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Vitamina D: a arma secreta dos hobbits

dos89-cb210126Quando você acha que você já viu de tudo, sempre tem uma maluquice nova. Por exemplo, a dos pesquisadores Joseph e Nicholas Hopkinson, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde. A dupla acaba de publicar um artigo científico na revista médica “The Medical Journal of Austrália” com o título “O hobbit – uma deficiência inesperada”. Resumo da ópera: a derrota dos personagens malévolos de “O Hobbit” parece ter uma forte associação com… a deficiência de vitamina D.

A dupla de médicos usou uma estratégia simples e elegante: mapeou os personagens do livro, classificando-os como “vitoriosos” e “derrotados” e “bons” ou “maus” (OK, nada sofisticado até aqui) e depois usou informações do texto para classificar os personagens numa escala de 0 a 4 com respeito aos níveis de vitamina D em seu organismo, com base em seu estilo de vida. Os níveis de vitamina D, é bom lembrar, dependem basicamente da exposição à luz solar, e também, em menor medida, de uma dieta rica em peixes gordurosos, gema de ovo, queijo, carne, fígado e certos cogumelos. A falta de vitamina D, lembram eles, causa problemas ósseos e no sistema de defesa do organismo.

Nas palavras impagáveis da dupla descrevendo sua hipótese de trabalho:

“Uma característica marcante da literatura de fantasia é a vitória dos personagens bons e a derrota dos maus. Enquanto o consenso é atribuir isso a convenções narrativas sobre moralidade e a necessidade de finais felizes, nossa hipótese é que uma grande contribuição para a derrota dos malfeitores nesse contexto é sua aversão à luz solar e sua dieta ruim, que poderia levar à deficiência de vitamina D e, portanto, à redução das capacidades marciais.”

Não preciso dizer que a dieta variada e a vida ao ar livre de Bilbo o deixam em boa situação, assim como ocorre no caso dos anões, de Gandalf (apesar de eles serem fumantes, ressalvam os médicos) e de Beorn. Já Gollum, apesar de comer peixxxxe, fica mal nessa fita, e o mesmo vale para os orcs e para Smaug. (A média dos personagens bons é uma “nota” de 3,4, contra apenas 0,2 dos personagens malévolos).

Como é de praxe em publicações médicas, os autores tiveram de fazer uma declaração de conflito de interesse: “Declaramos que não temos conflitos de interesse a respeito deste trabalho, embora Nicholas Hopkinson curta bastante Game of Thrones na televisão e Joseph Hopkinson tenha lido todos os livros”.

Fëanor

Nascido em Aman durante as Eras das Árvores, morto na Terra-média no ano 1 da na 1ª Era do Sol

“E não lamentavam mais a perda das Árvores do que o desencaminhamento de Fëanor: das obras de Melkor, uma das mais perversas. Pois em todas as partes do corpo e da mente, em valentia, em resistência, em beleza, em compreensão, em talento, em força e em sutileza, no mesmo grau, Fëanor havia sido o mais poderoso de todos os Filhos de Ilúvatar, e nele ardia uma chama brilhante. As obras maravilhosas para a glória de Arda que ele poderia ter criado, se tudo tivesse sido diferente, somente Manwë poderia de certo modo conceber. E os vanyar que estavam em vigília junto aos Valar relataram que, quando os mensageiros repetiram a Manwë as respostas de Fëanor a seus arautos, Manwë chorou e baixou a cabeça”

(Silmarillion: Cap. XI – Do Sol, da Lua e da ocultação de Valinor)


Fëanor foi um príncipe entre os Noldor, filho mais velho e mais amado do Alto Rei Finwë com Míriel, nascido em Tírion. Habilidoso tanto com as palavras quanto com as mãos, era um artesão de renome e um guerreiro fabuloso.

Fëanáro Curufinwë, seu nome original, (hábil espírito de fogo) veio ao mundo sugando toda força vital de sua mãe, que desistiu de viver pouco depois de seu nascimento. Seu pai, o rei, assumiu outra esposa lhe dando dois irmãos: Fingolfin e Finarfin e duas irmãs: Findis e Irimë.

Cresceu de forma rápida e por ser muito talentoso aprendeu com Mahtan os segredos de um bom artesão, casou-se também com sua filha, Nerdanel, tendo com ela sete filhos: Maedhros , Maglor , Celegorm , Caranthir , Curufin , Amrod e Amras.

