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O Porto de Harlond

Harlond era o porto da cidade de Minas Tirith, localizado no rio Anduin bem ao lado dos Campos de Pelennor, ao Sul da cidade dos reis.
 
O local foi uma espécie de testemunha da maior Batalha de todos os tempos da Terceira Era. Foi neste porto que Aragorn atracou com a Companhia Cinzenta e os homens de Lebennin, Lamedon e feudos do Sul por meio dos navios dos corsários para aniquilar os exércitos de Mordor que tinham sitiado Minas Tirith.

O porto de Harlond ficava a uma distância aproximada de 201,6 quilômetros da cidade portuária de Pelargir, lugar onde ocorreu a emboscada de Aragorn, Companhia Cinzenta e o Exercito dos Mortos contra os homens de Umbar que estavam indo se unir às forças de Mórgul, Harad e Khând.

Embora o porto aparentemente apresentasse características militares para o embarque e desembarque de reis, regentes e militares, também havia o seu caráter comercial, onde inúmeras embarcações atracavam e zarpavam do Harlond com entrepostos advindos das atividades comerciais entre as províncias de Gondor e até com outros reinos durante a Segunda, Terceira e Quarta Era.

Este porto estava entre os principais de Gondor e da Terra média juntamente com Pelargir e área portuária próximo a Dol Amroth, no qual a comunicação entre os três era bastante estreita, contudo, houve períodos onde a comunicação era menor quando Gondor estava política e militarmente enfraquecido e sofria represálias principalmente dos homens de Umbar e Harad.

Com a coroação de Aragorn, houve um novo restabelecimento da ordem na região e automaticamente a afirmação do Harlond como um dos principais portos e pontos de defesa da Terra média na Quarta Era.

Referências Bibliográficas

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

Harondor Mapa

Harondor

harondor.jpgHarondor era uma província que se localizava a sudoeste de Mordor, noroeste de Harad e a Sul de Ithilien. Também era conhecida como Gondor do Sul porque pertencia ao reino de Gondor. A população era pequena se comparada a outras províncias como Belfalas, Lebennin e Anórien.
Os habitantes que ali viveram moravam em pequenos feudos, mas houve períodos onde a concentração populacional era maior, principalmente na época do apogeu de Gondor, no reinado de Hyarmendacil (O Vencedor do Sul). A População era composta por camponeses e possivelmente pequenos grupos de defesas prestavam serviço fossem para os reis ou regentes. Durante a existência de Númenor muitos homens viajavam para diferentes regiões da Terra média, principalmente em direção aos domínios de Umbar e Pelargir, sendo que, nesta época a população de Harondor era maior devido à circulação de mercadorias e pessoas de diferentes regiões de Harad, Umbar e possivelmente dos homens de Khând. 

A extensão territorial de Harondor como se pode perceber no mapa é bastante extensa, e por este motivo, as características físicas eram diversas. Ao norte, no limite com Ithilien do Sul, onde passa o rio Poros, havia uma maior concentração de áreas verdes, a diversidade ambiental era significativa, uma vez que, toda Ithilien era uma região bastante bela devido aos rios, riachos, córregos e densas coberturas vegetais que ali faziam presentes.

Ao sul, observa-se o oposto, uma região com pouca vegetação, um clima seco tendendo para o semi-árido; a desolação se fazia presente; quando se leva em consideração à decadência (declínio) de Gondor na Terceira Era e ao mesmo tempo o crescimento e invasão dos sulistas e o retorno de Sauron a Barad Dûr, dando a Mordor um novo caráter de reino poderoso e ameaçador a Gondor.

Harondor sempre foi palco de diversas disputas pelo controle da região. Sua posição geográfica estratégica para os avanços e a vigilância de Gondor no Sul, e para os povos de Harad e Khand quando tinham o controle da região.

Como são relatadas nos apêndices, muitas batalhas ali ocorreram, especificamente nas imediações do rio Poros.

Referências Bibliográficas

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Simarillion: Martins Fontes, 2007.

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

FONSTAD, Karen Wynn & TOLKIEN, Christopher. Atlas of Middle-Earth: Paperback, 2001.

www.tuckborough.net – Consulta em 11/08/08.

Gondor e os Processos Interativos – Parte 1- Ensaio í  Dinâmica Territorial

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Harlond era o porto fluvial de Minas Tirith. Localizava-se a sul das muralhas da cidade na margem Norte da curva Oeste do Grande Rio. Durante a Terceira Era o principal ponto para o escoamento e chegada de entrepostos advindos das atividades comerciais existentes nas províncias gondorianas e com outros reinos.
 
