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Vitamina D: a arma secreta dos hobbits

dos89-cb210126Quando você acha que você já viu de tudo, sempre tem uma maluquice nova. Por exemplo, a dos pesquisadores Joseph e Nicholas Hopkinson, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde. A dupla acaba de publicar um artigo científico na revista médica “The Medical Journal of Austrália” com o título “O hobbit – uma deficiência inesperada”. Resumo da ópera: a derrota dos personagens malévolos de “O Hobbit” parece ter uma forte associação com… a deficiência de vitamina D.

A dupla de médicos usou uma estratégia simples e elegante: mapeou os personagens do livro, classificando-os como “vitoriosos” e “derrotados” e “bons” ou “maus” (OK, nada sofisticado até aqui) e depois usou informações do texto para classificar os personagens numa escala de 0 a 4 com respeito aos níveis de vitamina D em seu organismo, com base em seu estilo de vida. Os níveis de vitamina D, é bom lembrar, dependem basicamente da exposição à luz solar, e também, em menor medida, de uma dieta rica em peixes gordurosos, gema de ovo, queijo, carne, fígado e certos cogumelos. A falta de vitamina D, lembram eles, causa problemas ósseos e no sistema de defesa do organismo.

Nas palavras impagáveis da dupla descrevendo sua hipótese de trabalho:

“Uma característica marcante da literatura de fantasia é a vitória dos personagens bons e a derrota dos maus. Enquanto o consenso é atribuir isso a convenções narrativas sobre moralidade e a necessidade de finais felizes, nossa hipótese é que uma grande contribuição para a derrota dos malfeitores nesse contexto é sua aversão à luz solar e sua dieta ruim, que poderia levar à deficiência de vitamina D e, portanto, à redução das capacidades marciais.”

Não preciso dizer que a dieta variada e a vida ao ar livre de Bilbo o deixam em boa situação, assim como ocorre no caso dos anões, de Gandalf (apesar de eles serem fumantes, ressalvam os médicos) e de Beorn. Já Gollum, apesar de comer peixxxxe, fica mal nessa fita, e o mesmo vale para os orcs e para Smaug. (A média dos personagens bons é uma “nota” de 3,4, contra apenas 0,2 dos personagens malévolos).

Como é de praxe em publicações médicas, os autores tiveram de fazer uma declaração de conflito de interesse: “Declaramos que não temos conflitos de interesse a respeito deste trabalho, embora Nicholas Hopkinson curta bastante Game of Thrones na televisão e Joseph Hopkinson tenha lido todos os livros”.

Fëanor

Nascido em Aman durante as Eras das Árvores, morto na Terra-média no ano 1 da na 1ª Era do Sol

“E não lamentavam mais a perda das Árvores do que o desencaminhamento de Fëanor: das obras de Melkor, uma das mais perversas. Pois em todas as partes do corpo e da mente, em valentia, em resistência, em beleza, em compreensão, em talento, em força e em sutileza, no mesmo grau, Fëanor havia sido o mais poderoso de todos os Filhos de Ilúvatar, e nele ardia uma chama brilhante. As obras maravilhosas para a glória de Arda que ele poderia ter criado, se tudo tivesse sido diferente, somente Manwë poderia de certo modo conceber. E os vanyar que estavam em vigília junto aos Valar relataram que, quando os mensageiros repetiram a Manwë as respostas de Fëanor a seus arautos, Manwë chorou e baixou a cabeça”

(Silmarillion: Cap. XI – Do Sol, da Lua e da ocultação de Valinor)


Fëanor foi um príncipe entre os Noldor, filho mais velho e mais amado do Alto Rei Finwë com Míriel, nascido em Tírion. Habilidoso tanto com as palavras quanto com as mãos, era um artesão de renome e um guerreiro fabuloso.

Fëanáro Curufinwë, seu nome original, (hábil espírito de fogo) veio ao mundo sugando toda força vital de sua mãe, que desistiu de viver pouco depois de seu nascimento. Seu pai, o rei, assumiu outra esposa lhe dando dois irmãos: Fingolfin e Finarfin e duas irmãs: Findis e Irimë.

Cresceu de forma rápida e por ser muito talentoso aprendeu com Mahtan os segredos de um bom artesão, casou-se também com sua filha, Nerdanel, tendo com ela sete filhos: Maedhros , Maglor , Celegorm , Caranthir , Curufin , Amrod e Amras.

Com seu ofício, criou suas maiores obras, lâmpadas com luz própria, Palantiri que podiam comunicar-se umas com as outras vendo através de grandes distâncias, mas foi com as Silmarils que teve seu nome mais conhecido e sua ruína decretada!

“Pois Fëanor, atingindo seu poder máximo, foi dominado por uma nova idéia, ou talvez lhe tivesse ocorrido alguma sombra de presságio do triste destino que se acercava. E ele se perguntava como a luz das Árvores, a glória do Reino Abençoado, poderia manter-se imperecível. Começou, então, um trabalho longo e secreto, para o qual recorreu a todo o seu conhecimento, seu poder e sua habilidade sutil. E, ao final de tudo, fez as Silmarils.”

(Silmarilion: Cap. VII – Das Silmarils e da inquietação dos Noldor.)

As Silmarils eram três grandes jóias feitas em Valinor, no qual Fëanor aprisionou a luz emanadas das duas Grandes Árvores, Laurelin e Telperion antes que estas fossem destruídas. No período de sua fabricação, Melkor cumpria sua primeira pena nos salões de Mandos, mas Manwë acreditando em seu arrependimento autorizou sua liberdade.  Dissimulando sua bondade, Melkor usou do ciúmes que Fëanor tinha de seus meio-irmãos para jogar uns contra os outros, e o elfo ameaçou e enfrentou Fingolfin acreditando que este queria seu lugar como herdeiro e suas jóias.

Fëanor em sua inquietação falava em rebelião contra os Valar e começara a fabricar armas, e com isso a farsa de Melkor fora descoberta e Fëanor partiu de Valmar. No exílio ao norte de Valinor, foram com ele seus filhos e seu pai (nada consta de sua esposa), construíram uma grande fortaleza e em seus cofres foram guardadas as Silmarils.

Aproveitando da ausência de Fëanor em sua fortaleza, Melkor a invadiu, roubando as Silmarils e assassinando Finwë, o primeiro dos eldar a ter seu sangue derramado. Neste momento Fëanor amaldiçoou Melkor, chamando-lhe de Morgoth, O Sinistro Inimigo do Mundo.

Convocando os Noldor a seguir consigo, agora como herdeiro de Finwë, Fëanor fez um juramento terrível, com seus sete filhos a seu lado fizeram juntos o mesmo voto. Com o poder do juramento, as oito espadas brilharam vermelhas como sangue.

Fizeram um voto que ninguém deveria quebrar, ou melhor, que ninguém deveria sequer fazer. Caso não o cumprissem, sobre si e suas famílias cairiam as Trevas Eternas. Ainda assim, o fizeram, jurando perseguir até o fim do mundo com sua vingança, focados no ódio para com qualquer vala, demônio, elfo, homem ou qualquer criatura, grande ou pequena, boa ou má, que viesse a surgir até o final dos tempos, quem quer que segurasse, tomasse ou guardasse uma Silmaril, impedindo que eles dela se apoderassem.

Embora seus meio-irmãos fossem contra tal juramento e contra a partida dos Noldor, com ele foi  Fingolfin que fizera um juramento de segui-lo em oportunidade de acertar as diferenças, e não querendo dividir seu povo. Com a mesma idéia seguia Finarfin, porém mais relutante com a partida. Aapenas uma pequena fração se recusou a ir, uns por amor aos Valar, alguns por amor a Tirion e pelas muitas coisas que ali haviam realizado, mas nenhum por medo dos perigos que os aguardavam. Na partida Manwë mandou falar à Fëanor que não mais poderia voltar à Valinor e que conheceria sofrimento e amargura de imensidões desconhecidas, mas Fëanor rebateu chamando Manwë de ocioso e alegando que mesmo que não destruísse Morgoth, lhe causariam sofrimentos maiores que os seus.

No caminho Fëanor tentou convencer os elfos Teleri a seguirem com ele em sua vingança, mas quando os mesmos não se comoveram ou compartilharam com sua demanda, o Noldor lhes roubou os barcos dos Portos de Cisne desencadeando assim uma batalha, onde elfos lutaram uns contra os outros, havendo mais mortes do que podemos mencionar. Entretanto socorrido por seus meio-irmãos e os que os seguiam, derrotaram Teleri, tomando-lhes de vez os barcos e partindo.

