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Caranthir

feanor.gifCaranthir era o quarto filho de Fëanor. Nasceu nas Terras Imortais durante os Anos das Árvores. Sua mãe era Nerdanel e ele tinha três irmãos mais velhos (Maedhros, Maglor e Celegorm) e três irmãos mais novos (Curufin, Amrod e Amras). Caranthir tinha uma esposa cujo nome não é conhecido.
 

Caranthir tinha um temperamento rude, o qual declinava rapidamente para a raiva. Ele tinha uma pele corada e cabelos pretos, o que acabou por deixá-lo conhecido como Caranthir, o Moreno.

Fëanor fez as Silmarils, sua obra predileta, mas em 1495 dos Anos das Árvores elas foram roubadas por Morgoth que as levou para a Terra Média. Fëanor prometeu recuperar as Silmarils a todo custo e Caranthir e seus irmãos fizeram o Juramento de Fëanor para satisfazer os desejos de seu pai. Fëanor e seus filhos então partiram para a Terra Média acompanhados de muitos dos Noldor.

Os Teleri recusaram-se a fornecer navios para Fëanor, então Fëanor conseguiu-os através da força, muitos elfos em ambos os lados foram mortos. Caranthir e seus irmãos participaram do Fratricídio. Após o ocorrido, Mandos apareceu e avisou aos Noldor que se eles não desistissem do intento de ir para a Terra Média eles seriam exilados. Alguns, incluindo Finarfin, irmão de Fëanor, obedeceram. Contudo, Fëanor, seus filhos e muitos outros continuaram. Quando não havia mais navios suficientes para levar a todos até a Terra Média, Fëanor abandonou aqueles a que considerava desleais, incluindo Fingolfin, seu outro irmão.

Fëanor e seus seguidores desembarcaram na Terra Média em 1497 e logo depois, eles foram atacados em seu acampamento em Mithrim pelas hostes de Morgoth. Os elfos saíram vitoriosos daquela que ficou conhecida como Dagor-nuin-Giliath, ou a Batalha-sob-as-estrelas. Entretanto, Fëanor estava ensandecido e tentou atacar Morgoth em Angband, sua fortaleza. Ali mesmo ele teria morrido se seus filhos não tivessem chegado e o levado até Eithel Sirion, onde, antes de morrer incumbiu a seus filhos de cumprirem seu Juramento e vingarem seu pai. 

A segunda hoste do Noldor, liderada por Filgonfin, chegou à Terra Média, através de Helcaraxë, no início da Primeira Era. No ano 7, os Noldor realizaram um conselho. Angrod, filho de Finarfin, trouxe uma mensagem de alerta do Rei Thingol de Doriath, segundo a qual o Rei proibia qualquer invasão das terras onde o seu povo, os Sindar, vivia. Caranthir não gostava dos filhos de Finarfin e perdeu a paciência com Angrod, acusando-o de portador de recados do Rei. Muitos dos Noldor ficaram perplexos com a explosão de Caranthir e temeram o espírito cruel dos filhos de Fëanor.

Maedhros decidiu que ele e seus irmãos deveriam deixar Mithrim e estabelecer-se na região leste de Beleriand. Caranthir estabeleceu seu reino em Thargelion a leste do rio Gelion e aos pés das Montanhas Azuis. Esta região, delimitada ao sul pelo rio Ascar, também veio a ser chamada de Dor Caranthir ou a Terra de Caranthir. Caranthir construiu uma fortaleza na encosta ocidental do Monte Rerir e o seu povo habitou nas margens do Lago Helevorn.

No ano de 150, o povo de Caranthir foi o primeiro a escalar as Montanhas Azuis e olhar para o Oriente. Assim, eles se depararam com os anões de duas grandes cidades das montanhas, Belegost e Nogrod. Caranthir desdenhava da aparência dos anões, mas reconheceu a importância de uma aliança com eles. Os Anões e os Noldor eram artesãos qualificados e trocavam técnicas entre si. O povo de Caranthir adquiriu ferro e aumentou o seu armamento. Caranthir também controlava o comércio das minas dos anões com o resto de Beleriand, o que lhe trouxe grande riqueza.

Em 312, um grupo de homens, os Haladin, cruzaram as Montanhas Azuis e estabeleceram-se na parte sul de Thargelion. Caranthir lhes permitia habitar ali e os elfos os ignoravam a maior parte do tempo. Mas, em 375, Morgoth enviou orcs para atacar os Haladin. Os homens estavam sitiados atrás de uma paliçada na confluência dos rios Ascar e Gelion. Assim, quando os orcs já estavam rompendo a paliçada, Caranthir chegou com um exército e derrotou-os. Caranthir ofereceu a líder Haleth terras mais ao norte sob sua proteção, mas ela recusou e mudou-se com o seu povo para a outra margem do Gelion.

Durante a Dar Bragollach, a Batalha das Chamas Repentinas, em 455, um exército liderado por Glaurung invadiu o leste de Beleriand. Os orcs tomaram a fortaleza da encosta ocidental do Monte Rerir, devastaram Thargelion e contaminaram o Lago Helevorn. Caranthir e os remanescentes de seu povo recuaram para o sul e uniram-se ao povo de Amrod e Amras em Amon Ereb.

Em 463, homens denominados ocidentais entraram em Beleriand. Um grupo liderado por Ulfang fez uma aliança com Caranthir, mas mais tarde soube-se que secretamente Ulfang também tinha uma aliança com Morgoth. Na Batalha das Lágrimas Incontáveis, Nirnaeth Arnoediad, em 472, os filhos de Ulfang, Uldor, Ulfast e Ulwarth traíram Caranthir e mudaram de lado no campo de batalha, levando os elfos e seus aliados a uma derrota esmagadora.

No Yule de 506-7, os filhos de Fëanor atacaram Doriath na tentativa de obter a Silmaril que estava na posse de Dior, herdeiro de Thingol. Eles mataram Dior e sua esposa Nimloth, mas Caranthir, Celegorm e Curufin também foram mortos. Alguns elfos de Doriath fugiram com Elwing, filha de Dior, e levaram consigo a Silmaril.

Nomes & Etimologia

O nome Caranthir significa “cara vermelha” em Sindarin, de caran “vermelho” e thîr “face, cara”, em referência a sua compleição corada. Sua mãe, Nerdanel, o chamava pela forma Quenya Carnistir. Seu pai o chamava de Morifinwë, “Finwë Negro” em Quenya, porque ele tinha cabelo escuro assim como seu avô Finwë. A forma abreviada deste nome é Moryo. Também chamado de Caranthir, o Moreno.