 
Era evidente a circulação de mercadorias e de pessoas principalmente entre o Harlond, Pelargir e Dol Amroth, mostrando assim o intercâmbio e sintonia em toda a região. Não obstante, os intercâmbios entre Minas Tirith via Harlond com outras províncias foi decrescendo quando do início da Guerra do Anel, e principalmente nos anos finais da mesma. Essa diminuição nos intercâmbios e comércio por causa da Guerra do Anel era devido aos avanços dos aliados de Sauron, proveniente do sul, precisamente de Umbar e principalmente pelos homens de Harad e em menor número de Khând, o que tornou a navegabilidade arriscada; o risco para quem fosse a Harondor e partes de Ithilien do Sul era muito alto onde a qualquer momento poderia ocorrer algum ataque, mesmo considerando a soberania em Emyn Arnen, Lamedon, Lebennin e partes de Ithilien do Sul que serviam como uma espécie de escudo e/ou proteção aos cidadãos de Gondor para o trânsito de quem chegava ou saía do Harlond para outras regiões ainda tidas como seguras, ou seja, estavam sob o controle de Gondor, mas tal controle estava comprometido pela própria "decadência" no qual estava o reino.

Esta "decadência" é devido a situação momentânea, pois Gondor já vivera momentos de auge, poderio bélico e influência cultural em várias regiões da Terra média e se tornou um ícone e referência para outros povos, inclusive para o próprio Sauron, que via tal supremacia como uma ameaça aos seus intentos de dominação "global" do continente, principalmente nas administrações reais e com referência ao reinado de Hyarmendacil. Tal poderio de Gondor era tão grande que nenhum inimigo aberto declarou contestar o poder do rei, e no seu tempo de glória seus domínios se extendeu até Celebrant e as bordas a ostro da Floresta Verde, indo para o Leste até os domínios internos do Mar de Rhûn e seu posterior reino, e para além do Sul do rio Harnen chegando até as proximidades da pequena península de Umbar. Esse fato constata a relação interativa sobre os territórios no qual sobre fazia valer seu poder polítoco, geopolítico e interativo.

Com relação os processos interativos nas províncias do Sul, a ameaça à navegação era iminente, pois Gondor do Sul conhecida como Harondor, era um território praticamente desabitado e bastante disputado entre os gondorianos e sulistas. Embora Harondor apresentasse áreas de transição desérticas nas porções meridionais, os seus limites setentrionais era ambientalmente  rico, justificando no passado, uma considerável ocupação de Gondor nos momentos de apogeu e/ou ascensão militar. Entretanto, como a desolação era um fato presente, a Gondor presenciava momentos de vulnerabilidade, abriu-se a brecha para que a força de Harad penetrasse na região levando perigo aos habitantes que usavam até mesmo as fozes do rio Anduin. Outro fato em questão seria o rio Poros que fazia os limites entre Ithilien do Sul e Harondor, também estavam comprometidos, neutralizando os intercâmbios com Harlond pelas ameaças sulistas e pela posição proeminente das forças de Minas Mórgul que estavam declarando sua soberania nos domínios da Encruzilhada (Crossroads) e vertente oeste das Ephel Dúath até a montante dos Poros, a sudeste de Ithilien do Sul. Este rio Poros foi um marco muito importante, pois confrontos militares foram travados neste corpo d´água. Estes confrontos tinham um objetivo fundamental, o controle se possível de grandes partes do reino de Gondor, entre Ihilien até os limites ao Sul de Harondor, regiões ao oeste do Harlond chegando até Pelargir e Belfalas caso fosse possível os homens de Umbar e Harad assim fazer.

Ainda com respeito a comunicação,  sempre foi um instrumento de peso no reino gondorinao, talvez esse anseio seja um costume herdado desde os tempos de Númenor, quando os homens do Oeste buscavam novas terras, novos contatos em lugares até então desconhecidos. Os processos interativos entre varias regiões de Gondor através das hidrovias mostram a força e a capacidade dos gondorianos neste sistema avançado para os padrões da Terra média e identifica a dependência pelo uso da navegação. Como o reino era muito amplo e apresentava uma diversidade ambiental considerável era imprescindível a comunicação das províncias através de pontos tidos como referencia Dol Amroth, Pelargir, Harondor e Ithilien do Sul via rio Poros (nas áreas navegáveis), rio Sirith e principalmente o porto de Harlond nas proximidades de Minas Tirith.

