Todos os post de cassiano ricardo dalberto

Uma Viagem Encantadoramente Imaginativa

tolkien-archives.gifDiretamente do Túnel do Tempo, a Valinor disponibiliza mais um artigo de época para você (os primeiros artigos foram “O Herói é um Hobbit ” e “O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits“). Dessa vez, uma resenha do livro “O Hobbit“, escrita por Anne T. Eaton e publicada no jornal The New York Times em 13 de Março de 1938! Uma ótima oportunidade para conhecer as primeiras impressões que o trabalho de Tolkien obteve naquele tempo. Confira então “Uma Viagem Encantadoramente Imaginativa“, raridade traduzida para nós por Thais “Luz do Entardecer”.
Uma Viagem Encantadoramente ImaginativaPor Anne T. Eaton

Este é um dos livros mais estimulantemente originais e encantadoramente imaginativos para crianças a aparecer em muitos anos. Como “Alice no País das Maravilhas”, vem da Universidade de Oxford, onde o autor é professor de Anglo-Saxão e, como a história de Lewis Carroll, foi escrito por crianças que o autor conhecia (nesse caso, seus quatro filhos) e, por isso, inevitavelmente encontrou um grande público.

O período da história é entre a era do Reino Encantado e o domínio dos homens. Para um adulto que lê sobre Smaug, o Dragão, e seu tesouro, conquistado pelos anões, mas também reivindicado pelos Homens do Lago e pelo Rei Élfico, é capaz de surgir a idéia de como lenda, tradição e o começo da história se encontram e se misturam, mas para o leitor de 8 a 12 anos, “O Hobbit” é um relato glorioso de uma aventura magnífica, cheio de suspense e temperado com um humor discreto que é irresistível.

Hobbits são (ou eram) um povo pequeno, menores que anões – e eles não têm barbas – mas bem maiores que os liliputianos. Há pouca ou nenhuma magia neles, exceto do tipo comum que os ajuda a desaparecer discreta e rapidamente quando gente grande e estúpida como você e eu se aproxima de modo desajeitado, fazendo barulho como elefantes que eles podem ouvir a uma milha de distância. Eles tendem a ser gordos na barriga; vestem cores claras, principalmente verde e amarelo; não usam sapatos porque em seus pés crescem solas naturais como couro e pêlos espessos e castanhos; têm dedos morenos, longos e habilidosos, rostos amigáveis e dão gargalhadas profundas e deliciosas (especialmente depois do jantar, que eles têm duas vezes por dia, quando podem).

Bilbo Bolseiro era um hobbit que encontramos morando em sua confortável, para não dizer luxuosa, toca hobbit, pois não era uma toca suja e úmida, tampouco vazia e arenosa, mas dentro de sua porta redonda e verde, como uma escotilha, havia quartos, banheiros, adegas, despensas, cozinhas e salas de jantar, tudo ao melhor gosto hobbit. Tudo que Bilbo pedia era para ser deixado em paz em sua residência, conhecida como “Bolsão”, pois hobbits são naturalmente um povo caseiro e Bilbo não tinha anseio algum por aventuras. Quer dizer, seu lado Bolseiro não tinha, mas a mãe de Bilbo havia sido uma Tûk, e no passado os Tûks haviam se unido por casamento a uma família de fadas. Foi a porção Tûk que fez o pequeno hobbit, quase contra sua vontade, responder ao chamado de Gandalf, o Mago, para juntar-se aos anões para recuperar o tesouro deles que Smaug, o dragão, havia roubado de seus antepassados. Bilbo possui uma simpática personalidade, assim como totalmente convincente; francamente desdenhador do heróico (exceto em seus momentos mais Tûk), ele, contudo, desempenha o seu papel em emergências com uma coragem tenaz e habilidade que o faz no fim o real líder da expedição.

Depois dos anões e Bilbo terem passado pela “A Última Casa Amiga”, seu caminho os conduziu pelas Terras Ermas, sobre as Montanhas Nevoentas e por florestas que sugerem aquelas dos romances em prosa de William Morris. Como as terras de Morris, as Terras Ermas são o Reino Encantado, mas ainda assim possuem uma qualidade terrena, o aroma das árvores encharcadas pelas chuvas e o cheiro de fogueiras.

A história é repleta de dicas valiosas para o aventureiro e matador de dragões no Reino Encantado. Muitos monstros escamosos foram mortos em lendas e contos populares, mas jamais foi fornecido para leitores modernos um guia tão completo a respeito de dragões. Aqui, também, estão expostas claramente as características distintivas de anões, goblins, trolls e elfos. O relato da jornada é tão explícito que nós podemos facilmente acompanhar o progresso da expedição. Nessa tarefa somos auxiliados pelos admiráveis mapas fornecidos pelo autor que, em seus detalhes e consistência imaginativa, sugerem o “Mappe of Fairyland” de Bernard Sleigh.

As canções dos anões e elfos são poesia verdadeira, e visto que o autor é afortunado o bastante por ser capaz de fazer seus próprios desenhos, as ilustrações são um perfeito acompanhamento para o resto. Garotos e garotas de 8 anos já têm dado ao “O Hobbit” uma entusiasmada recepção, mas esse é um livro sem limite de idade. Todos aqueles, jovens ou velhos, que amam uma excelente história de aventuras, contada de forma admirável, levarão “O Hobbit” em seus corações.

Arwen

Arwen Estrela Vespertina era filha do Senhor Élfico Elrond. Ela era bela, com cabelos negros e olhos cinzentos, e ela era chamada Undómiel, a Estrela Vespertina de seu povo. A beleza de Arwen era comparável à de Lúthien, e como Lúthien, Arwen escolheu abandonar sua imortalidade pelo amor a um Homem mortal. Após a Guerra do Anel, Arwen casou-se com Aragorn, o Rei Elessar, e tornou-se Rainha dos Reinos Reunidos de Gondor e Arnor.
 
 
arwen1.jpgArwen nasceu no ano 241 da Terceira Era. Ela possuía dois irmãos mais velhos, Elladan e Elrohir. O pai deles, Elrond, era descendente tanto de Elfos quanto de Homens, e a ele foi dada a chance de escolha entre a vida imortal dos Elfos ou a vida mortal dos Homens. Arwen e seus irmãos encararam a mesma escolha.

Em 2509, a mãe de Arwen, Celebrían, foi capturada por Orcs no Passo do Chifre Vermelho, e foi torturada e ferida. Apesar de ela ter sido resgatada por seus filhos e curada fisicamente por seu marido, Celebrían permaneceu atormentada pelas terríveis memórias e ela decidiu deixar a Terra-média no ano seguinte.

Arwen passou muito tempo em Lothlórien com sua avó, Galadriel. Ela retornou a Valfenda em 2951 para visitar seu pai e lá ela conheceu Aragorn. Aragorn apaixonou-se por Arwen, mas Elrond lhe disse que a idade e experiência de sua filha, bem como sua linhagem, a colocavam muito acima de Aragorn, e que se ela decidisse permanecer com Aragorn, ela iria abrir mão da vida imortal dos Elfos e separar-se-ia de sua família.

Aragorn deixou Valfenda em viajou através da Terra-média, ganhando conhecimento e experiência. Ele veio a Lothlórien em 2980, onde encontrou Arwen. Quando Arwen viu Aragorn aproximar-se dela em Caras Galadhon, ela sabia que sua escolha estava feita. Eles passaram um período juntos em Lothlórien, e na Véspera do Solstício de Verão eles noivaram em Cerin Amroth. Mas Elrond disse a Aragorn que sua filha não iria se casar com um Homem que não fosse o que o Rei de Gondor e Arnor. Aragorn partiu novamente em árduas jornadas enquanto aspirava cumprir seu destino.

Elrond chamou Arwen de volta a Valfenda em 3009, quando as Montanhas Sombrias e as terras orientais cresceram em periculosidade. Em Outubro de 3018, Aragorn e Arwen se reuniram brevemente quando ele retornou a Valfenda com Frodo Bolseiro, mas dois meses depois Aragorn partiu com Frodo em sua jornada. Em Lothlórien, Aragorn recebeu de Galadriel a Elessar, ou Pedra Élfica, que lá havia sido deixada para ele por Arwen.

Arwen vigiou Aragorn de longe, em pensamento, e ela fez para ele um estandarte carregando o emblema da Árvore Branca de Gondor, as Sete Estrelas e a Coroa de Elendil. Ela enviou o estandarte quando seus irmãos Elladan e Elrohir acompanharam Halbarad e os Guardiões em direção ao Sul para encontrar Aragorn. Aragorn abriu o estandarte quando ele chegou aos Campos do Pellenor nos navios Corsários, em 15 de Março de 3019.

Após a queda de Sauron, Arwen viajou para o sul, em direção a Gondor, com seu pai. Ela chegou em Minas Tirith na Véspera do Solstício de Verão de 3019. Arwen e Aragorn casaram-se no Solstício de Verão e Arwen tornou-se Rainha dos Reinos Reunidos de Gondor e Arnor.

Arwen reconheceu que Frodo continuava sofrendo devido ao seu fardo. Ela deu-lhe uma jóia branca para lhe trazer conforto quando ele estivesse perturbado, e disse a ele que se não pudesse mais suportar as memórias e a dor, ele poderia navegar em seu lugar rumo ao Oeste, onde suas feridas poderiam ser curadas. Não se sabe exatamente como foi permitido a Arwen dar a Frodo esse presente. Ela pode ter pedido a Gandalf, um emissário dos Valar, para permitir que Frodo fosse em seu lugar.  

Arwen viajou a Edoras com a procissão funeral do Rei Théoden. Após o funeral, Arwen e Elrohir subiram as montanhas para se despedirem definitivamente. Então Elrond partiu e ele e sua filha nunca mais se viram novamente. Elrond cruzou o Mar para juntar-se a sua esposa nas Terras Imortais em 29 de Setembro de 3021.

Arwen e Aragorn viveram juntos alegremente por 120 anos. Eles tiveram um filho, Eldarion, e também tiveram filhas. No ano 15 da Quarta Era, o Rei e a Rainha viajaram para o Reino do Norte. Arwen atou a Elendilmir à fronte de Aragorn quando ele assumiu a completa majestade de Arnor. Eles residiram por algum tempo às margens do Lago Vesperturvo, e eles foram à Ponte do Brandevin para se encontrarem com Sam Gamgi, Merry Brandebuque e Pippin Tûk. Arwen fez da filha de Sam, Elanor, sua dama de honra.

Aragorn morreu no ano 120 da Quarta Era. Arwen ficou profundamente enlutada, e finalmente ela compreendeu o amargor da mortalidade. Arwen disse adeus aos seus filhos, e foi para Lothlórien, onde ela morreu no inverno seguinte. Seu túmulo estava em Cerin Amroth, onde ela e Aragorn tornaram-se noivos.

 
 
Fontes:

A Sociedade do Anel: “Muitos Encontros” e “Lothlórien”.
O Retorno do Rei: “O Regente e o Rei” e “Muitas despedidas”.
Apêndice A de O Senhor dos Anéis: “Parte da História de Aragorn e Arwen”
Contos Inacabados: “O Desastre dos Campos de Lis”
As Cartas de J.R.R. Tolkien: Carta 246

 
 
 
Datas Importantes:

Terceira Era:

241

Nascimento de Arwen.

2509

A mãe de Arwen, Celebrían, é capturada e atormentada por Orcs.
 
2510
Celebrían decide deixar a Terra-média e parte para as Terras Imortais.

2951

Arwen retorna de Lothlórien para Valfenda e conhece Aragorn.  

2980

Arwen e Aragorn se encontram novamente em Lothlórien e na Véspera do Solstício de Verão tornam-se noivos.

3009

Arwen retorna a Valfenda à pedido de seu pai.

3018

20 de Outubro: Aragorn retorna a Valfenda com Frodo Bolseiro.
24 de Outubro: Arwen faz-se presente no banquete em honra a Frodo.

25 de Dezembro: Aragorn deixa Valfenda com a Sociedade.

3019

16 de Fevereiro: A Sociedade parte de Lothlórien; Aragorn recebe a Elessar deixada a ele por Arwen.

6 de Março: Aragorn recebe o estandarte feito por Arwen.
15 de Março: Aragorn abre o estandarte de Arwen na Batalha dos Campos do Pellenor.
25 de Março: O Anel é destruído e o domínio de Sauron cai.
1 de Maio: Aragorn é coroado Rei; Arwen e Elrond deixam Valfenda.
20 de Maio: Arwen e Elrond chegam a Lothlórien.
27 de Maio: Arwen e Elrond partem de Lothlórien.

14 de Junho: Arwen encontra-se com seus irmãos, Elladan e Elrohir, e eles viajam ára Edoras.
16 de Junho: Arwen parte para Gondor.

Véspera do Solstício de Verão: Arwen chega a Minas Tirith.
Solstício de Verão: Arwen casa-se com Aragorn.

15 de Julho: Arwen diz a Frodo que ele pode viajar para o Oeste em seu lugar.
19 de Julho: Arwen deixa Minas Tirith com a procissão funeral do Rei Théoden.

10 de Agosto: Arwen faz-se presente no funeral do Rei Théoden.
14 de Agosto: Arwen e Elrond despedem-se e separam-se para sempre.

3021

29 de Setembro: Elrond cruza o Mar rumo às Terras Imortais.

Quarta Era:

15

Aragorn e Arwen viajam para o Reino do Norte.

120

1 de Março: Morte de Aragorn.

121

Inverno: Morte de Arwen.
 
 
 
Nomes e Títulos:

Arwen:
Arwen
significa “donzela nobre”, de ar significando “nobre” e wen significando “donzela”.
O Silmarillion: “Apêndice – elementos em nomes nos idiomas quenya e sindarin,” entradas para ar e wen.

Undómiel:
Undómiel
significa “estrela do crepúsculo” ou “estrela vespertina”. O elemento ndu significa “pôr (do sol).” O elemento domi significa “crepúsculo”. O elemento el significa “estrela”. Arwen era chamada assim por causa de sua beleza misteriosa e por que ela viveu nos anos minguantes – ou o crepúsculo – dos Elfos na Terra-média.
The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entradas para DOMO, EL, & NDU

Estrela Vespertina:
Estrela Vespertina
é a equivalente em Língua Geral para Undómiel.

Senhora de Valfenda, Senhora de Imladris, Senhora de Lórien:

Arwen é chamada por esses vários títulos de honra.
O Retorno do Rei: “A passagem da Companhia Cinzenta,” p. 35
Apêndice A de O Senhor dos Anéis: “Parte da História de Aragorn e Arwen”, p. 346

Arwen, a Bela:

Arwen era chamada dessa maneira devido a sua grande beleza.
Apêndice A de O Senhor dos Anéis: “Parte da História de Aragorn e Arwen”, p. 346

Rainha do Reino Reunido:

Arwen tornou-se a Rainha do Reino Reunido de Gondor e Arnor em seu casamento com Aragorn.
 
