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Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra-média – Cap. 16

FUGA E INCERTEZA 
Finalmente Dargorot tinha se revelado e se mostrado ainda mais poderoso do que todos imaginavam. Parece que a máxima, quanto mais velho mais poderoso é o dragão, tinha, de uma vez por todas, se confirmado. Pallando, Eomer, Elor, Halmá, ainda desacordado, e os demais sobreviventes, chegaram finalmente à passagem secreta. Esta era escavada por dentro das Montanhas Brancas, por obra dos anões, a pedido do Rei Aragorn Elessar desde que assumira o agora, Reino-Reunido de Gondor. O projeto tinha como objetivo facilitar uma possível fuga de soldados que por ventura teriam que defender o Forte da Trombeta, tendo em vista este ser facilmente cerceável devido a sua localização, como se fosse um prelúdio do perigo que agora acometia a Terra-Média, sendo assim sua função tinha se confirmado, as mulheres e crianças que escaparam primeiramente antes do ataque dos goblins tinham chegado em segurança a Édoras, e agora os remanescentes soldados trilhavam o mesmo caminho, porém com uma maior cautela e medo profundo de que essa passagem fosse descoberta antes de chegarem à saída.
 
Os que não a conheciam observavam atentamente e se perguntavam, como uma obra feita pelos anões seria ainda tão rústica e primitiva, a passagem não lembrava em nada a arquitetura anã e muitos tentaram compará-la a Moria, mas nada de semelhante se via. Era uma passagem estreita, com três metros de altura por dois de largura, as paredes eram mal acabadas, água escorria por elas e pingava nas cabeças dos soldados quando passavam. Os passos eram cautelosos, pois muitos buracos tinham no chão e não se via se eram profundos ou não, e no teto, vigas pontiagudas pareciam apenas esperar o momento certo para desabar sobre eles. Insetos caiam constantemente em suas cabeças e seus ombros, aranhas, centopéias, às vezes as teias das aranhas ficavam presas as suas cabeças, morcegos ficavam pendurados nas paredes e revoavam para todos os lados com seu chiado, que na caverna se tornavam gritos. Do teto um pingo atingiu Halmá no rosto fazendo-o acordar assustado, ele logo perguntou tudo o que tinha ocorrido aos demais sem moderar a voz que ecoava como um grito ainda maior que os chiados dos morcegos.

-Fale baixo Halmá! O silêncio tem que estar sempre presente para que não chamemos atenção. – disse Elor sussurrando.

Logo ele foi posto no chão por Elor e ainda meio tonto teve que ser apoiado.

Todos estavam com medo e assustados, os pingos e os passos dos cavalos ecoavam pela caverna atingindo o silêncio mortal que ali reinava. A sombra parecia crescer a cada passo e envolver os soldados com o terror e o desespero, então Pallando criou uma pequena luz que emanava de seu cajado para que a caminhada se tornasse mais segura e menos incerta. Em suas mentes duvidas brotavam como água de uma nascente: “será que chegaremos vivos?” "Os goblins descobrirão a nossa passagem e nos perseguirão por essa estreita caverna?” “A saída, será que esta sendo vigiada por eles?” Mas ninguém tinha coragem de falar nada, não queriam que as poucas esperanças de chegarem vivos se extinguissem de vez.

Eles se olhavam constantemente, tentando ver nos olhos uns dos outros, uma expressão que não fosse medo e incerteza, até mesmo Eomer e Pallando estavam com a fisionomia abalada, logo eles, que durante o combate, instigavam os soldados a lutarem por suas famílias, pela suas terras e pelo seu rei.

Naquele momento parecia que palavras não serviriam de nada, as faces dos soldados mortos estavam estampadas na mente desses homens. O poder de Dargorot parecia inderrotável, mas eles continuavam caminhando cada vez mais apressadamente, queriam chegar logo a Édoras, primeiramente para escapar dos goblins e logo em seguida descrever o quão devastador foi Dargorot para Faramir e Eowin, de modo que conjuntamente com o Rei Aragorn Elessar tomassem providências urgentes em prol da população.

Eles seguiram e, depois de caminharem por algumas horas, encontraram um leve feixe de luz, acima de uma pequena rampa, as paredes mudavam conforme eles se aproximavam, pareciam terra com pedras e não mais pedras como anteriormente, o solo tinha se tornado mais fofo e silencioso e as paredes parecia mais frágeis. Eles seguiram a rampa e juntos empurraram a pedra que antes não existia e que agora impedia a saída, Pallando estranhou um pouco, mas logo pensou que tinha sido obra dos próprios soldados que escoltaram as mulheres e as crianças até a saída e por segurança puseram essa pedra aí.

Assim que empurraram, a luz do Sol finalmente adentrou na sombria caverna, seus olhos doeram instantaneamente, mas aos poucos foram voltando ao normal e ao subirem se depararam com uma grande árvore.

-Finalmente saímos do túnel, e o dia esta claro e azul, goblins não gostam muito da luz, é a nossa chance de seguir e rápido para Édoras, cada cavalo pode levar duas pessoas para facilita nossa chegada, senhor Pallando venha comigo. – Disse Éomer.

Após se organizarem seguiram para a capital dos Rohirram olhando para todos os lados e atentos. Caminharam durante muito tempo e quando a noite se aproximava viram o palácio dourado de longe, reluzente com a pouquíssima luz do sol que ainda restava, apressaram o passo e quando chegaram foi dado o sinal. Do palácio desceram Allatar, Faramir e Eowin com alguns soldados e rapidamente as pessoas começaram a se amontoar ao redor deles curiosos para saber do resultado da batalha, Pallando estava exausto e foi levado por Allatar para o Palácio. Faramir dirigiu-se a Eomer, este rapidamente falou:

-Lutamos bravamente senhor Faramir, mas não resistimos, eram milhares de goblins, e ainda por cima, Dargorot… O tão falado dragão de outrora, que achávamos que os anões tinham matado, está vivo senhor e mais poderosos do que nunca…Ele acabou com nosso exército, o senhor Pallando tentou enfrentá-lo, mas sozinho não podia contra ele, e essa comitiva é a única que sobreviveu, elfos chegaram fugidos dos goblins dentre eles Elor, que foi o único que sobreviveu na batalha…

-Eowin, – disse Faramir, – acomode os demais, ainda quero conversar com Elor e Eomer no palácio.

Eowin levou os soldados, contudo, Faramir, Eomer e Elor dirigiram-se para o palácio sob os olhos curiosos do povo.

Ao chegarem ao palácio, os três sentaram-se numa grande mesa em uma das salas internas, bandeiras verdes com o símbolo do Rohirrins estavam em toda a parte juntamente com tochas para iluminar o ambiente, percebia-se uma arquitetura diferenciada, era uma mescla de madeira com pedras que pareciam douradas com o reflexo das tochas e, assim como a grande maioria dos palácios, possuía várias colunas nas laterais da sala.

Na mesa, Faramir indagou Elor sobre Valfenda, e este lhe disse que esta fora completamente tomada pelos goblins. Tentaram resistir, mas eram poucos, portanto fugiram para o Forte da Trombeta, porém quando passaram por Moria viram que lá, era de onde a grande quantidade de goblins saia e que o Forte da Trombeta para eles seria o local mais seguro, logo em seguida descreveu o combate e a fuga.

– Faramir, – disse Eomer. – nós seremos os próximos alvos, Édoras está no foco de Dargorot, isso é inegável, ele vem dominando importantes pontos estratégicos, não resistiremos quando ele vier com todo o seu poderio militar como fez com o forte da trombeta!

Faramir parou por alguns minutos perdidos em seus pensamentos, e voltando a realidade falou:

-Elor, você disse que Moria parece ser o esconderijo dessas criaturas não foi? Os soldados de Moria não são infinitos, tenho um plano arriscado e ousado, mas preciso consultar o Rei Elessar acerca dele, não falarei agora, afinal nós todos estamos precisando descansar.

Nesse momento Eowin já chegava com Allatar.

-Eowin, prepare minhas coisas, amanhã irei para Gondor falar com o Aragorn, Elor irá comigo, a situação é grave temos que agir!

-Eu quero ir com você meu amor, não quero me tornar uma simples coadjuvante nesta guerra, meu povo precisa de mim, e em memória de meu tio se necessário lutarei como lutei nos campos de Pellenor e protegerei meu povo! – o olhar da bela princesa parecia aflito, mas, ainda assim, ansioso por nova batalha.

Faramir sorri e continua, – Você é uma mulher de fibra, amanhã partiremos para Gondor. – Virando-se para Eomer. – Você será meu substituto temporário Eomer, cuide de Édoras como seu tio cuidaria se estivesse vivo! Oh príncipe de Rohan

-Farei isso Rei de Rohan!. – E se curvou.

