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A Incrível Conexão J.R.R. Tolkien – Peter Jackson

Se for perguntado a qualquer fã de J. R. R. Tolkien e de Peter Jackson, qual é  a conexão entre o autor inglês e o diretor neozelandês, a resposta será mais ou menos esta: Jackson é o cineasta responsável por adaptar para o cinema O Senhor dos Anéis e O Hobbit, ambas obras de Tolkien. Porém, existem outras conexões entre eles.

Tolkien e o “Tommy”

Com mais de um milhão de mortos, feridos e desaparecidos, a Batalha do Somme é considerada uma das maiores tragédias da Primeira Guerra Mundial (1914-1918). Uma experiência que o jovem oficial J. R. R. Tolkien nunca esqueceu, pois lá lutou contra o Exército Imperial Alemão e perdeu alguns de seus amigos mais íntimos. E é da Batalha do Somme que nos é revelada uma curiosidade, pois ainda outro jovem esteve naquele momento na França: o avô do diretor neozelandês Peter Jackson, o inglês William John Jackson.

W.J. Jackson-1915 e J.R.R. Tolkien-1916
W.J. Jackson-1915 e J.R.R. Tolkien-1916

A genealogista e historiadora Christine Clement (do site Ancestry.com.au) encontrou em sua pesquisa William John Jackson entre os combatentes do Exército Britânico na Batalha do Somme, no segundo Batalhão dos “South Wales Borderers”. Em 24 de Julho de 1916 chegou ao Somme um oficial de comunicações, o jovem segundo tenente John Ronald Reuel Tolkien. Sua unidade, o primeiro Batalhão dos “Lancashire Fusiliers” substituiu a unidade de William J. Jackson. “[William] fez um trabalho de reconhecimento por lá. O seu batalhão foi rendido pelos Lancashire Fusiliers de Tolkien”, disse Clement.  A probabilidade, portanto, de os dois terem se cruzado no acampamento britânico não é pequena, e é uma incrível coincidência que os dois estivessem na França naquele verão de 1916.

Em uma carta de 1941, endereçada a seu filho Michael, que servia no Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, Tolkien revela sua simpatia pelos soldados comuns, os homens desconhecidos vindos do interior da Grã-Bretanha ou dos mais longínquos rincões do vasto Império de Sua Majestade. “[...] E somos parecidos apenas por compartilharmos uma profunda simpatia e compaixão pelo ‘tommy’ [nome dado ao soldado raso britânico], especialmente pelo soldado simples dos condados agrícolas”¹. As centenas de milhares de “tommys”, grupo do qual William Jackson era apenas mais um, foram a base para a criação do fiel hobbit Samwise Gamgi.

Os "tommys" britânicos durante a I GM - 1916
Os “tommys” britânicos durante a I GM – 1916

Dois destinos: o autor e o avô do diretor

O que talvez não seja apenas uma coincidência é o que reuniu essas duas linhas décadas mais tarde. A obra de Tolkien é fortemente influenciada por suas experiências horríveis nas trincheiras da chamada Grande Guerra. Em particular, as descrições das experiências de Frodo e Sam nos Pântanos Mortos ou em Mordor nos dão uma ideia do que o próprio Tolkien tenha experimentado no primeiro grande conflito mundial. “Os Pântanos Mortos e as proximidades do Morannon devem algo ao norte da França depois da Batalha do Somme”², revela Tolkien em uma carta.

Peter Jackson, no entanto, interessou-se pelas experiências de guerra de seu avô (que ele nunca chegou a conhecer) e pelos eventos da Primeira Guerra Mundial desde a infância. Esse interesse tornou-se uma paixão: Jackson começou com miniaturas³ (confira algumas aqui) a recriar famosas batalhas da Grande Guerra e a coletar e colecionar artefatos deste período, especialmente os relacionados à aviação de guerra. Quando o romance O Senhor dos Anéis caiu em suas mãos, ele ficou fascinado com as mesmas descrições de batalhas e imaginou que daria um bom filme se algum dia alguém decidisse filmar a história contada por Tolkien. Porém, o fato de que tanto as horríveis experiências de Tolkien na guerra, assim como as de seu avô, aconteceram no mesmo lugar, ao mesmo tempo, ele não tinha ideia. “Ele sabe sobre o seu avô ter sido condecorado, mas não que Tolkien também estivesse lá”, disse Christine Clement.

Peter Jackson num Spitfire da IIGM
Peter Jackson num Spitfire da IIGM

William John Jackson lutou nas principais batalhas da Primeira Guerra Mundial e, assim como Tolkien, sobreviveu a ela e foi condecorado com a Medalha de Distinção e Conduta por seus esforços na Frente Ocidental. Tolkien, por sua vez, contraiu febre de trincheira no mesmo ano de 1916 e foi afastado dos campos de batalha.  Hospitalizado, começa a escrever as primeiras linhas de A Queda de Gondolin, mais tarde texto importante de O Silmarillion, o pontapé inicial de sua mitologia, da qual O Senhor dos Anéis é apenas uma parte. Com a saúde debilitada em decorrência do desgaste físico durante a guerra, W. J. Jackson morreu na Inglaterra em 1940, aos 51 anos, no momento em que a Grã-Bretanha era bombardeada pela Alemanha de Hitler (outro combatente do Somme), em preparação para uma invasão que nunca chegou a acontecer. Pouco tempo depois, em 1942, o Professor Tolkien serviu seu país como Supervisor de Ataques Aéreos, e faz referência a essa função em algumas cartas.