 
 
Árvore Genealógica: 
arwentree2.jpg
 
 

 
(clique na imagem para ampliá-la)

Fonte: Thain’s Book

O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits

tolkien-archives.gif

Artigo publicado originalmente no jornal The New York Times em 1º de maio de 1955, "O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits" é uma resenha feita por Donald Barr de As Duas Torres, na época de seu lançamento e, portanto, sob a ótica daqueles tempos. Confiram então essa preciosa matéria, traduzida para nós pela colega Thais "Luz do Entardecer". 

 

O Mundo Sombrio de Homens e Hobbits

 
Em 1937, J. R. R. Tolkien escreveu “O Hobbit”, planejado como um livro infantil, mas com toques aqui e ali de terrores que possuíam os envolvimentos mais sombrios do mito e às vezes até mesmo daquele “clangor e gemido de grande ferro” que Chesterton ouvia nas canções de gesta medievais.
 
Agora, em uma trilogia chamada “O Senhor dos Anéis”, o Sr. Tolkien continua de um modo um pouco diferente sua história da terceira era da Terra Média, um mundo habitado por magos, homens, hobbits (pequenos excêntricos corteses, como chefes de família ingleses de três pés de altura com grandes pés peludos), elfos e anões e pelos vorazes orcs e Cavaleiros Negros cegos e seu senhor. É um mundo de um amanhecer mirrado e um mundo de um pesadelo retumbante. Parece, como qualquer era muito distante, ser especialmente ensolarado e ser ameaçado por perigos muito fundamentais, de uma escuridão peculiarmente imaterial.

“As Duas Torres” é a segunda parte. O Senhor do Escuro de Mordor começou seu ataque sobre a sanidade e a graça do mundo. A Sociedade do Anel, o diminuto grupo sobre o qual reside toda a esperança de resistência, é dispersada; o hobbit Frodo parte em direção das fronteiras da própria Mordor, levando o Anel fatal que deve ser destruído nos fogos do domínio do Inimigo. Isso, não importando o que o sumário possa fazer parecer, não é para crianças; nem o é para os amantes de excentricidades e citadores de Alice. Tampouco é o aparato de uma moral morta enfeitada de poesia, como “The Faerie Queen”. É uma obra extraordinária: pura excitação, narrativa fluente, calor moral, regozijo descarado com a beleza, mas principalmente excitação; ainda assim uma ficção séria e escrupulosa, nada confortável, sem pequenas visitas à infância.

Essa obra trabalho é muito admirada por certos críticos que sempre praticaram um intelectualismo altamente consciente e orgulhoso. A fantasia do Sr. Tolkien não é metafísica como a de E. R. Eddison, nem teológica como a de George MacDonald; seu apelo para os intelectuais é, portanto, interessante. Depois da primeira Guerra Mundial, a ficção séria tendeu ao platonismo ou berkeleyimo literário. Com uma espécie de tédio brilhante (chamado “sensibilidade”), romances se refinaram no tocante a estados mentais. Os autores compreendiam que o pensamento era o ato real, do qual a ação era apenas uma cópia duvidosa. Tramas deram caminho a insights. As divergências de grandes retóricas multifacetadas, que fizeram Dickens e Scott, foram substituídas pela voz interna, muito pequena, mas constante. Nunca a distância entre o apetite popular e arte séria havia sido tão grande como então se tornou, inevitavelmente. Muitas pessoas, do que poderíamos chamar de gosto mediano, voltaram-se para contos policiais, os quais pelo menos possuíam tramas; recentemente elas têm lido ficção científica, que possui uma ação forte. O fato de que “O Senhor dos Anéis” deve agradar leitores dos mais simples gostos sugere que eles agora também anseiam pelo tipo antigo, direto e viril de narrativa.

O Sr. Tolkien é um distinto filólogo inglês, e a linguagem de suas narrativas nos lembra que um filólogo é um homem que ama a linguagem. Seus nomes são brilhantemente apropriados; as línguas que inventou para os elfos e orcs expressam perfeitamente, apenas por seus sistemas de ritmo e fonética, a natureza dessas raças; seu estilo é cheio de alegria, a alegria que segue a produção de um gesto perfeito. Mas mais que isso, o autor teve um profundo acesso a uma tradição épica que remete cada vez mais ao passado e desaparece nas brumas de histórias germânicas, de modo que sua história possui um tipo de profundidade ecoando ao fundo, onde ouvimos Snorri Sturluson e Beowulf, as sagas e a Canção dos Nibelungos, mas civilizados pelo gênio suave da Inglaterra moderna.

O Sr. Barr leciona Inglês na Universidade da Columbia.

 
 

Thorin Escudo de Carvalho

Thorin, por John Howe

Thorin Escudo de Carvalho era o líder da companhia que partiu para reconquistar a Montanha Solitária de Smaug, o Dragão. Bilbo Bolseiro foi contratado como ladrão do grupo e foi na jornada que o Hobbit encontrou o Um Anel. A missão foi bem sucedida, mas Thorin não sobreviveu para reinar como Rei sob a Montanha, pois ele fora mortalmente ferido na Batalha dos Cinco Exércitos.

 
 
Thorin nasceu em 2746. O nome de seu pai era Thráin. Thorin, seu irmão mais novo Frerin, e sua irmã mais nova Dis viveram na Montanha Solitária, onde seu avô Thrór governava um domínio próspero como Rei sob a Montanha. Thrór também era Rei do Povo de Durin – o líder dos Anões que eram descendentes de Durin, o mais velho dos Sete Pais dos Anões.Enquanto jovem, Thorin era de uma natureza aventureira. Um dia, em 2770, quando Thorin tinha aproximadamente 24 anos, ele estava vagando fora da Montanha, quando Smaug desceu até a Montanha Solitária. Muitos dos Anões lá dentro foram mortos, mas outros conseguiram escapar. Thrór e Thrain usaram uma porta secreta na lateral da Montanha, apesar de eles não terem contado a Thorin como escaparam.A família de Thorin e um pequeno bando de seguidores perambularam sem lar por muitos anos. Eles realizavam trabalhos servis para sobreviver, incluindo trabalharem como ferreiros e em minas de carvão. Por algum tempo eles se estabeleceram na Terra Parda.

Em 2790, o avô de Thorin, Thrór, foi para Moria pretendendo reconquistar o antigo reino Anão de Khazad-dûm, mas ele foi morto pelo líder dos Orcs, Azog. O pai de Thorin, Thráin, reuniu um exército e entrou em guerra contra os Orcs das Montanhas Sombrias.

Thorin lutou na Batalha de Azanulbizar em 2799. Foi ali que ele ganhou o nome de Escudo de Carvalho, quando seu escudo foi quebrado e ele usou um ramo de carvalho em seu lugar. Thorin foi ferido, e seu irmão Frerin foi morto, mas no final os Anões foram vitoriosos. Todavia, os Anões não reconquistaram Khazad-dûm, pois Dain Pé-de-Ferro advertiu que a Ruína de Durin, o Balrog, ainda se escondia lá dentro.

Thorin e seu pai Thráin retornaram a Terra Parda e então eles viajaram para Eriador, onde eles se estabeleceram nas Montanhas Azuis em 2802. Eles prosperaram de certa forma, mas eles trabalhavam principalmente com ferro e possuíam pouco ouro. Em 2841, Thráin consumiu-se pelo desejo de encontrar ouro e despediu-se de Thorin, partindo para a Montanha Solitária. Mas Thráin nunca chegou lá; ele foi capturado e aprisionado na fortaleza de Sauron, Dol Guldur. Gandalf o Cinzento o encontrou lá e Thráin deu a ele o mapa da Montanha Solitária e a chave para a porta secreta, para que fosse entregue a seu filho. Mas Thráin não conseguia lembrar seu próprio nome ou o de Thorin, e Gandalf não sabia quem ele era, então o Mago guardou consigo o mapa durante muitos anos.

Thorin desconhecia o destino de seu pai, apesar de Balin e Dwalin terem retornado com a notícia de que Thráin havia desaparecido. Thorin tornou-se o Rei do Povo de Durin, sendo nomeado Thorin II. Thorin era forte, vigoroso e orgulhoso. A colônia nas Montanhas Azuis cresceu conforme vários Anões apareciam para lá residir, e sob a liderança de Thorin eles expandiram seus salões e trabalharam duro para aumentar suas riquezas.

Mas conforme os anos passavam, Thorin começou a pensar nos tesouros da Montanha Solitária e nas injustiças que sua família sofrera. Ele sentiu que era sua responsabilidade procurar vingança contra Smaug, mas ele não sabia como consegui-la. Thorin encontrou-se pensando em Gandalf e sentiu-se compelido a procurar seu conselho, apesar de que ele nunca encontrar o Mago e não sabia onde achá-lo.

Então, em 15 de Março de 2941, Thorin estava voltando para casa de uma jornada quando encontrou-se com Gandalf no Pônei Saltitante, em Bri. Thorin abordou o Mago e o convidou para ir aos seus salões nas Montanhas Azuis, e Gandalf concordou. Gandalf também queria libertar a Montanha Solitária de Smaug, pois ele temia que Sauron pudesse usar o Dragão para espalhar o caos no norte enquanto ele atacava Valfenda e Lothlórien.

Thorin encontra Gandalf em Bri, por Ted Nasmith

A idéia inicial de Thorin era reunir um exército para marchar até a Montanha Solitária e derrotar Smaug, mas Gandalf apontou que não havia tal exército a disposição de Thorin, e que seria melhor confiar na furtividade e na discrição. Então Gandalf propôs fazer de um Hobbit chamado Bilbo Bolseiro um membro da companhia, pois os Hobbits eram conhecidos por serem furtivos, e o cheiro de um Hobbit seria incomum para Smaug. Os Anões tinham a idéia de que Bilbo era um ladrão procurando trabalho, e Gandalf manteve essa idéia. Thorin desdenhava dos Hobbits e estava muito incerto de que um deles poderia ajudá-lo em sua missão, mas por fim ele concordou em conhecer Bilbo.

Thorin reuniu uma companhia de treze Anões incluindo ele mesmo e seus sobrinhos Fili e Kili, junto com Balin, Dwalin, Bifur, Bofur, Bombur, Oin, Gloin, Dori, Nori e Ori. Eles viajaram para o leste das Montanhas Azuis até o Condado. Na Vila dos Hobbits, em 26 de Abril, eles encontraram uma toca chamada Bolsão com uma marca em sua porta, indicando que um ladrão procurando emprego morava ali.

Thorin estava entre os últimos a chegar, e Bilbo abriu a porta tão repentinamente que Thorin caiu para dentro junto com outros três Anões, incluindo o extremamente obeso Bombur por cima deles. Thorin aceitou as desculpas de Bilbo, mas ele não estava totalmente impressionado com a escolha de Gandalf por um ladrão, e o comportamento de Bilbo durante o decorrer do anoitecer não mudou a opinião de Thorin.

Thorin concordou com a idéia de uma missão secreta, porém. Gandalf apresentou o mapa e a chave que Thrain lhe confiara, e disse a Thorin que o último desejo de seu pai era de que Thorin fizesse uso desses objetos.

Mas Thorin ainda não estava convencido na necessidade de incluir Bilbo na companhia. Thorin discutiu com Gandalf durante a noite após Bilbo ter ido dormir, mas o Mago estava inflexível, e disse a Thorin que a missão iria falhar sem Bilbo. Finalmente Thorin demonstrou piedade, mas com grande relutância. Na manhã seguinte, Thorin e companhia se reuniram no Dragão Verde, em Beirágua, para aguardar Bilbo, e quando o Hobbit chegou às 11 horas da manhã eles iniciaram sua jornada.

Na Mata dos Trolls, no final de Maio, Thorin e companhia foram capturados por três Trolls, chamados Tom, Bert e William. Thorin tentou lutar com eles, e feriu bert no olho com um galho flamejante, mas os Trolls o agarraram. Gandalf enganou os Trolls, discutindo com eles até o amanhecer, quando os Trolls transformaram-se em pedra. Thorin pegou uma magnífica espada do tesouro dos Trolls. Quando a companhia chegou em Valfenda, Elrond identificou a espada como sendo Orcrist, a Fende-Orc, uma espada que fora feita pelos Elfos de Gondolin na Primeira Era.

Thorin e companhia foram capturados por Orcs no Passo Alto das Montanhas Sombrias. Os Orcs reconheceram a espada de Thorin como a Fende-Orc, e ficaram coléricos, mas Gandalf matou o Grão-Orc e os Anões escaparam. Bilbo perdeu-se sob as montanhas, e foi então que ele encontrou po Um Anel e Gollum.

Enquanto continuavam sua jornada, Thorin e seus companheiros foram atacados por Wargs, resgatados pelas Águias, e levados por Gandalf até a casa de Beorn. No limite da Floresta das Trevas os Anões se despediram de Gandalf e entraram na sombria floresta.

Thorin e companhia foram levados para fora do caminho pelas luzes dos Elfos da Floresta, que estavam realizando um banquete na mata, mas cada vez que eles se aproximavam as luzes se apagavam e os Elfos desapareciam. Na terceira ocasião, Thorin foi capturado. Orcrist foi tomada dele e ele foi levado ao Rei Élfico Thranduil. Quando Thorin se recusou a contar para Thranduil o que os Anões faziam na Floresta das Trevas, ele foi aprisionado.

Após muitos dias preso, Thorin começou a perder as esperanças e considerou contra a Thranduil sobre sua missão. Mas então Bilbo apareceu com um plano de fuga, e a opinião de Thorin a respeito do valor do Hobbit começou a subir.

Thorin proclamou ao Senhor da Cidade do Lago que ele era descendente do Rei sob a Montanha e que ele havia retornado para reclamar seu reino. Eles receberam pôneis e suprimentos dos Homens do Lago e partiram para a Montanha Solitária.

No Dia de Durin, Bilbo solucionou o enigma do mapa e Thorin abriu a porta secreta com a chave. Thorin então disse a Bilbo que era o momento dele obter sua recompensa como um ladrão. Bilbo pegou uma taça do covil de Smaug e o dragão emergiu da Montanha, enfurecido. Thorin garantiu que todos estavam seguros dentro da passagem secreta. No dia seguinte, após Bilbo conversar com Smaug, o Dragão voou para a Cidade do Lago. A cidade foi destruída, mas Bard, o Arqueiro, matou Smaug com uma flecha.

