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As Duas Torres em Duas Horas – O Roteiro

Frodo: (subindo as Emyn Muil) Estou com fome.
Sam: Coma meu lembas, senhor.
 

Frodo: (já enjoado) Estou com sede.
Sam: Beba minha água, senhor.
Gollum: Ladrão!
Sam: Morra!
Frodo: Deixe o pobrezinho, Sam! Estou cansado.
Gollum: Sméagol bonzinho…
Sam: Suba em minhas costas, senhor.

Merry: A árvore está falando.
Barbárvore: Dãããã…
Pippin: Estamos à salvo.
Barbárvore: Não dá tempo de ser sábio nesse filme, por isso dãããã…
Merry e Pippin: Oooooohh, Gandalf! Você não morreu!

Aragorn: Legolas! Pára de pentear o cabelo e vamos para Edoras.
Legolas: Um sol vermelho nasce…
Gimli: E daí, você só faz dizer frases sem impacto!
Legolas: E você que não serve pra nada???
Aragorn: Calem a boca e vamos logo!
Gimli, Legolas e Aragorn: Oooooohh, Gandalf! Você não morreu!

Saruman: (no telefone) Chapinha japonesa às quatro.
Cabeleireira: Linda, só tem pra 4:30.
Saruman: Não! Eu tenho que estar lindo antes de o Grima chegar!
Sauron: Alô, Saruman?
Cabeleireira: Deu linha cruzada?
Saruman: Cruzada não, LISA!
Sauron: Cadê meus orcs?
Saruman: Dia de visita íntima!

Gandalf: (chega em Edoras segurando uma maleta) Saia deste corpo que
não lhe pertence!
Théoden: (vomita verde depois volta ao normal) Valeu brother!
Éomer: Titio, seu filho morreu.
Théoden: E daí!
Gríma: (vai embora)
Gandalf: Orcs atacarão amanhã.
Éowyn: (para Aragorn) Alôu gostosão!
Théoden: Vamos todos de mala e cuia para o Forte da Trombeta!
Gandalf: Vou me mandar!

Narrador: Enquanto isso nos Pântanos Mortos — se não mortos,
adormecidos…
Frodo: Estou com fome.
Sam: Coma meu lembas, senhor.
Frodo: (já enjoado) Estou com sede.
Sam: Beba minha água, senhor.
Gollum: Não olhar para as luzes, hobbitses!
Frodo: Oh! Como sou genioso! NAZGÛÛL VEM AQUI NA MOITA!
Gollum: Sméagol bonzinho…
Sam: Suba em minhas costas, senhor.

Pippin: Façam alguma coisa!
Ents: Dãããã…
Merry: E aí?
Ents: Não vamos fazer nada.
Pippin: Mas fazemos parte do mesmo mundo…
Ents: Cale a boca!
Merry: Vou visitar tio Saruman.
Ents: Dãããã…

He-Man: Pelos poderes de Gay-q-sou! Eu queimo a rosca! Ih! Foi mal,
errei o estúdio.
Aragorn: Os orcs estão chegando. Sou O Bom, vou matar todos com minha
espada.
Legolas: Meu arco é mais potente.
Aragorn: Eu sou mais forte!
Legolas: Eu sou mais bonito!
Aragorn: Sou melhor treinado!
Legolas: Sou mais penteado!
Aragorn: Tenho a Pig Tyler aos meus pés!
Legolas: Tenho o que eu quiser!
Aragorn: Agora baixou o nível! O meu é maior que o teu!
Legolas: O meu é élfico, é Enooorme!
Rohirrim: Calem a boca!
Théoden: (bebendo Buddweiser) Whats uuuuuuuupppp?
SuperOrcs: MORTE! MORTE! MORTE!
Gimli: Ahaaa! Ninguém pode contra mim! Baruk khazâd! Khazâd aî-mênu!
Eorlingas: (cortam)
Gimli: (decepa)
Legolas: (atira) Eu sou DEMAAAISSS!
Aragorn: (corta) Convencido!

Saruman: Há há há!
Grima: Quer que eu lamba o chão, senhor?

Ents: (vendo floresta destruída) Dãããã!!!!!
Hobbits: Vâmulá!
Ents: (quebram tudo)

Frodo: (nos jardins de Ithilien) Estou com fome.
Sam: Coma meu lembas, senhor.
Frodo: (já enjoado) Estou com sede.
Sam: Beba minha água, senhor.
Gollum: Ladrão!
Sam: Morra!
Frodo: Deixe o pobrezinho, Sam! Estou cansado.
Gollum: Sméagol bonzinho…
Sam: Suba em minhas costas, senhor.

Saruman: Bobinha, pensa que eu não sei que você vai me matar pelas
costas?

Huorn: (se aproximando do Forte Da Trombeta) Se pudéssemos falar,
diríamos dãããã…

Gandalf: (aparece do nada) Voltei!
Éomer: (aparece do nada com seu exército anormalmente grande)
Rohirrim!!!

Frodo: Olhe como sou feliz, vou encontrar o Faramir! Ano que vem me
candidato a Teletubbie!
Sam: Oh, veja o Olifante!
Faramir: Me dê o Anel!
Sam: Vou protegê-lo com minha vida senhor Frodo!
Faramir: Vai ver se eu tô na esquina!
Sam: (vai procurar Faramir)
Frodo: Oh, não! Estou só! Pode vir gato, tira a camisa levanta pro
alto e começa a rodaaaar!

Aragorn: Sou feliz, amigo do Frodo e falo Sindarin com os camponeses
analfabetos!
Théoden: (bêbado) Hic! Ven… (vomita em cima do guarda) cemos???
Todos: Yeah!!!
Aragorn: Vejam! São meus súditos e meus cunhados!
Elladan e Elrohir: (calados)
Aragorn: Vamos pelas Sendas dos Mortos!
Éowyn: Morrerão.
Aragorn: (assoviando pelo caminho Thriller) Por ali!
Todos: (calados)
Aragorn: Sou um rei tardado. Rei tardado, entendeu?? Háháhá!

Frodo: (subindo as escadarias de Cirith Ungol) Estou com fome.
Sam: Coma meu lembas, senhor.
Frodo: (já enjoado) Estou com sede.
Sam: Beba minha água, senhor.
Gollum: Ladrão!
Sam: Morra!
Frodo: Deixe o pobrezinho, Sam! Estou cansado.
Gollum: Sméagol bonzinho…
Sam: Suba em minhas costas, senhor.
Gollum: Sméagol alimentar ELA! Sméagol alimentar ELA! Sméagol
alimentar ELA!

Sam: um novo amanhã nasce…
Gollum: Ah cala a boca, gorducho!
Sam: … e devemos estar unidos contra a sombra…
Frodo: Estou entediado!
Sam: … porque a ameaça fantasma e o ataque dos clones…
Gollum: Nóss quer brincar de passsa Preciossso! Fechem os olhoss
hobbitses!
Hobbits: (sentam e fecham os olhos)

Horas depois…
Frodo: Só mesmo o Gollum pra querer brincar de passa Anel agora…
Sam: (cujo discurso já terminou) Ele tá demorando…
Frodo: Que futum! Foi você Sam?
Sam: Não senhor, senhor Frodo. Será aquela aranha gigante bem atrás
de nós, pronta para nos comer?
Frodo: Acho que não… …Oh! Sam venha me salvar!
Sam: Não dá, senhor Frodo. Só podemos abrir os olhos quando o Gollum
voltar!

FIM

As Duas Torres – parte 2/2

We are hobbits of the Shire. Frodo Baggins is my name and this is Samwise Gamgee.
FARAMIR
Your bodyguard?
SAM
His gardener.
FARAMIR
And where is your skulking friend? That gangrel creature. He had an ill-favoured look.
 
 
[Scene cuts to Faramir approaching Sam and Frodo in the cave]
FARAMIR
My men tell me that you are orc spies.
SAM
Spies! Now wait just a minute.
FARAMIR
Well if you’re not spies, then who are you? Speak!
FRODO
FRODO
There was no other. We set out from Rivendell with seven companions. One we lost in Moria. Two were my kin. A dwarf there was also. And an elf. And two men. Aragorn, son of Arathorn and Boromir of Gondor.
FARAMIR
You were a friend of Boromir?
FRODO
Yes. For my part.
FARAMIR
It would grieve you then to learn that he is dead?
FRODO
Dead? How? When?
FARAMIR
As one of his companions, I had hoped you would tell me. He was my brother.
GON
Captain Faramir.
[Faramir takes Frodo to the entrance of the Forbidden Pool. Gollum can be seen below]
FARAMIR
You must come with me.
[Scene changes to Faramir and Frodo, standing on the edge on the rock, looking down at Smeagol]
FARAMIR
Now. Down there. To enter the Forbidden Pool bears the penalty of death.
[Faramir points to four other men holding bow and arrow at Smeagol]
FAMARIR
They wait for my command. Shall they shoot?
GOLLUM
Rock and pool is nice and cool, so juicy sweet. I only wish to catch a fish, so juicy sweet!
FRODO
Wait. This creature is bound to me. And I to him. He is our guide. Please, let me go down to him.
[Faramir nods slightly]
[Camera goes down to Smeagol as Frodo appears behind him]
FRODO
Smeagol. Master is here. Come, Smeagol. Trust master. Come.
GOLLUM
We must go now?
FRODO
Smeagol, you must trust master. Follow me, come on. Come. Come, Smeagol. Nice Smeagol. That’s it. Come on.
[As Smeagol edges closer and closer to Frodo, Faramir’s men grab him]
FRODO
Don’t hurt him! Smeagol don’t struggle! Smeagol listen to me.
GOLLUM
Master!
[The men put a sack over Smeagol]
[Scene cuts to inside, with Smeagol lying on the floor and Faramir standing over him]
FARAMIR
Where are you leading them? Answer me!
GOLLUM
Smeagol. Why does it cry, Smeagol?
SMEAGOL
Frodo hurts us. Master tricked us.
GOLLUM
Of course he did. I told you he was tricksy. I told you he was false.
SMEAGOL
Master is our friend… our friend.
GOLLUM
Master betrayed us.
SMEAGOL
No, but it’s business. Leave us alone.
GOLLUM
Filthy little hobbites. They stole it from us.

[page]

SMEAGOL
No.
FARAMIR
What did they steal?
GOLLUM
My…..[Shouts] precioussss!!!
The Confrontation
[Scene cuts Frodo and Sam, in the cave area]
SAM
We have to get out of here. You go. Go. Now. You can do it. Use the Ring, Mr. Frodo. Just this once. Put it on. Disappear.
FRODO
I can’t. You were right, Sam. You tried to tell me. I’m sorry. The Ring’s taking me, Sam. If I put it on, he’ll find me. He’ll see.
SAM
Mr. Frodo.
[Suddenly Faramir enters, and draws a sword on Frodo]
FARAMIR
So… this is the answer to all the riddles. Here in the wild I have you. Two haflings and a host of men at my call. And the ring of power within my grasp. A chance for Faramir, captain of Gondor, to show his quality.
[Frodo suddenly pushes the blade away and runs into the corner]
FRODO
No!
SAM
Stop it! Leave him alone! Don’t you understand?! He’s got to destroy it. That’s where we’re going. To Mordor. To the Mountain of Fire.
GON
Osgiliath is under attack. They call for reinforcements.
SAM
Please. It’s such a burden. Will you not help him?
GON
Captain?
FARAMIR
Prepare to leave. The Ring will go to Gondor.

[Scene cuts to Aragorn, weakly riding upon Brego. Aragorn sees the Uruks marching and makes his way to Helm’s Deep]
ARAGORN
[in elvish to Brego]
[Aragorn finally arrives at Hems Deep. He dismounts from Brego]
GIMLI: [Shoving his way through] Get out of my way! Im going to kill him! You are the trickiest, the luckiest, most reckless man I ever knew! Bless you, laddie!
ARAGORN
Where is the king?
[Aragorn runs into Legolas]
LEGOLAS
[in elvish] You’re late. You look terrible.
ARAGORN
[in elvish] Thank you.
THEODEN
A great host, you say?
ARAGORN
All Isengard is emptied.
THEODEN
How many?
ARAGORN
Ten thousand strong at least.
THEODEN
Ten-thousand?
ARAGORN
It is an army bred for a single purpose: to destroy the world of Men. They will be here by nightfall.
THEODEN
Let them come.
THEODEN
I want every man and strong lad able to bear arms, to be ready for battle by nightfall. We will cover the causeway and the gate from above. No army has ever breached the deeping wall or set foot inside the Hornburg.
GIMLI
This is no rabble of mindless orcs. These are Uruk-Hai. There armour is thick and their shields broad.
THEODEN
I have fought many wars, Master Dwarf. I know how to defend my own keep. They will break upon this fortress like water on rock. Saruman’s hordes will pillage and burn, we’ve seen it before. Crops can be resown. Homes rebuilt. Within these walls, we will outlast them.
ARAGORN
They do not come to destroy Rohan’s crops or villages. They come to destroy its people. Down to the last child.

