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Fogo e ígua (A Queda de Smaug)

Ora, o povo da Cidade do Lago de Esgaroth estava em suas casas fazendo seus afazeres como todos os outros dias, era uma noite agradável e calma, alguns contemplavam as estrelas reluzentes de Varda que surgiam no céu oblíquo nos trechos pacíficos do Lago.
A Montanha Solitária estava em sua maior proporção escondia aos olhos dos homens da Cidade do Lago, seu pico era visto apenas em dias claros e abertos. Mesmo sendo um belo dia de sol, não se escondia o pavor presente na montanha.
 

Um vigia da cidade avistou da montanha lampejos, luzes ascendiam e
apagavam durante a madrugada e dúvidas surgiram entre os habitantes.
Alguns falavam que seria o Rei sob as Montanhas forjando ouro, mesmo
porque, já se passaram dias e dias desde que partiu da cidade rumo ao
norte e já deveria ter chegado à montanha. Porém, muitos não
acreditavam nisso, pensavam que Thorin Escudo de Carvalho e companhia
não conseguiriam vencer o dragão e todos os anões foram consumidos pelo
fogo de Smaug. De repente uma luz dourada resplandeceu sobre as colinas
baixas. Todos os habitantes acreditavam ser o Rei, apenas um, de voz
estrondosa sabia que era o dragão aproximando-se da cidade e foi falar
com seu Senhor.

Rapidamente ouviam-se as trombetas de alertas e o pavor tomou conta da
Cidade do Lago. Então, logo se preparam antes da aproximação de Smaug.
Vasilhas cheias de água para conter o fogo, arqueiros armados com seus
arcos e flechas e a ponte fora destruída, enquanto o dragão avançava
com rapidez. Smaug aproximou-se da cidade e milhares de flechas voavam
e choravam no céu, mas nenhuma perfurava sua carapaça, composta de
escamas e pedras muito resistente. O som emitido pelas flechas
disparadas e as trombetas fizeram com que o ódio de Smaug chegasse ao
máximo. Os arqueiros já não tinham mais esperança, exceto um, que se
destacava em meio aos outros, um homem alto de voz estrondosa e que se
chamava Bard. Ele instigava aos arqueiros a ter coragem e esperança e
então conseguiriam derrotar o dragão.

O dragão, por sua vez, cercava o lago voando em círculos e iluminando
com seu fogo as árvores. Ele desceu em terra firme em meio as flechadas
com o objetivo de atear fogo na cidade inteira. Ateou fogo em casas,
cabanas e também destruiu a Casa Grande, a cidade já estava arrasada e
o fogo crepitava com mais força sem ser impedido.
Era nesta cidade onde apenas ouviam-se melodias belas e alegria, agora
só se via desolação e desespero. Muitos homens abandonaram a luta e
pularam na água com temor ao dragão, mulheres e crianças pegaram barcos
no mercado para tentarem escapar da fúria do dragão pelo Lago. O
próprio Senhor da Cidade resolveu escapar abandonando a cidade e seus
homens em meio a luta e pegou seu barco remando para tentar salvar a
sua vida, esquecendo a cima de tudo seu povo e lutando apenas por sua
vida. Todos amaldiçoaram o nome de Thórin e companhia pela desgraça que
trouxeram, onde antes eram chamados de salvadores e reis. No entanto, a
cidade já estava vazia e logo o fogo tomaria conta do que restou.

Smaug não se importou em ver as pessoas fugindo, pois em sua mente já
havia planejado atear fogo também nas florestas das margens e secaria
todos os campos ou ainda iria caçá-los ou os deixariam morrer da fome.
Entretanto, um pequeno conjunto de arqueiros permaneceu na cidade e o
seu capitão era Bard, descendente de Girion, senhor de Valle. Bard, sua
esposa e seus filhos haviam escapado do desastre de Valle descendo as
ruínas do rio Corrente há muito tempo atrás. Bard atirava em seu arco
até que lhe restou apenas uma flecha e o fogo já o rodeavam e seus
companheiros havia o abandonado. Nesse instante ele levou um susto,
pois um tordo muito velho chegou perto de seu ouvido e Bard compreendia
o que o tordo falava, pois se tratava de um tordo da raça que ocupava
Valle antigamente. A ave havia falado a Bard para mirar sua última
flecha no vazio do lado esquerdo do peito do dragão quando ele voar
sobre você. O tordo também contou sobre os acontecimentos na montanha e
sobre os anões, enquanto Bard já estava preparando-se e mirando no
ponto onde o tordo havia mencionado. Agora o dragão voava mais baixo do
que antes. A flecha que Bard estava preparando era uma flecha negra que
ganhou de seu pai, e que outrora ele também ganhou e bem neste momento
soltou a flecha que acertou no local exato, porém a flecha perfurou o
dragão e sumiu sem deixar vestígios. Smaug soltou um ruído de
ensurdecer a todos e decaiu bem sobre a cidade, massas de vapor subiram
do lago aos céus cessando o fogo. Este foi a queda do dragão Smaug e da
Cidade do Lago.
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As massas de ar dispersaram-se para a Floresta das Trevas e muitos
barcos apareceram com o que restou do povo da Cidade, lamentando a
queda da cidade e suas perdas. Alguns bens ficaram intactos como gados,
árvores e a maioria dos barcos. Mas, o povo estava furioso com o seu
Senhor por ter abandonado a cidade, e seu povo do jeito como fez. Todos
os habitantes elogiavam e mencionavam o nome de Bard como: Rei Bard, o
Abatedor de dragões. Repentinamente, surge um homem alto de cabelos
negros molhados e este falou: “Bard não esta perdido, sou Bard
descendente de Girion, o matador de dragões”. E mencionou ainda que não
era rei da Cidade do Lago, mas sim de Valle e que partiria para seu
verdadeiro reino, já que agora ele esta livre de todo o mal do dragão.
O povo continuava agitado e foi no momento em que o Senhor da cidade
pronunciou , declarando a importância de Bard e ainda acrescentou que a
culpa da tragédia foi dos anões, insinuando que eles tiraram Smaug de
sua desolação e pelas varias viúvas e órfãos que permaneceram. Retirou
então a culpa que lhe cabia, quando deixou a cidade enquanto havia
homens lutando por ela. Essas palavras do senhor penetraram e
inflamaram nas pessoas uma raiva imensa por Thorin e companhia que nem
deu mais atenção a idéia de um novo rei. Contudo, Bard recordou da
lenda do tesouro de Smaug e de Valle reconstruída.

Todas as pessoas uniram-se para ajudar nos acampamentos e nos doentes e
feridos, mas foi impossível abrigar a todos e muitos durante essa época
adoeceram, pela falta de comida e o frio que fazia nas noites. Nessa
época Bard tornou-se líder com a função de proteger a todos, servindo
ao Senhor.

O inverno aproximava-se e com sua vinda muita gente morreria se não
chegasse ajuda depressa. O Senhor Elfico da floresta veio em auxílio,
pois escutou com atenção os mensageiros de Bard destinados ao palácio
do Rei. O Rei mandou sua marcha de elfos que ia a direção da montanha
recuar e ir até a Cidade do Lago. Apenas cinco dias depois da morte
Smaug os elfos chegaram na cidade e foram muito bem recebidos por
todos. O Senhor propôs qualquer coisa em troca da ajuda do rei elfico e
resolveram então, que o Senhor e alguns artesãos e muitos elfos
habilidosos ajudariam na reconstrução da cidade, mas em outro local
mais ao norte e com construções mais belas que a anterior. Durante
eras, os ossos do dragão ficaram expostos e muito bem visíveis num dia
claro nas ruínas da cidade do Lago.

A grande descoberta dos Orcs e um novo perigo para Eí¤

Capítulo 1

Depois da Queda de Barad-Dûr, os orcs que estavam no Portão Negro de Mordor lutando com o Exército do Oeste, ao verem a derrota de Sauron, saíram correndo para longe daquelas terras para que nenhum deles fosse morto. O inesperado é que eles saíram sem ao menos serem vistos por ninguém, foi assim, então, que se abrigaram em Ered Engrin, também conhecida como as “Montanhas de Ferro”. Melkor por muitos anos tinha explorado aquele lugar.

Em Ered Enrin, os orcs, com o tempo, fizeram várias armas a fim de se defenderem daqueles que aparecessem lá com o propósito de acabar com eles; domesticaram animais para o uso de defesa daquele lugar, pois, se algum dia eles fossem descobertos, teriam uma defesa e conseguiriam fugir do ataque.

 

Com o tempo, os poucos orcs que estavam nas Montanhas de Ferro
começaram a se reproduzir em uma grande quantidade, deixando as
Montanhas cheias de descendentes cujos pais treinavam dia após dia para
que soubessem lutar um dia para ter o controle da Terra-Média.

Em um dia muito sombrio e negro, coberto por uma névoa, Clamentur,
filho de Boventur, encontrou algo muito esquisito que não era visto por
aqueles lados, embaixo de algumas pedras que restavam da fortaleza que
Melkor havia construído, mas os Valar tinham destruído.

Clamentur, então, anunciou para todos que tinha achado algo muito
interessante: um livro, cujo autor era Melkor, revelando, nos tempos em
que estava construindo a fortaleza, alguns grandes poderes perigosos
que qualquer um poderia usar, até uma simples criança. Porém, nenhum
orc sabia escrever ou falar o idioma usado naquele livro, apenas um,
Vindma. Vindma era o mais sábio e mais velho de todos os orcs que
habitavam nas “Montanhas de Ferro”. Mas, quando Vindma foi convocado
para traduzir aquele livro para o idioma dos orcs, algo surpreendente
aconteceu: na única página em que ele conseguiu ler Melkor dizia:

“Hoje estou começando a fazer uma série de cartas em que eu irei
revelar alguns de meus poderes. Eu estou escondido aqui na minha
fortaleza, Ered Engrin, aqueles Valar estúpidos se acham, mas eles não
são de nada.
Olhei para o futuro e vi que alguém vai precisar destas cartas para que
o mal sempre domine a minha terra, pois aquele Eru, ele ainda vai se
ver comigo, eu ficarei mais poderoso que ele, e ele será tirado do
lugar onde ele está.
Este livro não poderá ser lido por qualquer um, se alguém lê-lo sem que
seja um dos escolhidos, será banido com a morte, deixo bem claro, os
escolhidos são aqueles que eu escolhi sem ao menos eles terem nascido
ainda, pois eu vi que eles seriam bem úteis, para que o mal
permanecesse em Eä.
Pude por um tempo ver que um ser irá cair juntamente com aquilo que é
bom para mim, a dor das pessoas. Vi um Anel caindo juntamente a um ser,
esse ser ele é um dos escolhidos, porém morto pelas Chamas de Orundum.
Os Escolhidos irão me ajudar, existem muitos, mas nem todos irão sobreviver.
O primeiro a ler este livro perecerá, mesmo que seja um dos Escolhidos
e aqueles que não forem um dos Escolhidos também perecerão do mesmo
jeito.
 Eu me dedicarei para ensinar todos os meus poderes, para aqueles que desejam fazer o mal.
Hoje eu vou dedicar todo o meu tempo para esse meu livro e os Valar que
se cuidem, pois eles irão perecer juntamente com aqueles que fazem o
bem, pois eu quero ter o mundo em minhas mãos, se eles tentarem impedir
ou atrapalhar em alguma coisa, eles se verão comigo, eles serão
humilhados e destruídos.
Na primeira carta irei ensinar a…”
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Foi até ai que Vindma conseguiu ler, pois, quando Melkor começaria a
ensinar o primeiro poder dele, Vidma faleceu pelo poder que Melkor
havia colocado naquele livro.
Os orcs começaram a surtar.
Boventur – o pai de Clamentur – o qual achou o livro de Melkor, o líder
dos orcs das Montanhas de Ferro, convocou uma reunião entre eles.
Na reunião, onde todos estavam, o chefe dos orcs disse:
- Precisamos, de algum jeito, encontrar alguém que saiba traduzir este
livro que o nosso criador, o nosso pai Melkor, inventou. Temos que
saber quem são os Escolhidos, essa é uma decisão muito difícil, mas
temos que tomar cuidado com a nossa escolha.
- Alguém tem alguma idéia. De quem pode ser?
Pensativo, Beruntur, o co-líder, disse:
-Excelente idéia. Temos que primeiramente descobrir qual idioma é este
para que possamos pesquisar quem saiba falar este idioma, e temos que
saber também se essa pessoa é um dos Escolhidos.
Arrogantemente, Habect falou:
- Como vocês são idiotas! Vocês não pensam? Tá na cara! É lógico que um
dos Escolhidos que saiba falar essa língua tem que ser do mal, pois
Melkor era do mal.
Então Beruntur retrucou:
- É claro que sim! Você tem razão, temos que achar alguma mente má que
exista ainda, mas quem? E como vamos fazer para achá-lo ou trazê-lo
para cá sem sermos vistos?
Então Clamentur orc disse:
 – Vamos deixá-lo sozinho em algum lugar e capturá-lo sem ele perceber,
e quanto ao saber quem é, é simples: tenho um homem que tem a mente
mais pervertida que qualquer um entre nós. Irei chamá-lo, mas ele não
gosta de mim, já tentou me matar uma vez, tem poderes maiores que
qualquer um, porém, não sabe. O que acham?
- Então o chame o mais depressa possível, apenas vamos planejar como fazer isso – disse Boventur.
No dia seguinte, após uma longa noite, Boventur convocou outra reunião.
-Hoje precisamos da participação de todos, para ter uma idéia e
conseguir descobrir os poderes de Melkor, para saber tudo o que ele
queria fazer. Já que ele nos criou, vamos vingar a morte dele.
Clamentur, diga-nos quem é esse tal homem que você falou? – disse
Boventur para Clamentur, que respondeu:
– Na verdade ele não é um homem, é um homem misturado com várias raças,
por isso tem poderes, chama-se Razbadum; vive na Cidade dos Corsários,
poucos hoje vivem lá, facilitando para nós. O caminho eu sei de cor,
mas demoraria muitos dias para chegarmos lá, teríamos que ir de barco,
mas não temos um. Teremos que construir um!
Então todos disseram:
- Apoiado, apoiado!
Então um orc, o mais alto de todos chegou:
 – Vocês são loucos? Você, Clamentur, está mentindo, não há como
atravessarmos de onde nós estamos para a Cidade dos Corsários de
barco,  há somente TERRA, não há água para nós podermos ir de barco,
você está nos enganando – disse ele para Clamentur e Clamentur retrucou:
- Vocês não deram possibilidade alguma para que eu pudesse terminar,
agora, me ouçam: eu não estou enganando ninguém, pois bem, deixe-me
terminar, nós iremos passar uma de barco pelo o Mar Belfalas, para
facilitar para nós, demorando menos dias; nós iremos de barco até o
Anfalas (Praia Comprida, em Gondor), percorreremos toda a Costa do Mar
e assim chegaremos à Cidade dos Corsários. Neste trecho da parada no
Anfalas, teremos que ser muito cautelosos, pois lá vive Elessar, rei de
Gondor, o qual não pode saber da nossa existência, senão acabarão
conosco e nunca saberemos o que está escrito no livro de Melkor. Deixo
bem claro: o caminho  que nós iremos fazer é muito perigoso.
Demoraremos em média um mês e meio para chegarmos lá. Será rápido, pois
iremos de barco. Teremos que bolar um plano para capturar Razbadum, sem
sermos vistos por ninguém! Eu sei onde Razbadum mora, em uma pequena
torre, apenas nós cercaremos a torre, caso ele não queira vir por
vontade própria, por lá não moram muitas pessoas. Se você, meu pai,
permitir que comecemos a trabalhar em nosso barco…
Boventur, então, disse, com alegria:
- O que estamos esperando?
 Então começou-se a construção do barco em que levaria os orcs até
Anfalas, em uma viagem muito perigosa tanto para os orcs  quanto para
todos da Terra-Média. Se os orcs descobrirem os poderes de Melkor,
todos que habitam na Terra-Média e todos de Eä sofrerão nas mãos, agora
poderosas dos orcs.

P.S. As Montanhas de Ferro, elas aparecem apenas, no mapa da Primeira
Era, a da Terceira Era ela não aparece, portanto, eu pesquisei e
cheguei a conclusão que as Montanhas de Ferro, elas se localizam perto
das Ered Luin. Darei mais informações, de onde fica, no próximo
capítulo.

Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra Média – Parte II

Esta fanfic é uma continuação do texto original, que pode ser encontrado em: http://www.lothlorien.com.br/content/view/373/35/

 

Cap 6: Um mal que veio para o mau

No dia seguinte, Bem foi direto para a janela procurar por Fangorn, e o
viu lá recolhendo os restos mortais de seus parentes e os levando para
a floresta.

-Fangorn!, (gritou Bem). O ente então levanta a cabeça e se aproxima.

-Pequeno, esses dias de descanso me revigoraram o físico, mas não o
espírito que foi parcialmente destruído junto com meus parentes. Não
podemos ficar aqui, hoje mesmo partiremos, temos que ser rápidos e
avisar as defesas mais próximas.

-Pois é Fangorn, faremos isso,e eu lamento pelo ocorrido.

 

-Não se preocupe pequeno quem vive em um mundo sem paz sofre essa perdas, não podemos cair diante disso, temos que se reerguer e seguir em frente… . Bem balançou a cabeça e fez uma expressão triste.

-Fangorn, saindo um pouco do assunto, por que não se houve falar bem dos povos do sul?, Principalmente os da região de harad?, O ent então olhou com duvida para Bem e perguntou:

-Por que essa pergunta agora pequeno?

-Meu pai viajava muito outrora quando estava vivo, ele era mercador e viajava os quatro cantos da terra média e passou por muitas aventuras e perigos, mas ele sempre temia os povos do sul, muito mais que quaisquer outros povos.

-Não sei muita coisa sobre aquele povo pequeno, o que sei é que saurom nos tempos da guerra do anel os convocou para guerra contra os homens, e eles vieram aos milhares, montados em Mumamkils enormes, os maiores da terra média, além disso, a grande maioria de seu povo trabalha com ritos de necromancia, assim como saurom já foi quando estava vivo, dizem que esses necromantes mexem com espíritos e muitas vezes traz aquelas que não foram para mando e que vagam ainda como almas penadas por aqui de volta através de poderosos rituais de magia negra era essa a intenção de saurom quando forjou o um anel na era passada, manter-se vivo enquanto o anel não fosse destruído, e a destruição deste só ocorreria no fogo da montanha da perdição, que era cercada por suas tropas, pois estava em seu território. Bem fez uma expressão de animação e curiosidade pelo que viu e agradeceu a fangorn pela informação.

Era tudo o que Bem queria, nesse instante, ele lembrou de tudo que leu nos vários pergaminhos encontrados na torre e tudo aquilo foi confirmado em parte pelo velho ent.
Então o ent falou:
-já está tudo traçado pequeno, eu vou a região de Rohan, avisar ao senhor Faramir, responsável juntamente com a senhorita Eowen por rohan e grandes aliados do rei elessar em Gondor, enquanto você vai falar pessoalmente com o Rei Elessar.

