Todos os post de cassiano ricardo dalberto

Colabore com artigos RPGí­sticos e ganhe pontos!

escudo.jpgA maioria dos usuários já sabe que colaborar com artigos para a Valinor rende pontos, que podem ser trocados por brindes. Mas as colaborações não se restringem somente à área Tolkien.

 

Sabe aquela crônica de RPG que você escreveu e mestrou para seus amigos? Sabe aquele artefato que você criou para sua campanha? Ou aquela variante de uma regra que se mostrou muito útil na mesa? Tem qualquer artigo a respeito de RPG que você gostaria de publicar? Alguma notícia bombástica que você traduziu? Pois bem, envie-os para a Valinor, através do sub-fórum Colaborações Valinor ou do email valinor@valinor.com.br. O artigo passará por uma revisão, e após será publicado na Durbatulûk, o site de RPG da Valinor. Com isso você ganhará pontos de colaboração, que podem ser usados na troca por brindes! Jogadores de RPG, colaborar e ganhar, é só começar!

Prêmio Ibest: Valinor conquista o terceiro lugar!

valinoribest3.jpgEis que finalmente o Prêmio Ibest chegou ao fim, e a Valinor, que manteve-se no páreo pelo título desde o início, acabou em um terceiro lugar sem precedentes na categoria Lazer: Arte e Cultura.
 

Desde que a Valinor entrou na disputa, em 15 de Janeiro, já mostrou que era séria candidata ao título. Em questão de poucos dias alcançamos o primeiro lugar, desbancando sites grandes que já estavam cadastrados há mais tempo na disputa. Porém, com o passar das semanas outros fortes concorrentes, com um público mais amplo, conseguiram tirar a Valinor do primeiro lugar. Mesmo assim mantivemos nosso terceiro lugar, conseguindo votos até o fim da disputa.

Não conseguimos no entanto apurar a porcentagem de votos destinados à Valinor, uma vez que nos últimos dias de disputa o Ibest decidiu esconder tais números, para tornar a disputa mais emocionante. 

Agradecemos de coração à todas as pessoas que votaram na Valinor, que deram seu incentivo e realizaram a divulgação.Terceiro lugar não é pouco (na verdade, passa longe disso) competindo-se em uma categoria tão importante, e sem vocês não teríamos chegado lá!

Esta foi a quarta participação da Valinor no Prêmio iBest, sempre na mesma categoria. Em 2002 e 2003 ficamos entre os 10 primeiros e em 2004 não nos classificamos para a final (tivemos apenas sete dias para votação). Ano que vem vamos rumo ao primeiro lugar, com certeza!

Para conferir os vencedores, clique aqui

Universal tentando negociar com Del Toro… e O Hobbit?

del_toro_04.jpgA prestigiada revista Variety publicou recentemente as intenções do estúdio Universal para os próximos anos quanto as produções cinematográficas, de uma maneira geral. Ao que parece, o estúdio está tentando negociar firmemente com Guillermo del Toro para que este faça Hellboy 2: The Golden Army (2008).

 
O estúdio que desembolsou 80 milhões de dólares para a segunda parte
das aventuras do personagem criado por Mike Mignola , e, além de comprar
os direitos sobre a obra Nas Montanhas da Loucura, de H.P. Lovecraft,
pretende que seja Del Toro o encarregado de rodar a adaptação, evitando
assim que Guillermo (de "O Labirinto do Fauno") vá para a Nova Zelândia
com a New Line Cinema nos próximos anos, para produzir "O Hobbit".

Se finalmente a Universal conseguir assinar com Del Toro, podemos supor um novo atraso para O Hobbit?


Fonte:
Elfenomeno

Documentário sobre o mundo de fantasia de Tolkien na BBC

bbc.gifNa noite de quarta-feira, dia 5 de março, o canal BBC4 (disponível internacionalmente por Canal por Satélite) apresenta um documentário de 1 hora intitulado “The Epic Imagination”, como parte da sua série, olhando para a Popularidade e Criação da Literatura de Fantasia.
 
 
O programa analisa o trabalho dos escritores com trabalhos na década de 1950, e dará destaque para J.R.R. Tolkien e Mervyn Peake, olhando como eles criaram seus mundos fantásticos e como suas vidas influenciaram as suas criações.

Criador da trilogia O Senhor dos Anéis, o acadêmico de Oxford, J.R.R. Tolkien, criou uma nova língua, o Élfico (Quenya e Sindarin), bem como mapas detalhados que demonstram graficamente a sua paisagem fantástica da Terra Média. O visionário artista surrealista Mervyn Peake, criou o Gormenghast, trilogia do opressor castelo de Gormenghast, povoado por personagens grotescos.

O programa prolonga-se a examinar a forma como as vidas e experiências destes escritores incorporadas no mundo mágico que criaram, a partir do serviço de Tolkien na Primeira Guerra Mundial para a infância de Peake em Manchurian China e seu testemunho, em primeira mão, como uma guerra artista, a devastação dos campos de concentração Belsen.

Com contribuições de, entre outros, escritores Joanne Harris, Kate Mosse, Tracy Chevalier e AS Byatt. Detalhes na tabela de horáros da BBC 4 estão disponíveis aqui (em inglês).

Fonte: The Council of Elrond

25 de Março é o Tolkien Reading Day (Dia de Leitura Tolkien)!

tolkien_society.gif25 de Março é o Tolkien Reading Day (Dia de Leitura Tolkien)! O Tolkien Reading Day encoraja o uso das obras de Tolkien na educação e em grupos de leitura em bibliotecas, e em 2008 isso será logo após a Páscoa, então a ênfase é na leitura por prazer com a família ou com os amigos.
 

 

A atração que os livros de J.R.R. Tolkien têm para todas as idades e leitores ao redor do mundo, confere prazer, entretenimento e grande importância à sua obra.

O Tolkien Reading Day é uma chance para adultos e crianças lerem juntos e compartilhar suas idéias sobre as histórias de J.R.R. Tolkien que eles leram e talvez descobrir novas.


Idéias para explorar os livros de Tolkien juntos estão disponíveis online e em versão impressa.

Para adultos e crianças lerem juntos é divertido, e estimula uma boa conversa, desenvolvimento do vocabulário, um interesse por história e para alguns um interessem em lingüística. 25 de Março possui significância para os leitores de Tolkien, como sendo o dia da Queda de Sauron na conclusão da “Guerra do Anel” em “O Senhor dos Anéis”. Há mais para Tolkien do que “O Senhor dos Anéis”, contudo. Familiares e grupos de leitura podem apreciar a história do cachorro perdido “Roverandom” e suas aventuras na lua, ou a zombada revolta medieval de “Farmer Giles of Ham” completa com gigantes e dragões.

Membros do público (ou bibliotecas e escolas desejando organizar um evento próximo a 25 de Março) podem entrar em contato com a Tolkien Society para obter pôsteres gratuitos e ajuda na divulgação de seu evento.