[page]

THEODEN
What would you have me do? Look at my men. Their courage hangs by a thread. If this is to be our end, then I would have them make such an end as to be worthy of remembrance!
ARAGORN
Send out riders, my lord. You must call for aid.
THEODEN
And who will come. Elves? Dwarves? We are not so lucky in our friends as you. The old alliances are dead.
ARAGORN
Gondor will answer.
THEODEN
Gondor? Where was Gondor when the Westfold fell? Where was Gondor when our enemies closed in around us? Where was – No, my lord Aragorn, we are alone. Get the women and children into the caves.
GAMLING
We need more time to lay provisions for a siege, lord –
THEODEN
There is no time. War is upon us!
GAMLING
Secure the gate.

[Scene cuts to a clearing in the forest. More and more Ents appear]
TREEBEARD: The ents have not troubled about the wars of men and wizards for a very long time. But now something is about to happen that has not happened for an age… ent moot.
MERRY
What’s that?
TREEBEARD
A gathering.
MERRY
A gathering of what?
TREEBEARD
Beech, oak, chestnut, ash. Good, good, many have come. Now we must decide if the ents will go to war.

[Scene cuts to all the ‘soldiers’ collecting their weapons and armour, Aragorn, Legolas and Gimli look on]
ARAGORN
Farmer, fairies, stable boys. These are no soldiers.
GIMLI
Most have seen too many winters.
LEGOLAS
Or too few. Look at them. They’re frightened. I can see it in their eyes. (Boe a hûn: neled herain dan caer menig.) And they should be. 300 against 10,000?
ARAGORN
[Si beriach a hýn. Amar na ned Edoras.] They have a better chance here than in Edoras.
LEGOLAS: [Aragorn, men i ndagor. Hýn ú-gâr ortheri. Natha daged aen.] Every one will die tonight.
ARAGORN
Then I shall die as one them!
[Aragorn storms off]
GIMLI
Let him go, lad. Let him be.

[Scene goes to Theoden, s
tanding inside, with Gamling behind him, with the kings armour]
GAMLING
Every villager able to wield a sword has been sent to the armoury. My lord?
THEODEN
Who am I, Gamling?
GAMLING
You are our king, sire.
THEODEN
And do you trust your king?
GAMLING
You’re men, my lord, will follow you to whatever end.
THEODEN
To whatever end. Where is the horse and the rider. Where is the horn that was blowing. They have passed like rain on the mountains. Like wind in the meadow. The days have gone down in the west. Behind the hills, into shadow. How did it come to this.
[Scene cuts to Aragorn, sitting outside on some steps. He watches a young lad, fully armoured carrying his sword, with a frightened look on his face]
ARAGORN
Give me your sword. What is your name?
HALETH
Haleth, son of Hama, my lord. The men are saying that we will not live out the night. They say that it is hopeless.

[page]

ARAGORN
This is a good sword, Haleth, son of Hama. There is always hope.
[Scene cuts to Aragorn inside, putting on his armour. As he is going to pick up his sword, Legolas hands it to him]
LEGOLAS
We have trusted you this far and you have not led us astray. Forgive me. I was wrong to despair.
ARAGORN
Ú-moe … There is nothing to forgive, Legolas.
GIMLI
We’ve tried to get this adjusted. It’s a little tight across the chest.
[A horn can be heard from outside]
LEGOLAS
That is no orc horn.
[A procession of smartly dressed elves can be seen marching up to Helms Deep]
ROH
Send for the king. Open the gate!
THEODEN
How is this possible?
HALDIR
I bring word from Elrond of Rivendell. An alliance once existed between elves and men. Long ago we fought and died together. We come to honor that allegiance.
ARAGORN
You are most welcome.
[Aragorn gives Haldir a big hug. At first Haldir is shocked but then hugs Aragorn as well]
HALDIR
We are proud to fight alongside men, once more.
[Scene cuts to Helms Deep. The walls are filled with soldiers, men and elf. The camera flows too and fro along the frontline of soldiers, then to the approaching enemies in the distant. Once again the camera goes along the line of soldiers behind the wall, stopping when it gets to Legolas and the top of a helmet, worn by Gimli]
GIMLI
You could have picked a better spot. Well lad, the luck you live by, let’s hope it lasts the night.
LEGOLAS
You’re friends are with you, Aragorn.
GIMLI
Let’s hope they last the night.
[The Uruk Hai and co finally arrive and stop about 50 yards away from the wall, growling as the go]
ARAGORN
[Ba-ráe-d-o-?hîn! [?] Ú-danno i failad a thi; an úben tannatha le failad. [?]] Show them no mercy! For you shall receive none!
[The Uruk Hai and co start banging their spears against the ground, making a loud drumming noise. Scene goes back to Gimli and Legolas. Gimli is impatiently jumping up and down, trying to see]
GIMLI
What’s happening out there?
LEGOLAS
Shall I describe it to you? Or would you like me to find you a box?
GIMLI
Hehehehe!!
ARAGORN
[in elvish] Hold!
THEODEN
So it begins.
ARAGORN
[in elvish] Ready arrows!
LEGOLAS
[Hai(n)- ... di na lanc a núrath?] Their armor is weak at the neck and under the arms.
ARAGORN
[in elvish] Fire!
GIMLI
Anybody hit anything?
THEODEN
Give them a volley.
HAMA
Fire!
ARAGORN
[in elvish] Keep firing.
GIMLI
Come on! Send them to me!
ARAGORN
[Pendraid!] Ladders!
GIMLI
Good!

[page]

GIMLI
Legolas, two already!
LEGOLAS
I’m on seventeen!
GIMLI
I’ll have no pointy-ear outscoring me!
LEGOLAS
Nineteen!.

[Scene cuts to Ent Moot]
PIPPIN
Merry.
TREEBEARD
We have just agreed.
[Treebeard dozes off]
MERRY
Yes?
TREEBEARD
I have told your names to the Ent moot and we have agreed: you are not orcs.
PIPPIN
Well that’s good.
MERRY
And what about Saruman? Have you come to a decision about him.
TREEBEARD
Now don’t be hasty, Master Meriadoc.
MERRY
Hasty? Our friends are out there. They cannot fight this war on their own.
TREEBEARD
War, yes. It affects us all. But you must understand, young hobbit. It takes a long time to say anything in old entish and we never say anything unless it is worth taking a long time to say.

[Scene cuts to battle]
GIMLI
Seventeen. Eighteen. Nineteen. Twenty. Twenty-one. Twenty-two.
ARAGORN
[in elvish]
THEODEN
Is this it? Is this all you can conjure, Saruman.
[Uruk Hai’s come with two, large spiked balls and bang both at the culvert before retreating. Suddenly a Berserker comes charging at the culvert]
ARAGORN
Legolas, stop him! Kill him!
[Legolas shoots two arrows at him. The Berserker flinches but carries on]
THEODEN
Hold them! Stand fast!
[The Berserker throws himself at the culvert. The wall explodes, massive chunks of rock flying into the Uruk Hai army. Aragorn gets thrown with it and lands on the floor below. Gimli jumps from where he stands onto the approaching Uruk Hai, and battles with them once more]
ARAGORN
Gimli! Prepare to charge! Charge!

[Scene cuts to the Ent gathering]
TREEBEARD
The Ents cannot hold back this storm. We must weather such things as we have always done.
MERRY
How can that be your decision?
TREEBEARD
This is not our war.
MERRY
But your part of this world, aren’t you. You must help. Please. You must do something.
TREEBEARD
You are young and brave, master Merry. But your part in this tale is over. Go back to your home.
PIPPIN
Maybe Treebeard’s right. We don’t belong here, Merry. It’s too big for us. What can we do in the end? We’ve got the Shire. Maybe we should go home.
MERRY
The fires of Isengard will spread. And the woods of Tuckburough and Buckland will burn. And all that was once green and good in this world will be gone. There won’t be a Shire, Pippin.

[Scene cuts back to Helms Deep]
THEODEN
Aragorn, fall back to the gate!

[page]

ARAGORN
Haldir, fall back.
[Legolas and someone else run by, carrying Gimli away from the battle]
GIMLI
What are you doing? Stop it!
[As Haldir prepares to retreat, he gets stabbed in his arm. As he experiences the shock of the pain, another Uruk hai raises his axe and stabs him hard in his back. Haldir sways as his life leaves him, looking at all the dead on the ground.]
ARAGORN
Haldir!
[Aragorn goes down to him and as Haldir falls back into his arms, he sees he is dead]
[Scene cuts to the gate]
HAM
Brace the gate.
THEODEN
To the gate! Draw your swords!
HAM
We can’t hold much longer.
THEODEN
Hold them!
ARAGORN
How long do you need?
THEODEN
As long as you can give me!
ARAGORN
Gimli!
[Both Aragorn and Gimli sneak out through the secret entrance, and spy on the Uruk Hai as they try to break through the gate]
GIMLI
Come on. We can take ‘em!
ARAGORN
It’s a long way.
GIMLI
Toss me.
ARAGORN
What?
GIMLI
I cannot jump the distance so you have to toss me. Don’t tell the elf.
ARAGORN
Not a word.
THEODEN
Shore up the door! Gimli, Aragorn! Get out of there!
LEGOLAS
Aragorn!
THEODEN
Pull everybody back. Pull them back.
GAMLING
Fall back! Fall back!
ARAGORN
They’ve broken through! Come, to the keep!
GAMLING
Retreat! Retreat!
ARAGORN
Inside! Get them inside!

[Scene cuts to Treebeard ca
rrying Merry and Pippin through the forest once again]
TREEBEARD
I will leave you at the western borders of the forest. You can make your way north to your homeland from there.
PIPPIN
Wait! Stop! Stop! Turn around. Turn around. Take us south!
TREEBEARD
South? But that will lead you past Isengard.
PIPPIN: Yes. Exactly. If we go south we can slip past Saruman unnoticed. The closer we are to danger, the farther we are from harm. It’s the last thing he’ll expect.
TREEBEARD
Mmmm. That doesn’t make sense to me. But then, you are very small. Perhaps your right. South it is then. Hold on, little Shirelings. I always like going south. Somehow it feels like going down hill.
MERRY
Are you mad, we’ll be caught.
PIPPIN
No we won’t. Not this time.

[Scene cuts to Faramir still leading the hobbits, on the outskirts of Osgiliath]
GON
Look. Osgiliath burns.

[page]

FRODO
The Ring will not save Gondor. It has only the power to destroy. Please, let me go.
FARAMIR
Hurry.
FRODO
Faramir, you must let me go!

[Scene cuts to Treebeard, walking south through the forest. He is in the middle of telling Merry and Pippin a tale, when he reaches outside and sees stumps where there used to be trees]
TREEBEARD
And a little family of field mice that climb up sometimes and they tickle me awfully. They’re always trying to get somewhere – Many of these trees were my friends. Creatures I had known from nut and acorn.
PIPPIN
I’m sorry, Treebeard.
TREEBEARD
They had voices of their own. Saruman. A wizard should know better. There is no curse in elvish, entish or the tongues of men for this treachery. My business is with Isengard tonight. With a rock and stone.
MERRY
Yes.
[From behind, about a hundred more Ents appear from the forest]
TREEBEARD
Come my friends. The ents are going to war. It is likely that we go to our doom. The last march of the ents.

[Faramir arrives at Osgiliath, with Frodo and Sam. Gon runs up to them]
GON
Faramir, orcs have taken the eastern shore. Their numbers are too great. By nightfall we’ll be overrun.
SAM
Mr. Frodo!
FRODO
It’s calling to him, Sam. His eye is almost on me.
SAM
Hold on, Mr. Frodo.
FARAMIR
Take them to my father. Tell him Faramir sends a mighty gift. A weapon that will change our fortunes in this war.
SAM: You want to know what happened to Boromir? You want to know why your brother died? He tried to take the Ring from Frodo. After swearing an oath to protect him. He tried to kill him. The Ring drove your brother mad. Mr. Frodo?
FRODO
They’re here. They’ve come.
FARAMIR
Nazgul! Stay here. Keep out of sight. Take cover!
Forth Eorlingas

[Back at Helms Deep]
THEODEN
The fortress is taken. It is over.
ARAGORN
You said this fortress would never fall while your men defend it. They still defend it. They have died defending it! Is there no other way for the women and children to get out of the caves? Is there no other way?
GAMLING
There is one passage. It leads into the mountains. But they will not get far. The uruk-hai are too many.
ARAGORN
Send word for the women and children to make for the mountain pass. And barricade the entrance.
THEODEN
So much death. What can men do against such reckless hate.
ARAGORN
Ride out with me. Ride out and meet them.
THEODEN
For death and glory?
ARAGORN
For Rohan. For your people.
GIMLI
The sun is rising.
GANDALF
Look to my coming at first light on the fifth day. At dawn look to the East.
THEODEN
Yes. Yes. The horn of Helm Hammerhand shall sound in the deep one last time.
GIMLI
Yes!

