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Gimli

Gimli foi um intrépido e leal Anão. Seu pai Glóin foi um dos
companheiros de Bilbo Bolseiro em sua jornada à Montanha Solitária, e
Gimli foi um membro da Sociedade que acompanhou Frodo em sua missão
para destruir o Um Anel. Gimli superou sua desconfiança para com os
elfos conforme aumentava sua admiração por Galadriel, e formou uma
duradoura amizade com Legolas, ganhando dele o nome de Amigo-dos-Elfos.
 
 
Gimli nasceu em 2879. Seu pai Glóin pertencia à linhagem de Durin; o
nome de sua mãe não é conhecido. Em sua juventude, Gimli viveu nas
Montanhas Azuis a oeste de Eriador. Após os anões recuperarem a
Montanha Solitária em 2941, Glóin mudou sua família para lá e tornou-se
próspero.

Por volta de 3017, uma mensageiro veio à Montanha Solitária vindo de
Mordor, procurando notícias de Bilbo e do Anel que ele encontrara.
Glóin e Gimli foram enviados para Valfenda para avisar Bilbo e procurar
conselhos com Elrond. Eles chegaram à Valfenda em Outubro de 3018 e no
dia 25 eles compareceram ao Conselho de Elrond. No Conselho foi
decidido que o Anel precisaria ser levado para mordor e destruído, e
Frodo Bolseiro se ofereceu para a missão.

Gimli foi escolhido para ser o representante dos Anões na Sociedade do
Anel. Quando eles deixaram Valfenda, em 25 de Dezembro, Gimli usava uma
camisa de anéis de aço e um machado de lâmina larga. Elrond disse aos
membros que eles não eram obrigados por juramento a permanecer com o
Portador do Anel, mas Gimli respondeu, “Desonesto é aquele que diz adeus quando a estrada escurece”. (SdA, p. 298)

Conforme a Sociedade se aproximava das Montanhas Sombrias, Gimli
distinguiu os picos de Barazinbar, Zirakzigil e Bundushatûr pela
segunda vez em sua vida. Seu coração tremeu com o pensamento de ver o
Lago-Espelho no Vale do Riacho Escuro que estava além das montanhas.

A Sociedade foi impedida de atravessar as montanhas no Passo do Chifre
Vermelho por uma nevasca. Gimli disse aos seus companheiros que
Caradhras sempre teve uma reputação cruel, e ele os advertiu para
voltarem. Mas seu caminho estava bloqueado pela neve e eles precisaram
escara uma saída. Gimli exclamou que era a má-vontade de Caradhras.

Gandalf propôs que eles tomassem o caminho sob as montanhas, através
das Minas de Moria. Gimli foi a primeiro a concordar com essa sugestão,
pois ele desejava ver o antigo reino da Mina dos Anões. A decisão da
Sociedade foi forçada quando eles foram atacados por Wargs. Gimli
combateu as criaturas com seu machado, e então Gandalf liderou o
percurso até Moria com Gimli ao seu lado.

Eles atingiram o Portão Ocidental, que outrora fora lugar de comércio
entre Anões e Elfos. Tanto Gimli quanto Legolas recusaram que tenha
sido seu povo o responsável pela ruptura entre as duas raças. Gandalf
pediu ao Anão a ao Elfo que permanecessem amigos por ele precisava da
ajuda deles.

Gimli sabia que as portas fitas pelos Anões eram invisíveis quando
fechadas, mas ele disse que a senha para os Portões de Moria estava há
muito esquecida. Por fim Gandalf percebeu que a senha era dada na
inscrição, “Fale, amigo, e entre”, e as portas se abriram.

Gimli não foi capaz de fornecer muito auxílio à Gandalf para encontrar
o caminho certo, pois as Minas eram mais vastas que sua imaginação, mas
ele caminhou ao lado do mago e sua coragem não vacilou. Lentamente,
eles chegaram à um grande salão que revelou a arte dos Anões, com seus
altos tetos, muitos pilares e paredes negras polidas. Gimli cantou uma
canção que lembrava o esplendor da Mina dos Anões em sua grandiosidade.

No dia seguinte, na Câmara de Mazarbul, a Sociedade descobriu a tumba
do parente de Gimli, Balin, que havia liderado uma expedição à Moria
trinta anos antes. Gimli abaixou seu capuz sobre o rosto em pesar. No
Livro de Mazarbul eles descobriram que a colônia de Balin durou apenas
cinco anos antes de serem atacados pelos Orcs. Gimli pegou o livro para
protegê-lo e levá-lo para Dain.

Então tambores foram ouvidos, e Orcs invadiram a Câmara. A Sociedade
lutou bravamente, e Gimli cortou fora as pernas de um Orc que pulara na
Tumba de Balin. Trinta Orcs foram mortos, e os demais recuaram. A
Sociedade escapou pela porta leste, mas Gimli permaneceu na tumba de
Balin até que Legolas o tirou de lá.

Eles chegaram à Ponte de Kahazad-dûm, e Gandalf disse à Gimli para
liderar os demais na travessia. Gandalf permaneceu na ponte e
confrontou a Ruína de Durin, o Balrog. Então Gandalf caiu no abismo com
o Balrog e desapareceu.

Fora de Moria, Gimli pediu para Frodo que olhasse nas águas do
Lago-Espelho onde eles vislumbraram as estrelas da Coroa de Durin
refletindo na profundidade. Quando a Sociedade parou para cuidar dos
ferimentos de Frodo da batalha em Moria, Gimli ficou surpreso em ver a
camisa de mithril que fora dada à Frodo por Bilbo. Pois era de grande
beleza e valor, e ele ficou feliz por Frodo possuir tal proteção.

Nos limites de Lothlórien, a Sociedade decidiu encontrar abrigo nos
galhos das árvores por sugestão de Gimli. Mas as árvores que eles
escolheram eram ocupadas por Elfos que eram guardas das fronteiras de
Lothlórien. O líder deles, Haldir, ficou relutante em levar um Anão
para dentro da Floresta Dourada, mas por fim concordou a fazê-lo, caso
Gimli usasse uma venda. Gimli recusou, e Legolas acusou Gimli de ser
teimoso. Mas quando Gimli disse que ele iria vendado caso Legolas
também fosse, o Elfo ficou nervoso.

Por fim, Aragorn os convenceu a chegarem num acordo, e a Sociedade
inteira foi levada vendada para dento da Floresta. Em Cerim Amroth,
Haldir removeu a venda de Gimli e pediu seu perdão, pois ele recebera
uma mensagem de Galadriel e Celeborn de que o Anão e seus companheiros
poderiam andar livremente.

A Sociedade foi levada ante Celeborn e Galadriel, o Senhor e a Senhora
da Floresta Dourada. Quando Celeborn soube da queda de Gandalf, ele
disse que não teria permitido Gimli e seus companheiros entrarem em
Lothlórien se soubesse que os Anões haviam despertado o Balrog. Mas
Galadriel falou amigavelmente à Gimli e olhou para ele com amor e
compreensão, e Gimli foi profundamente comovido e glorificou a Senhora
e sua beleza. Celeborn voltou atrás em suas palavras e disse que eles
fariam o possível para ajudar a Sociedade.

Durante sua estadia em Lothlórien, Legolas e Gimli passaram muito tempo
juntos caminhando pela floresta a uma amizade começou a crescer entre
eles, para grande surpresa de seus companheiros. Eles deixaram
Lothlórien em16 de Fevereiro, e Galadriel os presenteou com presentes
de despedida. Ela pediu o que Gimli gostaria de receber.

“Nenhum, Senhora” – respondeu Gimli. “A mim basta ter visto a Senhora dos Galadhrim, e ter ouvido suas gentis palavras.”



“Escutem vocês todos, elfos!” exclamou ela para aqueles à sua volta.
“Não deixem ninguém dizer que os anões são ávidos e indelicados! Mesmo
assim, com certeza Gimli, filho de Glóin, você deseja algo que eu possa
ofertar. Revele seu desejo, eu lhe peço! Você não deve ser o único
convidado a ficar sem um presente.”




“Não quero nada, Senhora Galadriel” – disse Gimli, fazendo uma grande
reverência e gaguejando. “Nada, a não ser que talvez… a não ser que
seja permitido pedir, não, desejar um único fio de seu cabelo, que
ultrapassa o ouro da terra como as estrelas ultrapassam as gemas da
mina. Não peço tal presente, mas a Senhora me ordenou que revelasse meu
desejo.”

A Sociedade do Anel: “Adeus a Lórien,” p. 400

Galadriel cortou três fios de seu cabelo dourado e os deu para Gimli,
que disse que os colocaria em um cristal e mantê-los como um símbolo da
boa vontade entre Elfos e Anões. Galadriel então disse:

“Não vou predizer, pois todas as predições são vãs nestes tempos: de
um lado está a escuridão, e do outro só há esperança. Mas se a
esperança não falhar, então digo a você, Gimli, filho de Glóin, que
suas mãos vão se encher de ouro e, apesar disso, o ouro não vai
dominá-lo.”

A Sociedade do Anel: “Adeus a Lórien,” p. 401

Gimli lamentou-se na despedida e questionou-se por que ele viera para
essa jornada, pois embora ele estivesse preparado para o perigo e para
as dificuldades, ele não esperava encontrar luz e alegria e ser forçado
a deixá-la para trás. Legolas confortou Gimli de que ele havia
escolhido livremente não abandonar seus companheiros, e que a memória
de Galadriel e Lothlórien estariam sempre com ele. O Elfo e o Anão
compartilharam um barco na jornada da Sociedade descendo o Anduin.

No Amon Hen, em 26 de Fevereiro, chegou o tempo de decidir o próximo
caminho. Frodo saiu sozinho para decidir o que fazer. Gimli disse que
ele votaria para ir à Minas Tirith, mas que ele não abandonaria Frodo
qualquer que fosse sua escolha. Aragorn sugeriu que caso Frodo
escolhesse ir para Mordor, ele, Gimli e Sam deveriam acompanhá-lo
enquanto os demais deveriam ir para Minas Tirith.

Mas Então Boromir disse a eles que ele e Frodo haviam discutido e que
Frodo desaparecera. Os membros da Sociedade saíram em diferentes
direções procurando por ele. Legolas e Gimli encontraram Orcs na
floresta e mataram muitos, mas então ouviram Boromir soar sua corneta.
Eles vieram ao seu auxílio tarde demais, pois ele havia sido morto
defendendo Merry e Pippin.

Aragorn deduziu que Frodo e Sam haviam ido para Mordor e que Merry e
Pippin haviam sido capturados e levados em direção à Isengard. Ele
decidiu que eles deveriam perseguir or Orcs que tinham capturado os
dois jovens Hobbits. Eles saíram em um ritmo rápido e percorreram 45
léguas através das planícies de Rohan em menos de quatro dias.

Em 30 de Fevereiro, os Três Caçadores encontraram Éomer, o terceiro
Marechal da Terra dos Cavaleiros. Ele exigiu saber quais seus negócios
em Rohan, e quando soube que eles haviam passado por Lothlórien ele
questionou-se se eles eram feiticeiros aliados à Senhora da Floresta
Dourada. Gimli não gostou do desdenho de Éomer por Galadriel e os dois
quase iniciaram um combate, com Legolas rapidamente vindo ao auxílio de
seu amigo, mas Aragorn interveio.

Quando Éomer ouviu suas histórias, ele pediu perdão por suas palavras
sobre Galadriel e ofereceu à eles cavalos para adiantá-los em seu
caminho, mas avisou que havia pouca esperança em encontrar seus amigos
pois os Cavaleiros haviam matado todos os Orcs na noite anterior.
Aragorn prometeu que ele iria à Edoras, e Gimli disse que iria
acompanhá-lo.

“E eu voltarei também” – disse Gimli. “A questão da Senhora ainda fica entre nós. Preciso ainda ensinar-lhe palavras gentis”

“Vamos ver” – disse Éomer. Tantas coisas estranhas têm acontecido que
aprender a elogiar uma bela senhora sob os golpes adoráveis do machado
de um anão não parecerá um grande prodígio. Até logo!”

As Duas Torres: “Os Cavaleiros de Rohan,” p. 33

Gimli partiu montado em Arod, atrás de Legolas, e ele uniu-se ao seu
amigo desconfortavelmente enquanto eles cavalgavam em direção à
Floresta de Fangorn. Eles encontraram os restos queimados dos Orcs, mas
nenhum sinal dos Hobbits. Nessa noite eles acamparam na borda da
Floresta, e Gimli fez o primeiro turno de vigia. Ele viu um homem
velho, encapuzado e com um manto, aproximando-se da fogueira, e ele
gritou, mas o homem desapareceu e seus cavalos fugiram. Gimli suspeitou
que o homem velho seria Saruman.

Na manhã seguinte os rastros dos Hobbits levaram eles para dentro da
Floresta, onde eles encontraram outro homem velho. Gimli temeu que
fosse Saruman e encorajou os demais a atacarem. O Anão ameaçou estragar
o chapéu do velho caso ele não lhes contasse onde estavam os Hobbits.
Então o velho tirou seu manto e revelou que era Gandalf. Gimli caiu de
joelhos mas Gandalf pediu que ele se levantasse, pois ele não o culpava
por seu engano.

Gandalf contou a eles de sua luta com o Balrog das fundações de pedra
subindo a Escada Interminável — a muito tida como perdida pelos anões
– até o pico de Zirakzigil onde a Torre de Durin estava. Ele trouxe a
eles mensagens de Galadriel, para muita alegria de Gimli, e então
contou a eles que os Hobbits estavam a salvo e que eles precisavam
agora ir para Edoras em Rohan.

Gimli cavalgou atrás de Gandalf em Scadufax. Em Edoras, Gimli auxiliou
Aragorn quando Háma, o Sentinela da porta, disse que Andúril precisaria
ser deixada na porta de Meduseld. Depois de algum tempo Aragorn
concordou, e colocou seu machado ao lado da lendária espada.

Após Gandalf convencer o Rei Théoden a sair cavalgando e confrontar
Saruman, Gimli aceitou um escudo que possuía o emblema de Rohan e que
pertencera ao Rei quando ele era mais jovem. Éomer colocou Gimli em seu
cavalo e eles cavalgaram para a batalha juntos.

No Abismo de Helm, Gimli estava ansioso para cortar pescoços de Orcs.
Rapidamente ele teve sua chance, quando o exército de 10.000 Orcs de
Saruman iniciou o ataque à fortaleza. Gimli decapitou dois Orcs que
estavam prontos para matar Éomer, mas ele ficou então sabendo que
Legolas já havia matado 20 com seu arco. O Elfo e o Anão continuaram a
contagem durante a batalha. No final, Gimli havia matado quarenta e
dois Orcs, e Legolas quarenta e um.

Após a Batalha do Abismo de Helm, Gimli disse à Legolas que ele havia
visto as Cavernas Cintilantes atrás do Abismo de Helm e que era uma
visão maravilhosa. Ele descreveu sua beleza com entusiasmo e disse que
há muito tempo ele desejava vê-las. Legolas ficou intrigado pela
reverência de seu amigo, e ele propôs-se a acompanhar Gimli às Cavernas
Cintilantes após a Guerra caso Gimli fosse com ele para Fangorn.

Em Isengard, Gimli e seus companheiros ficaram extremamente felizes ao encontrar Merry e Pippin.

“Seus tratantes, seus vadios com pés e cabeça de lã! Conduziram-nos
por uma boa caçada! Duzentas léguas, através de pântano e floresta,
batalha e morte, para resgata-los! E aqui os encontramos, banqueteando
e descansando – e fumando! Fumando! Onde encontraram a erva, seus
vilões? Martelo e tenaz! Estou tão dividido entre a raiva e a alegria,
que se não explodir será por milagre!"

As Duas Torres: “A estrada para Isengard,” p. 160

Os Hobbits proveram seus amigos com comida e erva-de-fumo, e Pippin até
mesmo possuía um cachimbo reserva para Gimli, e o Anão perdoou os
Hobbits pela preocupação que eles causaram. Mais tarde Gimli teve uma
chance de ver Gandalf e Saruman juntos, e ele viu que eles eram
parecidos e ao mesmo tempo diferentes. Quando Saruman tentou conquistar
seus captores com suas palavras suaves, Gimli não foi enganado.

“As palavras desse mago estão de cabeça para baixo” – rosnou ele,
agarrando o cabo do machado. “Na língua de Orthanc, ajuda significa
ruína, e salvar significa matar, isto está claro. Mas não viemos aqui
para implorar nada.”

As Duas Torres: “A voz de Saruman,” p. 184

Após a conversa com Saruman, Aragorn decidiu tomar as Sendas dos Mortos
em direção, à costa meridional, pois ele havia olhado no palantír de
Orthanc e visto que os Corsários eram uma ameaça para Minas Tirith.
Gimli e Legolas decidiram acompanhá-lo, mas quando eles chegaram à
Porta Negra, Gimli percebeu que ele estava com medo. Ele reuniu sua
coragem e entrou, dizendo “Esta é uma coisa de que ninguém nunca ouviu falar!” – disse ele. “Um elfo entra debaixo da terra e um anão não tem a coragem!” (RdR, p. 47). Enquanto eles passavam pelos túneis, Gimli sentiu os Mortos atrás os seguindo, mas ele continuou atrás de Aragorn.

Na Pedra de Erech, Aragorn convocou os Mortos para cumprirem seu
juramento, e eles prosseguiram para Pelargir onde eles dominaram os
barcos dos Corsários. Aragorn e seus companheiros navegaram subindo o
Anduin e chegaram em Minas Tirith em 15 de Março, enquanto a Batalha
dos Campos do Pellenor ocorria. Gimli pulou para terra firme com seu
machado e lutou até que a batalha estivesse vencida.

Em Minas Tirith, Gimli tomou prestou atenção nos trabalhos em pedra e
decidiu que ele iria oferecer os serviços de seu povo à Aragorn quando
ele fosse coroado Rei. Mas a guerra ainda não havia acabado e, em 18 de
Março, Gimli partiu com os Capitães do Oeste. Eles marcharam rumo ao
Portão Negro e combateram o Inimigo na Batalha do Morannon em uma
tentativa de distrair Sauron tempo suficiente para que o Portador do
Anel pudesse completar sua missão.

Por fim, o Anel foi destruído, e o domínio de sauron acabou. Mas Gimli
passou por um momento de grande medo e pesar quando ele viu o pé de
Pippin saindo debaixo do corpo de um grande Troll. Ele tirou o corpo de
cima do Hobbit e ficou muito aliviado ao descobrir que seu amigo ainda
estava vivo. Pippin recuperou-se, assim como Frodo e Sam que foram
resgatados de Mordor, e a Sociedade foi reunida nas celebrações no
Campo de Cormallen.

Aragorn foi coroado Rei em 1º de Maio e a Sociedade permaneceu em minas
Tirith até seu casamento com Arwen no Dia do Meio do Ano. Então Éomer
disse a Gimli que o Anão deveria buscar seu machado, pois apesar de
Galadriel ser bela, Éomer considerava Arwen mais bela ainda. Mas Gimli
respondeu:

“Não, de minha parte está desculpado, senhor” – disse ele. “Você
escolheu a Tarde, mas meu amor destina-se à Manhã. E meu coração
pressente que logo ela vai desaparecer para sempre.”

O Retorno do Rei: “Muitas despedidas,” p. 254

A Sociedade deixou Minas Tirith em 19 de Julho. Quando eles chegaram ao
Abismo de Helm, Legolas acompanhou Gimli às Cavernas Cintilantes como
ele havia prometido e o Elfo ficou mudo com o que ele viu. Em Isengard,
a dupla disse adeus aos seus companheiros e foram visitar Fangorn.

Gimli trouxe uma colônia de Anões da Montanha Solitária para as
cavernas do Abismo de Helm e tornou-se Senhor das Cavernas Cintilantes.
Ele e seu povo reconstruíram os portões de Minas Tirith com mithril e
aço e fizeram muitos outros trabalhos magníficos em Gondor e Rohan.
Gimli viveu com contentamento nas Cavernas Cintilantes por muitos anos,
e seu amigo Legolas residiu nos jardins de Ithilien.

No ano 120 da Quarta Era Aragorn morreu. Legolas decidiu cruzar o Mar
assim como ele há muito tempo desejava. Acredita-se que Gimli resolveu
acompanhá-lo por causa de seu profundo vínculo de amizade, e por
desejar ver Galadriel uma última vez. Talvez Galadriel tenha sido
prestativa em conseguir permissão para que Gimli pudesse viver no Oeste
até sua morte. E assim é dito que Legolas e Gimli, os dois últimos
membros da Sociedade na Terra-Média, navegaram descendo o Anduin até o
Mar.

Fontes Adicionais:



Apêndice A do SdA:
“O Povo de Durin” dá informações sobre a vida de Gimli após a Guerra do Anel.

Datas Importantes:



2879

Nascimento de Gimli.

2941
A Montanha Solitária é recuperada pelos Anões. Glóin e Gimli mudam-se para lálogo mais tarde.

3017
Um mensageiro de Mordor vem até a Montanha Solitária procurando notícias de Bilbo e o Anel.

3018



25 de Outubro:
Glóin e Gimli comparecem ao Conselho de Elrond

18 de Dezembro: Gimli é escolhido como representante dos Anões na Sociedade do Anel.
25 de Dezembro: A Sociedade deixa Valfenda.

3019



11-12 de Janeiro:
Uma nevasca impede a Sociedade de cruzar a passagem de Caradhras.
13 de Janeiro: A Sociedade é atacada por Wargs. Eles decidem ir pelas Minas de Moria.
14 de Janeiro: A Sociedade passa a noite no Salão Vinte e Um.
15 de Janeiro: A Sociedade descobre o túmulo de Balin na Câmara
de Mazarbul. Eles são atacados por Orcs. Gandalf confronta o Balrog e
cai no abismo. Gimli olha nas águas do Lago-Espelho.
16 de Janeiro: Gimli recusa-se a ser vendado até que seus companheiros concordem em serem vendados também.
17 de Janeiro: Gimli encontra-se com a Senhora Galadriel.

16 de Fevereiro: A Sociedade deixa Lothlórien. Gimli recebe os três fios do cabelo de Galadriel como presente de despedida.
26 de Fevereiro: O Rompimento da Sociedade. Gimli acompanha Aragorn e Legolas em uma perseguição pelos Uruk-hai que capturaram Merry e Pippin.
30 de Fevereiro: Os Três Caçadores encontram-se com Éomer. Gimli repudia as palavras de Éomer a respeito de Galadriel.

1º de Março: Os Três Caçadores se reúnem com Gandalf em Fangorn e descobrem que Merry e Pippin estão salvos.
2 de Março: Gandalf, Legolas e Gimli chegam à Edoras e cavalgam para a batalha contra Saruman com o Rei Théoden.
3-4 de Março: Batalha do Abismo de Helm. Gimli vê pela primeira vez as Cavernas Cintilantes.
5 de Março: Os Três Caçadores se encontram com Merry e Pippin em Isengard. Conversa com Saruman.
8 de Março: Gimli reúne coragem para seguir Aragorn pelas Sendas dos Mortos.
13 de Março: Aragorn e seus seguidores e o Exército dos Mortos tomam os navios dos Corsários em pelargir.
15 de Março: Aragorn e seus seguidores chegam à Minas Tirith durante a Batalha dos Campos do Pellenor.
18 de Março: Os Capitães do Oeste partem de Minas Tirith rumo ao Portão Negro.
25 de Março: Os Capitães do Oeste lutam contra as forças de
Sauron até o Anel ser destruído e o domínio de Sauron cair. Gimli salva
Pippin de ser esmagado debaixo do corpo de um Troll.

8 de Abril: A Sociedade reúne-se no Campo de Cormallen.

1º de Maio: Aragorn é coroado Rei.

19 de Julho: A Sociedade deixa Minas Tirith.

18 de Agosto: Gimli e Legolas visitam as Cavernas Cintilantes.
22 de Agosto: Gimli e Legolas se despedem de seus amigos e vão para Fangorn.

Quarta Era:



120

Morte de Aragorn. Legolas parte para cruzar o Mar e é dito que Gimli o acompanhou.

Nomes e Títulos:



Gimli:

O significado de Gimli é incerto. Pode ser derivado da palavra gim, que significa ”fogo” no arcaico Nórdico Antigo. (Carta 297).

Na Mitologia Nórdica, Gimlé – ou Gimli – era um salão dourado no reino celeste de Asgard onde justos poderiam residir após a Ragnarok – a batalha no fim do mundo. (Wikipedia:Gimlé)

Amigo-dos-elfos:
Gimli foi chamado de Amigo-dos-elfos por causa de sua grande amizade com Legolas e sua reverência por Galadriel. (Apêndice A do SdA, p. 369)

Portador da Mecha:
Galadriel chamou Gimli de Portador da Mecha na mensagem que ela enviou para ele através de Gandalf, referindo-se à mecha de cabelo que ela dera a ele.