Thorin arma Bilbo para a batalha, por Alan Lee

Sem saber da morte de Smaug, Thorin e Companhia aventuraram-se no covil do dragão e encontraram seus fabulosos tesouros perdidos. Thorin cobriu-se com uma cota de anéis de ouro e pegou um machado de prata, e deu para Bilbo o magnífica cota de malha de mithril. Mas Thorin não conseguiu encontrar o tesouro que ele mais procurava: a Pedra Arken. Thorin pediu que a companhia procurasse a Pedra, que ele reivindicava para si, e disse que iria punir qualquer um que a guardasse. Bilbo já havia encontrado a Pedra Arken, mas manteve-a consigo e não disse nada para Thorin.

Thorin conduziu a companhia até o Portão Dianteiro e daí para o Morro do Corvo. Lá eles encontraram um velho Corvo chamado Roäc, que contou a Thorin que Smaug estava morto. Roäc também contou que os Homens do Lago e os Elfos da Floresta estavam vindo para a Montanha Solitária procurando uma parte do tesouro. Roäc advertiu Thorin para confiar em Bard da Cidade do Lago, mas Thorin estava furioso com a idéia de que alguém tentar reivindicar parte do tesouro. Ele pediu que Roäc fosse pedir a ajuda de Dain Pé-de-ferro nas Colinas de Ferro, e então Thorin e Companhia retornaram para a Montanha Solitária e começaram a fortificar o Portão Dianteiro.

Os Homens do Lago e os Elfos da Floresta vieram ao Portão para negociar com Thorin. Bard pediu por compensações do tesouro do dragão com o fundamento de que ele havia matado Smaug e que parte do tesouro do dragão pertencera outrora a Valle. Ele também pediu ajuda para os habitantes da Cidade do Lago, que deram assistência para Thorin e Companhia e agora estavam necessitados de ajuda.

Thorin recusou. Seu desejo em manter o tesouro que seus ancestrais haviam perdido por um alto preço era muito forte e nublou seu julgamento. Thorin disse a Bard que a destruição da Cidade do Lago não era sua responsabilidade e recusou-se a negociar com exércitos acampados do lado de fora da Montanha. Ele particularmente se opunha a qualquer negócio com o Rei Thranduil, que havia aprisionado ele e sua companhia.

Os Homens do Lago e os Elfos da Floresta se retiraram do portão. Bard mandou um mensageiro horas mais tarde pedindo por uma décima-segunda parte do tesouro, mas Thorin disparou uma flecha no escudo do mensageiro. O mensageiro anunciou então que a Montanha Solitária estava sob cerco e que a ninguém seria permitido sair.

Bilbo achou que as reivindicações de Bard eram cabíveis, então, numa noite, ele escapou da montanha e foi até o acampamento dos Homens e Elfos. Ele deu a Bard e Thranduil a Pedra Arken como um meio para negociar com Thorin. No dia seguinte, Bard ofereceu a Thorin a Pedra Arken como uma troca por uma parte do tesouro. Thorin ficou enfurecido, e quando ele descobriu que Bilbo havia pegado a Pedra Arken ele ameaçou jogar o Hobbit nas rochas abaixo, mas Gandalf apareceu e o impediu.

Thorin relutantemente aceitou em pagar a Bilbo uma décima-quarta parte do tesouro em troca da Pedra Arken, mas ele não fez o pagamento na hora. Ele esperava que quando Dain chegasse com a ajuda ele poderia conseguir a Pedra Arken de volta através da força.

Funeral de Thorin, por Alan Lee

As forças de Dain chegaram no dia seguintes, mas antes que pudessem vir ao auxílio de Thorin um exército de Orcs e Wargs atacou a Montanha Solitária. Dain concordou em unir forças com Elfos e Homens para lutar contra seu inimigo em comum na Batalha dos Cinco Exércitos. A batalha virou a favor do inimigo quando Thorin liderou sua companhia a partir do portão e reuniu os Anões, Homens e Elfos junto a ele. Thorin atacou as fileiras do líder dos Orcs, Bolg, filho de Azog, mas foi derrubado por muitos ferimentos.

 

No final, as Águias chegaram, junto com Beorn, e os Orcs e Wargs foram derrotados. Beorn carregou Thorin para fora do campo de batalha. Antes de morrer, Thorin pediu para ver Bilbo.

“Adeus, meu bom ladrão!” – disse ele. “Vou agora para os salões da espera, sentar-me ao lado de meus antepassados, até que o mundo seja renovado. Já que abandono agora todo ouro e prata, e vou para onde eles têm pouco valor, desejo partir com a sua amizade, e retiro minhas palavras e ações junto ao Portão … Há mais coisas boas em você do que você sabe, filho do gentil Oeste. Alguma coragem e alguma sabedoria, misturadas na medida certa. Se mais de nós dessem mais valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre. Mas, triste ou alegre, agora devo partir. Adeus!” O Hobbit: “A viagem de volta,” p. 278-9

Thorin foi sepultado bem fundo sob Montanha Solitária. Bard colocou a Pedra Arken sobre seu peito, e Thranduil colocou Orcrist em seu túmulo. Uma vez que os sobrinhos de Thorin, Fili e Kili também haviam morrido na batalha, Thorin foi sucedido por seu parente mais próximo, Dain Pé-de-ferro, como Rei sob a Montanha.

Fontes Adicionais:

Apêndice A: “O povo de Durin”, em O Senhor dos Anéis, conta sobre o ataque de Smaug a Montanha Solitária, a Batalha de Azanulbizar e as viagens de Thorin e sua família. Também fornece uma breve versão sobre o encontro de Gandalf e Thorin em Bri, antes da jornada.

“A busca de Erebor” nos Contos Inacabados descreve o primeiro encontro de Gandalf e Thorin em detalhes e fala sobre a relutância de Thorin em aceitar Bilbo na missão.

Datas Importantes:

2746 Nascimento de Thorin.

2751 Nascimento do irmão de Thorin, Frerin.

2760 Nascimento da irmã de Thorin, Dis.

2770 Smaug ataca a Montanha Solitária. Throin e sua família vagam sem lar por muitos anos.

2790 O avô de Thorin, Thrór, é morto por Azog em Moria.

2793 A Guerra entre Anões e Orcs tem início.

2799 Batalha de Azanulbizar. Thorin é ferido e ganha o nome Escudo de Carvalho por usar um galho de carvalho como escudo.

2802 Thorin e seu pai Thrain se estabelecem com seu povo nas Montanhas Azuis.

2841:

21 de Abril:
o pai de Thorin, Thrain, parte para a Montanha Solitária.

2845 Thrain é capturado e apriosionado em Dol Guldur.

2850 Gandalf encontra Thrain. Thrain lhe dá o mapa e a chave para a Montanha Solitária e então morre.

2941:
15 de Março: Thorin se encontra com Gandalf em Bri. Eles começam a planejar a retomada da Montanha Solitária de Smaug.

26 de Abril: Thorin e Companhia chegam a Bolsão e se encontram com Bilbo Bolseiro.
27 de Abril: Thorin e Companhia partem na jornada rumo a Montanha Solitária.

Fim de Maio: Thorin encontra Orcrist no tesouro dos Trolls Tom, Bert e William.

Junho: Thorin e Companhia visitam Valfenda e conhecem Elrond.

Verão: Thorin e Companhia são capturados pelos Orcs nas Montanhas Sombrias. Bilbo é separado de seus amigos e encontra o Um Anel.

Outono: Thorin e Companhia perdem-se na Floresta das Trevas. Thorin é feito prisioneiro e levado ao Rei Élfico Thranduil. Bilbo confecciona um plano de fuga.

22 de Setembro: Thorin e Companhia chegam a Cidade do Lago.

Dia de Durin: Thorin e Companhia entram na Montanha Solitária. Bilbo entra furtivamente no covil de Smaug. No dia seguinte, Bilbo conversa do Smaug. O Dragão deixa a Montanha e ataca a Cidade do Lago, onde é morto por Bard.

Fim do Outono/Começo do Inverno: Homens e Elfos vêm a Montanha Solitária procurando uma partilha do tesouro do dragão. Thorin recusa. Orcs e Wargs das Montanhas Sombrias atacam e a Batalha dos Cinco Exércitos se inicia. Thorin lidera seus Anões da Montanha Solitária, e é morto. Ele é levado para descansar sob a Montanha Solitária.

Nomes e Títulos:

Thorin II:

Thorin
significa “coragem” em Nórdico Antigo, da palavra thor, que significa “audácia” e do verbo thora que siginifica “ousar”. Thorin é um dos nomes que aparece no poema do Nórdico Antigo Völuspá. Thorin foi intitulado Thorin II pois ele possuía um ancestral chamado Thorin I.
Völuspá: The Poetic Edda: Modern English translation by Bekie Marett
The Elder Eddas and the Younger Eddas translated by I.A. Blackwell

 

Thorin Escudo de Carvalho:

Thorin adquiriu o nome Escudo de Carvalho na Batalha de Azanulbizar, quando seu escudo quebrou e ele cortou um galho de carvalho para usar em seu lugar.  Apêndice A do SdA: “O povo de Durin,” p. 362

Tolkien derivou o nome Escudo de Carvalho (no original, Oakenshield) de Eikinskjaldi, um Anão no poema do Nórdico Antigo VöluspáThe Annotated Hobbit por Douglas Anderson: “Roast Mutton,” p. 77 note 20

Rei do Povo de Durin: Thorin era descendente em uma longa linha de Reis de Durin, o mais velho dos Sete Pais dos Anões. Thorin tornou-se o Rei do Povo de Durin após o desaparecimento de seu pai Thrain.  Apêncice A do SdA: “O povo de Durin,” p. 365-6

Rei sob a Montanha: Thorin nomeou-se Rei sob a Montanha depois que os Anões tomaram posse da Montanha Solitária, mas ele morreu pouco depois na Batalha dos Cinco Exércitos. Ele foi sucedido por Dain Pé-de-ferro.

 
Árvore Genealógica:
durintree
(Clique na imagem para ampliá-la)
 
 

Bilbo Bolseiro

Por Alan Lee

Bilbo Bolseiro havia se estabelecido em uma vida confortável no Condado quando treze Anões e um Mago apareceram em sua porta e o engajaram em uma aventura. Bilbo esteve relutante no início, mas seu espírito aventureiro estava desperto, e ele usou sua sagacidade para ajudar seus companheiros em diversas situações complicadas. A missão foi um sucesso, mas o mais importante foi a descoberta de Bilbo: o Um Anel, que há muito estava perdido.

 
 
Bilbo nasceu em 22 de Setembro de 2890. Seu pai era Bungo Bolseiro e sua mãe Beladona Tûk, uma impetuosa moça Hobbit que passou seu espírito Tûk aventureiro ao seu único filho. A família vivia na Vila dos Hobbits, em Bolsão, uma luxuosa toca Hobbit que Bungo construiu para sua esposa.Quando criança, Bilbo possuía os olhos brilhantes, era curioso e ávido por novidades do mundo de fora. O Mago Gandalf percebeu essas qualidades no jovem Hobbit em suas visitas ao Condado. Conforme Bilbo envelhecia, ele continuava divertindo-se olhando mapas e realizando longas caminhadas, e até mesmo conversando com estrangeiros que passavam pelo Condado. Mas ele também ficou particularmente acomodado, e quando Gandalf chegou em uma manhã da primavera de 2941 falando sobre aventura, o Mago não encontrou Bilbo tão interessado quanto ele esperava.

“Nós somos gente simples e acomodada, e eu não gosto de aventuras. São desagradáveis e desconfortáveis! Fazem com que você se atrase para o jantar! Não consigo imaginar o que as pessoas vêem nelas.” O Hobbit: “Uma festa inesperada,” p. 4

No dia seguinte Bilbo foi surpreendido pela chegada de Thorin Escudo de Carvalho e outros doze Hobbits: Kili, Fili, Balin, Dwalin, Bifur, Bofur, Bombur, Oin, Glóin, Dori, Nori e Ori. Eles estavam indo reclamar os tesouros da Montanha Solitária de Smaug, e apreciam acreditar que Bilbo era um ladrão que poderia ajudá-los a atingir o objetivo. Bilbo ficou alarmado com a possibilidade de encontrar um Dragão, mas a história dos Anões despertou algo Tûk dentro dele. E quando ele ouviu Glóin mostras dúvidas sobre sua aptidão para a missão, Bilbo ficou determinado a provar seu valor. Na manhã seguinte, Gandalf fez Bilbo sair de casa e este se encontrou correndo pela estrada para encontrar os Anões, sem levar ao menos um lenço de bolso.

O primeiro teste para as habilidades de ladrão de Bilbo surgiu quando a molhada e faminta companhia encontrou uma fogueira na Mata dos Trolls.
Bilbo foi enviado para investigar e encontrou os Trolls Bert, Tom e William Huggins. Bilbo decidiu tentar roubar uma bolsa dos Trolls e foi pego; os Anões também foram capturados logo em seguida. Gandalf chegou bem na hora e enganou os Trolls, debatendo com eles sobre como comer seus prisioneiros até o amanhecer, quando os Trolls se transformaram em pedra. No tesouro dos Trolls, Bilbo encontrou uma faca longa que possuía o tamanho perfeito para uma espada Hobbit.

Após um breve descanso em Valfenda onde Bilbo conheceu Elrond, a companhia escalou o Passo Alto nas Montanhas Sombrias, onde eles foram capturados por Orcs. Novamente Gandalf chegou para o resgate, e Dori carregou Bilbo nos túneis sob as montanhas, mas deixou o Hobbit cair quando um Orc o puxou por trás. Bilbo caiu inconsciente, e quando acordou seus companheiros não estavam lá.

Tateando pelos túneis escuros, Bilbo encontrou o Anel caído no chão, e o colocou em seu bolso. Em um lago subterrâneo ele conheceu Gollum, a criatura que havia perdido o Anel. Gollum estava faminto e Bilbo parecia saboroso, então ele propôs um Jogo de Adivinhas. Se Bilbo vencesse, Gollum lhe mostraria a saída; Se Gollum vencesse, ele iria devorar Bilbo. Bilbo estava naturalmente ansioso, e quando ele ficou sem idéia para adivinhas, justamente quando ele tocava o Anel em seu bolso, ele disse em voz alta: “O que eu tenho no bolso?” (O Hobbit, p. 78). Apesar de que ele não pretendia que isso fosse uma adivinha e era tecnicamente contra as regras, Gollum tentou responder e falhou. Irritado, Gollum foi até a ilha no meio do lago para pegar o Anel e então poder matar Bilbo, mas o Anel havia desaparecido. Gollum percebeu que Bilbo estava com o Anel em seu bolso e foi atrás dele.

