Um Antigo e Mais novo Inimigo da Terra-média – Cap. 14

Cap 14: A Marcha dos Rohirrins – Os soldados nas muralhas já se preocupavam com a demora de Pallando e comentavam entre si.

 

 
– O senhor Pallando está demorando demais!

– Será que ele foi pego por aqueles goblins?

– Não acho, o senhor Pallando é muito inteligente e poderoso, não se deixaria ser capturado assim. Seu destino o leva para algo mais glorioso, creio eu.

Enquanto discutiam um vulto se aproximava rapidamente dos portões.

– Vejam!, é o senhor Pallando! – Os soldados se agitaram.

– Finalmente o senhor chegou, estávamos muito preocupados, viu alguma coisa, senhor?

– Fico feliz pela preocupação de vocês, -respondeu o mago- quanto à segunda pergunta, eu vi sim, infelizmente, os goblins tomaram Isengard e via-se muitos saindo em filas de lá, próximo à foz do Isen. Antes da ponte, eles montaram acampamentos e já se montavam em legiões se preparando para seguirem em marcha para o Abismo.

– Então temos que nos apressar senhor, não temos tempo a perder!

– Não se preocupe tanto, Halmá, filho de Háma. Eles não virão tão cedo como acho que imaginavam, consegui retardá-los por tempo suficiente para que o ataque, se vir a ocorrer, que ocorra a luz do dia, o que não é muito do agrado deles, além de nos favorecer. Tenho certeza que com isso, apenas na noite de amanhã é que eles virão. Até lá, as mulheres e crianças já alcançaram uma distância segura no túnel, e Éomer já deverá ter chegado com os reforços. Agora montem as catapultas, posicionando-as nas muralhas. Façam isso rápido, irei para o forte, estudar algumas estratégias para todas as situações que possam vir a ocorrer durante o combate.

Dito isso Halmá juntou os soldados e os dividiu para a montagem das catapultas.

Pallando subiu as rampas, em direção ao forte da trombeta, lá ele analisou todo o arsenal disponível e estudou algumas estratégias previamente para evitar surpresas em combate.

– Tenho certeza que aquela neblina vai ser bastante útil, e tudo que eu imaginava vai sair como planejado.

A noite se passava nenhuma movimentação suspeita no horizonte se via, nada foi observado pelos sentinelas.

Depois de muito estudar, Pallando se dirigiu aos soldados e passou todas as instruções necessárias para todas as possibilidades estudadas por ele, logo em seguida dirigiu-se a Halmá, que acabara de montar a ultima catapulta.

– Alguma movimentação estranha? Perguntou Pallando.

– Nada senhor, até agora. Seja lá qual foi o método utilizado pelo senhor para detê-los por essa noite, foi bastante efetivo.

-Pois é, pelo avançar das horas eles não mais atacarão hoje, pois o dia se aproxima, os primeiros raios de sol já surgem no leste e a aurora se aproxima. Só nos resta agora esperar os reforços que Éomer foi buscar e noticias dos hobbits que seguiram para Edoras.

– Que os valar ouçam sua prece senhor e que envie Éomer com muitos soldados para o nosso auxilio.

– Agora revezem os sentinelas. Todos precisam descansar, inclusive eu. Deveremos estar prontos para a batalha que está por vir. Seguirei para o forte, vou descansar um pouco.

Em Edoras a chegada de Éomer foi bem recebida entre os habitantes. Éomer então seguiu para o palácio e repassou todas as informações possíveis para Éowyn e Faramir.

– Não podemos perder de forma alguma o forte da trombeta, Éomer. -Disse Faramir.

– Eu bem sei disso, e é por esse motivo que eu reuni alguns Rohirrins que encontrei pelos arredores e vim até Edoras solicitar mais alguns. Durante a noite fui até a foz o Isen antes de vir para cá, e lá observei a movimentação dos goblins, Isengard estava completamente tomada, brilhava como se estivesse em chamas quando na verdade eram dezenas de fogueiras e tochas. E o que vi, não são boas noticias. Pelo tamanho do exército eu acho que deviam te entre sete e nove mil soldados, com muitos Trolls, e umas criaturas gigantescas, maior que qualquer troll que eu tenha visto, pareciam gigantes, gigantes das montanhas que pensávamos que eram lendas, eram terríveis. Mas o que realmente nos intrigou foi um vulto que se movia rapidamente e tinha uma luz própria, não eram tochas, parecia obra de magia senhor, estava montado a cavalo, ele seguia em direção ao acampamento dos goblins, mas parou muito antes em cima de uma alta colina, pouco depois o vento ficou mais forte, frio e calor surgiam e desapareciam rapidamente como se o clima estivesse descontrolado e depois ouvíamos palavras trazidas pelo vento, via-se o vulto com as mãos erguidas em direção ao acampamento, seja lá qual for à arma que ele empunhava em sua mão direita emitia essa luz, as palavras não eram claras, as escutávamos sem nexo como:

“ oh ventos… essas… do norte… Neblina… intransponível… criaturas…Manwë… prendam-nas… poder concedido… agora!”

