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A Prequência de “O Senhor dos Anéis”

Aproveitando as crescentes novidade sobre o (aparentemente) inevitável
filme dO Hobbit, eu gostaria de retornar à minha seção falando um pouco
sobre a "chocante" notícia de que não seria o filme O Hobbit, mas
também um segundo filme que teria a função de liga O Hobbit a O Senhor
dos Anéis
, em uma espécie de preqüência dO Senhor dos Anéis. Inclusive
peço permissão para utilizar "preqüência" como tradução do inglês
"prequel" em detrimentos de outras versões mais corretas e menos
sonoras. Muitos têm perguntado "mas O Hobbit não é a preqüência dO
Senhor dos Anéis?"
.
 

Não. O Senhor dos Anéis é a seqüência dO Hobbit. Admito que não tenho informações internas nem sei exatamente o que eles planejam com a tal preqüência dO Senhor dos Anéis mas acho que há um bom tanto de informação sobre o qual podemos fazer conjecturas, com boa chance de acertar. Isso, claro, desde que se mantenham fiéis à obra de Tolkien e não inventem uma história maluca, do nada. De qualquer forma, vamos lá, vamos analisar o que aconteceu entre O Hobbit e O Senhor dos Anéis.

Temos que nos recordar um pouco dos livros para podermos conjecturar. Olhando as cronologias percebemos que à época da aventura de Bilbo na Montanha Solitária a Terra-média estava bastante agitada, pelo menos entre os "Sábios". A história toda do Um Anel e de Smaug se passa entre 2941 e 2942 da Terceira Era e, mais ou menos à mesma época temos vários fatos interessantes acontecendo em paralelo, os quais poderiam ser utilizados na tal Preqüência.

Um pouco antes de Bilbo ser levado por Gandalf à aventura com os Anões e não fora de uma escala de tempo que permita ser aproveitada em um possível filme temos, em 2931, o nascimento de Aragorn II e, logo depois, a morte de seu pai dele, Arathorn II, assassinado por Orcs. Que melhor começo de filme do que a morte de Arathorn II com a conseqüente fuga do pequeno futuro Rei no colo da mãe, Gilraen, e sua entrega aos cuidados de Elrond em Valfenda, sob pedidos para manter a linhagem do bebê em segredo. Emoção suficiente para uns 10 minutos de filmes, pelo menos, ahn?

Corta para 2941. Gandalf acompanha os Anões e Bilbo em sua aventura para a Montanha Solitária e, vocês se lembram, se ausenta por algum tempo. Essa ausência é muito significativa, pois marca a presença de Gandalf no Segundo Conselho Branco, no qual foi decidido um ataque ao Necromante em Dol Guldur (ninguém mesmo do que o próprio Sauron). Ahá! Mais uma boa meia hora de aventura, com direito a senhores élficos, exércitos e disputas de influências.

Para ser bem exato o Segundo Conselho Branco não ocorreu em 2941, mas sim fora formado dois séculos antes, em 2463, com a participação de Gandalf, Galadriel, Elrond, Círdan, Radagast, "outros senhores Élficos" não nomeados (solte sua imaginação) e Saruman – o líder do Conselho apesar da vontade de Galadriel, que gostaria de ver Gandalf neste lugar. A criação do Conselho tinha como objetivo contra-balançar a crescente ameaça de Dol Guldur. Em 2850 Gandalf descobre a real identidade do Necromante. Esse trecho é citado nO Hobbit, quando Gandalf conta que encontrou Thráin II (pai de Thorin II Escudo-de-Carvalho) nas masmorras de Dol Guldur, e este lhe deu o mapa e a chave. Em 2851 o Conselho se reúne para decidir um rumo de ação, mas apesar das revelações de Gandalf, Saruman  consegue convencê-los a não agir. A penúltima vez que o Conselho se reúne foi justamente em 2941, em plena aventura de Bilbo, e decide atacar Dol Guldur, com resultado conhecido: Sauron foge antes, para Mordor. O último encontro do Conselho se deu em 2953, quando Saruman revela que o Um Anel teria chegado ao Grande Mar pelo Anduin e parece, por isso, ter havido sérias dúvidas de Gandalf.

Ufa! Só essa história do Conselho Branco já daria um filmão, mas ainda tem mais. Até agora percorremos pouco mais de 10 anos dos mais de 60 anos que separaram o retorno de Bilbo a Bolsão de sua partida, aos 111 anos, para Valfenda. Isso sem contar que ainda há mais 17 anos entre isso e a partida de Frodo com o Um Anel. Mas vamos continuar, com alguns acontecimentos de menor monta, mas passíveis de utilização. Em 2948 nasce Théoden II e, em 2951 Sauron começa a reconstruir Barad-dûr. Em 2955 possivelmente nasce Príncipe Imrahil.