A batalha fora conhecida como Fratricídio de Alqualondë. É contado que as lágrimas de Uinen fizeram o mar crescer em fúria afundando e matando muitas das embarcações que fugiam, mas ainda assim, mas a maioria ainda resistiu chegando em Araman. Mas ao longo de sua jornada, viram uma figura escura a qual julgaram ser o vala Mandos, e este lhe lançou uma maldição, a Profecia do Norte ou Condenação dos Noldor. Onde pressagiou um fim sombrio, triste e doloroso para todos da Casa de Fëanor e seus seguidores, bem como o eterno fracasso de seu juramento.

Neste momento, Finarfin abandonou a causa e, recebendo o perdão dos Valar, governou os elfos que com ele permaneceram. Em Araman fica Fingolfin, abandonado por Fëanor quando este se lança ao mar com seus filhos e seguidores nos barcos remanescentes, que eram insuficientes para as duas casas dos meio-irmãos.

Aqui começa a última parte do verdadeiro legado de Fëanor, uma vez que com seus filhos jurou resgatar as jóias e através de tal juramento e da maldição de Mandos nunca teve cumprida sua missão. Fëanor e seus filhos destroem a maior força de orcs seguidoras de Morgoth, e nessa luta, conhecida como a Batalha sob as estrelas.

Após a derrota dos seus inimigos, o espírito de Fëanor queimou dentro de si e o elfo partiu para lutar com Morgoth, mas antes que pudesse realmente atacar Angband encontrou Balrogs em seu caminho, e com eles a morte, pois embora tenha lutado com muitos dos balrogs, chegando a derrotar alguns, foi mortalmente ferido por Gothmog, o Senhor dos  Balrogs, sendo por fim derrotado. Seus filhos ainda o encontraram vivo, porém em ruína, e antes de seu fogo começar a queimar e transformar seu corpo em cinzas, com seu último suspiro, Fëanor amaldiçoou Morgoth e Angband, convocando novamente seus filhos a cumprirem seu juramento.

Seu legado foi deixar o seu povo em Beleriand, que jurou a impossível tarefa de sobrepujar o Senhor do Escuro e recuperar as Silmarils.

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Juramento de Fëanor

Seja ele amigo ou inimigo, seja ele sujo ou limpo,
cria de Morgoth ou brilhante Vala,
Elda ou Maia ou Sucessor,
Homem ainda não nascido sobre a Terra-média,
nem lei, nem amor, nem liga de espadas,
terror nem perigo, nem o próprio Destino
há de defendê-lo de Fëanor, e da raça de Fëanor,
se esconder ou entesourar, ou na mão tomar,
se achar guardar ou se longe jogar
Uma Silmaril. Assim juramos nós todos:
Morte havemos de trazer a ele antes do fim do Dia,
Opróbrio até o fim do mundo! Nossa palavra ouve tu,
Eru Pai-de-Todos! À eterna
Escuridão condena-nos se nosso feito falhar.
Na montanha sagrada ouvi em testemunho
E nosso voto lembrai, Manwë e Varda!

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Fontes: Tolkien Gateway, WikiLingue, The Encyclopedia of Arda, Silmarillion

Smaug O Dourado

Com a crescente fama d’O Hobbit, nada mais oportuno do que traçar um perfil do Vilão maior da história de J.R.R.Tolkien, o dragão Smaug!

Smaug o Dourado foi o grande dragão da Terceira Era, sobrevivendo na Terra Média envolto por tesouros roubados e por ele guardados dentro da Montanha Solitária.

Smaug foi o último dos grandes dragões de fogo, e embora não o último da espécie era dito ser o maior de seu tempo. Estranhamente materialista por ser um dragão, em algum momento ouviu sobre o grande tesouro dos Anões de Erebor. De onde ele veio realmente não se tem certeza, mas no ano 2770 da Terceira Era, Smaug desceu dos céus com todo seu poder de fogo e atacou a Montanha Solitária, destruindo o reino dos anões e povoado vizinho de Dale.

Depois da matança, Smaug se apossou da Montanha Solitária e de tudo o que nela havia. Deitando encima do tesouro e lá permanecendo como se o ouro lhe fosse um ninho.

“A minha armadura é dez vezes como escudos, meus dentes são espadas, minhas garras são lanças, o choque da minha cauda é um raio, as minhas asas são um furacão, e minha respiração é a morte!” (Smaug em O Hobbit)

Smaug parecia ser muito vaidoso, e acreditava em sua própria invulnerabilidade. A mera idéia de que os anões pudessem se vingar  lhe provocara um ataque de riso histérico.  Pode-se dizer que foi apenas sua ganância e preguiça que o impediu de continuar a assolar as terras vizinhas. Não sairia de perto de seu tesouro para se esforçar por pouco.

Entretanto sua crença na invulnerabilidade vinha pelo fato de que sua barriga era realmente tão forte e dura como escudos. De tanto permanecer deitado sobre seu tesouro, pedras e ouro se incrustaram e sua barriga formando uma casca quase impossível de ser penetrada.

“Quase”, pois em um único ponto em sua barriga havia uma falha, um pequeno local onde o ouro e as demais jóias não ficaram presos, deixando ali, sua ruína!

Eis que em um dia em outubro de2941 Smaug acordou perturbado ao notar que uma única taça de todo seu enorme tesouro, lhe havia sido roubada. Perturbado e mais irado do que nunca pois em toda sua vaidade jamais se imaginou sendo enganado.

E essa é a fábula contada em O Hobbit, a história vivida pelo hobbit Bilbo Bolseiro como membro da Comitiva do anão Thorin Escudo de Carvalho para recuperar seu trono e tesouro, como descendente do Grande Rei Sob a Montanha, que Smaug havia expulsado de sua salões tantos anos antes. Comitiva formada com a ajuda do mago Gandalf, que lhes entregara um mapa com uma passagem lateral da montanha e uma chave para que essa passagem fosse aberta, possibilitando assim a entrada da comitiva.

Bilbo, e seu anel mágico (posteriormente reconhecido como o UM, de Sauron) havia ficado invisível e saqueado a taça do tesouro de Smaug. Durante o furto, conversando com o Dragão, para ganhar tempo e lhe provocar olhou o dragão de perto, tendo o cuidado de não ser encontrado. Mas matar Smaug e recuperar o tesouro era de fato o combinado entre a comitiva.

Após tal provocação, Smaug enfurecido, acreditando que Bilbo fazia parte do povo do lago que morava no vilarejo ao lado da montanha, voou para fora da montanha, atacou os anões e Bilbo, que acabaram por serem selados dentro da montanha, e frustrado, partiu para atacar os homens do lago.

E esse foi seu maior erro! Esse foi o último vôo Smaug!

Bilbo havia descoberto a falha de sua invencibilidade e transmitido à Cidade do lago para o herdeiro de outra das vítimas de Smaug, Bard, descendente de Gírion de Dale.  O homem acertou uma flecha no ponto desprotegido do dragão e Smaug caiu derrotado, mas não sem antes devastar a Cidade do Lago como antes havia feito com Dale. Seus ossos ainda puderam ser vistos no fundo do lago durante muitos anos, bem como as jóias que lhe incrustavam o corpo.

A queda de Smaug antecedeu a grande batalha dos Cinco Exércitos, onde homens, elfos, anões e orcs brigavam pelo tesouro, tendo os três primeiros povos se unido ao exército das águias para derrotar os orcs, selando assim o recomeço de uma antiga amizade.

Fontes: Encyclopedia of Arda, The Thain’s Book e Tolkien Gateway

elrondcelebrian

Celebrían

Esposa de Elrond; mãe de Arwen. Celebrían foi a filha de Galadriel e Celeborn, o Senhor e Senhora de Lothlórien. Não se sabe sua data de aniversário. No ano de 109 da Terceira Era, ela casou com Elrond e eles mudaram para Valfenda. Tiveram filhos gêmeos: Elladan e Elrohir, que nasceram em 130 e a filha Arwen nasceu em 241.

