O Poder que subjugou o Um Anel

A historia que vou apresentar poderá ser contada graças a uma
descoberta de antigos pergaminhos de uma Era a muito esquecida, que por
algum motivo, magia é claro, se mantiveram intactos como se o tempo não
houvesse passado sobre eles.

 

 
Os pergaminhos contam praticamente todas as grandes historias da antiga Terra-Média e de seus heróis. Essas histórias foram escritas por um poderoso mago que lutou contra a sombra negra que se apoderava e crescia destruindo todas as outras civilizações que habitava a Terra-Média naquele tempo, como homens, elfos, anões e outros seres. Nelas o Mago descrevia todas as grandes aventuras, guerras, vitórias, derrotas, e diversos acontecimentos ocorridos em toda parte que influenciavam a vida de todos.

Boa parte dessas lembranças escritas pelo Mago hoje na nova Terra-Média não passa apenas por lendas até entre os mais velhos dos povos que ainda hoje vivem nela. Mas uma em destaque chamou a atenção dos descobridores. Era a história do temido monstro parecido com um humano raquítico que pegava criancinhas egoístas e malvadas, e levava para o rio mais próximo e as afogava. Essa história no começo pode parecer ridícula, mas mesmo quem dissesse que não acreditava sentia um maior calafrio toda vez que a ouvia.

Por algum motivo que não sei dizer o qual, provavelmente o medo de criança que eles tinham, acabou por resolver que essa seria uma das primeiras lembranças a se estudar. Após de toda a verificação nos pergaminhos antigos, que durou cerca de nove anos, pelo motivo que não eram simples pergaminhos como já lhes disse, eram mágicos, e sempre se descobriam trechos escondidos nas entrelinhas que mudavam a historia constantemente, reconheceram que todas aquelas histórias que pra eles eram lendas e contos para crianças, na verdade era a mais pura verdade. Assim tiveram a possibilidade de conhecer toda a grande história por traz da amada terra em que viviam e também a história que tanto os assustava quando crianças, a do maligno monstrinho.

Então vamos para a verdadeira grande historia, desta história que lhes conto. Uma história assustadora, mas mesmo assim boa de ser contada. E que por estudos se concluiu que nem o mago que agora sabemos que o nome dele era Gandalf contou toda a seus amigos.

Capitulo Um:

Tudo começou quando Gandalf estava à procura de Smeagol(sim esse era o nome do chamado monstro que todos tinham medo). Gandalf estava desesperado atrás dele para saber informações sobre um assunto de grande importância que no final das contas salvaria a Terra-Média do terror das sombras. O assunto era a respeito de um Anel, muito poderoso por sinal, e que agora estava nas mãos de um amigo seu, um hobbit (hobbits eram seres muito pequenos que ao ver parecem simples crianças). E por isso o mago queria entender como um Anel desse tipo parou na mão de um ser tão pacato como esse.

Passou muito tempo à procura do monstrinho até o achar com a ajuda de um grande amigo guardião. Encontrado e aprisionado o monstro em um vale perto das montanhas onde se escondia, Gandalf começou o interrogatório sobre o a história do Anel, já que o hobbit confessou que roubou o Anel de Smeagol em uma caverna nas montanhas onde muito tempo atrás tinha visitado-as em uma aventura com o próprio mago.

Por incrível que pareça Smeagol, que também era chamado de Gollum por alguns por causa do barulho que fazia com a garganta, contou toda a historia sem ao menos tentar fugir e brigar. Parecia que aquela história o fazia sofrer, mas ao mesmo tempo se sentia aliviado em poder compartilhar. Com o passar do tempo o mago e o guardião foram tendo um pouco de confiança no prisioneiro e o deixaram a vontade para que contasse o que sabia.

- Então vamos ao que nos interessa Smeagol ou Gollum como queira. – falou Gandalf rispidamente – Nos conte toda a história desde o achado até a perda de seu Precioso (era como Gollum se referia ao Anel). E prometa dizer a verdade.

- Sim, nosss promete dizer tudo, tudo sem esconder nada do mago bonzinho e de seu amigo esquisito. – disse chiando e olhando estranhamente para o guardião, mas de um jeito até gentil – Nos diz, diz ssim.