-Como assim!?, Perguntou Bem assustado.

-Desse modo Ganharemos tempo pequeno, veja isso. E apontando para mais à frente à direita ele mostrou a Bem um barco, um barco pequeno onde caberia apenas ele e seu pônei Jon e muitas frutas já colocadas lá para a viagem de Ben. O pequeno olhou confuso:

O ente então falou:

-Você descerá o Isen nesse barco, até Dol Amrot, de lá seguirá para Umbar, em umbar o rei elessar já tomou o controle de volta e não há mais corsários lá, pelo menos até onde sei, você deve informar aos homens, os guardas que possam estar lá sobre a situação e como você é um pequeno eles confiaram e você e o levarão em segurança par as Minas Tirinth onde você informará ao rei Elessar do ocorrido, enquanto isso tentarei acordar alguns ents que viraram arvorescos e terminar de tirar os corpos de meus parentes, então montarei uma pequena comitiva e partirei para Rohan.

Nesse momento Ben pensou: “Essa é minha chance, o enganarei que seguirei para minas tirinth e como tenho um mapa que peguei aqui em orthanc, seguirei para harad e lá tentarei trazer saruman de volta, pode ser arriscado, mas não custa tentar, serie muito bem recompensado pelo mago caso o consiga trazê-lo de volta.” Nesse momento o anel brilhou intensamente no dedo de bem…, Bem olhou para o anel e falou:

-Isso…Você é a minha fonte de riqueza e de fama é por você que farei isso e conseqüentemente por mim. E deu uma risada baixa e discreta.

Bem então desceu, pegou John, e em sua mochila encheu de pergaminhos e algumas peças de ouro encontradas e orthanc.

-Pronto estamos prontos.

-Vamos, me sigam (disse o ent). O Ent pegou o barco e seguiu para o isen seguido por Ben montado no seu pônei Jone. Enquanto caminhavam Bem perguntou a Fangorn onde ele conseguiu o barco, Fangorn então respondeu que foi a um local onde moradores da região fazem pescas e pediu o barco emprestado, os moradores correram apavorados, então Fangorn pegou o barco e o trouxe.

-Chegamos. Disse o ent.

A beira do isen, colocou o barco no chão e pediu que Bem e Jone subissem, feito isso, empurrou o barco que começou a ser levado, então o ent gritou:

-Tomen cuidado, a viagem é longa, sigam a correnteza e a noite aportem em uma margem que vocês achem segura, e para Minas Tirinth vocês irão!.
-Com certeza!!, Gritou Bem, já um pouco distante, acenou para o Ent virou-se deu uma risada de deboche.

Durante muitos dias eles viajavam, aportando as margens varias vezes para passar as noites, porém a viajem foi tranqüila e finalmente numa aurora olharam para o horizonte e viram o mar, conforme se aproximavam pequenos vilarejos ribeirinhos eles viam muitas pessoas andando de um lado para o outro as margens e alguns barcos e pescadores com redes jogando no rio e pescando muitos peixes, ao passar as pessoas o olhavam, mas como ele estava dentro do barco não percebiam que era um hobbit.
O barco continuou descendo e finalmente o fim do isen tinha chegado, o mar estava lá enorme e majestoso, e bem ficou admirado, pois nunca tinha visto toda aquela imensidão de água e pensou com si. “Majestosa é a obra de Ulmo, a ponto de me encantar dessa forma.”, o verde do isen se encontrava com o azul do mar, num espetáculo das misturas da água, tudo parecia tranqüilo, a paz parecia estar lá reinando, quando de repente gritos foram ouvidos, imediatamente bem olhou pa o sul, e viu barcos enormes e negros atracados de onde desciam muitas pessoas semelhantes aparentemente e no modo de se vestir e todos armados, com espadas, e machados cimitarra e facões.

-Corsários!, Corsários de Umbar!!!, Gritavam vozes desesperadas, bem tentou manusear o barco para fugir, mas seu barco era pequeno e lento e foi visto, rapidamente um dos barcos o perseguiam, mar adentro bem entrava e cada vez mais perto o barco chegava, até que do barco foi lançado algo como uma ancora no barco de bem, perfurando-o em cima e encravando na proa.

-Estamos perdidos Jone, vão levar tudo, bem tentou esconder o anel em um de seus bolsos.

O barco de Ben agora andava para trás, muitos corsários puxaram a suposta ancora usada para pegar o barco de Bem, quando os barcos se aproximaram numa distancia segura, cinco deles pularam no barco de Bem, quando um deles se aproximou e entrou na cabine se espantou:

-Olhem!!!, É um deles!!, Um daqueles pequeninos, lembro bem deles, ou vi falar sobre a destruição do um e conseqüentemente do mestre Saurom, Então outro falou:

-O que?, O que um desses faz aqui, tão distantes de sua região de origem?, Vamos pequenino responda!!!.

Bem então respondeu:

Estou de viajem, quis viajar a terra média para conhecê-la, por favor não façam nada comigo.

-uhahaahahahha!!, Riu um dos corsários…Bem que nós queríamos pequeno heheh, mas o nosso chefe vai querer você inteiro pode ter certeza…, vamos!!!, peguem tudo seus lentos vamos para Harad e para a cidade de Rad.

-harad?, perguntou Bem, não são corsários de umbar?
-Éramos corsários de umbar, mas o que se diz rei, elessar, nos expulsou de lá e massacrou muitos de nós, matando nossos filhos, só pouparam as mulheres e meninas.

-Cale a boca Idrio!!, não temos por que dar explicações para esse ai. Rápido os peguem e vamos para harad, esse ataque já deve ter chegado nos ouvidos dos soldados gondorianos e eles vão buscar reforços.

Os corsários de Harad pegaram tudo o que podiam naquele vilarejo e partiram no cair do crepúsculo.
Bem, tinha sido preso no maior dos navios, várias selas de prisões se viam neles e seres dos mais variados tipos estavam presos, desde hobbits no caso o próprio Bem até orcs e goblins, todos prisioneiros.

-Parece que muita coisa mudou desde que Saruman morreu e que o rei elessar assumiu o governo, os corsário de umbar foram expulsos e fundaram um porto em harad, onde eu quero ir, parece que oi destino me levou até lá jone, e meu plano finalmente vai se concretizar…fez uma expressão de felicidade, Jone mexeu a orelha como se tivesse entendido.

A comida era péssima, todos os dias alguns dos corsários desciam para “servir” os prisioneiros, conforme os dias se passavam bem se acostumou com a comida e esperava ansiosamente sua chegada a harad para dar inicio ao seu plano, foi quando numa aurora um dos corsários desceu e avisou que já tinham chegado em harad e que iam aportar.

-Chegamos ao entardecer no porto disse o corsário, e imediatamente vocês serão levados para o meu senhor o rei da cidade de Rad, e os que ele achar inúteis serão mortos ainda hoje, olhou para bem…e sorriu.., você parece que será o primeiro, não tem altura sequer para trabalhar como escravo uhahahahahahha… .
Bem então pensou:

“Ele que pense assim, tenho coisas de grande valia aqui comigo e esse rei deles vai querer saber detalhes sobre isso e essa é a chance de ganhar a confiança dele dizendo tudo detalhadamente com exceção do meu plano, preciso rondar para saber se ele é necromantes e se conheceu saruman ou pelo menos ouviu falar.”

Olhou para o corsário e falou:

-Você ainda se curvará a mim corsário…

O corsário soltou uma grande risada de deboche e se retirou.

Algumas horas depois:

-Chegamos!, desceu e foi libertando os prisioneiros sob a guarde de dezenas deles, você vem comigo pequeno, parece que o Lorde Bocalimar se interessou por seus objetos.

Quando saiu bem olhou a cidade ao seu redor, era sombria mesmo de dia as cores da casa davam um tom de escuridão característico daquele povo, o palácio ficava no topo da colina qual eles subiram e quanto mais subiam mais a cidade se revelava, até que bem olhou para o norte próximo ao palácio e viu um grande campo verde, com dezenas de Mumakils, e mais a frente soldados pareciam estar treinando.

-Vamos pequeno, ande mais rápido o Lorde Bocalimar não gosta de esperar.
Finalmente chegaram aos portões, atrás vinham em fila os demais prisioneiros em sua grande maioria humanos.

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Cap 7: Saruman Retorna!

Bem olhava admirado o palácio, ele era composto por três grandes torres interligadas por um muro, a torre central era ainda maior e mais imponente, por cima ficavam muitos soldados de todos os tipos principalmente arqueiros, andando de um lado para o outro vigiando o território, balistas e catapultas complementavam a defesa juntamente com grandes fornalhas onde possivelmente se derramaria olho quente caso inimigos chegassem até lá, a porta a frente de Bem era em duas enormes portas com madeira grossa, adornos que lembravam gárgulas e reforços de ferro simbolizando algo como um olho semelhante ao Símbolo de Saurom, mas era diferente ao invés de vermelho como fogo era preto com roxo sombrio como tudo naquela cidade, símbolo este que se erguia nas bandearias que ficavam a porta penduradas.
Ao entrar via-se uma sala enorme e espaçosa seguradas por pilastes semelhantes as da arquitetura de mordor, um tapete roxo se estendia até o trono que ficava acima de uma escadaria, era escuro e sombrio como as demais casas de Rad, e lá no trono estava ele o Lorde Bocalimar, e ao olhar Bem se lembrou dessas palavras: “parecia com um vulto maligno, pois era enorme e hediondo, e sua cara uma máscara horripilante, mais parecendo um crânio que uma cabeça viva, e das covas de seus olhos e de suas narinas saía fogo”, parecia já ter ouvido essas palavras há muito tempo atrás, mas não lembrava com quem e de quem, no más as colunas da sala em intervalos de uma estavam muitas bandeiras idênticas à vista por Bem na entrada, e nas outras tochas que iluminavam durante a noite que se aproximava.
O corsário se aproximou com Bem, aos pés de Bocalimar e falou:
-Aqui está o pequeno senhor!
-Vamos, tragam os pertences que estavam com o pequeno, sua voz era grossa, roca e assustadora…(disse bocalimar)
Bocalimar olhava atentamente para Bem e Bem para ele, de repente sua lembrança voltou e aquela frase que o atormentou logo que conheceu Bocalimar ficou clara como a luz do sol após um eclipse total, então pensou:
“Ah…, agora me lembro bem, esse é o… Boca… Boca de Saurom… é… é isso, durante minhas conversas com os Hobbits heróis logo após a guerra do anel eu vi essa frase atribuída a agora Bocalimar…, era tudo que eu queria e riu…, ele é um dos maiores necromantes conhecidos após Saurom que lhe ensinou muita coisa e é através dele que vou trazer saruman de volta…!”
- Do que ri pequeno?, não tem medo da morte?, eu posso acabar com você rapidamente, criaturas como vocês não servem de nada…
Bem abaixou a cabeça.
-Aqui senhor!, todos os pertences encontrados com ele.
-Muito bom Davicar, e direcionou sua vista para Bem, onde conseguiu todo esse oro pequeno e esse pergaminhos e principalmente esse anel?, Conte-me tudo que eu posso lhe poupar a vida!
Bem olhava para Bocalimar e não falava nada.
-Vamos!, o que está esperando prefere morrer?
Bem então começou a contar tudo desde a morte de Saruman no condado e toda a sua jornada até chegar lá.
As horas se passavam e Bocalimar não cansava de ouvir, estava muito atento e curioso.
-…eu sei que você é o Boca de Saurom…, e como já falei tentei vir aqui humildemente para conseguir essa proeza e sabendo dos poderosos necromantes que aqui residiam como o senhor arrisquei, sabia que poderia ser morto, mas se não fosse e Saruman voltasse à vida, seria bem recompensado e ficaria rico e famoso, como aqueles malditos pequenos que derrotaram Saurom e Saruman…
Boca de Saurom riu…
-Por que eu ressuscitaria Saruman?, um traidor como ele teve o fim merecido!
-Ele não está completamente morto como nós achamos senhor, esse anel que está em suas mãos foi forjado por ele e depois de muito ler em Isengard sobre anéis e forja descobri que ele conseguiu fazer um anel semelhante ao de saurom, e por isso seu espírito se fortalece a cada dia, mas precisa de um corpo que os valar não concederão tendo em vista seu comportamento quando em vida, está tudo aí em sua mão leio que o senhor entenderá…
Após ler Boca de Saurom se impressionou…e ficou tentado…
-Por que eu não uso esse anel para mim ao invés de Saruman, com esse poder posso finalmente iniciar minha vingança contra Elessar!
-Não adianta, assim como o um anel só seu mestre pode controlá-lo, está tudo ai escrito, o senhor não vai saber como usá-lo, por isso que devemos dar um novo corpo ao saruman através da necromancia e se ele voltar tudo pode mudar e a maré pode se direcionar a nosso favor senhor, eu ofereço meus serviços ao senhor, mesmo que sirva apenas como seu servente, além do más não acho que saruman o trairia, o senhor pelo que ouvi falar é um grande estrategista e um poderoso guerreiro em batalha vai ser de grande valia para a guerra contra os homens os quais nós odiamos.
-Preciso pensar…, Saruman não é digno de confiança e, além disso, forçar um espírito a entrar no corpo de outro ser é muito difícil e consome muita energia,…talvez não vala a pena…
-Se ele se rebelar contra o senhor, ele terá de enfrentar todo o exército de Rad, e isso eu tenho certeza que ele não faria…, mas pense nas riquezas e no poder que o senhor terá junto com ele, destronarão o rei elessar e dominariam toda a terra-média, o senhor sabe que a voz de Saruman é poderosíssima e pode atrair muitos para a causa de vocês…, e enquanto o norte está em guerra com os Goblins como já lhe falei o rei elessar não se preocupa com o sul e essa é nossa chance!
As palavras de Bem pareciam convincentes e regulares, como se alguém poderosos estivesse falando através dele, alguém com um grande poder de persuasão e conversão, poderia dizer que o espírito de Saruman estava utilizando o corpo de bem temporariamente para esse ato.
-Hoje à noite faremos isso, assim que a lua cheia ficar no centro do céu iniciaremos o ritual, mas para isso preciso me preparar, Davicar!, leve os prisioneiros para sua prisões, o pequeno vai para o quarto de hóspedes…, você tem idéias muito interessantes pequeno, a inveja e desejo de vingança dentro de você me agradam.
Bem se sentia vitorioso com isso, parecia ter convencido Boca de Saurom e saruman estava prestes a retornar.
-Tragam um homem forte e robusto, ele será o hospedeiro do fëa de Saruman!
Algumas horas depois Ben foi chamando em seu quarto, foi levado até uma área livre atrás do castelo, era como uma arena circular muitos degraus a formava, degraus estes que serviam de assento, ao centro um área plana com uma mesa de pedra semelhante a um sarcófago, porém não era oca, lá estava amarrado o homem que Boca de Saurom pediu, se debatendo desesperado, todos do castelo assistiam o ritual, então, Davicar pos o anel no dedo do homem e o anel começou a brilhar, quando a lua chegou ao centro do céu, Boca de Saurom começou a falar palavras de feitiçaria na língua negra num tom forte e imperativo, depois de alguns minutos disse uma palavra com tom ainda mais forte e imperativo, de imediato co homem começou a se contorcer todo, algo semelhante a fumaça saia de todos os seus orifícios, e ia ganhando forma ao lado dele, forma essa que era a forma do homem, como se aquela fumaça fosse seu espírito que agora estava fora do seu corpo, então Boca de Saurom olhou para o espírito e com uma palavra de ordem o espírito se dissolveu em nada e o homem parou de se debater, em seguida ele voltou a falar, palavras na língua negra, e quando terminou uma sobra se materializou ao lado do homens, sombra essa diferente e quando esta tocou no anel, um forte brilho com uma luz branca e de súbito a sombra entrou no corpo do homem que voltou a se debater, o brilho se tornou ainda mais forte e ofuscou a todos, quando a luz diminuiu, Boca de Saurom caiu para traz desacordado, e o homem começou a mudar de forma, de jovem e robusto começou a envelhecer e tomar a forma do velho Saruman como um velho Sábio, então este se levantou, e um poder nunca sentido por bem antes o assustava.
-Mas o que é isso, Saruman, esse poder é muito maior do que o que eu sentia quando o próprio Saruman estava no condado!!!
O brilho do anel parou e Saruman estava nu, tinha se soltado das correntes como se estivesse amarrado com linhas.
-Levem roupas para ele (Bem gritou), eu trouxe algumas de Isengard.
Rapidamente Davicar pegou a roupa e levou para Saruman, todos estavam claramente com medo, e quando Saruman vestiu suas velhas roupas, fitou a todos e seu olhar era profundo e demonstrava poder e autoridade, e todos que o olhavam não conseguiam olhar nos olhos deles recuavam com medo.
Bem então se aproximou se ajoelhou e falou:
-Seja bem vindo de volta senhor, tenha-me como seu servo.
-Um pequenino!, falou saruman( seu olhos se encheram de ódio e rancor), os seres da sua raça merecem a morte!, nesse momento Bem tremeu e falou:
-Águas passadas senhor, alguns parentes não o admiravam como eu e merecem severas punições.
-Não só eles, mas todos aqueles que se opuseram a mim e que se oporem… mas você pequeno é diferente, você que desde minha morte vem pensando e maneiras de me trazer de volta…, ainda em forma espectral eu o acompanhei por onde você foi eu estava lá e finalmente você cumpriu sua missão me trouxe de volta… .
-Agradeço senhor e não vou decepcioná-lo!
Saruman respirou fundo e sorriu..
-Sinto que todo o meu poder esta livre, como um passaro enjaulado quando escapa e volta à natureza, e eu finalmente posso desfrutar de tudo isso, e com esse poder, reinarei na terra média como um senhor supremo!
Olhou para os Corsários e ordenou que pegassem o Boca de Saurom e o levassem para descansar
-Este também foi fundamental para isso, nunca imaginei que ele faria isso, mas fez e sorriu…fez por obra minha.
-Senhor tomei providencias ao sair de Isengard, trouxe roupas e muitos de seus pergaminhos.
-Parabéns pequeno…mas a noite se finda e amanhã mesmo começaremos a trabalhar, estamos muito distantes dos homens e precisamos nos aproximar, traçarei planos para nos mudarmos iremos para mordor e fincaremos base nas Minas Morgul, mas antes temos muito que fazer vá descansar pequeno que isso é um fardo que você e os demais tem.