Em 2509, Celebrian estava viajando sobre as Montanhas Nebulosas através do Passo do Chifre Vermelho para a casa de seus pais em Lothlorien quando foi capturada por Orcs. Ela foi ferida e atormentada pelos Orcs, antes de seus filhos encontrar e salvá-la. Elrond foi capaz de curar suas feridas físicas, mas Celebrian permaneceu incomodado por suas lembranças, medo e ela não conseguia mais encontrar a alegria da Terra-média. Ela deixou a Terra-média em 2519 e navegou sobre o mar para as Terras Imortais.
Os filhos de Celebrian gastaram muitos anos caçando Orcs, em retribuição ao tormento à sua mãe. Não se sabe se Elladan e Elrohir escolheram permanecer na Terra-Média ou ir para as Terras Imortais. Arwen, filha de Celebrían, escolheu mortalidade e viveu na Terra-média com o marido Aragorn até sua morte. Elrond permaneceu na Terra-média após a queda de Sauron. Em setembro de 3021, ele navegou sobre o Mar para se juntar à sua esposa.
Notas:
Na primeira edição de O Senhor dos Anéis, a data de casamento de Celebrían e Elrond é dada como no ano 100 da Terceira Era. Celebrían é mencionada em “A História de Galadriel e Celeborn” no Contos Inacabados. No entanto, uma vez que existem contraditoriamente versões desse conto, a informação pode não ser considerada totalmente confiável. Em uma versão, Celebrían tinha um irmão chamado Amrogth e Galadriel trouxe seus dois filhos para morarem em Lothlórien entre 1350 e 1400 da Segunda Era. É dito que Elrond conheceu Celebrían quando ela visitou Valfenda por volta de 1701 da Segunda Era e ele caiu de amor com ela em seguida, mas não dizia a ela dos seus sentimentos. Celebrían diz ter acompanhado seus pais para viver em Belfalas.
Nomes e Etimologia:
Celebrían significa “rainha de prata”. A palavra celeb significa “prata”. A terminação rian significa “presente da coroa” de  sendo “coroa” e anna sendo “presente”.

Elanor, a flor

elanor e niphredilFlor de Lothlórien e Tol Eressëa. Elanor era uma flor pequena, dourada e em forma de estrela. Os elfos de Tol Eressëa, nas Terras Imortais, trouxeram Elanor, a flor, para o casamento de Aldarion e Erendis em Númenor, em 870 da Segunda Era.

Elanou crescia em abundância nas colinas de Cerin Amroth, no coração de Lórien.  Aragorn e Arwen noivaram em Cerin Amroth entre as elanor e niphredils, e quando Aragorn retornou para Lothlórien como um membro da Sociedade em Janeiro de 3019, ele organizou um buquê de Elanor, uma vez que relembrara de seu tempo com Arwen, dizendo:
Arwen vanimelda, namarië!
Sam Gamgi nomeou sua primeira filha de Elanor. Era de costume nomear as Hobbits-Moças comos de flores e Sam escolheu Elanor como sugestão de Frodo, por causa da beleza de sua filha.
Nomes e Etimologia:
Elanor é composto por el que significa “estrela” e anor significa “sol“. Também chamada de estrela-do-sol.

    O Rei dos Mortos e Os Mortos

    Rei dos MortosFantasmas de Homens que assombraram a Senda dos Mortos. O Rei dos Mortos e seus seguidores já foram Homens vivos. Eles moraram nas Montanhas Brancas e eram conhecidos como os Homens das Montanhas. Eles eram próximos dos Homens da Terra Parda.

    Os Homens das Montanhas adoravam Sauron, mas depois que o reino de Gondor foi fundado, em 3320 da Segunda Era, o Rei das Montanhas jurou fidelidade a Isildur. Na Pedra de Erech, o Rei prometeu que iria liderar seus homens nas batalhas contra as forças de Sauron.

    Mas quando eles foram convocados durante a Guerra da Última Aliança, o Rei e seus Homens quebraram o juramento e se recusaram a lutar contra seu antigo senhor. Isildur disse ao Rei das Montanhas que ele seria o último rei e ele amaldiçoou os Perjuros, dizendo que jamais descansariam até que o juramento fosse cumprido.

    O Rei e seus Homens se esconderam nas Montanhas Brancas. Com o tempo eles morreram, mas seus espíritos continuaram a assombrar as montanhas e o Rei das Montanhas se tornou conhecido com o Rei dos Mortos. Os Mortos habitaram na passagem sob as montanhas conhecidas como o Caminho dos Mortos.

    Em 8 de março de 3019, Aragorn e a Companhia Cinzenta entraram na Sendas dos Mortos. Aragorn convocou os Mortos para seguí-lo até a Pedra de Erech e assim fizeram. Na escuridão na Pedra de Erech, os Mortos perguntaram para Aragorn porque ele tinha vindo e ele respondeu:

    Para cumprir nosso juramento e ter paz. (RdR, p.50)

    Aragorn então revelou-se o herdeiro de Isildur e chamou os Mortos para combater as forças de Sauron.

    Os Mortos seguiram Aragorn até o porto de Pelargir sobre o Anduin, uma jornada de aproximadamente 280 milhas. Lá eles encontraram a frota de Corsários de Umbar que eram alidados de Sauron. Ao comando de Aragorn, os Mortos embarcaram nos navios e os Corsários fugiram com medo da presença deles. Aragorn usou a frota para ir como auxílio em Minas Tirith durante a Batalha dos Campos de Pelennor.

    Após a frota ser capturada, os Mortos foram até Aragorn e ele declarou que o juramento fora cumprido e que poderiam finalmente descansar.

    Nota sobre o filme:
    Na versão cinematográfica de O Senhor dos Anéis, os Mortos seguem Aragorn em todo caminho para Minas Tirith e luta na Batalha dos Campos de Pelennor.

    Nomes e Etimologia:
    O Rei dos Mortos foi originalmente chamado de Rei das Montanhas e seus seguidores eram os Homens das Montanhas. Eles ficaram conhecidos como os Perjuros porque se recusaram a lutar contra Sauron, como haviam prometido. Eles também eram chamados de Homens Mortos da Terra Parda porque a estrada para a Senda dos Mortos era em Terra Parda. Também conhecidos como os Mortos, ou Mortos Inquetos, o Exército Cinzento, o Exército da Sombra e os Homens da Sombra.

    Fontes:

    • O Senhor dos Anéis, O Retorno do Rei, página 50

    Doriath

    Doriath foi um grande reino dos Elfos Sindarin de Beleriand governado pelo Rei Thingol. Sua esposa, Melian, criou uma barreira de proteção chamado o "Cinturão de Melian", que manteve Doriath a salvo das invasões das forças de Morgoth. A ruina de Doriath foi trazida pela Silmaril que Thingol fez Beren roubar de Morgoth em troca da mão de sua filha, Lúthien. Thingol foi morto por Anões que cobiçaram a Silmaril e Doriath foi devastada pelos filhos de Fëanor que buscavam recuperar a jóia feita por seu pai.
     

    GEOGRAFIA

    Doriath se localizava perto do centro de Beleriand, entre os Rios Sirion e Aros. Era uma vasta floresta, e no meio dela estava Menegroth, as Mil Cavernas. Doriath foi envolta pelo Cinturão de Melian, uma barreira invisível que repelia intrusos ao torná-los perdidos e confusos.

    O Rio Sirion seguia a longo da fronteira oeste de Doriath e o Rio Aros se curvava em torno das fronteiras leste e sul para se juntar ao Sirion. Doriath ficava quase totalmente na Beleriand Oriental, a leste do Sirion, sendo que a única parte do reino a oeste do Sirion era uma pequena floresta de carvalhos chamada Nivrim, o Marco Oeste. Apesar desse fato, Nivrim também estava sob a proteção do Cinturão de Melian.

    Ao sul de Nivrim, o Sirion formava os Alagados do Crepúsculo, onde se juntava ao Aros e, na margem leste, onde os Elfos tinham uma forja. A Floresta de Brethil ficava a norte de Nivrim, do outro lado do Rio Teiglin. Thingol originalmente declarou Brethil como parte de Doriath, embora não estivesse dentro do Cinturão de Melian. Anos depois, Thingol permitiu aos Homens da Casa de Haleth a se estabelecerem lá. A terra desolada de Dimbar ficava entre Brethil e Mindeb, um afluente do Sirion que corria perto da fronteira noroeste de Doriath.

