Elrond no O Senhor dos Anéis, ele escreveu: ‘Glorfindel fala de sua
origem em Gondolin’ [VI.214]. Mais de trinta anos depois ele levantou a
questão se Glorfindel de Gondolin e Glorfindel de Valfenda eram
realmente um e o mesmo, e esta foi discutida em duas discussões, junto
com outros escritos breves ou fragmentários associados com eles. Eu
irei me referir a estes como ‘Glorfindel I’ e ‘Glorfindel II’. A
primeira página de Glorfindel I está faltando, e a segunda página
começa com as palavras ‘como guardas ou assistentes’. Então se segue:
lutado nas longas guerras contra Melkor seria uma companhia realmente
adequada para Gandalf. Nós podemos então razoavelmente supor que
Glorfindel [possivelmente como um de um pequeno grupo, mais
provavelmente como uma companhia única] desembarcou com Gandalf-Olórin
por volta de 1000 da Terceira Era. Esta suposição pode realmente
explicar o ar de poder especial e santidade que cercava Glorfindel –
percebava como o Rei-Bruxo fugiu dele, enquanto todos os outros [como o
Rei Eárnur] embora corajosos não conseguiam fazer seus cavalos
encará-lo [Apêndice A [I, iv]]. De acordo com os registros
[completamente independente deste caso] sobre a natureza Élfica dados
em outro local, e suas relações com os Valar, quando Glorfindel foi
morto seu espírito foi para Mandos e foi julgado, e então permaneceu
nos Salões de Espera até que Manwë lhe concedesse liberdade. Os Elfos
eram por natureza destinados a serem ‘imortais’, até os limites
desconhecidos da vida na Terra como um mundo habitável, e seus
desligamentos corporais eram mortificantes. Era o dever dos Vala,
então, restaurá-los, se eles fossem mortos, para a vida encarnada, se
eles assim o desejassem – a não ser por alguma razão grave [e rara]:
como os feitos de grande mal, ou quaisquer feitos de malícia dos quais
permanecessem obstinadamente sem arrependimento. Quando eles eram
re-incorporados eles podiam permaneceer em Valinor ou retornar para a
Terra-média se seu lar tivesse sido lá. Nós podemos então razoavelmente
supor que Glorfindel, após a purificação ou perdão de sua parte na
rebelião dos Noldor, foi liberto de Mandos e tornou-se ele mesmo
novamente, mas permaneceu no Reino Abençoado – pois Gondolin foi
destruída e todos ou a maioria de seus parentes tinham perecido. Nós
podemos dessa forma compreender porqeu ele parecia uma figura tão
poderosa e quase ‘angelical’. Pois ele tinha retornado à primitiva
inocência dos Primogênitos, e tinha então vivido entre aqueles Elfos
que nunca se rebelaram, e em companhia dos maiar por eras: desde os
últimos anos da Primeira Era, através da Segunda Era até o final do
primeiro milênio da Terceira Era: antes dele retornar à Terra-média. É
também bastante provável que ele já em Valinor tenha se tornado um
amigo e um seguidor de Olórin. Mesmo nos breves vislumbres dados sobre
ele em O Senhor dos Anéis ele aparece como especialmente preocupado com
Gandalf, e foi um [o mais poderoso, ao que parece] daqueles mandados de
Valfenda quando as preocupantes notícias de que Gandalf não reaparecera
para guiar ou proteger o Portador do Anel chegaram a Elrond.
O segundo ensaio, Glorfindel II, é um texto de cinco páginas
manuscritas que sem dúvida segui-se ao primeiro depois de um curto
intervalo; mas um pedaço de papel no qual meu pai apressadamente
colocou alguns pensamentos sobre a matéria presumivelmente veio entre
eles, visto que ele disse ali que enquanto gandalf poderia ter vindo
com Gandalf, ‘parece bem mais verossímel que ele tenha sido mandado na
crise da Segunda Era, quando Sauron invadiu Eriador, para auxiliar
Elrond, e embora não [ainda] mencionado nos anais relatando a derrota
de Sauron ele representou um notável e heróico papel na guerra.’ Ao
final desta nota ele escreveu as palavras ‘navio Numenoriano’,
presumivelmente indicando como Glorfindel poderia ter cruzado o Grande
Mar.
Seu nome é de fato derivado do mais antigo trabalho na mitologia: A
Queda de Gondolin, escrito em 1916-1917, no qual a linguagem Élfica que
no final das contas tornou-se aquela do tipo conhecido como Sindarin
estava em uma forma primitiva e desorganizada, e sua relação com o tipo
chamado Alto Élfico [por si mesmo bastante primitivo] ainda era
aleátorio. A intenção era que significasse ‘Tranças Douradas’, e foi o
nome dado ao ‘Gnomo’ [Noldo] heróico, um líder de Gondolin, que na
passagem de Cristhorn [‘abismo das �?guias’] lutou com um Balrog [>
Demônio], a quem ele matou ao custo de sua própria vida.