Genealogia

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As datas correspondem a Primeira Era, exceto quando indicado: YT: Anos das Árvores; AS: Segunda Era; TA: Terceira Era; FA: Quarta Era.

Fontes Adicionais

The Silmarillion: "Of Eldamar," p. 60; "Of the Flight of the Noldor," p. 83-90; "Of the Return of the Noldor," p. 112-13; "Of Beleriand and Its Realms," p. 124; "Of the Noldor in Beleriand," p. 129; "Of Maeglin," p. 132; "Of the Coming of Men into the West," p. 143, 145-46; "Of the Ruin of Beleriand," p. 153, 157; "Of the Ruin of Doriath," p. 236 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 33, 45-46, 53, 61, 64; "The Tale of Years," 348, 351 

The History of Middle-earth, vol. XII, The Peoples of Middle-earth: "Of Dwarves and Men," p. 318; "The Shibboleth of Fëanor," p. 353

Fonte: The Thain’s Book

Beleg Cúthalion

tn-beleg_is_slain-web.jpgChefe da guarda de fronteiras do Rei Thingol de Doriath, amigo de Túrin, pelo qual foi morto. Beleg era um elfo Sindarin. Foi um arqueiro altamente qualificado e usava o arco Belthronding, feito de madeira de teixo escuro. Ele era forte, tinha grande resistência e era sagaz na visão e na mente. Ele era iniciado nas artes de cura e podia curar rapidamente.
 
 
Beleg foi o maior de todos habitantes da floresta a seu tempo. Ele morava em acampamentos na floresta perto da fronteira norte de Doriath. Doriath foi um reino da floresta cercada por uma barreira de proteção denominada Cinturão de Melian,a qual era mantida pela esposa de Thingol. Mas, servos de Morgoth vagueavam próximos das fronteiras, em especial daquelas do norte, e Beleg e seus guardas de fronteira lutavam contra aqueles que tentavam aproximar-se de Doriath.
 
Próximo ao ano 458 da Primeira Era, uma legião de orcs veio através da passagem do Sirion e aproximou-se da Floresta de Brethil, que ficava nos limites de Doriath. Beleg e uma companhia de elfos juntaram forças com Halmir e os homens da Floresta de Brethil para emboscar e derrotar os orcs. Por um bom tempo, a ameaça por parte dos orcs naquela região ficou reduzida.

Em 466, o Cinturão de Melian foi quebrado por Carcharoth, o lobo de Angband, que tinha engolido a Silmaril que Beren e Lúthien haviam roubado de Morgoth. Uma caça ao lobo foi levada à cabo e dela participaram Beleg, Mablung, Thingol, Beren e Huan (o cão de Valinor). Carcharoth foi morto por Huan, não sem antes ter ferido Beren e o próprio Huan mortalmente.

Thingol não enviou um exército para a Batalha das Lágrimas Incontáveis, Nirnaeth Arnoediad, em 472 devido a sua rivalidade com os filhos de Fëanor, que pleiteavam a Silmaril em sua posse. Contudo, Beleg e Mablung quiseram lutar e receberam então permissão do Rei para ir a batalha, eles juntaram-se às forças de Fingon. A batalha representou uma grande derrota para os elfos e homens de Beleriand, mas, tanto Beleg quanto Mablung sobreviveram.

No início do ano 473, Beleg estava caçando nos bosques de Doriath, quando se encontrou com um menino de oito anos de idade chamado Túrin e seus acompanhantes Gethron e Grithnir. Túrin tinha sido enviado para Doriath por sua mãe, Morwen, depois que seu pai, Húrin, não retornou da Batalha das Lágrimas Incontáveis. Túrin e seus companheiros não puderam ultrapassar o Cinturão de Melian, perderam-se e estavam com frio e fome. Beleg os levou para seu acampamento e enviou mensagem a Thingol, que permitiu a entrada de Túrin em Doriath. 

Beleg ensinou a Túrin as habilidades de um homem da floresta e o treinou no tiro com arco e na esgrima. Quando Túrin completou dezessete anos, juntou-se as guardas de fronteiras. Túrin perdia em habilidade com armas apenas para Beleg. Beleg e Túrin lutaram lado a lado e tornaram-se grandes amigos.

No ano de 484, Túrin entrou em confronto com Saeros, o qual, perseguido por Túrin, caiu na ravina de um córrego e morreu. Thingol estava inclinado a banir Túrin de Doriath, mas Beleg tomou conhecimento de que Nellas, uma elfa que vivia na floresta, tinha visto que Saeros foi quem primeiro atacara Túrin. Beleg levou Nellas para Menegroth para que ela pudesse testemunhar em nome de Túrin e Thingol decidiu perdoá-lo, contudo, Túrin já havia fugido.

Beleg prometeu então encontrar Túrin. Depois que Beleg deixou Doriath, os servos de Morgoth tornaram-se mais ousados em seus ataques às fronteiras de Doriath, uma vez que nem Beleg nem Túrin estavam presentes para detê-los.

Beleg já procurava por Túrin a quase um ano quando ouviu notícias do amigo de alguns homens da floresta ao sul do Rio Teiglin. Beleg tomou conhecimento de que Túrin estava conduzindo um bando de proscritos e seguiu-os, embora Túrin escondesse sua trilha utilizando-se das habilidades que Beleg havia lhe ensinado. Beleg por fim, encontrou o covil dos proscritos, porém, quando Túrin não estava presente. Andróg, um dos proscritos do bando, convenceu os outros a amarrar Beleg a uma árvore sem comida e água.

Depois de dois dias, Túrin voltou e libertou Beleg. Túrin recusou-se a voltar para Doriath apesar do perdão de Thingol. Beleg então partiu para Dimbar, perto da fronteira norte de Doriath, para lidar com uma invasão de orcs. Beleg pediu que Túrin o encontrasse ali, Túrin por outro lado pediu que Beleg o encontrasse em Amon Rûdh.

Beleg passou por Doriath para reportar para Thingol sobre o paradeiro de Túrin e pedir-lhe permissão para seguir com Túrin. Thingol assim o permitiu a Beleg escolher um presente de despedida, no que Beleg escolheu Anglachel apesar de Melian advertir-lhe de que havia malícia na lâmina fabricada por Eöl, o elfo-escuro. Melian também lhe presenteou com lembas. Beleg então marchou para Dimbar e, após rechaçarem os orcs e o inverno chegar, Beleg partiu para encontrar-se com Túrin novamente.

Túrin e seus homens estabeleceram um covil em Amon Rûdh, em uma caverna pertencente a Mîm, o anão-pequeno. No inverno houve uma tempestade de neve e muitos dos homens ficaram famintos e doentes. Beleg chegou com suprimentos e lembas e compartilhou-os com os homens, e trabalhou para curar os feridos. Entretanto, Andróg e Mîm ficaram com inveja e ressentimento do vínculo entre Túrin e Beleg.