    No leste, entre o Aros e o Celon, havia um pedaço de floresta chamado Arthórien ou Radhrim, o Marco Leste. O Marco Leste era parte de Doriath e, assim como o Marco Oeste, estava dentro do Cinturão de Melian. Ao norte ficava a planície de Himlad, que não fazia parte do reino de Doriath. A pequena floresta escura chamada Nan Elmoth, na margem leste do Celon, também não havia sido incluída nos domínios de Thingol. A sul de Nan Elmoth estavam as terras de Estolad. Ao norte de Doriath estava Nan Dungortheb, um vale aos pés das Ered Gorgoroth que faziam fronteira com Dorthonion. Nan Dungortheb se tornou um local perigoso habitados pelos descendentes de Ungoliant. A Estrada Leste seguia através do vale ao longo do limite norte de Doriath, cruzando o Aros em Arossiach, os Vaus do Aros, e atravessando o Esgalduin por uma ponte chamada Iant Iaur.

    O Esgalduin seguia para o sul a partir de Nan Dungortheb através de Doriath e então se curvava para o oeste até se juntar ao Sirion. Havia uma ponte com guardas sobre o Sirion perto dessa junção com o Esgalduin que levava para Nivrim, o Marco Oeste. As florestas de Doriath eram dividias em duas partes pelo Esgalduin. A Floresta de Region, no sul, era a mais larga e densa das duas. A Floresta de Neldoreth, no norte, era uma floresta composta por faias, onde Barbárvore às vezes passeava durante o outono. A maior faia de Neldoreth era Hirilorn, que ficava bem próxima dos portões de Menegroth.

    Menegroth era uma fortaleza subterrânea na cruva do Esgalduin. Foi chamada "as Mil Cavernas" por ter muitos salões e câmaras. Os portões de Menegroth ficavam em uma colina na margem sul do rio e só poderia ser alcançado através de uma ponte. Menegroth era tida como a mais bela morada real na Terra-média.

    "As pilastras de Menegroth foram esculpidas para se assemelharem às faias de Oromë, tronco, galho e folha, e eram iluminadas com lantemas de ouro. Os rouxinóis cantavam ali como nos jardins de Lórien; e havia fontes de prata, bacias de mármore e pisos de pedras multicores. Imagens entalhadas de animais e pássaros corriam pelas paredes, subiam pelas pilastras ou espiavam entre os galhos entremeados de miríades de flores. E, com o passar dos anos, Melian e suas servas encheram os salões com tapeçarias nas quais podiam ser lidos os feitos dos Valar, e muitos fatos que haviam acontecido em Arda desde seu início, além de indícios de acontecimentos que ainda estavam por vir."

    O Silmarillion: Capítulo X. "Dos sindar"
        

    HISTÓRIA

    Thingol, originalmente chamado de Elwë Singollo, foi um dos três Senhores Élficos que liderou seu povo na Grande Jornada rumo ao oeste. Eles haviam sido convocados pelos Valar para irem morar nas Terras Imortais. Thingol já havia visitado as Terras Imortais como um embaixador e estava ávido por voltar a ver a luz das Duas Árvores novamente, porém muitos de seu povo, os Teleri, estavam relutantes e eram contra a marcha.

    Os Elfos saíram de Cuiviénen por volta de 1105 da Era das Árvores e ao chegaram às Montanhas Nevoentas em 1115 alguns dos Teleri decidiram não continuar a Grande Jornada. Thingol apressou os outros a continuarem em frente e eles cruzaram as Montanhas Azuis na direção de Beleriand em 1128. Os Teleri pararam para descansar na Beleriand Oriental, a oeste do Rio Gelion, enquanto os Noldor, liderados por Finwë, acamparam mais para o oeste, nas Florestas de Neldoreth e Region.

    Em 1130, Thingol foi visitar Finwë, porém, no caminho de volta ao atravessar Nan Elmoth, ele avistou Melian, uma Maia das Terras Imortais. Se apaixonaram à primeira vista e caíram em um transe profundo que durou até 1152. Os Teleri procuraram por Thingol mas não descobriram o que houve com ele e Olwë, irmão de Thingol, se tornou o novo líder dos Teleri.

    Em 1132, os Noldor e Vanyar foram levados pelo Mar por Ulmo. Os Teleri foram deixados para trás pois desejaram continuar a procurar por Thingol e Ulmo apenas retornou para buscá-los em 1150, quando Olwë liderou a maioria dos Teleri para as Terras Imortais. Entre os Teleri que permaneceram na Terra-média estavam alguns parentes de Thingol e seus amigos mais próximos, que haviam se recusado a partir sem ele, mesmo que desejassem partirem para as Terras Imortais. Houve também o caso de grupos de Teleri que foram persuadidos por Ossë, vassalo de Ulmo, a se estabelecerem nas regiões costeiras. Esses passaram a ser chamados de Elfos das Falas, cujo Senhor era Cirdan.

    Quando Thingol acordou, em 1152, ele se mudou com Melian para as Florestas de Neldoreth e Region e sua filha, Lúthien, nasceu na Floresta de Neldoreth por volta do ano 1200. O reino de Thingol primeiro foi chamado de Eglador e muitos de seu povo se reuniram lá, inclusive Elmo, seu irmão mais novo. Elmo teve um filho, Galadhon, e dois netos; Celeborn e Galathil, pai de Nimloth. O domínio de Thingol era centrado em Eglador, mas ele era reconhecido como o líder de todos os Teleri que haviam permanecido em Beleriand. Esses Elfos se tornaram conhecidos como Sindar, ou Elfos Cinzentos, em homenagem a Thingol, cujo nome significa "Manto Cinzento". Seu idioma evoluiu para o Sindarin que se tornou a língua usada com mais frequência entre os Elfos da Terra-média. O Sindari
    n falado em Doriath permaneceu como a forma mais pura da linguagem.

    Durante essa época, Morgoth ainda era mantido cativo pelos Valar e Beleriand estava em paz. Porém Melian alertou Thingol para se preparar para um tempo quando eles talves tivessem que proteger seu reino e Thingol consultou os Anões de Belegost que haviam feito seu primeiro contato com os Elfos de Beleriand por volta de 1250. A construção da fortaleza subterrânea de Menegroth começou em 1300. Os Anões de Belegost cavaram uma rede de túneis e câmaras e os Elfos contribuiram com suas habilidades para tornar Menegroth um local de beleza estonteante. Em troca de seu trabalho, Melian ensinou aos Anões muitas coisas e Thingol lhes deu pérolas da Ilha de Balar, dentre as quais estava a maior já vista na Terra-média, chamada Nimphelos. Os Anões alertaram Thingol de que as criaturas das antigas terras de Morgoth no Norte haviam começado a vagar pelas terras novamente. Em 1330, criaturas malignas entraram em Beleriand incluindo Orcs, criaturas nunca antes vistas pelos Elfos. Thingol encomendou armas e armaduras dos Anões e os Sindar expulsaram as criaturas de suas terras.

    Nos tempos de paz que se seguiram, o reino de Thingol prosperou; seu principal menestrel, Daeron, aperfeiçoou seu sistema de runas, conhecido como Cith. Os Anões adotaram as runas para seu próprio uso e o sistema de Daeron se espalhou pelos outros povos da Terra-média.

    Em 1350, um grupo de Teleri, que havia deixado a Grande Jornada, veio para Beleriand liderados por Denethor. Esses eram os Elfos chamados Nandor, que mais tarde viriam a ser conhecidos como os Elfos Verdes. Eles se estabeleceram em Ossiriand e Thingol lhes deu as boas vindas. Morgoth retornou para a Terra-média em 1495, após roubar as Silmarils que Fëanor havia feito, e com ele veio também Ungoliant, uma criatura maligna sob a forma de uma Grande Aranha. Enquanto Morgoth se refugiou mais uma vez no Norte, Ungoliant tentou entrar em Neldoreth, mas foi impedida por Melian.

    Ungoliant foi morar nas montanhas na fronteira sul de Dorthonion e, desde então, o lugar passou a ser chamado de Ered Gorgoroth, as Montanhas do Terror. O vale entre as Ered Gorgoroth e Neldoreth passou a ser chamado de Nan Dungortheb, o Vale da Morte Horrenda. As crias de Ungoliant tornaram as viagens pela Estrada Leste uma aventura perigosa, embora os guardiões de Thingol mantivessem vigilância cerrada na ponte de Iant Iaur.

    Em 1497, um exército de Orcs invadiu Beleriand através das passagens leste e oeste do reino de Thingol e Elfos e Orcs se enfrentaram na Primeira Batalha. No oeste, Cirdan foi cercado nos Portos de Brithombar e Eglarest. No leste, Thingol derrotou os Orcs com o auxílio de Denethor e dos Elfos de Ossiriand, embora Denethor tenha perecido na batalha.