Seu uso em O Senhor dos Anéis é um dos casos do uso de alguma forma
aleatório dos nomes encontrados nas antigas lendas, agora conhecidas
como sendo O Silmarillion, e que escapou à reconsideração na versão
final publicada de O Senhor dos Anéis. Isto é desafortunado, uma vez
que agora o nome é difícil de encaixar no Sindarin, e possivelmente não
pode ser Quenyarin. Também na agora organizada mitologia, dificuldades
estão presentes nas coisas anotadas sobre Glorfindel em O Senhor dos
Anéis, se Glorfindel de Gondolin é supostamente a mesma pessoa que
Glorfindel de Valfenda.
Como mencionado anteriormente: ele foi morto na Queda de Gondlin ao
final da Primeira Era, e se um líder daquela cidade deveria ser um
Noldo, um dos Senhores Élficos na tropa do Rei Turukáno [Turgon]; de
qualquer maneira quando A Queda de Gondolin foi escrito ele certamente
foi pensado como um. Mas os Noldor em Beleriand eram exilados de
Valinor, tendo se rebelado contra a autoridade de Manwë, supremo líder
dos Valar, e Turgon fora um dos apoiadores mais determinados e sem
arrependimento da rebelião de Fëanor. Não há’como escapar disso.
Gondolin no O Silmarillion é dita ter sido construída e ocupada por um
povo de origem quase inteiramente Noldorin. Poderia ser possível,
embora inconsistente, supor que um príncipe de origem Sindarin uniu-se
à tropa de Turgon, mas isto iria contradizer inteiramente o que é dito
de Glorfindel em Valfenda em O Senhor dos Anéis, onde é dito ele ser um
dos ‘senhores dos Eldar de além do mais distantes mares… que havia
morado no Reino Abençoado.’ Os Sindar nunca haviam deixado a
Terra-média.
Esta dificuldade, muito mais séria que a linguística, deve ser
considerada primeiro. De qualquer modo a solução mais simples à
primeira vista deve ser abandonada: aquela na qual temos uma mera
duplicação de nome, e que Glorfindel de Gondolin e Glorfindel de
Valfenda são pessoas diferentes. Esta repetição de um nome tão
impressionante, embora possível, não é crível. Nenhum outro personagem
de destaque nas lendas Élficas como relatadas em O Silmarillion e O
Senhor dos Anéis tem um nome usado por outra personalidade Élfica de
importância. Também pode ser percebido que a aceitação de Glorfindel de
antigamente e da Terceira Era realmente explica o que é dito dele e
aprimora a história.
Quando Glorfindel de Gondolin foi morto seu espírito deveria, de acordo
com as leis estabelecidas pelo Um, ser obrigado a retornar
imediatamente para a terra dos Valar. Lá então ele deveria ser julgado,
e permaneceria nos ‘Salões de Espera’ até que Manwë lhe concedesse
perdão. Elfos foram destinados a serem ‘imortais, isto é não morrer
dentro dos limites desconhecidos estabelecidos pelo Um, que no máximo
seria até o fim da vida da Terra como um mundo habitável. Suas mortes –
por qualquer ferimento a seus corpos que fosse tão severo que não
pudesse ser curado – e o desligamento corporal de seus espíritos era um
assunto ‘não-natural’ e doloroso. Era então dever dos Valar, por
comando do Um, restaurá-los à vida encarnada, se assim o desejassem.
Mas esta ‘restauração’ poderia ser adiada por Manwë, se o fëa enquanto
vivo tivesse cometido atos malignos e recusado a se arrepender deles,
ou ainda mantinha qualquer malícia contra qualquer outra pessoa entre
os vivos.
Agora Glorfindel de Gondolin era um dos Noldor exilados, rebeldes
contra a autoridade de Manwë, e eles estavam todos sob a proibição
imposta por ele: eles não poderiam retornar em forma corpórea ao Reino
Abençoado. Manwë, contudo, não estava preso à suas próprias regrasm e
sendo o governante supremo do Reino de Arda poderia colocá-las de lado,
quando desejasse. Pelo que é dito em O Silmarillion e O Senhor dos
Anéis é evidente que ele era um Elda de espírito nobre e elevado e
pode-se assumir que, embora tenha deixado valinor na tropa de Turgon,
então incorrendo na proibição, ele o fez relutantemente devido ao
parentesco e lealdade para com Turgon , e não teve parte no fratricídio
de Alqualondë.