Na primavera do ano seguinte, houve um aumento das incursões de orcs nas terras ao redor do Rio Sirion. Túrin e Beleg levaram a companhia para expulsar os orcs que vagueavam próximo de Amon Rûdh. Durante uma incursão, Andróg sofreu ferimento mortal, mas Beleg foi capaz de curá-lo.

Túrin usava o elmo-de-dragão de Dor-lómin, que Beleg havia trazido consigo, e Beleg utilizava seu arco Belthronding. As terras ao redor ficaram conhecidas como a Terra do Arco e do Elmo e outros homens e elfos vieram juntar-se aos dois capitães, entretanto, apesar do sucesso, Beleg sentia-se inquieto.

No ano de 489, Mîm entregou a localização da fortaleza de Túrin para os orcs de Morgoth. Segundo, uma versão da história, Mîm foi em grande parte motivado pelo seu ódio e inveja de Beleg e que havia pedido para os orcs deixarem este para ele matar e que poupassem a vida de Túrin.

Os orcs atacaram Amon Rûdh e Túrin e Beleg recuaram com alguns de seus homens até uma escada oculta que conduzia ao topo da colina. Os homens foram mortos e Túrin feito prisioneiro. Beleg tinha sido amarrado e Mîm estava prestes a matá-lo quando Andróg, que havia sido mortalmente ferido, conduziu Mîm para longe e libertou Beleg antes de morrer.

Beleg seguiu or orcs através do Passo de Anach até os bosques apavorantes da Taur-nu-Fuin. Ali Beleg encontrou Gwindor de Nargothrond que havia sido capturado durante a Nirnaeth Arnoediad, mas havia escapado de Angband. Beleg e Gwindor seguiram as pistas dos seqüestradores de Túrin e avançaram até o deserto de Anfauglith. Ali os orcs montaram seu acampamento, celebraram e caíram bêbados.

Beleg apanhou seu arco, matou quatro lobos-sentinelas e depois entrou com Gwindor no acampamento. Ele e Gwindor carregaram Túrin, que estava sem sentidos, até um matagal a curta distância. Beleg utilizava Anglachel para cortar os laços que prendiam Túrin, mas a espada escorregou e picou o pé de Túrin. Túrin acordou e vendo uma figura de pé sobre ele com uma espada, agarrou Anglachel e matou Beleg pensando tratar-se de um inimigo. Na claridade de um raio, Túrin viu o rosto de Beleg e percebeu o ato terrível que havia feito.

“Foi esse o fim de Beleg Arcoforte, amigo fidelíssimo, o mais hábil de todos os que se abrigavam nos bosques de Beleriand nos Dias Antigos, morto pelas mãos de quem ele mais amava. E essa dor ficou gravada no rosto de Túrin para nunca mais se apagar.”
O Silmarillion: “De Túrin Turambar”, p. 208.

Túrin e Gwindor enterraram Beleg em uma cova rasa com seu arco Belthronding. Húrin compôs uma canção chamada Laer Cú Beleg, a “Canção do Grande Arco”. Túrin manteve Anglachel e passou a chamá-la de Gurthang, depois de muitas novas tragédias, foi essa a espada que Túrin usou para tirar a própria vida.  
 

Nomes & Etimologia

O nome de Beleg significa “poderoso”em Sindarin. Ele foi chamado de Beleg Arcoforte ou Beleg Cúthalion de “arco” e thalion “forte, destemido”.
 
 
Fontes Adicionais:
 
The Silmarillion: "Of the Ruin of Beleriand," p. 157; "Of Beren and Lúthien," p. 185-86; "Of the Fifth Battle," p. 189; "Of Turin Turambar," p. 199-209, 225; Index, entry for Beleg; "Appendix – Elements in Quenya and Sindarin Names," entries for beleg, cu, and thalion 

Unfinished Tales: "Of Tuor and His Coming to Gondolin," p. 37, 51 note 2; "Narn I Hin Húrin," p. 73-74, 77, 79-80, 82-85, 90-96, 134, 145, 147 note 11, 147-48 note 12, 151-54 

The Children of Húrin: "The Departure of Turin," p. 75-76; "Turin in Doriath," p. 81, 86, 91-97; "Turin among the Outlaws," p. 107-20; "Of Mim the Dwarf," p. 122, 139-40; "The Land of Bow and Helm," passim; "The Death of Beleg," passim; "Turin in Nargothrond," p. 159; "The Death of Turin," p. 256; "Appendix (2) – The Composition of the Text," p. 286-87 

The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entries for BEL, KU3 and STALAG 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 56-57, 63, 81-83, 102, 126, 133, 138, 140, 160

Peregrin Tûk, um estudo de caracteres

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Amy Spivey, estudante da Bradley University publicou um belo artigo sobre Peregrin Tûk, o nosso querido Pippin. Em seu trabalho a autora discorre sobre o aprendizado a partir do erros e sobre crescimento pessoal, dos quais o pequeno (mas não tão pequeno assim) Tûk é um belíssimo exemplo. Apresento a vocês o texto de Amy (quase) em sua íntegra com alguns poucos pitacos e algumas supressões aqui e ali.

Mas atenção, se você ainda não leu O Senhor dos Anéis, não te recomendo a leitura deste artigo, é repleto de spoilers! Mas se você é um dos felizardos que já leu esta belíssima obra, boa leitura!

