Arquivo da categoria: Sobre Tolkien

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O curta “Tolkien’s Road” e a animação “The Hobbit”: a produção dos fãs do Professor

1781061_430746577061301_6226659588417046079_oO Professor J. R. R. Tolkien nunca para de inspirar seus admiradores. Dois interessantes projetos de fãs do criador da Terra-média estão em fase de conclusão e, se não agradarem aos outros fãs ao redor do mundo, no mínimo devem ganhar seu respeito e reconhecimento pelo esforço. Continue lendo

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Gravação em áudio inédita de Tolkien é descoberta na Holanda

Há mais de 20 anos, uma gravação em áudio de J.R.R. Tolkien foi descoberta em um porão em Rotterdam, Holanda, mas o homem que a encontrou manteve essa fita importante escondida. Até pouco tempo atrás, somente ele tinha ouvido a gravação. Nela, Tolkien recita em élfico e fala sobre o significado de O Senhor dos Anéis. Conheça a história dessa gravação e ouça um trecho!

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Em entrevista, Simon Tolkien fala sobre o avô J.R.R. Tolkien e seu legado

O pessoal do fan site TheOneRing.net divulgou uma antiga mas muito interessante entrevista concedida por Simon Tolkien ao site Mythopoeic Society. Nela, o neto de J. R. R. Tolkien relembra os avós e a época em que seu pai, Christopher Tolkien, começou a reorganizar os textos que compõem hoje O Silmarillion, pouco tempo depois da morte do autor em 1973.

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Vitamina D: a arma secreta dos hobbits

dos89-cb210126Quando você acha que você já viu de tudo, sempre tem uma maluquice nova. Por exemplo, a dos pesquisadores Joseph e Nicholas Hopkinson, do Instituto Nacional de Pesquisa em Saúde. A dupla acaba de publicar um artigo científico na revista médica “The Medical Journal of Austrália” com o título “O hobbit – uma deficiência inesperada”. Resumo da ópera: a derrota dos personagens malévolos de “O Hobbit” parece ter uma forte associação com… a deficiência de vitamina D.

A dupla de médicos usou uma estratégia simples e elegante: mapeou os personagens do livro, classificando-os como “vitoriosos” e “derrotados” e “bons” ou “maus” (OK, nada sofisticado até aqui) e depois usou informações do texto para classificar os personagens numa escala de 0 a 4 com respeito aos níveis de vitamina D em seu organismo, com base em seu estilo de vida. Os níveis de vitamina D, é bom lembrar, dependem basicamente da exposição à luz solar, e também, em menor medida, de uma dieta rica em peixes gordurosos, gema de ovo, queijo, carne, fígado e certos cogumelos. A falta de vitamina D, lembram eles, causa problemas ósseos e no sistema de defesa do organismo.

Nas palavras impagáveis da dupla descrevendo sua hipótese de trabalho:

“Uma característica marcante da literatura de fantasia é a vitória dos personagens bons e a derrota dos maus. Enquanto o consenso é atribuir isso a convenções narrativas sobre moralidade e a necessidade de finais felizes, nossa hipótese é que uma grande contribuição para a derrota dos malfeitores nesse contexto é sua aversão à luz solar e sua dieta ruim, que poderia levar à deficiência de vitamina D e, portanto, à redução das capacidades marciais.”

Não preciso dizer que a dieta variada e a vida ao ar livre de Bilbo o deixam em boa situação, assim como ocorre no caso dos anões, de Gandalf (apesar de eles serem fumantes, ressalvam os médicos) e de Beorn. Já Gollum, apesar de comer peixxxxe, fica mal nessa fita, e o mesmo vale para os orcs e para Smaug. (A média dos personagens bons é uma “nota” de 3,4, contra apenas 0,2 dos personagens malévolos).

Como é de praxe em publicações médicas, os autores tiveram de fazer uma declaração de conflito de interesse: “Declaramos que não temos conflitos de interesse a respeito deste trabalho, embora Nicholas Hopkinson curta bastante Game of Thrones na televisão e Joseph Hopkinson tenha lido todos os livros”.

