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O Silmarillion

Autores: Bagrong, Fëanor e Smaug.

Apresentação:

No dia de hoje, há exatos 28 anos, O Silmarillion era publicado pela George Allan & Unwin, na Inglaterra, trazendo em seu conteúdo um material muito valioso que serviria de explicações para muitos pontos soltos. É impossível imaginar o Legendário, as histórias de Arda, sem o importante Silmarillion, que graças a dedicação de Christopher Tolkien foi lançado após 4 anos da morte de J.R.R. Tolkien.

Portanto, como de costume, o grupo Heren Quentaron traz uma homenagem alternativa à este livro, que para muitos é considerado a Bíblia dos fãs.

 

 

Fëanor – alguns pontos relevantes sobre o criador das Silmarils

 

A partir do momento em que Fëanor fez as três Silmarilli, mudou-se o destino de Arda. Através do Silmarillion acompanhamos como o destino do mundo molda-se em torno dos fatos relacionados a essas pedras.

Mas por que tanto alarido em cima de três gemas feitas por aquele elfo?
Convém relatar algumas coisas então: as três gemas possuíam justamente aquilo que Melkor mais almejou possuir através dos tempos, mas não teve capacidade: a Luz. Não uma simples luz de uma tocha, mas sim a Luz primordial, fruto do labor dos Valar. E não podendo possuir tal Luz, sua única alternativa era destruí-la. Assim fez com as Lâmpadas dos Valar e com as Duas �?rvores. Também tentaria mais tarde, e sem sucesso, com o Sol, Anar.

Voltando ao assunto: Depositadas nas três gemas estava uma parcela do desejo de Melkor. E como ele, o mais poderoso vala não conseguiu tal façanha, e um “mero elfo�? sim? Essa pergunta devia remoer sua cabeça, e de presente ele também ganhou uma boa quantidade de inveja de Fëanor. E Fëanor, cabeça quente como era, acabou por ter a ousadia de bater o portão no nariz de Melkor, ao descobrir as intenções mascaradas do mesmo. E, ao fazer isso, ele agiu de maneira incisiva sobre o futuro de Arda. Ou seja: não foi simplesmente a existência das pedras que poderia mudar algo, mas sim algumas atitudes dos seres a ela relacionados de alguma maneira. E bater a porta no nariz de Melkor foi uma dessas atitudes.

Pouco mais tarde, Fëanor perde seu pai, que ele amava mais que as três pedras, e estas também. Então ele se rebela contra os Valar (ele realmente era cabeça quente), e conclama seus familiares à segui-lo para além mar, onde Melkor havia se instalado. Mais uma atitude que iria dar uma guinada brusca no curso da história. Se essa rebelião não tivesse ocorrido, nem Silmarillion haveria. As pedras estariam lá, e só.

Para aqueles que leram o Silmarillion, Fëanor lembra em primeira instância ódio, amor, loucura, magnitude. Mas o que isso pode significar? Quis Tolkien passar alguma mensagem através deste personagem?
Talvez não diretamente, mas, como a grande maioria dos personagens da grande maioria das histórias, Fëanor acaba passando uma mensagem. Uma não, várias na verdade.

Talvez a mais relevante seja a maneira de como o poder pode enlouquecer alguém. Mesmo Fëanor sendo o “maior de todos os filhos de Eru�?, ele acaba caindo na loucura, e cometendo atos repugnantes. Traça-se aí a clássica linha que divide a loucura da genialidade. A parte onde tudo as emoções são postas à prova máxima, e onde uma leve mudança de contextos altera a personalidade da pessoa. E, como dizem, quanto mais alto, maior o tombo. Mesmo Fëanor sucumbiu às emoções que sentiu, não suportando a realidade passivamente, e transcendendo para a loucura. Aqui pode-se destacar mais um ponto: o modo como as ações más podem derrubar mesmo os corações mais inabaláveis.

Pois a causa da loucura de Fëanor, foi Melkor diretamente. Primeiro, ele semeia a discórdia, plantando falsas idéias entre seus inimigos, fazendo com que eles entrem em colisão. Depois, sua cobiça e inescrupulosidade o levam a praticar o roubo dos dois maiores pertences de Fëanor: seu pai e sua maior obra. Antes disso, Melkor já era o maior inimigo do elfo. O Elfo então se deixa levar totalmente pelo ódio e desejo de vingança. Toda a sua capacidade volta-se para o objetivo de desforrar-se do Vala. Sua genialidade é deturpada por suas emoções.

Tolkien foi grandioso no desenvolvimento de seus personagens. O Silmarillion é recheado deles, e cada um pode repassar alguma mensagem, que geralmente fica a cargo da interpretação do leitor. Fëanor é um desses personagens. Ele não foi feito para ser um simplesmente um herói queridinho ou um vilão sinistro. Vê-lo como tal, significa interpretar superficialmente a obra.

 
De Beren, Lúthien, Tolkien e Edith

Dos diversos capítulos de O Silmarilion, com certeza um dos mais empolgantes e importantes é o que narra a Balada de Leithian, aonde é contada a história dos heróis Beren e Lúthien.

Beren é um homem, mortal, que sofreu muito em toda a sua vida e que, por uma brincadeira do destino, acabou superando o Cinturão de Melian e indo para em Doriath, onde encontrou a mais bela de todas as elfas: Lúthien Tinúviel.

Enquanto era o homem um sofredor, a elfa havia sido criada sob proteção e cuidado de seus pais e jamais havia enfrentado grandes perigos ou problemas que parecem não tem resolução. Ela era teoricamente frágil.

O pai de Lúthien, Thingol, decretou que sua filha só se casaria com Beren caso este o presenteasse com uma Silmaril, que estava engajada na coroa de ferro de Morgoth. Após muito sofrimento e determinação, Beren e Lúthien conseguiram entrar na fortaleza de Melkor e, ao distraí-lo com uma das belíssimas canções da elfa, roubaram-no uma pedra.

Um mortal e uma elfa conseguiram fazer com pouquíssima ajuda o que todos os mais poderosos exércitos dos elfos não conseguiram: recuperar uma Silmaril. Isso demonstra o valor que Tolkien dá ao amor e aos verdadeiros valores. Enquanto milhares de elfos deram suas vidas em uma guerra vazia de princípios, movida apenas pela cobiça e ódio, sendo mal sucedidos, um casal apaixonado consegue realizar a façanha, pois manteve-se firme com seus valores e suas convicções.

Neste ponto vale ressaltar que Beren e Lúthien nunca tiveram cobiça ou desejo pelas pedras, eles apenas queriam entregá-la ao rei para poder viver suas vidas em paz. Depois de diversos acontecimentos terríveis com o Rei de Doriath e seu povo, a pedra recuperada acabou voltando para Lúthien, já engajada no colar Nauglamîr, e ao colocá-lo, a elfa se tornou a mais bela visão em toda a história de Arda.

É interessante analisar a história dos pais de Lúthien: Thingol e Melian, pois eles são, respectivamente, um elfo e uma maia. Lúthien já nasceu da miscigenação de dois povos e depois se casou com um homem, o que faz dessa união uma mistura maior do que a normalmente notada.

Provavelmente, Tolkien gostava muito dessa história, pois, ao morrer, deixou gravado em seu túmulo "Beren" e no túmulo de sua esposa "Lúthien". Talvez haja relação entre os personagens e a vida do autor, já que este sofreu por um bom período antes de encontrar sua amada e, depois disso, foi para a guerra, separando-se dela por certo tempo.

Um texto belo que narra o amor entre Tolkien e sua esposa, Edith, pode ser conferido aqui mesmo, na Valinor: Tolkien & Edith: Um amor de 89 anos

Concluímos que o escritor se baseou no amor que sentia por Edith e na imagem que tinha dela em sua juventude para escrever uma das mais belas histórias de todos os tempos: A Balada de Leithian.

 

As diferentes edições

Da edição brasileira:

Com tradução de Waldéa Barcellos e revisão técnica de Ronald Kyrmse, o livro O Silmarillion foi publicado no Brasil em dezembro de 1999 e já está junto dos fãs brasileiros há quase 6 anos. Até março de 2003, já foram feitas 4 tiragens da 1ª edição. A capa, diferente de edições estrangeiras, é a única para O Silmarillion no Brasil.

Da edição ilustrada por Ted Nasmith:

Em 2004, uma edição muito bonita foi lançada pela Houghton Mifflin Company, com um total de 45 ilustrações até então inéditas de Ted Nasmith. A edição que também traz um mapa colorido desdobrável de Beleriand e das terras ao norte, possui 386 páginas.

No início do livro, em inglês, o leitor poderá encontrar a famosa carta 131, em que Tolkien escreve para o editor Milton Waldman, falando, na verdade, dando um resumo de O Silmarillion, com cerca de dez mil palavras! A carta não está datada, mas provavelmente é de 1951. E Milton ficou tão impressionado, que mandou fazer uma cópia desta.

O fã português Daeron (Eru, o Único), do Portal Tolkienianos, que possui esta edição, nos passou várias fotos do livro, e o grupo selecionou algumas de dar inveja:

Capa
O Silmarillion, como fica sem a capa especial
Contra-capa
Mapa desdobrável de Beleriand

Se você ficou com água na boca, possui uma boa reserva, é só passar na Amazon.com e fazer o pedido.

Das capas:

Muitas capas já foram usadas para as edições de O Silmarillion pelo mundo, e um acervo muito interessante de capas encontra-se no site Tolkien Books.
Conclusão:

Como já foi dito, O Silmarilion é um dos livros mais importantes de Tolkien, pois narra todos os acontecimentos desde o começo dos tempos. Neste texto não seria possível analisar cada aspecto, cada capítulo, cada personagem do livro, por isso selecionamos apenas dois dos mais importantes temas para comemorar a data de lançamento.

O grupo agradece pela colaboração de Eru, o Único, do Portal Tolkienianos.

Contos Misteriosos da Terra-média

Não ouvimos falar com freqüência sobre as histórias de fantasmas que as
pessoas deviam contar umas às outras na Terra-média. O trabalho de
Tolkien é permeado por lendas bem trabalhadas que possuem, geralmente,
de fato um embasamento (dentro do escopo de sua pseudo-história), mas
quando paramos para considerar as imensas expansões de tempo que a
pseudo-história da Terra-média cobre, devemos nos perguntar quão
artificiais essas lendas se tornaram.
 
 
 
Todos já ouviram falar da história sobre o louco
que escapa de um sanatório e quase mata um casal jovem em uma estrada
escura, deixando sua garra pendurada na porta do carro (este seria, é
claro, um carro bastante antigo). Talvez essa história deva um pouco ao
mito nórdico do deus da guerra Tyr, que colocou sua mão na boca de
Fenris, deixando o lobo arrancá-la, enquanto os Aesir acorrentavam o
lobo. Tyr deveria ser um tanto quanto louco para fazer isso.

As primeiras histórias de fantasmas da Terra-média provavelmente foram
os contos há muito tempo esquecidos que os Elfos criaram sobre os
monstros de Melkor antes de Oromë descobrir sua morada em Cuiviénen. "E,
de fato, as canções mais antigas dos Elfos, cujos ecos ainda são
lembrados no Oeste, falam sobre formas sombrias que caminhavam nas
montanhas acima de Cuiviénen, ou passavam de repente pelas estrelas, e
do Cavaleiro Negro sobre seu cavalo selvagem, que perseguia aqueles que
vagavam, para tomá-los e devorá-los."