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Cap 8: A travessia do Rio Poros

Ao Amanhecer, Saruman desceu de seu quarto onde passou a noite toda pesquisando e estudando o novo mapeamento da terra média, ele percebeu que pouco tinha mudado, mas já sabia o que fazer com seus planos, apenas desceu sentou-se a grande mesa que agora estava no centro do salão de frente para o trono, lá já estava Boca de Saurom, Davicar seu braço direito e Bem, todos sentados, Saruman aproximou-se e sentou-se na ponta da mesa, já era o primeiro em comando e Boca de Saurom sabia disso, internamente ele não gostava, mas tinha que aceitar primeiro por que ele não tinha poder para enfrentar Saruman em seu novo corpo esse conhecido como Faná, onde ele pode usar seus poderes mais livremente sem a limitação do Hroa, Saruman trouxe em sua mão um desenho de um cajado muito semelhante ao que ele usava nos tempos da guerra do anel, e entregou a um dos servos ordenado-o que forjasse, nesse cajado tinha algumas peculiaridades a mais em seus extremos com um movimento saia uma lâmina de tamanho das laminas de laças, transformando-se como numa lança de dois gumes era negro como o outro e seu formato era também semelhante, a mesa durante oi café discutiram seus planos, depois de tudo acertado, Saruman levantou-se seguido de Boca de Saurom, Bem e Davicar.
-Boca, cuide dos preparativos, partiremos em sete dias, enquanto isso tente juntar o máximo de soldados possível, mumakils, cavalarias e muitos trabalhadores, iremos para as Minas Morgul.
-É arriscado senhor, teremos que passar por Harondor, e lá possivelmente há soldados, logo depois passaremos pela região próxima as montanhas de mordor e para chegarmos a Morgul, passaremos muito perto de Osgiliath onde o perigo de inimigos é eminente, sugiro que devemos ir por Nurn.(disse Boca)
-Não! Devemos seguir esse caminho como o senhor Saruman falou…em sete dias juntaremos uma tropa grande e devastaremos Osgiliath não deixando ninguém vivo para avisar ao Rei nas Minas Tirith, além disso, a cidade estará desprotegida, como já falei no norte o poder Goblin se alastra e lá está direcionada a preocupação de Aragorn Elessar.
-Bem Boca me parece que você perdeu, prepare suas tropas e treine o pequeno quero que ele se torne um grande guerreiro de guerra.
Boca de Saurom se contorceu em raiva, mas mesmo assim, obedeceu às ordens e saiu do castelo com Bem, dirigindo-se a área externa de treinamento do castelo, Saruman por sua vez dirigiu-se a torre mais alta do castelo ela na varanda levantou suas mãos, nesse momento o vento ficou bem mais forte e Saruman começou a Gritar:

-"Tul i inye sermo ho quesse mordo, tul an inye, i cáno si, mer an tulu celva ho hyarmen, inye cano le, inye cano le, cano ho celva!!".

(Venham a mim meus amigos de pena negra, venham para seu mestre, este os comanda agora e necessita de sua ajuda corvos do sul, eu tenho controle sobre vocês e sou seu mestre, mestre dos animais!.)

Enquanto ele falava ao longe já se via uma grande nuvem negra se aproximando, de todos os lados filas de corvos vinham e se juntavam a ela e ela ficava cada vês maior e mais imponente, todos da Cidade de Rad escutaram e pararam para observar a enorme nuvem negra que cobria parte da luz do sol, quanto mais ela se aproximava mais alto se escutava os granidos dos corvos e quando eles chegaram o castelo ficou em sombras e os granidos para os próximos era insuportável menos para Saruman.
-Vão meus pequenos amigos, vão!, dividam-se e voem para os quatro cantos da terra média e me tragam informações preciosas, voem sem descanso, pois sobre meu encanto vocês não cansarão.
Rapidamente a nuvem negra se afastava de Rad, se dividindo em quatro seguindo para o Norte, Sul, Leste e Oeste, saruman observava os corvos se dispersarem e quando não os via mais se retirou da janela e desceu para estudar o modo que os soldados de Rad se preparavam, visitou todos os locais e ao final da tarde reuniu todos e discursou:
-Homens de Rad, contemplem seu novo líder e mestre, vocês agora servirão a mim e só a mim, a partir de hoje tem inicio uma nova era, a era da Mão Branca, finalmente eu estou de volta com meus poderes ao máximo e juntos destruiremos os homens do rei Elessar, esse homens que tanto os tiveram como bandidos, nunca lhe deram apoio nem nunca darão, fiquem sabendo meus amigos que comigo no comando faremos história, dominaremos a Terra-Média, destruiremos o império do Rei Elessar e assumiremos o comando e nada vai nos impedir!, tirem essas bandeiras com esse olho que, e ponha o emblema da Mão branca, adornado de muitas cores, pois o Mago de Muitas Cores sou eu!
Os soldados Gritaram e se agitaram muitos da população também assistiam e se deliciavam com a voz de Saruman, como sempre sua voz estava forte e imponente e todos aqueles que a escutaram ficaram satisfeitos, só viam e sentiam Saruman em sua frente e mais nada, e mais uma vez o poder da Voz de Saruman agiu perfeitamente em Rad.
Sete Dias se passaram, e tudo estava pronto, até mesmo Bem tinha aprendido muito sobre lutas e guerra, à noite o hobbit estudava sobre estratégias de guerra de todos os tipos e lia sobre forjas e maquinarias, muito conhecimento ele tinha adquirido e aos poucos ele começara a ganhar respeito dos demais soldados, na torre mais alta do castelo estava Saruman, seus corvos se aproximavam e o informava sobre tudo, logo em seguida os dispensou, desceu, lá embaixo estava Davicar e Ben conversando.
-Davicar e Bem, disse Saruman, organizem tudo partiremos hoje!
Ambos fizeram sinal de positivo e saíram, enquanto isso saruman seguiu para seu quarto e juntou uma mala com seus pergaminhos e alguns dos pertences, ao descer a comitiva já estava pronto, eram cerca de 500 homens e 5 mumakils, eram poucos, pois Rad era uma cidade nova, nesses homens se incluíam a cavalaria, os lanceiros, infantaria e arqueiros, mas atrás algumas balistas e catapultas ambas em numero de dois totalizando quatro, à frente estavam Bem montado em Jone agora com roupas de Cavalos de Guerra, Boca de Saurom e Davicar estes últimos no cavalo, para Saruman foi preparado Um Mumakil, em seu lombo estava uma pequena cabana com cama dentro todos esses itens presos por corda e onde Saruman dormiria durante a viagem e poderia ficar protegida, a bandeira da mão branca com adornos coloridos, era segurada por Davicar, ao final da tarde partiram a população olhava e se despedia, Saruman tinha deixado no comando Furlo, antes era o terceiro no comando após Boca de Saurom e Davicar, se tornando o novo rei de Rad.
Conforme eles se afastavam, a cidade ficava cada vez menor, mais distante e a vegetação ficara mais marrom, e aos poucos apenas o castelo se via ao longe no topo da colina, na comitiva, o deserto se aproximava assim como o inicio da noite, alguns batedores e morcegos durante a noite e corvos durante o dia era utilizados para garantir a defesa da comitiva.
Finalmente se chegou à estrada de harad, e ali a dificuldade era apenas segui-la, depois de alguns dias finalmente chegaram à ponte de poros e parariam.
-A partir daqui devemos ter nossa atenção dobrada Disse Boca de Saurom, o perigo é cada vez maior e nosso grupo é minúsculo e não deve ser descoberto.
-Há soldados de osgiliath, interrompeu Saruman, atravessaremos a ponto e nos dirigimos até uma distancia considerada segura e sempre à noite, então quando a hora certa chegar ordenarei o ataque a osgiliath, se tomarmos osgiliath pode ser muito mais interessantes pra nós e mais fácil de avançarmos, os mumakils devem ficar sempre atrás das tropas para não chamar muita atenção.
-Vamos Soldados Disse Boca de Saurom, atravessem a ponte, enquanto aos mumakils eles podem passar pelo rio que não é tão profundo.
Com cautela as tropas iam agora mais lentas, após andarem mais um pouco a visão de osgiliath já era possível devido às luzes das tochas que iluminava a cidade.
-Lá está Osgiliath -disse Davicar- devemos nos preparar para atacar, não sabemos a quantidade de Soldados que a guarnece.
-Não devem ser muitos disse Bem, a preocupação deles é com o norte, e essa é a nossa chance, mesmo assim não podemos agir dessa forma, pelo pouco que sei osgiliath tem muitos locais de esconderijo de onde se pode armar emboscadas, emboscadas essas perigosas para nossos soldados, afinal não podemos perder muitos homens já temos poucos.
-Isso não é Problema disse Saruman, já ordenei que os morcegos espionassem e lá não há mais de cento e cinqüenta homens, nós temos quinhentos, enviaremos duzentos para lá sob o comando de Boca de Saurom e Davicar e duzentos sob o comando de Bem cavalgarão próximos às montanhas de mordor, não tenho duvidas que há orcs por lá não muitos, mas há, devemos rechaçá-los ou convencê-los a se aliar a nós, devemos impor essas circunstâncias, porém é tarde e os soldados devem estar exausto, paremos aqui e descansaremos, amanhã à noite atacaremos.

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Cap 9: Uma velha conhecida

Finalmente o dia amanheceu e a aurora da manhã se refletia no brilho das armas que já estavam no chão prontas para serem entregues a seus donos, mal o sol tinha surgido no oeste e os soldados já se movimentavam em organização para a guerra que aconteceria à noite, um pouco mais atrás Saruman, Boca de Saurom, Davicar e Ben traçavam seus planos, de combate, como um grande estrategista Boca de Saurom explanava para os demais a estratégia que tomaria, o básico era dividira os soldados em três grupos, dois grupos de duzentos e um de cem, este ficaria guarnecendo o acampamento dos soldados junto com Saruman, os demais sob o comando de Boca de Saurom e Davicar atacariam osgiliath e os outros duzentos seriam comandados por Bem a cavalgar próximos as montanhas de mordor e tentar atrair orcs para sua causa, como já foi dito davicar era o Braço direito de Boca de Saurom quando este Governava Rad, ele era um haradiano alto de pele queimada como a grande maioria de seu povo devido ao calor da região, cabelos longos ondulados e castanhos assanhados, em sua cintura ficavam um machado e uma espada os quais ele brandia os dois em batalha, era o guerreiro mais poderoso da cidade de Rad e por conseqüência era o comandante dos exércitos em pequenas pilhagens e grandes ataques com os corsários de harad.
-Seguirei prazeroso com o senhor na investida a osgiliath, -disse Davicar- se dirigindo a Boca de Saurom, que a essa altura já tinha abandonado o nome de Bocalimar que fora adotado enquanto rei de Rad.
-Atacaremos Osgiliath diretamente com a maioria da cavalaria, será um ataque rápido e mortal, dois homens em cada cavalo para levar alguns arqueiros e da infantaria, o caminho é curto e os cavalos não cansarão -disse Boca de Saurom-.
-Eu seguirei com os demais beirando as montanhas em busca de alianças- disse Bem-.
-Parece-me que está tudo decidido, agora esperaremos o anoitecer e quando este chegar vocês atacarão, sem deixar ninguém vivo!, absolutamente nenhum soldado deve sobreviver, nosso exército é minúsculo ainda e um aviso a Gondor e nós estaremos perdidos!
Após tudo decidido e esclarecido o final da tarde já se aproximava Saruman ficaria no acampamento e os demais partiriam, um dos soldados chega e entrega a Saruman seu novo cajado já pronto agora mais mortal, saruman analisou e falou:
-Excelente forja escravo, junto os demais e fiquem apostos, quero todos os cantos com vigias, ataques de orcs podem ocorrer e devemos nos precaver.
O soldado fez sinal de positivo e se retirou.
O crepúsculo finalmente chegou e todos já estavam preparados, quando Davicar tomou a frente e avisou:
-Osgiliath é como um labirinto, locais para emboscada não faltam, tomem cuidado eles estão em cento e cinqüenta e nós em duzentos, o nosso numero é pouco maior e a emboscada pode fazer a diferença para eles, portanto fiquem atentos!
As tropas então partiram em marcha, Boca de Saurom e Davicar iam à frente, e o grupo de Bem partiu para as montanhas, Boca de Saurom então Levantou sua espada e apontou para lá, imediatamente os soldados aceleraram os cavalos iam com tudo para Osgiliath.
-Vamos, acabem com todos não quero uma alma viva em osgiliath, essa falha pode ocasionar a morte de todos nós.
A cavalaria partia par a guerra em osgiliath só se via as tochas que iluminavam cidade e lá cento e cinqüenta soldados aguardavam sem sabe o que vinha pela frente, no entanto eles estavam espalhados estrategicamente pela cidade para uma melhor guarnição desta muitos com espadas e outros com arcos. Boca de Saurom e Davicar seguiam para osgiliath com o caminho iluminado pela luz pálida da lua, de cima do mumakil Saruman via suas tropas partindo em direção a osgiliath e do outro lado às tropas de Bem se dirigindo para as montanhas de mordor, quando os soldados se aproximavam cada vez mais de osgiliath, Saruman levantou seus braços e Gritava;
(Venham a mim criaturas da noite, eu os ordeno morcegos vampiros, saiam de seus esconderijos e venham a mim, seu mestre os comanda agora! Ouçam minhas ordens, sintam meu poder!).
De todos os cantos vinham morcegos vampiros e faziam uma nuvem imensa ao redor e acima de Saruman, os soldados que lá estavam tremiam:
-São morcegos vampiros e muitos!
-Não se preocupem quanto a isso soldados eles estão sob meu comando atacam apenas quem eu ordenar. Disse Saruman
Aquilo não fez diminuir muito o medo nos corações dos soldados,e os gritos de Saruman em alto elfíco ecoavam e chegavam a Ben, Boca de Saurom Davicar e até os Soldados de Gondor em Osgiliath.
-Mas o que é isso que voz é essa de grande poder e de onde vem? -indagavam-se os gondorianos-, muitos tremeram, pois nada viam e nem sabia de onde ela vinha ecoava por todos os lados e os deixava atordoados.
Enquanto isso Boca de Saurom e Davicar com os Soldados já chegavam em osgiliath e um dos gondorianos percebeu a movimentação.
-Ataque! -gritavam eles- ataque pelo sul se posicionem!
No acampamento Saruman já tinha uma nuvem gigantesca de morcegos vampiro, sorriu e gritou:
-Vão, meus amigos ataquem os gondorianos façam eles de alimentos e me dêem a vitória!
Rapidamente os morcegos partiram para Osgiliath, lá Boca de Saurom e Davicar já haviam invadido e a batalha tinha começado, flechas caiam sobre as tropas deles e muitos cavaleiros tinham caído, ataques surpresas eram constantes, gondorianos apareciam de todos os lados saídos de detrás das ruínas e acertando alguns cavaleiros, os que vinham mais atrás atropelavam soldados e matavam também muitos soldados de gondor, alguns homens desciam dos cavalos e iam para combate corpo a corpo aos poucos o cenário de guerra aparecia, muitos soldados lutando entre si, muito sangue e corpos por todos os lado, mas o que se via era as tropas de Boca de Saurom e Davicar findando enquanto os gondorianos pareciam se multiplicar eram soldados poderosos da elite de gondor e juntamente com um melhor conhecimento do território eles levavam vantagem, enquanto que inicialmente Boca de Saurom enfrentava um ou dois soldados de uma vez agora eram, quatro a cinco e o cerco ia se fechando para ele e Davicar, quando olhou em volta se desesperou:
-Vamos perder! Davicar, vamos ser mortos!
-Senhor- disse davicar-, devemos ordenar a retirada!
-Não adianta (disse Boca de Saurom) há soldados por todos os lados!
Quando tudo parecia perdido uma nuvem negra cobriu a luz da lua, todos pararam e olharam para o céu, eram os morcegos vampiros sob o comando de Saruman se aproximando, de súbito mergulharam como um raio contra os soldados de gondor, os soldados corriam para todos os lados, suas posições já não eram as mesmas, os morcegos desorganizaram os soldados de gondor que gritavam desesperados:
-Morcegos vampiros fujam… Retire-se para gondor vamos ser devorados vivos! Como pode ocorrer isso dessa forma? Isso não é comum, esses morcegos não atacam assim só pode ser bruxaria!
Gritos de desespero e dor ecoavam por toda osgiliath, nesse instante Boca de Saurom, davicar e os demais soldados que restaram começaram a agir, atacavam os soldados de gondor que agora estavam sem chances de defesa, pois os morcegos os atacavam, claro que morcegos eram mortos aos muitos, mas quanto mais matava parecia que mais e mais tinham, era o fim da resistência de osgiliath agora ficando sob o comando de Saruman, depois de algumas poucas horas nada mais se ouvia a não ser o bater de asas e o chiado dos morcegos, que agora retornavam para Saruman, alguns soldados e Davicar ficaram lá, Boca de Saurom retornou com o restante para o acampamento.
-Você é um inútil Bocalimar -disse Saruman-, se não fosse por mim seria derrotado, sua estratégia adotada em Osgiliath não foi à combinada por nós aqui e por esse motivo você quase nos levou a derrota seu inútil, desprezível…!
O ódio corroia no coração gelado de Boca de Saurom, e sem falar nada baixou a cabeça e se retirou, Saruman então olhou para os morcegos que se aproximavam e falou:
-Grande trabalho meus pequenos amigos! Agora vão e façam o que quiserem e esperem eu os convocar outra vez, os morcegos saíram e se dispersaram.
Nesse momento Saruman dirigiu suas atenções para o grupo de Ben, quanto mais observava, menos tochas se viam e a localização do grupo ficava mais difícil, franziu o rosto e pensou:
“O que está havendo? Vejo que eles se aproximam. Mas parecem diminuir!?”
Alguns soldados que também estavam observando indagaram Saruman:
-Senhor, a algo errado!
Saruman preocupado deu três paços à frente e forçou a vista, mas nada via além das tochas.
-Não pode ser parecem que estão sendo atacados, não vejo nada, mas…E parou.
-Vão vocês! Vão de encontro às tropas do pequeno! Rápido seus inúteis!… Esperem, não vão, eles estão chegando.
Alguns minutos depois chegou Ben e suas tropas, de duzentos pareciam ter sobrado cento e cinqüenta.
-Fomos atacados senhor! Eu não sei bem…, Mas quando nos afastamos das montanhas… O ataque cessou -falava ele ofegante-, os soldados eram pegos não sei como…Mas…por algo muito grande e rápido senhor com pulos constantes a criatura pegava um soldado ou dois…, tinha um tom escuro que se confundia com as montanhas e por ser a noite atrapalhava nossa visão, tinha muitos olhos senhor muitos, eles brilhavam conforme a luz da lua os atingia eram aterrorizantes!
Saruman parou e pensou um pouco e perguntou:
-Essa criatura os seguiu?
-Não senhor, acho que não!
-Menos mal, mesmo assim aumentem a quantidade de soldados de vigília…
-O que era aquela criatura senhor?-indagou bem-
-Ainda não tenho certeza plena…, Descanse agora pequeno você e seus comandados, amanhã deveremos ir diretamente para as Minas Morgul, a luz do sol essa criatura talvez não nos perturbará.
Mas atrás Boca de Saurom escutava tudo e já sabia quem era aquela criatura, mas não se pronunciou, apenas observou Saruman para saber o local o qual o mago dormiria.
Saruman se dirigiu a uma grande pedra que se erguia pelo menos três metros do chão ao seu topo, lá tudo já estava preparado, ele deitou pos seu cajado do lado e fechou os olhos, Boca de Saurom o fitava de longe, mas Saruman já tinha percebido, e quando a madrugada avançou depois de algumas horas Boca de Saurom Levantou-se sacou sua espada e se dirigiu vagarosamente a Saruman, pediu aos soldados que Guarneciam o mago para ficar lá enquanto eles descansavam, estes acharam estranho, mas obedeceram e se retiraram, pouco depois Boca de Saurom Sacou sua espada e se dirigiu a Saruman e sussurrou:
-Maldito seja você Saruman, maldito o dia que eu decidi antecipar sua volta, mas agora acabarei com isso e com você.
Levantou sua espada e quando ameaçou decepar o mago, Saruman pegou seu cajado defendeu o golpe de Boca de Saurom e com seu cajado o Golpeou, derrubando-o
-Sabia que isso poderia acontecer seu traidor maldito!
De súbito algo surgiu de traz da pedra e caiu sobre Boca de Saurom que mal tinha se levantado do ataque de Saruman , derrubando assim ele e Saruman de uma vez, o chão tremeu e todos acordaram!
-Mas o que é isso disse Saruman espantado!
-Não pode Ser…É a…Laracna! -exclamou Boca de Saurom-
Enquanto ele se arrastava no chão de frente para ela, ela o golpeou com sua pata arremessando o necromante, Saruman ficou parado estático, mas ela não deu atenção a ele, sua presa já havia sido escolhida e em direção a ele ela foi o terror acometeu Boca de Saurom que gritou:
-Soldados! Soldados!
Os soldados chegaram rapidamente, mas não ousavam se aproximar ela fitava a todos um a um com seus olhos e o terror entrava no coração deles.
-Vamos ataquem ela ataquem! Seus covardes!
Os soldados mesmo com medo a cercaram e partiram pra cima da aranha gigante, as flechas a atingiam e eram repelidas pela duríssima carapaça da aranha e nada ela sentia as espadas dos soldados zuniam quando atingiam o casco da criatura e nada faziam, num bote ela matou dois soldados com suas quelíceras s e com as patas arremessava três a quatro de uma vez, os que estavam atrás eram ferroados e ficavam paralisados, o que se via era um massacre, shelob é muito poderosas e todos esse anos ela cresceu em tamanho e poder, sua força ali era inigualável, e os soldados fugiram, essa distração fez com que Boca de Saurom se restabelecesse, ficando de pé novamente, e ela não via outra pessoa a não ser ele em sua frente.
-Saruman devemos acabar com ela!
Saruman soltou uma risada de deboche e desprezo…
-Você tentou me matar necromante, enfrentar ela será seu castigo! E continuou rindo parado e assistindo.
Aquele que o ajudar será morto por mim não ousem sequer pensar em ajudá-lo senão morrerão -continuou o mago-.
O necromante tentou correr, mas ela pulou e tomou a sua frente, fazendo-o parar de súbito e perceber que não tinha outra escolha.
Frente a frente estavam Laracna e Boca de Saurom, este se movimentando para a direita e ela para esquerda desenhando um circulo na terra, Boca de Saurom então ergueu sua espada olhou para a aranha e falou:
-Se arrependerás de ousar me enfrentar aranha…Se arrependerás… .

