Arquivo da categoria: J. R. R. Tolkien

A Terra-média encontra Marquette

A Terra-média foi à Biblioteca Raynor com uma palestra sobre J. R. R.
Tolkien pelo historiador John D. Rateliff. A obra em dois volumes deste
ex-alujno da Universidade Marquette, "A História de O Hobbit: Sr.
Bolseiro e o Retorno a Bolsão"
foi publicada mês passado. Ele disse que
seu trabalho foi auxiliado por muitos dos manuscritos originais de
Tolkien mantidos na biblioteca.
 
Para que ficou um pouco deslocado com o aparente non-sense da notícia, explico: a Universidade Marquette possui uma imensa coleção de manuscritos originais de Tolkien, adquiridos deste em 1957 pela módica quantia de 1.500 libras (coisa de R$ 6.000, à época). E o livro de Rateliff é um marco nos estudos Tolkienianos, o equivalente à série "A História da Terra-média".


"Estamos vivendo na era de ouro dos estudos Tolkieniano"
, disse Rateliff, cidando o vasto número de livros e revistas dedicados ao trabalho do autor. A popularida de Tolkien, Rateliff afirmou, vem de sua capacidade de envolver os leitores. "O estilo no qual ele optou por escrever é deliberadamente feito de forma a incentivar a participação do leitor".

Ainda de acordo com Rateliff, esta participação é o resultado da habilidade de Tolkien em incorporar detalhes. A quantidade de detalhes que ele incluiu foi suficiente para fixar as bases da história mas deixa muito para a imaginação do leitor. Rateliff disse "detalhes demais dlimitam a aplicabilidade" e que Tolkien utilizou a quantidade certa.

Outra coisa que impactou a popularidade dos trabalhos de Tolkien foi sua habilidade de escrever como uma recordação ao invés de uma série de eventos que aconteceram, segundo Rateliff, que diz que Tolkien escreveu "muitas cenas vívidas e bem definidas" como se fossem lembranças com as quais o leitor pode se identificar. Rateliff concluiu sua palestra dizendo "o que levamos de um livro que Tolkien escreveu é o deleite pelo mundo que ele criou".

Em breve na Valinor artigos publicaremos artigos especiais sobre a coleção de manuscritos da Universidade de Marquette e Biblioteca Bodleian da Universidade de Oxford.

íŠ, Marasmo!

tedio.jpgExistem algumas épocas em que nada acontece. Mas é nada mesmo, inclusive no nosso Mundo Tolkien. E, para não reciclar notícias do passado nem inventar bobeiragens por aí, vamos fazer um resumão do que aconteceu e (não) está acontecendo, Tolkienísticamente falando, atualmente.
 
 
O assunto mais em voga atualmente é se O Hobbit sai ou não sai e com que diretor. Entrevistas aqui, entrevistas ali, antigos atores defendendo o Peter Jackson, executivos da New Line desconversando por causa da ação legal que o Peter Jackson está movendo contra a mesma, com relação aos lucros dO Senhor dos Anéis. No final das contas, noves fora, nada. Nada mesmo. Nem sabemos se o filme sai. A única coisa real que temos é que o Peter Jackson está ocupado em 2008 produzindo (não dirigindo) Halo, um filme baseado em um jogo de videogame de sucesso e em 2009 estará dirigindo um dos três episódios já acertados de Tintin. O que, no final das contas, é nada também. Ou seja, está tudo desimpedido para um O Hobbit com Peter Jackson, exceto pela disputa judicial.
 
Em termos literários, depois do lançamento de The Children of Húrin (de agora em diante referido como TCoH), temos um certo marasmo também. Aliás, nem mesmo TCoH parece ter animado muito o pessoal. O que um passarinho verde me contou é que logo, muito logo, teremos no Brasil o Curso de Sindarin e o Modo Tengwar Português em versão livro mas… caluda, Deriel! Cada coisa a seu tempo.
 
Então é isso, em um tempo de vacas magras o melhor mesmo é utilizar o Pesquisar da Valinor e o Arquivo Valinor pra dar uma olhada no passado e relembrar coisas esquecidas ou, quem sabe, coisas passadas ainda não vistas – e olha que a Valinor tem muita, muita coisa publicada! Bom Procurar a todos – e por isso mesmo que esta notícia (?!) foi intencionalmente deixada sem links. E até a próxima novidade!

Saga dos hobbits do mundo real sofre nova reviravolta

hobbit-flores.jpgOs "hobbits" da ilha de Flores, na Indonésia, estão de volta ao noticiário. Será que uma espécie de humanos arcaicos à la Bilbo e Frodo realmente existiu? Segundo uma nova análise, a resposta é um enfático "sim".
 

Confiram abaixo a matéria que devo publicar no G1 amanhã cedo sobre o caso:

A saga do "hobbit" da ilha de Flores, um suposto hominídeo (humano ancestral) da Indonésia, acaba de sofrer mais uma reviravolta digna de "O Senhor dos Anéis". Uma análise dos ossos do pulso do possível hominídeo-anão indicariam que ele realmente é membro de uma espécie diferente da nossa, e não um simples Homo sapiens com problemas sérios de desenvolvimento.

O novo golpe nessa "guerra dos hobbits" foi liderado por Matthew Tocheri, do Programa de Origens Humanas da Instituição Smithsonian (Estados Unidos). Em artigo na prestigiosa publicação especializada "Science" desta semana, Tocheri e seus colegas estudaram o chamado LB1, fóssil de 18 mil anos que ajudou a dar aos "hobbits" o status de uma nova espécie, Homo floresiensis.