“Para Gimli, filho de Glóin”, disse ela, “envie os cumprimentos de
sua Senhora. Por onde fores, Portador da Mecha, meu pensamento ter
acompanhará. Mas tenha o cuidado de golpear com teu machado a árvore
certa!”

As Duas Torres: “O Cavaleiro branco,” p. 101

Senhor das Cavernas Cintilantes:
Após a Guerra do Anel, Gimli e outros Anões da Montanha Solitária se
estabeleceram nas Cavernas Cintilantes e Gimli adquiriu o título de Senhor das Cavernas Cintilantes.
(Apêndice A do SdA, p. 369)

 
 
Árvore Genealógica: 
 
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Boromir

Boromir, o herdeiro do Regente de Gondor, era um orgulhoso e nobre
homem que lutou bravamente na defesa de Gondor e como membro da
Sociedade. Ele acreditava que o Um Anel poderia ser usado para salvar a
terra que ele amava, e ele foi tentado por seu poder. Aos poucos ele
foi sucumbindo e tentou tomar o Anel de Frodo Bolseiro, causando o
rompimento da Sociedade. Mas no final, Boromir se redimiu, sacrificando
sua vida para defender Merry Brandebuque e Pippin Tûk.
 

Boromir nasceu em 2978. Em 2984, seu pai Denethor tornou-se Regente de
Gondor. Os regentes governaram Gondor por séculos após a linhagem dos
Reis acabar no Sul. Enquanto garoto, aborreceu Boromir o fato de que
seu pai não era e jamais seria Rei.

O irmão mais novo de Boromir, Faramir, nasceu em 2983. Sua mãe,
Finduillas, estava deprimida em Minas Tirith, e ela foi muito afligida
pela crescente Sombra em Mordor, do outro lado do Anduin. Ela morreu
quando Boromir tinha cerca de 10 anos e Faramir possuía apenas 5. Após
sua morte, o pai deles tornou-se amargo e distante.

Boromir era muito protetor de seu irmão mais novo. Havia um forte laço
e um grande amor entre eles. Os irmãos eram muito diferentes em
temperamento: Boromir era interessado principalmente em feitos
corajosos, enquanto Faramir, apesar de também ser hábil em armas, era
de uma natureza mais gentil e se interessava pelos estudos e pelo
conhecimento. Ainda assim, não havia rivalidade entre ambos, apesar do
fato de Denethor claramente preferir Boromir.

À medida que Boromir ficava mais velho, ele ficou mais alto e forte.
Ele tornou-se um Capitão da Torre Branca e eventualmente tornou-se
Capitão-Geral. Ele também ostentava o título de Alto Vigilante da Torre
Branca. Ele era corajoso em batalha, e um líder dos homens.

Em 20 de Junho de 3018, as forças de Sauron atacaram Osgiliath. O
exército era liderado pelo Senhor dos Nazgûl, e até mesmo os mais
destemidos soldados de Gondor não puderam resistir à sua presença
maligna. Enquanto eles recuavam, Boromir era o líder da última
companhia que guarnecia a ponte. Ele e Faramir, junto com outros dois,
conseguiram nadar para um local seguro quando a ponte foi derrubada. A
margem ocidental estava protegida contra o inimigo.

Na noite antes do ataque, Faramir teve um sonho que mais tarde veio à Boromir:

“Nesse sonho, vi o céu do Leste ficar cinza-escuro, e havia um
trovão crescente, mas no oeste uma luz pálida permanecia, e vindo dela
eu escutava uma voz, remota mas clara, gritando:


Procure a Espada que foi quebrada:


Em Imladris ela está;


Mais fortes que de Morgul encantos


Conselhos lhe darão lá.


E lá um sinal vai ser revelado


Do Fim que está por vir,


E a Ruína de Isildur já acorda,


E o Pequeno já vai surgir.”

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 260

Boromir e Faramir foram até o pai deles, que era versado nos
conhecimentos, mas tudo que ele disse a eles foi que Imladris era a
casa do senhor élfico Elrond, no norte. Faramir desejou partir para
Imladris ele mesmo para ver se poderia descobrir alguma coisa que
pudesse ajudar Gondor. Mas Boromir, sabendo que a estrada seria longa e
traidora, tomou a missão para si. Denethor relutantemente concedeu seu
consentimento, e Boromir partiu em 4 de Julho.

A jornada de 400 léguas de Boromir levou 10 dias. Ele passou pelo
Desfiladeiro de Rohan e viajou para o norte através das terras a oeste
das Montanhas Sombrias. Ele enfrentou muitos desafios, uma vez que essa
terra havia caído em decadência e a Estrada Norte-Sul havia
desaparecido. Ele perdeu seu cavalo perto de Tharbad enquanto cruzava o
Rio Cinzento usando um perigoso Vau formado por uma ponte caída. O
resto do caminho ele percorreu a pé.

Em 25 de Outubro, Boromir compareceu ao Conselho de Elrond. Ele havia
acabado de chegar à Valfenda, poucas horas atrás. Quando ele viu Frodo
e Bilbo, ele os contemplou espantado, pois os Pequenos eram conhecidos
em Gondor apenas através de lendas do antigo Reino do Norte, mas estava
claro que estes dois eram indivíduos da raça que fora mencionada em seu
sonho.

Boromir falou da vigilância e dos esforços do Conselho de Gondor para
impedir as forças de Mordor de cruzar o Anduin. Porém, ele disse, ele
não havia vindo procurar auxílio militar, mas conselhos. Quando ele
contou do sonho que o levara a Valfenda, as respostas para seus enigmas
foram reveladas: Aragorn trazia os fragmentos de Narsil – a espada de
Elendil que fora quebrada na luta contra Sauron – e Frodo, o Pequeno,
possuía o Um Anel, que era a Ruína de Isildur.

Quando o Conselho começou a discutir o que deveria ser feito com o
Anel, Boromir sugeriu que ele poderia ser usado para combater Sauron.

“Por que vocês só falam em esconder ou destruir? Por que não
considerar que o Grande Anel chegou às nossas mãos para nos servir
exatamente nesta hora de necessidade? Controlando-o, os Senhor Livres
dos Livres podem certamente derrotar o inimigo. Considero que isso é o
que ele mais teme.


Os homens de Gondor são valorosos, e nunca vão se submeter; mas podem
ser derrotados. O valor precisa, em primeiro lugar, de força, e depois
de uma arma. Deixem que o Anel seja nossa arma, se tem tanto poder como
dizem. Vamos toma-lo e avançar para a vitória!

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 283

Era intenção de Boromir retornar para Minas Tirith. Ele foi nomeado
membro da Sociedade que partiu de Valfenda para o sul em 25 de Dezembro
de 3018. Como era seu costume antes de partir, Boromir soou a Grande
Corneta.

Durante a nevasca em Caradhras, em 11 de Janeiro de 3019, Boromir
ergueu um delirante Frodo para fora da neve. Ele disse que eles
precisavam tentar salvar a si mesmos fazendo uma fogueira usando a
madeira que ele os aconselhara a trazer. Na manhã seguinte ele e
Aragorn usaram seus corpos para abrir um caminho através da neve e
então carregaram os quatro Hobbits descendo a montanha em segurança.

Com a Passagem de Caradhras bloqueada, Boromir acreditou que eles
deveriam continuar com seu plano original e viajar para o sul no lado
oeste das Montanhas Sombrias, e então passar pelo Desfiladeiro de Rohan
ou cruzar o Isen e ir através das terras meridionais da Praia Comprida
e Lebennin. Mas Gandalf disse que esse caminho não era mais seguro e
propôs que eles deveriam passar sob as montanhas através das Minas de
Moria. Boromir se opôs à esse plano e disse que ele apenas concordaria
se toda a Companhia votasse contra ele.

Os uivos dos Wargs mudaram a mente de Boromir. Antes que eles pudessem
alcançar o portão oeste de Moria, a Sociedade foi atacada. Boromir
lutou duramente e cortou a cabeça de uma das criaturas antes que
Gandalf os expulsasse ateando fogo nas árvores ao redor.

Chegando aos Portões de Moria em 13 de Janeiro, Boromir ficou surpreso
e um pouco irado com o fato de Gandalf não saber a senha para abrir as
portas. Enquanto a Sociedade esperava, Boromir atirou uma pedra no lago
e perturbou a água. Ondas apareceram na superfície da água e
aproximaram-se da margem. Quando a Sociedade estava finalmente entrando
nas Portas de Moria, o Observador na água atacou Frodo. A Companhia
escapou para dentro das minas, e o Observador bloqueou as portas atrás
deles.

Em 15 d Janeiro, a Sociedade foi atacada na Câmara de Mazarbul. Boromir
bloqueou a porta oeste e golpeou o braço de um Troll das cavernas,
fendendo sua espada. A porta foi quebrada e os orcs invadiram a sala.
Boromir matou muitos antes de um grande líder Orc o derrubar no chão e
espetar Frodo com um golpe de lança. Aragorn matou o líder Orc e junto
com Boromir combateram os demais, fazendo-os fugir. Boromir puxou a
porta leste da câmara, fechando-a, e a Sociedade escapou descendo as
escadas.

Na Ponte de Khazad-dûm, os orcs retornaram e com eles veio um Balrog.
Boromir soou o grande chifre e os inimigos pararam por um momento, mas
logo continuaram a avançar. Gandalf permaneceu na Ponte e disse aos
demais para correrem, mas Boromir e Aragorn mantiveram-se em suas
posições. Eles permaneceram no final da Ponte, prontos para lutar.
Enquanto gandalf combatia o Balrog, Boromir avançou, gritando
“Gondor!”, mas então o mago quebrou a Ponte e caiu no abismo com seu
inimigo. Boromir protegeu a retaguarda costas enquanto o restante da
Sociedade escapava de Moria.

Aragorn tornou-se o líder da Companhia e ele declarou sua intenção de
levá-los através de Lothlórien. Boromir avisou contra essa decisão,
dizendo que as florestas possuíam uma reputação perigosa em Gondor e
que poucos haviam escapado dali incólumes. Aragorn disse a eles que
apenas o mal e aqueles que traziam o mal consigo possuíam razão para
temer Lothlórien.

Boromir concordou em seguir a liderança de Aragorn, e a Sociedade
prosseguiu adentrando a Floresta Dourada. Em 17 de Janeiro eles foram
levados ante a Senhora Galadriel. Ele segurou os olhares de cada membro
da Companhia, dizendo “sua
Demanda está sobre o fio de uma faca. Desviem só um pouco do caminho, e
nada dará certo, para a ruína de todos. Mas a esperança ainda
permanece, enquanto toda a Comitiva for sincera.”
(SdA, p. 379) Boromir questionou as intenções de Galadriel.

“Talvez tenha sido apenas um teste, e ela pensou em ler nossos
pensamentos para seus próprios propósitos. Mas quase poderia dizer que
ela estava nos tentando, e oferecendo o que ela fingia ter o poder de
nos dar. Não é preciso dizer que me recusei a escutar. Os homens de
Minas Tirith dizem palavras verdadeiras.” – Mas o que ele achava que a
Senhora tinha lhe oferecido, Boromir não disse.

A Sociedade do Anel: “O espelho de Galadriel,” p. 380

Boromir também ficou muito interessado no que aconteceu entre a Senhora e o Portador do Anel, mas Frodo não falaria sobre isso.

Quando chegou a hora da Sociedade deixar Lothlórien, Boromir advertiu
que eles deveriam viajar pela margem oeste e ir primeiramente à Minas
Tirith, mas ele cedeu á Aragorn como seu líder. Aragorn não estava
pronto para tomar uma decisão, pois apesar dele sentir que era chegada
a hora do Herdeiro de Isildur ir para Minas Tirith, ele também sentia
uma obrigação para com o Portador do Anel, e iria agir de acordo com a
decisão de Frodo.

Boromir disse que ele iria sozinho à Minas Tirith caso necessário, mas
ele também estava intensamente interessado no que Frodo faria no final.

“Se você quer apenas destruir o Anel” – disse ele – “então não
haverá muita utilidade na guerra e nas armas, e os homens de Minas
Tirith não poderão ser de grande ajuda. Mas se você deseja destruir a
força armada do Senhor do Escuro, então é tolice avançar pelos domínios
dele sem armas; e tolice jogar fora…” – parou de repente, como se
tivesse percebido que estava pensando em voz alta. – “Seria tolice
jogar fora vidas, quero dizer” – terminou ele. – “É uma escolha entre
defender um lugar forte e caminha abertamente para os braços da morte.
Pelo menos é assim que vejo as coisas.”

A Sociedade do Anel: “Adeus a Lórien,” p. 393

Frodo ficou constrangido e curioso em saber se Boromir estava
questionando a decisão de destruir o Anel, embora ele tivesse aceitado
a decisão do Conselho de Elrond.

A Sociedade deixou Lothlórien na manhã seguinte, dia 16 de Fevereiro.
Boromir recebeu um cinto de ouro de Galadriel como presente de
despedida. Eles então partiram, descendo o Anduin. Boromir compartilhou
um barco com Merry e Pippin. Enquanto eles desciam o rio, Boromir
progressivamente foi se consumindo em pensamentos pelo Anel. Ele
murmurava a si mesmo e mordia suas unhas, e às vezes remava para perto
do barco de Frodo. Seu comportamento fez Merry e Pippin ficarem
constrangidos, e Pippin percebeu um estranho brilho no olhar de Boromir
enquanto este observava Frodo.

Uma confusão surgiu quando os barcos entraram em águas agitadas na
noite de 23 de Fevereiro, e Boromir percebeu que eles estavam próximos
das correntezas de Sarn Gebir. Ele encorajou os outros membros da
Companhia para remar o mais forte que pudessem, mas então eles foram
atacados por Orcs da margem leste. A Sociedade conseguiu chegar à
margem oeste e um vulto sombrio voou sobre suas cabeças. Legolas atirou
no ar e acertou alguma coisa. Era uma besta alada, que servia de
montaria a um dos Nazgûl.

Aragorn queria continuar pelo rio até atingir o Amon Hen. Boromir
protestou fortemente contra esse caminho e encorajou seus companheiros
a deixar o rio e ir para sudoeste até o Entágua e atravessa-lo em
direção à Gondor. E ele mostrou-se irredutível, até ele perceber que
Frodo pretendia seguir Aragorn.

“Não é costume dos homens de Minas Tirith abandonar seus amigos
necessitados” – disse ele. – “E vocês vão precisar de minha força, se
chegarem à Rocha do Espigão. Irei até a alta ilha, mas não além daquele
ponto. Ali rumarei para meu lar; sozinho, se minha ajuda não angariar a
recompensa de algum companheirismo.”

A Sociedade do Anel: “O Grande Rio,” p. 415

Boromir ajudou Aragorn a carregar os barcos para fora das Corredeiras e
a Sociedade desceu o Anduin até Parth Galen, na margem oeste do Nen
Hithoel. Em 26 de Fevereiro, chegou a hora da Sociedade decidir seu
caminho. Frodo foi sozinho até o Amon Hen para tomar sua decisão, mas
Boromir o seguiu.

Primeiramente, Boromir tentou persuadir Frodo a trazer o Anel para
Minas Tirith. A confiança de Boromir estava no mundo dos homens e no
poderio militar. Ele disse a Frodo que ele desconfiava dos conselhos de
Elrond e Gandalf e que ele acreditava que o Anel poderia ser usado como
uma arma para derrotar Sauron.

“Homens de coração sincero, estes não serão corrompidos. Nós, de
Minas Tirith, temos permanecido firmes através de longos anos de
provações. Não desejamos o poder dos senhores dos magos, só a força
para nos defendermos, a força numa causa justa. E veja! Em nossa
necessidade, o acaso traz à luz o Anel de Poder. É uma dádiva, eu digo;
uma dádiva aos inimigos de Mordor. É loucura não fazer uso dela, não
usar o poder do inimigo contra ele mesmo. Os corajosos, os destemidos,
só estes conseguirão a vitória. O que não poderia fazer um guerreiro
nesta hora, um grande líder? O que Aragorn não poderia fazer? Ou, se
ele se recusar, por que não Boromir? O Anel poderia me dar o poder de
Comando. Como eu poderia rechaçar os exércitos de Mordor, e todos os
homens seguiriam minha bandeira!”

A Sociedade do Anel: “O rompimento da Sociedade,” p. 424

Enquanto Boromir falava, a sedução do Anel aumentava fortemente nele.
Ele viu a si mesmo como um poderoso rei que poderia derrotar Sauron e
liderar Gondor para a vitória e para a glória. Quando Frodo recusou-se
a acompanhá-lo para Minas Tirith, Boromir ficou enfurecido e tentou
tomar o Anel de Frodo à força. Frodo colocou o Anel e desapareceu, e
Boromir foi devastado com a percepção do que ele havia feito. Ele
chorou e chamou por Frodo para retornar, mas era tarde demais.

Quando Boromir retornou à Companhia, ele disse apenas que ele havia
discutido com Frodo e que o Hobbit desaparecera. Merry e Pippin saíram
correndo procurando por seu amigo, e Aragorn disse à Boromir para
segui-los e protegê-los. Boromir agiu conforme lhe foi pedido.

Quando ele encontrou os Hobbits, eles estava cercados por dúzias de
Orcs. Boromir matou muitos deles e o resto fugiu. Ele começou a levar
os Hobbits de volta para o acampamento, mas eles foram atacados por
pelo menos 100 orcs. Boromir soou o grande chifre e lutou bravamente
para evitar que os Orcs pegassem Merry e Pippin. Ele foi perfurado por
muitas flechas e por fim caiu, e os Hobbits foram feitos prisioneiros.

Boromir ainda estava vivo quando Aragorn o encontrou. Pelo menos vinte
Orcs estavam mortos ao redor dele. Boromir ainda segurava sua espada,
apesar da lâmina ter se quebrado no punho, e o grande chifre estava
partido em dois. Antes de morrer, Boromir disse à Aragorn que ele havia
tentado tomar o Anel de Frodo.

“Adeus, Aragorn! Vá para Minas Tirith e salve meu povo! Eu falhei.”

“Não!” – disse Aragorn, pegando-lhe a mão e beijando sua fronte. –
“Você venceu. Poucos conseguiram tal vitória. Fique em paz! Minas
Tirith não sucumbirá!”

As Duas Torres: “A partida de Boromir,” p. 6

O corpo de Boromir foi colocado em um dos barcos. Seu chifre partido e
sua espada quebrada foram colocados sobre seu colo e as armas de seus
inimigos foram colocadas em seus pés. O barco funeral foi colocado no
Anduin, e o rio carregou Boromir para a Cachoeira de Rauros.

Três noites mais tarde, Faramir estava sentado na margem do Anduin, em
Osgiliath, quando ele viu um barco passar pelo rio. Faramir ouvira o
grande chifre soando à distância quando Boromir estava em necessidade,
e agora ele vira o corpo de seu irmão deitado no barco, mas o grande
chifre não estava lá. As duas metades do chifre foram mais tarde
levadas até terra firme, e retornaram para Denethor. É dito que o barco
carregando o corpo de Boromir desceu o Anduin chegando até o Mar.

Fontes Adicionais:



SdA, Apêndice A:
“Gondor e os Herdeiros de Anárion” e “Os
regentes” incluem detalhes detalhes sobra a vida inicial de Boromir e
seus relacionamentos com Denethor e Faramir.
Contos Inacabados: “A história de Galadriel e Celeborn, Apêndice
D: O Porto de Lond Daer” dá mais detalhes sobre o caminho de Boromir
até ele chegar à Valfenda, incluindo o vau em Tharbad, onde ele perdeu
seu cavalo.

Datas Importantes:



2978

Nascimento de Boromir.

2983
Nascimento do irmão de Boromir, Faramir.

2984
O pai de Boromir, Denethor, torna-se Regente de Gondor.

2988
Morte de Finduilas, mãe de Boromir.

3018

20 de Junho:
Sauron ataca Osgiliath. Boromir defende a
ponte até ela ser destruída, e então nada, salvando-se junto com
Faramir e outros dois.

4 de Julho: Boromir parte de Minas Tirith em direção a Valfenda.

24 de Outubro: Boromir chega à Valfenda durante a noite.
25 de Outubro: Boromir comparece ao Conselho de Elrond.

18 de Dezembro: Boromir é escolhido como membro da Sociedade.
25 de Dezembro: A Sociedade parte de Valfenda.

3019

11 de Janeiro:
Boromir ajuda Frodo durante a nevasca em Caradhras e sugere acender uma fogueira.
12 de Janeiro: Boromir e Aragorn abrem caminho no meio da neve e carregam os Hobbits para segurança.
13 de Janeiro: Boromir ajuda a combater os Wargs. Nos Portões de
Moria, ele joga uma pedra no lago da entrada onde o Observador na água
reside.
15 de Janeiro: A Sociedade é atacada em Moria. Boromir combate
os Orcs e tenta ir ao auxílio de Gandalf contra o Balrog, mas Gandalf
cai no abismo com seu inimigo. Boromir opõe-se a passar através de
Lothlórien, mas concorda em seguir Aragorn.
17 de Janeiro: A Sociedade é levada ante Galadriel. A Senhora prende o olhar deles e Boromir sente que está sendo testado.

15 de Fevereiro: A Sociedade discute seus planos. Boromir diz que irá à Minas Tirith sozinho, caso necessário.
16 de Fevereiro: A Sociedade deixa Lórien. Boromir recebe um
cinto de ouro de Galadriel. No rio, ele progressivamente consome-se em
pensamentos pelo Anel.
23 de Fevereiro: Boromir percebe que a Companhia entrou nas corredeiras de Sarn Gebir, e a Sociedade é atacada por Orcs.
24 de Fevereiro: Boromir encoraja a Companhia a ir para Gondor, mas eles seguem o conselho de Aragorn e continuam descendo o Anduin.
26 de Fevereiro: Boromir tenta tomar o Anel de Frodo, que
escapa. Boromir então tenta defender Merry e Pippin do ataque dos
Uruk-hai, mas é morto. Seu morto é colocado em um bote para descer o
Anduin.
29 de Fevereiro: Faramir vê o barco funeral de Boromir.

Nomes e Títulos:



Boromir:

A palavra bor significa “resistir” e boron significa “leal, homem confiável, vassalo fiel”
A palavra mir significa “jóia, coisa preciosa, tesouro”. (HoME, vol. V, “The Etymologies”)

Capitão da Torre Branca:
Essa é a graduação militar de Boromir. (Apêndice A, p. 344)

Capitão-geral:
Boromir era o comandante militar geral das forças de Gondor.

“Saibam, pequenos forasteiros, que Boromir era um Alto Vigilante da
Torre Branca, e nosso Capitão-geral: sentimos muito a falta dele.”

As Duas Torres: “De ervas e coelho cozido,” p. 271

Alto Vigilante da Torre Branca
Esse era outro título de Boromir. (Veja acima)

Príncipe da Cidade:
Como membro da linhagem dos Regentes que governaram no lugar dos reis em Minas Tirith, Boromir era chamado Príncipe da Cidade.

“… Aragorn, filho de Arathorn, que eu mencionei, o líder da nossa Comitiva de Moria até Rauros.”

“Por que ele, e não Boromir, príncipe da Cidade que os filhos de Elendil fundaram?”

As Duas Torres: “A janela sobre o oeste,” p. 277-8

Boromir o Alto, Boromir o belo, Boromir o Ousado:
Esses são nomes dados à Boromir na canção de Legolas e Aragorn enquanto eles colocavam o barco com seu corpo no Anduin. (AdT, p. 9-10)

 
 
Árvore Genealógica:
 
boromir

Aragorn

Aragorn era conhecido como Passolargo, um Guardião que vivia nos Ermos
protegendo as pessoas da Terra-Média. Mas ele era descendente da antiga
linhagem dos Reis, e quando ele se uniu à missão do Portador do Anel,
era chegado o momento dele completar seu destino. Enquanto Frodo
Bolseiro lutava para chegar à Montanha da Perdição, Aragorn combateu os
servos do Inimigo e revelou-se para Sauron como herdeiro de Isildur.
Após a derrota de Sauron os reinos de Gondor e Arnor foram reunidos sob
o reinado de Aragorn e a paz e a prosperidade retornaram à Terra-Média.
 

Aragorn era um descendente direto de Isildur, filho de Elendil. Os
herdeiros de Isildur eram os Reis de Arnor até que esse reino foi
dividido em três no ano de 861 da Terceira Era. A linha então foi
continuada primeiramente pelos Reis de Arthedain e então, quando esse
reino foi dizimado pela guerra e pela peste, pelos Líderes dos
Dúnedain.