[page]

THEODEN
Let this be the hour when we draw swords together. Fell deed awake. Now for wrath. Now for ruin. And the red dawn! Forth Eorlingas!
ARAGORN
Gandalf.
GANDALF
Theoden, king, stand not alone.
EOMER
Not alone. Rohirrim!
THEODEN
Eomer!
EOMER
To the king!

[The Ents enter Isengard, destroying as they go and throwing rocks[
TREEBEARD
A hit. A fine hit.
TREEBEARD
Break the dam! Release the river.
[Water rushes out of the damn, flooding Isengard]
MERRY
Pippin, hold on!
TREEBEARD
Hold on, gentle hobbits.

[Back In Gondor, Frodo, in a trance, wanders away and up the stairs.]
SAM
What are you doing? Where are you going!
[At the top, he hold out the ring towards the Witch King. Just as the Fell Beast is about to grasp the ring, Sam runs and jumps on Frodo making both fall down the steps. Frodo rolls Sam over once at the bottom, placing Sting against Sams throat]
SAM
It’s me. It’s your Sam. Don’t you know your Sam?
[Frodo realises what he is doing and collapses back, off Sam, and leans against the wall]
FRODO
I can’t do this, Sam.
SAM
I know. It’s all wrong. By rights we shouldn’t even be here. But we are. It’s like in the great stories, Mr. Frodo. The ones that really mattered. Full of darkness and danger they were. And sometimes you didn’t want to know the end. Because how could the end be happy. How could the world go back to the way it was when so much bad had happened.
[As Sam makes his speech, the picture changes to Merry and Pippen as they triumph over destroying Isengard, and to Aragorn, Legolas, Gimli etc as the win their battle]
THEODEN
Victory!
SAM
But in the end, it’s only a passing thing, this shadow. Even darkness must pass. A new day will come. And when the sun shines it will shine out the clearer. Those were the stories that stayed with you. That meant something. Even if you were too small to understand why. But I think, Mr. Frodo, I do understand. I know now. Folk in those stories had lots of chances of turning back only they didn’t. Because they were holding on to something.
FRODO
What are we holding on to, Sam?
SAM
There’s some good in this world, Mr. Frodo. And it’s worth fighting for.
FARAMIR
I think at last we understand one another, Frodo Baggins.
GON
You know the laws of our country. The laws of your father. If you let them go, your life will be forfeit.
FARAMIR
Then it is forfeit. Release them.

[Epilogue]

GANDALF
Sauron’s wrath will be terrible, his retribution swift. The battle for Helm’s Deep is over. The battle for Middle Earth is about to begin. All our hopes now lie with two little hobbits. Somewhere in the wilderness.
SAM
I wonder if we’ll ever be put into songs or tales.
FRODO
What?

[page]

SAM
I wonder if people will ever say, ‘let’s hear about Frodo and the Ring.’ And they’ll say ‘yes, that’s one of my favorite stories. Frodo was really courageous, wasn’t he, dad.’ ‘yes, my boy, the most famousest of hobbits. And that’s saying alot.’
FRODO
You left out one of the cheif characters. Samwise, the Brave. I want to hear more about Sam. Frodo wouldn’t have got far without Sam.
SAM
Now Mr. Frodo, you shouldn’t make fun. I was being serious.
FRODO
So was I.
SAM
Samwise the Brave.
FRODO
Smeagol!
SAM
We’re not gonna wait for you. Come on.
SMEAGOL
Master looks after us. Master wouldn’t hurt us.
GOLLUM
Master broke his promise.
SMEAGOL
Don’t ask Smeagol. Poor Smeagol.
GOLLUM
Master betrayed us! Wicked, tricksy, false. We ought to ring his filthy little neck. Kill him! Kill him! Kill them both. And then we take the precious and we be the master.
SMEAGOL
The fat hobbit. He knows. He’s always watching.
GOLLUM
Then we stabs them out. Put out his eyeses. And then make him crawl.
SMEAGOL
Yes! Yes! Yes!
GOLLUM
Kill them both.
SMEAGOL
Yes! No. No. It’s too risky, it’s too risky.
SAM
Where’s he gone? Hey Gollum, where are you?
FRODO
Smeagol.
GOLLUM
We could let her do it. Yes. She could do it. Yes, precious she could. And then we takes it once they’re dead. Once they’re dead.
SMEAGOL
Come on, hobbits. Long ways to go yet. Smeagol will show you the way.
GOLLUM
Follow me.

Review do DVD de As Duas Torres

 Nem bem foi lançado o DVD de "As Duas Torres", segunda parte da trilogia de Peter Jackson, e aqui estamos para um review completo dele. Num panorama geral, podemos dizer que ele está no mesmo nível do DVD do primeiro filme, o que podem todos considerar um grande elogio.

Mas antes de entrarmos no assunto conteúdo, um detalhe importante. A embalagem, ao contrário do que aconteceu no DVD de "A Sociedade do Anel", é de plástico, substituindo o papelão pouco durável em que a Warner costuma colocar seus DVDs. Visualmente segue o mesmo padrão do primeiro DVD, com direito a uma sobrecapa de papelão.

Analisado o exterior, é hora de vermos o que está reservado a nós nos disquinhos.

 

O filme

É realmente magnífico rever ADT com imagem perfeita. O formato digital realça toda a beleza e imponência de Rohan e suas paisagens, assim como também aumenta o clima sombrio do Pântano dos Mortos. O fato de podermos ver o filme frame por frame prova definitivamente a perfeição de Gollum. A textura, os movimentos… Enfim, todo o trabalho da WETA pode ser conferido com cuidado e admiração nesse DVD.

Arwen em Helm

A batalha do Abismo de Helm continua funcionando tão bem quanto no cinema, e dessa vez, sem a polêmica que rondou essa seqüência, depois que fotos revelaram indícios de Arwen na batalha, que escaparam da vista da produção e acabaram sendo vistos por muitos. Assim como no DVD do primeiro filme, onde o carro que aparecia foi cortado, a vestimenta roxa de Arwen em Helm também desapareceu.

Os extras

Especial da Starz Encore – Pros fãs que acompanham de perto a produção do filme, e já conhecem basicamente a história, esse programa é bem meia-boca. Ele basicamente dá um panorama geral da produção do filme, comentando o que há de novo em relação ao primeiro filme. Vale a pena conferir pela entrevista de Christopher Lee, que cita a presença da essência de Tolkien nos filmes, de forma bem legal.

Especial da WB – Esse sim é um making of de primeiro nível. Até agora, é o melhor dentre os que tiveram nas edições normais dos DVDs dos dois filmes. Ele apresenta o que o especial da Starz mostra, só que de forma mais completa, além de aprofundar-se mais nas filmagens e rotina do elenco na Nova Zelândia, desde os dias de filmagem, momentos difíceis (como um corte profundo no pé de Sean Astin e Andy Serkis tendo que entrar num rio quase congelado), até as saídas deles durante as folgas. Algumas imagens também mostram os momentos mais descontraídos entre todos os membros da produção, trazendo um aspecto mais íntimo do que nos outros especiais. Imperdível.

"The Long and Short of It" – Curta-metragem que Sean Astin(Sam Gamgi) filmou num dia de folga das filmagens da trilogia, com a ajuda de diversos membros da produção e do elenco. O filminho em si, uma pequena história muda sobre solidariedade, não é nada demais, um pouco piegas até. Mas não deixa de ser um extra interessante e diferente das mesmices que temos em DVDs.

Making of de "The Long and Short of It" – Mais divertido que o curta em si, esse making of reforça o clima descontraído de intimidade e parceria que o especial da WB nos mostrou. É divertido ver os membros da equipe com ocupações diferentes, num clima leve, brincando entre si. O destaque desse extra é certamente Andy Serkis, engraçadíssimo, e sua "escalada ao poder" na hierarquia do filme. Muito bom.

Destaques do lordoftherings.net – Nada mais que os pequenos documentários que saem periodicamente no site oficial da trilogia. Para os que não acompanham a produção, é interessante ver os videozinhos com diversos temas (Forças das Trevas; Criando os Sons da Terra-Média; Edoras: A Capital de Rohan; Criaturas da Terra-Média; Gandalf, o Branco; Armas e Armaduras; A Batalha do Abismo de Helm; e Dando Vida a Gollum). Os melhores são o de Armaduras, que mostra o cuidado processo de conceituação e criação das armas e adereços de guerra da trilogia, e o sobre o Gollum, apresentando com mais foco a criação do personagem digital.

Trailers – Parte indispensável de qualquer DVD. Vale sempre a pena rever os dois trailers fantásticos, em especial o trailer final, um dos melhores de todos os tempos.

Spots de TV – Chega a ser chato e repetitivo assistir a todos, já que muitos são parecidíssimos. Mais recomendável pra quem gosta de analisar as pequenas variações na forma de "vender" um filme pouco a pouco, ainda mais se vermos todos juntos, podendo notar a cronologia regendo as pequenas mudanças.

Clipe de Gollums Song – Pra quem gosta da música é uma boa pedida, mas não chega a ser nada demais. Apenas cenas da cantora Emiliana Torrini cantando num estúdio enquanto cenas de ADT aparecem.

Prévia do Video Game "O Retorno do Rei" – Ao contrário do DVD passado, onde tivemos um vislumbre amplo do que teríamos no game "As Duas Torres", nesse preview, o jogo de ADT é mais citado que o próprio "O Retorno do Rei". É uma espécie de anúncio das qualidades do jogo que está nas lojas desde o ano passado, apenas com um breve comentário sobre a chegada do novo game em novembro. Meio decepcionante.


Prévia do filme "O Retorno do Rei"
– Muitos já conferiram aqui pela Valinor essa prévia, que saiu alguns dias antes do lançamento desse DVD, mas recomendo bastante que revejam. Com a qualidade de DVD, dá pra se apreciar melhor as imagens de Pelennor e Minas Tirith, assim como os comentários sobre ambas. E é claro, temos a cavalgada dos rohirrim. Muitos, assim como eu, se arrepiaram ao ver no PC as imagens da filmagem da cavalgada, e depois um trechinho da cena. Vocês não viram nada! No DVD, a sensação é alucinante! É um extra excelente, mas que deixa um efeito péssimo em quem assiste… Uma vontade desesperadora de que dezembro chegue logo.


Prévia do DVD Especial de "As Duas Torres"
– Sinceramente, não esperava tanto por esse DVD Especial. No primeiro filme, havia coisas pelas quais eu ansiava muito em ver no filme e que foram cortadas. Já em "As Duas Torres", nada me deixou realmente indignado por não ver. Pois bem, essa prévia mudou totalmente a minha opinião. Vemos Pippin bebendo a água de Ent, e Merry comentando com ele que ele está mais alto. A cara de Pippin nessa cena é impagável! Também temos a cena em que os orcs fogem de Helm, desesperados, em direção às &a
acute;rvores (na verdade Huorns – ou talvez Ents, caso PJ altere um pouco a cena em relação ao livro), com os rohirrim gritando pra eles não irem até as árvores. Mas o principal são as cenas de Boromir, Faramir e Denethor. Desde Denethor desprezando Faramir em uma conversa em que Boromir tenta mostrar ao pai o amor que Faramir tem por ele, até uma emocionante cena em que Boromir (Sean Bean, tão magistral quanto no primeiro filme) contemplando o exército de Gondor, pendurado no mastro da bandeira de Gondor, reivindicando a possa de Osgiliath para seu povo. Ainda temos Frodo e Sam com a corda élfica, o enterro de Théodred e um diálogo de Gandalf e Aragorn sobre Sauron temer ele (já visto numa prévia de ADT). Excelente. Dá tanta água na boca quanto à prévia de ORDR.

Nota final: 9.0

No geral tem um pouco menos de extras que o DVD (alguns destaques do site oficial e um especial), mas alguns dos extras simplesmente são maravilhosos, em especial os Making ofs da WB e do curta, e as prévias do DVD Especial e do próximo filme. E por falar nesses dois… Que venham os DVDs Especiais, e que chegue logo O Retorno do Rei!