Mais importante: Glorfindel sacrificou sua vida na defesa dos fugitivos
das ruínas de Gondolin contra um Demônio saído de Thangorodrim, e assim
permitindo Tuor e Idril filha de Turgon e seus filho Eärendil escapar,
e buscar refúgio nas Bocas do Sirion. Apesar dele não ter sabido a
importância disto [e teria defendido-os mesmo eles sendo fugitivos de
qualquer nível], este feito foi de vital importância para os desígnios
dos Valar. É então inteiramente para manter o propósito geral de O
Silmarillion a descrição da história subsequente de Glorfindel. Após a
purificação de qualquer culpa que ele tivesse assumido na rebelião, ele
foi liberto de Mandos, e Manwë o restaurou. Ele tornou-se então
novamente uma pessoa vivente encarnada, e foi-lhe permitido morar no
Reino Abençoado; pois ele tinha recuperado a graça e inocência
primordial dos Eldar. Por longos anos ele permaneceu em valinor, em
reunião com os Eldar que não se rebelaram, e em companhia dos Maiar.
Para estes ele tinha se tornado quase um igual, pois embora ele fosse
um encarnado [para quem uma forma corporal não feita ou escolhida por
si mesmo é necessária] seu poder espiritual foi grandemente aumentado
pelo seu auto-sacrifício. Em algum momento, provavelmente no início de
sua residência provisória em Valinor, ele tornou-se um seguido, e um
amigo, de Olórin [Gandalf], que como é dito em O Silmarillion tinha um
amor e preocupação especiais pelos Filhos de Ilúvatar. Aquele Olórin,
como era possível a um dos Maiar, já tinha visitado a Terra-média e
tinha conhecido não apenas os Elfos Sindarin e outros no âmago da
Terra-média, mas também com os Homens, mas nada é [>ainda foi] dito
sobre isto.
Glorfindel permaneceu no Reino Abençoado, sem dúvida a princípio por
sua própria escolha: Gondolin fora destruída, e todos os seus parentes
tinham perecido, e estavam nos Salões de Espera inacessíveis pelos
vivos. Mas sua longa residência temporária durante os últimos anos da
Primeira Era, e pelo menos vários anos na Segunda Era, sem dúvida
estavam de acordo com os desejos e desígnios de Manwë.
Quanto então Glorfindel retornou para a Terra-média? Isto deve
provavelmente ter ocorrido antes do final da Segunda Era, e a ‘Mudança
do Mundo’ e o Afundamento de Númenor, após o que nenhuma criatura viva
corpórea, ‘humana’ ou de tipos inferiores poderia retornar dos Reinos
Abençoados que haviam sido ‘removidas dos Círculos do Mundo’. Isto de
acordo com uma regra geral procedente de Eru; e de qualquer forma, até
o final da Terceira Era, quando Eru decretou que o Domínio dos Homens
deveria começar, Manwë poderia ter recebido a permissão de Eru para
fazer uma exceção em seu caso, e para ter planejado alguns modos de
transporte para Glorfindel até a Terra-média, isto é improvável e faria
de Glorfindel ter poder e importâncias maiores do que parecia
ajustar-se a ele.
Nós então podemos melhor supor que Glorfindel retornou durante a
Segunda Era, antes que a ‘sombra’ se estendesse em Númenor, e enquanto
os Numenorianos ainda eram saudados pelos Eldar como poderosos aliados.
Seu retorno deve ter sido para o propósito de fortalecer Gil-galad e
Elrond, quando crescente mal das intenções de Sauron foi finalmente
percebido por eles. Poderia, então, ter sido tão cedo quanto 1200 da
Segunda Era, quando Sauron veio em pessoa para Lindon e tentou
ludibriar Gil-galad, mas foi rejeitado e mandado embora. Mas poderia
ter sido, talvez mais provavelmente, tão tarde quanto 1600, o Ano do
Terror, quando Barad-dûr foi completada e o Um Anel forjado, e
Celebrimbor finalmente tomou consci6encia da armadilha em que caíra.
Pois em 1200, embora cheio de ansiedade, Gil-galad sentia-se forte e
capaz de lidar com Sauron com descaso. E também a este tempo seus
aliados Numenorianos tinham começado a fazer portos permanentes para
seus grandes navios, e também muitos deles tinham começado a morar lá
definitivamente. Em 1600 tornou-se claro a todos os líderes dos Elfos e
Homens [e Anões] que a guerra contra Sauron era inevitável, agora
desmascarado como um novo Senhor Escuro. Eles então começaram a se
preparam para seu ataque; e sem dúvida mensagens e pedidos urgente por
ajuda foram recebidos em Númenor [e em Valinor].
O texto acaba aqui, sem indicação de que está incompleto, embora a
‘dificuldade linguística’ a que ele se refere não foi levantada.