Aragorn nasceu em 1º de Março de 2931, e apenas dois anos depois ele
tornou-se o décimo sexto Líder dos Dúnedain, quando seu pai Arathorn II
foi morto por Orcs. Então a mãe de Aragorn, Gilraen, levou-o para viver
em Valfenda, o lar de Elrond. Elrond aceitou a criança como seu filho
adotivo e deu-lhe o nome de Estel, significando “Esperança”. Para
Aragorn não foi dito seu verdadeiro nome e sua herança até 2951, quando
ele possuía vinte anos e Elrond percebeu que ele já era um adulto.
Elrond deu então à Aragorn duas das relíquias da Casa de Isildur: o
Anel de Barahir e os fragmentos de Narsil.

No dia seguinte, pela primeira vez Aragorn encontrou-se com Arwen que
retornava à Valfenda vinda de Lothlórien para visitar seu pai Elrond.
Quando Aragorn viu Arwen ele lhe chamou Tinúviel, pois sua beleza
lembrava a de Lúthien Tinúviel, uma elfa que abriu mão de sua
imortalidade pelo amor a Beren, um homem mortal. Aragorn apaixonou-se
por Arwen, mas Elrond disse que se ela escolhesse ficar com Aragorn ela
deveria abdicar de sua imortalidade como Lúthien havia feito, e que sua
idade e experiência, além de sua linhagem, a colocava muito distante de
Aragorn. Ele disse a Aragorn que muitos anos de provação estavam à sua
frente.

“Aragorn, filho de Arathorn, Senhor dos Dúnedain ouça-me! Um grand
destino o aguarda: elevar-se acima de todos os seus antepassados desde
os dias de Elendil, ou então cair na escuridão com tudo o que resta de
sua estirpe”

Apêndice A: “Parte da História de Arwen e Aragorn,” p. 346

Aragorn deixou Valfenda e viajou por toda Terra Média, adquirindo
conhecimento e experiência e encarando muitos perigos. Ele viajou para
o oeste distante ao Rhûn e ao sul para o Harad, e foi uma vez à Moria
através do Portão de Dimrill, e até mesmo explorou as cercanias de
Mordor em suas tentativas de descobrir sobre os planos de Sauron. Em
2956 ele conheceu Gandalf o Cinzento e eles tornaram-se amigos e
aliados, e por vezes viajaram juntos.

Aragorn cavalgou com os Rohirrim à serviço do Rei Thengel de Rohan e
ele tornou-se um Capitão de Ecthelion II, Regente de Gondor. Aragorn
manteve sua identidade escondida e era chamado de Thorongil – Águia da
Estrela – devido à sua rapidez e a visão penetrante, e à estrela
prateada que ele usava. Ele preveniu Ecthelion para não confiar no Mago
Saruman e ele conduziu uma esquadra ao sul para derrotar os Corsários
de Umbar. Ecthelion preferia seu misterioso capitão até mesmo acima de
seu filho Denethor, mas um dia Aragorn deixou Gondor tão repentinamente
quanto apareceu.

Em 2980 Aragorn estava a caminho de volta para Valfenda para um muito
merecido descanso, quando ele passou por Lothlórien e encontrou Arwen
lá. Eles passaram uma estação juntos na Floresta Dourada, e no
Solstício de Verão eles noivaram em Cerin Amroth. Mas no retorno de
Aragorn para Valfenda, Elrond disse-lhe que Arwen não se casaria com
ninguém que não fosse o Rei de Gondor e Arnor. Aragorn saiu novamente
para os Ermos.

Quando Aragorn visitou a casa de sua mãe em Eriador, ela disse-lhe que
ela não poderia enfrentar a Sombra que se aproximava, e que ela em
breve morreria.

Aragorn tentou consolá-la, dizendo: “Apesar disso, ainda pode haver
uma luz além da escuridão; se for assim, eu gostaria que a senhora a
visse e se alegrasse”


Mas ela respondeu apenas com esse linnod: “Onen i-Estel Edain, ú-chebin
estel anim” (Dei Esperanã aos dúnedain, não guardei nenhuma esperança
para mim”. .

Apêndice A: “Parte da História de Arwen e Aragorn,” p. 349

Gilraen morreu antes da primavera seguinte em 3007.

Após Bilbo Bolseiro passar seu anel mágico para Frodo em 3001, Gandalf
compartilhou com Aragorn seu receio de que o Um Anel havia sido
encontrado. O Dúnedain aumentou sua vigia no Condado e Aragorn advertiu
Gandalf de que eles deveriam procurar por Gollum. Durante anos Aragorn
caçou Gollum através das Terras Ermas, na Floresta das Trevas e nos
vales do Anduin, e desceu ao Portão Negro e ao Vale de Morgul nos
limites de Mordor. Por fim, Aragorn encontrou o rastro de Gollum saindo
de Mordor e percorrendo as margens dos Pântanos Mortos. Ele capturou
Gollum e o trouxe à Floresta das Trevas, onde a criatura foi
aprisionada até que escapasse em Junho de 3018.

Em 1º de Maio de 3018 Aragorn encontrou Gandalf no Vau Sarn no
Brandevin, ao sul do Condado. Ele soube com o Mago que Frodo iria
deixar o Condado com o Anel no final de Setembro. Acreditando que Frodo
estaria a salvo com Gandalf, Aragorn partiu numa jornada e não retornou
por vários meses. Então Aragorn soube com Gildor que Gandalf
desaparecera e que os Espectros do Anel estavam nas cercanias e que
Frodo estava viajando acompanhado por seus amigos Hobbits.

Aragorn procurou por Frodo e no anoitecer de 30 de Setembro, ele ouviu
os Hobbits se separando de Tom Bombadil na Grande Estrada do Leste
próximo a Bri. Aragorn foi ao Pônei Saltitante, mas foi impedido de ver
Frodo pelo dono da hospedaria, Cevado Carrapicho. Aragorn aproximou-se
de Frodo primeiramente no Salão Principal e então, após Frodo usar
acidentalmente o Anel, ele seguiu os Hobbits até seu salão.

Aragorn advertiu Frodo de que os Espectros do Anel o haviam seguido até
Bri e ofereceu-se como guia e protetor. Então Carrapicho entregou uma
carta esquecida de Gandalf, que incluía um verso sobre Aragorn que
Frodo mais tarde descobriu ter sido escrito por Bilbo:

Nem tudo que é ouro fulgura,

Nem todo o vagante é vadio;


O velho que é forte perdura,


Raiz funda não sofre o frio.


Das cinzas um fogo há de vir,


Das sombras a luz vai jorrar;


A espada há de, nova, luzir,


O sem-coroa há de reinar.

A Sociedade do Anel: “Passolargo,” p. 180

Aragorn então revelou Narsil, a espada que fora quebrada, e então
disse: “Sou Aragorn, filho de Arathorn, e sem em nome da vida ou da
morte puder salvá-los, assim o farei”. (SdA, p. 182) Frodo aceitou a promessa de Aragorn.

Aragorn preveniu os Hobbits de que não voltassem aos seus quartos, e
ele permaneceu acordado protegendo-os. A estalagem foi atacada durante
a noite, mas os Hobbits permaneceram ocultos. Aragorn os tirou de Bri
no dia seguinte e tentou despistar os Espectros do Anel levando-os pela
Floresta Chet e pelo Pântano dos Mosquitos.

Apesar dos cuidados de Aragorn, cinco Espectros do Anel os encontraram
no Topo do Vento e atacaram seu acampamento. Frodo foi compelido a
colocar o Anel, mas ele conseguiu resistir ao Rei-bruxo atacando o
manto do Espectro do Anel e invocando o nome de Elbereth. Frodo foi
apunhalado pelo Rei-bruxo e Aragorn atacou os Espectros com lenhas
flamejantes. Os Espectros bateram em retirada, e Aragorn cuidou dos
ferimentos de Frodo da melhor maneira que pôde e liderou os Hobbits o
mais rápido possível. Ele encontrou um sinal deixado por Glorfindel na
Última Ponte, e com a ajuda do Lorde Élfico eles chegaram a salvo em
Valfenda.

Em Valfenda, Aragorn encontrou-se com Arwen. O Conselho de Elrond
realizou-se em 25 de Outubro. Nele, Boromir, filho de Denethor, o
Regente de Gondor, contou de seu sonho no qual ele ouvia uma voz
dizendo: “Procure pela Espada que foi quebrada: em Imladris ela está…” (SdA,
p. 260) Aragorn revelou os fragmentos de Narsil e Elrond disse ao
Conselho que ele era o herdeiro de Isildur. Aragorn acreditou que o
sonho de Boromir era uma intimação e que era chegado o tempo dele ir à
Gondor como herdeiro de Elendil e então ele declarou sua intenção de ir
à Minas Tirith.

Narsil foi reforjada pelos ferreiros élficos e Aragorn a nomeou
Andúril, a Chama do Oeste. Aragorn uniu-se à Companhia do Anel e, em 25
de dezembro de 3018, eles partiram de Valfenda e direção ao Sul.

Aragorn e Boromir ajudaram a Sociedade a escapar da nevasca no Passo do
Chifre Vermelho abrindo um caminho através da neve e carregando os
Hobbits. Quando Gandalf sugeriu um caminho alternativo através de
Moria, Aragorn advertiu contra essa opção, mas por fim concordou,
dizendo:

Você seguiu minha liderança na neve, que quase acabou em desastre, e
não teve uma palavra para me reprovar. Seguirei agora a sua liderança –
se este último aviso não o demover. Não é no Anel, nem em nós aqui que
estou pensando agora, mas em você, Gandalf. E digo a você: se passar
pelas portas de Moria, tome cuidado!

A Sociedade do Anel: “Uma jornada no escuro,” p. 315

A Sociedade entrou nas Minas e em 15 de Janeiro de 3019 eles foram
atacados por Orcs na Câmara de Mazarbul. Aragorn matou muitos, e ele
carregou o ferido Frodo da câmara quando eles fugiram para a Ponte de
Khazad-dûm. Lá Gandalf confrontou o Balrog e disse aos outros para
fugirem, mas Aragorn e Boromir permaneceram onde estavam e iriam ajudar
Gandalf, mas ele quebrou a ponte com seu cajado e foi arrastado para o
abismo pelo Balrog.

Aragorn conduziu a enlutada companhia para fora de Moria e os levou
para Lothlórien, onde ele era conhecido de Galadriel, a Senhora da
Floresta Dourada. Em sua despedida, Galadriel deu à Aragorn uma pedra
verde incrustada em um broche de prata em forma de águia que havia sido
deixado para ele por Arwen. Era Elessar, a Pedra Élfica, e esse era o
nome pelo qual Aragorn seria conhecido como Rei.

A Sociedade deixou Lothlórien em 16 de Fevereiro, e Aragorn os guiou na
descida do Anduin em barcos. Quando eles passaram os Argonath, seu
comportamento tornou-se mais real.

Frodo se voltou e viu Passolargo, que ao mesmo tempo não era
Passolargo, pois o guardião marcado pelo tempo não estava mais lá. Na
popa estava Aragorn, filho de Arathorn, imponente e ereto, guiando o
barco com movimentos habilidosos; seu capuz jogado para trás, e os
cabelos negros esvoaçando no vento, uma luz em seus olhos: um rei
retornando do exílio à sua própria terra.


Não tema! – disse ele – Por muito tempo quis contemplar as figuras de
Isildur e Anárion, meus antepassados. Sob suas sombras Elessar, a Pedra
Élfica, filho de Arathorn da Casa de Valandil, Filho de Isildur,
herdeiro de Elendil, nada tem a temer!

A Sociedade do Anel: “O Grande Rio,” p. 419

A Sociedade acampou no Parth Galen na margem ocidental do Anduin. Em 26
de Fevereiro, Frodo escalou as inclinações do Amon Hen para decidir
qual caminho ele deveria tomar. Aragorn permaneceu com os demais.
Apesar dele acreditar que era seu dever ir à Minas Tirith, ele sentiu
que, com a partida de Gandalf, ele não poderia abandonar o Portador do
Anel e pretendia ir com Frodo se ele escolhesse continuar em direção à
Mordor.

Mas então Boromir retornou ao local do acampamento e disse à eles que
ele discutira com Frodo e que Frodo colocou o Anel e desapareceu.
Aragorn tentou organizar uma busca, mas os outros membros da Sociedade
saíram correndo ao acaso procurando por Frodo. Aragorn escalou o Amon
Hen, mas ele ouviu Boromir soar sua corneta e saiu ao seu auxílio.

Aragorn encontrou Boromir morrendo ferido por muitas flechas. Antes de
morrer, Boromir disse à Aragorn que ele tentara tomar o Anel de Frodo e
que um bando de Orcs havia capturado os pequenos. Aragorn usou suas
perícias como de Guardião para determinar que Merry e Pippin haviam
sido levados pelos Orcs em direção ao oeste, enquanto Frodo e Sam
haviam cruzado para a margem leste do Anduin.

Aragorn decidiu que ele não poderia abandonar Merry e Pippin ao
tormento e à morte, e que o destino do Portador do Anel não estava mais
em suas mãos. Junto de Legolas e Gimli, ele saiu em perseguição aos
orcs. Os Três Caçadores percorreram 45 léguas em menos de quatro dias.
Em Rohan, em 30 de Fevereiro, eles encontraram Éomer, o Terceiro
Marechal da Terra dos Cavaleiros, e seus companheiros. Quando Éomer o
desafiou, ele disse:

Sou Arathorn, filho de Arathorn, e sou chamado de Elessar, a Pedra
Élfica, Dúnadan, o herdeiro de Isildur, filho de Elendil, de Gondor.
Vai me ajudar ou me impedir? Decida logo!

As Duas Torres: “Os Cavaleiros de Rohan,” p. 26

Com Éomer eles souberam que os Rohirrim haviam matado os Orcs a que não
tinham visto nenhum sinal dos Hobbits. Éomer lhes deu cavalos, e com
Aragorn montado em Hasufel, e Legolas e Gimli em Arod, eles cavalgaram
até os limites da Floresta de Fangorn.

Lá eles encontraram uma pilha de corpos queimando deixada pelos
Rohirrim. Durante a noite, a figura de um homem velho apareceu através
da fogueira e então desapareceu juntamente com seus cavalos. Pela
manhã, Aragorn encontrou sinais que lhe deram esperanças de que Merry e
Pippin ainda estavam vivos. Mas quando eles seguiram as pistas até a
floresta, eles acabaram, ao invés disso, encontrando Gandalf, que havia
retornado de seu encontro com o Balrog como Gandalf o Branco. Gandalf
lhes disse que Merry e Pippin estavam a salvo e que os Três Caçadores
agora deviam acompanhá-lo até os salões do Rei Théoden, de Rohan.

Eles chegaram em Meduseld em 2 de Março. Gandalf libertou Théoden da
influência do lacaio de Saruman, Gríma, e Théoden declarou sua intenção
de cavalgar em guerra contra Saruman. Aragorn cavalgou com os Rohirrim,
dizendo a Éomer que eles iriam em breve desembainhar suas espadas
juntos como ele prometera.

No dia seguintes eles encontraram um mensageiro que lhes informou que
as forças de Isengard já estavam se movimentando. Ao aviso de Gandalf,
o Rei Théoden liderou seus homens até as fortificações do Abismo de
Helm. Lá os Rohirrim seriam sitiados em breve. Durante a Batalha do
Abismo de Helm , Aragorn e Éomer lutaram lado a lado durante a noite.
Apesar das coisas parecerem sem esperança, Aragorn disse “A aurora é sempre a esperança dos homens”. (AdT,
p. 138) Ele saiu para a muralha para olhar a aurora e deu aos exército
de Saruman a chance de se renderem, mas como os homens estavam
intimidados por sua presença, os orcs riram.

Enquanto o sol nascia, Aragorn cavalgou para fora do Portão de Helm com
o Rei Théoden. Eles descobriram que durante a noite uma estranha
floresta de Huorns havia se instalado na Garganta do Abismo. Então
Gandalf chegou com Erkenbrand e mil homens, e o Orcs de Saruman viraram
e fugiram para a mata e nunca se ouviu deles novamente.

Aragorn, Legolas e Gimli se reuniram com Merry e Pippin em Isengard, em
5 de Março. Após a negociação de Gandalf com Saruman, Gríma atirou o
palantír de Orthanc. Pippin olhou na pedra de Orthanc durante a noite e
foi confrontado por Sauron. Aragorn reivindicou a posse do palantír
como o mestre legal da mesma, pois ele sentiu que a hora dele
revelar-se a Sauron estava se aproximando.

Pippin partiu com Gandalf para Minas Tirith. Aragorn e os demais
voltaram para o Abismo de Helm, e foram alcançados por uma companhia
dos Dúnedain liderados por Halbarad e acompanhados pelos filhos de
Elrond, Elladan e Elrohir. Eles trouxeram o cavalo de Aragorn, Roheryn,
e entregaram um estandarte feito por Arwen. Elrohir entregou a Aragorn
uma mensagem de Elrond: “Os dias agora são curtos. Se estás com pressa, lembra-te das Sendas dos Mortos”. (RdR, p. 35)

Mais tarde, em uma sala no Forte da Trombeta, Aragorn olhou no
palantír. Ele esperava atrair a atenção de Sauron para fora de Mordor
enquanto Frodo e Sam se aproximavam. Aragorn não falou, mas ele mostrou
à Sauron que a espada de Elendil havia sido reforjada e que o herdeiro
de Elendil a empunhava. Então ele estava apto a controlar a pedra
conforme sua vontade e com ela ele viu que os Corsários no Sul
apresentavam grande perigo para Gondor.

Naquela manhã, Aragorn disse ao rei Théoden que ele precisava ir para o
Sul o mais rápido possível e que ele tomaria as Sendas dos Mortos sob
as Montanhas Brancas. Legolas e Gimli escolheram acompanha-lo, assim
como os Dúnedain e os filhos de Elrond. Juntos eles formaram a
Companhia Cinzenta. Eles cavalgaram para o Templo da Colina, onde
Aragorn despediu-se de Eowyn, sobrinha do Rei Théoden. Ela implorou à
ele para que não tomasse as Sendas dos Mortos, e então pediu permissão
para acompanha-los, mas ele disse à ela que seu dever era permanecer
com seu povo. Ele estava profundamente triste pelo sofrimento dela e
pelo aparente amor dela por ele, que ele não poderia retribuir.

A Companhia Cinzenta entrou nas Sendas dos Mortos na manhã de 8 de
Março. Os Mortos os seguiram através dos caminhos sob as montanhas.
Eles eram os Perjuros, que haviam jurado lealdade à Isildur mas
quebraram sua promessa recusando-se a lutar contra Sauron. Eles não
poderiam descansar até que o herdeiro de Isildur os conclamasse para
completarem seu juramento. Esse tempo chegou à meia-noite na Pedra de
Erech quando Aragorn conclamou os Mortos para acompanhá-lo ao Sul em
direção à Pelargir.

Conforme eles passavam pelas terras ao sul, os homens fugiam ante eles.
Em 13 de Março, eles alcançaram Pelargir onde eles encontraram a frota
dos Corsários, cerca de 50 barcos poderosos. Aragorn liderou os Mortos,
e eles invadiram os barcos, e os Corsários pularam dos barcos em
terror. Quando a frota foi tomada, Aragorn libertou os Mortos, e disse
a eles que poderiam finalmente descansar. Ele também libertou os
escravos que eram forçados a remar os barcos dos Corsários, mas muitos
permaneceram de boa vontade, agora que os barcos estavam sob o comando
de Aragorn. Os homens do Sul se uniram a ele, e ele enviou um exército
de 4.000 homens liderados por Angbor de Lamedon marchando para o norte,
rumo a Minas Tirith.

Aragorn navegou com a frota subindo o Anduin para o norte e alcançou
Minas Tirith em 15 de Março, enquanto a Batalha dos Campos do Pellenor
se desenrolava. De início eles foram confundidos com os Corsários, mas
então Aragorn desfraldou o estandarte de Arwen e revelou o emblema da
Árvore Branca de Gondor e as Sete Estrelas e a Coroa de Elendil.
Aragorn encontrou-se com Éomer no campo de batalha e eles lutaram
juntos até que seus inimigos estivessem derrotados.

Aragorn não quis entrar em Minas Tirith sem a permissão do Regente de
Gondor ou exigir o direito à realeza antes que Sauron estivesse
derrotado. Mas quando Gandalf o chamou às Casas de Cura onde Merry,
Éowyn e Faramir se encontravam doentes, Aragorn concordou em entrar
como o Líder dos Dúnedain de Arnor e ele deu ao Príncipe Imrahil de Dol
Amroth o comando da cidade.

Nas Casas de Cura, Aragorn pediu athelas, que de acordo com o
conhecimento, poderia reviver aqueles afligidos pelo Hálito Negro
quando fosse administrada pelas mãos do Rei. Algumas folhas foram
encontradas e Aragorn as usou para restaurar os três pacientes.
Faramir, agora o Regente de Gondor, reconheceu Aragorn apesar deles
nunca terem se encontrado, e disse “O Senhor me chamou. Estou aqui. Qual é a ordem do rei?” (RdR, p. 133)

Aragorn trabalhou durante a noite ajudando outros que haviam sido
feridos ou tocados pelo Hálito Negro, e espalhou-se o comentário de que
o Rei havia retornado, mas ele ainda não tinha se declarado, e acampou
do lado de fora das muralhas da cidade. Em 16 de Março, ele chamou
Éomer e Imrahil ao seu acampamento para decidir qual seria o próximo
movimento deles. Gandalf aconselhou que apesar deles não poderem
derrotar Sauron pela força, eles deveriam se mover contra ele a fim de
dar ao Portador do Anel tempo para completar sua missão. Aragorn
concordou, e os outros prometeram segui-lo.

Aragorn liderou o Exército do Oeste de Minas Tirith em 18 de Março.
Eles eram apenas 7.000. Quando o exército alcançou a desolação do
Morannon, alguns dos homens jovens e inexperientes ficaram
desencorajados e apavorados. Aragorn sentiu pena deles e enviou aqueles
que não conseguiam prosseguir para proteger a passagem de Cair Andros.

No Portão Negro, em 25 de Março, a Boca de Sauron surgiu e desafiou os
Exércitos do Oeste, e embora Aragorn não tenha dito nada em resposta, a
Boca de Sauron cedeu ante seu olhar. O emissário de Sauron trouxe a
camisa de mithril de Frodo e outros objetos, e exigiu que os exércitos
se retirassem imediatamente ou Frodo iria ser torturado. Gandalf
recusou os termos, e a Batalha do Morannon começou. Aragorn comandou
suas forças em duas colinas, e o Exército do Oeste combateu as forças
de Mordor até que o Anel foi destruído e o domínio de Sauron caiu.

Quando Frodo e Sam foram resgatados da destruição de Mordor, Aragorn
cuidou ele mesmo dos ferimentos deles. Nas celebrações no Campo de
Cormallen, Aragorn ajoelhou-se ante os Hobbits e então os trouxe para
sentar em um trono e conclamou o povo reunido em honras e aclamações.

No nascer do sol de 1º de Maio, Aragorn aproximou-se de Minas Tirith e
parou fora dos portões da cidade. Lá ele encontrou-se com Faramir,
Regente de Gondor, que anunciou ao povo da cidade:

“Homens de Gondor, ouçam agora o Regente deste Reino! Vejam!
Finalmente chegou alguém para reivindicar o trono. Aqui está Aragorn,
filho de Arathorn, chefe dos dúnedain de Arnor, Capitão do Exército do
Oeste, portador da Estrela do Norte, possuidor da Espada Reforjada,
vitorioso em batalha, cujas mãos trazem a cura, o Pedra Élfica, Elessar
da linhagem de Valandil, filho de Isildur, filho de Elendil de Númenor.
Deve ele ser rei e entrar na Cidade para ali morar?”


E todo o exército e todo o povo gritaram “sim” a uma só voz.

O Retorno do Rei: “O regente e o Rei,” p. 246

Faramir trouxe a antiga Coroa de Gondor, e a Aragorn a tomou dizendo as palavras que Elendil disse quando chegou à Terra-Média: “Et
Eärello Endorenna utúlien. Sinome maruvan ar Hildinyar tenn’
Ambar-metta!” – Do Grande Mar vim para a Terra-Média. Neste lugar vou
morar, e também meus herdeiros, até o fim do mundo.
(RdR, p.
247) Aragorn pediu à Frodo para que trouxesse a Coroa para ele e que
Gandalf a colocasse em sua cabeça, e então ele entrou na cidade como
Rei.

Arwen e seu pai Elrond chegaram em Minas Tirith no dia anterior ao
Solstício de Verão. De Elrond, Aragorn recebeu o Cetro de Annúminas. O
casamento de Aragorn e Arwen deu-se no dia do Solstício de Verão.