O Anel escorregou para o dedo de Bilbo e ele logo percebeu que ele se tornara invisível. Ele seguiu Gollum até a saída, mas não podia passar através da criatura agachada na porta. Bilbo considerou matar a criatura, mas a pena segurou sua mão.

Bilbo quase parou de respirar, enrijecendo-se também. Estava desesperado. Tinha de sair dali, daquela escuridão horrível, enquanto ainda lhe restavam forças. Tinha de lutar. Tinha de apunhalar a coisa maligna, apagar seus olhos, matá-la. Ela queria matá-lo.

Não, não seria uma luta justa. Agora ele estava invisível. Gollum não tinha espada. Gollum não havia ameaçado matá-lo, nem havia tentado ainda. E estava arrasado, sozinho, perdido. Uma compreensão repentina, um misto de pena e horror, cresceu no coração de Bilbo: um vislumbre de dias infindáveis e indistintos, sem luz ou esperança de melhora, cheios de pedra dura, peixe frio, movimentos furtivos e sussurros. Todos esses pensamentos lhe passaram pela mente num lampejo. Estremeceu. Depois, de súbito, num outro lampejo, como se impelido por uma nova força e resolução, deu um salto.
O Hobbit: “Adivinhas no escuro,” p. 86

“Adivinhas no Escuro” – Alan Lee

Enquanto Bilbo fugia, ele ouviu Gollum gritar “Ladrão, ladrão, ladrão! Bolseiro! Nós odeia ele, nós odeia ele, nós odeia ele pra sempre!” (O Hobbit, p. 86). Quando ele se reencontrou com seus amigos, ele não mencionou o Anel, porém mais tarde disse que Gollum pretendia lhe dar o Anel como presente, caso ele vencesse o jogo. Gandalf suspeitou dessa história e perturbava-lhe o fato de que Bilbo parecia mentir.

Naquela noite a companhia foi atacada por Wargs e resgatada pelas Águias, e no dia seguinte eles visitaram um estranho homem chamado Beorn, que podia transformar-se em urso. Eles prosseguiram rumo à Floresta das Trevas, onde se despediram de Gandalf. A despeito das advertências do Mago, eles saíram do caminho e os Anões foram capturados por Aranhas gigantes. Bilbo resgatou seus amigos usando sua inteligência e sua nova espada, que ele então nomeou Ferroada.

Ainda perdida e faminta, a companhia seguiu as luzes dos Elfos da Floresta através da mata e foram feitos prisioneiros. Bilbo usou o Anel para evitar ser capturado e roubou as chaves das celas dos Anões. Ele colocou os Anões dentro de barris vazios que foram jogados no Rio da Floresta. Bilbo montou em um dos barris e eles flutuaram descendo o rio até a Cidade do Lago.

Da Cidade do Lago, a companhia continuou para a Montanha Solitária. Na soleira da porta, Bilbo solucionou a charada do mapa de Thror quando ele escutou um tordo batendo, e disse à Thorin para se apressar com a chave enquanto a luz do sol poente do Dia de Durin iluminava o buraco da chave escondido na porta.

Dentro da montanha, Bilbo controlou seu medo e rastejou descendo o túnel até o covil de Smaug. Enquanto o dragão dormia, Bilbo pegou uma grande taça de duas alças do tesouro. A segunda vez que Bilbo aventurou-se no covil do dragão, Smaug estava acordado. Bilbo, usando o Anel, trocou palavras com Smaug e persuadiu o dragão a mostrar sua parte inferior onde Bilbo notou um ponto fraco. Bilbo mais tarde mencionou essa área desprotegida aos ouvidos do tordo, que contou o fato para Bard, o Arqueiro. Essa informação privilegiada permitiu que Bard matasse Smaug quando o dragão, irritado com a invasão de seu domínio, deixou a Montanha para atacar a Cidade do Lago.

Bard e os homens da Cidade do Lago, acompanhados pelos Elfos da Floresta das Trevas, foram até a Montanha Solitária procurando compensações e o compartilhamento do tesouro que havia sido roubado deles por Smaug. Mas Thorin recusou-se a escutar seus pedidos enquanto seus exércitos acampavam ao redor da Montanha.

Bilbo achou que os pedidos feitos por Bard eram razoáveis. Esperando prevenir uma batalha e para acabar com o problema para que ele pudesse voltar para casa, Bilbo bolou um plano. O Hobbit havia encontrado a Pedra Arken – o tesouro que Thorin mais desejava – e escondeu-o sem contar a ninguém. Então ele entregou a pedra para Bard e Thranduil, o Rei dos Elfos, para que eles a usassem para negociar com Thorin. Gandalf chegou a tempo para testemunhar o plano de Bilbo, e disse: “Muito bem! Sr. Bolseiro! Você sempre demonstra ser mais do que se espera!” (O Hobbit, p. 264)

Thorin ficou enfurecido quando descobriu o que Bilbo havia feito e teria atirado-o às rochas se Gandalf não o impedisse. Quando o parente de Thorin, Dain, chegou com um exército de reforços, o problema parecia iminente. Mas então um exército de Orcs e Wargs liderados por Bolg chegou, e os Anões, Elfos e Homens se uniram para enfrentá-los. Na Batalha dos Cinco Exércitos, Bilbo manteve-se junto ao Rei Thranduil e Gandalf. Ele viu as Águias chegado em auxílio quando foi atingido por uma rocha e caiu inconsciente.  Thorin foi ferido mortalmente na batalha e pediu para ver Bilbo para poder se despedir do Hobbit como um amigo.

Bilbo entre os Anões – Alan Lee

“Há mais coisas boas em você do que você sabe, filho do gentil Oeste. Alguma coragem e alguma sabedoria, misturadas na medida certa. Se mais de nós dessem valor a comida, bebida e música do que a tesouros, o mundo seria mais alegre. Mas, triste ou alegre, agora devo partir. Adeus!” O Hobbit: “A viagem de volta,” p. 279

Bilbo estava pronto para retornar para casa. Ele perdeu sua décima quarta parte no tesouro quando deu a Pedra Arken para Bard, e no fim ele pegou apenas dois baús pequenos, um de ouro e um de prata, bem como a camisa de mithril que Thorin lhe dera. Quando ele chegou à Vila dos Hobbits, Bilbo descobriu que ele havia sido declarado morto, e os Sacola-Bolseiros estavam se preparando para mudarem para Bolsão. E eles ficaram muito desapontados.

Bilbo continuou a receber visitas de Gandalf e de vários Anões, incluindo Balin, e ele realizava longas caminhadas nas florestas e conversava com os Elfos. Ele estudou a língua élfica e as lendas e conhecimentos da Terra-média. Bilbo compartilhou seu amor pelo aprendizado e pela aventura com seu jovem primo Frodo Bolseiro. Quando Frodo ficou órfão, Bilbo convidou-o para viver em Bolsão.

Em 3001, quando Bilbo estava completando 111 anos, o Anel começou a demonstrar efeitos obre ele. Aparentemente ele parecia não envelhecer,
mas por dentro ele se sentia “fino, como se estivesse esticado … como manteiga que foi espalhada num pedaço muito grande.” (SdA, p. 33) Ele decidiu que desejava se aventurar uma vez mais para então encontrar um lugar tranqüilo para concluir suas memórias. Em 22 de Setembro, ele deu uma última festa de aniversário na qual ele anunciou sua intenção de deixar o Condado para sempre. Bilbo pretendia deixar o Anel com Frodo, mas ele descobriu-se estranhamente relutante em fazê-lo. Com a ajuda de seu velho amigo Gandalf, Bilbo conseguiu deixar o Anel voluntariamente. Ele sentiu-se melhor imediatamente, apesar de que sem o Anel ele começou a envelhecer rapidamente. Bilbo viajou para Vale e para a Montanha Solitária e então se estabeleceu em Valfenda. Lá ele conheceu Aragorn, um Guardião que era herdeiro do trono de Gondor.
Entre 3003 e 3018, Bilbo trabalhou nas memórias de sua jornada – que tornou-se mais tarde parte do Livro Vermelho do Marco Ocidental – e também compilou três volumes sobre o tempo dos Eldar chamado Traduções do Élfico.

Frodo chegou a Valfenda em Outubro de 3018. Bilbo pediu para ver o Anel uma última vez, mas quando Frodo mostrou-o para ele, Bilbo compreendeu algo da natureza de seu desejo pelo Anel. No Conselho de Elrond, Bilbo voluntariou-se para levar o Anel até Mordor, mas esse fardo agora devia ser carregado por Frodo.

Bilbo, o tradutor – Irmãos Hildebrandt

Depois que Frodo retornou de sua missão, Bilbo tornou-se sonolento e esquecido, e mesmo assim um desejo pelo Anel ainda permanecia nele.

“… o que aconteceu com o meu Anel, Frodo, que você levou embora?”

“Eu o perdi, Bilbo querido” – disse Frodo. “Livrei-me dele, você sabe.”


“Que pena!” – disse Bilbo. “Gostaria de vê-lo mais uma vez. Mas não,
que tolo eu sou! Foi por isso que você foi, não é? Para se livrar dele?”


O Retorno do Rei: “Muitas despedidas,” p. 267

Pelo fato de que Bilbo também fora um Portador do Anel, foi permitido a ele partir para o Oeste e fazer companhia a Frodo. Bilbo partiu de Valfenda, e com Gandalf, Elrond e Galadriel, ele encontrou-se com Frodo na Ponta do Bosque em 22 de Setembro de 3021. Nesse dia ele completou 131 anos e ultrapassou o Velho Tûk como o Hobbit mais velho que já viveu. Eles cavalgaram até os Portos Cinzentos e em 29 de Setembro eles embarcaram no barco que os levaria embora da Terra-média. Acredita-se que Bilbo viveu o resto de seus dias com Frodo em Tol Eressëa.

Fontes Adicionais:

Contos Inacabados: “A busca de Erebor” discute os motives que levaram Gandalf e selecionar Bilbo e as reações do Anões.
As Cartas de J.R.R. Tolkien: a Carta 246 discute o contínuo desejo de Bilbo pelo Anel e sua passagem para o Oeste com Frodo.
O Atlas da Terra-média de Karen Wynn Fonstad fornece uma cronologia da jornada de Bilbo até a Montanha Solitária.
The Annotated Hobbit de Douglas A. Anderson fornece riqueza de informações de anedotas.

Datas Importantes:

2890:

22 de Setembro:
Nascimento de Bilbo.

2926 Morte do pai de Bilbo, Bungo.

2934 Morte da mãe de Bilbo, Beladona.

2941:

25 de Abril:
Gandalf visita Bolsão.
26 de Abril: Uma festa inesperada em Bolsão com treze Anões e um Mago. Bilbo toma conhecimento de Smaug e da Montanha Solitária.
27 de Abril: Bilbo parte rumo à Montanha Solitária com Thorin e Companhia.

Verão: Bilbo e os Anões são capturados por Orcs nas Montanhas Sombrias. Bilbo se separa de seus companheiros. Ele encontra o Um Anel e conhece Gollum. Bilbo escapa e se reencontra com gandalf e os Anões.

Outono: Bilbo e os Anões perdem-se na Floresta das trevas. Bilbo resgata seus companheiros duas vezes: uma vez das Aranhas gigantes e outra das prisões do Rei Élfico.

22 de Setembro: Bilbo chega a Cidade do Lago com um forte resfriado.

Dia de Durin: Bilbo soluciona a charada no mapa de Thror ao escutar um tordo batendo, e vê o buraco da chave para a porta secreta aparecer na luz do sol poente. A companhia entra na Montanha Solitária. Bilbo vai furtivamente até o covil de Smaug e rouba uma taça. No dia seguinte ele entra novamente no covil e conversa com Smaug. Smaug deixa a Montanha e ataca a Cidade do Lago, e é morto por Bard.

Fim do Outono/Início do Inverno: Homens e elfos chegam a Montanha Solitária procurando uma parte do tesouro do dragão. Thorin recusa. Bilbo tenta resolver o impasse dando a Pedra Arken para Bard e o Rei Thranduil. Orcs e Wargs das Montanhas Sombrias atacam, e Anões, Elfos e Homens se unem para combater na Batalha dos Cinco Exércitos.

Metade do inverno até Iule: Na jornada de volta, Bilbo e Gandalf visitam Beorn.

2942:

1 de Maio:
Bilbo e Gandalf chegam a Valfenda.

22 de Junho: Bilbo retorna para Bolsão e descobre que ele foi declarado morto.

2989 Bilbo convida seu primo órfão Frodo para viver com ele em Bolsão por volta dessa época.

3001:

22 de Setembro:
Bilbo completa 111 anos e dá uma Festa de Despedida onde ele anuncia sua intenção de deixar o Condado. Bilbo
voluntariamente deixa para trás o Um Anel e parte de Bolsão.

3002 Após a jornada até Vale e à Montanha Solitária, Bilbo se estabelece em Valfenda como hóspede de Elrond.

3003 Bilbo começa a trabalhar no seu Traduções do Élfico.

3018:

20 de Outubro:
Frodo chega a Valfenda.
24 de Outubro: Frodo acorda e se reúne com Bilbo. Bilbo pede para ver o Anel uma vez mais.
25 de Outubro: No Conselho de Elrond, Bilbo se voluntaria para levar o Anel, mas Frodo é escolhido para ser o Portador do Anel.

25 de Dezembro: Bilbo dá Ferroada e seu colete de mithril para Frodo e o vê partir em sua demanda.

3019:

21 de Setembro:
Frodo para em Valfenda em seu caminho para casa. Bilbo lhe dá os manuscritos de suas memórias e o Traduções do Élfico.

3021:

22 de Setembro:
Bilbo completa 131 anos e ultrapassa o velho Tûk como o Hobbit que viveu mais tempo. Ele encontra-se com Bilbo na Ponta do Bosque e eles partempara os Portos Cinzentos.
29 de Setembro: Bilbo e Frodo embarcam em um Navio Cinzento e navegam pelo Mar rumo ao Oeste.