Os primeiros Elfos
eram um tanto ingênuos, em comparação aos seus sucessores Eldarin. Eles
não sabiam nada sobre quem eram os Valar, como o mundo se tornou o que
é, ou que monstros existiam (originados das criaturas inocentes de
Yavanna, ou Maiar corrompidos que assumiram formas de terror). Nem seus
poderes de mente e corpo estavam desenvolvidos. Será que os Elfos
sabiam, antes de encontrar os Valar, como utilizar suas faculdades
subcriacionais? Seria interessante se os primeiros menestréis Élficos,
que, em eras posteriores podiam "fazer com que as coisas sobre as quais eles cantavam aparecessem em frente aos olhos daqueles que estivessem escutando",
tenham feito canções de poder, onde suas audiências veriam novamente as
terríveis e místicas formas sombrias que rastejavam em seu mundo
outrora agradável.

Oromë levou os Eldar para o Oeste, através
de um mundo assustador, grande e desconhecido, para as margens
ocidentais da Terra-média, e a partir dali a maioria dos Eldar partiu
para uma terra de luz. É difícil imaginar os Altos-Elfos de Aman
vivendo sobre os fantasmas e demônios de seu passado. Eles seguiram o
estudo de alta civilização e arte e construíram grandes cidades e
artefatos poderosos. Mas os Eldar que permaneceram na Terra-média, os
Sindar, foram deixados na escuridão (ou na fraca luz das estrelas), e
apesar de por longas eras eles não terem sido perturbados pelas
criaturas de Melkor, ainda tinham razão para conhecer o medo.

Pois os Sindar eram perturbados pelos Noegyth Nibin, os Anões
inferiores, exilados das grandes cidades dos Anões do Leste, que
encontraram seus caminhos para Beleriand. Ali, nas Terras Selvagens
antes da vinda dos Elfos, eles estabeleceram sua própria cultura, da
qual não conhecemos praticamente nada, além do fato que eles eram
reservados e rancorosos. Os Noegyth Nibin atacaram os Elfos, que
revidaram ao caçá-los, sem saber de fato que os Noegyth Nibin eram
decaídos de um estado mais alto de civilização, tomando-os por animais
ou pequenos monstros da escuridão.

Com o tempo, os Sindar se
tornaram amigos dos Anões de Nogrod e Belegost, e eles aprenderam sobre
a verdadeira natureza dos Noegyth Nibin, e os povos deixaram cada um em
paz. Mas os Sindar eram de vez em quando avisados pelos Anões do Leste
que criaturas malignas estavam se multiplicando nas terras além de Ered
Luin. Se os Sindar tivessem tido tempo para esquecer os antigos
monstros, eles eram eventualmente lembrados, quando as criaturas de
Melkor começaram a se rastejar por Beleriand, "lobos… ou criaturas que andavam em forma de lobos, e outros seres sombrios cruéis".

Os Sindar se dividiram em dois grupos: Elfos das Florestas que se
espalharam para o Norte e Oeste a partir de Doriath e os Elfos
navegantes, que moravam nas terras costeiras ocidentais e se espalharam
pelo Norte. Muitos destes Elfos viviam fora das cidades, mais
provavelmente em cidadelas ou vilarejos que nunca apareceram em nenhum
mapa. Mas estando longe dos centros de poder e sabedoria, eles estavam
menos seguros em suas casas e talvez mais propensos para se perguntar
sobre as coisas misteriosas que se rastejavam ao redor deles. Será que
estes Elfos, talvez, cantavam sobre as coisas sombrias que assombravam
Beleriand?

Após o retorno dos Noldor e o começo da Guerra das
Gemas, criaturas sombrias e terríveis teriam se tornado bem conhecidas
através de Beleriand. Imagine se um exército de goblins, vampiros e
lobisomens estivesse prestes a invadir sua terra natal e permanecer
próximo por muitos anos. Você estaria propenso a contar "histórias de
fantasmas", sabendo que os fantasmas estavam logo além da montanha? Os
contos seriam histórias reais, não lendas. As criaturas seriam inimigos
conhecidos, e não terrores maléficos misteriosos.

Não seria
até após o colapso dos grandes reinos que de fato se tornaram lenda
novamente. Homens mortais se lembrariam das histórias e passariam as
mesmas para a frente, mas a cada geração, as histórias se tornaram
menos reais. Será que Dirhavel de Arvenien entendia sobre o que estava
cantando, se ele cantou sobre o conto de Barahir e seus fora-da-lei 70
anos após os eventos terem se desenvolvido? Quantos dos Elfos que
sobreviveram à destruição dos reinos em Arvenien e Ilha de Balar eram
velhos o suficiente para se lembrar das grandes batalhas ou do passado
antigo? Mesmo Elrond, que já era antigo na época da Guerra do Anel,
teria crescido nos dias em que Húrin e Túrin eram apenas memórias dos
homens e mulheres idosas, Hador era um ancestral distante e Cuiviénen
estava há gerações além de sua experiência.

Quão reais os
contos do Lobo-Sauron e Drauglin, pai dos lobisomens, e Thuringwethil,
a mensageira de Sauron em forma de morcego, e Gorlim, o fantasma
infeliz, teriam parecido às gerações de Homens e Elfos que cresceram no
início da Segunda Era? Seu mundo havia mudado. A maior parte de
Beleriand havia sumido. Os grandes reis, que lideraram os Elfos e Edain
na guerra contra Morgoth estavam todos mortos. Os Edain do Oeste
navegaram para construir uma grande civilização e os Edain do Leste
retrocederam às planícies e bosques onde eles lentamente esqueceram que
uma vez alguns de seu povo partiram para o outro lado das montanhas.

E ainda após Sauron ter começado a tumultuar novamente na Segunda Era,
reunindo mais uma vez criaturas maléficas sob seu controle, como
evidência do retorno do mal que se movia através das Terras Élficas, os
Homens devem ter apagado as antigas lendas sobre lobisomens, vampiros,
Orcs e demônios, e recontaram como havia uma vez um senhor do escuro
contra quem somente alguns Elfos e Homens se defenderam valentemente.

E ainda o mal, conseqüentemente, adquiriu um aspecto mais claro, e a
Guerra dos Elfos e Sauron trouxe um fim a muitos reinos Élficos e
Humanos, e muitos séculos de combate existiriam subseqüentemente. A
Segunda Era deve ter originado novas lendas de terror, principalmente
quando os Nazgûl apareceram na Terra-média, mas também pode ser, como
na Primeira Era, que a Segunda Era tenha trazido o mal para muito perto
de casa para as pessoas desenvolverem uma estranha fascinação por ele.
Somente sonhamos com vampiros e lobisomens quando sabemos que eles não
são reais e não podem nos machucar.

Mas a guerra final da
Segunda Era contribuiu para a fundação de uma das maiores lendas de
terror na Terceira Era. Isildur convocou um povo das montanhas para
marchar contra Sauron, e eles recusaram, uma vez que eles outrora
adoravam Sauron como um deus. A esses homens sem fé, Isildur condenou a
desaparecerem como um povo. Eles definharam e morreram, perdidos e
sozinhos nas terras altas, condenados a assombrar suas terras antigas
até o dia em que eles pudessem redimir seus juramentos para um Herdeiro
de Isildur.

O audacioso povo das montanhas de Gondor vivia ao
lado dos Mortos do Templo da Colina, e deve-se imaginar se eles não
passaram longas noites de inverno trocando contos de viajantes
imprudentes que se perderam nos caminhos dos Mortos, ou que encontraram
uma reunião de fantasmas à grande pedra de Erech em tempos
problemáticos. Ninguém sabe como a dama Élfica Nimrodel se perdeu nas
montanhas, mas será que o povo local a adotou como uma vítima de suas
lendas? Será que eles a imaginavam perdida e assustada, possuída pelos
antigos fantasmas?

Os caminhos dos Mortos eram famosos
através das terras dos Dúnedain, ao que parece. Malbeth, o vidente, que
vivia em Arnor, previu que um dia um Herdeiro de Isildur caminharia
naqueles caminhos e acordaria os Mortos. Séculos depois, quando os
Rohirrim se estabeleceram em Calenardhon e Brego, seu segundo rei,
terminou a construção do salão de Meduseld, ele e seus filhos passaram
pelas montanhas e encontraram um homem idoso sentado na entrada do
caminho dos Mortos.

"O caminho está fechado", ele disse a eles. "O
caminho está fechado. Foi feito por aqueles que estão Mortos, e os
Mortos o guardam, até a hora chegar. O caminho está fechado."
E
então ele morreu, e o príncipe Baldor resolveu entrar no caminho dos
Mortos e ver por si mesmo que segredos existiam ali. Ele nunca
retornou, e toda Rohan se questionou sobre o que se tornou dele.

Provavelmente os ossos que Aragorn encontrou dentro da passagem eram de Baldor: "Diante
dele estavam os ossos de um homem forte. Estivera vestido de malha
metálica, e sua armadura jazia ainda inteira, pois o ar da caverna era
seco como pó; sua cota era dourada. O cinto era de ouro e granadas, e
rico em ouro era o elmo sobre os ossos de sua cabeça, caída com o rosto
contra o chão. O homem tombara perto da parede oposta da caverna, pelo
que se podia presumir, e diante dele havia uma porta de pedra
hermeticamente fechada: os ossos de seus dedos ainda agarravam as
fendas. Uma espada quebrada e chanfrada jazia ao seu lado, como se ele
tivesse golpeado a rocha em seu último desespero"
.

O que
poderia ter acontecido dentro daquela caverna escura e solitária é que
um dos mais bravos guerreiros de Rohan teria ficado louco e rachado a
rocha em desespero? Ele deve ter sido atacado por um exército dos
Mortos, e procurando uma maneira de escapar e se desviou. Ou talvez ele
meramente sucumbiu ao medo e temor, estremecido a sua própria alma, e
irracionalmente, fugiu impetuosamente na escuridão até não poder mais
encontrar seu caminho, e lentamente, tristemente, passou seus últimos
dias ou horas em vão, procurando admissão em algum refúgio de natureza
duvidosa.

Os Mortos do Templo da Colina não eram as únicas
assombrações a habitar a Terra-média na Terceira Era. Os Nazgûl
surgiram de Mordor no ano 2000 e sitiaram a cidade montanhosa de Minas
Ithil. Após 2 anos eles tomaram a cidade e a transformaram em um lugar
de terror existente, e dizia-se que era a residência de fantasmas e
outros monstros. Até mesmo os Orcs que estavam posicionados ali estavam
enervados pelas criaturas terríveis com as quais os Nazgûl haviam
ocupado a cidade. Todas as terras vizinhas se tornaram desertas,
conforme as pessoas fugiam para o outro lado do Anduin, e com o tempo
somente as pessoas mais audaciosas de Gondor ousavam viver em Ithilien,
que uma vez havia sido uma terra muito agradável e bela.

Os
Nazgûl eram especialmente bons em acabar com as vizinhanças. Séculos
antes o Senhor dos Nazgûl havia rumado para o Norte para estabelecer o
reino de Angmar. Homens serviam a ele, mas também Orcs, Trolls, e
outras criaturas, incluindo espectros. Ele ensinou ou encorajou o povo
das colinas de Rhudaur a praticar feitiçaria, principalmente
necromancia, e na guerra com Cardolan e Arthedain no ano 1409, o Senhor
dos Nazgûl enviou espectros para habitar os antigos túmulos em Tyrn
Gorthad, próxima a Bri. Estes espíritos se tornaram as Criaturas
Tumulares. Eles animaram antigos ossos e ocuparam a terra com pavor e
medo. Seu poder era tão grande que, muitas gerações depois, os esforços
do Rei Araval para recolonizar Cardolan falharam, porque as pessoas não
poderiam viver perto de Tyrn Gorthad.