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Cap. 10: Laracna Dobrada

A madrugada se estendia e cada vez mais se aproximava de seu fim, Saruman, Ben, Davicar e os soldados assistiam o combate à distância, atentamente.
- Senhor, a Laracna parece muito mais poderosa do que ouvi falar, vai ser uma luta dura para lorde Bocalimar, – disse Davicar.
- Ele não vencerá, – falou Saruman com um sorriso nos lábios.
- Mas senhor, se ele não vencerá então por que deixá-lo morrer?
- Você não viu Davicar? Boca de Sauron tentou me matar enquanto eu supostamente dormia é um traidor! Não me diga que você apóia esse ato! – Exclamou Saruman com ar de ameaça.
- Não senhor, jamais apoiaria essa atitude!.
Na luta, Bocalimar e Laracna apenas se olhavam atentamente.
- O dia chegará aranha, e logo a luz do sol me trará a vitória, nunca imaginei que isso um dia fosse ocorrer, todos sabemos que você não suporta luz, seus olhos são frágeis a ela, – disse Bocalimar sorrindo.
Laracna não parecia preocupada, mas tomou a iniciativa, lançando suas teias contra Bocalimar, mas ele em um mergulho rápido desviou do ataque. Sem perda de tempo Laracna pulou em direção a Bocalimar cercando-o com suas pernas pelos lados e seu corpo por cima, com suas quelíceras ela tentava golpeá-lo, mas o espaço entre suas pernas era relativamente grande e Boca de Sauron desviava de seus golpes girando de um lado para outro. Em um vacilo da aranha ele a golpeou por baixo com sua poderosa espada, a aranha sentiu, mas não tanto, sua carapaça estava mais dura e resistente e a espada de Boca de Sauron mal atingiu seu corpo protegido por suas carapaças, mesmo assim ela pulou para trás, Bocalimar então se levantou, e correndo se dirigiu à aranha tentando golpeá-la várias vezes com sua espada, mas muitas delas sem efeitos. Apenas duas vezes a atingiram em suas patas, as quais ela recuava, mais uma vez ele tentou, só que dessa vez buscando atingir os olhos da aranha que rapidamente desviou do ataque ficando de pé com as quatro patas traseiras numa posição de ataque, daquele modo ela parecia maior e mais poderosa e Boca de Sauron olhava bem acima de sua cabeça assustado. Então ela desceu de súbito e com suas patas frontais o golpeou, arremessando-o ao ar, bem acima da cabeça da própria aranha, Boca de Sauron girava no ar enquanto estava no alto, e caiu de costas no chão duro, ele ficou atordoado mas se levantou e ainda tonto e mancando da perna direita e quase que segurando o braço esquerdo falou:
- Não acha que me venceu com isso Laracna, eu não deixarei você me devorar e acabarei com sua vida.
Mesmo mancando ele correu em direção à aranha mais uma vez tentando golpeá-la, mas seus ferimentos tinham diminuído muito seu rendimento e seus movimentos tinham se tornados lentos e fracos, e no momento que ele a golpeou com sua espada ela segurou a mesma com suas quelíceras e a arremessou deixando Boca de Sauron desarmado. Logo em seguida o golpeou com suas patas e o arremessou mais uma vez, só que esse ataque foi diferente, no instante que ele subia, ela numa agilidade incomum pulou em sua direção ainda no ar e de cima para baixo o golpeou mais uma vez, fazendo-o cair ao chão com o peso aumentado com a força da aranha e conseqüentemente a pancada sendo muito maior ao cair, no momento da queda viu-se sangue jorrar de sua boca e ao olhar para cima via-se a aranha caindo com seu peso em sua direção na intenção de esmagá-lo. Quando parecia que o fim de Boca de Sauron tinha chegado, uma flecha zuniu cortando o céu atingindo um dos olhos da aranha que com um grito desequilibrou-se e caiu de costas ao chão.
- Quem fez isso? – indagou Saruman, e ao olhar para traz via-se um soldado com o arco ainda em mãos espantado, todos saíram de perto e Saruman se dirigiu ao soldado. Os raios do sol começavam a surgir pálidos e fracos ao leste.
- Desculpe senhor, – chorava o soldado e pedia clemência, – não pude resistir ao ver aquela criatura preste a matar lorde Bocalimar, me poupe não me mate, por favor meu senhor.
- Boca de Sauron não morreria, você não percebeu que ele lentamente girou no chão e a aranha não o ia atingir? E assim que ela caísse eu interviria, mesmo sabendo que ele me odeia devo reconhecer que ele é um grande guerreiro, quanto a você fez bem em agir dessa maneira, foi preventivo.
- Oh senhor que felicidade ouvir isso pensei que irias me punir por isso.
Saruman virou as costas em direção aos soldados e falou – peguem Boca de Sauron e tratem seus ferimentos.
- E quanto à aranha senhor? – falou um dos soldados.
- Eu cuidarei dela. Mas onde ela está?
- Senhor cuidado! – gritou Ben desesperado.
Quando Saruman olhou para cima Laracna estava no ar, parecia que ia lhe atacar, nesse momento o susto fez Saruman tombar e cair para trás, mas a aranha passou e quando ele virou para traz ela caiu em cima do soldado o qual tinha atirado a flecha em um de seus olhos. O agarrou com suas quelíceras e começou a perfurá-lo com elas, só se ouvia os berros e sangue jorrando pra todos os lados, ela o estava devorando vivo. Os soldados tremeram naquele instante e até Saruman se assustou, mesmo assim lentamente se aproximou da aranha e gritou:
- Filha de Ungoliant!
De imediato a aranha virou-se toda ensangüentada e já demonstrou ameaça a Saruman, vindo em sua direção lentamente, como se fosse esperar o momento certo para atacar.
- Pare aí meso aranha! – gritou Saruman com tom imperativo, – não ouse me atacar, sei que me entende e sente meu poder, você não pode com um istari-maia poderoso como eu, se insistir não hesitarei em tirar sua vida, apenas me escute, escute atentamente.
- Para que lutar e arriscar morrer? Sei bem que comida aqui nesta região está escassa e como qualquer um dos que está aqui ela é necessária, eu posso acabar com esse desespero e essa necessidade, – se aproximava devagar da aranha, – una-se a mim Laracna e garanto que comida não faltará a você, lutaremos juntos contra homens, anões, elfos, orcs, goblins e todos aqueles que se oporem a mim. E carne doce, a carne dos homens, anões e elfos você terá em abundância, contanto que me obedeça como seu senhor, pela primeira vez sirva a alguém diretamente e terá tudo isso e muito mais.
A proposta parecia agradar a Laracna que cada vez mais abrandava seu olhar de ameaça para respeito. Nesse momento Saruman já estava a sua frente, um bote poderia ser fatal para o mago, e então estendeu a mão e começou a acariciar a aranha que parecia hipnotizada, enquanto Saruman a acariciava, os soldados pegavam Boca de Sauron muito ferido e o levavam para uma das tendas para tratar de seus ferimentos.
- Cuidado com ele seus idiotas! – gritava Davicar com os soldados.
O sol já estava completo no leste e os raios de sol atingiram a aranha que surpreendentemente nada sentiu.
Ben se espantou e pensou: “Se era essa a aranha que o ex-prefeito Sam derrotou na guerra do anel, como um guerreiro como Bocalimar perdeu para ela, enquanto um hobbit como eu venceu a criatura? Além disso, a luz não parece surtir efeito nenhum nela”.
Quando todos se voltaram para a aranha, Saruman já estava montado nela como se monta em um cavalo e acariciando-a falou:
- Parece que as circunstâncias fizeram nossa aranha se adaptar até a luz do sol. Virou-se então para os soldados e falou:
- Vamos, tragam um cavalo para Laracna, ela merece e está faminta, ou preferem que eu sirva um de vocês?
Então trouxeram o cavalo, e quanto mais ele se aproximava mais ele se debatia e conseqüentemente mais homens foram necessários para segurá-lo, Saruman desceu da aranha e mandou que soltassem o cavalo, Laracna olhava fixo para o animal, e no momento que soltaram o cavalo partiu em disparada, em três saltos ela o pegou derrubando-o no chão e o ferroando, logo em seguida o enredou.
Ben então se dirigiu a Saruman e falou:
- Senhor, temos que partir para Minas Morgul, parece que há algumas dezenas de orcs lá.
Ordene que se arrumem e se apressem, partimos em duas horas.-Disse o mago-
Saruman então se dirigiu para a tenda onde estava Boca de Sauron ferido, mas acordado, entrou, lá estavam alguns soldados tratando seus ferimentos, se aproximou e falou:
- Espero que tenha aprendido Boca de Sauron, ninguém pode me desafiar sou Saruman, O de Muitas Cores, aquele que descobre todos os segredos, nada pode esconder de mim. E da próxima vez eu mesmo acabarei com você.
Duas horas depois a comitiva estava pronta, todos armados e preparados para qualquer tipo de ataque, à frente vinha Saruman montado em Laracna, à direita o hobbit Ben montado no seu pônei Jone e a esquerda Davicar em seu cavalo negro, mais atrás soldados traziam Boca de Sauron em uma maca deitado.
Seguiram andando e no caminho Saruman indagou Ben:
- Então Ben, o que você realmente viu naquelas proximidades antes do ataque de Laracna?
- Pouca coisa senhor, algumas luzes de chamas nas Minas Morgul, sinal de que ela não está abandonada completamente, há soldados lá isso tenho certeza, mas infelizmente não vi mais, pois fomos atacados por Laracna.
- Não devem haver muitos orcs por lá, nossas tropas darão conta dos rebeldes –disse Davicar.
- Eu não pretendo guerrear Davicar, quero que eles venham a mim e tomem parte de nossa causa, os convencerei a isso, sem perda de soldados, não haverá escolha, contra a minha voz não há resistência.-Disse Saruman
Depois de algumas horas de caminhada chegaram às portas das Minas Morgul, mas aparentemente não tinha nada.
- Está muito silencioso aqui, – disse Davicar desconfiado.
- O que tem em mente Davicar? – indagou Ben.
- Não sei, talvez estejam nos preparando uma emboscada – e olhava para todos os lados sem piscar.
E quando tudo parecia calmo demais; das montanhas que cercavam a entrada das Minas Morgul desceram de todos os lados orcs, flechas zuniam pelo ar, alguns montados em wargs outros a pé.
- Emboscada! – gritou um dos soldados.

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Cap 11: A Última Chama Negra