Pedidos de pôsteres ou perguntas com respeito a essa notícia devem ser enviadas para:
Ian Collier, Publicity Officer, 22 Oaklands Road, Wolverhampton, WV3 0DS UK
e-mail: publicity@tolkiensociety.org

Iniciado em 2003, o evento do Dia de Leitura desperta o interesse na leitura e grupos de leitura em diversas nações e idades, das crianças do primário aos estudantes universitários e freqüentadores de bibliotecas de todas as idades. Assim se justifica a circulação desse comunicado na internet, os demais meios de comunicação, em publicações educacionais e em bibliotecas municipais.

Fonte: TheOneRing.net

Denethor

denethor_1.jpgDenethor II foi o último Regente Governante de Gondor. Ele governou Gondor por 35 anos e defendeu sua terra e seu povo da crescente ameaça de Sauron. Mas durante a Guerra do Anel, Denethor ficou profundamente enlutado pela perda de seu filho mais velho, Boromir, e sucumbiu ao desespero quando Sauron mostrou-lhe visões da perdição de Gondor no palantír. Denethor queimou-se vivo e tentou levar Faramir, seu filho mais novo, com ele, mas enquanto Denethor pereceu em chamas, Faramir sobreviveu e tornou-se Regente de Aragorn, o Rei Elessar.
 

 

Denethor nasceu em 2930. Ele possuía duas irmãs mais velhas. Seu pai foi Ecthelion II, o 25º Regente Governante de Gondor.

Os Regentes originalmente serviam aos Reis de Gondor, mas após a linhagem dos Reis falhar, em 2050, os Regentes governaram Gondor como substitutos. Era o dever dos Regentes preservar e proteger o Reino até que um Rei retornasse. Os Regentes sentavam-se em uma cadeira aos pés da plataforma onde o trono do Rei permanecia vazio. Eles carregavam um bastão branco ao invés de uma coroa, e seu estandarte era completamente branco.

Denethor lembrava os antigos Reis de Númenor. Ele era alto e de comportamento régio, e possuía feições esculturais, pele clara, olhos negros e um nariz longo e curvo. Ele era valoroso e tornou-se hábil no uso da espada. Ele também era sábio e estudou e aprendeu os antigos conhecimentos de Gondor nos arquivos de Minas Tirith, aprendendo muita coisa que há muito tempo estava esquecida.

Conforme Denethor tornava-se adulto em Gondor, Sauron foi acumulando poder do outro lado do Anduin, em Mordor. Sauron retornou para Mordor em segredo em 2942, e em 2951 ele declarou abertamente sua presença e reconstruiu a Torre Negra de Barad-dûr. Em 2954 a Montanha da Perdição explodiu em chamas e os Homens de Gondor que viviam em Ithilien, nas margens de Mordor, foram forçados a fugir.

Ecthelion, pai de Denethor, respondeu à ameaça crescente reforçando as defesas de Gondor. Ele tomou muitos homens valorosos a seu serviço, incluindo um que se auto-intitulava Thorongil. Thorongil era muito admirado pelos outros capitães e especialmente por Ecthelion, que favorecia Thorongil acima de todos os outros, até mesmo de seu próprio filho. Ele valorizava os conselhos de Thorongil em questões de defesa e prestava atenção aos seus avisos para confiar no Mago Gandalf, mas não em Saruman. Denethor cresceu ressentido e encarou Thorongil como seu rival, apesar de Thorongil não ter feito nada para tentar usurpar a posição de Denethor.

Denethor era um homem perspicaz e discernidor, e ele aparentemente descobriu que Thorongil era de fato Aragorn, o Líder dos Dúnedain do Norte, e como tal, alguém que poderia reivindicar o trono de Gondor. Denethor suspeitou que Aragorn e Gandalf estivessem aliados para suplantá-lo. 

Denethor se opôs a ceder o governo de Gondor ao herdeiro do reino perdido de Arnor. Os reis de Gondor eram descendentes do filho de Elendil, Anárion, enquanto Arnor era governada pelos descendentes do outro filho de Elendil, Isildur. Os dois reinos foram separados por quase 3000 anos, e o Reino do Norte havia deixado de existir há mais de 1000 anos. Os Herdeiros de Isildur tornaram-se líderes de um povo nômade conhecido como Guardiões, e Denethor considerava que eles haviam perdido sua nobreza e dignidade.

Em 2980, Thorongil liderou um ataque em Umbar e derrotou os Corsários que eram aliados de Sauron. Mais tarde, ele não voltou a Minas Tirith e enviou uma mensagem de despedida para Ecthelion. Denethor não ficou triste em vê-lo partir, mas não se esqueceu dele e continuou a desconfiar de Gandalf.

Denethor tornou-se o 26º Regente Governante de Gondor após a morte de seu pai, em 2984. Ele era um governante forte, que ouvia os avisos de seus conselheiros, mas tomava suas próprias decisões. Denethor era um homem orgulhoso, e acreditava que ele estava destinado a governar Gondor na hora mais sombria. Logo ele retomou a cidade de Osgiliath, no Anduin, das forças de Sauron, e colocou uma guarnição lá como primeira linha de defesa contra Mordor.

Denethor casou-se com Finduilas, a filha do Príncipe Adrahil de Dol Amroth, em 2976. Ela era 20 anos mais nova do que ele. Eles tiveram dois filhos: Boromir, nascido em 2978, e Faramir, nascido em 2983. Denethor amava Finduilas, mas ela estava infeliz em Minas Tirith, distante do Mar, e a Sombra de Mordor a aterrorizava. Ela provavelmente tornou-se ciente também do esforço de seu marido, que resultou em seu uso do palantír. Finduilas morreu em 2988, e Denethor tornou-se ainda mais amargo e retirado.

Acredita-se que Denethor começou a usar o palantír logo após tornar-se Regente. Denethor estudou por muito tempo o conhecimento dos palantíri – as sete pedras usadas para comunicar e observar a grandes distâncias. O palantír de Minas Tirith, chamado de Pedra de Anor, foi mantido em segredo por muitos anos na Torre de Ecthelion. Temia-se que sua pedra companheira, a Pedra de Ithil, estivesse em posse de Sauron.

Denethor foi o primeiro Regente que atreveu-se a usar o palantír. Com o palantír, Denethor podia ver muitas coisas acontecendo por toda a Terra-média. Uma de suas motivações para usar a pedra era manter um olho em Gandalf e Aragorn, e tentar sobrepujá-los em conhecimento. Outro motivo era descobrir os planos de Sauron para defender Gondor contra um ataque que ele percebia ser iminente.

Após muitos anos, Sauron tornou-se ciente do uso do palantír por Denethor. Denethor tinha grande força de vontade, e ele inicialmente pôde manter o controle da Pedra de Anor e evitou que Sauron forçasse seu olhar para a Pedra de Ithil. O esforço custou caro a Denethor e ele começou a envelhecer prematuramente. Sauron não conseguiu quebrar a vontade de Denethor ou corrompê-lo como fez com Saruman, mas eventualmente ele conseguia manipular o que Denethor via no palantír, em um esforço para convencê-lo que a derrota era inevitável.