A Incrível Conexão J.R.R. Tolkien – Peter Jackson

Se for perguntado a qualquer fã de J. R. R. Tolkien e de Peter Jackson, qual é  a conexão entre o autor inglês e o diretor neozelandês, a resposta será mais ou menos esta: Jackson é o cineasta responsável por adaptar para o cinema O Senhor dos Anéis e O Hobbit, ambas obras de Tolkien. Porém, existem outras conexões entre eles.

Tolkien e o “Tommy”

Com mais de um milhão de mortos, feridos e desaparecidos, a Batalha do Somme é considerada uma das maiores tragédias da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Uma experiência que o jovem oficial J. R. R. Tolkien nunca esqueceu, pois lá lutou contra o Exército Imperial Alemão e perdeu alguns de seus amigos mais íntimos. E é da Batalha do Somme que nos é revelada uma curiosidade, pois ainda outro jovem esteve naquele momento na França: o avô do diretor neozelandês Peter Jackson, o inglês William John Jackson.

W.J. Jackson-1915 e J.R.R. Tolkien-1916
W.J. Jackson-1915 e J.R.R. Tolkien-1916

A genealogista e historiadora Christine Clement (do site Ancestry.com.au) encontrou em sua pesquisa William John Jackson entre os combatentes do Exército Britânico na Batalha do Somme, no segundo Batalhão dos “South Wales Borderers”. Em 24 de Julho de 1916 chegou ao Somme um oficial de comunicações, o jovem segundo tenente John Ronald Reuel Tolkien. Sua unidade, o primeiro Batalhão dos “Lancashire Fusiliers” substituiu a unidade de William J. Jackson. “[William] fez um trabalho de reconhecimento por lá. O seu batalhão foi rendido pelos Lancashire Fusiliers de Tolkien”, disse Clement.  A probabilidade, portanto, de os dois terem se cruzado no acampamento britânico não é pequena, e é uma incrível coincidência que os dois estivessem na França naquele verão de 1916.

Em uma carta de 1941, endereçada a seu filho Michael, que servia no Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, Tolkien revela sua simpatia pelos soldados comuns, os homens desconhecidos vindos do interior da Grã-Bretanha ou dos mais longínquos rincões do vasto Império de Sua Majestade. “[...] E somos parecidos apenas por compartilharmos uma profunda simpatia e compaixão pelo ‘tommy’ [nome dado ao soldado raso britânico], especialmente pelo soldado simples dos condados agrícolas”¹. As centenas de milhares de “tommys”, grupo do qual William Jackson era apenas mais um, foram a base para a criação do fiel hobbit Samwise Gamgi.

Os "tommys" britânicos durante a I GM - 1916
Os “tommys” britânicos durante a I GM – 1916

Dois destinos: o autor e o avô do diretor

O que talvez não seja apenas uma coincidência é o que reuniu essas duas linhas décadas mais tarde. A obra de Tolkien é fortemente influenciada por suas experiências horríveis nas trincheiras da chamada Grande Guerra. Em particular, as descrições das experiências de Frodo e Sam nos Pântanos Mortos ou em Mordor nos dão uma ideia do que o próprio Tolkien tenha experimentado no primeiro grande conflito mundial. “Os Pântanos Mortos e as proximidades do Morannon devem algo ao norte da França depois da Batalha do Somme”², revela Tolkien em uma carta.

Peter Jackson, no entanto, interessou-se pelas experiências de guerra de seu avô (que ele nunca chegou a conhecer) e pelos eventos da Primeira Guerra Mundial desde a infância. Esse interesse tornou-se uma paixão: Jackson começou com miniaturas³ (confira algumas aqui) a recriar famosas batalhas da Grande Guerra e a coletar e colecionar artefatos deste período, especialmente os relacionados à aviação de guerra. Quando o romance O Senhor dos Anéis caiu em suas mãos, ele ficou fascinado com as mesmas descrições de batalhas e imaginou que daria um bom filme se algum dia alguém decidisse filmar a história contada por Tolkien. Porém, o fato de que tanto as horríveis experiências de Tolkien na guerra, assim como as de seu avô, aconteceram no mesmo lugar, ao mesmo tempo, ele não tinha ideia. “Ele sabe sobre o seu avô ter sido condecorado, mas não que Tolkien também estivesse lá”, disse Christine Clement.