        Saruman e suas tropas pararam perplexos com a quantidade de orcs que ainda habitavam as Minas Morgul e sua organização para a emboscada, até parecia que eles estavam sob o comando de alguém.
- Eu sabia que isso ocorreria! Estava calmo demais. – exclamou davicar.
-Agora não temos tempo para discussões Davicar, temos que agir rápido, eles estão vindo em nossa direção sem hesitar e sem parar, não há tempo para acordos, devemos agir e rápido! – disse Saruman –
-Mas Saruman, parece que estamos em minoria e o terreno não nos favorece, não o conhecemos bem! – exclamou Davicar .
-Não podemos recuar, já estamos cercados, o que podemos fazer agora é nos organizarmos. -Saruman então se virou para Bem e falou:
-Pequenino, vá buscar ajuda com os demais soldados que ficaram na retaguarda vigiando os mumakils e as balistas, mas só os soldados por favor, balistas, catapultas e mumakils não podem vir aqui, pois é muito estreito e pode ser fatal até para nós.
-Certo – disse Ben.
Os Orcs já estavam muito próximos e flechas já começavam a cortar o ar em direção as tropas e a Saruman.
-Acabem com todos eles, homens de harad! Mostrem que são superiores a essas criaturas e não se importem por estarem em menor número! Minoria e maioria é uma ilusão aqueles que a percebem, não quer dizer nada. Vamos! Destruam eles! Eu sei que vocês podem! –Gritava Saruman.
As palavras do mago soavam como um despertar aos ouvidos dos soldados, e encheram de esperança o coração dos homens de harad, que ao ouvirem aquilo sentiram que ali ninguém mais tinham força à não ser eles, os orcs eram apenas insetos prontos para serem esmagados por um pé gigantesco o qual eles representavam. O mago então desceu do lombo de Laracna e falou a aranha:
-Acabe com todos minha querida, eles querem lhe destruir, querem sim, querem acabar com você e com todos nós, eles te odeiam, te odeiam mais que qualquer outra coisa nesse mundo, principalmente aqueles lá traz, os arqueiros. Vá minha querida e acabe com eles.
Nesse instante Laracna se encheu de ódio e num salto gigantesco caiu sobre os arqueiros que estavam na retaguarda próximo aos portões, então começou a golpeá-los com suas patas sem dar tempo destes se separarem um pouco mais e conseqüentemente atingia três a quatro deles de uma única vez, estes eram arremessados e cruzavam o ar como pequenas pedras arremessadas por uma criança. Mais embaixo, davicar e Saruman lutavam contra os orcs que os atacavam, via-se orc após orc caído quando se aproximavam destes e com um pouco mais de atenção percebia-se as laminas do cajado de Saruman e da espada de davicar completamente negras, ensangüentada com o sangue dos orcs. Ao redor deles corpos e mais corpos se acumulavam, em direção a Saruman vinham algumas dezenas de wargs montados por orcs armados com espadas e lanças, e quando os orcs que cercavam o mago diminuíram, este direcionou seu olhar para os wargs e com uma voz suave e melodiosa falou:
-Meus amigos wargs, porque se deixar controlar por esses seres que são inferiores a vocês? Por que deixarem que eles os montem e se sintam no comando pleno da situação? – os wargs chegavam cada vez mais perto – Vamos, não se deixem controlar, não os temam eles não podem com vocês, eu sou apenas um e não saciarei sua fome caso seja este o empecilho, já eles são muitos, cada um de vocês tem um deles em seu lombo, satisfeitos ficarão se os devorar, agora parem e acabem com eles! – disse num tom imperativo.
Imediatamente os wargs pararam, derrubando os orcs, as palavras do mago pareciam penetrar bem no fundo suas mentes inferiores e já estavam a poucos metros do dele, de imediato os wargs atacaram os orcs que estavam no chão e os devoravam, agora estavam sob o comando de Saruman e partiram para cima dos demais orcs.
Saruman então riu com tudo aquilo, porém a serenidade voltou em seu semblante quando percebeu que muitos mais orcs desciam e saiam de dentro das Minas Morgul, e vinham em sua direção, olhou para traz e viu que Bem já estava chegando com os reforças, mas não daria tempo de chegar até ele a tempo, sem medo partiu para cima dos orcs, quando ele matava um, dois apareciam em sua volta e cada vez mais o mago se viu completamente cercado.
-O que acham que estão fazendo seus vermes inúteis? Vocês não podem comigo, mesmo em centenas ao meu redor!
-Não adianta blefar mago, não nos intimidará. Você será o nosso almoço!
Os ocs cercaram completamente Saruman que se viu preso e sem escapatória, para onde ele olhava não se via nada alem de orcs e armas, então o mago parou e os orcs fechavam o cerco lentamente.
-Desapareçam! – Exclamou Saruman num grito fortíssimo -, então segurou seu cajado com as duas mãos e golpeou o chão, do epicentro do golpe um brilho fortíssimo se espalhou por todo o seu redor, atingindo os orcs e os arremessando ao ar de uma única vez matando a todos. Bem então se aproximou de Saruman e falou:
-Senhor, está tudo bem?
-Sim, agora acabe com os demais eu vou tentar abrir os portões com um feitiço de rompimento.
Bem e os soldados se espalharam, enquanto Saruman seguia para os portões protegidos pelos wargs que seguiam em sua frente, os poucos orcs que tentavam se aproximar mal chegavam perto e eram logo mortos pelos wargs, os arqueiros já estavam todos mortos por Laracna, que acumulava casulos de teias as quais envolviam muitos dos orcs. No momento que Saruman chegou aos portões das muralhas muitos orcs arqueiros se ergueram e o atacaram com flechas, Saruman mergulhou para a direita e desviando-se das flechas e rapidamente ergueu seu cajado de onde um raio de luz surgiu deixando os orcs temporariamente cegos, então Bem, ordenou que os arqueiros haradrin atirassem nos orcs, os derrubando da muralha e no momento que caiam, os wargs partiam para cima acabando com possíveis sobreviventes.
Saruman então tocou os portões e falou algumas palavras as quais se via apenas sua boca movimentar-se, então sua mão brilhou e os portões se romperam.
Rapidamente todos entraram e quando parecia tudo tranqüilo pedras flamejantes começaram a cair do céu atingindo alguns dos soldados, ergueram então o olhar acima de suas cabeças e outra muralha se erguia e em cima dela cerca de cinco catapultas atiravam contra eles e chuvas de flechas caiam.
-Postura defensiva soldados!, Escudos acima da cabeça para se protegerem das flechas e fiquem de olho nas catapultas! É o nosso fim! -gritava Davicar desesperado.
Saruman então golpeou Davicar com seu cajado derrubando-o e falou:
-Seu tolo! Covarde, não entre em desespero! cadê a sua coragem? Vamos! Organize os soldados senão realmente estaremos perdidos! – disse Saruman –
Davicar levantou-se rapidamente e gritou:
-Espalhem-se soldados, afastem-se o máximo um do outro!
- Vamos ser mortos pelas catapultas senhor, nosso arqueiros não conseguem atingir os soldados que a controlam -disse Bem assustado.
-Cale-se e lute! Onde está a laracna? Laracna!, Laracna!, – gritava Saruman –
E quando ele a viu, ela estava subindo a muralha em direção às catapultas, então o mago virou-se e mandou que um dos soldados fosse buscar as catapultas e balistas para derrubar as muralhas. As flechas em sua direção ele bloqueava com seu cajado num movimento rápido de reflexo impressionante. Enquanto isso laracna já estava embaixo das catapultas e saltou sobre uma delas destruindo-a.
-A aranha!, a aranha!, – gritava um dos orcs -, acabem com ela, ela vai destruir nossas defesas!,
Então alguns soldados que ali estavam partiram para cima de Laracna no intuito de matá-la, mas de nada adiantava, mal eles chegavam perto dela e eram golpeados com suas patas enormes, enquanto ela pulava e destruía a segunda catapulta, mais embaixo as catapultas e balistas de Saruman já chegavam e começaram a atacar as muralhas e as outras catapultas.
-Senhor!, senhor!, – chegava um dos soldados com um ar de alegria –
-O que houve? – indagou Saruman –
-Reforços do palácio de Rad estão chegando!
-Ótimo! Como eu esperava, o Furlo correspondeu bem a minha estratégia, vejo que Rad está sendo bem governada por ele. Pois bem, em quanto tempo chegaram?
-Em cerca de meia hora senhor!
-É muito tempo Saruman pensou, mas não posso fazer nada quanto a isso a não ser resistir. Virou-se para o soldado e falou:
-Vá buscá-los e digam que se apressem! Bem, – Gritou Saruman – rapidamente Ben veio montado em Jone.
-Vá com este soldado e Busque os reforços que estão chegando de Rad, estão a meia hora a pé daqui!
Nas muralhas Laracna já tinha acabado com todas as catapultas e estava terminando com os soldados.
-A vitória é nossa – gritou Davicar -, finalmente Minas Morgul está tomada por nós.
Todos os soldados gritavam comemorando a vitória com muitas perdas, mas era a vitória.
De repente ouviu-se um zunido como um açoite cotando o ar, logo em seguida um estalo, nesse instante um grito agudo e aterrorizante ecoou pelas Minas Morgul, ouviu-se ainda um chiado, como se algo tivesse se queimado, então todos se calaram assustados e quando olharam para cima laracna caiu de costas em cima deles e um estrondo pelo peso da aranha se escutou, o chão tremeu, soldados morreram esmagados e Davicar por sorte foi atingido de leve e se chocou contra as muralhas, mas atrás e desmaiou.
-Mas o que foi isso? – indagou Saruman assustado -. O mago então correu para perto de laracna que se contorcia no chão, ao se aproximar viu-se uma marca central de onde saiam algo como cinco tentáculos e ainda fumegava como se um açoite de cinco pontas em chama tivesse atingido a aranha. Saruman parou, seus olhos se arregalaram, e ao olhar para cima viu-se uma penumbra como uma fogueira refletida nas muralhas que ficava cada vez mais e forte e mais próxima, então a chama saiu de traz das muralhas e se viu um demônio de fogo alado. Era um Balrog.
-Mas…Como?! Não pode ser! – Disse saruman aterrorizado – e quando olhou mais ao alto, viu as criaturas aladas que os nazgul montavam outrora, e agora estavam sendo montadas por trolls, eram quatro, e circulavam a área apenas observando.
- Como ousa invadir meu território, mago? – indagou o Balrog -, sua voz passava poder e majestade, majestade para os orcs de Morgul os quais ele comandava.
-De onde você surgiu demônio de fogo?
-Das profundezas, como todos os Balrogs que fugiram da grande guerra da ira, a algumas eras atrás, os seres deste lugar me despertaram e agora se tornaram meus escravos.
Todos os soldados de Saruman ficaram horrorizados com a magnitude daquela criatura e tremiam, nunca sentiram tanto medo em suas vidas.
-Agora mago, você vai aprender a não me desafiar, você e seus soldados serão mortos aqui mesmo!
-Não há soldados suficientes para enfrentá-lo juntamente com suas criaturas, preciso de tempo – pensou Saruman .
O Balrog então gritou, e após o grito, das muralhas destruídas atrás do Balrog e a frente de Saruman, dezenas de trolls saiam, todos bem armados e com armaduras que cobriam as partes mais vitais de seu corpo, alguns empunhavam grandes espadas outros grandes maças e outros grandes machados, o Balrog em sua mão direita empunhava um grande machado flamejante e em sua mão esquerda um açoite flamejante que se dividia em cinco.
-Então foi ele que golpeou a laracna – pensou Saruman -, e olhou para a aranha, a qual já estava em pé fitando o demônio sem medo. Como ganhar tempo – continuou a pensar .

Glaunir Aelcaner

Prólogo

 

    Trevas. Tempos tenebrosos que foram perdidos no longo e eterno vagar do tempo. Será que ainda podemos nos lembrar do passado pioneiro? Não, não podemos. É por isso que pela eternidade infinita estas páginas ainda assim continuarão a existir. Eu jamais saberei quem sou, mas sempre terei a liberdade de escolher o que posso vir a ser.
    Não tenho ninguém e não respondo nem por eu mesma. Se pudesse me definir em uma palavra seria abandono. Estou perdida em minha própria solidão, em tempos tenebrosos que o mundo não poderá curar totalmente nas Eras vindouras. Se há algo que odeio mais do que minha estúpida escolha é o Senhor da Escuridão, Morgoth, o Vala decaído. Ele é o culpado pela derrota da minha existência e o abandono dos Poderes, mas hei de conseguir derrotá-lo nem que isso custe a minha morte. Completa seria a minha felicidade se eu pudesse ainda ver uma Silmaril, já faz tanto tempo que eu a olhei em Valinor……

 

Das trevas da minha Escuridão eu olho
Minha alma anuviada balbucia
Meu coração fingido grita
Meu íntimo suspira de tormento

Quem ousa afligir quem já está aflito?
Quem busca o que é buscado?
Quem grita pelo que é lamentado?
Quem tateia pelo que rasteja?

Criatura da Noite que buscais o impenetrável
Fujas da Luz que está perdida
As Trevas te querem e a Luz te repudia
És digna do desprezo de ambas


    As frases e o poema continuavam ainda por muitas páginas do diário de Glaunir Aelcaner. Esta era uma elfa noldo que saíra das Terras Imortais encorajada pelas belas palavras de Feänor naquela noite fatídica que culminou na Maldição de Mandos, pensava que a Terra-Média seria um local em que teria felicidade e novos conhecimentos, mas o que encontrou foi apenas o tormento provocado pelos servos de Morgoth e a infelicidade de dia-a-dia assistir à queda de seus amigos e familiares mais próximos.
    Glaunir anotava cada um dos seus longos dias na Terra-Média até que passou para os palácios de Mandos – sim a elfa não encontrou o conforto que buscava com facilidade, mas como se diz é em meio ao pranto que se faz a alegria. Eu não sou uma descendente direta desta elfa corajosa e imprudente ao mesmo tempo, mas possuo um pouco do seu sangue correndo em minhas veias.
    Para que vocês possam conhecer um pouco mais dela, nas linhas abaixo é contado um dia perdido de sua infância nas Terras Imortais:

    Quando acordei o sol já ia alto no horizonte, seus raios incidiam sobre um bracelete de rubis que papai me deu na noite anterior. Ontem foi um dia feliz, papai me levou para conhecer o tão famoso Feänor: ele disse que eu era tão bela que estava tentado em forjar uma jóia em minha homenagem, mas que estava ocupado nos próprios afazeres.
    “-Mas que tarefas são essas que tem de fazer?perguntei eu.
    Ele olhou-me um pouco receoso e (seria mesmo?) assustado.
    - Bom, deixe que o tempo se encarregará de lhe contar o que é na hora certa, minha pequena.”
    Mas hoje eu não queria nada de mistérios ocultos, só queria me divertir com papai.
    Quando um vento suave entrando pela janela carregado com o cheiro da grama fez-me arrepiar eu decidi que era hora de eu levantar da cama e ir procurar papai. Ele não estava em lugar algum e por isso optei por caminhar embaixo das macieiras. As maçãs estavam tão avermelhadas e reluzentes que achei ser errado não comer pelo menos uma delas.
    -Faz bem pequenina em saborear os frutos da terra.disse uma voz suave e cristalina como o bater das águas de uma cachoeira em um rochedo.
    -Quem é você?
    -Sou aquela que provém do mais profundo sulco e transborda na mais externa superfície, eu busco a luz mesmo estando nas trevas sem querer nem poder separar-me de ambos. Quem sou eu?
    Era um enigma refinado e típico de uma elfa dotada de conhecimentos profundos na arte da palavra. Mas era o amor pelo qual ela falara da macieira tocou em meu coração com intensidade muito grande e respondi na euforia de uma expectativa que quase não acreditava.
    -Yavanna?
    Ela sorriu-me de uma forma graciosa e disse novamente por meio de frases doces à alma:
    -Do coração mais sincero o que brota não é a palavra mas o reflexo da essência pura da Verdade.

    
    Pode parecer impossível de acreditar que uma jovem elfa de coração tão singelo e ingênuo tenha se tornado a criatura amargurada e repulsiva que depois veio a ser. Neste mesmo dia que Glaunir encontrou Yavanna ela escreveu um poema no final da página:

Se é entre as faias e as macieiras que está a doce Yavanna
Será sempre pelos galhos das árvores que andarei
A Vida está onde nós também estamos
Dos floreios mais belos nenhum é como a flor da terra

Se não entendes o que digo amigo é porque não vives
Se não vives é porque ainda não vistes a ti mesmo
A fruta que vem da terra traz consigo o amor
O amor é a força que amadurece o verde do coração

A Alma do Mundo palpita em cada momento
Não chores pela alegria do teu coração
Antes, compartilha-a com teu próximo
Não sejas egoísta com o que te foi dado de bom grado

Brigas de Uma Noite de Verão

NOTA: Gostaria de deixar bem claro que essa fic não tem objetivo de ofender ninguém, só brincar um pouquinho com alguns personagens da obra do professor. 

 

Em uma bela noite cheia de estrelas, um casal apaixonado, composto por
uma linda elfa e um gostoso homem (e põe gostoso nisso…) se despedia.

-Vê se não vai ficar arrastando asa pra qualquer lambisgóia por aí,
viu? Já basta eu ter que aturar te esperar ser coroado, ainda levar
chifre é f***!
-Não se preocupa melda, só tenho olhos pra você!
-Sei…
-Ah, que isso, você nunca ouviu aquela frase: quem ama confia?
-Já, mas cuidado nunca é demais.
-Mel, você acha que é muito legal esperar o @#%¨¨&& do seu pai
deixar a gente se casar? Nem dar a mão pode, na frente dele! Bem, se
bem que quando ele não está perto…
-Tudo bem, acho que entramos em acordo. Só leva a sério, ok? Não quero chifre pra estragar meu penteado na coroação!

Enquanto isso, não muito longe dali, um elfo loiro tentava dar uns últimos “pega” em uma elfa ruiva, que reclamava dele.
-Você passa uns setenta aninhos fora e acha o que?
-Mas, melin, eu tinha coisas importantes pra fazer…
-Mais importante que eu?
-Não, melda, mas era em prol da Terra Média…
-A Terra Média que se dane, seu descarado! Você é, é um safado!
-Melda, não faz assim comigo… Você sabe que eu te adoro, né? Eu queria ter vindo antes, mas não deu!
-Sei…
-Cê me perdoa benzinho?
-Ta bom… Perdôo… Mas se você sumir de novo, eu esquartejo você e
penduro seus restos… sei lá, em algum lugar muito visível.
-Não se preocupa, melda, depois que eu acompanhar os pequeninhos e o
resto da cambada lá pra Mordor eu juro que a gente passa uma lua de mel
lá em Valinor!
FIM

Por Nina Gilraen com alguns pitacos de Vanessa Undómiel

Vocabulário:

Melda= amado(a)
Melin=querido(a)

 

Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra Média

Título: Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra Média.
Cap 1: A descoberta:
Gênero: Fantasia Medieval
Autor: Lyvio ( Lyvio)

Após a queda definitiva de Saurom, o Rei Elessar conseguiu fazer com que a paz reinasse na Terra-Média, muitos anos de paz e prosperidade teve o governo dos homens, porém o mal nunca acaba, inveja e poder sempre consumiram a mente de muitos dos seres de arda, inclusive o pacato povo dos hobbits, esses, que foram fundamentais para o fim dos planos do Senhor do Escuro, também abrigavam corações repletos de desejo por poder e riqueza, mas esses não puderam se revelar, pois o medo os acometia, afinal eram poucos que tinham essas caracteristicas, e os bons puniam severamente aqueles que desviasse a real natureza hobbit.

 

 

Esse fato foi comprovado no momento que Saruman " O de Muitas Cores", quase sem poder por ter traído sua missão, foi ao condado acompanhado de seu lacraio Lingua de Cobra e lá através de sua voz, agora mais fraca convenceu alguns hobbits e montou um pequeno reino onde comandava os pequenos como escravos, no entanto seus planos foram destruidos pela chegada de Merry, Pipin, Sam e Frodo, os hobbits heróis na guerra do Anel, esses derrubaram Saruman e o expulsaram juntamente com seu lacraio Lingua de Cobra do Condado, mas este ultimo ficou tentado apela proposta que Frodo lhe fez, disse-lhe que ele poderia ficar se quisesse, Lingua de Cobra então recusou-se a ir com Saruman, aquele queria viver tranquilo e em paz no condado com os pequenos.

Então Saruman se aproximou dele o derrubou e chutou seu rosto, isto fez a todo o ódio dentro de Grima explodir, e no momento que Saruman virou as costas e partiu, Grima pulou rapidamnte puxou sua cabeça para traz e cortou-lhe a gargante com uma faca tirada do seu bolso, de imedianto hobbits arqueiros sob a guarda de Frodo desferiram flechas atingindo Grima e selando seu fim ao lado de seu mestre.

Conta-se que o corpo de Saruman secou tão rápido que parecia que algo o estva devorando por dentro, então seu espirito subiu em forma de fumaça e pendeu para o oeste, porém, um sopro o empurrou para Leste se dissipando, nesse instante Saruman foi condenado pelos Valar a vagar por arda sem descanso numa forma espectral e invisivel quase sem forças.

Ocorre que na espreita por trás de uma das belas árvores do condado estava um hobbit, seu nome era Ben Tukebruque, um hobbit robusto de cabelos e olhos castanhos e aparentava uma idade madura para o povo dos hobbits, era solitário seu pai morreu quando ele ainda era joven, era conhecido no condado pela sua curiosodade e inteligência, seu nome já o designava como aventureiro, tinha uma profunda admiração por Saruman quando este ainda comandava o condado, era mais uma vitima da voz do mago.

Por essa curiosidade percebeu na mão de Saruman algo como uma luz pálida que exalava de um pequeno ponto no dedo do mago, até que este foi enterrado e o brilho que estava em sua mão desapareceu ofuscado pelas terras.

Ben esperou até que todos tivessem saido de lá, então escavou o tumulo onde estava o corpo de Saruman, que para sua surpresa já estava na forma esquelética, porém em sua mão ainda brilhava forte aquela luz palida.

Bem se aproximou com um pouco de medo e percebeu que era um Anel, um anel negro com uma mão aberta desenhado em cima, e dessa mão é que a luz exalava agora mais intensa, então seus olhos arregalaram-se e ele rapidamente tirou o anel do dedo esqueletico de Saruman e percebeu algo entranho, alguma forma de poder se manifestava na peça, mas ele não sabia o que era, pegou o anel e o colocou no bolso, guardou por muitos anos esse anel e a cada ano que se passava mais ele queria saber que sensação era aquela que ele sentia sempre que tocava o anel, mas era uma sensação diferente do um anel forjado por Saurom, esse anel era diferente, com ele o hobbit não sentia que necessitava dele para sobreviver, e sim desejava cada vez mais descobrir o que era aquele sentimento ao pegar o anel e que ficava mais intenso quando ele o colocava em seu dedo.
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Cap 2: A Partida

Pensou bastante e decidiu então buscar conhecimentos sobre anéis, primeiramente no condado onde procurou se aproximar de Merry, Pipin e do agora prefeito Sam, pois estes poderiam saber um pouco de anéis, afinal, foram responsáveis em parte pela destruição do um anel e possivelmente tinham idéia do seu poder, esse era o real conhecimento quem bem precisava, porém nessa visitas ele percebeu que o conhecimento dos hobbits não era suficiente para saciar tamanha curiosidade, antes, porém fez sua ultima visita, foi à casa de Merry numa ultima esperança de adquirir tal conhecimento, bateu a porta cumprimentou Merry e entrou, depois de algumas horas de conversa, terminou seu chá, levantou-se da mesa que estava sentado ao lado de Merry e se despediu:

-Muito obrigado senhor Merry, sua hospitalidade é ótima!
Merry levantou-se o cumprimentou e perguntou:
-Por que essa curiosidade sobre o anel mestre, seus poderes e sua destruição senhor bem?
-Curiosidade de um senhor que admira heróis como vocês…
Merry ficou muito feliz ao ouvir isso, sem perceber que por trás de toda aquela gentileza bem ria com deboche da inocência do pobre Merry.
-Muito obrigado! (falou Merry) e volte sempre que precisar.
-Não voltarei tão cedo mestre Merry.(Merry olhou com dúvida e surpresa), amanhã vou a Bree visitar alguns familiares.
-Oh… que pena senhor bem, (falou Merry com um tom de tristeza), mas as portas estarão sempre abertas para um velho amigo.
-Não se preocupe, voltarei, e com um aceno se despediu de Merry.