Quando os últimos
remanescentes do Reino do Norte foram arruinados, criaturas maléficas
ocuparam sua última capital, Fornost Erain, apesar de que depois de
apenas alguns meses elas foram destruídas ou expulsas por um grande
exército de Gondor e Lindon. Muito da terra estava limpa quando a
própria Angmar foi destruída, mas as Criaturas tumulares permaneceram,
e os Homens de Bri ficaram amedrontados em relação às ruínas de Fornost
Erain, conseqüentemente, denominando-as de Dique dos Mortos, porque
eles apenas podiam se lembrar do terror que brevemente havia governado
ali.

Arnor estava quase esvaziada de pessoas, e ruínas foram
deixadas por todos os lugares: Annúminas, Fornost, Tyrn Gorthad, as
colinas de Rhudaur, Topo do Vento. Tharbad, a última cidade de Arnor,
declinou e se tornou uma cidade ribeirinha, e conseqüentemente foi
abandonada após ter sido destruída por severas inundações. Quase toda
Eriador era uma terra vazia e desolada, com cidades esquecidas e
túmulos assombrados.

É um pouco estranho que os Hobbits que
partiram do Condado em 3018 não eram muito mais amedrontados em relação
ao mundo ao redor deles. Eles tinham lendas sobre a Floresta Velha, que
ficava nas fronteiras da Terra dos Buques, uma terra estranha onde as
árvores podiam se mover conforme queriam e que abrigavam um antigo ódio
pelos seres que caminhavam em duas pernas. Tolkien observa que "mesmo
no Condado, o rumor sobre as Criaturas Tumulares das Colinas dos
Túmulos além da Floresta foi ouvido. Mas não era um conto que qualquer
Hobbit gostaria de ouvir, mesmo em frente a uma confortável lareira bem
longe de tudo isso".

Mas Frodo e seus amigos não sabiam
nada sobre os terrores que existiam além das Colinas dos Túmulos e suas
criaturas, ou as lendas que ainda assombravam as terras, apesar das
criaturas que geraram terror aos contos terem desaparecido há muito
tempo. Se eles tivessem ido em busca de antigas histórias de fantasmas,
ao invés de buscar uma maneira de destruir o Um Anel, eles teriam
encontrado lendas suficientes para encher um livro. Havia o velho
monstro vivendo no alto das montanhas sobre Minas Morgul, as estranhas
e agourentas árvores da Floresta de Fangorn, o escuro e repugnante
Guardião na Água, o espírito de fogo e sombras que assombrava as
cavernas perdidas de Moria, a fria e cruel Caradhras, e coisas escuras
voadoras que bloqueavam as estrelas à noite, e os próprios Nazgûl.

A pobre e perdida Eregion se tornou a morada de lobos enfeitiçados e
tropas ameaçadoras de Crebain, e a terra esqueceu que uma vez fora lar
a um povo Élfico que ousara mexer com a força do Tempo na própria
Terra-média. Mas quando tudo estava feito e o Senhor dos Anéis
destruído, os Hobbits e seus aliados foram mais uma vez lembrados de
todos os grandes e antigos temores, e eles devem ter passado muitas
noites felizes trocando contos em frente à lareira, mantendo vivas as
estórias de fantasmas da Terra-média.

[tradução: Helena "Aredhel" Felts]

Mudanças no SdA:RdR – Refutadas

Rumores desmentidos:

 

 
Arwen Luta em Minas Tirith

FILMES: Arwen participa de uma batalha em Minas Tirith.

LIVROS: Ela não chega à Gondor até o seu casamento com Aragorn, depois que Sauron foi derrotado.

FONTES:

· TORN Spy Report 6/26/00 (primeira divulgação)

NEGADO POR:

· Ian McKellen nega a participação de Arwen nas batalhas de Minas Tirith

· Bill Weldon Interview 7/27/01 (confirmação)

CREDIBILIDADE: -3/5

Queda de Sauron

FILMES: Quando o Anel é destruído, Barad-dûr explode e Sauron é impelido para morte, sendo empalado em uma estaca.

LIVROS: Varias estruturas de Mordor são destruídas, mas Sauron vira vapor.

FONTES:

· Dark Horizons Spy Report 7/9/01 (primeira divulgação)

NEGADO POR:

· TORN Spy Report 7/18/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: -1/5

[Tradução de Nénar]

Análise das Trilhas Sonoras

Agora que toda a trilha sonora dos três filmes já está disponível, vamos analisar detalhadamente uma por uma, indo de “A Sociedade do Anel” até “O Retorno do Rei” que encerra a trilogia do anel.

 
A SOCIEDADE DO ANEL  [2001]

1- The Profecy
2- Concerning Hobbits
3- The Shadow of the Past
4- The Treason of Isengard
5- The Black Rider
6- At the Sign of the Prancing Pony
7- A Knife in the Dark
8- Flight to the Ford
9- Many Meetings
10- The Council of Elrond
11- The Ring Goes South
12- A Journey in the Dark
13- The Bridge of Khazad Dum
14- Lothlorien
15- The Great River
16- Amon Hen
17- The Breaking of the Fellowship
18- May it Be

A trilha sonora de “A Sociedade do Anel” é sem dúvida a mais marcante de toda a trilogia. Talvez por ter causado o impacto inicial, talvez por ter sido a trilha sonora a ganhar o Oscar, o fato é que as músicas desta trilha acompanham toda a trilogia e seguem como tema base para todos os outros discos.

A participação de Enya abrilhanta o disco, embora sua participação tenha sido controversa: alguns amam, outros odeiam, mas é impossível ficar impassível às suas performances. May it Be foi indicada ao Oscar de melhor canção e embora não tenha levado a estatueta ainda assim virou um hit Pop/ New Age de proporções inimagináveis.

Os destaques desta trilha sonora são:

Concerning Hobbits: a música se mostrou ideal ao mostrar o estilo de vida dos Hobbits com seus tons e instrumentos “alegres” e despreocupados;

The Treason of Isengard: seu ritmo sombrio, pesado e cadenciado é perfeito para mostrar a traição de Saruman e suas máquinas de guerra. O tema principal acompanha diversas músicas ao longo de todo o disco;

A Knife in the Dark: terror, puro terror é o que esta música nos passa. A sensação dos Nazgûl tentando matar os hobbits é assustadora e chega a ser sufocante. Destaque para os corais e para o trabalho de percussão nos minutos finais da música que aliado a uma doce voz trabalha perfeitamente o contraste entre bem e mal;

A Journey in the Dark: a música transmite toda a grandiosidade de Moria. A musica começa devagar e vai evoluindo e realmente impressiona no seu verso principal (quando Gandafl ilumina os salões de Moria);

The Breaking of the Fellowship: O destaque principal do Cd, é a musica base da trilogia. Várias músicas de “As Duas Torres” e de “O Retorno do Rei” seguem os versos dessa música. De quebra ainda tem a melhor interpretação do cd inteiro em In Dreams, cantado por Edward Ross. Simplesmente encantadora;

May it Be: Uma linda canção composta e interpretada por Enya e com um refrão cativante. Virou hit e teve até direito a clip musical, veiculado no mundo inteiro.

AS DUAS TORRES [2002]

1. Foundations Of Stone
2. The Taming Of Sméagol
3. The Riders Of Rohan
4. The Passage Of The Marsches
5. The Uruk-Hai
6. The King Of The Golden Hall
7. The Black Gate Is Closed
8. Evenstar
9. The White Rider
10. Treebeard
11. The Leave Taking
12. Helm´s Deep
13. The Forbidden Pool
14. Breath Of Life
15. The Hornburg
16. Forth Eorlingas
17. Isengard Unleashed
18. Samwise The Brave
19. Gollum´s Song

Talvez a trilha sonora de “As Duas Torres” seja a mais fraca de toda a trilogia. Ela possui ótimas músicas, claro, mas não é um disco uniforme. A trilha alterna entre ótimos e medianos momentos. Talvez porque muito da trilha anterior seja utilizada nas novas músicas, então fica a sensação de que nós já a ouvimos antes.

Há destaques? Claro que há, e estes são brilhantes! A participação de Emilliana Torrini quase nos faz arrepiar em Gollum´s Song; e Riders of Rohan (tema de Edoras e dos Rohirrin) possui um fraseado de violino que, de tão fiel ao espírito original de Rohan, nos emociona. Um clássico.

Destaques:

Foundations of Stone: o cd já começa bem com uma música intensa e de grande impacto. Sensacional;

The Riders of Rohan: o fraseado de violino dessa música chega a arrepiar. Transmite toda a imponência e rudeza do reino de Rohan. Rústica, bela e imponente. Impressionante;

The White Rider: a sensação que se tem quando se ouve essa música é de que algo está renascendo e ganhando poder: Gandalf, claro! E é perceptível a mudança que ocorre ao longo da música, evoluindo e deixando o final realmente poderoso com seu coral;

Breath of Life: uma música tristíssima com uma voz linda e melodiosa de Sheila Chandra. A música é quase um lamento por Haldir, morto na batalha do Abismo de Helm;

Gollum´s Song: A melhor música do cd. Uma pérola de Howard Shore interpretada por Emiliana Torrini (que possui uma voz quase idêntica a de Bjork). A música é perfeita e passa realmente a sensação de solidão de Gollum. A melhor das canções da trilogia (as outra são May it Be e Into the West). Um final espetacular para o cd.

O RETORNO DO REI – [2003]

1. A Storm Is Coming
2. Hope and Memory
3. Minas Tirith
4. The White Tree
5. The Steward of Gondor
6. Minas Morgul
7. The Ride of the Rohirrin
8. Twilight and Shadow
9. Cirith Ungol
10. Anduril
11. Shelobs Lair
12. Ash and Smoke
13. The Fields of the Pelennor
14. Hope Fails
15. The Black Gate Opens
16. The End of All Things
17. The Return of the King
18. The Grey Havens
19. Into the West

A terceira trilha sonora é também a que contém mais graves e tons pesados, tudo a ver com o filme, que contém várias batalhas e momentos de desesperança. Os ritmos são menos variados, porém são mais cadenciados que os outros cds e o apelo emocional é maior.

A participação da cantora Annie Lennox abrilhanta e encerra de forma espetacular a trilogia, falando das Terras Imortais.

Estranhamente , a maioria das faixas de destaque do cd são as ímpares. Isso dá uma sensação de altos e baixos que não chega a ser desagradável, mas parece que nunca chega ao ápice do cd…

Destaques:

Minas Tirith: é a música que acompanha o trailler do filme. Simplesmente magnífica. Impossível não visualizar a cidade branca quando se ouve essa música;

The Steward of Gondor: Billy Boyd (Pippin) canta muito bem e nos presenteia com uma boa interpretação nesta música triste que aliada com as imagens do filme, leva as platéias ao choro;

The Ride of the Rohirrin: a música é levada por percussão e
violino e realmente dá a sensação de uma marcha de cavalaria. Muito intensa;

Shelobs Lair: A música passa a sensação de caçada no escuro e chega a ser angustiante o ritmo desenfreado, quase uma correria. Remete imediatamente a filmes de terror e suspense. Perfeita para a cena;

The Return of the King: a música mais longa do cd e é também uma das mais belas de toda a trilogia. O verso narrado por Viggo Mortensen (Aragorn), Aragorn´s Coronation, se encaixa muito bem no contexto da música e toda a música resume bem o espírito da trilogia, com versos que remetem a todas as músicas principais dos cds, quase uma colcha de retalhos;

Into the West: Uma magnífica música composta e interpretada por Annie Lennox. A música encerra a trilogia de modo mais que perfeito, falando sobre Valinor e os Valar, um hit.