William John Jackson deixou cinco filhos, incluindo William “Bill” Arthur Jackson, a quem o filho, Peter Jackson, dedicou seu filme A Sociedade do Anel (2001). Enquanto Tolkien escrevia O Senhor dos Anéis, o pai de Peter Jackson também lutava pelo Exército Britânico durante a Segunda Guerra Mundial, assim como também lutaram no segundo conflito mundial os filhos do autor J. R. R. Tolkien, Michael e Christopher Tolkien.

William “Bill” Arthur Jackson na Sicília, Itália, durante a Segunda Guerra
William “Bill” Arthur Jackson na Sicília, Itália, durante a Segunda Guerra

O bisneto de Tolkien e o neto de William J. Jackson

J. R. R. Tolkien morreu em 2 de Setembro 1973, com a idade de 81 anos, deixando ao mundo uma mitologia única e que serviram de base para os épicos filmes de Peter Jackson sobre a Terra-média. Durante as filmagens da última parte da trilogia, O Retorno do Rei, o bisneto de Tolkien e neto de Michael Tolkien, Royd Allan Reuel Tolkien, participou como um ranger gondoriano nas filmagens do cerco à Osgiliath. Fã de Peter Jackson desde quando o neozelandês ainda dirigia filmes de terror trash, Royd Tolkien é sempre recebido de braços abertos pelo diretor quando vai à Nova Zelândia. O bisneto de Tolkien esteve em novembro de 2012 na premiere mundial de O Hobbit: Uma Jornada Inesperada, em Wellington, e visitou os sets do filme.  E, ao ir à Nova Zelândia, reuniu mais uma vez sobre o mesmo chão um Tolkien e um Jackson.

Royd Tolkien na premiere de “O Hobbit” e nas filmagens de “OSdA”
Royd Tolkien na premiere de “O Hobbit” e nas filmagens de “OSdA”
Royd Tolkien com Graham McTavish (Dwalin) e Aidan Turner (Kili), 2012
Royd Tolkien com Graham McTavish (Dwalin) e Aidan Turner (Kili), 2012

Notas: 

1: Tolkien, John Ronald ReuelAs Cartas de J.R.R. Tolkien – organização de Humphrey Carpenter, com assistência de Christopher Tolkien; tradução de Gabriel Oliva Brum. – Curitiba: Arte e Letra Editora, 2006, p. 57

2: Idem, p.289

3: A paixão de Peter Jackson por miniaturas e recriar combates foi muito útil durante a produção da trilogia O Senhor dos Anéis, em que miniaturas foram usadas para criar os cenários da Terra-média e miniaturas de soldados de plástico ajudaram a reproduzir exércitos em pré-visualizações de cenas.

Referências: 

Tolkien, John Ronald ReuelAs Cartas de J.R.R. Tolkien – organização de Humphrey Carpenter, com assistência de Christopher Tolkien; tradução de Gabriel Oliva Brum. – Curitiba: Arte e Letra Editora, 2006

Notícias, entrevistas e artigos consultados:

*New Zealand Herald - Peter Jackson link to Tolkien revealed

*Stuff - Peter Jackson shares tribute to Anzac heroes

*Nota de Peter Jackson no Facebook: Anzac Day

*Herr Der Ringe-film - Die historische Jackson-Tolkien-Connection

*Digital Spy - ‘The Hobbit’: Q&A with Royd Tolkien

*Metro - Royd Tolkien: I was welcomed with open arms on Hobbit set

*Stuff - Sir Peter Jackson’s Anzac Day family ties

*The Telegraph - Battle of Somme: the ‘animal horror’ that inspired JRR Tolkien

Senhor dos Anéis é o melhor da década!

Deixando para trás nomes de peso como Batman – O Cavaleiro das Trevas, O Segredo de Brokeback Mountain, Gladiador, Wall-E, Moulin Rouge e Quase Famosos, o Senhor dos Anéis amealha mais esse prêmio pra estante (que já deve estar lotada.

Aí vai o que o pessoal da EW disse sobre a trilogia:

"Trazer um livro adorado para a telona? Sem drama! A trilogia de Peter Jackson – ou, como gostamos de chamá-la, nossa preciossssssa – manifestou sua atração irresistível tanto em falantes de élfico avançado quanto em neófitos."

A lista completa você pode ver aqui  

Os Sons da Terra-média – Parte II: As Duas Torres

Dando continuidade a primeira parte já publicada aqui na Valinor – OS SONS DA TERRA MÉDIA – PARTE I: A SOCIEDADE DO ANEL -, seguimos agora com a sonoplastia utilizada na segunda parte da trilogia “O Senhor dos Anéis – As Duas Torres”:

 

 

 
Segundo o próprio Peter Jackson, nenhum dos elementos utilizados nos efeitos sonoros poderiam ser produzidos em estúdio, mas sim, criados por alguém.

Era de grande importância gravar os sons em ambientes externos, possivelmente para uma maior realidade em sua finalização. Mas… Wellington é uma cidade barulhenta, então o pessoal da produção teve que encontrar lugares fora da cidade, para que não fossem constantemente interrompidos por barulhos de aviões, carros e helicópteros.

E mais ainda: para obterem sons claros, ou seja, sem realmente nenhum distúrbio sonoro, gravavam geralmente à noite. E encontraram um cemitério num distrito vizinho à Wellington, que parecia ser o local perfeito. Peter Mills, o assistente marcava os expedientes de gravação e avisava a polícia local com antecedência, para que assim comunica-se aos vizinhos do cemitério que os gritos e tiros que ouviriam deviam-se aos “malucos” de “O Senhor dos Anéis” fazendo seu trabalho.