Aragorn viajou para Rohan, para o funeral do Rei Théoden, e então
acompanhou os outros membros da Sociedade até Isengard. Em 22 de
Agosto, Aragorn se despediu de seus companheiros e eles partiram em
direções separadas.

O Rei Elessar enviou seus mensageiros por todas as terras e expulsou os
indivíduos malignos que haviam permanecido, e trouxe paz aos povos da
Terra-Média. Os Reinos de Gondor e Arnor foram reunidos outra vez, e a
capital do norte, Annúminas, foi reconstruída. O Rei Elessar deu a
Floresta de Drúadan ao povo de Ghân-buri-ghân, e proibiu os homens de
entrar nela. As regiões de Vale e da Montanha Solitária estariam sob
proteção da Coroa.. O Rei fez de Faramir o Príncipe de Ithilien e ele
reestabeleceu o Grande Conselho de Gondor com faramir, o Príncipe
Imrahil, e outros Senhores dos feudos e Capitães das Forças.

O Rei Elessar não se esqueceu do Condado e seu povo. No ano 6 da Quarta
Era, o Rei fez do Condado uma terra livre sob proteção do Cetro do
Norte e emitiu um decreto de que os homens não poderiam ir lá. O Thain,
o Mestre da Terra dos Buques e o Prefeito de Grã-Cava foram feitos
Conselheiros do Reino do Norte no ano 13. O rei e a rainha foram ao
norte para lá residir por um tempo no ano 15, e eles encontraram Sam,
Merry e Pippin na Ponte do Brandevin. Sam e sua família foram ao sul,
para Gondor, para viver lá por um ano, no ano 21. Merry e Pippin
deixaram o Condado e foram viver em Gondor no ano 64, permanecendo lá
até suas mortes.

No ano 120 da Quarta era, o Rei Elessar soube que seus dias estavam no
fim e foi à Casa dos Reis na Rua Silenciosa. Ele disse adeus ao seu
filho Eldarion e à suas filhas, e deu à Eldarion sua Coroa e o Cetro.
Arwen permaneceu ao lado de Aragorn até que ele morresse.

Então revelou-se nele uma grande beleza, tanto que todos os que
vieram depois para vê-lo olhavam-n admirados, pois viam que a graça de
sua juventude, a coragem de sua virilidade, a sabedoria e a majestade
de sua velhice estavam mescladas em seu rosto. E por muito tempo ficou
ali deitado, uma imagem do esplendor dos Reis dos Homens, numa glória
que não se apagou antes da destruição do mundo.

Apêncide A: “Parte da História de Aragorn e Arwen,” p. 350

Fontes Adicionais:

Apêndice A: “Gondor e os Herdeiros de Anárion” dá detalhes de Aragorn como Thorongil a serviço de Ecthelion II.
Contos Inacabados: “A Caçada do Anel” fornece um relato mais detalhado da captura de Gollum por Aragorn.
As Cartas de J.R.R. Tolkien: Carta 244 menciona o restabelecimento do grande Conselho de Gondor e outros fatos do reinado de Aragorn.

Datas Importantes:

2931

1º de Março:
Nascimento de Aragorn

2933
Morte do pai de Aragorn, Arathorn II. A mãe de Aragorn, Gilraen, o leva
à Valfenda onde Elrond o aceita como filho adotivo e o chama Estel,
significando “esperança”.

2951
Aragorn descobre seu verdadeiro nome e sua ancestralidade com Elrond.
Ele recebe os fragmentos de Narsil. Aragorn se encontra com Arwen em
Valfenda. Ele então sai para os Ermos em diversas aventuras.

2956
Aragorn encontra-se com gandalf.

2957-80
Aragorn viaja através da Terra-Média. Ele serve ao Rei Thengel de Rohan e à Ecthelion II, Regente de Gondor.

2980
Aragorn derrota os Corsários a serviço de Ecthelion. Aragorn
encontra-se com Arwen em Lothlórien e eles noivam na véspera do
Solstício de Verão.

3001
Aragorn inicia a procura por Gollum à pedido de Gandalf.

3007
Primavera: Morte de Gilraen, mãe de Aragorn

3009
Aragorn retoma sua caçada por Gollum.

3018

1º de Fevereiro:
Aragorn captura Gollum nos Pântanos Mortos

21 de Março: Aragorn leva Gollum ao Rei Thranduil da Floresta das Trevas, para que ele seja mantido preso.

1º de Maio: Aragorn encontra-se com Gandalf no Vau Sarn e fica sabendo dos planos de Frodo de deixar o Condado em Setembro.

29 de Setembro: Aragorn encontra-se com Frodo Bolseiro em Bri.
30 de Setembro: Aragorn leva os Hobbits para fora de Bri.

6 de Outubro: Cinco Espectros do Anel atacam o acampamento no Topo do Vento.
13 de Outubro: Aragorn encontra um sinal deixado por Glorfindel na Última Ponte.
20 de Outubro: Frodo escapa pelo Vau do Bruinen rumo à Valfenda; Aragorn e os outros o seguem.
25 de Outubro: O Conselho de Elrond; Aragorn mostra os fragmentos de Narsil e declara sua intenção de ir à Minas Tirith.

18 de Dezembro: Aragorn une-se à Companhia do Anel
25 de Dezembro: A Sociedade deixa Valfenda.

3019

11, 12 de Janeiro:
Nevasca em Caradhras.
13 de Janeiro: A Sociedade entra em Moria a despeito do aviso de Aragorn.
15 de Janeiro: Gandalf cai enfrentando o Balrog; Aragorn lidera a Sociedade para fora de Moria em direção aos limites de Lothlórien.
17 de Janeiro: A Sociedade é recebida por Galadriel e Celeborn.

16 de Fevereiro: A Sociedade deixa Lothlórien; Aragorn recebe a Elessar.
25 de Fevereiro: A Sociedade passa pelo Argonath.
26 de Fevereiro: O rompimento da Sociedade. Aragorn decide seguir os Uruk-hai que capturaram Merry e Pippin.
30 de Fevereiro: Os Três Caçadores encontram-se com Éomer e viajam até os limites de Fangorn.

1º de Março: Os Três Caçadores se reúnem com Gandalf e partem em direção à Meduseld.
2 de Março: Gandalf e os Três Caçadores chegam à Meduseld.
3 de Março: Os Rohirrim partem para o Abismo de Helm e a Batalha do Forte da Trombeta se inicia.
4 de Março: Ao amanhecer, Aragorn cavalga para fora do Forte com
o rei Théoden. Os Huorns de Fangorn e Gandalf o Branco aparecem e a
batalha é vencida.
5 de Março: Os Três Caçadores se reúnem com Merry e Pippin em Isengard. Aragorn toma posse do palantír de Orthanc.
6 de Março: Aragorn é encontrado pelos Dúnedain e pelos filhos
de Elrond. Ele se revela à Sauron através do palantír e decide tomar a
Senda dos Mortos.
7 de Março: A Companhia Cinzenta chega ao Templo da Colina. Aragorn se despede de Éowyn.
8 de Março: A Companhia Cinzenta toma as Sendas dos Mortos. À meia-noite, Aragorn chama os Perjuros na Pedra de Erech.
13 de Março: A Companhia Cinzenta chega à Pelargir com o Exército dos Mortos e eles capturam a frota dos Corsários.
15 de Março: Aragorn navega para o norte e chega à Batalha dos Campos do Pellenor. Após a batalha, ele cura Faramir, Éowyn e Merry.
16 de Março: Os Capitães do Oeste decidem marchar até o Portão Negro.
18 de Março: Aragorn lidera os Exércitos do Oeste partindo de Minas Tirith.
23 de Março: Aragorn envia aqueles que estão muito apavorados para reconquistar Cair Andros.
25 de Março: Aragorn comanda os Exércitos do Oeste na Batalha do Morannon. O Anel é destruído e Sauron é derrotado.

8 de Abril: Os Portadores do Anel são honrados por Aragorn e pelos Exércitos do Oeste no campo de Cormallen.

1º de Maio: Aragorn é coroado rei.

25 de Junho: Aragorn encontra a muda da Árvore Branca.

Véspera do Solstício de Verão ¹: Arwen chega à Minas Tirith.
Solstício de Verão ²: Casamento de Aragorn e Arwen.

22 de Agosto: Aragorn dá adeus aos outros membros da Sociedade.

Quarta Era

6
O Rei Elessar torna o Condado uma Terra Livre sob a proteção do Cetro do Norte e proíbe os homens de lá entrarem.

13
O Rei Elessar faz do Thain, do Mestre da Terra dos Buques e do Prefeito de Grã-Cava Conselheiros do Reino do Norte.

15
O Rei Elessar e a Rainha Arwen vão para o norte para residir um tempo
em Annúminas. Eles encontram Merry, Pippin e Sam na Ponte do Brandevin.

31
O Rei Elessar adiciona o Marco Ocidental ao Condado.

120
Morte do Rei Elessar. Ele é sucedido por seu filho Eldarion.

Nome e Títulos:



Aragorn II:

O significado do nome Aragorn não é
claramente determinado. Uma nota encontrada entre os papéis de J.R.R.
Tolkien na Universidade de Marquette sugere que “Valor Real” podia ser
o significado pretendido.

e seu pai lhe deu o nome de Aragorn, um nome usado na Casa dos
Líderes. Mas Ivorwen estava ao seu lado em seu nomeação, e disse “Valor
Real” (pois assim esse nome é interpretado): “esse ele deverá possuir,
mas eu vejo em seu peito uma pedra verde, e dela seu verdadeiro nome
irá aparecer, e sua fama principal: pois ele será um curador e um
renovador.”

The History of Middle-earth, vol. XII, The Peoples of Middle-earth: Foreword, p. xii

O elemento ara deriva de aran, significando “rei”. O segundo elemento é menos certo. No Etimologias, o final –gon é definido como “valor”, enquanto a palavra gorn
é definida como “impetuoso”. Assim, “rei impetuoso” é outra possível
interpretação para Aragorn, apesar de não parecer adaptar-se à natureza
do personagem. (HoME V, entries for KAN and GOR)

O Guia da Terra-Média de Robert Foster fornece “rei árvore” como uma tradução para Aragorn, mas Tolkien escreveu na Carta 347 que o nome de Aragorn não contém o elemento orn
significando “árvore”. Tolkien não define o nome Aragorn na carta, mas
ele escreveu que ele não possuía tempo para explicar os significados de
todos os nomes da linhagem dos Arthedain.

Aragorn foi o segundo dos Herdeiros de Isildur a possuir esse nome; seu ancestral, Aragorn I, foi morto por lobos no ano 2327.

Estel:
Elrond deu o nome Estel para Aragorn quando ele aceitou o garoto como seu filho postiço em 2933. O nome significa “esperança”. (Apêndice A, p. 344)

Líder dos Dúnedain:
Aragorn tornou-se Líder dos Dúnedain
quando seu pai morreu, em 2933. Aragorn possuía apenas 2 anos de idade
então. Ele não foi informado de sua herança até 2951, quando ele
possuía 20 anos. (Apêndice A, p. 344-5)

O Dúnadan:
Como Líder dos Dúnedain, Aragorn era chamado de O Dúnadan por Bilbo e por outros em Valfenda. Dúnadan significa Homem do Oeste, ou Númenoreano. (SdA, p. 245)

Herdeiro de Isildur:
Aragorn era um descendente direto de Isildur, filho de Elendil. Elendil
foi o ultimo dos Senhores de Andúnie de Númenor e o primeiro Rei de
Gondor e Arnor. Veja a Árvore Genealógica de Aragorn abaixo.

Thorongil:

Thorongil
é o nome dado a Aragorn pelos homens
de Gondor enquanto ele esteve a serviço de Ecthelion II. Siginica
“Águia da Estrela” e se refere à sua rapidez e sua visão penetrante, e
à estrela prateada que ele usava. (Apêndice A, p. 342)

Passolargo:

Passolargo
é o nome pelo qual Aragorn é
conhecido em Bri e nos arredores pelo fato dele ter caminhado através
dos arredores da cidade com suas longas pernas.

“Nunca ouvi seu verdadeiro nome, mas é conhecido como Passolargo.
Suas pernas longas andam numa velocidade muito grande; mas ele não
conta a ninguém o motivo de tanta pressa.”

A Sociedade do Anel: “No Pônei Saltitante,” p. 165

Embora Aragorn tenha dito no Conselho de Elrond que o nome “Passolargo” fosse “pejorativo”, (SdA,
p. 263) foi assim que ele se apresentou a Frodo e o Hobbit continuou a
chama-lo de Passolargo, e Aragorn escolheu a equivalente em Quenya,
Telcontar, como o nome de sua casa real. (Veja Telcontar abaixo.)

Elessar:
Aragorn adotou o nome Elessar quando foi coroado Rei de Gondor e Arnor.
O nome se refere à pedra verde incrustada em um broche em forma de
águia que ele havia recebido de Galadriel quando ele deixou Lothlórien.

“Assuma neste momento o nome que foi predito para você, Elessar, Pedra Élfica da casa de Elendil!”
A Sociedade do Anel: “Adeus a Lórien”, p. 399

Pedra Élfica:

Pedra Élfica
é a equivalente na Língua Geral para Elessar.

Chamaram-no Pedra Élfica, por causa da pedra verde que usava; e
assim o nome que ao seu nascimento previram que usaria foi escolhido
para ele pelo seu próprio povo.

O Retorno do Rei: “As Casas de Cura,” p. 139

Envinyatar:

Envinyatar
significa “o Renovador”.

“Realmente, pois na lingua nobre de antigamente sou Elessar, a Pedra
Élfica, e Envinyatar, o Renovador”: então ergueu a pedra que repousava
sobre o peito.

O Retorno do Rei: “As Casas de Cura,” p. 130

O Renovador:

O Renovador
é a equivalente na Língua Geral para Envinyatar (veja acima).

Telcontar:

Telcontar
é o nome escolhido por Aragorn para sua casa real. Telcontar é a equivalente em Quenya para “Passolargo”. O elemento telko significa “perna” em Quenya. O elemento ontaro significa “progenitor, motivador”.

Rei dos Reinos Unidos de Gondor e Arnor:
Aragorn recebeu a Coroa de Gondor e o Cetro de Arnor e os dois reinos foram reunidos sob seu reinado.

Senhor das Terras do Oeste:
Gandalf chama Aragorn de Rei de Gondor e Senhor das Terras do Oeste. (RdR, p. 229)

Rei do Oeste:
Aragorn também é referido como Rei do Oeste. (Apêndice B, p. 384)

Senhor da Árvore Branca:
Legolas chama Aragorn de Senhor da Árvore Branca, como referência à Árvore Branca que era símbolo de Gondor. (RdR, p. 147)

Pé-de-Vento:
Éomer chama Aragorn de Pé-de-Vento ao
saber que os Três Caçadores percorreram 45 léguas em menos de quatro
dias perseguindo os Uruk-hai que haviam capturado Merry e Pippin. (AdT, p. 29)

Perna Comprida:
Aragorn é chamado de Perna Comprida por Bill Samambaia, por causa das longas pernas do Guardião. (SdA, p. 192)

Passolargo, o Destemido:
Bill Samambaia também chama Aragorn de Passolargo, o Destemido, injustamente implicando que ele não era confiável, talvez por causa da tendência de Aragorn de chegar à Bri sem avisar. (SdA, p. 192)

Trotador:
Em escritos antigos de O Senhor dos Anéis, o personagem que viria a ser Aragorn era um Hobbit chamado Trotador. (HoME, vol. VI)

 
Árvore Genealógica:
 
Árvore Genealógica Aragorn
 
 
 
 
 
 
 
 
 
N.T.:

1:
A Véspera do Solstício de Verão é o equivalente ao
1 Lite. No texto original, é constado como “Midsummer’s Eve”, ao passo
que o 1 Lite é “1 Lithe” na obra em inglês.

2: O Solstício de Verão é o equivalente ao Dia do Meio do Ano.
No texto original, é constado como “Midsummer’s Day”, ao passo que o
Dia do Meio do Ano é “Mid-year’s Day” na obra em inglês.

 
 

Frodo Bolseiro

Frodo, por John Howe

Frodo Bolseiro, um hobbit do Condado, tornou-se uma das mais lendárias figuras na história da Terra-Média quando ele responsabilizou-se pela missão de destruir o Anel do Poder de Sauron para causar a queda do Senhor do Escuro. Frodo carregou o Um Anel dentro de Mordor a despeito de grande sofrimento e sacrifício pessoal, provando ser um herói de igual tamanho ao maior guerreiro.

 
Frodo nasceu em 22 de Setembro de 2968, filho de Drogo Bolseiro e Prímula Brandebuque Bolseiro. Ele passou muito de sua juventude na Sede do Brandevin na terra do Buques, o lar do povo de sua mãe. Ele era considerado um tanto patife, principalmente pelo fazendeiro Magote de que Frodo roubava cogumelos. Em 2980, quando frodo ainda era uma criança, seus pais entraram com um barco no rio Brandevin e se afogaram. Frodo não possuía irmãos, então ele ficou sozinho nos compridos túneis da Sede do Brandevin até que seu primo Bilbo Bolseiro o adotou e fez de Frodo seu herdeiro.Bilbo e Frodo tinham uma vida confortável em Bolsão, um espaçoso buraco Hobbit sob a Colina na Vila dos Hobbits na Quarta Oeste. Bilbo já havia realizado uma aventura e retornou com riquezas e conhecimento do mundo fora do Condado. O mago Gandalf, o Cinzento, era um visitante freqüente de Bolsão, assim como alguns Anões, e acreditava-se que Frodo às vezes se encontrava com os Elfos nas florestas do Condado. Por esses motivos, Frodo era considerado completamente diferente para um Hobbit.

Bilbo e Frodo compartilhavam a data de aniversário – 22 de Setembro – e eles aproveit6avam para realizar grandes festas para celebrar. Em 3001, quando Bilbo completou 111 ano e Frodo 33, eles deram uma festa de grandeza especial. Nessa festa, Bilbo anunciou sua intenção de deixar o Condado e desapareceu (com a ajuda de seu anel mágico) para a confusão de seus convidados. Frodo herdou Bolsão e a maior parte das posses de Bilbo, incluindo o anel mágico.

Enquanto os anos passavam, Frodo pareceu parar de envelhecer e aos 50 anos tinha a aparência de um Hobbit robusto recém saído de sua vintolescência. Frodo tinha as bochechas vermelhas e era particularmente vigoroso, porém mais alto e belo que a maioria dos Hobbits, com cabelos marrons, olhos brilhantes e com uma cova no queixo.

Frodo logo começou a ficar impaciente com sua vida tranqüila no Condado. Em 12 de Abril de 3018, Gandalf chegou e disse à Frodo que o anel mágico que Bilbo encontrara na caverna de Gollum, era de fato o Um Anel do Senhor do Escuro, Sauron, que precisava do poder do Anel para dominar a Terra-Média. Frodo ficou chocado e apavorado com essas notícias, mas ele percebeu que para salvar o Condado que ele amava, ele precisava levar o Anel para longe dali.

“Gostaria de salvar o Condado, se pudesse – embora tenha havido ocasiões em que pensei não ter palavras para descrever a estupidez e idiotice dos habitantes daqui, e senti que o bom para eles seria um terremoto ou uma invasão de dragões. Mas não sinto assim agora. Sinto que enquanto o Condado permanecer a salvo e tranqüilo atrás de mim, a minha andança será mais suportável: saberei que em algum lugar existe um chão seguro, mesmo que meus pés não possam pisá-lo de novo.” A Sociedade do Anel: “A Sombra do Passado,” p. 64

Frodo tinha intenção de viajar até Valfenda acompanhado por seu jardineiro Sam Gamgi. Ele vendeu bolsão para Lobélia Sacola-Bolseiro na pretensão de que seu dinheiro estava acabando e ele estava se mudando para uma residência menor em Cricôncavo na terra dos Buques. Frodo partiu em sua missão em 23 de Setembro, o dia após seu qüinquagésimo aniversário.

Na Ponta do Bosque, os Hobbits se esconderam de um estranho Cavaleiro negro que apareceu procurando algo. Frodo sentiu um desejo de colocar o Anel, mas ele decidiu não fazê-lo. Na segunda ocasião, o Cavaleiro Negro foi atrapalhado pelo aparecimento de um grupo de Elfos passando pelo Condado, cantando enquanto andavam. Gildor Inglorion, o líder dos elfos, convidou os Hobbits para passar a noite em sua companhia. Gildor elogiou Frodo por seu conhecimento de élfico e nomeou ele de Amigo-dos-elfos. Ele advertiu Frodo para fugir dos Cavaleiros Negros e continuar em sua jornada com rapidez e com amigos nos quais pudesse confiar.

No Pântano, Frodo encontrou-se com o fazendeiro Magote pela primeira vez em muitos anos. Frodo ficou aliviado em descobrir que o fazendeiro
e seus cachorros não iriam lhe perturbar, mas ele ficou preocupado em saber que um Cavaleiro Negro havia parado na propriedade do Magote e procurando por ele.

Em Cricôncavo, os amigos de Frodo Merry Brandebuque e Pippin Tûk o surpreenderam com seu conhecimento sobre a missão e com a intenção de ir com ele. Frodo ficou relutante em conduzir seus amigos ao perigo, mas ele lembrou-se do conselho de Gildor e aceitou a oferta deles. Os Hobbits saíram no alvorecer do dia seguinte.

No lado leste da Floresta Velha, os Hobbits encontraram Tom Bombadil. Tom era capaz de ver Frodo quando ele colocava o Anel, e o Anel parecia
não ter poder sobre Tom. Os Hobbits continuaram através das Colinas dos Túmulos e acabaram se perdendo no nevoeiro. Frodo encontrou-se dentro de um túmulo, com seus amigos deitados gélidos e inconscientes no chão. Ele conseguiu resistir à tentação de colocar o Anel e golpeou a Criatura Tumular assim que ela se aproximou de seus amigos. Frodo chamou por Tom Bombadil, que veio ao resgate deles.

Os Hobbits continuaram, em direção ao Pônei Saltitante, em Bri. No salão da estalagem Frodo foi abordado por um Guardião chamado Passolargo, que o avisou de que as histórias descuidadas de Pippin sobre a Festa de Despedida de Bilbo poderiam colocá-los em problemas. Frodo tentou distrair o público pulando em uma mesa e cantando, mas ele caiu e o Anel escorregou para seu dedo, fazendo-o desaparecer. As pessoas no salão ficaram espantadas, e um homem chamado Bill Samambaia deu uma olhada esguia para Frodo antes de deixar a estalagem em companhia de um Sulista vesgo. Frodo e seus companheiros retiraram-se para seu quarto.

Lá eles descobriram que Passolargo havia seguido-os. O Guardião ofereceu-se à Frodo como guia e proteção, e então o dono da estalagem, Cevado Carrapicho apresentou uma carta de Gandalf que ele havia se esquecido de mandar à Frodo três meses antes. A carta revelou que Passolargo era um amigo de Gandalf e que seu nome verdadeiro era Aragorn. Frodo aceitou a ajuda de Passolargo, dizendo:

“Acreditei que era amigo antes de a carta chegar, ou pelo menos desejei acreditar. Você me assustou várias vezes essa noite, mas nunca da maneira que os servidores do Inimigo teriam feito, ou pelo menos assim imagino. Acho que um dos espiões dele teria – bem – uma aparência melhor e causaria uma sensação pior, se é que me entende.” A Sociedade do Anel: “Passolargo,” p. 182

O Um Anel – John Howe

A estalagem foi atacada durante a noite, mas os Hobbits permaneceram a salvo escondidos por Passolargo. Passolargo conduziu os Hobbits ao Ermo, em direção ao Topo do Vento, onde lês foram atacados por cinco Espectros do Anel em 6 de Outubro. Na presença deles, Frodo sucumbiu à tentação devastadora de colocar o Anel, mas ele resistiu à tentativa deles de o tomarem sacando sua espada e invocando o nome de Elbereth Gilthoniel, um dos Valar. O Rei-bruxo, Senhor dos Espectros do Anel, golpeou Frodo no obro, mas o desafio de Frodo e o aparecimento de Passolargo armado com lenhas em chamas expulsaram os Espectros.

O ferimento de Frodo parecia pequeno, mas a ponta da faca de Morgul do Rei-Bruxo permanecia em seu corpo fazendo seu caminho em direção ao coração. Frodo ficou gravemente doente enquanto os Espectros do Anel continuaram seguindo-os. Eles foram encontrados pelo lorde elfo Glorfindel, que colocou Frodo em seu cavalo, Asfaloth. Enquanto os espectros se aproximavam, Asfaloth carregou Frodo em direção ao Vau do Bruinen em à segurança de Valfenda além. Após cruzar o Vau, Frodo virou-se e viu os Nove Espectros do Anel do outro lado. Eles ordenaram que ele entregasse o Anel, mas Frodo recusou-se, dizendo “Por Elbereth e Lúthien, a Bela, vocês não terão nem o Anel, nem a mim!” (SdA, p. 227). Então os Espectros foram arrastados para longe por uma enchente criada por Elrond e Gandalf.