- Prossiga logo, não tempos a eternidade toda – falou o guardião – e não tente nos enrolar.

- Arrg… tudo começou há muito tempo atrás, muito tempo, no dia do aniversário do pobre Smeagol. Estava no rio com o… arch com o maldito Deagol. – falou nervosamente e cuspindo ao falar aquele nome – Ele achou o “precioso”, mas não quis dá para nós, mas era nosso direito, era nosso aniversário, ele tinha que ter dado, mas não, preferiu nadar no rio e morrer afogado, se é que vocês me entende. – nesse momento olhou de relance e desconfiança ao mago. – Era lindo meu “precioso”, como era. Lindo e mágico. Ajudava muito em descobrir os segredosss dos malditos que diziam ser minha família, gollum, gollum!

- Depois de algum tempo os malditos, mandaram o bom Smeagol embora, mandaram sim. – estava olhando pro céu que agora parecia em um véu negro sobre a Terra-Média – Andei muito ate encontrar um lugar onde as malditas bolas brilhantes do céu não nos achassem. Entrei na caverna e rastejei por todos os túneis, é rastejei, até encontrar um lago cheio de peixes gostosos, peixes bons aqueles, é sim. Smeagol ficou escondido por muito, muito longos anos, mas nunca deixava que o Cara Amarela nos encontrasse.

Assim Gollum foi contando todas as suas lembranças. Mas todos que tinham ouvido essa história do mago, já a conheciam ate este momento, mas a parte que vem a ser contada e que foi relatada por Gollum, ninguém soube além do mago e do guardião, que por amizade ao amigo prometeu nunca revelar o que sabia, nem por tortura. Realmente ele era um companheiro leal.

A noite já estava em seu auge, resolveram, portanto ir para perto da borda do vale para acampar, onde havia grandes árvores que serviriam para protegê-los de qualquer viajante encrenqueiro que por acaso passasse por perto. Após fazerem uma pequena ceia, que Gollum nem tocou por nojo da comida, por ser de origem élfica, do qual ele odiava, começaram a se aprontarem para dormir. Mesmo sentindo certa confiança os dois amigos decidiram dormir em turnos, com a desculpa de vigiar contra possíveis surpresas indesejáveis, mas na realidade estavam ainda com pé atrás com o convidado para passar a noite. E sabiam também da grande fama de Gollum ser um excelente estrangulador.

Já amanhecendo o Guardião que estava de guarda, se deparou com o sumiço de Gollum, e isso o espantara muito pelo motivo que nunca um prisioneiro tinha escapado de sua guarda. Mas o que ele não sabia era que Gollum com o passar dos anos vivendo em túneis escuros e perigosos das montanhas, tinha aprendido inúmeros truques de ser escapar de situações tanto quanto perigosas. Gandalf foi logo acordado pelo amigo, e foram logo a caçada novamente, mesmo sem tomar o desjejum.

Não demoraram muito até encontrarem pistas do paradeiro do fujam. Como todo guardião que se preze tem que dominar a arte de caçar e reconhecer pistas, esse não era diferente. Em uma caverna na borda do vale a uns 500 metros, mas em direção noroeste de onde eles estavam, encontraram a pista definitiva de onde Gollum estaria. Era uma pequena pegada em uma poça de lama. Adentraram mais ao fundo do esconderijo e acharam o que procuravam. Ele estava deitado e dormindo em uma pedra plana perto da parede da caverna.

- Levante! Seu tolo idiota. – disse Gandalf, quase saindo fogo pelas narinas por debaixo do longo bigode branco – Quem permitiu que saísse do acampamento?

- Mago bonzinho! Ssai para procurar algum lugar para esconder do nojento Cara Amarela, é sim. Ele já vai aparecer e denunciar Smeagol. Ele odeia o pobre Smeagol. – disse Gollum ainda se recompondo do susto que levara – Pobre Smeagol jura que avisa ao gentil Senhor Guardião da próxima vez, nos jura ssim.