No segundo filme é notável que as multidões são bem presentes. Portanto, como reproduzir o som de 10.000 uruk hais? Poderiam gravar as vozes de algumas pessoas e reproduzi-las inúmeras vezes até chegarem no que se poderia esperar de gritos de milhares de vozes em uníssono. Mas o dinamismo e a dimensão não seriam os mesmos de uma verdadeira multidão. Daí veio a idéia de gravarem num estádio onde acontecia uma partida de críquete. Peter Mills trabalhou em conjunto com a Liga de Críquete para preparar o evento. A multidão estava em alvoroço, porque a Nova Zelândia estava jogando e estava ganhando a partida. No intervalo, Peter intervêm e entra no meio de campo. Eles precisavam da linguagem gutural dos uruk hais. Peter explicou à multidão o que iam fazer e pediu a todos para recitarem o discurso, olham para o telão no estádio. Pediu também para baterem no peito e baterem os pés, mas como lidavam com fãs de esporte que já haviam bebido cerveja, podia-se ouvir no meio da multidão alguns palavrões ou então “Hey, Peter! Nós te amamos!”.

Por isso, só aproveitaram mesmo a cantoria (vista no filme no discurso de Saruman aos Uruk Hais antes de partirem ao ataque a Rohan).

Criar o mundo sonoro de Fangorn antes de lidarem com Barbárvore faz parte da história também. Quiseram torná-la um lugar úmido e ameaçador, sem revelar demais o que os esperava na floresta. Mas é notável o som de algumas árvores ao longe. E nada melhor que o som de vaca para isso. Uma vaca em tons graves. John Rhys Davies faria a voz de Barbárvore. E pensaram em várias hipóteses para dar-lhe um efeito arbóreo, por assim dizer: construíram uma caixa de madeira, de 1,80m de comprimento x 1m de diâmetro. Construíram refletores dentro para que o som pudesse viajar por vários lados da caixa. Inseriam a voz com os diálogos, gravavam, acrescentavam o som e gravavam novamente. Obtinham, assim, várias camadas do que nomearam “ressonâncias arbóreas”.

Todos os sons possíveis de árvores foram gravados, até mesmo do pai de um dos sonoplastas que estava cortando árvores em sua casa de campo. Foram até lá e cortaram 50 árvores, o que serviu para a concepção dos passos de Barbárvore e dos Ents. Vale lembrar, pessoal, que árvores de reflorestamento podem ser cortadas, pois outras serão plantadas no local. Ou mesmo se a propriedade for privada, corte de árvores devem ter a permissão do órgão responsável pelo meio ambiente, geralmente a Guarda Florestal. Não entrem em pânico, pois nada foi feito ilegalmente na obra cinematográfica de Peter Jackson.

Para a cena em que Gandalf reaparece, eles não queriam que o público, logo de cara, soubesse que ali o Mago havia retornado como O Branco. Peter queria duas vozes, as de Gandalf e de Saruman fundidas numa só. Pediram então a Christopher Lee e Ian McKellen que lessem o mesmo diálogo. Pediram também para que Ian tentasse ler como se fosse Christopher falando e Christopher imitando Ian, para ficar mais convincente. Sobrepuseram as duas vozes e fazendo uso do gráfico de volume do Pro Tools conseguiram aumentar umas das vozes e diminuir a outra, fazendo com que se fundissem. Bom… O resultado é realmente fantástico! Vale à pena rever!

O ataque dos wargs não foi tão complicado. Na verdade, Peter Jackson queria mais ouvir mais cães latirem e mais barulho ao fundo. Como precisavam terminar no dia marcado, Dave Farmer passou horas montando o som de cães enraivecidos. Ele mesmo latia e gravava os sons produzidos. Diz que se não podem conseguir os sons, eles mesmos têm que produzi-los.

O som da criatura alada usada pelos Nazgûl, desde o começo, foi decidido como o zurrar de um burro. Se deslocaram até uma fazenda com burrinhos e gravaram os “ió ió” dos mesmos. Como não poderiam utilizar este som, usaram alguns outros sons que os burros conseguem reproduzir. Ou seja: o que se escuta quando o Nazgûl alado sobrevoa os Pântanos, nada mais é que um burro reclamando e aperfeiçoado pela tecnologia.

O som que se ouve quando o mesmo sobrevoa Osgiliath nada mais é que um ralador de queijo atado á uma corda e rodado por uma pessoa, produzindo o som do rabo.

Em breve, a última parte de “Os Sons da Terra Média – Parte III – O Retorno do Rei”.

Os Sons da Terra-média – Parte I: A Sociedade do Anel

Nas edições estendidas da trilogia “O Senhor dos Anéis” encontramos inúmeras informações à respeito de todo o processo de produção.

 

 

 

É um prato mais do que cheio para todo fã ardoroso de Tolkien (cheio até demais! É praticamente impossível “comer com os olhos” tanta informação em poucos dias! Eu demorei um mês pra finalizar, enfim… são quase seis horas de centenas e centenas de informações sobre a produção dos filmes. E um dos pontos que mais me chamou a atenção foi a produção da sonoplastia. É inacreditável como os caras tiveram que se desdobrar para conseguir os sons perfeitos, que Peter Jackson tanto exigia, pois o mesmo queria que o público fosse transportado para a Terra Média. Neste primeiro artigo, abordaremos como foram concebidos os sons para o filme “A Sociedade do Anel”.

 • O Vigia do Lago: Peter Jackson não queria o monstro com muitos efeitos vocais, mas sim que os sons deveriam vir de seus movimentos. David Farmer, um dos produtores sonoros, disse que teve a brilhante idéia de ir até um riacho perto de sua casa e colocou-se a brincar com um desentupidor de pia. Ele o mergulhou na água e alí saiu um som estranho de sucção. Num segundo momento, os caras foram até um estacionamento e puseram-se a balançar tapetes de automóveis molhados e batê-los em coisas. Depois juntaram ambos os sons (o da sucção e dos tapetes molhados sendo batidos) e o resultado foi surpreendente. O som vocal de dor que ele produz (quando Boromir corta um de seus tentáculos ou quando Legolas lhe atira uma flecha) foi conseguido com o som de uma morsa.