Frodo acordou em Valfenda em 24 de Outubro e ficou surpreso em encontrar Gandalf ao seu lado. Frodo foi curado pelo Mestre Elrond, apesar de que o ferimento continuaria a atormentá-lo enquanto ele permanecesse na Terra Média. Ele estava reunido com Sam, Merry e Pippin e estava cheio de alegria em saber que Bilbo estava vivendo em Valfenda agora.

Em 25 de Outubro, Frodo foi chamado para um Conselho convocado por Elrond para determinar o que deveria ser feito com o Anel. Frodo acreditava que sua missão estava completa, mas ele percebeu que isso não era verdade, e voluntariou-se para levar o Anel até Mordor para destruí-lo.

Um grande pavor o dominou, como se estivesse aguardando o pronunciamento de alguma sentença que ele havia previsto havia muito tempo, e esperado em vão que afinal de contas nunca fosse pronunciada. Um desejo incontrolável de descansar e permanecer ao lado de Bilbo em Valfenda encheu-lhe o coração. Finalmente, com um esforço, falou, e ficou surpreso ao ouvir as próprias palavras, como se alguma outra vontade estivesse usando sua pequena voz. “Levarei o Anel” ¬– disse ele. – “Embora não conheça o caminho.” A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 286

Oito companheiros foram escolhidos para acompanhar Frodo: Sam, Merry, Pippin, Gandalf, Aragorn, Legolas o Elfo, Gimli o Anão, e Boromir de Gondor. Bilbo deu a Frodo sua espada Ferroada e sua cota de malha de mithril, e em 25 de Dezembro a Sociedade do Anel deixou Valfenda, seguindo para o Sul.

Incapazes de atravessar as Montanhas da Névoa através do Passe do Chifre Vermelho por causa de uma tempestade de neve, a Sociedade decidiu ir através das Minas de Moria. Eles foram atacados por Orcs na Câmara de Mazarbul. Frodo desferiu o primeiro golpe, apunhalando um Troll das cavernas no pé. Ele foi espetado por uma lança, mas foi salvo pela camisa de mithril de Bilbo. A Sociedade continuou em direção à Ponte de Khazad-dum. Lá, o amigo e mentor de Frodo, Gandalf, caiu nas sombras enquanto confrontava um Balrog.

A enlutada companhia continuou para Lothlorien, lar da Senhora Galadriel. Galadriel testou a resolução de Frodo oferecendo a ele uma olhada em seu Espelho. Em sua visão, Frodo viu um homem velho que lembrava Gandalf, mas estava vestido de branco; Bilbo caminhando em seu quarto em Valfenda; o Mar; uma cidade branca com sete muralhas e um navio com velas negras e um estandarte trazendo o emblema da Árvore Branca de Gondor; um navio cinza saindo da névoa; e finalmente, Frodo viu o Olho de sauron procurando por ele.

Galadriel revelou que ela era a portadora do Anel élfico Nenya e que se o Um Anel fosse destruído, os Três Anéis dos Elfos provavelmente perderiam seus poderes. Frodo ofereceu o Um Anel à Galadriel, mas ela resistiu à tentação e elogiou Frodo por responder ao teste dela testando sua própria resolução. O presente de Galadriel para Frodo em sua partida foi um Frasco contendo a luz da estrela Eärendil.

A Sociedade viajou para o sul em direção ao Amon hen. Lá Boromir tentou convencer Frodo de levar o Anel para Gondor. Quando Frodo recusou,
Boromir tentou tomar o Anel de Frodo à força. Frodo colocou o Anel e escapou para sentar no Trono da Visão, onde ele viu guerra sendo tramada por toda parte e o Olho de Sauron procurando-o.

Ouviu-se dizendo: “Nunca, nunca!” Ou seria: “Sim, eu irei, irei até você?” Não saberia dizer. Então, como um relâmpago, de algum outro ponto de poder veio à sua mente um outro pensamento: “Tire-o! Tire-o! Tolo, tire-o. Tire o Anel!”

As duas forças lutavam nele. Por um momento, perfeitamente equilibrado entre os dois pontos agudos, ele se debateu, atormentado. De repente
tomou consciência de si próprio outra vez. Frodo; nem a Voz, nem o Olho: livre para escolher, e lhe sobrava um único instante para fazê-lo. Tirou o Anel do dedo. 
A Sociedade do Anel: “O Rompimento da Sociedade,” p. 427-8

Nesse momento, Frodo resolveu ir para Mordor sozinho sem contra aos seus companheiros. Mas ele não seria tão fácil deixar Sam para trás; seu servo leal o alcançou e insistiu em ir junto com Frodo.

Do outro lado do Anduin, nas Emyn Muil, Frodo encontrou Gollum, que o havia seguido desde Moria. Quando ele viu a criatura miserável, Frodo sentiu pena pelo que o Anel havia feito à ele, e reconheceu em Gollum o que ele mesmo poderia vir a se tornar. E assim, apesar de que uma vez Frodo dissera a Gandalf que ele desejava que Bilbo tivesse matado Gollum, Frodo poupou sua vida. Esse ato de misericórdia, mais do que qualquer outro ato particular de Frodo após ele decidir levar o Anel, permitiu que a missão tivesse êxito.

Gollum jurou servir ao Mestre do Precioso. Frodo preveniu Gollum de que tal promessa iria amarrá-lo. Ele mostrou-se austero e nobre enquanto Gollum humilhava-se aos seus pés, e todavia o Anel formou uma conexão entre eles.

Gollum guiou Frodo e Sam através dos Pântanos Mortos. Frodo foi hipnotizado pelas faces mortas na água e teve que ser advertido por Sam. À medida que eles se aproximavam de Mordor, Frodo sentia o peso do Anel aumentar. Sensação pior ainda era a de que o Olho estava sempre presente, procurando um caminho através de suas frágeis defesas.

Os Hobbits chegaram ao Portão Negro e viram que ele era vigiado e intransponível, mas Frodo estava determinado.

Seu rosto estava fechado e sinistro, mas resoluto. Estava sujo, desfigurado e moído de cansaço, mas deixara de se curvar, e tinha os olhos límpidos. – “Eu mandei, por que pretendo entrar em Mordor, e não conheço outro caminho. Portanto, vou por aqui. Não peço que ninguém me acompanhe.”  As Duas Torres: “O Portão Negro está fechado,” p. 248

Gollum implorou à Frodo para não ir e então disse que ele conhecia um caminho secreto para Mordor. Após pensar muito, Frodo aceitou a proposta de Gollum. Frodo reconheceu que o destino da criatura estava atado ao Anel e à sua missão. Mas ele advertiu Gollum de que o Anel era traidor e iria tentar deformar sua promessa e poderia traí-lo no fim. Frodo disse que se necessário ele colocaria o Anel e Gollum seria incapaz de resistir a qualquer comando que ele desse.

Gollum os levou para o Sul através de Ithilien, onde os Hobbits encontraram Faramir, irmão de Boromir. Faramir descobriu que Frodo carregava o Um Anel mas jurou que não iria tomá-lo dele e em vê disso prometeu ajudar Frodo em seu caminho. Gollum foi encontrado espreitando no Lago Proibido e Frodo implorou À Faramir para poupar a vida de Gollum, mas Gollum acreditou que Frodo havia traído ele permitindo que ele fosse capturado.

Os Hobbits se separaram de Faramir e continuaram em direção à Mordor com Gollum guiando-os. Enquanto eles passavam por Minas Morgul, Frodo viu o Rei-Bruxo liderando um grande exército. Frodo sentiu como se uma força exterior estivesse forçando-o a colocar o Anel, mas ele resistiu, e ao invés disso ele pegou o Frasco de Galadriel.

Gollum conduziu os Hobbits à sua passagem secreta, que se revelou ser o lar da grande aranha Laracna. Frodo usou o Frasco de Galadriel e sua espada Ferroada para fugir de Laracna mas ela o perseguiu e o ferroou no pescoço, paralisando-o com seu veneno. Acreditando que Frodo estivesse morto, Sam decidiu continuar a missão sozinho.

Frodo foi capturado pelos orcs Gorbag e Shagrat e levado para a Torre de Cirith Ungol, onde ele foi despido e torturado. Sam veio ao seu resgate, mas Frodo desesperou-se, acreditando que o Anel havia sido pego e que tudo estava perdido. Quando Sam revelou que ele estava com o Anel em segurança, Frodo atacou sam a apanhou o Anel dele. Frodo imediatamente arrepende-se de suas ações para com seu amigo, entendendo que a força do Anel sobre ele estava ficando cada vez mais forte.

Enquanto Frodo e Sam cruzavam a planície de Gorgoroth em direção à Montanha da Perdição, Frodo pôde sentir o peso do Anel arrastando-o e sua mente ficou completamente consumida por sua carga.

“Nem sentir o gosto de comida, nem a sensação da água, nem ouvir o som do vento, nem me lembrar de árvore ou grama ou flor, nenhuma imagem de lua ou estrela me resta. Estou nu no escuro Sam, e nenhum véu se coloca entre mim e a roda de fogo. Começo a vê-la até com os olhos despertos, e todo o resto desaparece.”  O Retorno do Rei: “A Montanha da Perdição,” p. 212

Por fim, quando Frodo não podia mais caminhar, Sam o carregou nas encostas da Montanha da Perdição. Gollum os atacou repentinamente, Mas Frodo lutou contra ele com uma surpreendente fúria para evitar que o Anel fosse-lhe tirado, e jogou Gollum para baixo.

Frodo continuou a subir a montanha em direção às Sammath Naur, onde estavam as fendas da Perdição. Lá, no fim de sua missão, após resistir à vontade do Anel por tanto tempo através de terríveis dificuldades, Frodo não foi capaz de resistir mais tempo. Ele reivindicou o Anel para si e recusou-se a destruí-lo. Então Gollum, cuja vida Frodo poupara por piedade, atacou Frodo e arrancou o dedo que carregava o Anel com uma mordida. Gollum caiu no abismo flamejante e o Anel foi destruído.

Frodo e Sam foram resgatados da destruição de Mordor por Gandalf e as Águias e seus ferimentos foram cuidados por Aragorn. Eles foram honrados como heróis pelos Senhores do Oeste. Durante a coroação de Aragorn, Frodo carregou a Coroa de Gondor. A Rainha Arwen deu à Frodo
uma jóia branca para lhe dar conforto quando seus ferimentos e memórias o perturbassem, e ela disse a ele que se ele não pudesse mais suportar, ele poderia tomar seu lugar em um barco levando os Elfos embora da Terra Média.

Os Hobbits retornaram para casa e descobriram que o Condado havia sido tomado por rufiões aparentemente ao comando de seu Chefe, Lotho Sacola-Bolseiro. Enquanto seus três companheiros reuniam seus companheiros Hobbits para expulsar os invasores, a preocupação primária de Frodo era prevenir a morte de qualquer Hobbit. NA Batalha do Beirágua, Frodo não sacou sua espada, e ele garantiu que aqueles que se
rendessem não seriam mortos.

Em Bolsão, Frodo descobriu que o Mago Saruman era o verdadeiro Chefe. Frodo esperava salvar Lotho, quando ele percebeu que Lotho havia sido enganado pelos agentes de Saruman, mas Lotho estava morto. Frodo declarou que a vida de Saruman deveria ser poupada, mesmo após o mago tentar apunhala-lo. Saruman disse que Frodo havia crescido, chamando-o de sábio e cruel por deixá-lo em dívida por sua misericórdia. Enquanto Saruman deixava Bolsão, ele foi morto por seu lacaio, Gríma.

Frodo concordou em ser o Prefeito Substituto enquanto Will Pealvo recuperava-se de seu cativeiro nos Tocadeados. Seu único ato foi retornar os Condestáveis ao seu número e funções anteriores. A ocupação principal de Frodo durante esse tempo parece ter sido adicionar seus relatos da Guerra do Anel ao Livro Vermelho iniciado por Bilbo.

Enquanto seus três companheiros estavam aptos a retornar às suas vidas antigas e eram saudados como heróis, Frodo não conseguiu encontrar paz no Condado ou aceitação por seus colegas hobbits. Fisicamente ele havia mudado. Ele não era mais o robusto hobbit de bochechas vermelhas que
saíra do Condado um ano atrás. Gandalf e Sam perceberam uma nítida luz brilhando fracamente no interior de Frodo, e para Sam o rosto de Frodo
havia se tornado “velho e bonito, como se o cinzelar dos ano agora se revelasse em muitas linhas finas que antes estiveram escondidas, embora a identidade do rosto não estivesse alterada.” (AdT, p. 266)

Frodo ficava enfermo nos aniversários de seus encontros do o Rei-bruxo e Laracna. Ele estava, como ele colocou, “ferido por faca, ferrão e dente, sem falar no fardo que carreguei por tanto tempo.” (RdR, p. 269) Uma carga maior era a culpa que Frodo sentia por não ter sido capaz de destruir o Anel e o desejo que ele continuava sentindo pelo Anel. “Foi-se para sempre” – dizia ele -, “e agora está tudo escuro e vazio” (RdR, p. 308)

Finalmente, Frodo decidiu que o único meio de encontrar cura para ele seria deixar a Terra Média para sempre.

“Mas” – disse Sam, com lágrimas brotando em seus olhos – “achei que o senhor também ia desfrutar o Condado, por muitos e muitos anos, depois de tudo o que fez.”

“Eu também já pensei desse modo. Mas meu ferimento foi muito profundo, Sam. Tentei salvar o Condado, e ele foi salvo, mas não para mim. Muitas vezes precisa ser assim, Sam, quando as coisas correm perigo: alguém tem de desistir delas, perdê-las, para que outros possam tê-las.”
O Retorno do Rei: “Os Portos Cinzentos,” p. 313

Em 29 de Setembro de 3021, Frodo foi aos Portos Cinzentos acompanhado por Sam. Merry e Pippin lá estavam para encontrá-los. Frodo disse adeus aos seus três amigos e embarcou em um navio com Bilbo e os portadores dos Três Anéis Élficos: Gandalf, Galadriel e Elrond. O navio estendeu as velas para as Terras Imortais.

As Terras Imortais estavam do outro lado do mar, a oeste da Terra-Média. Os espíritos chamados Valar lá residiam assim como muitos Elfos. Mortais normalmente não eram permitidos a ir para as Terras Imortais, mas por causa dos grandes sofrimentos que eles enfrentaram, Frodo e Bilbo receberam uma permissão especial. Galadriel fez uma prece especial aos Valar para que Frodo pudesse chegar ao Oeste, e Arwen também pediu à Gandalf, como um emissário dos Valar, para interceder a favor de Frodo.

Embora o destino final de Frodo não seja anotado, acredita-se que ele tenha vivido o resto de seus dias em Tol Eressëa – uma ilha na costa do continente principal de Aman onde Valinor se localizava. Possivelmente, lá Frodo finalmente encontrou a paz e a cura que ele procurava.

Frodo era mortal, e assim permaneceu. Ele eventualmente morreu, apesar do ano de sua morte ser desconhecido. Sam Gamgi, o último dos Portadores do Anel, foi permitido a navegar para as Terras Imortais no ano 61 da Quarta Era, e acredita-se que esses dois grandes amigos puderam se reunir uma última vez antes de morrerem.

Fontes Adicionais:

As Cartas de J.R.R.Tolkien:

Carta nº 181 discute como a pena que Frodo sentiu por Gollum permitiu que a missão fosse bem sucedida.
Carta nº 246 discute o “fracasso” e a culpa de Frodo, bem como sua jornada para o Oeste e sua eventual morte.

Datas Importantes:

2968: 22 de Setembro: Nascimento de Frodo.

2980 Morte dos Pais de Frodo.

2989 Frodo é adotado por Bilbo e muda-se para Bolsão por volta dessa época.

3001 22 de Setembro: Frodo chega à maturidade e herda Bolsão de Bilbo.

3018:

12 de Abril:
Gandalf chega à Bolsão.
13 de Abril: Frodo descobre que ele possui o Um Anel e decide deixar o Condado.

22 de Setembro: Frodo completa 50 anos.
23 de Setembro: Frodo deixa Bolsão.
24 de Setembro: Frodo encontra-se com Gildor na Ponta do Bosque
25 de Setembro: Frodo descobre a intenção de seus amigos em acompanhá-lo.
26 de Setembro: Frodo e seus companheiros chegam à casa de Tom Bombadil.
28 de Setembro: Os Hobbits são presos por uma criatura tumular. Frodo resiste ao desejo de colocar o Anel.
29 de Setembro: Frodo conhece Aragorn em Bri.

6 de Outubro: Frodo é ferido pelo Rei-bruxo no Topo do Vento
20 de Outubro: Frodo cruza o Vau do Bruinen.
23 de Outubro: Elrond remove o fragmento da lâmina de Morgul do corpo de Frodo.
24 de Outubro: Frodo acorda em Valfenda.
25 de Outubro: No Conselho de Elrond, Frodo voluntaria-se para levar o Anel para Mordor.
25 de Dezembro: Frodo e a Sociedade deixam Valfenda.

3019:

13 de Janeiro:
A Sociedade entra em Moria.
15 de Janeiro: Gandalf enfrenta o Balrog e cai nas sombras. A Socieade entra em Lothlórien.
17 de Janeiro: Frodo conhece Galadriel.
14 de Fevereiro: Frodo olha no Espelho de Galadriel.
16 de Fevereiro: Frodo e a Sociedade deixam Lorien.
26 de Fevereiro: No Amon Hen, Boromir tenta tomar o Anel. Frodo decide ir para Mordor sozinho, mas é seguido por Sam.
29 de Fevereiro: Frodo encontra Gollum e poupa sua vida.

1-2 de Março: Gollum leva os Hobbits através dos Pântanos Mortos.
5 de Março: Os Hobbits cegam ao Portão Negro e percebem que ele
é intransponível. Frodo concorda em seguir Gollum por um caminho secreto para Mordor.
7 de Março: Frodo encontra-se com Faramir, irmão de Boromir.
8 de Março: Frodo pede a Faramir para poupar a vida de Gollum no Lago Proibido. Os Hobbits se separam de Faramir pela manhã.
9 de Março: Os Hobbits chegam à estrada para Morgul ao anoitecer.
10 de Março: Os Hobbits chegam à Encruzilhada e continuam em
direção ao Vale de Morgul. Frodo vê o Rei-bruxo liderando um exército
em Minas Morgul e resiste à vontade de colocar o Anel.
13 de Março: Frodo é ferido por Laracna e é feito prisioneiro pelos Orcs e levado à Torre de Cirith Ungol.
14 de Março: Frodo é resgatado por Sam
16 de Março: Frodo e Sam olham em direção à Montanha da Perdição do Morgai.
18 de Março: Frodo e Sam são forçados a juntar-se a uma companhia de Orcs marchando para Udun.
19 de Março: Frodo e sam escapam dos Orcs e continuam a jornada.
22 de Março: Frodo e Sam deixam a estrada e viram para o sul em direção à Montanha da Perdição.
23 de Março: Os Hobbits largam seus utensílios.
24 de Março: Os Hobbits alcançam os pés da Montanha da Perdição.
25 de Março: Frodo chega às Fendas da Perdição e reivindica o
Anel para si. Gollum arranca o dedo de Frodo que carrega o Anel com uma
mordida e cai no abismo flamejante. O Anel é destruído.

6 de Abril: Frodo e Sam são honrados no Campo de Cormallen.
1 de Maio: Frodo carrega a Coroa na coroação de Aragorn.
15 de Julho: Arwen diz a Frodo que ele poderá viajar para o Oeste em seu lugar.
6 de Outubro: Frodo sente dor em seu ombro no aniversário de seu confronto com o Rei-bruxo.
30 de Outubro: Os Hobbits chegam à Ponte do Brandevin.
3 de Novembro: A Batalha de Beirágua. Frodo diz que a vida de Saruman deve ser poupada, mas o Mago é morto por Gríma.
4 de Novembro: Frodo concorda em ser Prefeito Substituto.

3020:

13 de Março:
Frodo adoece no aniversário de seu encontro com Laracna.
Dia do meio do Ano: Frodo demite-se do cargo de Prefeito Substituto.
1 de Maio: Sam casa-se com Rosinha Villa e muda-se para Bolsão.
6 de Outubro: Frodo adoece novamente.

3021:
13 de Março: Frodo adoece novamente.
21 de Setembro: Frodo e Sam partem em direção aos Portos Cinzentos.
22 de Setembro: Frodo encontra-se com Galadriel e Elrond na Ponta do Bosque.
29 de Setembro: Frodo navega para o Oeste em direção às Terras Imortais.

Nomes e Títulos:

Frodo Bolseiro:
No Inglês Antigo, fród significa “sábio por experiência.” (Cartas, nº 168) Para o nome Bolseiro, Tolkien pretendeu lembrar a palavra “bolsa.” O nome associado Bolsão significaria “beco sem saída.” Esse era o nome local da fazenda da tia de Tolkien em Worcestershire, que se localizava no fim de um beco que não ia além dali.  (“Guide to the Names in The Lord of The Rings,” p. 160, 178)
Bolseiro também pode se referir à “ensacar”, (“bagging”, no original) um termo usado no norte da Inglaterra para comer entre as refeições. (Annotated Hobbit, ch. 1, note 3)

Portador do Anel: Esse título refere-se à aceitação de Frodo em carregar o Um e Anel e em sua missão de destruí-lo.

“Você ainda mantém sua palavra, Frodo, de que será o Portador do Anel?”

“Sim” – disse Frodo. “Irei com Sam”
A Sociedade do Anel: “O Anel vai para o Sul,” p. 292

Amigo-dos-elfos: Este nome foi dado a Frodo por Gildor Inglorion, como um reconhecimento pela habilidade de Frodo em falar élfico, bem como à necessidade de Elfos e outros poderes de sempre ajudarem Frodo em sua jornada.

“Nomeio-o amigo-dos-elfos, e que as estrelas brilhem sobre o final de seu caminho!”  A Sociedade do Anel: “Três não é demais,” p. 87

Sr. Monteiro: Frodo assumiu esse nome falso ao deixar o Condado. É uma referência ao seu lar Bolsão, sob a Colina. Porém, a única vez em que foi usado foi no Pônei Saltitante em Bri.

“…você deve ir, e deixar o nome Bolseiro para trás. Não será seguro ter esse nome, fora do Condado ou nas Terras Ermas. Agora vou dar a você um nome de viagem. Quando partir, vá como o Sr. Monteiro.” A Sociedade do Anel: “A Sombra do Passado,” p. 65

“Sr. Tûk e Sr. Brandebuque” – disse Frodo. – “E este é Sam Gamgi. Meu nome é Monteiro.” A Sociedade do Anel: “No Pônei Saltitante,” p. 161

O Pequeno:
Frodo é o Pequeno mencionado no sonho de Boromir:

E lá um sinal vai ser revelado

Do Fim que está por vir,


E a Ruína de Isildur já acorda,


E o Pequeno já vai surgir.


A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 260

Mestre: Tanto Sam quanto Gollum se referem à Frodo como “Mestre” por diferentes motivos: Sam, por que ele era o servo leal de Frodo; Gollum, por que Frodo era o “Mestre do Precioso”, ou o portador do Um Anel.

“Vou servir ao mestre do Precioso. Bom mestre, bom Smeágol, gollum, gollum!” As Duas Torres: “Smeágol domado,” p. 228

Frodo-dos-Nove-Dedos: O dedo do anel na mão direita de Frodo foi arrancado pela mordida de Gollum enquanto eles lutavam pelo Anel na beira das Fendas da Perdição. Sam desejou saber se Frodo seria chamado por esse nome em canção; um menestrel de Gondor mais tarde realizou seu desejo.

“Fizemos parte de uma grande história, Sr. Frodo, não foi mesmo?” – disse ele. – “Gostaria de poder ouvir alguém contando! O senhor acha que eles vão dizer: Agora vem a história de Frodo-dos-Nove-Dedos e o Anel da Perdição?” O Retorno do Rei: “O Campo de Cormallen,” p. 228

“Pois vou cantar para todos sobre Frodo-dos-Nove-Dedos e o Anel da Perdição” O Retorno do Rei: “O Campo de Cormallen,” p. 231

Prefeito Substituto de Grã-Cava: Frodo manteve esse cargo de Novembro de 3019 até o Dia do meio do Ano em 3020.