    Alguns do povo de Denethor voltaram para Ossiriand, porém uma boa quantidade se refugiou no reino de Thingol. A maioria deles se assentou am Arthórien, entre os Rios Aros e Celon, dentre eles estava o Elfo chamado Saeros, que foi viver em Menegroth e se tornou um dos conselheiros de Thingol.

    Melian usou seu poder para criar o Cinturão de Melian ao redor das Florestas de Neldoreth e Region, e o reino foi renomeado para Doriath. O Cinturão de Melian era uma barreira invisível que podia apenas ser cruzada por aqueles que tivessem a permissão de Thingol e Melian ou por força mais poderosa do que a de Melian. Forasteiros que se aproximassem do Cinturão se tornariam perdidos e confusos e vagariam pelas suas margens.

    Quando o Cinturão foi erguido, Eol, o Elfo Negro, deixou Doriath e foi morar nas florestas de Nan Elmoth. No mesmo ano, Fëanor e os Noldor chegaram na Terra-média para recuperarem as Silmarils. Para obterem os navios que os levaram pelo Grande Mar, Fëanor atacou os Teleri de Alqualondë, governados pelo irmão de Thingol, Olwë, num evento no qual muitos Teleri morreram e que ficou conhecido como Fratricídio de Alqualondë. Todavia, não havia navios suficiente para transportar todos os Noldor para a Terra-média ao mesmo tempo, então Fëanor abandonou aqueles que considerou desleais, incluindo seu irmão Fingolfin.

    Os Noldor derrotaram as forças de Morgoth na Batalha Sob as Estrelas e os Portos de Brithombar e Eglarest foram libertos de seu cerco. Fëanor foi morto pouco tempo depois em uma tentativa de ataque à Angband. Fingolfin e a Segunda Hoste dos Noldor cruzaram o Gelo Excruciante e chegaram na Terra-média no começo da Primeira Era do Sol. Com a morte de Fëanor, Fingolfin se tornou o Alto Rei dos Noldor na Terra-média.

    Thingol nada sabia sobre o Fratricídio, mas não estava muito contente com a chegada dos Noldor pois se considerava o Senhor de Beleriand. Ele manteve Doriath fechada para a maioria dos recém-chegados, apenas permitindo a entrada dos filhos de Finarfin, cuja esposa, Eärwen, era a filha de Olwë. Angrod, filho de Finarfin, visitou Doriath no ano 6 P. E. e Thingol pediu a ele para que dissesse aos Noldor para não se estabelecerem nas terras onde os Sindar habitavam. Thingol também não quis participar do Banquete da Reunião, oferecido por Fingolfin em 20 P. E., mas enviou dois representantes em seu lugar, Daeron e Mablung.

    Em 52, Finrod e Galadriel visitaram Doriath. Finrod ficou tão admirado com os Salões de Menegroth que Thingol lhe contou sobre as Cavernas do Narog, onde Finrod, anos mais tarde, estabeleceu o reino de Nargothrond. Galadriel se apaixonou por Celeborn e decidiu permanecer em Doriath. Em 66, Galadriel contou à Melian sobre a busca das Silmarils, mas omitiu o Fratricídio. Melian avisou a Thingol de que as Silmarils trariam a ruina para a Terra-média e que os filhos de Fëanor não eram confiáveis, todavia Thingol os achava úteis como provaveis aliados contra Morgoth.

    Entretanto, em 67, Thingol descobriu sobre o Fratricídio através de Cirdan e se enfureceu, chegando a decretar que apenas o Sindarin seria falado em Doriath e que o Quenya, a linguagem dos Noldor, jamais deveria ser pronunciada por qualquer um dos Sindar. Esse decreto fez com que, anos mais tarde, o Sindarin se tornasse a linguagem dos Noldor da Terra-média.

    Em 310, os Homens cruzaram pela primeira vez as Montanhas Azuis em direção à Beleriand. Alguns deles se estabeleceram em Estolad, perto da fronteira leste de Doriath. Thingol avisou a Finrod, o primeiro dos Primogênitos a encontrarem e travar amizade com os forasteiros, que ele não permitiria que nenhum Homem entrasse em Doriath. Melian, entretanto, previu que um dia um Homem da Casa de Bëor iria para Doriath e o poder do Cinturão não o impediria.

    Aredhel, irmã do Rei Turgon de Gondolin, tentou entrar em Doriath para visitar os filhos de Fëanor em 316, porém os guardiões não a deixaram passar pela terra de Thingolo por não ser da casa de Finarfin e por ser amiga dos filhos de Fëanor. Aredhel fez a jornada de volta para sua casa mas se perdeu de seus guardas no meio do caminho e acabou vagando pela floresta até chegar em Nan Elmoth, onde foi tomada como esposa por Eol com quem teve um filho chamado Maeglin. Aredhel finalmente conseguiu fugir de volta para Gondolin com Maeglin mas Eol a seguiu e ambos, Aredhel e Eol foram mortos.

    Em 390, um grupo de Homens liderados por Haleth passaram através e Nan Dungorthe
    b e se estabeleceu na Floresta de Brethil. Thingol considerava Brethil como parte de seu reino mesmo que não estivesse dentro do Cinturão de Melian e não queria Homens morando lá, mas foi persuadido por Finrod a mudar de idéia. Haleth e seu povo receberam a responsabilidade de guardar as Travessias do Teiglin e evitar que os Orcs entrassem em Brethil.

    Morgoth, em 455, invadiu Beleriand e travou a Batlha da Chama Repentina, na qual Glaurung, o Pai dos Dragões, liderou um exército de Orcs através da Passagem de Maglor e para dentro da Beleriand Oriental. O exército foi finalmente parado por Thingol perto das fronteiras de Doriath, porém a batalha foi uma grande vitória para Morgoth e os Orcs continuaram a vaguear pelas terras. Um número de Elfos Sindarin das partes norte de Beleriand se refugiou em Doriath. Orcs desceram pelo Passo do Sirion em 458 e se aproximaram da Floresta de Brethil e Beleg e os Guardiões de Dortiath juntaram forças com Halmir e os Homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar os Orcs.

    No começo de 464, um Homem chamado Beren, membro da Casa de Bëor, saiu de Dorthonion e entrou em Doriath, pois era seu destino passar despercebido pelo Cinturão de Melian, como a própria Maia havia previsto anos antes. Ele vagueou pela floresta e, durante o verão, avistou Lúthien dançando e se apaixonou por ela. Beren finalmente se aproximou de Lúthien na primavera de 465 e ela também se apaixonou por ele. Continuaram a se encontrar até o verão em que foram traídos por Daeron, que também amava Lúthien, e Beren foi levado à presença de Thingol en Menegroth.

    Embora Beren portasse o Anel de Barahir, dado a seu pai por Finrod, Thingol lhe disse que os feitos de sua raça não eram o suficiente para que tivesse a mão de sua filha. Para lhe dar o que queria, Thingol exigiu que Beren roubasse uma Silmaril da Coroa de Ferro de Morgoth, na certeza de que ele falharia em tal missão. Ao fazer essa exigência, Thingol deu início à uma cadeia de eventos que resultou na completa destruição de Doriath.

    Beren embarcou nessa busca com o auxílio de Finrod, mas foram capturados por Sauron na Ilha dos Lobisomens. Lúthien acabou descobrindo sobre busca de Beren e quis sair para o ajudar, mas novamente foi traída por Daeron e acabou aprisionada por Thingol em uma casa nos galhos da faia mais alta da floresta, chamada Hirilorn. Porém, por mais alta e vigiada que fosse sua prisão, ela conseguiu fugir e ir ao encontro de seu amado. Os Elfos de Doriath procuraram por Lútien por muito tempo, mas não conseguiram a encontrar. O povo se tornou preocupado e as florestas silenciosas, Daeron deixou Doriath e foi para além das Montanhas Azuis para o leste da Terra-média e nunca mais foi visto. Thingol recebeu uma mensagem de Celegorm, filho de Fëanor, que havia capturado Lúthien em Nargothrond e pretendia se casar a força com ela. Todavia, quando os espiões de Thingol chegaram em Nargothrond, ela já hiavia escapado e ido em busca de Beren.