A noite já tinha caído e bem estava em casa, juntando alimento e comida para a viagem, foi ao seu quintal e tratou seu pônei Jone, preparando-o párea a viagem.
-É Jone, amanhã bem cedo partiremos para Isengard, é o único local onde eu posso descobrir para que serve esse anel e se realmente vale muito, a viagem é longa é bom descansar.

Bem conhecia quase toda a terra média, seu pai era cacheiro viajante e quando bem era pequeno costumava o levar para muitas dessas viagens, mas daquele tempo para cá muita coisa tinha mudado na Terra-Média, inclusive suas estradas, que outrora eram pouco povoadas e agora sob o reinado do Rei Elessar, foram melhoradas atraindo assim moradores pelas redondezas e por conseqüência diminuindo os perigos que existiam para viajantes, mas por cautela bem foi ao seu quarto e debaixo de sua cama tirou uma bainha com uma espada dentro, espada essa que era de seu pai que a utilizava em muitas de suas viagens para segurança.

Depois de tudo pronto, tomou um banho e num bocejo falou:
- Nos primeiros raios da aurora eu parto para que ninguém me veja e me interrogue com perguntas.
A aurora já tinha chegado e com os primeiros raios de sol bem se levantou empilhou as malas em seu pônei Jone e partiu, ninguém ainda havia se acordado e o condado estava deserto assim como ele previa.

Bem pegou a estrada leste, dirigindo-se para a região das baixas brancas no intuito de pegar a grande estrada Norte-Sul, essa estrada era tão grande que se poderia ir desde o Condado até os portões de Mordor, alem de se coligar com outras estradas que ligavam o do leste ao oeste. Trinta dias era o tempo estimado para se chegar a Isengard, segundo os cálculos de Ben, durante grande parte desse tempo não houve nenhum contratempo, porém na noite do vigésimo nono dia bem percebeu que Jone estava agitado, andava de um lado para o outro sem parar como se estivesse tentando escapar de algo ainda invisível pára a percepção do hobbit, a essa altura eles já alcançavam as proximidades das montanhas místicas e a essa altura o perigo já havia aumentado consideravelmente, muitos boatos bem já ouviu sobre essas montanhas, entre eles que lá era o lar de criaturas chamadas goblins, tipos de orcs menores, mais fracos, porém mais ágeis e numerosos, alem de saberem escalar bem montanhas e penhascos, ao ver a agitação de Jone bem se preocupou e tentava não dormir essa noite, mas o cansaço era tremendo e suas forças aos poucos se extinguiam, bem tirou o anel da mochila, observou mais uma vez e o guardou, e quando suas pálpebras pareciam que estavam sendo empurradas para baixo como se estivessem segurando uma montanha, um barulho de passos chamou sua atenção, de imediato Ben levantou-se sacou sua espada e ficou na espreita, atrás de uma pedra onde tinha escolhido para descansar com Jone.

-Faça silêncio Jone (exclamou Bem assustado). Da escuridão sobras começaram a surgir, eram três, mas não se identificavam, depois de se aproximarem mais Bem identificou, eram goblins em três, o do centro era maior e mais robusto que os outros parecia ser o líder:
-Goblins!!!, gritou bem… assustado, e estão vindo em nossa direção!!
-Vamos seus idiotas, precisamos encontrar comida (falou o do meio), parecia ser o líder, pois alem de ser mais robusto estava um pouco à frente e ao centro.

De repente o goblin da direita fala:
-Chefe!, sinto cheiro de humano, sim, pelo menos parece ser!(falou o da direita)
-Sim, eu também, (forçando as narinas falou o da esquerda)
-Calem a boca seus burros!!, resmungou o líder, eu já percebi isso há muito mais tempo que vocês, não podemos demonstrar que percebemos, nos aproximaremos da pedra como quem não quer nada, atacaremos e o serviremos como jantar!!! Uhahahahaha , encerrou numa risada assustadora.

Ao perceber a aproximação dos goblins bem pula de súbito, do lado oposto ao qual os goblins se dirigiam golpeando o goblin da direita e matando-o, enquanto os outros dois goblins tentavam entender o ocorrido Bem decepa o goblin da esquerda arrancando sua cabeça, então o líder deles percebeu e com sua cimitarra tentou golpear Bem, que por ser pequeno e ágil desviou do ataque se jogando ao chão, mais uma vez o goblin tenta e bem defende com sua espada, pula para trás e para frente e como um raio ataca o goblin que o bloqueia com seu escudo contra-atacando e atingindo Bem de raspão no rosto, bem cai assustado passa a mão no rosto e percebe que está sangrando, o ódio toma conta de bem, seus olhos brilharam como chama e num movimento rápido pega um punhado de arei e joga nos olhos do goblin que cambaleia atordoado, bem se levanta e golpeia o goblin no peito, enfiando toda espada nas entranhas do goblin que cospe sangue negro e cai….
Bem então suspirou aliviado e falou se dirigindo ao pônei, Ufa!!, Essa foi por pouco Jone…, tomou um gole de água foi a um riachosinho nas proximidades lavou a espada o rosto e foi dormir.

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Cap. 3: O Mal vem das Cavernas

A Aurora do trigésimo dia chega, ao se levantar Bem olha diretamente para o Sul, lá no horizonte ele vê uma torre negra, torre essa que era destaque entre as montanhas e imponente, era a torre de Isengard.

-Estamos cada vez mais perto Jone, (falou bem animado), mas não temos tempo essa montanhas são perigosas, o perigo cresce a cada passo, não teremos segurança enquanto não chegarmos a Orthanc, ontem à noite já tivemos uma prova disso, Jone olhou para seu dono como se estivesse entendendo tudo que ele falava, aproximou-se e baixou a cabeça como se estivesse pedindo para ser montado, Bem re-empilhou as coisas em cima de Jone e o montou, sequer tomou seu desjejum, a estrada estava tranqüila, o céu não estava mais tão azul quanto os 28 dias atrás, estava cheio de nuvens, mas nada que pudesse ameaçar uma chuva, nem muito menos uma tempestade, a terra média estava em época de pouca chuva, fato esse que deu mais força para o Bem partir em sua jornada.

Quanto mais Bem caminhava com seu pônei Jone as horas se passavam, não de acordo com a velocidade deles, mas normalmente, além disso, a torre negra ficava cada vez mais próxima e mais imponente, Bem sabia que teria dificuldades para entrar em Orthanc, afinal os Ents a guardavam e um pequeno por lá tão longe de suas terras é algo raríssimo, senão depois da guerra do anel único, mas Bem sabia muito sobre os Ents, durante suas conversas com os “grandes” Hobbits, como eram Chamado Sam, Merry, Pipin e Frodo, esse agora na terra dos imortais, Bem colheu o máximo de informações que pode inclusive sobre os Ents e seus comportamentos, Bem sabia que estes confiavam na raça dos pequenos e os admiravam e talvez essa fossa a carta na manga de Bem.

A Caminhada continuava, mas algo chamou a atenção do hobbit, ele percebeu muita poeira subindo ao norte, de onde tinha um pequeno morro, se dirigiu ao morro e ao chegar ao topo seu rosto muda completamente, como se o medo o acometesse com todas as suas forças, seus olhos arregalados perceberam grandes tropas de goblins se movimentando seguindo seu rastro, de imediato Bem montou em Jone e aproveitando a inclinação do morro pegou velocidade rápido.

-Vamos Jone!!! rápido!!! (falou bem desesperado), temos que chegar a Isengard, lá os Ents nos protegerão. Então pensou consigo:
-O que os goblins querem em Isengard?, eles não enviariam pelo menos 2000 para me pegar não havia necessidade para isso…,
Essa dúvida o atormentou, mas ele ainda pensou:
- Essa é minha chance, e pelo visto eles vão se ocupar com os goblins e como hobbit talvez eu não seja de guerra e para me proteger eles devem me colocar em algum lugar seguro…hum….ah!,A torre isso, essa é minha chance.

Ao chegar aos portões de Isengard, bem não vê ninguém à muralha era enorme assim como o portão:

-Por favor!!!, Alguém abra a aporta!, Estou sendo perseguido por goblins, estão em milhares!… .

De repente um estrondo ocorre e um rangido de porta se abrindo começa sonar, Bem olha e vê dois Ents enormes e robustos, o da esquerda se chamava Dantarvore e o da Direita Grandarbusto.

-O que um pequeno está fazendo aqui nessas regiões perigosas?(perguntou Dantarvore)
-Goblins!!, Goblins estão vindo!!!, E parecem que vão nos atacar!. Grandarbusto levanta sua visão e vê ao longe centenas deles e com a mão fez um sinal aos demais Ents que estavam na nas proximidades da torre.

Bem desesperado falou:
-Não me deixem aqui, me levem para um lugar seguro, por favor, não sou um hobbit guerreiro, nunca lutei na minha vida se me deixarem aqui será o meu fim, e começou a forçar o choro até que conseguiu.
Os dois Ents se comoveram com bem e rapidamente Grandarbusto pegou Bem e Jone e os segurou com suas mãos:

-Não se preocupe, vamos lhe proteger pequenino.

Enquanto Grandarbusto levava Bem e seu pônei Dantárvore fechava os portões rapidamente e gritava:

-Se preparem!!!, Se preparem Ents, vamos ser atacados mais uma vez…

Grandarbusto se aproximou de um Ent Maior e de aparência mais velha e falou:

-Senhor Fangorn, esse pequenino estava sendo perseguidos pelos goblins que vem em nossa direção… vamos ser atacados mais uma vez…

Fangorn baixou a cabeça com ar de tristeza

-Já é a quarta vez que nos atacam e cada vez vem com mais, não poderemos resistir assim…, pequeno tome, essa é a chave de Orthanc entre e se proteja lá. Deu a chave a bem que ao descer deu um sorriso sínico…, olhou para Fangorn e sua expressão já era de tristeza e falou:

-Muito obrigado Fangorn!
-Vamos pequeno não há tempo entre. Disse o ent.
Ao entrar Bem se impressionou com a beleza da torre por dentro, porém gritos o chamaram a atenção, grito dos ents:
-Os muros, eles estão passando como se estivessem no solo!!

A frente deles vinha um Goblin maior que os demais tinham uma vestimenta diferente como um manto de rei, porém mais rústico, em sua mão direita empunhava uma espada e na esquerda um pequeno toten, onde seu topo parecia ser o crânio de um deles, Tinha uma coroa de ouro com adornos de aço simbolizando os portões de Moria, e estava montado em um escorpião gigante, enquanto isso bem olhava a torre completamente empoeirada e cheia de teias de aranha e, mas a frente uma escada de dava para o segundo piso, com os gritos Bem subiu rapidamente e ao alcançar o segundo e terceiro piso viu uma janela, se dirigiu então para ela, ao chegar lá com espanto Bem parou, olhou para o solo e o viu coberto de preto como um formigueiro agitado, eram as tropas goblins, enormes cerca de dois mil deles estavam lá frente a frente com os Ents que estavam alinhados eram pouco mais de cem.

-Será o fim dos Ents, e eu não sei se realmente estou protegido aqui, fala-se que essa torre é indestrutível, mas vendo aquela imensidão de soldados começo a achar ao contrário…

Ao longe Ben viu algo gigante no topo de uma das montanhas mais baixas, mas não conseguia identificar o que era, olhou atentamente mais estava muito distante, e ele não pode ver.

-O que será aquilo tão grande e tão distante, que o crepúsculo atrapalha que eu veja, (pensou ele).
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Cap 4 – O Passado se Perde

Dentro dos Círculos de Isengard Estavam goblins e ents, frente a frente, mais ents chegavam da floresta de Fangorn, os Ents já tinham começado o ataque e matado algumas dezenas de goblins, mas tinham parado já que não perceberam ainda movimentações de ataques contra eles, então o Líder dos Goblins tomou a frente montado em um escorpião gigante e falou em voz alta para os Ents com uma risada maligna:

- Não adianta!, Estamos em grande maioria se tentarem lutar perecerão aos pés da torre, porém eu estou disposto a negociar.

Fangorn tomou a frente e gritou:

-Acordos com criaturas malignas nunca são cumpridos!

-Dessa vez cumpriremos. (disse Gorkil)

Fangorn parou um pouco e ficou pensativo com si: “Estamos em menor numero se decidirmos guerrear seremos derrotados…”, algum tempo depois…
.
-Fale qual a sua proposta, eu estou disposto a negociar dependendo das circunstâncias?
Enquanto eles conversavam Bem do alto da torre olhava tudo aquilo, aquela imensidão de goblins que cobriam o chão como tapetes e mais à frente os ents que mesmo em pouco numero pareciam formar uma micro-floresta, eram cerca de dois mil Goblins contra aproximadamente cento e ciquenta ents, Gorkil era mais robusto tinham um manto vermelho queimado e uma coroa de aço com adornos de ouro, em sua mão direita empunhava uma espada e na sua mão esquerda algo semelhante a um cajado, com o crânio de um goblins encravado, o ferrão do escorpião gigante escorria veneno pronto para dar o bote em combate, quando Ben levantou a vista viu uma forma larga e gigante no topo de uma das montanhas próximas, porém como já estava anoitecendo ele não pode identificar que seria aquilo, porém Fangorn olhou para Bem e seguiu sua visão e viu a mesma forma, no entanto a visão dele era mais aguçada e ele reconheceu, era Dargortt o dragão filho de Dargorot, eles eram os últimos dragões da terra média, os anões os tinham aprisionados nas proximidades das colinas de ferro e numa das investidas dos goblins os anões fugiram e eles foram libertados, os anões nunca revelaram esse segredo para nenhuma das outras raça da terra média, nem mesmo os goblins sabiam e descobriram nessa investida, então libertaram ambos e os levaram para Moria, e apesar dos dragões preferirem as montanhas eles quiseram ficar nas profudenzas delas para evitarem serem vistos principalmente por Ghwair e suas águias gigantes e se tornaram os dois em comando dos Goblins.

-O que houve Fangorn? (indagou Golrkil em tom de deboche) ah…Aquilo, ali em cima…, É Dargortt Filho de Dargorot, dois dragões que encontramos aprisionados pelos anões, vocês não sabiam…?(continuou gorkil sarcástico), então deu uma gargalhada gritante com sua voz aguda e gasgita, vocês não querem morrer queimados querem, madeira não gosta de fogo e continuou rindo…

-Vamos Gorkil fale a proposta disse Fangorn o ignorando!

-Nós só queremos a chave de Orthanc para pegarmos os restos dos tesouros deixados pelo mago Branco quando vivia aqui.

-O rei elessar levou tudo. Não há mais nada aqui pra vocês…

-Gorkil riu…Não sou idiota Fangorn sei que o mago era muito astuto e que há tesouros escondidos ainda aí. Vamos me de a chave ou você quer que eu perca a paciência?

-Nós não estamos com ela, como já falei o rei Elessar elevou levou tudo inclusive a chave.

Fangorn temia por Bem, e não entregou o pequeno que estava na torre com a chave, ele sabia que se entregasse Bem jamais poderia sair da torre e poderia morrer de fome cede ou qualquer ou coisa que o acometesse.

-Não adianta mentir!(disse Gorkil se enfurecendo), vamos me de a chave agora! E não tentem fugir, serão perseguidos até a morte!!!

Fangorn percebeu que era inevitável e teria que lutar, até para tentar derrotar o maximo de soldados inimigos para que Bem avisasse a Elessear de algum modo sem contratempos, então virou para os ents e falou e voz alta:

-Ents da floresta de Fangorn é chegada à hora da nossa Ultima batalha, dessa vez não temos escolha, a ultima marcha e diferente da ultima batalha e vocês sabem o por que, lembram-se do que fizemos contra Saruman. Devemos fazer melhor, pois a situação é mais complicada e mais difícil, Isengard naquele tempo quase estava sem proteção e agora iremos lutar contra milhares de inimigos enquanto estamos apenas em centena, estamos cansados do mundo, estamos condenados a perecer por velhice e a nossa raça será extinta, as enteposas sumiram e entinhos não vão reaparecer, não sabemos o paradeiro delas talvez até criaturas malignas como eles tenham sido os responsáveis pela morte de nossas enteposas, vamos ents! Até o fim. Se perecermos em batalha a nossa história será lembrada e essa perda não vai ser em vão por que de qualquer forma o rei elessar será avisado…E essas criaturas malignas sumirão da face de arda. Vamos Ents com todas as nossas forças e toda a força de vontade Yavanna pode nos oferecer.
Os ents então começaram a se agitar e a gritar, Fangorn olhou discretamente para Bem achando que esse teira de avisar ao rei elessar sobre a situação, sem saber qual era a real intenção de bem.

Vendo a agitação do ents Gorkil começou também seu discurso:

- Vamos Goblins!!!, Eles não têm chance estão em muito menor numero e, além disso, Dargortt está do nosso lado o fogo consumirá essas árvores malditas. Dargorott juntamente com nossas flechas de fogo extinguirão essa raça que não merece viver, pensem no prazer que teremos em matá-los, pensem na fama que teremos, seremos os seres a derrotar uma das raças mais poderosas de arda. Gorkil parou um momento enquanto os goblins gritavam e se agitavam, logo em seguida gritou:

-Arqueiros!!!. Os arqueiros tomaram a frente e se prepararam.

-Fangorn!!, tomaremos essa chave à força. Atirar!

Imediatamente os goblins atiraram suas flechas que à noite pareciam uma chuva de fogo derramando-se sobre os ents, muitos deles foram atingidos por elas, alguns deles por muitas e rapidamente ficaram em chamas, mas esses não corriam desesperados por água, pelo contrario agüentavam a dor como se nada os tivesse atingido e sem titubear arrancaram grandes rochas do chão e começaram a arremessar contra os goblins, as pedras quando caiam pareciam terem sido arremessadas do céu pelo próprio eru, pois o chão tremia com cada pedra que o atingia esmagando dezenas deles, os goblins começavam a se espalhar procurando serem menos atingidos pelas pedras.

-Infantaria. Infantaria! (gritava Gorkil desesperado), ataquem!

Apesar de grande maioria os goblins eram fracos e os ents fortes demais e caso não tivessem o mínimo de organização seriam dizimados, todos os goblins da infantaria iam pra cima deles, esse goblins estavam armados com machados e na lâmina do machado algo meio esverdeado se via.