Agora, corta novamente e voltamos a acompanhar a história de Aragorn, o futuro rei. O bebê Aragorn fica sob a guarda de Elrond, incógnito sob o nome Estel até 2951 quando, aos 20 anos, lhe é revelada sua real identidade e lhe dada a posse dos fragmentos de Narsil e do Anel de Barahir. Nessa mesma época ele conhece (e se apaixona por) Arwen, a qual chega de Lórien. Aragorn então assume seu papel como líder dos Dunedain do Norte e passa a viver no Ermo, com seu povo, até que em 2956 conhece e se torna amigo de Gandalf (que bela cena pra preqüência, ahn?) e, por sugestão deste, começa a vigiar e proteger o Condado.

Mais ou menos entre 2957 e 2980 Aragorn empreende grandes feitos para o Oeste, sob o nome de Thorongil e a serviços dos reis Thengel de Rohan e do Regente  Echtelion II de Gondor (pai de Denethor, aquele que pira). Um desses feitos foi ter liderado um ataque aos Corsários de Umbar e pessoalmente tendo matado seu líder. Destas poucas frases sabemos de onde a intimidade de Aragorn com Rohan, Gondor e os Corsários. O rapaz era bem vivido. Em 2980 ele vai para o Leste e, em Lothlórien, reencontra Arwen (após quase 30 anos!) e, na colina de Cerin Amroth, a pede em casamento lhe dando como presente o Anel de Barahir. Arwen aceita. Sogrão Elrond, muito enfurecido, diz que só aceita o casamento quando a vaca tossir e o mar partir em dois ou, no equivalente da Terra-média a esses dois fatos, quando Aragorn se tornar Rei de Gondor e de Arnor. Ahá! Vai pegar minha filha no fim do mundo, andarilho. Só pra encerrar a carreira de Aragorn anterior aO Senhor dos Anéis, sabemos que ele viajar por Moria e por Harad ("onde as estrelas são estranhas").

Sobrando algum tempo de filme? Ok, pois ainda tem muita, muita coisa que pode ser mostrada. Além do nascimento de todo mundo que aparece em o Senhor dos Anéis, de Théoden a Faramir e à morte da mãe deste, temos a tocante adoção de Frodo por Bilbo em 2989, nove anos após Drogo e Primula terem morrido afogados. Mas vamos falar de grandes eventos, eventos cinematográficos de proporções "senhordosanéisianas", aquelas que vale mesmo a pena serem vistas no cinema. E temos um excelente: Moria.

Khazad-dûm, a Mansão dos Anões, estava abandonada desde 1980 da Terceira Era, devido ao despertar da perdição de Dúrin, o Balrog de Moria, tão devidamente finalizado por Gandalf como mostrado por Peter Jackson no início de As Duas Torres. Temos, em de 2799, ou seja, 42 anos antes dO Hobbit, a Grande Batalha entre Anões e Orcs em Moria, mas esse evento talvez seja muito anterior para conseguir seu lugar na preqüência. Mas, em 2989, Balin parte para a reconquista de Moria, junto a Flóin, Óin, Ori, Frár, Lóni e Náli. Você reconhecerá alguns destes nomes, inclusive o do próprio Balin, como sendo de Anões que participaram da aventura na Montanha Solitária. Até 2994 quando foram finalmente derrotados e Balin morto, temos a tentativa de reconquista de Moria pelos Anões (e sua falha, claro). Nada como um pouco de tambores, escuridão e Orcs para inserir ação na prequência.

E é isso, sem nem apertar demais conseguimos três grandes histórias – Conselho Branco e o Necromente, Aventuras do Jovem Aragorn e A Reconquista de Moria – além de inúmeras histórias interessantes colaterais, que poderiam ser utilizadas em uma preqüência. Mistério, amor, morte, intriga, aventura, vitória, derrota… e o que mais quiser e isso tudo em um período entre duas grandes histórias.

 
Que venha a preqüência. 
 
 

Tudo o Que Você Queria Saber sobre as versões Estendidas dO Senhor dos Anéis

Em meados de 2003 uma das discussões mais intensas na comunidade de fãs brasileiros de J. R. R. Tolkien era se seriam lançadas no Brasis as Versões Estendidas (doravante chamadas VE) dos filmes A Sociedade do Anel, As Duas Torres e O Retorno do Rei, do diretor Peter Jackson. À época criamos um artigos sobre o assunto chamado SdA:SdA – Tudo o Que Você Queria Saber sobre o DVD (Estendido ou Não) que esclarecia a maioria das dúvidas da época. Agora, com o ressurgimento de informações sobre as VE no Brasil é a hora de retornar ao assunto e esclarecer algumas coisas, principalmente para aqueles que nunca ouviram falar nas VE.
 