    Após muitas dificuldades, Beren e Lúthien chegaram aos portões de Angband em 466 e avistaram o grande lobo, Carcharoth, o guardando. Lúthien lançou um feitiço que fez com que o lobo caisse em sono profundo e eles entraram nos salões de Morgoth. Lúthien também fez com que Morgoth e sua corte adormecesse com seu canto e então Beren arrancou uma Silmaril da Coroa de Ferro. Porém, quando saiam, foram atacados por Carcharoth, que mordeu e arrancou a mão de Beren que segurava a Silmaril. A jóia queimou as entranhas da criatura e o deixou enlouquecido. Beren e Lúthien foram resgatados pelas Grandes Águias lideradas por Thorondor e foram levados de volta para Doriath.

    Thingol ficou fascinado pelo relato do que se passou e pesaroso pelo grave ferimento que Beren havia sofrido. Embora ainda não estivesse em posse da Silmaril, concedeu a mão de Lúthien em casamento para Beren. Enquanto isso Carcharoth desceu do Norte enlouquecido e cruzou o Cinturão de Melian com o poder da Silmaril dentro de sua barriga. Beren, Thingol, Mablung e Huan, o Cão de Caça, sairam na Caçada ao Lobo. Beren foi mortalmente ferido por Carcharoth; Huan lutou com Carcharoth e ambos acabaram mortos; e Mablung arrancou a Silmaril da barriga do lobo. Antes de Beren morrer, Lúthien lhe disse para que a esperasse nos Salões de Mandos, onde os mortos aguardam seus destinos.

    Na primavera de 467, Lúthien deitou-se e morreu. Nos Salões da Espera, ela cantou para Mandos e ele foi tocado pela piedade. Ele consultou Manwë, e Beren e Lúthien foram trazidos de volta à vida sob a condição de que Lúthien se tornasse mortal e ambos morreriam novamente depois de um curto tempo juntos. Voltaram para Doriath em 469 e visitaram Thingol e Melian e depois foram morar em Tol Galen, em Ossiriand. Seu filho, Díor, nasceu no ano seguinte.

    Os filhos de Fëanor enviaram uma mensagem para Thingol exigindo a devolução da Silmaril. Melian o aconselhou a devolver a jóia, porém Thingol se recusou.  Celegorm e Curufin juraram lhe tirar a jóia a força se necessário e Thingol reforçou as defesas de Doriath.

    Thingol decidiu não enviar tropas para a Batalha das Lágrimas Incontáveis em 472 pelo motivo de o ataque contra Morgoth ter sido planejado por Maedhros, filhe de Fëanor, porém permitiu que Beleg e Mablung fossem desde que lutassem ao lado das forças de Fingon. A batalha resultou em uma tremenda derrota dos Elfos e seus aliados.

    Em 473, Beleg encontrou um garoto de 8 anos de idade chamado Túrin e dois Homens chamados Gethron e Grithmir vagando perdidos perto da fronteira noroeste de Doriath. O pai de Túrin, Húrin, não voltou da Batalha das Lágrimas Incontáveis e sua mãe, Morwen, havia enviado Túrin para Doriath por segurança. Ela era parente de Beren então esperava que Thingol fosse concordar em abrigar o garoto em seu reino.

    Thingol recebeu o garoto como um filho adotivo e, em sua infância, Túrin ficou sob os cuidados diretos de Melian e de sua serva, Nellas. Quando Túrin completou 17 anos, em 481, ele se juntou a Beleg e aos guardiões dos marcos e enfrentaram Orcs e outras criaturas malignas que se aproximassem da fronteira norte de Doriath. Saeros, um dos conselheiros de Thingol, ficou enciumado com o tratamento que deram a Túrin e, em 484, provocou Túrin para uma briga e depois o emboscou. Túrin perseguiu Saeros por um tempo até que o Elfo, acidentalmente, caisse para a morte em uma ravina. Túrin se recusou a voltar para Menegroth e enfrentar a possível ira de Thingol. Thingol de fato estava disposto a perdoá-lo quando soube das circunstâncias que levaram à morte de seu conselheiro, porém Túrin já estava longe de Doriath.

    Beleg procurou por Túrin e o encontrou com um bando de proscritos nas florestas ao sul o Teiglin. Ele tentou persuadi-lo a retornar, mas Túrin manteve sua recusa. Sem Túrin e Beleg para defender os marcos norte de Doriath, as forças inimigas na área cresceram e Dimbar, uma cidade próxima à fronteira norte, foi devastada por Orcs. Beleg retornou para Doriath para ajudar os guardiões dos marcos a expul
    sar os invasores.

    Beleg mais uma vez se encontrou com Túrin no Amon Rudh a oeste de Doriath. Morgoth havia renovado suas forças de incursão na parte ocidental de Beleriand e Dimbar ao norte foi novamente capturada e os guardiões do norte mais uma vez tiveram que enfrentar um inimigo em maior número. Túrin e Beleg defenderam a área ao redor de Amon Rudh, entre a fronteira ocidental de Doriath e o Teiglin que ficou conhecida como a Terra do Arco e do Elmo.

    Em 489, Túrin foi capturado por Orcs e Beleg saiu em seu resgate, porém Túrin o confundiu com um de seus inimigos e o matou. Túrin então foi para Nargothrond em 490 e incitou os Elfos de Nargothrond a expulsar as forças de Morgoth da região oeste de Beleriand. Durante o curto período de paz que se seguiu, Morwen e Nienor, mãe e irmã mais nova de Túrin, sairam em sua busca. Elas chegaram em Doriath em 494, porém ninguém lá sabia onde ele estava e Thingol as convidou para ficarem em Doriath. Refugiados de Nargothrond foram para Doriath em 496 e disseram a Thingol que, no ano anterior, o reino havia sido capturado por Glaurung e que muito de seu povo havia sido morto. Também contaram que Túrin estava em Nargothrond.

    Morwen saiu sozinha para ir ao encontro de seu filho e Thingol enviou Mablung e uma companhia de guardas para a seguir e Nienor foi com eles disfarçadamente. Mais uma tragédia aconteceu e, embora Glaurung tenha sido morto em 499, Túrin e Nienor morreram e Morwen morreu pouco tempo depois.

    Húrin, pai de Túrin, culpou Thingol por falhar em proteger sua esposa e filhos. Ele foi para Doriath em 502 levando consigo o Nauglamír, o Colar dos Anões, que ele havia pego em Nargothrond. Atirou furiosamente o coloar aos pés de Thingol, porém se acalmou depois que Melian lhe explicou que ela e Thingol haviam tentado manter sua família a salvo. De qualquer forma, Húrin deu o Nauglamír para Thingol e deixou Doriath para se atirar no Mar.

    Thingol havia se tornado obcecado pela Silmaril e decidiu encrustrar a jóia no colar para que sempre pudesse usá-la. Ele contratou Anões artesãos de Nogrod para fazerem o trabalho e, quando finalmente estava pronto, eles se recusaram a devolver o Nauglamír para Thingol, alegando que ele pertencia a eles pois havia sido feito por seus ancestrais.

    Thingol insultou os Anões e exigiu que deixassem seu reino e o colar. Os Anões mataram Thingol e fugiram com o colar, porém os Elfos de Dortiath os perseguiram através da Floresta de Region e, a excessão de dois, mataram todos e levaram o colar de volta. Os dois sobreviventes retornaram para Nogrod e falsamente alegaram que Thingol havia matado os outros para não pagar pelo serviço.

    Melian ficou arrasada pela tristeza e ela sabia que o fim estava próximo para o reino de Doriath. Ela deixou o lar que havia compartilhado com Thingol e retornou para as Terras Imortais. O poder que havia criado o Cinturão de Melian foi removido e Doriath não estava mais sob proteção. Em 503 um exército de Anões de Nogrod invadiu Doriath e houve uma grande batalha em Menegroth na qual muitos Elfos e Anões morreram. Mablung foi morto na frente das portas da câmara do tesouro e os Anões roubaram novamente o Nauglamír e a Silmaril.

    Os Anões foram emboscados ao cruzarem o Gelion no Sarn Athrad por Beren e os Elfos Verdes de Ossiriand. Muitos dos Anões foram mortos e os sobreviventes tiveram que enfrentar os Ents nos sopés do Monte Dolmed. Beren tomou a Silmaril e a levou para Lúthien em Tol Galen.