Durante a escolha da comitiva que iria acompanhar Frodo em sua missão para destruir o Um, Elrond se mostra contrário à participação dos hobbits, principalmente de Pippin, porque ele era o mais jovem e poderia não compreender o que a tarefa implicava realmente.
Em desafio, Pippin responde: “Então, Mestre Elrond, você terá que prender-me em uma prisão ou enviar-me para casa amarrado dentro de um saco… pois do contrário irei seguir a Comitiva (Fellowship of the Ring, p. 310).
Uma ousada e provavelmente declaração insensata a se fazer, mas Peregrin Tûk foi determinado à ajudar Frodo até o fim. Sua jornada transformou-o de um hobbit imprudente a um cavaleiro de Gondor homenageado, fazendo dele um personagem essencial na missão de destruição do Anel.
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Pippin, um primo distante e amigo íntimo de Frodo, cresceu ouvindo os contos das aventuras de Bilbo fora do Condado. Quando Frodo decidiu deixar Bolsão, juntamente com Sam e Merry, decidiram acompanhá-lo mesmo contra a sua vontade (pelo menos inicialmente).
Pippin nos dá sua primeira mostra de imprudência em Bri, quando começou a contar à multidão presente no Pônei Saltitante sobre a festa de aniversário de Bilbo, e por pouco não discorre sobre o desaparecimento de Bilbo fazendo menção ao anel. Frodo o interrompe e tenta distrair os presentes com uma canção e dança, mas acidentalmente colocou o Anel , desaparecendo. O que acabou por não contribuir para melhorar a situação. Quando os Cavaleiros atacam a pousada, os hobbits permanecem a salvo. Deixam Bri no dia seguinte e Pippin suporta a jornada “selvagem” com Passolargo até chegarem em Valfenda.
Embora Elrond fosse contrário a ida de Pippin, quando chegou o momento da comitiva partir, ele estava entre os integrantes. Contudo, ele pode até ter se sentido corajoso em um primeiro momento, mas foi um dos primeiros a se cansar da viagem.
Após o fracasso da tentativa de travessia através do Caradhras, a Comitiva toma o caminho para Moria, não sem antes ser atacada por um bando de wargs. O que faz Pippin duvidar: “Eu desejava ter ouvido o conselho de Elrond. …Eu não sou bom afinal. Não existe o suficiente da raça de Bandobras, o Urratouro em mim: estas criaturas congelam o meu sangue. Não me
lembro de ter me sentido tão miserável antes (Fellowship of the Ring, p. 334).
E em sua consternação, não para de fazer insensatas questões, uma vez que tinham chegado aos portões de Moria, onde Gandalf explica que os portões não podem ser empurrados para dentro do exterior.
O que você vai fazer então? Perguntou Pippin, ao que Gandalf respondeu. “Bata com a sua cabeça na porta, Peregrin Tûk, mas se isso não a estilhaçá-las, pelo menos terei um pouco de paz de suas tolas perguntas, vou procurar pelas palavras de abertura” (Fellowship of The Ring, p. 343). No entanto, mais do que palavras imprudentes, Pippin iria ficar em apuros uma vez dentro das minas.

Curioso era Pippin, mas isso não era desculpa para alguns de seus atos insensatos. Ao parar para descansar em uma sala em Moria, Pippin sente-se atraído por um antigo buraco no meio da sala. “Movido por um súbito impulso, ele pega uma pedra solta e deixa-a cair” (Fellowship of the Ring, p. 351).

Isto enraivece Gandalf, mais do que qualquer questão poderia. “Seu Tûk Tolo! …Esta é uma viagem séria, não um piquenique de hobbits. Atire-se da próxima vez, e então não vai mais atrapalhar. Agora, fique quieto!” (Fellowship of the Ring, p. 352).
Como punição Pippin fez a primeira ronda nessa noite, mas Gandalf sentiu pena dele e o liberou. Ele dormiu, mas não aprendeu totalmente sua lição.

Por um tempo a presença de Pippin cai para segundo plano, até que a Comitiva chega a Amon Hen, onde Pippin e Merry são capturados pelos Orcs e Boromir perde sua vida na tentativa de defendê-los. Em, “As Duas Torres”, a narração é dada a partir do ponto de vista de Pippin pela primeira vez.

Quando ele recupera sua memória, lamenta novamente sobre a viagem. “Ele se sentia frio e doente. ‘Eu gostaria que Gandalf nunca tivesse persuadido Elrond a deixar-nos vir’, pensou. ‘O quão bom eu era? Apenas um incômodo: um passageiro, uma peça de bagagem…espero que Passolargo ou alguém venha nos salvar’ (Two Towers, p. 42).

Mas, Pippin começa a utilizar o seu juízo, e corta as cordas que amarravam suas mãos quando os orcs estão desatentos. Ele também, subitamente decide retirar o broche élfico de seu manto e o deixa cair, para o caso de Aragorn tentar encontrá-los. Mas, logo depois põe em dúvida suas próprias ações. “…Não sei porque fiz isso. Se os outros escaparam, provavelmente terão ido com Frodo” (Two Towers, p. 48).

Apesar de sua dúvida, Pippin começa a demonstrar o seu valor quando os Rohirrim atacam os orcs e Grishnákh, um orc de Mordor, tem a oportunidade de pegar os hobbits. Pippin percebendo que o orc sabia sobre o Anel, finge que ele e Merry poderiam ajudá-lo a fim de bolar um plano para poder escapar. O orc os leva para longe da batalha, mas é morto por um cavaleiro do Rohan. Pippin então acaba de livra-se das cordas e liberta Merry. Em seguida, os hobbits adentram a Floresta de Fangorn.

Os dois hobbits conhecem então Barbárvore e lhe contam suas aventuras, chamando a atenção do ent com a menção dos orcs de Isengard. Barbárvore torna-se então determinado a parar Saruman
(não sem antes um longo Entebate!)

Pippin e Merry estão ansiosos para ajudar, e Pippin diz, “Gostaria de ver o Mão Branca derrubado. Gostaria de estar lá, mesmo que eu não pudesse ser de alguma utilidade: Eu nunca deverei esquecer dos Uglúk e da travessia de Rohan” (Two Towers, p. 77). Curiosamente, Pippin reitera mais uma vez que ele “poderia não ser de muita utilidade”, mas, está, contudo, disposto a ir à guerra com os Ents, depois de ter sofrido o tormento dos orcs.

(…)

Embora a batalha com os Ents tenha sido o maior evento da viagem de Pippin até agora, as ações de Gríma Língua de Cobra foram determinantes para seu destino na última fase da guerra. Durante o confronto com Saruman, Pippin pegou o Palantír que Gríma havia jogado da torre. No que prontamente Gandalf tomou-lhe a pedra, não sem antes perceber o olhar saudoso do hobbit para ela.
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(…)
Pippin enamorado pela pedra, a pega de Gandalf enquanto este dormia e a leva para perto de sua cama para olhar.

(…)

“Então, com um grito estrangulado ele caiu para trás…” (Two Towers, p. 218).

Gandalf corre em Socorro do hobbit e lhe pergunta sobre tudo o que o pequeno falou com Sauron. Embora, Pippin não tenha conseguido evitar revelar muito a Sauron, Gandalf acredita que de certa forma o acontecimento constitui uma vantagem, pois Sauron agora direciona seus “olhos” para o Oeste deixando o Leste menos vigiado. Gandalf então determina o retorno da companhia à Edoras ao passo que ele e Pippin se encaminham para Gondor.

Nessas ações rápidas e inesperadas, um evento significativo pode ser ignorado: a separação de Merry e Pippin. Desde a primeira parte da viagem a partir do Condado, eles estiveram juntos, mas agora, eles serão separados. Pippin está muito preocupado, ouvindo Gandalf explicar a história das Palantíri, para perceber que ainda se passará um longo tempo até que ele possa ver Merry novamente – se possível isso for.