Tentarei expor as informações em formato de FAQ ("Frequently Asked Questions" ou "Questôes Freqüentemente Perguntadas", em bom português).
 
 
0) É versão eXtendida ou eStendida?
Estendida, com S de sapo. A confusão acontece por em inglês se extended, com X, mas em bom português a palavra só existe com S mesmo.

 
1) O que são as Versões Estendidas, afinal?

São versões do diretor, resumidamente. Na verdade são muito mais do que isso, pois enquanto versões de diretor "normais" possuem diferenças não muito grandes, nas VE dos três filmes temos, ao todo, mais de 120 minutos de cenas inéditas no cinema e que fazem toda a diferença, tornando os filmes muito deiferentes e, na opinião da maioria dos fãs, muito melhores.

 

 
2) A Versão Estendida vai sair em DVD no Brasil? Por que a Warner não lança?
Ao contrário do que a Warner nos informava incorretamente, o não-lançamento até o momento foi devido a ela própria, que achava não ter mercado para tal no Brasil e hoje em dia se arrepende. Leia sobre ressurgimento de informações sobre as VE.
 

3) Quantas versões do DVD Estendido existem?
Pelo menos três, além, claro, das respectivas caixas agrupando todos os filmes:

 

4) Mas eu não quero esperar! Vou comprar importado mesmo!
Tudo bem, se você possui condições financeira para tal, não se acanhe. Mas atente para algumas coisas:

a) Região do DVD
- o Brasil está na Região 4, portanto se planeja importar dos EUA
(Região 1) ou Europa (Região 2) certifique-se que seu aparelho está
apto a executar o DVD sem problemas. Existe um aparelho da Gradiente
que é multi-região, mas aparentemente é o único no mercado nacional. Os
demais devem ter o código de região "quebrado". Existem sites na
internet (clique aqui) que
fornecem informações de desbloqueio de região.A Oceania é Região 4
também, o que quer dizer que aparelhos nacionais devem executá-los sem
problema exceto com relação ao padrão de cor (ver abaixo)

b) Língua
- DVD importado da Oceania ou América do Norte não vai ter legenda em
português. Se você não se entende com a língua, esqueça. DVDs da Europa
(Portugal) possuem legendas em português de Portugal, mas a região
(vide acima) e o sistema de cor (vide abaixo) é diferente.

c) Sistema de Cor
- países possuem sistema de cor diferentes. Para uma explicação sobre
sistemas de cores e quais cada país adota utilize a seguinte URL: http://www.vcolor.com.br/nova/sistemas.htm.
É importante ressaltar que em geral o aparelho de DVD não tem problema
em reproduzir sistemas de cor diferentes mas os aparelhos de TV sim.
Consulte o manual de ambos ou vai ter uma bela (e preto & branca)
surpresa. A utilização de Vídeo Componente para conexão entre o DVD e a
TV soluciona o problema.

d) Preço – é caro, pra você ter uma idéia dos impostos que você pagaria, dê uma espiada em Cuidado com Compras no Exterior
aqui mesmo na Valinor. Algumas importadoras nacionais estão vendendo o
DVD estendido (Região 1, EUA), eliminando a necessidade de comprá-lo
diretamente no exterior.

Como Organizar seu Próprio Encontro Tolkieniano – Parte 1

 
Seguem algumas dicas que podem ajudar a construir um grande grupo de amigos-fãs. O primeiro encontro é sempre o mais nervoso, geralmente ninguém se conhece e tá todo mundo rindo amarelo até se soltar. Existe uma série de dicas que podem ser importantes (ou não, é aquela velha história do "se conselho fosse bom ninguém dava, vendia"). Num próximo texto eu vou tentar abranger encontros maiores (em parques, por exemplo), com muita mistura etária e envolvendo pessoas de outras cidades. Por enquanto, o temido Primeiro Encontro:

Comece devagar ==> não precisa começar com um encontro pra 200 pessoas. Geralmente entre 8 e 15 pessoas é um ótimo começo.

Antecedência ==> dez a quinze dias de antecedência costumam ser adequados. Espalhe seu encontro. Listas da Valinor (pedindo sempre permissão aos Moderadores, antes), Fórum Valinor (sessão Regional) e a própria Valinor (no caso de encontros maiores) são grandes pontos de divulgação.

Um Responsável ==> especifique ou seja o responsável. Alguém que possa ser procurado em caso de problemas, informações ou desencontros. Em geral uma pessoa com 18 anos ou mais provida de de celular costuma ser mais do que suficiente. Divulgue a forma de contato com o responsável com antecedência também.