Valinor resenha O Retorno do Rei

[ Este texto foi publicado em formato de três notícias na Valinor e agora seu conteúdo foi unificado em um texto único e longo. A formatação e piadinhas foram mantidas para não prejudicar o texto original do autor. As notícias originais podem ser vistas em:

Valinor resenha "O Retorno do Rei" - parte I

Valinor resenha "O Retorno do Rei" - parte II
Valinor resenha "O Retorno do Rei" - parte III ]
 
 
É exatamente o que vocês estão pensando, pessoal. Hoje (aliás, ontem, porque já passou da meia-noite), tive a alegria e o privilégio de assistir a pré-estréia de imprensa de "O Retorno do Rei", das 9h45 às 13h. Esta a primeira parte das minhas impressões (e descrições!) sobre o filme – peço desculpas a todos pela demora, mas o dia foi pesado pra burro!

Bem, antes de mais nada, é bom avisar: SPOILERS E MAIS SPOILERS À FRENTE!

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OLHA OS SPOILERS!

Não digam que eu não avisei! Vamos à cena então.

Pra começar, sintomático da loucura circundando esses filmes e da dimensão gigantesca que a Trilogia do Anel ganhou foi que a gente não conseguiu assistir a cópia definitiva do filme, que, segundo a Warner, acabou ficando presa na alfândega e não foi liberada a tempo. A nossa versão era uma "cópia de trabalho" com marcas dágua – WB Brazil no canto esquerdo superior e Marcia Sandy (não me perguntem quem é!) no canto direito inferior. Por sorte, foi possível se habituar a essas marcas e assistir o filme decentemente.

Nossa história começa com uma minhoca se debatendo – não, não é arte conceitual, apenas o flashback da dupla Sméagol e Déagol preparando as iscas de seus anzóis nos Campos de Lis. Finalmente podemos ver Andy Serkis com seu verdadeiro rosto interpretando o hobbit. Os dois estão no seu barquinho quando um peixe dos grandes arrasta Déagol para o fundo do rio e ele agarra o Anel, trazendo-o para a margem.

A coisa é extremamente bem-feita e quase uma cópia da descrição dada por Gandalf em "A Sombra do Passado". Estranha, no entanto, é a voz de Sméagol – já idêntica à que ele tem como Gollum. "Dê ele pra nós, Déagol, meu amor", sussurra o hobbit – e uma luta violenta, tensa e muito bem-feita tem início. A gente já sabe o resultado – Sméagol estrangula seu parente e toma seu Precioso.

A sucessão é assustadora – em poucos minutos, presenciamos toda a transformação horrenda do hobbit em Gollum, com direito a peixxxe devorado vivo, e a fuga dele para o interior das Montanhas Sombrias. Andy Serkis dá um show mais uma vez, com maquiagem, o que faz pensar que o cara teria segurado perfeitamente a barra do personagem sem o computador.

Voltamos para o Gollum do presente ao lado de Frodo e Sam. Os hobbits estão se encaminhando para Minas Morgul e além e Sam tenta fazer com que Frodo coma um pouco de lembas. O detalhe do pão-de-viagem élfico logo vai se tornar importante – vocês vão ver por que em breve.

Corta para uma floresta estranha, meio fora de lugar, embaralhada – na verdade, parece ser a "mata" artificial de huorns que Théoden, Aragorn, Gandalf e os demais cruzam para chegar à Isengard. "O Retorno do Rei", o título, finalmente aparece na tela enquanto todos se aproximam de Merry e Pippin, comendo e bebendo em meio aos despejos. "Bem-vindos, meus senhores, à Isengard", diz Merry – a dupla parece ter bebido um pouquinho a mais e agora está aproveitando seu cachimbo.

Gandalf aproveita para deixar Isengard e Saruman nas mãos de Barbárvore, dizendo que o mago não é mais uma ameaça. Confesso que não senti falta do confronto entre os dois Istari. Pippin vê, no fundo do "lago" que cerca Orthanc, o palantír brilhando e o pega, mas Gandalf logo retoma o artefato. Dá pra ver na cara do jovem Tûk, no entanto, que ele está louco para dar uma nova olhada.

Voltamos para Edoras. As imagens são lindas. Théoden pede que todos "honrem os mortos vitoriosos" no Abismo de Helm e Rohan celebra o triunfo, enquanto Éowyn leva uma taça para Aragorn – "Waesthu hál!", diz ela. Merry e Pippin não se fazem de rogados e dançam em cima de uma mesa, cantando uma canção sobre a famigerada taverna do Dragão Verde no Condado!

Enquanto todos estão dormindo, Pippin se prepara para fazer besteira. Ele pega o palantír dos braços de Gandalf, olha e dá de cara com o Olho. O efeito, para ser bem sincero, é meio tosco: é como se Pippin tivesse segurado um fio desencapado e estivesse levando um choque da pedra. Ele começa a gritar e o barulho acorda os outros. Aragorn tenta tirar o palantír e leva o mesmo "choque", deixando a pedra cair – é aí que Gandalf intervém cobrindo-a com um manto e resolvendo o problema.

O incidente faz com que um conselho de guerra se reúna. Peter Jackson parece mesmo teimar em exibir um Théoden relutante, que diz não ter certeza de que valeria a pena mandar ajuda para Gondor… De qualquer maneira, Gandalf decide partir para falar com Denethor e leva o pobre Pippin junto com ele. A despedida dele e Merry é de partir coração de pedra.

Nisso, temos dois fios narrativos paralelos rolando. Um é Osgiliath: Faramir tenta impedir que a velha cidade seja retomada por orcs de Mordor. O combate é emocionante, mas os Dúnedain do Sul não têm a menor chance e acabam tendo que recuar. Detalhe: o líder dos orcs é a cara do Slot, de "Goonies"! Talvez seja uma homenagem de PJ.

A outra trama, claro, é a de Frodo, Sam e Gollum. As discussões esquizofrênicas do hobbit corrompido recomeçaram enquanto Frodo e Sam dormem, só que dessa vez Sam o escuta e parte para cima dele. Sam é violento em demasia e chega a arrancar um pouco de sangue da testa de Gollum – um exagero, na minha opinião. Sméagol, é claro, nega, e Frodo o defende. Fica claro que Gollum está usando toda a sua malícia para envenenar lentamente Frodo contra Sam, mas nada sério acontece – ainda.

A cena agora é uma floresta por onde um cortejo élfico passa – são os elfos de Valfenda escoltando Arwen para os Portos! Undómiel, no entanto, têm uma visão do futuro que poderia haver se ela ficasse – o pequeno Eldarion, seu filho, brincando ao lado de Aragorn. Confesso que derramei as primeiras lágrimas nesse ponto – e a elfa volta para Valfenda e tenta convencer Elrond a reforjar Narsil para ajudar seu amado.

O senhor de Valfenda continua pessimista, mas de repente Arwen sofre uma tontura – e a maior forçação de barra desta adaptação acontece. Elrond segura a mão da filha e
diz "a vida dos Eldar a está deixando! Enquanto o poder de Sauron cresce, sua força diminui!". HEIN??? COMO ASSIM??? Na ânsia de consertar a própria cagada (um Elrond não só relutante, mas covarde e totalmente pessimista que não quer ajudar), a equipe de produção precisou achar uma razão irrefutável para que o meio-elfo concordasse em ajudar na luta contra Sauron, e se saiu com essa. Desnecessário dizer que não faz o menor sentido. Mas tudo bem, finalmente a espada de Elendil é reforjada; nasce Andúril, a Chama do Oeste.

Ufa! Por enquanto chega! Até Tolkien-repórteres precisam dormir. Mais no decorrer do domingo, pessoal!

Estamos de volta, amigos da Valinor! Antes que alguém queira me amaldiçoar até a octagésima geração, esclareço que precisei dar uma palestra de manhã e trabalhar que nem louco a tarde inteira na Folha. Cisne sofre…

Mas vamos à cena. Que agora se volta outra vez para Mordor (o vaivém é comum, mas não se torna irritante, graças a Eru). Os hobbits e Gollum escalam o caminho tortuoso até Torech Ungol e recomeça o lento "envenenamento" de Frodo contra seu fiel escudeiro. "O hobbit gordo vai pedir o Anel do mestre para carregá-lo", diz o pérfido Gollum. Frodo faz uma cara incrédula, mas fica claro que vem merda pelo caminho.

Pra aliviar um pouco o clima, Gandalf e Pippin chegam à Cidade Branca. Minas Tirith é lindíssima, e a fidelidade do cenário em relação à descrição que vemos no livro é absurda; há até o veio de pedra que corta todos os níveis, o Pátio da Fonte e a Árvore Branca perto da Torre de Ecthelion. Detalhe: ao olhar no palantír, Pippin diz ter visto a Árvore sendo destruída, e ele a reconhece agora. Antes de entrarem, um pouco de alívio cômico: Gandalf diz "Pippin, Denethor é o Regente, o pai de Boromir. É melhor não mencionar a morte dele. Também não diga nada sobre Frodo e o Anel. Ah, e não mencione Aragorn também… pensando bem, é melhor você não abrir a boca de jeito nenhum". Hilário!

Começa então outro problema sério do filme: Denethor. Mais uma vez a equipe mostra que tem dificuldade com sutilezas e retrata o sujeito como alguém completamente escroto, sem nobreza. Mesmo depois da oferta de serviço de Pippin (que Gandalf, aliás, até empurra para que ele pare!), ele NÃO aceita a ajuda do mago, diz que JÁ está sabendo de Aragorn e que não vai aceitá-lo (as frases, aliás, vêm direto do livro; pelo menos isso). Ah, e que NÃO vai acender os faróis pra pedir a ajuda de Rohan. O exagero é patente: tudo bem, Denethor era arrogante, mas só virou suicida no último momento.

Não vemos a transição, mas sabemos que Pippin acaba sendo aceito porque ele aparece numa sacada olhando a roupa de Guarda da Cidadela. "Eles não vão querer que eu lute realmente, não é, Gandalf?". O mago logo tira as ilusões de Pippin, mas confia ao Pequeno uma tarefa valorosa: acender os faróis!

A cena não está no livro e é até bastante inverossímil, mas as imagens compensam. Pippin escala furtivamente a torre onde está a madeira que inicia o sinal e consegue pôr fogo nela. Pronto: o farol de Amon Dîn se acende em resposta! E lá se vão eles, Erelas, Nardol e os demais, chama saltando de montanha em montanha em socorro de Gondor – é arrepiante só de lembrar! Aragorn vê de Edoras a última chama e corre, até perdendo o fôlego, para avisar Théoden. "Gondor pede ajuda!". Suspense e…. "E Rohan vai atender!". Ufa!

A reunião das tropas da Marca dos Cavaleiros começa. Éowyn prepara seu cavalo e Aragorn estranha. "É costume das mulheres da corte dizer adeus para os cavaleiros", disfarça ela. Aragorn vê, no entanto, que tem uma espada debaixo da sela, mas fica quieto. Éomer grita: "Juramentos vocês fizeram, agora o cumpram todos a senhor e terra" – outra frase idêntica ao do livro, faltou só o "a liga de amizade". Eles partem para o Templo da Colina.

Nisso, a retirada de Osgiliath começa a se aproximar dos muros de Minas Tirith. Os Nazgûl estão no encalço deles e as Bestas Cruéis chegam a arrancar cavaleiros da sela, ou até cavalos inteiros do chão. Gandalf põe Pippin sobre Scadufax (por que cargas dágua, só PJ sabe) e corre ao socorro dos cavaleiros. A luz de seu cajado afasta os Espectros e Faramir consegue voltar para dentro da cidade. Ele conta a Gandalf sobre a derrota e de repente vê Pippin. "Esse não é o primeiro Pequeno que você viu, não é?". Ele então conta a Gandalf sobre a ida de Frodo e Sam para o vale de Morgul e…

Corta de novo para as vizinhanças de Torech Ungol. Gollum tem a manha de pegar o lembas que sobrou durante o sono de Sam, espalhar migalhas no manto do hobbit e jogar o resto nas montanhas. Sam acorda, depois de algum tempo vê a merda que aconteceu e começa a estapear – aliás, a esmurrar com fúria – Gollum, diante do atônito Frodo. Gollum diz que Sam fica comendo escondido e, distraídamente, diz: "Oh! O que é isso?", apontando para uma migalha na capa de Sam. O coitado nega tudo. Pede para ajudar Frodo a carregar o Anel e aí a casa cai – Frodo diz que Sam não pode mais continuar a Demanda. O pobre hobbit chora amargamente enquanto Frodo e Gollum seguem em frente.

De volta para Minas Tirith, Pippin faz seu juramento de fidelidade – usando o belo texto tolkieniano – enquanto Denethor cobra de Faramir a derrota. Diz, na cara do filho, que preferiria que ele tivesse morrido no lugar de Boromir, e exige que ele tente retomar a cidade. Faramir sofre terrivelmente mas concorda. "Quando eu voltar, no entanto, pense melhor a meu respeito, pai". "Isso dependerá da maneira do seu retorno". O peixe morre pela boca…

Mais uma cena que me fez chorar convulsivamente: os cavaleiros liderados por Faramir partem passando pelas ruas de Minas Tirith e o povo joga flores no caminho deles; um ou outro guerreiro até pega as flores na mão. Lembrei de uma passagem do Evangelho, quando Jesus diz que lhe passaram perfume para prepará-lo para a sepultura – essas flores são a mesma coisa!