Denethor chegou a ver a si mesmo como o oponente primário de Sauron, e ele entendeu o conflito como sendo entre Mordor e Gondor, ao invés de incluir toda a Terra-média. De uma mentalidade parecida era seu filho mais velho, Boromir, que compartilhava o orgulho de seu pai pela força de Gondor, e conseguiu a preferência de seu pai como um filho leal e obediente. Em outras maneiras, porém, Boromir era diferente de seu pai – ele era um guerreiro e não estava interessado em conhecimento e sabedoria.

Faramir, por outro lado, compartilhava a inteligência e o discernimento de seu pai e nele, assim como em seu pai, o sangue de Númenor corria verdadeiramente. Mas Faramir era de uma natureza gentil e era inclinado a compreender e ter piedade dos outros, o que alguns viam como fraqueza. E apesar de ele também ser um guerreiro hábil, Faramir não estava interessado em glória para si mesmo, e ele acreditava que havia um bem maior acima de Gondor sozinha.

Faramir também tornou-se amigo de Gandalf, que visitava os arquivos de Minas Tirith periodicamente. Ele passou tempo com o Mago e aprendeu muito com ele, o que descontentava Denethor. Denethor via a amizade de Faramir com Gandalf como uma deslealdade a ele.

Em 3017 Gandalf foi a Minas Tirith uma vez mais para procurar nos arquivos. Ele encontrou um pergaminho escrito por Isildur, descrevendo o Um Anel de Sauron, que Gandalf começava a suspeitar estar em posse de Frodo Bolseiro no Condado. Denethor era familiarizado com muito do conteúdo dos arquivos, mas esse pergaminho em particular era desconhecido para ele, e Gandalf não compartilhou seus interesses com o Regente.

Em 20 de Junho de 3018, Sauron desferiu o primeiro ataque da Guerra do Anel. Uma força liderada pelo Senhor dos Nazgûl atacou Osgiliath. Ninguém pôde se opor à sua presença maligna, e a parte da cidade na margem oriental do Anduin foi tomada. Boromir e Faramir derrubaram a ponte e defenderam a metade ocidental da cidade. Mas o propósito de Sauron em ordenar o ataque era testar as defesas de Gondor e providenciar cobertura para os Nazgûl começarem a caçada pelo Um Anel, e uma vez cumprido, Sauron parou o ataque.

Boromir e Faramir contaram ao seu pai sobre um sonho que ambos compartilhavam:

Procure a Espada que foi quebrada:
Em Imladris ela está;
Mais fortes que de Morgul encantos
Conselhos lhe darão lá.
E lá um sinal vai ser revelado
Do Fim que está por vir,
E a Ruína de Isildur já acorda,
E o Pequeno já vai surgir.

A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 260

Denethor não contou aos seus filhos o que ele fez com esse enigma. Ele provavelmente entendeu que “a Espada que foi quebrada” se referia a Narsil, a espada de Elendil que foi quebrada em batalha contra Sauron e foi guardada pelos herdeiros de Isildur no Norte. Ele provavelmente pensou muito e com grande esforço sobre a Ruína de Isildur e pode eventualmente ter percebido que se tratava do Um Anel de Sauron.

Faramir voluntariou-se para viajar até Imladris, que denethor informou tratar-se de Valfenda, o lar de Senhor Élfico Elrond. Mas Boromir insistiu em tomar para si a jornada, e Denethor relutantemente concordou – uma decisão da qual ele se arrependeria amargamente.

Em 26 de Fevereiro de 3019, Boromir foi morto por um Uruk-hai em Amon Hen. Ele tentou pegar o Um Anel de Frodo, mas morreu honradamente defendendo Merry Brandebuque e Pippin Tûk. Denethor ouviu a Grande Corneta soada por Boromir à distância e foi preenchido por um mau presságio. Então a Grande Corneta foi encontrada quebrada em dois pedaços nas águas do Anduin. Os fragmentos da Corneta foram levados para Denethor, que os guardou em sua capa, enquanto aguardava notícias sobre o destino de seu filho. Todavia, em seu coração ele sabia que seu amado filho estava morto.

Denethor ficou profundamente enlutado pela morte de Boromir, e foi um golpe severo para seu espírito e sua mente. No entanto, ele continuou a preparar-se para a guerra próxima com Sauron. Ele usava sua cota de malha e sua espada o tempo todo, até mesmo dormindo, para manter-se forte e preparado. Ele ordenou o reparo da Rammas Echor – a grande muralha externa que cercava os Campos de Pellenor. As mulheres e crianças de Minas Tirith foram evacuados para as províncias do sul de Gondor.

Em 8 de Março chegou uma notícia de que uma frota de Corsários estava preparada para atacar Gondor no sul. Na manhã seguinte, Denethor ordenou que fossem acesas as Colinas dos Faróis para pedir o auxílio de Rohan. Denethor também enviou um mensageiro chamado Hirgon para Rohan, carregando a Flecha Vermelha, como um sinal da necessidade de Gondor. O Rei Théoden recebeu a Flecha Vermelha na manhã de 9 de Março. Tropas também foram convocadas dos feudos do sul de Gondor, e elas chegaram a Minas Tirith em 9 de Março.

Nesse mesmo dia, Gandalf chegou a Minas Tirith com o Pequeno Pippin Tûk. Gandalf trouxe notícias sobre a vitória contra as forças de Saruman na Batalha do Abismo de Helm em Rohan, mas Denethor já sabia a respeito através do uso do palantír. Ele estava mais interessado em escutar um relato de Pippin sobre a morte de Boromir, dizendo “Mas, embora todos os sinais prenunciem que o fim de Gondor se aproxima, menor para mim agora é essa treva que a minha própria treva.” (RdR, p. 13)

Através de cuidadosamente questionar o Hobbit, Denethor confirmou sua suspeita de que Aragorn estava vindo para Minas Tirith com Narsil reforjada. Ele acreditava que Aragorn pretendia tomar o governo de Gondor com o auxílio de Gandalf. Denethor não tinha intenção em permitir que isso acontecesse.

Pippin ofereceu sua espada e sua lealdade a Denethor. Denethor aceitou, pois mesmo acreditando que a intenção de Pippin era espioná-lo e reportar para Gandalf, o gesto o tocou e o entreteu. Ele também esperava descobrir mais de Pippin com o Hobbit próximo a ele.

No dia seguinte, Faramir retornou de patrulha em Ithilien e reportou que ele havia encontrado Frodo. Denethor ficou furioso por Faramir não ter trazido o Um Anel apara ele, como ele acreditava que Boromir teria feito. Ele enganadamente acreditou que a força e a lealdade de Boromir permitiriam que ele superasse a tentação do Anel. Ele via Faramir como desleal e sob influência de Gandalf. Denethor disse a Faramir que ele desejava que o destino de seus filhos fosse invertido – que Boromir tivesse sobrevivido e Faramir morrido.