Tente focar um grupo etário ==> encontros onde todo mundo, de 13 a 80 se divirtam são apenas os realmente grandes, com muita gente, em locais que o permitam. Misturar adultos e adolescentes em grupos pequeno não costuma funcionar muito em um primeiro momento. A dica é: escolha um local que a "seleção" se fará automaticamente. Um encontro num shopping atrairá muito mais adolescentes do que adultos, da mesma forma que um encontro em um bar atrairá muito mais adultos do que adolecentes. Mas logicamente use o bom senso e não mande mensagens excludentes ("Encontro só para adultos").

Não tente direcionar o encontro ==> não invente moda, criando temas de discussão, atividades ou coisa que o valha. Deixe o pessoal interagir, conversando, inicie conversas quando a coisa tiver muito silenciosa e assim por diante. Piadinhas curtas e inocentes sobre SdA e seus personagens costuma funcionar bem como iniciadores de assunto e quebra de gelo. Assuntos pertinentes à lista de discussão (ou fórum ) em comum que o pessoal frequentar também funcionam.

Escolha o lugar com bastante cuidado ==> Nem sempre aquele seu boteco preferido é o melhor lugar. Num primeiro momento opte por locais:

- razoavelmente bem iluminados, afinal estão se conhecendo;
com som ambiente baixo ou sem som, o que importa é o bate-papo, a troca de idéias e som alto dificulta isso. E nem todos gostam dos mesmo ritmos e bandas;
sem entrada ou consumação, esse tipo de coisa afasta algumas pessoas com pouco dinheiro ou sem intenção de gastar;
– com lugar pra sentar, de novo, pra conversa fluir. Cadeiras, bancos, banquinhos… o que for. Pro pessoal ficar à vontade;
de fácil acesso. A maioria não vai ter carro ou carona de amigos/pais. Locais razoavelmente próximos de linhas de ônibus e/ou metrô são essenciais;
– quanto mais você facilitar para todos, mais despreocupados estarão e melhor a interação acontece;
NÃO faça o(s) primeiro(s) em sua casa ou apartamento. As pessoas podem ficar inibidas de comparecer e você também nunca sabe que tipos estranhos aparecerão. Campo neutro na primeira vez;
evite cinemas. É difícil conciliar o gosto de todos, e pode dar separação entre o pessoal. Além, claro de ser de extremo mau gosto ficar batendo papo dentro da sala de projeção;

Horário ==> Tente pegar um horário tal que não prejudique quem trabalha e que permita os mais novos irem. Minha sugestão seria por volta das 19:00. Claro que em finais de semana isso pode ser mais cedo, mas minhas experiências pessoas recomendam que não sejam marcados antes das 15:00 (afinal, você nunca sabe quando as pessoas almoçam). Não esqueça que na maioria das cidade o transporte coletivo não funciona após um certo horário, geralmente meia-noite. E também não esqueça que alguns locais apesar de seguros durante o dia, costumam ser bastante perigosos logo que a noite cai (provocando 6d6 de dano em todos… desculpa, piada RPGística, não resisti .

Encontrando o pessoal ==> esqueça esse negócio de "estarei de camiseta preta do Blind Guardian" ou "estarei com o SdA na mão", não funciona (atualmente todo mundo tem camiseta do Blind e livro do SdA embaixo do braço). Foto também não funciona. Se for um encontro em um lugar que reserva mesas, reserve e coloque em nome de TOLKIEN (não no seu próprio). Se for em shoppings ou locais abertos, leve uma folhinha escrito TOLKIEN e deixe colocada num local visível. Ah! Nada de vergonha ou timidez, esse negócio de pagar mico só existe na sua cabeça

Encontros com RPG ==> evite RPG em encontros genéricos ou se for um encontro só pra RPG deixe isso BEM explícito. Nada mais chato do que estar fora do grupo que joga… o que causa divisões entre o pessoal (meia dúzia joga e o resto vai fazer alguma outra coisa). Não tente forçar os que não jogam a jogarem.

Fantasias ==> esqueça isso pro primeiro encontro. Deixe isso pra parques/locais abertos

Evite bebidas alcoólicas ==> problemas, só problemas. Deixe pra outros encontros (caso você faça muita questão). E não esqueça que é proibido por lei o consumo de bebibas alcoólicas por menores de 18 anos. Claro que eu sei que ninguém quase respeita isso, mas nada impede que você encontre o policial mais caxias do mundo ou o dono de bar mais chato e acabe melando seu encontro. E também não esqueça que você não conhece ninguém e não sabe como se comportaram "mais altos", além da terrível pentelhação de levar alguém bêbado pra casa (que você nem sabe onde é).