A trilha sonora de Howard Shore entra na história do cinema pra ficar. Quem não se lembrará do Condado ao ouvir “Concerning Hobbits”, ou de Edoras ao ouvir “The Riders Of Rohan” ou mesmo Minas Tirith ao ouvir a música de mesmo nome. Impossível. Em nossas mentes a Terra Média já tem som e Howard Shore nos ajudou a formar essas imagens que nos acompanharam por três longos anos.

A trilha sonora deve funcionar até mesmo para aqueles que não viram a trilogia e apenas leram os livros (se é que existe alguém), uma vez que a trilha foi composta com extrema sensibilidade e bom gosto. Divirta-se!

A Sociedade do Anel: 9,5
As Duas Torres: 8,5
O Retorno do Rei: 9,0

Conexões Terra-média: Conhecimentos sobre os Anéis

Ponto 1: Tempo ficou parado para os Anéis de Poder

"’Quanto tempo você acha que eu devo permanecer aqui?’ disse Frodo a Bilbo quando Galdalf se foi.

‘Oh, eu não sei. Eu não consigo contar os dias aqui em Valfenda,’ disse Bilbo…"

 
 
 
Esse diálogo, anotado em "O Anel vai para o Sul",
é a primeira indicação que Frodo Bolseiro e seus amigos estavam
envolvidos pela presença de um Anel do Poder que não fosse o Um Anel
que Frodo carregou por muitos anos [desde que Bilbo deixou o Condado].
Os Anéis de Poder foram criados para conter o Tempo, ou diminuir seus
efeitos. Mas qual era o alcance de seus poderes? Exitia alguma espécie
de limite absoluto para a "cronoinibição" de cada Anel? Poderiam os
efeitos se estender apenas por essa distância e não mais além?

O curioso é que o Um Anel, o mais poderoso de todos os artefatos
concebidos para conter o Tempo, apenas inibia os efeitos do Tempo sobre
seu portador. O Condado não se tornou "sem-tempo" porque Bilbo trouxera
o Anel para lá. Bilbo de fato tornou-se "sem-tempo", e Frodo depois
dele. Como é isso, então, que ninguém mais foi afetado, enquanto que em
Valfenda e Lórien toda a terra [mas aparentemente nãos os habitantes
não-Élficos] foram preservadas?

Estudando os efeitos dos
Anéis de Poder pode revelar muitas inconsistências aparentes em como
eles funcionavam, e não "é de se estranhar que Saruman tenha ficado
louco com o desejo de possuir um [ou todos] eles.

Quando Elrond descreveu os poderes dos Anéis Élficos ele disse "mas
não foram feitos para serem usados como armas de guerra ou conquista:
não é esse o poder que têm. Aqueles que os fizeram não desejavam força,
ou dominação, ou acúmulo de riquezas; mas entendimento, ações e curas."
A descrição dele é bastante diferente da descrição dos poderes dos Anéis feita por Tolkien:

"O poder principal [de todos os anéis igualmente] é a prevenção ou
diminuição da decadência [isto é, "mudança" vista como algo
lamentável], a preservação do que é desejado ou amado, ou sua visão -
este é mais ou menos um motivo Élfico. Mas eles também aumentam os
poderes naturais do portador – dessa forma se aproximando da "mágica",
um motivo facilmente corruptível para o mal, um desejo por dominação. E
finalmente eles possuíam outros poderes, mais diretamente derivados de
Sauron ["o Necromante": assim ele é chamado pois lança uma sombra
passageira e um presságio nas páginas de O Hobbit]: como fazer
invisível o corpo material, e fazer coisas do mundo invisível visíveis.


"Os Elfos de Eregion fizeram Três anéis supremamente belos e poderosos,
quase que apenas de suas próprias imaginações, e os direcionaram para a
preservação da beleza: eles não conferiam invisibilidade…" [Letters,
No. 131].

É possível inferir que a descrição de Elrond
dos poderes dos Anéis é destinada a desviar outras inquisições
apresentando apenas exemplos de seus poderes. A natureza verdadeira dos
Anéis, de conter os efeitos do Tempo, é vista apenas no breve relato de
Elrond: "Apenas nesta hora de dúvida eu posso dizer. Eles não estão ociosos."

De fato, Elrond e Galadriel [de modo não sábio] usaram seus Anéis de
Poder durante toda a Terceira Era para preservar os reinos Élficos. A
história de Galadriel não é clara, mas ela provavelmente não viveu em
Lorien durante toda a Terceira Era. Particularmente, quando se torna
claro que todo o povo de Amroth partiria de Lorien se nada fosse feito,
ela e Celeborn foram viver entre os Elfos da Florestas que ainda não
tinham partido.

Galadriel levou com ela Nenya, o Anel de
Diamante, e ela pode ter usado seu poder para induzir os Elfos da
Floresta a premanecer em Lorien. Nós não sabemos se ela realmente
utilizou o Anel antes disso [1981 ou logo após]. Tolkien diz apenas que
"o [Um] Anel foi perdido [ao início da Terceira Era], espera-se que
para sempre; e os Três Anéis dos Elfos, empunhados por guardiães
secretos, estão operativos na preservaçào da memória da beleza de
antigamente, mantendo enclaves encantados de paz onde o Tempo parece
parado e a decadência é refreada, uma visão da glória do Oeste
Verdadeiro." [Ibid.]

A partida de Amroth, que havia sido
um vigoroso defensor do Oeste durante todo o segundo milênio da
Terceira Era, pode ter estimulado os Elfos a uma ação diferente do que
haviam feito anteriormente. Pode ser que de fato Elrond e Galadriel
finalmente decidiram ativamente utilizar seus Anéis de Poder para
evitar um êxodo em massa de Elfos da Terra-média. Se isso, eles estavam
apenas retardando o inevitável, que era o propósito destinado aos
Anéis, de qualquer forma.

Ponto 2: os Elfos não podem permanecer na Terra-média

Os Elfos estavam partindo da Terra-média há eras. A catástrofe para
eles na Terceira Era era bastante diferente daquelas de eras
anteriores. Quando os Eldar originalmente navegaram sobre o Mar fora
sob o convite dos Valar, que haviam encontrado os Elfos em sua terra
natal de Cuiviénen. Mas os Elfos foram incomodados por Melkor, que
então era, de fato, governante damaior parte de Arda. Os Valar travaram
uma terrível guerra contra Melkor e seus servidores Maiar e seres
criados, tomaram-no prisioneiro e trouxeram um fim ao seu terrível
reino. Mas desejando estar em companhia dos Elfos [cuja chegada havia
sido antecipada através de incontáveis eras], e para proporcionar a
eles um lugar seguro além do alcance dos servidores de Melkor, os Valar
chamaram os Elfos para viverem com eles em Aman, o Extremo Oeste.

Nem todos os Elfos estavam querendo deixar a Terra-média, que era sua
terra natal e o único lugar que eles conheciam. E daqueles Elfos que
aceitaram os chamados, muitos nunca cruzaram [vivos] o Mar. Ainda, as
primeiras ondas de migração para fora da Terra-média foram "saudáveis",
ou feitas quando os Elfos era jovens e fortes e ainda não estavam
cansados do mundo. tampouco eles estavam profundamente envolvidos na
Terra-média.

Quando Feanor se rebelou contra os Valar, ele
liderou a maior parte dos Noldor de volta à Terra-média [ou, melhor,
liderou a maioria deles para fora de Eldamar, e então abandonou a maior
parte de seu povo, a maioria dos quais decidiu seguir Fingolfin para a
Terra-média]. Destes exilados, a vasta maioria [e seus descendentes]
foram mortos ou escravizados por Melkor, que agora retornara à
Terra-média como um Senhor Negro. os espíritos destes Elfos mortos
retornaram a Aman onde esperaram um "renascimento" ou "reincorporação",
se tal recompensa pudesse ser merecida por seus feitos em vida.

Para os restantes, uma terrível maldição foi imposta. Não a Maldição
dos Noldor, que foi a maldição que os valar colocaram sobre eles, que
fracassassem na guerra contra Melkor. Especialmente, a eles foi dito
que "aqueles que permanecessem na Terra-média deverão cansar-se do
mundo com uma grande aflição, e deverão declinar, e tornar-se como
sombras de pesar antes da raça mais jovem que virá depois."
[Silmarillion, "Da Fuga dos Noldor"]

Esta maldição foi
aplicada, na realidade, a todos os Elfos, e foi, talvez, mais um aviso
do que um julgamente. Ao descrever os eventos da Segunda Era para
Milton Waldman [um editor que considerara O Senhor dos Anéis a certo
momento quando Tolkien tinha retirado o livro da Allen & Unwin],
JRRT escreveu "os três temas principais são A Demora dos Elfos que
hesitavam em deixar a Terra-média; o crescimento de Sauron como um novo
Senhor Negro, mestre e deus de Homens; e Numenor-Atlantis."

Após a derrota final de Morgoth na Guerra da Fúria, Eonwë [arauto de
Manwë e líder da Hoste de Valinor] viajou por toda a Terra-média,
convocando todos os Elfos mais uma vez para navegarem sobre o Mar. O
convite que anteriormente havia sido retirado, para incluir apenas os
Eldar [os Elfos originais que realmente aceitaram as convocaçoes na
primeira vez] foi agora extendido a TODOS os Elfos. Muitos dos Noldor e
Sindar de Beleriand sobreviventes responderam e deixaram a Terra-média.
Mas os remanescentes Noldor e Sindar uniram-se aos Nandor e Avari na
Terra-média. Eles "hesitaram".

Tolkien aponta que "no
primeiro [tema da Segunda Era] nós vemos uma espécie de queda ou pelo
menos "erro" dos Elfos. Não existe nada essencialmente errado em suas
hesitações em atender ao conselho, permanecendo tristemente nas terras
mortais de seus antigos feitos heróicos. mas eles queriam ter seu bolo
sem comê-lo. Queriam a paz e a bem-aventurança e memória perfeita do
"Oeste", e mesmo assim permanecer na terra ordinária onde seu prestígio
como o povo maior, sobre Elfos da florestas, Anões e Homens era maior
do que estar na base da hierarquia de Valinor. Eles então tornaram-se
obcecados com o "esvair-se", o modo pelo qual as mudanças do tempo [a
lei do mundo mortal sob o sol] eram sentidas por eles. Eles tornaram-se
tristes, e suas artes [poderíamos dizer] de antiquários, e seus
esforços eram todos uma espécie de embalsamação – mesmo que eles também
tenham mantido a antiga razão de sua espécie que eram o adorno da terra
e a cura de seus ferimentos…." [Ibid.]