Peter Jackson num Spitfire da IIGM
Peter Jackson num Spitfire da IIGM

William John Jackson lutou nas principais batalhas da Primeira Guerra Mundial e, assim como Tolkien, sobreviveu a ela e foi condecorado com a Medalha de Distinção e Conduta por seus esforços na Frente Ocidental. Tolkien, por sua vez, contraiu febre de trincheira no mesmo ano de 1916 e foi afastado dos campos de batalha.  Hospitalizado, começa a escrever as primeiras linhas de A Queda de Gondolin, mais tarde texto importante de O Silmarillion, o pontapé inicial de sua mitologia, da qual O Senhor dos Anéis é apenas uma parte. Com a saúde debilitada em decorrência do desgaste físico durante a guerra, W. J. Jackson morreu na Inglaterra em 1940, aos 51 anos, no momento em que a Grã-Bretanha era bombardeada pela Alemanha de Hitler (outro combatente do Somme), em preparação para uma invasão que nunca chegou a acontecer. Pouco tempo depois, em 1942, o Professor Tolkien serviu seu país como Supervisor de Ataques Aéreos, e faz referência a essa função em algumas cartas.

William John Jackson deixou cinco filhos, incluindo William “Bill” Arthur Jackson, a quem o filho, Peter Jackson, dedicou seu filme A Sociedade do Anel (2001). Enquanto Tolkien escrevia O Senhor dos Anéis, o pai de Peter Jackson também lutava pelo Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, assim como também lutaram no segundo conflito mundial os filhos do autor J. R. R. Tolkien, Michael e Christopher Tolkien.

William “Bill” Arthur Jackson na Sicília, Itália, durante a Segunda Guerra
William “Bill” Arthur Jackson na Sicília, Itália, durante a Segunda Guerra

O bisneto de Tolkien e o neto de William J. Jackson

J. R. R. Tolkien morreu em 2 de Setembro 1973, com a idade de 81 anos, deixando ao mundo uma mitologia única e que serviram de base para os épicos filmes de Peter Jackson sobre a Terra-média. Durante as filmagens da última parte da trilogia, O Retorno do Rei, o bisneto de Tolkien e neto de Michael Tolkien, Royd Allan Reuel Tolkien, participou como um ranger gondoriano nas filmagens do cerco à Osgiliath. Fã de Peter Jackson desde quando o neozelandês ainda dirigia filmes de terror trash, Royd Tolkien é sempre recebido de braços abertos pelo diretor quando vai à Nova Zelândia. O bisneto de Tolkien esteve em novembro de 2012 na premiere mundial de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, em Wellington, e visitou os sets do filme.  E, ao ir à Nova Zelândia, reuniu mais uma vez sobre o mesmo chão um Tolkien e um Jackson.

Royd Tolkien na premiere de “O Hobbit” e nas filmagens de “OSdA”
Royd Tolkien na premiere de “O Hobbit” e nas filmagens de “OSdA”
Royd Tolkien com Graham McTavish (Dwalin) e Aidan Turner (Kili), 2012
Royd Tolkien com Graham McTavish (Dwalin) e Aidan Turner (Kili), 2012

Notas: 

1: Tolkien, John Ronald ReuelAs Cartas de J.R.R. Tolkien – organização de Humphrey Carpenter, com assistência de Christopher Tolkien; tradução de Gabriel Oliva Brum. – Curitiba: Arte e Letra Editora, 2006, p. 57

2: Idem, p.289

3: A paixão de Peter Jackson por miniaturas e recriar combates foi muito útil durante a produção da trilogia O Senhor dos Anéis, em que miniaturas foram usadas para criar os cenários da Terra-média e miniaturas de soldados de plástico ajudaram a reproduzir exércitos em pré-visualizações de cenas.