Todos então se retiraram para seus aposentos. A noite estava fria, porém muito estrelada, as pessoas aos poucos se dirigiam a suas casas, apagando suas tochas, soldados se posicionavam nas muralhas, sempre atentos a qualquer movimentação, afinal, o inimigo estava às portas. Porém, naquela noite, nada ocorreu.

Mais um dia chegou e a aurora reluziu nas janelas do palácio, Faramir, Eowen e Elor já estavam prontos, montaram em seus cavalos e partiram para Gondor. Eomer por sua vez, tratou conjuntamente com Pallando em repassar a população a situação. Grupos de Rohirrins foram enviados para buscar mais soldados espalhados e trazê-los para Édoras e outro grupo ficou incumbido de fazer a segurança de Faramir, Eowin e Elor. Eram mais de duzentas milhas e alguns dias de caminhada. Faramir sabia que os Goblins não atacariam tão cedo, tinham perdido muitos soldados apesar de terem ganhado a batalha, mas sob o comando do inteligente Dargorot, eles não tentariam uma tática suicida, pelo contrario, esperariam, se reagrupariam, até que o momento certo chegasse, e assim atacariam Édoras com toda a força, como fizeram ao Forte da Trombeta. Isso ocorrendo não haveria defesa, principalmente se Dargorot decidisse agir em conjunto com suas tropas.

No caminho para Gondor, Faramir, Eowin, Elor e sua comitiva de soldados seguiam atentos, pela estrada norte-sul, beirando as montanhas brancas pelo folde leste, cruzaram o córrego de Mering atingindo a região de Anórien.

A pressa não lhes permitiu acampar como se deveria numa viagem dessas, mesmo assim, seguiram firmes com os melhores cavalos da terra-média, forçando-os um pouco mais, e esses não hesitavam, pareciam que quanto mais corriam mais forças tinham. Assim seguiram cruzando Anórien, ainda beirando as montanhas brancas até ao longe se via a imponente cidade de Minas Tirinth e depois de mais algumas horas caminhando vindos de Édoras, adentraram a noite e chegaram numa bela manhã.

A comitiva de Faramir se aproximou dos portões, que rapidamente foram abertos e Faramir seguido de sua comitiva adentrou nos círculos de Minas Tirinth. Seguiram até o palácio perseguidos por olhos atentos, todos viam o Emblema dos reis de Rohan em suas vestes, e alguns até se curvaram diante dele, enquanto seguia cumprimentava as pessoas com gestos. Finalmente atingiram o mais alto e último circulo, durante o caminho observaram a arquitetura e a beleza da Cidade Branca, parecia que ela estava ainda mais bonita do que da ultima vez que tinham vindo, o povo parecia muito mais alegre e mais bem vestidos, crianças brincavam correndo de um lado para o outro, parecia que nada sobre os goblins tinha sido dito.

As portas do palácio, foram recebidos pelo rei Aragorn Elessar, sua bela esposa Arwen Undomiel Elessar e Radagast “O Castanho”, ambos os olhavam com apreensão, afinal era uma visita surpresa. Após se cumprimentaram, conforme adentravam no palácio, a preocupação na face do rei de Rohan era visível.

-Percebo que um grande peso o acomete Faramir, porém temo que esse peso seja demais para todos nós. Diga-nos se é Dargorot o grande culpado. – a voz da Estrela Vespertina soava musical dentro da mente atordoada de Faramir.

-Você está certa Arwen, sua sabedoria élfica, parece não tê-la abandonado mesmo depois de tudo que ocorreu. – Disse Faramir fazendo uma reverência.

-Meu rei, a nossa…

-Não precisa me tratar dessa forma Faramir, deixe as formalidades, somos amigos tempo suficiente para que nos tratemos de igual para igual.

Faramir olhou para Aragorn e um leve sorriso apareceu em seus lábios.

-Vejo que a humildade continua a mesma, apesar de tudo, meu amigo… Mas agora, essa humildade precisa se converter em comando, mais do que nunca precisamos de um plano para parar o avanço de Dargorot… Ele vem devastador Aragorn, tomou o forte da Trombeta e seus olhos sem duvida dirigem-se a Édoras, seu próximo alvo, temo que não poderemos resistir, nem devamos arriscar enviar soldados para proteger Édoras e enfraquecer Minas Tirinth, devemos formar grandes caravanas e trazer todos para cá e aqui mais uma vez devemos decidir o nosso futuro.

Aragorn baixou a cabeça respirou fundo e falou:

-Faramir, temo que Dargorot não seja o único de nossos problemas…

Todos se agitaram com essa noticias, a expressão de Faramir, Eowin e a comitiva se tornou profunda e escura como o céu durante uma noite, e o terror emanou de seus olhos.

-Mas como Aragorn! Do que você está falando?

Radagast então interveio…

-Não sabemos ao certo do que se trata, mas nossos soldados de Osgiliath foram todos mortos, muitos morcegos vampiros foram lá encontrados também mortos, parece-me que foram atacados por morcegos, porém, cortes por espadas sulistas e, ainda, homens de Harad foram encontrados, mas nenhum sequer tinha marcas dos dentes dos morcegos… Demoramos um pouco pra descobrir, porém quando descobrimos enviei alguns de meus pássaros para averiguar e me trazer noticia, mas pouco depois que passaram de Osgiliath, um bando de corvos os atacaram e todos morreram, os corvos os perseguiram e não deixaram um pássaro vivo. Essa atitude não é típica de corvos comuns, tenho em mente que eles estavam sendo controlados por alguém, e não há ninguém nessas terras que tenha tal poder a não ser eu… . Infelizmente jovem Faramir, talvez Dargorot também esteja no comando do sul, como eles chegaram até lá não sabemos, mas não vemos outra possibilidade lógica. Então Aragorn falou:

-Em meio a todos esses problemas Faramir, Fangorn esteve aqui após visitá-lo, ele disse-me que um pequenino tinha sido perseguido pelos Goblins até Isengard, e que após aquela batalha, terrível para os Ents, ele o enviou para cá, pelo rio Isen, mas não sei se ele sobreviveu, talvez se ele chegasse a tempo poderíamos ter nos preparado para isso.

-Onde está Fangorn?

-Fangorn dirigiu-se para a floresta de Mirkwood, Faramir, soubemos que Lórien foi tomada também pelos goblins, ele ficou encarregado de trazer para cá ou levar para o reino anão os elfos que lá ainda residem.

Enquanto conversavam, Eowin e Arwen se retiraram da conversa, e seguiram adentrando ao palácio.

-Vamos Eowin, depois nos informamos acerca da conversa, meu filho vai ficar feliz em lhe ver. Mesmo tendo em sua mente vontade de ficar Eowin decidiu ir, talvez após essa viagem longa um pouco de tranqüilidade seria fundamental, ela então seguiu Arwen.

-Os anões também são um dos motivos para nos conversarmos Aragorn, mas antes me deixe lhe apresentar Elor, ele e mais alguns elfos fugiram de Valfenda quando esta foi tomada pelos goblins, e lutaram no forte da Trombeta ao nosso lado. Infelizmente apenas ele sobreviveu naquela luta, por esse motivo ele…

-Meu rei! Meu rei! Um pequenino muito ferido montado em um pônei também ferido foi resgatado… . Interrompeu um dos soldados.

-Mas, como?

Aragorn saiu do palácio e encontrou o pequenino sendo carregado pelos soldados…

-Mas… você… . Aragorn olhou atentamente o pequenino e após alguns segundos lembrou sobre o pequenino que Fangorn tinha descrito. Você parece com o pequenino que Fangorn a muitos dias me falou?, Achávamos que estaria morto… mas..o que aconteceu? Ben é seu nome não é?

Sim, era Ben, estava muito ferido e ensangüentado como se estivesse sido espancado, mesmo assim, e ofegante, ele respondeu a pergunta do Rei. Por um instant em seus olhos estampada estava à malícia, como uma serpente pronta para dar o bote. Mas logo que olhou para o Rei ela desapareceu.

-Cor…corsários…de…de..Har..Harad, remanescentes de Umbar…me..me..capturaram…e me… escra..vizaram…, mas, con…segui…fugir…quando..atacaram…o povoado na regi…ão de Ethir..Anduin… .

– Aragorn, esse pequenino não está em condições de responder suas perguntas. – Disse Faramir, – Mande tratá-lo.

Aragorn, seguiu o conselho do amigo e ordenou que cuidassem do pequeno. Após mandou que alguns batedores fossem a Édoras e trouxessem toda a população, armas, comida e tudo que fosse possível para Minas Tirinth.