Os Orcs de Moria: Diferentemente das outras criaturas monstruosas da Terra Média, a dificuldade em produzir o som dos orcs, é o fato de que eles são muito humanóides. Optaram por captar sons de pequenos animais ferozes, além de imitá-los com suas próprias vozes, ou seja: além de captar o som destes animais, os próprios produtores os imitaram, para mesclarem lá na frente e dar o som que conhecemos dos orcs. Um dos animais usados foi um porco guinchando. Para produzirem o som apavorante de vários orcs juntos se movimentando, Peter Jackson queria que eles se inspirassem no aspecto “barata” dos orcs, e tudo o que eles tentavam não ficava legal. Até que um dia, quando sentaram para tomar uma cerveja, e viram nada mais, nada menos que uma barata em cima do balcão. Acreditem se quiser, mas a equipe teve a brilhante (e nojenta) idéia de pregar baratas em uma tábua, amarrar nos sapatos e sair caminhando e esmagando-as, fazendo aqueles barulhos craquelentos.

O Troll das Cavernas: É uma mistura de morsa, tigre e lince. Eles tiveram que imitar a inspiração e a expiração destes animais também (para aquela farejada do troll na cena em que o mesmo procura por Frodo). Para o som emitido pelo troll quando o mesmo é mortalmente atingido pela flecha de Legolas, os sons foram totalmente modificados, passando do agressivo ao cansado, para um som triste de uma morsa mortalmente ferida.

• Balrog: Peter Jackson deu a seguinte descrição do Balrog para a equipe: “Não é uma criatura física, mas basicamente chama e sombra, feito de rocha e lava, e por isso precisa ser muito natural, rochoso e orgânico ao toque.” Então o pessoal pensou em uma rocha grande caindo de uma altura generosa, para gerar um som opressivo e perverso. E gravaram também sons de blocos de cimento sendo arrastados num chão de madeira. Mesclando os dois sons, deu-se o som terrível do Balrog. Mas não para por aí! Para dar a impressão que o som saía realmente de uma mina, eles foram até uns túneis antigos, construídos numa colina em Wellington. Nestes túneis os ecos não acabavam jamais. Levaram para lá o som do Troll das Cavernas, passando do computador para os auto-falantes, obtendo-se, desta forma, o som desejado. E assim prosseguiram com o som do Balrog e dos orcs.

• Os Espectros do Anel: Um grito da Fran Walsh gerou tudo aquilo! Levaram a mesma até um palco, que inspirou profundamente e gritou o mais que pôde. E dizem que foram os gritos mais arrepiantes que já escutaram na vida. Acabou por tornar-se um dos elementos vitais dos espectros.

• O Um Anel:
No script, o Anel era tido como um personagem, com força, poder e energia. Tinha várias tonalidades: para uma pessoa poderia ser sedutor, para outra, apaixonado, etc. E acabou por tornar-se um ator que manteve a coerência da voz ao longo do filme. Alan Howard gravou narrações do que Phillipa e Fran escreviam. Decorou uma série de frases da Língua Negra e ele mesmo acabou por gravá-las.

A Grande Famí­lia

Todos os fãs que acompanharam a produção da trilogia O Senhor dos Anéis já ouviram dezenas de histórias sobre a amizade que surgiu nos sets de filmagem, sendo a mais conhecida aquela da tatuagem do "9" simbolizando a união dos membros do elenco principal (se você AINDA não conhece a história, pode conferir neste artigo aqui).

 

 

Mas o que poucos sabem é que a idéia de união foi muito mais além na produção: em certo momento foram tantos parentes envolvidos que não seria incorreto chamar o elenco de "uma grande família". Todos tiveram uma brechinha para participar não só atrás, mas também na frente das câmeras. Duvida? Pois confira só esta lista de parentes e outros envolvidos na produção que acabaram fazendo uma "ponta" na trilogia.

(clique nas imagens para vê-las em tamanho maior) 

Alan Lee e John Howe

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Conhecidos ilustradores das obras de Tolkien, foram convidados para serem os "artistas conceituais" no filme, responsáveis pela criação de cenários e afins. Aparecem já no prólogo de A Sociedade do Anel como os reis que receberam os anéis de Sauron (Howe é o segundo à esquerda, Lee o segundo à direita).

 

Billie e Katty Jackson 

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Os filhos de Peter Jackson e Fran Walsh, aparecem mais de uma vez no filme. Primeiro, na festa de Bilbo (creditados como "Cute Hobbit Child" no IMDb, que em português ficaria "Criança hobbit fofinha"), depois em As Duas Torres (como "Cute Rohan Refugee Child", algo como "Crianças rohirrim fofinhas refugiadas").

 

Hanna Wood 

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Irmã da Elijah Wood, também fazendo uma pontinha em As Duas Torres

 

Royd Tolkien 

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Bisneto de J.R.R. Tolkien, dá as caras no filme e mostra que nem todo mundo do clã é contra a produção. 

 

Callum Gittins 

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Filho da roteirista Phillipa Boynes, aparece em As Duas Torres como Haleth, filho de Háma. 

 

Henry Mortensen

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Filho do ator Viggo Mortensen (Aragorn), é creditado no IMDb como "Reluctant Rohan Child Warrior", ou "Relutante criança guerreira rohirrim".