Ao chegar em Minas Tirith, Gandalf leva Pippin até Denethor, o Regente de Gondor, que quer ouvir mais sobre a morte de seu filho Boromir. Denethor suspeita do hobbit, imaginando como ele pode ter escapado e seu filho não.
Pippin reage oferecendo servidão à Denethor, como reparo pela morte de Boromir. O hobbit torna-se então um Guarda da Cidadela.
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(…)

Pippin começa uma amizade com Beregond, o responsável por lhe ensinar as senhas que ele precisaria para o serviço, mas também quem lhe ensinou sobre Gondor e seu povo. Ele também ganha a amizade de Bergil, filho de Beregond, que lhe mostra a cidade, e juntos eles vêem a chegada da ajuda para os exércitos de Gondor, incluindo Imrahil, o Príncipe de Dol Amroth.

Pippin finalmente encontra-se com Gandalf novamente naquela noite em seus alojamentos, mas com poucas boas notícias, porque A Escuridão tinha começado. Pela manhã, Pippin sentiu-se desmotivado novamente, perguntando à Gandalf porque ele está ali. “Você sabe muito bem…para mantê-lo fora de perigo; e se não gosta de estar aqui, você pode se lembrar que você trouxe isso sobre si mesmo” (The Return of the King, p. 72).

(…)

Pippin foi essencial para o coração da batalha contra Sauron, e quando o Nazgûl foi atraído para próximo, perseguindo Faramir, Pippin tremeu de terror. Certamente, Elrond tinha razão quando disse que Pippin não fazia idéia do que lhe esperava à frente. Mas, com a ajuda de Gandalf, Faramir chega a Minas Tirith e revela seu encontro com Frodo e Sam, deixando Gandalf saber do seu caminho escolhido e Pippin que esperança eles têm.

Os piores dias vieram após Faramir ser trazido gravemente ferido da batalha nos Campos de Pelennor. Quando Minas Tirith começou a queimar, Denethor liberou Pippin de seus serviços, dando-lhe permissão para seguir no que ele considerava a insensatez de Gandalf. Mas Pippin tornou-se valoroso e não vai desistir ainda.

“Vou aproveitar sua licença, senhor…porque eu quero ver Gandalf, muito mesmo. Mas ele não é bobo; e não vou pensar em morrer até que ele se desespere. Mas da minha palavra e de seu serviço não quero ser liberado enquanto você viver. E se vierem finalmente para a Cidadela, espero estar aqui e ficar ao seu lado e talvez ganhar as armas que você tem de me dar”. (The Return of the King, p. 95).

No entanto, vendo que Denethor tinha a idéia fixa de queimar a si mesmo e a Faramir (que apesar de gravemente ferido ainda estava vivo), Pippin imediatamente vai em busca de Gandalf, na esperança de salvar Faramir da loucura de seu pai. Ele encontrou Beregond e lhe disse para fazer o que ele podia, apesar das ordens para não deixar o seu posto, por qualquer motivo.
Quando Pippin encontra Gandalf, o mago está prestes a ir à batalha, mas Pippin implora por sua ajuda. “Denethor foi para os Túmulos…e ele tomou Faramir, e ele diz que estamos todos a arder e ele não vai esperar, e eles estão a fazer uma pira e queimá-lo, e Faramir também…Eu disse a Beregond, mas eu temo que ele não se atreva a deixar o seu posto…Você pode salvar Faramir? (The Return of the King, p. 126).

Pippin sabia que o tempo era curto e que Gandalf era o único que poderia ajudar. Embora terrificado pelo que Denethor tinhas se tornado, Pippin também sabia que Faramir tinha que ser salvo.

Quando finalmente a batalha dos Campos de Pelennor foi encerrada, Pippin e Merry reuniram-se novamente junto aos portões de Minas Tirith, mas Merry fora ferido por uma punhalada pelo Rei-Bruxo. Pippin tenta levá-lo através da cidade, mas Merry está fraco, e Pippin teme pela vida dele.

“É tu que vai me enterrar? disse Merry. “Não, na verdade” disse Pippin, tentando soar alegre, embora seu coração apertado estivesse com medo e pena. “Não, vamos para as Casas de Cura” (The Return of the King, p. 136).

Pippin diz a Bergil para enviar mensagem para os curandeiros. Gandalf chega, e gentilmente carrega Merry. Para todas as dúvidas de Pippin de ter vindo junto com a Comitiva, Gandalf reconhece a honra recebida pelos hobbits. “…porque se Elrond não tivesse se rendido a mim…muito mais severos os males do presente dia, teriam sido”. (The Return of the King, p. 137).

Embora Gondor tivesse sido salva, por aquele momento, a viagem mais perigosa que Pippin já enfrentou tem início, a batalha do Portão Negro, dando a Frodo uma oportunidade para cumprir sua tarefa. Quando a Boca de Sauron traz notícias aparentemente devastadoras, Pippin perde toda sua esperança. Mas ele tem coragem, e de pé ao lado de Beregond, aguarda o ataque.

Ele puxou sua espada e olhou para ela, e as formas entrelaçadas em ouro e vermelho; bem como os harmoniosos caracteres reluzentes de Númenor, como fogo sobre a lâmina. “Isso foi feito para horas como essas”, pensou. “Se eu pudesse apenas golpear algum mensageiro com ela, então eu terei chegado ao mesmo nível que o velho Merry. Então, eu irei decepar algumas destas bestas antes do final. (The Return of the King, p. 176).

E assim ele faz. Como um grande troll vem após Beregond para matá-lo, Pippin o golpeia, mas é esmagado quando o monstro cai sobre ele. Sabendo que esse é o fim, ele sente as trevas à levá-lo até que ele pensou ouvir um grito: “As Águias estão vindo! As Águias estão vindo!” Por um momento Pippin pensou que flutuava. ‘Bilbo’! ele disse, ‘Mas não! Que entrou em seu conto, no passado distante. Este é o meu conto, e é encerrado agora. Adeus! “E seu pensamento fugiu e seus olhos não viram mais nada”. (The Return of the King, p. 177).