Denethor sentia que a Ruína de Isildur não deveria ser levada para Mordor para ser destruída, mas, ao invés disso, “deveria ter sido guardada, escondida, muito bem escondida. Não usada, eu lhe digo, exceto numa extrema necessidade, mas colocada fora de alcance dele, a não ser que ocorresse uma vitória tão decisiva que o que acontecesse depois não nos incomodasse, pois estaríamos mortos.” (RdR, p. 77)

Gandalf apontou que eles possuíam uma obrigação com as pessoas além do reino de Gondor, e com as futuras gerações, e também disse que Denethor não seria capaz de resistir à tentação do Anel, não importa quão profundo ele fosse escondido. Mas Denethor orgulhava-se de sua própria força a da importância suprema de Gondor, e não levou esses argumentos em consideração.

No dia seguinte, em 11 de Março, Denethor convocou um conselho de seus capitães. Ele anunciou sua intenção de enviar uma força para defender a travessia do rio em Osgiliath. Faramir acreditava ser uma missão perdida, uma vez que eles estaria em grande desvantagem numérica para as forças de Sauron, apesar de ter se voluntariado a ir.

“Uma vez que Boromir lhe foi roubado, farei o que puder no lugar dele – se o senhor assim ordenar.”
“Assim ordeno” – disse Denethor.
“Então adeus” – disse Faramir. “Mas, se eu retornar, faça melhor juízo de mim.”
“Isso depende de como você retornar” – disse Denethor.

O Retorno do Rei: “O cerco de Gondor,” p. 80-81

Faramir partiu imediatamente para Osgiliath. Um grande exército liderado pelo Senhor dos Nazgûl chegou em 12 de Março e rapidamente tomou a passagem do rio. Faramir e seus homens estavam em desvantagem numérica de 10 para 1, e foram forçados a recuarem para a Ramas Echor. As forças inimigas invadiram a muralha em 13 de Março e dominaram os Campos do Pellenor. Faramir estava decidido a permanecer com seus homens até o fim.

Denethor sentou-se em uma alta câmara na Torre de Ecthelion, observando a retirada. Ele sabia que as forças inimigas eram lideradas pelo Senhor dos Nazgûl, e ele também sabia que outra força havia capturado Cair Andros e cruzado o rio mais ao norte. Esse conhecimento possivelmente foi adquirido através do palantír, que Denethor consultava com crescente freqüência.

Mas Denethor não sabia novidades sobre se os Rohirrim estavam vindo em resposta ao seu pedido de ajuda. Hirgon, o mensageiro enviado a Rohan, foi morto na jornada de volta a Minas Tirith. É possível que o palantír não pudesse ser usado nessa questão pois Sauron já era capaz de controlar o que era visto por Denethor, cuja vontade fora enfraquecida pela perda do filho mais velho

Denethor enviou uma tropa liderada pelo Príncipe Imrahil para ajudar os homens que estavam recuando ante as forças de Sauron. Um terço dos homens haviam sido mortos e muitos mais estavam feridos, incluindo Faramir. O filho mais novo de Denethor foi trazido inconsciente e próximo da morte até a sala de Denethor na Torre de Ecthelion.

Denethor foi até a sala secreta no topo da Torre e consultou o palantír mais uma vez. Ele ficou chocado com o que viu. Provavelmente lhe foi mostrada uma visão de Frodo, que naquele mesmo dia havia sido capturado pelos Orcs da Torre de Cirith Ungol. Denethor acreditou que o Anel também havia sido capturado: “A esperança do tolo fracassou. O Inimigo descobriu isso, e agora seu poder aumenta; ele enxerga nossos próprios pensamentos, e tudo o que fizermos será desastroso.” (RdR, p. 88) Mas a desconhecimento de Denethor, Sam Gamgi estava com o Um Anel e mais tarde resgatou Frodo.

Denethor retornou para sentar ao lado do leito de seu filho. Ele estava profundamente entristecido e arrependido de seus atos com Faramir. “Enviei meu filho, sem meus agradecimentos, sem minha bênção, em direção a um perigo desnecessário, e aqui jaz ele, como veneno nas veias.” (RdR, p. 88) O escudeiro de Denethor, Pippin Tûk, permaneceu com ele durante essas horas sombrias.

E enquanto observava teve a impressão de que Denethor envelhecia diante de seus olhos, como se algo tivesse arrebentado em sua altiva obstinação, derrotando sua vontade inflexível. Talvez a tristeza tivesse feito aquilo, e o remorso. Naquele rosto outrora empedernido, Pippin enxergava lágrimas , mais insuportáveis que a ira.

O Retorno do Rei: “O cerco de Gondor,” p. 88

Visões mais distantes no palantír mostraram a Denethor uma frota de navios Corsários navegando Anduin acima, em direção a Minas Tirith. Ele não sabia que a frota era comandada por Aragorn, que estava vindo a resgate de Gondor. Denethor acreditou que Gondor estava prestes a ser destruída e que ele estava prestes a perder seu único filho e herdeiro restante. Frente a essas perdas insuportáveis, a mente de Denethor fracassou e ele caiu em loucura e desespero.

Denethor abandonou o controle das defesas de Gondor, e Gandalf foi forçado a cuidar das mesmas em seu lugar. A Cidade estava sitiada e o primeiro nível estava em chamas, e os homens estavam abandonando seus postos. Mas Denethor manteve-se impassível.

“Por quê? Por que fogem os tolos?” – disse Denethor. “É melhor ser queimado mais cedo que mais tarde, pois esse será nosso fim. Voltem para a sua fogueira! E eu? Eu irei agora para a minha pira. Para a minha pira. Nada de túmulo para Denethor e Faramir. Nada disso! Nada de longos sonos de morte embalsamada. Vamos arder como arderam os reis bárbaros antes que qualquer navio tivesse vindo do oeste para cá. O Ocidente fracassou. Voltem e queimem!” 
O Retorno do Rei: “O cerco de Gondor,” p. 90

Nas primeiras horas de 15 de Março, Denethor carregou Faramir para a Casa dos Regentes na Rua Silenciosa, onde os Regentes de Gondor eram tradicionalmente sepultados. Ele ordenou que uma pira fosse feita para queimar ele e seu filho vivos. Foi empilhado madeira ao redor de Faramir, e ele foi banhado com óleo.

Pippin correu para procurar a ajuda de Beregond e Gandalf. Gandalf foi forçado a abandonar a perseguição ao Senhor dos Nazgûl, que partira para matar Théoden de Rohan antes de ser ele mesmo morto por Éowyn e Merry.

Na Casa dos Regentes, Gandalf resgatou Faramir da pira. Ele tentou convencer Denethor a encarar o inimigo com um líder de seu povo e, se necessário, morrer honravelmente em batalha ao invés de cometer suicídio. Mas denethor havia perdido toda a esperança. As visões a ele mostradas por Sauron no palantír o convenceram de que a derrota era inevitável.

“Tu pensaste que os olhos da Torre Branca estavam cegos? Não, vi mais do que sabes, Tolo Cinzento. Pois tua esperança é apenas fruto da ignorância. Então vai e trabalha na cura! Avança e luta! Vaidade. Por pouco tempo pode-se triunfar no campo, por um dia. Mas contra o Poder que agora se levanta não há vitória.”