-Faramir se acomode, mais tarde conversaremos, com a cabeça menos preocupada escutarei seu plano. Chame sua mulher, coma e descansem, um pouco, você e sua comitiva. Tenho alguns relatórios de batedores para analisar imediatamente, reunirei Homens de Gondor espalhados por essas terras para cá, à noite pensaremos em Dargorot e essa estória dos corvos atacando os pássaros de Radagast.

-Sim Aragorn, farei isso. – Curvou-se e saiu. Mesmo tendo sido pedido por Aragorn que deixasse as formalidades.

-Quanto a Você Radagast, envie seus pássaros para as regiões próximas a Édoras, inclusive para o norte em especial o Forte da Trombeta. Allatar e Pallando já poderão adiantar o processo de fuga enquanto meus batedores não chegam.

-Sim, farei isso. – Curvou-se e saiu.

Aragorn do palácio olhava preocupado para o sul, afinal o que poderia estar acontecendo próximo a Mordor. Em sua mente Sauron era uma possibilidade, mas o Um Anel fora completamente destruído e Sauron não teria poder para absolutamente nada, então qual seria o inimigo? será Dargorot, também ao sul? Interrogações e duvidas brotavam em sua mente e a preocupação com seu povo e sua família era o que mais o perturbava, e o temor de mais uma guerra feria seu coração.

Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra-média – Cap. 15

Cap. 15: Revelação – A expressão de Pallando muda de um leve sorriso para a seriedade,
afinal aquela era uma batalha decisiva e duríssima, a única vantagem
dos homens era a poderosa muralha de Helm, reconstruída e reforçada com
pelos anões, pois, os goblins estavam em maioria. Virando-se para os
soldados falou em alto e bom som pra que todos ouvissem:

 

 
– Não confiem apenas nas muralhas para garantir nossa defesa, os goblins são criaturas rápidas e astutas, escalam paredões e muralhas como se estivesse se movimentando no chão plano, só que com menos velocidade, essa falta de velocidade é outro ponto que devemos aproveitar, portanto, fiquem todos apostos nas muralhas!

Eomér Completou:

– Vamos soldados se posicionem, armem as catapultas e as balistas, quero os arqueiros a frente! Gastem todas as suas flechas nesses malditos enquanto tentam subir, temos que debilitá-los o máximo enquanto escalam, pois quando começaram a invadir as muralhas nossos cavaleiros devem agir!

Os soldados começaram a se posicionar e quando ainda estavam se organizando, um grande som se ouviu vindo do meio das tropas, parecia um grande sopro semelhante ao chifre de Gondor, mas era um som maligno e macabro e, quando procuraram, via-se no centro Gorkil montado em seu escorpião gigante soprando um pedaço de chifre de Mumakil, logo em seguida muitos gritos de guerra ouvia-se vindo das tropas de Gorkil. Trolls, Gigantes e Goblins, era uma junção de sons gasguitos e rocos que quando se misturavam produziam uma sonoridade intimidadora.

– Não se intimidem homens de Rohan, não podemos nos abater com esse som maligno que vem com a intenção de nos destruir, temos que impor nosso porte, nossa superioridade e destruí-los por completo! – Gritava Pallando para as Tropas-

Mas o som intimidador somado aos constantes sopros de Gorkil não eram simplesmente um ato intimidador, era um chamado, e enquanto Pallando tentava evitar que os soldados tivessem sua moral abalada os som emitidos pelas tropas de Gorkil para subitamente e a voz de Pallando ecoou sendo interrompida pelo grito de Halmá do alto próximo a uma das balistas, parecia assustado.

– Algo vem do horizonte no ar, tem asas e parece gigantesco!

Todos olharam assustados e mantiveram seu olhar fixo para um grande vulto que vinha pelo ar numa velocidade impressionante, e, quando se aproximou o suficiente viram que era um Dragão imenso, vermelho como o fogo, e muitas listras negras. Em sua cabeça viam-se três chifres, dois enormes que pareciam crescer para trás chegando até metade do pescoço do dragão, e sobre seu nariz mais um chifre, pontiagudo, mas não tão comprido quanto os outros e assim como seu filho Dargortt, Dargorot tinha uma grande bola ao final de sua cauda semelhante a uma maça estrelada.

– É tudo o que eu temia. Dargorot um dos mais poderosos dragões da época da verdadeira sombra negra de Arda, não sabia que ele estava vivo, achei que os anões o tinham matado…, mas não, ele é que está por trás de tudo isso, ele é que é o verdadeiro comandante dos goblins e decidiu se revelar nessa batalha… Dizia Pallando para Eomér com uma profunda tristeza e surpresa estampada em sua face.

A expressão de Eomer era de terror, todos os soldados estavam completamente abalados, e paralisados enquanto o dragão se aproximava, os goblins por sua vez, estavam agitados e com a certeza da vitória. O dragão então sobrevoou suas tropas e era saldado com muitos gritos e ovações logo em seguida dirigiram-se até próximo as muralhas e começou a falar:

– Foi por Culpa de Vocês que meu filho Dargortt foi morto, aquelas malditas árvores gigantes o mataram, agora a minha ira é profunda e a raça humana deve ser destruída por completo! Sua voz era imponente e poderosa, ecoava como se muitos estivessem falando ao mesmo tempo e abalou ainda mais a moral dos soldados.

Pallando toma Frente e começa a falar e conforme falava seu tom aumentava a cada frase:

– Fangorn me contou do acontecido em Isengard, e a culpa Dargorot é completamente sua! Você é o responsável pela morte de seu filho! Você que o mandou juntamente com esses malditos goblins para tentar invadir e assaltar Isengard! Portanto você é o único responsável por isso! Não nos acuse de atitudes as quais você se arrepende profundamente de ter feito e por não querer assumir isso tenta culpar outros pelo acontecido, essa sua “fuga” não vai adiantar nada, por que o que vai pesar mesmo é a sua consciência por ter matado seu próprio filho! E esse vai ser o maior dos sofrimentos para você Dragão!

-Cale-se mago! Eu não tenho consciência! Não tenho tempo para esses sentimentos humanos fracos e inúteis!

-Mas não é o que parece, assim que falou de seu filho seus olhos brilharam de ódio, ódio esse por ele ter perecido, no fundo, Dargorot, ainda sobrou um pouco de instinto animal em você, Melkor não lhe corrompeu por completo, pois antes dele você como animal foi criado por Iluviatar e ninguém podia, pode e nem poderá jamais com seu poder! Iluviatar é onipotente Dargorot.

-Não tenho tempo a perder com você mago. E virando-se para as tropas gritou – Vamos goblins ataquem!

Nesse momento Gorkil que já estava à frente das tropas levantou sua espada e complementou a ordem de Dargorot, os goblins começaram a corre em direção a muralhas e escalá-la, os trolls se dirigiram aos portões, enquanto os gigantes arremessavam as enormes pedras contra os soldados no forte visando às catapultas e balistas.

– Você é o primeiro mago. Disse Dargorot e lançou uma bola de fogo incandescente contra o mago e todos aqueles próximos.

– Não é tão simples Dargorot! E com movimentos rápidos Pallando aponta seu cajado em direção a bola de fogo, dele insurgiu uma grande ventania que se chocou com abola de fogo de Dargorot dissipando-a e logo em seguida atingindo o dragão em cheio e afastando-o, em um grito Dargorot se desequilibrou e perdeu altitude, mas rapidamente se recompôs e num poderoso bater de asas fez uma poderosa ventania contra-atacando derrubando Pallado e um grande grupo de soldados próximos.

-Afastem-se de mim. Gritava Pallando com os soldados ainda no chão tonto e continuou. Eu cuidarei deste dragão, vão defender os portões!

Os soldados correram em direção aos portões e quando estavam próximos uma grande bola de fogo desferida por Dargorot os atingiu em cheio matando a todos.

Enquanto isso os arqueiros atiravam incansavelmente contra os goblins que escalavam as muralhas, mas, ainda assim ficavam cada vez mais próximos.

-Precisam atirar mais rápidos! Gritava Eomér. Eles estão avançando! Rápido, preciso de arqueiros nos portões os trolls estão o destruindo dividam-se, mais nos portões, mais nos portões!

No alto Halmá comandava as catapultas e balistas, muitas já haviam sido destruídas pelas pedras dos gigantes, e também alguns deles já tinham sido abatidos principalmente pelas balistas.

-Continuem atirando! Gritava Halmá. Do alto ele via o combate em baixo cada vez mais complicado, Goblins já começavam a penetrar nas muralhas e os portões já estavam começando a ceder, bolas de fogo eram desferidas por Dargorot para todos os lados e muitos soldados já tinha perecido.