Felizmente para Pippin, Gimli estava no lugar certo na hora certa, e encontrou-o antes que ele tivesse ido. Com a derrota de Sauron e o Anel destruído, chegou finalmente o tempo da Comitiva reunir-se novamente.
Sam, após vê-los pela primeira vez, se espanta, e Pippin articula o seu orgulho. “…vamos começar dizendo [nossas histórias]logo que o banquete tiver terminado… Nós somos cavaleiros… como eu espero que você observe” (The Return of the King, p. 251). Quando Sam observa que vai levar semanas para eles contarem todas as histórias, Pippin também demonstra, que apesar de todas as dificuldades que ele suportou, ele ainda tem senso de humor. “Semanas, verdade… e, em seguida, Frodo terá de ser trancado em uma torre em Minas Tirith e escrever tudo. Caso contrário ele irá esquecer metade de tudo, e o pobre velho Bilbo ficará terrivelmente decepcionado” (The Return of the King, p. 251).

Assim, eles ficaram em Gondor por algum tempo, mas em breve, mesmo a alegre reunião deve terminar e os membros da Comitiva se separar. Após fazer a travessia de volta pela Terra Média, os hobbits chegam ao Condado, só para descobrir que os rufiões o tinham invadido.

Quando os quatro hobbits encontram um grupo próximo ao Dragão Verde, Frodo chama a ira de um, que começa a provocá-lo. Pippin parte na defesa de Frodo, e pela primeira vez, tem a oportunidade de chamar alguém de tolo. “Eu sou um mensageiro do Rei. …Você está falando com o amigo do Rei, e um dos mais renomados em todas as terras do oeste. Você é um rufião e um tolo. Fique de joelhos no meio da estrada e peça perdão, ou irei jogar sobre ti as desgraças dos trolls” (The Return of the King, p. 309).

Os quatro hobbits concebem um plano para libertar o Condado, Pippin cavalga até Tuquerburgo para reunir os Tûks para a insurreição. Usando as táticas que eles aprenderam em batalhas, Pippin e Merry ganharam os títulos de Capitães e lutaram e venceram a batalha de Beirágua em 1419, e com sucesso libertaram o Condado.

Quando Frodo decide deixar a Terra Média alguns anos mais tarde, Pippin, embora profundamente triste, compreende o porquê. “’Você tentou nos enganar uma vez antes e falhou, Frodo’, [Pippin] disse. ‘Desta vez você quase conseguiu, mas falhou novamente. Não foi Sam, porém, que deu-te este tempo, mas o próprio Gandalf” (The Return of the King, p. 399).

Ele chorou quando Frodo partiu, mas sua história ainda não havia acabado. Como os Apêndices nos mostraram, Pippin casou-se com Diamantina de Frincha Longa e teve um filho, Faramir, e tornou-se Thain do Condado.

Aragorn, agora Rei Elessar, também fez dele um Conselheiro do Reino do Norte. Após longos anos, Pippin e Merry deixaram o Condado; passaram os ofícios para os seus filhos; e viajaram para Edoras e Gondor, onde vieram a morrer. Eles foram levados para descansar em Rath Dínen com honra, e quando o Rei Elessar morreu, ele foi colocado ao lado deles.

A maturidade de Pippin cresceu significativamente, desde aquele primeiro encontro com os Cavaleiros Negros até a última batalha do Condado. Ele iniciou a viagem como um ignóbil jovem hobbit, mas no fim ele tornou-se um cavaleiro de Gondor, uma alta honra e cresceu aos olhos do Rei.

Ele aprende a partir de suas tolices, e por vezes perigosos, erros, ganhando uma grande dose de respeito ao longo do caminho. As realizações de Pippin são notáveis, e sendo parte da Comitiva abriu seus olhos para o mundo fora de seu lar. Mas talvez, sua mais significativa realização foi ter-se tornado um grande líder entre os hobbits – entre seus parentes, sua família.
O artigo de Spivey pode ser lido na íntegra no site da Tolkien-Online.com.
Fontes:
J.R.R. Tolkien. The Lord of the Rings, The Fellowship of the Ring.
J.R.R. Tolkien. The Lord of the Rings, The Two Towers.
J.R.R. Tolkien. The Lord of the Rings, The Return of the King.

Qual é a pronúncia correta do sobrenome do professor?

last_tolkien_photograph.jpgVocê já teve esta dúvida? Ou nunca passastes pela tua cabeça como é que se pronuncia ‘Tolkien’ e você simplesmente fala o que ‘der na telha’? Queira você acredite ou não, a dúvida sobre como é a pronúncia correta do sobrenome do professor gera disputas e discussões acirradas pela internet.
 

Faça o teste, digite “pronounce Tolkien” ou “pronunciation of the name Tolkien” no Google e verás. 

Existem duas posições principais. Uma insiste em “Tol-kenn”, que é a pronúncia americana mais comum. A outra argumenta que Tolkien é um nome alemão e, portanto, deve ser pronunciado “Tolk-een”. Esta última parece ser a pronúncia mais comum na Grã-Bretanha.

Se você já está treinando alguma das pronúncias apresentadas acima, pare agora, pois, segundo Erik Even, o autor da notícia a partir da qual esta foi feita, ambas estão erradas.

Segundo o autor, basta não ignorarmos a família de Tolkien assim como a New Line Pictures. “Confira as entrevistas com os descendentes de Tolkien e ouça como eles pronunciam o nome da família: ‘Toll-kee-en’”.

“Trata-se de três sílabas, mas as duas últimas são pronunciadas como uma só. Parecido com o que uma pessoa japonesa diria: ‘kyen’ – ‘Tol-kyen’”.

Neste site, vocês podem ouvir a pronúncia correta.

No vídeo abaixo, vocês podem ouvir Adam, neto de Tolkien, pronunciar o sobrenome (em 00:01:50). Soa muito parecido com “Tol-keen”, mas a terceira sílaba existe. Note que o apresentador no início diz “Tol-kenn’, mas depois diz a pronúncia correta (em 00:04:37). A narradora diz “Tol-keen”.

 

 


Infelizmente, como nem tudo são flores, neste vídeo (o qual discute sobre o lançamento do livro Children of Húrin) a pronúncia de Húrin é feita de maneira errônea.

 

Fonte:

Examiner  

 

 

Idril Celebrindal

braso_de_idril.gifMãe de Eärendil, o Marinheiro. Idril Celebrindal nasceu nas Terras Imortais durante os Anos das Árvores. Filha única de Turgon, elfo Noldor filho de Fingolfin, e de Elenwë, elfa Vanyar. Idril foi uma elfa de grande beleza, tinha os cabelos dourados dos Vanyar e era também muito sábia e previdente.
 

Por volta de 1495 dos Anos das Árvores, Fëanor estava empenhado na perseguição de Morgoth que havia roubado as Silmarils que ele tinha feito. Esta perseguição culminou com a fuga dos Noldor para a Terra Média, sendo que dentre os muitos dos Noldor que acompanharam Fëanor em sua empreitada estavam presentes Turgon e sua família. Entretanto, não havia navios suficientes para levar todos os Noldor à Terra Média e Fëanor abandonou aqueles que ele sentia serem infiéis a ele inclusive Turgon e Fingolfin.