De volta à Torre Branca, Denethor come como um cachação (porco velho, pra quem não sabe) e pede que Pippin cante para ele. Ele obedece com relutância e a bela voz de Billy Boyd serve de fundo para o ataque suicida diante de milhares de orcs arqueiros – enquanto tomatinhos ficam estourando na boca do Regente e ele baba o sumo como se fosse sangue. Disgusting.

Claro que é um alívio voltar pra Rohan. Merry experimenta suas armas de cavaleiro incentivado por Éowyn, enquanto Éomer não bota a menor fé que o hobbit pode ajudá-los em batalha. Os cavalos estão inquietos pela proximidade da Dwimorberg, a Montanha Assombrada dos Mortos. Seis mil lanças se reuniram para ajudar Théoden – pouco contra a força de Mordor.

Aragorn é desperta
do no meio da noite por um mensageiro de Théoden. Ele chega à tenda do rei que, sem jeito, se despede, deixando-o a sós com um sujeito encapuzado. É Elrond! Ele conta sobre a doença de Arwen (blergh!), aconselha-o sobre as Sendas dos Mortos e sobre o exército que o herdeiro de Isildur pode granjear lá – e lhe passa Andúril! Dá para ler as belas runas na lâmina enquanto Aragorn a desembainha.

Ele tenta partir sozinho, mas Legolas e Gimli o seguem. Passando no meio dos incrédulos Rohirrim, eles atravessam a bruma em direção ao desfiladeiro onde está a Porta Proibida. Os cavaleiros chegam mesmo a dizer que não adianta lutar e se perguntam porque Aragorn está fugindo antes da batalha, mas Théoden diz que Aragorn está fazendo o que deve ser feito. "Podemos não ser capazes de vencer Mordor, mas os encontraremos em batalha mesmo assim". Uau!

Acompanhamos então os Três Caçadores em sua jornada até a Porta. "O caminho está fechado. Foi feito pelos mortos e os mortos o guardam!", diz Legolas. "Eu não temo a morte!", diz Aragorn, resoluto, e entra. Legolas o segue e fica Gimli. "Essa é uma coisa nunca ouvida antes, que um elfo entre debaixo da terra quando um anão não o ousa!", diz Gimli, e entra também.

Os três vão parar numa estranha construção de pedra quando os Mortos aparecem! O visual é fantástico: as criaturas usam armaduras, seu Rei é coroado, mas estão só ossadas, decadência à mostra. Desafiam Aragorn e ele brande Andúril – que se mostra capaz de "materializar" o Rei dos Mortos! Aragorn pede que eles lutem a seu lado e recuperem sua honra. Depois de certo suspense, eles topam.

Voltamos para Mordor. Agora, Gollum entra com Frodo na toca de Laracna e logo começa a se esconder nos corredores paralelos, desorientando o hobbit. Teias de aranha estão por toda parte (não diga, Cisne!) e Frodo caminha, um tanto perdido, até que de repente surge a filha de Ungoliant. Todas as palmas para PJ e o pessoal da Weta: o monstro é tudo o que você sonhou (ou seria "pesadelou"?) e mais. Frodo se apóia ofegante na parede, lembra-se do frasco de Galadriel e enfrenta o monstro com espada, coragem e Quenya: Aiya Eärendil elenion ancalima, sussurra. Começa a correr, se enreda num lugar cheio de teias, consegue cortar tudo com Ferroada e se esgueira para fora.

Gollum está lá fora esperando e Frodo pula para cima dele. Sméagol dá um jeito de embromar o pobre hobbit mais uma vez e Frodo poupa sua vida, caminha mais alguns passos e cai desmaiado. Numa visão, ele está em Lórien e Galadriel lhe estende a mão, sorrindo. Ele a pega com força e se levanta de novo, caminhando. Sente o perigo de novo à sua volta, mas é tarde demais – do alto das pedras, Laracna preparara seu golpe de ferrão e atordoa o hobbit, enrolando-o instantaneamente num casulo numa cena pavorosa.

Eis que chega Sam, que tomou Ferroada em suas mãos (o frasco na outra) e luta de forma emocionante com o monstro. Por um triz, ele consegue feri-la nos olhos e na barriga. Ela foge. Sam acha que Frodo está morto – é desesperador. Ouve a voz dos orcs, que acabam revelando que ele está só atordoado. Eles o carregam para a torre de Cirith Ungol.

Pessoal, aguardem para a próxima e última parte o final da saga. Ou "Como deixar os olhos de um sujeito inchados de tanto chorar". Vai valer a pena esperar, tenham certeza!

Bem, amigos da Valinor, estamos de volta para a sensacional última parte da nossa resenha de "O Retorno do Rei". Preparem-se para MEGA-SPOILERS!!!

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Todo mundo aí ainda, hein? Pois vamos lá.

É noite no Templo da Colina e Théoden se despede de Éowyn. Pede que ela cuide de Edoras: "Por muito tempo você a defenderá, se a batalha andar mal". A jovem tem uma tristeza de morte recobrindo seu rosto por causa de Aragorn, mas diz: "O que mais gostaria que eu fizesse, senhor?". Théoden se aproxima dela, carinhoso: "Gostaria que sorrisse novamente, e não chorasse por aqueles para quem a hora chegou. E nada mais de desespero", diz ele, tocando a testa contra a dela.

Os cavaleiros montam. Merry pede para seguir Théoden, em vão. "Cavalguem agora, cavalguem! Cavalguem para Gondor!", grita o rei. Um cavaleiro veloz agarra o hobbit e o coloca sobre seu corcel. "Minha senhora!", diz Merry – claro, é Éowyn. Não há o suspense em relação à identidade de "Dernhelm", mas, convenhamos, ia ficar difícil de fazer isso no cinema de forma crível. As roteiristas mandaram bem desta vez!

Voltamos para Gondor. As forças de Mordor, imensas, já cobrem o Rammas Echor, e à frente delas vai um cavaleiro solitário, ferido de flecha, arrastado por seu cavalo – é Faramir! Os gondorianos abrem rápido o portão e o pobre capitão de Gondor entra, sendo levado para o Pátio da Fonte. Denethor entra completamente em parafuso e começa a se lamuriar. Ordena que os homens abandonem seus postos (!!!). E aí vem mais uma falta de sutileza absurda da adaptação: Gandalf, emputecido (ok, com razão) dá TRÊS CAJADADAS NA CABEÇA DO REGENTE DE GONDOR e ainda faz uma cara do tipo "Humpf! Que viado esse sujeito!". Denethor se estatela no chão. O mago chama os soldados e organiza a resistência da cidade. Gandalf, pra todos os efeitos, agora é o general de Minas Tirith (nada de Imrahil. Snif!).

O exército de Mordor está perto do indescritível, tamanho é o horror que carrega. Imensas torres de guerra de madeira aproximam-se dos portões, orcs de todos os tipos urram e balançam suas armas (liderados por Gothmog-Slot, claro!) e trolls, muitos trolls horrendos e bem-armados empurram catapultas. Slot diz: "Não vamos deixá-los sofrendo lá dentro pensando nos prisioneiros. Homens, libertem-nos!".

E aí, meus caros, taí o que vocês queriam, como diria Galvão Bueno: cabeças dos Dúnedain mortos em Osgiliath, ainda com os belos capacetes de Gondor, voam para dentro das muralhas, instaurando o horror. E logo são seguidas por pedras imensas, que começam a esmigalhar as muralhas de Minas Tirith como se fossem de gesso. Muitos morrem. Gandalf logo reorganiza a resistência e Minas Tirith esmaga parte do exército e das torres com suas catapultas.

Voltamos para Mordor. Os orcs da torre remexem nos pertences de Frodo e brigam entre si, enquanto Sam se aproxima. No fim, só sobraram quatro nêgos ali dentro, e o pequeno hobbit consegue se aproximar. Ele mata os quatro – "Este é pelo sr. Frodo! Este é pelo Condado! E este é pelo MEU VELHO FEITOR!" – e conta a Frodo que conseguiu salvar o Anel. A dupla veste-se como orcs e inicia o longo caminho para a Montanha da Perdição.

No Pelennor, ntram em ação os Nazgûl, que, com seus gritos horrendos, põem os guerreiros de Gondor em pânico e derrubam muitos deles das muralhas, quebrando até as catapultas. Ao longe, monstros que lembram búfalos africanos deformados arrastam atrás de si Grond, o Aríete d
e Sauron, na forma de um lobo como descrito no livro. Os portões começam a ser martelados. Projéteis em chamas queimam parte da cidade. O portão cede e muitos orcs entram.

Nisso, Pippin, que já havia ajudado na defesa e matado um orc, corre para avisar Gandalf: Denethor quer queimar Faramir e a si mesmo! "Nada de longo sono de morte embalsamada para Faramir e Denethor!", diz o enlouquecido Regente – as falas vêm direto do livro. Gandalf e Pippin conseguem entrar em Rath Dínen. "Parem essa loucura!", grita o mago, enquanto Denethor e Faramir já estão encharcados de óleo e o fogo já começou a lamber a pira. Pippin não se faz de rogado: salta sobre a pira e arrasta Faramir consigo para fora. E aí vem outra cagada do filme: Denethor tenta enfrentar Gandalf, Scadufax empina e dá um coice com as patas dianteiras e lança Denethor sobre o fogo. Este sai correndo, em chamas, e se joga das muralhas – é quase como se Gandalf tivesse matado o Regente, meu Eru!

Os gondorianos tiveram que recuar até o segundo nível da cidade. Pippin e Gandalf, lado a lado, falam sobre a morte, e o mago usa palavras belíssimas para dizer ao hobbit que esta não é o fim de tudo – usando a mesma descrição de Valinor que aparece na chegada de Frodo no fim de "O Senhor dos Anéis" – um distante país verde sob um rápido nascer do sol. É lindo.

Mas, no meio desse desespero todo, um chifre soa! ROHAN CHEGOU! Lá no alto, perto da entrada do Pelennor, o sol nasce enquanto a hoste dos Rohirrim, imensa, se prepara para a batalha. Éowyn encoraja Merry. Théoden dispõe suas tropas. Discursa, como no livro, e o meu coração quer se despedaçar de alegria: "Lança será sacudida, escudo estilhaçado! Um dia de espada, um dia vermelho, antes de o sol raiar! Cavalguem agora, cavalguem para a ruína e para o fim do mundo!" Ele passa em revista os soldados, batendo sua espada contra as lanças deles: "Morte! Morte! MORTE!", ele grita três vezes, e Merry e Éowyn entram no coro. Esses sujeitos estão diante da morte certa e não a temem – mas a abraçam. Outro chifre é soado, seguido por milhares de outros…

… e o ataque de Rohan naquela hora foi como relâmpago na planície e trovão nas montanhas, e as hostes de Mordor gritaram, e o terror as tomou, e elas gritaram, e fugiram, e os cascos da ira cavalgaram sobre elas. Parece que os Cavaleiros vão chegar até o portão e acabar com o cerco, mas um grito selvagem faz com que eles virem suas cabeças. Mûmakil! Os selvagens homens de Harad chegaram com seus monstros imensos, e Théoden hesita. Mas isso não dura muito: os Rohirrim refazem sua linha de combate e ATACAM OS OLIFANTES num rompante sem igual de coragem suicida. Muitos morrem, pisoteados ou flechados pelos Haradrim, mas Éomer ordena que todos flechem as cabeças e os olhos dos monstros e a situação se reverte. Na confusão, Éowyn acaba perdendo Merry de vista.

Nesse momento chega o Rei Bruxo, e só Théoden ousa resistir a ele – em vão. Um golpe da Besta Cruel é suficiente para jogar Snawmana sobre o rei. O Nazgûl diz para o monstro: "Delicie-se com a carne dele!", mas eis que Éowyn grita: "Eu o mato se tocar nele!". "Seu tolo! Nenhum homem vivo pode me matar", diz o Rei Bruxo. Éowyn não se faz de rogada: três golpes de espada arrancam a cabeça da montaria alada do Espectro, que cai ao chão. Ele ergue sua maça, quebra o escudo da guerreira, mas Merry o atinge. Éowyn grita: "Eu não sou homem nenhum!" e enfia sua espada elmo adentro do monstro. Um grande mal parte da Terra-média.

Éowyn se aproxima do tio ferido. "Reconheço seu rosto! Éowyn!", ele diz, sorrindo. Ela quer curá-lo, mas ele replica: "Vou agora para junto dos meus pais, em cuja poderosa companhia não me sentirei agora tão envergonhado", e fecha os olhos para sempre. Palmas para os adaptadores que confiaram na força e emoção do texto tolkieniano.