- Não haverá uma próxima vez! – bravejou Gandalf – Mas já que estamos todos acordados, que era o que eu não queria após um dia tão cansativo a sua procura é claro, vamos dar continuidade a nossa conversa da noite passada – pronunciou tais palavras com uma afeição meio preocupada e sonolenta, e logo Gollum começou a falar.

- Após anos como já falei, vivi nos túneis das Montanhas Sombrias. – disse apontando para o Leste com seu repugnante braço com aparência morta, por não tomar sol há muito tempo – Dividindo muitas vezes o espaço com aqueles orcs encrenqueiros que vem sempre do Norte. Mass sempre que dava, Smeagol pegava um pelo pescoçinho asqueroso e o estrangulava… É mas não se podia desperdiçar uma carne tão boa – Gandalf e o Guardião se olharam por uns instantes com cara de que acabará de comer comida preparada por orcs – e Smeagol levava para o lago onde eles, ainda bem não tinham descoberto.

- Depois de um tempo foram ficando cada vez mais com raiva dos sumiços dos seus e resolveram fazer uma busca pelos túneis pra vê se encontrava o assassino de orc, o pobre Smeagol, é sim, vê se encontrava ele. È coitado do bom Smeagol. Mas eu ao contrario daqueles burros, sou maiss esperto, e com meu “Precioso” escapamos deles. – cada vez que falava sobre o “Precioso” ele olhava para a mão e a acariciava como se o Anel estivesse ali. – Com o tempo foram ficando com medo, medo de se aproximarem perto de mais dos túneis próximos ao lindo lago de Smeagol, orcs burros. – Gollum toda vez que pronunciava qualquer xingamento, arregalava os olhos esbugalhados para os outros dois – Mass com a ajuda do “Precioso” eu não tinha problemas de perambular pelos salões fedidos dos orcs e pegar suas crias.

Há essa hora o Sol já estava alto no seu, e iluminava modestamente o interior da caverna, por desgosto de Gollum, mas não se incomodou e continuou a falar. – Um dia quando Smeagol estava nessas caminhadas à procura de alguém “distraído”, ouviu a conversa entre duas orcs em um dos túneis que levava para os salões do chefe deles, – falou do tal chefe como se tivesse levado um soco no estomago – chamado por eles de Grão-orc. Sujeitinho que Smeagol não gostava, não.

- Sua peste maldita, eu vou arrancar sua cabeça com minhas mãos da próxima vez que você se exibir pro meu orc – disse Grinnac, uma orc grande e robusta, com a cara toda repleta de cicatrizes.

- O problema é seu que não segura o Zirac, e além do mais, ele prefere brincar com a gostosa aqui. – Grisha sempre fazia a questão de se exibir, já que entre os orcs ela era considerada muito bonita.

- Sua vadia! – Grinnac foi para cima da rival, ai começaram a se morderem, baterem até que o Grão-orc apareceu no túnel.

- O que está havendo suas malditas? – olhando-as severamente.

- Nada meu senhor. – responderam as duas, após se levantarem.

- Os três já tinham ido, mas o bom Smeagol ficou ali parado pensando na coisa mais linda, além do Precioso, que nós viu na vida. Grisha, o ser mais bonito que Smeagol já conheceu. – o gosto de Gollum não era lá essas coisas, mas ele suspirava como uma criança que acabara de ganhar um presente.

Gollum e o Guardião não perceberam, mas no momento que Gandalf ouviu o nome de Grisha uma nuvem negra pareceu passar pelo rosto. Aquele nome lhe trazia lembranças.

- Fiquei louco, louco é sim, por Ela. Agora Smeagol ia para os túneis apenas para vê se encontrava Ela. Depois de algumas semanas o pobre Smeagol apaixonado encontrou, finalmente, Grisha nos túneis mais externos e tomou coragem de falar com ela, é.

- Oi…

- Arc… Quem está ai? Eu sei que é você Grinnac. Apareça sua peste!

- Não. Não é aquela orc feia. – Gollum ao mesmo tempo em que pronunciava essas palavras, tirava o Anel do dedo, coisa que não fazia há muito tempo, e se apresentava para a orc. – Aqui é o bom Smeagol, é sim.

- Como apareceu de repente? È uma criatura élfica maldita? – falava morrendo de medo e raiva. – Vou pegar você e arrancar pedaço por pedaço desse corpo asqueroso.

- Não Smeagol odeia aqueles elfos, odeia, odeia. Te dei um susto, um susto daqueles, graças ao meu Precioso – uma coisa inacreditável, Gollum nunca tinha revelado a ninguém a existência do Anel. – Smeagol quer te conhecer, é sim.

- Ela ainda estava desconfiada. Como e de onde veio essa coisa? Era a pergunta que ela devia está se fazendo. Ela ficou bastante assustada, mass uma coisa chamou a atenção dela, o Precioso que estava na minha mão. Sss…

- Uhum… Não sei… Mas então, o que é esse anel ai?

- Ah, é um presente que Smeagol ganhou ainda jovem no aniversário dele, no aniversário. – Gollum decidiu não contar a verdadeira história por medo, por não saber qual seria a reação de Grisha.

- Ouvimos então barulhos de passos se aproximando, tratei de colocar o “Precioso” no dedo. Grisha ficou parada no meio do caminho esperando para vê quem era, e não contou sobre Smeagol com ninguém.

- Grisha o que está fazendo aqui? Você sabe que está tendo um conselho nos Salões com o Grão-orc.

- Eu já estava indo. E você Matûrz, porque não está lá? – Matûrz era um orc bastante grande para a raça dele e muito forte, e era muito leal ao Grão-orc. Se é que possa existir lealdade verdadeira entre os orcs.

- Eu fui ordenado a ficasse de guarda na área dos túneis próximos aos portões de saída. Mas eu não preciso ficar te dando satisfação! Vá para a reunião ou então ficará sem ração por um mês, para aprender a não ser intrometida.

- Está bem, eu vou. Seu puxa-saco. – e saiu correndo antes de ouvir qualquer resposta.

- Matûrz continuou sua vigilância pelos túneis e o bom Smeagol viu que não iria mais encontrar a linda orc novamente nesse dia, ai nós resolveu voltar para o lago.

A essa altura o Sol já avisava que estava na hora do almoço. O mago e o guardião decidiram que Gollum podia ir ate o riacho mais a frente e um bosque, que se formava com a água que escorria pelas montanhas, para arranjar alguns peixes para comer. Os dois já sentiam que tinham confiança o bastante em Gollum e aproveitando a saída o Guardião comentou sobre as histórias que tinha ouvido.

- Isso explica o sumiço desse Anel por tantos anos, mas…

- Mas nada! Vamos esperar esse verme voltar e continuar com a história, Ele não disse como perdeu o Anel d’Ele – disse tais palavras como se o guardião tivesse ofendido-o. – Desculpe querido amigo, mas não agüento mais ficar pensado nesse Anel e no verdadeiro dono dele.

- Está bem. – disse o Guardião ainda surpreso com o acesso de raiva do mago.

Haviam passado um pouco mais de meia hora quando Gollum voltou para a caverna no vale. – Smeagol já voltou, é sim, os peixess ficam mais escorregadios com a luz, mas Smeagol pegou muito até se sentir cheio. Deviam provar um pouco de peixe cru, é melhor do que a comida desses elfos nojentos. – disse ele, todo feliz.

- Pare de embromação e termine de uma vez por todas de contar essa história.

- Esstá bem, meuss amigoss. – chiou ele, e desta vez Gollum tinha ficado um pouco irritado com as palavras do mago. Os magos são seres muito sábios, perspicazes e a maioria são pessoas muito boas, mas não tinham muito controle sobre as palavras em momentos angustiantes, tensos e preocupantes. Assim era fácil “estourarem” e começarem a tratar os que estão próximos com pouca gentileza; e Gandalf não era diferente. – Smeagol também já está bastante irritado e quanto antes isso acabar mais perto chega à hora de vocês deixarem nós em paz.

Gollum mesmo chateado e louco para ir embora, não parou de contar, sabia que se sentiria melhor desabafando. – Demorou mais uma semana para que Smeagol encontrasse Grisha, é demorou muito. Na verdade foi ela que foi até o lago de Smeagol, foi sim. Mass ela tinha ido para pedir um favor, favor para Smeagol; Ela queria o Precioso emprestado, falando que era para se esconder do maldito Grão-orc. – Gollum ficava com olhos cada vez mais severos. – E Smeagol não podia negar o pedido de Grisha, mesmo que tivesse de ficar sem o Precioso por algum tempo. Mass o pobre Smeagol não ssabia que ficar sem seu presente era tão ruim. Então não agüentamoss mais e fomos atrás da orc horas depôs. Foi ai que Smeagol mesmo sem o “Precioso” conseguiu por acaso, é acaso, ouvir a conversa de dois orcs que falavam de uma coisa muito interessante, é.

- Você tem certeza que viu ela passando e indo para fora pelo portão?

- Quantas vezes preciso repetir Barac? Ver eu não vi, mas sei que ela passou por ali. Não sei como já que eu estava de guarda o dia inteiro, mas passou. Eu sinto o cheio daquela fêmea a milhas de distância.

- Ainda duvido do que você está me dizendo Hosh. Mas e então, vai contar essa história para o Chefe?

- Nem eu nem você vamos abrir o bico. Já penso o que ele faria com nós se falássemos alguma coisa que seja da orc número um dele? – disse quase sussurrando, e olhava para os lados constantemente. – Ele iria nos matar e cortar membro por membro e mandar para aqueles Wargs malditos que vivem na floresta, ou ainda pior, amarrar a gente vivos e deixar para eles. E tem mais uma coisa, aquele língua-solta do Gazat me disse que ontem quando estava fazendo a vigilância lá em cima da encosta oeste, viu ou pensou ter visto um sujeitinho barbudo, e como a ordem é matar todos que se aproximar, ele atirou uma flecha e antes dela acertar, o sujeito desapareceu. Então ele mandou um grupo pra ir lá verificar, e o grupo não voltou. E já que ele não queria ser culpado por deixar escapar um suspeito e por perder um grupo, resolveu não comentar nada disso com o Grão-orc, se não seria morto.

- Mas você acha que esse sujeitinho tem haver alguma coisa com a orc e com o sumiço dos outros?

- Não sei e não quero saber. E vamos deixar esse assunto de lado e irmos para os Salões. – disse o Hosh.

- O bom Smeagol escutou tudo, mas decidiu voltar para o lago e não arriscar a andar mais pelos túneis cheios dos orcs malditos, até a linda Grisha devolver o meu “Precioso”. – dessa vez o Guardião percebeu que Gandalf estava ficando cada vez mais agitado, mas não demonstrou que tinha percebido.

- No dia seguinte Smeagol esperou, esperou ansioso pela volta da minha “Preciosa”, – já estava tratando Grisha do mesmo modo que tratava o Anel. – até a Cara Branca aparecer. Mass Smeagol sabia que ela iria voltar. Passou algum tempo e ela apareceu,

- Smeagol meu querido, não fique com ódio de mim. – disse e entregava o Anel para Gollum, que por sua vez o pegou rapidamente. – Por sua ajuda você merece um prêmio… – e na opinião de Gollum foi a melhor noite que ele teve na vida. Arc.

- Smeagol ficou se encontrando durante meses com Grisha sempre que podia. Um dia ela veio e disse que estava grávida do Smeagol, é grávida, e depois saiu correndo e não voltou mais, nem pra falar com o nós. Com o Precioso Smeagol foi procurar ela mais uma vez. – disse ele apertando uma pedra na mão. – Depois de procurar muito Smeagol conseguiu chegar ate os Salões onde viu ela falando com aquele chefe deles e consegui ouvir o que eles estavam dizendo.

- Está cuidando direito de meu filho? Ah se não estiver… Quero que este ai que você diz ser meu filho, seja se um dia for capaz, meu sucessor. – disse o Grão-orc sentado em uma cadeira de pedra grosseiramente esculpida, já que nada que é feito por mãos orcs possa ser considerado bonito de alguma forma.

- Sim meu senhor. Seu filho que carrego parece bem, – disse ela – e fico feliz por sua preocupação e…

- Preocupação? – gritou furiosamente. – Não seja idiota. Só quero ter certeza de que ainda carrega a cria. Porque se não, eu iria lhe mandar para os lobos, já que não presta nem para segurar um cria e servi de reprodutora. – e cuspiu na cara da orc.

- Smeagol ficou com ódio dos malditos e principalmente dela. Ela traiu, traiu, traiu o pobre Smeagol, arch. Ela é como todos aqueles outros, gollum, gollum. – agora Gollum ficara atordoado de raiva e inquieto, mas novamente prosseguiu. – O traído Smeagol saiu gritando, ninguém podia ver nós, mas todos aqueles orcs burros escutaram e começaram a correr pelos buracos que eles fizeram por toda a montanha. Mas nós foi mais esperto e não pegaram Smeagol.

- Nós já tinha chorado muito, muito quando ela apareceu no lago, Smeagol teve vontade de estrangula, estrangular, é! Mass… Ela dissse que o miserável cria dela não era do orc. Nós ficou até melhor, mass ai de novo ela dissse que não era do Ssmeagol. – chiava de raiva.

- O filho não é do Grão-orc, mas também não é seu meu Smeagol. – falava e chorava ao mesmo tempo.

- É daquele ssujeitinho barbudo, não é, não é? Sua pesstes miserável, nós odeia você.

- Sim, é, mas… – Gollum pulou na orc e começou a estrangular e a matou com a cria junto na barriga dela.

E você meu Precioso? Você traiu o Smeagol deixando ela ir ver aquele canalha sem os outross ver ela, gollum, gollum. – gollum pegou o Anel e atirou na escuridão do túnel a frente, e em seguida puxou a orc morta com as mãos e a jogou dentro do lago. Logo depois começou a escutar os barulhos dos orcs entrando pelo túnel e foi se esconder, e com a passagem deles o Anel foi sendo levado para as profundesas da montanha. Após chegarem ao lago encontraram Grisha morta. Trataram então de levá-la para o chefe, e nunca mais foram ali.

- E foi assim que perdi o Precioso, de que sinto falta, falta é sim, e também foi assim que fez aquele hobbitizinho maldito, aquele Bolseiro achar o meu Precioso anos maiss tarde, e roubar Ele do pobre Smeagol com uma trapaça nass adivinhas. “O que eu tenho noss bolsoss”… Aquilo não era uma adivinha, ele nóss enganou, é enganou sim. – e finalmente Gollum tinha terminado a história, e apesar da raiva de contá-la, se sentia aliviado.

- Pornto, Smeagol já conto tudo que sabia, e agora nós quer ir embora e nunca maiss olhar para a cara nojenta de vocês. – a noite já chegara e para Gollum seria uma boa hora de ir embora.

- Mas agora vocês vão ouvir minha história. – disse Gandalf.

- Gandalf? – falou o Guardião bastante surpreso.

- Smeagol não quer ouvir nada, nós que é ir embora. – disse Gollum. – Vocês disseram para Smeagol que ia deixar ele ir embora se contasse o que queriam!

- Sim, eu disse. Mas creio que é meu dever contar para você o que sei. Por isso espero que fique e ouça. – falou olhando de um jeito instigante. – O que vou contar vai lhe esclarecer muita coisa. E surpreender também…

Gollum olhava desconfiado para Gandalf, e aquilo que o mago tinha lhe dito o tinha chamado a sua atenção. – Hum… Está bem, nós fica, mas depois Smeagol vai.

- Como quiser. – Gandalf tomou fôlego e começou. – Há muitos anos atrás eu estava viajando por essas terras para saber noticias do Necromance, e saber o que ele estava armando. Quando em uma noite fui atacado por um grupo de orcs, consegui com um pouco de dificuldade acabar com todos, menos uma. Essa eu não sei o porquê mesmo sendo um poderoso mago, não consegui matar. Olhei para seus olhos e ela para os meus. Estava bastante assustada, então desisti de matá-la e resolvi conversar. – Gollum ao ouvir falar sobre uma orc, já se demonstrava cada vez mais interessado. – No começo ela não quis dizer muito só falava que os outros iriam vim para saber o que tinha acontecido. Eu por não entender comecei a tratar seus ferimentos, e logo que terminei, ela então começou a ter confiança em mim e eu nela.

- Conversamos por um bom tempo. Ela dizia coisas sobre o Grão-orc e respondia o que eu perguntava sobre a influência do Necromancer tinha para aqueles lados da região. Após um tempo ela se foi e combinamos de nos encontrar no dia seguinte. Esperei-a durante metade do dia escondido em uma gruta não muito longe da borda da mata. Já achando que ela tinha desistido, eu já estava me aprontando para rumar para o Sul, quando ela apareceu de repente, na hora não entendi, mas após ouvir sua história, agora sei que ela estava usando o Anel. Sim Gollum era Grisha, a sua Grisha. – Gollum a essa altura tinha percebido de que ele era o sujeitinho com que Grisha tinha o traído, e estava cheio de raiva e não estava mais se contendo, e avançou em cima do mago. Na hora o guardião pulou na frente e sacou de sua bolsa uma corda e amarrou Gollum na pedra. Enquanto isso Gandalf ficava apenas sentado olhando e ouvindo os xingamentos.

- Seu mago maldito, maldito, roubo Grisha do pobre Smeagol, roubou sim. Por quê? Nós vai pegar você e matar, arrancar sua cabeça e enfiar em uma estaca, Smeagol vai sim.

- Amarre a boca dele, porque se não, não vou conseguir termina minha história. – disse Gandalf para o guardião, que por sinal estava tão surpreso quanto Gollum.

- Sim, sim… – disse o Guardião

Após amarrado e a boca fechada Gollum se conteve e parou de se debater na pedra e tentar gritar. Ele sabia de que de nada adiantaria, estava muito bem amarrado. Gandalf vendo que Gollum não poderia mais atrapalhar continuou de contar a história. – Como eu estava dizendo, eu já estava me aprontando para seguir em viajem quando ela apareceu. Conversamos muito a noite toda, vi que ela não era uma orc como os outros de sua raça, e tive uma das melhores noites das minhas trezentas vidas humanas que já passei nesta terra. Fiquei com ela no dia seguinte o tempo todo, e quando chegou à noite novamente ela teve que ir para não chamar a atenção, mas combinamos de sempre nos encontrar quando eu passasse ali. Eu viajava praticamente todos os meses para aquela região e sempre arrumava um jeito que ela soubesse que eu estava a sua espera. Mas uma vez ela disse que estava esperando um filho meu, eu não tive o que pensar, um velho mago como eu que tinha uma reputação a zelar não poderia ser visto com uma orc. Então mesmo sabendo que eu estava fazendo a coisa mais errada de minha vida, fui embora e não mais voltei àquela região até na viagem com os anões e Bilbo.

- Então contei a minha história e ao ouvir a sua tudo se encaixa. Não vou dizer nada sobre a morte de Grisha e de meu suposto filho, que você matou. Mas agora decide que você não pode ficar a solta com esse segredo e, portanto você ira conosco até a Floresta das Trevas, onde amigos meus iram vigia-lo, mas creio eu que nem você vai querer comentar isso com mais alguém. E também espero que você grande amigo nunca contem o que ouviu para mais ninguém, e que essa história não interfira em nossa longa amizade. – dizendo isso Gandalf e o Guardião se levantaram e começaram a se aprontar para dormir, e logo no começo do dia seguinte iriam rumar para o norte.

Aqui termina a história da qual retiramos dos antigos pergaminhos do Mago. E como disse, a existência desta história foi guardada em sigilo por muito tempo, para que ninguém soubesse, por enquanto.

 
FIM
 
Comentários do Autor:
P.S. – É minha primeira fanfic, então me desculpem se houver erros, ou alguma coisa a mais.
P.P.S – Eu sei que deve ter sido um pouco difícil tentar imaginar um orc fêmea, e ainda por cima bonita.
P.P.P.S. – Para que essa história soe bem, vocês precisam imaginar mesmo que tudo que esta aqui possa acontecer. E não vou agüentar ouvir aquelas criticas de que, “Gandalf nunca faria isso”, “Gollum nunca se desprenderia de seu Anel”. Por isso, imaginem.