Com seu ofício, criou suas maiores obras, lâmpadas com luz própria, Palantiri que podiam comunicar-se umas com as outras vendo através de grandes distâncias, mas foi com as Silmarils que teve seu nome mais conhecido e sua ruína decretada!

“Pois Fëanor, atingindo seu poder máximo, foi dominado por uma nova idéia, ou talvez lhe tivesse ocorrido alguma sombra de presságio do triste destino que se acercava. E ele se perguntava como a luz das Árvores, a glória do Reino Abençoado, poderia manter-se imperecível. Começou, então, um trabalho longo e secreto, para o qual recorreu a todo o seu conhecimento, seu poder e sua habilidade sutil. E, ao final de tudo, fez as Silmarils.”

(Silmarilion: Cap. VII – Das Silmarils e da inquietação dos Noldor.)

As Silmarils eram três grandes jóias feitas em Valinor, no qual Fëanor aprisionou a luz emanadas das duas Grandes Árvores, Laurelin e Telperion antes que estas fossem destruídas. No período de sua fabricação, Melkor cumpria sua primeira pena nos salões de Mandos, mas Manwë acreditando em seu arrependimento autorizou sua liberdade.  Dissimulando sua bondade, Melkor usou do ciúmes que Fëanor tinha de seus meio-irmãos para jogar uns contra os outros, e o elfo ameaçou e enfrentou Fingolfin acreditando que este queria seu lugar como herdeiro e suas jóias.

Fëanor em sua inquietação falava em rebelião contra os Valar e começara a fabricar armas, e com isso a farsa de Melkor fora descoberta e Fëanor partiu de Valmar. No exílio ao norte de Valinor, foram com ele seus filhos e seu pai (nada consta de sua esposa), construíram uma grande fortaleza e em seus cofres foram guardadas as Silmarils.

Aproveitando da ausência de Fëanor em sua fortaleza, Melkor a invadiu, roubando as Silmarils e assassinando Finwë, o primeiro dos eldar a ter seu sangue derramado. Neste momento Fëanor amaldiçoou Melkor, chamando-lhe de Morgoth, O Sinistro Inimigo do Mundo.

Convocando os Noldor a seguir consigo, agora como herdeiro de Finwë, Fëanor fez um juramento terrível, com seus sete filhos a seu lado fizeram juntos o mesmo voto. Com o poder do juramento, as oito espadas brilharam vermelhas como sangue.

Fizeram um voto que ninguém deveria quebrar, ou melhor, que ninguém deveria sequer fazer. Caso não o cumprissem, sobre si e suas famílias cairiam as Trevas Eternas. Ainda assim, o fizeram, jurando perseguir até o fim do mundo com sua vingança, focados no ódio para com qualquer vala, demônio, elfo, homem ou qualquer criatura, grande ou pequena, boa ou má, que viesse a surgir até o final dos tempos, quem quer que segurasse, tomasse ou guardasse uma Silmaril, impedindo que eles dela se apoderassem.

Embora seus meio-irmãos fossem contra tal juramento e contra a partida dos Noldor, com ele foi  Fingolfin que fizera um juramento de segui-lo em oportunidade de acertar as diferenças, e não querendo dividir seu povo. Com a mesma idéia seguia Finarfin, porém mais relutante com a partida. Aapenas uma pequena fração se recusou a ir, uns por amor aos Valar, alguns por amor a Tirion e pelas muitas coisas que ali haviam realizado, mas nenhum por medo dos perigos que os aguardavam. Na partida Manwë mandou falar à Fëanor que não mais poderia voltar à Valinor e que conheceria sofrimento e amargura de imensidões desconhecidas, mas Fëanor rebateu chamando Manwë de ocioso e alegando que mesmo que não destruísse Morgoth, lhe causariam sofrimentos maiores que os seus.

No caminho Fëanor tentou convencer os elfos Teleri a seguirem com ele em sua vingança, mas quando os mesmos não se comoveram ou compartilharam com sua demanda, o Noldor lhes roubou os barcos dos Portos de Cisne desencadeando assim uma batalha, onde elfos lutaram uns contra os outros, havendo mais mortes do que podemos mencionar. Entretanto socorrido por seus meio-irmãos e os que os seguiam, derrotaram Teleri, tomando-lhes de vez os barcos e partindo.