De repente, vemos o rio Anduin atrás da cidade, e barcos com velas negras (os Corsários, que já tinham sido mencionados por Gandalf) aportam no Harlond. "Piratas nojentos, sempre atrasados", diz Slot. Mas quem salta do navio é Aragorn, filho de Arathorn, usuário da Espada Reforjada, o herdeiro de Elendil! Atrás dele vêm os Mortos trazendo terror aos orcs e seus aliados, não deixando ninguém no caminho. Legolas e Gimli matam inimigos aterrorizados à vontade e continuam a velha competição "quem mata mais".

De repente, um Mûmak se aproxima e Aragorn grita: "Legolas, acabe com ele!". E aí vem a forçada de barra mais divertida de toda a Trilogia: Legolas vai escalando o bicho como quem sobe uma escada, mata um por um TODOS os Haradrim que estão em cima dele, dirige-se à cabeça e acerta três flechas no côco do bicho, que despenca. Lépido, Legolas salta ao chão. Gimli olha com aquela cara e comenta: "Esse aí continua contando como um só!". Hilário!

Gandalf caminha pelo campo de batalha e Pippin encontra Merry. Aragorn libera os Mortos de seu fardo e todos partem para um conselho de guerra na Torre Branca. A decisão é unânime: atacar Mordor para distrair Sauron e permitir que Frodo cumpra sua missão.

Diante do Portão Negro, Aragorn, Legolas com Gimli na garupa, Gandalf com Pippin na garupa e Éomer com Merry na garupa desafiam Sauron. "Apareça! Que o senhor da Terra Negra apareça! Justiça há de ser feita com ele!", grita Aragorn. A única resposta é a abertura dos portões para revelar uma multidão incontável de inimigos.

Aragorn recua e organiza seu exército num círcula, como num livro, e discursa: "Vejo em seus olhos o mesmo medo que tiraria a coragem de mim. Um dia pode vir no qual a força dos homens falhe, no qual abandonemos nossos amigos e esqueçamos todos os laços do companheirismo, mas não é este o dia! Uma hora de lobos e escudos quebrados, na qual a Era dos Homens se despedace, mas não é este o dia! Por tudo o que vocês prezam nesta boa Terra, eu os conclamo a resistir, HOMENS DO OESTE!!!". E eu choro, choro, choro e acredito no que aquele bando de poucos e corajosos acreditam naquele momento.

"Por Frodo!", grita Aragorn – e ataca. Eles sofrem com o excesso de inimigos, reforçados pelos Nazgûl. Mas eis que chega Gwaihir, o senhor dos ventos! "As Águias! As Águias estão chegando", grita Pippin. Tudo agora é suspense.

Frodo e Sam vêem que Mordor está se esvaziando e conseguem seguir caminho. Começam a escalada. Perto das Sammath Naur, Gollum os ataca de novo mas Sam consegue impedi-lo. Frodo entra nas Fendas da Perdição, Sam pouco atrás. "O que está esperando?", diz o pobre escudeiro, enquanto Frodo hesita. Ele finalmente diz "O Anel é meu!" e desaparece! Gollum então salta sobre Sam e começa desesperadora luta com seu inimigo invisível. Morde seu dedo e o arra
nca. Enquanto olha maravilhado para o Anel, Frodo o ataca de novo, os dois se desequilibram e Gollum cai na lava ainda olhando maravilhado para o Anel, enquanto Frodo se segura na borda de pedra. Sam o puxa de volta.

Barad-dûr e o Olho caem em ruínas. O Portão Negro se despedaça. Todos gritam "Frodo", enquanto este e Sam escapam até um lugar cercado de lava, esperando o próprio fim. "Estou feliz que você esteja comigo – aqui, no fim de todas as coisas, Sam". As luzes se apagam na tela…

…mas não é o fim. Ouvimos alguns momentos depois o grito das águias que levam os hobbits e os salvam. Frodo acorda, em Minas Tirith, diante de um amoroso Gandalf. Toda a Sociedade reaparece e se abraça.

E vemos a coroação do rei Elessar, que canta a frase que Elendil disse ao chegar à Terra-média nas asas do vento: Et Eärello Endorenna utúlien! Sinome maruvan ar Hildinyar tennambar-metta! Arwen é trazida por Elrond até ele e os dois se beijam. Todos se curvam diante do rei, que chega até os hobbits. Aragorn fica atônito: "Meus amigos! Vocês não se curvam a ninguém!". E TODO O PÁTIO DA FONTE, lotado de generais, nobres e guerreiros élficos e humanos, se curva diante dos quatro viajantes do Condado. É lindo.

Um voice-over de Frodo conta rapidamente a volta deles para o Condado. No Dragão Verde, eles brindam juntos e Sam reencontra Rosinha, e se casa com ela. Frodo não consegue retomar sua velha vida, mas apenas escreve o livro. E num dia de outono, Gandalf chega ao Bolsão carregando numa charrete o bom e velho Bilbo. Todos os hobbits o acompanham até os Portos Cinzentos, onde Galadriel, Elrond, Círdan e Celeborn o esperam.

Eles sobem no barco e só então Sam e os outros percebem que Frodo está indo também. Eles se abraçam e choram, e Frodo dá um beijo na testa de Sam, passando-lhe também o livro: "As últimas páginas são para você". Eles partem para o Oeste e Sam volta para casa, ouvindo ainda a voz de Frodo: "Você não pode continuar sempre dividido em dois Sam. Tem tanto ainda para aproveitar, e fazer – e ser". Sam abre o portão, Rosinha, Elanor e sua outra filhinha esperando por ele. Ele suspira: "Bem, estou de volta". E a porta se fecha atrás de nós. E eu, ao invés de chorar, sorrio.

O que dizer depois desse carrossel de emoções? Só posso ser grato, apesar das muitas falhas do filme, que existem, pelo espírito ter se mantido tão fiel, ao menos nesse capítulo final. E por ter vivido para ver uma das maiores histórias de todos os tempos ganhar vida. A força emocional de quem acredita no que está sendo dito e contado – essa é a dádiva de "O Senhor dos Anéis", e dos filmes que o livro fez nascer.

Nai Anar caluva tielyanna,

Reinaldo/Imrahil.

SdA – As Duas Torres

Quando eu falo para alguém que já assisti As Duas Torres, depois da pessoa me amaldiçoar até a sétima geração, a pergunta mais freqüente é: “é melhor do que o primeiro?” A resposta é inevitavelmente incompleta e carece de uma explicação subseqüente: sim… e não.
 
Calma, eu disse que tinha uma explicação. O fato é que As Duas Torres é indiscutivelmente mais impressionante visualmente do que A Sociedade do Anel. Mas o roteiro é pior. Simples assim. Ao passo que o primeiro tinha um ritmo bem trabalhado e uma edição precisa, esse peca em alguns desses aspectos, o que vai resultar em muitas críticas desfavoráveis.

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que não faço ressalvas a mudanças. Não sou “purista”, aliás nem sei direito o que é isso. 90% dos filmes são baseados em livros e todos eles tem modificações, uns mais, outros menos. Assim sendo, mudanças não me incomodam. Pretendo analisar esse filme do ponto de vista cinematográfico apenas, para que isso não se torne uma resenha tendenciosa de um fã exaltado.

Tendo deixado isso claro, vamos ao que interessa: o filme é bom? Não, é excelente. Tem cenas fantásticas, tanto as grandiosas quanto as mais íntimas. Aliás, esse é um aspecto que é bom ressaltar: Peter Jackson se concentrou bastante nos personagens e na interação entre eles, e apesar do filme ter bastante ação, os diálogos fazem muita diferença. Nesse âmbito, dou destaque para a participação de Grima Língua-de-Cobra, que para mim pelo menos, estava impecável. Não deixa de ser um coadjuvante, mas tem motivações claras e reais. Théoden também merece destaque, uma vez que tem uma grande participação e não deixa a peteca cair em nenhum momento. Protagoniza uma das cenas mais emocionantes, que levou a platéia ao delírio.

Éowyn, por sua vez, está desenvolvida de forma satisfatória, mas nunca extraordinária. Para quem não leu o livro, ela vai parecer uma chorona. Jackson até tentou inserir um pouco da revolta dela em não poder fazer nada para ajudar, mas não foi feliz. Uma linha de diálogo passa despercebida por quem está conhecendo a personagem naquele momento. Algo similar ocorre na participação de Éomer, que pode causar uma sensação de “quem é esse cara?” – ele aparece no começo do filme, some, e volta só no final. Mas nada disso chega a incomodar, pois todas as interpretações estão no mínimo satisfatórias. Bem, quase todas. Faramir é um problema, e eu não estou falando de descaracterização da personagem, desrespeito à obra, nem nenhuma bobagem desse naipe. A questão é que ele não convence nem na concepção apresentada no filme. Não há uma justificativa convincente para a decisão radical que ele toma no final, contradizendo todas as suas ações até então (o que é um problema do roteiro) e em nenhum momento ele parece realmente motivado a fazer qualquer coisa (o que é um problema da interpretação do ator). Não há sequer um fiapo de identificação, nenhuma característica marcante é apresentada ao público. Ele é o irmão de Boromir – e só. Realmente decepcionante.

Por outro lado, todos os personagens que estavam presentes no primeiro filme têm uma participação bem coerente e satisfatória, até aqueles que tem pouco tempo de tela. Aliás, isso me leva a outro problema: a edição tem uma falta de ritmo que incomoda um pouco. Os ganchos utilizados quando a narrativa pula de um grupo para outro poderiam ter sido melhor trabalhados. Eu entendo a preferência de Jackson pelo núcleo de Aragorn, Legolas e Gimli, pois envolve mais personagens e acontecimentos mais importantes. Mas há uma cena absolutamente desnecessária, onde Aragorn sonha com Arwen, que poderia perfeitamente ser substituída por outra coisa mais relevante. Não o sonho em si, mas o que acontece antes. Fora isso, as cenas com os três (que são inegavelmente os heróis do filme), foram muito boas. A participação de Legolas e Gimli foi sensivelmente maior do que no primeiro filme, e a amizade entre o elfo e o anão é bem explorada, sem apelar para nada que dê margem a piadinhas de duplo sentido. E por falar em piadinhas, muita gente vai se incomodar pelo jeito que o Gimli é retratado. Enquanto no primeiro filme eles usaram o Pippin como “comic relief”, nesse o pobre anão foi explorado à exaustão. Há um pouco de humor com Gollum, e um momento engraçado envolvendo Barbárvore e sua lentidão, mas é de Gimli que vem a maior parte da comicidade presente no filme. Devo dizer que isso não me incomodou muito, mas houve de fato um certo exagero. Só que há uma compensação desse lado cômico. Gimli não é apresentado como um palhaço, como muitos devem estar pensando. O humor vem da situação, não do personagem em si. Fica claro que ele é um guerreiro a ser respeitado, e várias das cenas de batalha mais legais o têm como protagonista.

E por falar em batalha, você deve estar querendo saber sobre a batalha de Helm. Bom, vai ficar querendo. Não vou dar minha opinião sobre isso pelo simples fato de que ela vai ser idêntica a todas as outras. Só vou dizer uma coisa: se o seu queixo não cair, é porque está amarrado.
Mas vamos deixar Aragorn, Legolas, Gimli e as batalhas um pouco de lado, e vamos falar sobre aqueles que são os principais protagonistas desta epopéia: sim, os hobbits. Bom, Merry e Pippin aparecem pouco, e isso implica que Barbárvore também tem uma participação relativamente reduzida (na verdade, faltou um pouco de personalidade ao ent, decorrência de suas pouquíssimas falas. Nada que estrague o filme, é verdade, mas pode incomodar os fãs mais fervorosos. Todavia, os efeitos então bastante convincentes. Gostei muito da aparência de Barbárvore na tela, e só tenho ressalvas quanto à voz. Não que Rhys-Davies tenha feito um trabalho ruim, longe disso. Mas achei que ele pudesse fazer uma voz bem diferente da de Gimli, e não foi o caso. Ao invés de encher a voz dele de efeitos, podiam ter chamado o James Earl Jones e mandado ele falar devagar, que ficaria bem melhor). Os dois hobbits obviamente têm o mesmo tempo de tela, mas as ações de Pippin são mais decisivas para a história – de fato, ele compensa toda sua estupidez no primeiro filme.