– Pouco tempo depois, nuvens começaram a envolver o acampamento goblin e rapidamente se tornaram uma fortíssima neblina, que apagou inclusive as tochas e fogueiras do acampamento. Em seguida o vulto virou-se e partiu.

Todos pararam e ficaram espantados, não entendiam o ocorrido.

– Como isso pode acontecer? Disse Éowin;

– Era o Pallando -Uma voz respondeu adentrando ao palácio e continuou- Desculpem-me, eu acabei de chegar e não pude deixar de ouvir o relato.

– Alatar? – Disse Faramir com um sorriso.

– Parece que o recado já foi dado meu senhor -Éowyn.

-Sim minha senhora – Disse Alatar fazendo uma reverência- Seu recado já foi dado.

– O recado foi repassado para Radagast , senhor Éomer. ele repassará todas as noticias para o rei Aragorn Elessar.

– Agora a nossa preocupação deve ser concentrada no forte da Trombeta – Disse Éowyn.

– É isso mesmo que farei. Ordenei que dez mil homens se preparem para partir para o forte da trombeta e ficarão sob o meu comando.

– Alatar fez uma reverência e saiu.

Algum tempo depois Alatar voltou para o palácio e falou:

– Estão todos prontos Éomer, poderá seguir para o forte da trombeta já.

– Não quer vir conosco Alatar?, sua sabedoria e inteligência poderiam ser muito úteis para nós em batalhas.

– Agradeço, mas ficarei aqui como conselheiro do senhor Faramir.

– Como quiser. Éomer disse e Partiu.

Assim que Éomer saiu, Faramir dirigindo-se a Alatar falou:

– Preciso que vá para as montanhas, até a saída secreta do túnel, lá você deverá esperar os hobbits e os demais. Antes circule a área para ter certeza da segurança deles.

– O senhor leu meus pensamentos Faramir, era exatamente isso que iria lhe propor. Sendo assim, partirei imediatamente, e levarei alguns Rohirrins comigo.

– Tenha cuidado Alatar- Alertou Éowin.

– Terei minha senhora.

– Estou muito preocupada, só em pensar em guerra outra vez, e um possível sofrimento de meu povo, me vem à memória a imagem de meu rei e tio Theodén, agonizando após o ataque do rei-bruxo, aquela imagem não me sai à cabeça.

– Não se preocupe, agora o contingente militar de Rohan é muito grande, os homens se multiplicaram rápido e soldados para combate teremos, a vitória poderá ser difícil e sofrida, com muitas perdas, mas tenho certeza que a paz prevalecerá.

– Eu não quero lhe perder, não resistiria a mais essa perda na minha vida…

– Éowy minha senhora, você não me perderá – E logo em seguida a beijou.

Já se passava do meio dia quando Alatar Chegou à saída do túnel secreto, e assim que chegou rondou a área como um batedor e percebeu que estava segura, então se aproximou de uma gigantesca árvore e na sua sombra

sentou-se e esperou movimentações saindo do túnel.

No túnel, muitas mulheres e crianças já choravam assustadas, o túnel era quente u úmido além de ser estreito, muitos insetos eram vistos pelo chão e pelas paredes.

Passaram mais alguns minutos caminhando até que Pippin que vinha a frente gritou:

– Vejam! é a luz! parece ser a saída.

Ao atravessarem a luz insurgiram embaixo e por trás de uma arvore gigantesca e ao olharem para o céu não viam nada a não ser a copa da árvore.

Alatar já estava no inicio do sono quando ouviu passes e vozes. Ele então seguiu as vozes e se deparou com os pequenos enquanto os demais saiam do túnel.

– Pallando? -disse Merry.

Alatar sorriu, e respondeu:

– Não pequeno, sou Alatar.