Em outro lugar Tolkien reitera esta situação dizendo "os
Elfos não são completamente bons ou corretos. Não tanto por terem se
envolvido com Sauron quanto que com ou sem sua assistência eles eram
"embalsamadores"
. Eles queriam ter seu bolo e comê-lo: viver na
Terra-média mortal e histórica porque haviam se tornado apreciadores
dela [e talvez porque eles ali tinham as vantagens de uma casta
superior] e então tentaram parar suas madanças e história, parar seu
crescimento, mantê-la como um prazer, mesmo que na maior parte um
deserto, onde poderiam ser "artistas" – e eles foram sobrecarregados
com tristeza e pesar nostálgico…." [Letters, No. 154]

Sauron também hesitou na Terra-média. Tendo visto a completa derrota de
Morgoth, ele realmente se arrependeu [de acordo com Tolkien]. vendo que
os poderes da Luz realmente suplantavam o poder da Escuridão, ele
percebeu que talvez suas escolhas anteriores não eram as corretas para
ele. Mas quando Eonwë convocou-o para valinor para ser julgado pelo
Valar, Sauron recusou, e ele fugiu para esconder-se no exílio. Ou ele
temeu que poderia sofrer o mesmo destino de Melkor [que foi executado e
forçado a deixar Ea, o universo, em um estado de fraqueza terrível] ou
que ele poderia ser aprisionado por algum período de tempo
interminavelmente longo.

O Sauron "reformado" em um primeiro
momento desejou apenas ajudar a curar a terra que ele originalmente
havia auxiliado a danificar. Tolkien aponta que "seus motivos e aqueles dos Elfos pareciam caminhar parcialmente juntos: a cura das terras desoladas." [Letters, No. 131]
Mas as intenções de Sauron mudaram, e a certo tempo ele decidiu que ele
poderia "curar" melhor as terras direcionando os esforços dos Elfos, e
este tornou-se em última instância um desejo por dominação sobre os
Elfos [e através deles, sobre a Terra-média].

E então Sauron "encontrou
o ponto fraco [dos Elfos] sugerindo que, ajudando-se mutuamente, eles
poderiam fazer a Terra-média Ocidental tão bela quando Valinor. Foi
realmente um ataque velado aos deuses, um incitamento a tentar e fazer
um paraíso separado e independente. Goilgalad [sic] recusou todas as
sondagens, bem como Elrond. Mas em Eregion um grande trabalho fora
iniciado – e os Elfos chegaram o mais próximo de caírem para a "magia"
e maquinaria. Com a ajuda do conhecimento de Sauron eles fizeram os
Anéis de Poder…." [Ibid.]

Em essência, Sauron estava dizendo, "Vocês
não precisam esvair-se. Vocês não precisam navegar por sobre o Mar.
Vocês podem recriar Valinor aqui na Terra-média e usufruir todos os
benefícios que ela tem a oferecer a vocês."
A oferta era por demais
tentadora para alguns Elfos, os Noldor de Eregion. Sauron [disfarçado
de Annatar, ou Aulendil, um Maia do próprio povo de Aulë em Valinor]
estava oferecendo aos Eldar uma chance de evitar a inevitável maldição
que fora decretada para eles.

Mas o que Tolkien quis dizer quando ele fala "os Elfos chegaram o mais próximo de caírem para a "magia" e maquinaria"?

Ponto 3: Arte versus Magia

Tolkien tentou explicar seu uso de "magia" em mais de uma ocasião, e
nem sempre foi bem sucedido. "Temo que eu tenha sido muito casual sobre
"magia" eespecialmente o uso da palavra," ele escreveu em um rascunho
de complemento de uma carta que nunca foi enviado [Letters, No. 155].
"Apesar de Galadriel e outros mostrarem pela crítica ao uso "mortal" da
palavras, o pensamento sobre isto não é geralmente casual."

Em sua carta a Milton Waldman, Tolkien tentou explicar Arte e a Máquina
falando de "Queda, Mortalidade e Máquina." A história é relacionada com
"Queda inevitável, e esta ocorre de muitas maneiras. Com a Mortalidade,
especialmente como afeta a arte e a desejo criativo [quero dizer,
sub-criativo] que parece não ter função biológica, e estar à parte das
satisfações da vida ordinária comum, com a qual, em nosso mundo, está
de fato usualmente em conflito.

O desejo é imediatamente
unido a um amor apaixonado pelo mundo primário real, e então preenchido
com o senso da mortalidade e insatisfeito por ele. Existem várias
oportunidades de "Queda". Pode tornar-se possessivo, agarrado a coisas
feitas "por si mesmo", o sub-criador deseja ser Senhor e Deus de sua
criação particular. Ele irá se rebelar contra as leis do Criador -
especialmente contra a mortalidade. Ambos estes motivos [separados ou
juntos] irão conduzir a um desejo de Poder, para fazer a vontade mais
rapidamente efetiva – e então para a Máquina [ou Magia]. Mas ao final
eu pretendi que todo o uso de planos externos ou dispositivos
[apparatus] ao contrário do desenvolvimento de poderes inerentes ou
talentos – ou mesmo o uso desses talentos com o motivo corrompido de
dominar: amedrontando o mundo real, ou coagindo outras vontades. A
Máquina é nossa mais óbvia forma moderna apesar de mais próxima à Magia
do que normalmente reconhecido."

Tolkien continua para ceder
novamente [ou, de fato, anterior à sua concessão acima] que "Eu não
usei "magia" consistentemente, e realmente a Rainha Élfica Galadriel é
obrigada a advertir os Hobbits pelo seu uso confuso da palavra tanto
para os dispositivos e operações do Inimigo quanto para aqueles dos
Elfos. Eu não usei consistentemente porque não existe uma palavra para
a última [uma vez que todas as histórias humanas sofrem da mesma
confusão]. Mas os Elfos estão lá [em meus contos] para demonstrar a
diferença. Sua "mágica" é Arte, livre de muitas de suas limitações
humanas: exige menos esforço, é mais rápida, mais completa [produto e
visão em correspondência sem falhas]. E seu objetivo é Arte não Poder,
sub-criação não dominação e tirânica transformação da Criação. Os
"Elfos" são "imortais", pelo menos tão longe quanto este mundo dure: e
portanto são preocupados especialmente com os pesares e aflições da
imortalidade no tempo e nas mudanças, do que com a morte. O Inimigo em
sucessivas formas está sempre "naturalmente" preocupado com a Dominação
absoluta, e portanto é o Senhor da magia e das máquinas; mas o
problemas: o que este terrível mal pode e faz surgir de uma raiz
aparentemente boa para beneficiar o mundo e os outros – rapidamente e
de acordo com os próprios planos do benfeitor – é um motivo recorrente."

Arte então faz uso do mundo natural, e desenvolve suas tendências
naturais, enquanto que a Máquina impões uma vontade externa [não
natural] sobre o mundo, ou outras vontades. Tolkien aponta que os Elfos
de Eregion "chegaram o mais próximo de cair para a "magia" e
maquinaria." Ao criar os Anéis de Poder, eles usaram suas Artes para
criar uma Máquina, mas era uma Máquina que eles pretendiam utilizar
apenas para preservação, não alteração. Em todo caso, a contenção do
Tempo é uma ação muito séria, contrária às leis da natureza. É um ato
de rebelião "contra as leis do Criador".

Os Anéis de Poder
são, dessa forma, um paradoxo: eles proporcionam cura e restauração,
mas também uma preservação não natural. O motivo final por detrás dos
Anéis, reduzir ou evitar o inevitável esvair-se que os Elfos deveriam
sofrer, e um motivo rebelde. Os dispositivos são externos aos ambientes
que eles controlam, e os Elfos [de Eregion] não perceberam de início o
erro que estavam cometendo. Eles pagaram um terrível preço por sua
tolice. Sauron destruiu seu reino e tomou a maior parte dos Anéis para
si próprio, quando ele percebeu que seu plano para controlar os Elfos
através dos Anéis não funcionara. Deve ser enfatizado que a maioria dos
aspectos de Máquina presente nos Anéis derivam de Sauron, porque a
intenção de utilizá-los para controlar outros seres era estritamente
dele próprio.

A combinação de Arte e Magia é ao mesmo tempo
poderosa e destrutiva para os Elfos. Eles alcançaram uma pequena porção
de seu objetivo final, mas as coisas realmente nunca funcionaram como
eles pretendiam.

Ponto 4: O Produto de Arte e Máquina

Quando Sauron tomou os Sete e os Nove, Tolkien escreveu, ele retornou a
Mordor [de fato, ele foi eventualmente rechaçado para Mordor pelos
Eldar de Lindon e seus aliados Numenorianos, que a este tempo não
tinham idéia do motivo da guerra]. Lá Sauron "perverteu" os Anéis, e
ele os deu aos Anões e Homens em um novo plano pretendendo extender a
influência de Sauron sobre estas raças assim como ele pretendia
utilizá-los para controlar os Elfos.

Tolkien não diz
exatamente como Sauron perverteu os Anéis, mas seu objetivo final era
criar poderosos senhores que seriam seus escravos. Os Nove funcionaram
perfeitamente, e os nove homens que aceitaram os Anéis os utilizaram
para se tornarem grandes senhores, mas eventualmente perderam seus
livre-arbítrios e seus corpos. Eles se tornaram espectros, para sempre
invisíveis e incapazes de interagir diretamente com o mundo exceto
através de alguma forma de procedimento pela qual poderiam tomar forma
quando utilizando certas vestimentas. Eram vestimentas naturais ou
mágicas? Não sabemos.

Mas como os Nove e os Sete eram
imbuídos com as habilidades de fazer seus portadores invisíveis ou
permitir que vissem normalmente coisas invisíveis [presumivelmente
espectros, os espíritos de outros seres], segue que Sauron utilizou
estas habilidade para garantir poderes de necromancia [a prática de
comunicar-se ou controlar os mortos] aos portadores dos Anéis. Tolkien
não fala de qualquer Anão que tenha praticado necromancia. De fato, os
Anéis não podiam deixar os Anões invisíveis. parece que, portanto, os
Anéis não ofereciam nada de valor aos Anões em termos de lidar com os
mortos. Seus espíritos não devem se demorar na Terra-média quando eles
morrem.

Os Elfos, por outro lado, nem sempre iam
imediatamente para Mandos em Aman quando morriam [ou se esvaiam]. Eles
poderiam recusar os chamados, abandonando qualquer esperança de reobter
um corpo físico. Dessa forma faz sentido que Sauron tenha induzido os
Elfos de Eregion a incluir poderes Necromânticos em seus Anéis. Em
Aman, os Elfos estavam acostumados a viver junto aos Valar e Maiar, que
poderiam aparecer a eles em uma forma física ou em forma "espíritual"
[e os Valar e Maiar podiam controlar se seriam percebidos pelos Elfos,
quando em forma de espírito].

Espíritos Élficos podem não ser
equivalentes aos dos Valar e Maiar, mas presumivelmente os Elfos
esperavam falar com Mamãe e Papai na ocasião, desde que não tivessem
ido rapidamente para Aman quando da morte de seus corpos. Ou pode ser
que o processo de esvair-se já tivesse se iniciado ou os Elfos estavam
antecipando uma rápida transição para aos Anos do Esvair-se.

Quem seria mais provável para esvair-se? Um Elfo antigo,
presumivelmente. E quanto mais antigo o Elfo, mais provavelmente teria
vivido em Valinor [se fosse Noldor] ou ter vivido em Cuivienen. Ele ou
ela poderiam ser a cabeça de uma família. Então os Anéis de Poder foram
provavelmente criados para vários senhores Élficos, príncipes e reis.
Os Elfos mais novos, nascidos na Terra-média – mesmo na Segunda Era -
poderiam ou ter que esperar sua vez ou poderiam esperar que os Anéis os
pudessem ajudar também.