Pessoalmente, eu gostaria de ver mais de Frodo, Sam e Gollum, mas a participação deles é perfeitamente satisfatória. Principalmente no que tange a Gollum. Ah, sim, o Gollum. Vamos falar do Gollum. Para começar, ele não está tão perfeito quanto pintam. Os efeitos realmente beiram a perfeição fotográfica quando o personagem é mostrado de perto. Mas quando ele aparece d
e corpo inteiro, alguns movimentos ficaram estranhos, artificiais. Ainda assim, está anos-luz à frente de Jar Jar Binks. Contudo, o que chama a atenção, mais do que a aparência, é o desenvolvimento de sua personalidade. Os momentos de crueldade se alternam com os de “cachorrinho obediente” de forma absolutamente competente, culminando num monólogo que é ao mesmo tempo assustador, dramático e engraçado. Simplesmente brilhante. Gollum transmite ao público tudo o que devia transmitir, de asco a pena. Um dos melhores personagens no filme, com toda certeza. E também um dos mais importantes, pois nos lembra do perigo do anel e sugere o que poderia acontecer a Frodo, caso este fosse dominado por seu poder.

A influência de Sauron fica evidente nessas horas, e como se não bastasse, Peter Jackson ainda nos lança vertiginosamente a Barad-Dúr, de quando em quando, mostrando o Olho em toda sua glória aterrorizante, só pra garantir. Aliás, coisa muito falada sobre A Sociedade do Anel foi a competência de Peter Jackson em mostrar o “lado negro” da Terra-Média. Nesse filme há um equilíbrio maior, talvez porque não houve a urgência em mostrar “coisas bonitas”. Não me entendam mal, Edoras está belíssima. Mas ainda assim, não tem a necessidade de ser algo singelo como Lothlórien. Rohan é um reino rústico, e isso foi uma grande vantagem na hora de caracterizá-lo visualmente. Porém, o mal ainda leva vantagem. Mordor é absolutamente tudo que poderia se esperar de Mordor. O Portão Negro se abrindo para a entrada dos easterlings foi apenas um detalhe, mas foi uma das coisas que mais me chamou a atenção no filme (talvez porque ele seja aberto por dois trolls imensos, umas três vezes maiores que o de Moria). Os wargs estão absolutamente nojentos, você quase pode sentir o cheiro deles. As montarias dos nazgul são de tirar o fôlego. E os orcs estão relativamente melhores do que no primeiro – a maquiagem me pareceu mais convincente, embora isso possa ter sido só impressão. O conflito entre os orcs comuns e os uruk-hai é mostrado, apesar de só um pouco, e está coerente. Aliás, os uruk-hai estão muito bem retratados, salvo numa cena que me lembrou a abertura dos jogos olímpicos (você vai entender quando vir).

E Saruman… bem, Saruman é uma questão problemática. Ele não tem uma participação pequena, não é bem isso. O problema é que na maioria de suas cenas, ele aparece como narrador, contando seus planos, descrevendo seus objetivos. A única hora em que ele interage com outro personagem é em uma cena com Grima, e eles trocam apenas meia dúzia de palavras. Não chega a estragar o personagem, mas ele acaba parecendo meio inútil (e não devia). É com o mago, aliás, que uma das cenas mais incômodas acontece – Gandalf tem que “exorcizar” Théoden, tirando o Satanás, digo, o Saruman do corpo dele. A cena ia muito bem até esse ponto, onde a direção fica um tanto histérica, lembrando aquela parte no primeiro filme onde o Gimli tenta quebrar o anel com o machado. Além de ter ficado meio ridícula, essa passagem anula um pouco a importância do Grima.

Bom, eu disse que não ia falar de mudanças. Na verdade quis dizer que não ia reclamar de mudanças. Falar sobre elas é um tanto inevitável se você já leu o livro. Pois bem, Peter Jackson já havia dito que esse filme seria o que traria mais modificações em relação à obra. Realmente há muitas delas. Mas mesmo assim, os fãs serão bastante recompensados com pequenos detalhes, como a presença do lembas, e com cenas grandiosas que fazem justiça à imaginação de qualquer um. Destaque para a destruição de Isengard – indubitavelmente a melhor cena do filme. No que diz respeito ao aspecto técnico, As Duas Torres no mínimo se equipara à primeira parte da trilogia, superando-a muitas vezes. A fotografia está belíssima, a trilha sonora excelente e os efeitos visuais extremamente convincentes – só achei meio estranho e artificial o rejuvenescimento de Théoden, mas isso é detalhe. A edição, como eu já disse, tem falhas, mas a história é contada de forma competente e compreensível. Realmente, não houve a necessidade de um prólogo, pois a situação foi relembrada ao longo do filme (aliás, a Galadriel aparece só para isso, numa cena um tanto “jogada”).

Eu poderia ainda falar da luta de Gandalf com o Balrog, de Scadufax, dos olifantes e de muitas outras coisas, mas vou parar por aqui. Deixo apenas uma recomendação: não seja um chato. Não vá assistir o filme para ficar reclamando que isso ou aquilo está “errado”. Coloque na sua cabeça que não está errado, apenas diferente. Tenha em mente que aquilo é apenas um filme, e garanto que você terá uma experiência inesquecível. Só mais um adendo: o final (ou a ausência dele) vai incomodar as mesmas pessoas que o final do primeiro filme incomodou, e quanto a isso, nada pode ser feito.

As Duas Torres

A maior parte dos reviews de AdT traz as palavras perfeito, impecável e impressionante. Por outro lado, há também muitas críticas e a sensação é de que alguma coisa está incomodando. Na verdade, quando tentamos contar o que vimos, sai algo mais ou menos assim: é excelente e ruim, mas adoramos! Confuso, não é? Vou tentar explicar.
 

Existe uma grande diferença entre a SdA e AdT. O primeiro, é um filme fantástico no conjunto, é sólido, o tempo todo a sensação é de magia. Já AdT intercala momentos impressionantes e grandiosos com cenas em que é inevitável pensar: para quê isso?? Ou então, com cortes em momentos errados, que fragmentam aquela magia. Sim, acho que é isso: em AdT a emoção está fragmentada, concentrada em alguns grandes momentos e ausente naqueles em que parece que Peter Jackson errou a mão. Temos Abismo de Helm, Gollum e olifantes, mas também temos exorcismo, um Faramir descaracterizado e cenas desnecessárias.

Por que então todo mundo sai do cinema dizendo que o filme é excelente? Simplesmente porque aqueles grandes momentos de que falei, aqueles que estão sendo chamados de impecáveis e perfeitos são tão fortes e tão emocionantes, que só nos resta gostar de AdT. Vou tentar lembrar aqui de alguns destes momentos e fazer também algumas críticas.

O começo:

É de arrepiar. A câmera passeia pelas montanhas enquanto ouvimos a voz de Gandalf: “You shall not pass!”. Revemos a cena na ponte de Khazad-dûm e ficamos de queixo caído com Gandalf e o Balrog mergulhando na escuridão para dentro do abismo.

Em seguida, Peter Jackson nos mostra como andam os outros personagens: Sam e Frodo ( perdidos, andando em círculos sem encontrar um caminho para Mordor), Gimli, Aragorn e Legolas seguindo o grupo dos uruk-hai e os hobbits Merry e Pippin ( sendo carregados por orcs que estão ainda mais assustadores que os de Moria).
A partir daqui, tendo visto o filme apenas uma vez, fica difícil contar a seqüência correta das cenas, pois são muitos cortes e coisas acontecendo ao mesmo tempo.

Frodo, Sam e Gollum:

É ainda no começo do filme que encontramos Gollum. A seqüência em que ele ataca Frodo e Sam e tenta pegar o anel deixa todo mundo vidrado. A raiva de Gollum, a velocidade da cena e a nossa surpresa diante da perfeição do personagem se misturam. Dá vontade de entrar lá e fazer alguma coisa! Se você rói as unhas, cuidado, pode sair do cinema sem elas. Quando Frodo coloca Ferroada contra a garganta de Gollum e diz: “This is Sting, you’ve seen it before” dá um arrepio danado. Frodo e Sam colocam a corda feita pelos elfos em torno do pescoço de Gollum, que se contorce, esperneia e chora. É realmente intrigante: ao mesmo tempo em que você quer esganá-lo, ele te comove. Em uma cena muito emocionante, Frodo o chama de Smeagol. Por um momento ele esboça um sorriso e se lembra do passado. Sentimos então uma profunda tristeza e, assim como Frodo, nos damos conta do que o anel fez a Gollum. Realmente muito tocante.

Como já foi dito em outros reviews, há também humor no personagem. É impossível conter o riso quando ele chama Sam de gorducho, pergunta o que são “tatas” ou canta alegremente enquanto bate seus peixinhos contra as pedras.

O ponto alto da participação de Gollum, no entanto, são os conflitos do personagem. Conflitos entre o Gollum que diz: “Mestre bonzinho, mestre cuida de nós” e o Gollum cruel, que precisa recuperar o anel a qualquer custo. A cena do monólogo que confronta os dois lados deste Gollum atormentado não pode ser descrita, tem que ser vista. Gollum está perfeito e ponto. Andy Serkis e a equipe de efeitos especiais estão de parabéns. Nunca pensei que o resultado final fosse ficar tão bom. Ponto também para Elijah Wood e Sean Astin, afinal, não foi fácil contracenar com um personagem virtual, gravar a mesma cena várias vezes, com tela azul, sem tela azul, com e sem Andy Serkis. Eles se saíram muito bem.

Já elogiei demais, hora de dar uma alfinetada. Que cena foi aquela da capa élfica?? Sam, e em seguida Frodo, rolam morro abaixo derrubando pedras e não são vistos pelo exército que passava pelo Portão Negro porque se cobrem com a capa de Frodo. Os dois somem num efeito que mais parecia uma pedra de papel machê, daquelas que se usa em presépios. Lamenável.

Faramir:

Tudo começa bem, já que é na cena que precede o encontro dos hobbits com Faramir que vemos os olifantes. Belíssimos, imponentes, não conheço ninguém que não tenha gostado. Pena que quando Faramir surge, a vaca vai para o brejo. Temos dois problemas aqui. Primeiro, o personagem foi descaracterizado, mais parece um cafajeste . Segundo, David Wenham é muito ruim de serviço. O ator não tem a mesma expressividade de alface de Marton Csokas ( Celeborn), mas também não fica muito longe do reino vegetal. Nem quando Frodo toca no nome de Boromir ele reage.

O fato de Faramir levar Frodo e Sam para Osgiliath também incomodou muita gente. Não acho que tenha sido esse o grande erro de PJ com relação a Faramir. Para mim, o erro está na distorção do personagem e na atuação sofrível de David Wenham. Talvez um Faramir mais próximo do que temos o livro, levando Frodo e Sam para Osgiliath fosse uma mudança mais tolerável. Do jeito que ficou, realmente, é difícil engolir.
Nem tudo nesta parte do filme foi ruim. Além dos olifantes que deixaram todos boquiabertos, o esconderijo de Faramir e seus homens na cachoeira é lindíssimo. É exatamente como eu imaginava, assim como a cena em que Faramir e Frodo observam Gollum lá embaixo, pescando.

Nazgûl:

As montarias aladas ficaram muito boas. Confesso que imaginava a cabeça delas um pouco diferente. No filme é meio pequena e me lembra a de um dinossauro. As que eu imaginava eram maiores e lembravam mais a de um dragão. De qualquer forma, o vôo delas é incrível. Atenção para o barulho quando batem as asas e também para o grasnado, dá medo, muito medo.

Aragorn, Legolas e Gimli:

As cenas em que os três estão perseguindo os orcs têm paisagens fantásticas. O encontro com Éomer e os cavaleiros é de arrepiar. Os cavaleiros passam por eles e quando Aragorn os chama, eles fazem a volta e cercam os três, fechando cada vez mais o círculo, exatamente como no livro. Na verdade, a primeira parte do encontro com os cavaleiros está muito boa, com Gimli e Éomer se estranhando, Legolas defendendo o anão, e muitas falas idênticas às do livro. Porém, Éomer entrega Hasufel e Arod meio do nada, de repente. Quem não leu o livro não deve ter entendido muito bem.

Éomer só aparece aqui, com Grima em Edoras e no final da seqüência do abismo de Helm. Uma pena, já que pelo po
uco que vimos, é possível dizer que Karl Urban trabalha muito bem. Gostaria que Éomer pudesse ter aparecido um pouco mais.

Legolas e Gimli tiveram mais destaque desta vez. O anão realmente foi o Pippin do segundo filme, mas (ok, podem me bater) não foi tão ruim assim. Houve um certo exagero, como na cena em que ele cai do cavalo (Gimli nem sequer montaria sozinho naquele cavalo), mas não acho que Gimli tenha sido ridicularizado. Nas cenas de batalha ele estava lá, um guereiro, cortando pescoços de orcs, enfrentando wargs.

Scadufax:

Quem não chorou tem coração de pedra.

Edoras:

Imagens arrebatadoras. É lindo ver Gandalf, Aragorn, Gimli e Legolas cavalgando em direção a Edoras enquanto Éowyn os observa. É aqui que estão alguns dos trechos mais bonitos da trilha sonora.