Nomes e Títulos:


Bilbo Bolseiro:

Bilbo
era um nome sem significados na linguagem rotineira dos Hobbits. Esse tipo de nome era costumeiro para crianças do sexo masculino. (Apêndice F do SdA, p. 427)

Para o nome Bolseiro, Tolkien pretendeu lembrar a palavra “bolsa.” O nome associado Bolsão significaria “beco sem saída.” Esse era o nome local da fazenda da tia de Tolkien em Worcestershire, que se localizava no fim de um beco que não ia além dali.  (“Guide to the Names in The Lord of The Rings,” p. 160, 178)

Bolseiro também pode se referir à “ensacar”, (“bagging”, no original) um termo usado no norte da Inglaterra para comer entre as
refeições. (Annotated Hobbit, ch. 1, note 3)

Ladrão: Gandalf deixou uma marca na porta de Bilbo, indicando que o Hobbit era um ladrão procurando trabalho. (O Hobbit, p. 18)

Gollum também chama Bilbo dessa maneira quando descobre que Bilbo estava com seu precioso Anel (O Hobbit, p. 86) Smaug também chama Bilbo de Ladrão e Ladrão nas Sombras depois que o Hobbit roubou uma taça de seu tesouro. (O Hobbit, p. 216, 220)

Descobridor de pistas, Cortador de teias, Mosca que dá ferroadas, Portador da Fortuna, Montador de Barril: Esses são alguns dos títulos que Bilbo usa para descrever a si mesmo para Smaug (O Hobbit, p. 217)

Montador de Barril e Sr. Número da Sorte: Smaug se dirige a Bilbo usando esses nomes. (O Hobbit, p. 218)

Filho do gentil Oeste: Thorin chama Bilbo dessa forma enquanto está em seu leito de morte. (O Hobbit, p. 279)

Bilbo, o Magnífico: O Rei Thranduil chama Bilbo dessa forma quando Bilbo lhe presenteou com o colar de prata e pérolas; que Dain lhe dera após a Batalha dos Cinco Exércitos. (O Hobbit, 283)

Amigo dos Elfos: O Rei Thranduil também nomeia Bilbo de Amigo dos Elfos quando eles se despedem após a Batalha dos Cinco Exércitos. (O Hobbit, p. 283)

Louco Bolseiro: Rory Brandebuque chamou Bilbo de “louco do Bolseiro” após seu desaparecimento repentino na Festa de Despedida. Mais tarde, Louco Bolseiro “que costumava desaparecer num lampejo com um estrondo e reaparecer com sacos de jóias e ouro” tornou-se um personagem lendário entre os Hobbits. (SdA, p. 31, 43)

Portador do Anel: Sendo alguém que carregou o Anel por 60 anos, Bilbo também foi chamado Portador do Anel, apesar de que Frodo era o Portador do Anel. (RdR, p. 313)

Bilba Labingi: Esse é o nome Hobbit original de Bilbo Bolseiro. Nos nomes Hobbits, -a era uma terminação masculina; na tradução isso foi mudado para –o. (Apêndice F do SdA, p. 427; HoME, vol. XII, p. 48, 50)

 
 Árvore Genealógica:
bilbotree
(Clique na imagem para vê-la ampliada)N.T.:

1. No original são usados dois termos diferentes para se referir a Bilbo como ladrão. O sinal na porta usa a palavra burglar, enquanto que Gollum e Smaug usam a palavra thief. Basicamente, ambas querem dizer ladrão, mas “burglar” pode ser interpretado também no sentido de “arrombador”.

2. Aqui temos um erro de tradução na versão brasileira do livro. O usado no original é necklace (colar), que a tradução brasileira transcreveu erroneamente como “cota de malha”.

 

Gandalf

Gandalf era um membro da Ordem dos Magos enviada para a Terra-média
para se opor à Sauron. Durante seus 2.000 anos na Terra-média, Gandalf
compreendeu e amou as regiões e seus povos, particularmente os Hobbits.
Gandalf trabalhou incessantemente para conter os planos de Sauron, que
pretendia dominar a Terra-média, e ele colocou em movimento uma série
de eventos que no final das contas resultaram na queda do Senhor do
Escuro.
 
 
Gandalf era um dos Maiar, espíritos que ajudavam e serviam os Valar.
Quando ele viveu nas Terras Imortais, ele era conhecido como Olórin, e
era o mais sábio dos Maiar. Algumas vezes ele caminhava invisível entre
os elfos, ou como um deles, e compartilhava sabedoria e belas visões
com eles. Durante muito tempo, Olórin morou em Lórien, os jardins do
Vala Irmo, do qual a floresta de Lothlórien na Terra-média possuía seu
nome. Olórin também visitava freqüentemente Nienna em seu lar, no
distante oeste perto das muralhas do mundo. É dito que Olórin adquiriu
a piedade e paciência de Nienna. Mas Olórin parecia ser mais
proximamente associado com os Valar Manwe e Varda, e foram eles que
enviaram Olórin para a Terra-média por volta do ano 1.000 da Terceira
Era.

Os Maiar que foram enviados pelos Valar para a Terra-média receberam
corpos de homens velhos, e ficaram conhecidos como Istari, ou Magos.
Sua missão era ajudar os povos livres da Terra-média a fazer oposição a
Sauron sem procurar dominação ou poder para si mesmos. Olórin foi o
último dos cinco Magos a chegar aos Portos Cinzentos, na região
noroeste da Terra-média. Lá Círdan o Armador lhe deu Narya, um dos Três
Anéis Élficos, dizendo:

“Tome este anel, Mestre” – disse ele –, “pois seus trabalhos serão
árduos; mas ele irá ajudá-lo na cansativa missão que você tomou para
si, Pois este é o Anel de Fogo, e com ele você poderá reacender
corações num mundo que se esfria. Mas, quanto a mim, meu coração está
com o Mar, e vou morar nas praias cinzentas até que zarpe o último
navio. Vou aguardar você.”

Apêndice B: “O conto dos anos,” p. 374

Entre os Homens, Olórin ficou conhecido como Gandalf o Cinzento, e os
Elfos o chamavam de Mithrandir, o Peregrino Cinzento. Ele andou por
todos os lugares através da Terra-média e não possuía residência fixa.
Ele possuía uma longa barba branca e sobrancelhas espessas, e usava um
pontudo chapéu azul, um cachecol prateado e uma longa capa cinza.

Por volta do ano 1100, os Magos e os líderes dos Elfos descobriram que
um poder maligno havia construído uma fortaleza em Dol Guldur, na
Floresta das Trevas. Nessa época, eles pensaram que fosse um dos
Nazgûl. Mas a sombra que atacou a floresta cresceu, e por volta de 2060
Gandalf temeu que pudesse ser o retorno de Sauron, que havia sido
derrotado no fim da Segunda Era. Gandalf foi até Dol Guldur em 2063
para investigar, e Sauron fugiu, escondendo-se no Leste.

A Paz Vigilante durou até 2460, quando Sauron retornou com força
ampliada para Dol Guldur. Três anos mais tarde, o Conselho Branco foi
formado, formado pelos principais Magos e Elfos. O líder do Conselho
Branco era Saruman, que era o chefe da ordem dos Magos. Galadriel
sugeriu que Gandalf liderasse o Conselho, mas Gandalf recusou pois ele
não queria ficar em obrigação com ninguém ou nada exceto sua verdadeira
missão na Terra-média.

Gandalf retornou para Dol Guldur disfarçado em 2850 e encontrou Thrain,
pai de Thorin Escudo de Carvalho, na masmorra. Thrain deu à Gandalf um
mapa da Montanha Solitária e uma chave para sua porta secreta antes de
morrer. Gandalf descobriu que a presença maligna em Dol Guldur era de
fato Sauron e ele incitou o Conselho Branco a tomar uma ação, mas
Saruman o rejeitou.

A despeito da decisão do líder de sua ordem, Gandalf ficou preocupado
com a presença de Sauron. Ele temia que o dragão Smaug, que havia
tomado a Montanha Solitária dos Anões, poderia ser usado como uma arma
por Sauron para espalhar a destruição no norte e permitir que ele
atacasse Valfenda e Lothlórien.

Por acaso, em um dia de Março de 2941, Gandalf conheceu o filho de
Thrain, Thorin Escudo de Carvalho, em Bri. Thorin desejava retomar a
Montanha Solitária de Smaug, e Gandalf viu uma oportunidade de livrar o
norte da ameaça do Dragão, então juntos eles traçaram um plano. Thorin
reuniu um grupo de doze Anões enquanto Gandalf escolheu um Hobbit para
ser o décimo quarto membro do grupo. Isso se revelou como uma das
decisões-chave que vieram a causar a queda de Sauron.

Gandalf era o único entre os Sábios com interesse pelos Hobbits. Não se
sabe quando ele fez sua primeira visita ao Condado, mas ele aparecia lá
de tempos em tempos e era famoso entre os Hobbits, especialmente por
seus fogos de artifício. Ele também foi responsabilizado por fazer com
diversos rapazes e moças embarcassem em aventuras. Gandalf veio ao
auxílio do Hobbits durante o Inverno Mortal de 2911 e ficou
impressionado com a coragem deles e com a piedade que tinham um com os
outros diante de uma grande dificuldade. Ele também sabia que os
Hobbits eram furtivos, uma qualidade que ele julgou ser útil para
infiltrar-se no covil do Dragão.

O Hobbit em particular que ele escolheu para a missão foi Bilbo
Bolseiro. Gandalf conhecia e admirava a mãe de Bilbo, Beladona Tûk, e
lembrou-se de Bilbo como um ansioso e curioso jovem Hobbit. Mas quando
o mago chegou a Bolsão em uma manhã no fim de Abril de 2941 e descobriu
que Bilbo havia se estabelecido em uma existência confortável e que o
mesmo dizia ter perdido o interesse por aventuras.

No entanto, Gandalf marcou a porta de Bilbo com um sinal indicando que
Bilbo era um ladrão procurando trabalho, pois foi isso que ele disse
aos Anões. Os treze Anões chegaram a Bolsão na manhã seguinte em tempo
para o chá. Thorin não ficou satisfeito com a escolha de Gandalf por um
ladrão e disse isso ao mago mais tarde, naquela noite. Mas Gandalf
possuía uma forte sensação de que Bilbo precisava ir nessa missão e ele
manteve sua decisão até que Thorin relutantemente aceitou. Na manhã
seguinte, 27 de Abril, Gandalf mandou Bilbo correr porta afora de sua
casa para se juntar à missão da Montanha Perdida.

Quando Bilbo e os Anões foram capturados por Tom, Bert e William,
Gandalf enganou os três Trolls, discutindo sobre como cozinhar suas
presas, até que o sol nasceu e transformou os três Trolls em pedra.
Entre o tesouro dos Trolls, gandalf encontrou a espada Glamdring, o
Martelo do Inimigo, que outrora pertencera ao Rei de Gondolin.

Gandalf liderou a companhia até Valfenda, onde Elrond interpretou as
runas no mapa da Montanha Solitária. Após um breve descanso, a
companhia partiu rumo às Montanhas Sombrias. Eles procuraram abrigo de
uma tempestade em uma caverna no Passo Alto, e os Anões e Bilbo foram
capturados por Orcs. Gandalf ouviu os Orcs chegando e escapou da
captura. Ele veio ao resgate de seus companheiros e decapitou o
Grão-Orc com Glamdring. Gandalf guiou a companhia através dos túneis
até a saída no lado leste das Montanhas Sombrias, mas eles descobriram
que Bilbo não estava mais com eles.

Para alívio do grupo, Bilbo apareceu pouco tempo depois. Bilbo foi
evasivo a respeito de como ele havia conseguido escapar e Gandalf
suspeitou que havia mais coisas em sua história e ele mais tarde tentou
descobrir a verdade. Quando Bilbo mencionou o Anel mágico que ele
encontrara pela primeira vez, ele disse que Gollum havia pretendido dar
o Anel de presente para ele como uma recompensa caso ele vencesse o
Jogo de Adivinhas. Gandalf eventualmente conseguiu a história
verdadeira de Bilbo e o perturbou com o fato do Hobbit ter mentido, ao
contrario de sua natureza. Somente muitos anos mais tarde que Gandalf
soube o quão séria era a questão do Anel mágico de Bilbo.

Quando Thorin e Companhia continuaram em sua jornada, eles foram
atacados por Wargs. Gandalf fez com que eles subissem nas árvores e
eles foram resgatados pelas Águias, cujo senhor Gandalf remediara
outrora de um ferimento de flecha. Gandalf então liderou a companhia
até a casa de Beorn e até os limites da Floresta das Trevas. Lá o mago
disse aos seus companheiros que ele possuía uma missão urgente no Sul e
que eles precisavam prosseguir até a Montanha Solitária sem ele.

No fim do verão de 2941, o Conselho Branco se reuniu e gandalf
novamente advertiu que era necessário tomar uma ação contra Sauron.
Dessa vez saruman concordou, e o Conselho atacou Dol Guldur, e Sauron
fugiu diante deles.

Gandalf voltou para o norte e chegou na Montanha Solitária para
descobrir que Smaug estava morto, mas os Anões estavam sitiados na
montanha por exércitos dos homens de Vale e de Elfos da Floresta. Uma
noite, Bilbo apareceu da montanha trazendo consigo e Pedra Arken, que
ele deu aos líderes dos Homens e Elfos como um objeto de barganha para
acabar com o problema. Gandalf impressionou-se com o esforço
diplomático do Hobbit, mas o conflito não se resolveu até que um
exército de Orcs e Wargs apareceu, e Gandalf convenceu os Anões, Homens
e Elfos a se unirem contra o inimigo.

Após a Batalha dos Cinco Exércitos, gandalf viajou com Bilbo para o
Condado. No caminho, eles pararam em Valfenda, onde Gandalf e Elrond
discutiram o ataque à fortaleza de Sauron na Floresta das Trevas.

“Em breve agora” – Gandalf estava dizendo -, a “Floresta ficará, de
certo modo, mais segura. O norte estará livre daquele horror por muitos
longos anos, espero. Mesmo assim, gostaria que ele fosse banido do
mundo.”

O Hobbit: “A última etapa,” p. 286

Sem o conhecimento de Gandalf e do Conselho Branco, Sauron havia se
preparado para o ataque, e escapou para a segurança de Mordor, onde os
Nove Espectros do Anel o aguardavam. Em 2951, Sauron declarou-se
abertamente e começou a reconstruir a Torre Negra de Barad-dûr. O
Conselho Branco se reuniu novamente e discutiu as tentativas de Sauron
de encontrar o Um Anel que ele fizera e que continha muito de seu
poder. Saruman, que era versado sobre Anéis de Poder, garantiu ao
Conselho que o Um Anel caíra há muito tempo atrás no Anduin e sido
carregado até o Mar, onde Sauron jamais o encontraria.

Gandalf aceitou a sabedoria de seu superior, mas permaneceu preocupado.
Ele continuou visitando Bilbo no Condado e achou estranho o fato do
Hobbit não aparentar envelhecimento conforme os anos passavam. Isso,
junto com a descoberta de que Bilbo mentira sobre seu encontro com
Gollum, fez Gandalf questionar-se se o Anel mágico seria mais poderoso
do que ele pensara.