A batalha fora conhecida como Fratricídio de Alqualondë. É contado que as lágrimas de Uinen fizeram o mar crescer em fúria afundando e matando muitas das embarcações que fugiam, mas ainda assim, mas a maioria ainda resistiu chegando em Araman. Mas ao longo de sua jornada, viram uma figura escura a qual julgaram ser o vala Mandos, e este lhe lançou uma maldição, a Profecia do Norte ou Condenação dos Noldor. Onde pressagiou um fim sombrio, triste e doloroso para todos da Casa de Fëanor e seus seguidores, bem como o eterno fracasso de seu juramento.

Neste momento, Finarfin abandonou a causa e, recebendo o perdão dos Valar, governou os elfos que com ele permaneceram. Em Araman fica Fingolfin, abandonado por Fëanor quando este se lança ao mar com seus filhos e seguidores nos barcos remanescentes, que eram insuficientes para as duas casas dos meio-irmãos.

Aqui começa a última parte do verdadeiro legado de Fëanor, uma vez que com seus filhos jurou resgatar as jóias e através de tal juramento e da maldição de Mandos nunca teve cumprida sua missão. Fëanor e seus filhos destroem a maior força de orcs seguidoras de Morgoth, e nessa luta, conhecida como a Batalha sob as estrelas.

Após a derrota dos seus inimigos, o espírito de Fëanor queimou dentro de si e o elfo partiu para lutar com Morgoth, mas antes que pudesse realmente atacar Angband encontrou Balrogs em seu caminho, e com eles a morte, pois embora tenha lutado com muitos dos balrogs, chegando a derrotar alguns, foi mortalmente ferido por Gothmog, o Senhor dos  Balrogs, sendo por fim derrotado. Seus filhos ainda o encontraram vivo, porém em ruína, e antes de seu fogo começar a queimar e transformar seu corpo em cinzas, com seu último suspiro, Fëanor amaldiçoou Morgoth e Angband, convocando novamente seus filhos a cumprirem seu juramento.

Seu legado foi deixar o seu povo em Beleriand, que jurou a impossível tarefa de sobrepujar o Senhor do Escuro e recuperar as Silmarils.

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Juramento de Fëanor

Seja ele amigo ou inimigo, seja ele sujo ou limpo,
cria de Morgoth ou brilhante Vala,
Elda ou Maia ou Sucessor,
Homem ainda não nascido sobre a Terra-média,
nem lei, nem amor, nem liga de espadas,
terror nem perigo, nem o próprio Destino
há de defendê-lo de Fëanor, e da raça de Fëanor,
se esconder ou entesourar, ou na mão tomar,
se achar guardar ou se longe jogar
Uma Silmaril. Assim juramos nós todos:
Morte havemos de trazer a ele antes do fim do Dia,
Opróbrio até o fim do mundo! Nossa palavra ouve tu,
Eru Pai-de-Todos! À eterna
Escuridão condena-nos se nosso feito falhar.
Na montanha sagrada ouvi em testemunho
E nosso voto lembrai, Manwë e Varda!

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Fontes: Tolkien Gateway, WikiLingue, The Encyclopedia of Arda, Silmarillion

Elanor, a flor

elanor e niphredilFlor de Lothlórien e Tol Eressëa. Elanor era uma flor pequena, dourada e em forma de estrela. Os elfos de Tol Eressëa, nas Terras Imortais, trouxeram Elanor, a flor, para o casamento de Aldarion e Erendis em Númenor, em 870 da Segunda Era.

Elanou crescia em abundância nas colinas de Cerin Amroth, no coração de Lórien.  Aragorn e Arwen noivaram em Cerin Amroth entre as elanor e niphredils, e quando Aragorn retornou para Lothlórien como um membro da Sociedade em Janeiro de 3019, ele organizou um buquê de Elanor, uma vez que relembrara de seu tempo com Arwen, dizendo:
Arwen vanimelda, namarië!
Sam Gamgi nomeou sua primeira filha de Elanor. Era de costume nomear as Hobbits-Moças comos de flores e Sam escolheu Elanor como sugestão de Frodo, por causa da beleza de sua filha.
Nomes e Etimologia:
Elanor é composto por el que significa “estrela” e anor significa “sol“. Também chamada de estrela-do-sol.