O Retorno do Rei: “A Pira de Denethor,” p. 120

Além disso, mesmo se um breve adiamento fosse possível, Denethor não iria querer conceder o governo de Gondor a Aragorn.

“Sou um Regente da Casa de Anárion. Não vou me rebaixar para ser o camareiro caduco de um arrivista. Mesmo que a reivindicação dele se mostrasse autêntica, ainda assim ele apenas pertence à linhagem de Isildur. Não me curvaria diante desse sujeito, o último representante de uma casa destruída, há muito tempo desprovida de realeza e dignidade.”

“Então, o que escolheria você” – disse Gandalf, – “se seu desejo pudesse ser realizado?”

“Eu escolheria as coisas como elas sempre foram em todos os dias da minha vida” – respondeu Denethor, – “e nos dias de meus antepassados que me precederam: ser o Senhor desta Cidade em paz, e deixar meu lugar para um filho depois de mim, um filho que fosse dono da própria vontade, e não o pupilo de um mago. Mas se o destino me nega isso, então não quero nada: nem a vida diminuída, nem o amor pela metade, nem a honra abalada.”
O Retorno do Rei: “A Pira de Denethor,” p. 121

Denethor então tentou matar Faramir com uma faca, mas foi impedido por Beregond.

“Então” – gritou Denethor. “Tua já roubaste metade do amor de meu filho. Agora roubas também os corações de meus cavaleiros, de modo que por fim eles me roubam inteiramente o meu filho. Mas pelo menos nisto tu não desafiarás minha vontade: não decidirás sobre o meu próprio fim.”
O Retorno do Rei: “A Pira de Denethor,” p. 121

Denethor pulou na pira, quebrou o cajado de sua Regência, e ateou fogo a si mesmo, agarrando o palantír. É dito que suas mãos queimadas podiam ser vistas para sempre no palantír após isso.

Mais tarde naquele dia, a Batalha dos Campos do Pellenor foi vencida com a ajuda dos Rohirrim – que haviam chegado à aurora enquanto Denethor preparava sua pira – e Aragorn, que viera nos navios negros que Denethor confundira como um arauto da destruição de Gondor. Faramir foi curado por Aragorn e imediatamente o reconheceu como seu verdadeiro Rei. Sauron foi derrotado em 25 de Março, quando o Um Anel foi destruído nas chamas da Montanha da Perdição. Aragorn foi coroado Rei de Gondor em 1º de Maio, e Faramir tornou-se seu Regente.

Fontes Adicionais:

Apêndice A
de O Senhor dos Anéis possui uma seção em “Os Regentes” que inclui informações sobre o início da vida de Denethor, seu casamento e sua rivalidade com Thorongil.

Contos Inacabados: “Os Palantíri” fornece detalhes adicionais sobre o uso do palantír por Denethor e seus efeitos sobre ele.

A Carta 183 em As Cartas de J.R.R. Tolkien fornece mais visões sobre as motivações de Denethor.

The History of Middle-earth, vol XII, The Peoples of Middle-earth: "The Heirs of Elendil," p. 206-7 menciona que Denethor possuía duas irmãs mais velhas.

Datas Importantes:

2930
Nascimento de Denethor.

2942
Sauron retorna em segredo para Mordor

2950
Nascimento de Finduilas, filha do Príncipe de Dol Amroth.

2951
Sauron declara-se abertamente em Mordor e começa a reunir poder.

2954
A Montanha da Perdição explode em chamas.

c. 2980
Thorongil deixa Gondor após ganhar a preferência de Ecthelion e causar inveja em Denethor

2976
Denethor casa-se com Finduilas de Dol Amroth.

2978
Nascimento de Boromir, primeiro filho de Denethor.

2983
Nascimento de Faramir, segundo filho de Denethor.

2984
Morte do pai de Denethor, Ecthelion II. Denethor II torna-se Regente de Gondor. Ele começa a usar o palantír pouco depois.
2988
Morte da esposa de Denethor, Finduilas.

3017

Gandalf visita Minas Tirith e lê o pergaminho de Isildur.

3018
19 de Junho: Faramir tem um sonho a respeito da Espada que Foi Quebrada e a Ruína de Isildur.
20 de Junho: As forças de sauron atacam Osgiliath. Boromir e Faramir defendem a margem ocidental do Anduin.

4 de Julho: Boromir parte para Valfenda para descobrir o significado do sonho sobre a Ruína de Isildur.

3019
26 de Fevereiro: Denethor ouve a Corneta de Boromir à distância. Boromir é morto pelos Uruk-hai em Amon Hen.

8 de Março:
Notícias chegam a Minas Tirith de que a frota dos Corsários está se aproximando das Fozes do Anduin.
9 de Março: As Lanternas de Gondor são acesas. Os exércitos dos feudos de Gondor chegam a Minas Tirith. Hirgon, o mensageiro de Denethor, chegam a Rohan com a Flecha Vermelha pedindo ajuda.
10 de Março: O Dia sem Aurora. Faramir retorna a Minas Tirith e reporta sobre seu encontro com Frodo, o Portador do Anel. Uma força inimiga toma Cair Andros e cruza o rio ao Norte de Minas Tirith.
11 de Março: Denethor envia Faramir para defender a passagem do rio em Osgiliath.
12 de Março: Uma força liderada pelo Senhor dos Nazgûl captura a passagem em Osgiliath. Faramir é forçado a recuar.
13 de Março: A Rammas Echor é rompida e os Campos do Pellenor são invadidos. Faramir é levado de volta a Minas Tirith ferido e próximo da morte. Denethor olha no palantír e provavelmente vê a captura de Frodo Bolseiro, levando-o a erroneamente concluir que Sauron estava com o Um Anel.
14 de Março: Denethor permanece ao lado do leito de seu filho e abdica do comando das defesas de Minas Tirith para Gandalf. Outra visão no palantír revela uma frota de Corsários se aproximando, que sem que Denethor saiba é comandada por Aragorn. Denethor prevê a perdição para Faramir e Gondor, e cai em loucura e desespero.
15 de Março: Denethor tenta queimar a si e seu filho vivos em uma pira. Faramir é salvo, mas Denethor morre.
25 de Março: O Um Anel é destruído e Sauron é derrotado.

1º de Maio: Aragorn é coroado Rei de Gondor. Faramir torna-se seu Regente.


Nomes e Títulos:

Denethor II:
Denethor foi o segundo Regente de Gondor com esse nome. Também houve um elfo em tempos antigos chamado Denethor. O nome Denethor significa “flexível e alto/magro” de dene, significando “magro e forte, maleável, flexível” e thara, significanfo “alto (ou comprido) e magro.”
The History of Middle-earth, vol. XI, The War of the Jewels: "Quendi and Eldar," p. 412, note 17

Regente Governante de Gondor:
Denethor foi o 26º e último dos Regentes Governantes de Gondor, que governavam na ausência do Rei. Ele também era referido como Senhor de Gondor, Senhor da Cidade, o Senhor da Torre Branca, e Senhor Denethor

 

 
Árvore Genealógica:

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Fonte: Thain’s Book  

Faramir

Faramir e Éowyn, por Ted NasmithFaramir, filho do Regente de Gondor, foi um Homem de grande sabedoria e nobreza. Seu irmão Boromir foi um membro da Sociedade do Anel. Mas enquanto Boromir sucumbiu à tentação do Um Anel e atrapalhou o Portador do Anel, Faramir teve a força de caráter para rejeitar totalmente o Anel e ajudar Frodo Bolseiro em sua missão.
 

Faramir nasceu em 2983. No ano seguinte seu pai Denethor tornou-se Regente de Gondor, governando na ausência de um Rei. Denethor era orgulhoso e severo, e tornou-se ainda mais frio e retirado após a morte de sua esposa, Finduilas, em 2988.

Quando sua mãe morreu, Faramir possuía cerca de 5 anos apenas. Seu irmão mais velho, Boromir, tomou conta de Faramir, e Faramir espelhou-se em Boromir. Não havia rivalidade entre os irmãos, apesar de o pai deles claramente preferir Boromir. Os irmãos eram similares em aparência, com cabelos escuros e olhos cinzentos, mas eles eram diferentes em temperamento. Boromir era o mais destemido entre os dois, e era considerado um grande guerreiro, enquanto Faramir possuía uma natureza gentil e uma compreensão do coração dos homens. Em Faramir era possível ver que o sangue de Númenor corria verdadeiramente.

Faramir era interessado em estudos e conhecimentos, e ele leu alguns dos antigos manuscritos nos arquivos de Minas Tirith. Gandalf, o Cinzento, ia a Minas Tirith de tempos em tempos para procurar informações sobre Isildur nos arquivos. Faramir aprendeu muito com Gandalf e ele eventualmente supôs que Isildur havia pegado algo da mão de Sauron após sua derrota na Guerra da Última Aliança. Mas Denethor desconfiava de Gandalf, e ele não ficou contente com o fato de seu filho mais novo ficar amigo do Mago.

Faramir também era hábil com armas e era um líder dos homens. Ele tornou-se Capitão de Gondor e o comandante dos Guardiões de Ithilien, que patrulhavam as margens de Mordor. Faramir lutou bravamente para defender Gondor do Inimigo, apesar de ele não apreciar a guerra por seus próprios motivos.

“A guerra deve acontecer, enquanto estivermos defendendo nossas vidas contra um destruidor que poderia devorar tudo; mas não amo a espada brilhante por sua agudeza, nem a flecha por sua rapidez, nem o guerreiro por sua glória. Só amo aquilo que eles defendem: a cidade dos Homens de Númenor, e gostaria que ela fosse amada por seu passado, sua tradição, sua beleza e sua sabedoria presente. Não que ela fosse temida, a não ser da maneira que os homens temem a dignidade de um homem velho e sábio.”

As Duas Torres: “A janela sobre o Oeste,” p. 286

Em Junho de 3018, o Rei-bruxo liderou um ataque repentino de Mordor sobre Osgiliath. Ninguém pôde resistir à terrível presença do Senhor dos Nazgûl, e os Homens de Gondor recuaram para o outro lado do Anduin. Boromir e Faramir seguraram a ponte até ela ser derrubada atrás deles. Os irmãos nadaram para a segurança e a margem ocidental foi novamente mantida contra o Inimigo.

Na noite antes do ataque, o sono de Faramir foi perturbado por um sonho onde uma voz dizia:

Procure a Espada que foi quebrada:
Em Imladris ela está;
Mais fortes que de Morgul encantos
Conselhos lhe darão lá.
E lá um sinal vai ser revelado
Do Fim que está por vir,
E a Ruína de Isildur já acorda,
E o Pequeno já vai surgir.
A Sociedade do Anel: “O Conselho de Elrond,” p. 260

O sonho de Faramir retornou diversas vezes e também sucedeu a Boromir. Juntos eles foram a Denethor para ver se ele poderia interpretar o sonho. O pai deles apenas disse que Imladris era Valfenda, a casa de Elrond no Norte. Faramir ansiou por tomar para si a jornada até Valfenda pra procurar conselhos que pudessem ajudar Gondor, mas Boromir insistiu em ir, pois ele temia que a viagem seria perigosa.

Boromir deixou Minas Tirith em 4 de Julho de 3018. No ano seguinte, em 26 de Fevereiro de 3019, Faramir e denethor ouviram o Grande Chifre carregado por Boromir soar distante ao Norte. Três dias depois Faramir estava de vigia na margem ocidental de Osgiliath. À meia-noite, ele viu um barco descendo o Anduin e se esforçou para alcançá-lo. No barco estava o corpo de seu irmão Boromir, morto por muitos ferimentos. Sua espada estava quebrada, mas o Grande Chifre estava faltando. Mais tarde, o Chifre foi encontrado em duas partes flutuando no rio, mas nenhuma notícia chegou a Gondor sobre o destino de Boromir.

Faramir partiu com sua companhia de Guardiões para emboscar os Haradrim que estavam marchando para Mordor. Em Ithilien, Faramir e seus homens encontraram Frodo Bolseiro e Sam Gamgi, dois Pequenos, como havia sido mencionado no sonho de Faramir. Faramir deixou Mablung e Damrod vigiando os Hobbits enquanto liderava o ataque contra os Sulistas.

Quando Faramir retornou, ele questionou Frodo sobre sua missão. Frodo lhe disse que ele havia partido de Valfenda com oito companheiros, incluindo Aragorn, o herdeiro de Isildur e do Rei Elendil, dos tempos antigos. Os Guardiões ficaram surpresos com essas notícias, mas Faramir disse que seria necessária uma prova antes que Aragorn pudesse reivindicar o trono de Gondor.

Faramir estava particularmente interessado em saber sobre o destino de Boromir e da Ruína de Isildur, mas Frodo não pôde dizer o que havia acontecido a Boromir, e ele não falaria sobre a Ruína de Isildur. Faramir supôs que Frodo carregava algo de grande poder e maldade, mas ele disse a Frodo que não havia nada a temer dele.

"Mas não tema mais nada! Eu não tomaria essa coisa, nem que a encontrasse na estrada. Nem que Minas Tirith estivesse sendo destruída e apenas eu pudesse salvá-la desse modo, usando a arma do Senhor do Escuro para o bem dela e para minha glória. Não. Não anseio por mais triunfos, Frodo, filho de Drogo. "
As Duas Torres: “A janela sobre o Oeste,” p. 286

Mais tarde, no refúgio secreto dos Guardiões em Henneth Annûn, Sam acidentalmente revelou que o fardo de Frodo era o Um Anel do Senhor da Escuridão, Sauron. Os Hobbits ficaram com medo, mas Faramir permaneceu fiel ao seu juramento e não tentou tomar o Anel de Frodo, pois ele possuía a sabedoria para perceber que tal mal precisava ser confrontado.

Faramir entristeceu-se ao saber que Boromir enfrentou tal teste, e ele desejou que ele houvesse ido a Valfenda no lugar de seu irmão. Ele sabia que seu irmão seria tentado por algo por algo ele achasse ser capaz de dar a vitória e a glória a Minas Tirith e a ele próprio.

Naquela noite, Gollum descobriu o Lago Proibido. Frodo implorou a Faramir para poupar a vida da criatura. Apesar de que, pela lei local, Gollum deveria ser morto por entrar no refúgio secreto, Faramir concordou. Ele libertou Gollum sob custódia de Frodo, mas ele avisou Frodo que a criatura era traidora e que Cirith Ungol, onde ele estava levando os Hobbits, era o lar de um terror desconhecido.

Quanto a Frodo e Sam, Faramir decidiu não leva-los a Minas Tirith ante seu pai. Faramir sabia que perderia sua vida se ele tomasse alguma decisão que prejudicasse Gondor, e mesmo assim ele julgou com razão que os Hobbits precisavam ter a permissão de continuar em sua missão. Ele lhes deu provisões e bastões de caminhada feitos de lebethron, e então despediu-se deles com a boa vontade de todos os bons homens.

Faramir e seus homens deixaram Henneth Annûn um dia depois e foram a Cair Andros, uma ilha no Anduin. Naquela noite uma escuridão começou a se lançar de Mordor e pela manhã não houve aurora. Faramir enviou sua companhia para o sul, para fortalecer Osgiliath, e então ele e três de seus homens partiram a cavalo para Minas Tirith. Eles foram perseguidos por cinco Nazgûl montados em Bestas Aladas. Os homens de Faramir foram derrubados de suas montarias, mas ele controlou seu cavalo e voltou cavalgando para ajudá-los. Então Gandalf saiu cavalgando de Minas Tirith e disparou um raio de luz branca contra os Nazgûl, e eles fugiram.

Entrando em Minas Tirith, Faramir surpreendeu-se a over outro Pequeno, o companheiro de Frodo, Pippin Tûk. Faramir reportou-se ao seu pai e lhe disse sobre seu encontro com Frodo e Sam. Denethor zangou-se por Faramir não ter levado o Anel para ele, o que ele acreditou que Boromir faria, e lhe disse que desejaria que os lugares de seu filho mais velho e de seu filho mais novo tivessem sido trocados.

No dia seguinte, Denethor enviou Faramir para comandar as tropas responsáveis por proteger a travessia do rio em Osgiliath. Faramir discordou da estratégia de seu pai, mas concordou em ir.

“Então adeus” disse Faramir. “Mas, se eu retornar, faça melhor juízo de mim”.
“Isso depende de como você retornar”, disse Denethor.
O Retorno do Rei: “O cerco de Gondor,” p. 81

O Rei-bruxo liderou uma grande hoste de Minas Morgul e conquistou a passagem do rio. Faramir recuou com suas forças para os Fortes do Passadiço, mas o inimigo estava em vantagem numérica de dez para um. Muitos dos homens de Faramir foram mortos ou feridos. Faramir resolveu permanecer com eles até o fim para assegurar e ordenar a retirada, evitando uma dispersão.

Em pouco tempo a Rammas Echor ao redor de Minas Tirith foi invadida e a retaguarda foi atacada por Nazgûl Alados. Faramir foi atingido por uma flecha. Gandalf e o Príncipe Imrahil de Dol Amroth lideraram uma tropa para ajudar os homens de Faramir. Imrahil carregou seu sobrinho Faramir de volta para Minas Tirith em seu cavalo, e disse a Denethor que seu filho mais novo havia realizado grandes feitos.

Denethor levou Faramir para uma câmara na Torre Branca. Acreditou-se que Faramir havia sido ferido por um dos dardos envenenados do Rei-bruxo. Denethor arrependeu-se por ter enviado seu filho sem sua benção para correr um risco inútil. Ele caiu profundamente em grande desespero, pois ele havia olhado em seu palantír, e Sauron mostrou-lhe imagens que o levaram a acreditar que o Anel havia sido capturado e que o fim estava próximo para Gondor.

Conforme as forças de Sauron sitiavam Minas Tirith e ateavam fogo ao primeiro círculo da cidade, Denethor exigiu que uma pira funeral fosse feita para ele e seu filho. Apesar de ele ainda estar vivo, Faramir foi carregado para a Casa dos Regentes na Rua Silenciosa, onde os mortos eram sepultados.

Pippin correu para encontrar ajuda, e alertou Beregond da Torre da Guarda. Beregond impediu os serviçais que carregavam tochas de acenderem a pira até que Pippin retornasse com Gandalf. Faramir gemeu e chamou por seu pai enquanto Gandalf o retirava da pira. Denethor sacou uma faca e tentou levar seu filho de volta para a pira, Mas Beregond o impediu. Então Denethor saltou na pira em chamas e incendiou-se vivo.

Faramir foi levado às Casas de Cura onde Aragorn determinou que seu ferimento não era de um dardo do Rei-bruxo, mas de uma flecha de um Sulista. A aflição de Faramir era o resultado do cansaço e tristeza pelo comportamento de seu pai, e principalmente por seu contato próximo com o Hálito Negro dos Nazgûl, que o haviam perseguido duas vezes na última semana.

Aragorn reviveu Faramir com athelas. Apesar de Faramir ter dito a Frodo que Aragorn precisaria provar sua linhagem, Faramir imediatamente reconheceu Aragorn como seu rei quando ele acordou.

De repente Faramir se mexeu, e abriu os olhos, fitando Aragorn que se debruçava sobre ele; uma luz de consciência e amor se acendeu em seu olhar, e ele falou numa voz baixa. “O Senhor me chamou. Estou aqui. Qual é a ordem do rei?”.
O Retorno do Rei: “As Casas de Cura,” p. 133

Faramir permaneceu nas Casas de Cura enquanto Aragorn liderou o Exército do Oeste rumo ao Portão Negro. Um dia, enquanto ele caminhava nos jardins, Éowyn de Rohan veio a ele para perguntar se ela poderia deixar as Casas de Cura e cavalgar para a batalha. Ele aconselhou Éowyn a seguir os conselhos do Diretor das Casas de Cura, mas convidou-a para caminhar com ele nos jardins, onde ela poderia para o leste, na direção de Mordor, se desejasse. Faramir comoveu-se por Éowyn e sua beleza penetrou seu coração.

“Então, Éowyn de Rohan, digo-lhe que é linda. Nos vales de nossas colinas há flores belas e cintilantes, e donzelas ainda mais bonitas; mas até agora não vi em Gondor flores ou mulheres tão encantadoras, nem tão cheias de tristeza. Pode ser que restem apenas alguns dias antes que a escuridão caia sobre nosso mundo, e quando chegar espero enfrentá-la com firmeza; mas aliviaria meu coração se, enquanto o sol ainda brilha, eu ainda pudesse vê-la. Pois nós dois passamos sob as asas da Sombra, e a mesma mão nos trouxe de volta.”
O Retorno do Rei: “O Regente e o Rei,” p. 240

De Merry Brandebuque, Faramir soube a respeito do pesar de Éowyn; de anos esperando junto ao Rei Théoden doente e seu amor não correspondido por Aragorn. Faramir e Éowyn caminharam juntos pelos jardins a cada dia. Em 25 de Março, eles permaneceram junto ao muro, observando na direção de Mordor. Faramir deu a Éowyn um manto azul com estrelas prateadas que pertencera à sua mãe. Então no leste eles viram uma grande escuridão que parecia disposta a engolir o mundo. Ela lembrou a Faramir da Queda de Númenor, com a qual ele frequentemente sonhara. Mas então ele sentiu esperança e alegrou-se, e beijou a fronte de Éowyn.

E assim ficaram sobre as muralhas da Cidade de Gondor, e um vento forte subiu e soprou, e seus cabelos, negros e dourados, esvoaçaram e se misturaram no ar. E a Sombra partiu, e o sol foi descoberto, e a luz jorrou; e as águas do Anduin brilharam como prata, e em todas as casas da Cidade homens cantavam devido á alegria que lhes inundava os corações, vinda de uma fonte que eles não conheciam.
O Retorno do Rei:
“O Regente e o Rei,” p. 242.

Mas Éowyn permaneceu triste por vários dias após. Faramir compreendeu que Éowyn admirava Aragorn por causa de sua grandiosidade e que quando Aragorn lhe deu apenas compreensão e pena em troca, ela desejou uma morte gloriosa em batalha. Faramir disse a Éowyn que apesar de ele também ter sentido pena por ela antes, ele agora a amava e desejava se casar com ela. Então Éowyn percebeu que ela amava Faramir e ele a beijou, à vista de todos em Minas Tirith.  

Faramir assumiu a autoridade do Regente e começou a preparar-se para transferir o governo de Gondor para o novo Rei. Em 1º de Maio Faramir manteve-se no portão da Cidade para receber Aragorn. Ele ajoelhou-se e ofereceu a ele o bastão branco do Regente para entregar seu ofício, mas Aragorn recusou e disse que Faramir e seus herdeiros permaneceriam sendo os Regentes de Gondor. Então Faramir pediu ao povo de Gondor se eles aceitavam Aragorn como seu Rei, e o povo respondeu sim. Faramir trouxe a Coroa de Gondor e Aragorn foi coroado Rei Elessar.

Faramir foi feito Príncipe de Ithilien, e Beregond tornou-se capitão de sua guarda, a Companhia Branca. Em Ithilien, Faramir guardou e manteve os limites orientais de Gondor. Suas responsabilidades incluíam expulsar os foras-da-lei remanescentes e os Orcs, e limpar o Vale de Morgul do mal. Como Príncipe de Ithilien, Faramir era o nobre de mais alto posto em Gondor depois do Príncipe de Dol Amroth, e juntos eles eram os principais comandantes do Rei Elessar. Como Regente de Gondor, Faramir era o conselheiro-chefe do Rei e possuía a autoridade quando o Rei estava ausente.

Faramir e Éowyn estabeleceram seu lar em Emyn Arnen, uma cadeia de colinas em Ithilien à vista de Minas Tirith. Eles tiveram pelo menos um filho, chamado Elboron. Faramir morreu em ano 82 da Quarta Era, aos 120 anos, e Elboron o sucedeu como Regente de Gondor e segundo Príncipe de Ithilien.

Fontes Adicionais:

As Cartas de J.R.R. Tolkien: Carta #244 discute as responsabilidades de Faramir como Regente de Gondor e Príncipe de Ithilien.

Datas Importantes

2983
Nascimento de Faramir

2984

O pai de Faramir, Denethor, torna-se Regente de Gondor.

2988
Morte da mãe de Faramir, Finduilas.

3018
19 de Junho: Faramir sonha com a Ruína de Isildur.
20 de Junho: Sauron ataca Osgiliath. Boromir e Faramir defendem a ponte até ela ser destruída, e então nadam para a segurança.

3019
26 de Fevereiro:
Faramir e Denethor escutam a trombeta de Boromir à distância. Sem saberem, Boromir é morto.
29 de Fevereiro: Faramir vê o barco funeral de Boromir.

1º de Março: Faramir e seus homens partem rumo a Ithilien para emboscar os Sulistas marchando para Mordor.
7 de Março: Faramir encontra Frodo Bolseiro e Sam Gamgi em Ithilien. Ele descobre que Frodo carrega o Um Anel, mas não tenta tomá-lo.
8 de Março: Faramir despede-se dos Hobbits.
9 de Março: Faramir parte de Henneth Annûn para Cair Andros.
10 de Março: Faramir cavalga para Minas Tirith e é salvo dos Nazgûl por Gandalf. Faramir conhece Pippin Tûk e reporta-se para Denethor.
11 de Março: Denethor envia Faramir para Osgiliath para defender a passagem do Rio.
12 de Março: Faramir recua para os Fortes do Passadiço.
13 de Março: Os Campos do Pellenor são invadidos e faramir é levado de volta para Minas Tirith gravemente ferido.
15 de Março: Denethor tenta queimar a si mesmo e Faramir vivos, mas Faramir é resgatado e levado para as Casas de Cura onde Aragorn o restaura.
20 de Março: Faramir encontra-se com Éowyn nas Casas de Cura.
25 de Março: Faramir e Éowyn testemunham a queda do domínio de Sauron das muralhas de Minas Tirith.

1º de Maio: Aragorn é coroado Rei Elessar e convida Faramir a permanecer no ofício de Regente.

10 de Agosto: O Rei Éomer anuncia o noivado de sua irmã Éowyn com Faramir na festa funeral do Rei Théoden.

3020
Casamento de Faramir e Éowyn.

Quarta Era

82
Morte de Faramir.

Nomes e Títulos

Faramir:
O significado de Faramir não é certo. O elemento mir encontrado nos nomes de Faramir e Boromir significa “jóia, coisa preciosa, tesouro”. Especula-se que Faramir signifique “jóia suficiente” – de phar, significando “ser suficiente” – em contraste com Boromir, que significa “jóia fiel”.  Assim Denethor pode ter mostrado sua preferência por seu filho mais velho. O elemento far também pode vir de faras, significando “caçada”.
The History of Middle-earth, vol. V, The Lost Road and Other Writings: "The Etymologies," entradas para MIR, PHAR, e SPAR

Capitão de Gondor:
O título militar de Faramir era Capitão de Gondor.
As Duas Torres: “De ervas e coelho cozido,” p. 271

Regente de Gondor:
Faramir tornou-se o Regente de Gondor com a morte de seu pai, em 15 de Março de 3019. Após a coroação do Rei Elessar, Faramir reteve seu ofício.
O Retorno do Rei: “O Regente e o Rei”,” p. 238, 243, 246

Príncipe de Ithilien:
O Rei Elessar fez de Faramir o primeiro Príncipe de Ithilien e lhe deu Ithilien como seu domínio.
O Retorno do Rei: “O Regente e o Rei,” p. 248

Senhor de Emyn Arnen:
Faramir também ostentava o título de Senhor de Emyn Arnen, a cadeia de colinas em Ithilien onde ele morava.
Apêndice A: “Os Reinos no Exílio,” p. 325

 

 
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Fonte:  The Thain’s Book