Na esperança de descobrir como Gollum havia adquirido o Anel, Gandalf
saiu à procura da criatura. Gollum saíra das Montanhas Sombrias, e seu
caminho eventualmente o levou através da Floresta das Trevas até a
Cidade do Lago e novamente de volta. Os Elfos da Floresta rastrearam
Gollum, mas perderam seu rastro quando ele virou para o Sul. Gandalf
então decidiu abrir mão da caçada por Gollum, do que mais tarde ele se
arrependeu quando soube que a criatura havia sido levada até Mordor.

Em Setembro de 3001, Gandalf retornou ao Condado para ao aniversário de
111 anos de Bilbo. 22 de Setembro também era aniversário de seu
herdeiro, Frodo Bolseiro, que estava chegando à maturidade nesse ano.
Gandalf viera para fornecer fogos de artifício para a festa e também
para despedir-se de seu velho amigo Bilbo que estava planejando deixar
o Condado após a festa.

Gandalf não ficou contente com o uso que Bilbo fez do Anel mágico para
desaparecer diante dos olhos de seus convidados, mas ele ficou ainda
mais incomodado com o comportamento do Bilbo mais tarde. O Hobbit disse
para Gandalf que ele começava a se sentir fino e esticado. Quando
chegou o momento de deixar o Anel para Frodo, Bilbo ficou estranhamente
relutante em fazê-lo. Ele ficou zangado com Gandalf e chamou o Anel de
seu Precioso, como Gollum fazia. Lentamente, Gandalf conseguiu ajudar
seu velho amigo a deixar o Anel e Bilbo imediatamente sentiu como se
uma carga houvesse sido livrada dele.

Gandalf, porém, tornou-se cada vez mais preocupado. Ele temia que o
Anel de Bilbo era o Um Anel forjado pelo Senhor do Escuro, Sauron, e
decidiu que ele precisava aprender mais sobre as origens do Anel.
Gandalf chamou Aragorn, um Guardião do Norte e Herdeiro de Isildur e
dos reis de antigamente. Ele havia conhecido Aragorn em 2956, e o Mago
e o Guardião tornaram-se amigos e aliados. Aragorn sugeriu que eles
deveriam retomar a caçada por Gollum, e durante vários anos eles o
fizeram sem sucesso.

Gandalf visitou Minas Tirith em uma ocasião, procurando informação
sobre a queda de Sauron e de Isildur, que cortara o Anel da mão de
Sauron. Denethor, o regente de Gondor, relutantemente concedeu a
Gandalf acesso aos arquivos, apesar dele desconfiar do Mago. O filho de
Denethor, Faramir, porém, estava ávido por aprender com Gandalf. Em
3017, gandalf retornou para Minas Tirith, lembrando-se de que Saruman
uma vez mencionara que haviam sinais no Um Anel. Ele encontrou um
pergaminho escrito por Isildur descrevendo a inscrição que aparecia no
Um Anel quando o mesmo estava quente: “Um Anel para a todos governar,
Um Anel para encontrá-los, Um Anel para a todos trazer e na escuridão
aprisioná-los”.

Gandalf recebeu notícia de que Aragorn capturara Gollum, então ele foi
até a Floresta das Trevas para interrogar a criatura. Ele descobriu que
o Anel havia sido encontrado no Anduin próximo aos Campos de Lis, onde
Isildur havia caído. Ele também descobriu que Gollum havia sido um
Hobbit chamado Sméagol que matou seu amigo Déagol para obter o Anel, e
que ele se escondera nas Montanhas Sombrias por 500 anos, antes de
Bilbo encontrá-lo.

Em Abril de 3018, Gandalf retornou ao Condado e contou a Frodo de sua
suspeita. Ele então realizou o teste final e jogou o Anel na lareira,
revelando a inscrição que provava que aquele era de fato o Um Anel.
Frodo ofereceu o Anel a Gandalf, mas o mago recusou.

“Não!” – gritou Gandalf, levantando-se de repente. “Com esse poder
eu teria um poder grande e terrível demais. E comigo o Anel ganharia
uma força ainda maior e mais fatal.” – Seus olhos brilharam e seu rosto
se acendeu como se estivesse iluminado por dentro. “Não me tente! Pois
eu não quero ficar como o próprio Senhor do Escuro. Mas o caminho do
Anel até meu coração é através da piedade, piedade pela fraqueza e pelo
desejo de ter forças para fazer o bem. Não me tente! Não ouso toma-lo,
nem mesmo para mantê-lo a salvo, sem uso. O desejo de controlá-lo seria
grande demais para minhas forças. E vou precisar delas. Grandes perigos
me esperam”.

A Sociedade do Anel: “A sombra do passado,” p. 63

Gandalf disse a Frodo que ele iria ajudá-lo da melhor maneira que
pudesse, mas estava nas mãos de Frodo decidir o que fazer. Quando
voluntariou-se a carregar o Anel para fora do Condado a fim de salvar
seu lar da ira de Sauron, Gandalf ficou satisfeito e um tanto surpreso
com a resposta de seu amigo.

Foi decidido que Frodo iria deixar o Condado após seu aniversário em 22
de Setembro, e iria para Valfenda junto com Samwise Gamgi. Em 1º de
Maio, Gandalf encontrou-se com Aragorn no Vau Sarn e o informou de seus
planos. No final de Junho ele realizou outra viagem de reconhecimento
para a fronteira meridional, pretendendo voltarem poucos dias. Mas ele
ouviu rumores de guerra e da Sombra Negra, então ele tomou o Caminho
Verde até Bri, onde ele encontrou-se com um mago amigo, Radagast o
Castanho.

Radagast disse a Gandalf que Saruman havia enviado-o com a notícia de
que os Nove Espectros do Anel estavam procurando o Condado. Gandalf
decidiu ir ver Saruman imediatamente. Ele disse a Radagast para alertar
as aves e animais para reunir informações dos Espectros e levá-las para
Isengard. Gandalf então passou a noite no Pônei saltitante e deu ao
taberneiro, Cevado Carrapicho, uma mensagem para ser entregue a Frodo,
alertando-o a deixar o Condado imediatamente. Sem que Gandalf soubesse,
a mensagem foi esquecida e jamais entregue.

Quando Gandalf chegou a Isengard, ele descobriu que Saruman havia sido
corrompido pelo desejo por poder. Saruman sugeriu a Gandalf unir forças
com Sauron ou tomar mo Anel para eles. Quando Gandalf recusou, Saruman
o aprisionou no pináculo de Orthanc. De lá, Gandalf pôde ver que
Saruman havia destruído os jardins de Isengard e os substituído por
maquinarias e por um exército de Orcs e Wargs.

Em 18 de Setembro, Gwaihir, Senhor do Vento, veio a Isengard trazer
novidades de que Gollum escapara da Floresta das Trevas. A Grande Águia
resgatou Gandalf e o levou para Edoras, em Rohan. Lá Gandalf descobriu
que o Rei Théoden havia caído sob influência de Saruman. Théoden não
ouviu as advertências de Gandalf, mas mandou que escolhesse um cavalo e
fosse embora. Gandalf domou o magnífico Scadufax e cavalgou pra o norte
com toda velocidade.

Na Vila dos Hobbits, em 26 de Setembro, Gandalf descobriu com o Feitor
que Frodo havia deixado Bolsão a menos de uma semana. No dia seguinte,
ele encontrou a casa de Frodo em Cricôncavo, e descobriu que a mesma
havia sido saqueada e desesperou-se. Mas quando chegou a Bri ele ficou
radiante de alegria em saber que Frodo recém deixara a cidade em
companhia de Aragorn.

No Topo do vento, em 3 de Outubro, Gandalf encontrou os Nove Espectros
do Anel esperando por ele, e ele ficou sitiado nas ruínas da Torre de
Amon Sûl. Os brilhos de luz e fogo da batalha entre eles puderam ser
vistos a milhas de distância em volta. Na manhã do dia seguinte,
Gandalf escapou. Esperando desviar os Espectros do caminho de Frodo,
Gandalf tomou uma rota tortuosa através da Charneca Etten até Valfenda.

Gandalf chegou a Valfenda em 18 de Outubro e descobriu que o senhor
élfico Glorfindel já havia saído à procura de Frodo. Frodo chegou ao
Vau do Bruinen em 20 de Outubro e foi confrontado pelos Nove Espectros
do Anel. Elrond comandou o rio contra os Espectros, e Gandalf
incrementou as ondas com a forma de cavalos e pedras rolando.

Gandalf permaneceu ao lado da cama de Frodo enquanto o Hobbit se
recuperava do ferimento que ele recebera do Rei-bruxo no Topo do vento.
Em 25 de Outubro, o Conselho de Elrond foi organizado para determinar o
que fazer com o Anel. Gandalf disse ao Conselho como ele descobriu que
o Um Anel havia sido encontrado, e sobre a traição de Saruman. Foi
decidido que o Anel seria levado para Mordor e destruído, e Gandalf
disse que essa seria a última coisa de que Sauron suspeitaria.

“… que a tolice seja nosso disfarce, um véu diante dos olhos do
Inimigo! Pois ele é muito sábio, e pondera todas as coisas com
exatidão, nas balança de sua malícia. Mas a única medida que conhece é
o desejo, desejo de poder; e assim julga que são todos os corações. Seu
coração não cogita a possibilidade de qualquer um recusá-lo; de que,
tendo o Anel em mãos, vamos procurar destruí-lo. Se tentarmos fazer
isso, vamos despistá-lo.”

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 285

Frodo voluntariou-se para ser o Portador do Anel e Gandalf disse a seu amigo que iria acompanhá-lo. Elrond concordou, dizendo “… Gandalf deve partir, pois esta será sua maior tarefa, e talvez o fim de seus trabalhos.” (SdA,
p. 293) Gandalf persuadiu Elrond de que Merry e Pippin deveriam fazer
parte da Sociedade, pois ele acreditava que a amizade e a lealdade
deveriam ser consideradas acima da sabedoria e do poder. Os nove
membros da Sociedade deixaram Valfenda em 25 de Dezembro.

A Sociedade foi impedida de cruzar as Montanhas Sombrias através do
Passo do Chifre Vermelho por uma nevasca. Gandalf sugeriu uma rota
alternativa sob as montanhas, através das Minas de Moria. Aragorn foi
contra essa opção, pois ele tinha uma premonição de que algum perigo
esperava por Gandalf em Moria, mas ele concordou em aceitar a liderança
do Mago. Os outros também estavam relutantes, mas um ataque de Wargs os
persuadiu a procurar proteção nas Minas.

No Portão Oeste de Moria, em 13 de Janeiro, Gandalf tentou usar
diversas palavras para abrir as portas antes de perceber, a partir de
uma idéia de Merry, que a senha era dada na inscrição “Diga, amigo, e
entre”. Gandalf já havia entrado em Moria em outra ocasião, pelo Portão
Leste, então ele estava apto a liderar a Companhia através dos túneis.
Durante uma parada de descanso, enquanto Gandalf tentava determinar o
caminho certo a tomar, Pippin derrubou uma pedra dentro de um poço, e
tambores começaram a soar nas profundezas. Gandalf repreendeu Pippin,
chamando-o de “Tûk tolo”, mas então sentiu pena do jovem Hobbit e o
aliviou com a responsabilidade de ficar de guarda.

Na Câmara de Mazarbul, em 15 de Janeiro, Gandalf encontrou o Livro de
Mazarbul, registros da fracassada tentativa de Balin de recuperar
Moria. Justamente quando ele lia a última linha, “Eles estão chegando”,
tambores começaram a soar novamente e a Sociedade foi atacada. Eles
combateram os Orcs e então fugiram pela porta leste. Gandalf tentou
selar a porta com uma magia, mas ele sentiu uma presença opositora na
câmara, e a tentativa de detê-la custou-lhe muito esforço.

Na Ponte de Kahazad-dûm, Gandalf viu-se frente a frente com a presença
maligna. Era um Balrog, uma terrível criatura de sombras e chamas.
Gandalf disse a seus companheiros para fugirem e permaneceu na ponte
para enfrentar o Balrog.

“Você não pode passar, Sou um servidor do Fogo Secreto, que controla
a chama de Anor. Você não pode passar. O fogo negro não vai lhe ajudar
em nada, chama de Udun. Volte para a Sombra! Não pode passar.”

A Sociedade do Anel: “A Ponte de Khazad-dûm,” p. 351

Gandalf quebrou a espada do Balrog com Glamdring, e o Balrog saltou
sobre a ponte. Aragorn e Boromir começaram a vir em seu auxílio, mas
Gandalf golpeou a ponte com seu cajado, e quebrou a rocha sob os pés do
Balrog. O chicote flamejando do Balrog puxou Gandalf para a borda do
abismo, e, com um grito de “Fujam, seus tolos!”, caiu na escuridão enquanto seus amigos o observavam, indefesos.

O abismo era profundo, e Gandalf caiu por uma grande distância com o
Balrog, incendiado por suas chamas, até que eles chegaram a um lago
subterrâneo. O fogo do Balrog foi apagado, mas ele continuou combatendo
Gandalf nas cavernas muito abaixo dos fundamentos das montanhas. Então
eles escalaram a Escadaria Interminável até o pináculo do Pico de
Prata, onde eles travaram a Batalha do Pico, até que por fim Gandalf
jogou o Balrog para baixo, sobre a encosta da montanha.

Gandalf passou pela escuridão além do pensamento e do tempo. Como
Gandalf o Cinzento, ele morreu. Mas por que ele havia se sacrificado de
boa vontade, e fazendo isso ele colocou seu destino nas mãos de um
poder maior, Eru o mandou de volta para a Terra-média para completar
sua missão. Ele tornou-se Gandalf, o Branco, maior em sabedoria e
poder.

Gandalf acordou nu no cume do Pico de Prata. Mais uma vez Gwaihir veio
ao seu auxílio e o carregou para Lothlórien, onde ele foi vestido em
branco por Galadriel.

Gandalf sentiu o esforço de Frodo em resistir revelar a si mesmo para o
Olho de Sauron no Trono da Visão. O Mago rivalizou com o Senhor do
Escuro até que Frodo pôde se controlar e tirar o Anel. Esgotado por seu
embate com Sauron, Gandalf vagou profundamente em seus pensamentos.

Em 1º de Março, ele reuniu-se com Aragorn, Legolas e Gimli nos limites
da Floresta de Fangorn. Ele assegurou aos Três Caçadores que Merry e
Pippin estavam a salvo com Barbárvore, e disse que eles precisavam
agora virar suas atenções aos planos de Saruman de atacar Rohan.
Gandalf chamou Scadufax e eles cavalgaram para Meduseld, o palácio do
Rei Théoden.

Théoden estava sob profunda influência de seu conselheiro Gríma Língua
de Cobra, que era um agente de Saruman. Gandalf confrontou Gríma e
revelou-se como Gandalf o Branco. Ele encorajou Théoden a libertar-se
da traição e do desespero, e Théoden respondeu, tomando sua espada e o
governo de seu reino uma vez mais.

Théoden aceitou o conselho de Gandalf de que eles precisavam cavalgar
para a guerra contra Saruman imediatamente. No caminho para isengard
eles encontraram um batedor que lhes avisou que o exército de Saruman
havia cruzado o Isen. Gandalf disse a Théoden para levar os Rohirrim
para o Abismo de Helm e que ele iria encontrá-lo lá.

Gandalf saiu cavalgando rapidamente. Ele reuniu os sobreviventes das
Batalhas dos Vaus do Isen. Ele enviou alguns dos homens para se unirem
a Erkenbrand e a outros ele disse para enterrar os mortos e então
seguir Elfhelm para Edoras. Gandalf então cavalgou para Isengard, onde
os Ents haviam aprisionado Saruman. Pippin surpreende-se em ver seu
velho amigo, mas Gandalf estava com pressa, pois 10.000 Orcs se
aproximavam do Abismo de Helm. Gandalf soube com Barbárvore que muitos
Huorns já estavam seguindo o exército de Saruman, e Barbárvore
concordou em enviar mais para auxiliar. Gandalf então partiu à procura
de Erkenbrand.

Gandalf e Erkenbrand chegaram à Batalha do Abismo de Helm na alvorada
de 4 de Março, liderando 1.000 homens. Enquanto o Cavaleiro Branco
liderava o ataque, os homens selvagens se renderam e os Orcs fugiram
para a floresta de Huorns que chegara durante a noite, e nunca mais
foram vistos.

No dia seguinte, Gandalf e Théoden foram para Orthanc para conversar
com Saruman. Saruman tentou usar sua voz para persuadir aqueles que ali
se reuniam de que ele estava sendo tratado de maneira injusta, mas eles
não foram enganados. Gandalf revelou que ele era agora Gandalf o
Branco, e quebrou o cajado de Saruman, expulsando-o da ordem dos Magos
e do Conselho Branco. Então Gríma jogou o Palantír para fora de
Orthanc, e Pippin o pegou, mas Gandalf o tirou do Hobbit.

Mais tarde naquela noite, enquanto eles acampavam em Dol Baran, Pippin
tomou o palantír de Gandalf enquanto o mago dormia. O jovem Hobbit
olhou no palantír e foi confrontado por Sauron, que exigiu saber quem
ele era. Gandalf acordou quando Pippin gritou e ele restaurou o Hobbit
de seu estado de transe. Quando Pippin explicou o que ele havia visto,
Gandalf percebeu que Sauron acreditava que o Portador do Anel era
prisioneiro de Saruman. Então um Nazgûl alado voou sobre eles, e
Gandalf colocou Pippin em Scadufax e cavalgou a toda velocidade para
Minas Tirith.

Gandalf e Pippin chegaram a Minas Tirith em 9 de Março e tiveram uma
audiência com Denethor, o Regente de Gondor. Denethor questionou Pippin
a respeito da morte de seu filho Boromir. Gandalf discerniu que
Denethor estava especialmente interessado na missão da Sociedade e no
fato de que um Homem de maior posição que seu filho havia liderado a
companhia desde Moria.

No dia seguinte, o filho sobrevivente de Denethor, Faramir, retornou a
Minas Tirith perseguido por cinco Nazgûl alados. Gandalf saiu
cavalgando para encontrá-lo e expulsou os Nazgûl com um brilho de luz
de seu cajado. Faramir explicou que ele havia visto Frodo e Sam, e que
eles estavam dirigindo-se à Passagem de Cirith Ungol guiados por
Gollum. Gandalf ficou preocupado e temeroso, mas ele também sentiu uma
pequena esperança de que o Portador do Anel ainda possuía uma chance de
chegar ao seu destino, especialmente com a atenção de Sauron voltada
para Gondor. E apesar dele temer alguma traição de Gollum, ele sentia
que a criatura possuía um importante papel a desempenhar na missão de
Frodo.

Denethor estava irritado pelo fato de seu filho parecer dar mais
atenção ao conselho de Gandalf do que ao seu, e ele enviou Faramir para
fora novamente, para defender a passagem do rio. Mas as forças de
Sauron eram muito grandes, e eles eram liderados pelo Senhor dos
Nazgûl, que espalhou o medo no coração dos defensores. Faramir foi
forçado a retirar-se. Gandalf cavalgou ao seu auxílio, mas Faramir
decidiu permanecer com na retaguarda. No dia seguinte, gandalf
acompanhou as forças que saíram em auxílio das forças em retirada, e
Faramir foi levado de volta para Minas Tirith ferido e adoecido pelo
Hálito Negro.

Denethor desesperou-se e permaneceu ao lado da cama de seu filho
enquanto a cidade era sitiada, e Gandalf encarregou-se da defesa de
Minas Tirith. As forças inimigas esmagaram os portões da cidade. O
Senhor dos Nazgûl tentou entrar e as forças defensoras fugiram ante sua
presença, mas Gandalf permaneceu e negou entrada ao rei caído. Nesse
momento um galo cantou enquanto a alvorada surgia e trombetas soaram à
distância. Os Rohirrim haviam chegado ao auxílio de Gondor, e o Senhor
dos Nazgûl virou-se e saiu para liderar suas forças na batalha.

Então Pippin disse a Gandalf que Denethor estava erguendo uma pira
funerária para seu filho, apesar do mesmo ainda estar vivo. Gandalf foi
forçado a escolher entre perseguir o Senhor dos Nazgûl e salvar
Faramir. Ele seguiu Pippin até o Rath Dinen e saltou na pira, removendo
o corpo inconsciente de Faramir para segurança. Mas ele não pôde salvar
Denethor do desespero, pois o Regente havia olhado em seu palantír e
visto a destruição de Gondor nas imagens que Sauron lhe mostrara.
Denethor então se suicidou na pira em chamas. O Senhor dos Nazgûl foi
derrotado por Éowyn e Merry, mas Gandalf entristeceu-se, pois muitos,
incluindo o Rei Théoden, talvez morreram apenas por que ele havia sido
atrapalhado pela loucura de Denethor.

Após a Batalha dos Campos do Pellenor, os líderes se reuniram para
decidir o próximo movimento. Gandalf os advertiu que a vitória não
poderia ser conquistada por meio de armas, e que o melhor caminho seria
tentar distrair a atenção de Sauron para dar ao Portador do Anel tempo
para completar sua missão.

“Devemos caminhar de olhos abertos em direção a essa armadilha, com
coragem, mas com pouca esperança para nós mesmos. Pois, meus senhores,
pode muito bem acontecer que literalmente tombemos numa batalha negra
longe das terras viventes, de modo que mesmo se Barad-dûr for destruída
não viveremos para ver uma nova era. Mas considero que esta é nossa
tarefa. E isso é melhor do que perecer, de qualquer forma – como
certamente acontecerá, se ficarmos aqui parados – e saber na hora de
nossa morte que não vai haver uma nova era.”

O Retorno do Rei: “O último debate,” p. 150

O Exército do Oeste marchou em direção ao Portão negro, onde eles foram
recebidos pelo emissário de Sauron em 25 de Março. A Boca de Sauron
mostrou a eles a camisa de mithril de Frodo e exigiu que se rendessem
caso desejassem ver seu amigo novamente. A despeito de sua angústia,
Gandalf recusou, e o Exército do Oeste entrou na Batalha do Morannon
com as forças de Sauron. Então houve um grito terrível da Torre Negra e
os Homens do Oeste hesitaram, mas Gandalf os encorajou a permanecerem
firmes. As Torres dos Dentes e o Portão negro caíram e Gandalf gritou, “O reino de Sauron está terminado! O Portador do Anel cumpriu sua Demanda.” (RdR, p. 226)

Gandalf chamou Gwaihir e seus parentes e foi resgatar de Frodo e Sam
das ruínas de Mordor. Ele estava ao lado da cama dos Hobbits quando
eles acordaram. Aragorn pediu que Gandalf o coroasse Rei, pois ele
disse que o Mago foi “o promotor de tudo o que foi realizado, e esta vitória lhe pertence.” (RdR, p. 247)

Gandalf acompanhou os Hobbits boa parte do caminho até seus lares. Ele
sentiu que Frodo sofria, mas quando Frodo perguntou-se onde ele poderia
encontrar descanso, Gandalf não respondeu. Gandalf se despediu dos
Hobbits em Bri para ir visitar Tom Bombadil. Ele disse aos Hobbits que
problemas os aguardavam no Condado, mas eles deveriam lidar com isso
sozinhos.

“Vocês mesmos devem cuidar dos problemas de lá; foi para isso que
foram treinados. Ainda não entenderam? Meu tempo acabou: deixou de ser
a minha tarefa colocar as coisas em ordem, ou ajudar as pessoas a
fazerem isso. E quanto a vocês, meus caros amigos, não precisarão de
ajuda. Agora estão crescidos. Na verdade cresceram muito, e estão entre
os grandes, e agora deixei de temer por qualquer um de vocês.”

O Retorno do Rei: “A caminho de casa,” p. 276

A missão de Gandalf na Terra-média finalmente estava completa. De todos
os Istari enviados à Terra-média, apenas ele obteve sucesso em sua
missão de encorajar e ajudar os povos livres em sua luta contra Sauron
sem usar coerção ou procurar poder para si mesmo. Havia chegado o tempo
de ele voltar para as Terras Imortais, e, em 29 de Setembro de 3021,
ele foi aos Portos Cinzentos onde se encontrou com Galadriel e Elrond.

Frodo também estava lá, pois ele ganhara um lugar no barco que partiria
para o Oeste, onde ele poderia encontrar cura para suas feridas e
memórias. Acredita-se que Gandalf, como um emissário dos Valar, tenha
garantido-lhe esse favor a pedido de Arwen. Gandalf permitiu que Merry
e Pippin viessem ver a partida de seu amigo, e Sam também estava lá.
Assim que os Portadores do Anel subiram no barco, Gandalf disse:

“Bem, aqui finalmente, caros amigos, nas praias do Mar, chega o fim
de nossa sociedade na Terra-média. Vão em paz! Não pedirei que não
chorem, pois nem todas as lágrimas são um mal.”

O Retorno do Rei: “Os Portos Cinzentos,” p. 314

Então o barco partiu e Gandalf retornou para o Oeste de onde ele viera e nunca mais foi visto na Terra-média novamente.

Fontes Adicionais:

O Silmarillion: “Valaquenta: dos Maiar,” dá informações sobre o tempo de Olórin em Arda.
Contos Inacabados: “Os Istari” é uma explicação sobre a ordem
dos Magos, incluindo Gandalf. Fornece detalhes sobre o significado de
seus vários nomes.
“A busca de Erebor” encontrado no Contos Inacabados e em uma versão um pouco diferente no The Annotated Hobbit dá explicações mais detalhadas sobre os motivos que levaram Gandalf a escolher Bilbo para a missão da Montanha Solitária.
As Cartas de J.R.R. Tolkien: A Carta 156 discute o sacrifício de
Gandalf e seu retorno como Gandalf o Branco, e a Carta 246 menciona os
papéis de Arwen e Gandalf em permitir que Frodo navegasse para o Oeste.

Datas Importantes:





1000

Gandalf chega à Terra-média e recebe Narya por volta dessa época.

1100
O Sábio descobre que um poder maligno construiu uma fortaleza em Dol Guldur, na Floresta das Trevas.

2060
O Sábio teme que o poder em Dol Guldur possa ser Sauron.

2063
Gandalf vai à Dol Guldur para investigar e Sauron foge para o Leste.

2460
Sauron retorna com força maior para Dol Guldur.

2463
O Conselho Branco é formado. Gandalf é mum dos membros.

2758
Gandalf auxilia os Hobbits durante o Inverno Mortal.

2850
Gandalf retorna à Dol Guldur e descobre que a presença maligna é
Sauron. Gandalf encontra Thrain na masmorra e recebe dele o mapa e a
chave da Montanha Solitária.

2851
O Conselho Branco se reúne. Gandalf reporta que Sauron está em Dol Guldur e propõe um ataque, mas Saruman rejeita.

2941
15 de Março: Gandalf encontra Thorin Escudo de Carvalho em Bri e eles desenvolvem um plano para retomar a Montanha Solitária de Smaug.

Início de Abril: Gandalf visita o Condado e fica sabendo que Bilbo havia saído, através de seu jardineiro, Holman.
25 de Abril: Gandalf visita Bolsão e encontra Bilbo desinteressado em aventuras.
26 de Abril: Uma festa inesperada em Bolsão com treze Anões e um Mago.
27 de Abril: Gandalf coloca Bilbo para fora de casa e o Hobbit parte para a Montanha Solitária com Thorin e Companhia.

Fim de Maio: Gandalf engana os Trolls Tom, Bert e William,
argumentando com eles até amanhecer, quando eles se transformaram em
pedra. Gandalf adquire Glamdring do tesouro deles.

Junho: Gandalf lidera Thorin e Companhia até a casa de Elrond em Valfenda.

Verão: Gandalf resgata Bilbo e os Anões dos Orcs nas Montanhas
Sombrias, e degola o Grão-Orc. Bilbo se separa de seus companheiros.
Ele encontra o Um Anel e conhece Gollum. Bilbo escapa e se reencontra
com Gandalf e os Anões.

Fim do Verão – Início do Outono: Gandalf se separa de Thorin e
Companhia e parte para o sul para uma reunião do Conselho Branco. Ele
convence o Conselho a atacar Dol Guldur e Sauron foge.

Fim do Outono – Começo do Inverno: Gandalf chega à Montanha
Solitária e descobre que Homens e Elfos vieram para repartir o tesouro
do dragão. Thorin recusa. Bilbo tenta resolver impasse trazendo a Pedra
Arken para Bard e o Rei Thranduil. Orcs e Wargs das Montanhas Sombrias
atacam, e Anões, Elfos e Homens se unem na Batalha dos Cinco Exércitos.

Metade do inverno até Iule: Na jornada de volta, Gandalf e Bilbo visitam Beorn.

2942
Sauron retorna para Mordor

1º de Maio: Gandalf e Bilbo chegam a Valfenda.

22 de Maio: Bilbo e Gandalf chegam ao Condado.

2944
Gollum sai das Montanhas Sombrias.

2949
Gandalf e Balin visitam Bilbo no Condado.

2951
Sauron se declara abertamente em Mordor e começa a reconstruir
Barad-dûr. O rastro de Gollum é perdido quando ele se vira em direção a
Mordor e Gandalf não continua perseguindo-o.

2953
O Conselho Branco se reúne para discutir sobre Sauron. Saruman convence o Conselho de que o Um Anel está perdido para sempre.

2956
Gandalf se conhece Aragorn e eles tornam-se amigos e aliados.

3001
Gandalf comparece à festa de despedida de Bilbo e suspeita da natureza
do Anel de Bilbo. Ele procura a ajuda de Aragorn e juntos eles começam
a procurar por Gollum.

3004
Gandalf visita Frodo no Condado várias vezes durante os próximos quatro anos.


3008
Gandalf visita Frodo pela última vez durante muito anos.

3009
Gandalf e Aragorn retomam a caçada por Gollum.

3017
Em Minas Tirith, Gandalf encontra um pergaminho escrito por Isildur descrevendo o Um Anel.

3018
23 de Março: Gandalf chega à Floresta das Trevas e começa a interrogar Gollum.
29 de Março: Gandalf deixa a Floresta das Trevas e parte em direção ao Condado.

12 de Abril: Gandalf chega ao Condado.
13 de Abril: Gandalf determina que o Anel de Bilbo é o Um Anel a
partir de sua inscrição e conta sua história a Frodo. Frodo se oferece
para deixar o Condado com o Anel.

1 de Maio: Gandalf se encontra com Aragorn no Vau Sarn e conta a ele o plano de Frodo de deixar o Condado em Setembro.

Fim de Junho: Gandalf se encontra com Radagast próximo a Bri e
descobre que os Nove Espectros do Anel estão à solta. Ele parte para
Isengard para consultar Saruman.

10 de Julho: Gandalf é aprisionado por Saruman em Isengard.

18 de Setembro: Gandalf é resgatado do pináculo de Orthanc por Gwaihir.
19 de Setembro: Gandalf chega a Edoras e tem sua entrada recusada.
20 de Setembro: Gandalf consegue uma audiência com o Rei Théoden, que lhe diz para pegar um cavalo e partir.
21 de Setembro: Gandalf vê Scadufax, mas o cavalo não permite sua aproximação.
22 de Setembro: Gandalf segue Scadufax e o alcança.
23 de Setembro: Gandalf consegue domar Scadufax e parte de Rohan.
24 de Setembro: Gandalf cruza o Isen.
27 de Setembro: Gandalf cruza o Rio Cinzento.
28 de Setembro: Gandalf chega ao Vau Sarn.
29 de Setembro: Gandalf visita o Feitor e descobre que Frodo partiu de Bolsão em 23 de Setembro.
30 de Setembro: Gandalf encontra a casa em Cricôncavo saqueada e descobre que Frodo partiu de Bri com Aragorn.
1 de Outubro: Gandalf parte de Bri.
3 de Outubro: Gandalf enfrenta os Nove Espectros do Anel no Topo do Vento.
4 de Outubro: Gandalf escapa do Topo do vento ao amanhecer.
18 de Outubro: Gandalf chega em Valfenda.
20 de Outubro: Frodo chega ao Vau do Bruinen perseguido pelos
Nove Espectros do Anel. Elrond comanda o Bruinen a se erguer contra
eles com a ajuda de Gandalf.
24 de Outubro: Frodo acorda.
25 de Outubro: O Conselho de Elrond.

18 de Dezembro: Gandalf convence Elrond a incluir Merry e Pippin na Sociedade.
25 de Dezembro: A Sociedade parte de Valfenda.

3019
13 de Janeiro: A Sociedade entra em Moria.
15 de Janeiro: Gandalf enfrenta o Balrog na Ponte de Khazad-dûm e cai no abismo.
23 de Janeiro: Gandalf e o Balrog sobem a Escadaria Interminável até o topo do Pico de Prata.
25 de Janeiro: Gandalf empurra o Balrog montanha abaixo. Gandalf morre e seu corpo fica no pico.

14 de Fevereiro: Gandalf retorna a vida e permanece no pico em transe.
17 de Fevereiro: Gwaihir leva Gandalf até Lothlórien.
26 de Fevereiro: Gandalf compete com o Senhor da Escuridão para evitar que ele encontre Frodo no Amon Hen.
27 de Fevereiro: Gandalf vê Barbárvore em Fangorn, mas não fala com ele.

1 de Março: Gandalf se reúne com Aragorn, Legolas e Gimli em Fangorn. Eeles partem para Edoras, em Rohan.
2 de Março: Gandalf chega a Edoras. Ele cura o Rei Théoden e o adverte para cavalgar para a guerra contra Saruman.
3 de Março: Gandalf diz a Théoden para ir ao Abismo de Helm. O
Mago cavalga para os Vaus do Isen para reunir os Rohirrim sobreviventes
e vai para Isengard procurar a ajuda de Barbárvore.
4 de Março: Gandalf e Erkenbrand chegam ao Abismo de Helm com 1.000 homens e o inimigo é derrotado.
5 de Março: Debate com Saruman. Gandalf expulsa Saruman da ordem
dos Magos e quebra seu cajado. Mas tarde, naquela noite, Pippin olha no
palantír e é confrontado por Sauron. Gandalf parte com Pippin para
Minas Tirith.
9 de Março: Gandalf chega a Minas Tirith e se encontra com Denethor.
10 de Março: Gandalf sai ao resgate de Faramir do Nazgûl alado. Ele descobre que Frodo e Sam estão sendo levados para Mordor por Gollum.
12 de Março: Gandalf cavalga ao auxílio de Faramir enquanto ele
recua de Osgiliath, mas retorna quando Faramir decide permanecer na
retaguarda.
13 de Março: Gandalf acompanha o grupo que parte ao auxílio das
forças retirantes. Faramir é levado de volta ferido e denethor cai em
desespero. Gandalf encarrega-se da defesa da cidade.
15 de Março: Batalha dos Campos do Pellenor. Gandalf enfrenta o
Rei-bruxo nos Portões de Minas Tirith. Ele salva Faramir da pira
funeral de seu pai, mas Denethor morre.
16 de Março: Gandalf adverte os líderes a marchar para Mordor para dar ao Portador do Anel tempo para completar sua Demanda.
18 de Março: O Exército do Oeste parte de Minas Tirith.
25 de Março: Gandalf recusa os termos de rendição de Sauron. O
Exército do Oeste luta até que o Anel é destruído e sauron é derrotado.
Gandalf parte com Gwaihir para resgatar Frodo e Sam da destruição de
Mordor.

1 de Maio: Gandalf coroa Aragorn Rei.

30 de Outubro: Gandalf se despede dos Hobbits e vai visitar Tom Bombadil.

3021

29 de Setembro:
Gandalf parte navegando da Terra-média, retornando para as Terras Imortais.

Nomes e Títulos





Gandalf o Cinzento:


Gandalf
significa “Elfo do cajado”.
Este nome foi-lhe dado pelos Homens em referência ao cajado que ele
carregava e pela crença errada de que ele pertencia à espécie dos
Elfos. A palavra gandr significa “cajado” especialmente um usado em mágica. (Contos Inacabados, p. 440)

O nome Gandalf aparece no poema Norueguês Antigo Völuspá, assim como na Edda em prosa de Snorri Sturlson.

Os Magos possuíam cores associadas aos seus nomes. Quando Gandalf
chegou à Terra-média, sua cor era cinza e ele usava mantos cinzentos.

Gandalf o Branco:
Quando Gandalf foi enviado de volta para a Terra-média após sua luta
contra o Balrog, ele estava vestido em branco. Ele substituiu o traidor
Saruman – que havia abandonado o branco por um manto de muitas cores –
como líder da ordem dos Magos.

“Sim, sou branco agora” – disse Gandalf. “Na verdade, eu sou
Saruman, quase poderíamos dizer. Saruman como ele deveria ter sido.”

As Duas Torres: “O Cavaleiro Branco,” p. 92

Olórin:

Olórin
era o nome pelo qual Gandalf era conhecido como espírito Maia em Aman. É a forma em Alto-élfico de olor ou olos significando “visão, fantasia, construção da mente.”
Contos Inacabados: “Os Istari”, p. 436

Mensageiro Cinzento:
Quando Gandalf chega à Terra-média ele é referido como Mensageiro Cinzento pois ele era um mensageiro dos Valar e estava vestido em cinza.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 427

Mithrandir:

Mithrandir
era o nome dado a Gandalf pelos
Elfos. Significa Peregrino Cinzento, e refere-se a sua cor e suas
viagens através da Terra-média.

Peregrino Cinzento:

Peregrino Cinzento
era o equivalente na Língua Comum para Mithrandir (veja acima). O povo de Gondor se referia a ele usando ambos os nomes.

“Foram esses registros que trouxeram o Peregrino Cinzento até nós.
Vi-o pela primeira vez quando era criança, e ele esteve em nossa cidade
duas ou três vezes depois disso.”


“O Peregrino Cinzento?” – perguntou Frodo. “Ele tinha um nome?”


“Nós o chamávamos de Mithrandir, à maneira dos elfos” – disse Faramir,
“e ele ficava satisfeito. ‘Tenho muitos nomes em diferentes lugares’,
dizia ele. ‘Mithrandir entre os elfos, Tharkûn para os anões; eu era
Olórin em minha juventude no Ocidente que está esquecido; no sul,
Incánus, no norte Gandalf; para o leste eu nunca vou.’ ”

As Duas Torres: “A janela sobre o oeste,” p. 285

Caminheiro Cinzento:

Caminheiro Cinzento
é outra tradução na Língua Comum para Mithrandir usada em Gondor. (RdR, p. 92)

Tharkûn:

Tharkûn
era o nome pelo qual Gandalf era conhecido entre os Anões. Significa “Homem do cajado” (Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 438)

Incánus:
Gandalf era chamado Incánus pelos povos do
Sul. A origem desse nome não é certa. Uma nota no Livro do Thain indica
que era uma adaptação em Quenya de uma palavra Haradrim que significava
“espião do norte”. Porém, Incánus pode ser simplesmente um nome em
Quenya dado a ele pelos Homens de Gondor significando “soberano da
mente”. A palavra in ou id significa “mente”; kan significa “soberano” e cano ou cánu significa “soberano, governador, chefe”.
Contos Inacabados: “Os Istari,” p. 440-1

Gandalf Capa-Cinzenta:
Gandalf é chamado assim por Éomer de Rohan:

“Gandalf!” – exclamou Éomer. “Gandalf Capa-Cinzenta é conhecido por
aqui; mas seu nome , eu lhe aviso, não é mais uma senha para se
conseguir os favores do rei. Ele foi hóspede desta terra muitas vezes
na memória dos homens, vindo quando bem entendesse, depois de uma
estação ou depois de muitos anos. Ele é sempre o arauto de
acontecimentos estranhos: alguém que traz o mal, dizem alguns
atualmente”

As Duas Torres: “Os Cavaleiros de Rohan,” p. 28

O Cavaleiro Branco:
Gandalf foi chamado de Cavaleiro Branco pela primeira vez por Aragorn em contraste aos Cavaleiros Negros de Sauron.

“Não falo a verdade, Gandalf” – disse Aragorn finalmente, “quando
digo que você poderia ir a qualquer lugar que quisesse mais rápido que
eu? E também digo isto: você é nosso capitão e nossa insígnia. O Senhor
do Escuro tem Nove. Mas nós temos Um, mais poderoso que eles: o
Cavaleiro Branco. Passou pelo fogo e pelo abismo, e eles devem temê-lo.
Iremos aonde nos levar”.

As Duas Torres: “O Cavaleiro Branco,” p. 99

Gandalf, Corvo da Tempestade:
O Rei Théoden de Rohan chama Gandalf de Corvo da Tempestade enquanto ainda está sob o domínio de Gríma Língua de Cobra.

“Você sempre foi um arauto do pesar. Os problemas o seguem como
corvos, e, quanto maior a freqüência tanto pior. … Aí está você de
novo! E com você chegam males ainda piores que os anteriores, como se
pode esperar. Por que deveria dar-lhe boas-vindas, Gandalf, Corvo da
Tempestade? Diga-me.”

As Duas Torres: “O Rei do Palácio Dourado,” p. 112

Láthspell:
Gríma Língua de Cobra se refere a Gandalf como Láthspell, significando “más-notícias”

“Vou chamá-lo de Láthspell, Más-notícias; e más notícias não fazem bons hóspedes, dizem por aí.”
As Duas Torres: “O Rei do Palácio Dourado,” p. 112

Tolo Cinzento:
Gandalf é chamado de Tolo Cinzento por Denethor, Regente de Gondor.

“Sigam quem quiserem, até mesmo o Tolo Cinzento, embora a esperança dele tenha fracassado. Ficarei aqui.”
O Retorno do Rei: “O Cerco de Gondor,” p. 89

 
 

Problemas com o servidor

Às 07h46 de hoje (27/01) tivemos algumas falhas graves relacionadas a
disco que corromperam os dados de alguns personagens. O problema já foi
resolvido, porém ficaram algumas seqüelas. Os personagens que acessaram
o MUD entre as 07h46 e as 10h30 de hoje foram afetados em diferentes
graus de intensidade e os depósitos dos clãs precisam
ser restaurados a partir do backup do dia 23/01/2007.
 

Sabemos que isso é um grande inconveniente e pedimos desculpas pelos transtornos. Se você notar qualquer dado ou estatística incorreto com o seu
personagem, por favor, entre em contato com a equipe através do canal
BUG ou através dos Maiar.

Detalhes técnicos do problema: Um problema no serviço de DNS
que roda no servidor do MUD fez com que um mensagem de erro fosse
gravada nos logs, centenas de vezes por segundo. Em poucas horas, os
logs tomaram todo o espaço existente em disco, antes que o serviço
logrotate pudesse tomar qualquer providência. A falta de espaço em
disco tornou impossível qualquer operação de salvamento de dados.

Os seguintes personagens foram afetados pelo problema:

- Todos os personagens dos clãs Moonlight Hunters, Ordem das Sombras e
Os Senhores de Bereliand que acessaram o MUD no intervalo fatídico
podem ter perdido posições nos clãs. Alterações na delegação de poderes
desses clãs feitas desde 27/01 também foram perdidas. Os demais clãs
não forama afetados;

- Os personagens Ozora e Strout foram restaurados a partir do backup imediato. Estatísticas ganhas na última sessão de jogo foram perdidas.

- O personagem Lorth foi restaurado a partir do backup de 23/01. Qualquer objeto ou estatística ganha nesse período foi perdida.

- Os personagens Avi, Ipseslites e Lorianor, criados depois do dia 23/01, foram perdidos.