Peça ajuda/conselhos ==>mande um e-mail aqui pra Valinor, que a gente vai fazer o possível pra te ajudar (mas é claro que não podemos organizar o encontro por você). Alguns de nós da Valinor participam de encontros desse tipo há mais de 8 anos;

Organizar um encontro parece difícil, mas não é, basta muita boa vontade e uma grande dose de bom senso. Geralment
e os encontros geram muitas amizades duradouras e sinceras, afinal, são pessoas com basicamente os mesmos gostos em comum. E não se esqueça de aproveitar o encontro também!

Sam, o Esperto!

Segue abaixo a descrição do terceiro parágrafo sumido (os outros
dois foram apelidados por mim de "O Anel de Saruman" e "Tom Bombadil
Gagá") de quatro encontrados até o momento e como ficaria uma possível
tradução em português.

 

 

E registro que a discussão e descoberta foi obra de uma pessoa da lista, da qual eu tive participação meramente marginal e de "juntar os caquinhos". Foi Solange Belba Pai D’Ouro.

Seguindo em frente, o que detectamos foi que a edição nacional de SdA deixa de fora um parágrafo importante. Na versão original em inglês o trecho é o seguinte, do qual eu coloquei um parágrafo antes e um após o trecho faltante:

`Still, there may be no connection between this rider and the Gaffers stranger, said Pippin. `We left Hobbiton secretly enough, and I dont see how he could have followed us.

`What about the smelling, sir? said Sam. `And the Gaffer said he was a black chap.

- I wish I had waited for Gandalf,Frodo muttered. `But perhaps it would only have matters worse.

Em português, temos (segundo tradução da Martins Fontes):

"… – Ainda assim, pode não haver ligação alguma entre o sujeito estranho do Feitor e este cavaleiro_ disse Pippin. – Saímos da Vila dos Hobbits em segredo, e eu não vejo como ele possa nos ter seguido.

- Devia ter esperado Gandalf – murmurou Frodo. – Mas talvez isso só piorasse as coisas."

Notem que a frase esperta de Sam é completamente perdida na traduçã. O parágrafo ficaria, em português, segundo minha tradução pessoal e livre, da seguinte forma:

- E o farejar, senhor? disse Sam. `E o Feitor disse que era um tipo escuro.

Os trechos acima citados encontram-se no capítulo "Três Não é Demais".

Tamanho é Documento?

 
Bela decisão eu tomei quando semana passada eu voltei a escrever uma coluninha. Tinha esquecido o quanto é gratificante despertar algum tipo de discussão, que é o motivo da existência dessa coluna. Não exatamente a busca da polêmica como objetivo final (como o Diogo Mainardi na Veja, por exemplo), mas a expressão de uma opinião pessoal basificada gerando com isso discussões construtivas, sendo a coluna um lixo ou não. E desde que escrevi a última coluna sobre E o Futuro, a Quem Pertence? ela tem sido lido mais de 250 vezes por dia!

Pensando um pouco sobre discussões, colunas, cara-a-tapa e outros, me dei conta do quanto as danadas das versões estendidas do SdA têm sido discutidas, sobrando farpas e conclusões para todo o lado. Por que não dar uma esmiuçada em tudo, tentando traçar um painel geral atual do que está acontecendo? Temos alguns ângulos a analisar em nossa coluninha de hoje, que é publicada religiosamente sem data nenhuma marcada e sim quando me dá na veneta.

Antes de mais nada, é estendido, com "s" de sapo. Em português não existe a palavra extendido, com x de "aquela mulher cujo nome não deve ser dito mas que a cada ano adia a estréia do SdA por causa de seus filmes bobos embora a Warner alegue que não seja isso" (bom, vocês sabem de quem eu estou falando). Embora a raiz latina seja a mesma, extendere, em português temos estendida e em inglês extended, e se você faz absoluta questão de usar x eu recomendo o uso de expandida, assim todos ficaremos felizes (e gramaticalmente corretos).

Só para o caso de você, meu nobre mas avoado Leitor, ter vivido nos últimos meses em algum mosteiro no Nepal e não saiba o que são as versões estendidas do filme do Senhor dos Anéis, gasto um ou dois paragrafozinhos para explicá-las. Por mais que o PJ diga que não, as versões estendidas são "directors cut", edições do diretor ou o filme que o diretor gostaria de poder ter apresentado no cinema. A versão estendida do primeiro filme ("O Senhor dos Anéis: A Sociedade do Anel" – SdA:SdA) possui 30 min de cenas extras enquanto o segundo filme ("O Senhor dos Anéis: As Duas Torres" – SdA:ADT) possui ainda mais, 43 min e, de acordo com o que temos lido atualmente, acredito que podemos esperar uma versão estendida de "O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei" ainda com mais cenas extras, beirando os 60 minutos.