– Vocês se parecem bastante -disse Pippin:

– Pois é, com exceção do chapéu e da cor do azul. Eu não uso chapéu e meu azul é mais escuro, pequeno hobbit.

– Podem confiar nele! Ele está do nosso lado – disse um dos soldados que acompanhavam os pequenos.

– Vim por ordem do senhor Faramir no intuito de Guiá-los até o palácio dourado em segurança. Vamos sigam-me! Não podemos nos arriscar.

Éomer e os Rohirrins já viam o forte da trombeta de longe e para lá se dirigiam

– Meu senhor, por que não se dirigimos direto para o acampamento goblins e lá acabamos com todos? Eles estão em oito mil, e nós somos dez. Não irão resistir nosso poderio militar.

– Não soldado, não sabemos se eles ainda estão em oito mil e não é bom arriscar uma espionagem. Devemos seguir para o forte da trombeta e lá lutar. Teremos a vantagem das muralhas e isso evitará perdas.

Os rohirrins se dirigiram para os portões, de lá se via a poeira subir e o mar de cavaleiros se aproximando:

– Abram os portões! Éomer está vindo com nossos reforços!

Os portões foram abertos, todos os soldados entravam e se espremiam no forte e já se dirigiam para seus postos. Pallando se dirigiu a Éomer.

– Estão aqui Pallando, dez mil lanças com mais três mil que aqui já estavam perfazem um total de treze mil, não vão resistir!

– Espero que eles não nos surpreendam, Éomer. Se assim for, nós venceremos, porém no caso de tiverem surpresa para nós já tenho a estratégia montada.

Éomer então começou a movimentação!

– Se preparem! Nos seus postos, à tarde já esta se esvaecendo e a noite se aproxima! É nesse momento que nossos inimigos atacarão e nós os dizimaremos!

Os soldados se agitavam, e batiam suas lanças nos escudos.

– Peguem seus arcos, os que sabem atirar e se preparem, os receberemos com uma chuva de flechas!

A tarde toda passaram se organizando e ao cair da noite, já se ouviam passos e gritos, aos poucos o horizonte foi se iluminado como fogo, muitas tochas se aproximavam. Eram eles, os Goblins marchando para o combate.

Do alto não se via fim para os soldados Goblins, e quanto mais eles se aproximavam mais surgiam no horizonte, a coragem dos Rohirrins foi ficando menor até que perceberam que não eram apenas oito mil. Estavam em mais muito mais, Éomer calculou quinze mil goblins marchando contra o dique.

– Senhor Pallando, seus cálculos estavam errado disse Halmá, se aproximando do mago.

– Não Halmá, estavam corretos até ontem, parecem que se reforçaram. Querem o forte da trombeta a qualquer custo, mas não devemos esmorecer.

Os Goblins viam o Forte como um baluarte. Caso conquistassem o Abismo, teria duas fortalezas para seu uso. Eles marchavam com um grande entusiasmo, gritando e marchando. Eles se aproximavam, centenas de fileiras de goblins armados e unidos sob um único objetivo, conquista Rohan.

– Éomer? -Disse Pallando virando-se para sua direita – só você agora pode reerguer a moral desses homens.

Éomer balançou a cabeça em sinal de positivo e falou:

Eomer balançou a cabeça em sinal de positivo e falou:

– Não temam cavaleiros de Roham!, a força e a honra estão conoscoo Rei Elessar está conosco e se oRei está conosco quem poderá contra nós?. Essas criaturas são amaldiçoadas e não lutam pelo amor nem muito menos pela paz, lutam pelo ódio e pela destruição. O bem sempre prevalecerá enquanto existirem homens com a corajem e com a força de vontade que é atribuída a vocês, portanto, nesse momento tão obscuro, pensem em seus filhos que os esperam em casa, nas suas amadas mulheres, no seu rei e no seu povo!. È por eles que lutamos!. Não deixaremos esses seres destruírem nossa felicidade, pois a felicidade liberta o homem do ódio. Destruam a todos eles!

O discursso de Eomer inflamou os soldados, eles gritavam como nunca tinham gritado antes e a coragem encheu mais uma vez seus corações. Pallando sorriu.

Abaixo os goblins paravam, eram um oceano sem fim, muitos Trolls vinham à frente e os gigantes citados por Eomer vinham atrás empunhado pedras gigantescas.

O céu estava limpo, nenhuma nuvem se via, a luz da lua e das estrelas iluminava o palco dessa grande batalha que estava por vir.