Escrito ao mesmo tempo que os textos ‘Glorfindel’ existe uma discussão
da reincarnação Élfica. Ele tem duas versões, uma um rascunho bastante
bruto [parcialmente escritos de fato no manuscrito de Glorfindel I] em
relação ao outro. Este texto não está incluído aqui, exceto sua parte
conclusória, que se refere à crença dos Anões no renascimento ou
reaparição de seus pais, mais notavelmente Durin. Eu entrego esta
passagem na forma em que está no rascunho original. Ela foi escrita
rapidamente [com pontuação omitida, e formas variantes ou frases
atropelando0se umas às outras] que na versão impressa que se segue não
foi de modo algum transportada; mas são anotados pensamentos emergentes
de uma matéria relativa à qual muito pouco é encontrada nos escritos de
meu pai.
Esta falsa noção está conectada com várias idéias estranhas que tanto
Elfos quanto Homens tinham em relação aos Anões, as quais eram de fato
grandemente derivadas dos próprios Anões. Pois os Anões afirmavam que
os espíritos dos Sete Pais de suas raças de tempos em tempos renasciam
entre seus clãs. Isto é notável principalmente no caso da raça dos
barbalongas cujo antepassado primeiro era chamado Durin, um nome
tomados de tempo sme tempos por um de seus descendentes, mas não por
outros exceto aquels em linha direta de descendência de Durin I. Durin
I, o mais antigo dos pais, ‘acordou’ a muito tempo atrás na Primeira
Era [suipostamente logo após o despertar dos Homens], mas na Segunda
Era vários outros Durin apareceram como reis dos barbalongas
[Anfagrim]. Na Terceira Era Durin VI foi morto por um Balrog em 1980.
Foi profetizado [pelos Anões], quando Daín Pé-de-Ferro assumiu a
realeza em 2941 da Terceira Era [após a Batalha dos Cinco Exércitos],
que na sua linha direta apareceria um dia um Durin VII – mas ele seria
o último. Sobre estes Durin os Anões reportaram que eles retinham na
memória suas vidas anteriores como Reis, como se fosse real, e
natualmente incompleta, como se eles tivessem vivido anos consecutivos
como uma única pessoa.
Como isto poderia ter chegado ao Elfos não é conhecido; nem os Anões
falam muito mais sobre o assunto. Mas os Elfos de Valinor conhecem um
estranho conto sobre a origem dos Anões, o qual os Noldro trouxeram
para a Terra-média, e declaram que o aprenderem do próprio Aulë. Este
poderá sem encontrado entre vários assuntos menores encluídos em notas
dou apêndices de O Silmarillion, e não é relatado completamente aqui.
Para o presente propósito é suficiente recordar que o criador direto da
raça dos Anões foi o Vala Aulë.
Aqui está uma breve versão da lenda da Criação dos Anões, a qual eu
omiti; meu pai escreveu no texto: ‘Não é o lugar para contar a história
de Aulë e os Anões.’ A conclusão então se segue:
Os Anões acrescenta que àquele tempo Aulë conquistou para eles este
privilégio que os distinguia dos Elfos e dos Homens: que os espíritos
de cada um dos Pais [como Durin] poderiam, ao final da longa duração da
vida destinada aos Anões, adormeceriam, e então descansariam em um
túmulo de seus próprios corpos, em descanso, e ali seus cansaços e
ferimento que sofreram seriam curados. Então após longos anos eles
deveriam acordar e tomar sua realeza novamente.
A segunda versão é bem mais breve, e sobre a questão do ‘renascimento’
dos pais diz apenas: ‘… a reaparição, a longos intervalos, da pessoa
de um dos Pais dos Anões, nas linhas de seus reis – especialmente Durin
– não é, quando examinada, provavelmente um caso de renascimento, mas
da preservação do corpo de um prévio Rei Durin [é dito] para o qual a
certos intervalos seu espírito retorna. Mas as relações dos Anões com
os valar e especialmente com o Vala Aulë são [ao que parece] bastante
diferentes daquelas de Elfos e Homens.’
[Tradução de Fábio Bettega]
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adorei, eu sempre me perguntei se o Glorfindel de Valfenda era o mesmo de Gondolin.
sempre tive curiosidade sobre o Glorfindel.. legal !
…”Durin
I, o mais antigo dos pais, ‘acordou’ a muito tempo atrás na Primeira
Era [suipostamente logo após o despertar dos Homens],”…
Mas então, de acordo com O Silmarillion os Anões não acordaram primeiro que os homens?
Nargothrond começou a ser escavada pelos Anões da raça de Mîm(que é dito, ou pelo menos eu entendi que foi banido dos grades reinos dos Anões). Além de que os Elfos já tinham travado conhecimento dos Anões antes do Despertar dos Edain.
Essa dúvida não tem muita(ou nenhuma) relação com Glorfindel mas ainda assim achei pertinente perguntar
Sobre o texto em si, simplesmente optimo =]
Eles despertaram antes dos Homens, mas “voltaram” a adormecer por ordem de Ilúvatar, até que os Homens despertassem.