 

Dan Hennah

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Responsável pela supervisão da direção de arte, aparece junto com Alan Lee (primeiro à esquerda) em As Duas Torres

 

Sadwyn Brophy 

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Eldarion, o filho de Aragorn e Arwen que vemos em O Retorno do Rei, é na vida real filho de Jed Brophy, o ator que interpretou o orc Snaga. 

 

Christian Rivers

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Um dos responsáveis pelos efeitos visuais, faz uma ponta em O Retorno do Rei

 

Rick Porras 

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O co-produtor da trilogia aparece como um dos guardas de Minas Tirith, no filme O Retorno do Rei.

 

Jane Abbott 

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Dublê de Liv Tyler, aqui aparece como uma das "damas de companhia" da elfa já no final de O Retorno do Rei.

 

Alexandra Astin

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Filha de Sean Astin, aparece em O Retorno do Rei como Elanor Gamgi, filha de Sam e Rosinha.

 

Maisie McLeod

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Filha da atriz Sarah McLeod, aparece no final de O Retorno do Rei como… "Bebê Gamgi"? 

 

Peter Jackson 

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O diretor também aparece, e nos três filmes. Na ordem, as "participações especiais" de PJ em A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei:  

 
 

Fonte: sagralisse.mediawood.net 

  

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Mudanças no SdA:RdR – Prováveis

Mudanças prováveis:
 
Terceiro Filme Começa com Narsil Sendo Reforjada

FILMES: O terceiro filme começa com Narsil sendo reforjada nas oficinas de Valfenda. Elrond então a leva para Aragorn.

LIVROS: Narsil é reforjada e nomeada Anduril antes que a Sociedade deixe Valfenda, no primeiro livro. O terceiro volume começa com Gandalf e Pippin cavalgando para Minas Tirith.

PRÓ: Anduril é um bom recurso visual para representar a decisão que Aragorn toma de reclamar o trono de Gondor. Além disso, a cena se encaixa melhor no terceiro filme.

CONTRA: Essa mudança não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· Ringbearer Footage Preview 5/4/01 (primeira divulgação)

· AICN Peter Jackson interview 2/19/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 5/5

Laracna Aparece no Terceiro Filme

FILME: O encontro com Laracna não acontecerá até o terceiro filme.

LIVRO: O segundo livro termina com a aranha Laracna envenenando Frodo, Sam mata Laracna e Frodo (envenenado) é capturado pelos orcs.

PRÓ: De acordo com Peter Jackson: "Se nós começarmos O Retorno do Rei depois de Laracna – como o livro faz – haveria muito pouca coisa restante para Frodo e Sam fazerem". Isso também permite que a linha cronológica dos personagens (que estão separado) combine melhor.

CONTRA: Frodo sendo picado por Laracna e levado prisioneiro pelos orcs seria um final cheio de suspense perfeito para o segundo filme.

FONTES:

· AICN Peter Jackson interview 2/22/02 (primeira divulgação)

· Entertainment Weekly Peter Jackson interview 3/19/02 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 5/5

Merry Não Consegue Fazer o Cavalo Se Mover

FILMES: Existe uma cena cômica retratando as tentativas de Merry fazer seu cavalo se mover.

LIVROS: Essa cena não existe

PRÓ: Essa cena dá um toque cômico

CONTRA: Essa cena é uma invenção dos roteiristas que diminui o tempo restante no filme para as cenas que Tolkien realmente escreveu.

FONTES:

· Tol Galen Set Report 1/15/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

Merry Oferece Sua Espada ao rei Théoden em Edoras

FILMES: Merry oferece sua espada ao rei Théoden fora do Palácio Dourado em Edoras.

LIVROS: Merry faz isso em um salão do Forte da Trombeta, durante a refeição do meio-dia.

PRÓ: Essa mudança de local dá à cena maior impacto visual.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTE:

· First FOTR Teaser Trailer 12/19/00 (primeira divulgação; evidência fotográfica)

CREDIBILIDADE: 4/5

Merry e Pippin Acordam em Edoras

FILMES: Pippin e Merry aparecem em uma cena acordando em um quartel de Edoras.

LIVROS: Não existe essa cena, embora os dois hobbits tenham passado a noite em Edoras quando eles chegaram para o sepultamento do Rei Théoden.

PRÓ: Provavelmente essa é uma cena de transição para ajudar a situar a audiência no tempo e no espaço.

CONTRA: O roteiro exigiria diálogos extras escritos pelos produtores e não por Tolkien.

· FONTES: AICN Set Report (12/20/00) (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Batalha no Sul

FILMES: Aragorn, Legolas e Gimli chegariam atrasados em Minas Tirith devido a uma batalha que aconteceria no sul, antes da Companhia de Aragorn trilhar as Sendas dos Mortos.

LIVROS: Não existe esse obstáculo no livro para impedir que eles cheguem ao campo de batalhas.

PRÓ: Se existir essa batalha adicional, talvez ela seja usada para espalhar as cenas de ação ao longo do filme.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· ARAGORN – cena 2 do roteiro dos testes 13/01/99

CREDIBILIDADE: 1/5

Legolas Recita a Profecia do Vidente

FILMES: Na entrada das Sendas dos Mortos, Aragorn sente que cometeu um erro e convida a Companhia a voltar. Então Legolas recita a profecia do vidente, que diz que o Herdeiro de Isildur passaria pelas Sendas.

LIVROS: Elrohir lembra Aragorn sobre as Sendas dos Mortos e, mais tarde, em Edoras, Aragorn fala a Legolas sobre a profecia. Porém, quando eles atingem a entrada, Aragorn não demostra reconsiderar sua decisão de seguir aquele caminho e não convida ninguém a voltar.