    Díor, neto de Thingol, se tornou Rei de Dortiath. Ele pretendia restaurar o reino à sua antiga glória, e se estabeleceu em Menegroth com sua esposa, Nimloth, e seus filhos, Elured, Elurin e Elwing. Os Elfos de Doriath o receberam de braços abertos, porém, logo após Díor assumir o trono, um mensageiro veio de Ossiriand com o Nauglamír e Díor soube que Beren e Lúthien haviam morrido.

    Os filhos de Fëanor souberam que Díor estava com uma Silmaril e eles enviaram mensagens hostis instando para que lhe devolvessem a jóia feita por seu pai. Como Díor não enviou resposta alguma, Celegorm liderou seus irmãos em um ataque contra Doriath no inverno de 506-507 e nessa batalha Díor matou Celegorm, mas acabou morto junto com sua esposa. Muitos outros Elfos foram mortos nesse confronto, incluindo os filhos de Fëanor, Curufin e Caranthir.

    Os filhos de Díor, Elured e Elurin foram abandonados na floresta pelos servos de Celgorm e não se sabe o que lhes aconteceu, embora um relato sugere que eles possam ter encontrado um caminho para Ossiriand. Alguns Elfos de Doriath escaparam com Elwing, filha de Díor, que levou consigo a Silmaril. Eles se estabeleceram nos Portos do Sirion onde Elwing mais tarde se casou com Eärendil e teve dois filhos, Elrond e Elros.

    O reino de Doriath foi abandonado e nunca mais resurgiu. Beleriand foi destruída na Guerra da Ira no final da Primeira Era e as florestas de Doriath foram cobertas pelo Mar.

    MAPA DE DORIATH
    doriath-map.gif

    DATAS:
    Nota: Não há cronologia definitiva dos Anos das Árvores ou a Primeira Era. Em particular, há várias cronologias conflitantes dos 500’s da Primeira Era. Estas datas são baseadas no “Os Anais de Aman” de A História da Terra-Média, vol. X, Anel de Morgoth e "Os Anais Cinzentos" e "O Conto dos Anos", em A Historia da Terra-Média, vol. XI, A Guerra das Jóias.
    Um ano durante os Anos das Árvores é equivalente a 9,582 anos solares.

    Anos das Árvores:
    1105
    Os elfos começam a grande viagem para oeste em direção as Terras Imortais. Os Teleri são liderados por Thingol (Elwë).

    1115
    Alguns dos Teleri abandonam a grande viagem quando atingem as Montanhas Sombrias. Thingol leva o resto adiante.

    1125
    Os Vanyar e Noldor entram Beleriand. Finwë e os Noldor repousam por um tempo nas Florestas de Neldoreth e Region.

    1128
    Thingol leva o Teleri sobre as Muntanhas Azuis para Beleriand.

    1130
    Thingol vê Melian em Nan Elmoth e eles caem em um transe.

    1132
    Os Vanyar e Noldor viajam para as Terras Imortais

    1150
    Olwë leva muitos dos Teleri às Terras Imortais, mas alguns continuam atrasados.

    1152
    Thingol e Melian acordam de seu transe. Eles que se estabelecem nas Florestas de Neldoreth e Region e o povo de Thingol se reúnem a ele.

    1200
    Nascimento de Luthien, filha de Thingol e Melian.

    1200-1250
    O poder de Thingol expande através de Beleriand e ele é considerado o líder de todos os Elfos Sindarin.

    1250
    Os Elfos de Beleriand encontram os anões de Belegost e Nogrod, e Thingol os recepciona.

    1300
    A construção de Menegroth começam com a ajuda dos Anões do Belegost. Dae
    ron criou o seu sistema de Runas neste tempo.

    1330
    Criaturas malignas, incluindo Orcs cruzaram as Montanhas Azuis em Beleriand, mas foram expulsos pelos Sindar.

    1350
    Denethor leva um grupo de elfos Nandorin – Teleri, que haviam deixado a grande viagem – através das Montanhas Azuis em Beleriand. Daeron continua a desenvolver o seu sistema de Runas.

    1495
    Morgoth rouba as Silmarils e vem à Terra-Média com Ungoliant. Melian impede Ungoliant de entrar em Neldoreth. Ungoliant e sua prole habitam Ered Gorgoroth. O vale entre as montanhas e Neldoreth se torna um lugar de perigo chamado Nan Dungortheb.

    1497
    Thingol derrotas as forças de Morgoth na primeira batalha, mas Círdan é sitiado nos Portos. Melian cria a barreira protetora chamada de Cinturão de Melian e as terras protegidas se tornaram conhecidas como Doriath. Eöl deixa a Floresta da Região e termina em Nan Elmoth. Fëanor e os Noldor chegam à Terra-Média para recuperar as Silmarils de Morgoth. Eles derrotam as forças de Morgoth na Batalha-sob-Estrelas e o cerco do exército se retira dos Portos. Fëanor é morto enquanto avança em Angband.
     

    Primeira Era
    1
    Fingolfin e a Segunda Anfitriã dos Noldor chegam a Terra-Média.

    6
    Angrod, filho de Finarfin, visita Doriath.

    20
    Thingol envia Mablung e Daeron para representar Doriath na “Festa da Reunião”.

    52
    Finrod e Galadriel visitam Doriath. Thingol conta a Finrod sobre as cavernas de Narog onde Finrod estabelece Nargothrond. Galadriel se apaixona por Celeborn e permanece em Doriath.

    66
    Galadriel conta a Melian sobre a busca da Silmarils, mas não sobre o Fraticídio.

    67
    Thingol descobre o Fraticídio por Círdan. Ele decreta que só Sindarin será falado em Beleriand.

    310
    Os homens começam a entrar Beleriand. Alguns se situaram em Estolad perto da fronteira oriental da Doriath.

    316
    Aredhel de Gondolin é impedida de entrar em Doriath e viaja através de Nan Dungortheb onde ela é separada de seus guardas.

    390
    Thingol permite que os homens da Casa de Haleth se instalem na Floresta de Brethil a pedido de Finrod.

    455
    A Batalha das Chamas Repentinas. As forças de Morgoth invadiram Beleriand. Thingol parou um exército de Orcs perto das fronteiras de Doriath, mas Morgoth é vitorioso e inimigos continuam a percorrer a terra. Alguns Elfos Sindarin tomam refúgio em Beleriand.

    458
    Beleg e os guardiães-do-pântano de Doriath uniram forças com Halmir e os Homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar uma legião de Orcs que desceu a passagem do Sirion.

    464
    Beren passa pelo Cerco de Melian em Doriath no início do ano. No verão, ele vê Luthien dançando na floresta e se apaixona por ela.

    465
    Na Primavera, Beren revela-se a Luthien e ela se apaixona por ele. No verão, Daeron os entrega para Thingol. Beren declara o seu amor por Luthien e Thingol pede que ele roube uma Silmaril da coroa de Morgoth para ganhar a mão de sua filha. Thingol aprisiona Luthien, mas ela escapa e segue Beren.

    466
    Beren e Luthien tem sucesso na sua busca, mas Carcaroth morde a mão de Beren segurando a Silmaril. Carcharoth fica enlouquecido pela Silmaril e corre até Doriath. Beren é mortalmente ferido por Carcharoth. Carcharoth e Huan lutam até a morte e ambos morrem.

    467
    Luthien morre e vai para os Salões de Mandos para pleitear em nome de si mesma e Beren.

    469
    Beren e Luthien regressam à vida e brevemente visitam Thingol e Melian e depois vão habitar em Tol Galen, em Ossiriand.

    470
    Nascimento de Dior, filho de Beren e Luthien.

    472
    A Batalha das Lágrimas Incontáveis. Thingol não enviou tropas por causa de seu ódio contra os filhos de Fëanor, mas ele permite a Beleg e Mablung ir.

    473
    Morwen envia seu filho de 8 anos de idade, Turin á Doriath e Thingol concorda em criá-lo.

    481
    Turin completa 17 anos e junta-se aos guardiães-do-pântano de Doriath.

    484
    Turin deixa Doriath após uma luta de que resultou a morte de Saeros. Thingol perdoa Turin, e Beleg sai para encontrá-lo.

    c. 485
    Beleg encontra Turin com os proscritos. Beleg volta a Doriath para impedir uma invasão de Orcs em Dimbar. Ele decide voltar para junto de Turin no inverno.

    489
    Beleg é acidentalmente morto por Turin.

    494
    Morwen e Nienor deixam Dor-Lomin para encontrar Turin, em Doriath, mas ele se foi. Elas permanecem em Doriath como convidadas de Thingol.