Porém eles eram muito numerosos e apesar de muitos deles perecerem antes de se aproximarem dos ents a quantidade vencia e alguns dos ents foram atingidos pelas chamas das flechas, estavam sendo destruídos por dentro e por fora e ao mesmo tempo cercados por milhares de goblins de machados, mas não era tão simples assim cercar os ents, pois um golpe de cada ente arremessava muitos de goblins de uma única vez, porém era a estratégia mais efetiva, evitar que os ents se aproximassem dos arqueiros de fogo para que aqueles fossem cada vez mais atingidos pelas flechas em chamas, porém vendo tudo aquilo gorkil se assusto, pois muitos goblins eram perdidos para matar um ent apenas, então gritou:

-Separem-se. Separem se. Fiquem numa distância razoável um do outro para sofremos menos perda.

De repente um ent se aproxima de Gorkil ele percebe a aproximação e vai pra combate em cima de seu escorpião gigante, Gorkil Golpeia o ent com sua espada e as garras do escorpião, de imediato o ent prepara um chute, mas o escorpião é mais rápido e salta para traz sob o comando de gorkil, rapidamente com suas garras agarra e arremessa algumas pedras grandes de duas em duas atingindo o ent que se desequilibra, quando Gorkil se aproxima o ent com os pés acerta o escorpião, derrubando gorkil e atordoando o escorpião, Gorkil levanta-se monta no escorpião e pula pra cima do ent puxando suas penas com as garras do escorpião derrubando o ent, rapidamente o ent é ferroado, não há mais jeito, sabendo disso Gorkil se afasta e vai por combate, enquanto o ent se debate ao chão.
Do alto da torre Bem observa e estuda as táticas de batalhas adotadas pelos ents e pelos Goblins, de repente um estrondo chamou atenção de bem, este levanta sua visão e vê os Arqueiros sendo atingidos por pedras vindo de trás, gorkil também vê e grita!

-Emboscada. Emboscada dos ents, na retaguarda na retaguarda, espalhem-se arqueiros!

-Lutem ents Lutem!! cairam em nossa armadilha, ainda temos chance. (disse fangorn).

O chão já estava repleto de corpos de ents e goblins em muito maior número, os goblins tinham se desorganizado devido à emboscada.

-Dargortt. Dargortt. Gritava Gorkil desesperado, olhou pra a montanha e nada viu, o medo o acometeu, mas de repente uma sobra alada refletida pela luz da lua, sobra essa que se aproximava dos ents que estavam atacando os arqueiros, era Dargortt, como um raio ele mergulha e atinge alguns dos ents que estavam na emboscada derrubando-os, subiu mais uma vez e descia lançando chamas para todos os lados onde estavam ents, alguns deles eram instantaneamente mortos.

Dargortt era um Dragão grande Alado negro com adornos azuis escuros em seu corpo, tinha dois grandes Chifres na sua cabeça e na ponta de seu rapo existia uma algo como uma bola cheia de espinhos, parecia ser feita de seus próprios ossos, no momento que Dargortt chegou à luta começo a desequilibra completamente, alguns ents o atacavam com pedras, mas ele desviava de ambas ou as destruía no ar com sua cauda, e matava cada vez mais e mais ents com apenas um ataque de chamas, Dargortt era poderosíssimo, mas não tão quando seu pai Dargorot.

Vendo a situação desequilibrar fangorn ordenou que os ents se concentrassem de Dargortt, muitos o atacavam, mas não obtiveram sucesso, alguns se concentravam nas tropas e outros a sua grande maioria no dragão, nessa oras os ents eram pouquíssimos e Dargortt decidiu atacar fangorn, veio em sua direção rapidamente desviando das pedras e quando se aproximou uma delas o atingiu de raspão, rapidamente Fangorn pegou outra pedra e atirou contra o Dragão, este conseguiu se re-equilibrar e destruiu a pedra com sua cauda e descendo acertou fangorn com a mesma, fangorn se desequilibrou, mas não caiu, não havia mais ents, apenas Fangorn e Dargortt e algumas dezenas de Goblins, Dargortt então gritou:

-Deixem esse comigo. (sua voz era grossa e imponente)

Quando Dargortt voltou e preparou-se para as chamas, com a mão esquerda fangorn arremessou-lhe uma pedra pegando-o despercebido atordoando, então com a direita ele arremessou mais uma atingindo em cheio a cabeça de dargortt que desacordado caiu de uma grande altura e no impacto no chão a terra tremeu e todos pararam, fangorn caiu para traz exausto e muito ferido, os goblins se aproximaram de Dargortt e constataram que ele estava morto.

Assim pereceu Dargortt “o terrível”, filho de Dargoroth agora Senhor dos Dragões afinal só existia ele que era senhor de si mesmo.
-Não pode ser! (Gritou Gorkil), Dargortt morto!? Parou um pouco e pensou, “Pelo menos ele levou o ent maldito com ele”. Virou-se para o resto das tropas e falou:

-Tivemos uma Grande Perda Goblins…E teremos que enfrentar a fúria de Dargorott vamos, achem essa chave maldita abram a torre e levem tudo temos que diminuir a ira de Dargorott.

Após procurar por todos os ents não encontraram nada…

-Nada senhor (falou um dos goblins)

-Como nada!!! (Gritou Gorkil)Maldição! Vamos de mãos vazias para moria sem grande parte das tropas e principalmente sem Dargortt vivo…, Vocês vão pagar! todos vocês, Dargorott não vai perdoa-los, se preparem para morte…, Agora peguem o corpo do dragão e vamos levá-lo.
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Cap 5 – Segredos Descobertos

Ben observava com espanto todos aqueles corpos no chão, e pela primeira vez viu uma batalha de grandes proporções, os goblins ferroavam o chão como um cobertor negro gigante e os ents estavam em sua grande maioria carbonizados, apenas Fangorn estava com poucas partes do seu corpo queimado, porém estava lá no chão caído aparentemente morto.
-Malditos Goblins!! Os ents poderiam ser de grande valia para minha proteção e meu conhecimento, esse mizeráveis ainda estão por perto, vou ter que esperar algum tempo para sair daqui.
Ben então se virou e se retirou da janela, ele entrava de porta em porta na torre procurando uma cama ou algum lugar para dormir, depois de um tempo entrou em uma das portas e lá achou o que procurava estava uma cama e algumas poltronas, criados mudos, cômodas entre outras coisas ainda não levadas pelo rei elessar, todos os moveis estavam cobertos por um pano branco muito empoeirado e com algumas teias de aranha, o quarto era sombrio, bem então se aproximou da cama e puxou o lençol, ao ver a cama ele ficou maravilhado, era uma cama grande muito parecida com as tão faladas camas dos reis, os pés eram enormes para o pequenino vinham do chão quase até o teto, nas quatro pontas eram amarradas quatro pontas de um lençol, sendo este pendurado ao centro por um fio ligado ao teto fazendo com que o lençol tomasse uma forma pontiaguda ao centro que se erguia acima dos pés, eram dois tons de negro com dourado, a madeira era de um tom escuro e aos olhos de bem parecia ser madeira de lei, haviam ainda dois travesseiros dourados com negro, diferentemente de uma cama pequena a qual ele viu a algumas portas atrás.
-Essa deve ter sido a cama do Saruman, enquanto a outra acho que era do Grima… é essa que eu vou dormir, o Jone está bem Instalado lá embaixo… . Deitou-se e dormiu.
No dia seguinte bem levantou cedo, pouca comida lhe restara, mas o suficiente para pelo menos duas semanas segundo seus cálculos, então foi procurar pela torre se tinha sobrado algo, porém sem sucesso o que tinha estava estragado, algumas frutas e verduras.
-Será que na Floresta tem árvores frutíferas?-Pensou ele.
Então seguiu para a janela com o intuito de verificar se goblins ainda estavam por lá e se via alguma árvore frutífera, chegando lá não havia nada de suspeito, os corpos estavam todos lá dos ents e dos goblins, com exceção de alguns detalhes que só puderam ser visto a luz do dia, porém algo chamou muito a atenção de Ben, o suposto corpo de Fangorn não estava lá, Bem se espantou…
-Fangorn não está morto? Mas…para onde lê foi?, ou será que levaram seu corpo durante a noite?
Então Ben gritou:
-Fangorn! Fangorn!
De repente ele houve uma voz Grave falando calmamente:
- Aqui pequeno…
Ben olhou mais a frente e lá estava Fangorn em pé, ultimo remanescente dos ents aquele que matou Dargortt “ O Terrível”, Fangorn estava olhando atentamente para cada corpo de ent, na esperança de encontrar algum vivo.
-Você está bem?
- Não tão bem como antes da batalha…, porém, não tão mal como meus irmãos…(disse com profunda tristeza)
Ben parou um pouco e perguntou:
-Será que os Goblins voltarão?
-Não tão cedo pequenino…, não tão cedo…, eles tiveram muitas perdas consideráveis e devem agora estar enfrentando a fúria de seu líder Dargorot, esse que é mais poderoso ainda que seu Filho Dagortt, morto aqui por mim, ele é uma arma poderosíssima que está apenas esperando a hora para agir com força total…, mas não devemos ficar aqui, não é seguro, vamos pequeno desça com seu animal e vamos para o Abismo de Helm, lá estaremos seguros e você poderá voltar para sua casa…
Bem então pesou:
-Se eu for com ele agora toda a minha viagem será em vão e meu objetivo não será cumprido, não perdi tanto tempo e corri muitos riscos a toas para desistir assim…
Olhou para Fangorn e falou:
- Eu me preocupo com você fangorn…, seu estado ainda não é dos melhores e como você falou temos alguns dias para nos recuperarmos, e além disso ,minha comida está escassa…
-Eu imaginei isso e colhi algumas frutas para você, mesmo não sendo do meu agrado, mas sua vida não se compara a umas frutas e por isso colhi algumas para vocês, estão na porta da torre desça e pegue.
Bem conversou um pouco com fangorn enquanto comia com Jone, ao terminar ele entrou e subiu.
-Eu vou cuidar dos corpos de meus irmãos, enquanto isso descanse bastante (Disse o ent).
Bem subiu e já começou a procurar que queria, depois de muitas horas o hobbit já estava exausto e sentou em uma poltrona no quanto o qual dormiu, quando encostou a cabeça, o apoio da cabeça da poltrona quebrou e sua cabeça atingiu uma runa desenhada em forma de mão na parede, de imediato tudo começou a tremer e algo como uma passagem secreta se abriu por trás da cama, bem olhou com atenção mesmo assustado e se aproximou, então viu algo como uma grande biblioteca e deposito de entulhos, atravessou a parede e parou…
-Finalmente!, tudo o que eu procurava deve estar aqui e começou a averiguar tudo.
Depois de muito procurar encontrou alguns pergaminhos que falavam justamente a respeito do poder dos anéis e da forja dos mesmos, nem o próprio rei elessar sabia dessa sala secreta em Orthanc, Saruman a fez a escondida com o máximo de segredo que pode guardar, morreu e o lavou consigo.
Ben passou toda a noite estudando os papéis e observando os desenhos, ele descobriu quase tudo o que saruman sabia sobre anéis e forjas, e aprendeu muito sobre maquinarias, e finalmente encontrou a gravura do anel que estava agora em seu dedo anel que outrora foi de Saruman a qual bem pegou para si após sua morte, começou a ler sobre esse até que algo o chamou atenção, Saruman tinha escrito:
“…muitos anos eu passei pesquisando sobre anéis e forja e logo agora que consegui criar meu anel parece que falhei, no entanto sinto que meu poder caiu bruscamente desde que me revelei e principalmente depois de fazer esse objeto, sei que esse anel tem culpa nisso, porém, não tenho certeza disso e mesmo se tivesse não sabia como corrigir…, o próprio Saurom enfraqueceu quando criou os anéis um sacrifício momentâneo para prolongar sua vida mesmo com parte de seu poder destruído, se o um estiver inteiro Saurom também está é uma conexão inevitável e isso está acima de meu conhecimento…”
-É isso!! Ele fala que seus poderes caíram bruscamente após tentar forjar esse anel, e poder é o que sinto quando o tenho, Saruman conseguiu sim impregnar grande parte de seu poder aqui nesse anel e seu espírito está vagando por arda sem poder, mas cresce pois apesar de o anel não sair tão perfeito quanto o um o mínimo e mais importante lê conseguiu…!!(disse bem com felicidade), logo como Saurom, Saruman pode voltar.., afinal não foi completamente destruído, preciso trazer Saruman de volta, serei recompensado e bem recompensado e ficarei rico e famoso …(deu uma gargalhada de felicidade), naqueles pergaminhos também se falou de necromancia, a arte que mexe com os mortos e é através delas que eu vou trazer Saruman de volta, para harad, local de poderosos necromantes é pra lá que eu vou…

O Fantasma do Santo Graal

SONHOS ESTRANHOS
CAP.I

Legolas bufou de impaciência. Shala era o único a não conseguir escalar
aquela porcaria de colina. Mas ao contrário do seu cavaleiro, o cavalo
de Shala estava desejoso de subir aquilo:
-Vai mais devagar!! Ainda partes uma perna! – ordenou Shala, descendo o
centímetro de colina que já tinha subido. Legolas bateu com a mão na
testa:
-Mas será possível??? Despacha-te, elfo!! – berrou Legolas. Todas as
vezes que passavam ali, os membros da patrulha de Legolas diziam que
ele estava a ficar parecido com o pai, e isso irritava o nosso
amiguinho. Mas desta vez, só desta vez, Legolas tinha razão para se
irritar; o pai tinha ido falar com Elrond, e quem é que ficou
encarregue da regência do reino? Ele, Legolas. Hoje tinha de ir ter com
o pai, e a sua patrulha só atrasava… santa pachorra…

 

 

Por fim, lá seguiram viagem… estavam a meia hora de distância de Rivendell, e, a meio do caminho encontraram Estell e os gémeos:
-Olá, olá!! O que vos traz por cá!! – exclamou, com vontade de irritar, Estell. Legolas saudou com gosto os amigos, e seguiram juntos para Rivendell.

Estavam quase a atravessar o rio, quando viram os Templários ali parados, a descansarem os cavalos. Legolas tinha conhecido dois deles; Percival e Al-Maarri, que, coitado, morrera. Parcival, assim que os viu, acenou-lhes. Os elfos param perto:
-Então, tudo bem na vida? Quem nos dera a nós ter a vossa vida; ficar quieto, ver a família sempre que apetecesse, mas, ai de mim, temos de regressar rápidos ao Templo. Adeus e vê se tratas da minha irmã melhor que o Lancelot. Avisa quando for o dia do casamento! – mas Percival já galopava para longe, por isso Legolas não conseguiu ir atrás dele para lhe bater. Os outros elfos não param de gozar com ele o resto do caminho…

Quando chegaram a Rivendell, os filhos de Elrond tiveram uma recepção calorosa, mas os elfos de Mirkood levaram nas orelhas porque tinham chegado cinco minutos atrasados. Legolas ainda levou uma galheta por não saber fazer nada de jeito…
Mas a hora do jantar foi melhor, excepto, claro, para Legolas. Assim que Estell contou ao pai o que Percival lhes tinha dito, Thranduil não se calou um minuto. Nem os gémeos sonhavam que ele era ainda mais irritante que eles quando estava de bom humor.

Depois do jantar, Thranduil seguiu o filho até ao quarto, e quando estavam sós, perguntou-lhe:
-Mas tu gostas dela, não é? – Legolas corou e ficou mais vermelho que um pimento. Já praticamente todos tinham descoberto o seu ponto fraco. Thranduil riu-se e deixou o filho sozinho.

Legolas deitou-se, e teve um estranho sonho;

Era uma tarde calma em Mirkood, o sol brilhava e os pássaros cantavam.
Subitamente, um vulto dobrado sobre um cavalo negro apareceu; era Maria. O braço direito dela estava partido, apresentando golpes de maça.
Legolas foi ter com ela, e Maria caiu-lhe nos braços. Estavam quase a beijar-se, até que uma névoa esbranquiçada surgiu, e depois apareceram Lancelot e Bors, os dois feridos, e depois apareceram ainda Galahad, Ana e Sheradan. Estas duas estavam ilesas. Subitamente, ouviu-se um grito, e apareceram Robin e Bedevere enforcados numa árvore. E então, no meio daquela confusão, Legolas distinguiu um belo cálice a voar. De repente, ouviu a voz fraca de Maria:
-Não vás atrás dele… – e depois a rapariga morreu.
Legolas caiu de joelhos, e ficou ali a chorar. Todos os outros morreram, segundos depois. E depois ele viu-se em Rivendell, e à sua frente estava Al-Maarri, vivo.
Então, o fantasma de Maria veio ter com ele, e disse:
-Acorda.

E Legolas sentiu subitamente um frio gélido a entornar-se sobre ele, e abriu os olhos; à sua frente, Thranduil, Glorfindel, Elrond e os filhos e quatro dos amigos escoceses riam-se do elfo, ensopado com água fria. Ao lado da sua cama, estava uma figura feminina, alta e magra, com um balde molhado na mão; era Maria:
-Então preguiçoso?? A esta hora, em Camelot, já se deve fazer os exercícios militares!! Sabes a que horas é que nos levantamos em Camelot? Ás cinco da matina!!! Sabes que horas são? Sete e meia!!! A esta hora já se fazem exercícios militares!!! – ralhou Bors, muito brincalhão. A custo, Legolas levantou-se.
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O SONHO COMEÇA A REALIZAR-SE
CAP.II

Depois do pequeno-almoço (para os elfos, pois para os nossos amigos escoceses já era almoço) estavam todos a passear no jardim, quando o vento sul soprou, quente e abafado. Então, uns arbustos próximos mexeram-se.

Todos olharam, e, para surpresa dos escoceses e dos elfos de Mirkood, de lá saiu Al-Maarri, vivinho da silva, montado no seu cavalo preto.
O Templário tremia, e ás tantas caiu para o lado.
Maria e Bors deram uma corrida rápida até ao amigo. De todos ali presentes, eles eram os que conheciam melhor Al-Maarri.

Legolas não gostou muito de ver o Templário apoiado em Maria, mas Al-Maarri estava todo arranhado e metia dó. Ele mal se aguentava em pé!
Bors e Maria deitaram o Templário no chão, e a rapariga perguntou-lhe:
-O que se passa Al? Eu jurava-te morto!
-Deram-me uma segunda oportunidade… oiçam… – mas o Templário não acabou, pois Maria pôs-lhe um dedo nos lábios. Em seguida ajudou o amigo a levantar-se e foram para o quarto dela.