Após a traição de Fëanor, Fingolfin e seu povo continuaram a jornada para a Terra Média a pé atravessando a hostil região gelada de Helcaraxë no extremo norte. Durante a árdua jornada, Elenwë e Idril caíram através do gelo no mar. Turgon conseguiu resgatar Idril, mas Elenwë pereceu. A hoste de Fingolfin chegou à Terra Média no primeiro ano da Primeira Era.

Turgon estabeleceu-se em Nevrast, na costa de Beleriand e construiu ali os salões, com vista para o mar, de Vinyamar. Moravam com ele Aredhel, sua irmã, e sua filha Idril. Então, sob orientação de Ulmo, Senhor das Águas, Turgon chegou até o vale oculto de Tumladen e ali iniciou a construção de Gondolin. Mudou-se para lá com sua família e muitos outros elfos por volta do ano de 116.

Gondolin estava escondida de Morgoth devido as Montanhas Circundantes. A nenhum forasteiro era permitido conhecer sua localização e alguns habitantes jamais saíram dali. Mas, a irmã de Turgon, Aredhel, tornou-se inquieta e relutantemente, Turgon deu-lhe permissão para partir. Porém, durante a viagem de partida Aredhel perdeu-se e encontrada por Eöl, o elfo-escuro, por quem foi tomada como esposa e teve um filho chamado Maeglin.

Por volta do ano 400, Aredhel e Maeglin, este já crescido, fugiram dos domínios de Eöl e seguiram para Gondolin. Contudo, Eöl secretamente os seguiu e encontrou a entrada secreta para Gondolin, foi levado à presença de Turgon que determinou que ele deveria permanecer em Gondolin. Eöl alegou que preferia matar Maeglin e a ele próprio e atirou um dardo na direção de Maeglin, mas Aredhel recebeu o projétil em seu lugar. Idril e Aredhel convenceram Turgon a ser misericordioso, mas, quando Aredhel adoeceu e morreu devido à ferida,Turgon ordenou que Eöl fosse morto.

Maeglin permaneceu em silêncio enquanto seu pai encontrava seu fim e Idril passou a desconfiar dele. Maeglin era apaixonado por Idril, mas os eldar não se casavam com parentes tão próximos. E Idril, ao descobrir como Maeglin se sentia passou a gostar menos ainda dele. Maeglin era tido em alta estima pelo povo de Gondolin devido a sua habilidade de ferreiro e a sua coragem na Batalha das Lágrimas Incontáveis, mas Idril pressentia sua natureza escura.

Em 495, um homem chamado Tuor chegou a Gondolin guiado por Ulmo. Tuor trazia o aviso de Ulmo de que o perigo estava próximo e que os elfos deveriam deixar Gondolin e seguir até o mar. Turgon, entretanto, estava relutante e Maeglin se postava sempre contrário à Tuor nos conselho do rei. Turgon então decidiu permanecer em Gondolin e ordenou que ninguém mais entrasse ou deixasse a cidade para nada. Tuor e Idril apaixonaram-se e se casaram no ano de 502. Seu casamento foi uma das três uniões entre elfos e homens mais importantes, juntamente com os casamentos de Beren e Lúthien e Arwen e Aragorn. Idril deu à luz a um filho em 503, ao qual chamou de Eärendil.

Maeglin ficou furioso com o casamento de Idril e Tuor. E por acaso, um dia enquanto minerava fora dos limites das Montanhas Circundantes, aconteceu dele ser capturado por Orcs e levado diante de Morgoth em Angband. Sob ameaça de tortura, Maeglin concordou em revelar a localização de Gondolin. Em troca, Morgoth prometeu-lhe o domínio de Gondolin, na condição de seu vassalo, e a posse de Idril uma vez que a cidade fosse capturada.

Idril tinha um crescente sentimento de mau presságio. Ela mandou que fosse construída uma passagem subterrânea deixando a cidade ao norte. Sua confiança de Maeglin cresceu depois que ele retornou a Gondolin e seu primo não tomou conhecimento sobre o túnel.

As forças de Morgoth atacaram Gondolin em 510. Maeglin aprisionou Idril e Eärendil, mas Tuor lutou com Maeglin nas muralhas e de lá o lançou à morte. De acordo com uma história, Idril liderou muitas pessoas para a passagem secreta e lutou contra os invasores com uma espada (BoLT 2, p. 188). Tuor, Idril e Eärendil escaparam juntamente com outros através do túnel secreto, mas Turgon morreu defendendo sua torre. 

Os sobreviventes emergiram na planície norte da cidade e, em seguida subiram as Montanhas Circundantes ao longo da Fenda das Águias. Lá eles foram atacados por um Balrog, mas Glorfindel sacrificou-se para salvá-los. Eles desceram para o Vale do Sirion e chegaram à Terra dos Salgueiros, onde descansaram por um tempo.

Em 511, Tuor e Idril conduziram seu povo às Fozes do Sirion e ali se juntaram aos refugiados da ruína de Doriath incluindo Elwing. Eärendil casou-se com Elwing, com quem teve Elrond e Elros.

Por volta de 525, Tuor tonou-se inquieto devido a sua idade e seu anseio crescente pelo mar. Ele construiu um navio chamado Eärrámë, o Asa-do-mar. Antes de partir, Idril deu a Eärendil a Elessar que ela havia salvo da queda de Gondolin. Tuor e Idril navegaram para o ocidente, e diz-se que Tuor foi o único, de todos os homens mortais, ao qual foi concedido a vida imortal dos elfos.


Nomes & Etimologia

Idril é a forma sindarin do nome quenya Itaril ou Itarillë que significa “brilho cintilante”. De ita “brilho” e ril “brilhante, cintilante”. (Em uma versão anterior da história é dito que Idril significa “amada”, a qual é uma é apresentada pela forma alternativa de Idhril que significa “donzela”. – BoLT 2, p. 343).

Ela foi cognominada Celebrindal, que significa “pé-de-prata” devido à “brancura dos seus pés descalços” (HOME XI, p. 200). Das palavras sindarins celebrin “semelhante à prata, em tom ou valor” e dal “pé”.