Com o desenrolar da Guerra do Anel e a posterior queda de Sauron, fica claro a necessidade na busca pelo Sul novamente. Essa busca se fundamenta no restabelecimento das províncias de Harondor, Ithilien e Umbar, em vários casos, através do conflito armado entre Gondor e os sulistas. Como Aragorn tinha o compromisso de levantar seu reino, pontos estratégicos são novamente restabelecidos, dentre os quais Cair Andros, Osgiliath e Harlond. Assim, o restabelecimento das províncias ter-se-ia dado através de campanhas militares por estradas e também por navios que poderiam sair das áreas portuárias e principalmente por Harlond estar mais próximo de Minas Tirith, não desconsiderando os outros portos.

Verificando o mapa da região, a maneira mais viável de penetrar nos domínios de Umbar seria através da navegação, e para o restabelecimento de Harondor, pelas estradas que já existiam, principalmente a estrada de Harad, mas como Harondor não era somente um território nas margens da estrada, com certeza Aragorn e seu exército adentrou para várias áreas do território de Gondor do Sul refazendo assim a ocupação e ao mesmo tempo construindo outras vias de comunicação, o que era fundamental para esta vasta parte de Gondor, ou seja, a integração ao reino.

A supremacia de Gondor e também Rohan era real na Terra média, o que forçou os homens de Harad, Khând e Rhûn a retornarem para seus territórios de origem. Mesmo assim, conflitos sempre existiram, mas houve momentos de paz e respeito aos limites territoriais dos regimes e a uma nova ordem mundial na Terra média. Os processos interativos sempre ocorreram em vários reinos da Terra média ao longo de várias eras, e com grande ênfase aos descendentes de Númenor que habitavam e atuavam no reino de Gondor, perfazendo uma rede imprescindível para a existência de controle do reino. Como citado, os processos interativos tiveram momentos de apogeu e declínio e durante as Eras; sendo perceptível um restabelecimento mais dinâmco através do retorno do rei Aragorn com sua posterior gestão nos reinos do Sul e Norte.

Referências Bibliográficas

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: as duas torres. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Contos Inacabados: Martins Fontes, 2007.

TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Simarillion: Martins Fontes, 2007.

http://www.glyphweb.com/arda/ – pesquisa em 03/08/08

Análise da Batalha de Valle

dale_units_vs._rhun.jpgPrólogo

25/10/3018 – No Conselho de Elrond um prenúncio voa vagarosamente sobre os céus de Imladris

Relato feito por Glóin ao Conselho…

 

 

[...] cerca de um ano atrás, um mensageiro veio até Dáin, mas não de Moria… de Mordor: um cavaleiro chegou à noite. O Senhor Sauron, o Grande, dizia ele, desejava nossa amizade. Em troca daria anéis [...] queria muito saber a respeito de hobbits de como eles eram, e onde moravam.

[...] "Recusem a oferta, e as coisas não vão ficar muito bem. Recusam-se?".

[...] O mensageiro voltou duas vezes, e se foi sem resposta. "A terceira e última vez", dizia ele, "está por chegar, antes do fim do ano".

[...] a Sombra cresce e se aproxima. Descobrimos que os mensageiros também foram enviados ao rei Brand, em Dale, e que ele está com medo. Tememos que possa ceder. A guerra já está se formando na fronteira Leste. Se não dermos resposta, o Inimigo poderá enviar os homens sob seu comando para atacar o rei Brand, e também Dáin.

A Compreensão dos Fatos

As preocupações relatadas por Glóin no Conselho, a respeito de uma grande Sombra vindo do Leste e principalmente do Sul, mostram claramente o desejo de Sauron por ter nas mãos todo o controle dos reinos, mas acima de tudo, recuperar a "menina dos seus olhos", o Um Anel, que estava perdido a mais de três mil anos.

Observa-se a evidência de que os domínios ao Nordeste de Rhovanion se tornariam em menos de um ano, de acordo com a data do Conselho de Elrond, num cenário para o desfecho de uma grande batalha de proporções extra-regionais, onde o destino dos povos livres da Terra média setentrional estava sendo decidido de modo, se me permitam dizer, agonizante, devido o desenrolar dos fatos em várias outras regiões ao sul da Terra média.