-Maldito dragão… virem-se homens, vamos virem essa balista em direção ao dragão!

Halmá esperou o momento certo e disparou contra Dargorot. Quando este viu o tiro já estava muito próximo e pouco pode fazer para desviar, ele tentou um mergulho, mas a grande flecha da balista encravou na sua asa esquerda que já estava cheia de flechas dos arqueiros, um grito se ouviu, Dargorot então arrancou a grande flecha de sua asa e mergulhou contra Halmá e os homes na balista tentando abocanhá-los, estes, se jogaram ao chão e Dargorot atingiu apenas um, percebendo isso, ainda golpeou o local com sua poderosa cauda atingindo dois dos homens fazendo um grande estrondo e uma cratera no local do impacto onde os corpos dos soldados estavam esmagados, pegando Halmá de raspão, arremessado-o contra a parede que estava atrás deles deixando-o desacordado.

Enquanto isso embaixo os homens começaram a perder terreno, os trolls derrubaram os portões e invadiram o primeiro circulo seguido de Gorkil e dezenas de goblins.

-Recuem! Para o segundo circulo, vamos homens subam! Gritava Pallando

Muitos soldados conseguiram subir inclusive Eomér e Pallando e enquanto os outros subiam, Dargorot, num mergulho desceu e pousou no topo da rampa esmagando quem estivesse e impedindo que os demais subissem. Os soldados pararam assustados, a rampa estava completamente tomada por eles, um dos soldados então conteve seu medo decidiu atacar o dragão, ao ver essa atitude os demais soldados que subiam ergueram suas espadas e partiram para cima do Dragão.
Pallando e Eomér Pararam se voltando para rampa e viram a cena, desesperado Pallando Gritou:

-Afastem-se ele vai acabar com vocês… rápido Eomér mostre-me sua lança!

Eomér levantou sua mão e lá estava a lança, rapidamente Pallando segura na ponta da lança e um forte brilho emana de sua mão encantando a lança.

Enquanto isso na rampa os olhos de Dargorot brilham num vermelho intenso abre sua boca e desfere uma poderosa baforada de fogo, matando todos da rampa instantaneamente, inclusive goblins que perseguiam os soldados

-Nãooooooooooooo!! Gritou Eomér e tomado pelo ódio arremessa sua lança contra o Dragão. Metade da lança encrava em suas costas e mais um grito terrível é ouvido, a dor de Dargorot era imensa, imediatamente ele levanta vôo e virando-se desfere uma bola de fogo contra Pallando e Eomér, Pallando mais uma vez lança uma poderosa onda de vento que dissipa a bola de fogo numa explosão, o impacto derruba os dois, a fumaça os encobre e quando se dissipa via-se Dargorot descendo mais uma vez tentando abocanhá-los, porém uma das catapultas o atinge em cheio no ar derrubando-o ao chão num estrondo.

Pallando já estava cansado, muito de sua energia ele tinha usado naquela luta contra o Dragão, e foi levantado por Eomér.

Muitos cavaleiros lutavam contra os Goblins, e na direção deles vinha Gorkil montado em seu escorpião gigante, derrubando cavaleiros um a um sem muita dificuldade, as patas juntamente com o ferrão do escorpião eram letais e corpos ficavam pelo chão por onde ele passava, vinha em direção a Eomér e Pallando subindo a Rampa.

Eomér assistia aos poucos, cada vez menos cavaleiros e mais goblins, a grande maior parte da destruição era feita por Dargorot que não poupava sequer aliados, ele continuava a lançar suas bolas de fogo e mergulhar golpeando os soldados em chão, mesmo sendo ferido várias vezes e ter suas asas quase que completas por flechas.

A noite já começara a ir embora e o negrume estava lentamente dando lugar ao belo azul do céu, como se a esperança mesmo nas maiores dificuldades sempre viriam mais cedo ou mais tarde, então ela se concretizará e todos os temores desapareceriam dando lugar a alegria e felicidade assim como a noite vira dia.

– Não podemos com eles Pallando, temos que fugir!

Um pouco ofegante Pallando completou:

– Não podemos com Dargorot, Eomér. Precisamos de muito mais soldados para detê-lo, tenho certeza que se ele não tivesse aparecido mesmo com um contingente daquele dos Goblins nós venceríamos, venha chame todos para os dentro do palácio, vamos ter que fugir pela passagem secreta.

Eomér chamou todos os homens para dentro do palácio, e lentamente foram recuando e entrando, alguns tiveram que ficar do lado de fora para que outros entrassem. Dos elfos apenas Elor ainda estava vivo e veio carregando Halmá ainda desmaiado.

Ficar do lado de fora era um sacrifico doloroso, mas, que buscava salvar a vida da maioria, grandes amigos e familiares foram separados, pais ficaram do lado de fora para salvar os seus filhos e a pior parte foi aceitar que um tinha que se sacrificar pelos outros, mas a guerra é assim e rapidamente aqueles que entraram, e sobreviveriam perceberam que era necessário, então ergueram sua cabeça e se dirigiram a passagem secreta, reforçaram a porta com grandes vigas de madeira enquanto adentravam a escura e úmida passagem secreta.

Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra-média – Cap. 14

Cap 14: A Marcha dos Rohirrins – Os soldados nas muralhas já se preocupavam com a demora de Pallando e comentavam entre si.

 

 
– O senhor Pallando está demorando demais!

– Será que ele foi pego por aqueles goblins?

– Não acho, o senhor Pallando é muito inteligente e poderoso, não se deixaria ser capturado assim. Seu destino o leva para algo mais glorioso, creio eu.

Enquanto discutiam um vulto se aproximava rapidamente dos portões.

– Vejam!, é o senhor Pallando! – Os soldados se agitaram.

– Finalmente o senhor chegou, estávamos muito preocupados, viu alguma coisa, senhor?

– Fico feliz pela preocupação de vocês, -respondeu o mago- quanto à segunda pergunta, eu vi sim, infelizmente, os goblins tomaram Isengard e via-se muitos saindo em filas de lá, próximo à foz do Isen. Antes da ponte, eles montaram acampamentos e já se montavam em legiões se preparando para seguirem em marcha para o Abismo.

– Então temos que nos apressar senhor, não temos tempo a perder!

– Não se preocupe tanto, Halmá, filho de Háma. Eles não virão tão cedo como acho que imaginavam, consegui retardá-los por tempo suficiente para que o ataque, se vir a ocorrer, que ocorra a luz do dia, o que não é muito do agrado deles, além de nos favorecer. Tenho certeza que com isso, apenas na noite de amanhã é que eles virão. Até lá, as mulheres e crianças já alcançaram uma distância segura no túnel, e Éomer já deverá ter chegado com os reforços. Agora montem as catapultas, posicionando-as nas muralhas. Façam isso rápido, irei para o forte, estudar algumas estratégias para todas as situações que possam vir a ocorrer durante o combate.

Dito isso Halmá juntou os soldados e os dividiu para a montagem das catapultas.

Pallando subiu as rampas, em direção ao forte da trombeta, lá ele analisou todo o arsenal disponível e estudou algumas estratégias previamente para evitar surpresas em combate.

– Tenho certeza que aquela neblina vai ser bastante útil, e tudo que eu imaginava vai sair como planejado.

A noite se passava nenhuma movimentação suspeita no horizonte se via, nada foi observado pelos sentinelas.

Depois de muito estudar, Pallando se dirigiu aos soldados e passou todas as instruções necessárias para todas as possibilidades estudadas por ele, logo em seguida dirigiu-se a Halmá, que acabara de montar a ultima catapulta.

– Alguma movimentação estranha? Perguntou Pallando.

– Nada senhor, até agora. Seja lá qual foi o método utilizado pelo senhor para detê-los por essa noite, foi bastante efetivo.

-Pois é, pelo avançar das horas eles não mais atacarão hoje, pois o dia se aproxima, os primeiros raios de sol já surgem no leste e a aurora se aproxima. Só nos resta agora esperar os reforços que Éomer foi buscar e noticias dos hobbits que seguiram para Edoras.

– Que os valar ouçam sua prece senhor e que envie Éomer com muitos soldados para o nosso auxilio.

– Agora revezem os sentinelas. Todos precisam descansar, inclusive eu. Deveremos estar prontos para a batalha que está por vir. Seguirei para o forte, vou descansar um pouco.

Em Edoras a chegada de Éomer foi bem recebida entre os habitantes. Éomer então seguiu para o palácio e repassou todas as informações possíveis para Éowyn e Faramir.

– Não podemos perder de forma alguma o forte da trombeta, Éomer. -Disse Faramir.