O velho Will Pealvo ficou mais tempo nos Tocadeados que qualquer um, e, embora talvez tenha sido menos maltratado que alguns, precisou de uma superalimentação antes que parecesse prefeito de novo. Por esse motivo Frodo concordou em ficar como seu Substituto, até que o Sr. Pealvo estivesse em forma outra vez. A única coisa que Frodo fez como Prefeito Substituto foi reduzir os Condestáveis à sua função e número adequado. O Retorno do Rei: “Os Portos Cinzentos,” p. 305

Demitiu-se do cargo de Prefeito Substituto durante a Feira Livre do Solstício de Verão, e o bom e velho Will Pealvo continuou presidindo Banquetes por mais sete anos.  O Retorno do Rei: “Os portos Cinzentos,” p. 309

Bronwe athan Harthad (Heroísmo sem esperança): Em um primeiro rascunho de “Muitas Despedidas,” Gandalf dá esse nome à Frodo.

“… Eu nomeio diante de todos vocês Frodo do Condado e Samwise seu servo. E os bardos e menestréis lhes darão novos nomes: Bronwe athan
Harthad e Harthad Uluithiad, Heroísmo sem Esperança e Esperança Insaciável.”
The History Of Middle-Earth, vol IX, Sauron Defeated: “Many partings,” p. 62

Daur: No Campo de Cormallen, Frodo e Sam são honrados em Sindarin:

Daur a Berhael, Conin en Annûn! Eglerio! (Frodo e Sam, Princípes do Oeste, louvaio-os!) O Retorno do Rei: “O Campo de Cormallen,” p. 230

A palavra daur usada para Frodo é a forma lenizada de taur, que significa “nobre.”

Iorhael: Esse é o nome Sindarin para Frodo, usado or seu homônimo Frodo Gamgi na Carta do Rei citada no Epílogo encontrado no The History of Middle-earth, vol. IX, Sauron Defeated. É derivado das palavras ior, que significa “velho”, e hael, que significa “sábio”, e possivelmente denota “ancião sábio” ou “venerável.”

Maura Labingi: Esse é o nome Hobbit de Frodo Bolseiro. (HoME, vol. XII, p. 48, 50)

Bingo Bolseiro: Nos primeiros rascunhos de O Senhor dos Anéis, esse é o nome dado ao personagem de Frodo. (HoME, vol VI.)

 
 Árvore Genealógica:
 
Árvore Genealógica dos Bolseiros
 

Samwise Gamgi

Samwise Gamgi, servo leal de Frodo Bolseiro, estava determinado a
seguir seu senhor onde quer que ele fosse mesmo quando ele não fosse
convidado. Sam provou ser um bravo e leal companheiro e tornou-se o
amigo mais próximo de Frodo. Sua percepção Hobbit e seu amor por Frodo
levou a ambos através do perigo e do sofrimento até o fim da jornada. A
má vontade de Sam em perder a esperança mesmo quando as coisas pareciam
escuras fez com que eles não apenas alcançassem seu objetivo, mas
também sobrevivessem.
 
 
 Diferente de seus três companheiros, Sam não era cavalheiro. Seu pai
Hamfast, conhecido como o Feitor, foi o jardineiro de Bolsão por mais
de 40 anos, e Sam era seu assistente. Eles moravam no Número 3 da Rua
do Bolsinho na parte inferior da Colina na Vila dos Hobbits. Hamfast e
sua esposa Sineta Bonfilho tiveram outros cinco filhos. O irmão mais
velho de Sam, Hamson foi trabalhar com seu tio Andwise Cordoeiro, de
quem Sam aprendeu uma coisa ou duas sobre cordas. A irmã mais nova de
Sam, Calêndula casou-se com Tom Villa, cuja irmã Rosa encantou os olhos
de Sam.

Sam aprendeu a ler e escrever com Bilbo Bolseiro e ele escutava
avidamente as histórias de Bilbo sobre suas aventuras, particularmente
aquelas sobre Elfos. O Feitor descobriu a preocupação de seu filho com
os Elfos e ficou aborrecido.

“Elfos e Dragões!, digo eu para ele. Repolho com batatas é melhor
para vpcê e para mim. Não vá se misturar com os negócios que não são
para o seu bico, ou você vai arranjar problemas muito grandes para
você, digo eu para ele.”

A Sociedade do Anel: “Uma Festa Muito Esperada,” p. 24

Na época em que Frodo herdou Bolsão em 3001, Sam tomou o comando da
maior parte das responsabilidades de seu velho Feitor. Na primavera de
3018, Sam percebeu que Frodo parecia impaciente com sua vida no
Condado. Ele concordou em ajudar Merry Brandebuque e Pippin Tûk a
descobrir o que estava aborrecendo seu amigo. Quando Gandalf veio à
Bolsão em abril de 3018, Sam estava aparando a grama sob a janela (ou
assim ele disse) e ouviu por acaso o mago dizer a Frodo que o anel
mágico de Bilbo era o Um Anel perdido pelo Senhor da Escuridão, Sauron,
a muito tempo atrás. Sam não podia ajudar mas gritou de pavor quando
ele entendeu que Frodo precisaria deixar o Condado. Gandalf o descobriu
e decretou que Sam deveria acompanhar Frodo quando ele partisse.

Sam saiu com Frodo de Bolsão e, 23 de setembro na pretensão de que ele
iria ser o jardineiro na nova casa de Frodo em Cricôncavo. Quando os
hobbits deixaram Cricôncavo e viajaram pela Floresta Velha, Sam foi o
único a manter seu bom-senso sobra ela quando os outros sucumbiram ao
encanto do vale do Voltavime e caíram no sono. Sam salvou frodo de
afundar no rio, e Tom Bombadil apareceu para salvar Merry e Pippin do
Velho Salgueiro Homem.

No Pônei Saltitante em Bri, Sam estava suspeitoso com o Guardião
chamado Passolargo que se ofereceu para guiar os Hobbits nos ermos.

… Mas Sam não se intimidara, e ainda olhava Passolargo com
desconfiança. – “Como podemos saber que você é o Passolargo de que
Gandalf fala?” – perguntou ele. – “Você nunca mencionou Gandalf, até
essa carta aparecer. Deve ser um espião nos enganando, pelo que vejo,
tentando nos convencer a ir com você.Você deve ter matado o verdadeiro
Passolargo e tomado as roupas dele. Que tem a dizer sobre isso?”


“Que você é um sujeito corajoso” – respondeu Passolargo…

A Sociedade do Anel: “Passolargo,” p. 181

No fim, Frodo decidiu acreditar em Passolargo, e eles partiram de Bri
na manhã seguinte. Os pôneis de Merry fugiram durante o ataque à
estalagem na noite anterior, e Cevado Carrapicho lhe trouxe um pônei em
compensação. Sam afeiçoou-se ao pônei e o nomeou Bill.

Após Frodo ser ferido pelo Rei-Bruxo no Topo do Vento, Sam ficou
angustiado por seu mestre. Mas quando Frodo pediu uma história, Sam
obedeceu recitando um poema humorístico sobre um Troll.

“De onde você desenterrou essa, Sam?” – perguntou Pippin. – “Nunca escutei essa letra antes.”

Sam murmurou algo inaudível. – “Da própria cabeça dele, é claro” –
disse Frodo. – “Estou aprendendo muito sobre Sam Gamgi nesta viajem.
Primeiro era um conspirador, agora um bufão. Vai acabar se revelando um
mago – ou um guerreiro!”


“Espero que não” – disse Sam. – “Não quero ser nenhum dos dois!”

A Sociedade do Anel: “Fuga para o Vau,” p. 221

Frodo ficou gravemente enfermo como resultado do ferimento da lâmina de
Morgul, e enquanto ele recuperava-se em Valfenda, Sam dificilmente saia
de seu lado. Mais tarde, quando Frodo foi ao Conselho para discutir o
destino do Anel, Sam também foi, desapercebidamente e sem ser
convidado, até que Frodo voluntariou-se para levar o Anel para Mordor.

“Mas certamente o senhor não o enviará sozinho, Mestre?” – gritou
Sam, incapaz de se conter por mais tempo, e pulando do canto onde tinha
estado quieto, sobre o chão.


“Realmente não!” – disse Elrond, voltando-se para ele com um sorriso. –
“Pelo menos você deve ir com ele. É quase impossível separá-lo de
Frodo, até mesmo quando ele é convidado para um conselho secreto, e
você não.”

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 287

Depois que a Sociedade deixou Valfenda, Sam rapidamente provou-se útil.
Nos Portões de Moria, Sam foi o primeiro a reagir quando o Observador
no lago atacou Frodo. Embora seu amado Bill tenha fugido do Observador
em medo, Sam deixou o pônei ir e correr para o lado de seu mestre,
golpeando o tentáculo que o agarrara. Durante a batalha na Câmara de
Mazarbul, Sam matou um Orc e foi ferido na cabeça.

A Sociedade escapou para Lothlórien, onde a Senhora Galadriel ofereceu
a Sam e Frodo uma visão de seu espelho. Sam primeiro viu Frodo caído
pálido e inconsciente; então ele viu seu amado Condado sendo destruído.
Seu primeiro pensamento foi voltar para casa, mas apesar de ele ficar
pesaroso, ele disse “Não, vou para casa pela estrada com o Sr. Frodo,
ou não vou.” (SdA, p. 386) Quando a Sociedade deixou Lothlórien, e Senhora deu a Sam uma caixa com terra de seu próprio jardim.

No Amon Hen, quando Frodo saiu para pensar sozinho, Sam foi o único que
realmente compreendeu o que seu mestre estava passando. Ele entendeu
que Frodo pretendia ir a Mordor, e que ele queria liberar seus amigos e
ir sozinho. Quando a Sociedade se espalhou em todas as direções
procurando por Frodo, Sam percebeu que Frodo havia ido aos barcos para
remar para o lado oriental. Ele alcançou Frodo e juntos eles se
dirigiram para o leste em direção à Mordor.

Nas Emyn Muil, Frodo e Sam encontraram Gollum. Frodo poupou a vida de
Gollum e aceitou que ele os guiasse para o Portão Negro e, quando este
provou-se intransponível, para o caminho secreto de Gollum para o
interior de Mordor. Mas Sam permaneceu desconfiado com as duas
personalidades da criatura: o submisso Smeágol que Sam chamava de
“Caviloso” e o perturbado Gollum que ele chamava de “Fedegoso.”

Em Ithilien, Frodo e Sam encontram uma companhia de guardiões liderados
pelo Capitão Faramir de Gondor. Eles testemunharam uma batalha entre os
Guardiões e um grupo de sulistas em seu caminho para Mordor. Para sua
felicidade, Sam viu um Olifante, mas Sam também entristeceu-se ao ver
um sulista morto e perguntou a si mesmo a respeito do lar e da família
do homem. Então faramir revelou que ele era o irmão de Boromir e
perguntou à Frodo sobre sua morte. Sam levantou-se para Faramir,
olhando-o com severidade nos olhos enquanto Faramir sentava-se no chão,
à maneira dos Guardiões. Mais tarde, Sam deixou escapar que Frodo
estava carregando o Anel, mas Faramir jurou que ele não o pegaria e ao
invés disso ele ajudou os Hobbits em seu caminho.

Gollum conduziu os Hobbits para a Escadaria de Cirith Ungol. Lá eles
dormiram brevemente. Quando Sam acordou ele encontrou Gollum “passando
as patas” em seu mestre, e ele acusou Gollum de ficar espreitando. Sam
não percebeu, mas enquanto Gollum observava eles dormindo ele debateu
consigo mesmo sobre levar os hobbits para o que esperava por ele na
passagem secreta, mas as palavras incautas de Sam expulsaram qualquer
pensamento de arrependimento.

Gollum levou os Hobbits para a toca da grande aranha Laracna. Sam foi
atrasado por Gollum enquanto Laracna ferroava Frodo no pescoço. Sam se
livrou de Gollum com seu cajado de lebethron e então ele pegou o Frasco
e Ferroada. Ele arrancou um dos olhos de Laracna e a feriu no ventre, e
ela escapou para sua toca. Sam foi até o lado de seu mestre, mas ele
jazia sem vida. Ele não encontrou respiração ou batimentos cardíacos no
corpo de Frodo.

“Frodo, Sr. Frodo!” – chamou ele. – “Não me deixe aqui sozinho! É o
seu Sam que está chamando. Não vá para onde u não possa segui-lo!
Acorde, Sr. Frodo!”

As Duas Torres: “As Escolhas de Mestre Samwise,” p. 352

Sam não sabia o que fazer. Seu lugar era com Frodo, mas ao mesmo tempo
ele sabia que a missão não podia falhar e que ele precisava continuar.
Então ele deixou sua própria espada junto com o corpo de Frodo e deixou
a cota de malha de mithril, e pegou Ferroada e o Frasco, e finalmente o
Anel. Ele arrumou o corpo de seu mestre o melhor que pôde e saiu para
concluir a missão.

Ele não havia ido muito longe quando ele viu um grupo de Orcs
aproximar-se do local onde Frodo jazia. Ele percebeu que jamais deveria
ter abandonado seu mestre e correu de volta, mas ele já haviam levado
Frodo. Sam os seguiu e percebeu, para seu horror, que Frodo ainda
estava vivo, e que ele estava sendo levado para a Torre de Cirith
Ungol.

Em Mordor, Sam sentiu o peso do Anel e ele foi brevemente tentado pelo
poder, mas seu sentido hobbit prevaleceu. Ele passou pelos observadores
nos portões da torre usando o Frasco e ficou surpreso em perceber que
os orcs haviam brigado pela camisa de mithril de Frodo, e que muitos
deles estavam mortos. Ele escutou dois dos sobreviventes discutindo
sobre ele, dizendo que um Grande Guerreiro Élfico estava solto. Então o
orc Shagrat passou por ele carregando a camisa de mithril, a capa e a
espada em direção à Barad-dûr. Sam o deixou ir e foi à procura de
Frodo, cantando enquanto ia.

“Embora aqui, jornada finda,

Tu, escuridão, me aflijas,


Além das altas torres inda


E das montanhas rijas,


Além das sombras vai o sol,


E estrelas há nos céus.


E não direi: “Morreu o sol”,


E nem direi adeus.

O Retorno do Rei: “A Torre de Cirith Ungol,” p.180

Sam acreditou ter ouvido uma resposta fraca, e escalou à sala superior
da Torre onde ele encontrou Frodo sendo torturado por Snaga. Sam correu
até Snaga e o orc caiu pelo alçapão. Frodo estava deitado nu e
sangrando no chão, mas pior que seus ferimentos físicos foi o desespero
de Frodo de que o Anel havia ido e tudo estava perdido. Quando Sam
revelou que o Anel estava em segurança, Frodo atacou Sam e agarrou o
Anel dele. Frodo imediatamente lamentou suas atitudes, e Sam viu que o
Anel carregado por Frodo estava ficando cada vez mais forte.

Sam encontrou algumas vestimentas de orc para ele e Frodo e eles
partiram através da Planície de Gorgoroth em direção à Montanha da
Perdição. O único pensamento de Frodo era chegar à Montanha Ardente,
mas Sam estava preocupado em como eles voltariam vivos sem comida e
água suficiente para ambos os caminhos.

Mas no momento em que a esperança morria em Sam, ou parecia morrer,
ela se transformou em uma nova força. O rosto simples do hobbit ficou
austero, quase cruel, no momento em que sua disposição endureceu, e ele
sentiu um frêmito percorrer-lhe pernas e braços, como se tivesse se
transformado em alguma criatura de pedra e aço, que não poderia ser
subjugada nem pelo desespero, nem pelo cansaço, nem por milhas
infindáveis de terras desoladas.

O Retorno do Rei: “A Montanha da Perdição,” p. 208

Sam viu que o Anel estava se tornando um peso no corpo e na mente de
Frodo. Ele não podia fazer nada para aliviar o sofrimento de seu
mestre, mas ele fez o que ele pôde para aliviar um pouco de sua carga.
Ele livrou-se da vestimenta orc dele, e Sam disse adeus aos seus
utensílios de cozinha que ele carregara tanto tempo. E quando Frodo não
podia mais caminhar e começou a rastejar, Sam carregou-o montanha
acima.

Sam olhou para ele e chorou em seu íntimo, mas nenhuma lágrima
chegou-lhe aos olhos secos ardidos. – “Eu disse que o carregaria, mesmo
que arrebentasse as costa” – murmurou ele -, “e é isso que eu vou
fazer!”


“Venha Sr. Frodo!” – gritou ele. – Não posso carregar a coisa em seu
lugar, mas posso carrega-lo junto com ela. Então vamos subir! Venha,
Sr. Frodo, meu querido! Sam vai lhe dar uma carona. E é só dizer para
onde ir, e ele irá”.

O Retorno do Rei: “A Montanha da Perdição,” p. 215

Enquanto eles se aproximavam das Fendas da Perdição, Gollum apareceu.
Sam sacou Ferroada e disse a Frodo para prosseguir. Mas algo o impediu
de matar a miserável criatura que estava arruinada por séculos de
influência do Anel que Sam brevemente carregara. Sam o deixou ir e saiu
para procurar Frodo. Mas Frodo foi subjugado pelo terrível poder do
Anel e o reivindicou para si, recusando-se a destruí-lo. Então Gollum,
cuja vida Frodo e Sam pouparam, atacou Frodo, e arrancou com uma
mordida o dedo que carregava o Anel. Gollum caiu no abismo flamejante e
o Anel foi destruído. Mordor começou a cair em ruínas.

“Estou feliz em tê-lo aqui comigo” – disse Frodo. – “Aqui, no fim de todas as coisas, Sam.”

“Sim, estou com o senhor, Mestre” – disse Sam, pousando delicadamente a
mão ferida de Frodo sobre o peito. – “E o senhor está comigo. E a
viajem está terminada. Mas depois de ter vindo até aqui não quero
desistir dela ainda. Não é do meu feitio, de certa forma, se o senhor
me entende.”

O Retorno do Rei: “O Campo de Cormallen,” p. 227

Sam conduziu Frodo para fora das Sammath Naur e desceu a montanha, onde
eles foram encontrados por Gandalf e as Águias. Eles foram levados para
Valfenda, onde seus ferimentos foram cuidados por Aragorn e eles foram
venerados como heróis pelos Senhores do Oeste.

Os quatro hobbits voltaram para casa. Sam ficou contente em encontrar
Bill o Pônei vivo em Bri. Mas problemas esperavam por eles no Condado:
Saruman e seus capangas haviam tomado o comando, e muitas árvores foram
cortadas para alimentar as indústrias, e Sam começou a trabalhar na
restauração de seu amado Condado para o seu natural estado bucólico.
Ele cuidadosamente espalhou os grãos de solo que Galadriel havia dado
para ele ao redor do Condado e ele plantou uma semente de mallorn onde
a Árvore da Festa estava anteriormente. Na primavera de 3020 – 1420 no
Registro do Condado – as árvores floresceram, e os jardins cresceram, e
a colheita foi abundante.

Sam casou-se com Rosinha Villa em 1º de Maio desse ano e eles se
mudaram para Bolsão com Frodo. Sua filha nasceu em 25 de Março de 3021,
e ela foi chamada Elanor após as flores de Lothlórien. Sam estava
contente, mas seu mestre não. Frodo continuou a ser perturbado por seus
ferimentos e seu peso, e decidiu navegar para o Oeste e deixar a
Terra-Média para trás. Sam chorou por ambos. Ele acompanhou Frodo até
os Portos Cinzentos e lá ele se separou do mestre e amigo que ele tão
fielmente serviu.

Sam voltou para seu lar em Bolsão, que agora lhe pertencia. Ele e
Rosinha tiveram 13 filhos no total. Sua filha mais velha, Elanor,
casou-se com Fastred de Ilhaverde, que tornou-se o Guarda do Marco
Ocidental. Cachinhos Dourados casou-se com Faramir, filho e herdeiro de
Peregrin Tûk. Sam foi eleito Prefeito do Condado no ano 6 da Quarta Er.
Ele realizou sete governos de sete anos, e foi feito Conselheiro do
Reino do Norte por Aragorn, o Rei Elessar, no ano 13. No ano 15 o rei
visitou o Reino do Norte e deu à Sam a Estrela dos Dúnedain. Sam, Rosa
e Elanor viajaram para Gondor no ano 21 e permaneceram lá por um ano.

Quando Rosa morreu no ano 61, Sam deixou Bolsão para seu filho mais
velho, Frodo Jardineiro, e deu o Livro Vermelho para sua filha Elanor.
Ele foi aos Portos Cinzentos, onde é dito que ele cruzou o Mar em
direção ao Oeste. Acredita-se que ele tenha se reunido com Frodo antes
de morrer.

Fontes Adicionais:

As Cartas de J.R.R.Tolkien:
Carta 96 e Carta 246 discutem a chance de Gollum se arrepender na Escadaria de Cirith Ungol.

Datas Importantes:



2980


6 de Abril:
Nascimento de Sam

Nota: Existe uma discrepância entre “O Conto dos Anos” (Apêndice
B), que dá op ano de nascimento de Sam como 2983, e “A Árvore dos Pais
dos Pais do Mestre Samwise” (Apêndice C), que dá a data de seu
nascimento como 1380 nos Registros do Condado, ou 2980. A data na
Árvore de família parece ser a data mais correta por vários motivos.
Primeiro, é notado que Sam possuía 96 anos no final de seu mandato como
Prefeito em 1476 R.C., o que corresponde com um nascimento no ano de
13810 R.C. (2980). Segundo, na árvore da família de Sam, sua irmã
Calêndula possui a data de nascimento como 1383 R.C. (2983), e é
improvável (apesar de possível) que eles tenham nascido no mesmo ano.
Terceiro, merry e Pippin são referidos como sendo os “Hobbits mais
novos” (SdA, p. 356) e Merry nasceu em 2982.

A data de 6 de Abril como aniversário de Sam foi retirada do Apêndice D: “…
estabeleceu-se o costume de declarar feriado e dançar no Campo da
Festa, quando o tempo o permitisse, em 6 de Abril. Alguns diziam que
era o aniversário do velho Sam Jardineiro, outros que era o dia em que
a Árvore Dourada floresceu pela primeira vez em 1420, e outros ainda
que era o Ano Novo dos elfos.”

(p. 401)

3001
Frodo herda Bolsão. Por sua vez Sam toma a maior parte dos afazeres de seu pai como jardineiro.

3018

Primavera:
Sam percebe uma mudança no comportamento de
Frodo e concorda em ajudar Merry e Pippin a descobrir o que está
perturbando seu mestre.

12 de Abril: Sam por acaso ouve Gandalf dizer a Frodo que ele possui o Um Anel. Gandalf diz que Sam irá acompanhar Frodo em sua jornada.

23 de Setembro: Sam parte com Frodo de Bolsão.
26 de Setembro: Na Floresta Velha, Sam permanece acordado quando os demais caem em sono e salva Frodo de cair no rio.
28 de Setembro: Os Hobbits são capturados por uma criatura tumular.
29 de Setembro: os Hobbits são resgatados por Tom. Eles adquirem
espadas do Oeste do túmulo. Em Bri, os hobbits conhecem Passolargo e
Sam exige provas de que ele é quem diz ser.
30 de Setembro: Os Hobbits deixam Bri com Passolargo e Bill o Pônei.

25 de Outubro: Sam secretamente participa do Conselho de Elrond e é escolhido como companheiro de Frodo para Mordor.

25 de Dezembro: A Sociedade parte de Valfenda.

3019

13 de Janeiro:
Sam salva Frodo do Observador na água. Bill o Pônei foge.
15 de Janeiro: Sam mata um orc na Câmara de Mazarbul e é ferido na cabeça

14 de Fevereiro: Sam olha no Espelho de Galadriel
16 de Fevereiro: A Sociedade deixa Lórien
26 de Fevereiro: No Amon Hen, Boromir tenta pegar o Anel. Frodo decide ir à Mordor sozinho, mas é seguido por Sam
29 de Fevereiro: Frodo e Sam encontram Gollum

1-2 de Março: Gollum guia os hobbits através dos Pântanos Mortos
4 de Março: Sam ouve Gollum discutindo consigo mesmo.
5 de Março: OS Hobbits chegam ao Portão Negro e percebem que ele é intransponível. Gollum propõe leva-los por um caminho secreto
7 de Março: Frodo e Sam encontram Faramir, irmão de Boromir. Sam vê um Olifante.
13 de Março: Frodo é ferroado por Laracna e Sam acredita que ele
está morto. Ele escolhe continuar a missão sozinho, mas então percebe
que Frodo está vivo e foi pego pelo inimigo.
14 de Março: Sam salva Frodo da Torre de Cirith Ungol.
16 de Março: Frodo e Sam olham em direção à Montanha da Perdição do Morgai.
17 de Março: Sam localiza Gollum perto de um buraco de água.
18 de Março: Frodo e Sam são forçados a unir-se à uma companhia de orcs marchando para Udun.
19 de Março: Frodo e Sam escapam dos orcs e continuam seu caminho.
22 de Março: Frodo e Sam deixam a estrada e viram para o sul em direção à Montanha da Perdição.
23 de Março: Os hobbits se livram de suas vestimentas.
24 de Março: Os hobbits chegam aos pés da Montanha da Perdição.
25 de Março: Sam carrega Frodo pelas encostas da Montanha da
Perdição. Eles encontram Gollum, e Sam o enfrenta enquanto Frodo
continua. Sam poupa a vida de Gollum. Frodo reivindica o Anel para si.
Gollum arranca o dedo de Frodo com uma mordida e cai no abismo
flamejante e o Anel é destruído. Sam ajuda Frodo a sair das Sammath
Naur, e eles são resgatados da destruição de Mordor por Gandalf e as
Águias.