Miranda Otto brilhou. Sua interpretação literalmente deixa a cabeça de ovo Liv Tyler no chinelo, e os fãs, ansiosos para acompanhar sua personagem no terceiro filme. A cena com a espada e a conversa com Aragorn ficou belíssima.

Bernard Hill também esteve ótimo. A cena no túmulo de Theodred é comovente e o ator protagoniza algumas das seqüências mais fortes e emocionantes do filme. Realmente, a declamação do poema Where now the horse and the rider , que muitos já tinham visto nos trailers, deixa qualquer um arrepiado. Quanto a já famosa cena do exorcismo, realmente exagerada. Peter Jackson não foi feliz com o efeito que faz

Théoden “rejuvenescer” instantaneamente. Mas, para ser sincera, me incomodou mais a cena que acontece um pouco antes, quanto Legolas, Aragorn e Gimli, digamos, “saem na porrada” com os guardas do palácio. A platéia caiu na risada no meio de uma cena que antes e depois disso é tensa. Não deu para entender muito bem qual foi a intenção de PJ com isso.

Hora de falar de Brad Dourif, mais um dos destaques do elenco. Grima está perfeito. Seu olhar, sua voz, o jeito como fala com Théoden. Nas cenas envolvendo Gandalf, Théoden e Grima também foram mantidas falas do livro, com um resultado muito bom.

Wargs:

Não se parecem muito com lobos, mas não importa, dá para ter pesadelos com eles do mesmo jeito. São rápidos, pulam, têm dentes enormes e vêm com um orc de brinde.

Aragorn e Arwen:

Mais uma vez, temos um grande momento intercalado com cenas desnecessárias. Peter Jackson surpreende, e conta um pouco da história de Aragorn e Arwen que está nos apêndices do livro. Elrond é o narrador desta cena, que é um presente para os fãs que temiam que a história dos dois fosse mostrada como um “e eles viveram felizes para sempre”.
Mas como eu disse, há cenas desnecessárias aqui e Aragorn teve que cair de um penhasco para que algumas delas acontecessem. A cena do sonho e a lengalenga de beijo para cá e beijo para lá poderiam ser cortadas sem pena.

Abismo de Helm:

Théoden, Aragorn, Legolas e Gimli estão nas muralhas. Começa a chover. Ouvimos o som metálico da água batendo nas milhares de armaduras. Um raio cruza o céu, os olhos de Legolas brilham e o clarão ilumina uma multidão de formas negras lá em baixo. Daí para a frente, não dá para descrever. Falar das saraivadas de flechas, das escadas, de Gimli e Legolas disputando, nada disso dá idéia do que Peter Jackson conseguiu fazer. Impressionante, grandiosa, arrebatadora, uma batalha fabulosa. Melhor que vocês vejam por si mesmos. Só posso dizer que quando a aurora chega e Gandalf surge no leste você tem a sensação de que o coração vai sair pela boca.

Ents:

Barbárvore é bem mais magro do que eu imaginava, mas os olhos, pelo menos para mim, ficaram muito próximos daqueles que Tolkien descreveu como : “ castanhos, carregados de uma luz esverdeada.” Realmente é impossível não notar a voz de John Rhys Davies por trás de Barbárvore, mas isso não me incomodou tanto. Acho que Merry, Pippin e o ent tiveram pouco espaço, quase não há diálogo entre eles, e como o encontro com Barbárvore é uma das minhas partes favoritas no livro, achei que o filme deixou um pouco a desejar. Mas, como eu já disse, AdT é feito de grandes momentos, e a destruição de Isengard é um deles.

Esta seqüência acontece logo depois do Abismo de Helm, num corte que ficou mal colocado. Daquela cena belíssima em que Gandalf surge , pulamos de repente para Isengard e fica uma sensação de : “Ei, espera, eu queria ver aquilo!”. De qualquer forma, é muito emocionante ver os ents marchando, a água do Isen subindo e Saruman desesperado no alto de Orthanc.


O fim:

Impossível não ir às lágrimas com o diálogo entre Frodo e Sam, assim como também é impossível não sentir um frio na barriga quando Gollum fala, ou melhor, pensa em Laracna. Os créditos sobem junto com aplasos, e não poderia ser diferente.

Vale a pena? Claro que sim. Ninguém deve perder Gollum, Scadufax, olifantes, wargs, Abismo de Helm, Cavaleiros de Rohan, Éowyn e companhia. Juntando tudo, o flme é belíssimo, emocionante. Eu sei que vou ver de novo. E vocês?

Foi há um ano…

 
Introdução:

Era dia 17 de Dezembro de 2003 quando, depois de anos de espera, a última parte da trilogia que contava a Saga do Anel estreiava nos cinemas. Em pouco tempo O Retorno do Rei crescia nas posições das bilheterias da semana e logo começava a ganhar os melhores elogios.

Passavam semanas e meses e O Retorno do Rei continuava a conquistar o público. O ano de 2004 iniciava e o filme ganhava os primeiros prêmios. Logo viria o Globo de Ouro e em seguida a mais glamurosa festa de premiação do Cinema: o Oscar.

Em 29 de Fevereiro de 2004, num ano bissexto, O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei se glorificou na história do Cinema, conquistando os 11 Oscar das 11 indicações. Além de ter conquistado a 2º maior bilheteria de todos os tempos. O tempo passou e hoje estamos comemorando o 1º ano desta conquista.

 

 

O Retorno do Rei comemora 1 ano dos 11 Oscar:

A 76º festa de entrega dos prêmios Oscar se aproxima do dia 29 de Fevereiro de 2004. Homens preparam os detalhes para enfeitar o local da cerimônia, o Teatro Kodak, com capacidade de 3.500 pessoas, que promete lotar. Em Hollywood, o favorito da noite é O Senhor dos Anéis – O Retorno do Rei, que recebeu 11 indicações, disputando ao lado de filmes como Encontros e Desencontros, Mestre dos Mares e Seabiscuit – Alma de Herói.

Nesta noite a cerimônia trasBilly Crystal como apresentador principal, cerimônia esta que começa às 10 horas da noite, do horário de Brasília. Os atores que fizeram os 4 principais hobbits apareceram na festa para acompanhar a entrega das estatuetas douradas. O brasileiro Cidade de Deus concorre em quatro categorias: Fernando Meirelles por Melhor Diretor, Edição e Roteiro Adaptado ao lado de Peter Jackson e de seu Retorno do Rei, e na Fotografia contra dois fortes, Cold Mountain e Mestre dos Mares.

Como é de costume da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, a festa começa com uma apresentação de montagens de cenas dos filmes principais do ano e que concorrem. Numa das cenas um Olifante pisa em cima do diretor Michael Mooore, de Tiros em Columbine e a platéia de astros solta a gargalhada.

O primeiro prêmio entregue é de Ator Coadjuvante, que vai para Tim Robins, por Sobre Meninos e Lobos. Em seguida a categoria é de Melhor Direção de Arte, no qual desbancando O Último Samurai, o filme baseado no livro de J.R.R. Tolkien ganha, é o primeiro prêmio das 11 indicações. E mais 10 estão na expectativa da equipe de Peter e de todos fãs.

Chega a hora das crianças torcerem por seus desenhos, era a vez da Melhor Animação, e Procurando Nemo ganhou o seu Oscar. Depois disso o segundo prêmio de O Retorno do Rei era entregue por Melhor Figurino, ganhando de Moça com Brinco de Pérola. As emoções dos fãs de Tolkien começavam a ficarem mais fortes.

O 5º Oscar da noite vai para Reneé Zelgeer, como a Melhor Atriz Coadjuvante pelo filme Cold Mountain. O 6º é de Melhor Curta Dramático, onde o Two Soldiers ganha. E também de Melhor Curta, mas de Animação, vai para Karvie Krumpt.

Após esse breve intervalo de ansiedade para quem está na espectativa, O Retorno do Rei volta a disputar em 3 categorias seguidas. Melhor Efeitos Visuais, ao invés de Especiais, sai para a empresa Weta Work Shop que trabalhou na trilogia brilhantemente. O Oscar seguinte é entregue para a Maquiagem, e neste momento o 3º filme se iguala com o 1º da série. E para a alegria de quem torce, o 5º Oscar do filme sai na categoria de Melhor Mixagem de Som.

Um dos grandes indicados da noite, Mestre dos Mares, ganha por sua vez o Oscar de Melhor Edição de Som, e em seguida é a vez de Melhor Curta Documentário, que vai para Chernobyl Heart. E aumentando a ansiedade por mais Oscar ao Retorno do Rei, o The Fog of War ganha de Melhor Longa Documentário.

Chega um dos prêmios mais importantes da noite, a Melhor Trilha Sonora, que embala o clima dos filmes, quem recebe? Howard Shore é quem recebe por músicas primorosas como Minas Tirith e The Grey Havens. Shore também foi responsável por trilhas sonoras de outros filmes, como Silêncios dos Inocentes e Seven – Os Sete Pecados Capitais. Howard havia levado o mesmo prêmio por A Sociedade do Anel mas não pela segunda parte, As Duas Torres.

Para a Melhor Montagem, deu O Retorno do Rei com suas 3 horas e 30 minutos de duração. Apesar disso muitos fãs reclamaram pela falta de cenas como O Expurgo do Condado, entretanto críticos avaliam que estas partes poderiam baixar o nível e clima que o filme manteve excelentemente bem conduzido.

Na categoria de Melhor Canção, O Retorno do Rei foi indicado com a música de Annie Lennox e composta com Fran Walsh, Into the West. Cold Mountain tinha dois concorrentes: You Will Be My Own True Love, do Sting, e Scarlet Tide, de T. Bone Burnett e Elvis Costello. As Bicicletas de Belleville concorria com uma música homônima, de Benoit Charest e Sylvian Chomet. A Mighty Wind tinha A Kiss at the End of the Rainbow, com Michael McKean e Annette OToole. Os artistas apresentavam suas canções no palco separadamente, ao longo da cerimônia. Por fim, entretanto, o prêmio foi para Annie Lennox, acumulando o número de Oscars para O Retorno do Rei.

 
 
Annie Lennox

As emoções continuavam fortes, já que o filme sobre a destruição do Anel havia angariado 8 Oscar das 8 indicações. E ainda faltavam 3 indicações a serem disputadas, tudo estava à favor do Retorno do Rei. Assim veio a premiação de Melhor Filme Estrangeiro, com as Invasões Bárbaras, do Canadá. Chega o mome
nto em que Cidade de Deus disputa o Oscar de Melhor Fotografia, porém o prêmio vai para Mestre dos Mares, o segundo do filme.

Finalmente chega a premiação de Melhor Roteiro Adaptado. O 19º envelope aberto da noite diz quem é o ganhador, e para a imensa alegria de muitos, O Retorno do Rei recebe mais uma estatueta. Prêmio este muito bem merecido pela adaptação de um livro complexo como o Volume 3 de O Senhor dos Anéis que contém uma imensa rede de ligações de personagens e fatos.

E para Melhor Roteiro Original a estatueta do Oscar vai para o Encontros e Desencontros de Sofia Coppola e com o ator Bill Muray, ganhando de filmes como "Procurando Nemo" e "Invasões Bárbaras". Em seguida viria o Oscar de Melhor Diretor, será que Peter Jackson ganharia este prêmio?

Quando Peter Jackson recebeu o Oscar por Melhor Diretor, ele disse: "Vocês estão nos proporcionando uma noite sensacional, e nós agradecemos muito." Era a consagração maior em reconhecimento à todo o trabalho que Peter teve. A noite era dO Retorno do Rei, e todos ali reconheciam isso. Tanto que, quando o prêmio de Melhor Filme Estrangeiro foi entregue, o seguinte comentário foi feito por sua diretora: "Obrigado Deus, o Senhor dos Anéis não estava nessa categoria".

Restavam apenas duas categorias para depois chegar no mais esperado. Charlize Theron ganhou como a Melhor Atriz, por sua atuação em Monster – Desejo Assassino. E Sean Penn ganhou de Johnny Depp como Melhor Ator em Sobre Meninos e Lobos.

A maior alegria da noite, para todos os fãs de Tolkien, foi no momento em que a premiação de Melhor Filme seria entregue, e a clássica frase "And the Oscar goes to…." foi complementada por "… The Lord of The Rings: The Return of The King!"

Com a conquista em todas as categorias em que disputou, O Retorno do Rei empata com Ben Hur, e Titanic, como filme mais premiado na história do Oscar, arrebatando 11 estatuetas. E para conferir, veja a Equipe do Filme comemorando a conquista no final da festa.

Agradecimentos especiais à Dirhil pela ajuda.

Fontes:
Oscar
Cercat Cinema
Terra: Lista de Indicados 2004
Veja a lista de todos os prêmios da Trilogia até agora!

 
 
[texto do grupo Heren Quentaron]