– Eu bem sei disso, e é por esse motivo que eu reuni alguns Rohirrins que encontrei pelos arredores e vim até Edoras solicitar mais alguns. Durante a noite fui até a foz o Isen antes de vir para cá, e lá observei a movimentação dos goblins, Isengard estava completamente tomada, brilhava como se estivesse em chamas quando na verdade eram dezenas de fogueiras e tochas. E o que vi, não são boas noticias. Pelo tamanho do exército eu acho que deviam te entre sete e nove mil soldados, com muitos Trolls, e umas criaturas gigantescas, maior que qualquer troll que eu tenha visto, pareciam gigantes, gigantes das montanhas que pensávamos que eram lendas, eram terríveis. Mas o que realmente nos intrigou foi um vulto que se movia rapidamente e tinha uma luz própria, não eram tochas, parecia obra de magia senhor, estava montado a cavalo, ele seguia em direção ao acampamento dos goblins, mas parou muito antes em cima de uma alta colina, pouco depois o vento ficou mais forte, frio e calor surgiam e desapareciam rapidamente como se o clima estivesse descontrolado e depois ouvíamos palavras trazidas pelo vento, via-se o vulto com as mãos erguidas em direção ao acampamento, seja lá qual for à arma que ele empunhava em sua mão direita emitia essa luz, as palavras não eram claras, as escutávamos sem nexo como:

“ oh ventos… essas… do norte… Neblina… intransponível… criaturas…Manwë… prendam-nas… poder concedido… agora!”

– Pouco tempo depois, nuvens começaram a envolver o acampamento goblin e rapidamente se tornaram uma fortíssima neblina, que apagou inclusive as tochas e fogueiras do acampamento. Em seguida o vulto virou-se e partiu.

Todos pararam e ficaram espantados, não entendiam o ocorrido.

– Como isso pode acontecer? Disse Éowin;

– Era o Pallando -Uma voz respondeu adentrando ao palácio e continuou- Desculpem-me, eu acabei de chegar e não pude deixar de ouvir o relato.

– Alatar? – Disse Faramir com um sorriso.

– Parece que o recado já foi dado meu senhor -Éowyn.

-Sim minha senhora – Disse Alatar fazendo uma reverência- Seu recado já foi dado.

– O recado foi repassado para Radagast , senhor Éomer. ele repassará todas as noticias para o rei Aragorn Elessar.

– Agora a nossa preocupação deve ser concentrada no forte da Trombeta – Disse Éowyn.

– É isso mesmo que farei. Ordenei que dez mil homens se preparem para partir para o forte da trombeta e ficarão sob o meu comando.

– Alatar fez uma reverência e saiu.

Algum tempo depois Alatar voltou para o palácio e falou:

– Estão todos prontos Éomer, poderá seguir para o forte da trombeta já.

– Não quer vir conosco Alatar?, sua sabedoria e inteligência poderiam ser muito úteis para nós em batalhas.

– Agradeço, mas ficarei aqui como conselheiro do senhor Faramir.

– Como quiser. Éomer disse e Partiu.

Assim que Éomer saiu, Faramir dirigindo-se a Alatar falou:

– Preciso que vá para as montanhas, até a saída secreta do túnel, lá você deverá esperar os hobbits e os demais. Antes circule a área para ter certeza da segurança deles.

– O senhor leu meus pensamentos Faramir, era exatamente isso que iria lhe propor. Sendo assim, partirei imediatamente, e levarei alguns Rohirrins comigo.

– Tenha cuidado Alatar- Alertou Éowin.

– Terei minha senhora.

– Estou muito preocupada, só em pensar em guerra outra vez, e um possível sofrimento de meu povo, me vem à memória a imagem de meu rei e tio Theodén, agonizando após o ataque do rei-bruxo, aquela imagem não me sai à cabeça.

– Não se preocupe, agora o contingente militar de Rohan é muito grande, os homens se multiplicaram rápido e soldados para combate teremos, a vitória poderá ser difícil e sofrida, com muitas perdas, mas tenho certeza que a paz prevalecerá.

– Eu não quero lhe perder, não resistiria a mais essa perda na minha vida…

– Éowy minha senhora, você não me perderá – E logo em seguida a beijou.

Já se passava do meio dia quando Alatar Chegou à saída do túnel secreto, e assim que chegou rondou a área como um batedor e percebeu que estava segura, então se aproximou de uma gigantesca árvore e na sua sombra

sentou-se e esperou movimentações saindo do túnel.

No túnel, muitas mulheres e crianças já choravam assustadas, o túnel era quente u úmido além de ser estreito, muitos insetos eram vistos pelo chão e pelas paredes.

Passaram mais alguns minutos caminhando até que Pippin que vinha a frente gritou:

– Vejam! é a luz! parece ser a saída.

Ao atravessarem a luz insurgiram embaixo e por trás de uma arvore gigantesca e ao olharem para o céu não viam nada a não ser a copa da árvore.

Alatar já estava no inicio do sono quando ouviu passes e vozes. Ele então seguiu as vozes e se deparou com os pequenos enquanto os demais saiam do túnel.

– Pallando? -disse Merry.

Alatar sorriu, e respondeu:

– Não pequeno, sou Alatar.

– Vocês se parecem bastante -disse Pippin:

– Pois é, com exceção do chapéu e da cor do azul. Eu não uso chapéu e meu azul é mais escuro, pequeno hobbit.

– Podem confiar nele! Ele está do nosso lado – disse um dos soldados que acompanhavam os pequenos.

– Vim por ordem do senhor Faramir no intuito de Guiá-los até o palácio dourado em segurança. Vamos sigam-me! Não podemos nos arriscar.

Éomer e os Rohirrins já viam o forte da trombeta de longe e para lá se dirigiam

– Meu senhor, por que não se dirigimos direto para o acampamento goblins e lá acabamos com todos? Eles estão em oito mil, e nós somos dez. Não irão resistir nosso poderio militar.

– Não soldado, não sabemos se eles ainda estão em oito mil e não é bom arriscar uma espionagem. Devemos seguir para o forte da trombeta e lá lutar. Teremos a vantagem das muralhas e isso evitará perdas.

Os rohirrins se dirigiram para os portões, de lá se via a poeira subir e o mar de cavaleiros se aproximando:

– Abram os portões! Éomer está vindo com nossos reforços!

Os portões foram abertos, todos os soldados entravam e se espremiam no forte e já se dirigiam para seus postos. Pallando se dirigiu a Éomer.

– Estão aqui Pallando, dez mil lanças com mais três mil que aqui já estavam perfazem um total de treze mil, não vão resistir!

– Espero que eles não nos surpreendam, Éomer. Se assim for, nós venceremos, porém no caso de tiverem surpresa para nós já tenho a estratégia montada.

Éomer então começou a movimentação!

– Se preparem! Nos seus postos, à tarde já esta se esvaecendo e a noite se aproxima! É nesse momento que nossos inimigos atacarão e nós os dizimaremos!

Os soldados se agitavam, e batiam suas lanças nos escudos.

– Peguem seus arcos, os que sabem atirar e se preparem, os receberemos com uma chuva de flechas!

A tarde toda passaram se organizando e ao cair da noite, já se ouviam passos e gritos, aos poucos o horizonte foi se iluminado como fogo, muitas tochas se aproximavam. Eram eles, os Goblins marchando para o combate.

Do alto não se via fim para os soldados Goblins, e quanto mais eles se aproximavam mais surgiam no horizonte, a coragem dos Rohirrins foi ficando menor até que perceberam que não eram apenas oito mil. Estavam em mais muito mais, Éomer calculou quinze mil goblins marchando contra o dique.

– Senhor Pallando, seus cálculos estavam errado disse Halmá, se aproximando do mago.

– Não Halmá, estavam corretos até ontem, parecem que se reforçaram. Querem o forte da trombeta a qualquer custo, mas não devemos esmorecer.

Os Goblins viam o Forte como um baluarte. Caso conquistassem o Abismo, teria duas fortalezas para seu uso. Eles marchavam com um grande entusiasmo, gritando e marchando. Eles se aproximavam, centenas de fileiras de goblins armados e unidos sob um único objetivo, conquista Rohan.

– Éomer? -Disse Pallando virando-se para sua direita – só você agora pode reerguer a moral desses homens.

Éomer balançou a cabeça em sinal de positivo e falou:

Eomer balançou a cabeça em sinal de positivo e falou:

– Não temam cavaleiros de Roham!, a força e a honra estão conoscoo Rei Elessar está conosco e se oRei está conosco quem poderá contra nós?. Essas criaturas são amaldiçoadas e não lutam pelo amor nem muito menos pela paz, lutam pelo ódio e pela destruição. O bem sempre prevalecerá enquanto existirem homens com a corajem e com a força de vontade que é atribuída a vocês, portanto, nesse momento tão obscuro, pensem em seus filhos que os esperam em casa, nas suas amadas mulheres, no seu rei e no seu povo!. È por eles que lutamos!. Não deixaremos esses seres destruírem nossa felicidade, pois a felicidade liberta o homem do ódio. Destruam a todos eles!

O discursso de Eomer inflamou os soldados, eles gritavam como nunca tinham gritado antes e a coragem encheu mais uma vez seus corações. Pallando sorriu.

Abaixo os goblins paravam, eram um oceano sem fim, muitos Trolls vinham à frente e os gigantes citados por Eomer vinham atrás empunhado pedras gigantescas.

O céu estava limpo, nenhuma nuvem se via, a luz da lua e das estrelas iluminava o palco dessa grande batalha que estava por vir.

Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra-média – Cap. 13

Cap 13: A Passagem Secreta do Abismo de Helm – Enquanto Saruman se preparava ao Sul, os Goblins atacavam o norte e
cada vez mais se fortaleciam. As fronteiras ao norte já haviam sido
completamente tomadas, inclusive Isengard, Eriador e Valfenda. Eles
tinham dominado tudo desde a região de Carn dûn, até a região das Ered
Nimrais.

 

 
Alguns povos dessas regiões tentaram resistir, mas foram dizimados. Os demais sobreviventes fugiram e busca de ajuda de regiões ao sul ou leste. Os Hobbits foram comandados por Pippin, Sam e Merry, conhecidos entre os hobbits como os Magnificos, que salvaram o Condado do Velho Charcote. Estes enviaram alguns Hobbits mais rápidos à pônei, na tentativa de enviar mensagens as regiões de Rohan sobre a situação, em resposta Faramir e Éowin enviaram Rohirrins para que estes guiassem os pequenos com mais segurança até o Abismo de Helm, onde eles morariam por algum tempo. Seguiram beirando as montanhas Azuis e no porto de Lond Daer houve o encontro entre os Hobbits e os Rohirrins, a partir daí os pequenos foram escoltados, porém no caminho alguns Goblins foram encontrados e mortos.

Sob o comando de Éomer, eles seguiram em caravana para o abismo de Helm, beirando as montanhas brancas e passando pela foz do Isen. Ali seria o Local mais arriscado, porém nada foi encontrado. Depois de alguns dias de caminhada chegaram aos portões do Abismo de Helm ao cair da noite.

– Abram os portões! -disse Éomer.

– Meu senhor Éomer! Finalmente chegou! Esses pequenos estão aflitos, querem noticias de seus parentes – Disse um dos soldados.

– Estão todos aqui estes são todos os pequenos que pude encontrar e os trouxe como prometido.

– Mas, não há muito o que se comemorar pequeninos, todo o norte foi tomado pelos Goblins e parece que até Isengard. Não vai demorar muito para o braço dos goblins se estenderem até aqui. Temos que se preparar para qualquer tipo de ataque. Vamos! Não podemos jogar tempo fora, preciso conversar com o comandante dos soldados do Folde, no Forte –disse Éomer, jogando um balde de água fria na alegria dos hobbits com a sinceridade que lhe é pertinente.

– Mas essas muralhas são praticamente indestrutíveis. Não há como os goblins usarem artefatos poderosos como o que Saruman outrora usou para destruí-la. – falou Pippin.

– Não posso temê-los, eu matei orcs, e homens de harad além de ajudar a senhora Éowin a acabar com a vida do Rei-bruxo de Angmar, não vou tremer por criaturas que são inferiores aquelas que já venci. – falou merry com altivez.

-Não é tão simples assim Merry, e você sabe disso. Parece que eles estão em milhares e numa batalha mais cedo ou mais tarde nós podemos sim perece.

Sam parou de súbito e por um momento ficou olhando para o vazio perdido em seus pensamentos, e logo em seguida falou:

– É nessas horas que me lembro do Gandalf e do senhor Frodo.

– Infelizmente, bravo Sam, Frodo e Gandalf não estão mais aqui, partiram para as Terras Imortais, para descansarem do fardo que carregaram. Principalmente o Frodo, e você sabe mais de que todos sobre isso. Eles não voltarão, não podemos confiar mais em ninguém a não ser em nós mesmos, no senhor Faramir e no rei Elessar. – disse Éomer.

Após todos entrarem, Éomer, Sam, Merry e Pippin se dirigiram para o pequeno palácio subindo os círculos do abismo de Helm até a entrada do palácio. Ao entrarem, viram apenas uma grande sala com uma grande mesa ao centro e algumas pilastes, uma arquitetura comum para os povos da terra média. Mas algo chamou a tenção dos pequenos, na outra ponta do palácio oposta à entrada viram um homem alto com roupas e chapéu azuis. Era um chapéu pontiagudo muito semelhante ao usado por Gandalf quando este ainda era chamado de Gandalf o Cinzento. Em sua mão direita empunhava um cajado de madeira, ele então se virou e falou:

– Sejam bem vindos!. De frente via-se que tinha uma idade avançada Barbas e Cabelos longos e grisalhos.

Os pequenos se animaram, um momento de emoção e felicidade tomou conta do coração deles e de súbito correram em direção ao homem.

-Gandalf, Gandaf!! Você voltou!

Então pararam antes de tocá-lo.

– Não sou o Gandalf, disse o velho Sorrindo, mas eu o conheci.

– Então quem é você? Nunca o vimos antes nem na grande guerra do anel – Indagou Sam.

– Realmente não pude aparecer tanto quanto o Gandaf na guerra do anel, nessa época estava no sul tentando diminuir a quantidade de orientais que aderiam à causa do senhor do escuro, tive muito trabalho e Saurom me neutralizou, mas felizmente após sua derrota, eu voltei para cá juntamente com meus outros dois companheiros.

– Qual o seu nome? Você também é um mago como Gandaf? – Perguntou Pippin.

– Sou Pallando O Azul, e também sou um mago como vocês falam.

– Senhor Pallando, esses são Merry, Pippin e Sam, foram de Grande valia para a destruição do um anel.

– É muito bom conhecê-los, pequenos Hobbits -Falou Pallando fazendo uma reverência, em seguida virou-se para Éomer e perguntou:

– Quais as noticias que trazes nessa hora tão sombria, nobre Éomer?

– As piores, senhor, o norte está completamente dominado e Isengard parece que está sob o comando dos Goblins, para chegarem aqui não vai ser muito tempo. As ordens do senhor Faramir são expressas, o abismo de Helm não pode ser perdido, mas temo por isso, os goblins estão em milhares e nós aqui somos pouquíssimos para enfrentá-los, caso venham até aqui.

– Não só Faramir, mas o rei Elessar também tem esse desejo. Preciso que busque reforços, Éomer. Junte o máximo de Rohirrins que puder em Edoras e no Folde Oriental, e os traga com rapidez.

-Quanto a vocês pequenos, vão com Éomer e juntem as mulheres e crianças, tragam todas para cá, há uma passagem secreta feita pelos anões a pedido do rei elessar por baixo das montanhas brancas até um local seguro onde a saída é mais próxima de Edoras, é por esse caminho que vocês as guiarão até Edoras e os protegerão de qualquer ataque. Tenho certeza que não haverá nenhum ataque, mas por via das duvidas enviarei alguns soldados por cautela. Parou, pegou algo em um de seus bolsos e entregou a Sam,

– Esse é um mapa do túnel, sigam ele e chegarão em Edoras em dois dias. Levem comida e água.

Éomer e os hobbits fizeram uma reverencia e partiram. Pallando os seguiu e organizou os soldados em posicionamento nas muralhas.

– Vamos se posicionem! Talvez os Goblins ainda nos ataquem hoje, peguem seus arcos e espadas e se preparem.

– São eles! Os Goblins!!! -Gritou um dos soldados, quando viu tochas se aproximarem e montadas em cavalos

Pallando virou-se assustado e dirigiu-se as muralhas forçando a vista.

– Ataquem! ataquem! – Gritou o soldado.

– Esperem! Soldados, não são goblins, eles não montam a cavalo, são… elfos!. São elfos! Abram os portões.

Rapidamente os portões foram abertos e os elfos adentraram todos montados em belos cavalos, a expressão deles era de terror e medo.

Pallando se aproximou do que vinha mais à frente e falou:

– O que está havendo por que todo esse terror em suas faces?

– Eles nos perseguiram montados em lobos senhor, muitos de nós foram mortos e os que estão aqui fora os que escaparam.

-Quem é você? -disse Pallando.

– Sou Elor de Valfenda. Somos os poucos elfos que não partiram para as terras imortais. Os Goblins conseguiram achar Valfenda e nos atacaram, fugimos desesperados a cavalos, era milhares senhor, milhares. Além disso, eles estão se preparando para mais um ataque. Vimos um mar de goblins montando barracas e fazendo fogueiras próximos daqui eram pelo menos uns oito mil senhor!

Elor era um elfo alto de cabelos e olhos acinzentados, não parecia ser tão jovem, mas também tão velho, de longe, lembrava Elrond, porém sem a coragem atribuída a ele.

-Oito mil!, pensou Pallando, nesse momento a sua expressão mudou e a preocupação atingiu o seu rosto, porém ele não podia demonstrar, pois assim sendo a esperança dos soldados também diminuiria e a derrota seria mais fácil.

-O que houve senhor? Perguntou o elfo

-Nada de mais, acalme-se Elor, aqui são amigos e bem vindos. Eu sou Pallando. Tragam suas mulheres e crianças e as faça guiar aquele grupo que adentram ao Forte. Temos uma passagem secreta que os guiará até Edoras, é prudente que os homens fiquem para defender o abismo de helm dessas criaturas, esse é o desejo do Rei Elessar. Ele enviará reforços que chegarão para nos auxiliar, e enquanto não chegarem devemos resistir. Perder o abismo de helm pode ser fatal para os povos livres.

– Ficaremos Pallando, e lutaremos aqui -respondeu o elfo- enquanto isso levarei as mulheres até o palácio.

Assim que Elor e os elfos se retiraram Sam se aproximou do Mago e falou:

– Desculpe-me senhor Pallando, mas não pude deixar de ouvir os elfos falarem que os Goblins estão é oito mil e também percebi que ficou preocupado.

– È exatamente isso que você ouviu Sam, nosso contingente aqui no abismo de helm é de três mil soldados, entre Hobbits, Elfos e Homens, não resistiremos muito tempo, temos que torcer para que Éomer chegue a tempo de nos auxiliar.

– Três mil soldados e o Mago Azul, será que isso não conta?

Pallando sorriu fez um afago na Cabeça de Sam e falou

– Vejo que sua esperança e confiança são admiráveis pequenino e gordo hobbit, queria que essa esperança e confiança estivessem presente nos corações dos que aqui ficarem.

– Muita coisa eu passei senhor Pallando, durante aquela maldita guerra do anel, e se tem uma coisa que aprendi é ser confiante e ter esperança até no ultimo suspiro de sua vida.

Do alto ouviu-se um grito:

-Vamos Sam!, Já está tudo pronto, devemos partir!

-Seu amigo Merry está o chamando, vá, mostre mais uma vez o seu valor e guie essas pobres pessoas para Edoras.

– Sim senhor Pallando, estou esperando o senhor lá.

Sam partiu movimentando sua mão agitadamente se despedindo do mago. Pallando apenas observava todos entrarem no palácio e quando o ultimo entrou ele levantou-se e se dirigiu ao estaleiro, pegou um cavalo e desceu rapidamente:

– Abram os portões! Ordenou Pallando

-Não faça isso senhor Pallando, não nos abandone! Precisamos de você.

Pallando puxou as rédeas do cavalo e parou de súbito, em seguida olhou para o soldados e falou:

– Como pode duvidar da minha lealdade? Todo esse tempo eu estive com vocês os apoiando no que foi preciso e ainda assim duvidam de mim?. Soldados sem fé como você não são dignos de defender a nobre bandeira do reino Re-Unido de Gondor! se não tem coragem e fé fuja como um rato!

Agitou as rédeas do cavalo e partiu, nas muralhas os soldados se agitaram e se indagavam sobre ter ou não fé e sobre a lealdade deles para com o Rei Elessar.

Pallando cavalgou durante algumas horas até próximo a foz do Isen e de lá observava Isengard, percebia que luzes se moviam na noite saindo dos círculos da torre e se estendiam até próximo a ponto que corta o isen, único caminho confiável de se atravessar para atingir o território de Roham, próximo à ponte muitas barracas improvisadas, tochas e fogueiras e uma agitada movimentação, podia se ver as legiões se formando e se posicionando próximo à ponte.

-Preciso ganhar tempo – falava Pallando consigo mesmo. Nesse momento o mago ergueu suas mão em direção a ponte e começou a falar:

– Oh ventos que rondam essas terras! Eu os conjuro, ventos frios e quentes, do norte e do sul, do leste e do oeste, se unam e desabem sobre meus inimigos como uma poderosa neblina ofuscante e de visão intransponível! Façam com que essas criaturas percam a noção de espaço e localização por algumas horas! Prendam-nas em seu circulo de névoa! Pelo poder concedido a mim pelos valar e por Manwë vosso senhor, eu as comando! Surjam agora!.

Nesse instante, a neblina começou a surgir no acampamento dos Goblins e aos poucos foi se fortalecendo cada vez mais a ponto de sequer o próprio Pallando enxergar através delas. Todas as fogueiras e tochas se apagaram e logo em seguida Pallando cavalgou de volta para o Abismo.

No acampamento:

– Mas o que é isso -falava Gorkil o rei dos Goblins- Como essa maldita neblina surgiu do nada? Não consigo enxergar um palmo a minha frente, parece obra de feitiçaria.

-Soldados!, Soldados!.

– Não conseguimos enxergar nada senhor, não podemos andar as armas estão no chão podem nos ferir.

– Fiquem onde estão!, Assim que essa neblina passar atacaremos o Abismo de Helm.

Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra-média – Cap. 12

Cap 12: Minas Morgul, a Nova Base de Guerra – O Crepúsculo já chegara em Mordor, e Saruman estava encurralado,
procurando um jeito de ganhar tempo até que os reforços do palácio de
Rad chegassem. Apenas ele e Laracna estavam em condições de combate,
porém não eram páreos para os todos aqueles trolls e muito menos para o
Balrog.
 
 
Essa era a preocupação de Saruman, pois, mesmo com todo o seu poder e a força bruta da Laracna, aquela batalha já estava decidida antes de mesmo de começar, eles estavam em minoria e os reforços de Rad chegariam no meio do combate podendo ser tarde demais para o mago. Sem escolha o mago decidiu usar seu poder de persuasão e ganhar tempo, nesse instante a expressão de Saruman mudou completamente para uma expressão amigável, diferentemente do rosto de terror e desafio que o mago tinha poucos segundos atrás.

– Por que não me diz seu nome Balrog, afinal, é de bom tom que os inimigos se apresentem antes do combate.

– Eu não interesso nem um pouco por seus bons modos mago, porém me apresentarei e quero saber quem realmente és. Sou Giantrong capitão da quarta legião de Morgoth, E tu, quem és?

– Sou Curumo, conhecido entre os povos desta terra como Saruman, aquele que descobre todos os segredos. – e continuou – Não há mais necessidade de derramamento de sangue, por que não se alia a mim? Comigo de seu lado você terá..

– Cale-se!, Interrompeu o Balrog, nesse instante ergueu seu chicote, vendo aquilo Saruman sabia que seria atingindo e rapidamente ergueu seu cajado de onde um grande brilho muito levemente avermelhado emanou e o envolveu como uma bolha, nesse instante o balrog desceu seu açoite no intuito de atingir o mago, um grande brilho se viu do impacto e um grande estrondo se ouviu, rompendo o açoite do balrog, apenas o cabo estava na mão do demônio. Ao final da luz via-se Saruman de pé apoiando-se com muita força em seu cajado e sua expressão era de esforço.

Vendo aquilo o Balrog ficou surpreso, pois nenhuma criatura que foi atingida pelo seu chicote resistiu. Mas, mal tinha acabado o golpe de Giantrong, e um dos trolls montados nas criaturas aladas desceu como um raio no intuito de atingir o Mago, e quando estava a poucos pés de distância Laracna saltou na criatura derrubando-a junto com seu cavaleiro. Enquanto Laracna ainda lutava, outros Trolls montados desceram e os que estavam na terra partiram para cima do mago e da aranha.

– Parem!, -exclamou o Balrog-, Todos pararam, então o balrog se aproximou de Saruman e falou:

– Como resistisses?

– Está vendo Giantrong, seu poder e o meu são equiparáveis, não podemos nos enfrentar, será que agora tu percebeste que me derrotar não será tão fácil!?. Com seu poder e o meu junto Giantrong, não haveria resistência para os homens e nós nos tornaríamos os senhores destas terras, esse continente Giantrong é muito grande para ser governada por apenas um ser, pense nisso. Una-se a mim na campanha contra os homens, os quais nos odeiam e querem nosso fim.

As palavras de Saruman pareciam não afetar em nada a consciência do demônio, como ele estava acostumado a ver.