Refiro-me a uma guerra que, de certo modo, foi pouco relatada e/ou não há muitas informações acerca de todo o seu desenrolar e também de como os personagens se comportaram diante da mão ameaçadora, e acima de tudo, invasora nos reinos de Valle e Erebor. Entretanto, percebe-se das poucas informações relatadas por Tolkien que os homens e anões souberam lidar lutando bravamente e se mantendo fiéis até o fim contra o Senhor do Escuro, o Maia Sauron. É válido dizer isto porque mesmo com a Sombra invadindo vários territórios da Terra média, muitos povos permaneceram fiéis na união, numa causa única, ou então vamos dizer que levantaram a mesma bandeira num único propósito em comum, a liberdade e a não submissão à ganância e falsidade de Sauron.

Dia 17/03/3019: A Batalha Começa

Um grande exército dos Orientais, aliados de Sauron, atravessou o rio Carnen, e poucas milhas depois foi de encontro com as hostes do rei Brand de Valle. De acordo com a situação relatada, percebe-se que os Orientais estavam em maior número e força. Houve muitos confrontos neste primeiro encontro e os flancos de Brand foram brutalmente atacados, vários soldados caíram (de ambos os lados, mas em maior parte das hostes de Brand) fazendo com que e rei recuasse com seu exército para os domínios de Valle.

O retorno não foi algo fácil, pois percebe-se nas entrelinhas que o inimigo estava nos calcanhares e houve lutas e possivelmente vários tombaram, entretanto, quando Brand retornou a Valle, veio ao seu encontro a ajuda dos Exércitos dos anões de Erebor. Ali, próximo aos pés da Montanha Solitária houve uma grande e terrível batalha, uma verdadeira carnificina, e tal confronto durou cerca de três dias, mas infelizmente ambos os reis, Brand e Dáin Pé-de-Ferro foram mortos pelos inimigos. Com a queda dos reis, e uma grande perda das hostes dos homens e anões, a vitória dos Orientais estava certa, uma vez que as forças restantes fugiram e refugiaram-se em Erebor, e ali resistiram a um cerco, e de acordo com os apêndices este cerco durou cerca de uma semana.

Dia 27/03/3019: A Esperança Renasce

Contudo, este não era o fim, pois com a derrota de Sauron no Sul, a notícia se espalhou por várias regiões, até chegar aos ouvidos dos Orientais e dos anões e homens. Tal notícia encheu de grande desânimo os Orientais; desta forma os sitiados tomaram coragem e com determinação desceram a montanha e expulsaram os invasores para o Leste (uma grande parte dos Orientais pereceu neste último confronto). A guerra acabou! Assim, Bard II, filho de Brand, tornou-se rei de Valle e Thorin III, Elmo de Pedra, filho de Dáin, tornou-se rei de Erebor.

Conclusão

É importante salientar que as preocupações relatadas por Glóin no Conselho de Elrond foram realmente o anúncio de algo que viria a acontecer em Rhovanion, bem como em outras regiões pelo que foi verificado na Guerra do Anel e objeto de discussão no Conselho através do próprio Elrond e de outros personagens importantes, que posteriormente vieram a fazer parte da chamada Sociedade do Anel. Todos os fatos ocorridos na Terra média tinham uma profunda ligação com algo em comum, o Um Anel de Sauron, seja pelas batalhas finais como a de Valle, Abismo de Helm, Pelennor, Morannon, ou com os eventos mais antigos como a Batalha dos Cinco Exércitos, Fornost dente outras.

"Nada aconteceu por acaso no destino dos povos livres da Terra média".

Referências Bibliográficas
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: o retorno do rei. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O senhor dos anéis: a sociedade do anel. São Paulo: Martins Fontes, 2002.
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Hobbit. São Paulo: Martins Fontes, 2002

Dragões – Criatura das Sombras

DragõesNa grande península de Beleriand habitavam vários povos, anões, elfos e homens, entretanto, ao mesmo tempo morava Melkor, o Senhor do Escuro, "Rei" e Senhor da Fortaleza de Angband (norte de Beleriand). Ocorreram inúmeras batalhas entre os exércitos de Melkor contra os reinos dos anões, elfos e homens. Nestes conflitos, as forças de Melkor não eram compostas apenas de orcs, mas de incontáveis criaturas que habitavam os calabouços da fortaleza de Angband, dentre as criaturas, os terríveis dragões, uma manifestação demoníaca dos desejos obscuros do Primeiro Senhor das Trevas, e quando estas bestas estavam em combate, podia-se perceber através de seus olhos a própria maldade e malícia de Melkor.

