das Estrelas.

Nas Terras Imortais as Eras das Árvores foram divididas em dois períodos. As primeiras dez Eras dos Valar, ou 10.000 anos dos mortais, foram conhecidas como Anos da Felicidade em Valinor. Durante este período os Valar e Maiar prosperaram e suas grandes mansões e moradas cresceram cada vez mais em tamanho e beleza. As Águias foram criadas por Manwë, os Ents concebidos por Yavanna e os Anões concebidos por Aulë. Glorioso de fato foi este período em Valinor, enquanto além dos muros dos Pelóri, a Terra Média enfrentava o terror e a maldade da dominação de Melkor durante as Eras da Escuridão.

Sobre a segunda metade das Eras das Árvores, muitos outros fatos são relatados por Tolkien. Este período ficou conhecido como o Entardecer dos Abençoados em Valinor, mas na Terra Média foi chamado de Eras das Estrelas. Este foi o período em que Varda, Rainha dos Céus, reascendeu as estrelas sobre a Terra Média e causou o Despertar dos Elfos.

Com o tempo, quando chegou às Terras Imortais notícias do Despertar dos Elfos e das incursões de Melkor sonre os Elfos para escravisá-los, matá-los e corrompê-los, os Valar organizaram um conselho de guerra. Ferozmente, como anjos vingativos, os Valar e os Maiar vieram à Terra Média e trouxeram as Legiões de Melkor diante de si.

Esta foi chamada a Guerra dos Poderes e nesta guerra muitas batalhas e duelos foram travados entre os Valar e eles destruiram completamente Utumno e arrancaram Melkor de suas cavernas. Então Melkor foi mantido cativo em Valinor e preso com correntes indestrutíveis. Este período ficou conhecido como a Paz de Arda, e durou pela maior parte das restantes Eras das Árvores em Valinor e Eras das Estrelas na Terra Média.

Estes foram os melhores anos para a raça dos Elfos, pois sem a fúria maléfica de Melkor, este povo escolhido prosperou e cresceu em poder. Depois da Guerra dos Poderes, os Valar convocaram os Elfos para dir e viver com eles na Terra da Luz. Esta foi a migração em massa chamada de Grande Jornada dos Eldar, aqueles Elfos que atenderam o chamado dos Valar.

A Grande Jornada foi tema de muitas canções dos Elfos, pois seus esforços para concluir a jornada foram longos, e os Eldar foram divididos diversas vezes em diversas raças e tribos. Aqueles que chegaram à Terra Imortal e foram abençoados pelas Árvores de Luz foram três famílias: os Vanyar, os Noldor e os Teleri. Para este povo escolhido, os Valar concederam uma parte des Terras Imortais chamada Eldamar, o "Lar dos Elfos", e sua beleza era uma maravilha de pasmar. Muitas eram suas mansões e torres, mais as mais finas estava na capital dos Vanyar e Noldor Tirion, e nas cidades dos Teleri Alqualondë na costa de Eldamar e Avallondë na Ilha de Tol Eresëa.

Depois das Eras do Acorrentamento, Melkor veio diante dos Valar para ser julgado. Ele pareceu ter mudado e declarou-se arrependido, então Manwë, Senhor dos Valar, ordenou que suas correntes fossem removidas. Mas os Valar haviam sido enganados. Em segredo, Melkor tramou sua queda. Primeiro ele semeou intriga entre os Elfos, e então, em aliança com a Grande Aranha, Ungoliant, ele travou guerra abertamente.

Ele veio com Ungoliant até as Árvores dos Valar a atacou-as com uma grande lança, e a Aranha sugou a Luz e Vida das Árvores até que elas murcharam e morreram. Tudo em Valinor tornou-se horrendamente escuro com a Sombra de Ungoliant, e Melkor riu com terrível contentamento, pois por duas vezes ele destruiu as grandes Luzes do Mundo.

Não contente com sua grande maldade, Melkor foi até a Foltaleza Élfica de Formenos, assassinou o Grande Rei dos Noldor, e roubou as pedras mágicas chamadas Silmarils. Estas foram as mais valiosas joias daquela e qualquer outra era. Elas eram sagradas aos Noldor que as fizeram, pois elas marcavam o mais alto grau da criação de gemas Élficas. Com o Escurecimento de Valinor, elas se tornaram ainda mais valiosas, pois estas três gemas brilhavam e irradiavam a luz viva das Árvores dos Valar.

A que belas elas fossem, os Silmarils pareciam carregar consigo uma terrível maldição. Elas trouxeram desespero e destruição sobre todos que as possuiram. Quando Melkor se apoderou delas e fugiu para a Terra Média, os Noldor fizeram um juramento de sangue de vingança e, sob a liderança de Fëanor, o criador dos Silmarils, eles partiram. Este foi o início da Guerra das Grandes Jóias que se estendeu por toda a Primeira Era do Sol e foi registrada na obra de Tolkien "O Silmarillion".