 

Genealogia


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Fontes Adicionais

The Silmarillion: "Of the Flight of the Noldor," p. 90; "Of the Noldor in Beleriand," p. 126; "Of Maeglin," p. 134, 136, 138-39 and passim; "Of Tuor and the Fall of Gondolin," passim; "Of the Voyage of Earendil and the War of Wrath," p. 246, 249, 254; "Akallabeth," p. 261; "Appendix – Elements in Quenya and Sindarin Names," entries for celeb and tal 
The History of Middle-earth, vol. II, The Book of Lost Tales Part Two: "The Fall of Gondolin," passim; "Appendix: Names in The Lost Tales – Part II," p. 34

The History of Middle-earth, vol. X, Morgoth’s Ring: "The Annals of Aman," p. 128 

The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "The Grey Annals," p. 44-45, 48; "The Later Quenta Silmarillion," p. 200; "The Tale of Years," p. 346, 348, 351-52 

The History of Middle-earth, vol. XII, The Peoples of Middle-earth: "The Shibboleth of Feanor," p. 345-46, 348, 363 notes 40 and 42 

Unfinished Tales: "Of Tuor and His Coming to Gondolin," p. 56 note 31; "The History of Galadriel and Celeborn – The Elessar," p. 249, 251 

Appendix A of The Lord of the Rings: "The Numenorean Kings," p. 314 

The Letters of J.R.R. Tolkien: Letter #153

Fonte
The Thain’s Book 

Weta de volta à Terra-Média

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 A Weta Workshop, companhia de efeitos especiais com sede em Miramar, Nova Zelândia, adquiriu recentemente uma nova licença junto à Warner Bros. Consumer Products para criar uma nova linha de artigos colecionáveis baseados na trilogia cinematográfica O Senhor dos Anéis. A nova coleção será desenhada e criada pelos mesmos artistas que trabalharam na trilogia e que ganharam o Oscar. Por enquanto, a empresa só anunciou quatro itens, os quais foram lançados no último Comic-Con em San Diego em julho deste ano.

 
Andúril
 
Uma edição limitada da mais autêntica espada da trilogia do Senhor dos Anéis. Cada espada foi individualmente fabricada àanduril3.jpg mão por Peter Lyon, o mestre em fabricação de espadas da Weta Workshop, e quem fabricou as espadas utilizadas nos filmes. 

Outras espadas serão fabricadas, mas Andúril foi a escolhida para a estréia, a edição é tão limitada que apenas dez (isso mesmo, DEZ!) espadas foram fabricadas. Cada espada vem com um DVD de dez minutos contendo o processo artístico e entrevistas com Richard Taylor, John Howe e Peter Lyon. Este vídeo em breve será disponibilizado no site da Weta, fiquem atentos.
 

Gollum

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Uma réplica em escala real da criatura Gollum, feita em bronze ou em uma mistura de bronze mais fibra de vidro.
  
 
 
 
 
 

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Miniaturas dos escudos, fabricados em metal fundido por Dave Tremont. Para quem não sabe, Tremont foi quem construiu Grond, o aríete gigante dos orcs na Batalha dos Campos de Pelennor, e também muitas outras miniaturas utilizadas na filmagem da trilogia.
 
 
 
 
Gandalf

Réplica exata da capa original do Gandalf o Cinzento, utilizada por Ian McKellen na trilogia cinematográfica. Fabricada utilizando o mesmo material, produzido a partir da mesma fazenda na Nova Zelândia e tecido a partir dos mesmos teares do século 19.
 
cloak300.jpg 

Essas obras de artes já podem ser adquiridas através do site da Weta: www.wetaNZ.com
 
 
Fontes:
 

Gosta de Filologia? Então irá gostar do novo livro do Mark T. Hooker

hobbitonian.jpgO autor Mark T. Hooker acabou de publicar, no dia 17 de junho de 2009, um novo trabalho sobre a obra de JRR Tolkien. O livro “The Hobbitonian Anthology: of Articles on J. R. R. Tolkien and his Legendarium” é composto por uma série de artigos sobre Tolkien e o seu Legendarium. Este novo livro dá continuidade a sua obra anterior “A Tolkienian Mathomium”. E é uma miscelânea, em grande parte composta por artigos que versam sobre lingüística.
 
 
O livro é dividido em duas partes. A primeira parte trata sobre nomes (aqui cito-os em seu original, sem me ater à traduções, é estou fugindo de assuntos controversos): Bilbo, Bag-End, Boffin, Farmer Maggot, Puddifoot, Stoor, Huggins, Tom Bombadil, The Ivy Bush, The Golden Perch e um pequeno grupo de nomes no bairro de Evesham, o lar ancestral da família da mãe do professor, o Suffields. Ele discute os seus significados e seus análogos em inglês, tanto a partir do ponto de vista lingüístico quanto do geográfico e biográfico. 
 
Na segunda parte Hooker explora os termos bootless, nine day’s wonder, confusticate e bebother, hundredweight e leechcraft. E continua seus estudos sobre as traduções das obras do professor. Nesta parte Hooker versa sobre as traduções búlgara, bielorussa, checa, eslovaca, holandesa, alemã, polonesa, russa, sérvia e ucraniana para a obra “The Hobbit” e apresenta uma série de comparações sobre a forma com que os tradutores trataram a nomenclatura tolkieniana. Alguns desses artigos foram originalmente publicados na Beyond Bree, mas outros tantos são apresentados pela primeira vez.

Os elogios a sua obra anterior “A Tolkienian Mathomium” são tantos que é de se esperar que Hooker não decepcione e tenha a oferecer muitas análises interessantes sobre a obra tolkieniana. Os que gostam de filologia e querem aprender mais sobre o professor a partir de uma abordagem diferente vão de certo encontrar aqui muitas informações novas sobre Tolkien e sua predileção por nomes. Ainda não tenho o meu exemplar, mas já está na minha wishlist. Quero deixar claro aqui que aceito doações!

 
Detalhes do livro:
hobbitonian_contracapa.jpgTítulo: The Hobbitonian Anthology: of Articles on J.R.R. Tolkien and his Legendarium
Tipo: Brochura
Tamanho: 286p
Formato: 22,86 X 15,24 X 1,52cm
Editora: CreateSpace
Idioma: Inglês
ISBN-10: 1448617014
ISBN-13: 978-1448617012
O livro pode ser adquirido através da Amazon por $14,95.
 
 
Sobre o autor:
Mark T. Hooker é especialista em Tradução Comparativa. Seus artigos sobre Tolkien têm sido publicados em inglês na Beyond Bree, Parma Nölé, Translating Tolkien e Tolkien Studies; em holandês no Lembas (o jornal da Dutch Tolkien Society); e em russo no Palantir (o jornal da St. Petersburg Tolkien Society).
São suas as obras: Tolkien Through Russian Eyes (Walking Tree, 2003); Implied, But Not Stated (distribuído pela Slavica, 1999); The History of Holland (Greenwood, 1999) e A Tolkienian Mathomium, esta última já chegou a sua segunda edição.
 
Fonte: