Rainhas Governantes de Númenor

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No legendarium de Tolkien, as Rainhas Governantes foram mulheres Dúnedain que governaram o reino de Númenor. Dentre os vinte e cinco governantes, apenas três eram do sexo feminino, no entanto a existência das Rainhas Governantes sob a lei Númenoreana foi um marco em uma sociedade e mundo dominados por governantes do sexo masculino.
 
Nos primeiros dias de Númenor, a sucessão seguiu o princípio da progenitura agnática no qual o governo era passado para o mais velho herdeiro do Rei e expressamente proibiu a sucessão de mulheres. Um princípio similar foi usado pelos Altos Reis dos Elfos Noldorin, com os quais os Edain de Númenor tiveram bastante contato.

Silmariën (nascida em S.E. 521), a progenitora da linhagem dos Senhores de Andúnië – da qual os Reis de Gondor e Arnor viriam surgir tempos depois – era a filha mais velha do Rei Tar-Elendil. Sob as leis daquele tempo, não eram permitidas mulheres no governo, então ela foi preteria em favor de seu irmão mais novo, Tar-Meneldur. Todavia, Silmariën é um dos membros mais significantes da família real de Númenor, pois ela herdou a espada Narsil e o Anel de Barahir de Tar-Elendil, seu pai, e esses foram passados para os seus descendentes, os Senhores de Andúnië e mais tarde Reis de Gondor e Arnos: é presumível que seu pai, finalmente, considerou que ela tivesse uma boa razão, talvez até direito, de reivindicar o trono. Silmariën provavelmente também se encarregou da criação de outras preciosas heranças que sobreviveram até a Quarta Era: o Cetro de Andúnië, que após a Queda se tornou o Cetro de Arnor e a Estrela de Elendil, que também se tornou herança da realeza de Arnor.

Tar-Aldarion, sexto governante de Númenor, teve apenas uma criança: uma filha, Ancalimë. Ele mudou a lei para que fosse permitida a primogenitura igual, sob a qual o governo seria passado ao descentende mais velho do Rei, não importando qual o sexo. Essa mudança na lei é referida em O Senhor dos Anéis, Apêndice A: "O sexto Rei deixou apenas uma única criança, uma filha. Ela se tornou a primeira Rainha e para isso foi feita uma lei da casa real na qual o descendente mais velho do Rei, homem ou mulher, receberia o cetro." Essa revisão na lei, no começo, era apenas válida se a filha se casasse e gerasse um herdeiro até uma certa idade, e se ela se casasse com outro membro da família real (praticamente para evitar outro casamento tão desastroso quanto o de Tar-Aldarion e Erendis – a falha a qual Aldarion atribuiu à falta de sangue real dela e também pela disparidade de tempo de vida; mas também para evitar que o controle sobre a coroa passasse para as mãos de outra família). A lei original foi abandonada tempos mais tarde, porém as Rainhas Governantes podiam escolher nunca se casar (veja Tar-Telperiën)

Tar-Ancalimë

Tar-Ancalimë (S.E. 873 – 1285, Governo. 1075 – 1280) foi a sétima governante e primeira Rainha Governante de Númenor. Seu nome significa “Mais Brilhante”. Ela se casou com um nobre chamado Hallcar, filho de Hallatan de Hyarastorni. Ambos Tar-Ancalimë e Hallcar eram a quinta geração dos descendentes do Rei Vardamir Nólimon, e o casamento foi mais por política do que por amor. A Rainha almejou gerar um herdeiro em uma tentativa de assegurar o trono contra as tentativas de seu primo Soronto e logo após o nascimento de seu filho, Hallcar e Tar-Ancalimë viveram separados.


Tar-Ancalimë foi criada por sua mãe Erendis junto com Zamîn. O casamento trágico de sua mãe e consequente vida pode ter influenciado a rejeição de Tar-Ancalimë por seu marido. Ela foi sucedida por seu filho, Tar-Anárion. Ela morreu em 1285 da Segunda Era, aos 412 anos.

Tar-Telperiën

Tar-Telperiën (S.E. 1320 – 1731, Governo. 1556 – 1731) foi a décima governante e segunda Rainha Governante de Númenor. Ela sucedeu seu pai, Rei Tar-Súrion (que foi Rei pelo fato de suas duas irmãs mais velhas não terem interesse em governar ou porque foram forçadas a recusarem o trono durante a juventude). Seu nome é em homenagem à Telperion, a Árvore Branca de Valinor.


Tar-Telperiën governou por 175 anos e durante o seu reinado os Anéis de Poder foram forjados e Sauron conquistou toda Eriador. Ao que parece ela pouco fez em reação a esses eventos. Ela recusou se casar e não gerou nenhum filho, sendo assim sucedida por Tar-Minastir, o filho se seu irmão mais novo, Isilmo (que já é tido como mordo nessa épca). De acordo com “A Linhagem de Elros” de Tolkien, ela morreu no ano 1731 da Segunda Era com 411 anos, entretanto isso entra em conflito com o material publicado em O Senhor dos Anéis, e em outros lugares também, que diz que Tar-Minastir já era Rei na época da intervenção dos Númenoreanos contra Sauron no ano 1700 da Segunda Era.

Tar-Vanimeldë

Tar-Vanimeldë (S.E. 2277 – 2637, Governo. 2526 – 2637) foi a décima sexta governante e terceira e última Rainha Governante de Númenor. Ela era filha e herdeira de Tar-Telemmaitë e tinha pouco interesse em governar, entretanto, e deixou as escolhas do dia-a-dia da monarquia para seu marido, o novre Herucalmo. Seu nome significa “Bela Amada”.
Tar-Vanimeldë governou por 111 anos. Quando ela morreu em 2637 da Segunda Era, com 360 anos, a Monarquia deveria ter sido passada para seu filho, Tar-Alcarin, porém Herucalmo usurpou o trono e governou por vinte anos como Rei Tar-Anducal. Seu reinado não foi considerado legítimo e, nos registros oficiais, Vanimeldë foi sucedida diretamente por Alcarin.

Míriel Ar-Zimraphel

Míriel era a filha do Rei Tar-Palantir e herdeira por direito ao trono de Númenor. Ela deveria ter sido a quarta Rainha Governante, mas seu primo Ar-Pharazôn a forçou a se casar com ele para que ele prórpio ganhasse o título de Rei e, de fato, ele usurpou o trono. Ele mudou o nome dela para Ar-Zimraphel (embora como Rainha Governante ela tivesse preferido o Quenya Tar-; e teria sido Tar-Míriel) Porém se ela mantivesse o seu próprio nome real implicaria que ela seria, tecnicamente falando, considerada igual ou até mesmo mais alta (na hierarquia) do que seu marido. Quando Eru Ilúvatar afundou Númenor, Míriel tentou escalar a encosta de Meneltarma, para que pudesse do topo da montanha fazer uma preçe para Eru e/ou os Valar. Todavia, a grande onda que surgiu para submergir a terra a apanhou no meio do caminho e ela morreu afogada tentando alcançar o topo.

Fonte: Wikipedia