 

 
Havia diferenças entre os dragões ao longo dos milhares de anos, os que voavam e os que lançavam (cuspiam) fogo. Percebe-se que esta diferença se deu numa simples adaptação e/ou aperfeiçoamento de Melkor quando da necessidade de investidas contra seus inimigos com melhor eficácia, ou até mesmo uma espécie de evolução natural. De acordo com o Silmarillion, Melkor maquinou este mal em total segredo nos calabouços de Angband e a primeira (primogênito) besta a se manifestar foi Glaurung, conhecido como o Pai dos Dragões. Ele foi o líder das hostes de dragões que destruíram vários opositores de Angband e durante anos aterrorizou os povos de Beleriand através de sua força, malícia, feitiço e de seu exército, entretanto, este poderoso dragão conheceu a morte. Ele matou Túrin, mas ao mesmo tempo foi apunhalado pela espada Ghurthang que o filho de Húrin empunhava.

Mas o fim de Glaurung não significava o fim dos dragões, pois Melkor, na época de Guerra da Ira, soltou de Angband os dragões alados, até então desconhecidos dos homens, elfos e anões. Uma grande hoste lideradas pelo terrível e mais poderoso de todos, Ancalagon, o Negro, dizimou grande parte das hostes do Ocidente, e o resultado foi tão terrível que só uma intervenção dos Valar seria capaz de livrar os povos de Beleriand deste mal horrendo.

Após anos e mais anos de guerra contra Angband, Eärendil veio através dos céus em Vingilot para lutar contra os dragões, e com o auxilio das águias e seu líder, Thorondor, eles conseguiram matar Ancalagon, que caiu sobre as Thangorodrim, destruindo-as com sua forte queda, decretando assim o fim de Angband e o aprisionamento do Senhor do Escuro, Melkor. É importante ressaltar que devido a Guerra da Ira, a grande península de Beleriand entrou em convulsão e afundou fazendo com que as águas do mar inundassem todos os seus domínios, restando apenas a porção leste compostas pelas Ered Luin ou Montanhas Azuis e a região costeira de Forlindon e Harlindon (Lindon) após a vertente oeste, onde foi construído os Portos Cinzentos pelos elfos.

Mesmo com a vitória dos Valar, alguns dragões bem como orcs e balrogs escaparam e foram para várias regiões da Terra-média. Com o início da Segunda Era, os dragões se posicionaram nas regiões Leste e Norte da Terra-média, e não houve muitas informações acerca das ações deles neste período. Na Terceira Era, os dragões foram mais presentes e atuantes, fazendo vários estragos na Terra-média, principalmente no Oeste, especificamente nas Montanhas Cinzentas. Fizeram guerra contra os anões e acabaram vencedores e conquistando e pilhando todos os tesouros. Um destes dragões era Scatha, o Verme. Mas depois da conquista do reino e dos tesouros, acabou sendo morto por Fram, príncipe pertencente ao povo Éotheód.

Ainda na Terceira Era outro dragão voltou a assolar a Terra Média. Era Smaug, o Dourado. Devido às suas características, ele era muito parecido com seus ancestrais da Primeira Era. Era um poderoso animal alado cuspidor de fogo que abriu guerra contra o reino dos anões em Erebor, a Montanha Solitária e o reino dos homens adjacente, Valle. Ambos os reinos foram destruídos e os remanescentes fugiram para outras regiões da Terra média. Mas Smaug estava com os dias contados, pois foi organizado uma campanha dos anões através da liderança de Thorin Escudo-de-Carvalho, descendente de reis, o mago Gandalf e o hobbit Bilbo Bolseiro. Tal campanha fez com que Smaug saísse de Erebor e fosse atacar Esgaroth, a Cidade do Lago, mas seu fim estava por perto. O dragão foi atingido em seu ponto mais fraco por uma flecha, a flecha negra atirada por Bard, descendente do reino de Valle. Smaug caiu morto sobre a Cidade do Lago, decretando assim o fim dos dragões e da ameaça para os Povos Livres da Terra média.