6 de Abril: Frodo e Sam são honrados no Campo de Cormallen

30 de Outubro: Os Hobbits chegam à Ponte do Brandevin.

2 de Novembro: Sam encontra-se com Rosa Villa
3 de Novembro: Batalha do Beirágua

3020



Primavera:
Árvores, jardins e colheitas são restaurados por Sam usando o presente de Galadriel.

6 de Abril: O mallorn floresce no Campo da Festa no aniversário de Sam.

1 de Maio: Sam casa-se com Rosa Villa e muda-se para Bolsão.

3021



25 de Março:
Aniversário da filha de Sam, Elanor

21 de Setembro: Frodo e Sam partem para os Portos Cinzentos
29 de Setembro: Frodo navega para o Oeste para as Terras Imortais.

6 de Outubro: Sam retorna à Bolsão.

Quarta Era:



2

Nascimento de Frodo, filho de Sam.
4
Nascimento de Rosa, filha de Sam.
6
Sam é eleito Prefeito do Condado. Nasce Merry, filho de Sam.
8
Nascimento de Pippin, filho de Sam.
10
Nascimento de Cachinhos Dourados, filha de Sam.
11
Nascimento de Hamfast, filho de Sam.
13
Sam é eleito prefeito pela segunda vez. Ele é nomeado Conselheiro do Reino do Norte pelo Rei Elessar.
14
Nascimento de Margarida, filha de Sam.
15
O Rei Elessar vem para o norte e encontra-se com Pippin, Merry e Sam.
Ele dá a Sam a Estrela dos Dúnedain. Nascimento de Bilbo, filho de Sam.
17
Nascimento de Rubi, filha de Sam.
19
Nascimento de Robin, filho de Sam.
20
Sam é eleito prefeito pela terceira vez.
21
Sam, Rosa e Elanor viajam para Gondor e permanecem lá por um ano. Nascimento de Tom, filho de Sam.
27
Sam é eleito prefeito pela quarta vez.
30
Elanor casa-se com Fastred de Ilhaverde, nas Colinas Distantes
31
O Marco Ocidental , das Colinas Distantes até as Colinas das Torres, é anexado ao Condado como uma doação do Rei Elessar.
33
Nascimento de Elfostan Lindofilho, neto de Sam, filho de Elanor e Fastred.
34
Sam é eleito prefeito pela quinta vez. O Thain Peregrin faz de Fastred
o Diretor do Marco Ocidental. Fastred e Elanor mudam-se para
Sob-as-Torres, nas Colinas das Torres. Deles descendem os Lindofilhos
das Torres.
41
Sam é eleito prefeito pela sexta vez. Nascimento de Holfast Jardineiro, neto de Sam.
42
Cachinhos Dourados, filha de Sam, casa-se com Faramir, filho de Pippin
48
Sam é eleito prefeito pela sétima e última vez.
61
Dia do Meio do Ano: Morte da esposa de Sam, Rosa.
22 de Setembro: Sam deixa Bolsão. Ele dá o Livro Vermelho para
sua filha Elanor e vai para os Portos Cinzentos, onde ele segue Frodo
sobre o Mar para o Oeste.

Nomes e Títulos:



Samwise Gamgi:

Samwise significa “meio sábio”, “simples” ou “estúpido” no Inglês Antigo. (Apêndice F, p. 428; Cartas, nº72). Veja também phantael abaixo.
Gamgi é um sobrenome inglês (Gamgee) e também um nome para
“algodão”, nomeado após um cirurgião inglês inventar a ‘fibra de
algodão”. Tolkien lembra do nome de sua infância próximo de Birmingham
e o usou para relacionar a família Gamgi com a Família Villa (Cotton,
no original em inglês). Como nome hobbit, Gamgi é derivado de Gamwich,
uma vila no Condado onde a família originou-se. A forma Hobitesca de
Gamwich é Galabas – significando “aldeia da caça” – gerando o nome de família Galbasi. Outras formas do nome de família incluem Gammidge, Gamwichy, e Gammidgy.
“Guide to the Names in The Lord of The Rings,” p. 166
As Cartas de J.R.R. Tolkien: Cartas nº 72, 144, 184.

Portador do Anel:
Uma vez que Sam tenha carregado o Anel por um breve momento em Mordor,
ele pode ser considerado no título de “Portador do Anel”.

Samwise o Bravo:
Quando Sam desejou saber se a história de Frodo e o Anel seria
eternamente lembradas, Frodo sugeriu que um dia Sam seria chamado de
Samwise o Bravo.

“Mas você deixou de for a um dos principais personagens, Samwise, o
Bravo. ‘Quero ouvir mais sobre Sam papai. Por que ele não falou mais
coisas papai? É disso que eu gosto. Acho engraçado. E Frodo não teria
ido muito longe sem Sam, teria, papai?’ ”

As Duas Torres: “As Escadarias de Cirith Ungol,” p. 331

Samwise o Forte, Herói de seu Tempo:
Em Mordor, Samwise foi brevemente tentado pelo Anel e imaginou a si mesmo como Samwise o Forte, Herói de seu Tempo.

Fantasias loucas despertavam em sua mente, e ele via Samwise, o
Forte, Herói de seu Tempo, caminhando a passos largos com uma espada
flamejante através da terra escurecida, e exércitos se arrebanhando a
um chamado seu, no momento em que marchava para derrotar Barad-dûr. E
então todas as nuvens se dissipavam, e o sol branco brilhava, e a uma
ordem sua o vale de Gorgoroth se transformava num jardim de flores e
árvores que dava frutos. Ele só tinha de colocar o Anel e reivindicar a
sua posse, e tudo isso podia acontecer.

O Retorno do Rei: “A Torre de Cirith Ungol,” p. 171

Prefeito do Condado:
Sam foi eleito prefeito depois que Will Pealvo resignou no ano 7 da
Quarta Era (1427 R.C.). Sam serviu sete mandatos de sete anos como
Prefeito. Apêndice B: “O Conto dos Anos,” p. 386

Conselheiro do Reino do Norte:
O Rei Elessar fez de Sam Conselheiro do Reino do Norte no ano 14. (Apêndice B, p. 386)

Perphael:
O nome élfico para Samwise, significando “meio-sábio”. A forma lenizada da palavra é Berhael. Esse nome é usado para referir-se a Sam em enaltecimento no Campo de Cormallen.

Daur a Berhael, Conin en Annûn! Eglerio!
(Frodo e Sam, Princípes do Oeste, louvaio-os!)
O Retorno do Rei: “O Campo de Cormallen,” p. 230

Panthael:
Em reconhecimento aos feitos de Sam na Guerra do Anel, Aragorn percebeu que ele dveria ser chamado de Panthael significando “completamente sábio” ao invés de Perhael que significa “meio sábio”. Aragorn escreveu isso em uma carta para Sam que aparece no epílogo encontrado no The History Of Middle-earth, vol. IX, Sauron Defeated.

Harthad Uluithiad (Esperança Insaciável):
Em um primeiro rascunho de “Muitas Despedidas,” Gandalf dá esse nome à Sam.

“… Eu nomeio diante de todos vocês Frodo do Condado e Samwise seu
servo. E os bardos e menestréis lhes darão novos nomes: Bronwe athan
Harthad e Harthad Uluithiad, Heroísmo sem Esperança e Esperança
Insaciável.”

The History Of Middle-Earth, vol IX, Sauron Defeated: “Many partings,” p. 62

Sam Jardineiro:
Sam veio a ser chamado assim em anos posteriores, sem dúvida por causa
de suas habilidades como jardineiro e seu uso do presente de Galadriel
para restaurar as árvores e plantas do Condado após a Guerra do Anel.
Seu filho mais velho, Frodo, usou o nome de família Jardineiro e dele
descenderam os Jardineiros da Colina.
Apêndice C: Genealogia dos Gamgi, p. 393
Apêndice D: “Os Calendários,” p. 401

Banazîr Galbasi:
Banazîr Galbasi é o nome hobbit de Samwise Gamgi. Banazîr é o equivalente de Samwise, significando “meio sábio”, e é abreviado como Ban. Galbasi, ou Galpsi, é derivado de Galabas, a forma hobbitesca da vila Gamwich, significando “aldeia da caça”.
Apêndice F: “Da Tradução,” p. 428, 430

 
Árvore Genealógica:
  
gamgee-tree

 

 

 

 

 

Fonte: The Thain’s Book

Peregrin Tûk

Biografia:

Peregrin estava ainda na vintolescência quando ele anunciou sua intenção de acompanhar seu primo Frodo Bolseiro em sua jornada. A juventude e a natureza curiosa de Pippin o colocariam em apuros em algumas ocasiões, mas sua leal amizade e sua insaciável jovialidade ajudaram a carregá-lo e a seus companheiros pelas horas mais sombrias. Durante a jornada, ele cresceu rapidamente e tornou-se um importante membro da Sociedade e um cavaleiro de Gondor.

Pippin nasceu em 2990, filho único de Paladin Tûk e Eglantine Ladeira Tûk. O pai de Pippin cultivou as terras ao redor do Fosso Branco perto de Tuqueburgo, e ele também ostentava o título de Thain Paladin II. O Thain era o mestre do Tribunal do Condado e capitão das Tropas do Condado e dos Hobbits-em-armas. Esses títulos tornaram-se grandes títulos de nobreza, mas o Thain possuía um respeito especial entre os Hobbits. Como herdeiro do Thain, Pippin foi um jovem cavalheiro hobbit de prestígio e riqueza.

Em adição à suas riquezas e posição social, os Tûks também eram notáveis pela tendência aventureira que era característica na família.
Essa qualidade era aparente em Pippin, o qual, junto com seu amigo próximo Merry Brandebuque e o jardineiro de Frodo, Sam Gamgi, conspirou para descobrir a causa do comportamento misterioso de Frodo na primavera e no verão de 3018. Mas era mais do que o amor por aventuras que levou Pippin a decidir-se por deixar o Condado com Frodo; amizade e lealdade também foram fatores relevantes.

“Você não está entendendo” – disse Pippin. “Você precisa ir – portanto nós precisamos ir também. Merry e eu vamos com você. Sam é um sujeito excelente e pularia dentro da garganta de um dragão para salva-lo, se não tropeçasse nos próprios pés; mas você precisará de mais de um companheiro nessa aventura perigosa.”
A Sociedade do Anel: “Conspiração Desmascarada,” p. 109

Na Floresta Velha, no primeiro estágio da jornada dos Hobbits, Pippin e Merry adormecem em um salgueiro. Uma fenda abriu-se no tronco, e Pippin foi engolido para dentro da árvore enquanto Merry estava preso na fenda. Eles foram resgatados do Velho Salgueiro Homem por Tom Bombadil, mas a experiência foi perturbante.

No Pônei Saltitante em Bri, Pippin começou contando histórias engraçadas sobre o Condado na sala de estar. Ele tolamente deixou-se
levar pela atenção – e talvez pelo excesso de cerveja – e chegou perigosamente próximo de mencionar o desaparecimento de Bilbo em sua festa de aniversário, cortesia de seu anel mágico. Frodo tentou distrair o público com uma canção, mas acabou acidentalmente colocando o Anel no dedo e desaparecendo. Um Guardião chamado Passolargo veio ao seu auxílio e escondeu os hobbits em outro quarto. A estalagem foi atacada durante a noite, mas os hobbits permaneceram a salvo. Eles deixaram Bri na manhã seguinte.

O próximo estágio da jornada foi difícil. Frodo foi ferido pelo Rei-Bruxo no Topo do Vento e ficou à beira da morte. Mas em Valfenda.
Frodo foi curado e o bom humor de Pippin voltou, e mesmo uma repreensão de Gandalf não poderia deprimi-lo. Mas após o Conselho, Pippin ficou apavorado quando pareceu que Frodo e Sam iriam continuar a expedição para destruir o Anel sem ele.

“Nós Hobbits devemos permanecer juntos. E vamos permanecer. Irei, a não ser que me acorrentem. Deve haver alguém inteligente no grupo” “Então certamente você não será escolhido, Peregrin Tûk!” – disse Gandalf …
A Sociedade do Anel: “O Anel vai para o Sul,” p. 289

Quando chegou a hora de Elrond escolher os membros da Sociedade que poderia acompanhar Frodo, ele estava inclinado a enviar Merry e Pippin de volta ao Condado para dar o alarme.

“De qualquer modo, julgo que o mais jovem dos dois, Peregrin Tûk, deve permanecer. Meu coração é contra sua partida.”
“Então, Mestre Elrond, o senhor terá de me acorrentar numa prisão, ou me mandar para casa amarrado num saco,” – disse Pippin. “Pois de outro modo, seguirei a comitiva.”

A Sociedade do Anel: “O Anel vai para o Sul,” p. 293-94

Pippin encontrou um aliado inesperado em Gandalf, que disse que a amizade dos Hobbits poderia ser considerada a seu favor. Então Pippin foi escolhido como o nono membro da Sociedade, e partiu com a comitiva em 25 de Dezembro.

Do lado de fora dos Portões de Moria, Pippin testou a paciência de Gandalf questionando o mago enquanto ele tentava encontrar o feitiço para abrir a porta. Dentro das Minas, Pippin novamente despertou a ira de Gandalf quando derrubou uma pedra em um poço e tambores soaram nas profundezas em resposta.

“Que foi isso?” – perguntou Gandalf. Ficou aliviado quando Pippin confessou o que tinha feito; mas ficou furioso, e Pippin pôde ver seus olhos faiscando.
“Seu Tûk Tolo!” – rosnou ele. “Esta é uma viajem séria, não um piquenique de hobbits. Atire-se da próxima vez, e então não vai mais
atrapalhar. Agora fique quieto!”

A Sociedade do Anel: “Uma Jornada no Escuro,” p. 332

Pippin fez a primeira ronda nessa noite e sentiu-se deprimido, mas Gandalf sentiu pena dele e o liberou. Dois dias depois, Gandalf caiu nas sombras enfrentando o Balrog na Ponte de Khazad-dum. A Sociedade passou por Lothlorien, onde o povo de Galadriel os ofereceu
assistência e os vestiu com mantos cinzentos com broches em formato de folha. A Companhia continuou descendo o Anduin até o Amon Hen, onde Frodo decidiu prosseguir sozinho para decidir o que fazer. Pippin ficou preocupado com seu amigo.

“Devemos detê-lo” – disse Pippin. “E tenho certeza de que é isso que o preocupa. Ele sabe que não concordaremos com sua ida para o Leste. E não lhe agrada pedir que qualquer um de nós o acompanhe, o pobre camarada. Imagine, ir para Mordor sozinho!” – Pippin estremeceu. “Mas o velho e tolo hobbit tem de saber que não será preciso pedir. Tem de saber que, se não conseguirmos detê-lo, não vamos abandoná-lo.”
A Sociedade do Anel: “O Rompimento da Sociedade,” p. 429

Quando Frodo não retornou, Pippin e Merry saíram para procurá-lo e correram justamente na direção de um bando de Uruk-hai que havia sido enviado para encontrar os Hobbits. Boromir tentou defender os Hobbits, mas ele foi morto e Pippin e Merry foram carregados em direção à Isengard.

Pippin era capaz de permanecer alerta apesar da dificuldade da marcha forçada. Enquanto os Uruks de Isengard e os Orcs de Mordor brigavam entre si, Pippin cortou as cordas amarrando suas mãos. Mais tarde ele se libertou momentaneamente e pôde soltar seu broxe de Lothlórien para marcar o caminho. Quando os Rohirrim atacaram os Uruks, Grishnákh de Mordor teve a oportunidade de pegar os Hobbits ele mesmo. Pippin percebeu que Grishnákh sabia do Anel e fingiu que ele e Merry poderiam ajudá-lo a fim de bolar um plano para escapar. Grishnákh os levou para fora da batalha mas foi morto por um Cavaleiro de Rohan e os hobbits conseguiram rastejar em segurança para a Floresta de Fangorn.

Em Fangorn, os Hobbits conheceram Barbárvore, um ent que protegia e cuidava das árvores da floresta. Quando os Hobbits contaram à Barbárvore sua história, ele foi incitado a tomar uma ação contraSaruman, que estava destruindo as árvores de Fangorn. Um ent chamado Tronquesperto fez companhia à Merry e Pippin enquanto o Entebate prosseguiu. Por fim os Ents decidiram ir à guerra, e Merry e Pippin foram com eles enquanto avançavam rumo à Isengard. Enquanto isengard estava inundada, Pippin foi surpreendido pela chegada de Gandalf o Branco.

“Gandalf!”, disse eu finalmente, mas minha voz era apenas um sussurro. Pensam que ele disse: “Olá, Pippin! Que surpresa agradável!”?
Na verdade não! Ele disse: “Levante-se, seu Tûk idiota! Onde, em nome do espanto, está Barbárvore no meio de todo este estrago? Quero vê-lo. Rápido!”

As Duas Torres: “Escombros de Destroços” p. 173

Os Hobbits também se reuniram com Aragorn, Legolas e Gimli que procuraram pelos Hobbits longa e duramente. Os Hobbits abasteceram seus amigos com comida e erva-de-fumo das ruínas de Isengard e Pippin tinha um cachimbo reserva para compartilhar.

Quando Gandalf confrontou Saruman em Isengard, Pippin pegou o palantír que Gríma havia jogado da torre. Pippin foi consumido pela curiosidade pelo estranho globo e mais tarde o tomou de Gandalf enquanto ele dormia. Quando Pippin olhou no palantír, ele viu Sauron que exigiu saber quem ele era. Pippin respondeu, “Um Hobbit”, e assim seu ato de travessura teve um efeito benéfico inesperado: Sauron achou que o portador do Anel estava em Isengard, e ele concentrou suas atenções no Oeste enquanto Frodo movia-se ao Leste em direção à Mordor.

Pippin foi abalado por sua experiência, e Gandalf o colocou em Scadufax e cavalgou com ele para Minas Tirith. Lá Pippin conheceu Denethor, o Regente de Gondor e pai de Boromir. Pippin prometeu sua lealdade à Denethor e tornou-se um Guarda da Cidadela. Ele recebeu uma vestimenta preta e prateada e um elmo com asas. Beregond, um Guarda da Terceira Companhia, instruiu Pippin nas responsabilidades e códigos dos Guardas.

O filho mais novo de Denethor, Faramir, retornou à Minas Tirith e ficou surpreso ao ver Pippin. Faramir relatou seu encontro com Frodo em Ithilien, e Denethor irritou-se por Faramir não ter trazido o Anel até ele. Faramir saiu para impedir as forças de Sauron de cruzarem o rio, mas ele foi trazido de volta para a cidade gravemente ferido.

Enquanto as forças de Sauron sitiavam Minas Tirith, Denethor desesperou-se. Ele havia usado um palantír e visto a poderosa força de
Mordor. Denethor exigiu que seus servos acendessem uma pira funeral para ele e seu filho, que ainda estava vivo, mas Pippin disse a eles para esperar até que ele conseguisse ajuda. Ele pediu à Beregond para ir ao auxílio de Faramir e então encontrou Gandalf nos portões. Gandalf e Beregond conseguiram salvar Faramir, mas Denethor escolheu morrer.

Após a Batalha dos Campos do Pellenor, Pippin encontrou seu amigo Merry vagando confuso e seriamente ferido após seu confronto com o Rei-bruxo. Pippin levou merry às Casas de Cura, onde Aragorn pôde salvá-lo. Quando os Capitães do Oeste rumaram em direção ao Portão Negro, Pippin os acompanhou. Ele salvou a vida de Beregond na Batalha do Morannon matando um chefe dos Trolls, mas foi esmagado embaixo do corpo da criatura. Gimli mais tarde viu seu pé saindo de uma pilha de carcaças e o resgatou.

Quando os Hobbits retornaram ao Condado e viram que os capangas de Saruman haviam tomado o controle, Pippin foi reunir os Tûks. Ele e Merry comandaram as tropas dos Hobbits na Batalha de Beirágua e libertou o Condado dos rufiões. Seus nomes estão no topo da Lista em honra àqueles que lutaram na batalha. Eles foram saudados como heróis por seus companheiros Hobbits, e eles pareciam totalmente nobres enquanto cavalgavam pelo Condado em suas vestimentas. A bebida dos Ents que eles tomaram em Fangorn os fez ficarem mais altos que 1,33 m – o recorde de altura Hobbit antes possuído por Bandobras “Urratouro” Tûk.

Merry e Pippin viajaram para os Portos Cinzentos para se despedir de seu companheiro e amigo Frodo em 3021. Pippin viveu com Merry em Cricôncavo por algum tempo. Ele casou-se com Diamantina de Frincha Longa e eles tiveram um filho chamado Faramir. Quando seu pai morreu, Pippin tornou-se o Thain Peregrin I e Aragorn, o Rei Elessar, fez dele um Conselheiro do Reino do Norte. Pippin frequentemente visitou o Rei Elessar na capital do norte, Annuminas. Em Grandes Smials, Pippin estabeleceu uma biblioteca de livros históricos e anotações que mais tarde hospedaram o Livro do Thain.

Pippin retirou-se para Gondor no ano 64 da Quarta Era após entregar seu cargo d Thain para seu filho Faramir Tûk. Ele e Merry viveram lá o resto de seus dias, e quando morreram eles foram levados para descansar em Rath Dinen entre os grandes de Gondor. Quando o rei Elessar morreu, em 120, é dito que os túmulos de Pippin e Merry foram colocados ao seu lado.

Nota:
A cor do cabelo de Pippin é mencionada apenas no Epílogo que é encontrado no The History of Middle-earth , vol. IX, Sauron Defeated. Seu homônimo, Pippin Gamgi, descreve Pippin Tûk como possuindo “cabelo quase dourado”

Datas Importantes:

2990
Nascimento de Pippin

3001
22 de Setembro:
Pippin comparece à Festa de Despedida de Bilbo.

3018
23 de Setembro: Pippin sai de Bolsão com Frodo e Sam
25 de Setembro: Pippin e Merry contam à Frodo suas intenções para vir com ele
26 de Setembro: Pippin e Merry são aprisionados pelo Velho Salgueiro-homem e resgatados por Tom Bombadil
28 de Setembro: Os Hobbits são capturados por uma criatura tumular.
29 de Setembro: Os hobbits são resgatados por Tom. Eles adquirem espadas do Oeste do túmulo. Em Bri, o comportamento tolo de Pippin no Pônei Saltitante leva Frodo a acidentalmente usar o Anel causando um ataque à hospedaria.

25 de Outubro: Pippin sabe da aceitação de Frodo na Demanda do Anel e resolve ir com ele.

18 de Dezembro: Pippin é escolhido como um membro da Sociedade
25 de Dezembro: A Sociedade deixa Valfenda.

3019
13 de Janeiro:
A Sociedade entra em Moria. Pippin derruba uma pedra em um poço e tambores são ouvidos nas profundezas.
15 de Janeiro: Gandalf cai nas sombras enquanto enfrenta o Balrog.

26 de Fevereiro: Rompimento da Sociedade. Pippin e Merry são capturados pelos Uruk-hai. Pippin consegue cortar as cordas que prendem suas mãos.
27 de Fevereiro: Pippin derruba seu broche.
28 de Fevereiro: Os Cavaleiros de Rohan atacam os captores dos Hobbits.
29 de Fevereiro:Pippin e Merry escapam para a Floresta de Fangorn e conhecem Barbárvore.
30 de Fevereiro: O Entebate começa. Os Hobbits conhecem Tronquesperto e passam a noite em sua casa.

1 de Março: O Entebate continua. Os Hobbits permanecem na casa de Tronquesperto.
2 de Março: O Entebate acaba. Os Ents marcham para Isengard. Pippin e Merry vão nos ombros de Barbárvore.

3 de Março: A destruição de Isengard continua. Os Hobbits se reúnem com gandalf o Branco.

5 de Março: Os Hobbits se reúnem com Aragorn, Legolas e Gimli. Pippin pega o palantír e mais tarde olha nele. Gandalf parte com ele para Minas Tirith.