Quando Gandalf estava discutindo a
confrontação com os Nazgul no Vau de Bruinen com Frodo, Frodo
perguntou-lhe se a figura brilhante que ele vira era Glorfindel. "Sim,"
Gandalf respondeu. "Você o viu por um momento como ele é no outro lado:
um dos mais poderosos dos Primogênitos. Ele é um senhor Élfico de uma
casa de príncipes."
Um pouco antes na mesma conversa, Gandalf também aponta que Valfenda era uma casa para "os
sábios Élficos, senhores dos Eldar de além do mais distante dos mares.
Eles não temem os Espectros do Anel, pois aqueles que moraram no Reino
Abençoado vivem ao mesmo tempo em ambos os mundos, e tanto contra o
Visível como contra o Invisível eles possuem grande poder."

Desta forma, talvez os Anéis não necessartiamente seriam para os Elfos
que tinham vivido em Aman. Preferencialmente os Anéis podem ter sido
destinados a seus jovens filhos ou sobrinhos, Elfos que nasceram na
Terra-média, que não aprenderam a viver "ao mesmo tempo nos dois
mundos".

Deve ter sido importante para os Elfos possuir tal
habilidade, e talvez significasse que eles seriam menos propensos a se
esvair, uma vez que ele seriam capazes de se mover entre os dois
mundos, por assim dizer. Não se mover fisicamente, mas via suas
vontades. Eles deveriam ser capazes de perceber e interagir com
espíritos desimcorporados [espectros] em Aman, e desejariam fazer o
mesmo na Terra-média.

A interação deve ter incluído "fazer as
coisas "do mundo invisível visíveis". Poderiam os poderes restauradores
dos Anéis trazer um Elfos de volta à vida? Os Anéis poderiam ser usados
para dar aos Elfos novos corpos? Ou podiam ser utilizados simplesmente
para fazer espectros-Élficos visíveis a todos? No "Conto de Aragorn e
Arwen" Aragorn brevemenre imagina que "ele festivera tendo um sonho, ou
recebera o dom dos menestréis Élficos, que poderiam fazer as coisas que
cantavam aparecerem diante dos olhos daqueles que ouviam."

Algo desta habilidade é também colhida no conto do duelo de feitiçaria
de Finrod com Sauron na forteleza de Tol Sirion. Finrod cantou sobre
sua vida em Valinor, mas sua música se voltou contra ele quando foi
obrigado a cantar sobre o Fratricídio, e Sauron foi capaz de capitazar
a culpa e o retorno de Finrod [embora Finrod não tenha pessoalmente
participado do Fratricídio]. Esta habilidade de criar imagens visíveis
com o poder da música implica que os Elfos, com um grande esforço em
direção à Máquina, poderiam perverter sua Arte [ou pelo menos fazer mau
uso dela] para criar coisas visíveis a partir do mundo invisível.
Sauron pode ter preciso dar uma pequena ajuda a eles.

Celebrimbor fez os Três Anéis por ele mesmo, e estes Anéis não
conferiam invisibilidade a seus portadores. Presumivelmente eles não
faziam coisas invisíveis visíveis, tampouco. Os Três eram, portanto,
mais concordantes com a descrição de Elrond dos Poderes dos Anéis.

Mas continua a não responder a questão de como os Anéis trabalhavam.
Porque todos os Hobbits do Condado [ou pelo menos da Vila dos Hobbits]
não sofreram os efeitos do Um Anel?
 
 
Ponto 5: Usando a Máquina através da Arte

A resposta parece ser uma questão de vontade. Tolkien escreveu que os
Três Anéis efetivamente continham o Tempo mesmo quando não era
ativamente utilizados. Então, durante a Segunda Era, os Elfos de Lindon
aproveitaram os benefícios pretendidos para os Elfos de Eregion mesmo
não ousando usar nenhum dos Anéis. Celebrimbor deve portanto ter
conferido aos Três a habilidade natural de verdadeiramente extender
seus poderes sobre uma região. O campo de efeito não pode ser medido em
milhas, contudo, mas antes em pessoas e objetos. Isto é para dizer que
se alguém estivesse usando um dos Três, ele [ou ela] poderia ser capaz
de decidir que todos os Mallorn e todos os Elfos seriam preservados. Os
efeitos poderiam ser de alguma forma randômicos se os Anéis não fossem
ativamente usados.

Desta forma, gandalf poderia
intencionalmente reter os efeitos de contenção de tempo de Narya, o
Anel de Fogo que Cirdan lhe deu. Ou Gandalf poderia deixar que o Anel
afetasse apenas os Elfos. Cirdan disse que o Anel estava inativo quando
o deu a Gandalf, então aparentemente ele não o estava usando o Anel e
direcionando seus benefícios. Gandalf, então, nao precisaria usar Narya
usar Narya para conter o processo de esvair-se para ninguém [incluindo
a si mesmo, embora ele não corresse risco de esvair-se].

Elrond e Galadriel podem ter pego uma pista de Cirdan. Gil-galad
originalmente possuía tanto Vilya quanto Narya, e os deu a Elrond e
Cirdan perto do final da Segunda Era [talvez tendo um pouco de visão
sobre sua batalha final contrea Sauron]. Celebrimbor parece ter dado o
Anel a Galadriel.

Uma vez que Elrond e Cirdan aconselharam
Isildur a destruir o Um Anel quando Isildur o cortou da mão de Sauron,
parece estranho que eles simplesmente tenham voltado para casa e
começado a utilizar seus Anéis de Poder no mesmo momento. Talvez eles
tenham tomado seus Anéis quando compreenderam que Isildur e o Um Anel
se perderam. Mas também pode ser que os tr6es portadores tenham
mantidos seus Anéis inativos por pelo menos mil anos.

Então
Gandalf apareceu, Cirdan lhe deu Narya, e o gênio foi tirado da
garrafa. Elrond pode ter começado a usar Vilya antes, uma vez que ele
reunira muitos Alto Elfos [Noldor] em e ao redor de Valfenda. Ele
poderia ter tido em suas mãos uma porção de Elfos se esvaindo. Tolkien
não diz quando foi que os compreenderam que Elrond portava um dos
Anéis, mas parecem ter sabido isso ao final da Terceira Era. Se
lentamente o fato de que alguém não se esvaia se permanecesse em ou
perto de Valfenda se espalhava, poderia ser um sinal de que um dos Três
era mantido ali.

Muito do mesmo poderia ser verdade para
Galadriel. Ela poderia ter chegado em Lorien e oferecido para guardar
os Elfos da Floresta de se esvaírem. Eles devem ter sabido sobre os
Anéis do Poder então. Eles haviam perdido um rei, o pai de Amroth, na
guerra contra Sauron ao final da Segunda Era. E Amroth ajudara Elrond
mais de uma vez nas guerras contra Angmar. Haldir especificamente se
refere ao "poder da Senhora dos Galadrim" quando Sam menciona que se
sentia "como se dentro de uma música". Haldir parecia saber que
Galadriel estava usando um Anel. Ele pode não ter falado abertamente,
mas tanto Elrond quanto Galadriel indicavam que todos os Elfos estavam,
unidos na crença de que seria melhor perder os Três do que permitir ao
Um continuar existindo. Muitos Elfos, então, deve ter tido uma idéia
bastante boa de onde Vilya e Nenya estavam escondidos.

Mas se
os Anéis podiam ser direcionados concientemente, tanto para extender a
certos limites ou para trabalhar apenas em certas criaturas e plantas,
então faz sentido que existisse um limite físico para o poder dos Três.
No ponto em que a Sociedade do Anel penetrou no domínio do poder de
Galadriel, e este poderia ou não ser coincidente com as fronteiras
físicas de Lorien [de fato, uma vez que os Elfos retiraram-se para o
interior da florestas, poderia ser que a extensão da influência de
Nenya era consideravelmente menor que os limites da floresta].

Círculo Completo: Os Anéis, Tempo e Espectros

Então, porque o Condado não se beneficiou da presença do Um Anel?
Provavelmente porque apenas os Três agiam de alguma forma geográfica, e
embora o Um possuísse os poderes dos outros Anéis, ele pode não ter
possuído o alcance dos Três Anéis porque Sauron não estava presente
quando Celebrimbor os fez. Sauron mesmo não teria um motivo real para
criar uma valinor na Terra-média, então porque usar o Um Anel para
conter a decad6encia ao redor dele? Por outro lado, Smeagol, Bilbo e
Frodo todos ficaram sem usar o Um Anel por longos períodos de tempo.
Então ele, também, deveria ter um alcance geográfico mínimo que era,
talvez, mais ajustado a quem possuía o Anel do que qualquer outra coisa.

Os Anéis não continham realmente o tempo. Eles apenas diminuiam o seu
impacto em um corpo biológico. Para alguma coisa como uma árvore, que
não tinha espírito [Ents e Hurons não são considerados], nao existia
dano real. Um animal, de qualquer forma inteligente, também poderia se
beneficiar dos efeitos dos Anéis porque eles não possuíam um espírito.
Um Elfo, cujo espírito estava destinado a permanecer em Arda até o
final do Tempo, não se sentiria esticado, como Bilbo bem colocou.

O problema para "mortais" era que seus espíritos desejavam ir para
outro lugar. Após um certo período de tempo, Homens mortais tinham que
morrer. Eles tinham que abrir mão de seus espíritos. Um Anel de Poder
obstruía essa tendência natural. O corpo poderia continuar vivendo,
funcionando da mesma forma como no dia em que veio a possuir o Anel.
Mas o espírito estaria constantantemente se esforçando para partir.
Então, a luta entre espírito e corpo [ou espírito e Anel] deve produzir
a sensação de "esticamento" da qual Bilbo se queixou. Ele não estava
fisicamente esticado, mas dividido entre forças poderosas.

Dessa forma, quando Sauron perverteu os Sete e os Nove, ele deve ter
alterados suas tendências naturais de preservação para obter o efeito
oposto. Os Nove portadores não se tornaram espectros poque usaram os
Anéis, mas porque os possuíram. A utilização dos Anéis pode ter
acelerado o processo de esvair-se, mas provavelmente qualquer Elfo que
pudesse ter tomado um dos Nove ou Sete alterados teria se esvaído
também, e se tornado tão escravizado quanto os nove Homem eventualmente
se tornaram.

Pessoas frequentemente perguntam se um homem se
esvairia se possuísse um dos Três. Eu não acredito nisso. Eu acho que
ele apenas continuaria, dia após dia, e eventualmente perderia a conta
do tempo. Ele poderia ver o sol passar sobre sua cabeça, e talvez
notasse as fases da lua [embora a Sociedade do Anel não as tivesse
notado enquanto estavam em Lórien]. Mas para ele o tempo se tornaria,
eventualmente, uma armadilha. Seu corpo não ficaria mais velho. Ele
apenas viveria e viveria e viveria, e a vida se tornaria um tormento
constante para ele, porque ele estaria sempre em conflito com sua
própria natureza.

O mundo se arrastaria para tal alma
desafortunada, que poderia, no final das contas, não sentir nada a não
ser um profundo desejo de libertação de seu tormento.

Mudanças em As Duas Torres – Prováveis

Mudanças prováveis:

 

 
Quais Duas Torres?