Referências: 

Tolkien, John Ronald ReuelAs Cartas de J.R.R. Tolkien – organização de Humphrey Carpenter, com assistência de Christopher Tolkien; tradução de Gabriel Oliva Brum. – Curitiba: Arte e Letra Editora, 2006

Notícias, entrevistas e artigos consultados:

*New Zealand Herald - Peter Jackson link to Tolkien revealed

*Stuff - Peter Jackson shares tribute to Anzac heroes

*Nota de Peter Jackson no Facebook: Anzac Day

*Herr Der Ringe-film - Die historische Jackson-Tolkien-Connection

*Digital Spy - ‘The Hobbit’: Q&A with Royd Tolkien

*Metro - Royd Tolkien: I was welcomed with open arms on Hobbit set

*Stuff - Sir Peter Jackson’s Anzac Day family ties

*The Telegraph - Battle of Somme: the ‘animal horror’ that inspired JRR Tolkien

Fox prepara filme sobre a vida de J. R. R. Tolkien

Tolkien_1916-cb183686De acordo com o Los Angeles Times, a Fox Searchlight em parceria com Peter Chernin da Chernin Entertainment, produzirá uma cinebiografia do autor J. R. R. Tolkien.

O projeto recebeu o título provisório de “Tolkien” apenas, e irá mostrar a vida do autor, particularmente seus anos de formação no Pembroke College e como um soldado na Primeira Guerra Mundial (1914-1918), quando viu alguns de seus amigos morrerem no front, além de como este acontecimento influenciou seu trabalho, de acordo com uma pessoa ligada ao projeto.

O irlandês David Gleeson, um fã de Tolkien e estudioso do criador da Terra-média, está atualmente trabalhando no roteiro e vai examinar a história da vida de Tolkien e como essas experiências o levaram a dar forma à sua obra, já que os anos entre a publicação de O Hobbit (1937) e O Senhor dos Anéis (1954-55) devem também constar no roteiro.

 Não houve até agora nenhuma cinebiografia de Tolkien, apesar de várias tentativas e desenvolvimento de projetos nos últimos anos terem estacionado, incluindo a produção de “Mirkwood”, uma visão fictícia sobre seu trabalho como intérprete de códigos durante a Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Esse projeto tem sido alvo de obstáculos promovidos pelo espólio de Tolkien, gerenciado por seus herdeiros e que geralmente são muito protetores quando se trata do legado e nome do autor de O Senhor dos Anéis, O Hobbit e O Silmarillion. Portanto, ainda não se sabe se a família Tolkien está ou não cooperando com o projeto.

Os cineastas envolvidos no projeto de “Tolkien” possuem um tema popular em suas mãos, já que filmes baseados na produção literária de J. R. R. Tolkien, como a trilogia O Senhor dos Anéis de Peter Jackson, arrecadou quase US $ 4 bilhões pelo mundo. E o novo filme de Jackson, O Hobbit: A Desolação de Smaug deverá acrescentar significativamente alguns números a esse total.

Saiba mais sobre “Mirkwood”, e outro projeto envolvendo Tolkien, aqui mesmo na Valinor: “Mirkwood”, romance ficcional sobre a vida de J.R.R. Tolkien vai virar filme e Mirkwwod, de Steven Hillard.

Recentemente outra produção nesta linha foi adicionada à lista de possíveis filmes sobre Tolkien. Trata-se de uma suposta produção de um filme sobre a amizade entre o autor de O Senhor dos Anéis e o autor de As Crônicas de Nárnia, C. S. Lewis.

Torre que pode ter inspirado Tolkien será aberta ao público

Perrott’s Folly
Perrott’s Folly

O turista que vai à Birmingham, Inglaterra, visitar Perrott’s Folly, a torre que supostamente influenciou J. R. R. Tolkien a criar o Pináculo de Orthanc – a torre construída por Númenóreanos e que é refúgio de Saruman, o Branco – pode ficar desapontado ao descobrir que esta curiosa torre não está aberta à visitação. Isso pode mudar, pelo menos por tempo determinado.

No próximo 26 de outubro, Perrott’s Folly estará aberta ao público, pois abrigará uma exposição de arte. Espera-se que boa parte do público que a visitará, no entanto, esteja mais curioso quanto à construção do que exatamente com a exposição, levando-se em conta sua suposta conexão com o criador da Terra-média.

A conexão Perrott’s Folly – Tolkien

A torre foi construída em Edgbaston, próximo à Birmingham, em 1758, em um magnífico parque de caça medieval, por John Perrott, um proprietário de terras local. Nunca se soube exatamente a real serventia dessa construção, mas o mais provável é que servisse de alojamento para hospedar os amigos abastados de Perrott, em época de caça, além de servir como símbolo de ostentação. No entanto, como todo lugar que já é mítico ou lendário, Perrott’s Folly também têm suas histórias não oficiais.

Conta-se que John Perrott usava a torre para observar o túmulo de sua falecida esposa, que ficava 24 quilômetros dali. Porém, antes de sua mulher morrer, Perrott usaria a torre para espioná-la, pois supostamente dava suas escapadelas com seu amante, o guarda-caça da região. Para ornamentar ainda mais as histórias que cercam a excêntrica torre, supostamente pode-se observar símbolos maçônicos no salão superior, e há até quem jure que o lugar têm passagens secretas e câmaras subterrâneas.  Para visitar suas sete salas (uma por andar) é preciso percorrer 139 íngremes e sinuosos degraus. Em dias de ventos fortes e tempestades, a torre oscila perigosamente.

Chaminé do sistema hidráulico de Edgbaston
Chaminé do sistema hidráulico de Edgbaston

É esta estranha e um tanto sinistra torre que é creditada com sendo a fonte de inspiração de Tolkien na criação da torre Orthanc, de O Senhor dos Anéis. O autor viveu ali perto quando ainda era um menino. Para muitos fãs do autor, seria impossível que a sinistra sombra de Perrott’s Folly não tivesse exercido influência alguma sobre o jovem Tolkien, que mais tarde usou suas lembranças em seu famoso romance. Outro detalhe que colabora com essa história é que do alto de Perrott’s Folly, à curta distância, pode-se observar outra sinistra torre: a gótica e ornamentada torre da chaminé do sistema hidráulico de Edgbaston. O menino Tolkien passava por ela pelo menos duas vezes por dia, na ida e volta da escola, e viu muitas vezes a fumaça sair do alto da gótica torre. Estariam aí as origens das sinistras torres que povoam a Terra-média, nas histórias de J. R. R. Tolkien.

Caridade e Memória

No final do século XIX a torre foi adquirida pela Universidade de Birmingham e tornou-se um observatório astronômico. Funcionou até 1979, quando foi fechada em estado deplorável de conservação - e ainda se encontra assim. Em 2005 ela passou por reparos na estrutura para evitar que ruísse por completo, e no início de 2013 Perrott’s Folly foi “comprada” por uma instituição de caridade, a Trident Reach the People (que auxilia desabrigados e sem-tetos), por apenas 1 Libra Esterlina, um valor simbólico e para encorajar alguém a assumir a construção georgiana de 30 metros de altura e de mais de 250 anos.

O jovem J.R.R. Tolkien
O jovem J.R.R. Tolkien

O responsável pela instituição, Ben Bradley, é um aficionado por Tolkien, e pretende levantar 1 milhão de Libras para restaurar completamente o edifício e abri-lo permanentemente ao público. Apesar do estado de má conservação em que se encontra, a torre é aberta de tempos em tempos para abrigar exposições temporárias, de trabalhos geralmente feitos pelos atendidos pela Trident Reach the People, como a mostra de arte que acontecerá neste mês. Na torre também foi celebrado o centenário de J. R. R. Tolkien.

Bradley espera que o afluxo de turistas que visitam o local, procurando os lugares de inspiração de Tolkien e que fazem parte de sua história, aumente nos próximos anos e que possa ajudar, assim como os patrocínios e doações, a revitalizar a torre do século XVIII e o terreno a sua volta, que será usado como quartel-geral do voluntariado local, pois é uma região carente de programas de assistência social.

A esperança é que o dinheiro ajude a cumprir o seu sonho de transformar também os andares superiores e inferiores em espaço de exposições, mostrando o melhor do patrimônio local e preservar a ligação óbvia com Tolkien, o autor influenciado pela sombra de Perrott’s Folly e que mais tarde deitou sua própria sombra sobre o mundo da literatura contemporânea de fantasia desde que publicou O Senhor dos Anéis.

Fontes:  The Guardian, Daily Mail, Birmingham.gov.uk