“Os Pequenos abençoaram aquela terra…”
Na bela Ithilien, respirava-se o ar da paz e da alegria. A terrível Guerra do Anel era lembrada, mas poucos faziam questão de amargar as tristezas causadas pela guerra. Os grandes feitos do povo de Gondor, no entanto, eram contados como cantigas para as crianças. Elfos, anões, e os eternos aliados, os Cavaleiros de Rohan, eram festejados. Mas nada disso era comparado ao fascínio que os hobbits despertavam.
Notando sua presença, Beregond ouviu-o dizer: Sente-se, meu amigo. -a voz era gentil, porém resoluta. – Quando aceitará o meu convite para se tornar Conselheiro? – exclamou Faramir, o jovem capitão era austero e belo, não havia dúvidas que o sangue de Númenor corria em suas veias. A tristeza, uma vez vista em seus olhos, fora expulsa desde seu casamento com a impetuosa Senhora de Rohan. Beregond sempre a amaria por isso.
-Faramir. – corrigiu o príncipe de Ithilien, sorrindo de sua boa sorte. Os conselhos de Beregond eram valiosos e Faramir buscava sempre por sua observação, a avaliação de Beregond, prudente e justa, e as observações argutas de Éowyn.
- Não precisa de Conselheiros, senh … Faramir, sempre teve a capacidade de ler mentes e corações. – completou orgulhosamente Beregond.
Todos, mesmo em Gondor, na época que Boromir vivia, sabiam da capacidade de Faramir de entender e liderar homens e feras. Como se tivesse tido os pensamentos lidos, Faramir levantou-se e voltou sua atenção a janela.
- A Senhora Éowyn, acredita que ela esteja feliz, Beregond? – perguntou Faramir.
Beregond levantou-se e seguiu Faramir até a janela. Pelos jardins de Ithilien, Éowyn caminhava pensativa sem perceber que estava sendo observada. Dividia sua atenção entre os citadinos que conversam com ela, e a contemplação ao belo jardim. Ao se ver sozinha, voltava ao caminhar. Faramir sabia que algo a perturbava. Entretanto, o que trouxera a serenidade no belo rosto da esposa, Faramir não podia adivinhar.
- A Senhora Éowyn, é amada por todos, senhor Faramir, a sua inteligência aliada a sua presença de espírito cativou-nos. Não há nada que o povo de Emyn Arnen e Ithilien deixem de fazer pela senhora. – observou Beregond.
- Meu bom amigo, não respondeu à minha pergunta. – retrucou Faramir olhando em direção ao jardim.
- Permita-me uma sugestão? – com o menear do príncipe, prosseguiu. –Podemos convidar os hobbits, Merry e Pippin! Eles trazem grande alegria à cidade. E a Senhora Éowyn tem por Merry grande admiração. Devo confessar render-me a vivacidade daquele povo.
ossa ser tirada de mim!
- Faramir, meu amigo e esposo, eu estava concentrada tentando imaginar o futuro – fez uma pausa, procurando captar cada reação do marido. – Imaginando, se o herdeiro de Ithilien terá sua capacidade de desvendar corações.












Comentários