9 de Março: Pippin e Gandalf chegam à Minas Tirith. Pippin jura lealdade à Denethor.
10 de Março: Pippin conhece Faramir.
15 de Março: Denethor tenta incendiar a si mesmo e a seu filho ferido Faramir. Pippin consegue a ajuda de Beregond e Gandalf, que
salvam a vida de Faramir. Pippin encontra Merry ferido após a Batalha dos Campos do Pellenor.
18 de Março: Pippin deixa Minas Tirith com os Capitão do Oeste.
25 de Março: Pippin mata um chefe dos Trolls nos Portões Negros. Destruição do Anel e queda de Sauron.

30 de Outubro: Os Hobbits retornam ao Condado e o encontram invadido por rufiões.

2 de Novembro: Pippin cavalga até Tuqueburgo para reunir os Tûks.
3 de Novembro: Pippin e Merry comandam as tropas dos Hobbits na Batalha de Beirágua e expulsam os rufiões.

3021
29 de Setembro:
Pippin e Merry chegam aos Portos Cinzentos para se despedir de Frodo.

Quarta Era
6

Pippin casa-se com Diamantina de Frincha Longa.
9
Nasce Faramir, filho de Pippin.
13
Pippin torna-se o Thain Peregrin I e é feito Conselheiro do Reino do Norte.
15
O Rei Elessar vem para o norte e encontra-se com Pippin, Merry e Sam.
34
O Thain Peregrin I faz do genro de Sam, Fastred, Guarda do Marco Ocidental.
42
Faramir, filho de Pippin, casa-se com Cachinhos Dourados, filha de Sam.
63
Pippin deixa o cargo de Thain para seu filho Faramir. Pippin e Merryviajam para Rohan e se encontram com o Rei Éomer antes de sua morte.
64
Pippin e Merry se estabelecem em Gondor. Pippin traz uma cópia dos relatos de Bilbo e Frodo sobre a Guerra do Anel para Minas Tirith, onde ela é corrigida e comentada. Os Hobbits vivem em Gondor até suas mortes.
120
Morte do Rei Elessar. Os túmulos de Merry e Pippin são colocados ao lado do túmulo do Rei.

Nomes e Títulos:

Peregrin “Pippin” Tûk

Tûk é um nome hobbit de origem incerta. A pronúncia é mais próxima de “Luke” do que “book” (“Guide to the Names in the Lord of The Rings,” p. 174)
Peregrin significa “que tem tendência por vaguear” ou “estar em uma peregrinação, viajando para o exterior.”
Pippin é um tipo de maça e também significa “uma pessoa ou coisa muito admirada”

Tûk Tolo:
Gandalf chama Pippin assim depois que ele derruba uma pedra em um poço em Moria. (SdA, p. 332). Em Isengard, Gandalf o chama de “Tûk idiota.” (AdT, p. 173)

Ernil I Pheriannath (Príncipe dos Pequenos):
Pippin foi chamado assim pelo povo de Minas Tirith. Acreditou-se que ele era uma pessoa de alta posição por estar na companhia de Gandalf e por que ele usava as palavras de respeito todas as vezes, como era costumeiro no Condado, mesmo quando falando para Denethor, o Regente de Gondor. (RdR: “Minas Tirith,” p. 28; Apêndice F do Senhor dos Anéis, p. 423)

Guarda da Cidadela e Cavaleiro de Gondor:
Pippin tornou-se um Guarda da Cidadela quando ele jurou lealdade à Denethor. Após a Guerra do Anel, o Rei Elessar disse a Pippin que ele permaneceria sendo um Cavaleiro de Gondor.

“Pois não se esqueça, Peregrin Tûk, de que você é um cavaleiro de Gondor, e eu não o dispenso do serviço. Agora você parte de licença, mas posso voltar a chamá-lo. E lembrem-se, queridos amigos do Condado, que meu reino também abrange o norte, e irei até lá um dia.”
O Retorno do Rei: “Muitas despedidas,” p. 261

Thain Peregrin I:
Pippin tornou-se o 32º Thain do Condado quando seu pai morreu no ano 14 da Quarta Era. (1434 R.C.). Como Thain, ele também foi conhecido como O Tûk. (Apêndice B do Senhor dos Anéis,p. 386)

Conselheiro do reino do Norte:
Quando Pippin tornou-se Thain, o Rei Elessar também fez dele Conselheiro do Reino do Norte. (Apêndice B do Senhor dos Anéis, p. 386)

Razanur Tûk:
Razanur Tûk (ou Tuc) é o nome hobbit de Peregrin Tûk. (HoME, vol. XII, p. 48,51)

Árvore Genealógica:
arvoretuk

Fonte: The Thain’s Book

Meriadoc Brandebuque

Biografia

Meriadoc Brandebuque foi um inteligente hobbit cuja preocupação por seu primo Frodo Bolseiro o levou a planejar a “conspiração” que assegurou que Frodo começasse sua jornada com seus amigos a seu lado. Merry tornou-se um Cavaleiro de Rohan e desempenhou um importante papel na Guerra do Anel. Através de sua coragem e lealdade ele ajudou a derrotar um dos servos mais terríveis do Senhor do Escuro.

Merry não foi o único filho e herdeiro do Senhor das Terras dos Buques, Saradoc Brandebuque, que era conhecido por Espalha-Ouro. Os Brandebuques eram uma rica e respeitada família que vivia na Terra dos Buques ao lado do rio Brandevin, apesar de algumas pessoas no Condado os considerarem  particularmente esquisitos. Através de sua mãe, Esmeralda Tûk, Merry era primo em 1º grau de Pippin Tûk, que foi seu melhor amigo e companheiro na aventura.

Um ano antes de Bilbo deixar o Condado, Merry descobriu a respeito do anel mágico do velho hobbit. Ele viu Bilbo usá-lo um dia para escapar dos Sacola-Bolseiros, e mais tarde Merry conseguiu dar uma rápida olhada nas memórias de Bilbo sobre suas aventuras. Merry guardou o segredo para si por dezessete anos até a primavera de 3018, quando Frodo tornou-se impaciente e aparentemente preocupado após uma visita de Gandalf. Merry decidiu que ele tinha que fazer algo para ajudar seu amigo, então ele uniu forças com Pippin e Sam Gamgi para descobrir a verdade.

Quando eles descobriram que Frodo desejava deixar o Condado em uma jornada de grande perigo, Merry determinou-se a ir com ele.

Pode confiar em nós para ficarmos junto com você nos bons e maus momentos – até o mais amargo fim. E pode confiar também que guardaremos qualquer um de seus segredos – melhor ainda do que você os guarda para si. Mas não pode confiar que deixaremos que enfrente problemas sozinho, e que vá embora sem dizer uma palavra. Somos seus amigos, Frodo.
A Sociedade do Anel: “Conspiração Desmascarada”, p. 111

Merry era muito organizado e eficiente. Ele já havia ajudado Frodo a sair de Bolsão, E em Cricôncavo Merry possuía pôneis e suprimentos prontos para a jornada. Ele liderou o grupo através de uma passagem para a Floresta Velha, onde ele havia estado em ocasião anterior. Mas sua familiaridade com a floresta não pode evitar que ele sucumbisse ao feitiço do vale do Voltavime. Ele adormeceu e acordou encontrando-se preso na fenda do tronco de um salgueiro, enquanto Pippin estava preso dentro da árvore. Eles foram resgatados do Velho Salgueiro-Homem por Tom Bombadil.

Tom veio socorrer os Hobbits uma segunda vez nas Colinas dos Túmulos. Os hobbits ficaram desorientados na névoa e foram atraídos para dentro de um túmulo por uma Criatura Tumular. Quando Merry acordou do feitiço, ele possuía uma memória de um homem que lutou contra o Rei-bruxo de Angmar muito tempo atrás. Dos túmulos, Merry adquiriu a espada do Oeste que mais tarde teria um papel crucial na queda do Rei-bruxo.

Em Bri, Merry decidiu não ir ao quarto comum do Pônei Saltitante com os outros hobbits, resolvendo dar uma caminhada pelos arredores ao invés disso. Ele viu um Cavaleiro Negro e tentou segui-lo mas foi sujeitado ao Hálito Negro. A hospedaria foi atacada durante a noite e os pôneis de Merry foram libertados. Cevado Carrapicho, o dono da hospedaria, comprou Bill, o pônei em compensação à perda de Merry. Eles deixaram Bri na companhia de Passolargo, o Guardião.

Em Valfenda, enquanto Frodo se recuperava de seu ferimento provocado pelo Rei-Bruxo, Merry aproveitou a oportunidade para estudar mapas e aprender sobre os lugares onde a jornada de Frodo poderia conduzi-lo. Quando os companheiros de Frodo foram escolhidos, Merry estava determinado a ser um deles. Embora Elrond quisesse enviar Merry e Pippin de volta para o Condado para alertar seu povo, a sabedoria de Gandalf prevaleceu e os quatro amigos Hobbits, junto com outros cinco companheiros, partiram de Valfenda em 25 de Dezembro.

Nos Portões de Moria, enquanto Gandalf tentava encontrar as palavras mágicas para abrir a porta, uma observação de Merry sobre as escritas nas portas concedeu a Gandalf a dica que ele precisava.

- No fim, eu estava errado – disse Gandalf. – E Gimli também. Merry, quem diria, estava na pista certa. A palavra secreta estava inscrita no arco o tempo todo! A tradução correta era: Diga “Amigo” e entre. Eu só tinha de pronunciar a palavra élfica correspondente a amigo e as portas se abririam. Simples demais para um erudito mestre nas tradições nestes dias suspeitos.
A Sociedade do Anel: “Uma jornada no escuro,” p. 327

Na jornada descendo o Anduin, o conhecimento de Merry sobre barcos mostrou-se útil. Quando a Sociedade alcançou o Amon Hen, eles tentaram designar seu próximo curso de ação. Aragorn sugeriu que Merry e Pippin acompanhassem Boromir até Minas Tirith. Merry recusou-se a deixar Frodo, mas temia por seu amigo se ele continuasse para Mordor.

- Isso não vai dar certo de modo algum! – gritou Merry. – Não podemos deixar Frodo! Pippin e eu sempre quisemos acompanhá-lo aonde quer que fosse, e ainda queremos. Mas não percebíamos o que isso significava. Tudo parecia diferente lá longe, no Condado ou em Valfenda. Seria crueldade permitir que Frodo fosse para Mordor. Por que não podemos detê-lo?
A Sociedade do Anel: “O rompimento da sociedade,” p. 429

Merry e Pippin entenderam que Frodo estava ausente e saíram para procurá-lo, mas eles correram diretamente à um bando de Orcs e Uruk-hai. Merry deu uma boa parte de si e cortou vários de seus braços e mãos, mas ele foi ferido na cabeça e, junto com Pippin, foi carregado para Isengard.

A marcha forçada foi longa e dura. Ugluk deu a Merry uma dose de um remédio Orc e colocou um curativo em seu ferimento que o curou mas o deixou com uma cicatriz marrom em sua testa para o resto de sua vida. Os Rohirrim atacaram os Uruks, e Grishnakh, um Orc de Mordor, tentou tomar os hobbits para si. Pippin percebeu que Grishnakh sabia sobre o Anel e fingiu que ele e Merry poderiam ajuda-lo na esperança de planejar um meio de fugir. Merry rapidamente entendeu a tática de Pippin. Grishnakh carregou-os para fora da batalha, mas foi morto por um Cavaleiro de Rohan, e os hobbits ficaram livres para esconder-se em segurança na Floresta de Fangorn. Os estudos de Merry sobre os mapas de Valfenda provou-se útil e ele pôde calcular onde eles estavam.

Em Fangorn, os Hobbits conheceram Barbárvore, um Ent que protegia e cuidava das árvores da floresta. Quando os hobbits contaram à Barbárvore sua história, ele foi incitado a tomar uma atitude contra Saruman, que estava destruindo as árvores de Fangorn. Ele convocou um Entebate para decidir um curso de ação. Um Ent chamado Tronquesperto ficou em companhia de Merry e Pippin enquanto o Entebate se realizou. Por fim, os Ents decidiram ir à guerra, e Merry e Pippin foram com eles, marchando para Isengard.

Após os Ents tomarem o controle de Isengard, Barbárvore deixou Merry e Pippin para vigiar os portões. Quando o Rei Théoden chegou, Merry o recebeu. O Rei Théoden conhecia os hobbits apenas como uma lenda das pessoas de Rohan, e ele ficou surpreso em conhecer dois em pessoa. Ele ficou mais surpreso ainda pelo cachimbo que Merry estava fumando, e Merry ficou feliz em contar ao Rei a história da erva de fumo, mas outros assuntos mais importantes eram mais urgentes. Théoden e Gandalf saíram para encontrar Barbárvore enquanto os hobbits forneceram aos Três Caçadores, que os procuraram arduamente por muitas milhas, com comida e erva de fumo que eles encontraram nos depósitos de Isengard.

Merry e Pippin foram separados nessa noite depois que Pippin olhou no Palantír e foi confrontado por Sauron. Gandalf levou Pippin para Minas Tirith, enquanto Merry permaneceu com os Rohirrim. Ele estava incerto sobre o que seria dele.

- Não me deixem para trás! – disse Merry. – Ainda não fui de muita utilidade, mas não quero ser deixado de lado, como bagagem a ser apanhada quando tudo terminar. Não acho que os Cavaleiros queiram se incomodar comigo agora. Embora o rei, é claro, tenha dito que eu deveria sentar ao seu lado quando chegássemos à sua casa, para lhe contar tudo sobre o Condado.
- Sim – Disse Aragorn -, e sua estrada segue com ele, eu acho, Merry.

O Retorno de Rei: “A passagem da companhia cinzenta”, p. 33

Aragorn tinha seu próprio caminho a seguir, e com ele foram Legolas e Gimli. O rei Théoden pediu à Merry para ser seu escudeiro, e Merry colocou sua espada no colo do rei e jurou-lhe lealdade.

O senhor será como um pai para mim – disse Merry.” (RdR, p. 38)

A Merry foi dado um pônei de nome Stybba e ele cavalgou com o Rei para o Templo da Colina, onde as forças de Rohan se concentravam. Então Théoden recebeu e Flecha Vermelha de Gondor pedindo a ajuda dos Rohirrim. Então Théoden conduziu seus Cavaleiros para a guerra e ordenou que Merry ficasse para trás com sua sobrinha Eowyn. Merry ficou consternado, mas então um misterioso cavaleiro chamado Dernhelm ofereceu à Merry uma carona em seu cavalo.

Eles cavalgaram para a batalha nos Campos de Pellenor do lado de fora de Minas Tirith. Ali Théoden caiu quando seu cavalo Snawmana foi atingido por uma lança e esmagou o Rei sob ele. Então o Rei-Bruxo de Angmar, Senhor dos Espectros do Anel, desceu ao campo de batalha montado em sua besta alada. Merry viu que apenas Dernhelm permanecia ao lado do caído Rei de Rohan. Merry ficou apavorado, mas lembrou do juramento que prestara ao Rei e permaneceu onde estava. O Rei Bruxo zombou de Dernhelm, dizendo “Nenhum homem mortal pode me impedir!” (RdR, p. 107). Para surpresa de Merry, Dernhelm revelou-se como Eowyn, a sobrinha do Rei.

Seu coração encheu-se de pena, misturada a uma grande surpresa, e de repente a coragem de sua raça, de inflamação lenta, despertou. Cerrou a mão. Ela não deveria morrer, tão bela, tão desesperada! Pelo menos não morreria sozinha, sem ajuda.
O Retorno do Rei: “A batalha dos Campos do Pellenor”, p. 107

Éowyn matou a besta alada, e o Rei Bruxo golpeou seu escudo com sua maça e então levantou se braço para desferir um ataque mortal. Nesse momento, Merry, despercebido, cravou sua espada do Oeste, que fora forjada para a guerra contra Angmar a muito tempo, no tendão do joelho do Rei bruxo. O Rei bruxo cambaleou para frente, e Eowyn empurrou sua espada entre a coroa e o manto do Nazgûl. Sua espada se estilhaçou e ela caiu, mas o Rei Bruxo fora derrotado. Merry foi ao lado de Théoden e ficou com ele quando ele morreu.

Éowyn e Théoden foram levados do campo de batalha para Minas Tirith, mas Merry permaneceu despercebido. Ele sentiu-se confuso e seu braço que segurara a e espada estava frio e dormente. Ele vagou pelas ruas da cidade até ser encontrado por Pippin.

- Você vai me sepultar? – disse Merry.
- Claro que não! – disse Pippin, tentando parecer alegre, embora tivesse o coração angustiado pelo medo e pela pena. – Não, você vai para as Casas de Cura.

O Retorno do Rei: “As Casas de Cura” p. 126

Merry e Éowyn foram curados por Aragorn, que usou athelas para restaurá-los. Para alívio de seus amigos, Merry imediatamente pediu por comida e um cachimbo. Mas a lembrança de fumar lembrou-lhe de Théoden e ele mudaria sua idéia se Aragorn não dissese para ele fumar um cachimbo em memória do Rei. Então merry e Pippin refletiram sobre o quão longe eles haviam chegado.

Puxa! Nós, os Tûks e Brandebuques, não conseguimos viver muito tempo nos lugares altos.
- Não mesmo – disse Merry. – Eu não consigo, pelo menos ainda não.Mas no mínimo, Pippin, agora podemos vê-los e honra-los. Acho que primeiro é melhor amara aquilo que temos condições de amar: deve-se começar em algum lugar e criar raízes, e o solo do Condado é profundo. Mas ainda há coisas mais profundas e mais altas, e nenhum feitor conseguiria cuidar de seu jardim no que ele chama de paz se não fosse por elas, que ele as conheça ou não.

O Retorno do Rei: “As Casas de Cura.” p. 138

Merry tornou-se um Cavaleiro de Rohan pelo Rei Éomer. Na procissão do funeral do rei Théoden, Merry carregou as armas do Rei e cavalgou na carruagem levando seu esquife dourado.

Quando os Hobbits retornaram ao Condado e o encontraram tomado pelos rufiões, Merry usou a Corneta da terra dos Buques dada a ele por Éowyn para recompensar os hobbits. Ele organizou os Hobbits na Batalha de Beirágua e matou um dos líderes dos rufiões que parecia ser meio Orc. Os nomes de Merry e Pippin estão no topo da Lista em honra àqueles que lutaram na batalha.

Para seus companheiros hobbits, Merry e Pippin eram heróis. Eles pareciam príncipes enquanto cavalgavam pelo Condado em seus uniformes, e a bebida dos Ents que eles tomaram em Fangorn os fez ficarem mais altos que 1,33 m – o recorde de altura Hobbit antes possuído por Bandobras “Urratouro” Tûk.

Merry e Pippin viajaram para os Portos Cinzentos se despedir de seu companheiro e amigo Frodo em 3021. Merry viveu com Pippin em Cricôncavo por algum tempo. Na ano 11 da Quarta Era, Merry tornou-se Senhor das Terras dos Buques e ficou conhecido como Meriadoc o Magnífico, devido à sua participação significativa na Guerra do Anel e na derrota de Saruman para libertar o Condado.

Dois anos mais tarde, Merry foi nomeado Conselheiro do Reino do Norte por Aragorn, o Rei Elessar. Ele casou-se com Estella Bolger, a irmã de seu amigo Fredegar e, como conseqüência da morte de seu pai, tornou-se Senhor da Terra dos Buques. Diz-se que maravilhosos presentes lhe foram enviados na ocasião pelo Rei Éomer, de Rohan, e pela Senhora Éowyn, de Ithilien.

Não se sabe exatamente quantos filhos teve o Mestre Meriadoc, mas há a certeza de que pelo menos um descentende ele gerou (já que é dito que ele e Pippin deixaram seus bens para seus filhos ao partirem rumo à Edoras), apesar de seu nome não ser conhecido.

Na Sede do Brandevin, Merry estabeleceu uma biblioteca de livros sobre Eriador e Rohan. Ele escreveu diversos livros e tratados, incluindo o Registro dos Anos, Palavras e Nomes antigos em Rohan, e o mais notável, Registro das Ervas do Condado. Ele visitou Valfenda em certa ocasiões e usou a informação que coletou lá para contribuir para o Conto dos Anos.

Poucos anos depois, o Rei Elessar o nomeia Conselheiro do Reino do Norte e, posteriormente, lhe faz uma visita. Com certeza isso colaborou para inquietar o coração do pequeno Hobbit, mas este só partiu para rever os velhos companheiros 32 anos mais tarde, em 1484 (de acordo com o calendário do Condado), quando já tinha 102 anos de idade e recebeu um chamado do Rei Éomer, que desejava vê-lo uma última vez. Ele deixou o cargo de Senhor das Terras dos Buques para seu filho e viajou com Pippin para Rohan. Merry estava com Éomer, antes do rei morrer no outono de 63.

Merry e Pippin então foram para Gondor no ano 64 e viveram lá o resto de seus dias de vida. Quando morreram ele foram levados para descansar em Rath Dinen entre os grandes de Gondor. Quando o rei Elessar morreu, em 120, é dito que os túmulos de Pippin e Merry foram colocados ao seu lado.

Datas Importantes

2982 – Nasce Merry

3000 – Merry fica sabendo sobre o anel de Bilbo.

3001 23 de Setembro – Merry ajuda Frodo a tomar conta das posses deixadas por Bilbo.

3018 Primavera – Merry recorre a ajuda de Sam e Pippin para descobrir porquê Frodo está encrencado.
Verão – Merry ajuda Frodo a comprar uma casa em Cricôncavo.

3 de Setembro: Merry vai para Cricôncavo para preparar a chegada de Frodo.
25 de Setembro: Merry encontra os três Hobbits na Balsa do Brandevin. Naquela tarde Merry conta a Frodo o que ele sabe sobre o Anel e lhe diz que deseja acompanha-lo.
26 de Setembro: Merry conduz os Hobbits para a Floresta Velha, onde eles são aprisionados pelo Velho Salgueiro-Homem e são salvos por Tom Bombadil.
28 de Setembro – Os Hobbits são capturados por uma Criatura Tumular.
29 de Setembro – Os Hobbits são resgatados por Tom Bombadil. Merry toma posse de uma Espada do Oeste no túmulo. Em Bri, Merry vai dar uma volta e ve um Cavaleiro Negro. Ele o segue mas é vencido pelo Hálito Negro.
30 de Setembro – Os pôneis de Merry se perdem. Os Hobbits deixam Bri com Passolargo e Bill, o pônei.
25 de Outubro: Merry sabe que Frodo foi aceito na Demanda do Anel e resolve ir com ele.
28 de Dezembro – Merry é escolhido como um membro da Sociedade do Anel.
25 de Dezembro – A Sociedade parte de Valfenda.

3019
13 de Janeiro – Merry ajuda a abrir o Portão de Moria.
26 de Fevereiro – A Sociedade do Anel se desfaz. Merry tenta defender Pippin e ele mesmo dos Uruk-hai mas eles são capturados.
28 de Fevereiro – Os Cavaleiros de Rohan atacam os Uruk-hai que capturaram Merry e Pippin.
29 de Fevereiro – Merry e Pippin escapam para Fangorn e conhecem Barbávore.
30 de Fevereiro – Começa o Entebate. Os Hobbits conhecem Tronquesperto e passam a noite na casa dele.
1 de Março – Entebate continua. Os Hobbits continuam na casa de Tronquesperto.
2 de Março – o Entebate acaba. Os Ents marcham para Isengard. Os Hobbits vão nos ombros de Barbávore.
3 de Março – A destruição de Isengard continua. Os Hobbits encontram Gandalf, o Branco em Fangorn.
5 de Março – os Hobbits se encontram com Aragonr, Legolas, Gimli. Merry conhece o Rei Théoden e conta a ele sobre a erva-de-fumo.
6 de Março – Merry jura lealdade ao Rei Théoden e vai com ele para o Templo da Colina.
9 de Março – Merry chega ao templo da Colina com o rei Théoden.
10 de Março – Théoden marcha para a guerra e diz que Merry não pode ir com ele. Merry o segue em segredo, marchando com Dernhelm.
15 de Março – Batalha dos Campos de Pelennor. Merry e Éowyn derrotam o Bruxo-rei e são levados para as Casas de Cura, em Gondor.
25 de Março – destruição do Anel e queda de Sauron.
14 de Agosto – Merry se despede do Rei Éomer de de Éowyn e recebe a Corneta da terra dos Cavaleiros.
30 de Outubro – Os Hobbits retornam para o Condado e encontram o local dominados pelos Rufiões.
2 de Novembro – Merry faz soar a Corneta da Terra dos Buques para sublevar os hobbits.
3 de Novembro – Merry e Pippin comandam a Batalha do Beirágua, na qual expulsam os Rufiões do Condado.