    495
    Nargothrond é capturada por Glaurung.

    496
    Refugiados de Nargothrond chegam a Doriath. Morwen and Nienor deixam Doriath para procurar Turin.

    499
    Turin, derrota Glaurung, mas Turin e Nienor também morrem.

    500
    Nascimento de filhos de Dior, Elured e Elurin em Ossiriand.

    501
    Morte de Morwen.

    c. 502
    Hurin traz o Nauglamîr para Thingol em Doriath. Thingol chama Anões-artesãos de Nogrod para colocar a Silmaril no Nauglamîr. Os Anões assassinam Thingol e roubam o colar com a Silmaril, mas são perseguidos pelos Elfos de Doriath que matam a maioria deles e tomam de volta o Nauglamîr. Dois Anões escapam para Nogrod. Melian deixa Doriath e retorna para as Terras Imortais, e o Cerco de Melian é retirado de Doriath deixando-a desprotegida.

    c. 503
    Um exército de Anões de Nogrod derrotam os Elfos de Doriath e retomam a Nauglamîr juntamente com a Silmaril. Mablung é morto. Os Anões são derrotados por Beren e os Elfos-verdes de Ossiriand com a ajuda dos Ents. Beren dá o Nauglamîr e Silmaril para Luthien. Nasce Elwing, filha de Dior, em Ossiriand. Dior vem para Doriath como Rei. Mortes de Beren e Luthien. Um mensageiro traz a Silmaril para Dior em Doriath.

    c. 506-7
    Os filhos de Fëanor invadem Doriath para obter a Silmaril. Doriath é arruinada e abandonada. Dior e Nimloth são mortos, juntamente com Celegorm, Curufin, e Caranthir, e muitos outros. Elured e Elurin são abandonados na floresta. Alguns Elfos de Doriath salvam Elwing e a Silmaril e se fixam nos Portos de Sirion.

    545-587
    Beleriand é destruída na Guerra da Ira

    NOMES E ETIMOLOGIA.

    Eglador
    Eglador era o nome original do reino de Thingol e significa "Terra dos Esquecidos". Os Elfos que permaneceram na Terra-média para procurar por Thingol e, por consequência, perderam sua chance de irem para as Terras Imortais se auto denominaram Eglath, ou Povo Esquecido. A palavra dôr significa "terra".

    Doriath
    O reino se tornou conhecido como Doriath, ou "Terra da Barreira", após a criação do Cinturão de Melian. A palavra dôr significa "terra" e iâth significa "cerca, barreira" em Sindarin.

    Menegroth
    O nome Menegroth singifica "Mil Cavernas" em Sindarin, derivando de meneg, "mil" e groth, "morada subterrânea".
     
    Floresta de Neldoreth
    A Floresta de Neldoreth foi assim chamada por causa de suas faias. A palavra neldor é dita como sendo o significado para "faia". O nome Neldoreth pode ter sido originalmente ap
    licado especificamente apenas em referência à grande faia Hirilorn que tinha três troncos. A plavara parece ser derivada de neled, "três" e orn, "árvore". Também chamada de Taur-na-Neldor onde taur significa "floresta" e na, "com".

    Floresta de Region
    O nome Region é derivado da palavra Sindarin ereg significando "azevinho". O sufixo -ion aparentemente denota "terra de". O nome é similar ao de Eregion ou Azevim.
     
    Nivrim
    Nivrim foi o nome da única parte de Doriath a oeste do Sirion. Significa "marco oeste" em Doriathrin, uma linguagem primitiva criada por Tolkien para os Elfos de Doriath. A palavra nivon singnifica "oeste" e rim significa "borda, fronteira".

    Radhrim / Arthórien / Garthúrian
    O marco leste de Doriath, entre o Aros e o Celon, é reconhecido pelos nomes Radhrim, Arthórien e Garthúrian em um mapa antigo, presente no volume XI da série History of Middle-earth.  Não está claro, porém, se esses nomes se referem a direfentes partes da mesma área.
    A palavra Radhrim significa "marco leste" em Doriathrin. A palavra radhon significa "leste" e rim significa "borda, fronteira". Esse nome apenas aparece no mapa e no "As Etimologias" presentes no volume V da série History of Middle-earth.
    O nome Arthórien é usado no texto da estória para descrever a áera entre o Aros e o Celon. É derivado de Garthúrian, que significa "Reino da Barreira" em Doriatrhin. O nome Garthúrian e a forma variante de Arthórien também eram usados como referência à toda Doriath.

    Reino Oculto
    Tanto Doriath quanto Gondolin foram chamadas de Reino Oculto.

    FONTES:

    O Silmarillion: "Da chegada dos elfos e do cativeiro de Melkor," p. 52-54; "De Thingol e Melian," passim; "De Eldamar e dos príncipes dos eldalië," p. 57-58; "Dos Sindar," passim; "Dos homens," p. 104; "Da volta dos noldor," p. 108, 111-15; "De Beleriand e seus reinos," p. 119, 121-23; "Dos noldor em Beleriand," p. 126-29; "De Maeglin," p. 131-32, 135; "Da chegada dos homens ao oeste," p. 142-44, 147; "Da ruína de Beleriand e da queda de Fingolfin," p. 151-52, 156-57, 161; "De Beren e Luthien," passim; "Da quinta batalha: Nirmaeth Arnoediad," p. 188-89, 195; "De Turin Turambar," p. 198-211, 215-19, 225-26; "Da destruição de Doriath," passim; "De Tuor e da queda de Gondolin," p. 240, 244; "Da viagem de Eärendil e da Guerra da Ira," p. 246-47, 249, 254; "Dos anéis do poder e da Terceira Era," p. 286; Glossário, registros para Doriath, Eglador, Menegroth, Neldoreth ; "Apêndice:  Elementos em nomes nos idiomas Quenya e Sindarin," registros para dor, groth, iath, neldor

    Contos Inacabados: "De Tuor e sua chegada à Gondolin," p. 40-41; "Narn I Hin Hurin – O conto dos filhos de Húrin," p. 57, 63, 70-85, 87-88, 90, 93-96, 100, 105, 107, 109, 112-21, 124, 142-46, 147 note 6, 148 note 13, 152; "Uma descrissão da ilha de Númenor," p. 171 note 2; "A história de Galadriel e Celeborn e de Amroth, Rei de Lórien," p. 228-29, 233-35, 247, 251, 259

    The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," registros para 3AR, NIB, RAD, RI

    The History of Middle-earth, vol. X, Morgoth’s Ring: "The Annals of Aman," p. 81-86, 89, 106

    The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 6-27, 32-35, 39, 40-44, 49-50, 53, 56-57, 59, 61-70, 72, 77, 79-83, 85, 88-90, 93-94, 101-3, 110-13, 127, 150-51; "The Later Quenta Silmarillion," p. 183 (map), 186, 188-89; "The Wanderings of Hurin," p. 254-58; "Maeglin," p. 332-33; "The Tale of Years," p. 345-56

    Os Filhos de Húrin: "Introdução," p. 15, 18, 20-21, 24-25; "A infância de Túrin," p. 47; "As palavras de Húrin e Morgoth," p. 62; "A partida de Túrin," p. 69, 72, 74-79; "Túrin em Doriath," passim; "Túrin entre Bandidos," p. 98, 102-3, 107-9, 112, 115-20; "De Mim o anão," p. 122, 129, 140; "A terra do Arco e do Helmo," p. 141-43, 146; A morte de Beleg," p. 154-56; "Túrin em Nargothrond," p. 163, 170; "A volta de Túrin para Dor-lomin," p. 187-88; "A chegada de Túrin até Brethil," p. 192; "A jornada de Morwen e Nienor até Nargothrond," p. 198-203, 211-12; "Nienor em Brethil," p. 218; "A morte de Túrin," p. 251, 253-55

    A Sociedade do Anel: "Uma faca no escuro," p. 204-6; "O Conselho de Elrond," p. 256

    As Duas Torres: "Barbárvore," p. 72; "A toca de Laracna," p. 332 332

    Apêndice A de O Senhor dos Anéis: "Os Reis Númenoreanos," p. 314 314

    Apêndice E de O Senhor dos Anéis: "Escrita e Ortografia," p. 397 397

    Apêndice F de O Senhor dos Anéis: "As línguas e os povos da terceira era," p. 406 406

    Fonte: The Thain’s Book

    Agradecimentos: ALF