FILME: Gandalf diz: "A sombra velada que cobre o Leste toma forma. Existe uma união agora entre as Duas Torres… Orthanc e Barad-dûr…"

LIVROS: A observação no final de A Sociedade do Anel diz, "A segunda parte se intitula As Duas Torres, pois os acontecimentos que ali se narram são dominados por Orthanc, a cidadela de Saruman, e pela fortaleza de Minas Morgul, que vigia a entrada secreta de Mordor”.

PRÓ: Muitos leitores do livro assumem que a segunda torre refere-se à Barad-dûr, visto que Minas Morgul é comentada apenas de forma passageira. Frodo está viajando para Mordor em sua parte da história, e Barad-dûr é o centro do poder em Mordor.

CONTRA: Esta descrição é uma invenção dos produtores do filme e nãorepresenta o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· AICN Trailer Preview 3/15/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

Encontro com Barbárvore Mais Assustador

FILME: Depois de fugir dos Uruk-hai, Merry e Pippin perambulam pela Floresta de Fangorn, apavorados e famintos, até que Barbávore dá uma ´pancadinha´ na cabeça deles com um "galho" e ergue os dois apavorados.

LIVROS: Os Hobbits se alimentam de Lembas e viajam por Fangorn particularmente animados. Eles andam algumas milhas antes de depararem-se com Barbávore, que conversa brevemente com eles antes de erguer a dupla.

PRÓ: Lembas é um luxo que pode ser cortado para aproveitar melhor o tempo de duração do filme. Um encontro mais dramático entre Barbávore os Hobbits contribui para um melhor efeito de corte para outra cena do filme.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· Roteiro do teste de Merry e Pippin 13/01/99 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 1/5

Encontro com Barbárvore Mais Engraçado

FILME: Pippin escala uma árvore, que pisca. Pippin está alcançando a altura do nariz, olha diretamente no olho, vira-se para dizer algo para Merry, quando percebe que acabou de ver um olho na árvore.

LIVROS: Pippin e Merry descobrem Barbávore quando o Ent ergue-se

atrás dos dois Hobbits e começa a falar com eles.

PRÓ: Esta é, visualmente, uma introdução mais interessante para Barbávore do que a obtida se o livro fosse seguido precisamente.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· AICN Trailer Preview 3/15/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

Ressurreição de Gandalf é Mostrada no Cinema

FILME: Gandalf é mostrado sendo ressuscitado como Gandalf o Branco, enquanto ele aparece deitado nu sob a neve no topo da montanha depois de sua batalha com o balrog.

LIVRO: Gandalf simplesmente citou esse evento quando encontrou-se com Aragorn, Legolas e Gimli.

PRÓ: Mostrar os eventos é uma linguagem mais efetiva no cinema do que os personagens falarem sobre eles.

CONTRA: Os produtores do filme podem retratar a ressurreição de Gandalf de uma forma diferente da que Tolkien teria imaginado.

FONTE:

·AICN Set Report 12/15/00 (primeira divulgação)
·Tol Galen Set Report 1/22/01 (confirmação)
·Ian McKellen E-Post 7/28/02 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 4/5

Manobra Destruidora da Espada de Éowyn(ESSM)

FILME: Éowyn luta com Aragorn para demonstrar sua coragem com a espada quebrando a espada dele no processo.

LIVRO: O único contato físico ente Éowyn e Aragorn ocorre quando ela entrega a ele um copo de vinho e suas mãos encontram-se.

PRÓ: Tais cenas fazem de Éowyn uma personagem mais especial no segundo filme.
CONTRA: Esta descrição é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· AICN Trailer Preview 3/15/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

Funeral de Théodred

FILME: O filho de Théoden, Théodred, é trazido de volta para Edoras depois de ser morto em batalha contra a tropa de Saruman. Éowyn lamenta a perda de seu primo ao lado da cama onde ele jaz e Grima entra para falar com ela. Após o banimento de Língua de Cobra, Théoden enterra seu filho numa tumba coberta de flores do lado de fora de Edoras e reza enquanto Gandalf fala palavras de conforto para o lutuoso rei.

LIVROS: Não existem essa cenas. Théodred foi morto na primeira batalha do Vau do Isen, cinco dias antes da chegada de Gandalf e a companhia à Edoras, e foi enterrado no local da batalha.

PRÓ: O funeral é um modo dramático de mostrar como a agressão de Saruman afetou as pessoas de Rohan.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

·E! Online On Location 10/01/00 (primeira divulgação)
·Tol Galen Set Report 1/22/01 (confirmação)
·McKellen E-Post 1/23/00 (confirmação)
·Nilson_The_White Tolkien Online Messageboard Post 6/25/02 (detalhes)
·Leonides Tolkien-Movies Messageboard Post 8/20/02 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 4/5

Arwen Faz Nova Aparição

FILME: Arwen é vista através de ramos de árvore usando um vestido preto com um manto de seda vermelho… cansada, braços estendidos na lateral como sangue tivesse sido derramado no tecido

LIVROS: Arwen não aparece nessa parte da história.

PRÓ: Arwen é usada para prover motivação e profundidade à personagem de Aragorn.
CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não

representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· First FOTR Teaser Trailer 12/19/00 (primeira divulgação; evidência fotográfica)
· AICN Trailer Preview 3/15/02 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 5/5

Galadriel Faz uma Nova Aparição

FILME: Galadriel fala: "Não há nada que possamos fazer por Frodo, a demanda tomará sua vida ".

LIVROS: Galadriel não aparece nessa parte da história.

PRÓ: A perspectiva de Galadriel dos eventos ajuda a narração da história para o público do filme.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· LA Times Article 11/11/01 (primeira divulgação)
· AICN Trailer Preview 3/15/02 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 4/5

Boromir faz Nova Aparição

FILME: Boromir aparece em seqüências de flashback.

LIVROS: A única seqüência de Boromir em As Duas Torres é sua morte (já mostrada no primeiro filme) e Faramir conversando com Frodo e Sam sobre a descoberta do barco funerário de Boromir.

PRÓ: Cenas adicionais envolvendo Boromir ajudarão no esclarecimento das ações atuais.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· The Compleat Sean Bean 4/5/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

Háma Visita Lothlórien

FILME: Háma visita Galadriel e Haldir.

LIVROS: Háma permanece em Rohan e Haldir permanece em Lothlórien.

PRÓ: Isto fornece uma explicação para como os elfos (e possivelmente Arwen, se ela estivesse visitando Galadriel) chegam ao Abismo de Helm.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· TORN Spy Report 6/15/00 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 0/5

Nota: Este boato, se verídico, sugere que Hama é mandado à Lothlórien para pedir reforço dos Elfos para a batalha no Abismo de Helm.

Elfos Lutam Contra os Uruk-hai de Saruman

FILME: Haldir conduz uma pequena companhia de Elfos de Lothlórien para proteger os refugiados do Abismo de Helm dos Uruk-hai de Saruman até a chegada dos Rohirrim.

LIVROS: Haldir e os outros elfos permanecem em Lothlórien; O Abismo de Helm é protegido por guerreiros de Rohan desde o início da batalha.

PRÓ: Esta mudança é um modo de trazer Arwen para o segundo filme e fazer com que seu casamento com Aragorn no terceiro filme não seja tão inesperado.

CONTRA: A participação de Elfos na Guerra do Anel vai contra a idéia tolkieniana dos Elfos na Terceira Era.

FONTES:

· TORN Spy Report 6/26/00 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 1/5

Arwen no Abismo de Helm (AAHD)

FILME: Arwen passa em Rohan antes da batalha do Forte da Trombeta, levando a Aragorn o estandarte que ela fez.

LIVROS: Os irmãos de Arwen, Elladan e Elrohir levam o estandarte depois da Batalha do Forte da Trombeta, enquanto Arwen permanece em Valfenda.

PRÓ: Esta mudança é um modo de trazer Arwen para o segundo filme e fazer com que seu casamento com Aragorn no terceiro filme não seja tão inesperado.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· Roteiro do teste de Arwen1/13/99 (primeira divulgação)
· Leonides Tolkien-Movies messageboard post 3/22/01 (detalhes)
· Arwen at Helm’s Deep Film Still (evidência fotográfica)

NEGADO POR:

· Bill Weldon Interview 7/27/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 1/5

Elfos no Abismo de Helm (EAHD)

FILME: Depois que arwen tem uma visão de aragorn morrendo no Abismo de Helm, Elrond convence Celeborn e Galadriel à mandar um grupo de elfos de Lothlórien, liderados por Haldir, para ajudar na batalha. (Arwen queria se juntar a eles mas é dissuadida por Elrond). Haldir chega até Aragorn e Theoden e explica que eles foram capazes de defender o povo e o pequeno contingente dos Rohirim na base de alguns ataques repentinos, mas que seus batedores informaram que Saruman tinha reunido um enomer exército de Uruk-hai e homens selvagens que estava marchando em direção ao Abismo de Helm.

LIVROS: Legolas era o único elfo na batalha, e os únicos reforços de tropas que chegaram foram os Huorns e mais Rohirrim. No entanto, Legolas expressou o desejo que alguns de seus parentes, armados com arcos, estivessem lá para ajudar.

PRÓ: Esta mudança é um modo de trazer Arwen para o segundo filme e fazer com que seu casamento com Aragorn no terceiro filme não seja tão inesperado.

CONTRA: A participação de Elfos na Guerra do Anel vai contra a idéia tolkieniana dos Elfos na Terceira Era .

FONTES:

· TORN Spy Report 3/9/00 (primeira divulgação)
· E! Online On Location 5/1/00 (confirmação)
· TORN Spy Report 6/26/00 (detalhes)
· Aragorn Leads a Charge of Elves Film Still (evidência fotográfica)
· Xar Tolkien Online Messageboard Post 8/13/01 (confirmação)
· Peter Jackson Interview 12/24/01 (confirmação)
· AICN Trailer Preview 3/15/02 (evidência fotográfica, confirmação)
· Nilson_The_White Tolkien Online Messageboard Post 5/31/02 (detalhes)
· Nilson_The_White Tolkien Online Messageboard Post 6/2/02 (detalhes)
· Nilson_The_White Tolkien Online Messageboard Post 6/8/02 (detalhes)
· Nebbin Imladris.net Messageboard Post 6/30/02 (confirmação)
· FOTR DVD Two Towers Preview 8/7/02 (evidência fotográfica)

CREDIBILIDADE: 5/5

Arwen Sopra a Trombeta

FILME: Arwen sopra a trombeta no Forte da Trombeta durante o cerco.

LIVROS: Erkenbrand sopra a trombeta.

PRÓ: De acordo com Peter Jackson: "Nós temos de achar uma forma de incluir mais Arwen na história, ter uma chance de criar uma cena de romance significativa". Isto dará à personagem dela algo para fazer durante a batalha.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien. Isto também causará uma mudança no personagem Erkenbrand.

FONTE:

· TORN Spy Report 5/10/00 (primeira divulgação)
· Arwen at Helm’s Deep Film Still (evidência fotográfica)

NEGADO POR:

· Bill Weldon Interview 7/27/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Saruman Tem Conhecimento da Realeza de Aragorn

FILME: Saruman fala, "Então, Gandalf o Cinzento acha que encontrou o rei perdido de Gondor."

LIVRO: Não existe cena semelhante no segundo livro mostrando que Saruman tenha conhecimento da herança de Aragorn.

PRÓ: Ter Sarumam mais aparente no segundo filme faz dele um vilão mais interessante nas telas.