PRÓ: Essas mudanças aumentam as oportunidades dos personagens dialogarem e revelarem informações que Tolkien transmitiu em diálogos. A exclusão de Elrohir aumenta a participação dos personagens mais importantes.

CONTRA: Essa mudança diminui o caráter da personagem de Aragorn e seu conhecimento.

· FONTES:

· LEGOLAS roteiro dos testes 13/01/99

CREDIBILIDADE: 1/5

Nota: O vidende é Malbeth, que viveu nos dias de Arvedui, último rei de Fornost.

Faramir Encontra Pippin nas Ruas de Minas Tirith

FILMES: Quando Faramir chega à Minas Tirith depois de suas viagens por Ithilien e vê Pippin, ele imediatamente revela a Gandalf que esse não é o primeiro pequeno que ele encontrou.

LIVROS: Faramir não revela seu encontro com Sam e Frodo até que ele conversa com Denethor em seu aposento particular.

PRÓ: Movendo algumas das cenas dos aposentos de Denethor para as ruas da Cidade, os produtores aproveitam uma das melhores vantagens de filmes – levar a platéia de locação a locação. Muitos acontecimentos confinados em um mesmo aposento fariam o filme se assemelhar à uma peça de teatro.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o trabalho de Tolkien.

· FONTES: AICN Set Report (12/13/00) (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Pippin e Faramir Conversam Sobre Denethor

FILMES: Quando Faramir vê Pippin vestido com a sua armadura “de criança” , eles riem juntos da situação. Pippin então pergunta a Faramir o motivo da raiva de Denethor e se tem algo que ele possa fazer para ajudar.

LIVROS: Não existe essa cena.

PRÓ: Esse novo diálogo entre Pippin e Faramir ajuda a revelar a dinâmica do relacionamento de Faramir e Denethor.

CONTRA: O roteiro exigiria diálogos extras escritos pelos produtores e não por Tolkien.

· FONTES: AICN Set Report (12/21/00) (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Faramir Ferido é Arrastado por Cavalo

FILMES: Quando Faramir retorna de seu posto de defesa em Osgiliath, ele é atacado com muitas flechas e chega à Minas Tirith arrastado pelo seu cavalo.

LIVROS: Faramir é atacado apenas com um dardo e o príncipe Imrahil o carrega de volta a Minas Tirith.

PRÓ: Aparentemente, Imrahil não aparece nos filmes. Isso elimina cenas de apresentações desnecessárias e dá oportunidade para que os personagens mais importantes dialoguem mais. Essa mudança pode produzir uma cena muito emocionante.

CONTRA: Imrahil é uma personagem querida entre os fãs. Eliminá-lo apenas para acrescentar mais ação e aventura banaliza a história.

FONTES:

· AICN Set Report 12/14/00 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 2/5

Orcs Rosnam e Pilham Armaduras

FILMES: Na Batalha dos Campos de Pelennor, Orcs rosnam como animais, vasculham os corpos de seus inimigos mortos e roubam pedaços de armaduras (alguns Orcs estavam vestidos com misturas de diferentes armaduras).

LIVROS: Todos os Orcs da história eram relativamente articulados e não há menção de que os exércitos de Mordor não estivessem totalmente equipados para batalha.

PRÓ: A pilhagem seria uma triste necessidade das cenas da batalha dos Campos de Pelennor, porque não existiriam figurinos para os Orcs em número suficiente.

CONTRA: Sauron se preparou por muito tempo para essa batalha e suas forças estariam bem equipadas. Os Orcs eram criaturas inteligentes e fazê-los rosnar diminuiria esse conceito.

· FONTES: E! Online On Location 11/1/00 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Nota: Para as cenas da batalha nos Campos de Pelennor, alguns orcs estavam vestidos com pedaços de armaduras diferentes pois não havia figurino suficiente.

Armaduras Chapeadas

FILMES: Pelo menos alguns dos guerreiros de Gondor usavam armaduras chapeadas, em estilo medieval.

LIVROS: Tolkien descreve os personagens usando cotas metálicas em toda história, não havendo menção de outro tipo de armadura.

PRÓ: Essas armaduras produzem um figurino mais impressionante.

CONTRA: O mundo de Tolkien não era medieval. Além disso, armaduras chapeadas fazem as lutas em filmes parecerem estúpidas.

· FONTES: The Evening Post 11/14/00 (primeira divulgação – evidência fotográfica)

CREDIBILIDADE: 4/5

Ocorre uma Batalha Dentro das Muralhas de Minas Tirith

FILMES: Uma batalha acontece dentro das muralhas de Minas Tirith, com Gandalf usando seu cajado para explodir orcs.

LIVROS: Gandalf solta uma luz branca com a mão – e não com o cajado – quando luta contra as forças de Sauron fora dos muros da cidade. Mais tarde, as forças de Sauron arrombam o portão e Gandalf confronta-se com o Rei Bruxo quando este tenta entrar na Cidadela. Porém, os Rohirrim chegam de repente e as forças de Sauron retornam para os campos de Pelennor para combatê-los.

PRÓ: Algumas batalhas tomarem lugar dentro dos muros da cidade é visualmente mais interessante.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o trabalho de Tolkien

FONTES:

· Peter Jackson Holme´s Programme interview 11/12/00 (primeira divulgação)

· AICN Set Report 12/14/00 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 5/5

Os Capitães do Oeste se Reúnem nos Salões de Denethor

FILMES: Aragorn, Gandalf, Éomer e Legolas se reúnem no salão de Denethor depois das batalha dos Campos de Pelennor.

LIVRO: A reunião acontece no acampamento de Aragorn, fora da cidade, e é Gandalf que sugere o artifício para retirar as tropas de Mordor.