À noite eles os dois não apareceram para jantar, e isso perturbou ainda mais Legolas. Depois da refeição nocturna, ele dirigiu-se ao quarto da rapariga. Ele tinha que contar o seu sonho a alguém e tinha de ser a ela! Bateu à porta, e Maria mandou-o entrar.
Lá dentro estavam Maria e Al-Maarri, deitado na cama. Maria enrolava-lhe um pano numa ferida. Legolas sentou-se ao pé deles.
-Tenho de vos contar uma coisa.
-Que és moreno? – Maria riu-se. Al-Maarri podia estar ferido, mas nunca perdia o seu bom humor e o seu jeito desastrado de ser.
-Que graça! Eu quero-vos falar de um sonho que eu tive; eu estava em Mirkood… – e o elfo ficou a contar o seu sonho aos dois amigos. Quando acabou, Al-Maarri disse:
-O Santo Graal… já tive esse Cálice nas minhas mãos. Esse é um objecto de bruxedo, digam o que disserem. Vão por mim; ele está amaldiçoado! Uma vez o Grão-Mestre contou-nos uma lenda a cerca disso:

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Sentou-se ao lado de Mike, o Cavaleiro Templário com quem ele mais simpatizava. Então o Grão-Mestre começou a falar:
-Meus bravos Cavaleiros do Templo, conto-vos hoje uma lenda acerca do Cálice que trouxemos da Fortaleza de Acre; havia um Cavaleiro chamado Niceta, que regressava, vitorioso de uma grande batalha. Trazia consigo o Santo Graal, o mais rico e desejado tesouro à face da Terra. Para o conseguir, tinha morto o seu próprio irmão, Aumont.
De noite, quando ele tirou o Cálice do saco, para o contemplar, jurou ter visto o seu irmão dentro dele. Niceta guardou o Cálice, antes que ficasse louco.
Na manhã seguinte, os seus cavaleiros encontraram-no morto… foi a vingança de Aumont.
Diz-se que ainda hoje o Fantasma do Santo Graal, como ficou chamado, guarda o Cálice.
-Então ele mora na nossa cave!! – disse Diana, uma das cozinheira mais jovens..
-Pode dizer-se que sim. Por isso, mantenham-se afastados da Arca da Aliança, que foi lá que foi depositado o Cálice! – avisou o Grão-Mestre.

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- nunca mais me esqueci disto… – disse Al-Maarri, com ar sonhador:
-Da Diana ou da lenda? – perguntou Maria, sempre pronta a brincar. Al-Maarri levantou-se e desatou a correr atrás dela, para fora do quarto.

Lá dentro ficou Legolas, pensativo… teria sido aquele sonho um aviso?

A MORTE DE ROBIN E BEDEVERE
CAP.III

Os dias passaram e o Templário melhorou. Ele iria para Camelot com os outros, até se recuperar por completo.

Com os cinco amigos foram os elfos de Mirkood, e com os elfos de Mirkood foi Estell, que deveria receber umas lições de Legolas de arco e flecha.

Ora corria tudo bem e ia tudo pacato; os escoceses e o Templário cantavam, os elfos iam na paródia uns com os outros, aproveitando o facto de Thranduil ir distraído a falar com Estell. Subitamente, vindo dos céus, aterrou Grifo, muito cansado. Pelos vistos trazia novas:
-Nem sonham vocês o que eu vi!! O Robin e o Bedevere encontraram orcs e fartaram-se de lutar. Eu tentei ajudar, mas os orcs capturaram os dois totós e levaram-nos. Eu não pude ajudar. – disse o grifo, ofegante. Maria, Lancelot, Galahad e Bors entreolharam-se. Al-Maarri não conhecia muito bem os tipos mencionados pelo grifo. Nem sequer conhecia o Grifo!!
-Galahad, ficas aqui com o Al enquanto nós vamos á frente… leva os cavalos! – ordenou Maria, montando Grifo, seguida de Lancelot e Bors. Então o grifo chamado Grifo (que original) levantou voo.

Enquanto isso, a companhia estugou o galope dos cavalos, e chegaram à Escócia em 3 dias. Foram encontrar-se com os outros em Sherwood.

Chegaram finalmente às bordas da floresta, e entraram:
-Tenho um mau pressentimento! – exclamou Al-Maarri, arrepiando-se. Definitivamente, manga curta numa Escócia primaveril não era boa ideia. Avançaram, sempre atentos, até que chegaram a um local onde jaziam imensos orcs. Então, perto de uma árvore, encontravam-se 5 figuras; três no chão, cabisbaixas, com os elmos debaixo do braço, em sinal de respeito, e duas enforcadas na árvore. As três figuras eram Maria, Lancelot e Bors. Este último ferira-se gravemente no braço. E as duas figuras penduradas na árvore… eram Bedevere e Robin. Estavam mortos.

Ninguém ali conseguia que os dois amigos tinham morrido daquela maneira, cruel e grotesca.
Para ajudar à festa, guiados por Grifo, que voava lá em cima, chegaram Arthur e os restantes Cavaleiros da Távola Redonda. Com eles vinham Ana e Sheradan.

Maria, Lancelot e Galahad, ajudados por Al-Maarri, naquilo que o seu corpo ferido o deixava fazer, tiravam os dois companheiros da sua forca. Maldição, tinham chegado tarde demais!
Ana, coitada, toda desnorteada, ia dando uma ajuda aqui e acolá, e Sheradan, que coitada, só de pensar que Bors poderia ter morrido, tentava controlar as lágrimas. O cavaleiro estava a sentir-se mal, pois a faca com que tinha sido golpeado no braço estava envenenada.

Assim morreram dois bons amigos e dois bons Cavaleiros da Távola Redonda; Sir Bedevere, o Esperto e Sir Robin, o Não-Tão-Bravo-Quanto-Sir-Lancelot,-Mas-O-Bravo… em silêncio choraram-nos os amigos e o rei.

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MARIA VEM A SEGUIR
CAP.IV

O funeral foi triste, frio e chuvoso. Bors estava cada vez mais fraco, e apesar das insistências da namorada, fora ao funeral dos amigos. Ele e Robin eram bons camaradas, apesar de não o parecer.

Depois da cerimónia fúnebre, os elfos deixaram Camelot. Sem que ninguém soubesse, o medo comia Legolas de dentro para fora; quando chegaria a vez de Maria? Al-Maarri já estava, Bedevere e Robin também, a Bors, o destino tinha sido como no sonho de Legolas, faltavam Lancelot e Maria… quando chegaria a vez deles?

Duas semanas se passaram, e Legolas foi em patrulha e regressou. Como nunca mais acontecia nada, Legolas começou a acreditar em coincidências, e a não acreditar que o resto do seu sonho se concretizaria, ficou descansado.

Mas, numa tarde calma em Mirkood, enquanto filho e pai lanchavam, pela janela aberta entrou a cabeçorra de Grifo. Os seus olhos de serpente flamejavam de ira:
-Salta imediatamente para cima de mim e vamos até Camelot! Alguém lançou alguma maldição aquela cidade!! – ordenou o animal. Legolas obedeceu prontamente, o que deixou o pai confuso, zangado e preocupado ao mesmo tempo.

-Mas porquê que interrompeste o meu lanche? São raras as vezes que eu e o meu pai nos damos bem!!! – reclamou Legolas, enquanto sobrevoavam os portões de Mirkood:
-Tu e o teu pai deviam ser como o rei Arthur e os filhos dele; não se zangam, estão sempre unidos… quanto estão juntos são uma autêntica bomba de risos ambulante! – exclamou Grifo –Não sei como é que vocês, elfos, se dão tão mal uns com os outros!!
Legolas ficou pensativo. Realmente, era verdade; os elfos, criaturas tão especiais e sentimentais, darem-se mal com os da própria espécie, e da própria família… estavam a ficar parecidos com os humanos, e isso era mau, muito mau!
Chegaram então à Escócia, e param num bosquezinho. Aterraram numa clareira, e à sua frente deparam-se com duas figuras; uma sentada de joelhos, com a cabeça de outra pessoa ao colo. Eram Al-Maarri e Maria. Ia dando um ataque cardíaco a Legolas.

Legolas montou colocou Maria em cima de Grifo e montou atrás dela. Al-Maarri montou o seu cavalo, Black Champion, que tal como Ciclone era todo negro, forte e peludo. Tinha a crina e a cauda curtas, e nas suas patas apresentava várias cicatrizes. A vida de um cavalo de um Templário não era fácil! Tinha uma estrela branca na testa. Era um belo animal!

Grifo levantou voo, e Black Champion partiu a galope, seguindo Grifo e seguido por Ciclone, aleijado no ombro.

Quando chegaram a Camelot, Grifo viu uma janela aberta (que por sinal era a da sala da Távola) e como viu que lá dentro estavam os amigos e o pai da rapariga ferida por uma maça, no braço, entrou sala adentro. Isto é, se ele não tivesse ficado preso pela cintura; metade de grifo fora, metade de grifo dentro. O rei e os outros ficaram embasbacados:
-Mas… que raio…? – mas então o rei reparou na filha, e deu uma corrida rápida até ao animal –Aonde a encontraram?
-Perto de Sherwood… o Templário estava com ela… devem ter sido atacados e ele não a deve ter conseguido ajudar… – disse Grifo, maliciosamente. O animal de Avalon detestava Al-Maarri, mas não sabia bem porquê. Segundo ele, eram os olhos cor-de-mel do jovem rapaz que o incomodavam. «Muito doces para o meu gosto.» era a desculpa que o bicharoco dava.
-Quando o Al-Maarri chegar, mandem-no ter comigo! – ordenou o rei, enquanto, ajudado por Lancelot, levavam a rapariga para a enfermaria. Bors ficou encarregue disso.

Mandaram o elfo ir com Bors, para o caso de o Templário se tornar agressivo:
-Ele pode só ter vinte anos, pode ser um paz de alma, pode ser um grande desastrado e um grande companheiro, mas ele é muito forte. E nunca fiando naqueles Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão; em Jerusalém combatem todos os dias, por isso os rapazolas de quinze anos podem lutar tão bem quanto um cavaleiro de cá, já muito experiente. – nalgumas coisas Bors tinha razão; apesar de jovem, Al-Maarri era muito musculado, e podia facilmente tornar-se agressivo.

Foi no meio da conversa que chegou Al-Maarri. Parecia preocupado e com disposição para ajudar:
-Calminha, segue-nos até à sala da Távola! – ordenou Bors, rispidamente:
-Deu-te uma de Grão-Mestre? Como é que está a … – mas Bors agarrou Al-Maarri pelo pulso e fê-lo seguir caminho.

Legolas ia atrás, mas viu Grifo a comer um javali e foi ter com ele:
-Fizeste de propósito. – disse. O grifo olhou para o elfo com os olhos de cobra a cintilarem de crueldade:
-Vou avisar-te só uma vez; ou estás do meu lado e ficas caladinho, ou sofres as consequências! Digamos que o teu pai parece ser muito tenrinho… e não são todos os grifos que conseguem almoçar um elfo!!! E olha que daqui até Mirkood é um pulinho! – ameaçou o grifo, vorazmente. Legolas calou-se e arregalou os olhos.
-Vou ver como é que está a Maria… – e o elfo desatou a correr para o castelo.

Entrou e começou a subir as escadas. Foi então que, para seu espanto, viu que dezoito guardas, daqueles tipos maciços, levavam Al-Maarri em direcção aos calabouços. Legolas continuou, ainda mais confuso… aquele grifo diabólico precisava de um travão no seu comportamento!

Chegou finalmente à enfermaria, e quando abriu a porta deparou-se com um milagre; apesar de ter o braço partido, Maria estava de pé, a correr à frente da enfermeira:
-Menina!! Já lhe disse que precisais de descansar!!
-Descansar uma ova!!! O meu cavalo tem um arranhão no ombro, ainda não alimentei os cães, ainda não escovei o Grifo… e está quase na hora de eu sair em patrulha!!! Não posso descansar; tenho a agenda cheia!! – corroborou Maria. A rapariga saltou por cima da cama e saiu. Mas ainda chocou com Legolas… (mas do lado de fora) –Olá!! Tu por cá!
-É… eu por cá… conta-me o que aconteceu. – pediu Legolas. Levantaram-se, e a rapariga disse:
-Eu e o Al estávamos a passear, quando qualquer coisa que eu não consegui ver me atingiu no braço… eu ouvi o osso estalar… e depois não me lembro de mais nada!
-Como era a criatura que vos atacou?
-Era grande… e forte… disso não tenho dúvida! Veio do céu, por isso era qualquer coisa que voava… e era fria! – o elfo, ao ouvir a descrição da rapariga, ficou pensativo; Grifo era grande e forte, voava, mas não era frio… pelo contrário!! Era bem fofinho! –Mas chega de falar de mim; onde está o Al?!
-Ah!!! Era isso que eu te vinha dizer!! Foi parar ao xelindró!! O Grifo acusou-o de cobardia! – disse Legolas, lembrando-se das ameaças do animal:
-O quê?! Ele sofre de claustrofobia!! – exclamou Maria, indignada. Deram os dois uma corrida até às masmorras, entraram e dirigiram-se a uma das celas.

Lá dentro estava uma figura alta e musculada, muito encolhida a um canto e toda suada. Maria chamou-a:
-Al!! Anda cá! – foi então que ela viu que o amigo tinha acabado de chorar. Ela recuou, pensou um pouco e depois elevou a mão direita. Murmurou qualquer coisa em galaico e a porta da cela explodiu. Entraram o elfo e a rapariga.

Depois de acalmado o jovem Templário, subiram para terem uma conversinha com o rei.

Foi milagre Maria estar ali para resolver a situação… felizmente o sonho do elfo não se concretizou… mas valeu-lhe um susto!

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O FANTASMA
CAP.V

Estavam quase a chegar à sala do trono, quando viram o rei a descer na sua direcção. O rei olhou para Al-Maarri e ajoelhou-se:
-Perdoa; acusei-te injustamente de cobardia. Se tivessem sido atacados, tu tê-la ias defendido até à morte… e eu perdoo-te, pois aconteceu mais um ataque, e tu não estavas presente. – pediu o rei. O Templário ficou-lhe grato:
-Quem foi atacado desta vez, pai? – inquiriu Maria. O rei olhou a filha:
-Uma patrulha… mas está longe e não podemos ajudar… Maria, preciso que vejas o Bors, afinal venenos são a tua especialidade. – dirigiram-se os quatro à enfermaria, e deitado numa cama estava Bors, cujo veneno do gume que o atingira estava a começar a fazer efeito. Sheradan, desesperada, chorava ao ver o amado contorcer-se de dores…

-Mas que diabos…?! Aqui à bruxedo!!! – gritou Al-Maarri, pegando no seu terço.
-Morgana… – murmurou Arthur.

A rapariga olhou para Bors. Este era fácil; deu-lhe um contraveneno e ele parou com as contracções.

Al-Maarri chegou ao pé de Maria:
-Isto é estranho… não conheço nada que provoque isto! – disse-lhe.
Legolas andava um pouco mais atrás, perto da porta, quando viu Galahad entrar; vinha com um golpe na cara, e, como sempre, com Ana atrás dele.

Foi aí, que, discretamente, Bors abriu os olhos, e num tom de gozo disse:
-Miúdo, tu passas a ser um adulto perto deste Cristão aqui… – Galahad ficou intrigado, e só depois reparou em Al-Maarri, que murmurava para o terço qualquer coisa do tipo «Pai nosso, que estais no céu…»:
-E por quê? – indagou ainda mais confuso Galahad.
-Tu tens vinte e um… ele só tem vinte! – ena, grande notícia! Galahad ficou muito animado, e a sua animação foi suficiente para Bors e todos os presentes naquela sala se rirem um bocado.

Mas voltando a assuntos sérios; Galahad estava perto da janela, e esta abriu-se sozinha, mas ninguém ligou. Então, subitamente, Galahad gritou e saiu dali, pois jurou ter visto um fantasma. Al-Maarri aproximou-se da janela supostamente assombrada:
-Não vês que não está nada aqui? – mas o Templário estava totalmente enganado. Qualquer coisa invisível pegou numa faca e escreveu no braço do Templário:

Were is the Graal? (Onde está o Graal?)

Al-Maarri gritou de dor e caiu de joelhos. Que raio!? aquela cidade estava embruxada!!

O Templário olhou o braço, horrorizado:
-Eu estou condenado!! Valha-me São Jorge!!! – e depois levantou-se e pôs-se a rezar outra vez:
-Que diabo…?! É…é… é… – gaguejou Sheradan, mal acreditando nos seus olhos:
-O FANTASMA DO SANTO GRAAL!!! SANTA MARIA ME ACUDA!!!! – desesperou Al-Maarri, estacando, incapaz de mover um musculo.
O ser fantasmagórico olhou para ele; não passava de uma bruma de olhos negros, de forma torcida e vergada pelo vento:
-Onde está o meu Graal!! – exclamou, voando para Al-Maarri, que tremia como uma vara verde. Sem dó nem piedade, o fantasma trespassou-o, e o Templário gritou e caiu. Maria e Legolas quiseram ajudar, mas o fantasma dissipou-se-lhes por entre os dedos e sumiu. Foram então ajudar Al-Maarri.

A ALINÇA COM O CAVALEIRO
CAP.V

Fora um grande susto para o pobre Cavaleiro de Cristo; ele teimava em manter os olhos fechados como modo de defesa (se ele não visse, ninguém o veria). Mas ele estava cheio de febre, e suava como se estivessem 50º graus e tivesse andado a correr pelo deserto:
-Assombração… eu vi o Fantasma de Sir Aumont… ai, pobre de mim!!! – lamentava-se Al-Maarri.

Maria e Legolas encontravam-se nos estábulos, com Estrela, a cadelinha galga do rei. Legolas gostava muito daquela cachorra; dourada, grande, magra e rápida, muito brincalhona e com uma estrela negra no meio do focinho. O elfo matutava nas palavras duras e cruéis de Grifo, e resolveu contar à amiga o que se tinha sucedido:
-Maria… tu confias a 100% no Grifo? – Maria ergueu-se e pousou a escova de Ciclone. Aproximou-se do elfo e passou-lhe a mão na face:
-Não… porquê?!
-Quando o Al-Maarri chegou… eu fui falar com o Grifo… disse que ele tinha acusado o miúdo de propósito… e ele ameaçou-me; ou calava-me ou… ainda comia o meu pai… – Maria ficou perturbada com o relato do elfo. Afastou-se dele e disse:
-Ele tem tido recaídas… no outro dia, quando ele estava fora… fui até à jaula dele, e encontrei um cadáver de um elfo… já com uma semana. – disse Maria. Legolas lembrou-se subitamente de Shala, que estava desaparecido havia uma semana:
-O Grifo caçou-o!!!! Aquele animal tem de ser travado!!! – exclamou Legolas, entrando em estado choque. Só de pensar que agora neste momento o seu pai poderia estar a ser comido pelo diabólico grifo…

Saíram dos estábulos em direcção á enfermaria. Lá dentro, agora com os olhos abertos, encontrava-se Al-Maarri. O pobre Templário estava à beira de um ataque de nervos, quando viu entrar Maria e Legolas.

Estranhamente, todos os presentes pareciam assustados, e os recém-chegados sem saberem o porquê:
-Olhem para trás de vocês… – pediu Al-Maarri. Legolas e Maria viraram-se… e deram de caras com o Cavaleiro da Morte.