– Eu jamais lhe servirei! Seu insolente! Eu servi a Melkor, o Senhor Sinistro do Mundo! Não seria servo de um ser como você nunca! Nunca mais pretendo mais ser apenas um servo, tenho desejos e pretensões muito maiores, quero ser comandante! -respondeu o Balrog-

– Você ainda não entendeu, Demônio? Infelizmente eu não posso obrigá-lo a me servir e isso eu acabei de perceber agora, seu poder é tão grande quanto o meu, e mesmo se usasse o mais poderosos dos meus encantamentos eu não o convenceria a isso forçadamente, mas confesso que esse seria um dos meus desejos. No entanto, é quase impossível que isso ocorra, além do mas não pretendo me arriscar lutando com você, é poderoso demais e posso ter meu fim aqui, assim como você caso lute comigo, estamos em uma fina corda bamba cruzando um precipício Giantrong e qualquer deslize um de nós pode encontrar o caminho a Mandos, e por perceber seu poder eu concluí que é melhor tê-lo como aliado do que como inimigo, não por medo de você mas por imaginar o tamanho dos estragos que faremos com os homens. Tenho certeza que essa aliança acabará de vez com o governo dos homens, e principalmente, com o Rei Elessar.- Os trolls e orcs que ali estavam se agitavam com gestos de apoio ao mago.

O balrog olhou ao seu redor e percebeu que os seus soldados estavam diferentes, pareciam que o estavam o abandonando.

– Então é assim mago, que pretende me vencer? Agora eu percebo o quão venenosa é a tua voz, manipulas meus soldados como queres, pois a mim ela não tem efeito!, O que pretende?, Colocá-los contra mim?

– Ainda não é essa minha intenção, mas basta um discurso meu e suas tropas se voltarão contra você, Balrog!, É isso que você quer? Perecer aqui, morto por seus próprios soldados? Esse não é meu desejo Giantrong, mas se não tiver outra escolha farei isso sem hesitar. Entenda Demônio, eu estou oferecendo-lhe poder e riqueza em troca apenas de sua força e poder em batalhas ao meu lado e você ainda pensa em recusar? Isso pode ser resolvido apenas com um gesto seu, vamos aceite!

O Balrog então parou e ficou a pensar, Laracna já se aproximava de Saruman, tinha acabado de matar a criatura alada, alguns arranhões, puxando a sua pata direita dianteira e com um dos seus olhos ferido ela se aproximava lentamente.

– Vejo que aquela maldita criatura alada lhe feriu bastante Laracna, e acariciou a aranha, vá se afaste um pouco e descanse. Você está precisando.

A aranha se afastou um pouco e se recolheu próxima às muralhas. Passos de cavalos já eram ouvidos por Saruman, então o mago virou-se para trás e viu que os Reforços de Rad enviados por Furlo tinham chegado, virou-se mais uma vez para o Balrog.

– Veja Giantrong parece que reforços meus estão chegando. Ou são ilusões? – E sorriu.

Giantrong saiu do silêncio e de seus pensamentos e falou:

– Então era isso?, Todo esse tempo estava me enganando com essas propostas falsas para ganhar tempo e agora que seus reforços chegaram acabará comigo? Sabia que não podia confiar em você mago! –Levantou-se e mais uma vez explodiu em chamas. O ódio o acometeu e agora ele estava disposto a lutar.

– Ganhar tempo foi apenas uma garantia, o resto nada foi em vão, a minha proposta foi e é verdadeira, ainda está de pé só depende de você, lembre-se de tudo que falei Giantrong e me responda!

O Balrog se acalmou e falou:

– Serei seu aliado!, Porém com algumas condições

– E quais são elas? –indagou Saruman-

– Quero metade das terras que conquistarmos e quero o comando de metade das tropas!

Saruman pensou por alguns minutos e disse:

-Condições aceitas. Você não vai se arrepender Balrog, pode ter certeza.

Sarumam então se virou e disse.

– Pois bem, agora não temos aqui inimigos e sim aliados, recolham suas armas homens de Rad, e vamos para o trabalho, precisamos reconstruir tudo o que foi destruído nessa batalha, afinal, aqui será nossa base e ela deve ser reforçada. –disse Saruman.

– Pedras e mão de obra temos de sobra aqui, e madeira aos arredores. -disse o Balrog.

– Vão buscar madeira, mas com muita cautela, homens de Gondor devem ser evitados, e se não tiver jeito os matem, não podemos nos arriscar, devemos nos reestruturar enquanto os Goblins nos ajudam mesmo que sem aliança alguma. Devemos ser rápidos – disse o mago

– Giantrong, peço que me leve para o interior das minas, precisamos de um espaço para traçar nossos planos.

-Sigam-me -disse o demônio.

Saruman então se virou e Gritou:

– Ben, Davicar, tragam o Boca de Saurom e alguns soldados, precisamos agir.

– O Boca de Saurom, ainda não parece estar em condições Davicar –Disse Ben.

– Pelo contrario pequenino, o lorde Bocalimar já está de pé, veja você mesmo.

Bem então se virou na direção do olhar de Davicar e viu Boca de Saurom de pé, e alguns soldados tentando o ajudar, mas ele recusou-se falando:

-Me larguem seus vermes, não preciso de vocês para andar estou bem. -e empurrou os soldados.

Boca de Saurom dizia estar bem, mas estava ainda manco e parecia sentir muita dor. Davicar então se aproximou e falou:

– Senhor, é bom vê-lo firme novamente!

– Poderia estar melhor se não fosse aquela maldita aranha! Olhando para laracna que estava seguindo o mago manca, ele falou:

– Veja o estado dela davicar -e sorriu- foi bastante ferida por aquela criatura alada.

– Realmente, foi uma luta dura para Laracna, mas ela venceu, ali jaz a criatura e apontou para ela.

– Quem deveria estar ali era a aranha e não a criatura!- esbravejou Boca de Saurom.

– Vamos agilizem isso, Saruman quer nossa presença na reunião – disse Ben.

– Cale-se pequenino, não és nada, portanto não perturbe o lorde Bocalimar – esbravejou Davicar.

-Pequeno insolente -disse boca de Saurom.

Eles então seguiram, a frente vinha o balrog seguido por Saruman e Laracna, Ben vinha logo em seguida e atrás dele Bocalimar, Davicar e alguns soldados. Depois de alguns metros andando, eles se depararam com uma escadaria a qual levava-os para uma porta ao alto. A porta era de madeira com reforços de ferro em forma de cruz, ao lado da porta existiam duas estatuas, uma do lado direito e outra do lado esquerdo. Estatuas essas que tinham uma energia misteriosa que mesmo com a porta aberta, criaturas não desejadas não passavam, eram impedidas por uma energia invisível. O Balrog então abriu a porta gigante e entrou seguido pelos demais, ao entrarem se depararam com um salão enorme com uma mesa gigante cheia de cadeiras e algumas pilastras de ambos os lados, as quais se revezavam em ter ou não tochas de iluminação. O teto era negro como uma noite sem estrelas e não se via alem da escuridão a altura e ao fundo a frente deles três tronos, um maior que ficava no centro e um pouco mais alto que os demais e dois menores de ambos os lados; inúmeras portas se viam por todos os lados. Giantrong então se dirigiu à direita e entrou na terceira porta do trono, à entrada. Ao entrar via-se outro salão, porém bem menor que o principal e muitas outras portas, a frente de uma parede lisa onde o mapa da terra média estava desenhado. Era gigantesco, e ocupava quase que a parede inteira. Ao centro, uma mesa menor com outro mapa da terra média, porém em menor proporção e com peças simbolizando soldados forjados de pedra e aço.

– Então aqui é a sala de estratégia de guerra? Muito interessante – disse Ben-

– É o que parece Ben. E aqui é onde traçaremos nossos planos para pôr fim aos planos do Rei Elessar, e assim, seremos os novos reis da terra média! -disse saruman. Nesse instante, seus olhos brilharam.

– E o que você tem em mente ó poderoso mago? – disse Boca de Saurom em tom de deboche.

– Vejo que a surra que levou da Laracna ainda não foram suficientes para você Boca de Saurom. Será que não entende que o comando é meu e você não pode fazer nada quanto a isso? Você sabe que não pode comigo e minha paciência com você está se esgotando. Portanto cale-se e me poupe de sua ironia.

– Não podemos entrar em guerra contra os homens, será o nosso fim –disse Ben.

– Lutar agora não está em meus planos pequenino, não temos poder para isso, nosso exército ainda é pequeno, e depois dessa ultima batalha ficaram ainda mais debilitados. Meu plano é outro, não o uso da força, mas sim o uso da inteligência e você será o protagonista dele.

– Eu!? Mas como, não vejo como posso agir.

– Você não vê, mas eu vejo – disse Sarumam.