PRÓ: Essa mudança impede que se desperdice tempo do filme explicando o acampamento de Aragorn fora da cidade. Aragorn propor os planos ajuda a mostrar para a audiência que ele está assumindo mais o papel de líder.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o trabalho de Tolkien

· FONTES: AICN Set Report 12/21/00 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 2/5

Aragorn Usa o Palantír no Salão de Denethor

FILMES: Aragorn se revela a Sauron usando o Palantír no salão de Denethor para enganar e induzir Sauron a mandar suas tropas para fora de Mordor.

LIVROS: Aragorn faz isso, usando o Palantír de Orthanc, antes de deixar o Forte da Trombeta.

PRÓ: Aragorn usar o palantír e desafiar o Senhor do Escuro nesse ponto da história ajuda a explicar para a audiência porquê Sauron começou a tirar suas tropas de Mordor, o que permitiu que Frodo e Sam passassem mais facilmente.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e tira tempo das cenas que Tolkien realmente escreveu.

FONTES:

· AICN Set Report 12/21/00 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 2/5

Merry no Portão Negro

FILMES: Merry aparece na cena do Portão Negro, quando os Capitães do Oeste desafiam as forças de Sauron.

LIVROS: Merry permanece nas Casas de Cura.

PRÓ: Impede que a audiência fique imaginando onde está Merry durante um bom tempo de filme.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o trabalho de Tolkien.

· FONTES: TORN Spy Report 5/3/00 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 0/5

Um Anel Machuca Frodo

FILMES: A corrente do Anel corta o pescoço de Frodo devido ao “aumento” do peso do Um, a medida que eles se aproximam da Montanha da Perdição.

LIVROS: O Anel não machuca Frodo fisicamente.

PRÓ: Esse é um jeito de dramatizar visualmente o peso e tormento crescentes do Anel.

CONTRA: A mudança é ruim.

FONTES:

· E! Online On
Location
5/1/00 (primeira divulgação)

· AICN Set Report 12/15/00 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 3/5

Frodo Acorda nas Casas de Cura

FILMES: Frodo acorda nas Casas de Cura, após ser resgatado da Montanha da Perdição, cercado por todos os membros sobreviventes da Sociedade.

LIVROS: Frodo acorda no acampamento de Aragorn em Ithilien. Depois, Sam acorda e eles se encontram com Pippin e Merry mais tarde, em Minas Tirith.

PRÓ: Essa mudança poupa o tempo que seria gasto para explicar o acampamento de Aragorn em Ithilien.

CONTRA: Essa mudança é uma invenção dos roteiristas e não representa o Trabalho de Tolkien.

FONTES:

· AICN Set Report 12/15/00 (primeira divulgação)

· Tol Galen Set Report 1/10/01 (confirmação)

· Tol Galen Set Report 1/22/01 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 4/5

Arwen Aparece na Coroação de Aragorn

FILMES: Arwen está presente durante a coroação de Aragorn.

LIVROS: Arwen e o resto do séquito élfico só chegam dois meses depois da coroação.

PRÓ: Combinar a coroação e casamento de Aragorn é um jeito eficiente de poupar tempo de filme.

CONTRA: O roteiro exigiria diálogos extras escritos pelos produtores e não por Tolkien.

FONTES:

· AICN Set Report 12/20/00 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

O Expurgo do Condado Cortado

FILMES: O último filme não mostra os eventos relatados no capítulo “O Expurgo do Condado”. Porém, a seqüência do Espelho de Galadriel no primeiro filme, na qual Frodo vê cenas do Condado destruído, seja uma homenagem ao capítulo.

LIVROS: O Expurgo foi um evento real, instigado por Saruman, que ocorreu quando os Hobbits retornavam ao Condado após completar a Demanda.

PRÓ: De acordo com a roteirista Philippa Boyens: “Infelizmente, por mais brilhante e maravilhoso que o esse capítulo seja, não é algo que nós acreditamos que o filme possa sustentar. Você não pode mostrar o clímax que seus personagens empenharam-se para alcançar por três filmes e depois começar a história de novo e colocar um episódio final. Uma platéia de cinema simplesmente não aceitaria isso”.

CONTRA: O Expurgo, em sua totalidade, é a coda [período musical, vivo e brilhante, que termina a execução de um trecho] da história e é vital para demonstrar como os hobbits cresceram em coragem e sabedoria durante o curso de suas aventuras.

FONTES:

· AICN Set Report 12/17/00 (primeira divulgação)

· Tol Galen Q&A 1/5/01 (confirmação)

· Special On-Set Effect Coordinator Richie Cordobes Interview (confirmação)

· Leonides Tolkien-Movies messageboard post 4/5/01 (confirmação – Ted Sandyman)

· Scr(i)pt Magazine – Entrvista de Fran Walsh / Philippa Boyens 01/11/01 (confirmação)

· AICN Peter Jackson interview 2/22/02 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 5/5

Morte de Aragorn e Arwen

FILMES: O Retorno do Rei termina com um discurso final de Frodo (apenas sua voz) e um epílogo mostrando a morte de Aragorn em Gondor seguida pela morte de Arwen em Lothlórien.

LIVROS: Esses eventos são contados nos apêndices e não por Frodo na forma de diálogos.

PRÓ: Essas cenas ajudam a fechar a participação de Aragorn e Arwen na história.

CONTRA: O Roteiro exigiria diálogos extras escritos pelos produtores e não por Tolkien.