E o que essas versões estendidas têm de mais? Podemos ter uma idéia da quantidade de cenas extras ao ler esta notícia do Kanawati sobre o conteúdo do DVD estendido de SdA:ADT. De fato são muitas cenas que, por algum motivo (discutidos mais além), não foram apresentadas no cinema.

Estas versões são mais fluídas dos que as apresentadas nos cinemas mas também mais lentas. São mais fiéis à obra escrita mas talvez sejam absolutamente soporíferas para alguém que não está interessado se o filme é ou não baseado em uma obra literária (ou vice-versa) e busque apenas diversão. Minha condição de fã não me permite ter uma visão muito clara sobre isso. Algumas opiniões coletadas aqui e ali entre não-fãs variam entre "dormi", "legal mas fiquei um pouco perdido", "indispensável" e "um crime não terem saído no cinema. De meu lado afirmo tranquilamente que são infinitamente melhores do que a edição picotada e oficial.

Alguma controvérsia tem sido criada sobre as versões estendidas, acusando-as de serem meramente jogadas de marketing para aumentar os lucros com as vendas dos DVDs, uma vez que seriam vendidos DVDs com as versões normais (aquelas apresentadas nos cinemas) e outra mais cara, convenientemente lançada alguns meses após a versão normal, mas cuidadosamente colocada de forma a servir de propaganda para os filmes no cinema (até agora elas foram lançadas cerca de um mês antes da estréia do filme seguinte no cinema) e tendo algumas cenas especialmente reservadas para elas como chamariz (como Lothlórien, no caso de SdA:SdA). Outros defendem que devemos todos ser gratos por termos tais versões estendidas ao nosso alcance.

Eu acredito que a "explicação" é na verdade uma mistura de ambas as afirmações. É muita inocência acreditar que poderíamos ter nos cinemas, de forma comercialmente viável, um filme com cerca de 4 horas de duração, simplesmente porque representaria uma sessão a menos por dia. Um filme de 4 horas permite umas três sessões/dia enquanto um de 3 horas consegue ter quatro sessões/dia. Até mesmo o "intocável" Lawrence da Arábia foi picotado de 3:45 h para cerca de 3:20, para ser apresentado no cinema. A princípio ele foi cortado pelo próprio diretor, mas como os cinemas não consideraram os cortes como suficientes, cortaram um tanto também por conta própria, de forma que só tivemos a versão original, aquela de inteção do diretor, mais de 20 anos após o lançamento do filme nos cinemas. A idéia é ganhar o máximo no menor tempo possível, afinal a fila de lançamentos não pára.

O que ocorreu no caso dos "O Senhor dos Anéis" foi uma junção de interesses (do estúdio) com interesses (dos cinemas) com interesses (do diretor). Peter Jackson (PJ para os íntimos, que por sinal é o diretor dos filmes, caso nosso gentil e monástico Leitor não o saiba) é fã da obra e gostaria de apresentá-la da maneira mais "intacta" possível, como deixou bem claro várias vezes. Ele conseguiu que fossem três filmes e não um, o que é algo surpreendente, tendo-se em vista Hollywood, mas também teve que fazer concessões de marketing, afinal o filme não é simplesmente uma obra de arte de um fã abnegado, ele tem que se pagar e gerar algum lucro aos investidores. Aí que eu acho que está a boa jogada de Peter Jackson: ele joga os filmes "que ele gostaria de ver no cinema", mas que por vários motivos não é possível, em uma edição especial de DVD o que gera lucros extras para o estúdio. Lógico que é uma jogada arriscada, pois se o SdA:SdA tivesse naufragado nas bilheterias duvido muito que ouvíssemos falar de alguma versão estendida.

Portanto o mesmo mundo porco e capitalista que picota um filme para que se encaixe nos padrões de tempo e audiência dos grandes estúdios nos proporcionaram de maneira rápida a "versão do diretor", que, pra sorte nossa, é um fã da obra. E o diretor que hoje faz um filme sem já pensar de algumas forma em edições de DVD pode ter a liberdade de tacar a primeira pedra.

Só um intervalo, antes de continuarmos nossa viagem pelas versões estendidas, agora dentro do Brasil. Falando como falo dá a n&i
acute;tida impressão que sou um fã incondicional dos filmes e do Peter Jackson, não é? Bom, eu acho que me rendi, de uma certa maneira, ao considerar o livro "O Senhor dos Anéis" uma entidade à parte dos filmes "O Senhor dos Anéis". Eu escrevi um texto de certa forma defendendo o filme chamado É o Filme MALIGNO?, irmão gêmeo de outro, chamado de Queime, PJ, Queime! justamente detratando os filmes e seu diretor. Enfim, acho que cansei dessa controvérsia em particular.