Referências Bibliográficas:
O Silmarillion – J.R.R. Tolkien
Contos Inacabados de Númenor e da Terra Média – J.R.R. Tolkien
O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei – Apêndice A – J.R.R. Tolkien
O Hobbit – J.R.R. Tolkien

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O Contexto dos Magos Azuis na Terra-média

istari.jpgDe acordo com a literatura Tolkieniana, os magos azuis são também conhecidos como Istari, palavra esta que vem do quenya istar. Eles são personagens especificamente da Terceira Era, e quando vieram para a Terra média por volta do ano 1000, tinham uma aparência simples, na forma de homem, com uma idade já avançada.
Os objetivos dos Magos Azuis a priori eram os mesmos dos outros magos, como podemos verificar nos Contos Inacabados quando das orientações dos Valar: 

[...] seus emissários estavam proibidos de se revelar em formas de majestade, ou de procurar dominar as vontades dos homens ou dos elfos através da demonstração aberta de poder; mas, vindos em formas débeis e humildes, tinham a incumbência de aconselhar e persuadir os homens e os elfos para o bem, e procurar unir no amor e na compreensão todos aqueles que Sauron, caso retornasse, tentaria dominar e corromper. (TOLKIEN, 1980).

Percebe-se com a citação acima que todos os magos tinham um foco comum, a união dos povos livres da Terra média em prol da soberania, autonomia, liberdade e fraternidade, entretanto, tais características tinham um preço a pagar, que neste caso, a resistência, a luta e o sacrifício contra Sauron (também conhecido como Gorthaur). O sacrifício é embutido ou compreendido como a entrega da própria vida caso fosse necessário na resistência contra Sauron; principalmente nos momentos das batalhas. Podem-se citar momentos como a Batalha de Fornost, Cinco Exércitos, Abismo de Helms, Pelennor dentre outras batalhas assim como casos isolados, não necessariamente como confrontos “épicos”.

Os magos azuis eram conhecidos respectivamente como Alatar e Pallando, e de acordo com os Contos Inacabados eles foram para o Leste com Saruman o Branco (outro mago, o primeiro a chegar), mas ao contrário dele, jamais voltaram as Terras Ocidentais.

Tolkien ainda faz outra referência aos Magos Azuis numa carta, onde afirma que ambos foram realmente para o Leste, mas que provavelmente falharam em sua missão, e uma dessas prováveis falhas seria pela iniciação a cultos mágicos. Se analisarmos um mapa da Terra média, pode-se notar que o leste era uma terra distante, provavelmente uma espécie de “ermo” para os povos do oeste. Entende-se que tais ermos era o território de Rhûn, ao Nordeste de Mordor, uma bela região, apresentando uma considerável diversidade ambiental, paisagens compostas por áreas serranas ao Oeste do grande Lago Rhûn, áreas florestais ao Leste do mesmo, bem como a presença de outros corpos d’água como rios, córregos e ribeirões; e também nos domínios meridionais, a presença de amplas e desoladas áreas de planícies e depressões e configurações semi-áridas. A afirmativa de que os Magos Azuis foram para o Leste, pode, talvez, levar alguns leitores a entender que esta região poderia ser o território de Khând, que por sua vez se encontra a Sudeste e pequenas partes do Leste de Mordor, e a Oeste de Harad (outro domínio dos homens). Entretanto, a hipótese mais “coerente” seria realmente a busca por Rhûn.

Ainda de acordo com os Magos Azuis, há outro texto oriundo do título Os Povos da Terra Média, em que existiam nomes alternativos para ambos, assim designados: Morinehtar e Rómestámo, entretanto, não fica claro se tais nomes eram realmente uma substituição a Alatar e Pallando, ou se eram um segundo nome e/ou sobrenome. Há uma menção de que tais referências a Morinehtar e Rómestámo, não chegaram na Terceira Era, e sim na Segunda, quando da época da forja do Um Anel, por volta do ano de 1600, e que a missão estava realmente no Leste, no enfraquecimento dos exércitos de Sauron; neste intuito, que vem afirmação da falha de ambos. Existiu uma possibilidade de que junto com os Magos Azuis, retornou o elfo Glorfindel a Terra média.

Desta forma, diante dos relatos acima, percebe-se que os Magos Azuis tiveram seu papel no contexto histórico e político da Terra média durante um certo período da Terceira Era, mesmo que a consideremos como “simplórias” suas ações dentro de um objetivo pré-estabelecido que era neutralizar os intuitos de Sauron. Fica sempre aquele sentimento de mistério nas vidas de Alatar e Pallando, dois Maiar que vieram do Oeste a mando dos Valar.

Referencias Bibliográficas
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. Contos Inacabados: Martins Fontes, 2002.
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. O Silmarillion: Martins Fontes, 2007.
TOLKIEN, John Ronald Reuel Tolkien. As Cartas de J. R. R. Tolkien: Arte e Letra, 2006.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Magos_Azuis  – Acesso em 16/12/07