CONTRA: O roteiro exigirá diálogos adicionais escrito pelos produtores do filme e não por Tolkien.

FONTES:

· AICN Trailer Preview 3/15/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Sarumam Faz um Discurso de Motivação para os Uruk-hai

FILME: Saruman é mostrado dando ordens aos Uruk-hai e aos Homens Selvagens para lutar no Abismo de Helm, dizendo a eles que Gandalf está morto e a Sociedade não possui um líder.

LIVROS: Não há cenas semelhantes no livro.

PRÓ: Ter Sarumam mais aparente no segundo filme faz dele um vilão mais interessante nas telas.

CONTRA: O roteiro exigirá diálogos adicionais escrito pelos produtores do filme e não por Tolkien.

FONTES:

· TORN Spy Report 3/1/00 (primeira divulgação)
· TORN Spy Report 3/18/00 (confirmação)
· Tolkien Online Preview Footage Review 11/16/00 (detalhes)
· Tol Galen Set Report 1/5/01 (confirmação)
· TTT Film Still (evidência fotográfica)
CREDIBILIDADE: 5/5

Nota: Uma cena semelhante existe também na versão animada de Bakshi.

Armas Não Tolkienianas

FILME: Durante a batalha do Abismo de Helm, guerreiros Uruk-hai têm arcos e lanças, Orcs têm arcos e elfos têm flechas com fogo.

LIVROS: Arcos ou flechas de fogo não são mencionadas em lugar algum.

PRÓ: Tais armas farão das batalhas cenas mais interessantes.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTES:

· TORN Spy Report 5/17/00 (primeira divulgação)
· TORN Spy Report 8/16/00 (detalhes)
· TORN Footage Review 3/25/01 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 2/5

“Elfos Samurai”

FILME: Armaduras de Elfos e Uruk-hai terão aparência semelhante a de guerreiros Samurai.

LIVRO: A Terra-Média pretende representar a mitologia Européia.

PRÓ: Esta aparência ajudará a destinguir guerreiros élficos dos outros guerreiros.

CONTRA: Esta aparência não reflete o mundo que Tolkien criou.

FONTES:

· John Howe Interview 5/27/00 (primeira divulgação)
· TORN Spy Report 6/2/00 (confirmação e evidência fotográfica)

CREDIBILIDADE: 5/5

Nota: A armadura foi projetada por John Howe, famoso ilustrador de Tolkien.

Benihana Legolas

FILME: Legolas usa duas facas e uma espada de Rohan além de seu arco na Batalha do Forte da Trombeta.

LIVROS: Legolas está armado unicamente com uma longa faca branca além de seu arco.

PRÓ: Esta mudança tornará as lutas de Legolas mais excitante.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores do filme e não representa o trabalho de Tolkien.

FONTE:

· TORN Spy Report 12/16/99 (primeira divulgação)
· TORN Spy Report 3/18/00 (confirmação)
· Internet Trailer 4/6/00 (confirmação)
· Orlando Bloom Interview 5/14/01 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 5/5

Legolas e o "Surf de Escudo" (LOSS)

FILME: Legolas sobe em um escudo abandonado e "surfa" descendo uma escadaria, enquanto atira flechas na batalha do Forte da Trombeta.

LIVRO: Tolkien não fez nenhum comentário sobre essa manobra de batalha élfica.

PRÓ: Esta mudança tornará as lutas de Legolas mais excitantes.

CONTRA: Esta mudança é tola e desnecessária.

FONTES:
· TORN Footage Review 2/16/01 (primeira divulgação)
· TORN Footage Review 3/25/01 (confirmação)
· FOTR Two Towers Teaser Trailer 3/1/02 (evidência fotográfica)
· Nebbin Imladris.net Messageboard Post 6/30/02 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 5/5

Morwen

FILME: Arwen ajuda pessoas do Folde Ocidental, incluindo uma mulher chamada Morwen, depois da Batalha do Forte da Trombeta. Permanece com eles até ir para Minas Tirith para a coroação de Aragorn e o casamento.

LIVROS: Arwen permanece em Valfenda e não existe nenhum refugiado de Rohan com o nome de Morwen explícito no livro.

PRÓ: A personagem Morwen dará uma "face" para o sofrimento de Rohan e
ajudará a dramatizar o sacrifício de Arwen, já que ela está considerando casar-se com Aragorn abrindo mão de sua imortalidade.

CONTRA: Esta mudança é uma invenção dos produtores e diminui o tempo restante para as cenas que Tolkien realmente escreveu.

FONTE:

· Sunday Star Times News Report 6/11/00 (primeira divulgação)
· Tol Galen Spy Report 6/16/00 (confirmação)
· Leonides Tolkien-Movies messageboard post 3/22/01 (confirmação)
· Arwen at Helm’s Deep Film Still (evidência fotográfica)

NEGADO POR:

· Bill Weldon Interview 7/27/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 2/5

Ents Atacam Isengard em Tempo Real

FILME: O ataque dos Ents a Isengard é mostrado.

LIVRO: Este evento é meramente discutido por Merry e Pippin, embora detalhadamente.

PRÓ: É mais interessante mostrar os eventos do que os personagens falando sobre o assunto.

CONTRA: O roteiro exigirá diálogos adicionais e cenas escritas pelos produtores e não por Tolkien.

FONTES:
· AICN Peter Jackson Q&A 12/31/98 (primeira divulgação)
· Nilson_The_White Tolkien Online Messageboard Post 6/8/02 (confirmação)

NEGADA POR:
· Nebbin Imladris.net Messageboard Post 6/30/02 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

Morte na Roda de espinhos (RSWD)

FILME: Língua de Cobra empurra Saruman para fora de Orthanc, e o mago é empalado em uma "roda de espinhos", aparentemente parte da maquinaria de Isengard.

LIVROS: Saruman morre depois que Língua de Cobra corta sua garganta no Condado no fim da Guerra do Anel.

PRÓ: Se não existe tempo suficiente no terceiro filme para mostrar o Expurgo do Condado como Tolkien escreveu, essa morte é um final adequado para a personagem. É uma espécie de justiça poética que ele seja morto pela sua própria maquinaria (Assim como uma brincadeira com a atuação de Christopher Lee como Drácula em outros filmes).

CONTRA: Empalação é uma morte sem valor, vista em muitos outros filmes. A ausência do aprisionamento dele em Orthanc tira a chance dos produtores de mostrar a compaixão de Gandalf. Além disso, o Expurgo do Condado é uma das melhores partes do livro.

FONTES:

· Saruman O

Mudanças Gerais

Muitas Músicas e Poemas Cortados

FILMES: A maioria (embora não todas) das músicas e dos poemas dos livros foram eliminados. Porém, Philippa Boyens escreveu um poema chamado “A Revelação dos Espectros do Anel” para a trilha sonora.

LIVROS: Existem muitas músicas e poemas.

PRÓ: De acordo com Peter Jackson, “É uma coisa difícil de inserir na dramatização da história”.

CONTRA: As músicas e os poemas dão para a história muito de sua profundidade e encanto.

 

FONTES:

· AICN Peter Jackson Q&A 8/30/98 (primeira divulgação)

· AICN Script Review (confirmação)

· McKellen E-Post 6/16/00 (confirmação)

· McKellen E-Post 3/27/01 (confirmação)

· Sc(i)pt Magazine – Entrevista com Fran Walsh / Philippa Boyens 1/11/01 (confirmação)

· SoundtrackNet Howard Shore Interview 11/20/01 (confirmação)

CREDIBILIDADE: 4/5

 

Diálogos Mais Engraçados

FILMES: Muitos diálogos serão tirados dos livros, porem, haverá várias alterações. Particularmente, a disputa entre Legolas e Gimli vai ser mais cômica, e Gimli vai usar expressões como “rapazinho” (“laddie”). De acordo com uma entrevista com Sean Astin, o personagem Sam se inclina para o “alívio cômico”.

LIVROS: Os diálogos tem relativamente pouco humor.

PRÓ: O rítmico dramático de filmes precisa de “alívio cômico” para reduzir a tensão. Além disso, humor ajuda a nos familiarizarmos com as personagens mais rápido.

CONTRA: O roteiro exigiria diálogos adicionais escritos pelos roteiristas e não por Tolkien e esse diálogo cômico deixaria as personagens triviais.

FONTES:

· AICN Peter Jackson Q&A 8/30/98 (primeira divulgação)

· TORN Script Review (confirmação)

· GIMLI Audition Script 1/13/99 (primeira divulgação)

· McKellen E-Post 2/22/00 (confirmação)

· TORN Set Report (detalhe)

· E! Online On Location 5/1/00 (detalhes)

· Entertainment Weekly 11/16/01

Sam e Frodo Conversam Como Iguais

FILMES: Sam se dirige a Frodo pelo primeiro nome, como faria a um igual.

LIVROS: Sam é mais subserviente, se dirigindo a Frodo como “Sr Frodo” ou “Mestre”.

PRÓ: Audiências modernas não entenderiam ou aceitariam um relacionamento servo-mestre.

CONTRA: O relação servo-mestre é um elemento importante do relacionamento das personagens e da cultura hobbit. Mudar isso dá um toque “politicamente correto”.

FONTES:

· FRODO – CENA 2 Roteiro do Teste 13/01/99 (primeira divulgação)

· SAM –CENA 2 Roteiro do Teste 13/01/99 (detalhes)

CREDIBILIDADE: 1/5

Estórias Intercaladas

FILMES: A cena de Frodo e Sam viajando do Parth Galen para a Montanha da Perdição e aquelas envolvendo os outros personagens serão intercaladas. (Similar a “O império contra-ataca”, para usar um exemplo familiar, que intercala as cenas de Luke em Dagobah e as que envolvem os outros personagens).

LIVROS: As respectivas estórias são separadas em “Livros” extensos.

PRÓ: De acordo com a roteirista Fran Walsh, a “estória separada” do livro é uma estrutura narrativa que se aplica muito mais à literatura do que a filmes”. Quando Tolkien estava escrevendo o livro, intercalar não era algo tão prevalente na literatura – apesar de estar começando a ser agora, em parte, acredito eu, por causa de filmes.

CONTRA: Intercalar as estórias interferiria drasticamente com a linha de tempo da trama e estragaria muitas surpresas que acontecem quando um grupo de personagens não sabe o que aconteceu com o outro

FONTES:

· AICN Peter Jackson Q&A 12/31/98 (primeira divulgação)

· Leonides Tolkien-Movies messageboard post 3/9/01 (confirmação)

· Sc(i)pt Magazine – entrevista com Fran Walsh / Philippa 01/11/01(confirmação)

CREDIBILIDADE: 4/5

Papel de Gollum Expandido

FILMES: De acordo com a roteirista Philippa Boyens, “Gollum, um dos nosso favoritos, foi provavelmente expandido ao invés de limitado. Eu acho que quando você assistir o filme, o que vai ser interessante é o quão enorme o papel dele é, quando representado no filme. Por que ele é uma presença forte no livro, e muito mais no filme”.

PRÓ: Focar a estória no Anel e no seu efeito sobre as personagens necessariamente aumenta a presença de Gollum na trama, já que ela é central ao tema.

CONTRA: Expandir o papel de Gollum requer a criação de diálogos não escritos por Tolkien.

FONTE:

· Sc(i)pt Magazine – Entrevista com Fran Walsh / Philippa Boyens 1/11/01 (primeira divulgação)

CREDIBILIDADE: 3/5

[Tradução de Nénar]