Agora eu devo entrar por um assunto infeliz e cansativo, embora inescapável. E nós aqui no Brasil, cadê nossas versões estendidas? Essa maldita questão (em todos os variados sabores que esta palavra pode assumir) tem mais de ano e já era tão batida em dezembro de 2002 que eu me vi forçado a criar um textos sobre ela, que ainda se encontra de certa forma atual, SdA:SdA – Tudo o Que Você Queria Saber sobre o DVD (Estendido ou Não) que se tornou, lamentavelmente, o texto mais lido da história da Valinor. Agora mesmo me surpreendo em verificar que já em setembro constava nele a notícia da apresentação cinematográfica da versões estendidas no Brasil… que coisa!

Ao ler esta presente coluna talvez a encontre-a desatualizada, pois as notícias mais atuais que temos neste momento são que as versões estendidas serão apresentadas em poucos cinemas de poucas cidades durante pouco tempo (nenhum desses "poucos" foi definido pela Warner Bros. até o momento) a partir do dia 12 de dezembro de 2003. Já as versões estendidas em DVD não nos dão qualquer esperança. Não temos sequer uma palavra mesmo que extra-oficial da Warner Bros. com relação a elas (repare que em setembro já tínhamos boatos sobre as apresentações cinematográficas).

Por que, raios trovões largartos e morcegos, por que, malditos sejam para toda a eternidade, por que, crias de Morgoth, não temos essas versões estendidas em DVD no Brasil? O mais cruel de tudo é que não se sabe a resposta real e definitiva. Desde final de 2002 temos os profetas do apocalipse afirmando a altos brados que "no mês que vem sai" e "tenho informações quentíssimas de um primo dum amigo dum porteiro dum funcionario da Warner" mas infelizmente até agora nada. O que a Warner afirma, de maneira bastante tímida há mais de um ano é que a "New Line não liberou" e/ou "problemas de licenciamento impedem o lançamento no Brasil" o que, no final das contas, são a mesma desculpa.

A Warner já foi acusada de tudo pelos fãs, passando de "burra" por perder negócio tão bom não lançando os DVDs a "monstra" (por, segundo alguns, intencionalmente nos torturar não os lançando no Brasil) mas o que sabemos é que até agora, nada de DVDs e nada de boatos sobre os DVDs, embora o lançamento das estendidas nos cinemas tenha dado uma nova esperança, totalmente desprovida de basificação oficial ou boatérica, devo ressaltar, do lançamento dos DVDs. Eu por mim não sei mais o que dizer ou o que pensar. Acho que os DVDs ainda saem, mas não me surpreenderia se não saíssem. Acho que a Warner não mente ao afirmar que a culpa não é dela, mas não me surpreenderia se ficasse claro que mentiu. Acho que a Warner não é burra, mas não me surpreenderia se o fosse. Fica só minha grande esperança de que os DVDs saiam e o que saiam o quanto antes. Eu por mim fico aqui na minha (agora) quieta ansiedade, espiando mensalmente a revista de lançamentos da Warner destinada às locadoras, na qual constam os lançamentos em DVD com uma antecedência de dois meses.

Infelizmente essa minha coluna será majoritariamente discutida (se o for) apenas tendo como base esses dois ou três últimos parágrafos, mas não cabe o autor decidir sob que aspecto um texto será discutido pelos leitores do mesmo. O que me resta é fazer uma conclusão, se possível com uma frase engraçadinha ou espirituosa, e portanto lá vai: após ter assistido a ambos os DVDs estendidos a única certeza que fica é que sim, o tamanho influi no prazer proporcionado (ok, podem atirar agora).

Tom Bombadil, o Gagá?

 
Depois da discussão sobre o parágrafo faltante na tradução brasileira do SdA, estão pipocando novos problemas. Tomei a decisão de dedicar um texto em separado para cada parágrafo faltante (até agora, quatro). Desta vez é o "Parágrafo do Tom Bombadil Gagá"

Segue abaixao a descrição do parágrafo sumido e como ficaria uma possível tradução em português. E registro que a discussão e descoberta foi obra de uma pessoa da lista, da qual eu tive participação meramente marginal e de "juntar os caquinhos". Foi a Solange Belba Pai DOuro.

Seguindo em frente, o que detectamos foi que a edição nacional de SdA deixa de fora um parágrafo importante. Na versão original em inglês o trecho é o seguinte, do qual eu coloquei um parágrafo antes e um após o trecho faltante:

"_ Tell us, Master,he said, `about the Willow-man. What is he? I have never heard of him before.