FONTES:

· First FOTR Teaser Trailer 12/19/00 (primeira divulgação, evidência fotográfica)

· Flaunt Magazine interview (3/20/01) (confirmação)

· Leonides Tolkien-Movies messageboard post 3/31/01 (confirmação)

· Jersey Tolkien Online messageboard post 4/13/01 (confirmação)

· TORN Preview Footage Review 9/5/01 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 5/5

[Tradução de Nénar]

Os Figurantes

As responsáveis pela seleção dos figurantes do Senhor dos Anéis, Liz
Mullane e Miranda Rivers, tiveram muito trabalho. A escolha dos
milhares de neozelandeses que atuaram na figuração começou com uma
convocação nacional (ainda no início de 1999) que contou com o auxilio
da mídia.
 
 
Os candidatos passaram por um extenso processo de seleção que
incluía entrevistas e análise de suas constituições físicas: "Nós
tínhamos que perguntar sobre claustrofobia e alergias, que podiam
impedi-los de usar as próteses". Logo depois, vinha o "teste T".
Mullane explica que como as filmagens seriam longas e difíceis, eles
não poderiam se dar ao luxo de ter figurantes mal humorados: "A maioria
das pessoas era fantástica, mas quando encontrávamos algum problema
escrevíamos um grande "T" no seu formulário"
. O "T" seria de "tosser",
uma gíria local para idiota.

Os principais critérios de
eliminação eram a aparência e o tamanho: "Tolkien descreveu seu mundo
de forma bastante específica, então nos sentíamos obrigados a achar
pessoas que se aproximassem o máximo possível das descrições".


Conseguir um papel de elfo era difícil, as mulheres precisavam ter pelo
menos 1,78m de altura e os homens mais de 1,83m. Além disso, precisavam
ser magros, muito bonitos e ter pele suave. Rivers ressalta que, como
os elfos guerreiros precisavam vestir armaduras feitas para quadris de
91cm, "eles também não podiam ter bunda!". "A maioria dos
neozelandeses não se encaixa nesse perfil. Tivemos que reciclar muitos
elfos, o que se tornou um pesadelo constante"
.


Por outro lado, qualquer um que agüentasse as próteses podia ser um
orc. As filmagens na pequena cidade de Twizel foram o maior desafio da
equipe responsável pelos figurantes. Eles recrutaram a cidade toda para
interpretarem orcs. Rivers brinca: "Nosso lema era: se você está
respirando, então está contratado. Nós tivemos até um orc com 65 anos
de idade".



Para o papel dos Uruk-hai a produção contou também com a disciplina do
exército neozelandês: "É impossível fazer 100 civis marcharem de forma
coordenada. Mas, com esses rapazes, bastava um grito do sargento para
que você tivesse a mais cruel máquina de guerra que você já viu". Um
fato interessante é que muitos dos atores que fizeram os Uruk-hai eram
mulheres, por suportarem melhor o calor, o peso das armaduras e as
próteses.

Os elfos eram os mais preocupados com o cabelo
e a maquiagem. "Havia uma rivalidade natural entre elfos, orcs e os
Uruk-hai, que era divertida"
, lembra Rivers. Quanto aos hobbits: "Eram
tagarelas, tanto os adultos quanto as crianças. Tínhamos trinta hobbits
hiperativos nas tomadas da Vila dos Hobbits".


Supervisionar os figurantes envolvia muitas responsabilidades. Era
preciso cuidar do pagamento, coordenar o figurino, a maquiagem e além
de tudo, alimentar um verdadeiro batalhão. Para se ter uma idéia, num
típico dia de filmagem de batalhas, que envolviam centenas de orcs, o
café da manhã incluía 50Kg de bacon, 1440 ovos e 400 pães de forma.
Cerca de 800Kg de comida eram preparados cada dia na locação por 18
funcionários que trabalhavam em tempo integral usando fornos ligados a
geradores móveis. Os refrigeradores estavam abarrotados. Havia também
muitas frutas e vegetais que vinham de fazendas e cidades vizinhas.
Bandejas aquecidas mantinham a comida quente quando as filmagens se
estendiam além do previsto. Um dos responsáveis pelo fornecimento dos
alimentos conta que foram utilizados cerca de 70Km de papel alumínio e
filme plástico para embalar a comida. Um almoço geralmente envolvia
cerca de 1000 pratos e talheres e 160Kg de carne (havia também opção
para os vegetarianos). Um chá com bolinhos era servido às quatro horas
da tarde. Durante as refeições, orcs podiam ser vistos circulando com
pirulitos.

Os figurantes se dedicaram bastante ao
trabalho. Certa vez, um ônibus cheio deles quebrou quando voltavam de
Mount Potts e eles o empurraram de volta depois de terem trabalhado por
16 horas. No dia seguinte estavam de volta ao set apesar de terem
dormido menos de 2 horas.


Conforme surgiam, os problemas tinham que ser resolvidos rapidamente.
Quando Peter Jackson precisou de um grupo de cavaleiros de Rohan (alvos
e louros) só estava disponível um grupo de maoris e polinésios
escalados para o papel de Uruk-hai. Sem problemas, nada que o pessoal
da maquiagem , usando perucas e muito pó facial branco, não pudesse
resolver. Para evitar cancelamentos, os figurantes que tivessem falas
eram escolhidos pouco tempo antes da filmagem. Isso complicava o
trabalho do pessoal da WETA, que tinha que entregar os figurinos e
próteses em cima da hora.

Os figurantes puderam tirar
fotos para guardarem como " souvenir". Para receberem as fotos (que só
serão entregues depois do lançamento dos filmes) eles deixaram com a
produção seus nomes e endereços em envelopes.

Depois dos
longos meses de filmagens, a equipe teve dificuldades para retomar suas
atividades normais: "eu me surpreendo andando pelo supermercado,
encarando as pessoas e pensando, hmmmm daria um belo elfo…"
conta
Miranda Rivers.