Depois de comer até estar cheio, Rarum começou a beber vinho tinto, óptimo, vinho da colheita do ano 876 desse milénio, das vinhas pedidas das distantes montanhas Rodeorn. Entendendo os seus limites, o anão pôs o vinho de lado. Foi pedida a sobremesa, três apetitosos bolos, um pão-de-ló, um de ananás e um de laranja, juntamente com tarte de maçã. Rarum já não comeu muito, pois encontrava-se cheio, mas não dispensou uma fatiazinha de tarte de maçã. Depois … [Leia mais...]
Viagem de um Anão – Capítulo 5 – A cidade das copas
Rarum esticou o seu braço mais uma vez para as traseiras, esquecendo a presença da raposa. Quando se lembrou, já a sua pele áspera havia acordado o animal que dormia docilmente. Rarum apanhou um susto mas para sua enorme surpresa, o pobre mamífero levantou-se e deu uma lambidela húmida com a sua língua quente, na face assustada do anão. Rarum, assustado disse-lhe: -Afasta-te! Por favor afasta-te! A raposa assim o fez, para o enorme espanto de Rarum. Morit apenas mostrou um sorriso troçador como quem diz “Eu … [Leia mais...]
Viagem de um Anão – Capítulo 4 – Luzes e Estranhos Vigilantes na Floresta
Morit continuou em frente, enquanto Rarum ressonava monstruosamente nas traseiras da carroça e a hortelã que mascava ininterruptamente lhe retirava a sonolência. O cavalo, que, como todos os animais, não era afectado pelo pó dos sonhos continuava a caminhar. Passaram por eles inúmeros viajantes, alguns a pé, outros a cavalo, um ou outro de carroça. Outros ainda ultrapassaram-nos agarrados as suas altivas montadas, cavalos de todo o mundo, galopando com os seus cascos ferrados martelando na terra batida. Mas todos a mascar hortelã. … [Leia mais...]
Viagem de um Anão – Capítulo 3 – A caminho do Pântano dos Sonhos
Rarum e Morit atravessaram a cidade. Estava um tempo bom. O sol não queimava pois uma brisa fria cortava o ar e atenuava o calor do astro. Entraram por uma grande avenida e foram a direito ate aos portões da cidade, no lado Ocidental. Aí subiram a muralha, que não era muito alta e que contrastava com a cidade branca, pois era feita de uma madeira cor de mel, por umas escadas um pouco acidentadas. Rarum ia a frente, andando rápido, com sua barba grande a afastar-se da cara devido ao vento e com o mago Morit logo atrás. Chegou ao pé de um homem … [Leia mais...]
Viagem de um Anão – Capítulo 2 – Chá de tília e pão com mel
Depois de um ou dois segundos calados Morit quebrou o silêncio: -Bom então está pronto? -Estou sim Morit… estou farto de estar nesta cidade de homens presunçosos. E no outro bairro é só má gente! Maldita a hora em que me mandaram para aqui. Bom o que interessa e que era suposto eu ter vindo apenas entregar uma carta do meu venerável rei Loirin, o loiro, ao rei dos homens do sul, Sarat, e já cá estou á quase dois anos! Bom eu vou buscar a carroça a casa do guarda Lorent, o único … [Leia mais...]
Viagem de um Anão – Capítulo 1 – Um Estranho Caminhante
No bairro Ocidental da cidade de Alin, uma cidade no sul da grande floresta central, situada numa longa planície, viviam muitas pessoas estranhas… era um bairro de caminhantes, de aventureiros e era atravessado pela estrada que entrava na Grande floresta, alguns quilómetros a norte. Ora não é difícil imaginar que um bairro onde passam milhares de caminhantes por dia (ainda para mais, atravessado por uma estrada que conduzia a um sitio tão imenso como a Grande Floresta Central) fosse um sitio algo estranho. Homens solitários alugavam … [Leia mais...]











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