A equipe de cientistas australianos e indonésios que desenterrou o LB1 da caverna de Liang Bua, na ilha de Flores, estimou que a criatura teria apenas 1 m de altura, um cérebro do tamanho do que os chimpanzés possuem hoje e o domínio do fogo e de ferramentas de pedra. Para eles, o H. floresiensis descenderia de hominídeos maiores que acabaram ficando isolados e encolhidos em Flores — fato que é comum entre animais que colonizam ilhas. O apelido de "hobbit" é uma referência à variedade humana também diminuta à qual pertencem os heróis dos clássicos de fantasia "O Senhor dos Anéis" e "O Hobbit", do escritor britânico J.R.R. Tolkien.

A teoria, no entanto, tem sido cada vez mais desafiada. Para outros cientistas, o cérebro do hominídeo nanico seria pequeno demais, sugerindo na verdade algum tipo de doença genética da família das microcefalias (nas quais a caixa craniana e todo o corpo da pessoa encolhem brutalmente). Assim, para eles, o Homo floresiensis não passaria de um humano moderno com microcefalia. 

Munheca
Tocheri e companhia tentaram averiguar essa hipótese investigando um detalhe aparentemente insignificante da munheca do espécime. Acontece que os ossinhos do pulso são muito diferentes entre humanos modernos e hominídeos mais primitivos.

Em especial, um osso conhecido como trapezóide (localizado logo abaixo do dedo indicador) tem forma de bota no Homo sapiens e nos neandertais, nossos primos mais próximos. Já entre os hominídeos mais antigos, como os australopitecos e o Homo habilis (os quais viveram há cerca de 1,7 milhão de anos), o mesmo ossinho tem forma de cunha. É a mesma forma presente, de maneira geral, também nos grandes macacos atuais.
 

Os adversários dessa idéia, porém, ainda não se dão por vencidos. Eis o que disse à agência de notícias Associated Press o antropólogo Robert D. Martin, do Museu Field de Chicago: "Ainda acho que o tamanho do cérebro [do LB1] ainda é pequeno demais, e esse problema continua sem resposta. As pessoas me perguntam se essas novas evidências mudam alguma coisa. Bem, não mudam. O problema é a interpretação dela". Martin é um dos principais defensores da tese de que o hobbit era só um humano patológico.

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Comentário pessoal: antropólogo é uma raça mais teimosa que todos os anões de Moria juntos…

Casa de Tolkien pode ser demolida

Uma casa térrea, localizada em Poole , Inglaterra, onde J. R. R. Tolkien viveu de 1968 a 1972 poderá ser demolida. A solicitação da Cranbrook Homes Ltda. segue para o conselho de Poole nesta segunda-feira. No local antiga residência do escritor, planeja-se construir duas novas casas.
 

 

tolkien-house-poole.jpg

Casa de Tolkien em Poole, Inglaterra
O diretor da Cranbrook Homes, James Dean, diz que não sabia da história da casa. "Ela será usbstituída por duas soberbas casas contemporâneas. Considerando o que você me disse, talvez uma delas possa se chamar Tolkien."

 

Tolkien viveu na residência até a morte de Edith, sua esposa, em 1972, quando então retornou à Oxford.

Esta é a mesma casa que foi posta à venda em novembro do ano passado , por £1 milhão. 

Fonte: DorsetEcho

 

 

J.R.R.Tolkien como artigo de destaque na Wikipedia

O artigo “John Ronald Reuel Tolkien”, da Wikipédia em Língua Portuguesa, foi eleito em 12 de agosto de 2007 como artigo de destaque. Segundo a própria Wikipédia, um artigo de destaque deve ser um artigo bem redigido, completo (não negligenciar fatos significativos), credível (afirmações sustentadas por fontes seguras), neutro (imparcial) e estável (informações não são editadas constantemente em resultado de disputas de edições).
 
 
No momento há 258 artigos que foram destaque num número total de 279.166 artigos existentes na Wikipédia. Isto significa que, aproximadamente, 1 de cada 1077 artigos estão listados como artigo de destaque e é uma evidência do bom trabalho promovido pelo fandom e uma vantagem para divulgação da obra e vida de Tolkien.
 
Para conferir o artigo eleito, clique aqui . Para mais informações sobre artigos de destaque, clique aqui .

As Sete Maravilhas de Arda

Depois de muita conversa sobre a escolha das novas sete maravilhas do mundo, chegou a hora de você, fã de Tolkien, escolher as sete maravilhas de Arda! O idéia e desenvolvimento do concurso ficam por conta do nosso novo colaborador, O 10º membro da Sociedade.
 
 
A lista final de candidatos já está quase concluída, mas ainda dá tempo de indicar! Caso queira opinar sobre os candidatos ou sobre o concurso, não deixem de passar no tópico de discussão das Sete Maravilhas de Arda para participar.

The Minas Tirith Project: ainda de pé!

Os novatos não devem fazer idéia do que é o "The Minas Tirith Project", e os leitores que acompanham a Valinor há pelo menos um ano talvez se lembrem que um grupo de fãs de SdA resolveu criar uma versão totalmente 3D da cidade de Minas Tirith vista nos filmes de "O Senhor dos Anéis". Tudo começou em 2004, e ainda não acabou…
 

No final de maio, foi disponibilizado para download o mais recente visualizador da cidade em 3D, o Viewer v12, com 153MB.

Aqueles que possuem uma máquina boa o suficiente para rodar o visualizador (configurações abaixo), podem nos contar depois o que acharam.

Configurações: 

Mínimo: Cpu: 1 ghz, Ram: 512 mb, Gpu: Nvidia Geforce 3+ or ATi Radeon 8500+
Nota: o visualizador não funciona em qualquer Nvidia GeForce4 MX!

Recomendado: Cpu: 2 ghz, Ram: 1024 mb, Gpu: Nvidia Geforce fx 5700+ or ATi Radeon 9800+

Fonte: The Minas Tirith Project