`No, dont said Merry and Pippin together, sitting suddenly upright, `Not now! Not until the morning!

`That is right! said the old man. `Now is the time for resting. Some things are ill to hear when the worlds in shadow."…

Em português, temos (segundo tradução da Martins Fontes):

"- Conte-nos, Senhor, sobre o Salgueiro-homem. O que é ele? Já ouvi alguma coisa a respeito antes.

– Está certo – disse o velho – Agora está na hora de descansar. Não é bom ouvir certas coisas quando as sombras caem sobre o mundo. …"

Notem que Tom Bombadil parece ser meio gagá, pois ao mesmo tempo em que concorda em contar sobre o Salgueiro-homem para o Frodo, também diz que não é bom falar sobre isso à noite.

O parágrafo suprimido ficaria, em português e segundo minha (Deriel) tradução pessoal e livre, da seguinte forma:

Não conte, disseram Merry e Pippin juntos, subitamente sentando eretos, Não agora! Não até a manhã!

Os trechos acima citados encontram-se no capítulo "Na Casa de Tom Bombadil".

[Agradecimento especial à Solange Belba Pai DOuro]

Onde está o Anel de Saruman?

 
Alguns dias atrás estávamos discutindo sobre o Anel de Saruman, na Lista de Discussão Valinor, o que causou uma certa confusão. Uma citação feita por mim da edição em inglês do SdA não foi encontrada de forma alguma na edição nacional. Hoje, em uma verdadeira força tarefa, vasculhamos todas as edições nacionais já lançadas da obras – com a exceção da edição pirata da Artenova, de 1976 – à procura do texto perdido. E de fato, o danado não se encontrava lá. Que fique registrado que a maior responsável por tal descoberta foi a Mel da lista Valinor Obras.

Segue abaixao a descrição do parágrafo sumido e como ficaria uma possível tradução em português. E registro que a discussão e descoberta foi obra de um grupo de pessoas da lista, da qual eu tive participação meramente marginal e de "juntar os caquinhos". Foram eles: Mel descobridora original do parágrafo faltante), Lasgalen, Ricardo Bittencourt e Ispaine.

Seguindo em frente, o que detectamos foi que a edição nacional de SdA deixa de fora um parágrafo crucial do Conselho de Elrond. Na versão original em inglês o trecho é o seguinte, do qual eu coloquei um parágrafo antes e um após o trecho faltante:

Late one evening I came to the gate, like a great arch in the wall of rock; and it was strongly guarded. But the keepers of the gate were on the watch for me and told me that Saruman awaited me. I rode under the arch, and the gate closed silently behind me, and suddenly I was afraid, though I knew no reason for it.

But I rode to the foot of Orthanc, and came to the stair of Saruman and there he met me and led me up to his high chamber. He wore a ring on his finger.

"So you have come, Gandalf," he said to me gravely; but in his eyes there seemed to be a white light, as if a cold laughter was in his heart.

Em português, temos (segundo tradução da Martins Fontes):

- Uma noite, bem tarde, cheguei a esse portão, semelhante a um grande arco na muralha de rochas. Estava fortemente guardado. Mas os guardas estavam vigiando, à minha espera, e me disseram que Saruman me esperava. Passei por baixo do arco, e o portão se fechou silenciosamente atrás de mim; de repente senti medo, embora não conhecesse motivo para isso.

– "Então você veio, Gandalf", disse-me ele num tom grave; mas em seus olhos parecia haver uma luz branca, como se um riso frio estivesse em seu coração.

O parágrafo ficaria, em português, segundo minha tradução pessoal e livre, da seguinte forma:

Porém eu cavalguei até a base de Orthanc e fui até a escada de Saruman onde ele me encontrou e me conduziu até a câmara alta. Ele usava um anel em seu dedo.

Perde-se continuidade, pois o encontro de Saruman e Gandalf não é citado. Perde-se a informação de que Saruman usava um anel, perde-se um pouco de confiança na tradução nacional. Esta última, aliás, por mais um motivo, pois é dito que Gandalf chega a Orthanc "Uma noite, bem tarde" quando no original encontramos "Late one evening" que seria algo como "ao final do entardecer".

Os trechos acima citados encontram-se no capítulo "O Conselho de Elrond", que é se encontra no Volume I, Livro II, Capítulo II.

De fato, algo bastante incomum e do qual tanto a tradutora quanto a editora estão sendo comunicados do problema. E fica aqui registrado para todo mundo que sim, Saruman fez um anel para si.

[Agradecimento especial a toda a galera da Lista Valinor]